Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal
Sabe preparar uma refeição com o índice glicémico adequado para melhorar o controlo metabólico e do apetite? Sabe como...

Nos cursos de cozinha da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) é possível tirar todas as dúvidas, aprender mais sobre os valores nutricionais dos alimentos e confecionar receitas, práticas e rápidas para o dia-a-dia, e mais elaboradas para ocasiões especiais, mas sempre saborosas e saudáveis. O primeiro curso decorre já a 9 de fevereiro.

Ministrados por um Chef e por uma nutricionista, os cursos de cozinha da APDP destinam-se a pessoas com ou sem diabetes e podem ser realizados a título individual, em família, ou com amigos, já que o ambiente que promovem, além da aprendizagem, é de convívio na Escola da Diabetes.

“É muito interessante a envolvência dos cursos da APDP numa mistura de aromas, sabores e boa disposição. O facto de estarmos numa cozinha torna tudo mais natural e descontraído. À medida que conversamos sobre os alimentos, vamos confecionando receitas que juntam o melhor de dois mundos: são saborosas e podem ser degustadas sem peso na consciência”, defende Joana Oliveira, nutricionista e coordenadora dos Cursos de Cozinha da APDP.

Calendário dos cursos para 2017

Os Cursos de Cozinha da APDP têm lugar na Escola da Diabetes (Rua do Sol ao Rato, n.º11, Lisboa), como momentos educativos informais, desde 2013. As inscrições custam 25 euros e são feitas através do email [email protected] ou do telefone 213 816 101.

De acordo com o Relatório Factos e Números 2015 do Observatório Nacional da Diabetes, mais de um milhão de portugueses tem Diabetes (13% da população portuguesa, entre os 20 e os 79 anos), sendo a Diabetes tipo 2 a que tem tido registado um maior número de casos. A alimentação saudável, a par de um estilo de vida rico em atividade física e sem hábitos tabágicos ajudam a prevenir esta doença.

Frango assado com limão e alho e milho cremoso

Ingredientes (4 pessoas)

  • 300g peito de frango
  • 440g de milho-doce
  • 350g de pimento vermelho
  • 1 cebola
  • 1 limão
  • 250ml de leite magro
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 3 colheres de sopa de azeite
  • 4 dentes de alho
  • Salsa fresca q.b.
  • Pimenta e sal q.b.

Preparação
Tempere o frango com o sumo de limão, uma colher de azeite, 2 alhos esmagados e deixe marinar pelo menos uma hora antes de cozinhar.

Pré aqueça o forno a 200°C. Disponha o frango num tabuleiro, tempere com sal e pimenta, a raspa de 1 limão e tape com papel de alumínio. Baixe a temperatura para 180°C e deixe cozinhar cerca de 20 min, destape e deixe dourar.

Entretanto, deite 2 colheres de azeite numa panela, junte a cebola, o alho e o pimento picado e tape para estufar. Adicione o milho, tempere com sal e pimenta e deixe cozinhar tapado. De seguida, deite a farinha, envolva tudo e junte o leite enquanto vai mexendo, para que fique tudo uniforme.

Antes de servir pique grosseiramente a salsa e polvilhe o milho.

Acompanhe com uma boa salada verde.

Bolo de banana e chia

Ingredientes (6 ou 12 doses)

  • 3 bananas (cerca de 300 g sem casca)
  • 100 g de miolo de amendoim
  • 2 ovos médios
  • 2 colheres de sopa de sementes de chia
  • 1 colher de chá de fermento
  • 1 colher de café de extrato de baunilha
  • 1 colher de chá canela em pó

Preparação
Triture as sementes de chia juntamente com o miolo de amendoim até obter um creme ou uma espécie de manteiga. Adicione a banana ou, com um garfo, esmague e misture todos os ingredientes. Coloque em formas antiaderentes ou forradas com papel vegetal ou formas de papel e leve ao forno pré-aquecido a 180°C, durante cerca de 30 minutos, até o topo estar dourado.

Se dividir por 6 formas ou 6 fatias, cada fatia tem 1 porção de hidratos de carbono e é ideal para o meio da manhã ou pequeno lanche. Se dividir por 12 formas ou fatias, cada fatia tem meia porção de hidratos de carbono, podendo ser insuficiente para uma refeição intermédia; acompanhe com um iogurte sem adição de açúcar ou um copo de leite.

Especialistas concluem
A insuficiência cardíaca afeta cerca de 380 mil pessoas em Portugal, mas não tem recebido a prioridade necessária, faltando...

“A insuficiência cardíaca é uma síndrome com elevada prevalência, morbilidade e mortalidade, que representa uma sobrecarga económica e social de grande magnitude. Porém, em Portugal tem sido alvo de pouca atenção”, avisa o grupo de especialistas que elaborou um documento de consenso sobre a doença.

Cândida Fonseca, médica que coordenou o documento, sublinhou que “há uma necessidade urgente de priorizar a insuficiência cardíaca na agenda da saúde”.

A ideia não passa por pedir mais recursos ou mais verbas, mas antes realocar os que existem, de modo a diagnosticar mais precocemente a doença, nomeadamente nos cuidados de saúde primários.

“Pretendemos até poupar recursos. O facto de não estarmos despertos para o diagnóstico precoce, não termos alguns meios de diagnóstico disponíveis e comparticipados nos cuidados primários faz com que a doença seja tardiamente diagnosticada. Muitas vezes é-o quando o doente vai à urgência e já está muito mal, descompensado. E é onde se gasta a maior parte do dinheiro com insuficiência cardíaca. A ideia é poupar com internamentos, prevenindo-os. Investir na prevenção”, resumiu Cândida Fonseca.

Aliás, dados nacionais de 2015 mostram que o número de internamentos por insuficiência cardíaca cresceu 33% em oito anos, de 2004 a 2012.

A médica explica que a doença tem um quadro clínico pouco específico (que passa pela falta de ar ou cansaço), que é comum a várias outras doenças e pode acontecer que nem se desenvolvam sintomas.

Muitas vezes, o diagnóstico faz-se por exclusão. Há inclusivamente uma análise de sangue que permite excluir a doença, mas não está disponível de forma comparticipada nos cuidados de saúde primários.

Assim, os peritos pretendem que o diagnóstico seja melhorado através da disponibilização nos centros de saúde de meios comparticipados para detetar ou excluir a patologia.

Como medidas para tornar prioritária a insuficiência cardíaca, os especialistas querem que se crie e aplique um plano de formação de profissionais de saúde, nomeadamente de médicos e enfermeiros, e que se crie um boletim para a doença que permita um acompanhamento mais adequado dos doentes, facilitando o acesso a todos os que participam na assistência.

É ainda sugerido que a insuficiência cardíaca seja considerada uma prioridade no Programa Nacional das Doenças Cérebro-Cardiovasculares e propõe-se o lançamento de uma campanha de informação e sensibilização junto dos cidadãos.

Os peritos lembram ainda que em Portugal não existe um algoritmo de tratamento padronizado e sistematicamente aplicado para a insuficiência cardíaca.

Para debater estas questões consideradas urgentes, decorre na sexta-feira em Lisboa uma conferência aberta sobre o futuro da doença em Portugal, considerada uma das principais epidemias do século XXI e que consome 1 a 3% do orçamento para a saúde nos países desenvolvidos.

A insuficiência cardíaca define-se essencialmente como uma síndrome causada por uma anomalia da estrutura ou da função cardíaca, conduzindo a um débito sanguíneo inadequado às necessidades do organismo.

Farmácias hospitalares em destaque
O Infarmed realizou no ano passado cerca de 1.300 inspeções, a maioria a locais de venda de fármacos, mas tendo um enfoque...

“A inspeção feita pelos técnicos do Infarmed tem sido muito grande a nível hospitalar”, reconheceu o presidente da Autoridade, destacando que o objetivo das fiscalizações não é penalizar as unidades de saúde mas “ajudar os hospitais” a melhorar procedimentos.

Ao todo, foram realizadas no ano passado 48 inspeções a serviços farmacêuticos hospitalares, abrangendo 31 hospitais, dos quais 24 do setor público e sete do privado.

No seguimento desta ação inspetiva, foi recomendada a suspensão de atividade em sete casos de farmácias hospitalares por risco elevado para os doentes. Algumas destas farmácias já reabriram entretanto.

Henrique Luz Rodrigues, presidente do Infarmed, explicou que “as situações mais graves são aquelas em que há o fecho de condições e de locais para a preparação dos citostáticos [medicamentos contra o cancro]”.

“Estas são as situações relevantes. O fecho leva a que não seja possível muitas vezes preparar ou administrar os medicamentos naqueles hospitais”, admite o responsável, adiantando contudo que tem havido uma extrema colaboração das unidades de saúde e que o Infarmed se esforçou por ajudar os hospitais a que prossigam com os tratamentos junto dos doentes.

Apesar do destaque dado às farmácias hospitalares, o maior número de inspeções foi a farmácias de bairro (498), seguindo-se os locais de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica (244).

Henrique Luz Rodrigues destaca que não tem havido problemas significativos detetados nas farmácias: “Nas farmácias de oficina as inconformidades não têm sido muito relevantes”.

No balanço inspetivo do Infarmed, seguem-se as fiscalizações aos distribuidores por grosso (195), aos fabricantes de medicamentos (48), aos titulares de introdução no mercado (38).

Além da área do medicamento, o Infarmed realizou ainda 81 inspeções ao circuito dos dispositivos médicos e 71 ao dos produtos cosméticos.

Proposta à Assembleia da República
A Ordem dos Psicólogos vai apresentar na Assembleia da República uma proposta que prevê a criação da figura do psicólogo do...

A Ordem pretende que seja criada a "figura do psicólogo do trabalho, à semelhança do médico do trabalho e enfermeiro do trabalho", afirmou o bastonário desta instituição, Francisco Miranda Rodrigues, que falava aos jornalistas à margem da apresentação dos novos órgãos sociais da Delegação Regional do Centro da Ordem dos Psicólogos, que decorreu em Coimbra.

A proposta, que será entregue na Assembleia da República durante o primeiro trimestre deste ano, prevê também um "reforço e uma concretização de medidas de prevenção dos riscos psicossociais", afirmou.

De acordo com Francisco Miranda Rodrigues, esse reforço não "é uma penalização" para as empresas, mas uma ferramenta "importantíssima para a competitividade das organizações e para o bem-estar" nas mesmas.

Também neste primeiro trimestre, a Ordem dos Psicólogos pretende entregar um conjunto de propostas junto do Ministério da Saúde para um "programa nacional de prevenção e combate à depressão", informou.

"É um problema grave, que causa muito sofrimento a muitas pessoas", que resulta em grande medida das "formas de adaptação" das pessoas aos atuais contextos laborais e de modo de vida, explanou.

Num contexto em que a Organização Mundial de Saúde identifica a depressão "como uma das principais doenças" que afetam principalmente o mundo ocidental, é necessário serem tomadas "algumas medidas mais concretas" e apostar-se "definitivamente na prevenção", defendeu o bastonário.

Segundo Francisco Miranda Rodrigues, esse programa terá de ser construído de forma "bastante abrangente", não apenas com contribuições de instituições do campo da saúde, mas num processo que seja alargado a outros parceiros sociais.

A Ordem dos Psicólogos, frisou, está também focada em garantir "o autocuidado dos psicólogos e medidas para esse mesmo autocuidado".

Por o psicólogo atuar num campo onde o desgaste está presente, está previsto a Ordem "fazer um estudo sobre o 'burnout' [desgaste emocional] nos psicólogos portugueses", referiu.

A apresentação dos novos órgãos sociais da Delegação Regional do Centro da Ordem, que decorreu na Casa das Caldeiras, contou com a presença da presidente da delegação, Cristina Quadros, e com a vice-presidente da Câmara de Coimbra, Rosa Reis Marques.

Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde lançou ontem uma campanha para apelar à doação de gâmetas (espermatozoides e óvulos) e lembra que os...

“Ser dador de esperma é simples e não tem riscos” ou “os dadores de gâmetas estão isentos do pagamento de taxas moderadoras” são algumas das frases que marcam o vídeo da campanha promocional ontem apresentada no Ministério da Saúde, em Lisboa.

A legislação já previa que os dadores de gâmetas estivessem isentos de taxa moderadora, mas a metodologia de anonimato que existia no único local de recolha (no Porto) não permitia usufruírem depois das isenções de taxas no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Com o alargamento a mais dois locais de colheita de gâmetas, essa metodologia foi revista e uniformizada e permitirá que os dadores usufruam da isenção de taxas moderadoras em todo o SNS. O anonimato mantém-se mas para o cruzamento de dados entre dadores e beneficiários (uma vez que não pode haver qualquer cruzamento entre quem doou e quem beneficiou).

No final da sessão de apresentação da campanha e dos novos centros de colheita, o secretário de Estado Adjunto e da Saúde anunciou que o Governo vai ainda avaliar o valor que é pago aos dadores como reembolso pelas despesas ou prejuízos das dádivas.

“Estas dádivas são altruístas e queremos que continuem a ser. Mas vamos repensar esses valores para compensar de forma adequada as faltas ao trabalho e as idas aos hospitais, mas não queremos que seja uma forma para obter outro tipo de compensações”, afirmou aos jornalistas Fernando Araújo.

Atualmente o valor pago aos dadores homens é de 42 euros por dádiva, enquanto para as mulheres é de 620 euros.

A par de campanha de promoção da dádiva foram também lançados os dois locais adicionais de colheita de gâmetas, que estarão ligados ao banco público no Centro Hospitalar do Porto.

Além do Porto, passam assim a poder ser feitas também recolhas no Centro Hospitalar de Lisboa Central (Maternidade Alfredo da Costa) e no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

O Ministério da Saúde assume que quer aumentar a acessibilidade ao banco de gâmetas, sobretudo tendo em conta que as técnicas de procriação medicamente assistida foram alargadas no final do ano passado a todas as mulheres independentemente do estado civil orientação sexual, e a gestação de substituição passou a ser permitida em caso de infertilidade.

Atualmente, o banco de gâmetas femininos tem “grandes limitações” em termos de espera, que pode ir até um ano, enquanto nos gâmetas masculinos o tempo de espera estava mais ajustado às necessidades antes das alterações legislativas.

O Ministério da Saúde criou ainda uma linha de financiamento própria de 1,6 milhões de euros que serão alocados para o mecanismo de recolha e disponibilização de gâmetas em 2017.

Os homens podem doar espermatozoides se tiverem entre 18 e 40 anos, forem saudáveis e sem história de doença de transmissão sexual ou hereditária e terão de realizar análises sanguíneas seis meses após a última doação.

No caso das mulheres, a doação tem as mesmas regras mas é restringida em idade, até ao limite de 33 anos.

Este ano
O Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge anunciou que vai realizar até ao final deste ano obras de requalificação de várias...

Um comunicado do instituto refere que parte significativa, cerca de 1,2ME, deste investimento será aplicada na instalação de um novo sistema de informação para a gestão de processos e procedimentos laboratoriais, garantido através do Sistema de Apoio à Modernização e Capacitação da Administração Pública (SAMA 2020), cofinanciado pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

O novo sistema será responsável por todo o ciclo de gestão laboratorial, desde o atendimento do utente/cliente, receção e processamento de amostras laboratoriais ou de investigação, até à faturação e gestão de indicadores de performance.

O instituto adianta ainda que está também prevista a requalificação do Laboratório Nacional de Referência de Infeções Gastrointestinais e do Laboratório Nacional de Referência de Resistência aos Antibióticos e Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde, com um investimento de 300 mil euros, assim como a aquisição de equipamento para ensaios de diagnóstico por sequenciação de nova geração (NGS).

Na área das infraestruturas, serão aplicados 800 mil euros em obras de requalificação dos alçados no edifício-sede em Lisboa, substituição total da rede interna de gás natural e substituição da rede de abastecimento de água, assim como a intervenção estrutural nas instalações decorrentes do projeto de medidas de autoproteção, tendo em vista a melhoria das condições de segurança e resposta às situações de emergência.

Proteção contra a Radiação
A Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra foi designada Centro Colaborador da OMS para a Proteção contra a Radiação,...

O Departamento de Imagem Médica e Radioterapia (DIMR) da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC) foi designado como Centro Colaborador da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a Proteção contra a Radiação, anunciou hoje o estabelecimento, integrado no Instituto Politécnico de Coimbra.

A ESTeSC torna-se assim na “primeira escola de tecnologia de saúde do mundo a ser nomeada centro colaborador da OMS e também o único centro colaborador na área da radiação médica num país de língua oficial portuguesa”, sublinha a escola.

Enquanto centro colaborador, a ESTeSC deve, designadamente, “providenciar aconselhamento técnico à OMS para a identificação de prioridades na pesquisa científica na área da proteção contra a radiação e apoiar no desenvolvimento e revisão de ferramentas de comunicação sobre os riscos da radiação”.

A nomeação é “o corolário do trabalho de ligação internacional feito pela ESTeSC nos últimos anos, com a integração em várias redes internacionais e com o estabelecimento de parcerias de investigação com instituições do mundo inteiro”, sustenta.

A Escola “apostou em ser uma instituição global, que cria valor e que se movimenta de forma a poder ter uma intervenção que se constitua como um parceiro inquestionável nas mais diversas questões ligadas à saúde”, afirma Jorge Conde, presidente da ESTeSC, citado na mesma nota, sublinhando que “esta distinção da OMS é mais uma prova disso e Coimbra ganha na sua dimensão de cidade capital da saúde com mais este reconhecimento”.

Uma das missões do novo Centro Colaborador, liderado por Graciano Paulo e Joana Santos, do DIMR, é a realização de um grande evento científico anual para promover esta temática.

Segundo Graciano Paulo, que também é vice-presidente da ESTeSC, “está já em preparação uma reunião com todos os centros colaboradores na área da radiação médica, a realizar em Coimbra”, para debater as questões mais atuais nesta matéria.

O impacto negativo da utilização da radiação para fins médicos em pacientes e profissionais de saúde é um tema que tem motivado cada vez mais interesse junto da comunidade científica, refere a ESTeSC, adiantando que “estudos internacionais em utentes e profissionais de saúde, expostos sucessivamente a radiação para fins médicos, demonstram maior incidência de patologia radioinduzida em relação a indivíduos que não sofrem essa exposição”.

Perante estes resultados, “assiste-se a um grande investimento a nível mundial na investigação do tema, tendo inclusivamente a Comissão Europeia aberto uma linha de investigação para financiar um projeto de dez milhões de euros”, integrando o DIMR da ESTeSC um dos consórcios concorrentes a este financiamento.

A OMS tem centros colaboradores em todo o mundo nas mais diversas áreas, que lhe prestam apoio técnico e científico.

A designação da ESTeSC como Centro Colaborador da OMS é renovada de quatro em quatro anos.

Dia 1 de fevereiro
A petição sobre o tema da morte assistida vai ser debatida na Assembleia da República a 1 de fevereiro, decidiu hoje a...

A petição é da responsabilidade do movimento ‘Direito a Morrer com Dignidade’ e o Bloco de Esquerda já anunciou a intenção de agendar uma iniciativa legislativa sobre a matéria, mas em momento posterior ao do debate da iniciativa dos cidadãos.

Além deste debate, a conferência de líderes agendou os plenários para as primeiras duas semanas de fevereiro, que incluem um debate quinzenal com o primeiro-ministro para dia 08 e um debate de urgência sobre contratação coletiva pedido pelo PCP para dia 10.

No dia 01 de fevereiro, além da petição sobre a morte assistida, será discutida outra sobre o ramal da Lousã, havendo ainda espaço para as declarações políticas dos vários partidos.

No dia seguinte, o plenário apreciará propostas do Governo relativas ao direito de livre circulação de trabalhadores, liberdade sindical e estatuto disciplinar da PSP, acesso dos administradores judiciais e lei de saúde pública, bem como um projeto do PSD sobre nacionalidade e outro do PS sobre o acesso dos menores de 30 anos aos museus e monumentos nacionais.

A 03 de fevereiro, será debatida uma proposta de lei do Governo sobre a perda de instrumentos e produtos do crime, além das apreciações parlamentares de BE e PCP que pedem a eliminação da descida da TSU e o projeto de resolução do PCP sobre o Novo Banco.

O dia 09 de fevereiro ficou reservado para um agendamento potestativo do CDS (direito do partido impor a ordem do dia).

No dia 10, além do debate de urgência do PCP, estão ainda agendados um projeto do PSD sobre cooperação entre o Estado e autarquias no que diz respeito ao património imobiliário e outro do BE sobre docentes contratados.

Este ano
A Administração Regional de Saúde do Norte avançou que prevê investir este ano em uma dezena de centros de saúde e confirmou o...

Num comunicado em que faz um balanço do investimento realizado em 2016 e perspetiva as prioridades para este ano, a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) refere que a nível dos Cuidados Hospitalares/Diferenciados para 2017 estão previstas obras de requalificação e ampliação do Centro Hospitalar de Gaia/Espinho, num investimento calculado em 17.015.258 euros.

Na mesma nota são enumerados os centros de saúde que serão alvo de investimento, sendo que estes se localizam em concelhos como Vila Real, Marco de Canaveses, Braga, Gaia, Valongo, Guimarães, Porto e Lousada.

Quanto aos centros de saúde que foram intervencionados, ou cujas obras se iniciaram no ano passado, a ARS-Norte destaca equipamentos localizados em Barcelos, Matosinhos, Gaia, Trofa, Gondomar e Porto, calculando que o investimento geral foi de 8.350.000,00 euros.

"A par dos investimentos mencionados, foram colocados nas áreas geográficas e unidades mais carenciadas 78 especialistas em Medicina Geral e Familiar", garante a entidade tutelada pelo Ministério da Saúde, garantindo que a cobertura na região ronda os 99% - 74% no modelo de Unidade de Saúde Familiar e 26% no modelo de Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados.

A ARS-Norte destaca que no ano passado entrou em funcionamento, após requalificação, o Serviço de Urgência da Unidade Hospitalar de Mirandela e, ainda que sem referir prazos ou datas, perspetiva para 2017 "grandes investimentos" em serviços de urgência de unidades de Viana do Castelo, Chaves, Porto, Guimarães, entre outras.

"De mencionar também que no ano de 2016 foram colocados em toda a região Norte 196 novos especialistas das diferentes áreas da carreira hospitalar, estando já em aberto concurso para a colocação, em 2017, de mais 82", aponta a ARS-Norte.

Já no âmbito da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados é referido que a região Norte tem capacidade para atender 4.098 pessoas com uma diversidade de resposta que inclui internamento e cuidados domiciliários, tendo sido investido na rede aproximadamente 42,5 milhões de euros.

Ao nível dos Rastreios de Base populacional foi concluída no mês passado a aplicação do rastreio do cancro da mama direcionado a mulheres com idades entre os 45 e os 69 anos, enquanto os relacionados com a retinopatia diabética, cólon e reto, ambliopia infantil e colo e útero estão "em fase de expansão" prevendo-se a sua aplicação total em 2017/18.

A ARS-Norte informa, ainda, estar previsto dotar as várias unidades de saúde de 3.330 novos computadores, num investimento que ultrapassa 1,7 milhões de euros.

Já no que se refere a recursos humanos, o comunicado refere, também sem indicar números exatos ou prazos, que o objetivo para 2017 passa por dotar as unidades de saúde com "os recursos desejáveis de modo a que todos os utentes possam dispor do seu médico de família - cobertura total", acrescentando que se irá proceder "ao reforço de enfermeiros e outros especialistas nos Cuidados de Saúde Primários".

A ARS-Norte destaca que "todos os Agrupamentos de Centros de Saúde vão contar com, pelo menos, um nutricionista e um psicólogo clínico".

Por fim, é também referido que "todos os hospitais vão ter equipa Intra-hospitalar de cuidados paliativos, bem como uma unidade de internamento específica", um modelo que esta entidade crê que "no futuro" será "progressivamente" alargado aos centros de saúde da região.

Estudo
Um novo estudo publicado este mês na revista científica PLoS One adianta que pode haver uma relação entre a ingestão de comida...

A investigação realizada pela Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, concluiu que a ingestão regular de pimenta vermelha, em particular, pode reduzir a taxa de mortalidade em 13%, dando em média mais 10 anos de vida para a maioria dos cidadãos do mundo ocidental.

Segundo o estudo, há uma clara redução na incidência de doenças cardiovasculares entre os consumidores assíduos de pimenta vermelha.

A investigação científica baseou-se num questionário no qual, segundo o Sapo, participaram mais de 16 mil voluntários adultos.

De acordo com a informação disponibilizada pelos autores do estudo, esse questionário analisou as dietas e os hábitos de vida e de saúde dos inquiridos entre 1988 e 1994. Cerca de 18 anos depois, os mesmos voluntários foram chamados para um exame de saúde geral.

Quem comia pimenta vermelha todas as semanas tinha uma taxa de mortalidade abaixo dos 22%, enquanto os que evitavam usar a especiaria viram essa taxa subir para lá dos 33%.

De acordo com os investigadores, os benefícios da pimenta vermelha parecem estar na capsaicina, um composto químico presente nesta especiaria.

Também no mês passado os cientistas da Universidade de Ruhr, em Bochum, na Alemanha, trataram amostras humanas de células do cancro de mama com extrato de capsaicina e descobriram a sua ação destruidora de células malignas.

Por outro lado, este componente é conhecido por acelerar o metabolismo, ajudando na perda de peso, e por ser um anti-inflamatório natural.

Estudo
Um estudo revela que um terço dos asmáticos pode não ter mesmo asma: ou porque melhoraram ou porque o diagnóstico foi feito de...

Um estudo revela que um terço dos asmáticos pode não sofrer desse problema: ou porque melhoraram ou porque o diagnóstico foi feito de maneira errada, dá conta o The Telegraph. A investigação contou com a participação de 700 adultos, a quem foi diagnosticada asma nos últimos cinco anos, e concluiu que 33% dessas pessoas não sofria mesmo dessa condição, nove em dez estavam aptos a deixar de tomar os medicamentos, alguns sofriam de alergias ou de azia e 28% não tinha nenhum problema de saúde.

“É impossível dizer quantos pacientes foram inicialmente diagnosticados com asma e quantos é que já não sofrem de nenhum sintoma da doença”, afirma o Professor Shawn Aaron, responsável pelo estudo, cientista e médico no Hospital e na Universidade de Ottawa, no Canadá. “O que sabemos é que eles estavam aptos a deixar de tomar medicação que não precisavam. Os medicamentos são muito caros e podem ter efeitos secundários”, acrescenta Aaron.

Segundo o estudo, escreve o Observador, os efeitos secundários provocados pela toma excessiva de fármacos contra a asma podem ser preocupantes. Vão desde câimbras musculares, infeções na garganta, tremores, náuseas e vómitos. Além disso, pode ainda conduzir a um aumento de peso, devido aos asmáticos terem tendência a evitar a prática de exercício físico. É de salientar ainda que os erros e as falhas nos diagnósticos devem-se, em grande parte, à falta de exames, análises e testes pedidos pelos médicos. Em vez disso, e em cerca de metade dos casos, o quadro clínico baseia-se apenas numa observação rápida dos pacientes, através dos seus sintomas e das queixas.

“Os médicos não diagnosticam diabetes sem verificar os níveis de açúcar no sangue, nem veem se alguém tem um osso partido sem mandar fazer um raio-x. Mas, por alguma razão, muitos médicos não fazem testes de espirometria, que são os que realmente comprovam que se tem asma”, realça Shawn Aaron. Por esta razão, os investigadores consideram que os dados desta pesquisa podem ser vistos como um alerta para todas as pessoas a quem foi diagnosticada asma, com o objetivo de relembrá-los que devem ser feitos testes. Contudo, recomendam aos asmáticos que não deixem de tomar a medicação adequada sem antes consultar um especialista.

Como prevenir
Durante a gravidez são inúmeras as alterações fisiológicas que deixam a mulher mais suscetível a inf

As infeções na gravidez permanecem, ainda hoje, como uma importante causa de morte materna, sendo responsáveis por inúmeras complicações, quer para a grávida quer para o bebé.

Estando mais suscetível a infeções, graças às inúmeras alterações fisológicas – hormonais, fisícas e imunológicas - é importante  que a grávida tenha alguns cuidados, sobretudo, no que diz respeito ao contacto ou exposição a vírus ou bactérias.

De acordo com Rosália Marques, especialista em Enfermagem de Saúde Materna, o sistema imunitário, responsável pelo combate a agentes agressores, sejam eles “vírus, bactérias, fungos, corpos estranhos, tumores ou reações inflamatórias”, sofre profundas transformações.

Sendo a gravidez um evento clínico particular,  “em que o produto gestacional contém metade do seu material genético de origem materna e metade de origem paterna”  - e por isso estranho ao sistema imune da mãe - , é necessário que o organismo se adapte de modo a não desencadear uma “resposta de expulsão”.

Desta forma, “existe toda uma adapatação do sistema imunológico materno, modulada por alterações hormonais, de forma a garantir um ambiente favorável ao desenvolvimento do feto”, começa por explicar uma das coordenadoras da obra “Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica” publicada pela editora LIDEL.

“Os esteroides modulam a atividade das células apresentadoras de antigénios (CAA), tanto da linhagem mieloide quanto linfoide; a progesterona suprime a função das células T; ocorre um aumento da produção de macrófagos (melhoram a resposta de anticorpos e ajudam na proteção contra bactérias, embora eles não garantam a proteção contra infeções bacterianas); dá-se a diminuição da atividade das células NK (natural killer, que matam as células que foram infetadas por vírus) e a diminuição da produção de citocinas (que são liberadas a partir de células do sistema imunológico para recrutar outras células para ajudar a combater a infeção)”, enumera.

Dependendo da fase da gravidez em que ocorrem ou do tipo de agente infeccioso, entre outras condicionantes, as infeções podem causar malformações congénitas, aborto ou morte fetal, sendo ainda responsáveis por atraso de crescimento intrauterino, rotura prematura de membranas, parto pré-termo ou infeção neonatal.

“São múltiplos os fatores que podem influenciar a extensão das lesões causadas, entre eles: o patogénico em causa, as citoquinas produzidas, duração de exposição, duração de doença, idade gestacional em que ocorre, agressões paralelas (episódios de hipoxia e isquemia), variáveis demográficas (sexo, grupo étnico), fatores maternos  (corticosteroides pré-natais, hábitos tabágicos) e determinantes genéticos e epigenéticos”, acrescenta Rosália Marques.

Entre as infeções que podem comprometer a gravidez e a saúde do feto, a especialista destaca as infeções do trato genito-urinário e as do grupo TORCH – “Toxoplamose, Outras (Chlamydia Trachomatis, Gonorreia, Sífilis e Varicela), Rubéola, Citomegalovirus e Herpes Simplex”.  Os vírus da Hepatite, VIH, Malária e o Estreptococos do Grupo B são também referenciados como comprometores da saúde materna e fetal.

Rosália Marques apesar de referir a importância dos rastreios serológicos, que permitem o diagnóstico precoce “e tratamento correto e atempado, reduzindo o risco das complicações, diminuindo a morbilidade e a mortalidade perinatal e infantil”, reforça o papel da prevenção.

“Prevenir é fundamental e começa a nível pré-concecional. É recomendável que toda a mulher que deseja engravidar se submeta, previamente, a uma consulta pré-concecional para avaliação do seu estado de saúde geral e risco materno fetal e do seu estado de base serológico”, refere a especialista.

Neste âmbito, a Direção-Geral de Saúde recomenda “que todas as grávidas façam rastreio da sífilis, da rubéola, o rastreio da toxoplasmose, da infeção pelo vírus da imunodeficiência adquirida humana (VIH), rastreio da Hepatite B, da bacteriúria assintomátoca e do Streptococcus β hemolítico do grupo B”.

Principais riscos e complicações

De acordo com Margarida Amado Batista, enfermeira e co-autora do manual “Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica”, a Toxoplasmose está associada a uma maior incidência de aborto espontâneo, morte fetal, anomalias fetais, restrição do crescimento fetal e parto prematuro.

“É uma infeção perinatal de etiologia parasitária, causada pelo Toxoplasma gondii, um protozoário intracelular”, começa por explicar adiantando que uma grande variedade de animais, incluindo o ser humano, podem ser hospedeiros intermediários deste parasita. No entanto, refere que os hospedeiros definitivos são os gatos e outros felinos.

“A passagem do hospedeiro definitivo para o intermédio ocorre através da ingestão de oocistos em alimentos contaminados ou em locais onde possam existir fezes de felinos”, explica, referindo a importância de ter alguns cuidados com estes animais de estimação.

A Rubéola “é uma infeção viral causada por um ARN vírus, transmissível por via respiratória, sendo o ser humano o seu único reservatório.

Caracterizada pelo desenvolvimento de rash cutâneo, febre, atralgias e linfadenopatias retro auriculares e suboccipitais, pode, no entanto, ser assintomática em 50 a 30% dos casos.  “Tem um período de incubação que varia entre 14 a 21 dias e a janela de contágio ocorre uma semana antes e uma semana depois do aparecimento do rash cutâneo”, refere Manuela Nené, também responsável pelo manual publicado pela editora LIDEL.

No caso desta infeção o maior risco centra-se no feto. Para além do aborto espontâneo ou morte fetal, a rubéola pode provocar malformações congénitas. “As anomalias fetais têm sido divididas em transitórias - mas que podem persistir para além de seis meses -  permanentes ou tardias”, acrescenta Rosália Marques.

Surdez, cardiopatias, defeitos oculares e encefalopatia com atraso mental e défice motor, assim como endocrinopatias e certas anomalias vasculares são as principais  complicações.

“Em Portugal a rubéola e a rubéola congénita são doenças de declaração obrigatória”, registando, de acordo com Manuela Néne, uma taxa de mortalidade entre 10 a 34%.

Relativamente à Varicela, as suas consequências variam de acordo com a idade gestacional, “podendo ocorrer síndrome de varicela congénita (caracterizada por lesões cutâneas, hipoplasia dos membros), lesão neurológica (microcefalia, hidrocefalia e atrofia cortical), lesão ocular (microftalmia, coriorretinite e cataratas) e ainda hipoplasia muscular, atraso no desenvolvimento psicomotor, anomalias gastrointestinais, genito-urinárias e cardiovasculares, bem como varicela neonatal”.

Com o contacto sexual podem surgir infeções bacterianas como Chlamydia Trachomatis, Gonorreia, Sífilis e infeções virais como Citomegalovirus, Herpes Simplex, Hepatite B e Vírus da Imunodeficiência Adquirida (VIH).

“São diversas as complicações consoante a etiologia, mas as principais são a doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica, infertilidade, aborto espontâneo ou recorrente, rutura prematura de membranas, corioamnionite, restrição do crescimento fetal, parto prematuro, infeção puerperal ou no recém-nascido. No caso da sífilis pode ocorrer morte fetal”,  explica a enfermeira Margarida Batista.

A infeção neonatal, adquirida intraparto ou pós-parto, por Citomegalovírus, pode ser dividida em três tipos de gravidade crescente: infeção da pele, olhos e boca; infeção do sistema nervoso central e infeção sistémica, envolvendo múltiplos órgãos.  “A infeção intrauterina apresenta um prognóstico muito grave, sendo a mortalidade muito elevada e as sequelas graves nos que sobrevivem”, refere a especialista.

O mesmo acontece no caso de infeção por Herpes Simplex, que apresenta uma taxa de mortalidade de 50% e nos casos em que há cura, permanecem, com frequência, graves sequelas neurológicas.

Quanto à Hepatite e VIH, “a principal preocupação à infeção pelo HBV durante a gravidez é a sua potencial transmissão ao feto por via transplacentária no final da mesma e, através do contacto com sangue e fluídos maternos, no momento do parto”, bem como o efeito da medicação no feto.

De acordo com Margarida Batista a infeção por VIH  é uma das causas de rotura prematuras, parto pré-termo e de atraso no crescimento intrauterino.

Principais recomendações

De acordo com as três especialistas em Enfermagem de Saúde Materna, a prevenção e adoção de hábitos saudáveis são essenciais para uma gravidez livre de riscos ou complicações, quer para a grávida, quer para o bebé.

“As orientações sobre a promoção da saúde a este nível devem ocorrer ainda na fase pré-concecional. Deverá ser nesta altura que a vigilância da saúde se deverá efetuar, uma vez que existem patologias infeciosas que são debeladas numa percentagem muito significativa com a vacinação ou atividades do quotidiano”, começa por dizer Manuela Néne.

Por isso, a especialista reforça que, quando pensa em engravidar, a mulher “deverá recorrer aos profissionais de saúde, nomeadamente, aos enfermeiros especialistas de saúde materna e obstétrica ou ao médico assistente” para avaliar o seu estado de saúde.

Já durante a gravidez deverá evitar comportamentos de risco e evitar exposição a vírus ou bactérias.

Evitar o contato intímo ou próximo com adultos e crianças que apresentem sintomas respiratórios ou similares a gripe, lavar as mãos com frequência, evitar o consumo de carne crua ou mal cozida, não consumir produtos lácteos não pasteurizados ou consumir produtos dentro do prazo de validade, assim como fruta descascada ou bem lavada são algumas das medidas referidas por estas especialistas.

Por outro lado, afirmam que  “deverá cumprir a sua presença nas consultas, efetuar os exames que lhe são solicitados e, no seu dia-a-dia ter os cuidados de acordo com a educação para a saúde” promovidos por estes profissionais.

E foi a pensar na importância do acompanhamento profissional e do cuidado especializado durante esta fase da vida de uma mulher, que nasceu o manual “Enfermagem de Saúde Materna”.

“Em Portugal este é o primeiro livro dedicado a enfermeiros especialistas de saúde materna e obstétrica  elaborado maioritariamente por enfermeiros”, onde estes encontram orientações para o melhor exercício da profissão.

“Esta obra surge como necessidade (...) que se fazia sentir quer na área da formação especializada quer como apoio para a prática clínica, como forma de partilhar como todos os interessados uma informação atual, pertinente e rigorosa, apoiada na evidência cientifica e nas orienteções da entidade reguladoras nacionais e internacionais”, justifica Manuela Néne.

Para concluir, e uma vez que cada patologia tem consequências muito diferentes para o feto e para a grávida, as três coordenadores da obra “Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica” apelam a que “as futuras mães vejam na vigilância da gravidez e da sua saúde um meio para a melhoria dos indicadores de saúde em portugal”. 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
ANF e USF-AN assinam protocolo
As farmácias portuguesas vão aprofundar a cooperação com as unidades de saúde familiar nas áreas da Literacia em Saúde,...

Para tal, a Associação Nacional das Farmácias (ANF) e a Associação Nacional de USF (USF-AN) assinaram um protocolo de colaboração. O documento prevê um trabalho mais integrado entre as farmácias e as unidades de saúde familiar, de forma a melhorar a qualidade dos cuidados de saúde oferecidos aos utentes, através da dinamização de modelos colaborativos interprofissionais.

O Presidente da USF-AN, João Rodrigues, frisa a importância da aproximação das duas associações. “O principal handicap que foi e ainda continua a ser apontado e diagnosticado por nós é a dificuldade que nós temos neste país de trabalharmos em conjunto, de nos complementarmos, de sermos mais do que as partes”. Para o Presidente da USF-AN não há dúvidas: “se nós queremos colocar o cidadão no centro do sistema, nós temos de trabalhar em conjunto”.

Já para Paulo Cleto Duarte, Presidente da ANF, “esta aproximação só é possível porque criámos a confiança necessária entre os dois lados para percebermos que aquilo que nos une é muito mais estrutural e importante do que aquilo que nos separa, que é olharmos para o doente numa perspetiva integrada e de uma forma única, assumindo que cada um de nós - médicos, enfermeiros e farmacêuticos - tem competências diferentes”.

ADEXO
A Associação de Doentes Obesos e Ex-Obesos de Portugal vai alertar hoje, no parlamento, para os problemas que estes doentes...

“Vamos entregar ao parlamento quatro propostas relacionadas com a obesidade e com a perda de direitos do doente obeso no caso dos seguros de vida para habitação”, disse o presidente da Associação de Doentes Obesos e Ex-Obesos de Portugal (ADEXO), Carlos Oliveira.

O presidente da associação disse que, “quando um doente obeso precisa de comprar casa, a seguradora não lhe dá seguro. Ele deixa de poder comprar a casa, porque ninguém lhe empresta dinheiro”.

Há também casos em que a seguradora agrava o seguro em entre 100% e 200%, denunciou Carlos Oliveira, que vai expor este problema aos deputados na Comissão de Saúde, na Assembleia da República.

Outra situação que a ADEXO pretende debater é o tempo de espera nas cirurgias para a obesidade, que constituem “a maior lista de espera do país”, com milhares de doentes à espera de serem operados.

Segundo Carlos Oliveira, a situação agravou-se quando em 2012 o governo da altura extinguiu o Programa de Tratamento Cirúrgico de Obesidade, criado em 2008.

O programa começou em 2010 e previa a realização de 2.500 cirurgias de tratamento da obesidade por ano nos 19 hospitais públicos e nos centros privados autorizados.

A interrupção do programa levou à diminuição do número de cirurgias, disse Carlos Oliveira, advertindo que “a situação da obesidade em Portugal está a agravar-se”,

“Com a crise e com a falta de dinheiro para comprar produtos saudáveis as pessoas deitam a mão ao ‘fast-food’ e a situação agrava-se”, lamentou.

Carlos Oliveira lembrou o anúncio feito pelo Ministério da Saúde, no Dia Mundial do Combate à Obesidade (11 de outubro), de que iria orçamentar 12 milhões de euros para diminuir as listas de espera.

Mas “aquilo que a gente sabe é que a ACSS [Administração Central do Sistema de Saúde] está a ir junto dos hospitais dizer que quer reduzir os preços das cirurgias e os hospitais não aceitam”.

“Portanto, isto é tudo fogo de vista que não vai dar resultado nenhum”, disse Carlos Oliveira.

Em 11 de outubro, o Ministério da Saúde anunciou que irá avançar com um programa para reduzir as listas de espera nas cirurgias da obesidade e disponibilizar uma verba de 12 milhões de euros anuais para possibilitar a operação de cerca de dois mil doentes em 2017.

Serão abrangidas por este programa de financiamento específico as instituições reconhecidas pela Direção-Geral da Saúde (DGS) como centro de tratamento ou de elevada diferenciação para o tratamento cirúrgico da obesidade grave.

O programa determina que a avaliação do doente seja efetuada por uma equipa multidisciplinar num período não inferior a três anos.

Em Portugal, existem cerca de 3,5 milhões de pessoas com pré-obesidade e aproximadamente 1,4 milhões de pessoas com obesidade, entre os 18 e os 65 anos.

Infarmed
O Serviço Nacional de Saúde vai deixar de comparticipar vários medicamentos das áreas cerebrovascular e osteoarticular e...

A informação foi avançada pelo presidente da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), Henrique Luz Rodrigues, que completou recentemente um ano à frente deste organismo do Ministério da Saúde.

A decisão de descomparticipar “meia dúzia” de moléculas - que se apresentam num número maior de medicamentos - nas áreas cerebrovascular e osteoarticular surge após uma reavaliação que “é comum” em Portugal e também em outros países, disse.

“É prática frequente do Infarmed fazer uma reanálise de medicamentos, da sua efetividade, tendo em consideração que muitos dos medicamentos, quando iniciam o seu ciclo de vida, toma-se em consideração o que se conhece dos seus resultados, da maneira como se avalia. É preciso mais tarde tornar a reavaliá-los à luz dos novos conhecimentos”, acrescentou.

Em relação aos medicamentos inibidores da dipeptidil peptidase (DDP-4), prescritos na diabetes, Henrique Luz Rodrigues explicou que a sua avaliação tinha sido decidida ainda pelo anterior conselho diretivo.

“É um processo que resultou de uma expetativa que se tinha de que estes medicamentos tinham um benefício cardiovascular, o qual não foi verificado nos estudos que ocorreram”, referiu.

Estes medicamentos estão a ser avaliados pela comissão de avaliação das tecnologias da saúde e “já há respostas das firmas em relação a este processo”.

Os resultados deverão surgir dentro de “dois, três meses” e apontam para “uma descida do escalão” ou de uma negociação para um outro preço.

Segundo Henrique Luz Rodrigues, esta situação não é inédita no mundo: “Já ocorreu no Canadá, Bélgica, Alemanha. O que vamos fazer é apenas mais uma situação de mais um país que faz a análise e procura estabelecer custos para medicamentos, tendo em consideração a sua efetividade”.

Apesar desta decisão, o presidente do Infarmed ressalva que estes fármacos continuam a ter benefícios para o controlo do metabolismo (glicémia), mas “não reduzem as complicações cardiovasculares da diabetes”.

Estes fármacos “podem continuar a ser usados, porque reduzem o controlo da glicémia”, frisou.

Questionado sobre a poupança com os medicamentos, Henrique Luz Rodrigues afirmou que “a preocupação não será a poupança, mas sim ter os melhores medicamentos para os doentes”.

“A maneira como as situações das referidas poupanças possam ser feitas tem em consideração a melhor utilização pelos profissionais de saúde”, disse, acrescentando que estes “é que deverão levar em conta também os custos”.

Para o presidente do Infarmed, “a boa prática médica deve levar em consideração o preço dos medicamentos. Oferecer os melhores medicamentos ao preço mais baixo”.

No ano passado, os medicamentos que mais reduziram os custos foram os anti hipertensores (para controlo da tensão arterial elevada) e as estatinas (tratamento da hipercolesterolemia).

Nesta área, “a entrada dos genéricos gerou poupança e é provável que venha a gerar mais com a entrada dos genéricos ainda este ano”, disse.

O regulador confirma a aposta deste Governo no aumento da quota dos genéricos: “É importante a prescrição dos genéricos e que estes sejam dispensados. É preciso que o doente aceite bem os genéricos”.

Sobre a medida de promoção da venda destes fármacos que atribui à farmácia 0,35 euros por cada embalagem de genéricos vendida dentro dos quatro com preço mais baixo, Henrique Luz Rodrigues disse ser ainda cedo para um balanço, uma vez que entrou em vigor no início do ano.

Contudo, adiantou que esta é uma medida que deverá gerar poupanças na ordem dos 18 milhões para o utente e um pouco mais para o Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Igualmente geradora de poupanças é a aposta nos biossimilares (medicamentos biológicos similares a outros com autorização de introdução no mercado), neste caso a nível hospitalares.

O presidente do Infarmed reconheceu algumas resistências ao crescimento deste mercado, mas desvalorizou-as, tendo em conta que Portugal está “acima da média” no recurso a estes fármacos.

Há 13 mil pessoas em tratamento
O preço dos medicamentos inovadores para a hepatite C reduziu para mais de metade em menos de dois anos, um efeito que se deve...

O presidente da Autoridade do Medicamento (Infarmed) reconheceu que a concorrência entre três laboratórios trouxe uma diminuição dos preços dos medicamentos para a hepatite C, um redução de “mais de metade” face ao acordo assinado há quase dois anos entre uma das farmacêuticas e o Estado.

“Os tratamentos que existem para a hepatite C, com o tempo, têm vindo a reduzir [de preço]. Não quer dizer que tenha sido a primeira firma [com quem se fez o acordo] a reduzir os preços”, afirmou Henrique Luz Rodrigues.

O presidente do Infarmed adiantou ainda que já se ultrapassou a barreira dos 13 mil doentes em tratamento para a hepatite C.

O acordo entre o Estado e um dos laboratórios que fornece os fármacos inovadores para a infeção foi formalizado há quase dois anos, mas os dados do Infarmed abrangem também outros doentes tratados por medicamentos fora do âmbito deste acordo.

O contrato – assinado por dois anos e que será agora novamente negociado – prevê o pagamento por doente tratado e não por tempo de tratamento ou quantidade de medicamentos. A comparticipação do Estado português nos medicamentos abrangidos é de 100%.

O universo dos doentes potencialmente abrangidos foi logo definido em 13 mil pessoas.

Henrique Luz Rodrigues considera difícil estimar quantos doentes entrarão em tratamento no futuro, uma avaliação que era possível fazer antes da assinatura do acordo, porque havia um conjunto de doentes que eram seguidos nas consultas.

Infarmed
O Infarmed vai alertar a população para os riscos da automedicação com omeprazol, um fármaco para a úlcera gástrica e a doença...

Em entrevista, o presidente da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed), Henrique Luz Rodrigues, manifestou preocupação com a forma como os portugueses estão a consumir este fármaco, da classe dos inibidores da bomba de protões.

Trata-se de um medicamento que pode ser vendido sem receita médica e cuja indicação clínica é a úlcera gástrica e a doença do refluxo gastro esofágico. No entanto, os profissionais de saúde têm alertado para outros usos indevidos, como o simples alívio de sensações de enfartamento.

Nos primeiros nove meses deste ano, os portugueses adquiriram mais de 2,1 milhões de embalagens de omeprazol.

Segundo Henrique Luz Rodrigues, esta é uma “preocupação mundial”.

“As pessoas estão a automedicar-se com um medicamento que tem efeitos adversos importantes a prazo”, disse.

Para o presidente do Infarmed, a solução não passa tanto pela obrigatoriedade de prescrição médica, mas sim no conhecimento que os doentes devem ter sobre este fármaco e dos riscos que correm ao tomá-lo por iniciativa própria.

“Uma das preocupações do Infarmed é fazer essa divulgação”, referiu, revelando que este organismo vai avançar com uma campanha de sensibilização, cujo principal objetivo é “melhorar a automedicação”.

Henrique Luz Rodrigues alertou para alguns dos riscos da toma prolongada deste fármaco, como a contribuição para a osteoporose nas mulheres.

No caso dos doentes com infeções respiratórias, este medicamento “pode contribuir para o agravamento”, afiançou.

Apesar de reconhecer que existem outros medicamentos que também devem merecer a atenção do regulador, Henrique Luz Rodrigues disse que esta campanha vai ser a primeira e deverá começar ainda este mês ou em fevereiro com o objetivo de “alertar para os efeitos adversos e apara as alternativas que possam ser benéficas”.

Em 2014, um estudo publicado na revista científica da Associação de Médicos Americanos (JAMA) atribuiu à ingestão prolongada deste fármaco e de outros semelhantes uma carência da vitamina B12.

A investigação refere que as pessoas que tomaram diariamente um medicamento do grupo do omeprazol durante dois ou mais anos tinham 65 por cento mais de probabilidades de ter níveis baixos de vitamina B12, que tem um papel importante na formação de novas células, do que os que não ingeriram o fármaco.

Já em 2016, um novo estudo publicado na edição online da JAMA Neurology confirmou a associação entre os inibidores da bomba de protões e um maior risco de demência em pacientes idosos.

“Infelizmente, o excesso de prescrição” destes fármacos “é relatado com frequência”, disse uma coautora do estudo, Britta Haenisch, do Centro Alemão de Doenças Neurodegenerativas.

Presidente da República
O Presidente da República promulgou ontem um decreto-lei que estabelece os termos e as condições da atribuição de incentivos à...

O diploma relativo aos incentivos à mobilidade geográfica dos médicos aplica-se ainda a trabalhadores médicos a contratar mediante vínculo de emprego público ou privado, com serviço ou estabelecimento integrado no Serviço Nacional de Saúde.

O decreto agora promulgado por Marcelo Rebelo de Sousa procede à primeira alteração ao decreto-Lei n.º 101/2015.

O decreto-lei foi promulgado ontem, juntamente com o que prevê a descida da taxa social única (TSU), com o que cria o regime especial das polícias municipais de Lisboa e do Porto e com o que procede à criação, por cisão, do sistema multimunicipal de abastecimento de água do sul do Grande Porto e das Águas do Douro e do Paiva, do sistema multimunicipal de saneamento do Grande Porto e da SimDouro - Saneamento do Grande Porto.

‘Direito a Morrer com Dignidade’
Os grupos parlamentares manifestaram aos representantes do movimento ‘Direito a Morrer com Dignidade’ “abertura para o diálogo”...

“Relevamos a abertura ao diálogo e a intenção de apresentação posterior de uma iniciativa legislativa sobre esta matéria”, disse o médico oncologista Jorge Espírito Santo, representante do movimento, que não quis especificar que grupos parlamentares vão avançar com propostas de lei sobre o tema.

Jorge Espírito Santo disse também que foi comum a todos os deputados a ideia de que “o debate não está completo nem está maduro”, sendo necessário “aumentar a troca de ideias e a informação à população em geral” sobre uma temática que é “uma questão muito delicada”.

O representante do movimento ‘Direito a Morrer com Dignidade’ realçou ainda que gostaria de ver relançado na sociedade o debate iniciado há um ano, quando foi lançada a petição “Em defesa da despenalização da morte assistida", subscrita por várias personalidades, destacando a importância do papel da comunicação social nessa discussão.

Há um ano, quando foi lançado o debate, a Associação de Bioética defendeu que a legalização da eutanásia deveria passar por um referendo, mas Jorge Espírito Santo frisou que o movimento que representa rejeita em absoluto que uma questão que se prende com direitos fundamentais possa ser referendada e adiantou que a possibilidade não foi discutida nos encontros com os deputados.

Na mesma altura a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) defendeu que antes da discussão sobre a eutanásia “é fundamental” garantir o acesso em tempo útil aos cuidados paliativos e assegurar que são prestados por profissionais com formação.

Cinco bastonários da Ordem dos Médicos assinaram em outubro uma carta na qual se opuseram frontalmente à eutanásia, considerando que esta prática “não é mais do que tirar a vida” e que os médicos que o façam negam a profissão.

O atual bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, e os seus antecessores António Gentil Martins, Carlos Soares Ribeiro, Germano Sousa e Pedro Nunes subscreveram uma declaração em que se manifestam contra a eutanásia, o suicídio assistido e a distanásia (prolongamento artificial da vida em situações terminais).

Esta tomada de posição conjunta surgiu na sequência do primeiro caso de eutanásia infantil na Bélgica e numa altura em que o Bloco de Esquerda levou a discussão em plenário na Assembleia da República uma petição pelo "direito a morrer com dignidade" com mais de oito mil assinaturas.

Breast Cancer Weekend
A Clínica da Mama do IPO Porto está a organizar, com o patrocínio científico da Sociedade Portuguesa de Oncologia e de...

“Esta iniciativa tem como principal objetivo fazer uma revisão das abordagens mais recentes no tratamento sistémico, cirúrgico e de radioterapia, que possam vir a alterar a prática clínica, num espírito de multidisciplinaridade e de partilha nas várias áreas que abordam estas doentes”, explica Susana Sousa, responsável da área médica da Clínica da Mama do IPO Porto e responsável pelo evento.

O primeiro dia do Breast Cancer Weekend arrancará com uma sessão sobre genética e cancro, onde serão discutidas as decisões baseadas em assinaturas genéticas e as particularidades do tratamento das doentes com mutações BRCA. O cancro da mama precoce e o cancro localmente avançado serão outros dos tópicos em análise. Haverá ainda espaço para considerações que vão além do tratamento primário, nomeadamente as indicações para esvaziamento axilar e as estratégias de conservação da mama.

Já a manhã do segundo dia será totalmente dedicada ao cancro da mama avançado. O papel da cirurgia do tumor primário no estádio IV, a melhor sequência do tratamento paliativo nas doentes cujos tumores expressam recetores hormonais e o algoritmo do tratamento da doença HER2+ serão os temas a abordar.

O Breast Cancer Weekend destina-se a médicos especialistas e internos das várias áreas que tratam doentes com cancro da mama. Mais informações e inscrições até dia 20 de janeiro em http://lab52.pt/eventos/breast-cancer-wkd/.

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