Direção-Geral da Saúde
A Direção-Geral da Saúde divulgou um conjunto de medidas de proteção individual para os viajantes com destino ao Brasil,...

No comunicado, assinado pelo diretor-geral Francisco George, são indicadas três medidas prioritárias para prevenir a picada de mosquitos, responsáveis pela transmissão da doença: marcação de uma Consulta do viajante pelo menos quatro semanas antes da partida, a vacinação contra a febre-amarela, se aplicável, e a adoção de um conjunto de precauções individuais.

Neste último caso, indica-se a aplicação de repelentes, proteção das crianças (carrinhos de bebé, berços) com redes mosquiteiras, opção por alojamento com ar condicionado ou, em alternativa, utilizar redes mosquiteiras, mesmo durante o dia, utilização de vestuário preferencialmente largo, ou diminuição da exposição corporal à picada (camisas de manga comprida, calças e calçado fechado).

No caso dos viajantes que apresentem sintomas sugestivos de infeção por febre-amarela (febre, calafrios, dores de cabeça intensas, dores musculares, fadiga, náuseas e vómitos), durante 14 dias após o regresso, aconselha-se o contacto com a Saúde 24 (808 24 24 24) ou uma consulta médica, referindo a viagem recente.

Para informações complementares, os interessados devem contactar os serviços da Consulta do viajante ou o médico assistente. Antes da viagem, a Direção-Geral da Saúde propõe a consulta do ‘site’ http://portalsaude.saude.gov.br/. sobre a evolução da situação no Brasil.

Em 13 de janeiro, o governador do Estado de Minas Gerais decretou uma Situação de Emergência Regional em Saúde Pública na sequência do surto de febre-amarela entretanto detetado.

De acordo com o comunicado da Direção-Geral da Saúde, até segunda-feira tinham sido notificados 391 casos em Minas Gerais, incluindo 83 óbitos. Também noutros estados foi registado um aumento do número de casos de febre-amarela, designadamente em Espírito Santo (19 casos, um óbito), Baía (seis casos) e São Paulo (três casos, três óbitos).

Estão em curso campanhas de vacinação nos estados afetados.

Sociedade Portuguesa das Adições Comportamentais e Tecnológicas
Especialistas em comportamentos aditivos criaram um projeto para ajudar pessoas com problemas de adição à internet, aos...

“Há cada vez mais uma preocupação entre os profissionais desta área” relativamente ao facto de se verificar “uma grande penetração das novas tecnologias” e “uma grande incidência de comportamentos excessivos na população”, adiantou o investigador português Halley Pontes, da Nothingham Trent University, no Reino Unido.

Foi a pensar nesta população com comportamentos aditivos que especialistas nacionais e internacionais decidiram criar a Sociedade Portuguesa das Adições Comportamentais e Tecnológicas (SPACT).

Halley Pontes explicou que a SPACT é “uma sociedade científica sem fins lucrativos” que pretende ajudar “pessoas que possam estar a sofrer com esses problemas”, uma tarefa que “se afigura urgente”.

Quem tiver problemas pode entrar em contacto com a SPACT, em www.spact.pt, para que um profissional a possa ajudar, explicou o investigador, autor de vários estudos sobre estes comportamentos.

“O nosso objetivo é assegurar que o público em geral tenha à sua disposição” uma “base de dados de pessoas qualificadas na área” para esclarecer “questões ou dúvidas relativamente a adições comportamentais específicas, como a adição à internet, a adição aos videojogos, adição ao sexo e às redes sociais online”, disse Halley Pontes.

Faz parte também dos objetivos da sociedade científica disseminar conhecimentos que possam contribuir para “a melhoria a nível da saúde física e mental de pessoas que sofram de comportamentos aditivos, bem como a redução do estigma social geralmente associado às adições”.

A SPACT está aberta a todos os psicólogos, psiquiatras e profissionais de saúde mental com formação e experiência suficientes na área dos comportamentos aditivos, mas também a finalistas dos cursos de Psicologia, Psiquiatria e áreas relevantes, que podem candidatar-se como “membro em formação”.

Halley Pontes destacou a importância da sociedade para combater o “grande fosso” que existe entre os profissionais que fazem trabalho clínico na área dos comportamentos aditivos e os investigadores.

“O objetivo é juntar os profissionais que tenham experiência significativa nessa área, para que todos possamos pensar sobre questões relacionadas com os comportamentos aditivos e de que modo é que poderemos ajudar as pessoas que sofram com estes problemas”, sublinhou.

11º Congresso Português do AVC
O congresso anual da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral integra um curso pós-congresso que este ano tem como...

Conforme explicam os coordenadores do Curso, Dr. Miguel Rodrigues e Dr.ª Carla Ferreira, “a fase aguda do AVC determina a capacidade de recuperação e reintegração na vida ativa”.

Nos últimos 25 anos, a grande melhoria na mortalidade e dependência dos doentes com AVC, deveu-se, entre outros fatores, a atitudes desencadeadas na fase aguda: o internamento em Unidades de AVC e as técnicas de reperfusão no AVC isquémico.

“É, pois, fundamental continuar a formar os profissionais de saúde no que sabemos que funciona e incentivar investigação permanente nesta área, para assim facilitar todo o trabalho de reabilitação e de prevenção secundária, que se irá prolongar”, alertam os especialistas de Neurologia.

No final do curso espera-se que os presentes tenham uma visão focada no AVC agudo que lhes permita, nos seus vários locais de trabalho, contribuir para o tratamento adequado e célere desta patologia, sublinham os especialistas. “Espera-se, assim, fomentar o desenvolvimento dos cuidados de fase aguda no AVC, uma das missões que a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC)  muito releva”.

Os coordenadores do Curso, em nome da SPAVC, deixam o convite para participação a “todas as pessoas interessadas em cuidar dos doentes nesta fase, independentemente da categoria profissional, especialidade médica ou ano de formação específica”.

Consulte aqui o programa do Curso.

Inscrições através do e-mail [email protected]

De 1980 a 2013
Portugal registou perdas de 6,8 mil milhões de euros relacionadas com as consequências das alterações climáticas, entre 1980 e...

O trabalho "Alterações Climáticas, Impactos e Vulnerabilidades na Europa 2016" foi elaborado pela Agência Europeia do Ambiente (EEA, na sigla em inglês) e realça que o sul da Europa, com destaque para a península ibérica, vai ser mais atingido pelas mudanças do clima no futuro, mas já regista aumentos de situações extremas de calor, redução da precipitação e dos caudais dos rios, a que acresce o risco de secas severas, perdas na agricultura e na biodiversidade, assim como de fogos florestais.

Na análise económica dos efeitos das mudanças do clima, a EEA estima que os custos tenham atingido 6,783 mil milhões de euros, entre 1980 e 2013, dos quais somente 300 milhões, ou seja, 4%, estavam cobertos por seguros.

Aquele valor total representa 665 milhões de euros de perdas por cada português e 0,14% do Produto Interno Bruto (PIB).

No total da Europa, os custos relacionados com as alterações climáticas atingem 393 mil milhões de euros, com a Alemanha a liderar, ao chegar aos 78,7 mil milhões, ou mil milhões per capita, dos quais 44% estavam cobertos por seguros.

A Suíça é o país com um valor de custos mais elevado por cada cidadão - 2,517 mil milhões de euros - e o Reino Unido é aquele que apresenta a maior percentagem de perdas cobertas por seguros - 68%.

"As alterações climáticas vão continuar por muitas décadas no futuro" e a dimensão destas mudanças e dos seus impactos vão depender da concretização dos acordos globais para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa, mas também de ser assegurado que foram adotadas as corretas políticas e estratégias para reduzir os riscos dos atuais e projetados fenómenos climáticos extremos, realça o diretor executivo da EEA, Hans Bruyninckx, citado no relatório.

Apesar de algumas regiões puderem apresentar impactos positivos, como a melhoria das condições para a agricultura no norte da Europa, a maior parte dos países e setores económicos "vão ser negativamente afetados", refere a EEA.

Ondas de calor mais frequentes e mudanças na distribuição das doenças infecciosas relacionadas com as condições do clima deverão aumentar os riscos para a saúde humana e para o bem-estar, outra área da vida dos europeus a ser afetada.

A península ibérica é referida no relatório como exemplo de região onde já se observam algumas mudanças, como a diminuição da precipitação, principalmente no centro de Portugal.

A erosão costeira já provocou "significativas perdas económicas, estragos ecológicos e problemas sociais", aponta ainda a EEA, dando mais uma vez o exemplo de Portugal, que "investiu 500 milhões de euros na reabilitação de dunas e de frente mar e na defesa" entre 1995 e 2003, entre Aveiro e Vagueira.

Em três anos
O núcleo da região Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro atribuiu 352 mil euros de apoio à investigação e formação na área...

Nos últimos três anos, foram atribuídos 352 mil euros, entre bolsas de investigação individuais e apoio direto ao Centro de Investigação em Meio Ambiente, Genética e Oncobiologia (CIMAGO) da Universidade de Coimbra, disse o presidente do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC), Carlos de Oliveira.

De acordo com o responsável, o apoio à investigação e formação é parte da missão da Liga, sendo que neste ano o núcleo regional pretende aumentar "significativamente" a verba de apoio à formação num montante total de 25 mil euros (foram atribuídos sete mil euros nos últimos três anos) e criar um prémio de mérito científico, no valor de dez mil euros, a anunciar.

Na quinta-feira, pelas 09:30, o núcleo promove uma sessão de divulgação das bolsas de investigação atribuídas nos últimos três anos, com a apresentação dos projetos apoiados e dos resultados daqueles que já estão terminados, contou Carlos de Oliveira.

Ao todo, são 14 bolseiros, doze no âmbito da bolsa de apoio a investigadores do CIMAGO e dois apoiados com Bolsas de Investigação em Oncologia Dr. Rocha Alves, referiu.

As bolsas, com um valor de cerca de dez mil euros anuais, duram um ano e "não obrigam à exclusividade de as pessoas não receberem mais nenhum ordenado", esclareceu Carlos de Oliveira.

Para além das bolsas individuais, o núcleo regional também apoiou anualmente, de forma direta, o CIMAGO, "que congrega o maior grupo de investigadores na área do cancro na zona centro", frisou.

A maioria dos projetos apoiados são desenvolvidos por não médicos, "na área da investigação básica e investigação translacional [aplicação no ser humano]".

As investigações translacionais centram-se "na pesquisa de novos mecanismos de biologia celular do cancro ou de aspetos epidemiológicos do cancro", sendo sobretudo "investigação laboratorial", referiu.

De acordo com o presidente do núcleo regional, na atribuição de bolsas dá-se preferência "à investigação translacional".

O núcleo promove o apoio à investigação desde "praticamente a sua fundação", há quase 50 anos, tendo esse mesmo apoio passado a ser mais estruturado a nível nacional a partir de 2010, esclareceu.

De acordo com Carlos de Oliveira, entre 2013 e 2015, a Liga e os seus núcleos regionais atribuíram um apoio total de 1,9 milhões de euros à investigação e formação.

Hipertensão pulmonar
Uma equipa do MRC London Institute of Medical Sciences, que se dedica a investigar o tratamento para a hipertensão pulmonar,...

A hipertensão nos pulmões causa danos em algumas partes do coração, sendo que cerca de um terço dos pacientes morre cinco anos depois de ser diagnosticado com a doença. Apesar de haver vários tipos de tratamento, entre medicamentos, injeções ou transplante de pulmões, os médicos precisam geralmente de ter uma noção precisa do ponto em que se encontra cada doente para escolher o tratamento adequado.

Recorrendo a este software, no qual foram carregados vários exames e ressonâncias magnéticas de 256 doentes, combinados com outros dados de saúde recolhidos ao longo de oito anos, os médicos conseguem uma previsão do momento em que irá falhar o músculo cardíaco, obtendo assim uma estimativa da esperança de vida da pessoa que se viria a mostrar correta em 80% dos casos. Sem o sistema de inteligência artificial, os médicos conseguiam acertar na esperança de vida em apenas 60% dos casos, fazendo a análise a partir dos mesmos dados, escreve o Diário de Notícias.

À BBC, um dos investigadores, Declan O'Regan, frisou que a inteligência artificial permite "desenhar o tratamento individual à medida" para maior benefício dos doentes.

A equipa quer agora usar a mesma tecnologia noutras doenças que provocam falência cardíaca, nomeadamente a cardiomiopatia, para saber se as pessoas que sofrem deste problema precisam de um pacemaker ou beneficiam de outros tipos de tratamento médico.

Administração Central do Sistema de Saúde
Maior parte das operações já não implicam internamento dos doentes. Entre Janeiro de Novembro de 2016, houve mais cirurgias,...

Numa década, a percentagem de cirurgias efetuadas em ambulatório (por norma sem necessidade de pernoita no hospital) mais do que duplicou em Portugal. Entre Janeiro e Novembro de 2016, mais de 60% das programadas no Serviço Nacional de Saúde (SNS) já foram realizadas desta forma, anunciou nesta terça-feira a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

Este tipo de operações que não costuma implicar internamento do doente (habitualmente a alta é dada até às 12 horas, apesar de a permanência no hospital poder prolongar-se até às 24 horas) representava em 2006, segundo o jornal Público, pouco mais de um quarto do total das cirurgias programadas (27,2%).

A meta de 60% da cirurgia de ambulatório no total das intervenções cirúrgicas programadas estava traçada no Orçamento do Estado de 2016. “É uma alteração estrutural que tem vindo a ser induzida no sistema. Portugal tem feito este caminho, que tem impacto no acesso, através da redução das listas de espera”, explica Ricardo Mestre, vogal do conselho diretivo da ACSS, que lembra ainda que este tipo de operações “ajudam o doente a ter um processo de recuperação mais rápido e mais cómodo” (em casa). São sobretudo operações às cataratas e às varizes, mas a ACSS está “a trabalhar” noutro conjunto de procedimentos que podem também ser efetuados desta forma, acrescentou.

Aumento da atividade hospitalar
A ultrapassagem da fasquia dos 60% merece destaque num comunicado esta terça-feira divulgado pela ACSS, que dá ainda conta do “aumento da atividade hospitalar nas principais linhas assistenciais” em 2016. Publicados pela ACSS no microsite de monitorização do SNS , os dados indicam que, entre Janeiro e Novembro, foram feitas 624.434 intervenções cirúrgicas nas entidades do SNS, mais 12.240 do que no mesmo período do ano anterior.

O aumento ficou a dever-se ao crescimento das operações em ambulatório (mais 5,5%), até porque tanto as cirurgias convencionais como as urgentes diminuíram neste período. O número veio colocar “Portugal, pela primeira vez, com um valor superior a 60%” no total de cirurgias deste tipo, realça a ACSS, que nota ainda que o número de consultas médicas também cresceu ligeiramente (0,8%).

Pela negativa, da leitura dos dados que constam no microsite da ACSS percebe-se que o número de episódios de urgência continuou a aumentar, ao contrário do que pretendia o ministro da Saúde, que no início do ano chegou a prever uma diminuição da procura destes serviços. Entre Janeiro e Novembro, foram ultrapassados os 5,8 milhões de episódios de urgência, um crescimento de 4,1% (mais 231 mil) face ao mesmo período de 2015. O problema é que mais de 40% dos doentes foram triados como não urgentes ou pouco urgentes.

Estudo
A conclusão é de um estudo do Centro de Diabetes da Alemanha que indica que a ingestão de gordura saturada pode aumentar o...

Basta um hambúrguer com queijo, ketchup e batatas fritas para alterar o metabolismo do corpo humano e aumentar o risco de contrair diabetes tipo 2. A conclusão alarmante é de um estudo do Centro de Diabetes em Düsseldorf, na Alemanha.

No estudo, 14 homens magros saudáveis e com idades entre os 20 e os 40 anos receberam uma bebida de óleo de palma com sabor a baunilha ou água.

O óleo de palma tinha uma quantidade similar de gordura saturada semelhante a oito fatias de pizza com salpicão ou a um cheeseburger de 110g servido com batatas fritas.

Os testes mostraram que a bebida de óleo de palma resultou num aumento imediato da acumulação de gordura na corpo e uma menor sensibilidade à insulina, uma hormona natural que regula o açúcar no sangue, escreve o Sapo.

Por outro lado, a bebida também aumentou os níveis de triglicerídeos - um tipo de gordura associado a uma maior incidência de doença coronária -, alterou a função hepática e afetou a atividade do gene associado à doença hepática gordurosa.

E as alterações não ficam por aqui: também aumentou a expressão da hormona glucagon no organismo, uma substância produzida no pâncreas e responsável por não deixar que a glicose no sangue desça para níveis nocivos.

Na prática, lê-se no estudo, o óleo de palma reduz a sensibilidade à insulina em 25% em todo o corpo, em 15% no fígado e 34% nos tecidos de gordura, aumentando o risco de diabetes.

Já tinham sido observados efeitos semelhantes em testes realizados em animais de laboratório, salienta a investigação publicada no Journal of Clinical Investigation.

Estudo
A oferta de uma sessão anti-tabágica grátis no serviço nacional de saúde aumenta a probabilidade de os fumadores procurarem...

O objetivo do estudo, divulgado na revista especializada Lancet, foi estimular a utilização do serviço de anti-tabagismo do serviço nacional de saúde, a que recorrem apenas 05 por cento dos fumadores britânicos.

Os autores defendem que deve ser facilitado o acesso a estes serviços públicos, rejeitando ainda que se lhes cortem os orçamentos.

Para isso, milhares de fumadores britânicos receberam cartas personalizadas a explicar-lhes os riscos do tabaco e convidando-os para uma sessão anti-tabágica grátis.

A The Lancet conta que entre 2.636 que receberam uma carta personalizada e um convite para uma sessão grátis, 17% por cento utilizaram o serviço, enquanto apenas 09% dos 1748 que receberam uma carta genérica o fizeram.

Entre os que receberam a carta personalizada e utilizaram o serviço nacional de saúde, verificou-se que uma percentagem maior (09% contra 5,5% dos que receberam cartas genéricas passou pelo menos uma semana sem fumar.

Nas cartas personalizadas, em que se tinha em conta a idade as pessoas, descreveu-se o risco de contraírem uma doença grave, graduado em vários níveis.

"Os fumadores subestimam o seu risco pessoal de contrair uma doença", reconheceu a principal autora do estudo, Hazel Gilbert, da University College Medical School, defendendo que deve ser mais fácil aos fumadores acederem aos serviços públicos de tratamento.

Michael Cummings, da universidade norte americana da Carolina do Norte, defendeu que "os governos devem resistir aos cortes orçamentais" nos serviços anti-tabágicos públicos, apontando os seus "benefícios óbvios e bem documentados".

Estudo
Investigadores portugueses lideram um projeto europeu que descobriu subestruturas cerebrais com diferentes perfis de...

A distonia "é uma doença neurológica crónica que se caracteriza por uma estimulação descontrolada dos nervos (músculos), que levam o indivíduo a ter dificuldades na locomoção e na utilização dos membros, podendo evoluir para incapacidades graves, como a não utilização do braço inteiro", explicou o coordenador do Centro de Investigação em Engenharia Biomédica do INESC TEC, João Paulo Cunha.

Este estudo faz parte de um projeto que envolve o Centro de Investigação em Engenharia Biomédica do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e a Universidade de Munique, na Alemanha.

"Os investigadores portugueses" envolvidos na iniciativa "chegaram a este resultado através do estudo de uma parte do cérebro chamada GPi (Globus Pallidus Internus), que se situa na sua zona central e é composta por estruturas cerebrais com funções primárias", lê-se num comunicado do INESC TEC.

Em 2016, desenvolveram "métodos de neurocomputação para estudar as densidades de conectividade das fibras que saem do GPi para outras áreas do cérebro em pessoas saudáveis, sem indicação de qualquer patologia", descobrindo "que este núcleo da base do cérebro parece apresentar pelo menos 3 subestruturas com conectividades distintas, tendo uma delas clara ligação ao córtex sensoriomotor pelo tálamo".

O GPi é um dos alvos de uma técnica chamada DBS ('Deep Brain Stimulation' ou Estimulação Cerebral Profunda), que coloca elétrodos dentro da cabeça dos doentes (uma espécie de pacemaker cerebral) e ajuda a melhorar os sintomas, dependendo sempre do alvo a atingir, isto é, "se estamos a falar da doença de Parkinson, distonia, ou outras patologias", explicou o investigador João Paulo Cunha.

Com este estudo percebeu-se que "os elétrodos DBS implantados em determinada subestrutura produzem melhores resultados clínicos que os localizados noutras subestruturas", tornando estes resultados "úteis para o planeamento e execução de procedimentos neurocirúrgicos", referiu o também docente da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

Outra das vantagens deste método é "a possibilidade de personalizar o padrão de conectividade para cada doente candidato a cirurgia, de forma a adaptar o alvo neurocirúrgico ao seu perfil específico, melhorando a precisão do procedimento", acrescentou.

Para chegar a estas conclusões a equipa de investigadores de Portugal e da Alemanha utilizou uma técnica de ressonância magnética denomiada 'Diffusion Tensor Imaging', que ajuda a perceber a densidade de conectividade entre estruturas cerebrais, permitindo assim mapear as fibras que ligam as diferentes estruturas do cérebro.

Os resultados deste estudo foram publicados na revista NeuroImage, orientada para a área da Neurociência.

Já em 2014, os mesmos parceiros tinham demonstrado, num artigo publicado na mesma revista, que as localizações dos elétrodos de estimulação profunda, colocados em doentes com distonia, tinham mais efeitos quando posicionados em certas zonas.

"Verificamos que projeções de conectividade das fibras que partiam das imediações dos elétrodos de estimulação DBS junto ao Gpi, para diferentes estruturas corticais e subcorticais, pareciam estar relacionadas com o resultado clínico, positivo ou negativo, dessas neurocirurgias", acrescentou.

Esse "estudo permitiu perceber que o GPi poderia ter subestruturas com diferentes ligações preferenciais a outras partes do cérebro que, consequentemente, estimulariam essas estruturas cerebrais com melhores efeitos, se estivessem ligadas às regiões motoras, e piores se a outras regiões com funções não-motoras", tendo sido este o estímulo para este estudo agora divulgado.

IPO de Coimbra
O Serviço de Pneumologia do Instituto Português de Oncologia de Coimbra anunciou hoje uma aposta forte no diagnóstico e...

A diretora do serviço, Lurdes Barradas, disse que a unidade hospitalar dispõe de uma técnica única na zona Centro, mais recursos humanos e instalações ampliadas, o que lhe permite uma "capacidade de resposta" para toda a região.

"A correta avaliação e investigação desta doença tem sido uma preocupação constante do Serviço de Pneumologia, que tem investido na qualidade dos seus recursos humanos e na diferenciação da sua plataforma tecnológica", sublinhou.

Desde meados de 2015 que o Instituto Português de Oncologia (IPO) Coimbra desenvolve atualmente técnicas broncoscópicas e pleurais, nomeadamente a ecoendoscopia endobronquica, vulgarmente conhecida por EBUS, que é única na Região Centro.

Segundo Lurdes Barradas, "esta técnica permite, através de um único procedimento, não só o diagnóstico como também o estadiamento do cancro do pulmão, com impactos significativos na terapêutica e no prognóstico desta patologia".

"O nosso objetivo é tratar os doentes o mais precoce e mais célere possível para desagravar os índices de mortalidade", frisou a diretora do Serviço de Pneumologia.

Por outro lado, o recurso à técnica EBUS evita, de acordo com aquela especialista, que os doentes para saberem o estadiamento da doença tenham de se submeter a cirurgia médica, "o que é uma mais-valia para o doente, que no dia seguinte ao exame pode fazer a sua vida normal".

Lurdes Barradas salientou ainda a importância de um diagnóstico precoce, na medida em que não existe nenhum programa de rastreio para a doença oncológica pulmonar, contrariamente a outras patologias.

Proteção de Dados
A Comissão de Proteção de Dados quer que o futuro Registo Oncológico Nacional use um algoritmo ou um código que mascare o...

Numa audição parlamentar no grupo de trabalho sobre a proposta de lei do Registo Oncológico Nacional, a presidente da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) explicou que as cautelas a aplicar a uma base de dados de doentes com cancro se prendem com o risco de discriminação a que esses utentes podiam ser sujeitos se fossem identificados.

A Comissão de Proteção de Dados sugeriu aos deputados que fosse aplicado um algoritmo que torne irreconhecível e que mascare o nome, o número do utente e o número do processo.

“O algoritmo permite guardar a informação de forma anonimizada (…). Assim, cumpre a funcionalidade do Registo Oncológico Nacional e garante a tutela dos direitos dos cidadãos”, afirmou a presidente da CNPD, Filipa Calvão.

A responsável lembrou que não há atualmente registos nacionais para outras doenças nos moldes em que se propõe este registo nacional de doentes com cancro e sublinha que nos casos dos registos de utentes com VIH/sida essa informação está codificada nos ficheiros clínicos.

Isabel Cruz, também da Comissão Nacional de Proteção de Dados, disse ainda aos deputados que o futuro Registo Oncológico Nacional não serve para mera prestação de cuidados de saúde, mas também para efeitos epidemiológicos e de investigação.

Desta forma também não seria útil fazer depender o registo de um doente do seu consentimento, o que a CNPD considera desnecessário caso haja uma codificação que garanta o anonimato.

Em finais de dezembro, o presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro disse estar preocupado com a “devassa da privacidade dos doentes” com o Registo Oncológico Nacional.

Na altura, o coordenador do Programa Nacional das Doenças Oncológicas garantiu que os bancos e as seguradoras não terão acesso ao registo e que se tal acontecesse seria um crime.

ADSE garante
A ADSE afirma que desde o dia 19 de janeiro que os serviços têm vindo a efetuar o processamento de várias transferências...

Este esclarecimento da ADSE surge na sequência de notícias divulgadas em vários órgãos de comunicação social, segundo as quais este subsistema de saúde não reembolsa desde dezembro as despesas de saúde aos funcionários públicos.

“De facto e até ao dia 19 de janeiro, os serviços da ADSE não procederam ao pagamento desses reembolsos, por força dos necessários ajustamentos decorrentes da transformação da Direção Geral da ADSE num Instituto Público de gestão participada, pela publicação do Decreto-Lei n.º 7/2017, no dia 9 de janeiro”, justifica a ADSE em comunicado.

Na nota, a ADSE justifica que “estes ajustamentos de natureza burocrática, relativos à constituição do novo Instituto obrigaram a diversas interações com o IRN - Instituto dos Registos e Notariado, a DGO – Direção Geral do Orçamento, a ESPAP e o IGCP”, tendo “todas estas necessárias tramitações burocráticas” sido efetuadas entre 09 e 18 de janeiro, ou seja, “num prazo excecionalmente reduzido (08 dias úteis)”.

No entanto, a ADSE garante que “desde o passado dia 19 de janeiro e nos dias úteis subsequentes (dia 20 e 23 de janeiro) a ADSE procedeu já ao processamento de várias transferências bancárias diárias para pagamento dos reembolsos, sendo que com a realização de um outro pagamento ainda hoje, ficam liquidados aos beneficiários a totalidade dos valores pendentes”.

Conforme a SIC Notícias avançou na segunda-feira, “desde dezembro que a ADSE não reembolsa as despesas de saúde aos funcionários públicos, uma situação que se prende com a passagem do subsistema de saúde a instituto público de gestão participada”.

A SIC referia igualmente que “a alteração do modelo, de Direção Geral para Instituto, obrigou a que as devoluções das despesas feitas no chamado regime livre fossem suspensas”.

Conforme a Lusa noticiou no passado dia 11 de janeiro, o CDS-PP questionou o Ministério da Saúde acerca do subsistema de saúde dos funcionários públicos, inquirindo o Governo sobre alegados atrasos nos pagamentos aos beneficiários.

Nessa data, o CDS referiu ter conhecimento de “relatos preocupantes” que davam conta de demoras de até 150 dias no pagamento aos beneficiários.

Caetano Reis e Sousa
O português Caetano Reis e Sousa foi um dos dois investigadores europeus distinguidos com o prémio Louis-Jeantet de Medicina...

Além de Caetano Reis e Sousa, que lidera um grupo de investigação no Instituto Francis Crick em Londres, o prémio, um dos mais conceituados na área da Medicina, foi atribuído a Silvia Arber, professora de Neurobiologia na Universidade de Basel, na Suíça.

Segundo o comité, ambos foram escolhidos por conduzirem "investigação biológica fundamental que se espera que tenha um impacto relevante na medicina".

Em declarações, Caetano Reis e Sousa, especialista em imunologia, manifestou-se "feliz por receber este prémio", para o qual foi nomeado sem saber.

"Não sabia de nada, porque eles não informam as pessoas que são nomeadas. Recebi um telefonema do secretário do comité do prémio [a revelar que tinha ganho] e não estava nada à espera", confessou.

O prémio, vincou, "visa contemplar o trabalho da minha equipa ao longo dos anos" e "é uma forma de reconhecer a nossa contribuição em termos de investigação fundamental em biologia com aplicação prática no campo da medicina".

Dos cerca de 653 mil euros que vai receber, 583 mil terão de ser aplicados diretamente no trabalho, financiamento que o cientista prevê que será usado para "contratar pessoal, comprar reagentes e talvez algum equipamento que seja preciso".

Nascido em 1968 em Lisboa, Caetano Reis e Sousa mudou-se para o Reino Unido em 1984, onde terminou os estudos secundários antes de estudar Biologia no Imperial College, em Londres, e um doutoramento em Imunologia em Oxford, tendo também trabalhado nos EUA.

Em 1998, voltou ao Reino Unido, onde lidera um grupo que tem estudado "a maneira como o sistema imunitário responde à presença de uma infeção ou ao desenvolvimento de um tumor".

"Os nossos esforços neste momento centram-se sobretudo na análise das células dendríticas, que são glóbulos brancos que detetam sinais de infeção ou sinais de transformação, que é o processo que leva ao cancro", explicou.

O cientista português, vencedor de diversos prémios e distinções como a Ordem portuguesa de Sant'Iago da Espada, salientou que a sua equipa faz investigação sobre o funcionamento do organismo, mas não é responsável pela aplicação prática do trabalho.

"Nós dedicamo-nos sobretudo a determinar quais são os processos fundamentais usados pelo sistema imunitário que depois podem ser talvez explorados no âmbito de criar novas terapias ou vacinas", concluiu.

O prémio Louis-Jeantet de Medicina distingue investigadores científicos a trabalhar em países membros do Conselho da Europa e "não se destina a celebrar trabalhos concluídos, mas a financiar projetos inovadores com alto valor acrescentado e impacto prático mais ou menos imediato no tratamento de doenças".

Foi criado em 1986 pela Fundação estabelecida em 1982, um ano após a morte do empresário francês Louis-Jeantet, que legou a sua fortuna à investigação biomédica.

Estudo
Cientistas russos identificaram um dos genes que causa a depressão, ao cabo de anos de uma procura que ainda não terminou, pois...

"Até agora não se tinha encontrado um único gene que fosse catalisador da depressão", afirmou à agência Efe a bióloga Tatiana Axenovitch, professora no Instituto de Citologia e Genética de Novosibirsk, na Sibéria.

A procura pelos genes da depressão fez-se com computadores e modelos matemáticos de análise genética, usando dados estatísticos compilados pelo Centro Erasmo de Roterdão, que se dedica a estudar a doença, e pode ajudar a criar medicamentos mais eficazes.

Tatiana Axenovitch acrescentou que "foi muito difícil localizar o gene, porque não existe só um, ninguém sabe exatamente quantos são, mas podem ser dezenas".

Com um gene identificado, poderão ser criados medicamentos novos contra uma doença que se tornou um problema de saúde pública e que depende em 40% de fatores genéticos e 60% de fatores ambientais.

"Por exemplo, com a ajuda do gene poder-se-á investigar mais profundamente o mecanismo que faz aparecer os sintomas depressivos", destacou.

A investigadora afirmou que "as circunstâncias da vida e o stress a que se está sujeito são fatores decisivos" e salientou a dificuldade de fazer um diagnóstico, porque a doença se manifesta com gravidade, intensidade, duração e frequência diferentes.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, um dos principais obstáculos para curar a depressão é o diagnóstico errado, já que há pessoas que sofrem da doença e nunca são tratadas, enquanto, por outro lado, se receitam antidepressivos com demasiada ligeireza.

Os números da organização apontam para 350 milhões de pessoas afetadas pela depressão, a principal causa de incapacidade laboral no mundo.

Afeta mais mulheres que homens e estima-se que entre 08 a 15% das pessoas sofre de depressão durante a sua vida.

Infeções
Dependendo da fase de gravidez em que ocorrem, as infeções podem conduzir ao aborto, à morte fetal e

O efeito dos vírus e bactérias sobre a saúde da mulher e do seu bebé depende de vários fatores, sendo o diagnóstico precoce essencial para tentar evitar o desenvolvimento de complicações mais graves.

No entanto, a prevenção continua a ser a melhor arma contra as infeções, tendo sido estabelecido, pela Organização Mundial de Saúde, em 2010, um conjunto de medidas de modo a prevenir as infeções na gravidez.

Margarida Amado Batista, enfermeira especialista em Saúde Materna, e co-autora do manual “Enfermagem de Saúde Materna e Obstérica”, publicado pela editora LIDEL, releva os principais cuidados, desde o consumo ou manipulação de alimentos ao contato com adultos ou crianças doentes.

Tome nota:

Quando existe exposição a adultos com sintomas respiratórios ou similares a gripe, que tiveram ou têm febre, deve:

- Evitar a proximidade ou contacto intímo com os mesmos;

- Lavar as mãos frequentemente e, quando for possível, esfregar as mãos com álcool em gel depois de dar a mão a uma pessoa e antes de comer.

Quando existe contacto sexual com parceiro infetado deve:

- Fazer abstinência sexual (oral, vaginal ou anal);

- Usar sempre preservativo masculino de látex colocado corretamente;

- Evitar sexo oral recetivo com um parceiro portador de herpes oral e relações sexuais no terceiro trimestre se o parceiro for portador de herpes genital.

Exposição ou contacto com sangue:

- Considerar os riscos associados às tatuagens e à colocação de piercings;

- Não usar drogas injetáveis. Existe risco de infeção por seringas não esterilizadas ou compartilhadas;

- Não partilhar objetos pessoais que possam contaminar-se com sangue.

Quando contacta com crianças com sintomas respiratórios ou similares a gripe, erupção de pele ou se a criança tiver menos de três, deve:

- Lavar cuidadosamente as mãos com água corrente e sabão durante 15 a 20 segundos;

- Esfregar as mãos com álcool em gel depois de estar em contato com os fluídos corporais da criança, da troca de fraldas, do banho, de manipular roupa suja ou brinquedos;

- Evitar contacto íntimo ou próximo com a criança, bem como contacto com saliva da mesma, no momento da alimentação.

Em relação ao consumo, manipulação ou processamento de alimentos e água, deve:

- Evitar o consumo de carne crua ou mal cozida de borrego, porco, vaca ou frango;

- Ferver a água quando preparar comidas pré-preparadas;

- Verificar a validade e a higiene de produtos alimentícios perecíveis e de comidas preparadas;

- Não consumir produtos lácteos não pasteurizados;

- Consumir patês, carnes processadas e produtos defumados somente se estiverem enlatados ou em embalagens que garantam a sua estabilidade;

- Descascar ou lavar bem as frutas e vegetais crus para retirar a terra;

- Lavar as mãos, facas e tábuas de carne depois de manipular alimentos crus ou o líquido de suas embalagens;

- Evitar a ingestão de água não tratada.

Manipulação de terra e animais:

- Usar luvas quando fizer jardinagem ou trabalhar com terra;

- Durante a gravidez, se for possível, manter os gatos fora de casa e não os alimentar com carne crua;

- Evitar manipular a caixa sanitária dos gatos. Quando se for necessário usar luvas e lavar as mãos imediatamente depois;

- Trocar a areia da caixa sanitária do gato diariamente;

- Cobrir a caixa de areia das crianças quando não estiver em uso (os gatos podem utilizá-la para urinar e defecar).

Proteção contra insectos:

- Usar sempre mosquiteiros tratados com inseticidas nas áreas onde a malária é endémica.

Saiba mais sobre Infeções na Gravidez aqui

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Uma equipa liderada por portugueses descobriu subestruturas cerebrais com diferentes perfis de conectividade que afetam a parte...

Os investigadores portugueses chegaram a esta conclusão através do estudo de uma parte do cérebro chamada GPi (Globus Pallidus Internus), que se situa na zona central do cérebro e é composta por estruturas cerebrais que têm funções primárias.

O GPi é um dos alvos de uma técnica chamada DBS (Deep Brain Stimulation ou Estimulação Cerebral Profunda), que coloca elétrodos dentro da cabeça dos doentes, uma espécie de pacemaker cerebral, e ajuda a melhorar os sintomas, dependendo sempre do alvo a atingir, isto é, se estamos a falar da doença de Parkinson, distonia, entre outros.

Mas o que é a distonia? “É uma doença que faz com que os músculos estejam permanentemente contraídos de forma descontrolada e, apesar de ser crónica, é possível fazer com que as pessoas melhorem os sintomas através de intervenções DBS”, explica João Paulo Cunha, coordenador do Centro de Investigação em Engenharia Biomédica do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) e docente da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

Para chegar a estas conclusões, segundo o Sapo, a equipa de investigadores de Portugal e da Alemanha utilizou uma técnica chamada Diffusion Tensor Imaging, que é uma técnica de ressonância magnética que ajuda a perceber a densidade de conectividade entre estruturas cerebrais, permitindo assim mapear as fibras que ligam as diferentes estruturas do cérebro.

Já em 2014, a equipa de investigadores do INESC TEC e da Universidade de Munique tinha demonstrado, também na NeuroImage, que as projeções de conectividade das fibras que partiam das imediações dos eléctrodos de estimulação DBS junto ao GPi para diferentes estruturas corticais e subcorticais parecia estar relacionadas com o resultado clínico, positivo ou negativo, dessas neurocirurgias.

Este estudo, que acaba de ser publicado na NeuroImage, permitiu perceber que o GPi poderia ter subestruturas com diferentes ligações preferenciais a outras partes do cérebro que, consequentemente, estimulariam essas estruturas cerebrais com melhores efeitos, se estivessem ligadas às regiões motoras, e piores se a outras regiões com funções não-motoras.

Em 2016 esta equipa portuguesa desenvolveu métodos de neuro-computação para estudar as densidades de conectividade das fibras que saem do GPi para outras áreas do cérebro em pessoas saudáveis sem indicação de qualquer patologia. A equipa descobriu que este núcleo da base do cérebro parece apresentar pelo menos 3 subestruturas com conectividades distintas, tendo uma delas clara conectividade ao córtex sensoriomotor pelo Tálamo.

Desta forma, os elétrodos DBS implantados nessa subestrutura produzem melhores resultados clínicos que os que acabarem localizados nas outras subestruturas, tornando estes resultados úteis para o planeamento e execução de procedimentos neurocirúrgicos de DBS. Este método poderá ainda servir para personalizar o padrão de conectividade de cada doente candidato a cirurgia, por forma a adaptar o alvo neurocirúrgico ao perfil de conectividade específico do doente, podendo melhorar a precisão do procedimento.

Em 2016
A Autoridade para a Segurança Alimentar instaurou 20 processos-crime em 2016 a talhos e aplicou 134 multas na sequência de 610...

Já ontem a Autoridade para a Segurança Alimentar (ASAE) tinha adiantado que ia analisar o estudo da Deco sobre a carne picada vendida nos talhos e que admite tomar medidas de fiscalização suplementar se tal se justificar.

A Deco Proteste apelou ontem aos consumidores para que não comprem hambúrgueres já picados nos talhos, onde encontrou bactérias nocivas e aditivos alergénicos usados para fingir que a carne é fresca.

De acordo com os dados estatísticos da ASAE, os 20 processos-crime deveram-se a “incumprimentos relativos à utilização indevida da Denominação de Origem Protegida (DOP), abate clandestino e produtos avariados”.

Já os 134 processos de contraordenação tiveram por base, maioritariamente, “a distribuição, preparação e venda de carnes e seus produtos com desrespeito das normas higiénicas e técnicas aplicáveis”, o “incumprimento dos requisitos gerais e específicos de higiene” e a “falta ou inexatidão de rotulagem e a deficiência das indicações na rotulagem da carne de bovino”.

A ASAE recordou ainda que tem em prática um Plano Nacional de Colheita de Amostras, para controlar os alimentos disponibilizados aos consumidores.

“Em 2016 foram colhidas 202 amostras de carne picada e preparados de carne para pesquisa de sulfitos (86) e salmonela (116), tendo sido detetadas 21 não conformidades (14 em Sulfitos e 7 em Salmonela)”, referiu a autoridade, que acrescentou também que os sulfitos são “sulfitos são aditivos alimentares autorizados como conservantes que podem ser utilizados em diversos géneros alimentícios”, de que são exemplos alguns preparados de carne picada como as almôndegas ou os hambúrgueres.

Segundo a ASAE “a carne picada, pelas suas características, entre as quais a grande área de superfície de exposição, é um produto muito perecível e que obrigatoriamente tem que ser conservado até 2.ºC e vendida no próprio dia da sua preparação”.

No entanto, recordou a autoridade, “em regra, o consumo da carne picada é feito após confeção (exceto o bife tártaro), e este tratamento térmico, permite reduzir o risco associado ao consumo da carne picada para níveis aceitáveis”.

A autoridade para a segurança alimentar sublinhou ainda que “risco zero não existe para nenhum tipo de alimento”.

Estudo
Os brinquedos sexuais contêm menos químicos perigosos do que os brinquedos para as crianças, concluiu a agência de inspeção de...

Num estudo realizado ao longo do ano passado, 2% dos 44 brinquedos sexuais analisados (e importados para a Suécia) continham químicos banidos por aquele país, afirmou a Agência Sueca de [Produtos] Químicos.

Num outro estudo realizado no ano anterior, a mesma agência testou 112 brinquedos para crianças na Suécia e descobriu que 15% continham substâncias químicas banidas, incluindo chumbo.

"Isto foi um pouco surpreendente. Foi a primeira vez que fizemos um estudo como este", disse à agência France Presse uma das inspetoras, Frida Ramstrom.

Dos 44 produtos sexuais testados, apenas um "dildo" [vibrador] de plástico continha uma substância proibida: parafinas cloradas, um produto que se obtém através da reação de gás de cloro com parafinas (que resultam de hidrocarbonetos) e que se suspeita poder causar cancro.

A agência sueca acrescentou que é difícil determinar o porquê de os brinquedos para crianças conterem mais químicos perigosos.

Um dos fatores que podem contribuir para esta situação, realçou a agência, é que os brinquedos sexuais são muitas vezes importados por grandes empresas, o que - por sua vez - pode fazer aumentar a pressão sobre os fabricantes para evitarem os químicos prejudiciais. Já os brinquedos para crianças são importados por empresas mais pequenas, muitas vezes sem a força necessária para fazer esse tipo de exigências, disse Bjorn Malmstrom, porta-voz da Agência Sueca de [Produtos] Químicos.

A lei sueca determina que os químicos nos brinquedos para crianças "não podem, em nenhum caso, constituir um risco para a saúde humana".

Três dos 44 brinquedos sexuais testados, feitos de couro artificial e ligaduras para "bondage" (prática sadomasoquista), continham um tipo de ftalatos acima do limite permitido, que é de 0,1%. Os ftalatos são um grupo de compostos químicos derivados do ácido ftálico, utilizado como aditivo para tornar o plástico mais maleável.

Este tipo de ftalatos não está proibido em brinquedos sexuais, mas encontra-se na lista da União Europeia de químicos que motivam "uma preocupação muito elevada", uma vez que podem afetar o equilíbrio hormonal humano e provocar infertilidade.

Por isso mesmo, as empresas são obrigadas a informar os consumidores caso os seus produtos contenham uma percentagem de ftalatos superior a 0,1%.

O mercado global de produtos sexuais tem um valor estimado de 18,6 mil milhões de euros por ano, de acordo com uma empresa analista britânica, a Technavio. A mesma empresa estima que este mercado vai crescer quase 7% ao ano entre 2016 e 2020.

Young Oncologists Research Project
O Núcleo de Internos e Jovens Especialistas da Sociedade Portuguesa de Oncologia anunciou a abertura das candidaturas para 10...

Para além do apoio monetário de 2.500 euros por bolsa, este programa possibilita ainda o acompanhamento do projeto durante um ano por elementos com reconhecida experiência na área, que vão contribuir e assegurar a implementação e qualidade dos projetos.

Podem candidatar-se a estas bolsas trabalhos de investigação clínica ou básica, preferencialmente a ser desenvolvidos por equipas multidisciplinares e com a colaboração de várias instituições nacionais e/ou internacionais.

“Com esta iniciativa, a Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) aposta claramente nos jovens para o desenvolvimento de projetos científicos de qualidade que sejam inovadores e por isso pertinentes nas várias áreas, impulsionando a investigação na área da oncologia em Portugal. Pretendemos também que esta atividade tenha uma periodicidade anual, integrando de forma rotineira as agendas dos vários grupos de investigação estimulando, ao mesmo tempo, novas parcerias de sucesso”, afirma Miguel Abreu, presidente do Núcleo de Internos e Jovens Especialistas da SPO.

O prazo de entrega para o envio das candidaturas é até dia 31 de maio de 2017 e as candidaturas deverão ser submetidas através de formulário próprio disponível no site da SPO, em www.sponcologia.pt.

Os resultados deste concurso serão anunciados no Congresso Nacional de Oncologia, promovido pela SPO. Este programa de investigação é da responsabilidade do Núcleo de Internos e Jovens da SPO e conta com o apoio da Merck Sharp and Dohme, Novartis Oncology, Roche e Celgene. 

Páginas