Idade é fator de risco
Em Portugal, são diagnosticados mais de sete mil novos casos a cada ano. Existem cerca de 80 mil doentes ativos e 50% da...

A região de Lisboa e Alentejo concentram a taxa mais elevada de mortalidade. No entanto, o maior risco de incidência faz-se notar no litoral Norte e Centro do país.

Para contrariar os infelizes números desta doença, durante os meses de março e abril, a Europacolon promove o rastreio gratuito, através da Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSOF). 

Qualquer pessoa a partir dos 50 anos de idade deve fazê-lo, mediante os seguintes critérios:

  • Idade compreendida entre os 50 e os 74 anos;
  • Não realizou PSOF no último ano ou colonoscopia nos últimos 5 anos;
  • Sem sintomas relevantes;
  • Sem ligações hereditárias de primeiro grau a doentes de cancro colorretal;
  • Sem história pessoal anterior de cancro;
  • Sem diagnóstico prévio de pólipos colorretais ou doença inflamatórias do intestino (doença de Crohn ou colite ulcerosa)

“A idade é um dos principais fatores de risco e, por esse motivo, a partir dos 50 anos, qualquer pessoa deve realizar o rastreio. Este método permite identificar precocemente a presença de um tumor ou de pólipos no intestino. Em caso positivo, a pessoa deve ser imediatamente encaminhada para o médico e fazer uma colonoscopia”, explica Maria João Mendes, Farmacêutica e responsável pela implementação deste projeto ao nível nacional.

“A implementação do rastreio de base populacional tem sido um grande desafio, considerando a falta de recursos, de profissionais, organização e vontade política.

A realização das colonoscopias, de acordo com as recomendações internacionais, não estão a ser cumpridas. A falta de gastrenterologistas, a fraca resposta do Serviço Nacional de Saúde e as assimetrias regionais, traduzem-se no flagelo nacional que é esta doença!”, alerta o presidente da Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo, Vítor Neves.

“Este tipo de campanhas reflete-se numa maior atitude preventiva e na diminuição da mortalidade em cerca de 16%”, afirma o presidente.

Rastreio
A gravidez é um momento de grande expectativa, ansiedade e muitas questões: será que vai correr tudo bem? Será que o bebé vai...

“Os filhos herdam a cor do cabelo ou de olhos dos seus pais, mas também podem herdar patologias genéticas. Quando ambos os progenitores são portadores de uma mutação num gene para a mesma patologia genética, há 25% de probabilidade de transmitirem essa doença aos seus filhos. A grande maioria dos portadores não apresenta nenhum sintoma e não possuem antecedentes familiares, motivo pelo qual estas patologias podem passar despercebidas durante gerações, e ser descobertas apenas quando um filho as desenvolve”, explica Margarida Reis-Lima, Médica Geneticista.

Um dos estudos científicos que atesta a eficácia desta análise foi realizado em 350 mil adultos, e comprovou que o rastreio tradicional não deteta uma percentagem significativa de gestações com fetos afetados por doenças graves, e que essa percentagem é bastante variável consoante as origens étnicas de cada um. Conclui ainda que 1 em cada 550 gestações terá o feto afetado por uma das 176 patologias graves incluídas no painel deste novo rastreio, sendo que esta probabilidade é teoricamente mais alta que o risco natural de um feto apresentar Síndrome de Down (Trissomia 21).

A especialista alerta ainda para o facto de esta análise estudar apenas patologias para as quais existem recomendações que permitem validar uma ação terapêutica ou preventiva posterior. Ou seja, um rastreio que analise mais patologias não é necessariamente melhor, se não existir possibilidade de se oferecer um tratamento ao doente para essas mesmas patologias adicionais. “Esta análise está especialmente indicada para casais com algum grau de consanguinidade, casais cuja origem étnica favoreça o risco para serem portadores de algum tipo das doenças incluídas no painel, casais com antecedentes de perdas fetais recorrentes ou de mortes fetais e neonatais sem explicação, ou ainda casais que vão recorrer à doação de gâmetas para selecionar um dador mais adequado e/ou que vão iniciar um plano de procriação medicamente assistida (PMA), número que tem vindo a aumentar em Portugal. De facto, nos últimos anos, cerca de 3% das crianças portuguesas nasceram com recurso a técnicas de PMA, o que torna esta análise cada vez mais pertinente. No entanto, pode também ser realizada por qualquer casal que pretenda formar ou ampliar a família, ou por pessoas individuais que desejem conhecer se são portadores.

A análise pode ser efetuada em adultos, mas é recomendável que ocorra durante o planeamento da gravidez. “Se se efetuar o teste antes de engravidar, há tempo para efetuar o aconselhamento genético e planear e decidir sobre todas as opções possíveis, com calma. Como o resultado do teste demora cerca de 15 dias úteis (menos de um mês), pode ser efetuado nos primeiros meses da gravidez, pois ainda dá tempo para se planear um diagnóstico pré-natal se o casal estiver em risco (a amniocentese faz-se habitualmente a partir das 16 semanas) ”, conclui a especialista.

Dados divulgados no âmbito do "Dia da Esperança"
Foram mais de 400 pessoas que, nos últimos cinco anos, participaram em ensaios clínicos no IPO-Porto. Um número que reflete o...

Segundo Laranja Pontes, Presidente do Conselho de Administração do IPO-Porto, “é com muita satisfação que comunicamos este número, que espelha uma grande maturidade dos doentes e um grande compromisso de todos os profissionais de saúde, no sentido de assegurar o acesso e o desenvolvimento de novas terapêuticas no tratamento oncológico”. Este resultado é ainda mais significativo já que se enquadra no âmbito da iniciativa “Dia da Esperança”, que o IPO-Porto celebra a 20 de março, que pretende divulgar a importância dos ensaios clínicos.

Em paralelismo com o primeiro dia da primavera, neste dia será lançado o movimento “Uma flor pela esperança”, protagonizado por Ana Bravo, Carla Ascenção, Jorge Gabriel e Miguel Guedes, que convida todos os portugueses a partilhar, nas redes sociais, uma fotografia sua com uma flor, com a referência #umaflorpelaesperança. A flor, que nasce na primavera, simboliza a esperança dos doentes oncológicos, de todos os que participam em ensaios clínicos, sendo ao mesmo tempo um agradecimento a todos os profissionais de saúde, familiares, amigos e cuidadores. Ver vídeo aqui.

“Queremos tornar este dia num dia nacional porque sentimos que é muito importante homenagear todos os que participaram em ensaios clínicos e, mais que isso, aumentar o conhecimento e a consciência nacional da investigação clínica, tal como motivar as pessoas a serem participantes ativos no desenvolvimento da ciência médica,” explica Laranja Pontes. “Há cinco anos atrás o número de participantes em ensaios clínicos era menos de metade, o que significa que estamos a fazer o caminho certo neste campo,” acrescenta ainda José Dinis, Coordenador da Unidade de Investigação Clínica do IPO-Porto.

O “Dia da Esperança” é celebrado no IPO-Porto desde 2015 e, pela importância do tema, no ano passado, foi entregue uma petição na Assembleia da República com cerca de sete mil assinaturas para implementação do Dia Nacional da Esperança. Esta petição obteve parecer positivo, em unanimidade, na sessão plenária de 31 de janeiro de 2019. Neste momento já existe um projeto de resolução, subscrito pelos deputados do PS, PSD, CDS/PP e BE, que está apenas à espera de aprovação para ser promulgado em Diário da República.

 

Jovem apresentava lesões após paragem cardiorrespiratória
Uma recente publicação na revista científica Cell Transplantation revela o sucesso do tratamento de lesões cerebrais com...

O caso apresentado refere-se a um adolescente de 16 anos, cuja avaliação inicial indicou a presença de lesões neurológicas, causadas pela falta de irrigação sanguínea e de oxigénio no cérebro após paragem cardiorrespiratória, com graves consequências na sua qualidade de vida. Mais de dois meses após o episódio, o adolescente permanecia hospitalizado, sem conseguir respirar nem se alimentar de forma independente e tinha grande dificuldade em seguir instruções básicas.

Na ausência de uma opção terapêutica eficaz e tendo em conta estudos anteriores indicativos de que as células estaminais mesenquimais (MSC) podem ajudar no tratamento de lesões neurológicas, a equipa clínica avançou com a administração de MSC do tecido do cordão umbilical, combinada com um programa personalizado de fisioterapia. Ao longo de dois meses, o doente recebeu quatro tratamentos e o procedimento revelou-se seguro, sem complicações de maior. As melhorias foram-se tornando evidentes com o passar do tempo, sendo que ao fim de um mês após o primeiro tratamento, o adolescente tinha aumentado a força no tronco e a coordenação motora nos membros superiores e um ano depois, as lesões cerebrais inicialmente visíveis por ressonância magnética tinham desaparecido e o eletroencefalograma e a pontuação da escala de Medida de Independência Funcional tinham regressado aos valores normais. 

Segundo Bruna Moreira, Investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal, “A estratégia de tratamento adotada pelos autores, com múltiplas administrações de MSC combinadas com um programa de reabilitação intensivo, demonstrou-se exequível e segura, tendo resultado na recuperação completa do doente, tanto a nível motor como cognitivo”.

“No entanto, é importante continuar a realizar estudos com um maior número de doentes para estabelecer a eficácia do procedimento proposto e definir aspetos fundamentais do tratamento, como a dose, frequência e via de administração das MSC”, reforça ainda a investigadora.

A paragem cardiorrespiratória é um acontecimento súbito, constituindo-se como uma das principais causas de morte na Europa e nos EUA. Estima-se que, só na Europa, afete entre 350.000 a 700.000 indivíduos por ano.

Entrevista
A dor é um dos principais motivos de consulta, incapacidade e absentismo em Portugal, estimando-se q

A Associação Internacional para o Estudo da Dor definiu o ano de 2019 como o “Ano de Luta contra a Dor nas Populações Vulneráveis”. Neste sentido, começo por perguntar em que consiste a Dor? E o que distingue a dor aguda da dor crónica?

De acordo com a Associação Internacional para o Estudo da Dor (International Association for the Study of Pain – IASP), a dor é “uma experiência multidimensional desagradável, envolvendo não só uma componente sensorial, mas também uma componente emocional, e que se associa a uma lesão tecidular concreta ou potencial, ou é descrita em função dessa lesão”.

Dor aguda é a que está bem estabelecida no tempo, em resposta a um estímulo conhecido e autolimitada na sua duração. As suas principais funções são a sinalização de uma doença e proteção da integridade do indivíduo. Dor crónica é uma doença arrastada no tempo que se acompanha de um conjunto de manifestações físicas, psicológicas e comportamentais, com impacto em todas as esferas da vida de quem dela sofre.

Quais as principais causas da dor?

Na população em geral, a lombalgia (dor lombar), com ou sem irradiação aos membros inferiores, é a principal causa de dor, seguida da cervicalgia (dor cervical). As doenças osteoarticulares degenerativas (quer a nível da coluna, quer a nível das articulações) são também importantes causas de dor.

Como é feito o seu diagnóstico? De que forma é possível quantificar a dor, tendo em conta que muitos não a conseguem compreender?

A dor é uma experiência individual e subjetiva que apenas o próprio pode quantificar e qualificar. Através de escalas de intensidade de dor e escalas multidimensionais de impacto da dor podemos avaliar os vários componentes da dor, essencial no seguimento do doente e valorização da terapêutica efetuada.

A dor pode ser prevenida? Quais os cuidados a ter?

A dor pode ser prevenida, sobretudo a dor músculo-esquelética, através da adoção de hábitos de vida saudável, como a prática regular de exercício físico, utilização de posturas adequadas e controlo do excesso de peso.

Tratando-se de uma entidade clínica complexa, em que consiste o seu tratamento?

O doente com dor crónica deve ser avaliado como um todo. Isto implica a avaliação não só da dor, mas também do impacto funcional, emocional, psicológico, familiar e laboral, entre outros, estabelecendo um plano terapêutico muitas vezes multidisciplinar, adequado a cada doente específico. Como se depreende, nem sempre é suficiente a prescrição apenas de medicamentos.

O que explica o subdiagnóstico da dor nos grupos mais vulneráveis?

São populações cuja capacidade de comunicar está diminuída ou ausente, sendo mais difícil de valorizar e compreender as suas queixas.

Em matéria de diagnóstico, quais as queixas mais frequentes neste grupo? E o que falha no que diz respeito ao acesso ao seu tratamento?

Nos doentes vulneráveis podemos englobar as crianças, doentes com demência ou com deficit cognitivo, entre outros. Uma vez que, muitas vezes, não comunicam ou comunicam de uma forma não-verbal e mais difícil de interpretar, pode haver atraso no diagnóstico e, em consequência, do tratamento, que por si também é mais complexo porque na maioria das vezes são também mais vulneráveis à ação dos medicamentos.

De um modo geral, de que forma pode a dor condicionar a vida do doente? Quais as repercussões económicas e sociais da dor?

A dor pode condicionar parte ou mesmo a totalidade da vivência diária do doente, com impacto na sua funcionalidade, emoções, bem-estar psicológico, relações familiares, pessoais e profissionais, entre outros.

A dor é responsável por uma elevada taxa de absentismo laboral e reformas antecipadas. Os custos diretos (sobretudo hospitalização) e indiretos (benefícios sociais) dos cuidados de saúde associados à dor são elevados. Em Portugal, no ano de 2010, considerando apenas a lombalgia, os custos foram estimados em 738,85 milhões de euros, 280,95 milhões de euros por absentismo temporário e 458,90 milhões de euros por reformas antecipadas e outras formas de não participação no mercado de trabalho. A dor crónica afeta mais pessoas e tem um impacto mais significativo do que a diabetes, doenças cardíacas ou cancro.

Na sua opinião, porque continua a ser tão difícil entender a dor?

Por se tratar de uma experiência individual e subjetiva e que, no caso da dor crónica, ultrapassa a mera sensação ou sintoma sinalizador de doença, atingindo as várias esferas da vivência do indivíduo. Para além da complexidade de avaliação, também o seu tratamento é muitas vezes difícil e moroso.

Por fim, no âmbito desta temática, quais as principais recomendações ?

Recomenda-se uma maior e melhor avaliação e valorização da dor nos grupos vulneráveis, única forma de se conseguir um tratamento mais atempado, adequado, eficaz e efetivo.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
EURATOM recomenda uso de métodos sem radiação
Apesar das recomendações das Sociedades Científicas e da Comunidade Europeia da Energia Atómica (EURATOM), que apontam para o...

Numa altura em que a prevenção e tratamento das doenças cardiovasculares se reveste de maior importância, tendo em conta que esta é a primeira causa de morte de homens e mulheres europeus (1), a polémica com o uso da radiação ganha destaque, sendo um dos temas em debate na 1ª reunião do Heart Center, do Hospital da Cruz Vermelha, uma iniciativa que irá decorrer no dia 30 de março, no Museu do Oriente, em Lisboa.

A reunião vai receber especialistas nacionais e internacionais, para troca de experiências e divulgação de trabalhos clínicos e de investigação sobre o tema. Com um ênfase na ecocardiografia de sobrecarga e nas suas aplicações na prática clínica, a reunião contará ainda com a presença de especialistas internacionais, como o Professor Eugénio Picano, especialista italiano do Instituto de Fisiologia Clínica de Pisa, Itália, autor de mais de 250 artigos originais publicados em revistas científicas e pioneiro no uso da ecografia de sobrecarga, que irá ajudar a ilustrar como estas técnicas podem revolucionar o tratamento dos doentes, com uma significativa redução da morbilidade e mortalidade. Contrastam, assim, com os exames que recorrem ao uso de radiação que, sempre que possível e em nome do interesse do doente, podem e devem ser substituídas.

“As várias técnicas complementares de diagnóstico em cardiologia têm sofrido um avanço extraordinário”, explica Carlos Cotrim, responsável pelo laboratório de ecocardiografia do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa e um dos responsáveis da Comissão Organizadora do evento. “A 1ª reunião de ecocardiografia do Hospital da Cruz Vermelha, que ocorre num momento de viragem desta instituição, pretende sublinhar o papel chave que a ecocardiografia continua e certamente continuará a desempenhar na avaliação dos nossos doentes.”

A reunião conta com o apoio da Sociedade Portuguesa de Cardiologia.

 

Disponível para Android e iOS
É uma aplicação mobile gratuita que promete levar informação sobre a inovação na área das tecnologias da saúde, novos...

A Infarmedia, que começou por ser uma publicação do Infarmed, criada em 2003, com a finalidade de fazer chegar, aos profissionais de saúde, informação divulgada através do site, como alertas de qualidade e segurança e principais novidades, chega agora em formato mobile.

De acordo com a Autoridade Nacional do Medicamento, esta app  “tem como objetivo reforçar a comunicação com os profissionais de saúde, disponibilizando mais e melhor informação sobre medicamentos e produtos de saúde, consolidando a imagem do Infarmed como Autoridade Reguladora”.

Disponível para sistemas iOS e Android a aplicação utiliza tecnologias de assistência. Por exemplo, é possível utilizar a aplicação com as seguintes soluções: sem som, com o ecrã minimizado ou com zoom, com um screen-reader (sem ver o ecrã), usando uma combinação das várias soluções apresentadas em cima. Para uma melhor utilização, que não necessita de registo prévio, sugerimos ligação à Internet com pacote de dados ou Wi-Fi. Esta aplicação é suportada pelas versões 5.0 para sistemas android e 9.3 para sistemas iOS.

 

 

Conferência
O envelhecimento é, uma fase da vida com cada vez mais impacto e importância na sociedade em que estamos inseridos. Certamente...

Neste sentido, no próximo dia 21 de março, às 16h30, nos Montes Claros, em Lisboa, terá lugar a Conferência Astellas 2019, que pretende discutir a “Medicina Humanizada – Envelhecimento ou Longevidade?”. A discussão tem como objetivo refletir sobre uma das questões mais humanistas da vertente da medicina: a saúde e o doente dos dias de hoje.

A iniciativa irá contar com especialistas de várias áreas e com diferentes experiências, que darão o seu parecer através de reflexão sobre o nosso futuro como pessoa, futuro como ser humano, e a contribuição da medicina para o aumento da longevidade, bem como as necessidades de adaptação na saúde.

Júlio Machado Vaz, Professor Universitário Aposentado e Psiquiatra, modera a sessão olhando para os desafios do envelhecimento e que mais-valias traz a longevidade. Tiago Reis Marques, psiquiatra e investigador em neurociência, vai explicar de que forma conseguiremos alcançar a longevidade, e proteger o nosso cérebro de um envelhecimento mais acelerado.

Joana Santos Silva, farmacêutica e professora na Universidade Católica, aborda quais os avanços tecnológicos existentes na medicina que nos permitirão viver muito mais anos e com mais saúde.

Júlio Isidro, reconhecido como um dos mais bem-sucedidos profissionais da televisão portuguesa, vai participar no Debate da Conferência, onde falará na primeira pessoa de que forma é que a Humanização da Medicina está ligada ao aumento da longevidade.

“O nosso objetivo com esta iniciativa é promover o debate sobre um tema que nos toca a todos - o envelhecimento, percebendo quais os principais avanços que estão a ser realizados na saúde e qual o impacto na longevidade da sociedade. Para discutirmos esta ideia vamos juntar várias pessoas, todas com diferentes experiências e conhecimentos para que nos possam mostrar de que forma é que a humanização da medicina está ligada com o aumento da longevidade”, refere Filipe Novais, General Manager da Astellas Farma em Portugal.

A conferência vai juntar vários profissionais de saúde, personalidades da área saúde, associações de doentes, sociedades científicas, diretores hospitalares e das principais universidades de Medicina em Portugal.

Sem autorização do Governo
É hoje publicado em Diário da República o despacho que permitirá “agilizar a contratação de profissionais de saúde que venham...

No entanto, ficam de fora os médicos, cuja contratação, ainda que temporária, continua a depender da autorização dos Ministérios da Saúde e das Finanças.

Muitos dos pedidos de substituição temporária de profissionais de saúde estão ligados ao gozo de licença de parentalidade prolongada.

“Perante a urgência das substituições, a ministra da Saúde autoriza [os hospitais EPE] a celebrar contratos de trabalho a termo resolutivo incerto, para substituição dos trabalhadores temporariamente ausentes, previsivelmente por período igual ou superior a 120 dias”, refere fonte da tutela.

De acordo com o novo despacho, a Administração Central do Sistema de Saúde, passa a ter competência para autorizar estas contratações, podendo ainda delegar nas administrações regionais de saúde.

Segundo a notícia avançada pelo Sapo 24, prevê-se ainda que o mesmo despacho autorize a contratação de 400 assistentes operacionais e de 450 enfermeiros por parte dos hospitais EPE.

Atualmente, os hospitais não têm autonomia de contratação, estando dependentes de autorização do Governo.

No entanto, o Ministério da Saúde já fez saber que este ano vai avançar um projeto de autonomia para 11 hospitais, com financiamento adequado, dotando-os de maior autonomia para sua gestão.

 

Campanha "Ossos Fortes"
Em Portugal, a osteoporose está na origem de cerca de 40 mil fraturas por ano, as quais têm um impacto negativo importante na...

Estima-se ainda que cerca de 40 a 50% dos doentes com mais de 70 anos vão necessitar de assistência e de apoio social, o que implica um investimento socioeconómico relevante.

Num estudo português publicado em 2016, estimou-se que a prevalência da osteoporose na população adulta em Portugal era de cerca de 10%, sendo mais frequente nas mulheres que nos homens. Num outro estudo recentemente publicado em 2018, sobre dados da população portuguesa, estimou-se uma prevalência de osteoporose de 50% na população feminina com mais de 65 anos, sendo que a prevalência de fraturas de fragilidade neste escalão etário foi de 21%.

Luís Cunha Miranda, presidente da SPR, alerta ainda que “20% das mulheres que sofrem uma fratura da anca acabam por falecer um ano após a fratura e, como tal, temos de promover a implementação de boas práticas que ajudem a melhorar a qualidade de vida dos doentes e diminuir a morbilidade e mortalidade na Osteoporose”. As fraturas da anca em pessoas com Osteoporose representam uma totalidade de 10 mil fraturas anuais.

Num esforço para dar a conhecer a doença e os riscos que acarreta, aAssociação Nacional contra a Osteoporose (APOROS), a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR) e a Sociedade Portuguesa de Osteoporose e Doenças Ósseas Metabólicas (SPODOM), com o apoio da Amgen e da Infraestruturas de Portugal, uniram-se para contribuir para educação da população sobre a Osteoporose e o risco de fraturas.

A campanha “Impeça a Osteoporose de quebrar a sua rotina” procura dar à população uma ferramenta de apoio para este problema de saúde pública, com o lançamento da plataforma de educação “Ossos Fortes”. Esta plataforma abordará problemas como a falta de adesão à terapêutica, a carência de vitamina D, entre outros temas pertinentes, e suas implicações na saúde e bem-estar das pessoas com Osteoporose.

Viviana Tavares, presidente da APOROS, refere a importância da plataforma www.ossosfortes.pt que partilha histórias reais, informação sobre como prevenir a osteoporose, um questionário de auto-avaliação sobre risco de fraturas, cuidados para evitar as quedas e as fraturas e medidas para um envelhecimento ativo”.

Vai ser ainda realizada uma ação de rua que pretende sensibilizar a população para esta problemática, a decorrer entre as 9h e as 13h, de dia 16 de março, no Mercado da Ribeira e na Estação Ferroviária do Cais do Sodré.

Tiago Amieiro, Diretor-Geral da Amgen, declara ainda que “o nosso principal objetivo é que possam ser identificados os casos de Osteoporose pós-menopáusica de maior risco atempadamente e tratá-los para contrariarmos a elevada incidência de fraturas nestes doentes e todos os problemas sociais que daí podem resultar”.

A plataforma “Ossos Fortes” estará disponível no próximo dia 16 de março em: www.ossosfortes.pt

Estudo
As lesões de esforço são as que mais afetam os profissionais de saúde, conclui investigação do Instituto de Saúde Pública da...

O estudo, publicado na revista “PLOS ONE”, pretendeu caracterizar melhor o diagnóstico de lesão resultante de acidente de trabalho em profissionais de saúde e perceber qual o seu impacto no absentismo laboral.

Os investigadores caracterizaram 824 casos de lesão musculosquelética por acidente de trabalho, ocorridos no Centro Hospitalar de São João (CHSJ), durante o período de janeiro de 2011 a dezembro de 2014.

Verificou-se que os diagnósticos de lesão mais frequentes foram os traumas diretos dos membros inferiores e superiores e a lesão por esforço da coluna vertebral. “Destes três grupos de diagnóstico, o que se associou a um maior período de absentismo laboral foi o corresponde às lesões por esforço da coluna vertebral”, refere João Amaro, primeiro autor do estudo, coordenado por Pedro Norton.

“Constatámos que havia uma elevada incidência de lesões de esforço entre os profissionais de saúde. Este tipo de lesões resulta, por exemplo, do posicionamento de doentes dependentes em camas e da aplicação de cuidados de higiene, e afetam particularmente a coluna lombar, a coluna cervical e os ombros. Trata-se do grupo de diagnóstico responsável por um período de ausência ao trabalho mais prolongado”, diz o investigador.

Observou-se que “as lesões por esforço da coluna vertebral estão associadas a um risco cinco vezes maior de absentismo laboral por um período superior a 20 dias, algo que não esperávamos”, sublinha.

O estudo verificou também que os profissionais de saúde mais suscetíveis ao desenvolvimento de lesão por esforço são mulheres em idades mais jovens (até aos 35 anos). Infelizmente este tipo de lesões são frequentemente subtratadas e pouco acompanhadas na fase aguda.

Para João Amaro, os resultados do trabalho realçam que “as lesões de esforço devem ser seriamente tidas em conta nos esforços de prevenção de sinistralidade laboral, dado o impacto negativo que têm na saúde dos funcionários e nos períodos elevados de ausência ao trabalho”.

Alternativa mais barata
De acordo com o relatório de Monitorização do Consumo de Medicamentos do Infarmed relativo a 2018, o consumo de medicamentos...

O mesmo relatório aponta que, no total de 161 milhões de embalagens dispensadas independentemente de terem ou não correspondente em genérico, 48,4% da quota de mercado de unidades são genéricos, tendo-se registado uma subida de 1,1% em relação a 2017. Em 2010 este valor de quota de mercado era de 31,4%.

Em média, a despesa do cidadão com medicamentos, incluindo genéricos e de marca, em 2018 foi de 72,60€ per capita.

Os medicamentos genéricos constituem uma alternativa com a mesma eficácia e segurança mais barata ao medicamento de referência, contribuindo simultaneamente para o controlo da despesa do Estado e maior acessibilidade ao medicamento, assegurando assim melhores cuidados de saúde à população.

 

A decisão foi do Governo e estabelece um regime excecional de comparticipação do Estado no preço de medicamentos, alimentos e...

De acordo com a informação divulgada pela Autoridade Nacional do Medicamento, este diploma prevê que a prescrição apenas possa ser realizada por médicos especialistas em Pediatria, devendo para o efeito mencionar a portaria n.º 76/2018, que estabelece este regime excepcional.

Os produtos abrangidos têm, no entanto, limitação temporal de prescrição variável. As receitas têm de ser, por enquanto, manuais.

A dispensa só pode ser feira em farmácia de oficina.

A inclusão de alimentos e suplementos alimentares neste regime excecional carece ainda da avaliação do pedido de comparticipação feito pelas empresas responsáveis pela sua comercialização.

 

Nota positiva
O Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe (LNRVG) do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge voltou a...

Todos os anos os laboratórios nacionais de referência para a gripe são avaliados pela OMS, de acordo com os critérios de referência estabelecidos. Na época gripal 2017/2018, esta entidade  considerou que o LNRVG do Instituto Ricardo Jorge teve, mais uma vez, desempenho positivo, pelo que concedeu a extensão do reconhecimento, continuando este laboratório a fazer parte Rede Mundial de Vigilância da Gripe (Global Influenza Surveillance and Response System – GISRS), rede estabelecida em 1952 e da qual o instituto faz parte desde 1953.

Os laboratórios nacionais de referência devem demonstrar, anualmente, que cumprem os termos de referência estabelecidos com a OMS, nomeadamente constituir o ponto de contato entre a OMS e o país de origem relativamente à vigilância da gripe e reportar os dados nacionais da vigilância da gripe, com atualizações semanais, e detetar vírus da gripe emergentes e surtos da doença. Estes laboratórios são ainda responsáveis por enviar estirpes do vírus da gripe ao laboratório de referência da OMS, participar nos programas de avaliação externa da qualidade organizados pela OMS e garantir o envolvimento em processos de acreditação, de acordo com normas nacionais ou internacionais.

A rede GISRS inclui atualmente 143 instituições, onde estão localizados os Laboratórios Nacionais de Referência para a Gripe, distribuídas por 113 Estados-membros da OMS. Na Europa existem 52 laboratórios de referência para o vírus da gripe, estando os restantes laboratórios distribuídos pelas regiões de África, América, Mediterrânio, Ásia e Pacífico, sendo que além dos laboratórios de referência nacionais existem seis centros de referência designados por WHO Collaborating Centres.

Os dados gerados pelos Laboratórios Nacionais de Referência para o Vírus da Gripe são críticos para o esclarecimento da duração e dispersão das epidemias anuais do vírus da gripe e para avaliar a contribuição de diferentes vírus para a morbilidade e mortalidade. Os vírus da gripe partilhados com o laboratório de referência da região europeia contribuem para a seleção anual das estirpes do vírus da gripe que integram a vacina antigripal, para a deteção de vírus da gripe emergentes e para a monitorização das resistências aos antivirais.

Alerta a bastonária
O tema não é novo mas a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos voltou a alertar para uma realidade que acontece em todo o país....

“Tem havido frequentes notas recentes a propósito dessa necessidade, é um processo no qual estamos empenhados e de que não desistiremos até estar concluído”, disse a ministra da Saúde, Marta Temido, aos jornalistas, no final da cerimónia da tomada de posse da bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins, que formalizou no Centro Cultural de Belém o arranque do seu segundo e último mandato.

No seu discurso na sessão, Ana Paula Martins deixou alguns recados ao Governo, em relação à falta de farmacêuticos nas farmácias hospitalares, mas também em relação às dificuldades económicas que algumas farmácias atravessam.

MartaTemido respondeu com o reconhecimento da necessidade de reforçar o pessoal nas farmácias hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e com a provisão no Orçamento do Estado para 2019 de verbas para um reforço em recursos humanos, mas recordou que o SNS não são só farmacêuticos e defendeu que o “grande desafio é encontrar a combinação virtuosa” entre as necessidades do SNS, cada vez mais procurado, e os “meios limitados” que tem para gerir.

“É uma combinação que temos que fazer com muita prudência, muita ponderação e o envolvimento de todos”, disse.

A bastonária dos farmacêuticos reconheceu “passos em frente” dados pelo Ministério da Saúde, autorizando contratações que, no entanto, continuam por concretizar, dependentes da autorização do Ministério das Finanças.

“A questão que se coloca é sempre a mesma. Cada vez que chegamos ao que chamamos a zona vermelha, a zona limite, mesmo que haja a vontade dos agentes políticos para solucionar a questão, estas questões depois não se solucionam do dia para a noite. É para isso que temos vindo a alertar. Há muito tempo que atingimos essa linha vermelha. A devolução das 35 horas ia acrescentar a estas profissões que trabalham por turnos problemas adicionais aos que já existiam e esses problemas, tanto quanto sabemos, mantêm-se”, disse Ana Paula Martins.

A bastonária sublinhou os alertas por parte da Ordem dos Farmacêuticos em relação a esta situação, mais preocupante a norte do país, onde os serviços noturnos não têm condições para ser assegurados e lembrou que brevemente a Ordem será ouvida na Assembleia da República, tendo Ana Paula Martins adiantado que se fará acompanhar dos diretores de serviço da região norte para “clarificar a situação” que “continua com muitas dificuldades em termos de recursos humanos”.

Ana Paula Martins referiu o caso do Hospital de São João, no Porto, para o qual a ministra já autorizou a contratação de quatro farmacêuticos, mas que ainda não se concretizou.

Insónia é o distúrbio do sono que atinge mais portugueses
Não há dúvida de que precisamos dormir!

Durante o sono, o cérebro desliga-se do ambiente exterior, de forma a restabelecer o equilíbrio bioquímico do organismo e a reorganizar a estrutura emocional. Através do sono, a memória organiza a informação acumulada no dia a dia, de modo a ser catalogada e armazenada, para que mais tarde possa ser recuperada. Para pensarmos, trabalharmos, agirmos ou termos capacidade para decidir, é importante um regime de descanso saudável.

No entanto, a espiral de trabalho diário em que nos encontramos, as exigências, as preocupações advindas de problemas do quotidiano, os distúrbios emocionais, tais como a depressão e a ansiedade, provocam insónias ou um tipo de sono quase consciente, em que parece que estamos em alerta para os barulhos e sensações que nos rodeiam. Este tipo de sono não nos ajuda a recuperar a nossa energia levando-nos, muitas vezes, à privação de sono.

Quando sofremos de privação do sono, um dos maiores fatores de stress para o homem, podemos estar sujeitos a alterações psíquicas e à própria imunidade do corpo. O facto de não dormirmos prejudica gravemente os processos cognitivos, nomeadamente, a atenção, a concentração, o raciocínio e a resolução de problemas. A perda cognitiva, associada à privação de sono, contribui para que, por exemplo, o tempo de reação seja menor, face a estímulos que nos possam pôr em perigo.

A insónia é o distúrbio de sono mais comum em Portugal, é definida como uma experiência subjetiva de sono inadequado ou de qualidade limitada, com prejuízo para o funcionamento profissional, social e execução de atividades diurnas no geral. É o distúrbio de sono mais frequente no adulto e está associado a graves consequências, como o aumento da mortalidade, causada por doenças cardiovasculares, distúrbios psiquiátricos, acidentes e absentismo laboral.

No Modelo Psicoterapêutico HBM (Human Behaviour Map) denominamos dois tipos de insónias, as insónias relativas e as insónias absolutas. As insónias relativas, podem ir de ligeiras a moderadas, causadas por pequenos problemas do dia a dia, ainda por resolver e que causam preocupação, ou por problemas graves, para os quais ainda não temos solução, e cujos riscos, avaliamos como elevados. Geralmente, na base destas insónias estão a ansiedade generalizada, associadas ao medo em falhar, medo de que algo não corra bem, preocupações iminentes, e estados depressivos. São um tipo de insónias que advêm de experiências quotidianas que nos preocupam e que provocam em nós um estado permanente de pensamento e vigilância. As insónias absolutas, são caracterizadas por ausência de sono. As pessoas não conseguem dormir nem descansar, por pouco tempo que seja. Este tipo de insónias está associado ao Síndroma do Pânico.

Os distúrbios do sono, quer sejam decorrentes dos estados emocionais negativos (ansiedade e ou depressão) ou pela falta de cuidado com as horas de descanso, decorrentes das solicitações diárias, do trabalho, da família, etc. provocam consequências nefastas a nível psíquico e físico.

Alguns conselhos como, procurar ajuda psicoterapêutica, a fim de eliminar a depressão e a ansiedade, diminuindo os estados de alerta, na hora do sono, advindos das preocupações e, adotar hábitos de higiene de sono, são fundamentais para promover um sono reparador e regenerador.  Apesar dos especialistas recomendarem sete a oito horas de sono, cada pessoa deve dormir aquilo de que precisa. Nem todos precisamos de dormir as mesmas horas. E o sono varia de noite para noite. 

Algumas dicas como, criar um horário de sono, deitar mais ou menos à mesma hora todos os dias; manter o quarto calmo e isento de estímulos visuais ou sonoros, com uma temperatura adequada; evitar a ingestão de álcool e bebidas com cafeína a partir da tarde; tomar um banho quente e relaxante, podem ajudar a pessoa a relaxar e a dormir melhor. Podemos sempre ler um livro, relaxar todo o corpo e ir desligando dos problemas diários. Dormir é fundamental!

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Insuficiência renal
Em Portugal, mais de 750 doentes fazem diálise peritoneal no domicílio, dos quais 180 beneficiam atualmente de...

“Saúde Renal para Todos em Qualquer Lugar” foi o mote do Dia Mundial do Rim, que se assinala todos os anos, 14 de março. O lema deste ano pretendia alertar para a importância de eliminar barreiras geográficas com destaque para a prevenção e diagnóstico atempado, assim como para a necessidade de tornar universal o acesso a um melhor acompanhamento e tratamento da doença renal crónica (DRC).

Em Portugal, cerca de cerca de 200 doentes fazem atualmente diálise peritoneal no domicílio com monitorização remota, num projeto que se estende a 15 hospitais do país, e que permite garantir que estes doentes, independentemente do local onde vivem, têm acesso a um tratamento individualizado com vigilância médica e de enfermagem diárias.

A Doença Renal Crónica (DRC) afeta cerca de 850 milhões de pessoas e é a 6.ª causa de morte mais comum em todo o mundo, de acordo com os dados da Sociedade Internacional de Nefrologia (ISN). A falta de acesso ao tratamento e a cuidados de saúde adequados continua a ser uma realidade em alguns países e regiões menos favorecidas, contribuindo para uma maior prevalência e uma progressão mais rápida da doença renal crónica, com necessidade precoce de terapêutica de substituição renal, o que se traduz em consequências na qualidade de vida do doente e dos seus familiares.

A diálise peritoneal com telemonitorização permite ao doente realizar o tratamento enquanto dorme ou faz tarefas simples, gerindo o seu tempo e a sua rotina diária.

“Diminuir a carga da DRC só é possível se todos os doentes, independentemente do sítio onde vivem, idade ou condição socioeconómica, tiverem acesso aos melhores cuidados de saúde, a um tratamento adequado e acompanhamento permanente por parte do seu médico nefrologista”, lembra Ana Vila Lobos, médica nefrologista e Diretora do Serviço de Nefrologia do Centro Hospitalar Médio Tejo (CHMT).

“A diálise peritoneal com telemonitorização vai mais longe pois ao tornar ubíquo um tratamento domiciliário em termos de vigilância contínua da equipa de saúde, a equidade no tratamento fica assegurada quer o doente viva ao lado do hospital ou a 150 Km do mesmo”, acrescenta a especialista.

Filipe Granjo Paias, Country Lead da Baxter Portugal, companhia líder em cuidados renais, responsável pelo desenvolvimento da plataforma de telemonitorização em diálise peritoneal, lembra que “atualmente, a monitorização remota possibilita o tratamento domiciliário a mais de 5 milhões de pessoas em todo o mundo, em mais de 40 países de quatro continentes. Isto torna real o nosso compromisso com a cada vez maior equidade no acesso aos cuidados de saúde e com a sustentabilidade e eficiência das unidades do Serviço Nacional de Saúde”.

Esta tecnologia bidirecional permite à equipa de cuidados de saúde monitorizar e gerir remotamente a terapêutica a partir do hospital, incluindo a possibilidade de ajustar a prescrição de modo a otimizar a terapêutica sem a necessidade de o doente ir ao Hospital com tanta frequência. Esta monitorização da terapêutica no domicílio permite também agir de forma atempada em caso de dúvidas sobre o tratamento. Ao doente, permite-lhe ainda saber que a sua adesão ao tratamento está a ser avaliada, tornando-o mais consciente da importância dessa adesão e criando condições para obter ganhos em saúde.

Sobre a Diálise Peritoneal Automática (DPA)

A Diálise Peritoneal utiliza uma membrana natural como filtro - o peritoneu. O fluido de diálise é introduzido na cavidade peritoneal através dum pequeno tubo flexível, que foi previamente implantado no abdómen de forma permanente, numa intervenção cirúrgica menor. Uma parte deste tubo, o cateter, permanece fora do abdómen e permite a conexão às bolsas de solução de diálise. O cateter fica escondido por baixo da roupa. A Diálise Peritoneal Automática efetua-se normalmente em casa, durante a noite, enquanto o doente dorme. Um monitor (cicladora) controla o tempo para efetuar as trocas necessárias, drena a solução utilizada e introduz a nova solução de diálise na cavidade peritoneal. No início do tratamento, é necessário preparar as linhas e as soluções, ligar a máquina e conectar o cateter do doente. A cicladora efetua as trocas programadas, normalmente durante 8 a 10 horas. De manhã, o doente só tem que se desligar do aparelho. As máquinas de Diálise Peritoneal Automática são seguras, fáceis de gerir e podem ser utilizadas em qualquer lugar com acesso à eletricidade. São a opção de tratamento ideal para as pessoas que trabalham, para as crianças em idade escolar e para as pessoas que desejam autonomia.

Petição
O Seminário “Salvar as Farmácias, Cumprir o SNS” decorre no dia 20 de Março, na Assembleia da República. A organização é da...

O evento tem como objetivo promover o debate sobre o contributo da Farmácia para o sistema de saúde e a coesão territorial. O programa inclui uma conferência sobre o tema, a cargo de Miguel Gouveia, professor da Universidade Católica Portuguesa. Prossegue com um painel de debate, com a participação de João Dias (deputado do PCP), António Sales (deputado do PS), Fátima Ramos (deputada do PSD), Jorge Falcato (deputado do BE) e representante dos grupo parlamentar do CDS-PP.

Na sessão de abertura vão estar presentes José Matos Rosa (presidente da Comissão de Saúde), Paulo Cleto Duarte (presidente da ANF), João Catarino (secretário de Estado da Valorização do Interior) e Francisco Ramos (secretário de Estado da Saúde). O encerramento está a cargo de Ana Paula Martins (bastonária da Ordem dos Farmacêuticos) e de Jorge Lacão (vice-presidente da Assembleia da República).

Este seminário constitui mais uma etapa na petição nacional “Salvar as Farmácias, Cumprir o SNS”, que arrancou a 11 de Fevereiro, Dia Mundial do Doente, e se prolonga até 30 de Março. À data de hoje, estima-se que mais de 100 mil cidadãos subscreveram a petição, onde se pode ler que «neste momento, 675 farmácias enfrentam processos de penhora e insolvência, o que corresponde a quase 25% da rede». Os subscritores pedem à Assembleia da República medidas para que o direito à Saúde continue a ser igual em qualquer ponto do território.

Formação
No dia 30 de março, das 10h às 12h, médicos de Medicina Geral e Familiar poderão participar no webinar “LUTS/HBP: Diagnóstico e...

Sob a forma de webinar, este curso interativo é dividido em três módulos: classificação dos sintomas do trato urinário inferior (LUTS - Lower Urinary Tract Symptoms), prevalência e diagnóstico; tratamento e critérios de referenciação e discussão de casos clínicos. A formação será transmitida em direto, via webinar, necessitando para tal de se registar no website do evento.

Esta formação tem como objetivo reforçar o conhecimento dos médicos de medicina geral e familiar (MGF) na abordagem e tratamento dos doentes com sintomas do trato urinário inferior (LUTS) e será orientada por Vanessa Vilas Boas - urologista e vogal do conselho diretivo da Associação Portuguesa de Urologia (APU) a desempenhar funções no Hospital de Vila Franca de Xira - e Paulo Príncipe – urologista no Serviço de Urologia do Centro Hospitalar Universitário do Porto e responsável pela coordenação da Unidade de Cirurgia Reconstrutiva/Funcional em Urologia e membro da Unidade de Doença Renal/Transplantação de Rim.

Os estudos demonstram que a sintomatologia do foro urológico tem uma elevada prevalência e impacto na qualidade de vida dos doentes que recorrem à consulta de MGF. Por isso, esta formação tem uma agenda de formação centrada no doente e no médico de MGF e orientada para a prática clínica diária, de forma a proporcionar ferramentas úteis na abordagem deste tipo de patologia.

“A criação deste curso em parceria com a Associação Portuguesa de Urologia resulta do nosso compromisso de promover e apoiar a formação médica contínua, apostando nas novas tecnologias, de forma a facilitar o acesso à informação, proporcionando assim novas oportunidades de aprendizagem e de troca de experiência entre os médicos de medicina geral e familiar com o apoio especialistas de urologia”, destaca Maria João Marques, especialista em MGF e Medical Manager na Astellas Farma.

No final do curso será concedido um certificado de conclusão aos formandos que completem o webinar.

As inscrições são gratuitas e devem ser efetuadas aqui. Depois de realizada e validada a inscrição, os inscritos receberão um e-mail com o link para acederem ao webinar, que deverá ser visualizado num local em que o conteúdo não seja visível nem audível por pessoas que não sejam Profissionais de Saúde.

15 de março | Dia Mundial do Sono
46% dos portugueses com idade igual ou superior a 25 anos dormem menos de 6 horas por dia, 21% dizem que demoram mais de 30...

Estes são dados de um questionário realizado online pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia e pela Sociedade Portuguesa de Medicina do Trabalho que abrangeu uma amostra de 643 portugueses com idade igual ou superior a 25 anos e que são agora divulgados no âmbito do Dia Mundial do Sono.

Perante estes resultados, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia divulgou um vídeo onde as médicas Susana Sousa e Sílvia Correia alertam para os riscos das noites mal dormidas e para os maus hábitos de sono repetidos ao longo da vida e deixam algumas recomendações para que os portugueses possam dormir melhor.

“Apesar da crescente divulgação sobre a importância do sono e das doenças relacionadas com o sono, a maioria dos portugueses mantem maus hábitos de higiene do sono e não lhe atribui a mesma importância do que a uma nutrição saudável ou a prática de exercício físico regular”, afirmam as médicas pneumologistas. “A má higiene do sono afeta negativamente a qualidade de vida em termos de perda de memória, sonolência acentuada, défice de concentração, irritabilidade e alteração do humor. A sonolência associada a esta má higiene do sono aumenta o risco de acidentes de viação e de acidentes de trabalho. Se o número de horas de sono for inferior ou igual a 5 horas, o risco cardiovascular também aumenta” 1 acrescentam Susana Sousa e Sílvia Correia.

10 recomendações para uma melhor noite de sono:

- Evite cafeína, álcool e nicotina 4 a 6 horas antes de dormir

- Mantenha a temperatura do quarto a 18/19 graus

- Mantenha o seu quarto escuro e livre de ruídos

- Tenha um colchão e uma almofada confortáveis

- Dê preferência à leitura e não utilize tablets, telemóveis ou outros dispositivos eletrónicos antes de dormir

- Tome um banho de imersão cerca de duas horas antes de ir para a cama

- Pratique exercício físico mas evite o final do dia (pelo menos 3 horas de intervalo antes de dormir)

- Mantenha horários regulares de sono evitando variações na hora de dormir e acordar

- Mantenha-se à luz solar de manhã mas evite a exposição à luz intensa durante a noite

- Evite refeições pesadas ou picantes ao jantar

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