1ª edição realizou-se ontem
O Monsantos Open Air foi palco da cerimónia de entrega de prémios da 1.ª edição dos One Health Pet Awards, uma iniciativa que...

A gala, que teve como anfitrião o animador de rádio Paulo Fernandes, começou com um conjunto de seminários com o intuito de educar e sensibilizar o público sobre a profunda ligação entre humanos e os seus animais de estimação, sob os temas: O processo de luto pela perda de um animal de companhia, ministrado por Sofia Gabriel, Psicóloga Clínica na MIND; Linguagem Corporal Canina - O que saber na ótica do utilizador, orientado por Luisa Fechner, Clã do Cão e Saber mais sobre o meu cão pode mudar o mundo?, guiado por Carolina Brandão e Filipa Barreto – Médicas Veterinárias.

A cerimónia de entrega de prémios foi marcada por momentos de grande inspiração e partilha de conhecimento. Um dos destaques do programa foi a mesa-redonda, moderada por Xavier Canavilhas, da Ordem dos Médicos Veterinários, que contou com a partilha de opiniões de investigadores e especialistas de renome na abordagem One Health, como Margarida Reis, Ana Margarida Alho e, ainda, o espanhol Santiago Vega García, Diretor do Observatório One Health da Universidade CEU Cardenal Herrera, cuja experiência e visão enriqueceram o debate, trazendo uma perspetiva internacional sobre o conceito One Health.

Devido à elevada procura, o evento registou lotação esgotada, levando a organização a recorrer à transmissão via streaming para garantir que todos os interessados, incluindo quem não se encontrava em Lisboa, pudessem acompanhar a cerimónia. 

Houve ainda espaço para a atribuição do Prémio “Personalidade One Health” a Carlos Gonçalo das Neves, Chief Scientist da European Food Safety Authority (EFSA), pelo seu trabalho de investigação desenvolvido em torno do conceito One Health, saúde animal, biodiversidade e ameaças emergentes.

A cerimónia também foi marcada pela atribuição do Prémio “Pawrtners in Life”, atribuído por votação online a Pedro Aumari de Oliveira e à sua cadela-guia Java. Este prémio destaca histórias de ligação e heroísmo entre os animais e os seus tutores, reforçando o impacto positivo dessas relações na saúde integrada.

"Esta primeira edição representa um marco no reconhecimento de projetos que promovem a saúde integrada, incentivando a inovação e a cooperação entre diversas áreas de conhecimento", afirma Bernardo Soares, Healthcare Director da UPPartner "O compromisso da UPPartner é deixar uma marca positiva no nosso planeta e com a criação do projeto One Health Pet Awards pretendemos continuar a inspirar a promoção de boas práticas e valorizar iniciativas que reforcem a ligação entre a saúde humana, animal e ambiental, criando um futuro mais sustentável e equilibrado”.

Houve ainda espaço para a apresentação do projeto de investigação científica intitulado “A relação entre humanos e animais de companhia impacta a saúde mental?”, que pretende aprofundar o impacto positivo dos animais de companhia no bem-estar emocional e psicológico das pessoas. Este estudo, que visa aprofundar o impacto positivo dos animais de companhia no bem-estar emocional das pessoas, vai ser desenvolvido pela agência de comunicação e marketing UPPartner, impulsionadora dos One Health Pet Awards, em parceria com investigadores de Universidades portuguesas e estrangeiras: Gonçalo Graça Pereira (Professor na Egas Moniz School of Health and Science), Joana Pereira (Professora na Egas Moniz School of Health and Science), Luísa Guardão (Médica Veterinária e investigadora do ICBAS - Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto), Paula Silva (Professora do ICBAS - Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto), Karina Silva (Investigadora do ICBAS - Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto), João Graça (Professor de Psicologia na Universidade de Groningen), Ana Junça da Silva (Professora de Psicologia no ISCTE-IUL) e Daniel Silva (Investigador da UBI – Universidade da Beira Interior). Este estudo visa aprofundar o impacto positivo dos animais de companhia no bem-estar emocional das pessoas.

O evento contou com a presença de 200 pessoas, na sua maioria profissionais do setor e investigadores que trabalham sob alçada do conceito One Health. 

Modernização da atividade cirúrgica pediátrica
A ULS São João iniciou o seu programa de cirurgia robótica na Pediatria. A primeira utente pediátrica a ser submetida a uma...

A cirurgia robótica apresenta múltiplas vantagens para o utente em termos de conforto pós-operatório, com menor dor associada, e de rapidez na recuperação, permitindo encurtar o período de internamento após a intervenção. Tem também associada uma maior precisão cirúrgica, anulando o trémulo do cirurgião pediátrico, e um menor risco de erro associado a qualquer intervenção cirúrgica pela uniformização dos procedimentos. Também para os profissionais, o robot cirúrgico pode em muito beneficiar o trabalho do cirurgião, quer em termos ergonómicos, quer em termos dos graus de rotação (ou seja, ao manipular instrumentos, o braço do robot tem maior liberdade do que o pulso humano).

“De futuro, queremos avançar para cirurgias mais complexas e em idades inferiores”, afirma Miguel Campos, diretor do serviço de Cirurgia Pediátrica.

O início do programa da cirurgia robótica na Pediatria representa um significativo avanço na modernização da sua atividade cirúrgica pediátrica no São João.

 
Dia 4 de dezembro
Realiza-se no próximo dia 4 de dezembro, em Santiago de Besteiros, Tondela, a Conferência dos 25 anos da Fresenius Kabi em...

“O papel da Indústria Farmacêutica nacional no contexto da estratégia para os medicamentos críticos” vai ser o tema em discussão, num painel constituído por membros da Comissão Europeia, concretamente da Health Emergency Preparedness and Response (HERA), representada por Pierre François Baulieu, pelo Diretor-Geral da Medicines for Europe, Adrian van den Hoven, pelo Vice-President Governmental Affairs & Public Policy da Fresenius SE, David Jauch, pela presidente da APOGEN, Maria do Carmo Neves e por um representante do INFARMED.

A cerimónia termina com a visita inaugural à expansão da Unidade de Produção de Penicilinas.

Trata-se de um momento de comemoração dos 25 anos da Fresenius Kabi em Portugal, enquanto companhia com o maior complexo industrial de produção de medicamentos do país, localizado no interior (centro), em Santiago de Besteiros. Conta com mais de 850 colaboradores, constituindo-se como um importante motor de desenvolvimento local e nacional, com produção de um portefólio alargado de medicamentos essenciais para o SNS, contribuindo para a autonomia nacional da produção de medicamentos.

 
 
 
Massa crítica de CoLABs essencial à introdução de soluções úteis e em tempo real nos hospitais
Promover a retenção de talento e a introdução de produtos e serviços inovadores e de valor para os doentes, numa crescente...

“Os CoLABs podem ser protagonistas da aproximação entre a ciência e os cuidados de saúde, retendo o talento, apoiando as start-ups e as empresas que operam neste importante ecossistema de inovação, assim como melhorando as competências digitais e funcionais das equipas médicas e promovendo a participação ativa dos doentes e respetivas comunidades nestes processos. Acima de tudo, importa medir, avaliar e valorizar aquele que é o real impacto destas atividades para a sociedade”, afirmou Ana Povo, Secretária de Estado da Saúde, nesta ampla reflexão sobre o papel dos laboratórios colaborativos em Portugal.

O Presidente dos Centros Académicos Clínicos, José Fragata, destacou a relevância dos CoLABs na área da saúde, afirmando que “são verdadeiras ferramentas de implementação para a tão necessária ponte entre o conhecimento académico a as especialidades clínicas praticadas nos Centros Académicos Clínicos. A inovação aplicada dos CoLABs pode acelerar o desenvolvimento e a implementação de soluções inovadoras em ambiente clínico, contribuindo para a inovação clínica feita em ambiente académico, com impactos para a qualidade da prestação de cuidados.”

“Os CoLABs são catalisadores de conhecimento e inovação por excelência, sendo responsáveis pelo desenvolvimento de produtos e serviços escaláveis, internacionalizáveis e com impacto para os cuidados de saúde em Portugal. No caso específico dos mais de 15 projetos de investigação que já conduzimos e que representam mais de 2,3 milhões de euros em dotação financeira, 37 publicações científicas e a colaboração com mais de 35 empresas e start-ups, mais de 180 profissionais de saúde e mais de 300 doentes, temo-nos empenhado, ao longo dos últimos cinco anos, no desenvolvimento de projetos inovadores, capazes de aportar um real valor à vida das pessoas e de contribuir para uma saúde mais integrada, transparente e sustentável”, comentou Ana Rita Londral, Diretora Executiva do VOH.CoLAB. 

 
BIOCHIP-PATHFINDER vence na categoria EIT Health
A final da edição de 2024 do programa Jumpstarter do EIT (Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia) realizou-se ontem, dia 28...

Este programa, promovido pelo Instituto Europeu de Inovação e Tecnologia, um organismo da União Europeia, decorre durante sete meses, onde os participantes devem identificar e validar o melhor modelo de negócio para as suas ideias inovadoras baseadas na ciência, com o objetivo de transformar estas ideias em startups prontas para entrar no mercado. Este ano, a iniciativa recebeu 600 candidaturas, das quais 180 foram selecionadas para a formação, e destas, foram escolhidas as 49 melhores equipas para competir em Budapeste, divididas em 9 categorias, que abrangeram vários setores, desde o alimentar até ao energético.

Em cada categoria foram selecionados três vencedores, que receberam coletivamente prémios no valor de 150.000€. Na categoria EIT Health, a equipa portuguesa BIOCHIP-PATHFINDER foi a grande vencedora, que competiu com a WellscanPro, do Kosovo e a NexThera Tech, também de Portugal. 

O BIOCHIP-PATHFINDER é o primeiro laboratório plasmónico em chip orientado por IA alguma vez descrito, um dispositivo inovador de diagnóstico no local de prestação de cuidados, que pretende responder à urgente necessidade de detetar de forma rápida e eficaz a RAM (resistência antimicrobiana) que, anualmente, contribui para cerca de 5 milhões de mortes. Este sistema de deteção tudo-em-um é uma ferramenta de diagnóstico ultra-rápida, precisa, portátil, automatizada, acessível e fácil de utilizar, baseada em fenótipos, que irá apoiar a prescrição de antibióticos em tempo real, permitindo reduzir a disseminação da infeção e contribuindo para diminuir as taxas de mortalidade.

Na categoria EIT InnoEnergy, a equipa StoreNow conquistou o primeiro lugar, tendo competido com as equipas Deltasort, da Croácia, e Rehemp, da Sérvia. A StoreNow é uma plataforma digital que faz a ligação entre os proprietários de habitações interessados em instalar sistemas de armazenamento de bateria e as empresas ou instaladores que oferecem soluções de energia renovável. Através da plataforma, os utilizadores podem avaliar rapidamente o desempenho económico, técnico e ambiental das principais opções de armazenamento, sem a necessidade de recorrer a consultores externos.

Entre as 49 equipas que chegaram à final de Budapeste, encontrava-se também a equipa portuguesa Wonky Wonders, empresa de snacks, que competiu na categoria EIT Food.

Piotr Boulange, representante do programa EIT Jumpstarter, referiu que “O número de startups estabelecidas em países não ocidentais através de programas como o EIT Jumpstarter está a aumentar todos os anos, e muitas empresas que participaram em edições anteriores já atingiram avaliações multimilionárias. Este facto é particularmente importante para colmatar o défice de financiamento no ecossistema europeu de inovação. O programa ajuda a criar novos empregos, traz novas competências e estimula o empreendedorismo na região.”

O representante do programa mencionou ainda que “Considerando que cada euro investido no programa gera 30 euros de financiamento externo para novas empresas, o EIT Jumpstarter é um verdadeiro trampolim para fundadores talentosos.”

A próxima edição do programa terá início em janeiro, mas as pré-inscrições já estão disponíveis e podem ser feitas aqui. Em 2025, o EIT Jumpstarter prevê um apoio adicional aos talentos dos Balcãs Ocidentais e da Ucrânia e um novo prémio para reconhecer a melhor startup recém-criada na região mediterrânica e nas regiões ultraperiféricas da União Europeia.

Desde 2017, o programa EIT Jumpstarter já formou 1.180 talentos, o que levou à criação de 124 novas startups e 2.100 novos postos de trabalho nos países considerados inovadores emergentes e moderados, de acordo com o Painel Europeu da Inovação. Estas startups atraíram ao todo 150 milhões de euros de investimento externo até à data. O EIT Jumpstarter está aberto a mais de 22 países e regiões e é liderado pelo EIT Health, com o apoio do EIT Food, EIT InnoEnergy, EIT Manufacturing, EIT RawMaterials, EIT Urban Mobility e EIT Culture & Creativity.

 
Dia Mundial da Luta Contra a Sida | 1 de dezembro
O tempo vai decorrendo, e, de forma mais ou menos repentina, verificamos que já passaram mais de 40

A “pandemia VIH” está controlada?

Apesar de todos os avanços, não podemos fazer esta afirmação. Continuam a aparecer nas nossas consultas novos casos de doença VIH, muitos em estádios avançados. Isto significa que a cadeia de transmissão não foi cortada e a testagem é insuficiente. Este corte na cadeia seria possível se todos os casos estivessem diagnosticados, em tratamento e com viremias indetectáveis no sangue. UMA PESSOA COM CARGA VIRAL INDETECTÁVEL NÃO TRANSMITE O VÍRUS.

A generalidade da população está bem informada sobre esta patologia?

Infelizmente isto ainda não é uma realidade. O desconhecimento em relação às formas de transmissão e de prevenção continua a gerar comportamentos de risco que seriam evitáveis. Temos de saber que uma única relação sexual não protegida pode transmitir o vírus; que não é pelo aspecto exterior que se afere se alguém é ou não portador do VIH; que todas as idades podem contrair o vírus, numerosos novos doentes nos chegam com idades entre os 60 e 80 anos; todos deveríamos ser testados para o VIH pelo menos uma vez na vida e sempre que existam comportamentos de risco.

Já não existe discriminação contra os doentes por terem VIH?

Infelizmente existe. Por vezes até em locais onde todos os doentes deveriam estar mais protegidos, como os Hospitais. A génese deste estigma está no medo e no desconhecimento. Tal como na questão anterior, a ignorância em relação às formas de transmissão está na origem destes comportamentos. Não é demais reafirmar sempre que o vírus NÃO SE TRANSMITE por abraços, beijos, saliva, talheres, utensílios, contactos sociais do dia-a-dia…

Por outro lado, muito foi feito e houve grandes progressos ao longo destes anos:

  • A terapêutica antiretrovírica tem grande eficácia, na maior parte dos casos com um único comprimido diário.
  • O controle virológico e imunitário sob terapêutica possibilita que falemos numa doença crónica controlável, não numa doença fatal como há 30 anos.
  • A disponibilização de Profilaxia Pré Exposição, PREP, pode prevenir a transmissão da doença nalguns grupos específicos.
  • A disponibilização de Profilaxia Pós Exposição. PEP, reduz a possibilidade de transmissão após um contacto de risco.
  • A transmissão através da utilização de Drogas endovenosas teve uma drástica redução, graças aos programas virados para esta população no final do século XX.
  • A transmissão vertical, de mãe para filho durante a gravidez ou o parto, praticamente desapareceu em Portugal, sendo os últimos raros casos alvo de investigação. O rastreio e terapêutica durante a gravidez é fundamental.
  • Aparecem agora novas formas de tratamento, consistindo nomeadamente em duas injecções intramusculares de 2-2 meses, sem comprimidos.

Os objectivos actuais nos cuidados às pessoas que vivem com o VIH continuam a ser o controle virológico e imunológico, mas também vão muito para lá destes propósitos. O bem-estar global e o controle de outras doenças associadas constituem uma meta fundamental. É neste sentido que as numerosas unidades espalhadas pelo país exercem a sua actividade. Especialistas em Medicina Interna, Infecciologia ou outras especialidades trabalham diariamente para o controle desta patologia e de todas as comorbilidades a ela associada.

Da parte da população, a procura de informação, o rastreio sistematizado e o apoio sem discriminação são os comportamentos que realmente todos gostaríamos de ver generalizados.

A todos um feliz Primeiro de Dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a SIDA.

 
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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Na área da Proteção contra as Radiações e Saúde
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu e designou, novamente, a Unidade Científico-Pedagógica (UCP) de Imagem Médica e...

Esta designação, com efeitos a partir do próximo dia 14 de dezembro, tem como missão providenciar aconselhamento técnico à OMS na identificação de prioridades no âmbito da investigação na área das radiações ionizantes e no apoio ao desenvolvimento de documentos e normas técnicas, elaborados pela referida organização.

O Centro Colaborador continuará, nos próximos quatro anos, sob a liderança do Prof. Doutor Graciano Paulo e da Prof. Doutora Joana Santos que, alinhados com os altos padrões da OMS, continuarão a trabalhar no sentido de melhorar a prestação de cuidados de saúde, através do desenvolvimento de estratégias de redução de dose nos doentes, profissionais e população em geral.

Para Joana Santos, docente e investigadora de IMR e líder do Centro Colaborador, “esta designação é tão relevante para a instituição como para a comunidade global de saúde pois os centros colaboradores desempenham um papel essencial na promoção de práticas seguras no uso da radiação em práticas médicas, potenciando a investigação”.

Para Graciano Paulo, Presidente da ESTeSC e líder do Centro Colaborador da OMS, “esta designação é o reconhecimento do trabalho de excelência que a ESTeSC tem vindo a desenvolver na área da proteção contra as radiações, sendo motivo de orgulho integrar a lista de apenas 20 instituições a nível mundial, que têm este reconhecimento e poder trabalhar no sentido de reduzir a exposição à radiação ionizante, promovendo boas práticas na prestação de cuidados de saúde”. 

 
 
Summer Medical School - International Program é dirigido a jovens estudantes de todo o mundo
Depois do sucesso a nível nacional e do programa em parceria com o Tecnológico de Monterrey, México (em 2024), a NOVA Medical...

Este programa de verão foi especificamente desenhado para imergir os participantes num ambiente de aprendizagem inovador, focado nas tendências que estão a moldar o futuro da saúde, nomeadamente o desafio da longevidade, uma prioridade política e social para uma sustentabilidade dos sistemas de saúde e da economia. Entre 21 e 25 de julho de 2025, os participantes terão acesso a conteúdos académicos e científicos de excelência, incluindo sessões interativas e workshops hands-on no Kitchen Lab da Instituição.

A Summer Medical School Lifestyle distingue-se pelo seu caráter internacional, atraindo participantes de todo o mundo e preparando os jovens para desempenharem papéis críticos no combate às doenças crónicas e na promoção da saúde populacional, com competências relevantes no autocuidado e literacia em saúde. Esta abordagem global não só enriquece os participantes, como também permite o intercâmbio de ideias e práticas que transcendem fronteiras.

“O que estamos a oferecer é a oportunidade dos participantes mergulharem nos conceitos da Medicina dos 4 P’s: Preventiva, Personalizada, Participativa e Preditiva, com foco na promoção da saúde e na adoção de tecnologias inovadoras no cuidado ao paciente. Inovação, conhecimento e networking internacional são as palavras-chave, sendo o espaço perfeito para reunir jovens com um espírito inovador e curiosidade científica”, explica Conceição Calhau, Subdiretora para a Extensão à Comunidade da NOVA Medical School.

O programa é integralmente em inglês, dando acesso a uma rede de networking internacional, sobretudo com os expertises da NOVA Medical School – líderes de opinião na área da medicina, ciências da nutrição, saúde pública e tecnologias emergentes, que podem manter-se no seguimento das suas trajetórias académicas e profissionais.

A professora Conceição Calhau refere ainda que “é fundamental que as novas gerações sejam preparadas para integrar práticas de saúde baseadas em evidências e estilos de vida adequados. Este programa vai além do ensino tradicional: é uma verdadeira imersão no futuro da saúde global. Pretendemos que estes jovens tenham a oportunidade de expandirem os seus conhecimentos e competências, em particular na prevenção de doenças e nas mais recentes abordagens inovadoras em cuidados médicos, numa experiência única de aprendizagem e inovação”.

Este programa oferece mais do que conhecimento técnico, prático e científico. Proporciona uma experiência social única, onde os participantes aprendem a trabalhar em equipa, desenvolver competências práticas e tornar-se promotores de saúde na sua comunidade. O impacto vai além do presente: forma profissionais conscientes e comprometidos com a construção de um futuro melhor.

O valor da inscrição cobre o alojamento em quartos individuais numa Residência de Estudantes em Lisboa, acompanhamento por monitores da NOVA Medical School, refeições nutricionalmente adequadas – com supervisão de ementas pela equipa de nutrição da escola -, consulta de nutrição, acesso ao programa Académico e Científico com oradores de renome, certificado de participação e, ainda, um sunset que encerra em festa uma semana intensiva de aprendizagem.

Esta iniciativa é, também, um marco importante para a instituição de ensino e posiciona a NOVA Medical School na vanguarda da capacitação de jovens, mesmo antes do acesso ao ensino superior: “A NOVA Medical School é uma das instituições mais prestigiadas a nível internacional no campo da educação e investigação médica e que forma os futuros líderes da saúde. Este programa é o espelho disso, com a participação de professores e especialistas líderes nas suas áreas”, explica Conceição Calhau. A professora não tem dúvidas de que esta “é uma oportunidade única para estes jovens, que irão não só aprender, como também conhecer colegas de várias partes do mundo, criando uma rede internacional que pode perdurar além do verão”.

 
Análise dos investigadores Carolina Santos e Pedro Pita Barros ao Orçamento do Estado
O orçamento do Estado para 2025 reforça o compromisso do Governo com a melhoria contínua do SNS. No entanto, e apesar dos...

A análise é revelada na mais recente Nota do Observatório da Despesa em Saúde – Orçamento do Estado para a Saúde 2025, da autoria dos investigadores Carolina Santos e Pedro Pita Barros, detentor da Cátedra BPI | Fundação ‘la Caixa’ em Economia da Saúde, no âmbito da Iniciativa para a Equidade Social, uma parceria entre a Fundação ‘la Caixa’, o BPI e a Nova SBE.

A análise – baseada na informação disponibilizada no Orçamento do Estado 2025, bem como na Nota Explicativa do Orçamento do Estado 2025 do Ministério da Saúde e no posterior Aditamento à Nota Explicativa – revela que, em 2025, a despesa efetiva consolidada em saúde aumentará 7,2% em termos nominais e 4,5 em termos reais, face ao orçamentado em 2024 e o peso relativo da despesa pública em saúde, no contexto da despesa primária das Administrações públicas, será de 13,3% em 2025. No entanto, e apesar dos reforços orçamentais, persistem desafios como a subexecução da despesa de capital, atrasos no pagamento a fornecedores externos do SNS e riscos de derrapagem na despesa com pessoal (o aumento de 13,79% no orçamento da despesa com pessoal no SNS deixa uma reduzida almofada financeira para cobrir aumentos de despesa que advenham de contratações e valorizações salariais ainda não contempladas).

A análise revela ainda que o Orçamento do Estado 2025 dá continuidade à integração de cuidados iniciada em 2024 e aposta em medidas que visam aumentar a cobertura da população por médicos de família, nomeadamente através da contratualização com os setores privado e social, com a criação das Unidades de Saúde Familiares modelo C. No entanto, e apesar do Orçamento do Estado para 2025 não apresentar estimativas do impacto orçamental das medidas apresentadas para o setor da saúde nem detalhe o contributo que os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência têm nas principais iniciativas apresentadas, o documento inclui iniciativas (hospitalização domiciliária, monitorização do doente crónico à distância, implementação do Registo de Saúde Eletrónico Único) que podem trazer ganhos de eficiência aumentando a produtividade do SNS, "o que poderá ajudar a reverter (ou pelo menos a mitigar) a tendência de longo prazo de perda de produtividade no SNS que se observa pelo menos desde 2015" referem os investigadores. 

As principais políticas de saúde listadas no Orçamento do Estado foram agrupadas e analisadas em cinco grandes domínios:

Reforço e modernização do SNS

O investimento nos profissionais do SNS continuará a ser uma prioridade, com foco na valorização do trabalho, reconhecimento das contribuições e apoio à formação e investigação, promovendo o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional através de melhorias salariais para médicos e farmacêuticos. O documento mantém as políticas de investimento em infraestruturas e equipamentos do SNS (com a conclusão de obras em curso e novos projetos, como os hospitais do Oeste e o novo Hospital Central do Algarve) e prevê um reforço significativo nas infraestruturas destinadas aos Cuidados de Saúde Primários.

A modernização do setor da saúde será impulsionada pelos fundos do PRR (que apoiarão o fortalecimento da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, da Rede Nacional de Cuidados Paliativos e da Rede de Cuidados de Saúde Mental) mas, não especifica os encargos futuros associados a estes investimentos realizados com fundos do PRR, o que dificulta uma visão clara da pressão orçamental na área da saúde nos próximos anos.

Melhoria do acesso, qualidade e eficiência

O Orçamento do Estado 2025 apresenta diversas medidas para melhorar o acesso e a qualidade dos cuidados de saúde. Prevê-se a criação de novos Centros de Referência, o fortalecimento da saúde mental, a promoção da hospitalização domiciliária e a expansão das redes de Cuidados Continuados e Cuidados Paliativos. Serão priorizados o cumprimento dos tempos máximos de resposta para consultas, cirurgias e diagnósticos, com destaque para a introdução de uma prioridade clínica para doentes oncológicos.

Outra novidade é a criação das Unidades de Saúde Familiar (USF) modelo C, que oferecerão maior autonomia e flexibilidade, podendo ser contratualizadas com o setor social ou privado. Para garantir que estas Unidades ampliam a resposta assistencial e não atuam simplesmente como um mecanismo de redistribuição interna dos recursos do SNS, os profissionais de saúde que integram a equipa, bem como os sócios ou acionistas da entidade promotora da USF modelo C, não podem ter ou ter tido qualquer tipo de vínculo contratual por tempo indeterminado ou sem termo, conforme o caso, ao setor público da saúde nos últimos três anos, pelo que, segundo os investigadores "a gestão dos recursos humanos nessas unidades pode ser um desafio e gerar conflitos com a autonomia pretendida".

No que toca à gestão e qualidade, o Sistema Nacional de Avaliação em Saúde (SINAS) será revitalizado para promover melhores práticas no SNS, e as normas de orientação clínica serão reforçadas para garantir cuidados mais qualificados e centrados nas pessoas. Entre as melhorias já implementadas pelo Plano de Emergência e Transformação (PET) do SNS, destacam-se os novos centros para eventos agudos de menor complexidade e o canal SNS GRÁVIDA, que oferece atendimento direto para grávidas. Porém, o Orçamento do Estado 2025 não reporta os efeitos alcançados com estas medidas.

Promoção da saúde e Prevenção da doença 

O Orçamento do Estado 2025 prevê iniciativas específicas nos programas de vacinação contra o vírus da gripe e o vírus sincicial respiratório e o lançamento de um Programa de Prevenção de Doenças e Promoção da Saúde, com foco no combate à obesidade, melhoria da saúde oral e promoção do envelhecimento ativo. "No entanto, não é claro em que medida o Programa de Prevenção de Doenças e Promoção da Saúde vai promover sinergias com o Plano de Ação de Envelhecimento Ativo e Saudável 2023-2026, se haverá duplicação e desperdício de recursos ou se haverá um vazio, adiando-se decisões e ações".

Em relação à prevenção, está prevista a implementação de rastreios oncológicos e não oncológicos, uma meta mais ambiciosa do que a apresentada em 2024, que incluía apenas programas piloto para os cancros do pulmão, próstata e estômago.

Digitalização na saúde

O Orçamento do Estado 2025 destaca iniciativas de digitalização na saúde, com enfoque na uniformização dos sistemas de informação e na criação do Registo de Saúde Eletrónico Único (RSEU), que consolidará dados de saúde atualmente fragmentados entre entidades públicas, privadas e sociais. No entanto, e apesar da importância do RSEU para melhorar a integração de cuidados, os investigadores realçam que não são detalhados os seus ganhos de eficiência nem as suas especificidades. "De facto, dependendo das características do RSEU, as melhorias poderão ir desde a qualidade e quantidade de informação disponível, até à forma como esta é a apresentada e à rapidez com que é transmitida. Em qualquer caso, o desenvolvimento do RSEU é inevitável, e é importante que permaneça relevante na atenção e investimento, político e económico".

O incentivo à monitorização remota de doentes crónicos e a criação da Agência Nacional de Saúde Digital são outras das medidas apresentadas. Contudo, e devido à falta de clareza sobre os objetivos e as competências desta nova entidade – e sobre como se articulará com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) – a nova agência pode agravar fragilidades existentes no sistema de decisão e investimento em saúde digital. "Na ausência de uma estratégia clara de digitalização para o SNS e na atribuição inequívoca de responsabilidades (…) a criação da Agência Nacional de Saúde Digital corre o risco de exponenciar as fragilidades já observadas no SNS em matéria de capacidade de decisão quanto a estratégias e a investimentos em digitalização e sistemas de informação", realçam os investigadores.

Política do medicamento

Embora não sejam especificadas as medidas necessárias para a sua continuidade, manter-se-á a promoção da prescrição de medicamentos genéricos e biossimilares e serão implementadas medidas para acelerar decisões sobre o financiamento de inovações terapêuticas por meio da reformulação do Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias de Saúde (SiNATS). "Contudo, não foram divulgadas informações adicionais sobre como será conduzida essa reestruturação. Nesse contexto, será essencial compreender em maior detalhe os mecanismos que serão implementados para lidar com a incerteza associada à qualidade e ao valor de novos produtos, bem como a regulamentação que será aplicada a produtos que não configurem inovações terapêuticas."

Em 2025, o orçamento para a saúde registará um aumento significativo, com um acréscimo de 1.132 milhões de euros (7,2%) em relação ao orçamentado para 2024 e 1.351 milhões de euros (8,8%) face à estimativa de execução para 2024. À semelhança do que aconteceu em 2024, a componente com maior peso é a aquisição de bens e serviços (49,8%) e as despesas com pessoal (42,0%). Face à estimativa de execução de 2024 a despesa com pessoal aumentará 6,4% e a aquisição de bens e serviços crescerá 3,3%. "O facto de entre 2015 e 2023 a execução da despesa com pessoal ter ficado, em média, 2,5% acima do orçamentado e a execução da despesa com aquisição de bens e serviços ter ficado, em média, 4,0% acima do orçamentado sugere que terá de ser feito um grande esforço de controlo destas despesas, para que a sua execução em 2025 não supere o orçamentado" referem os investigadores.

 
Conclusões das X Jornadas de Cardiologia e Hipertensão do Algarve
No âmbito das X Jornadas de Cardiologia e Hipertensão do Algarve, realizadas nos dias 15 e 16 de novembro, cardiologistas,...

No simpósio ‘Estenose aórtica. Diagnóstico e Perspetivas terapêuticas’, Rui Teles, cardiologista de intervenção na Unidade Local de Saúde de Lisboa Ocidental - Hospital de Santa Cruz, referiu que “a estenose aórtica é uma das doenças mais comuns das válvulas do coração, atingindo uma em cada 15 pessoas em Portugal. Pode ser fatal em 50% dos doentes, dois anos após o diagnóstico, caso não seja devidamente tratada.”

Quando há uma estenose, ou aperto, a válvula aórtica não abre completamente e vai ficando cada vez mais estreita, o que impede o fluxo normal do sangue do ventrículo esquerdo para a artéria aorta, durante a sístole (contração) ventricular. “Os cardiologistas clínicos, os médicos de medicina interna e os médicos de medicina geral e familiar têm um papel importante no diagnóstico atempado e na referenciação dos doentes com estenose aórtica”, acrescenta o cardiologista.

Jorge Mimoso, Diretor do Serviço de Cardiologia na Unidade Local de Saúde do Algarve, e membro da Comissão Organizadora do evento, reforçou que “o tratamento da estenose aórtica é um tema de extrema importância, dada a incapacidade atual do Serviço Nacional de Saúde (SNS) de dar resposta aos doentes em lista de espera e à crescente taxa de mortalidade”. O especialista frisou ainda: “como diretor do serviço de Cardiologia, tenho trabalhado incansavelmente para que o tratamento desta doença seja uma realidade no Algarve, de forma a permitir que os doentes dessa região possam ser tratados localmente, evitando a necessidade de percorrer mais de 300 km (centro mais próximo para o tratamento da doença) para receber o tratamento adequado”.

De acordo com a iniciativa ‘Valve For Life’ da Associação Portuguesa de Cardiologia de Intervenção (APIC), em Portugal, cerca de 50% dos centros apresentam um tempo de espera médio na ordem dos 150 dias para o tratamento por cateterismo. O cardiologista de intervenção, Rui Teles, refere que “a sobrecarga nos serviços de cardiologia e de cirurgia cardíaca muito tem contribuído para o aumento nos tempos de espera.” Neste sentido, os especialistas sugerem que é imprescindível aumentar a capacidade de oferta para estas técnicas de tratamento.

A estenose aórtica é uma doença grave, que afeta principalmente pessoas com mais de 70 anos, limitando as suas capacidades e diminuindo a qualidade de vida. Se não for detetada atempadamente, pode levar a um desfecho fatal.

Organizado pela Liga dos Amigos do Serviço de Cardiologia (LASC) do Hospital de Faro, uma organização sem fins lucrativos dedicada à prevenção e sensibilização para as doenças cardiovasculares, o evento representou um momento importante para todos os participantes, que puderam debater o panorama nacional dos cuidados na área de Cardiologia.

 
Iniciativa pretende sensibilizar para os cuidados visuais
Este sábado, 30 de novembro, o Centro Cultural de Viana do Castelo será palco do RITMO ÍRIS, uma iniciativa inovadora que une...

O RITMO ÍRIS é a primeira experiência do género em Portugal, oferecendo ao público a oportunidade de explorar a visão através de diferentes ritmos e estímulos sensoriais que promovem uma compreensão mais profunda dos cuidados oculares e da saúde visual. “Este tema é acutilante nos tempos atuais, uma vez que a prevenção da doença ocular e o seu tratamento, desde os casos mais simples de miopia, por exemplo, permitem uma melhor qualidade de vida e bem-estar em todo o ciclo de vida”, explica a presidente da SPLS, Cristina Vaz de Almeida. 

A iniciativa surge num momento em que as doenças oculares e a perda de visão continuam a impactar milhões de portugueses, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce. "É um evento que procura ser interativo, dinâmico, experiencial baseado nos princípios da literacia em saúde com modelos que evocam a razão e emoção para estimular o início da mudança de comportamentos", continua a especialista em literacia em saúde. 

Durante o evento, os participantes vão envolver-se em várias estações interativas, onde vão vivenciar de forma prática e imersiva as mudanças na visão que ocorrem ao longo da vida. “Em cada etapa do percurso estarão stands dedicados a uma determinada patologia, com especial relevo nessa fase do ciclo de vida”, diz Sérgio Azevedo, coordenador da unidade de gestão e estratégia da SPO e diretor do serviço de oftalmologia da Unidade Local de Saúde do Alto Minho (ULSAM). 

“Em cada stand vão ocorrer ainda ações de sensibilização, interação com os participantes, visualização de vídeos, realização de alguns meios complementares de diagnóstico e disponibilizados alguns folhetos informativos sobre a patologia, entre outras atividades”, continua o médico. A experiência é desenhada para todas as idades. 

“Cientes da importância de promover a saúde visual ao longo do ciclo de vida, acolhemos com elevado interesse a realização deste evento no nosso concelho”, acrescenta o presidente da Câmara de Viana do Castelo, Luís Nobre. “Esta é uma oportunidade para a população vianense participar numa iniciativa que se apresenta com um formato inovador e que proporciona aos visitantes uma experiência singular de promoção da saúde”. 

A primeira edição do evento vai decorrer no Centro Cultural de Viana do Castelo, em colaboração com o Serviço de Oftalmologia da ULSAM, e pretende-se que se possa repetir noutros locais do país. A iniciativa é gratuita e aberta ao público. Para mais informações, consulte o site da Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde. 

Médica explica
A tendinopatia do ombro é uma condição que afeta os tendões dos músculos do ombro, causando dor, fra

Causas da tendinopatia do ombro 

A tendinopatia do ombro pode ser desencadeada por várias razões, tais como:

  • Idade: O envelhecimento pode resultar na degeneração gradual dos tendões, tornando-os mais suscetíveis a lesões.
  • Atividades repetitivas: Atividades que envolvem movimentos repetitivos do ombro, como certas atividades profissionais ou desportivas com elevação acima do plano do ombro podem causar desgaste nos tendões.
  • Lesões agudas: Uma lesão súbita, como uma queda ou impacto, pode danificar os tendões do ombro.
  • Fatores biomecânicos: Problemas na mecânica do ombro, como uma postura inadequada, podem aumentar o risco de tendinopatia.

Sintomas da tendinopatia do ombro

Os sintomas comuns da tendinopatia do ombro incluem:

  • Dor: Geralmente sentida na parte frontal ou lateral do ombro e que piora com atividades que envolvem o braço. Pode surgir dor noturna que incapacita o sono reparador.
  • Fraqueza: Pode notar uma perda de força no braço afetado.
  • Restrição de movimento: Dificuldade em levantar o braço ou realizar movimentos acima do plano do ombro.

Diagnóstico da tendinopatia do ombro

Se suspeita de tendinopatia da coifa dos rotadores, o diagnóstico deve ser feito por um médico após realizar um exame físico e solicitar exames de imagem, como radiografias e uma ressonância magnética, para avaliar o estado dos tendões e descartar outras lesões.

Um diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento eficaz.

Como prevenir a tendinopatia do ombro

A prevenção é fundamental. Aqui estão algumas sugestões para evitar a tendinopatia do ombro:

  • Exercícios de fortalecimento: Manter os músculos do ombro fortes com exercícios específicos , normalmente prescritos por um profissional.
  • Alongamentos: Exercícios de alongamento para melhorar a flexibilidade do ombro.
  • Técnica correta: Quando pratica desporto ou atividades que envolvem o ombro, certifique-se de que está a usar a técnica correta para evitar lesões.
  • Descanso: Dê ao seu ombro o descanso que precisa após atividades intensas.

Opções de tratamento para a tendinopatia do ombro

O tratamento pode variar, dependendo da gravidade da tendinopatia. Pode incluir:

  • Fisioterapia: Exercícios específicos e técnicas de reabilitação.
  • Medicação: Anti-inflamatórios podem ajudar a aliviar a dor.
  • Injeções: Em alguns casos, injeções podem ser recomendadas.
  • Cirurgia: Em situações graves e quando outros tratamentos não são eficazes, a cirurgia pode ser necessária.
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Postais de Natal cantados
A Palhaços d'Opital apresentou hoje na ULS Santa Maria a iniciativa “Tocar Magia” que convida todos os portugueses para,...

Esta iniciativa, que conta com o apoio da Coca-Cola e da Delta Cafés, permite enviar um postal cantado para alguém hospitalizado, espalhando carinho e boas energias através da música.

A proposta é simples, mas poderosa: qualquer pessoa pode aceder a www.tocarmagia.pt, escolher uma versão especial da música “Tocar Magia” criada por Zé Rebola, vocalista dos Anaquim, e interpretada por diferentes artistas portugueses, como Diogo Piçarra, Toy, Mafalda Umbelino Camilo e Zé Rebola, Coimbra Gospel Choir, Tuna Médica de Lisboa e os próprios Palhaços d’Opital.

Este postal musical, personalizado com o nome do destinatário ou até de uma ala hospitalar inteira, será enviado diretamente aos hospitais parceiros, trazendo sorrisos e alegria aos pacientes, aos seus familiares e aos profissionais de saúde. Além do envio direto para os hospitais parceiros, o vídeo pode também ser partilhado via WhatsApp, ampliando o impacto desta iniciativa.

“Ao participar na iniciativa "Tocar Magia", todos têm a oportunidade de oferecer mais do que um simples gesto. É um ato de empatia que ajuda a combater a solidão e a criar momentos de ligação, aliviando o sofrimento emocional de quem, nesta época, merece sentir-se acompanhado. Cada um de nós pode escolher o postal do artista de que mais gosta e enviar diretamente para um familiar, amigo hospitalizado, profissional de saúde, ... para todos aqueles que queremos encher de Magia nesta época! A nossa equipa vai entregar pessoalmente alguns Postais cantados nos nossos hospitais parceiros, durante as visitas, até ao dia de Reis!” refere Isabel Rosado, Cofundadora e Presidente da Palhaços d’Opital.

A responsável acrescenta ainda que: “Todos somos convidados a tocar o dia de amigos, familiares, com o envio de um destes postais, que têm uma mensagem de Esperança e Alegria, com os cheiros do Natal em Família! Esperamos “Tocar” com muita Magia os corações de muitos portugueses, em especial, dos nossos Mais Velhos! Este Natal, a Palhaços d´Opital quer encher os hospitais de norte e sul de Portugal de Alegria, Música, Afetos e muita Magia, lembrando que nesta época, o carinho é o melhor presente.”

Carlos Martins, Presidente do Conselho de Administração da ULS Santa Maria salienta, "A presença dos Palhaços d'Opital nos serviços da Unidade Local de Saúde de Santa Maria trouxe um valor inestimável para os nossos utentes e profissionais, tornando-se em poucos meses num importante pilar da estratégia de Humanização de cuidados da ULSSM.”

A iniciativa conta com o apoio da Coca-Cola e da Delta Cafés, duas empresas que já têm uma relação com a Palhaços d’Opital e que desde logo se quiseram associar ao Tocar Magia.

Para Ana Claudia Ruiz, Diretora Geral da Coca-Cola, “Este ano, a Coca-Cola volta a acreditar que o espírito natalício deve chegar a todos e que um pequeno gesto pode fazer a diferença na vida de alguém, especialmente a quem mais precisa de uma palavra de ânimo e conforto. O 'Tocar Magia' não é apenas um projeto musical, mas uma forma de relembrar que, mesmo nos momentos mais difíceis, há sempre espaço para a esperança e a conexão. Estamos orgulhosos de estar ao lado da Palhaços d’Opital e de apoiar uma iniciativa que toca o coração de tantos, especialmente dos que estão numa situação mais frágil.”

Rui Miguel Nabeiro, CEO do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, refere “No Grupo Nabeiro-Delta Cafés o compromisso com a responsabilidade social vai além de um simples valor – é uma missão que se reflete em cada ação da nossa organização. Ao abraçarmos esta iniciativa inspiradora e de impacto real, estamos a proporcionar momentos de alegria neste Natal especialmente aos mais velhos, uma parte da sociedade que, muitas vezes, fica à margem, mas também a todos os pacientes, aos seus familiares e profissionais de saúde. Juntos, vamos espalhar magia e tornar este Natal verdadeiramente inesquecível!”

Além do envio digital dos postais, a Palhaços d'Opital fará a entrega personalizada de alguns postais cantados durante as habituais visitas semanais aos oito hospitais parceiros.

A realidade por detrás da magia: um gesto necessário

Num país cada vez mais envelhecido onde os idosos já representam quase um terço da população, o trabalho da Palhaços d’Opital e iniciativas como “Tocar Magia” tornam-se ainda mais relevantes, promovendo o bem-estar mental e combatendo a exclusão social.

Segundo os resultados do 8º Barómetro de Internamentos Sociais (BIS), que contou com a participação de 29 unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS), num total de mais de 20.000 camas, representando 90% do total do SNS, no espaço de um ano, até março de 2024, havia 2.164 camas ocupadas no SNS devido a internamentos inapropriados, um aumento de 11% face ao período anterior. Também a demora média subiu 2%, registando-se uma média de 175 dias por internamento inapropriado.

Dados apontam que Lisboa e Vale do Tejo e o Norte são as regiões com maior número de internamentos inapropriados, representando 80% do total de internamentos inapropriados e 97% do respetivo total de dias.

Os idosos não só representam o maior número de internamentos inapropriados (76%), como também ficam mais dias internados, após alta médica. Os dados desta edição do BIS revelam ainda que metade dos episódios e metade dos dias registados de internamentos inapropriados têm origem no serviço de Medicina Interna. O sexo masculino é o que regista mais dias de internamento inapropriado, com 60% dos episódios.

Os internamentos sociais, que em março de 2024 representavam 11,1% do total de internamentos nos hospitais públicos, sobrecarregam desnecessariamente toda a estrutura, levam a um esgotamento de recursos muito mais acelerado e traduzem-se na falta de vagas para pessoas que realmente necessitem de assistência e internamento hospitalar.

Dia 7 de dezembro
A DaVita, em parceria com a APIR - Associação Portuguesa de Insuficientes Renais, vai organizar no próximo dia 7 de dezembro,...

Este workshop pretende educar e inspirar os participantes a cuidarem da sua alimentação de forma criativa e consciente, sem comprometer o prazer de celebrar a quadra natalícia.

Este evento gratuito será conduzido pela nutricionista Inês Moreira, que orientará os participantes na confeção de pratos saborosos e adequados às restrições alimentares associadas ao tratamento de hemodiálise.

Segundo a nutricionista Inês Moreira, “a alimentação desempenha um papel crucial no bem-estar das pessoas em hemodiálise, e queremos mostrar que é possível celebrar o Natal com pratos saborosos e adequados. Este workshop é uma oportunidade para aprendermos, juntos, como trazer equilíbrio e prazer à mesa durante a quadra festiva”.

Os participantes terão ainda a oportunidade de desfrutar de uma prova de degustação especial no final da sessão, tornando esta experiência ainda mais completa e enriquecedora.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas através dos emails [email protected] ou [email protected], do contacto 261000840 ou diretamente na Secretaria da DaVita Mafra.

Todos os dias em todo o mundo são descarregadas de 350 000 aplicações móveis de saúde
Portugal precisa de olhar para a urgência de regular a transição digital. As entidades no setor deverão trabalhar para a...

Na Alemanha criaram já a Lei dos Cuidados de Saúde Digitais, introduzindo o conceito de “aplicações mediante receita médica”. Esta legislação surge no âmbito do DiGA – um sistema de reembolso alemão que vários estados-membros da UE têm procurado importar.

O EIT Health Innostars pode ter um papel ativo nesta transição, através de iniciativas transformadoras para os cuidados de saúde e promovendo a preparação de Portugal neste quadro. Portugal precisa de implementar um modelo de comparticipação nacional para as aplicações digitais de saúde. A integração da inovação digital é fundamental para melhorar a equidade e a acessibilidade dos serviços a toda a população e melhorar a eficiência das intervenções. Além disso, a criação de um modelo deste tipo contribui para tornar Portugal um mercado atrativo, incentivando as empresas e PME portuguesas a permanecer no país para desenvolver e testar tecnologias que melhorem o sistema nacional de saúde.

Sendo um país pequeno, pode não se justificar replicar exatamente o modelo DiGA da Alemanha. Podemos beneficiar de quadros de qualidade alternativos, da colaboração pan-europeia e da partilha do trabalho de avaliação com outros Estados-Membros da UE. Esta abordagem permitirá tirar partido das estruturas existentes, adaptando-as ao contexto nacional.

Para implementar com sucesso um sistema de comparticipação no nosso país, é importante investir num processo que inclua envolvimento das partes interessadas, para promover a sensibilização e adoção entre todos os intervenientes desde o início e a definição de um quadro de qualidade, promovendo uma cultura de VBHC (Value Based HealthCare)

Um modelo do tipo Orcha - Organização que faz o review de apps na área da saúde - poderá ser um excelente exemplo de um quadro que poderá ser integrado no SNS, definindo papéis e responsabilidades, principalmente no que respeita às entidades envolvidas na avaliação digital da saúde. Não esqueçamos que de facto o sistema de saúde português e o do Reino Unido têm muitas semelhanças.

Segundo Liz Ashall-Payive, CEO da Orcha –– “há mais pessoas com um smartphone no mundo que com uma escova de dentes. Estamos perante 6.6 biliões de pessoas. Temos de olhar para isso como uma oportunidade. Sabemos que 5 milhões de pessoas fazem o download de apps de saúde todos os dias e que 93% dos médicos acreditam que as tecnologias podem ajudar. É importante maximizar a eficiência destas soluções, através da criação de um processo de teste das apps, também temos de usar a experiência de outros países que já estão mais adiantados, aumentar a educação, providenciar acesso a uma estrutura alinhada com os clínicos e criar um link entre o reembolso e o beneficio”.

Tratamento para a dor crónica
A radiofrequência dos ramos geniculares é um procedimento minimamente invasivo que visa aliviar a do

Como Funciona? 

A técnica de radiofrequência utiliza uma corrente elétrica de alta frequência, administrada através de uma agulha, para aquecer e desativar os nervos geniculares, responsáveis pela sensibilidade dolorosa do joelho. Isto bloqueia temporariamente a transmissão dos sinais de dor ao cérebro. 

Indicações para a Radiofrequência Genicular 

  • Quem tem dor crónica no joelho associada à artrose. 
  • Dor persistente após cirurgias ao joelho, como colocação de prótese. 
  • Pacientes que não obtiveram alívio suficiente com outros tratamentos, como medicamentos, fisioterapia ou infiltrações. 

Vantagens da Radiofrequência Genicular

  • Alívio da dor de longa duração (pode durar entre 6 meses e 2 anos). 
  • Procedimento minimamente invasivo. 
  • Recuperação rápida, permitindo retomar atividades diárias rapidamente. 
  • Redução da necessidade de analgésicos. 

Procedimento Passo a Passo

  • Preparação: O paciente deita-se numa posição confortável e a pele ao redor do joelho é desinfetada. O local será anestesiado para minimizar o desconforto. 
  • Inserção da Agulha: Com a ajuda de imagens de raios-X ou ecografia, o médico posiciona as agulhas nos locais adequados próximos aos nervos geniculares do joelho. 
  • Aplicação da Radiofrequência: A corrente elétrica é aplicada através das agulhas, aquecendo e desativando os nervos geniculares, bloqueando a transmissão da dor. 
  • Conclusão: Após o procedimento, as agulhas são removidas e o paciente pode voltar a casa no mesmo dia. 

Após o Procedimento 

  • Recuperação: A maioria dos pacientes pode retomar as suas atividades normais no dia seguinte. É normal sentir um leve desconforto ou dor no local da injeção, que desaparece em alguns dias. 
  • Resultados: O alívio da dor pode ser sentido após algumas semanas, à medida que os efeitos da radiofrequência se estabelecem. 

Possíveis Efeitos Secundários

Embora o procedimento seja seguro, alguns efeitos secundários ligeiros podem ocorrer: 

  • Inchaço ou hematoma no local da injeção. 
  • Dor leve ou desconforto temporário. 
  • Muito raramente, infecção ou lesão nervosa. 

Quem Não Deve Realizar a Radiofrequência Genicular? 

O procedimento pode não ser adequado para: 

  • Pessoas com infeções no local. 
  • Mulheres grávidas. 
  • Pacientes com problemas de coagulação não controlados. 

Perguntas Frequentes: 

Quanto tempo dura o alívio da dor? 

"O alívio pode durar entre 6 meses e 2 anos, dependendo do paciente". 

Posso fazer atividades físicas após o procedimento? 

"Sim, a maioria dos pacientes pode retomar as atividades normais no dia seguinte, mas deve evitar atividades físicas intensas nas primeiras semanas". 

Posso repetir o procedimento? 

"Sim, em alguns casos o procedimento pode ser repetido se a dor regressar após o término dos efeitos da radiofrequência." 

 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo com cerca de 800 doentes quis caracterizar doentes em estadios precoces
A Johnson&Johnson Innovative Medicine celebrou uma parceria com o IPO do Porto, com vista a elaborar um estudo de vida real...

O número de doentes com cancro da próstata tem vindo a aumentar em Portugal, principalmente devido a um aumento no número de rastreios e um maior acesso aos cuidados de saúde no país. No entanto, continua a haver pouca informação, confirmando que é fundamental investir na geração de evidência de vida real.

O estudo PEarlC, realizado pela J&J Innovative Medicine e pelo IPO do Porto, é o primeiro que analisa uma cohort real tão abrangente num estadio mais precoce de cancro da próstata em Portugal.

Após esta análise, que observou 790 doentes com cancro da próstata acompanhados no IPO do Porto, foi possível confirmar que os tratamentos praticados nesta amostra estão de acordo com as recomendações internacionais em vigor.

A intervenção mais comumente realizada nos doentes de menor risco é a prostatectomia radical (39%), sendo a radioterapia concomitante com hormonoterapia mais frequente nos restantes doentes.

O que se desconhece ainda, e que este estudo também corrobora, é que não se sabe qual o melhor tratamento para estes doentes, nomeadamente os doentes com doença mais agressiva.

“Este estudo pretende colmatar a falta de evidência nacional sobre cancro da próstata precoce, mas sabemos que não podemos ficar por aqui, uma vez que ainda há muito por saber para entender a patologia e melhor servir os doentes.”, afirmou Branca Barata, a diretora de acesso ao mercado da J&J Innovative Medicine. Reiterando que a missão da companhia “é reforçar a posição enquanto parceiros dos hospitais portugueses na idealização e implementação destes estudos de caracterização de vida real”.

Após este estudo foi possível aferir que o prognóstico da maioria destes doentes analisados era favorável.

Os doentes com doença de alto risco mostraram piores resultados, nomeadamente a nível da sobrevida a 5 anos (89% vs. 97% nos doentes com menor risco).

Para Isaac Braga, médico urologista do IPO do Porto e coordenador deste estudo, “espera-se que a inovação terapêutica que surja possa melhorar a sobrevivência livre de metástases, bem como a sobrevivência global destes doentes”. É nesse sentido que está a caminhar a investigação de uma forma generalizada e também no IPO do Porto.

O estudo PEarlC conclui que a atual estratégia de tratamento para controlo da doença e melhoria da sobrevida tem elevado sucesso, mas com necessidade de seguimento mais longo do estado do doente.

O IPO do Porto é um dos centros mais relevantes para o tratamento de doenças oncológicas, onde se inclui o cancro da próstata, e é responsável por gerir cerca de 850 novos doentes com cancro da próstata todos os anos, o que representa cerca de 11.3% dos novos casos em Portugal.

Este estudo é da co-autoria de Isaac Braga, Salomé Gonçalves-Monteiro, Rita Calisto, Marta Rangel, Eduardo Medeiros, José Luís Cunha, Alina Rosinha, Ângelo Oliveira, Ana Cristina Fialho, Susana Santos, Patrícia Redondo e Maria José Bento.

Sessão de lançamento decorre amanhã
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares [APAH] vai realizar amanhã, dia 27 de novembro, a Sessão de Lançamento...

Esta publicação enquadra-se na linha editorial dedicada à “Gestão em Saúde”, lançada pela APAH em parceria com a Editora ALMEDINA em 2020. Com coordenação a cargo de Antonieta Ávila (Economista, Administradora Hospitalar, Docente de Auditoria na Saúde e cocoordenadora da pós-graduação em Auditoria da Saúde na Escola Nacional de Saúde Pública, Universidade Nova de Lisboa), “Auditoria Interna na Saúde” oferece uma análise aprofundada sobre a importância desta atividade para uma gestão eficiente e eficaz do setor da saúde, baseando-se nas normas profissionais, no código de ética e nos manuais de boas práticas que regem a profissão.

É uma obra essencial para gestores, auditores e profissionais de saúde, que reúne reflexões escritas por profissionais altamente experientes neste setor e que visa fomentar uma cultura de transparência, responsabilidade e melhoria contínua nas organizações de saúde em Portugal.

A Auditoria Interna, enquanto atividade independente e objetiva de garantia e consultoria, é fundamental para acrescentar valor e promover a melhoria contínua das operações das organizações. Através de uma abordagem sistemática e disciplinada, a auditoria avalia a eficácia dos processos de gestão de risco, controlo e governação, apoiando as instituições na concretização dos seus objetivos. Esta obra oferece uma visão abrangente sobre o estado da arte da função de Auditoria Interna na saúde em Portugal e a sua relevância crescente nas instituições hospitalares e outras entidades prestadoras de cuidados de saúde.

 
Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde organiza o último episódio do seu ciclo de webinars
A vacinação e os cuidados na época gripal vão estar em destaque no próximo episódio do ciclo de webinars “Com a saúde não se...

Neste episódio, o foco será a vacinação e gripe — tema que arrancou com o primeiro episódio, em setembro, com o médico Ricardo Mexia. Agora, este encontro vai contar com uma perspetiva diferente, desta vez com a presença de Ema Paulino, presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), e de Miguel Arriaga, diretor da Prevenção da Doença e Promoção da Saúde da Direção-Geral da Saúde (DGS).  

Numa época em que as doenças respiratórias levam muitos utentes às urgências hospitalares, há muitas dúvidas sobre o que fazer, sobre sintomas e comportamentos mais adequados nestas circunstâncias. Por isso, esta sessão pretende sensibilizar as pessoas para a importância da prevenção da doença grave através da vacinação. “Este evento não é apenas uma oportunidade de aprendizagem, mas também um apelo à ação coletiva para fortalecer a literacia em saúde e construir uma sociedade mais consciente e saudável”, explica Cristina Vaz de Almeida, presidente da SPLS.  

"A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde tem vindo a reforçar, em cada sessão do ciclo, o seu compromisso em capacitar a população para tomar decisões mais acertadas e mais informadas sobre a sua saúde. Esta sessão, dedicada à vacinação e gripe, é especialmente relevante, não só pela proximidade do inverno e o aumento das doenças respiratórias, mas também porque nos permite sensibilizar a sociedade para o papel crucial da prevenção na redução de complicações graves e na proteção das populações mais vulneráveis”, continua.  

“A adesão do público e o envolvimento de especialistas de renome demonstram a relevância desta iniciativa no contexto atual. Conseguimos criar um espaço acessível e inclusivo para a partilha de conhecimento, fortalecendo a literacia em saúde como uma ferramenta indispensável para a prevenção e o bem-estar", termina Cristina Vaz de Almeida.  

 
Apresentação decorre hoje
A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA) apresenta hoje o Knowledge Center da Ciência da...

Um dos maiores desafios da Saúde Pública moderna é o longo intervalo entre a produção de conhecimento científico e sua aplicação prática. Estudos científicos que comprovam a eficácia de tratamentos, intervenções e políticas de saúde demoram, frequentemente, muitos anos até serem adotados e implementados pelos sistemas de saúde, não se tirando todo o benefício possível do que foi descoberto.

A Ciência da Implementação surge para reduzir essa lacuna, identificando barreiras e facilitadores à integração da inovação nos cuidados de saúde e desenvolvendo estratégias para a sua adoção efetiva. Através de uma abordagem multidisciplinar, analisa e otimiza a operacionalização de políticas e intervenções baseadas em evidências no mundo real, o que contribui para melhorar o impacto na saúde da população, reduzir custos, aumentar a eficiência e diminuir desigualdades. Este campo de estudo desempenha um papel crucial ao enfrentar desafios complexos, promovendo a sustentabilidade e o uso otimizado dos recursos disponíveis, essencial para sistemas de saúde mais equitativos e resilientes.

A criação do Knowledge Center e da Rede Portuguesa de Ciência da Implementação surge, assim, num momento determinante do sistema de saúde em Portugal.

Onde ou como pode atuar a Ciência da Implementação?

Segundo se explica, em comunicado, a Ciência da Implementação desempenha um papel fundamental ao transformar planos de rastreio em ações eficazes. Permite identificar barreiras e ações que facilitam a adesão a estes programas, por parte de diferentes grupos, como populações vulneráveis, sem esquecer as necessidades dos profissionais de saúde e dos sistemas de saúde. Com base nessa análise, propõe estratégias práticas, desenvolvidas em conjunto com todos os stakeholders envolvidos, que garantam que os programas de deteção precoce sejam eficazes na prática, com otimização de recursos, e respondendo às necessidades específicas de cada contexto.

Por outro lado, sublinha-se "é crucial para integrar novas tecnologias, como aplicações móveis para redução de risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 ou de doenças cardiovasculares, nos sistemas de saúde. Analisa barreiras como a adesão dos utilizadores e a aceitação dos profissionais de saúde, propondo estratégias para superar desafios e adaptar as tecnologias ao contexto. Permite também avaliar fatores cruciais para a implementação de novas tecnologias, como a sua aceitação, adoção, custo, viabilidade, penetração no mercado e sustentabilidade, garantindo que as tecnologias são viáveis e sustentáveis na prática real".

E "pode ajudar a transformar a jornada do utente, identificando pontos críticos ou barreiras de acesso, como tempos de espera prolongados ou dificuldades na navegação pelo sistema". Com base nessas análises, explica-se "propõe estratégias para otimizar fluxos, melhorar a coordenação entre diferentes níveis de cuidados e assegurar que os serviços são acessíveis e centrados no paciente. Além disso, avalia continuamente a eficácia dessas estratégias, considerando indicadores como satisfação das pessoas, adesão aos tratamentos e eficiência operacional"

Com o lançamento do Knowledge Center, a ENSP NOVA pretende liderar um movimento nacional para a disseminação e implementação de evidencia científica atual, inovação e boas práticas, com o objetivo final de melhorar a saúde e o bem-estar de todas as populações em Portugal. Com esta iniciativa, a ENSP NOVA cria também uma rede colaborativa e dinâmica com investigadores, profissionais de saúde, decisores políticos e outros intervenientes, fomentando um ambiente de aprendizagem e melhoria contínua. A rede procurará promover práticas inovadoras e sustentadas em evidências científicas, garantindo que estas sejam aplicadas de forma célere e eficaz, tanto no setor da saúde como no social. Esta rede conta já com membros fundadores como a Novartis.

Para Sónia Dias, diretora da ENSP NOVA, "a Ciência da Implementação desempenha um papel fundamental na transformação dos nossos sistemas de saúde. Ao identificar as barreiras e as ações facilitadoras que influenciam a adoção de práticas baseadas na evidência, estamos a capacitar profissionais, instituições e decisores políticos a tomarem decisões mais informadas e eficientes. Com a apresentação do Knowledge Center e o lançamento da Rede Portuguesa de Ciência da Implementação, a ENSP NOVA dá mais um passo decisivo para garantir que a inovação é mais rapidamente implementada e chega às populações, promovendo cuidados de saúde mais eficazes, equitativos e sustentáveis em todo o país. A Academia tem um papel fundamental e acreditamos que o trabalho colaborativo que estamos a promover é o caminho que permitirá responder melhor às pessoas e promover uma melhor Saúde Pública para todos".

Em relação ao evento, que decorre hoje no auditório da ENSP NOVA, reúne vários especialistas nacionais e internacionais, e conta com uma mesa-redonda sob o tema "Ciência da Implementação: Contribuições para a Investigação Clínica, Intervenção Comunitária e Inovação". 

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