Câmara de Cascais
A Câmara Municipal de Cascais vai comprar os terrenos e edifícios do antigo hospital Condes de Castro Guimarães por 3,5 milhões...

A escritura de compra e venda vai ser assinada hoje ao fim da tarde entre a autarquia e o Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social e insere-se no acordo-quadro para a cooperação e delegação de competências do Estado no município de Cascais.

Fonte da autarquia disse que foi também no âmbito deste acordo-quadro que a câmara adquiriu o autódromo do Estoril.

Frisando que ainda “não há uma decisão final” do que vai ser feito naquele espaço, a mesma fonte indicou que será sempre para fins sociais.

De acordo com a escritura, o pagamento será feito em 60 prestações, durante 20 anos, sendo a primeira paga hoje.

Está ainda estipulado que, se a câmara destinar ao imóvel qualquer outro fim que não o social, o valor aumenta para 5,4 milhões de euros.

Segundo a fonte da autarquia, o terreno em questão situa-se mesmo no centro de Cascais, tem quase quatro mil metros quadrados e uma grande área de construção e tem estado entaipado há vários anos.

Nobel da Química
A Real Academia Sueca das Ciências distinguiu com o Prémio Nobel da Química os investigadores Thomas Lindalh, Paul Modrich e...

Lindalh, sueco de 77 anos, está ligado do Instituto Francis Crick e ao Laboratório Clare Hall, ambos no Reino Unido, Modrich, norte-americano de 69 anos, à Escola de Medicina da Universidade de Duke (EUA), e Sancar, turco, também de 69 anos, da Universidade da Carolina do Norte (EUA).

Os três investigadores, segundo o Comité Nobel, conseguiram, através de uma espécie de "caixa de ferramentas de reparação de ADN", mapear, a nível molecular, a forma como reparar as células danificadas, permitindo também salvaguardar a informação genética.

"O trabalho desenvolvido (pelos três investigadores) forneceu conhecimento fundamental sobre como funciona uma célula viva e pode ser usada, por exemplo, no desenvolvimento de novas terapias contra o cancro", justifica o Comité Nobel, em comunicado.

Segundo o documento, o ADN é, diariamente, danificado pelas radiações ultravioleta, por radicais livres (quando a molécula "atacada" perde o seu eletrão, torna-se um radical livre em si, iniciando uma reação em cadeia) ou por outros agentes cancerígenos.

"No entanto, mesmo sem esses ataques externos, a molécula de ADN é intrinsecamente instável", lê-se no comunicado, salientando que, diariamente, ocorrem milhares de alterações espontâneas num genoma celular.

Paralelamente, também podem surgir alterações quando o ADN é copiado durante a divisão de uma célula, processo que acontece vários milhões de vezes por dia no corpo humano.

"A razão pela qual o nosso material genético não se desintegra num completo caos químico passa pelo facto de um conjunto de sistemas moleculares monitoriza e repara continuamente o ADN. O Prémio Nobel da Química de 2015 premeia estes três cientistas pioneiros que mapearam a forma como funcionam muitos destes sistemas de reparação a um nível molecular bastante pormenorizado", lê-se no comunicado.

O documento lembra que, no início da década de 1970, os cientistas acreditavam que o ADN era uma molécula extremamente estável.

Tomas Lindahl, porém, demonstrou que o ADN se deteriora de tal forma que devia tornar impossível o desenvolvimento de vida na terra, perspetiva que levou Lindahl a descobrir uma espécie de "maquinaria molecular" que contraria constantemente o colapso do ADN.

Aziz Sancar, por seu lado, mapeou a reparação da excisão nucleótideo, o mecanismo que as células utilizam para reparar os estragos provocados pelos raios ultravioleta no ADN.

As pessoas que nascem com esta deficiência poderão desenvolver com maior probabilidade o cancro da pele na sequência de uma exposição ao sol. A célula também recorre à reparação da excisão nucleótideo para corrigir os defeitos causados por substâncias mutagénicas.

Por sua vez, Paul Modrich demonstrou como a célula corrige erros que ocorrem quando o ADN é replicado durante a divisão de uma célula.

Este mecanismo reduz a frequência do erro durante a replicação do ADN mais de mil vezes.

Os defeitos congénitos da falta de uma reparação das células podem provocar frequentemente uma variante hereditária do cancro do cólon.

Existente desde 1901, o Nobel da Química de 2015 foi o 21º prémio a distinguir três investigadores, laureando por 23 vezes dois e 63 vezes um, para um total de 172 laureados.

Dos 172 laureados com o Nobel da Química, apenas quatro são mulheres: Marie Curie (1911, que também ganhou o Nobel da Física em 1903), Irène Joliot-Curie (1935, filha de Marie Curie), Dorothy Crowfoot Hodgkin (1964) e Ada Yonath (2009).

Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução
As primeiras guidelines para a preservação da fertilidade em doentes com cancro vão estar em debate nas XXXIII Jornadas...

Nos dias 16 e 17 de outubro, no Centro Cultural Vila Flor em Guimarães, vários especialistas nacionais e internacionais de Medicina da Reprodução e de Oncologia vão reunir-se para analisar as controvérsias e benefícios da preservação da fertilidade em doentes oncológicos.

A realidade atual, os desafios éticos e legais, as implicações no sexo feminino e masculino da preservação da fertilidade em doentes oncológicos serão alguns dos temas em debate no encontro.

São cada vez mais os casos de pessoas que ainda não tiveram nenhum filho ou todos os que desejam, e que são atingidas por um cancro com a possibilidade de afetar a sua fertilidade. Esta situação deve-se sobretudo a dois fatores: ao aumento da incidência do cancro; ao aumento do número de casais que adiam a idade da primeira gravidez” alerta a Prof.ª Teresa Almeida Santos, Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução.

Universidade do Porto
A investigadora da Universidade do Porto Isabel Silva foi premiada com um trabalho que propõe um novo mecanismo para o...

Isabel Silva, estudante do Programa Doutoral em Ciências Biomédicas do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), foi distinguida com o prémio da “Melhor Comunicação-Painel em Investigação Clínica” apresentada na Reunião Mundial da International Society for Autonomic Neuroscience (ISAN), uma sociedade científica composta por investigadores especializados no estudo do Sistema Nervoso Autónomo.

Em comunicado, a Universidade do Porto esclarece que este mecanismo, pela primeira vez descrito e com aplicabilidade prática, originará o desenvolvimento de um futuro medicamento.

A hiperplasia prostática benigna, frequente em homens com mais de 50 anos, pode provocar estreitamento da uretra e dificultar o fluxo da urina. Como a bexiga não se despeja por completo em cada micção, tem de urinar com maior frequência, sobretudo à noite (nictúria) e a necessidade torna-se cada vez mais imperiosa.

Intitulado “Blockage of UDP-sensitive P2Y6 receptors as a novel therapeutic strategy to control urine storage symptoms in men with bladder outlet obstruction”, o estudo apresentado pela investigadora portuense foi realizado no âmbito da colaboração entre o Laboratório de Farmacologia e Neurobiologia do ICBAS, o Centro para a Descoberta de Fármacos e Medicamentos Inovadores (MedInUP) do ICBAS e o Serviço de Urologia do Centro Hospitalar do Porto (CHP).

De acordo com a Universidade do Porto, a curto/médio prazo o foco principal deste trabalho, já publicado na revista Autonomic Neuroscience: Basic and Clinical, é conseguir tratar a sintomatologia urinária persistente associada à irritabilidade da bexiga (mesmo após a remoção cirúrgica da próstata) com uma nova classe de medicamentos inovadores, eventualmente mais eficazes e com menos efeitos adversos que os usados habitualmente, cujo sucesso tem sido limitado devido aos seus efeitos adversos.

O trabalho de Isabel Silva esteve a concurso com mais de 300 comunicações provenientes de mais de 30 países, incluindo outras quatro comunicações do grupo de investigação liderado por Paulo Correia de Sá.

Os congressos da ISAN são reuniões de âmbito mundial. A edição deste ano decorreu em Stresa (Itália) entre os dias 26 e 29 de setembro e contou com a colaboração/patrocínio reforçados das Sociedades Europeia, Federation of European Autonomic Societies (EFAS), Americana, American Autonomic Society (AAS), e Japonesa, Japan Society of Neurovegetative Research (JSNR), de neurociências autonómicas, que são as mais prestigiadas neste âmbito do conhecimento.

Estudo
As lesões graves são uma das causas na origem de perturbações mentais em futebolistas profissionais, havendo maior incidência...

Para a realização do estudo, liderado pelo diretor médico da Federação Internacional de Futebolistas Profissionais (FIFPro), Vincent Gouttebarge, foram recolhidos dados de 607 futebolistas no ativo e 219 que já terminaram a carreira, divididos por 11 países membros da entidade, em três continentes distintos.

Destas 826 pessoas, 40% sofreu, pelo menos, uma lesão grave, no decorrer da carreira profissional, escreve o Sapo.

A investigação concluiu que os futebolistas em atividade que sofreram três ou mais lesões graves na carreira são duas a quatro vezes mais propensos a apresentar problemas do foro mental, em comparação com jogadores que não tenham sofrido lesões graves.

Segundo o estudo, a depressão e/ou ansiedade afeta 38% dos 607 futebolistas no ativo e 35% dos ex-futebolistas.

De resto, as taxas de depressão e ansiedade ligadas ao futebol são bastante mais elevadas do que em grupos representativos da população em geral, ou até mesmo de outros atletas de elite, que apresentam números entre os 13 e 17%.

A perturbação do sono, o stress e o consumo de álcool são outros sintomas apresentados no estudo, embora aqui haja maior incidência em ex-futebolistas, nomeadamente no que diz respeito aos problemas com o álcool: 25% contra nove.

OMS pede
A Organização Mundial da Saúde pediu mais esforços no atendimento médico aos adolescentes em todo o mundo, que são &quot...

"Os adolescentes não são nem adultos nem crianças, são um grupo da população que tem necessidades específicas e que estão debaixo de altos riscos", afirmou em Genebra o diretor do departamento de saúde da criança e do adolescente da Organização Mundial da Saúde (OMS), Anthony Costello, ao apresentar novas recomendações, escreve o Sapo.

De acordo com Costello, há medidas que "os países, ricos ou pobres, podem adotar imediatamente para melhorar a saúde e o bem-estar dos adolescentes".

"Este grupo é particularmente vulnerável a certos problemas de saúde. As principais causas de morte entre adolescentes são os acidentes de trânsito, doenças relacionadas com a Sida e o suicídio", afirmou.

"Há países em que um entre cada cinco cidadãos é adolescente. Ainda assim, a maioria dos estudantes de Medicina e de Enfermagem forma-se sem ter consciência das necessidades específicas deste grupo", lamentou a especialista em saúde dos adolescentes da OMS, Valentina Baltag.

Inspeção-Geral de Atividades em Saúde
Inspeção da Saúde diz que não há culpados. Não há matéria para processos disciplinares, justifica a IGAS. Mas recomenda...

Foi tudo arquivado. Os oito inquéritos abertos após a morte de doentes que, no último Inverno, aguardaram horas a fio em vários serviços de urgência hospitalares para serem observados por médicos ou para fazerem exames de diagnóstico não podem ser imputados aos profissionais de saúde envolvidos, concluiu a Inspeção-Geral de Atividades em Saúde (IGAS).

Mesmo assim, escreve o jornal Público, a IGAS propôs uma série de mudanças de “natureza administrativa”, já transmitidas aos conselhos de administração dos hospitais em causa, e avisou que vai vigiar a sua “implementação”, destaca o gabinete do ministro da Saúde num apanhado sobre a conclusão das averiguações aos oito casos mediatizados no Inverno passado.

As mortes sucederam-se entre o final de Dezembro de 2014 e as três primeiras semanas de Janeiro nos serviços de urgência dos hospitais de S. José (Lisboa), Santa Maria da Feira, Setúbal, Peniche, Santarém, Aveiro e Garcia de Orta (em Almada, onde houve notícia de dois casos).

Numa altura em que muitas urgências viviam uma situação caótica devido ao pico de procura, em plena epidemia de gripe e vaga de frio, os familiares dos doentes queixaram-se das longas horas de espera, enquanto responsáveis políticos de partidos da oposição e alguns dirigentes e profissionais de saúde punham em causa a falta de recursos humanos e de camas nos hospitais públicos.  

Oito meses depois, a averiguação da IGAS terminou sem haver matéria que permita imputar “a violação de deveres funcionais ou de legis artis aos profissionais de saúde envolvidos na assistência médica aos doentes em causa”. Sem matéria para abrir processos disciplinares a médicos ou outros profissionais, a IGAS apenas comprovou “factos circunstanciais relacionados com a gestão dos tempos das triagens e do atendimento de doentes”. São questões que passam por “alteração de procedimentos, escalas de profissionais de saúde ou maior atenção ao doente” e que podem todas ser “resolvidas pela via administrativa”, com “ajustamentos” dos procedimentos.

Sobre os inquéritos judiciais, o gabinete de Paulo Macedo nota que em Maio o Ministério Público anunciou que tinha sido arquivado o inquérito instaurado na sequência da morte de um idoso na urgência do Hospital São José. Mas é possível que haja “outros processos”, admite. Com 80 anos, este doente esteve mais de seis horas à espera de ser observado, na madrugada de 26 de Dezembro, na sequência de um AVC, e acabou por ser encontrado morto, numa maca, pelo filho. A Procuradoria-Geral da República de Lisboa entendeu que o estado do serviço de urgência do Hospital de São José naquele dia não permitiu objetivamente aos médicos ou enfermeiros de serviço dar resposta a todos os casos.

Do conjunto das oito mortes, o Ministério Público decidiu investigar três por sua própria iniciativa. Os outros dois casos aconteceram nos serviços de urgência dos hospitais de Peniche e de Santa Maria da Feira, no início de Janeiro. Em 5 de Janeiro, Domicília Santos, 79 anos, entrou na urgência de Peniche às 9h30, recebeu uma pulseira amarela (a terceira numa escala de prioridades com cinco cores) e foi vista por um médico passado 15 minutos. Mas, como necessitava de fazer análises e uma TAC (o que apenas era possível no hospital das Caldas da Rainha), morreu quando estava a ser preparada para ser transportada para esta unidade, já depois das 19 horas desse dia.

Este caso aconteceu apenas um dia depois de Roberto Pereira, de 57 anos, ter morrido na urgência do Hospital de Santa Maria da Feira, enquanto aguardou, também com pulseira amarela, por atendimento durante mais de cinco horas. No total, em menos de um mês, foram noticiados oito casos de doentes que aguardavam observação ou exames em serviços de urgência públicos.

Tempos de espera afixados
Para melhorar e ultrapassar os “constrangimentos sinalizados a nível organizacional” nos serviços de urgência, o gabinete de Paulo Macedo recorda que o ministério aprovou, entretanto, vários “regulamentos e normativos”. O secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde determinou por despacho, em 2 de Fevereiro, que fosse “utilizada a versão mais recente do sistema de triagem de Manchester”. O Ministério da Saúde também mandou reabrir 569 camas, mas isso não é referido nesta síntese. O que se recorda é que, recentemente, foi criada uma aplicação informática com os tempos de espera médios para que os cidadãos possam orientar a sua escolha dos serviços de urgência.

Outros organismos, como a Entidade Reguladora da Saúde (ERS), recomendaram também alterações aos procedimentos instituídos, como a afixação de informação sobre tempos de espera (que é feita há anos em vários hospitais) e a criação de um mecanismo que permita informar de imediato a administração regional de saúde em caso de excesso de procura, de maneira a que seja feito o “redireccionamento de utentes”.

Na sequência de uma auditoria ao serviço de urgência do Hospital Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), o Tribunal de Contas ( TdC) recomendou a reorganização dos recursos humanos médicos, a redução da prestação de serviços externos (médicos contratados à tarefa) e melhorias na gestão das escalas de serviço e da assiduidade, recorda ainda o Ministério da Saúde. O TdC recomendou também que “os utentes sejam atendidos em qualquer serviço de urgência do SNS, independentemente da sua área de residência” e sugeriu a revisão do limite de idade dos médicos nas urgências (podem pedir dispensa noturna a partir dos 50 anos e dispensa total após os 55).

Na terça-feira, foi possível conhecer a resposta à pergunta que muitas pessoas fizeram no Inverno. O número de óbitos estava ou não a ser diferente do habitual? Um relatório do Programa Nacional de Vigilância da Gripe atesta que houve mais de 5500 mortes acima do esperado para aquela altura do ano. Mas um pico da mesma magnitude (ainda que inferior em vários casos) foi observado noutros países europeus, como a Inglaterra, a Suíça e Espanha, neste período.

Saber, especificamente, se as mortes nas urgências dos hospitais foram muitos superiores ao normal é impossível, porque os certificados de óbito que agora são eletrónicos não obrigam a declarar o local onde a morte aconteceu, só a causa.

Projeto “Heróis da Fruta”
A APCOI - Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil anunciou a criação de um fundo social para apoiar a inclusão de...

O mentor do projeto "Heróis da Fruta - Lanche Escolar Saudável", Mário Silva, presidente e fundador da APCOI garante que "segundo dados de 2013 do Instituto Nacional de Estatística, existem mais de 100 mil crianças em risco de pobreza em Portugal, entre as quais, casos urgentes de alunos que chegam à sala de aula de barriga vazia, sendo que muitos destes não levam qualquer lanche para a escola".

Desde 2011, a maior iniciativa nacional gratuita de educação para a saúde, "Heróis da Fruta - Lanche Escolar Saudável", tem vindo a estudar os hábitos alimentares, o peso e os estilos de vida das crianças portuguesas e de acordo com os dados do relatório 2013-2014 deste projeto: mais de 5% das crianças em Portugal tem peso a menos, sendo esta situação mais agravada na região dos Açores (8,1%) e na região de Lisboa e Vale do Tejo (6,0%). Por outro lado, mais de 74% das crianças portuguesas não ingere fruta diariamente na quantidade que deveria e este baixo consumo provoca carências e consequências graves: diminui os níveis de energia, de concentração, de aprendizagem e das defesas do organismo, tornando as crianças mais sujeitas a doenças como a obesidade ou a diabetes tipo 2, logo desde a infância.

Uma situação que põe em causa o desempenho escolar e a saúde destas crianças, mas que a APCOI pretende resolver com "uma distribuição semanal de cabazes de fruta gratuita às turmas mais carenciadas do país", afirmou Mário Silva. "Todas as crianças, independentemente do seu peso, precisam de comer fruta, porque esta contém nutrientes insubstituíveis. Apesar de a fruta fresca ter um preço bastante acessível, algumas famílias continuam a não poder incluí-la diariamente na alimentação das crianças e é por isso que agora lançamos esta nova vertente solidária do projeto".

A APCOI anunciará em breve os procedimentos que irão permitir aos estabelecimentos de ensino candidatar-se para receber os cabazes semanais de apoio ao lanche para os alunos mais carenciados, mas avança que “essas turmas têm de estar inscritas na 5ª edição do projeto Heróis da Fruta - Lanche Escolar Saudável".

As inscrições para a 5ª edição do projeto "Heróis da Fruta - Lanche Escolar Saudável" estão disponíveis até sexta-feira, dia 9 de outubro de 2015, para jardins de infância, escolas de 1º ciclo do ensino básico e ATL's, públicos ou privados, de todo o país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e dos Açores e podem ser feitas gratuitamente através do endereço www.heroisdafruta.com ou do telefone 210961868.

Este ano
Pelo menos 693 pessoas foram mortas este ano no Brasil pela dengue, uma doença tropical transmitida por um mosquito, na sua...

Aquele número de mortes é um recorde desde que estes casos começaram a ser registados, em 1990.

O Ministério da Saúde informou, em comunicado, que “foram confirmadas 693 mortes devido a dengue (de 04 de janeiro a 29 de agosto), o que representa uma subida de 70% em relação ao esmo período de 2014, quando foram notificados 407 casos”.

Em 2013 morreram 674 pessoas devido a esta causa.

No total, a dengue foi contraída por 1,41 milhões de brasileiros desde o início do ano, o que equivale a 1.979 casos por 100 mil habitantes.

O Estado de São Paulo, o mais povoado do Brasil, registou 667.500 casos de dengue, uma doença que causa fortes febres e dores nas articulações e pode ser mortal na sua forma hemorrágica.

Em Espanha
Uma menina espanhola de 12 anos vítima de uma doença degenerativa incurável não vai ser mantida viva, com recurso a suporte...

De acordo com o advogado do casal, após ter recusado a hipótese durante algum tempo, segunda-feira a equipa de médicos que acompanha a menina consentiu em interromper a sua alimentação artificial.

“Os médicos vão administrar um sedativo poderoso para que ela não sinta dor e garantir que estará minimamente hidratada para que a sedação faça efeito”, acrescentou o advogado, segundo o qual a partida da jovem "será doce e um pouco mais fácil do que a sua vida tem sido até agora".

A menina, de seu nome Andrea, enfrenta uma doença degenerativa irreversível desde os oito meses, e os pais apelaram para que a justiça espanhola se pronunciasse sobre a sua vontade de pôr fim à manutenção da vida em regime artificial, uma vez que o seu sofrimento estaria a ser inutilmente prolongado.

Em reação, em setembro, um comité de ética do Hospital Universitário de Santiago de Compostela recomendou a retirada da alimentação artificial, que fosse ministrada sedação paliativa e um tratamento com vista a diminuir o grau de consciência da doente, para amenizar as dores.

Todavia, a equipa pediátrica do hospital recusou-se a aplicar a sugestão, levando os pais de Andrea a mediatizar o caso.

"Durante 12 anos, a minha filha lutou como uma campeã, mas o seu corpo não aguenta continuar", implorou a mãe, Estela Ordonez, à estação de rádio privada Cadena Ser.

As declarações tiveram lugar após uma entrevista ao canal de televisão privado La Sexta, em que Estela Ordonez sustentou: "Isto não é eutanásia. Mas a minha filha chegou ao fim e não estão a deixá-la partir".

Em Espanha, o Código Penal proíbe a eutanásia ativa e o suicídio assistido, mas a lei sobre a autonomia do paciente (datada de 2002) permite que este decida livremente se aceita ou não o tratamento.

Culturas diferentes
Portugal constitui um dos principais países recetores de jovens estudantes provenientes dos Países A

O novo paradigma, a relação pedagógica estabelecida entre professores e alunos, e a forma de avaliação, são também diferenciados dos países de origem. A esta situação acrescenta-se um sentimento de nostalgia, provocada pela desorientação e saudades de casa, que pode ser experienciada como um luto, e sempre acompanhada por uma maior vulnerabilidade às perturbações de humor.

Os primeiros sinais de alerta de depressão, ansiedade e ideação suicida, como respostas às novas exigências, a pressão académica e a reacção a novo espaço, surgem como dificuldades na mobilização dos seus recursos pessoais e na utilização de coping eficaz.

Em todo o mundo, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre grupos com idade entre 15 e os 29 anos e a terceira em Africa (OMS, 2014).

A intervenção do enfermeiro é de enorme importância na prevenção do suicídio
A intervenção do enfermeiro de saúde mental e psiquiatria no processo de avaliar o risco de depressão e suicídio nos estudantes do ensino superior revela-se de enorme importância na identificação de sinais de alerta de depressão, do comportamento de risco suicidário e numa intervenção eficaz, enquanto tarefa imprescindível que pode salvar vidas. Exige do enfermeiro de saúde mental e psiquiatria o desenvolvimento de um conjunto de competências específicas, para melhorar a qualidade de observação, prevenção, deteção precoce do risco de suicídio e cuidados em geral, resultante da atualização e da formação contínua.

De acordo com o resultado do estudo desenvolvido por Varela (2015) em que participaram 250 estudantes inscritos no ano letivo 2013-2014, constatou-se, com a aplicação do Inventário da Depressão de Beck, a existência de estudantes com sintomatologia depressiva moderada e grave e com risco elevado de suicídio (aplicação do Questionário da Ideação Suicida), sendo as raparigas as mais afetadas.

Raparigas mais afetadas, rapazes melhor integrados
Os rapazes demonstram estarem mais satisfeitos com o suporte social e melhor integrados no ensino superior em Coimbra. Concluiu-se que a integração social destes estudantes não aumenta com o ano de curso, contudo melhoram os resultados académicos. Sendo o isolamento um fator de risco para o suicídio, torna-se importante desenvolver estratégias para aumentar a rede de suporte social tendo em conta a existência de estudantes que consideram a sua relação social baixa. Verificou-se ainda uma elevada taxa de reprovação no primeiro ano da frequência do curso, bem como estudantes com comprovada carência económica, em que efetuam menos de três refeições diárias.

Estes resultados obrigam- nos a uma reflecção crítica sobre a qualidade de vida dos imigrantes, face à situação da crise que assola o país, tendo em consideração a imigração como fator de vulnerabilidade para a doença mental.

Recomendações
Recomenda-se a criação de um gabinete de apoio que promova a estratégia de prevenção do suicídio de base populacional, e com foco no indivíduo.

As estruturas locais devem participar na definição do projeto, incluindo os conceitos dos sujeitos alvo, em especial as associações dos estudantes dos PALOP em Coimbra.

Os workshops, seminários e atividades multiculturais são exemplos do que cabe às instituições do ensino superior desenvolver no primeiro ano de contacto destes estudantes, como fator de integração a nível académico e extra universitário.

Bibliografia
WORLD HEALTH ORGANIZATION. – Preventing suicide: a global imperative.  Washington, DC: OPS, 2014. ISBN 978-92-4-156477-9
VARELA, M. D. – Avaliação de risco de depressão e suicídio em estudantes do PALOP no ensino superior em Coimbra (Tese de Mestrado). Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Portugal, 2015.


Maria Dulce Varela
Nasceu no interior do Concelho de Santa Catarina, ilha de Santiago, Cabo Verde.
2001 – Curso de Enfermagem Geral – Escola de Enfermagem Manuel Olímpio, Cabo Verde.
Exerceu enfermagem em serviços de medicina, pediatria, maternidade, serviços de urgência (Adulto e Criança), no atualmente denominado Hospital Dr. Santa Rita, em Santa Catarina.
2010 – Licenciatura em Enfermagem pela Universidade de Cabo Verde.
2015 - Mestre em Enfermagem de Saúde Mental e Psiquiatria pela Escola Superior de Enfermagem de Coimbra.
Membro ativo do Grupo de Apoio aos Doentes Evacuados, em tratamento no CHUC.
Sócia da Sociedade Portuguesa de Suicidologia.
Outras Formações:
2008 – Licenciatura em Engenharia Alimentar pela Universidade do Algarve

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Limpeza e higiene
Os utilizadores de lentes de contacto devem criar uma rotina diária de cuidados de limpeza e higiene, de forma a assegurar a...

Qualquer tipo de lente de contacto exige a criação de hábitos simples de higiene de forma a proteger os seus olhos e manter a qualidade e o conforto com as lentes de contacto.1

Na franja da população com necessidade de correção visual em Portugal, o uso de lentes de contacto tem vindo a aumentar2, pois estas garantem uma melhor visão periférica, um maior campo de visão, eliminam os pontos de pressão no nariz e nas orelhas3 e até influenciam a autoestima, uma vez que, com lentes de contacto, os olhos recuperam o seu destaque sem alterar a aparência natural.

No momento de eleger as lentes de contacto a utilizar, os utilizadores poderão optar por lentes de contacto diárias pois nestes casos basta colocar um par novo e limpo todas as manhãs e descartá-las à noite, não sendo assim necessária qualquer manutenção, limpeza ou desinfeção.

Para a generalidade dos utilizadores, o uso de lentes de contacto implica a sua manutenção cuidada e correta. Seja qual for o tipo de lentes de contacto usado, é imperativo conhecer alguns hábitos simples para proteger os olhos e manter a qualidade e o conforto das lentes de contacto. Assim partilhamos 10 conselhos essenciais na manutenção das lentes de contacto:

·         Lavar sempre as mãos: Antes de manusear, colocar ou retirar as lentes de contacto, as mãos devem estar bem lavadas com um sabão neutro que não contenha óleos, creme ou perfume e devem estar secas com uma toalha limpa.

·         Evitar produtos que contenham aerossol: Evite utilizar produtos como laca para o cabelo antes de colocar as lentes de contacto, pois o aerossol pode causar irritação e ardor nos olhos.

·         Consultar sempre um profissional da visão: Sempre que necessitar de substituir ou escolher um sistema de manutenção ou lentes de contacto novas, recorra ao seu profissional da visão para que este aconselhe o mais adequado.

·         A maquilhagem deve ser feita depois de colocar as lentes de contacto: Da mesma forma, só se deverá desmaquilhar depois de retirar as lentes de contacto. 

·         Tenha sempre à mão um par de lentes de contacto suplente: Procure levar sempre consigo um par de lentes de contacto suplente, para o caso de perder alguma ou para situações inesperadas.

·         Não utilize lentes de contacto fora do prazo: Verifique sempre o prazo de validade das suas lentes de contacto antes de colocá-las.

·         Cumpra sempre o plano de substituição das suas lentes, definido pelo fabricante. Não utilize as suas lentes mais tempo do que o indicado pelo seu profissional da visão.

·         Tenha sempre à mão um par de óculos de graduação recente: Para não sofrer qualquer constrangimento nos momentos em que não pode usar lentes de contacto.

·         Cuidado a manipular produtos potencialmente causadores de irritação: Tenha cuidado ao utilizar cosméticos, loções, sabão, cremes ou desodorizantes que podem provocar irritações se entrarem em contacto com os olhos.

·         Retire as lentes de contacto antes de se expor a algum tipo de vapor que possa causar irritações: Caso saiba que se vai expor a algum tipo de vapor irritante ou nocivo, retire as lentes de contacto primeiro para evitar incómodos.

A manutenção das lentes de contacto é essencial em todas as ocasiões em que coloca ou retira as lentes e deve seguir estritamente as instruções fornecidas pelo seu profissional da visão, para evitar qualquer risco para a saúde ocular. Limpe e enxague sempre as suas lentes de contacto com a solução correta para eliminar a sujidade que se acumula durante o dia. A desinfeção das lentes de contacto destruirá os germes nocivos e garante uma utilização adequada4.

Existem no mercado soluções que vão ao encontro destas necessidades de limpeza, como por exemplo a solução desinfetante Opti-Free® PureMoist, que elimina diariamente os resíduos de lípidos e de proteínas. Esta solução limpa, hidrata, enxagua e desinfeta as lentes de contacto, mantendo-as conservadas e oferecendo um conforto duradouro.1

Systane® Toalhitas, por exemplo, atua como agente de limpeza para as pálpebras e remove a maquilhagem dos olhos. É uma boa opção hipoalergénica para a limpeza e higiene diária dos olhos, eliminando os resíduos poluentes e de maquilhagem e evitando irritações oculares4.

Para além de contribuírem para a preservação das lentes de contacto, estes produtos auxiliam a sua saúde ocular e podem ajudar a prevenir situações como a síndrome do olho seco.

Referências:
1Lally J, Ketelsen H, Borazjani R, et al. A new lens care solution provides moisture and comfort with today’s CLs. Optician 4/1/2011, Vol 241 Issue 6296, 42 -46.
2Vision Needs Monitor, estudo da Market Probe 2014.
3Thai, Lee Choon Bsc, Mcoptom; Tomlinson, Alan Phd, Dsc, Mcoptom, Faao; Ridder, William H. Iii Od, Phd, FAAO, Contact Lens Drying and Visual Performance: The Vision Cycle with Contact Lenses.
4Catálogo de lentes de contacto, produtos de manutenção e saúde ocular. Alcon 2015

Informação importante: A Solução de Manutenção de Lentes de Contacto OPTI-FREE®PureMoist  é um dispositivo médico para limpeza, desinfeção e manutenção de lentes de contacto. Systane® Toalhitas é um cosmético. A sua má utilização pode comprometer a saúde ocular. Ler cuidadosamente os folhetos informativos. Existem outros fatores que podem influenciar a saúde ocular. Para mais informações acerca da utilização, cuidado e conselhos sobre o produto informe-se junto do seu profissional da visão ou do seu distribuidor em Portugal.

ALCON, OPTI-FREE, SYSTANE, o logo ALCON, o logo OPTI–FREE e o logo SYSTANE são marcas registadas da Novartis AG. ©2015 Novartis. CIBA VISION® é agora parte da Alcon®, uma divisão da Novartis AG. Material revisto em julho de 2015 Alcon Portugal -Produtos e Equipamentos Oftalmológicos, Lda. NIPC.501 251 685,

Avenida Professor Doutor Cavaco Silva, n.º 10E Taguspark 2740-255 Porto Salvo.Material revisto em julho de 2015 I11507360688

Sobre a Alcon
A Alcon, empresa líder a nível mundial em cuidados de saúde visual, disponibiliza uma vasta gama de produtos inovadores que melhoram a qualidade de vida, ajudando pessoas de todo o mundo a ver melhor. As três áreas de negócio da Alcon - Cirúrgica, Produtos Farmacêuticos e a divisão de consumo Vision Care, oferecem o mais amplo espetro de produtos de cuidados oculares do mundo. A Alcon é a segunda maior divisão do Grupo Novartis. Sediada em Fort Worth, no Texas, EUA, a Alcon tem mais de 25.000 colaboradores em todo o mundo, operações em 75 países e produtos disponíveis em 180 mercados. Consulte informações adicionais em www.alcon.com.

Sobre a Novartis
A Novartis proporciona soluções para o cuidado da saúde de acordo com as necessidades dos doentes e da comunidade. Sediada em Basileia, Suíça, a Novartis proporciona uma gama diversificada de produtos para satisfazer estas necessidades: medicamentos inovadores, tratamentos oculares e medicamentos genéricos de alta qualidade, sujeitos e não sujeitos a receita médica. A Novartis é o único grupo mundial com uma posição de liderança nestas áreas. A 31 de Dezembro de 2014 as empresas do grupo Novartis contavam com uma equipa de aproximadamente 133.000 colaboradores e estão presentes em mais de 180 países em todo o mundo. Consulte informações adicionais em http://www.novartis.com

Estudo
Crianças pequenas que tomam medicamentos para a asma antes de completarem 2 anos de idade podem ter o seu crescimento...

Segundo a pesquisa, liderada por Antti Saari, da University of Eastern Finland, as crianças que fizeram uso dos corticoides inalados (ICS) para o tratamento da asma tiveram prejuízos no crescimento.

Estudos anteriores já haviam relacionado o uso desse tipo de remédios com limitações no crescimento, escreve o Diário Digital.

Especialistas reforçam que essa pesquisa serve para ressaltar a importância de se ter cuidado redobrado ao receitar corticoides para crianças muito pequenas.

A organização Asthma UK, porém, afirmou que corticoides inalados têm um papel crucial no controlo dos sintomas da asma na infância - especialmente para diminuir o número de vezes que as crianças precisam de ser levadas ao hospital por causa de crises.

O principal tratamento para a asma é feito com corticoides inalados que podem ser encontrados em medicamentos com inaladores - mas também são conhecidos por causar efeitos colaterais em algumas pessoas.

A recomendação dos médicos é que crianças que costumam tomar corticoides inalados para o tratamento da asma devem ter um acompanhamento rígido e frequente de peso e altura todos os anos para observar qualquer sinal de crescimento reduzido.

Como líder do estudo, Saari explicou que a sua equipa analisou as informações sobre altura dos pais das crianças, assim como os dados do peso delas e a quantidade de medicamento para asma tomavam para calcular o crescimento e a altura esperados.

Ele descobriu uma relação entre uso de corticoides inalados e crescimento que pode significar 3 cm de perda de altura para essa criança quando esta se tornar adulta. “É importante que os médicos pensem duas vezes antes de receitar esse tipo de medicamento a crianças dessa idade (abaixo de dois anos)”, explicou.

Estudo
Em vez de sentir prazer e satisfação, algumas mulheres podem ficar melancólicas ou até agressivas com o parceiro depois de ter...

O levantamento contou com 230 estudantes universitárias de diferentes etnias contatadas por e-mail por psicólogos da Universidade de Tecnologia Queensland, na Austrália, escreve o Diário Digital. Todas elas tinham mais de 18 anos e eram sexualmente ativas.

Segundo os investigadores, não houve relação entre a disforia pós-coito e o nível de intimidade com o parceiro.

Estudos anteriores já mostraram que o problema é mais comum em mulheres que já sofreram algum tipo de abuso, tanto sexual como emocional, mas ainda são necessárias mais pesquisas para compreender porque é que o fenómeno ocorre.

Estudo
Mutações genéticas geralmente associadas a doenças - que se traduzem por exemplo na acumulação excessiva de ferro no organismo ...

Realizado pelo Instituto de Pesquisa Biomédica e de Epidemiologia do Desporto, o estudo publicado na revista Biochimie testou 170 atletas de alto rendimento, mulheres e homens, todos membros de equipas nacionais de remo, judo e esqui em mais de uma dezena de mutações genéticas.

A investigação, segundo o Diário Digital, mostrou que a frequência das mutações do gene HFE, associadas à hemocromatose, era muito maior entre os atletas de alto rendimento do que na população geral.

A hemocromatose é uma doença genética frequente, que afeta uma pessoa em cada 300 em França, escreve a agência France Presse.

Esta patologia traduz-se no aumento da absorção intestinal do ferro o que leva ao armazenamento excessivo deste elemento químico no organismo que, caso não seja tratado, pode degenerar em complicações como cirrose, diabetes, problemas cardíacos, entre outros.

A doença manifesta-se sobretudo quando os cromossomas herdados pelo pai e mãe possuem ambos esta mutação.

Cerca de 80% dos atletas testados apresentavam pelo menos uma mutação do gene HFE. Os investigadores avançam que estas mutações que aumentam a absorção do ferro podem compensar as perdas do mineral que ocorrem nestes desportos por múltiplos mecanismos, melhorando a eficácia do transporte de oxigénio, aumentando a produção de energia e facilitando uma recuperação rápida após eventual hemorragia, assim como a regeneração muscular.

Mas "uma carreira desportiva não pode ser prevista unicamente com base numa sequência de ADN", alertam os cientistas em comunicado.

Patients with Previously Treated Non-Squamous Non-Small Cell Lung Cancer in CheckMate -057
Bristol-Myers Squibb Company (NYSE:BMY) announced longer term (18 month) survival data from CheckMate -057, an open-label,...

Opdivo continued to demonstrate superior overall survival (OS) – the study’s primary endpoint – with an estimated 39% of patients alive at 18 months (95% CI, 34-45) versus 23% for docetaxel, based on a minimum follow-up of 17.1 months. Opdivo also continued to demonstrate a reduction in the risk of death by 28% (a hazard ratio of 0.72; 95% CI, 0.60 - 0.88). In the study, Grade 3-4 treatment-related adverse events were reported in 10% of patients treated with Opdivo versus 54% in the docetaxel arm. These data will be presented on Monday, September 28 during the 2015 European Cancer Congress (ECC 2015) (Abstract # 3010) and published in the New England Journal of Medicine.

“These longer term survival results for nivolumab in advanced, non-squamous non small-cell lung cancer support the potential for this Immuno-Oncology agent in treating lung cancer patients,” said Leora Horn, M.D., Vanderbilt-Ingram Cancer Center. “CheckMate -057 builds upon its critical findings and now, data show a sustained survival benefit for nivolumab in this hard-to-treat disease that is incredibly encouraging for oncologists, and most importantly, for our patients.”

CheckMate -057 clinical results were first reported at the 51st Annual Meeting of the American Society of Clinical Oncology, marking the first time a PD-1 inhibitor demonstrated superior OS versus docetaxel in previously treated patients with NSQ NSCLC. Data from this trial have been accepted for regulatory review by the U.S. Food and Drug Administration (FDA) and the European Medicines Agency to expand the respective Opdivo indications to include previously treated patients with NSQ NSCLC. This application has also been granted Priority Review in the U.S., and Opdivo has received Breakthrough Therapy Designation for this indication.

“At the core of our Immuno-Oncology approach is an unrelenting focus to fundamentally change survival expectations for all cancer patients. Today, we are driving insights into how advanced lung cancer may be treated – from defining the role of PD-L1 expression to showing clinical efficacy resulting in deep and durable responses for these patients,” said Michael Giordano, senior vice president, head of Development, Oncology. “The 18-month data from CheckMate -057 reinforce the potential for Opdivo, across PD-L1 expression levels, to offer patients durable overall survival benefit with lower incidence of serious adverse events versus chemotherapy.”

About CheckMate -057
CheckMate -057 is a Phase 3, open-label, randomized clinical trial that evaluated patients with advanced NSQ NSCLC who had progressed during or after one prior platinum doublet-based chemotherapy regimen. The trial included patients regardless of their PD-L1 status. Secondary endpoints included objective response rate (ORR) and progression-free survival (PFS). Patients enrolled in the trial received Opdivo 3 mg/kg every two weeks versus standard of care, docetaxel, at 75 mg/m2 every three weeks. In the trial, Opdivo demonstrated continued superior OS benefit, with an estimated 51% of patients alive at one year versus 39% for docetaxel, and an estimated 39% of patients alive at 18 months (95% CI, 34-45) versus 23% for docetaxel, based on a minimum follow-up of 17.1 months.

CheckMate -057 also evaluated the efficacy of Opdivo by tumor PD-L1 expression. Of randomized patients, 78% (455/582) had tumor samples evaluable for PD-L1 expression. Rates of PDL1 expressing tumors were balanced between groups. PD-L1 status was predictive for benefit from Opdivo, across pre-specified 1%, 5%, and 10% expression levels. In PD-L1 non-expressors, OS was similar between Opdivo and docetaxel, with improved durability of responses seen in patients treated with Opdivo versus docetaxel.

In addition, clinical results showed confirmed ORR was significantly higher for Opdivo (19%) than docetaxel (12%). For patients administered Opdivo, median duration of response was 17.2 months and 5.6 months for docetaxel. One-year PFS was 19% for Opdivo (95% CI, 14-23) and 8% for docetaxel (95% CI, 5-12). Median PFS was 2.3 months for Opdivo (95% CI, 2.2-3.3) and 4.2 months for docetaxel (95% CI, 3.5-4.9).

The safety profile of Opdivo in CheckMate -057 was consistent with prior studies and similar across expressors and non-expressors. Treatment-related adverse events were low in severity with Opdivo and occurred less frequently (any grade: 69%; grade 3-4: 10%) than docetaxel (any grade: 88%; grade 3-4: 54%), including both hematologic and non-hematologic toxicities. Treatment-related serious adverse events were reported less frequently with Opdivo (any grade: 7%; grade 3-4: 5%) than docetaxel (any grade: 20%; grade 3-4: 18%). Discontinuation due to treatment–related adverse events was less frequent with Opdivo (5%) than docetaxel (15%).

About Lung Cancer
Lung cancer is the leading cause of cancer deaths globally, resulting in more than 1.5 million deaths each year, according to the World Health Organization. Lung cancer results in more deaths worldwide than colorectal, breast and prostate cancers combined. Non-small cell lung cancer is one of the most common types of the disease and accounts for approximately 85% of cases.

About Opdivo
Bristol-Myers Squibb has a broad, global development program to study Opdivo in multiple tumor types consisting of more than 50 trials – as a monotherapy or in combination with other therapies – in which more than 8,000 patients have been enrolled worldwide.

Opdivo is a programmed death-1 (PD-1) immune checkpoint inhibitor that has received approval from the FDA as a monotherapy in two cancer indications. Opdivo became the first PD-1 immune checkpoint inhibitor to receive regulatory approval anywhere in the world on July 4, 2014 when Ono Pharmaceutical Co. announced that it received manufacturing and marketing approval in Japan for the treatment of patients with unresectable melanoma. In the U.S., the Food and Drug Administration (FDA) granted its first approval for Opdivo for the treatment of patients with unresectable or metastatic melanoma and disease progression following Yervoy (ipilimumab) and, if BRAF V600 mutation positive, a BRAF inhibitor. This indication is approved under accelerated approval based on tumor response rate and durability of response. Continued approval for this indication may be contingent upon verification and description of clinical benefit in the confirmatory trials. On March 4, 2015, Opdivo received its second FDA approval for the treatment of patients with metastatic squamous (SQ) non-small cell lung cancer (NSCLC) with progression on or after platinum-based chemotherapy. On July 20, 2015 the European Commission approved Nivolumab BMS for the treatment of locally advanced or metastatic SQ NSCLC after prior chemotherapy.

Indication
OPDIVO® (nivolumab) is indicated for the treatment of patients with metastatic squamous non-small cell lung cancer (NSCLC) with progression on or after platinum-based chemotherapy.

Important safety information

Immune-Mediated Pneumonitis

• Severe pneumonitis or interstitial lung disease, including fatal cases, occurred with OPDIVO treatment. Across the clinical trial experience in 691 patients with solid tumors, fatal immunemediated pneumonitis occurred in 0.7% (5/691) of patients receiving OPDIVO; no cases occurred in Trial 1 or Trial 3. In Trial 1, pneumonitis, including interstitial lung disease, occurred in 3.4% (9/268) of patients receiving OPDIVO and none of the 102 patients receiving chemotherapy. Immune-mediated pneumonitis occurred in 2.2% (6/268) of patients receiving OPDIVO; one with Grade 3 and five with Grade 2. In Trial 3, immune-mediated pneumonitis occurred in 6% (7/117) of patients receiving OPDIVO, including, five Grade 3 and two Grade 2 cases. Monitor patients for signs and symptoms of pneumonitis. Administer corticosteroids for Grade 2 or greater pneumonitis. Permanently discontinue OPDIVO for Grade 3 or 4 and withhold OPDIVO until resolution for Grade 2.

Immune-Mediated Colitis

• In Trial 1, diarrhea or colitis occurred in 21% (57/268) of patients receiving OPDIVO and 18% (18/102) of patients receiving chemotherapy. Immune-mediated colitis occurred in 2.2% (6/268) of patients receiving OPDIVO; five with Grade 3 and one with Grade 2. In Trial 3, diarrhea occurred in 21% (24/117) of patients receiving OPDIVO. Grade 3 immune-mediated colitis occurred in 0.9% (1/117) of patients. Monitor patients for immune-mediated colitis. Administer corticosteroids for Grade 2 (of more than 5 days duration), 3, or 4 colitis. Withhold OPDIVO for Grade 2 or 3. Permanently discontinue OPDIVO for Grade 4 colitis or recurrent colitis upon restarting OPDIVO.

Immune-Mediated Hepatitis

• In Trial 1, there was an increased incidence of liver test abnormalities in the OPDIVO-treated group as compared to the chemotherapy-treated group, with increases in AST (28% vs 12%), alkaline phosphatase (22% vs 13%), ALT (16% vs 5%), and total bilirubin (9% vs 0). Immunemediated hepatitis occurred in 1.1% (3/268) of patients receiving OPDIVO; two with Grade 3 and one with Grade 2. In Trial 3, the incidences of increased liver test values were AST (16%), alkaline phosphatase (14%), ALT (12%), and total bilirubin (2.7%). Monitor patients for abnormal liver tests prior to and periodically during treatment. Administer corticosteroids for Grade 2 or greater transaminase elevations. Withhold OPDIVO for Grade 2 and permanently discontinue OPDIVO for Grade 3 or 4 immune-mediated hepatitis.

Immune-Mediated Nephritis and Renal Dysfunction

• In Trial 1, there was an increased incidence of elevated creatinine in the OPDIVO-treated group as compared to the chemotherapy-treated group (13% vs 9%). Grade 2 or 3 immune-mediated nephritis or renal dysfunction occurred in 0.7% (2/268) of patients. In Trial 3, the incidence of elevated creatinine was 22%. Immune-mediated renal dysfunction (Grade 2) occurred in 0.9% (1/117) of patients. Monitor patients for elevated serum creatinine prior to and periodically during treatment. For Grade 2 or 3 serum creatinine elevation, withhold OPDIVO and administer corticosteroids; if worsening or no improvement occurs, permanently discontinue OPDIVO.

Administer corticosteroids for Grade 4 serum creatinine elevation and permanently discontinue OPDIVO.

Immune-Mediated Hypothyroidism and Hyperthyroidism

• In Trial 1, Grade 1 or 2 hypothyroidism occurred in 8% (21/268) of patients receiving OPDIVO and none of the 102 patients receiving chemotherapy. Grade 1 or 2 hyperthyroidism occurred in 3% (8/268) of patients receiving OPDIVO and 1% (1/102) of patients receiving chemotherapy. In Trial 3, hypothyroidism occurred in 4.3% (5/117) of patients receiving OPDIVO. Hyperthyroidism occurred in 1.7% (2/117) of patients, including one Grade 2 case. Monitor thyroid function prior to and periodically during treatment. Administer hormone replacement therapy for hypothyroidism. Initiate medical management for control of hyperthyroidism.

Other Immune-Mediated Adverse Reactions

• In Trial 1 and 3 (n=385), the following clinically significant immune-mediated adverse reactions occurred in <2% of OPDIVO-treated patients: adrenal insufficiency, uveitis, pancreatitis, facial and abducens nerve paresis, demyeliniation, autoimmune neuropathy, motor dysfunction, and vasculitis. Across clinical trials of OPDIVO administered at doses 3 mg/kg and 10 mg/kg, additional clinically significant, immune-mediated adverse reactions were identified: hypophysitis, diabetic ketoacidosis, hypopituitarism, Guillain-Barré syndrome, and myasthenic syndrome. Based on the severity of adverse reaction, withhold OPDIVO, administer high-dose corticosteroids, and, if appropriate, initiate hormone-replacement therapy.

Embryofetal Toxicity

• Based on its mechanism of action, OPDIVO can cause fetal harm when administered to a pregnant woman. Advise pregnant women of the potential risk to a fetus. Advise females of reproductive potential to use effective contraception during treatment with OPDIVO and for at least 5 months after the last dose of OPDIVO.

Lactation

• It is not known whether OPDIVO is present in human milk. Because many drugs, including antibodies, are excreted in human milk and because of the potential for serious adverse reactions in nursing infants from OPDIVO, advise women to discontinue breastfeeding during treatment.

Serious Adverse Reactions

• In Trial 1, serious adverse reactions occurred in 41% of patients receiving OPDIVO. Grade 3 and 4 adverse reactions occurred in 42% of patients receiving OPDIVO. The most frequent Grade 3 and 4 adverse drug reactions reported in 2% to <5% of patients receiving OPDIVO were abdominal pain, hyponatremia, increased aspartate aminotransferase, and increased lipase.

• In Trial 3, serious adverse reactions occurred in 59% of patients receiving OPDIVO. The most frequent serious adverse drug reactions reported in ≥2% of patients were dyspnea, pneumonia, chronic obstructive pulmonary disease exacerbation, pneumonitis, hypercalcemia, pleural effusion, hemoptysis, and pain.

Common Adverse Reactions

• The most common adverse reactions (≥20%) reported with OPDIVO in Trial 1 were rash (21%) and in Trial 3 were fatigue (50%), dyspnea (38%), musculoskeletal pain (36%), decreased appetite (35%), cough (32%), nausea (29%), and constipation (24%).

Please see U.S. Full Prescribing Information for OPDIVO.

Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
“6º Colóquio Envelhecimento, Saúde e Cidadania” é já no dia 28 de outubro. Infeções hospitalares, envelhecimento ativo e...

O enquadramento atual das doenças transmissíveis na pessoa idosa (incidência e vigilância), as respetivas especificidades clínicas e os custos para o Sistema Nacional de Saúde são assuntos em debate no “6º Colóquio Envelhecimento, Saúde e Cidadania”, que a Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) organiza no próximo dia 28 de outubro.

“Imunidade e especificidades das doenças transmissíveis na pessoa idosa” é o título deste 6º colóquio, a decorrer entre as 9h30 e as 17h30 nas instalações da ESEnfC - Polo B (S. Martinho do Bispo) e que é organizado pela Unidade Científico-Pedagógica de Enfermagem do Idoso (UCPEI) da instituição.

Além da perspetiva dos profissionais de saúde convidados, que falarão do “estado da arte” em matéria de prática de cuidados, neste colóquio será apresentado um olhar d’ “Os media no contexto das doenças transmissíveis”, título da comunicação a proferir por Bento Rodrigues, jornalista e pivô do canal de televisão SIC, que se associa a este debate numa mesa-redonda a partir das 11h15.

“Doenças transmissíveis mais comuns: situação na pessoa idosa”, por Cristina Valente, “Infeções hospitalares na pessoa idosa”, por Maria João Faria, “Aspetos específicos de prevenção das doenças transmissíveis na pessoa idosa”, por Margarida Prata, e “Infeções em idosos: quadro clinico”, por João Tavares (todos profissionais do CHUC - Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra), são os títulos das restantes comunicações do painel.

Antes, pelas 10h00, será apresentada a conferência “Vida saudável e envelhecimento ativo: EIT Health - uma oportunidade europeia - dados biográficos”, da responsabilidade de José Pereira Miguel (Faculdade de Medicina de Lisboa e Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge).

Lançamento de duas publicações sobre saúde do idoso
Pelas 12h30, será feito o lançamento de duas edições da série monográfica Educação e Investigação em Saúde, que é editada pela Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E), pertencente à ESEnfC: a monografia nº 11, “Envelhecimento, Saúde e Cidadania” e a monografia nº 13, “Enfermagem de Saúde do Idoso”.

Já às 14h30, o professor da Faculdade de Medicina de Coimbra, Manuel Santos Rosa, dará a conferência “Imunidade na pessoa idosa e especificidades das manifestações das doenças transmissíveis”.

A sessão de abertura do colóquio, às 9h30, será feita pela Presidente da ESEnfC, Maria da Conceição Bento, e pela coordenadora da UCPEI, Maria de Lurdes Almeida.

“O Censos de 2011 revelou o agravamento do envelhecimento da população portuguesa na última década, apontando para cerca de 19% da população com 65 ou mais anos de idade. Este incremento determina desafios diversos, entre os quais o das doenças transmissíveis que se estão a constituir como um grave problema de saúde pública. O aumento do risco de infeções, observado com o processo de envelhecimento, pode ser devido a mudanças fisiológicas inerentes ou a doenças crónicas associadas à idade e a intervenções médicas, cirúrgicas e de diagnóstico que os acompanham», afirma a organização do colóquio.

De acordo com a UCPEI da ESEnfC, «se quisermos enfrentar o desafio da complexidade das doenças transmissíveis na pessoa idosa, das suas repercussões individuais e comunitárias e das suas especificidades clínicas naquela população, os responsáveis políticos, cuidadores, professores e investigadores devem assumir um papel pró-ativo no cuidado clínico, formação, educação e pesquisa sobre problemas e questões que conformam o envelhecimento da população”.

Para mais informações sobre este colóquio, podem os interessados consultar a página web do evento, em http://www.esenfc.pt/event/6cesc, o mesmo local destinado às inscrições e à submissão de comunicações.

10 de outubro – Dia Mundial da Saúde Mental
A ansiedade é a doença mental mais prevalente na população portuguesa, afetando 16,5% das pessoas, segundo um estudo...

Trata-se de uma reação normal do nosso organismo, ativada em situações que podem provocar medo, dúvida ou expectativa. Apesar de natural, deve ser uma situação passageira. Quando a ansiedade se torna crónica passa a ser considerada uma doença mental.

Portugal é um dos países da Europa em que maior percentagem da população sofre de patologias do espectro da ansiedade. Esta patologia pode manifestar-se de inúmeras formas e muitas das suas manifestações interferem de forma grave com a qualidade de vida. “Quando a ansiedade atinge níveis de grande intensidade significa que a pessoa está doente, interferindo de forma definitiva na vida quer na esfera emocional e familiar, quer na esfera profissional e social”, explica Filipa Palha, psicóloga e presidente da Associação Encontrar+se. “Estas alterações prolongadas de comportamento significam que a pessoa está doente e precisa de ser tratada”, refere a especialista.

As perturbações de ansiedade podem ter sintomas físicos, como taquicardia, dores no peito e dificuldade em respirar, levando o doente a ter comportamentos hipocondríacos, levar a insegurança na execução de tarefas rotineiras, ou pode manifestar-se em resposta a um estímulo em específico, como é o caso das fobias.

António Pacheco Palha, psiquiatra e membro da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, explica que “as fobias, patologia ansiosa frequente, fazem com que as pessoas fujam de determinado estímulo. Elas não estão doentes, não apresentam qualquer queixa se deixarem de enfrentar os estímulos com comportamentos de evitamento, mas o facto é que têm uma qualidade de vida diminuída, por não serem livres de fazerem tudo o que querem”.

O especialista refere ainda que “estas formas de manifestação de ansiedade são muito prevalentes na população. As pessoas consideram que se trata de ‘manias’, de ‘medos’, e pensam que não se podem tratar, o que é uma pena, porque são situações que podem ser resolvidas”.

Há ainda outra perturbação do espectro da ansiedade que é grave: o pânico. “Esta é uma condição que assusta muito o indivíduo. Caracteriza-se por intensa aflição e por uma instabilidade muito grande, tanto pela componente física, como pela psicológica, que faz com que se sintam em risco e corram para a urgência hospitalar”, afirma o psiquiatra António Pacheco Palha, frisando que quanto mais precocemente se tratar estes casos melhor.

É importante que se diga que as perturbações de ansiedade são tratáveis. O tipo e tempo de tratamento varia de caso para caso, mas geralmente as perturbações de ansiedade são tratadas com uma combinação de terapia, medicamentos e outros tratamentos psicológicos complementares ou, até, alternativos. A presidente da associação “Encontrar+se” realça também a importância de tratar estas perturbações de forma precoce e de procurar ajuda profissional sempre que a ansiedade se manifeste de forma prolongada e interfira de forma grave nas rotinas.

Em Portugal, é nos mais jovens, entre os 18 e os 34 anos, que se verifica uma maior prevalência de doença mental estimando-se que 50.1% tenham pelo menos uma perturbação psiquiátrica. Neste grupo etário, as entidades mais referidas foram as perturbações da ansiedade, seguidas das afetivas e do abuso de álcool. Grande parte da percentagem de perturbações de ansiedade é à custa das chamadas “fobias específicas” habitualmente associadas a um menor impacto no funcionamento global.

Relatório
A gripe e o tempo frio no último inverno fizeram mais de 5.500 mortes além do que era esperado, segundo o relatório do Programa...

“Estimou-se, no total, um excesso de 5.591 óbitos em relação ao esperado, correspondendo a uma taxa de 54 óbitos por cada 100 mil habitantes”, refere o relatório do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA), apontando que o excesso de mortalidade ocorreu sobretudo nos dos primeiros meses deste ano.

O período de excesso de mortalidade coincidiu com a epidemia da gripe e com um período de temperaturas mínimas abaixo do normal, explica o documento.

Dos mortos em excesso, 93% podem ser atribuídos a uma das duas causas, estimando-se que 76% dos casos terão ficado a dever-se à gripe e 17% à vaga de feio.

Em fevereiro, quando foram conhecidos os resultados preliminares da vigilância da gripe, a época 2014/2015 tinha sido já apontada como a que teve o maior registo de mortes além do esperado desde a época gripal 1998/1999, na qual se verificaram 8.514 óbitos.

Numa análise aos casos de gripe com necessidade de observação nos cuidados intensivos, o INSA concluiu que cerca de 80% dos doentes tinham uma doença crónica subjacente e que apenas 15% estavam vacinados contra a gripe sazonal.

A taxa de letalidade foi estimada em 23,7%, quase o dobro da registada na época anterior, verificando-se que 70% das mortes ocorreram em pessoas com mais de 64 anos.

A atual campanha da vacinação contra a gripe arrancou há menos de uma semana, com as vacinas a serem gratuitas para cidadãos com 65 e mais anos de idade.

A campanha vai decorrer durante todo o outono e inverno e a vacina é igualmente gratuita, sem necessidade de receita médica ou de pagamento de taxa moderadora, para pessoas vulneráveis residentes ou internadas em instituições.

A Direção-Geral da Saúde recomenda “fortemente” a vacinação “a pessoas a partir dos 65 anos, doentes crónicos e imunodeprimidos (a partir dos seis meses de idade), grávidas, bem como a profissionais de saúde e outros prestadores de cuidados, por exemplo, em lares de idosos”.

A partir desta semana
O Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém, e o Centro de Saúde de Odemira, concelho com a maior taxa de suicídio...

A nova valência é conseguida mediante acordo entre a Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA) e o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa (CHPL), que assinaram um memorando de entendimento para a área da Psiquiatria.

A parceria envolve a prestação de cuidados de saúde, por médicos psiquiatras do CHPL, nas atividades programadas e não programadas de consulta dessa especialidade no Hospital do Litoral Alentejano, em Santiago do Cacém (Setúbal), e no Centro de Saúde de Odemira (Beja).

As consultas “vão ser feitas dois dias por semana, à segunda e terça-feira, por dois psiquiatras. No Hospital do Litoral Alentejano (HLA), decorrem nos dois dias, enquanto em Odemira vão ter lugar à terça-feira”, explicou o presidente do conselho de administração da ULSLA, Jorge Sanches.

“O facto de haver uma oferta é que cria a procura”, argumentou o responsável, realçando que, à medida que as consultas forem decorrendo, em caso de necessidade, a sua periodicidade poderá ser aumentada.

Os psiquiatras já começaram hoje a dar consultas no HLA e esta especialidade vai iniciar-se, esta terça-feira, no Centro de Saúde de Odemira, acrescentou.

“Em Odemira, concelho que tem a maior taxa de suicídio do país, nunca houve consulta de psiquiatria. E esta situação é tão importante para nós porque, até agora, todos os concursos lançados na ULSLA tinham ficado desertos”, disse Jorge Sanches.

Trata-se, pois, continuou, de “um dia de satisfação”, graças à assinatura do acordo com o CHPL, que pode até abrir portas à eventual “criação de um serviço de psiquiatria na região”.

“É uma região absolutamente carenciada deste tipo de consulta e este é o primeiro passo para um serviço de psiquiatria. Desde que começámos a construir o protocolo com o CHPL, já temos psiquiatras a manifestarem interesse de virem viver e trabalhar na região”, destacou Jorge Sanches.

Criada em 2012, a ULSLA integra, além do HLA e da Unidade de Saúde Pública do Alentejo Litoral, o Agrupamento de Centros de Saúde do Alentejo Litoral, com cinco unidades e respetivas extensões.

A ULSLA responde às necessidades de cuidados primários, hospitalares e continuados do litoral alentejano, que abrange uma população global de cerca 100 mil habitantes, com um acréscimo de cerca de 20 mil em época estival.

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