Governo
O secretário de Estado da Alimentação e Investigação Agroalimentar garantiu que Portugal tem "elevadíssima segurança...

"Portugal é um país de elevadíssima segurança alimentar", afirmou Nuno Brito, recusando que se estabeleça "confusão" entre a empresa associada aos casos de botulismo detetados este mês ("Origem Transmontana") com a região de Trás-os-Montes. "Não confundamos uma empresa com uma região", apelou.

O governante, que falava aos jornalistas à margem de uma visita à empresa Minho Fumeiro, em Ponte de Lima, realçou ainda: "Essa marca está suspensa de laborar. Os belíssimos produtos do fumeiro transmontano são seguros, podem ser consumidos, e seguramente também são, não só uma boa imagem de Portugal mas também para as exportações portuguesas já que têm um peso extraordinariamente significativo no setor agroalimentar".

Nuno Brito adiantou que a "segurança alimentar é dos maiores critérios, a nível nacional, e o consumidor não tem que estar preocupado".

A fiscalização, sublinhou, "é corrente e recorrente no setor, existe normalmente e por isso é que foi detetado um problema deste género".

Questionado sobre uma possível quebra no consumo por causa deste caso, o secretário de Estado afirmou que "se o Governo fizer bem a informação, e a comunicação social fizer bem o seu trabalho, isso não deverá ocorrer".

O governante diz que, neste caso, "tudo foi bem feito", desde "a deteção, do ponto de vista da saúde, à intervenção das entidades competentes e o alerta aos consumidores".

De acordo com dados avançados por Nuno Brito, o valor das exportações do setor do fumeiro ronda os 320 milhões de euros.

Um comunicado conjunto da Direção-Geral da Saúde, Direção-Geral de Alimentação e Veterinária, Autoridade de Segurança Alimentar e Económica e Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge dava conta, no sábado, de que foram detetados este mês três casos de botulismo alimentar.

A origem destes casos de doença foi associada à ingestão de produtos alimentares fumados (alheiras), comercializados com a marca "Origem Transmontana" e, após investigação, as autoridades decidiram retirar de imediato do mercado os produtos à base de carne e os queijos da marca "Origem Transmontana".

Na nota de imprensa explica-se que o botulismo alimentar é uma doença grave, de evolução aguda, com sintomas digestivos e neurológicos, resultante da ingestão de diversos tipos de alimentos, contendo toxinas formadas pelo 'Clostridium botulinum' no próprio alimento.

A empresa em causa foi criada para comercializar "o que de melhor se produz na região", desde fumeiro, compotas, queijos, comprados a produtores ou de produção própria e vendidos com a marca "Origem Transmontana".

Campanha “Medicamentos online: sabe realmente o que está a comprar?”
A Ordem dos Médicos Dentistas é uma das entidades que em Portugal apoia o Infarmed no projeto europeu Fakeshare, de combate à...

No âmbito deste projeto, a Ordem dos Médicos Dentistas (OMD) vai participar ativamente, na promoção da campanha “Medicamentos online: sabe realmente o que está a comprar?”, associando-se à divulgação do vídeo que alerta os consumidores para os riscos do comércio online de medicamentos ilegais.

O vídeo mostra várias situações em que os consumidores, ao recorrerem à internet, podem estar a comprar medicamentos falseados, correndo sérios riscos de saúde. O maior perigo das vendas de medicamentos online é a dificuldade em distinguir um produto verdadeiro de um falseado.

O bastonário da OMD, Orlando Monteiro da Silva, considera que “combater a comercialização de fármacos falsificados é uma prioridade global e que todos os profissionais de saúde têm um papel importante no aconselhamento e alerta dos seus pacientes para os perigos que a compra de medicamentos online pode representar para a sua saúde.”

O Infarmed avisa que a “venda de medicamentos pela internet atrai cada vez mais as redes criminosas que visam o lucro com a venda de medicamentos falsificados. Esta atividade tem vindo a multiplicar-se e disseminar-se de ano para ano pondo em risco um número cada vez maior de consumidores do espaço europeu”.

A diretiva da União Europeia sobre “Medicamentos Falsificados” emitida em 2011 veio regular a venda de medicamentos online, no entanto, não tem sido suficiente para travar o aumento de sites ilegais de venda de medicamentos. Em 2013, foi criado o projeto Fakeshare, cofinanciado por Bruxelas e que visa fomentar a partilha de informação “sobre páginas da internet identificadas por venderem medicamentos falsificados, modos de atuação e outras ações desencadeadas por cada Estado Membro individualmente, para impedir a entrada e o respetivo acesso a medicamentos falsificados”.

Em Portugal, o Infarmed tem promovido uma série de iniciativas sobre os perigos da compra de medicamentos em plataformas eletrónicas ilegais e tem contado sempre com o apoio da OMD que considera essencial alertar a população para os riscos de consumir medicamentos falseados.

Vídeo da campanha “Medicamentos online: sabe realmente o que está a comprar?”
 

Fique esclarecida
A gravidez não é obstáculo à expressão plena da sexualidade do casal, das formas mais comuns ou pela
Homem com a mão na barriga da mulher grávida

“Espalhem a notícia
do mistério da delícia
desse ventre
Espalhem a notícia
do que é quente e se parece
com o que é firme
e com o que é vago
esse ventre que eu afago
que eu bebia de um só trago
se pudesse…” 

Sérgio Godinho in “Canto da Boca” (1981)

Nas culturas ocidentais, durante muito tempo considerou-se que a mulher grávida não deveria ter relações sexuais. No entanto, sendo a sexualidade uma componente básica na vida das pessoas, é claro que esta não pode ser ignorada durante o período da gravidez.

Na nossa cultura, e de uma maneira geral, a atividade sexual pode sofrer a influência de uma forte visão cristã. Nesse sentido, para algumas pessoas o sexo ainda é visto como sendo algo imoral ou pecaminoso, enquanto a maternidade assume um carácter divino. Assim, o sexo tem como função básica a reprodução, e o prazer permitido é apenas o de gerar um filho.

Fundamentando-se em algumas crenças e mitos religiosos, algumas ideias pouco científicas surgiram, tais como: a penetração pode magoar o bebé; a ejaculação dentro da vagina pode afogar o bebé; ser mãe é algo sagrado, logo, ter sexo durante a gravidez, não é aceitável uma vez que toda a atenção tem que ser dedicada ao bebé.

Deste modo, e até muito recentemente, devido ao desconhecimento do processo da gravidez e alguns preconceitos e tradições, a mulher receava que a atividade sexual prejudicasse o feto. Contudo, o desenvolvimento de alguns estudos sobre a sexualidade feminina durante a gestação tem permitido um melhor esclarecimento destas questões.

A tendência atual dos ginecologistas/obstetras é de recomendar a relação sexual até ao final da gravidez. As relações sexuais só são contraindicadas pelo médico quando a grávida apresenta alguma complicação que ponha em risco o normal decurso da gravidez: sangramento vaginal, placenta prévia, contrações precoces, traumatismo abdominal ou patologias gravídicas específicas.

A fisiologia assegura que biologicamente não existem motivos para recear que o bebé sofra algum dano: o feto encontra-se muito bem protegido no útero, cercado pelo líquido amniótico. O colo cervical, entre a vagina e o útero é outro fator de proteção e, por outro lado, a vagina torna-se mais ácida de forma a destruir impurezas. O orgasmo pode inclusivamente ser benéfico pois as leves contrações que gera estimulam a irrigação sanguínea dos órgãos sexuais auxiliando na preparação para o parto.

Se cientificamente esta questão é muito clara, a verdade é que para a mulher o desejo sexual, durante a gravidez, varia muito e divide espaço com outros fatores.

A forma como a mulher vive a maternidade e o seu relacionamento conjugal, as suas expectativas, a forma como a sexualidade era vivida antes da gravidez, as complicações médicas e as preocupações que poderão surgir durante este período, são fatores que influenciarão esta nova vivência da sexualidade.

Na gravidez a relação a dois passa de facto a ser uma relação a três, uma vez que o casal passa subitamente a ver a sua intimidade ser partilhada por um terceiro membro.

Esta alteração pode ser sentida como um fator de enriquecimento ou, pelo contrário, como uma invasão da sua intimidade. O futuro pai começa a ver a sua companheira como mãe, e uma vez que é proibido ter relações sexuais com a mãe, urge uma tarefa de reorganização psicológica.

No período da gravidez são várias as modificações corporais. Estas alterações não são só do conhecimento íntimo da mulher mas visíveis a todas as pessoas, pondo em causa toda a sua aparência. Desta forma, a mulher passa por um processo de adaptação psicológica, durante o qual procura integrar a sua nova imagem. A imagem que a mulher tem do seu corpo grávido pode ter influência na atividade sexual.

Algumas mulheres consideram-se menos atrativas sexualmente, podendo essa razão ser suficiente para a modificação do seu comportamento sexual. Outras, no entanto, sentem-se mais atrativas e encantadas com o seu corpo. Estas mulheres sentem-se mais satisfeitas com o relacionamento conjugal e algumas até experimentam o orgasmo pela primeira vez durante a gravidez. Este fato deve-se à mudança de perceção de si própria, uma vez que com a gravidez “estas mulheres passam a sentir-se mais adultas e mais femininas, saindo de uma posição infantil e, portanto, concedendo-se o «direito» de viver uma sexualidade mais madura”.

A reação do companheiro a estas modificações pode ser um fator determinante na aceitação ou rejeição do próprio corpo. Se a mulher sente que o parceiro continua a sentir-se atraído por ela e a solicita para a relação sexual é para ela a prova que o seu aspeto não altera a sua atratividade e capacidade de sedução. Mesmo que a mulher não se sinta muito atraente, o facto de se sentir desejada fá-la saber que o seu corpo é sexualmente estimulante, o que leva a valorizá-lo.

Assim, durante a gravidez, a mulher vê a sua consciência invadida por fantasias e pensamentos até então inconscientes, devido a um abrandamento dos processos defensivos. Esta maior permeabilidade entre os níveis de consciência pode trazer algo de positivo à sexualidade feminina, uma vez que torna a mulher mais consciente, não só dos seus sentimentos, como também dos sentimentos do outro e mais sensível às subtilezas da interação emocional. Ou seja, a mulher pode ver a sua sensualidade potenciada.

Assim, o desejo sexual da mulher grávida embora possa sofrer modificações em termos qualitativos e mesmo quantitativos, ele continua a existir.

1. A atividade sexual durante a gravidez

A resposta sexual humana implica uma sucessão ordenada de acontecimentos fisiológicos que preparam o corpo para o coito. Observam-se modificações a nível do aparelho genital, de carácter anatómico e funcional, durante o ato sexual. Estas modificações acompanham-se de reações vasculares, neurológicas, musculares e hormonais, e repercutem-se no indivíduo com intensidade variável.

Os estímulos sexuais podem ser divididos em psicológicos e mecânicos ou reflexos. Os primeiros são transmitidos ao cérebro através da visão, audição e olfato bem como de fantasias conhecidas como estímulos psíquicos. Os segundos são produzidos através de estímulos tácteis, reflexos, sem a interferência da via central, atingindo o sistema nervoso através da espinal-medula.

Os estímulos psicológicos e os mecânicos encontram-se correlacionados: o estímulo psíquico aumenta a sensibilidade do estímulo reflexo e vice-versa.

Algumas das diferenças entre resposta sexual feminina e resposta sexual masculina residem no facto da mulher ser mais suscetível à dor durante o ato sexual, podendo a sua valorização do orgasmo variar consideravelmente, assim como as expectativas face ao mesmo.

No ciclo da resposta sexual feminina, existem duas fases fundamentais:

Excitação – fase que fisiologicamente se traduz pela lubrificação vaginal, o intumescimento dos pequenos lábios vaginais e do clítoris e ainda pela ereção dos mamilos, acompanhada por uma vasodilatação reflexa devido à ativação de centros localizados na espinal-medula. As manifestações de tensão sexual aumentam ao longo desta fase atingindo o ponto mais alto com a fase orgástica e decrescendo durante a fase pós-orgástica.

Orgasmo – o orgasmo feminino é um reflexo genital e manifesta-se por contrações rítmicas e involuntárias da plataforma orgástica, zona onde a vaso congestão é particularmente intensa e localizada no terço externo da vagina. Implica alterações genitais, mudanças no tónus muscular esquelético, movimentos semi-voluntários, mudanças gerais cardiovasculares e respiratórias, experiências sensorialmente genitais e alterações ao nível da consciência. Na fase pós-orgástica assiste-se a um retorno à normalidade. O orgasmo feminino é uma experiência vivenciada de forma bastante mais subjetiva que o masculino.

A excitação feminina é um fenómeno basicamente sanguíneo e o orgasmo feminino é um fenómeno fundamentalmente muscular, sendo controlados por partes distintas do sistema nervoso: um deles pode ser inibido enquanto o funcionamento do outro permanece normal.

Nas últimas décadas as expectativas face ao orgasmo têm aumentado devido a mudanças de atitudes face à sexualidade feminina.

Por isso, se antigamente a mulher considerava perfeitamente normal não ter prazer sexual ou orgasmo durante o coito, o homem também se satisfazia sem se preocupar com o desejo da sua companheira. Na atualidade, a mulher procura ativamente a obtenção do orgasmo e o homem sente-se realizado quando proporciona satisfação sexual à parceira.

As alterações biológicas que ocorrem durante a gravidez influenciam a resposta sexual feminina. De facto, o comportamento da mulher grávida pode variar muito ao longo da gravidez e de mulher para mulher. O desejo sexual pode estar diminuído ou aumentado devido a vários fatores psicológicos, sociais e às alterações fisiológicas do seu corpo. As alterações no comportamento sexual, e as súbitas variações de humor próprios da gravidez, podem-se reforçar mutuamente e perturbar uma relação conjugal estável. Os casais têm que aprender a lidar com a sua sexualidade e emoções em mudança.

Durante o primeiro trimestre de gravidez o comportamento da mulher pode variar imenso podendo ir da rejeição voluntária de todas as formas físicas de atividade sexual até à ninfomania. Há mulheres que desfrutam mais o sexo e desejam-no com mais frequência. Podem mesmo alcançar o orgasmo mais depressa e contam que “se sentem tão eróticas que têm medo de assustar os maridos”. Outras vivem uma sexualidade mais indiferente, preferindo apenas ser mimadas, que alguém cuide delas e lhes dê segurança.

A mulher pode ter uma atitude de culpabilidade face ao sexo, uma vez que agora sexo significa somente prazer e perdeu a mínima característica reprodutiva. Outras sentir-se-ão livres do receio/desejo de engravidar e dos contracetivos e desfrutam de uma sexualidade livre de barreiras, sentindo-se bastante eróticas.

Como as emoções jogam um importante papel na sexualidade feminina, as alterações do humor vão com certeza implicar novas formas de vivenciar a sexualidade e a intimidade, o que conduz a necessárias adaptações por parte do casal.

A apreensão sobre a gravidez, a mudança de papel e de estilo de vida, juntamente com os desconfortos próprios da gravidez, tais como a fadiga, náuseas e vómitos podem levar a uma diminuição do desejo sexual e mesmo da demonstração de afeto. As alterações fisiológicas da gravidez, nomeadamente as do sistema circulatório e as hormonais, podem ser responsáveis pelas mudanças na resposta sexual da grávida.

Estas provocam congestão pélvica, aumento da lubrificação vaginal e aumento das mamas que podem levar a desconforto ou levar a um aumento da satisfação sexual.

No primeiro trimestre os seios crescem rapidamente e as auréolas e mamilos tornam-se intumescidos. Este crescimento, mais acentuado nas primíparas, juntamente com o aumento da tensão sexual, provoca frequentemente hipersensibilidade e por vezes dor nas mamas, especialmente nos mamilos e auréolas. Os órgãos genitais também sofrem um aumento da vascularização, a qual aumenta ainda mais em resposta ao estímulo sexual. É constatável a ocorrência de ardor e cãibras, durante e após o orgasmo, na zona inferior do abdómen. Estes sintomas podem fazer com que o casal acredite que o sexo pode prejudicar a gravidez.

Durante o segundo trimestre muitas mulheres sentem-se mais eróticas. Algumas referem sentir o orgasmo pela primeira vez e referiram pela primeira vez experiências multi-orgásticas e orgasmos fulminantes.

Esta fase é caracterizada por uma sensação de bem-estar. Psicologicamente, a mulher vive um período calmo. Muitos dos desconfortos físicos desapareceram ou diminuíram de intensidade. Todos estes fatores podem dar origem a um aumento do interesse sexual, que se exprime através do interesse pelos encontros sexuais, fantasias e sonhos eróticos.

Também as alterações fisiológicas são em grande parte responsáveis pelo aumento da satisfação sexual. As mulheres primíparas referem redução acentuada da hipersensibilidade das mamas, uma vez que altos níveis de tensão sexual não provocam um aumento evidente das mesmas. A lubrificação vaginal aumenta a partir do final do primeiro trimestre e mantém-se até ao final da gravidez. O aumento da vascularização da zona pélvica, e a vaso congestão provocada pelo útero em crescimento, podem levar a um ingurgitamento mais rápido das zonas erógenas durante a fase de excitação. À medida que a gravidez progride, o alívio vaso congestivo posterior ao orgasmo vai sendo mais lento. Algumas mulheres referem ser facilmente excitáveis e continuarem a sentir desejo mesmo depois de ter orgasmos intensos.

A dispareunia (relação sexual dolorosa) pode surgir nesta fase. Pode ser devida a vários fatores, tais como infeções do aparelho urinário ou vaginais, problemas de lubrificação ou pressão no abdómen. Se a mulher não se sente à vontade com a sua sexualidade durante a gravidez, a dispareunia pode ser devida a fatores psicológicos.

As alterações da imagem corporal tornam-se mais evidentes à medida que a gravidez progride. A maior parte dos casais experimentam-nas como agradáveis. No entanto, para algumas pessoas as alterações físicas podem contribuir para uma imagem corporal negativa, que pode produzir alterações na resposta sexual. O marido pode não se sentir atraído sexualmente pela sua mulher, à medida que o corpo dela se torna diferente e volumoso. Os movimentos fetais podem provocar diminuição do interesse sexual e medo de magoar o feto. Alguns casais, durante esta fase da gravidez, descobrem novas formas de satisfação sexual que se podem prolongar além do nascimento do bebé.

Enquanto durante o terceiro trimestre há uma diminuição do interesse e da atividade sexual em algumas mulheres, enquanto outras podem continuar a sentir a sua sexualidade intensificada, principalmente até ao meio do terceiro trimestre.

No terceiro trimestre surgem também desconfortos físicos e fatores psicológicos que podem interferir na sexualidade do casal. Regressa a sonolência e a fadiga do primeiro trimestre, a irritabilidade, a tensão pélvica e as dores lombares acentuam-se, surgem edemas dos membros inferiores e a barriga fica cada vez maior. O abdómen pode ser um obstáculo difícil de transpor para os casais com práticas sexuais conservadoras. O recurso à estimulação manual, sexo oral ou posições que não sejam dificultadas pelo volume da barriga, são as melhores formas de obter prazer mútuo, no entanto, os casais que não têm por hábito adotar este tipo de comportamento sexual podem sentir-se mal ao recorrer a ele no final da gravidez.

O aumento das mamas relativo à fase de gravidez completa-se. A tensão sexual não provoca aumento adicional nas mamas mas continuam-se a verificar as reações de ereção do mamilo e o ingurgitamento aureolar. À medida que a gravidez progride, a vaso congestão pélvica vai sendo mais acentuada, de tal forma que a plataforma orgástica no terço exterior da vagina fica congestionada e o canal vaginal edemaciado. Nessa altura, a intensidade das contrações durante a experiência orgástica parece mínima.

Nas últimas semanas de gravidez, o útero pode entrar em espasmo tónico em vez das contrações regulares da experiência orgástica. Os batimentos cárdio fetais podem apresentar bradicardia transitória sem, no entanto, terem sido observadas outras perturbações fetais. Durante o terceiro trimestre, na fase de resolução, a vaso congestão não pode ser aliviada completamente qualquer que seja a intensidade do orgasmo, levando as mulheres a sentirem uma continuação da estimulação sexual ou a sentirem desconforto. A dispareunia pode ocorrer principalmente se a apresentação fetal já está insinuada na pelve. Posições que dificultam a penetração profunda do pénis podem ser adotadas.

O medo de magoar o feto mantém-se, apesar de ele estar bem protegido. Há casais que sentem o feto como uma terceira pessoa na relação. A mulher pode sentir-se pouco atrativa e ter medo que o companheiro perca o interesse por ela. O casal pode sentir-se constrangido em experimentar novas posições, mas o mais comum é que o casal esteja muito ansioso, preocupado ou demasiadamente desconfortável para se interessar pelo sexo.

A abstinência pode causar conflitos conjugais ou perturbação emocional em casais que costumam relacionar-se sexualmente com regularidade. Estes precisam de ser esclarecidos sobre as alterações fisiológicas, sobre os seus medos e tabus, sobre mudanças de posição e variações sexuais e sobre a variedade de caminhos que o desejo sexual pode tomar, para que possam viver intensamente a sua sexualidade. No entanto, o profissional de saúde tem de ter em conta que não existe um padrão de normalidade em relação ao desejo sexual. Os sentimentos sexuais e a sua expressão são altamente individualizados.

2. As contra-indicações bio-fisiológicas das relações coitais durante a gravidez

A associação entre as relações sexuais e a patologia obstétrica remonta à antiguidade mais longínqua. Várias perspetivas em discussão, se basearam desde sempre em argumentos de nenhuma credibilidade científica e fundados, sobretudo, em empirismos pseudocientíficos e preconceitos religiosos, conseguiram, surpreendentemente, subsistir até ao nosso tempo.

Atualmente e, na opinião de diferentes autores, poucas são as situações que se assumem como contraindicações da relação coital durante a gravidez. Assim, existem situações concretas que levam a restringir ou até a prescindir da atividade sexual coital durante a gravidez. A ameaça de aborto ou o aborto de repetição são as causas que mais frequentemente desaconselham e até proíbem as relações coitais durante o primeiro trimestre da gravidez. Durante o terceiro trimestre, a placenta prévia ou a ameaça de parto prematuro constituem situações nas quais se desaconselha a atividade sexual coital.

As consequências negativas do coito e do orgasmo no desenvolvimento da gestação e do feto relacionam-se com três áreas principais: fatores mecânicos (abortamento, hemorragia e rotura prematura das membranas), contrações uterinas (parto prematuro) e infeção.

2.1. Abortamento

Dentro do útero, o feto encontra-se bem protegido contra as agressões traumáticas provocadas por pressão sobre o abdómen da grávida. No entanto, dada a probabilidade de uma em cada dez gestações o ovo ser anembrionado, torna-se fácil o estabelecimento de uma relação entre uma prática carregada de fatores de culpabilização, como o é a cópula, e esse acidente.

Ainda que os traumatismos nas mulheres grávidas sejam bastantes frequentes, há estudos que mostram que a frequência relativa dos abortamentos espontâneos antes das 9 semanas, se situa na ordem de um por mil traumatismos, não havendo nesses estudos qualquer referência especial ao coito. Nas primeiras 9 semanas de gestação, a grande maioria dos abortos espontâneos derivam de defeitos cromossómicos de que resulta a morte precoce do embrião.

Ainda a respeito do evitamento das relações coitais, os casais devem-se abster das relações sexuais quando, no primeiro trimestre, há cólicas abdominais ou hemorragias após o coito e, também, quando há na história da grávida casos de aborto espontâneo no primeiro trimestre, embora os estudos dos casos de abortamento precoce não lhe façam referência especial. Nesta perspetiva, essa abstinência, mesmo que não se justifique do ponto de vista etiológico, evita sentimentos de culpa do casal face a um abortamento cuja verdadeira causa foi a patologia obstétrica.

2.2. Hemorragia

A coitorragia é uma ocorrência que pode registar-se em qualquer momento da gravidez, desde que existam condições inflamatórias ou tumorais do colo que a favoreçam. Estes são, geralmente, estados previamente conhecidos pelo que, as hemorragias daí resultantes não contraindicam a relação sexual cuidadosa, desde que se proceda ao tratamento adequado.

Todavia, o mesmo não acontece no caso de hemorragias por descolamento prematuro da placenta ou de placenta prévia de causa desconhecida, dado que podem pôr em perigo a vida do feto e da grávida.

2.3. Rotura prematura de membranas

Numa gravidez normal, o coito, só por si, não pode ser causa de rotura das membranas. Estudos dinamométricos demonstram que, no estado normal, a sua resistência é muito superior às pressões que poderão resultar de um coito.

Contudo, em casos de pressão intrauterina excessiva (hidrâmnios, gravidez gemelar), em casos de fragilização anormal (placenta prévia, incompetência do colo, ou infeção) e também perante outros fatores, tais como primiparidade idosa, carência de vitamina C e traumatismos, o clínico admite que o coito e o orgasmo podem ser considerados como fatores secundários, atuando em terreno patológico pré-existente, e não a sua causa direta.

De facto, a pressão não é considerada a responsável direta pela rotura das membranas mas, antes, o seu dano estrutural resultado da despolimerização enzimática das fibras de colagénio, provocado por enzimas proteolíticas, em particular as libertadas nos processos infeciosos (embora estas enzimas se encontrem também na composição do líquido espermático, o seu efeito não parece ser importante). Assim, um suposto mecanismo da rotura é o resultado das relações sexuais em caso de infeção, mecanismo que ainda não está provado com segurança.

2.4. Parto prematuro

As prostaglandinas presentes no esperma e as contrações uterinas provocadas pelo orgasmo feminino têm sido, frequentemente, apontadas como as responsáveis por alguns partos prematuros. No entanto, os resultados dos estudos que se têm realizado sobre esta problemática não coincidem. Alguns autores não encontraram relação entre o coito e o parto prematuro. Por seu lado, outros autores apresentam resultados que parecem comprovar essa relação, se não direta, pelo menos como fator a considerar em situações de risco. Neste sentido, consideram que, até à resolução destas divergências, se deve recomendar a abstenção da relação coital e do orgasmo nos seguintes casos:

a) Passado obstétrico carregado;

b) Interrupção de trabalho de parto prematuro na gestação atual, até que o feto atinja a maturidade;

c) Parto prematuro anterior inexplicado;

d) Incompetência cervical ou apagamento precoce do cérvice, ao exame vaginal.

Ainda sobre esta questão do parto prematuro, alguns autores valorizam a estimulação mamária como fator capaz de induzir a atividade uterina e, sendo assim, desaconselham igualmente esta prática às grávidas de risco.

2.5. Infeção

Na grávida saudável, um colo competente e membranas intactas oferecem proteção eficaz contra as mais variadas infeções. Em contrapartida, em mulheres com incompetência cervical, membranas rotas ou colo apagado e dilatado na fase final de gestação, o pénis pode arrastar para o útero bactérias patogénicas provocando infeções graves, que podem resultar em morbilidade e mortalidade materno-infantil.

A este propósito, alguns autores referem que as doenças sexualmente transmissíveis, entre elas, a sífilis, o herpes genital, a gonorreia, a clamídia, a tricómona, entre muitos outros agentes infeciosos, a que mais atualmente se veio juntar a SIDA, podem ter efeitos desastrosos na gestante e no feto e, de facto, são habitualmente contraídas por via das relações sexuais. De facto, estas infeções são muito frequentes nas grávidas com vários parceiros sexuais e, nestes casos, ou noutros considerados de risco, deve ser aconselhada a utilização de preservativo.

2.6. Embolia gasosa

A embolia gasosa é também, uma ocorrência a que alguns investigadores têm prestado particular atenção, dado tratar-se de uma situação quase sempre mortal. Com efeito, encontram-se já descritos na literatura dez casos de morte materna devidos a embolia gasosa, provocada pela introdução forçada de ar na vagina. Nesta situação, associada à prática sexual do cunnilingus, os homens sopram para dentro da vagina, levando à entrada de ar no sistema vascular materno, através do canal cervical dilatado.

Nota final
Como conclusão, pensamos que a gravidez não provoca uma rutura na história do casal que, anteriormente, vivia de forma satisfatória a sua própria sexualidade e a sua relação conjugal. Pelo contrário, com a gravidez o casal pode descobrir outro tipo de sexualidade altamente gratificante, sobretudo quando existe a necessidade duma união afetiva. Esta harmonia e bem-estar incidem favoravelmente sobra a saúde mental e física do casal.

Desta forma, cabe aos profissionais de saúde favorecer uma vivência plena da sexualidade durante a gravidez. Com frequência, estes profissionais deixam de considerar a sexualidade como um aspeto importante na vida do “casal grávido”, sendo poucas as informações objetivas no aconselhamento dos casais referentes às intimidades sexuais durante a gravidez. O aconselhamento sexual deve incluir a correção de informações ou conceitos errados, a garantia de normalidade e a sugestão de comportamentos alternativos. A especificidade de cada um deve ser enquadrada numa perspetiva biopsicossocial e cultural. O aconselhamento de casais sobre a sua adaptação sexual durante a gravidez exige do profissional de saúde uma avaliação pessoal, bem como um conhecimento profundo das respostas físicas, sociais e emocionais à sexualidade durante este período. É igualmente importante vencer preconceitos e estereótipos, para um aconselhamento neutro, sem juízos de valor e individualizado.

Para os profissionais de saúde pode ser difícil aconselhar as mulheres sobre a sexualidade e gravidez. A principal prioridade é inquirir a respeito das preocupações que a mulher possa ter. As relações sexuais na gravidez não são um assunto que as mulheres apresentem de forma espontânea. É muito importante desfazer os mitos, citando os riscos potenciais e as pesquisas que afirmam que estes não existem, em especial quando a mulher tiver que fazer uma escolha informada. Não existem evidências conclusivas de que as relações sexuais, durante a gravidez prejudiquem a grávida ou o feto.

Um número significativo de casais necessita apenas de “permissão” para manter a sua vida sexual durante a gravidez. Muitos outros necessitam de obter informações sobre as alterações fisiológicas decorrentes da gravidez, bem como desfazer alguns mitos sobre o sexo durante a mesma. Um entendimento completo da intimidade do casal também deve incluir aspetos da relação, tais como as orientações dos papéis de género, o grau de envolvimento do pai e o padrão habitual da expressão sexual.

Permitir e informar são responsabilidade do profissional de saúde.

É necessário ter uma visão alargada e abrangente sobre a sexualidade. Quando um casal não pode, ou prefere não ter, relações sexuais com penetração, a necessidade de intimidade e união pode assumir diversas expressões. Os atos de beijar, abraçar, massajar, acariciar e uma maior sensibilidade e carinho são formas válidas de exprimir a sexualidade e constituem sinais de afeto. Cada um destes aspetos constitui, por si só, uma experiência agradável e nem sempre conduzem ao ato sexual.

Referências bibliográficas
Canavarro, M.C. (coord.) (2006), Psicologia da gravidez e da maternidade, 2.ª ed., Coimbra: Quarteto Editora.
Colman, L. & Colman, A. (1994), Gravidez: a experiência psicológica, Lisboa: Edições Colibri.
Costa, E. & Barroso, M. (1997), Gravidez e atitude face à sexualidade. Contributos para a compreensão da importância da informação nesta problemática. Tese de Especialização em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica apresentada à Escola Superior de Enfermagem de Bissaya Barreto, Coimbra (policopiada), 143 pp..
Couto, A. J. (1994), Crenças e representações da gravidez na Educação para a Saúde, Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Lisboa (policopiada), 152 pp..
Couto, G. (2003), Preparação para o parto – Representações mentais de um grupo de grávidas de uma área urbana e de uma área rural, Loures: Lusociência.
Direcção Geral da Saúde (1993), Orientações Técnicas. Vigilância pré-natal e revisão do puerpério, Lisboa: Direcção Geral da Saúde.
Eduardo Sá (coord.) (2003), Quero-te – Psicologia da Sexualidade, Coimbra: Quarteto Editora.
Graça, L. (1996), Medicina materno-fetal: fundamentos e prática clínica, vol. 2, Lisboa: Artes Gráficas.
Kitzinger, S. (1996), Mães – um estudo antropológico da maternidade, 2.ª ed., Lisboa: Editorial Presença.
Lazar, M.C. (2002), Práticas sexuais de mulheres no ciclo gravídico-puerperal, Tese de Doutoramento apresentada à Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas, Campinas (policopiada), 99 pp..
Leal, I. (2005), Psicologia da gravidez e da parentalidade, Lisboa: Fim de Século.
Martins, M.F. (2007), Mitos e crenças na gravidez. Sabedoria e segredos tradicionais das mulheres de seis concelhos do distrito de Braga, Lisboa: Edições Colibri.
Martins, S. et al. (2007), Sexualidade na gravidez: influência no bebé? – Mitos, atitudes e informação das mães, in Revista Portuguesa de Clínica Geral, n.º 23, pp. 369-378.
Pereira, M. (2005), O sexo depois do sexo – A sexualidade durante a gravidez, Dissertação de Mestrado apresentada à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa (policopiada), 139 pp..
Portelinha, C. (2003), Sexualidade durante a gravidez, Coimbra: Quarteto Editora.
Taborda, L. (2000), Sexualidade e gravidez na mulher, Dissertação de Mestrado apresentada à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa (policopiada), 67 pp..
Taborda, L. (2000), Sexualidade e gravidez na mulher, Dissertação de Mestrado apresentada à Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Lisboa (policopiada), 67 pp..

Artigos relacionados

Como dormir melhor durante a gravidez

Hemorroides na gravidez

Obstipação na gravidez

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Musicoterapia
A maestrina Lídia Dias, voluntária e aluna do 5º ano de Medicina, defendeu a importância da música para crianças com doença...

“Para as crianças doentes, a música acaba por servir muito como um momento de relaxamento, de distração de todas as complicações”, disse, em declarações, no âmbito de um debate sobre o tema que decorre na Casa Ronald McDonald do Porto.

As Casas Ronald McDonald são “casas longe de casa”, oferecendo apoio gratuito aos familiares das crianças que se deslocam da sua residência habitual (um pouco de todo o país) para receber tratamento hospitalar prolongado ou ambulatório nos hospitais com cuidados pediátricos.

“Quando vão fazer radioterapia, algumas crianças e até alguns adultos têm de fazer uma anestesia, um relaxamento, porque nem sempre é muito fácil. Na Austrália fizeram uma comparação. Nuns casos usaram a anestesia e noutros usaram simplesmente música e a verdade é que a música funcionou em 92%. Não tiveram de usar a anestesia que, como todos os medicamentos, pode gerar complicações, enquanto a música simplesmente é algo externo que nos influencia e funcionou”, sublinhou Lídias Dias.

Para a maestrina do coro da Faculdade de Medicina do Porto e voluntária na Casa na Casa Ronald McDonald do Porto, “é mais uma evidência de que a música ajuda muito a estarmos mais calmos, tranquilos e, ao mesmo tempo, a esquecermos todas as complicações”.

“Nas crianças funciona como uma brincadeira, sobretudo se conseguirmos que elas façam música, que tenham que juntar a melodia, o ritmo, toda a complexidade das características de fazer música, que exige muito a atenção. E, com essa atenção, como tem de estar toda centrada naquela atividade, desliga-se de todo o resto”, acrescentou.

No debate de hoje foi também apontado o exemplo do programa “Caixinha da Música”, da Casa Ronald McDonald do Porto. Este projeto resulta da iniciativa do maestro Victor Dias que, como voluntário, se disponibilizou para convidar um conjunto de músicos e artistas, para que todos os meses as crianças e famílias a residir na Casa tenham “a possibilidade de interromper a sua rotina para entregar os seus ouvidos à música”.

Segundo a organização do debate, os elementos vivos da música como o ritmo, as cadências e as harmonias, aumentam a saturação de oxigénio, melhoram a qualidade do sono, aumentam o apetite até nos prematuros e reduzem a ansiedade.

A Casa Ronald McDonald do Porto, que recebeu as primeiras famílias em janeiro de 2014, está localizada no 'campus' do Hospital S. João, tem 12 quartos e recebe as famílias com crianças em tratamento no Centro Hospitalar de S. João e no IPO-Porto. Desde a sua abertura já acolheu 179 famílias.

Ordem dos Enfermeiros
A Ordem dos Enfermeiros testou terça-feira a introdução do voto eletrónico na eleição dos órgãos sociais, e na Secção Regional...

“Decorreu normalmente e superou as expetativas. Esperava 100 ou 150 participantes, mas foram 385”, afirmou o enfermeiro Rui Cruz, Presidente da Mesa da Assembleia Regional, adiantando que há quatro anos os votos entrados nas urnas de inscritos na Secção Regional do Centro (SRC) foram de “cerca de 2700”.

Na sua opinião, este nível de participação num teste indicia uma “votação massiva” nas eleições para os órgãos nacionais e regionais da Ordem dos Enfermeiros (OE) marcadas para 15 de dezembro.

Habilitados a exercer o direito de voto na Região Centro estão 14.484 enfermeiros.

“Este é um passo significativo para a promoção da participação ativa de todos os enfermeiros na vida da sua Ordem”, afirma a Presidente do Conselho Diretivo Regional da SRC, enfermeira Isabel Oliveira.

A dirigente espera que introdução da votação eletrónica aumente a adesão, considerando que a abstenção no último ato eleitoral rondou os 80 por cento.

“Este foi um compromisso assumido por nós para com os enfermeiros e que vemos, neste momento, concretizado”, acrescentou a enfermeira Isabel Oliveira.

Para o presidente da Mesa da Assembleia Regional do Centro, além de satisfazer um compromisso eleitoral, o voto eletrónico, ao permitir uma maior participação, faz com que os órgãos sociais vencedores tenham uma maior representatividade.

A Ordem dos Enfermeiros é a primeira organização deste tipo a introduzir o voto eletrónico na eleição dos seus órgãos sociais.

A simulação de votação eletrónica realizada pela OE teve como objetivo testar a plataforma informática, realizar formação interna sobre os procedimentos e familiarizar os membros com o processo.

Hepatite C
O porta-voz da Plataforma Hepatite C disse estar “satisfeito” com o número de doentes que ficaram totalmente curados com...

Em declarações à rádio TSF, António Parente disse que a taxa de sucesso do medicamento “é fabulosa”.

“Os números são maravilhosos. Este medicamento é uma revolução, faço parte dos 95% dos doentes que negativaram. A taxa de sucesso deste medicamento é fabulosa. A luta valeu a pena. Há um esforço enorme dos hospitais para atingir estes números. É uma revolução”, declarou António Parente, que é doente e porta-voz da Plataforma Hepatite.

Apesar de considerar os números muito positivos, António Parente disse que nem tudo está a correr bem no universo das prisões relativamente a este problema, pelo que deixou um alerta.

“O acesso [ao tratamento] dos doentes que estão encarcerados é difícil. Claro que passa pelo Ministério da Justiça. Parece-me que há uma falta de comunicação, alguma lacuna em levar as pessoas. As pessoas têm de ir aos hospitais fazer os exames. Nós percebemos que não é fácil, é uma população onde a taxa é muito elevada”, vincou.

Entretanto, os ministros da Justiça e da Saúde, Paula Teixeira da Cruz e Paulo Macedo, respetivamente, já anunciaram que têm a intenção de avançar com um rastreio junto da população prisional.

Um total de 107 doentes com hepatite C ficaram totalmente curados através do programa de tratamento lançado em fevereiro, após meses de negociações entre o Governo e a indústria e de reivindicações de doentes e familiares, anunciou terça-feira o Infarmed.

De acordo com uma nota do organismo que regula o setor do medicamento em Portugal, foram autorizados 6.815 tratamentos, dos quais 4.060 foram já iniciados pelos hospitais.

“Dos tratamentos finalizados, e após a necessária análise virológica efetuada 12 semanas depois, constatou-se que 107 doentes estavam curados e apenas 2 foram reportados como não curados”, lê-se na informação do Infarmed.

Estes dados constam de uma página com as estatísticas do programa da hepatite C que a partir de hoje está disponível no site do Infarmed, a qual visa “dar resposta aos pedidos dos profissionais de saúde e dos média acerca da evolução dos tratamentos realizados”.

O programa para o tratamento da hepatite C foi anunciado pelo ministro da Saúde a 06 de fevereiro. O acordo com a indústria farmacêutica, conseguido após meses de negociações e de exigências dos doentes, inclusivamente no interior do parlamento, prevê “o pagamento por doente tratado, e não por embalagem dispensada, e contempla todos os cerca de 13 mil doentes de hepatite C inscritos no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

Conferência realizada na Escola Nacional de Saúde Pública
A Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares apresentou na Escola Nacional de Saúde Pública, a 1ª Edição da...

A iniciativa Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH) “Mérito em Administração Hospitalar – Prémio Margarida Bentes” visa incentivar a produção de evidência científica, produzida no âmbito da atividade de gestão desenvolvida em entidades centrais do Ministério da Saúde e em instituições prestadoras de cuidados de saúde, públicas e privadas, que permita a edificação de conhecimento que suporte a definição de estratégias e posicionamentos sólidos da APAH em matérias de gestão de saúde.

Anualmente, cada lançamento será antecedido pela realização de uma Conferência subordinada ao tema selecionado nessa edição, que em 2015 foi dedicada à “Integração de Cuidados” e que contou com uma apresentação do Professor Dr. Rui Santana, seguida de um debate com a Dra. Fátima Nogueira, Dr. Luís Amaro, Dr. Pedro Afonso e Dr. Victor Herdeiro, moderado pelo Dr. Pedro Lopes.

A apresentação do “Prémio Margarida Bentes” esteve a cargo da Dra. Marta Temido, Presidente da APAH, que de seguida moderou a conversa com a Dra. Nazaré Reis e o Dr. Manuel Delgado, ex-colegas da Dra. Margarida Bentes, que deram a conhecer aos presentes a vertente mais humana e a mais profissional desta.

Na Sessão de Encerramento, realizada pelo Dr. Francisco George, este destacou a personalidade da Dra. Margarida Bentes e a importância que a mesma teve no desenvolvimento da atividade dos Administradores Hospitalares.

No âmbito do “Prémio Margarida Bentes”, as candidaturas apresentadas serão submetidas à apreciação de uma Comissão de Avaliação, este ano constituída pela Dr.ª Ana Sofia Ferreira, pela Professora Dra. Sílvia Lopes e pelo Professor Dr. Vasco Reis, que terá a responsabilidade de selecionar as candidaturas consideradas relevantes para a temática escolhida para esta 1ª edição: Integração de Cuidados.

Hepatologista diz
O hepatologista Rui Tato Marinho considerou que os 107 doentes com hepatite C curados através do novo programa de tratamento ...

Rui Tato Marinho, hepatologista do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, comentava assim em declarações os dados do Infarmed que indicam que há 107 doentes com hepatite C que ficaram totalmente curados através do programa de tratamento lançado em fevereiro, após meses de negociações entre o Governo e a indústria e de reivindicações de doentes e familiares, inclusive na Assembleia da República.

“No meu entender, isto é uma história de sucesso porque se conseguiu em seis meses pedir um medicamento para mais de seis mil pessoas com hepatite C. É quase único no mundo e em países com a nossa dimensão. Estamos a falar de mil pessoas por mês, entre médicos, Infarmed, ministério. Está tudo a fazer um esforço grande”, salientou o clínico.

No entender de Rui Tato Marinho, estes resultados só foram possíveis graças à aprovação rápida do medicamento, que permitiu começar e tratar os doentes.

“Estes mais de cem são os primeiros a chegar à linha da meta. Já temos resultados. Depois de três meses de acabarem o tratamento ficaram com o vírus negativo e para toda a vida. Estes foram os primeiros, mas acredito que dentro de quatro, cinco ou seis meses vamos ter alguns milhares curados. Calculamos que sejam à volta de 90%”, declarou.

De acordo com o especialista em hepatologia, os resultados correspondem ao que se conhecia dos casos clínicos e dos ensaios clínicos.

“Claro que vai haver sempre gente que não se cura, estamos a falar de 10 a 15%, por causa dos efeitos secundários que não estávamos à espera”, admitiu Rui Tato Marinho, lembrando que os doentes sujeitos a tratamento têm a doença há 20 ou 30 anos e a média de idade situa-se nos 50 a 55 anos.

“Alguns já tinham feito tratamentos com imensos efeitos secundários e sem eficácia. Haver 5 a 10% que não curam é espantoso. A investigação não parou”, sublinhou.

O especialista disse ainda que este programa é um modelo que pode servir para outras doenças a nível da organização dos sistemas de saúde.

“Contudo, as histórias não se repetem. É difícil aparecer um medicamento com uma eficácia deste teor para uma doença crónica. É difícil voltar a acontecer”, concluiu.

De acordo com uma nota do Infarmed, instituto que regula o setor do medicamento em Portugal, foram autorizados 6.815 tratamentos, dos quais 4.060 foram já iniciados pelos hospitais.

“Dos tratamentos finalizados, e após a necessária análise virológica efetuada 12 semanas depois, constatou-se que 107 doentes estavam curados e que apenas 2 foram reportados como não curados”, lê-se na informação do Infarmed.

Estudo
Um estudo realizado por investigadores portugueses da ECBIO, e publicado na revista Stem Cells International, acaba de...

A superioridade ficou comprovada não só in vitro mas também in vivo, em modelos animais de doenças autoimunes como é o caso da artrite reumatoide, escreve o Diário Digital.

“O tratamento de doenças do foro imunológico tem sido uma das maiores áreas de utilização da terapia celular envolvendo células estaminais do tecido do cordão umbilical. Estas células podem ser obtidas de vários tecidos, sendo a fonte mais comum a medula óssea. Existem, no entanto, outras fontes, como o tecido adiposo (gordura), o sangue periférico e, mais recentemente, o tecido do cordão umbilical. Embora todas estas células possuam características que permitem que sejam denominadas de ‘mesenquimais’, na verdade células obtidas de tecidos diferentes ou obtidas do mesmo tecido com métodos diferentes, apresentam propriedades distintas”, explica Helder Cruz, investigador em Biotecnologia da ECBIO.

As células UCX - obtidas do tecido do cordão umbilical por um processo desenvolvido e patenteado pela ECBio – foram avaliadas, em três aspetos diferentes de interação com células do sistema imunitário.

Os resultados foram claros: as células UCX apresentam um menor risco de rejeição e uma eficácia superior no tratamento de doenças autoimunes do que as células da medula óssea. Além disso, não necessitam de ativação prévia: em caso de necessidade, estão prontas a ser utilizadas. Este facto foi também confirmado in vivo num modelo de artrite reumatoide.

“Estes resultados são um passo importante para a aprovação das células UCX como medicamento de terapia avançada para doenças do foro imunológico. Até à data, estas células demonstraram potencial terapêutico no tratamento de doenças inflamatórias autoimunes, como a artrite reumatoide, e doenças cardiovasculares, como o enfarte do miocárdio e a doença arterial periférica. A forma de aplicação desta terapia celular com recurso a células estaminais do tecido do cordão umbilical implica a criopreservação, um serviço que tem vindo a ganhar mais credibilidade no nosso país. Mas é preciso ter em atenção que nem todas as empresas fazem o isolamento das células estaminais do tecido, ou asseguram elevada quantidade das mesmas, o que pode levar a que as células não desempenhem a ação terapêutica desejada quando necessárias”, conclui o especialista.

Para ser possível obter e criopreservar as UCX, a ECBIO desenvolveu uma metodologia que consiste no isolamento destas células a partir do tecido do cordão umbilical. Em Portugal, nem todas as empresas fazem o isolamento das células estaminais do tecido, nem asseguram elevada qualidade, quantidade e homogeneidade das mesmas, o que pode levar a que, caso seja necessário utilizá-las no futuro, as células não desempenhem a ação terapêutica desejada.

A Cytothera foi a primeira empresa, em Portugal, a garantir o isolamento de células estaminais do tecido do cordão umbilical, usando o método desenvolvido pela ECBio, garantindo assim que os seus clientes possam ter acesso a qualquer futura terapia resultante desta investigação.

Especialista diz
Uma pessoa que exponha braços e pernas ao sol durante 20 minutos por dia, entre abril e setembro, obtém a vitamina D de que...

“Ninguém deve expor-se ao sol ao ponto de ficar queimado”, mas tem a possibilidade de obter a “dose simples” necessária, disse o reumatologista Pereira da Silva, organizador de uma conferência sobre a carência e os efeitos daquela vitamina na população portuguesa.

Segundo o Diário Digital, duzentos médicos de diversas especialidades, oriundos de todo o país, já se inscreveram no primeiro Fórum D, que vai decorrer no sábado, com início às 10:00, no auditório do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Estudos
Estudos internacionais confirmam que as emoções negativas levam as pessoas a procurar conforto na comida. As piores são… as...

As emoções afetam a perceção que temos dos sabores, podendo mesmo interferir no prazer que sentimos ao comer, revela um recente estudo divulgado na publicação científica Appetite. Quando vivemos emoções negativas (como tristeza), explicou um dos investigadores ao site ScienceDaily, “os alimentos que nos oferecem menos prazer tornam-se ainda menos apelativos, enquanto os que nos oferecem mais prazer [como os doces] mantêm-se prazerosos”.

Esta situação explica, em grande parte, porque tendemos a compensar uma frustração com um generoso chocolate, escreve o Sapo. Da próxima vez que este tipo de fome (emocional) surgir, lembre-se que sabe porque ela está a acontecer, entretenha a sua mente e resista. Este está, no entanto, longe de ser o primeiro estudo a correlacionar emoções e aumento de peso.

Um grupo de nutricionistas da Unité de Recherche en Epidémiologie Nutritionnelle (UREN) realizou, em 2009, o estudo NutriNet-Santé, divulgado na altura no American Journal of Clinical Nutrition. Segundo esta publicação, “comer por impulso, [comportamento] motivado por uma emoção, pode conduzir à obesidade”, garantem os especialistas. Nessa investigação, 52% das mulheres afirmaram recorrer à comida como forma de satisfação face a uma emoção negativa, contra 20% dos homens.

Estudo
Um novo estudo americano revela que as mulheres que tomam a pílula correm sérios riscos de desenvolver coágulos sanguíneos. Só...

Um estudo publicado pela revista médica online BMJ revelou que as mulheres que tomam a pílula tem três vezes mais probabilidades de desenvolver coágulos sanguíneos do que as que não usam qualquer método contracetivo oral, escreve o Sapo.

Um resultado assustador tendo em conta que este é um dos métodos contracetivos mais prescritos pelos médicos nos Estados Unidos. Para além dos coágulos, os enfartes, embolias e ataques cardíacos são outros dos riscos associados à administração da pílula. Drospirenona, desogestrel e gestodeno são algumas das hormonas presentes nas pílulas.

“Quanto mais tempo as mulheres tomarem a pílula, mais tempo ficam expostas a estes riscos apesar de não serem cumulativos”, afirma Barbara Levy, que trabalha para o American College of Obstetricians and Gynecology. Segundo a especialista, as complicações relacionadas com coágulos sanguíneos também são muitos frequentes durante a gravidez.

Apesar dos riscos associados a este método contracetivo, é necessário manter a calma e analisar cada caso com cuidado e sempre com o acompanhamento médico adequado.

ERSAR
A entidade reguladora da água acompanhou o controlo de qualidade de 281 fontanários, nomeadamente no norte e centro, utilizados...

"Foram controlados 281 [fontanários] em 2014 contra 293 em 2013, redução que tem a ver com a integração de algumas destas regiões em zonas de abastecimento" pela rede domiciliária, passando mais portugueses a ter "a torneira em casa", avançou o diretor do departamento de Qualidade da Água da Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR).

Luís Simas salientou que "há uma tendência ligeiramente decrescente para a utilização destas origens o que é positivo".

Em 2013, estimava-se que eram 17 mil o número de pessoas que utilizava a água dos fontanários, número que terá baixado para 12 mil em 2014, "o que representa uma redução muito significativa", realçou o responsável da ERSAR.

Tal como no passado, os fontanários controlados pela ERSAR situam-se principalmente na região centro, com mais de 57%, e na região norte, com 25% do total.

O diretor do departamento de Qualidade da Água explicou que "há uma preocupação" relacionada com os consumidores que ainda não tem água da torneira em casa e, por isso, têm de recorrer a outras origens.

Luís Simas, apontou que, muitas vezes, estes portugueses abastecem-se de água em "origens particulares", mas não devem faze-lo, devendo sim procurar recorrer a água controlada.

O número de fontanários com um sistema de desinfeção da água, na região centro, era de 103 em 2013 e aumentou para 114 no ano passado, segundo a ERSAR que publica um relatório sobre a qualidade da água para consumo humano.

A entidade reguladora exige às entidades gestoras dos sistemas de abastecimento que controlem a qualidade de um determinado número de fontanários para que as populações sem acesso a água canalizada em casa tenham um local onde ir buscá-la, com boa qualidade.

ERSAR
A qualidade da água da torneira continua elevada, com níveis "próximos da perfeição", nos 98,4% e o incumprimento é ...

"Continuamos a poder beber água da torneira em Portugal com muita tranquilidade e, apesar de já estarmos em níveis muito próximos da perfeição, o indicador água segura voltou a subir mais um bocadinho, dos 98,2% de 2013 passamos para os 98,4% em 2014", disse o diretor do Departamento da Qualidade da Água da ERSAR.

Luís Simas falava a propósito do relatório anual sobre o "Controlo da Qualidade da Água para Consumo Humano", hoje divulgado pela Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR), documento no qual se realça que é possível garantir aos portugueses "que podem beber água da torneira com confiança".

Verificou-se, segundo Luís Simas, "uma redução dos parâmetros considerados críticos, aqueles que estão ligeiramente abaixo da média nacional", mas "é normal que existam problemas pontuais de qualidade da água que depois são resolvidos".

Os elementos medidos são bactérias coliformes, parâmetro indicador que não tem um impacto imediato na saúde e que se pode ficar a dever à ineficiência da desinfeção, ou o pH e o alumínio, também sem consequências imediatas, e cuja presença pode dever-se às caraterísticas hidrogeológicas das origens de água, segundo a ERSAR.

"Portanto, há valores baixíssimos que estão abaixo de 1,5% de incumprimento no país que continuam a precisar de pequenas afinações para ver se nos aproximamos daquele nível de excelência que são os 99%", salientou o especialista da ERSAR.

O relatório concluiu que a percentagem de cumprimento da frequência mínima de amostragem das entidades gestoras da água está em linha com a tendência verificada nos anos anteriores, ou seja, está muito próxima dos 100% (ficou nos 99,9% em 2014).

"Apenas ficaram por realizar cerca de 500 análises em mais de meio milhão de análises obrigatórias na torneira do consumidor", destaca a entidade, referindo que continua a ser no interior, com maiores carências de recursos humanos, técnicos e financeiros, que se concentram os incumprimentos, principalmente em zonas de abastecimento com menos de 5.000 habitantes.

Em 2014, foram realizadas 60 fiscalizações, das quais 43 no norte e centro e em cerca de metade das ações "foi identificada matéria passível de instauração de processos de contraordenação", essencialmente relacionados com os prazos administrativos na comunicação de incumprimentos à ERSAR e às autoridades de saúde.

 

Atualmente, já se encontram em processo de instrução 25 processos de contraordenação, sendo que um já está pronto para ser elaborada a decisão final, refere a Entidade.

Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos
A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos lança uma linha de apoio gratuita que pretende esclarecer a população sobre o...

A Linha de Apoio em cuidados paliativos (800 209 531), que apenas estará disponível em outubro, entre as 20:00 e as 22:00, faz parte de uma campanha que assinala os 20 anos da APCP.

“É uma experiência piloto, vamos desenvolvê-la e estudar o seu impacto”, fazendo um estudo para perceber que “tipo de dúvidas as pessoas têm, que tipo de questões colocam e para percebermos se se justifica avançar com esta linha”, disse o presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), Manuel Luís Capelas.

Durante um mês, profissionais de saúde vão disponibilizar duas horas do seu dia para esclarecer a população e responder a questões como “o que são os cuidados paliativos”, “para que servem”, “quando estão indicados”, “onde existem”, “é possível ter acesso a estes cuidados em casa” e “o recurso a estes cuidados significa que a pessoa está a morrer”.

O objetivo, segundo Manuel Luís Capelas, “é capacitar o cidadão com informação para que possa ser um cidadão ativo na defesa dos seus direitos”.

“Até podemos ter uma boa resposta de cuidados paliativos em qualidade e em quantidade, mas se a população continuar a ter presente os seus mitos, não saber como aceder a estes serviços" ou como pressionar a equipa que o acompanha a pensar nesta possibilidade para a sua situação clínica, "não vale a pena ter essa resposta”, sublinhou.

Traçando um retrato dos cuidados paliativos em Portugal, Manuel Luís Capelas disse que a situação tem evoluído, mas estrategicamente a resposta ainda “é insuficiente”, havendo “locais do país que estão mais bem servidos do que outros”.

Segundo a associação, estes cuidados centralizam-se nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto.

“Do ponto de vista estratégico continua a insistir-se muito na disponibilização de camas sem apostar numa resposta de cuidados paliativos domiciliários”, quando estudos demonstram que mais de 60% da população portuguesa gostaria de ser cuidada e de morrer em casa.

Dados divulgados pela APCP acrescentam que 64% das pessoas com doença prolongada e incurável morrem nas camas hospitalares sem acesso a cuidados domiciliários.

Em Portugal existe uma equipa de cuidados paliativos domiciliários por 520 mil habitantes, quando as recomendações internacionais apontam para uma por cada 100 mil habitantes.

No ano passado, as vagas disponíveis em cuidados paliativos nas unidades da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (195) representavam menos de 30% das necessidades atuais.

Este ano espera-se que cheguem às 345, o que representará cerca de 58% das necessidades nesta tipologia (não agudos), refere a associação.

Manuel Luís Capelas sublinhou que, além das respostas serem “diminutas, os tempos de espera são longos e a referenciação “muito tardia”, cerca de 40 dias, o que leva a que metade dos doentes referenciados morra sem acesso a estes cuidados.

Em Portugal, estima-se que, anualmente, 60 mil doentes necessitem destes cuidados, mas apenas cerca de 2.500 recebem este tipo de apoio por ano.

Estudo
A maioria dos homens que se prostitui na região norte são homossexuais, residem sozinhos no Grande Porto e dizem usar...

Em entrevista, Nuno Teixeira, coordenador do projeto ECOS - Educação, Conhecimento, Orientação e Saúde, revela que a maioria dos trabalhadores do sexo masculino na região Norte é identificada como homossexual, tem nacionalidade portuguesa, usa o Serviço Nacional de Saúde (SNS), apresentam-se como género masculino, desempregado e a residir sozinho, principalmente no Grande Porto, mas também em Braga, Vila do Conde, Felgueiras, Guimarães e Póvoa de Varzim.

Os dados são resultantes de um estudo denominado Projeto ECOS - Educação, Conhecimento, Orientação e Saúde – e que apenas caracteriza uma amostra de 57 indivíduos trabalhadores do sexo na região Norte de Portugal que foram inquiridos, explica o coordenador do projeto.

“Tratou-se de uma amostra de conveniência recolhida através do método de ‘snowball’, onde participaram 57 indivíduos, aos quais foi atribuído o sexo masculino na altura do nascimento e todos eles a exercerem trabalho sexual na zona norte do país no momento em que foi administrado o questionário”, descreve o coordenador do projeto ECOS.

O estudo de caracterização de atores sociais, práticas e contextos envolvidos no trabalho sexual masculino teve como objetivo último “concorrer para a desocultação dos determinantes da infeção VIH/SIDA neste grupo específico”, explica Nuno Teixeira.

Os participantes têm idades compreendidas entre os 19 e os 54 anos e, deste total, 28 indivíduos nasceram em Portugal (49.1%) e 29 possuem outra nacionalidade (50.9%).

Quase todos os inquiridos (98.2%) afirmaram ter realizado o teste Vírus de Imunodeficiência Humana (VIH) e 21,1% são portadores do VIH.

No “sumário executivo” que é apresentado na Universidade do Porto, 30 indivíduos pensam em si próprios enquanto homens (52.6%), 14 pensam em si enquanto mulheres (24.6%), dez consideram-se transgéneros (17.5%), dois indivíduos autodenominam-se mulher transgender (3.5%) e um indivíduo não sabe/não quer definir-se (1.8%).

No que diz respeito à orientação sexual, 26 indivíduos identificam-se como homossexuais (48.1%), 13 como bissexuais (24.1%), dez como heterossexuais (18.5%) e cinco consideram outra orientação sexual (9.3%).

“Quase 68% dos inquiridos estão desempregados e 58,5% reportam não ter qualquer outra fonte de rendimento para além do trabalho sexual, tendo 45,6% revelado morar sozinhos e 71,4% utilizam o SNS.

Nos últimos seis meses, a maioria dos participantes (73.7%) afirma ter usado preservativo em todos os atos sexuais profissionais e 21.1% afirma ter usado preservativo em quase todos os atos sexuais profissionais. Sobre o uso do preservativo em contexto pessoal nos últimos seis meses, a sua prevalência desce para 47.4%.

O estudo revela que os participantes do questionário associam fortemente o uso do preservativo à prevenção da transmissão do VIH.

A maioria dos participantes (74.5%) indicou não utilizar drogas e discorda quanto à possibilidade de não serem capazes de controlar o seu comportamento sexual.

Os dados revelam que 50.9% dos inquiridos admitiram ter tomado hormonas para obter transformações corporais.

“Os participantes em questão concordam que não se deve utilizar hormonas ou aplicar silicone sem a devida prescrição técnica e sustentam não confiar nas hormonas indicadas por colegas e/ou amigos.

O benefício obtido com o trabalho sexual que maior relevância tem para as pessoas inquiridas é a possibilidade de conhecer clientes importantes. Os ganhos financeiros, o aumento da autoestima são também muito valorizados, assim como o facto do exercício daquela atividade lhes permitir conhecer lugares, como hotéis, pensões e bares.

O estudo é hoje apresentado publicamente, a partir das 11:00, na Faculdade de Psicologia da Universidade do Porto, no âmbito de um seminário intitulado “Corpos, Sexo e Territórios no Trabalho Sexual Masculino".

Infarmed
Um total de 107 doentes com hepatite C ficaram totalmente curados através do programa de tratamento lançado em fevereiro, após...

De acordo com uma nota do organismo que regula o setor do medicamento em Portugal, foram autorizados 6.815 tratamentos, dos quais 4.060 foram já iniciados pelos hospitais.

“Dos tratamentos finalizados, e após a necessária análise virológica efetuada 12 semanas depois, constatou-se que 107 doentes estavam curados e apenas 2 foram reportados como não curados”, lê-se na informação do Infarmed.

Estes dados constam de uma página com as estatísticas do programa da hepatite C que a partir de hoje está disponível no site do Infarmed, a qual visa “dar resposta aos pedidos dos profissionais de saúde e dos media acerca da evolução dos tratamentos realizados”.

O programa para o tratamento da hepatite C foi anunciado pelo ministro da Saúde a 06 de fevereiro. O acordo com a indústria farmacêutica, conseguido após meses de negociações e de exigências dos doentes, inclusivamente no interior do parlamento, prevê “o pagamento por doente tratado, e não por embalagem dispensada, e contempla todos os cerca de 13 mil doentes de hepatite C inscritos no Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

“Com vista a assegurar o acesso equitativo dos doentes a estes novos tratamentos foi desenvolvido o programa da hepatite C, tendo sido criado no seu âmbito um portal para o registo anónimo de doentes e para a tramitação do tratamento, o qual está a permitir acompanhar e estudar a evolução de todos os casos”, prossegue o Infarmed.

Ministro da Saúde
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, divulgou que o SNS é “das entidades que mais recruta em Portugal”, tendo nos últimos quatro...

“O Serviço Nacional de Saúde (SNS) é das entidades que mais recruta em Portugal [e] de pessoas com grande diferenciação”, assinalou o ministro, garantindo que esta “é uma situação” que se pretende continuar.

Paulo Macedo, que visitava uma das duas novas unidades de saúde familiares do Porto, fez um “balanço muito positivo” dos últimos quatro anos, lembrando que “abriram mais de 130 Unidades de Saúde Familiar (USF) [e] recrutaram-se mais profissionais”.

“Entre médicos e enfermeiros recrutamos mais de 10 mil pessoas”, destacou o ministro, adiantando uma “segunda fase” ainda este ano de contratação para “reforçar o número de especialistas”.

No SNS ingressaram, desde 2011, 4.500 enfermeiros e cerca de seis mil médicos, prevendo-se a contratação de mais 2.200 profissionais em janeiro do próximo ano.

De acordo com o ministro, a nível nacional mais de 690 mil pessoas têm hoje médico de família, com o Norte a atingir uma cobertura de 97% e a possibilidade “de chegar mais rapidamente aos 99% que outras regiões”.

“A região Norte tem indicadores de saúde em geral melhores que a média nacional, tem algumas das unidades melhores e mais reconhecidas do país e também é a região do país com maior cobertura de médico de família”, salientou.

Em jeito de balanço, Paulo Macedo lembrou também “um conjunto de renovações de instalações que se fizeram” no SNS, incluindo a criação das USF, resultado de uma “boa reforma” nas unidades de cuidados continuados que “deve prosseguir”.

Com a entrada em funcionamento das unidades de Lordelo do Ouro e Aldoar no Porto, o Norte conta agora com 220 USF, detendo assim mais de 50% do total nacional de 432 equipamentos, 130 dos quais abertos nesta legislatura.

Também a Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte divulgou ter aprovado a abertura de uma unidade em Famalicão e manifestou a possibilidade “de aprovar mais cinco até ao final do ano”, em Amarante, Gaia, Régua (2) e Felgueiras.

Para Álvaro Almeida, presidente do conselho diretivo da ARS Norte presente na visita, se isso se concretizar, significará “67 novas USF em quatro anos” com “mais de 500 mil utentes” cobertos por este tipo de equipamento.

Estudo
Um em cada cinco trabalhadores do sexo do género masculino no Norte de Portugal é portador do VIH/Sida, segundo um estudo da...

"Quase todos os inquiridos (98,2%) afirmaram ter realizado o teste Vírus de Imunodeficiência Humana (VIH) e 21,1% são portadores do VIH", lê-se no sumário executivo de um estudo.

Os dados sumários do projeto ECOS - Educação, Conhecimento, Orientação e Saúde, revelam que mais de um quinto dos homens inquiridos – 21,1% - são portadores de VIH.

“Não é uma surpresa, mas é um número elevado e vai ao encontro aos relatos que obtivemos durante o estudo”, observa Nuno Teixeira, coordenador do projeto ECOS - Educação, Conhecimento, Orientação e Saúde, lamentando que o uso do preservativo não seja “consistente”.

Nuno Teixeira explica que muitos dos trabalhadores do sexo veem-se obrigados a não usar preservativo, porque os clientes assim o exigem e “acabam mesmo por pagar mais dinheiro para o não-uso de preservativo”.

“Os clientes não têm a perceção do risco ou se têm não valorizam como é perigoso para a saúde”, refere, realçando que muitos clientes “têm vidas estruturadas, com filhos”, estão na casa dos 50 anos, mas exigem o não-uso de proteção.

Como há cada vez menos clientes e querem pagar cada vez menos pelos serviços sexuais, os trabalhadores do sexo acabam por se sujeitar a práticas menos seguras e se associarmos esses fatores ao consumo de drogas e álcool fica mais fácil ceder à exigência de não usar preservativo, conta Nuno Teixeira.

Os dados sumários resultam de um estudo denominado projeto ECOS - Educação, Conhecimento, Orientação e Saúde –, realizado entre setembro de 2011 e agosto deste ano e que caracteriza uma amostra de 57 homens, entre os 19 e 54 anos, trabalhadores do sexo na região norte de Portugal, que foram inquiridos, explica o coordenador do projeto, Nuno Teixeira.

Um dos objetivos do projeto ECOS, cofinanciado pelo Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA, foi “concorrer para a desocultação dos determinantes da infeção VIH/SIDA neste grupo específico”.

Approved by the European Commission
Bristol-Myers Squibb Company (NYSE:BMY) announced that the European Commission has approved an updated label for Daklinza for...

“The burden of hepatitis C – and genotype 3, specifically – remains significant in many parts of Europe,” said Graham R. Foster, FRCP, Ph.D., Professor of Hepatology, Blizard Institute, Queen Mary University of London, London, United Kingdom. “Despite advances in therapy, genotype 3 HCV patients are still some of the most challenging to treat with directacting antivirals. The cure rates achieved by Daklinza in combination with sofosbuvir for 12 weeks represent a positive step forward for genotype 3 patients without cirrhosis.”

Daklinza is contraindicated in combination with medicinal products that strongly induce CYP3A and P-glycoprotein transporter, as this may lead to lower exposure and loss of efficacy of Daklinza. Daklinza must not be administered as a monotherapy.

In August 2014, Daklinza was approved by the European Commission for use in combination with other medicinal products across genotypes 1, 2, 3 and 4 for the treatment of chronic HCV infection in adults. The original label included treatment of patients with genotype 3 (with or without compensated cirrhosis and/or treatment-experienced) with Daklinza and sofosbuvir and ribavirin, for 24 weeks. The updated label, which removes the requirement for ribavirin and reduces treatment duration to 12 weeks for patients without cirrhosis, is based on data submitted to the European Medicines Agency and the Committee for Medicinal Products for Human Use from the ALLY-3 clinical trial. The updated treatment regimen for patients with cirrhosis is for Daklinza plus sofosbuvir with the optional use of ribavirin, which may be added based on clinical assessment of the patient. The treatment duration for these patients has not changed.

Affecting an estimated 54.3 million people (30% of all HCV patients) worldwide, genotype 3 is the second most common HCV genotype globally and is considered one of the most difficult to treat. The more aggressive nature of genotype 3 lies in the damage it causes to the liver, as it is associated with accelerated fibrosis progression. Recent research has also shown the risk of cirrhosis for patients infected with HCV genotype 3 is 31% greater than for those with HCV genotype 1.

ALLY-3 Study Design
The European Commission’s approval is based on data from the Phase 3 open-label ALLY-3 clinical trial, which was published in Hepatology in April 2015. In the trial, 152 patients with chronic HCV genotype 3 infection and compensated liver disease (101 treatmentnaïve patients and 51 treatment-experienced patients) received Daklinza 60 mg plus sofosbuvir 400 mg once daily for 12 weeks and were monitored for 24 weeks post-treatment. The coprimary endpoints were defined as HCV RNA below the lower limit of quantification (LLOQ) at post-treatment week 12 (SVR12) in each treatment group. Most treatment-experienced patients had failed prior treatment with peginterferon/ribavirin, but seven patients were treated previously with a sofosbuvir regimen and two patients with a regimen containing an investigational cyclophilin inhibitor. Previous exposure to NS5A inhibitors was prohibited. In the trial, the Daklinza plus sofosbuvir regimen demonstrated overall SVR12 in 90% of treatment-naïve and 86% of treatment-experienced chronic HCV genotype 3 patients. SVR12 rates were higher (96%) in genotype 3 patients without cirrhosis, regardless of treatment history. In the more difficult-to-treat patients with cirrhosis, SVR12 rates were reduced (63%) following the 12 weeks of treatment with the Daklinza plus sofosbuvir regimen.

In the trial, there were no treatment-related serious adverse events (SAEs), no discontinuations due to adverse events (AEs), and no new safety signals. The most common treatment-related AEs were headache (20%), fatigue (19%), nausea (12%) and diarrhea (9%).

The updated Summary of Product Characteristics will be available at www.ema.europa.eu.

About Bristol-Myers Squibb in HCV
Bristol-Myers Squibb’s research efforts are focused on advancing compounds to deliver the most value to HCV patients with high unmet needs. At the core of our portfolio is daclatasvir, a NS5A complex inhibitor which continues to be investigated in multiple treatment regimens and in patients with high disease burden, such as pre- and post-transplant patients and HIV/HCV coinfected patients, as part of the ongoing Phase 3 ALLY Program.

In July 2014, Japan became the first country in the world to approve the use of a daclatasvirbased regimen for the treatment of chronic HCV. Since then, daclatasvir-based regimens have been approved in more than 50 countries, including the United States, across Europe, and in numerous other countries in North, Central and South America, the Middle East and the Asia-Pacific region.

U.S. Indication and Important Safety Information (ISI) - Daklinza™ (daclatasvir)
The following ISI is based on information from U.S. Prescribing Information for Daklinza.

Please consult the full Prescribing Information for all labeled safety information.

Indication
Daklinza™ (daclatasvir) is indicated for use with sofosbuvir for the treatment of patients with chronic hepatitis C virus (HCV) genotype 3 infection.

Limitations of Use:

• Sustained virologic response (SVR) rates are reduced in HCV genotype 3-infected

patients with cirrhosis receiving Daklinza in combination with sofosbuvir for 12 weeks.

Important safety information

Contraindications

• Drugs Contraindicated with Daklinza: strong inducers of CYP3A that may lead to loss of efficacy of Daklinza include, but are not limited to: o Phenytoin, carbamazepine, rifampin, St. John’s wort (Hypericum perforatum).

Warnings and precautions

• Risk of Adverse Reactions or Loss of Virologic Response Due to Drug Interactions: Coadministration of Daklinza and other drugs may result in known or potentially significant drug interactions. Interactions may include the loss of therapeutic effect of Daklinza and possible development of resistance, dosage adjustments for other agents or Daklinza, possible clinically significant adverse events from greater exposure for the other agents or Daklinza.

• Serious Symptomatic Bradycardia When Coadministered with Sofosbuvir and Amiodarone: Post-marketing cases of symptomatic bradycardia and cases requiring pacemaker intervention have been reported when amiodarone is coadministered with sofosbuvir in combination with another direct-acting antiviral, including Daklinza. A fatal cardiac arrest was reported with ledipasvir/sofosbuvir.

o Coadministration of amiodarone with Daklinza in combination with sofosbuvir is not recommended. For patients taking amiodarone who have no alternative treatment options, patients should undergo cardiac monitoring, as outlined in Section 5.2 of the prescribing information.

o Bradycardia generally resolved after discontinuation of HCV treatment.

o Patients also taking beta blockers or those with underlying cardiac comorbidities and/or advanced liver disease may be at increased risk for symptomatic bradycardia with coadministration of amiodarone.

Adverse reactions

• The most common adverse reactions were (≥ 5%): headache (14%), fatigue (14%), nausea (8%), and diarrhea (5%).

Drug interactions

• CYP3A: Daklinza is a substrate. Moderate or strong inducers may decrease plasma levels and effect of Daklinza. Strong inhibitors (e.g., clarithromycin, itraconazole, ketoconazole, ritonavir) may increase plasma levels of Daklinza.

• P-gp, OATP 1B1 and 1B3, and BCRP: Daklinza is an inhibitor, and may increase exposure to substrates, potentially increasing or prolonging their adverse effect.

See Section 7 of the Full Prescribing Information for additional established and other potentially significant drug interactions and related dose modification recommendations.

Daklinza in Pregnancy: No data with Daklinza in pregnant women are available to inform a drug-associated risk. Animal studies of Daklinza at exposure above the recommended human dose have shown maternal and embryofetal toxicity. Consider the benefits and risks of Daklinza when prescribing Daklinza to a pregnant woman.

Nursing Mothers: Daklinza was excreted into the milk of lactating rats; it is not known if Daklinza is excreted into human milk. Consider the benefits and risks to the mother and infant when breastfeeding.

Páginas