Até final do ano
O presidente do Instituto Nacional de Emergência Médica disse que até ao final do ano, vão ser criados 18 novos postos de...

"Até ao final do ano mais 18 PEM vão estar em concelho que não têm e a renovação de 41 ambulâncias que têm muitos anos e serão substituídas por novas", afirmou Luís Meira durante a assinatura de protocolos para constituição de postos de emergência médica (PEM) nas corporações de bombeiros de Pedrógão Grande e de Castanheira de Pera e de substituição em Góis e Figueiró dos Vinhos.

O responsável do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) adiantou ainda que até ao final deste ano, vão estar mais 65 ambulâncias novas em atividade, sendo que em cinco concelhos do país onde já existem os PEM, estes vão ser reforçados.

Luís Meira voltou a reforçar a ideia e o objetivo de, até final do ano, garantir que todos os concelhos do país têm um PEM.

O secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Araújo, adiantou que o compromisso do Governo passa por melhorar o Serviço nacional de Saúde (SNS), no sentido de este responder com qualidade às necessidades das populações.

"Para isso, é preciso dotar [o SNS] com recursos técnicos e humanos. O INEM tem 623 meios no terreno e mais de 300 ambulâncias estão colocadas nos bombeiros. Alguns meios já estão envelhecidos. Fazia sentido neste esforço de reforço, olhar para o INEM", disse.

O governante adiantou que há meios cujo tempo médio de vida já foi ultrapassado e sublinhou que o Governo vai reverter a situação, através de um plano anual de remodelação para as ambulâncias mais antigas.

No conjunto de medidas estratégicas do Governo está a criação de novos PEM nos concelhos onde não existiam, reforço e renovação periódica de PEM em quatro concelhos, sendo que o investimento previsto ronda os 3,5 milhões de euros.

Governo
A Comissão Europeia atribuirá um máximo de 12,5 milhões de euros às zonas da região Centro afetadas pelos incêndios de junho,...

No final de uma reunião extraordinária da Concertação Social, em Lisboa, o governante sublinhou que a verba a atribuir por Bruxelas é “apenas uma das componentes e que tem a ver com a existência de um fundo europeu de solidariedade, que pode ser desencadeado para danos globais de 500 milhões de euros”.

Aos jornalistas, Vieira da Silva recordou que o Conselho de Ministros já aprovou uma resolução sobre os apoios para aquela zona com diversas origens: “fundos específicos, como o fundo de emergência municipal”, “fundos que resultam da solidariedade” e “fundos resultantes do Portugal 2020 [verbas comunitárias]”.

“O total ainda não está completamente avaliado”, afirmou.

A verba máxima atribuída pelo executivo comunitário tinha sido avançada por Vasco Mello, vice-presidente da Confederação e Serviços de Portugal (CCP), que considerou “não ser um valor muito significativo”. No seu entender, o montante “não será a solução para essas calamidades”.

Segundo o responsável da CCP, na reunião de quatro horas o secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson Souza, informou sobre a possibilidade de um “reequacionamento do Portugal 2020: “Isso é uma coisa mais demorada, mas poderá haver mais fundos europeus por essa via”.

Depois do encontro com os parceiros sociais, o responsável da CCP manifestou ainda “preocupação” com a forma como a floresta tem sido ordenada e “enorme preocupação com a forma de funcionamento do sistema [de comunicações] Siresp”, recordando que as zonas de comércio são “zonas de grande concentração de pessoas”.

Esta manhã, à entrada para o encontro com os parceiros sociais, o ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, previu que o pedido para Bruxelas, a cargo do ministério do Planeamento e Infraestruturas, dará entrada em “muitos poucos dias”.

Na terça-feira, fonte oficial do ministério tutelado por Pedro Marques informou à Lusa que o Governo e a Comissão Europeia vão concluir "esta semana" os "contactos técnicos" relativos à ativação do fundo de solidariedade europeu, devendo o pedido formal seguir para Bruxelas após este processo.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

Dois grandes incêndios começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos. Foram extintos uma semana depois.

Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 habitações, 169 de primeira habitação, 205 de segunda e 117 já devolutas. Quase 50 empresas foram também afetadas, assim como os empregos de 372 pessoas.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas, que consumiram 53 mil hectares de floresta.

Após a reunião, com a reforma das florestas e as consequências dos incêndios, a presidente da central sindical UGT, Lucinda Dâmaso, salientou a “importância de olhar para algumas classes profissionais” como os bombeiros e os guardas florestais.

“Será que não temos de fazer um debate sobre a importância destes trabalhadores?”, questionou a dirigente sindical, argumentando ainda a importância de existirem os meios necessários para acudir a incêndios.

Já o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, apelou para que, “para lá das medidas mais gerais que devem ser tomadas”, haja “respostas às necessidades mais prementes das pessoas”.

“É preciso apoiar as pessoas naquilo que é fundamental para a vida do seu dia-a-dia e é preciso tomar medidas para recuperar as casas e simultaneamente recuperar rapidamente os empregos e já agora tomar outras medidas complementares para atrair investimento e novas empresas para aquelas zonas”, defendeu.

Presente no encontro esteve ainda o secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes.

Comissão Parlamentar de Saúde
O presidente do INEM assumiu hoje “dificuldades efetivas” para garantir o funcionamento do dispositivo do instituto, revelando...

Numa audição na Comissão Parlamentar de Saúde, solicitada pelo PS, Luís Meira disse que os portugueses têm razões para confiar na assistência prestada por este organismo do Ministério da Saúde o qual, reconheceu, atravessa dificuldades ao nível dos recursos humanos.

“Os trabalhadores têm feito um esforço – que deve ser reconhecido – para garantir a operacionalidade de meios”, acrescentou.

Ainda assim, em junho registou-se uma inoperacionalidade na ordem dos 2,2% em relação ao total dos turnos de ambulâncias de emergência médica.

Questionado sobre os tempos de atendimento das chamadas, Luís Meira afirmou que a média de atendimento se situa nos 26 segundos e que este tempo, que preocupa o INEM, é também um reflexo do défice nos recursos humanos.

Sobre as chamadas não atendidas, ou “desligadas na origem”, como o presidente do INEM lhes prefere chamar, entre janeiro e junho deste ano foram 41.708, o que representa 5,78% das efetuadas no mesmo período.

Ainda assim, cerca de metade das chamadas são recuperadas através do sistema que o INEM dispõe e que permite estabelecer a ligação entretanto terminada.

Em novembro
A cidade de Coimbra recebe em novembro o "segundo maior evento nacional" da área da Psicologia, iniciativa com mais...

De acordo com o presidente da Associação Portuguesa Conversas de Psicologia, Vítor Nuno Anjos, o evento de dois dias terá 16 oradores principais, a afixação de 150 ‘posters' de estudos científicos e uma feira de psicologia que conta com mais de 20 stands, onde serão divulgados todos os produtos da área da psicologia, ciências sociais e médicas.

"Iremos ter também a atribuição do prémio de carreira, sendo distinguido este ano o professor doutor António Reis Marques, médico psiquiatra e ex-diretor da Psiquiatria do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra", revelou.

O 4.º Congresso Nacional Conversas de Psicologia | 3.ª Conferência Internacional de Envelhecimento Ativo vai decorrer no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, nos dias 06 e 07 de novembro, sendo promovido pela Associação Portuguesa Conversas de Psicologia - APCDP, em colaboração com a Psicofix e várias instituições Universitárias.

"O nosso ‘target' são os profissionais e estudantes de psicologia, mas também a comunidade civil. Temos tido uma adesão muito forte nos outros anos e a nível científico temos verificado que este congresso já constitui um momento muito alto no panorama científico nacional", sublinhou.

De acordo com a organização, estarão presentes oradores nacionais e internacionais de referência, que debaterão a situação e a intervenção da Psicologia e do envelhecimento ativo em diferentes áreas de atuação.

"Sobre os oradores principais, destaque para o professor Pinto da Costa, a eurodeputada Marisa Matias, o professor doutor António Pacheco Palha e o professor doutor José Pinto Gouveia", acrescentou.

Vítor Nuno Anjos explicou ainda que estão abertas candidaturas para qualquer pessoa que queira apresentar um projeto ou um ‘poster’ científico no congresso.

"Haverá um prémio para a melhor comunicação e para o melhor ‘poster'. Iremos também entregar os diplomas dos primeiros pós-graduados da associação", informou.

Um dos momentos altos do evento de dois dias será a apresentação de dois estudos pioneiros, produzidos pelo núcleo de investigação da Associação Portuguesa Conversas de Psicologia

"O primeiro tem como objetivo percebermos as questões de ‘burnout' dos cuidadores de idosos, nas IPSS, pois não existem estudos para eles. Existem para médicos, enfermeiros, mas não nos cuidadores de idosos, que são pessoas que têm de fazer muitos turnos, lidam com a morte diariamente e com situações de défice cognitivo e patologias graves e temos questões que têm de ser estudadas", sustentou.

Já o segundo estudo tem a característica de ser feito através de inquéritos e investigação a homens e mulheres em situação de sem abrigo.

"As conclusões destes estudos serão feitas no dia, uma vez que estamos ainda em fase de análise de dados. São estudos exaustivos e com várias variáveis", concluiu.

"iLiquid"
Investigadores do Porto estão a estudar um método para transformar medicamentos sólidos em líquidos, de forma a aumentar a sua...

"Um dos problemas dos fármacos, independentemente da patologia a que se destinam", é a "baixa eficácia" originada pela resistência desenvolvida pelos agentes patogénicos aos medicamentos, como acontece com os antibióticos, disse a professora Paula Gomes, do Departamento de Química e Bioquímica da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (DQB-FCUP), envolvida no projeto.

Essa baixa eficácia deve-se, igualmente, à "reduzida percentagem do medicamento que chega realmente ao local de ação", acrescentou a também investigadora do LAQV-REQUIMTE, um laboratório da Universidade do Porto e da Universidade Nova de Lisboa.

Existem ainda outros problemas que dificultam a sua administração de medicamentos injetáveis, por exemplo, que não se dissolvem completamente no veículo líquido, tendo que ser injetados sob a forma de suspensão (como as injeções de penicilina), método que "é muito doloroso".

Para além disso, um número considerável de pacientes sente dificuldade em tomar pastilhas ou comprimidos grandes, o que, segundo a professora, se torna mais evidente em crianças ou no uso veterinário.

De acordo com a investigadora, o método proposto no projeto "iLiquid" para contornar os problemas passa por converter os "medicamentos sólidos problemáticos" em sais líquidos, através de liquefação iónica, um processo que considera "rápido, simples e de baixo custo".

Segundo a investigadora, os medicamentos líquidos não terão os mesmos problemas de administração que os sólidos e, caso tenham a formulação certa, poderão apresentar um cheiro e um sabor mais agradáveis.

Por serem "ligeiramente diferentes dos medicamentos originais", poderão ainda ser melhor absorvidos e "iludir" os micróbios resistentes, tendo, assim, uma maior eficácia.

Paula Gomes contou que a equipa de investigação já conseguiu resultados "muito positivos" com sais líquidos preparados a partir de ampicilina (pertencente ao grupo da penicilina e utilizada para tratar bactérias), que se revelaram "eficazes" contra bactérias resistentes a esse fármaco.

Num estudo mais recente, prepararam sais líquidos com base em primaquina, um antiparasítico usado na prevenção e no tratamento da malária, que demonstraram resultados contra três fases do ciclo de vida do parasita, ao passo que o medicamento original é apenas ativo contra duas dessas fases.

A equipa está também a trabalhar na aplicação deste conceito à criação de sais líquidos potencialmente úteis no combate a coinfeções "muito comuns em regiões de contexto socioeconómico desfavorecido", nomeadamente a malária, o HIV e a tuberculose.

O "iLiquid" surgiu de uma parceria entre o DQB-FCUP e a Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto (ESS-PPorto).

Da equipa fazem ainda parte os investigadores Ricardo Ferraz, do LAQV-REQUIMTE e da ESS-PPorto, Cristina Soares, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S) e da ESS-PPorto, e Cátia Teixeira, do LAQV-REQUIMTE e do DQB-FCUP.

Pedrógão Grande
O presidente do INEM garantiu hoje que a resposta à catástrofe em Pedrógão Grande foi “excecional”, apesar das “dificuldades no...

Luís Meira falava na Comissão Parlamentar de Saúde, onde foi ouvido a pedido do PS sobre os meios deste instituto.

A propósito da tragédia em Pedrógão Grande, deputados de vários partidos questionaram Luís Meira sobre a resposta do INEM no terreno.

Miguel Santos (PSD) questionou o presidente do INEM sobre alegadas dificuldades nesta resposta, perguntando, por exemplo, a razão para não ter sido montado um hospital de campanha no terreno, tal como aconteceu em maio aquando da visita do papa Francisco a Fátima.

Luís Meira recusou as críticas e sublinhou o “excecional” trabalho desenvolvido pelos profissionais do INEM nesta “situação excecional”.

“Não aceito que se ponha em causa a resposta do INEM e de uma gestão muito complicada e em circunstâncias muito difíceis”, disse.

Sobre o hospital de campanha, o presidente do INEM respondeu que tal não aconteceu porque a opção passou por dotar os centros de saúde de Pedrógão Grande e de Castanheira de Pera com todos os meios diferenciados.

“Não precisamos de ter uma tenda para ter um Posto Médico Avançado (PEM) e não precisamos de várias tendas para ter um hospital de campanha”, disse.

Em relação a outra questão levantada pelos deputados sobre uma alegada transferência de meios de socorro para a região Centro, deixando o resto da população sem cobertura, Luís Meira garantiu que tal não aconteceu.

“Não foi desguarnecida a resposta do INEM em outros locais”, afirmou.

Sobre as dificuldades de comunicação durante as operações de socorro, o presidente do INEM assumiu-as.

“Temos registo de que existiram dificuldades”, disse acrescentando que estas foram sendo colmatadas pelos operacionais que procuraram outras alternativas, sobre as quais receberam formação.

Ainda assim, reconheceu que uma boa comunicação é fundamental para responder a uma situação de catástrofe, como a que atingiu aquela zona do país no dia 17, causando 64 mortos e mais de 200 feridos.

“Mais perto da Europa”
O Governo alemão propôs a candidatura de Bona para acolher a Agência Europeia do Medicamento, juntando-se a outras cidades...

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) deverá ser transferida, após o ‘sim’ dos britânicos à saída do Reino Unido da União Europeia (UE), e praticamente todos os Estados-membros já apresentaram ou vão apresentar uma candidatura para receber a sede e os seus cerca de 900 trabalhadores.

O ministro alemão da Saúde apresentou uma proposta de candidatura, com o tema “Mais perto da Europa”, para a cidade de Bona, antiga capital da Alemanha ocidental e sede de várias organizações internacionais, incluindo alguns serviços das Nações Unidas.

“Se a EMA se relocalizar na Alemanha, poderá beneficiar de uma concentração de especialistas e de grandes parcerias nacionais, à mão de semear. A importância científica e económica do ambiente de Bona torna-a num local de primeiro plano para a Agência Europeia do Medicamento”, considerou o governante, Hermann Gröhe, num comunicado escrito propositadamente em inglês.

A Comissão Europeia será a responsável por avaliar as candidaturas, tendo em conta vários critérios, que vão desde a acessibilidade do local às oportunidades de emprego para os cônjuges dos funcionários e oferta de escolas para os filhos.

As candidaturas devem ser apresentadas até 31 de julho e a decisão deverá ser tomada, através de votação, em novembro.

Portugal também está na corrida e esta quinta-feira o Governo decide, em Conselho de Ministros, se será Lisboa ou Porto a cidade portuguesa candidata.

O Governo aprovou, em abril, a candidatura de Portugal, pretendendo instalar a sede do organismo europeu na capital, mas a decisão gerou polémica, com outras cidades a reivindicarem a mesma intenção.

Em final de junho, o executivo decidiu reabrir o processo de candidatura, de forma a integrar também representantes do Porto.

Na ótica do Governo, só estas duas cidades portuguesas reúnem “condições para uma candidatura muito exigente e competitiva em termos europeus”.

Lisboa já é sede de duas agências europeias, a da Segurança Marítima e o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência.

No início desta semana, Portugal e Espanha defenderam em Madrid que a Agência Europeia de Medicamentos deve ser transferida para uma cidade da Península Ibérica: Lisboa, Porto ou Barcelona.

A principal missão da Agência Europeia do Medicamento é a proteção e a promoção da saúde pública e animal, através da avaliação e supervisão dos medicamentos utilizados por pessoas e animais.

Pedrógão Grande
O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, assegurou hoje que o problema que está a afetar o sistema informático de duas...

O jornal Expresso noticia hoje que os utentes dos centros de saúde de Vila Facaia e da Graça precisam de renovar as baixas médicas e ter acesso a receituários, mas não podem porque o sistema informático não funciona.

Questionado por esta situação, o ministro da saúde afirmou que “não é verdade que o sistema não esteja a funcionar nos centros de saúde” do concelho de Pedrogão Grande, onde deflagrou o incêndio no passado dia 17 de junho.

“Em concreto, duas extensões, por motivo de furtos das instalações e dos cabos, que por duas vezes já foram instalados, têm estado constantemente a ir abaixo”, explicou Adalberto Campos Fernandes aos jornalistas, à margem da inauguração do primeiro Espaço Familiar Ronald McDonald em Portugal, instalado no Hospital Santa Maria, em Lisboa.

O ministro adiantou que a informação que dispõe é que “a operadora vai optar por um sistema de comunicação diferente, eventualmente por satélite, e que essas duas extensões do conjunto de centros de saúde terão o problema resolvido esta semana”.

O Expresso adianta que, desde os incêndios que deflagram há quase um mês na região centro e que causaram 64 mortes, as telecomunicações apresentam problemas.

Um dos serviços afetados é o das extensões de Vila Facaia e da Graça, abrangidas pelo Centro de Saúde de Pedrógão Grande, que atendem cerca de 1500 pessoas, adianta o jornal na edição online

Nestas duas aldeias, o sistema informático não funciona, impedindo que sejam disponibilizadas as requisições necessárias ao tratamento de doentes crónicos, como diabéticos, ou a entrega da renovação de baixas médicas, necessárias para que as pessoas afetadas não se apresentem ao trabalho, sublinha.

Contatada pelo Expresso, a PT Portugal garante que a rede fixa já foi reposta em Pedrogão Grande, embora admita que possa haver um “constrangimento técnico pontual” que pode estar a afetar as comunicações dos Centros de Saúde desta localidade.

Dois grandes incêndios começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos. Foram extintos uma semana depois.

Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 habitações, 169 de primeira habitação, 205 de segunda e 117 já devolutas. Quase 50 empresas foram também afetadas, assim como os empregos de 372 pessoas.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

Em Marvila
A construção do Hospital de Lisboa Oriental terá início em Janeiro de 2020. Vai ficar com a maioria da atividade clínica de...

O novo Hospital de Lisboa Oriental será em Marvila, entre as estações de metro da Belavista e de Chelas. Será construído entre Janeiro de 2020 e Dezembro de 2022, data indicada para a conclusão da obra. Terá capacidade correspondente a 875 camas. E sua construção será assegurada por uma Parceria Público-Privada (PPP). Deverá abrir as portas até 2024, escreve o jornal Público. O procedimento envolve a abertura de um concurso público internacional, sem pré-qualificação, que será lançado no início do segundo semestre deste ano.

A apresentação preliminar do projeto de PPP para a construção do Hospital de Lisboa Oriental decorreu nesta terça-feira, no Infarmed, em Lisboa, e foi feita por Vítor Almeida, ex-presidente do conselho diretivo da Administração-Geral Tributária e ex-Inspetor-geral das Finanças, presidente da equipa que preparou e lançou o projeto do Hospital de Lisboa Oriental.

O projeto tem vindo a ser analisado ao longo dos anos (está previsto desde 2007, mas acabou por nunca avançar), terá um prazo contratual da parceria público-privada de 30 anos, dos quais três serão dedicados à construção do mesmo.

No concurso público internacional serão apresentadas propostas, das quais serão selecionadas entre duas a três para uma fase de negociação, que decorrerá em Maio de 2019, na qual serão apontadas possíveis melhorias a estas.

O concorrente com a proposta vencedora deverá desenvolver estudos e projetos que integram uma proposta final.

A construção de um novo centro hospitalar significa que Lisboa terá três principais centros hospitalares, ao juntar-se ao Centro Hospitalar de Lisboa Norte e ao Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental. O Centro Hospitalar de Lisboa Oriental irá integrar o Hospital São José, Curry Cabral, Capuchos, Dona Estefânia, Santa Marta e a Maternidade Alfredo da Costa (MAC). O hospital deverá ficar com a maioria da atividade clínica destas seis unidades, explicou Vítor Almeida.

Há um mês, numa entrevista à Lusa, o ministro da Saúde Adalberto Campos Fernandes afirmou que "uma parte do São José ficará como hospital de proximidade, para servir aquela população mais idosa e que beneficiará muito de estar nos bairros antigos à volta" desta unidade de saúde.

Em relação ao Hospital Dona Estefânia, é ideia deste Governo "consagrar aquele espaço, em parceria com a Câmara Municipal de Lisboa, a uma fruição de funções relacionadas com a criança e a adolescência". Para o edifício da MAC, que continuará a manter a sua identidade e marca e passará a integrar uma grande unidade materno-infantil no novo Hospital Oriental de Lisboa, ainda não existem planos, segundo o ministro afirmou na altura.

De acordo com a Lusa, na altura da entrevista ao ministro, o futuro Hospital Oriental de Lisboa terá um custo de 500 milhões de euros.

Estudo
Um novo estudo publicado no "BMJ Open" sugere que os inibidores da bomba de protões (IBP), fármacos para combater a...

A investigação foi conduzida por uma equipa de investigadores de várias instituições norte-americanas, incluindo a Universidade de Washington.

O estudo conclui que os inibidores da bomba de protões (IBP) aumentam a mortalidade, seja comparativamente a quem não toma nenhum medicamento do género, seja em relação a pessoas que tomam outros neutralizadores ou supressores de acidez (bloqueadores de H2).

O estudo, segundo o Sapo, baseou-se na análise das fichas médicas de 3,5 milhões de norte-americanos e no acompanhamento de 350 mil pessoas durante cinco anos. Ou seja, a análise foi observacional, pelo que não foi possível estabelecer uma causa-efeito.

Os resultados evidenciaram um risco de morte 25% superior nos pacientes que tomavam os IBP, face aos que tomavam os bloqueadores de H2. Já a taxa de risco em relação aos que não tomavam nenhum supressor de ácido foi de 23%. Os investigadores apuraram também que "o risco aumenta quanto mais prolongado é o uso do medicamento", comentou Ziyad Al-Aly, médico epidemiologista e co-autor do estudo.

Este não é o primeiro estudo a alertar para os riscos deste tipo de fármacos. Os IBP são uma classe de fármacos amplamente disponível no mercado e de fácil acesso. Estudos prévios já os tinham relacionado com problemas renais, pneumonia, demência, osteoporose, infeções graves, stress oxidativo, entre outros.

Estudo
Um grupo de investigadores conseguiu identificar os que estão na base das duas patologias. Em Portugal, também se registam...

Um grupo de cientistas do Wellcome Trust Sanger Institute, no Reino Unido, conseguiu identificar os genes na origem da doença de Crohn e da colite ulcerosa. “Reunimos o maior número de informação de sempre no que se refere às doenças inflamatórias do intestino e aplicámos cuidadosamente uma série de estatísticas para reduzir o número de variantes genéticas envolvidas [na sua origem e desenvolvimento]”, afirmou já publicamente Jeffrey Barrett, um dos coautores da investigação.

“Neste momento, temos uma perspetiva mais clara dos genes que desempenham um papel na evolução da doença e dos que não têm qualquer influência [no processo]. Agora vamos analisar ao pormenor os principais culpados das doenças”, avança o especialista. Para identificar os genes em questão, a equipa de especialistas analisou o genoma de perto de 68.000 voluntários, escreve o Sapo.

A revelação foi feita numa altura em que, em Portugal, também são feitos avanços significativos, como é o caso de uma nova ferramenta online que prevê a evolução da doença de crohn. O dispositivo permite saber como irão evoluir esta e outras doenças inflamatórias intestinais com base em dados demográficos e informações clínicas obtidas em consulta, como é o caso da idade no diagnóstico, do uso de corticoides, da existência de doença perianal e/ou da possível existência de hábitos tabágicos.

Desenvolvida por uma equipa do Centro de Investigação de Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), a ferramenta estará acessível aos profissionais de saúde, integrada no sistema de interface com a base de dados do Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal. Segundo Cláudia Camila Dias, investigadora principal, ao "prever a evolução da doença em cada paciente», o sistema permite «adaptar a terapêutica de forma rápida, eficiente e nada invasiva".

De acordo com a investigadora, essa situação passa a poder ser feita “sem necessidade de recorrer a testes genéticos nem laboratoriais”, ajudando os médicos a assegurar um melhor controlo da doença. A doença inflamatória intestinal, que também inclui a colite colagenosa, a colite linfocítica, a colite isquémica, a colite indeterminada e o síndrome de Behçet, afeta, segundo estimativas, entre 7.000 a 15.000 portugueses. A taxa de incidência em Portugal ronda os 2,9 casos por cada 100.000.

Estudo
Uma equipa internacional, que inclui cientistas do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde da Universidade do...

A investigação publicada na reputada revista “Scientific Reports”, do grupo Nature, e pode abrir pistas para perceber a origem do declínio cognitivo e o processo natural de envelhecimento.

O grupo de trabalho junta Joana Cabral, Nuno Sousa, Paulo Marques, Ricardo Magalhães, Pedro Silva Moreira (todos do Instituto de Investigação em Ciências da Vida e Saúde), Morten Kringelbach (Universidade de Aarhus, Dinamarca) e Gustavo Deco (Universidade Pompeu Fabra, Espanha).

A equipa gravou e analisou a atividade cerebral de 100 idosos portugueses saudáveis com níveis diferentes de capacidades cognitivas e descobriu padrões distintos, graças a um novo método de deteção que desenvolveu para o efeito, o “Leading Eigenvector Dynamics Analysis”. Concluiu-se que os participantes com melhor desempenho cognitivo têm uma maior atividade cerebral mesmo quando estão a descansar dentro do aparelho de ressonância magnética, escreve o Sapo.

Na prática, a conectividade funcional dos idosos que têm menor desempenho cognitivo alterna de forma errática entre configurações de rede diferentes no cérebro; já os restantes idosos conseguem construir e manter padrões de conetividade específicos durante mais tempo e seguem redes mais estruturadas de reconfigurações.

Estes resultados apontam para nova evidência relacionando as dinâmicas da conetividade funcional com o desempenho cognitivo em idades avançadas, reforçando o papel funcional da atividade cerebral espontânea para o processamento cognitivo.

A influência da educação e da vida ativa
“Ao usar este novo método podemos caracterizar de forma eficiente o repertório de estados de rede que o cérebro humano explora durante o descanso”, diz a autora principal Joana Cabral, que na altura do estudo estava na Universidade de Oxford, no Reino Unido.

“Fomos capazes de demonstrar que o desempenho cognitivo na vida avançada está relacionado com a paisagem dinâmica dos estados cerebrais, que podem ser moldados ao longo da vida através de fatores como a educação, o estatuto socioeconómico, a participação em atividades exigentes em termos cognitivos ou até a disposição”, realça.

Este estudo ajuda a perceber as dinâmicas do cérebro saudável no envelhecimento e mostra desigualdades significativas entre pessoas que apenas diferem na sua capacidade cognitiva.

“A longo prazo, esperamos caracterizar a evolução destas mudanças ao longo dos anos nos mesmos indivíduos, visando a identificação precoce daqueles que possam precisar de ajuda. Por outro lado, isto pode também ajudar a identificar algumas das capacidades cognitivas que caracterizam a sabedoria da idade”, acrescenta Morten Kringelbach.

Cientistas alertam
O aumento da temperatura dos oceanos e a poluição marítima exigem intervenção urgente dos governos para proteger o alto mar,...

Depois de compilarem 271 estudos feitos desde 2012, os oceanólogos do departamento de Zoologia da universidade britânica concluíram que os oceanos são muito mais complexos do que se pensava antes e que há regiões que estão à beira do colapso ecológico.

Por exemplo, na baía de Bengala, o resultado de alterações climáticas e de descargas de fertilizantes agrícolas estão a acabar com o oxigénio na água, o que terá um impacto mundial e provoca perturbações nos ecossistemas dos quais as populações dependem para pescar, escreve o Sapo.

O aumento de temperatura provocado pela atividade humana é um problema global que significa que o mar fica mais ácido porque absorve dióxido de carbono, além de levar ao aumento de bactérias responsáveis por doenças como a cólera, gastroenterite ou septicémia. "As mudanças climáticas afetam todos os aspetos do oceano, incluindo temperatura, circulação e nutrientes", lê-se no relatório.

A coordenadora da Aliança do Alto Mar, Peggy Kalas, afirmou que "os impactos da atividade humana estão a sentir-se nos oceanos, não apenas em cada Zona Económica Exclusiva." "Precisamos urgentemente de estruturas de governo para gerir o alto mar e aplicar o princípio de garantir a sustentabilidade da atividade humana", defendeu.

Na terça-feira, reuniu-se nas Nações Unidas um comité preparatório para tentar chegar a uma conferência entre governos de onde saia um novo tratado internacional para proteger os oceanos.

A conseguir-se, seria o primeiro tratado dedicado à proteção da vida marinha no mar alto, que cobre quase metade da superfície do planeta, sem jurisdições nacionais.

O impacto da quantidade cada vez maior de lixo plástico nos mares ainda está por avaliar completamente, mas não restam dúvidas aos cientistas de que é inevitável.

Ao fim de décadas, sentem-se também os impactos da extração de minerais, o que salienta a necessidade de se estudar antecipadamente onde se vai perfurar.

Estudo
Um estudo da Universidade de Berkeley, na Califórnia, assevera que o cheiro da comida atrasa o metabolismo, levando o organismo...

Os investigadores daquela universidade californiana realizaram uma experiência na qual destruíram os neurónios olfativos de camundongos adultos, para que os ratos perdessem o olfato.

Em laboratório, escreve o Sapo, observou-se que os animais obesos que perderam esse sentido também perderam peso. Para além disso, os camundongos com um olfato "melhorado" ficaram mais gordos do que aqueles com o olfato normal.

O estudo publicado na revista Cell Metabolism sugere uma relação entre o sistema olfativo e partes do cérebro que regulam o metabolismo, como o hipotálamo. Apesar de não conseguirem explicar essa ligação, os cientistas acreditam que o cheiro da comida avisa o cérebro da refeição, pondo o metabolismo em modo de descanso, levando-o automaticamente a absorver e armazenar mais gordura.

"Este artigo é um dos primeiros estudos que realmente demonstra que se manipularmos as entradas olfativas conseguimos alterar a forma como o cérebro percebe o equilíbrio energético", comenta Céline Riera, do Centro Médico de Cedars-Sinai, em Los Angeles.

Os cientistas observaram ainda que as cobaias e os seres humanos são mais sensíveis aos cheiros quando estão com fome do que depois das refeições, por isso "a falta de cheiro pode fazer com que o corpo pense que já comeu", ativando e acelerando o metabolismo, disse ainda o principal autor do estudo, Andrew Dillin.

APED apoia participação de jovem português
No âmbito do 10º Congresso da Federação Europeia da Dor, que decorre de 6 a 9 de setembro, em Copenhaga, na Dinamarca, vai...

A viagem, entre Kiel (Alemanha) e Copenhaga (Dinamarca), decorre no dia 4 de setembro e vai realizar-se no navio ARTEMIS, um exemplo da tradição marítima do Báltico, construído em 1926.

Para se candidatarem a esta viagem, os participantes devem ser sócios da APED, ter menos de 32 anos de idade e apresentar um poster/comunicação livre no X Congresso da Federação Europeia da Dor (EFIC) ou ser o primeiro autor do mesmo. As candidaturas deverão ser remetidas para o secretariado da APED, ao cuidado de Ana Tavares ([email protected]), e o sorteio será realizado na Ordem dos Médicos, em Lisboa, no dia 25 de julho de 2017.

“Queremos dar a oportunidade a um jovem interno/investigador português de criar uma rede de contactos importantes na área, proporcionar o debate em torno de temas científicos recentes e promover a partilha de experiências entre os vários países. Estas iniciativas são uma mais-valia para a investigação nacional e para a melhoria do tratamento dos doentes com dor em todo o mundo”, revela Ana Pedro, presidente da Associação Portuguesa para o Estudo da Dor.

Esta viagem será apoiada pela APED no valor de 320 euros, mas todos os outros custos inerentes à deslocação e participação no X Congresso da EFIC são da responsabilidade do vencedor do concurso.

Irão participar 37 jovens internos/investigadores oriundos da Albânia, Áustria, Bélgica, Bósnia, Bulgária, Croácia, República Checa, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hungria, Irlanda, Israel, Itália, Kosovo, Letónia, Lituânia, Moldávia, Noruega, Portugal, Polónia, Roménia, Rússia, San Marino, Sérvia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Suécia, Suíça, Holanda, Turquia, Ucrânia e Reino Unido.

A Associação Portuguesa para o Estudo da Dor (APED) tem como objetivos promover o estudo, o ensino e a divulgação dos mecanismos fisiopatológicos, meios de prevenção, diagnóstico e terapêutica da dor. Para mais informações: www.aped-dor.com.

Administração Regional de Saúde do Norte
A Administração Regional de Saúde do Norte anunciou hoje que a Unidade de Saúde Familiar “Novo Sentido”, a funcionar em ...

Em comunicado, a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-Norte) explica que o compromisso financeiro já foi assumido pelo Governo e publicado em Diário da República.

Refere que, com este objetivo, já tinha sido celebrado um protocolo entre a ARS-Norte e a Câmara Municipal do Porto.

O objetivo do acordo era dotar a população de referência (USF “Novo Sentido” e antiga Extensão de Saúde do Ilhéu – 14.000 utentes, aproximadamente), bem como os profissionais que na mesma desenvolvem a sua atividade, com “um equipamento que, para além de moderno, humanizado e devidamente equipado, pudesse responder às reais necessidades”.

O protocolo visa também transformar parte das instalações abandonadas da antiga Escola do Básica e Secundária do Cerco e contribuir, assim, para a qualificação da zona oriental da cidade.

O investimento calculado (remodelação do edifício e equipamento) é da ordem dos 1.549.574,82 euros, sendo que, deste, 85% vai ser obtido através do Programa Operacional Regional do Norte (Norte 2020) e o restante, do Orçamento Geral do Estado.

De acordo com o projeto aprovado, as futuras instalações vão incluir dois módulos – um de Saúde Familiar (com 9 gabinetes médicos, 3 gabinetes de enfermagem, 2 salas de tratamento, 2 gabinetes de vacinas e injetáveis e 4 gabinetes de Saúde Materna/Infantil) e outro que será destinado a Cuidados na Comunidade (com 3 gabinetes médicos, 1 polivalente e 1 de enfermagem).

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Oito distritos de Portugal continental estão hoje sob ‘aviso amarelo’ devido à previsão de tempo quente, de acordo com...

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos de Bragança, Vila Real, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja vão estar sob ‘aviso amarelo’ entre as 10:00 de hoje e as 18:00 de sexta-feira devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima.

O ‘aviso amarelo’, o terceiro mais grave de uma escala de quatro, é emitido sempre que há uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade no litoral das regiões Norte e Centro até meio da manhã.

Está também previsto vento em geral fraco do quadrante norte, soprando moderado no litoral oeste e nas terras altas, em especial durante a tarde, neblina ou nevoeiro matinal no litoral das regiões Norte e Centro e pequena subida de temperatura.

No que diz respeito às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 18 e 31 graus Celsius, no Porto entre 16 e 26, em Vila Real entre 16 e 33, em Viseu entre 15 e 32, em Bragança entre 15 e 34, em Coimbra entre 16 e 30, na Guarda entre 16 e 32, em Castelo Branco entre 18 e 39, em Portalegre entre 20 e 38, em Santarém entre 17 e 35, em Évora entre 15 e 41, em Beja entre 16 e 40 e em Faro entre 25 e 34.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Sete regiões de Portugal apresentam hoje risco ‘extremo’ de exposição à radiação ultravioleta, enquanto o resto do país está...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em risco ‘extremo’ de exposição à radiação ultravioleta (UV) estão as regiões de Beja, Castelo Branco, Évora, Guarda, Penhas Douradas, Portalegre e Santarém.

O Instituto recomenda para as regiões em risco ‘extremo’ que se evite o mais possível a exposição ao sol.

O resto do país está com níveis ‘muito elevados’ e ‘elevados’ de exposição à radiação UV.

Para as regiões com risco 'muito elevado' e 'elevado', o Instituto recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre menor do que 2, em que o UV é 'baixo', 3 a 5 ('moderado'), 6 a 7 ('elevado'), 8 a 10 ('muito elevado') e superior a 11 ('extremo').

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade no litoral das regiões Norte e Centro até meio da manhã.

Está também previsto vento em geral fraco do quadrante norte, soprando moderado no litoral oeste e nas terras altas, em especial durante a tarde, neblina ou nevoeiro matinal no litoral das regiões Norte e Centro e pequena subida de temperatura.

Para a Madeira prevê-se períodos de céu muito nublado, apresentando-se em geral pouco nublado nas vertentes sul da ilha e vento fraco a moderado de nordeste.

Nos Açores prevê-se períodos de céu muito nublado com abertas, aguaceiros fracos especialmente na madrugada e manhã e vento fraco.

Quanto às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 18 e 31 graus Celsius, no Porto entre 16 e 26, em Vila Real entre 16 e 33, em Viseu entre 15 e 32, em Bragança entre 15 e 34, em Coimbra entre 16 e 30, na Guarda entre 16 e 32, em Castelo Branco entre 18 e 39, em Portalegre entre 20 e 38, em Santarém entre 17 e 35, em Évora entre 15 e 41, em Beja entre 16 e 40 e em Faro entre 25 e 34.

Programa Operacional de Capital Humano
Mais de sete milhões de euros foram aprovados no âmbito do Programa Operacional de Capital Humano para financiar a integração...

Segundo a informação disponível no ‘site’ do Programa Operacional de Capital Humano (POCH), foram aprovados quatro milhões de euros de despesa total para a integração, até ao final de 2018, de 108 psicólogos em escolas da região Norte, 1,9 milhões para integrar 52 psicólogos em escolas da região Centro e 1,5 milhões para 40 novos profissionais para o Alentejo.

“A integração de 200 novos psicólogos em escolas públicas visa apoiar o desenvolvimento psicológico dos alunos, a melhoria da sua orientação escolar e profissional, bem como o apoio psicopedagógico às atividades educativas e ao sistema de relações da comunidade escolar", explicam os técnicos do POCH.

O objetivo central do reforço da rede de psicólogos é a prevenção do abandono escolar precoce e do absentismo, através do diagnóstico das dificuldades que afetam a aprendizagem, de modo a agir atempadamente, identificando e analisando as causas do insucesso escolar e propondo medidas para o reduzir.

A falta de psicólogos nas escolas portuguesas tem sido reiterada, tanto pela comunidade educativa como pela Ordem dos Psicólogos, que em abril estimou que seriam necessários 500 profissionais nos estabelecimentos de ensino.

Na altura, o bastonário da Ordem dos Psicólogos revelou que estava já prevista a contratação de 200 profissionais no âmbito do POCH, sublinhando que com estas integrações o rácio nas escolas passaria dos atuais 1/1.700 para um psicólogo para cada 1.100 alunos.

ONU
A ONU lançou hoje um pedido de ajuda internacional para fazer frente ao surto de cólera que afeta o Iémen, numa altura em que o...

Desde o início da epidemia, em abril, já se registaram mais de 313.000 casos suspeitos e 1.732 mortes, disse o coordenador dos assuntos humanitários da ONU para o Iémen, Jamie McGoldrick.

As agências da Organização das Nações Unidas, que têm sido muito solicitadas, estão a fazer o seu melhor para travar a doença com recurso a programas de alimentação, afirmou a mesma fonte, citada pela France-Presse.

“Estamos com falta de financiamento”, acrescentou, durante uma conferência de imprensa por telefone, durante a qual enfatizou o círculo vicioso da população enfraquecida pela fome que cai doente com cólera.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), após mais de dois anos de guerra entre os rebeldes hutis xiitas e as forças governamentais que gozam do apoio da Arábia Saudita, as infraestruturas médicas e sanitárias do Iémen colapsaram, levando à propagação da doença pela população.

Altamente contagiosa, a cólera é uma infeção bacteriana que se transmite através de alimentos contaminados ou da água e, embora o seu tratamento seja relativamente fácil, a falta de infraestruturas médicas no país impede o controlo da evolução da epidemia.

McGoldrick reconheceu que a ONU subestimou a gravidade da epidemia e confirmou que o programa de vacinação no país foi interrompido quando a doença já se tinha espalhado.

O coordenador dos assuntos humanitários afirmou que a ONU tem dado apoio humanitário ao Iémen, no entanto há necessidade de um financiamento de 87 milhões de euros para uma intervenção imediata no país.

"A cólera é a crise de hoje, a fome é a crise de amanhã", acrescentou, numa previsão do futuro de cerca de 500.000 iemenitas, se nada for feito para impedir esta situação.

De acordo com o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas, dois terços dos 17 milhões de iemenitas não sabem de que será feita a sua próxima refeição.

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