Investigadora alerta
A esperança de vida dos portugueses pode baixar caso nada de faça nada para reduzir os números da obesidade infantil, dos mais...

Ana Isabel Rito é investigadora do Instituto Ricardo Jorge e coordenadora do estudo da “Childhood Obesity Surveillance Initiative” (COSI) Portugal, da Organização Mundial de Saúde. É também presidente da 3.ª Conferência Internacional de Obesidade Infantil, que começou ontem em Lisboa.

A conferência junta participantes de mais de 40 países, que até sábado vão debater, na Fundação Champalimaud, questões ligadas à alimentação, ao ambiente escolar, à saúde e à nutrição, tudo no sentido de lutar contra a obesidade infantil.

Em Portugal uma em cada três crianças tem excesso de peso.

Francisco George, diretor-geral da Saúde, lembrou que reduzir essa cifra é um dos grandes objetivos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e disse que os esforços devem ser feitos antes de as crianças chegarem ao excesso de peso.

Tim Lobstein, da Federação Mundial de Obesidade, salientou que há no mundo uma “batalha política” a travar, o combate à obesidade, uma das “grandes preocupações” da Organização Mundial de Saúde, como disse Gauden Galea, representante da organização na conferência.

E Ana Rito falou também da preocupação que é para Portugal, país no “top five” em obesidade infantil, a par de Estados como Espanha, Itália, Malta ou a Grécia.

“Uma em cada três crianças em Portugal tem esse problema” (excesso de peso), disse, explicando que essa é uma das razões para que a conferência aconteça em Lisboa, depois de seis anos sem se realizar.

E para lutar contra a obesidade, afiançou, a abordagem tem de ser “multissetorial”, porque tem de envolver as famílias, as escolas, as comunidades e as políticas locais e regionais.

E da conferência espera respostas e uma abordagem critica aos fatores de risco da obesidade infantil, com debates juntando os países do sul da Europa (com mais obesidade infantil) mas também outros sobre o marketing ligado à alimentação para os mais jovens ou sobre as questões culturais e as boas práticas.

Para a situação a que se chegou a especialista responsabiliza a mudança nutricional que aconteceu no país nas últimas quatro décadas e lembra que foi nesse período que se baixou a mortalidade infantil mas que se começou a morrer das doenças ligadas ao estilo de vida.

“Não reconhecemos mais a dieta mediterrânica nas mesas das famílias portuguesas”, lamentou, acrescentando que se o país ganhou na mortalidade infantil perdeu no estilo de vida e provavelmente vai ver reduzir a esperança de vida.

Baixar para 20% o número de crianças com excesso de peso (idêntico ao registado nos países nórdicos)é o objetivo, mas segundo lembrou Ana Rito para já Portugal apenas conseguiu estabilizar e não registar mais aumentos na obesidade infantil.

A conferência é promovida pelo Instituto Ricardo Jorge, com o apoio do Ministério da Saúde.

‘Lisboa +55’
A Câmara Municipal de Lisboa e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa assinaram um protocolo para a implementação de um projeto...

O programa ‘Lisboa +55’ terá a duração de um ano e abrangerá duas centenas de pessoas com mais de 55 anos que estejam ligadas a 10 centros de dia ou instituições.

Apesar de as aulas e atividades serem abertas à comunidade e poderem decorrer em espaços públicos, apenas estas 200 pessoas serão consideradas no estudo.

"Durante um ano, as pessoas terão acesso a atividade física e cuidados de saúde e serão monitorizadas no sentido de perceber quais os impactos do desporto no seu bem-estar e dia-a-dia", afirmou o vereador dos Direitos Sociais da Câmara de Lisboa, João Afonso.

A ideia, continuou o autarca, é que "o projeto se desenvolva a nível local, com a ajuda dos clubes" e outras entidades, mas sob a orientação da Câmara Municipal e da Santa Casa da Misericórdia.

Para já, a Câmara de Lisboa irá investir "10 mil euros na contratação de monitores e professores para as aulas", avançou o vereador, acrescentando que algumas das restantes "mais-valias serão asseguradas por protocolos anteriores" já existentes.

Este programa "insere-se na estratégia de envelhecimento ativo da cidade" e "abrange o pelouro dos direitos sociais e do desporto", apontou João Afonso, considerando que constitui uma "abordagem ao envelhecimento em várias áreas".

Nesta matéria "não podemos olhar só para uma área de especialização, há que ter uma visão transversal", advogou.

Governo
O Brasil registou 322 casos de microcefalia em 2017, informou o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde.

Os dados levam em conta as notificações confirmadas de casos de microcefalia e outras alterações neurológicas graves em recém-nascidos até 20 de maio.

Segundo o Ministério da Saúde, houve 1.158 novas notificações de casos suspeitos em 2017.

O documento destacou que o vírus Zika foi responsável por pelo menos 30 mortes fetais.

Apesar da confirmação de que ainda há a incidência de casos, o Brasil decretou o fim da emergência nacional que havia estabelecido após o crescimento das infeções por vírus Zika no dia 11 de maio.

A epidemia de Zika preocupou o Brasil e o mundo no final de 2015, quando médicos começaram a relacionar a doença com o aumento exponencial de nascimento de bebés com microcefalia ou com graves alterações neurológicas.

Especialista diz
O ex-presidente da Entidade Reguladora da Saúde Jorge Simões questionou hoje se as razões que conduziram à criação de...

Em declarações, a propósito do seminário “Regulação na Saúde”, que vai decorrer na quinta-feira e na sexta-feira em Lisboa, Jorge Simões defendeu que “é tempo” de se fazer um balanço da regulação em Portugal.

A lei-quadro das entidades reguladoras independentes foi aprovada em agosto de 2013, mas foi elaborada sem prévia discussão e consulta pública e o debate na Assembleia da República revelou-se muito focado em questões secundárias.

Para Jorge Simões, presidente da Comissão Científica do Seminário e do Conselho Nacional de Saúde, teria sido útil um aprofundamento do conhecimento sobre as experiências da regulação em Portugal para a elaboração de uma lei deste tipo.

Quase quatro anos depois da entrada em vigor da legislação, “é tempo de fazer um balanço à luz das atuais circunstâncias e de colocar duas questões centrais”, defendeu.

A primeira questão “é saber se as razões que conduziram à criação de todas as entidades independentes se mantêm para todas elas” e a segunda “é saber se existe espaço para limitar o número de entidades reguladoras independentes aos setores onde elas são verdadeiramente essenciais”, adiantou.

Jorge Simões lamentou o facto de o Governo não ter feito essa avaliação, que considerou “fundamental, visto que há custos da regulação que são muito fortes para os operadores das áreas mais diversas”.

Para o ex-presidente da Entidade Reguladora da Saúde (ERS), seria “bom que o atual executivo e a Assembleia da República” fizessem agora essa avaliação.

Para isso, defendeu, devia ser realizado um estudo sobre o setor da regulação que funcionasse como “um guião para a decisão politica”.

“Nós temos vários centros académicos que podem fazer esse estudo”, que seria um instrumento “fundamental para o Governo e para a Assembleia da República”, sublinhou, considerando que “o estudo devia avançar o quanto antes”.

“É fundamental porque nós estamos muito preocupados com aspetos secundários, como os vencimentos dos membros dos conselhos de administração, mas o que é fundamental é discutirmos se aquelas reguladoras em concreto se justificam ou não no quadro político, económico e social do Portugal hoje”, adiantou.

No seminário, organizado pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT) e onde serão analisadas e comparadas experiências de regulação em diferentes contextos políticos económicos e sociais, estarão presentes reguladores e especialistas oriundos de vários países, como os Estados Unidos, Angola, Canadá, Brasil, Inglaterra.

“Do que se trata é de identificar os modelos de regulação da saúde em cada um desses países, verificar o percurso da regulação em cada um deles e retiramos ensinamentos uns dos outros”, disse Jorge Simões.

Organizações internacionais
A tuberculose causou 1,8 milhões de óbitos em 2015, o que representa uma morte cada 18 segundos causada por uma doença tratável...

No terceiro relatório hoje publicado, as organizações Médicos Sem Fronteiras e Stop TB (Tuberculosis) Partnership frisam que, em 2015, existiam 10,4 milhões de pessoas com tuberculose e que 54% delas vivem em países que integram o G20, instituição que se reúne dentro de dois dias na Alemanha.

No documento, em que surgem dois países lusófonos - Brasil e Moçambique -, é relevado que a tuberculose é a doença infecciosa mais mortal do mundo, apesar de ser tratável e evitável.

O relatório examina as políticas e práticas para a tuberculose em 29 países - que correspondem a 82% da carga global da doença, segundo classificação da Organização Mundial da Saúde (OMS), e mostra que os países podem fazer mais para prevenir, diagnosticar e tratar pessoas afetadas pela tuberculose.

Intitulado "Out of Step" (Descompasso, numa tradução livre), o documento dos MSF e da Stop TB Partnership considera que a maioria dos países está "atrasada" na implementação das novas formas de terapia, "menos morosas e menos dispendiosas".

"Na cimeira do G20, os governos devem incluir a tuberculose nos seus esforços para lidar com o problema mais amplo das infeções resistentes a medicamento", apelam.

A diretora executiva da Stop TB Partnership, Lucica Ditiu, lembrou que a tuberculose mata há muito tempo, salientando que há já novas ferramentas para a enfrentar e que muitos países não estão a fazer uso dos avanços, razão pela qual as pessoas estão a morrer.

"Pedimos aos líderes do G20 que acordem e façam alguma coisa para parar as mortes desnecessárias e a disseminação da tuberculose, incluindo na forma resistente a medicamentos", acrescentou, dando como exemplo a "enorme lacuna dos diagnósticos".

As duas instituições lembram que está disponível já o Xpert MTB/RIF, um teste molecular rápido para diagnosticar e testar a resistência aos medicamentos de primeira linha contra a doença, utilizado apenas em sete dos 29 países analisados.

"Isso significa que a maioria das pessoas nos 29 países ainda é examinada com um método que não deteta muitos casos, ou que exige uma espera de vários meses para confirmar a doença. Essa lacuna explica por que tanta gente continua sem diagnóstico e tratamento", frisa-se no documento.

Em 2015, prossegue-se, com base na diferença entre a incidência estimada de tuberculose e os casos notificados, estimou-se que 4,3 milhões de pessoas com a doença nunca foram diagnosticadas.

"Como se pode esperar que as pessoas sejam tratadas se elas nem sequer conseguem ser diagnosticadas?", perguntou Issac Chikwanha, assessor médico para o Vírus HIV e Tuberculose da Campanha de Acesso a Medicamentos da MSF.

"Se os países não fizerem mais para garantir que as pessoas tenham acesso a exames, será impossível reduzir as mortes evitáveis por tuberculose", advertiu, lembrando que a hospitalização por períodos extensos pode limitar a capacidade da pessoa de ter uma vida normal e deve ser reservada somente para os pacientes com tuberculose resistente em estado mais grave.

O relatório mostrou que 34% dos países analisados ainda exigem longas internações para o tratamento da tuberculose resistente, com os pacientes com tuberculose mais resistente a serem obrigados a tomar mais de 15 mil comprimidos num período de dois anos, algo que, como os novos métodos de diagnóstico e tratamento pode ser abreviado para nove meses.

Apenas 13 dos países analisados disponibilizaram tratamentos mais curtos, lê-se no relatório.

"O relógio está a contar rapidamente porque a cada 18 segundos uma pessoa morre de tuberculose. Tem de se mudar", acrescenta-se no documento, que dá também conta de que o número de pessoas diagnosticadas nos últimos quatro anos estagnou, enquanto o de mortes aumentou em vez de diminuir.

Os governos do G20 são os maiores contribuintes da resposta global à tuberculose, com mais de 1.600 milhões de dólares doados para o Fundo Global de Combate à SIDA, Tuberculose e Malária em 2016, pelo que se torna agora necessário mais recursos para mais diagnósticos, melhores tratamentos e redução de mortes.

Pela primeira vez, a saúde global está incluída na agenda da cimeira do G20, que acontecerá sexta-feira e sábado, em Hamburgo.

A Declaração dos Ministros da Saúde feita durante a preparação da reunião reconheceu que a tuberculose deve estar no centro dos esforços contra as infeções resistentes a medicamentos.

Região de Lisboa
Dois milhões de utentes de Lisboa e Vale do Tejo serão rastreados aos cancros do colo do útero e do cólon e reto através de um...

O programa de rastreios arranca no próximo dia 20 de julho, através de um projeto-piloto que, numa primeira fase, envolverá quatro unidades de saúde da península de Setúbal.

Até 04 de setembro, os utentes desta região deverão ser rastreados a estes cancros e o objetivo é que, até final de 2018, os dois milhões de pessoas que compõem a população alvo abrangida pelos rastreios já tenha feito o exame: 940 mil mulheres para o cancro do colo do útero e um milhão de homens e mulheres para o cancro do cólon e reto.

Na prática, os utentes irão receber uma carta do seu centro de saúde a comunicar a data do rastreio.

No caso do cancro do colo do útero, as mulheres irão realizar no centro de saúde uma colheita para análise à presença do Vírus do Papiloma Humano (HPV), a qual seguirá depois para o laboratório do hospital de referência para o programa.

A utente irá depois receber uma carta com o resultado que, se for positivo, contará com uma marcação para uma colposcopia (biópsia ao colo uterino).

Para o rastreio ao cancro do cólon e reto, o utente também será convocado da mesma forma e terá de obter no centro de saúde um ‘kit’ para recolha das fezes, o qual deverá depois entregar no mesmo local com uma amostra.

As análises serão realizadas num laboratório hospitalar e os casos suspeitos deverão realizar uma colonoscopia no prazo de 30 dias, no respetivo hospital.

Deverão fazer o rastreio todas as mulheres com idades entre os 30 e os 65 anos, de cinco em cinco anos.

O rastreio ao cancro do cólon e reto deverá ser feito por todas as pessoas sem esta patologia, com idades entre os 50 e os 74 anos, de dois em dois anos.

No final da cerimónia de assinatura dos protocolos que viabilizarão o programa, a presidente da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) disse à Lusa que os hospitais têm capacidade para realizar os exames e que os centros de saúde que compõem os ACES (Agrupamento de Centros de Saúde) estão devidamente preparados para os rastreios.

Segundo Rosa Valente de Matos, estes dois cancros foram escolhidos para o programa de rastreio por causa da sua incidência.

Na região de Lisboa e Vale do Tejo são anualmente detetados cerca de 400 novos casos de cancro do colo do útero e 2.700 novos casos de cancro do colon e reto.

Eunice Carrapiço, coordenadora clínica do programa de rastreios, o objetivo é, dentro de 10 a 15 anos, atingir o valor zero da mortalidade por cancro do colo do útero, o qual já está em fase descendente e conta com uma vacina contra uma das suas principais causas, o HPV.

No cancro do cólon e reto, cuja mortalidade ainda está em fase ascendente, o objetivo será estabilizar esta fase até 2022 e, até 2031, diminuir para 50 o número de mortos antes dos 70 anos.

O programa terá um custo de seis milhões de euros no primeiro ano.

Neste programa estão envolvidos 15 ACES: Almada-Seixal, Arco-Ribeirinho, Arrábida, Oeste-Norte, Oeste-Sul, Lezíria, Médio Tejo, Estuário do Tejo, Lisboa Norte, Lisboa Ocidental e Oeiras, Lisboa Central, Sintra, Amadora, Loures-Odivelas e Cascais.

Fazem igualmente parte do programa o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN), Hospital Garcia de Orta, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Instituto Português de Oncologia de Lisboa e Centro Hospitalar de Setúbal.

União Europeia
O Parlamento Europeu desafiou hoje a Comissão Europeia e os Estados-membros a desenvolverem um quadro estratégico abrangente da...

Os eurodeputados propõem a criação de “programas harmonizados de vigilância das infeções à escala da União Europeia (UE)”, capazes de detetar surtos de hepatites virais, tuberculose e VIH em tempo útil, avaliar tendências de incidência, informar sobre a carga da doença e detetar o diagnóstico em tempo real, o tratamento e os cuidados contínuos.

No relatório, pede-se à Comissão e ao Conselho da UE que facilitem o acesso a tratamentos inovadores, também aos grupos mais vulneráveis, e que colaborem na luta contra o estigma social associado à infeção pelo VIH.

Incentivam também os países da UE a disponibilizarem testes de VIH gratuitamente, a fim de assegurar a deteção precoce e melhorar a notificação do número de infeções.

A tuberculose e a tuberculose multirresistente, pelo facto de serem doenças aerógenas, constituem ameaças transfronteiriças para a saúde num mundo globalizado em que a mobilidade da população está a aumentar.

O número de doentes com tuberculose aumentou pelo terceiro ano consecutivo em 2014, nota o relatório.

O Parlamento Europeu (PE) destaca a importância de combater a crise emergente da resistência antimicrobiana, nomeadamente através do financiamento da investigação e do desenvolvimento de novas ferramentas para as vacinas, bem como de abordagens, diagnósticos e tratamentos inovadores para a tuberculose centrados no doente.

Os eurodeputados pedem maior colaboração entre o executivo comunitário e os 28 na elaboração de medidas destinadas a evitar a propagação da tuberculose através de acordos bilaterais entre países e ações conjuntas.

Em relação à Hepatite C, o PE nota que mais de 90% dos pacientes não têm sintomas quando contraem a doença e que esta é, normalmente, diagnosticada de forma casual durante uma análise ou quando começam a surgir sintomas.

O relatório salienta que não existe um protocolo normalizado nos Estados-membros para o rastreio da hepatite C e que “os dados sobre o número de pessoas afetadas podem ser subestimados”.

O PE desafia a Comissão a lançar, em coordenação com os governos nacionais, um plano multidisciplinar de normalização dos protocolos de despistagem, de testes e de tratamento para erradicar a hepatite C na UE até 2030.

Segundo dados do PE, em 2015, foram diagnosticados cerca de 30 mil novos casos de infeção por VIH nos 31 países UE/Espaço Económico Europeu (Islândia, Liechtenstein e Noruega).

Cerca de 120 mil pessoas desenvolveram tuberculose multirresistente na Europa e, do total de 10 milhões de mortes que poderão ser associadas anualmente à resistência aos medicamentos até 2050, cerca de um quarto estarão ligadas a estirpes de tuberculose resistentes aos medicamentos, o que representa um custo para a economia mundial de, pelo menos, 16,7 mil milhões de dólares e, para a Europa, de, pelo menos, 1,1 mil milhões de dólares.

A hepatite viral é uma das mais graves ameaças à saúde pública a nível mundial.

Combater o cancro através da investigação científica
A Liga Portuguesa Contra o Cancro lança três Bolsas de Investigação reforçando, uma vez mais, o seu apoio à investigação...

Este ano, tal como em 2016, a iniciativa conta com o apoio da ANA Aeroportos de Portugal, Fundação PT e Pfizer Biofarmacêutica. O objetivo destas parcerias é disponibilizar apoio financeiro a jovens investigadores que apresentem projetos inovadores em diferentes áreas. A Bolsa Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) ANA visa incentivar trabalhos na área do cancro do pulmão, a Bolsa LPCC Fundação PT na área da oncologia, e a Bolsa LPCC Pfizer na área do cancro da mama.

“Consciente da importância da investigação científica em oncologia, a LPCC tem vindo a investir continuamente no desenvolvimento de projetos de jovens investigadores e na formação destes profissionais” – assinala Vitor Veloso, Presidente da LPCC. “A investigação na área oncológica apresenta um papel basilar na conquista de novos conhecimentos, os quais irão possibilitar o desenvolvimento de agentes farmacológicos capazes de encontrar a cura, aumentar a sobrevivência e melhorar a qualidade de vida dos doentes. O apoio dos parceiros é, por isso, fundamental para  incentivar os jovens investigadores a dedicarem-se a projetos inovadores.” – acrescenta.

Cada bolsa tem o valor de 12 mil euros e as candidaturas deverão ser submetidas até dia 22 de setembro de 2017. As candidaturas serão avaliadas por um júri presidido pelo Presidente da LPCC e composto por cinco elementos com experiência na área oncológica, convidados pela Instituição e pelos patrocinadores.

Os critérios de avaliação baseiam-se na pertinência e relevância do projeto, impacto do mesmo, entidade responsável, originalidade, nível de investigação e rigor científico. Para mais informações, é possível consultar os respetivos regulamentos no site da LPCC: www.ligacontracancro.pt.

Este mês
Uma equipa de cirurgiões portugueses vai deslocar-se a Moçambique de 10 a 18 de julho, com vista a dar formação prática de...

Com o objetivo de qualificar os serviços de saúde de Moçambique, a Health4MOZ em parceria com o Centro Académico Clínico ICBAS-CHP, o Serviço de Cirurgia Pediátrica do Centro Materno-Infantil do Norte e a Universidade do Porto, vai dar continuidade à ação de e-learning que decorreu até ao passado mês de maio, com a realização de uma formação prática na área da cirurgia pediátrica que será ministrada por médicos portugueses naquele país.

Esta missão visa formar estudantes pré-graduados relativamente a patologias cirúrgicas comuns, para que alunos e médicos recém-formados possam dar resposta às necessidades das crianças moçambicanas, procurando assim colmatar a lacuna existente no curso de Medicina, em que a formação ou estágio clínico em cirurgia pediátrica são inexistentes.

De acordo com Carla Rêgo, presidente da Health4Moz “os cirurgiões portugueses formarão 40 finalistas de medicina da Beira e de Nampula, bem como alguns docentes. Moçambique não tem formação em cirurgia pediátrica no currículo pré e pós-graduado, ou seja, nunca se ensinou na faculdade cirurgia pediátrica nem existe estágio clínico nesta área, sendo esta a primeira vez que tal matéria é lecionada”, explica.

Esta formação conta com a participação de cerca de 40 alunos, atualmente a frequentarem a disciplina de pediatria na Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade de Lúrio (UniLúrio), em Nampula (norte do país) e no Instituto Superior de Ciências e Tecnologia Alberto Chipande, na Beira (centro do país).

Antes de iniciar a vertente prática, cada aluno teve a oportunidade de fazer um levantamento das necessidades locais da cirurgia pediátrica, através de um inquérito realizado a famílias das regiões de Nampula e Beira, permitindo assim saber, as reais carências no terreno, bem como adaptar a formação dos profissionais de saúde ao longo do tempo e assim poder dar resposta às exigências das crianças Moçambicanas.

A Health4Moz é uma associação de direito privado, sem fins lucrativos. Tem como objetivo a conceção, execução e apoio de programas e projetos de cooperação para o desenvolvimento e de assistência humanitária em Moçambique nas áreas da saúde, incluindo educação, assistência médica, medicamentosa e alimentar. Desenvolve a sua atividade prioritariamente no âmbito da promoção da saúde da criança e da família no norte de Moçambique. 

Iniciada em fevereiro
As autoridades de saúde declararam hoje o fim da epidemia de sarampo em Portugal, iniciada em fevereiro, apesar de manterem os...

O diretor-geral da Saúde, Francisco George, e o presidente do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), Fernando Almeida, afirmam numa “declaração pública sobre fim da atividade epidémica do sarampo em Portugal”, que a epidemia está controlada.

“A epidemia do sarampo, iniciada em fevereiro de 2017, é considerada, agora, controlada em Portugal, visto que foram ultrapassados mais de dois períodos de incubação sem novos casos (o último caso ocorreu em 10 de maio)”, afirmam na declaração conjunta enviada à agência Lusa.

Contudo, é mantido o nível de “alerta elevado”, tendo em conta que continuam a existir surtos de sarampo na Europa e existe a possibilidade de importação de casos, adiantam.

As autoridades de saúde salientam que “o controlo do sarampo resultou do empenho de todos, no quadro dos trabalhos conjuntos desenvolvidos entre os organismos do Serviço Nacional de Saúde, bem como da colaboração dos serviços do Ministério da Educação”.

Lembram ainda que o cumprimento do Programa Nacional de Vacinação 2017 é fundamental para evitar a transmissão das doenças alvo, como o sarampo, e a ocorrência de surtos.

As unidades do Serviço Nacional de Saúde e das Regiões Autónomas, nomeadamente a DGS, o INSA, a Administração Central do Sistema de Saúde, a Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, o Infarmed e as Administrações Regionais de Saúde, continuam a acompanhar a evolução da situação em articulação com os organismos Internacionais (Centro de Prevenção e Controlo de Doenças de Estocolmo) e em especial a Organização Mundial da Saúde.

A Direção-Geral da Saúde iniciou hoje uma campanha de vacinação de repescagem contra o sarampo em crianças e adultos, tendo adquirido para o efeito 200 mil doses adicionais de vacinas.

Trinta e um casos de sarampo foram confirmados este ano em Portugal, tendo a Direção-Geral da Saúde (DGS), recebido 158 notificações desde 01 de janeiro, segundo os últimos dados daquela entidade divulgados em 06 de junho.

União Europeia de Gastroenterologia
Ao beberem entre uma a quatro bebidas alcoólicas por dia, os europeus aumentam em 21% o risco de sofrerem de cancro colorretal,...

De acordo com os resultados do estudo feito pela União Europeia de Gastroenterologia (UEG), 20% da população europeia com mais de 15 anos bebe excessivamente pelo menos uma vez por semana. Segundo os autores da investigação, o consumo de apenas uma bebida alcoólica por dia aumenta o risco de cancro do esófago, enquanto o consumo de mais de quatro está relacionado com maior propensão para desenvolver cancro do intestino, do pâncreas e do fígado.

Ao Diário de Notícias, Marília Cravo, médica gastroenterologista na rede Hospital da Luz, reforça que "o consumo de álcool está relacionado com o aumento de várias neoplasias digestivas: fígado, o mais comum; tumores do esófago, muitas vezes associados a outros fatores como o consumo de tabaco; e pâncreas, cuja incidência está a aumentar". Em relação ao colorretal, a especialista diz que a ligação não estava tão marcada, pelo que este estudo introduz algumas novidades.

Embora existam cada vez mais evidências científicas dos perigos associados ao consumo de bebidas alcoólicas, a UEG diz, no entanto, que a grande maioria dos europeus desconhece a relação entre o álcool e o cancro, razão pela qual pede mais educação e preços mais responsáveis. Ao DN, Marília Cravo refere que "ainda há muitos doentes que dizem que o vinho é de casa, feito por eles, que é um produto natural e só tem qualidades boas", desvalorizando "o efeito nocivo que o álcool tem só por si".

Paul Fockens, o próximo presidente da UEG, diz que a Europa tem de mudar a sua atitude em relação ao álcool. "Os custos sociais e as consequências para a saúde do aumento do consumo de álcool são enormes. É hora de tomar medidas positivas e proativas em benefício das gerações atuais e futuras", disse, citado pelo El País.

Para a realização do estudo, a UEG analisou os dados da Organização Mundial da Saúde, segundo os quais os europeus bebem 11,2 litros de álcool por ano, um consumo que está relacionado com metade dos cancros de fígado identificados no continente.

Apesar de estar associado a várias doenças, Marília Cravo lembra que "em pequenas doses, o álcool também pode ter um efeito protetor não só ao nível de várias neoplasias, mas também de doenças cardiovasculares". No entanto, frisa, isso só acontece quando há "consumo moderado".

Encontro em Lisboa
Reunião foi organizada pela Fundação para a Investigação Nutricional, com a colaboração da Universidade Lusófona de Lisboa e...

Da nutrição e dietética à endocrinologia, passando pela saúde pública, pediatria, enfermagem, atividade física, entre outras áreas, foram 67 os peritos que estiveram reunidos em Lisboa, nos dias 3 e 4 de julho, para analisar o papel do adoçantes sem ou de baixas calorias na alimentação, a sua segurança, as medidas regulatórias e os aspetos nutricionais e dietéticos do seu uso nos alimentos e bebidas. E reforçar que estes adoçantes, usados em todo o mundo há mais de um século, são seguros, apesar de um desconhecimento sobre o tema que teima em subsistir.

É o que confirma Lluís Serra-Majem, Catedrático de Medicina Preventiva e Saúde Pública, Diretor do Instituto de Investigações Biomédicas e Sanitárias da Universidade de Las Palmas da Gran Canária, presidente da Fundação para a Investigação Nutricional e um dos responsáveis pelo encontro. “Os adoçantes constituem um elemento de inegável interesse e atualidade, apesar de, no entanto, existir um certo desconhecimento por parte de alguns setores da população e do âmbito académico, pelo que se tornou necessário este encontro internacional, que vai fazer a análise do seu uso, benefícios, segurança e os aspetos legislativos e regulatórios, com o objetivo de criar posteriormente um documento de consenso”.

Usados numa grande variedade de produtos do setor da alimentação e das bebidas, como os gelados, batidos, bebidas vegetais, néctares e bebidas à base de sumo, iogurtes, refrescos, bolachas, pastilhas elásticas, doces e até produtos farmacêuticos, os adoçantes sem ou de baixas calorias são uma ferramenta que contribui para a redução do consumo de açúcares adicionados a partir de alimentos e bebidas, com vantagens num contexto da prevenção e do tratamento da obesidade, do controlo da diabetes e até da prevenção de cáries.

E são muitos os estudos que confirmam este seu papel na luta contra a obesidade, explica Sérgio Cunha Velho de Sousa, Nutricionista do Hospital Pediátrico de Coimbra e codiretor do encontro internacional. “A maioria dos estudos que investigam o papel dos adoçantes sem ou de baixas calorias no controlo do peso demonstraram que substituir alimentos e bebidas da alimentação diária por versões com menor aporte e até mesmo sem aporte de calorias, como parte de um programa de controlo calórico, pode levar a reduzir a ingestão calórica global e desempenhar um papel significativo no controlo de peso. Para além disso, os adoçantes sem ou de baixas calorias oferecem às pessoas com diabetes alternativas para desfrutar do sabor doce, sem aumentar a glicose no sangue”.

Os adoçantes de baixas calorias mantêm o sabor doce dos alimentos e das bebidas, como reforça France Bellisle, investigadora sénior da Unidade de Epidemiologia Nutricional da Universidade de Paris 13, “sem adicionar a carga de energia dos açúcares”. E tal como já foi comprovado por várias revisões sistemáticas e meta-análises recentes, têm benefícios “para o controlo do peso”.

No que diz respeito à sua segurança, recorde-se que um pedido de aprovação para uma adoçante de baixas calorias apenas pode ser feito depois de estes terem sido submetidos a testes rigorosos e de se ter proporcionado evidências sobre a sua segurança e utilidade. A obtenção de autorização para um novo adoçante sem ou de baixas calorias é um processo longo e cientificamente muito rigoroso, que passa por várias fases: deve primeiro fazer-se através do CODEX Alimentarius, com base na avaliação e estimativa da Ingestão Diária Aceitável, estabelecida pela JECFA (Joint FAO/WHO Expert Committee on Food Additives) e posteriormente pelas autoridades de saúde dos países e, no caso da Europa, realizada pela Comissão Europeia, com base no parecer científico da Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA).

A este propósito, Susana Socolovsky, doutorada em Ciências Químicas da Universidade de Buenos Aires e presidente eleita da Associação Argentina de Técnicos da Alimentação, recordou que “os adoçantes sem ou de baixas calorias são usados numa grande variedade de alimentos e bebidas, tendo em conta o interesse de alguns consumidores no controlo do seu peso corporal, na ingestão de alimentos doces evitando o consumo de açúcares, no caso dos diabéticos ou de evitar as cáries. Graças ao quadro normativo rigoroso existente, que tem origem no Comité FAO-OMS, que faz a sua aprovação, os adoçantes sem ou de baixas calorias são componentes seguros da dieta da população em geral”.

No que diz respeito a este encontro, organizado pela Fundação para a Investigação Nutricional (FIN), com a colaboração da Universidade Lusófona de Lisboa, contou também com o apoio e a participação de um total de 42 sociedades e fundações de nutrição e dietética, sociedades médicas, universidades e centros de investigação europeus e ibero-americanos, responde ao interesse e esforço da Fundação para a Investigação Nutricional para rever e divulgar os aspetos relacionados com a segurança e os benefícios dos adoçantes sem ou de baixas calorias, utilizados como substitutos do açúcar e de outros adoçantes calóricos.

200 mil doses de vacinas
A Direção-Geral da Saúde iniciou hoje uma campanha de vacinação de repescagem contra o sarampo em crianças e adultos, tendo...

“Considerando o aumento do número de casos de sarampo notificados na Europa desde 2016 e a ocorrência de atividade epidémica em Portugal em 2017, é importante reforçar a vacinação contra o sarampo de crianças e adultos que não cumpram as recomendações do Programa Nacional de Vacinação (PNV) 2017”, refere uma norma da Direção-Geral da Saúde (DGS), que entra hoje em vigor.

Para esta campanha foi adquirida, este ano, uma Reserva Estratégica Nacional de 200.000 doses adicionais de vacina contra o sarampo, parotidite epidémica e rubéola (VASPR), adianta a norma publicada no ‘site’ da Direção-Geral da Saúde.

A DGS adianta que estas vacinas têm diferentes prazos de validade (março 2018 a janeiro 2019) e que “os lotes com menor prazo de validade devem ser utilizados prioritariamente”, incluindo no âmbito do Plano Nacional de Vacinação.

A população-alvo desta campanha é “pessoas sem história credível de sarampo” com menos de 18 anos, profissionais de saúde, independentemente da idade, adultos nascidos a partir de 1970.

O esquema vacinal recomendado no Plano Nacional de Vacinação é de uma dose para as crianças entre um e quatro anos, duas doses para as crianças entre cinco e 17 anos.

Para os profissionais de saúde que contactam com doentes, sem história credível de sarampo, independentemente da idade, é recomendada uma dose, bem como para os adultos (nascidos a partir de 1970) não vacinados contra o sarampo e sem história credível da doença.

Como “estratégias de repescagem”, a DGD definiu “atividades adicionais de vacinação nas bolsas de suscetíveis que foram identificadas na última avaliação do PNV, caso persistam”.

Vão ainda ser convocados os menores de 18 anos, nomeadamente, os que têm entre um e quatro anos e não estão vacinados.

Entre os cinco e os 17 anos, serão convocados os não vacinados e os vacinados com uma dose, refere a Direção-Geral da Saúde.

Faz também parte da “estratégia de repescagem” a “convocatória e avaliação do estado vacinal de todos os profissionais de saúde que contactam com doentes (pelos Serviços de Saúde Ocupacional e/ou Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos)”.

Serão também chamados os adultos nascidos após 1970, não vacinados, com prioridade para os que têm entre os 18 e os 47 de idades.

A DGS informa que “nas unidades de saúde onde, durante um período de tempo, não for possível fazer as convocatórias (processo de transição do sistema SINUS para o novo sistema “Vacinas”) devem aproveitar-se todas as oportunidades de vacinação e de divulgação da campanha, incluindo junto dos estabelecimentos de educação e ensino”.

Como estratégias adicionais, a DGS recomenda divulgar a campanha de vacinação, especialmente a relativa aos adultos, através de meios de comunicação, internos e externos.

A campanha terá uma avaliação intercalar em 30 de setembro.

Trinta e um casos de sarampo foram confirmados este ano em Portugal, tendo a Direção-Geral da Saúde (DGS), recebido 158 notificações desde 01 de janeiro, segundo os últimos dados daquela entidade divulgados em 06 de junho.

Estudo conclui
A conclusão é de um estudo encomendado pela Associação Internacional das Federações de Atletismo que quer reabrir um processo...

Um estudo encomendado pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF) concluiu que o excesso de testosterona beneficia o desempenho destas atletas, como sucedeu nos casos de Caster Semenya e Dutee Chand.

Publicado no "British Journal of Sports Medicine", o estudo é assinado por Stéphane Bermon, que participou nos trabalhos da IAAF sobre este assunto, e por Pierre-Yves Garnier, diretor do departamento científico do organismo internacional, escreve o Sapo.

A IAAF informou que este estudo "faz parte de um conjunto de provas" que está a recolher, no sentido de reabrir o processo no Tribunal Arbitral do Desporto (TAS), que suspendeu em 2015 os regulamentos do organismo para restringir a participação em provas de algumas atletas.

O TAS considerou que os regulamentos eram discriminatórios e deu um prazo até julho de 2017 para a IAAF provar cientificamente que aquelas atletas, designadas 'híper-andróginas', são favorecidas desportivamente por esse facto.

Estudo
Os pacientes infetados com herpes zóster, vulgarmente conhecido por zona, correm um risco acrescido de ataque cardíaco e...

A zona (também designada por herpes zóster) é uma infeção viral que se manifesta através de erupções cutâneas, normalmente compostas por pequenas bolhas com líquido (vesículas). Surge geralmente devido à reativação do mesmo vírus que causa a varicela e que, mesmo depois de curada esta doença, pode permanecer inativo nas células nervosas.

Agora, uma nova investigação determina que as pessoas com esta infeção têm 41% mais hipóteses de sofrer um problema cardiovascular, 59% mais risco de ter um enfarte e 35% mais chances de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), frisa o estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology.

O risco cardiovascular é mais alto durante o primeiro ano após a infeção, segundo a investigação, que também estabeleceu que a possibilidade de sofrer um AVC é mais alta em pacientes com menos de 40 anos. Os cientistas, que fizeram o acompanhamento de 519.800 pessoas entre 2003 e 2013, reconhecem, não obstante, que ainda não podem esclarecer o vínculo entre o herpes zóster e os problemas cardiovasculares, escreve o Sapo.

"Embora essas descobertas necessitem de mais estudos sobre o mecanismo que faz com que os pacientes com herpes zóster tenham mais risco de sofrer um ataque do coração ou um acidente cerebral, é importante que os médicos que tratam estes pacientes os informem sobre estes riscos", escreveu Sung-Han Kim, do Departamento de Doenças Infecciosas do Asan Medical Center de Seul, e principal autor do estudo.

Investigador
As pessoas que têm pensamento positivo vivem mais sete anos e meio do que as que não têm, disse o investigador José Pinto da...

O professor catedrático e médico legista explicou que em causa está "a harmonia biológica dá funcionalidade cerebral" e que "os aspetos que são positivos libertam determinadas substâncias químicas que aumentam a capacidade de sobrevivência das células".

"Quando estamos com prazer temos um aumento de libertação da dopamina. Portanto queremos repetir o mesmo comportamento para termos dopamina que vai dar prazer. Numa harmonia, isso leva a que a probabilidade de lesão das várias estruturas da célula diminui”, disse. Por isso, acrescentou, o pensamento positivo “leva a uma sobrevivência maior” que vai até “sete anos e meio".

O investigador, que falava numa sessão dedicada à psicologia do medo, inserida num dia de atividades promovido pelo CRIAP - um instituto ligado a áreas como a terapia da fala, o serviço social, a criminologia ou os recursos humanos -, também afirmou que "as pessoas que já experienciaram situações de medo e que conseguiram resolvê-las têm capacidade de sobrevivência maior", escreve o Sapo.

O fenómeno deve-se à “capacidade para ultrapassar o medo", disse José Pinto da Costa que, em declarações, à margem da sessão, enfatizou que "estas temáticas deviam ser mais discutidas pela sociedade". "O conhecimento é fundamental para que possa existir liberdade. Sem informação não há conhecimento e sem conhecimento não há liberdade. Por isso é que o CRIAP procurou falar desta questão que é muito atual e em todo o mundo se está a discutir", disse o também diretor científico do instituto.

José Pinto da Costa lamentou que "exista muito preconceito contra o medo e contra as pessoas com medo". "Não se integra as pessoas na sua circunstância. As pessoas às vezes têm medos exagerados por uma questão de aprendizagem. Os primeiros dois anos [de vida] são cruciais para o desenvolvimento da estruturação da personalidade e, se calhar, foram os pais e a sociedade que lhe incutiu a estruturação de futuros medos", afirmou.

Estudo
Dois investigadores da Universidade de Toronto, no Canadá, descobriram que ter má memória é vital no processo de tomada de...

Os investigadores Paul Frankland e Blake Richards, da Universidade de Toronto, no Canadá, defendem num novo estudo científico que o objetivo da memória não é reter o maior número de informações a longo prazo, mas sim otimizar a tomada de decisões.

Para que tal seja possível, o cérebro precisa de eliminar informações irrelevantes, para que estas não causem "ruído" às informações essenciais, escreve o Sapo. "É importante que o cérebro esqueça detalhes irrelevantes e, em vez disso, se concentre em coisas que vão ajudar a tomar decisões no mundo real", comenta Richards Blake Richards numa nota da universidade.

Segundo este cientista, se tentarmos tomar uma decisão e o cérebro estiver repleto de informações irrelevantes, tal prejudicará o raciocínio e o processo de tomada de decisões.

O estudo, publicado na revista Neuron, do grupo Cell, conclui ainda que a troca ou substituição de informações no cérebro permite a adaptação dos neurónios a novas situações.

No entanto, fica o alerta: "Se se está a esquecer muito mais do que o normal, isso pode ser um motivo de preocupação. Mas se for alguém que apenas se esquece dos detalhes ocasionais, provavelmente é um sinal de que o seu sistema de memória é perfeitamente saudável e está a fazer exatamente o que é suposto fazer".

Hecolcap
Investigadores do Porto estão a desenvolver um tratamento para infeções ósseas graves, com compósitos bioativos e um...

Esta solução, orientada para doentes com osteomielite (infeção óssea que ocorre quando bactérias ou fungos invadem um osso), transporta e liberta, de forma controlada, o antibiótico para o local afetado, explicaram os investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), Susana Sousa e Fernando Jorge Monteiro, líderes do projeto Hecolcap.

Após a eliminação da infeção, o biomaterial existente na solução promove o recrutamento, a ligação e a proliferação de células ósseas, resultando num aumento de formação óssea e na redução do tempo de recuperação do paciente, explicaram.

O tratamento tradicional da osteomielite, segundo os investigadores, passa, primeiramente, por uma intervenção cirúrgica na qual é feito o desbridamento (remoção do tecido morto) da zona afetada pela infeção.

A par desta intervenção, os pacientes são submetidos a um tratamento para eliminar as bactérias que tenham originado a infeção, através da administração de antibióticos, o que, na grande maioria dos casos, obriga a um internamento hospitalar durante períodos prolongados.

"A taxa de sucesso desta administração mostra que em 40% dos casos ocorre recorrência da infeção, o que obriga a que este ciclo de administração do antibiótico se prolongue, com danos colaterais importantes e custos muito elevados para os serviços hospitalares", referiram.

De seguida, a cavidade criada é preenchida com materiais que ajudam à regeneração do osso, o que cria a necessidade de uma nova intervenção, com novos riscos de infeção associados.

De acordo com os responsáveis, embora o medicamento disponível no dispositivo não dispense a primeira intervenção cirúrgica, substitui a administração intravenosa do antibiótico por uma administração única e localizada, com uma concentração mais elevada mas que, no total, corresponde a uma quantidade global menor de fármaco.

No tratamento convencional, o antibiótico é disperso por todo o organismo, em quantidades muito elevadas, mas com uma eficácia reduzida visto que só chega ao local afetado uma percentagem relativamente pequena.

Com o dispositivo do Hecolcap, apesar de o paciente ter que ser seguido de perto em regime ambulatório, pode voltar para o seu ambiente mais rapidamente, o que, segundo os investigadores, acrescenta uma grande melhoria na sua qualidade de vida.

Esta solução permite ainda "libertar camas hospitalares" e diminuir os custos hospitalares associados, dispensando uma segunda intervenção cirúrgica e reduzindo riscos de infeções.

Para os clínicos, a possibilidade de verem os seus pacientes a entrar, sucessivamente, em ciclos de recorrência, também é "francamente diminuído".

Até ao momento, a equipa já efetuou estudos 'in vitro', com resultados "muito positivos" quanto à eficiência na libertação controlada do antibiótico e "total sucesso" na extinção completa da infeção, num período entre 14 e 21 dias.

Esses estudos em laboratório demonstraram também resultados positivos em relação à capacidade de criar atividade significativa nas células responsáveis pela formação de osso novo, após a libertação total do fármaco, o que revela capacidade de regeneração.

Relativamente aos estudos 'in vivo', já têm resultados preliminares que demonstram sucesso no tratamento, após a indução de osteomielite em ratazanas, estando em curso ensaios com animais de grande porte.

Este projeto conta com a colaboração dos estudantes do i3S Catarina Coelho, Ângela Carvalho e Tatiana Padrão, e do cirurgião ortopedista, Nuno Alegrete.

O início dos estudos para a criação do dispositivo iniciou há 12 anos, mas foi através da iniciativa COHITEC, da COTEC Portugal - Associação Empresarial para a Inovação, e do prémio que receberam NOVO BANCO, há cerca de um ano, que transformaram a ideia em projeto.

Neste momento, o Hecolcap é um dos trabalhos apoiados pelo RESOLVE, um programa do i3S que auxilia a transferência de conhecimento científico e tecnológico de projetos inovadores promissores, em estágio inicial.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Todas as regiões do continente e arquipélagos da Madeira e Açores apresentam hoje risco ‘muito elevado’ e ‘elevado’ de...

Para as regiões com risco 'muito elevado' e 'elevado', o Instituto recomenda o uso de óculos de sol com filtro ultravioleta (UV), chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre menor do que 2, em que o UV é 'Baixo', 3 a 5 ('moderado'), 6 a 7 ('elevado'), 8 a 10 ('muito elevado') e superior a 11 ('extremo').

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para hoje no continente períodos de céu muito nublado, apresentando-se geralmente muito nublado no litoral Norte e Centro e na região Sul até meio da manhã, tornando-se gradualmente pouco nublado na região Sul a partir do final da manhã.

A previsão aponta também para períodos de chuva fraca ou chuvisco no litoral até ao início da manhã e possibilidade de ocorrência de aguaceiros e trovoada no interior das regiões Norte e Centro a partir da tarde.

Está também previsto vento em geral fraco do quadrante oeste, soprando temporariamente moderado no litoral a sul do Cabo Raso, durante a tarde, e nas terras altas, neblina ou nevoeiro matinal, descida da temperatura mínima nas regiões Norte e Centro.

O IPMA prevê ainda uma descida da temperatura máxima, sendo acentuada nas regiões Norte e Centro.

Na Madeira prevê-se períodos de céu muito nublado, aguaceiros, em especial nas vertentes norte e terras altas e vento fraco a moderado do quadrante norte, soprando por vezes forte nas terras altas até meio da manhã.

Para os Açores, a previsão aponta para períodos de céu muito nublado com boas abertas e vento fraco a bonançoso.

No que diz respeito às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 17 e 26 graus Celsius, no Porto entre 16 e 22, em Braga entre 16 e 25, em Vila Real entre 15 e 28, em Viseu entre 14 e 25, em Bragança entre 16 e 31, na Guarda entre 15 e 26, em Coimbra entre 16 e 25, em Castelo Branco entre 16 e 30, em Santarém entre 17 e 30, em Portalegre entre 16 e 29, em Évora entre 15 e 31, em Beja entre 16 e 30 e em Faro entre 19 e 26.

Estudo
O consumo de calorias faz aumentar a virulência do parasita da malária, descobriram investigadores liderados por Maria Manuel...

"O que o nosso trabalho mostra é que, dependendo do número de calorias que ingerimos, mais do que a qualidade da dieta, a quantidade de elementos, tem a capacidade de influenciar a virulência do parasita", que se reproduz mais quando o hospedeiro come mais calorias.

A conclusão é que a probabilidade de morrer é menor se se consumir menor quantidade de nutrientes.

A equipa de Maria Manuel Mota, conseguiu descobrir qual é a molécula que funciona como "sensor" para o parasita e lhe permite conhecer o estado nutricional do hospedeiro.

O objetivo último será conseguir produzir fármacos que atuem sobre a molécula e consigam uma versão "atenuada" da doença.

Maria Manuel Mota afirmou ainda que outros parasitas como o tripanossoma, responsável pela doença do sono em África e a doença das chagas no Brasil, tem o mesmo tipo de sistema que o da malária.

O Plasmodium falciparum, o parasita que provoca o tipo mais grave de malária, mata uma criança a cada minuto que passa e, embora a maior parte das pessoas sobreviva, há 200 milhões de novas infeções anualmente.

O parasita da malária divide-se dentro dos glóbulos vermelhos do sangue e, como há uma "alarmante tendência global de obesidade, inclusivamente em regiões endémicas de malária", como África, o estudo vem alterar a visão sobre "a dinâmica de uma infeção de malária", segundo a investigadora.

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