Infarmed
As notificações de reações adversas dispararam nos últimos anos, mas a Autoridade Nacional do Medicamento admite que ainda são...

Menos de 4% das reações negativas a medicamentos são notificadas pelos próprios doentes. Um número muito baixo que leva o Infarmed, a Autoridade Nacional do Medicamento, a promover esta semana uma campanha para estimular a notificação de suspeitas de reações adversas.

Hélder Mota Filipe, vogal do Infarmed, explica à TSF que os medicamentos têm o potencial de tratar mas também comportam riscos e as notificações de todos os casos em que algo corre mal são importantes para conhecer reações que não são conhecidas.

Os números do Infarmed mostram que em 2015 este recebeu 5.690 notificações de suspeitas de reações adversas a medicamentos. Um número recorde e mais mil do que no ano anterior, mas apenas 215 (3,8%) vieram dos próprios doentes.

Números muito baixos, mesmo em anos anteriores, que levam a direção do Infarmed a dizer que é preciso diminuir os casos que nunca são conhecidos.

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal
A Fundação Portuguesa de Cardiologia, no âmbito das comemorações dos seus 37 anos de existência, realiza rastreios...

Os rastreios irão incluir a avaliação da pressão arterial; medição da glicemia e colesterol; medição do peso e altura para cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal); medição do perímetro abdominal e ainda aconselhamento e resposta a dúvidas. Cada pessoa que realizar o rastreio pode ainda habilitar-se a ganhar seis mensalidades num ginásio da cadeia Holmes Place, parceira da Fundação.

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal, representando mais de 30 por cento da mortalidade do país em 2014 o que faz com que a deteção atempada deste tipo de doenças seja importante. “Apesar de alguns bons resultados obtidos em Portugal, é com frustração que reconhecemos que o controlo dos fatores de risco deveria ter melhorado um pouco mais nos últimos anos, o que se deve em grande medida ao facto dos fatores de risco serem essencialmente silenciosos. Por isso, tornam-se necessárias campanhas preventivas mais agressivas e melhor dirigidas. É imperioso aumentar os níveis de diagnóstico e de controlo” afirma Manuel Oliveira Carrageta, presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia.

De 5 a 13 de novembro irão ainda decorrer diversos peditórios: 5 e 6 de novembro em algumas lojas Pingo Doce em Lisboa e Porto e de 7 a 13 de novembro em vários Clubes Holmes Place de Porto (Arrábida Shopping, Boavista e Constituição), Braga, Coimbra, Aveiro e Lisboa (Parque das Nações, Quinta da Beloura, Amoreiras, Avenida da Liberdade, 5 de Outubro e Quinta da Fonte).

A Fundação Portuguesa de Cardiologia foi criada em 1979 e desde então tem desenvolvido o seu trabalho na prevenção das doenças cardiovasculares, através da promoção de hábitos de vida mais saudáveis e do controlo e eliminação dos principais fatores de risco cardiovasculares, através de várias iniciativas, entre as quais, a realização de rastreios cardiovasculares.

Instituto Nacional de Emergência Médica
O Instituto Nacional de Emergência Médica vai entregar hoje 20 Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação a unidades...

Em comunicado, o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) refere que, com esta entrega, inicia-se assim “o processo de renovação da frota destes meios de emergência médica pré-hospitalar”.

O Centro Hospitalar Gaia/Espinho, o Hospital Pedro Hispano (Matosinhos), o Centro Hospitalar do Porto, o Centro Hospitalar S. João (Porto), a Unidade Local de Saúde do Noroeste – Hospital de Bragança e os Hospitais de Chaves e de Vila Real do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro são as unidades de saúde do norte que receberão viaturas novas.

Já na região centro, o INEM entregará cinco viaturas ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, ao Centro Hospitalar de Leiria, à Unidade Local de Saúde da Guarda, ao Centro Hospitalar Tondela-Viseu e ao Centro Hospitalar da Cova da Beira.

As restantes oito viaturas “destinam-se à substituição das Viaturas Médicas de Emergência e Reanimação (VMER)” dos hospitais de Cascais, e dos centros hospitalares de Setúbal, de Lisboa Ocidental, de Lisboa Central, de Lisboa Norte, do Algarve, do Hospital de Vila Franca de Xira e do Hospital Garcia de Orta, afirma o INEM.

A entrega das novas VMER terá lugar às 15:00, numa cerimónia no Hospital de Cascais, que contará com a presença do ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes.

As VMER destinam-se ao transporte rápido de uma equipa médica ao local onde se encontra o doente e tem como principal objetivo a estabilização pré-hospitalar e o acompanhamento rápido médico durante o transporte de vítimas de acidente ou doença súbita em situações de emergência.

“A rede de VMER do INEM encontra-se atualmente estabilizada e implementada em todo o território continental, com 44 viaturas em funcionamento (14 no norte, 10 no centro e 20 no sul, 17 das quais na região de Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo, e três no Algarve)”, refere ainda o organismo do Ministério da Saúde.

Ministro da Saúde
Os centros de responsabilidade integrada serão orientados essencialmente no sentido do desempenho e da investigação, disse, na...

A nova legislação, a publicar em breve, introduzindo alterações muito significativas no padrão da organização dos hospitais, permitirá a constituição de centros de responsabilidade integrada, que “terão uma orientação maior para o desempenho, para a investigação” e para a ciência, disse o ministro da Saúde.

Adalberto Campos Fernandes falava, na sessão de encerramento da 7.ª Reunião Anual da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), que decorreu num hotel da Figueira da Foz.

“Estou a trabalhar com o meu colega ministro da Ciência [Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor], para que nesses centros académicos, os médicos, os enfermeiros e os técnicos possam ter tempo disponível só para investigar, para ensinar e para formar”, adiantou.

“Ganhámos a batalha da produção, falta-nos ganhar a batalha da qualidade, ou seja, falta-nos garantir que o nosso sistema de saúde atinja este objetivo”, sustentou Adalberto Campos Fernandes, sublinhando que depois de o país ter assegurado médias internacionais de esperança de vida, precisa de garantir qualidade de vida.

Portugal atingiu aqueles níveis “tão depressa que não teve tempo, nos últimos dez anos”, para investir na qualidade.

Mas o nosso país “faz isto em tudo” e “chegou depressa demais ao euro”, exemplificou o ministro, considerando que não basta capacidade de adaptação à modernidade, é preciso também, “muitas vezes, tempo de maturação que os processos de transformação exigem”.

Os centros de responsabilidade integrados são uma das principais alterações suscitadas pela nova legislação, que também vai, designadamente, reduzir de três para dois o limite de mandatos dos conselhos de administração dos hospitais e vai exigir “uma maior qualificação das pessoas” que os integram, disse o ministro, que falava à margem da reunião da APIC.

Com o conjunto de medidas previstas na nova legislação, “acreditamos que entramos num tempo diferente, a que não será alheia a necessidade de novos equipamentos”, acrescentou o governante.

Para além dos “hospitais já anunciados para a legislatura”, será também desenvolvido “um processo que reinicie o equipamento e modernização da infraestrutura tecnológica, que está muito envelhecida, que está muito desatualizada”, concluiu Adalberto Campos Fernandes.

Programa Perto LX
A Câmara de Lisboa apresentou o Programa Municipal de Intervenção na área dos Comportamentos Aditivos e Dependências, que prevê...

Em declarações, o vereador dos Direitos Sociais da autarquia, João Afonso, referiu que este programa, denominado Perto LX, visa a "intervenção na adição, ou seja, nos consumidores, a prevenção em grupos alvo" e ainda "o apoio na reinserção, para quem sai de um processo de dependência, seja ele qual for".

No que toca à unidade de adição assistida, o objetivo é dar "uma resposta integrada, que tenha várias valências, mas que trabalhe diretamente com quem esteja a consumir e que, inclusive, venha a dar apoio no consumo, o que significa que as pessoas não consumam sozinhas - seja drogas ou álcool - (...) e que através desse processo vão diminuindo o consumo", explicou o mesmo responsável.

Frisando que esta ainda é uma ideia em aberto, João Afonso explicou que a unidade pode ser móvel ou "sobre rodas", com "equipas móveis que vão diretamente à pessoa".

"Tem é de ser um espaço de referência, onde as pessoas saibam que são recebidas, onde não têm constrangimentos e estão à espera delas", vincou.

Questionado sobre se esta infraestrutura se pode traduzir numa sala de consumo assistido, que chegou a ser apontada para locais como a Mouraria e o Lumiar, o autarca considerou que essa é "uma versão simplista e redutora".

"Não é uma porta com uma sala vazia onde a pessoa vai consumir qualquer tipo de substância" que se resolve o problema, mas sim com "um processo de acompanhamento de tudo", sublinhou.

Para tal resposta avançar, "vai ser preciso identificar uma situação em que se justifiquem os consumos, onde se justifique a perceção da comunidade e onde haja aceitação por todos de que essa é uma solução que vai alterar a situação", defendeu.

O autarca falava no final do 1.º Encontro sobre Comportamentos Aditivos e Dependências em Lisboa, no âmbito do qual especialistas nacionais e estrangeiros debateram as principais linhas deste programa municipal para dependências (droga, álcool, jogo, internet ou sexo).

Outra das medidas previstas no Perto Lx foca-se na prevenção, área no âmbito da qual se equaciona a criação de um autocarro ou quiosque informativo com campanhas de sensibilização e sessões informativas, essencialmente destinadas aos mais jovens.

"Um dos grandes problemas neste momento em Portugal e em Lisboa é o aumento do consumo de álcool em jovens com muito pouca idade", notou João Afonso.

No que toca à reinserção, outro dos eixos do programa, a autarquia pretende criar um ponto de acolhimento informal, onde "as pessoas que saibam gerir as suas dificuldades (...) e que lhes permita dar resposta diretamente ou através de outros programas que existam na cidade".

João Afonso adiantou que o Perto Lx, que ainda vai ser trabalhado, "é uma tentativa de sistematização do muito que se tem vindo ao longo do tempo na cidade de Lisboa" sobre a questão das dependências, tendo o intuito de "criar uma rede que traga essas pessoas para dentro da sociedade", evitando, assim, fenómenos de exclusão social.

Já questionado sobre prazos, o autarca indicou que "sim, são "medidas para implementar ainda este mandato autárquico", que termina em 2017.

No orçamento municipal para o próximo ano, está consignada uma verba de 910,5 mil euros para este programa.

No início de 2018
O secretário de Estado Adjunto e da Saúde anunciou que a nova Unidade de Saúde da Batalha, Porto, deverá entrar em...

“É espectável que no início de 2018 esteja finalmente aberto e tenhamos aqui uma obra que é emblemática no Porto, pelo leque de cultura, pela história, mas também pela própria funcionalidade que terá para os utentes e profissionais de saúde”, afirmou Fernando Araújo em visita às obras de remodelação da Unidade de Saúde da Batalha.

A remodelação daquela unidade de saúde irá permitir requalificar e ali instalar a Unidade de Saúde Familiar Rainha D. Amélia, a Unidade de Cuidados Continuados do Porto, a Unidade de Saúde Pública do Porto Ocidental e o Centro de Vacinação Internacional do Porto.

Segundo informação disponibilizada pela Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, a área bruta prevista para o edifício, próximo da Praça da Batalha, é de 956,8 metros quadrados e será constituído por um módulo de saúde familiar (com nove gabinetes médicos, três gabinetes de enfermagem e duas salas de tratamento), um módulo de saúde pública e um módulo de cuidados na comunidade.

“Aqui a Batalha é um bom exemplo de que vale a pena acreditar nos projetos. Este era um projeto que começou em 2008, (… ) teve depois um interregno e finalmente agora com a nova autarquia, com Rui Moreira, pegamos novamente no projeto e num esforço conjunto vamos conseguir concretizá-lo, isso faz toda a diferença”, destacou o secretário de Estado Adjunto.

As obras de requalificação do antigo centro de saúde Rainha D. Amélia, abandonado há cerca de uma década, já arrancaram, terão a duração de 500 dias e estão orçadas em cerca de 1,7 milhões de euros e serão cofinanciadas por fundos comunitários do programa operacional regional Norte 2020.

“Quando se fala na população que precisamos de ter no centro da cidade, também precisamos destes equipamentos. Sem estes equipamentos nós não teremos uma nova população na cidade do Porto”, assinalou o presidente da Câmara do Porto no final da visita.

Para Rui Moreira, a captação de população para o centro da cidade depende também de ter “equipamentos desta categoria, qualidade, para que as pessoas possam viver tranquilas e que a cidade seja confortável e interessante”.

O autarca destacou ainda a “parceria muito interessante entre o estado central e as autarquias” vertida na Carta de Equipamentos de Cuidados de Saúde Primários do Porto por visar “a devolução de competências que está na Constituição”.

O documento prevê ainda mais dois novos centros de saúde: o de Ramalde, uma obra a ser feita pela Câmara Municipal do Porto, e o de Campanhã, a ser assumido pelo Ministério da Saúde.

As obras destas duas novas unidades de saúde devem arrancar no primeiro semestre do próximo ano.

Distinguido no 19.º Congresso Nacional de Medicina
O advogado António Arnaut disse, em Coimbra, que o reconhecimento, pela Ordem dos Médicos, do seu papel na criação do Serviço...

Após ter sido agraciado com a medalha de mérito da Ordem dos Médicos (OM), no Polo III da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, António Arnaut frisou que a distinção “compromete a Ordem na defesa e no aprofundamento” do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Sinto-me reconhecido e agradecido”, declarou aos jornalistas, no final da cerimónia, em que também foram agraciados, com a mesma medalha, 16 médicos de diferentes regiões do Continente, dos Açores e da Madeira, um deles a título póstumo.

O principal impulsionador do SNS realçou o empenho do atual bastonário da OM, o professor universitário José Manuel Silva, que presidiu à sessão, na defesa e consolidação do Serviço Nacional de Saúde.

Na história da Ordem dos Médicos, esta é a primeira vez que tal distinção contempla um não médico, o que passou por uma recente alteração do regulamento das medalhas de mérito da instituição.

No vídeo de apresentação de António Arnaut, em que foi justificada a sua escolha para ser um dos galardoados, José Manuel Silva definiu o SNS como “a maior obra social do Portugal democrático”, nascido com o 25 de Abril de 1974.

“Sinto-me como um profano no meio de arcebispos da medicina portuguesa”, gracejou o advogado e antigo grão-mestre do Grande Oriente Lusitano – Maçonaria Portuguesa.

António Arnaut nasceu há 80 anos, na aldeia da Cumieira, no concelho de Penela, distrito de Coimbra, onde “as pessoas comiam o pão duro dos dias sem sol, viviam à míngua e morriam, em regra, sem assistência médica”, como disse o próprio, em maio de 2014, na Universidade de Coimbra, que então o agraciou com título de doutor 'honoris causa'.

Além de António Arnaut, ministro dos Assuntos Sociais no segundo Governo Constitucional, liderado por Mário Soares, nos anos 70 do século XX, foram distinguidos pela Ordem dos Médicos os seguintes médicos e professores portugueses de Medicina: Alexandre Sousa Pinto, António Madeira Ascensão, Carlos Mota Cardoso, Eduardo Leite Pacheco, Isabel Pereira Ramos, Isabel Jacob Carvalho, João Baptista Ganho, João Covas Lima (falecido), José Medina Vieira, José Pires Teixeira, Luís Mendonça Barrôco, Luís Belo de Barros, Maria Maciel Barbosa, Martim Abreu Diniz e Tice Anastácio Macedo.

O espanhol Juan Rodriguez Sendín, bastonário da Ordem dos Médicos de Espanha, foi também galardoado, sendo o primeiro estrangeiro a receber a medalha da Ordem dos Médicos, portuguesa, mas não pôde estar presente.

As medalhas foram entregues durante os trabalhos do 19.º Congresso Nacional de Medicina – 10.º Congresso Nacional do Médico Interno, que terminou no sábado, organizado pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, a que preside Carlos Cortes.

“Prémios Maratona da Saúde de Investigação Biomédica”
A Maratona da Saúde, associação sem fins lucrativos, abre concurso, no âmbito da sua terceira edição dedicada às Doenças...

Os Prémios Maratona da Saúde 2016 para a Investigação em Doenças Neurodegenerativas, no valor total de 50 mil Euros, são o resultado dos donativos angariados durante o espetáculo televisivo anual da Maratona da Saúde, transmitido pela RTP em abril de 2016, e de outras iniciativas e apoios entre os quais o da Biogen, que juntará o seu nome a um dos prémios a ser atribuído neste concurso. O concurso para atribuição destes prémios está aberto para a comunidade científica até ao dia 2 de dezembro, e conta com o apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Os Prémios Maratona da Saúde foram criados com o objetivo de promover a investigação científica portuguesa em diferentes áreas da biomedicina. Nesta terceira edição, procuramos projetos na área das Doenças Neurodegenerativas e incentivamos as candidaturas que contemplem parcerias entre instituições de investigação, sediadas em Portugal, e hospitais ou outras instituições de saúde, nacionais ou estrangeiras. Os Prémios destinam-se a investigadores e a médicos que se proponham a desenvolver um projeto de investigação autónomo sob sua responsabilidade numa instituição sediada em Portugal. A avaliação das candidaturas é realizada por um júri proposto pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, constituído por cientistas de reconhecido mérito internacional no domínio da biomedicina. Depois de seriados os melhores candidatos a concurso, o Conselho Científico da Maratona da Saúde ratifica a decisão do Júri e informa a Direção, que aprovará os vencedores de acordo com as recomendações de ambos. O processo de avaliação e seleção é baseado em vários critérios, entre os quais o mérito científico dos candidatos e o impacto que o trabalho de investigação proposto poderá ter na descoberta de melhores tratamentos, cura e prevenção das Doenças Neurodegenerativas. Um dos Prémios a ser atribuído terá a denominação de Prémio Maratona da Saúde/Biogen.

Entre as mais de 130 candidaturas recebidas nas duas primeiras edições dedicadas ao Cancro e à Diabetes, respetivamente, foram atribuídos 7 prémios de investigação a cientistas que já estão a desenvolver o seu trabalho nestas áreas em várias instituições em Portugal. Entre estas estão o Centro de Biomedicina Molecular e Estrutural da Universidade do Algarve com 2 projetos em cancro da mama, o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge, em Lisboa, com um projeto em cancro do cólon, o IPATIMUP, no Porto, com um projeto em cancro do pâncreas, o Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras, com 2 projetos em obesidade e diabetes tipo 1 infantil e o Centro de Investigação em Biomedicina da Universidade do Algarve com um projeto em Microbiologia associada à Diabetes

Em abril de 2016, o espetáculo solidário da Maratona da Saúde dedicado às Doenças Neurodegenerativas, transmitido em direto pela RTP 1 e pela RTP Internacional, contou com o apoio de milhares de Portugueses que se juntaram a esta causa, e com muitos parceiros que tornaram possível a organização deste evento. Durante as mais de 5 horas de emissão foram realizados milhares de donativos através de chamadas telefónicas para o número de valor acrescentado e para os call centers, gentilmente cedidos pela Fundação PT, e que contaram com mais de 30 voluntários a nível nacional. A Pricewaterhouse Coopers (PwC) também se juntou a esta maratona televisiva na auditoria de todos os donativos que foram efetuados.

Para além do evento televisivo, a Maratona da Saúde desenvolveu, ao longo da 3ª edição dedicada às Doenças Neurodegenerativas, um conjunto de iniciativas nas comunidades locais, sensibilizando para a importância da prevenção e da investigação científica na descoberta de melhores tratamentos. Entre estas, destacam-se o concurso Ciência em Cena, que decorreu em escolas de norte a sul do país em parceria com o Programa Descobrir da Fundação Calouste Gulbenkian, assim como vários eventos promovidos espontaneamente pela sociedade civil a favor desta causa. A Maratona da Saúde contou também com o apoio de várias empresas entre as quais a Biogen, que dá nome a um dos Prémios Maratona da Saúde, a Pfizer, a Saúde Cuf, a HMS Sports, a Noori e a Science4you. Refira-se ainda que a terceira edição da Maratona da Saúde contou com o apoio essencial de outros parceiros como a PT, o Instituto Gulbenkian de Ciência, a Cev Fiscalidade, a Wisdom Consulting, a Caixa Geral de Depósitos, a Vieira de Almeida, entre outros, e com o alto patrocínio da Presidência da República para o espetáculo solidário dedicado às Doenças Neurodegenerativas.

Desde 2014, a Maratona da Saúde e a RTP + estão juntas numa iniciativa inédita em Portugal, com enorme sucesso comprovado em vários países, que visa, através de um espetáculo solidário anual de várias horas (maratona televisiva), sensibilizar a sociedade e angariar fundos para a investigação biomédica, essencial no combate a doenças ainda sem cura. Em cada ano a Maratona da Saúde dedica-se a um tema, sobre o qual é delineado um plano de atividades. Depois das 3 edições dedicadas ao Cancro, à Diabetes e às Doenças Neurodegenerativas, respetivamente, a 4ª edição está a ser dedicada às Doenças Cardiovasculares e pretende sensibilizar para este tema e apoiar a investigação científica na área destas doenças ainda sem cura.

A Maratona da Saúde considera que permitir o avanço da ciência e do conhecimento em Portugal, contribui para uma sociedade mais informada, motivada e competitiva, capaz de integrar os pilares essenciais do progresso económico global.

Os donativos à Maratona da Saúde podem ser realizados ao longo de todo ano através de chamadas de valor acrescentado para o 760 20 60 90 (0,60€+IVA) ou do IBAN: PT50 0035 0413 00044189730 73 BIC SWIFT: CGDIPTPL.

 

Saiba mais em www.maratonadasaude.pt.

Instituto Nacional de Estatística
O índice de bem-estar em Portugal evoluiu positivamente em 2015 e manteve a tendência de recuperação de crescimento iniciada em...

Entre 2004 e 2011 o índice de bem-estar registou sempre evolução positiva, tendo reduzido em 2012. Recuperou depois em 2013 e em 2014 voltou a evoluir positivamente.

O índice de bem-estar do Instituto Nacional de Estatística (INE) baseia-se em outros dos índices que avaliam as condições materiais de vida e a qualidade de vida.

Ao longo da última década, o índice das condições materiais de vida registou evoluções negativas, mas o índice relativo à qualidade de vida apresentou uma evolução continuamente positiva.

Contudo, os dados preliminares referentes a 2015 permitem perspetivar uma inversão do índice relativo às condições materiais de vida, que depois de anos a decrescer apresentou em 2014 um ligeiro aumento que se estima que se prolongue em 2015.

Nos 10 domínios que integram o índice de bem-estar, a Educação, o Ambiente e a Participação Cívica e Governação são as componentes de bem-estar com evolução mais favorável no período entre 2004 e 2015.

Em 2015, o INE estima que índice de bem-estar tenha atingido os 118,4, depois de em 2014 ter alcançado os 114,5. Em 2012, ano em que se registou o primeiro decréscimo, o índice estava nos 108,7.

Numa análise ao longo da última década, verifica-se que em todos os anos desde 2006 houve um agravamento dos indicadores relativos à vulnerabilidade económica, atingindo o valor mínimo em 2013. Estima-se que em 2015 este índice continue o crescimento registado em 2013 e em 2014.

Aliás, o domínio “Vulnerabilidade Económica” é um dos que apresenta, segundo o INE, a evolução mais desfavorável ao longo do período 2004/2015, “refletindo a progressiva vulnerabilidade das famílias induzida pelo afastamento das mesmas do mercado de trabalho”.

O domínio “Trabalho e Remuneração” é a que apresenta a evolução mais desfavorável e veio contribuir de forma significativa para a descida do índice das condições materiais de vida – entre 2004 e 2014 registou uma descida global de mais de 28 pontos percentuais.

No entanto, também este domínio de “Trabalho e Remuneração” voltou a crescer em 2014 e em 2015.

No que respeita ao índice de qualidade de vida, o domínio da Saúde é um dos que contribui para a evolução positiva: “a população que avalia de forma positiva os serviços de saúde teve um crescimento acentuado no período 2004-2014”.

Também a conciliação ‘vida-trabalho’ apresentou uma evolução positiva durante todo o período analisado, mais pronunciada até 2011.

Especialista alerta
O presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos defendeu que a sobrecarga dos cuidadores informais de doentes “é...

“É muito fácil tirar os doentes do hospital e entregá-los à família, mas é preciso ter atenção ao impacto que isto gera nas famílias”, disse Manuel Luís Capelas, na véspera de se assinalar o Dia do Cuidador.

Apesar de ser “um dos grandes defensores” da ideia de cuidar dos doentes em casa, Manuel Capelas disse que para isso acontecer têm de estar reunidas as “condições adequadas”.

Os cuidadores “precisam de um apoio muito permanente” para evitar que atinjam “um ponto de rutura, de desespero total, porque já não aguentam”, sublinhou.

Manuel Capelas equiparou a sobrecarga dos cuidadores à síndrome de ‘burnout’ dos profissionais de saúde, uma reação ao stresse crónico no trabalho caracterizado por exaustão, despersonalização e não realização profissional.

“Um profissional em ‘burnout’ acaba por pensar egoisticamente no seu bem-estar, é uma máquina”, mas “quem está em casa a uma dada altura rebenta e é preciso ter atenção a esta situação”, alertou.

O especialista em cuidados paliativos observou que muitos cuidadores passam 24 horas por dia com o doente, um tempo que os profissionais de saúde acabam por não estar.

“Nós saímos dos nossos turnos e temos outros escapes”, mas os cuidadores não têm, disse, alertando que “não se pode deixar em cima dos cuidadores toda a responsabilidade” sobre o doente.

Eles “não podem substituir os profissionais de saúde”, porque senão “estamos a aliviar” o sistema de saúde, mas a colocar “uma sobrecarga nestas famílias e nestas pessoas que precisam de continuar a ser apoiados”.

E – defendeu - devido ao trabalho “extremamente importante” que fazem para o sistema de saúde e para as suas famílias, precisam de ter apoio social, laboral e psicossocial.

Por outro lado, os profissionais de saúde “continuam a ter de ser os alicerces do sistema” e destas pessoas, para que “possam cuidar dos seus familiares, dos seus amigos, mas continuarem a ser pessoas”.

“Um apoio não é largar os familiares numa guerra, num pântano, numa selva muito complicada”, frisou, defendendo que os cuidadores precisam de formação, capacitação e apoio psicossocial para tratar do doente.

No início de outubro, o secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, disse que, a partir de 2018, os cuidadores vão ser compensados com apoios que ainda não estão definidos, mas que poderão passar por regalias sociais, fiscais ou financeiras.

Para Manuel Capelas, a legislação nesta área “é importante e precisa”, mas não chega.

“As equipas também têm de ter capacidade” de identificar as necessidades dos cuidadores” e ajudá-los com formação específica.

Também devem estar atentas “aos mínimos sinais de sobrecarga para que nessa altura seja possível encontrar uma estratégia que permita aliviar a sobrecarga em que estão”, frisou.

Segundo um estudo da Entidade Reguladora da Saúde, Portugal tem a maior taxa de cuidados continuados e paliativos, prestados por pessoas sem preparação nem qualificação para tal, e uma das mais baixas taxas de cobertura de cuidados prestados por profissionais em toda a Europa.

Programa de Intervenção Precoce do Cancro Oral
Mais de 10 mil cheques para diagnóstico do cancro oral foram emitidos nos dois anos e meio de funcionamento do programa, tendo...

Segundo dados oficiais da Ordem dos Médicos Dentistas, entre março de 2014 e o fim de agosto deste ano foram detetados 79 casos de cancro oral e 109 lesões potencialmente malignas através do Programa de Intervenção Precoce do Cancro Oral.

Dos mais de 10 mil cheques para diagnóstico emitidos, foram usados apenas 3.354, o que dá uma taxa de utilização de 33%.

Este ano, foram realizadas já mais de 1.800 biópsias ao cancro oral, número que quase triplicou em relação a 2015, quando se fizeram cerca de 660.

No seu todo, o programa de saúde oral onde está integrado o cheque dentista já beneficiou mais de 2,5 milhões de utentes desde 2008, tendo sido usados em oito anos mais de três milhões de cheques para 8,7 milhões de tratamentos.

A maioria das intervenções (quase 60%) diz respeito a procedimentos preventivos, como aplicação de selantes de fissuras que evitem cáries. São as crianças e jovens o grupo mais significativo a beneficiar dos cheques dentista.

Nos primeiros nove meses deste ano, mais de 227 mil pessoas já usaram estes cheques, com uma taxa de utilização em relação aos vales emitidos que se situa nos 83%. Ao todo, foram emitidos 385 mil cheques e usados perto de 320 mil.

O grupo das crianças de sete, 10 e 13 anos é o que regista taxa de utilização dos cheques mais elevada (92%). Este ano já foram mais de 120 mil as crianças destas idades a terem acesso ao programa de saúde oral, com mais de 222 mil consultas realizadas.

Os cheques dentistas são atribuídos a crianças que frequentem a escola pública e abrangem adolescentes de 13 anos, que podem voltar a usufruir de cheques dentista aos 16 e aos 18 anos desde que já tenham beneficiado do programa.

Trata-se de um alargamento recente e limitado, que faz com que as taxas de utilização nestes grupos sejam inferiores. Por exemplo, nos jovens com 16 anos a taxa de utilização dos cheques está nos 38% e nos 18 anos situa-se nos 43%.

Quanto às grávidas seguidas no Serviço Nacional de Saúde, já foram usados desde 2008 mais de 570 mil cheques, estando a taxa de utilização acima dos 80%.

O programa do cheque dentista conta com uma rede de mais de 4.400 médicos, havendo um acréscimo de 240 clínicos para o diagnóstico do cancro oral.

Estudo
Fumar um maço de cigarros por dia provoca, em média, 150 mutações por ano nas células pulmonares, revela um estudo publicado na...

O estudo, que analisou e comparou vários tumores, mediu com precisão, pela primeira vez, os efeitos genéticos devastadores do fumo, não só nos pulmões, mas também em outros órgãos que não estão diretamente expostos.

Os estudos epidemiológicos mostravam que o tabagismo contribui para, pelo menos, 17 tipos de cancro, mas até agora nunca se conseguiu determinar como é que o cigarro provocava esses tumores, apontaram os investigadores do Instituto britânico Wellcome Trust Sanger e do Laboratório Nacional de Los Alamos, nos Estados Unidos.

O maior número de mutações genéticas provocadas pelo tabaco foi observado nos tecidos pulmonares, mas outras partes do organismo registaram também alterações de DNA, que explicam como o fumo provoca vários tipos de cancro.

O cigarro contém mais de sete mil substâncias químicas diferentes, entre as quais 70 são conhecidas por serem cancerígenas, revelam os investigadores, apontando para a complexidade das interações com o organismo.

Segundo um dos principais coautores da investigação, Ludmil Alexandrov, do Laboratório Nacional de Los Alamos, o estudo procura novos elementos sobre os diferentes mecanismos através dos quais o tabaco provoca um cancro.

“Descobrimos que as pessoas que fumam um maço de tabaco por dia têm, em média, 150 mutações genéticas adicionais por ano nos pulmões, o que explica que os fumadores tenham um risco acrescido de desenvolver cancro do pulmão”, adiantou.

O mesmo responsável acrescentou que encontraram um grande número de evidências epidemiológicas que ligam o tabaco ao cancro, tendo conseguido observar e determinar o número de alterações moleculares no DNA provocadas por fumar.

Nesta primeira análise extensiva de DNA cancerígeno ligado ao tabagismo, os investigadores analisaram cerca de cinco mil tumores, comparando cancros de fumadores com cancros semelhantes de pessoas que nunca fumaram.

Os cientistas encontraram características moleculares específicas no ADN dos pulmões dos fumadores e determinaram o número nos diferentes tumores.

No que diz respeito ao impacto nos restantes órgãos, a investigação revelou que um maço de cigarros por dia provoca, em média, 97 mutações por ano no ADN da laringe, 39 na faringe, 23 na boca, 18 na bexiga e seis no fígado.

O estudo mostra, pelo menos, cinco processos distintos através dos quais o ADN é danificado pelo hábito de fumar, sendo que o mais comum é encontrado na maior parte dos cancros. Trata-se de uma aceleração do pêndulo celular que provoca a mutação prematura das células.

Na opinião do investigador Mike Stratton, do instituto Wellcome Trust Sanger, este estudo poderá ajudar no avanço da investigação e ajudar a melhor prevenir todas as formas de cancro.

O tabagismo, a maior causa de mortalidade evitável, é responsável por pelo menos seis milhões de mortes por ano em todo o mundo e se a tendência atual se mantiver, estima-se que serão mais de mil milhões de pessoas que morrem por causa do tabaco, no século XXI, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Trabalhar em Portugal
O secretário de Estado adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, disse, em Coimbra, que o processo de acreditação de médicos...

É necessário “rigor na admissão [em Portugal] de médicos de países não comunitários”, defendeu Fernando Araújo, que falava na sessão de abertura do 19º Congresso Nacional de Medicina/10.º Congresso Nacional do Médico Interno, que decorre em Coimbra até sábado.

O Governo vai, por isso, “trabalhar com a Ordem dos Médicos (OM)” para “construir um processo de acreditação de formação académica e de competências, nomeadamente linguísticas, que seja mais rigoroso e mais exigente para cidadãos estrangeiros vindos de países” que não integram a União Europeia, afirmou o secretário de Estado.

“Isso irá, seguramente, proteger e melhorar o desempenho” dos médicos e “proteger também os utentes”, sustentou.

Fernando Araújo também anunciou, por outro lado, que o Ministério da Saúde (MS) vai analisar a proposta de legislação da OM no sentido de que esta entidade tenha “capacidade para intervir [também] nas instituições privadas de saúde, de modo a que possa entrar nas mesmas” e “avaliar o desempenho das práticas” médicas ali adotadas.

Tal regulamentação deverá contribuir para aumentar “a exigência que temos a responsabilidade de fazer cumprir”, sublinhou.

Embora estivesse “tudo preparado para extinguir o ano comum”, ele não vai acabar, assegurou o governante, noutro passo da sua intervenção.

O regulamento do ano comum (correspondente ao processo de formação inicial do internato médico) vai ser “revisto no sentido de não prever a [sua] extinção” e, pelo contrário, de garantir a sua manutenção, afirmou Fernando Araújo.

A importância do ano comum na formação dos médicos foi sublinhada, durante a mesma sessão, designadamente pelo presidente da Secção Regional do Centro (SRC) da OM, Carlos Cortes, e pelo bastonário da Ordem, José Manuel Silva.

O bastonário da OM enalteceu o diálogo que o MS tem mantido com as ordens profissionais do setor, designadamente com a dos médicos, em relação às diferentes matérias, desde a formação à lei dos atos de saúde (sobre esta proposta de lei, a Ordem também já tem agendadas reuniões com os diferentes grupos parlamentares).

“A OM tem tido uma excelente relação com o Ministério” e com ele tem “debatido as questões sem tabus”, salientou José Manuel Silva.

Esta “relação de diálogo, que tem sido genuinamente cultivada”, representa uma mudança significativa em relação ao passado e “tem dado frutos”, defendeu.

José Manuel Silva lamentou, no entanto, que o Ministério da Ciência e do Ensino Superior não tenha idêntica abertura, designadamente para debater questões relacionadas com a formação de novos médicos em Portugal, que corre o risco de resultar numa formação de profissionais “para exportação, o que é um erro”, advertiu.

O 19.º Congresso Nacional de Medicina/10.º Congresso Nacional do Médico Interno, organizado pela SRC da OM prossegue até sábado, igualmente nas instalações da Faculdade de Medicina de Coimbra, terminando os trabalhos de sexta-feira com uma sessão, às 17:30, de atribuição das medalhas de mérito da Ordem.

Um dos homenageados com a distinção – normalmente destinada a médicos – é o antigo ministro dos Assuntos Sociais e impulsionador do Serviço Nacional da Saúde, o advogado António Arnaut, que também foi cofundador do Partido Socialista e é seu presidente honorário.

União Europeia
A Comissão Europeia (CE) vai apoiar financeiramente um projeto que o Instituto Superior Técnico (IST) está a desenvolver para...

Além do projeto do IST, a CE decidiu apoiar também um projeto do Instituto Politécnico de Coimbra e outro da Associação de Defesa do Património de Mértola.

Os três projetos portugueses inserem-se na área do ambiente e vão receber um total de 7,3 milhões de euros da CE.

Com um orçamento total de 1,369 milhões de euros e com um financiamento da União Europeia de 792 mil euros, o projeto do IST iniciou-se a 01 de outubro e terá a duração de 42 meses.

Contactada pela agência Lusa, a coordenadora do projeto do IST Susana Almeida explicou que o projeto Index-Air “pretende desenvolver ferramentas de apoio à decisão que identifique medidas para melhorar a qualidade do ar e diminuir a exposição da população a poluentes”.

Segundo Susana Almeida, o Index-Air vai debruçar-se também na qualidade do ar dos ambientes interiores, porque as pessoas passam “a maior parte do tempo em ambientes interiores”.

A responsável adiantou que o projeto vai debruçar-se sobre três módulos: uma base de dados, a exposição da população a poluentes e os impactos desses poluentes na saúde.

“Queremos identificar as melhores metodologias para melhorar a qualidade do ar”, afirmou.

Nesta fase inicial, o projeto vai incidir em 100 crianças dos cinco aos nove anos e será feita uma avaliação à qualidade do ar nas escolas que frequentam, nas suas casas e nos transportes que utilizam para se “saber qual a exposição dessas crianças a poluentes”.

O projeto vai ser desenvolvido em Lisboa, Porto, Atenas (Grécia), Veneza (Itália) e Kuopio (Finlândia) e, numa fase posterior, será alargado a outras cidades.

Estudo
Um estudo que juntou investigadores portugueses e estrangeiros concluiu que, "afinal", o melhoramento genético do...

Um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, da Universidad Politécnica de Madrid (UPM), em Espanha, e do Institut National de la Recherche Agronomique (INRA), França, relevou hoje, em comunicado, que “há variedades de trigo modernas, fruto do melhoramento genético, com cerca de sete vezes menos toxicidade para os doentes celíacos que outras”.

Estas conclusões resultam da tese de doutoramento do investigador José Miguel Ribeiro, orientada pelos docentes e investigadores da UTAD Gilberto Igrejas e Fernando Nunes e ainda Marta Rodriguez-Quijano, da Universidad Politécnica de Madrid.

“Os resultados da investigação indicam que, para além do potencial genético que o trigo encerra, as práticas de melhoramento desta cultura - que procuram desenvolver variedades de trigo com melhores índices de qualidade - não contribuem para o aumento da toxicidade destas variedades”, explicou o investigador José Miguel Ribeiro.

Desta forma, acrescentou, “cai por terra” uma das hipóteses que se pensava ter contribuído para o aumento da prevalência da doença celíaca na população humana, na qual se supunha que o “melhoramento do trigo era a causa do aumento da prevalência da doença”.

As conclusões apontam para que “estas variedades podem não ter contribuído para a prevalência da doença celíaca, nos últimos 50 anos”, afirmou, por sua vez, o docente e investigador da UTAD Gilberto Igrejas.

Uma segunda fase deste projeto procurou desenvolver novas tecnologias de destoxificação (retirar as substâncias potencialmente tóxicas de dentro do organismo)do glúten com vista à obtenção de produtos baseados no trigo não envolvendo organismos geneticamente modificados (OGM), potencialmente hipoalergénicos para os doentes celíacos.

Segundo explicaram os responsáveis, "através da quitosana, um ingrediente natural com características biocompatíveis e biodegradáveis, foi desenvolvida uma tecnologia com capacidade para reduzir a carga tóxica do glúten para os celíacos, sem prejuízo para a funcionalidade tecnológica dos produtos, permitindo a continuidade de transformação em pão, bolos, massas, pizzas, entre outros produtos alimentares".

Esta tecnologia tem um pedido de patente submetido e poderá, de acordo com o comunicado da UTAD, abrir caminho para o desenvolvimento de produtos baseados no trigo potencialmente hipoalergénicos para doentes celíacos.

O trigo é um dos principais cereais usados na alimentação do homem e representa uma importante fonte de proteínas e energia na dieta humana.

O glúten está presente em variados produtos alimentares, sendo que há pelo menos dez mil anos que se consome trigo e o glúten que este contém.

No entanto, para pessoas com doença celíaca, a exposição ao glúten pode desencadear uma reação imunitária ao nível do intestino que causa prejuízo na absorção dos nutrientes. A doença atinge praticamente 1% das populações em todas as sociedades ocidentais.

“Este trabalho de investigação toma assim uma importância social acrescida já que aporta uma nova esperança aos doentes celíacos no sentido de ultrapassarem uma das suas maiores limitações - viver com alimentos sem glúten – e permitindo-lhes um aumento da qualidade de vida e integração social”, concluiu o investigador José Miguel Ribeiro.

Estudo
Cerca de metade dos cuidadores de doentes com esclerose tuberosa falta ao trabalho pelo menos uma vez num mês, com os...

Segundo dados de um estudo da Escola Nacional de Saúde Pública hoje divulgado, 30 dos 66 cuidadores inquiridos revelaram ter faltado pelo menos uma vez ao trabalho no último mês, com 35% a sofrerem uma redução salarial.

A esclerose tuberosa é um distúrbio genético raro que se traduz no desenvolvimento de tumores benignos em órgãos vitais como o coração, olhos, cérebro, rins, pulmões e pele, ameaçando o funcionamento desses órgãos.

Em Portugal, segundo a Associação de Esclerose Tuberosa, estima-se que vivam cerca de 1.600 pessoas com a doença.

Do estudo realizado com uma amostra de 66 cuidadores e 13 doentes, concluiu-se que os próprios médicos continuam “a não estar devidamente informados em relação a esta doença”, o que pode contribuir para os problemas de falta de apoio e de integração social de que os doentes se queixam.

“A escassa articulação entre as várias especialidades médicas envolvidas no tratamento da esclerose tuberosa é outro dos problemas que temos vindo a expor”, escreve a presidente da Associação de Esclerose Tuberosa, Micaela Rozenberg, num comunicado em que anuncia os principais dados do estudo hoje divulgado.

Segundo os dados disponíveis, a doença afeta a pele em 95% dos casos, o cérebro em 94% das situações e 85% dos inquiridos refere ainda a ocorrência de episódios de epilepsia.

Diretor-geral da ADSE
Apenas os cônjuges e os filhos maiores dos funcionários públicos que adiram ao futuro Instituto ADSE é que pagarão uma...

Para os atuais cônjuges de funcionários públicos que puderam em tempos inscrever-se na ADSE – o que atualmente não é possível – e para os filhos menores destes trabalhadores mantém-se tudo igual, adiantou Carlos Batista, em declarações.

O diretor-geral do subsistema de saúde dos funcionários públicos falava a propósito da notícia do jornal Público, que hoje revela, em manchete, que os familiares dos beneficiários da ADSE passam a descontar para este subsistema.

Segundo Carlos Batista, o decreto-lei que vai criar o Instituto Público da ADSE alarga o universo dos beneficiários, medida que deverá “reforçar a sustentabilidade da ADSE nos anos mais próximos”.

O documento define quais as tipologias de receitas que o novo instituto terá.

No âmbito deste alargamento, poderão beneficiar da ADSE os cônjuges dos funcionários públicos, os filhos a partir dos 18 anos, ou dos 25 anos, se até lá ainda estiverem a estudar, os trabalhadores com Contrato Individual de Trabalho (CIT) e os trabalhadores de algumas empresas públicas.

Estes novos beneficiários terão de pagar a devida contribuição, cuja forma ainda não está definida.

Os filhos menores dos funcionários públicos manter-se-ão isentos de pagamento de qualquer contribuição, mesmo após a criação do Instituto ADSE.

Com este alargamento, a ADSE poderá vir a contar com mais 400 mil contribuintes/beneficiários, apenas por via dos conjugues que aderirem a este subsistema.

Por definir está o tipo de contribuições que poderá ser uma percentagem do vencimento, como os 3,5 por cento do ordenado que os funcionários públicos pagam atualmente ou um valor fixo em função da idade e do agregado. Para os pensionistas, mantém-se tudo igual.

A ADSE tem atualmente 1,2 milhões de beneficiários, com uma média de idades de 48 anos, mas mais de 40 mil beneficiários titulares estão isentos do pagamento de qualquer contribuição.

Nanopartículas na mira
As nanopartículas atravessam as membranas celulares, o que pode levantar problemas de segurança já que são usadas numa...

Segundo informação da Universidade Rovira e Virgili (URV), citada pela agência de notícias espanhola EFE, o trabalho de investigação foi realizado em conjunto com a Universidade de Saarland, na Alemanha, tendo constatado que uma nanopartícula pode atravessar uma membrana em milissegundos.

Os cientistas observaram também, e quantificaram, o exato momento em que uma nanopartícula de ouro supera as células de barreira protetoras, como a bicamada lipídica, e consegue atravessar a membrana. Sugerem, por isso, que se revejam as normas de segurança dos nanomateriais e que se abra o debate sobre a nanotoxicidade, escreve o Sapo.

Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), os nanomateriais fazem parte de mais de 1.300 produtos comerciais, desde cosméticos, alimentos, roupa, pneumáticos ou betão.

Poucos conhecimentos sobre riscos para a saúde
A forma como as nanopartículas interagem com os tecidos e com as barreiras humanas, incluindo as membranas celulares, não é ainda suficientemente conhecida.

Por exemplo, as nanopartículas dos cremes não atravessam a pele, mas podem entrar no corpo através dos pulmões ou das capas mucosas.

Por outro lado, estas partículas minúsculas movem-se muito rápido e como os processos associados duram apenas umas frações de segundo, as medidas protetoras também devem ser rápidas.

Tendo isto como ponto de partida, a equipa de investigação de física teórica da URV desenhou um projeto para investigar precisamente a interação entre as nanopartículas e as membranas lipídicas.

Estudo conclui
Um estudo científico participado pela Universidade de Aveiro comprova que a memória funciona melhor em cenários de...

As conclusões resultam de um trabalho que tem vindo a ser feito desde 2007 por James Nairne, coordenador e responsável pelo Adaptive Memory Lab da Universidade de Purdue (USA) e Josefa Pandeirada, investigadora do Departamento de Educação e Psicologia da UA, para explicar as funções que a memória tem desempenhado no caminho evolutivo dos seres humanos.

Testes efetuados em laboratório confirmaram que a memória “funciona bem” em cenários de sobrevivência, como ter de encontrar comida, abrigo e proteção de predadores.

Vários grupos de voluntários, cuja memória foi testada em várias experiências ao longo dos últimos anos, confirmam a tese, escreve o Diário Digital.

Convidados a imaginarem-se em cenários onde a sobrevivência se joga a todo o instante, foi pedido aos participantes que avaliassem a relevância que vários objetos teriam para assegurar as suas sobrevivências. No final, os participantes eram surpreendidos com um teste de memória no qual tinham que recordar o máximo de objetos que conseguissem.

Comparativamente com outros cenários de controlo utilizados, “as pessoas recordam mais objetos quando pensam neles no contexto de sobrevivência”.

Serviram de comparação cenários em que os participantes se imaginam a planear o seu próprio suicídio, a planear um assalto a um banco, ou até a ganhar a lotaria.

“Quando as pessoas pensam na relevância que objetos poderão ter num contexto de sobrevivência, a recordação dos mesmos é melhor, comparativamente com quando os mesmos objetos são considerados num conjunto de tarefas que não incluem esta dimensão adaptativa”, descreve Josefa Pandeirada.

Segundo a investigadora, essa particularidade “terá aumentado as hipóteses de sobrevivência e de transmissão dos genes às gerações futuras, promovendo assim a perpetuação da espécie”.

“O estudo da memória humana tem sido pautado por uma análise muito estruturalista, focada na identificação dos diferentes componentes da memória e na exploração do modo como estes operam. Embora esta seja uma forma de investigação importante, porque efetivamente dá a conhecer muito sobre o funcionamento da memória, descura questões mais fundamentais, relacionadas com as funções que a memória desempenha”, conclui Josefa Pandeirada.

“A premissa da nossa investigação é de que a memória terá evoluído para nos ajudar a responder a problemas adaptativos, encontrados ao longo da nossa evolução”, esclarece.

Segundo revelou, a equipa de investigação está neste momento a estudar dois outros problemas adaptativos, nos quais pensam que a memória pode desempenhar um papel importante: a contaminação e a reprodução.

Injeções hormonais
O teste clínico que estava a tentar provar a eficácia das injeções hormonais masculinas como método contracetivo foi...

O teste clínico da Universidade de Edimburgo, que estava a tentar provar a eficácia das injeções hormonais masculinas como método contracetivo, foi interrompido após alguns dos participantes terem reclamado dos efeitos secundários.

De acordo com a BBC, há cerca de 20 anos que se investiga o potencial dos contracetivos hormonais masculinos. Como os homens estão constantemente a produzir esperma, são necessários níveis elevados de hormonas para diminuir a fertilidade. O estudo, publicado na semana passada no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, consistia na administração de duas injeções hormonais, uma de progesterona e outra forma de testosterona, escreve o Observador.

Para verificar o impacto das injeções, administradas a cada oito semanas, eram realizadas contagens regulares dos espermatozoides dos 320 participantes – homens entre os 18 e os 45 anos, em relações monogâmicas.

Os elevados níveis hormonais originaram efeitos secundários, tal como acontece com os contracetivos femininos do género. 20 dos homens desistiram, a maioria por razões relacionadas com as mudanças de humor. Seis dos participantes apontaram outros sintomas, como acne, dores musculares, pânico na primeira injeção, palpitações, hipertensão ou disfunção erétil. De acordo com os investigadores, 6% é um número elevado de voluntários com efeitos secundários.

Mario Philip Reyes Festin, coautor do estudo, declarou que “é possível haver um contracetivo hormonal para homens que reduza o risco de gravidezes indesejadas” e que são, por isso, necessárias novas investigações, quer para combinar níveis diferentes das hormonas como para as introduzir no corpo de maneiras distintas.

Alann Pacey, professor de Andrologia na Universidade de Sheffield, afirmou, segundo a BBC, que 75% dos homens que participaram estariam dispostos a utilizar novamente o método contracetivo, que apresentou uma eficácia de 96%.

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