Infarmed
O Infarmed disponibiliza um Portal da Atrofia Muscular Espinhal, cujo acesso restrito a médicos e outros profissionais...

Este portal visa uma adequada gestão do acesso aos medicamentos para o tratamento da Atrofia Muscular Espinhal, uma vez que a sua utilização deverá ser adequadamente monitorizada, supervisionada e auditada pelo Infarmed de forma a permitir a quantificação dos ganhos em saúde obtidos e também conforme previsto no Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias de Saúde.

A Atrofia Muscular Espinhal (AME) é uma doença neuromuscular, genética, que causa atrofia e fraqueza muscular dos membros, tronco, músculos bulbares e respiratórios. A evolução da doença conduz a perda progressiva de movimentos e dificuldade respiratória, sendo que os sintomas geralmente aparecem logo após o nascimento.

 

Fármacias
A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos (OF), o presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF) e a presidente da...

Estes responsáveis manifestam profunda preocupação com a possibilidade de retirar ao Governo a autoridade para decidir sobre uma instalação de uma farmácia, questionando mesmo os motivos para se abrir uma excepção à extinção das farmácias privadas nos hospitais públicos, tal como previsto no diploma de 2016.

As propostas em discussão admitem a transferência dos direitos de preferência das farmácias comunitárias do concelho de Loures para a empresa concessionária da farmácia do hospital.

"O Estado continuaria a planificar a rede farmácias e a zelar pelo acesso dos portugueses aos medicamentos em condições de igualdade em todos os concelhos de Portugal, à exceção de Loures", referem os signatários da Carta Aberta.

As três entidades não questionam a legitimidade da petição pública dos cidadãos de Loures, mas recordam que Portugal é o único país da Europa com farmácias de venda ao público instaladas nos hospitais. "Agora, Loures vai ser caso único!", acrescentam.

 

Infarmed
O medicamento é o Xeljanz (tofacitinib) e o alerta é do Infarmed que explica que o risco de embolia pulmonar surgiu associado...

De acordo com a informação avançada na página do Infarmed, este risco terá sido identificado nos resultados preliminares de um estudo, que ainda está a decorrer, para avaliar o risco cardíaco ou circulatório associado a este medicamento em doentes com idade igual ou superior a 50 anos e historial de problemas cardíacos ou circulatórios, em comparação com medicamentos inibidores do fator de necrose tumoral (TNF). Este estudo não abrange o nosso país.

“Os resultados preliminares deste estudo revelaram um aumento do risco de embolia pulmonar em doentes que tomaram 10 mg de tofacitinib duas vezes ao dia”, avança o Infarmed ao mesmo tempo que pede que os doentes se aconselhem com o seu médico antes de deixarem de tomar o medicamento.  

O Xeljanz está autorizado, na União Europeia, para o tratamento de adultos com artrite reumatoide moderada a grave, artrite psoriática e colite ulcerosa moderada a grave sendo dosagem recomendada caso a caso.

Enquanto para a artrite reumatoide e artrite psoriática a posologia aprovada é de 5 mg duas vezes ao dia, para a colite ulcerosa o tratamento inicial é de 10 mg duas vezes/dia.

Enquanto esta análise não é dada como concluída, o Infarmed recomenda aos profissionais de saúde que, no tratamento da artrite reumatoide prescrevam apenas a dose recomendada de 5 mg, duas vezes ao dia, e que informem os doentes dos sintomas a que devem estar atentos.

Dificuldades respiratórias, dor no peito ou na parte superior das costas, tosse com sangue, transpiração excessiva ou pele azulada são alguns sinais de alerta.

“A Pfizer, em articulação com a EMA [Agência Europeia do Medicamento] e com o Infarmed, iniciou hoje a divulgação de uma comunicação dirigida aos profissionais de saúde com informação sobre os resultados preliminares do estudo e das atuais recomendações relativas ao tratamento”, assegura a Autoridade do Medicamento.

 

 

Opinião
Numa lista de 50 países europeus, da OMS, Portugal está no grupo dos cinco piores no tratamento aos

A Organização Mundial de Saúde (OMS), que analisa, no Relatório de Prevenção contra os Maus Tratos a Idosos, as agressões nos últimos cinco anos contra os mais velhos, num Universo de 50 países europeus, é clara: “Portugal tem um sério problema no que respeita aos maus tratos contra idosos.”

E o cenário é negro: quase 40% dos nossos idosos são vítimas de abusos. Desta lista negra fazem parte apenas mais quatro países: Sérvia, Áustria, Israel e República da Macedónia.

Por dia, na Europa, quatro milhões de idosos são vítimas de humilhações, quer físicas, quer psicológicas.

Bofetadas, murros, socos, queimaduras no corpo e cortes propositados são algumas das agressões mais comuns praticadas contra a terceira idade. DN Portugal, 10 de Julho de 2011.”

A Segurança Social estima que sejam já 25 mil os idosos em risco e sem apoio, num universo de quase 400 mil pessoas com mais de 65 anos que vivem sozinhas em Portugal, referiu numa notícia o Diário de Notícias.  

Uma publicação do DN de 2011.12.12 12 refere: "São números preocupantes", disse à agência Lusa Pedro Mota Soares, à margem do seminário "Sociedade Civil e Envelhecimento - Desafios do Envelhecimento Ativo e da Solidariedade entre Gerações", que decorre em Lisboa.

O ministro adiantou que, com o Censos 2011, já se conhece a dimensão do envelhecimento: "Cerca de 20 por cento da sociedade portuguesa tem 65 anos ou mais".

"Sabemos das situações de risco e, por isso mesmo, queremos agir de uma forma muito determinada e este Ano Europeu do Envelhecimento Ativo também terá de acautelar todo o fenómeno que hoje existe dos idosos que estão colocados em situações de risco", afirmou.

Nesse sentido, adiantou, tem sido feito um trabalho mais direto com as instituições sociais, com os serviços da Segurança Social para se conseguir fazer a sinalização desses casos e "garantir proteção às pessoas dentro das instituições".

“Em 2010.10.01, a Linha do Cidadão Idoso da Provedoria da Justiça publica que recebeu nesse ano 1930 chamadas, das quais 176 sobre maus-tratos físicos e psicológicos.

Segundo uma nota da Provedoria, a propósito do dia Internacional do Idoso, entre 1 de Janeiro e 22 de Setembro, a Linha do Cidadão Idoso recebeu 1930 chamadas, 176 das quais relacionados com maus-tratos físicos e psicológicos.

Comparativamente ao ano anterior, a Linha já recebeu quase o mesmo número de chamadas do que as 1982 registadas em 2009.  

Nas chamadas recebidas, foram denunciados 79 casos de abandono e recebidas 160 chamadas relacionadas com assuntos de saúde.  

Os dados indicam que 194 chamadas eram pedidos de ajuda para tratar de questões de apoio domiciliário, 109 sobre lares, 47 sobre complementos de dependência e solidários e 44 sobre pensões.”

“O Relatório europeu sobre prevenção de maus-tratos a pessoas idosas” é o título da publicação divulgada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) – Europa.

O documento destaca os fatores biológicos, sociais, culturais, económicos e ambientais que influenciam o risco de ser vítima ou autor de maus-tratos a pessoas idosas, bem como os fatores que podem ajudar a prevenir estas situações.

O relatório propõe ainda um conjunto de ações para os Estados-Membros, organismos internacionais, organizações não-governamentais, investigadores, profissionais e outras partes interessadas poderem reforçar a resposta política e dedicar os recursos adequados ao problema.

Os maus-tratos a pessoas mais velhas são generalizados a toda a Região Europeia da OMS, onde se estima que pelo menos quatro milhões de idosos são alvo de maus-tratos por ano e que mais de 2.500 morrem todos os anos. A maior parte dos países da região europeia tem uma população envelhecida, o que se traduz num número crescente de pessoas em risco.”

Em 2011 as Nações Unidas colocaram Portugal na lista negra dos países que pior tratam os idosos, com cerca de 39% por cento dos mais velhos vítimas de violência. Estes dados foram publicados em 2011.07.2013, por Regiões TV RTV.

Os dados da Segurança Social estimam que sejam 25.000 idosos em risco, em Portugal, sendo necessário investir na sua vigilância, pois vivem sozinhos sem qualquer tipo de apoio.

O censo de 2011 revela que 20 % da população portuguesa, aproximadamente 400.0000 pessoas têm mais de 65 anos, pelo que existe uma necessidade de sinalizar os casos problemáticos e aumentar o apoio domiciliário.

Em 2011 as denúncias de maus-tratos subiram 120 %.

Uma notícia da TV Regiões 31.01.2012 revela que foram encontrados 10 idosos mortos em casa numa semana.

Mais de metade dos idosos portugueses vivem sozinhos. Em 2011 o INE contabilizou 2,023 milhões de idosos, vivendo 60% sozinhos ou apenas na companhia de outros idosos.

Estes indicadores denunciam que em Portugal o número de idosos em situações de risco é muito preocupante.

Considera-se mau - trato, qualquer forma de tratamento físico e / emocional, não acidental e inadequado, resultante de disfunções e / ou carências nas relações interpessoais, num contexto de uma relação de dependência (física, emocional e / ou psicológica), confiança ou poder, podendo manifestar-se por comportamentos ativos (físicos, emocionais ou sexuais), ou passivos (omissão ou negligência nos cuidados e / ou afetos).

Os maus tratos podem resultar de omissão ou de ação. No caso em apreço, designa-se por negligência, todo o comportamento regular de omissão, relativamente aos cuidados a ter com uma pessoa dependente, não lhe proporcionando a satisfação das suas necessidades de cuidados básicos de higiene, alimentação, segurança, afeto e saúde (no contexto dos recursos disponíveis pela família e cuidadores), o qual resulta um dano na sua saúde e / ou desenvolvimento (físico, mental, emocional, moral ou social), podendo ser voluntário (com a intenção de causar dano) ou involuntário (resultante, em geral, da incompetência dos responsáveis para assegurar os cuidados necessários e adequados (físicos, carência de higienização, alimentação e / ou hábitos horários inadequados, vestuário desadequado, vitamina atiás, cárie dentária, infeções leves recorrentes ou persistentes).

Existem indicadores (sinais) de negligência, que se manifestam por doença crónica que não mereceu tratamento médico, dos quais destacamos os hematomas ou outras lesões inexplicadas, acidentes por ausência de supervisão de situações perigosas, atraso nas aquisições sociais, comportamentos anti - sociais, tendência à fantasia, falta persistente dos cuidadores, relacionamento pobre entra – familiar, condutas para chamar a atenção dos adulto, etc.

Existem sinais nas vítimas de maus tratos que nos alertam para uma vigilância mais apertada, que se traduzem na presença de lesões com diferentes tempos de evolução, que surgem em locais pouco comuns aos traumatismos de tipo acidental, dispersas por diferentes áreas corporais, nas quais podemos salientar como exemplos, as marcas de mordeduras, intoxicações, doenças recorrentes inexplicáveis, lesões desenhando marcas de objetos, alopecia traumática, sequelas de traumatismo antigo de que não é conhecida a história, outras lesões de diagnóstico médico mais complexo (hematoma subdural, hemorragia retiniana).

Outros sinais podem servir como alerta para nos ajudar a diagnosticar situações de maus-tratos, como por exemplo a recusa ou mudanças nas explicações do processo de produção da lesão, a inadequação do intervalo de tempo entre a ocorrência e a procura de cuidados médicos, a história de lesões repetidas, a inadequação da explicação dada pelos cuidadores sobre o mecanismo de produção da lesão.

Importa, ainda referir que para além dos maus-tratos físicos, existem os maus tratos emocionais, que se revelam por perturbações cognitivas, perturbações da memória baixa auto - estima, sentimentos de inferioridade, alterações da concentração e da memória, perturbações afetivas, medos, sentimentos de vergonha e culpa, timidez, afastamento dos amigos e familiares, hostilidade, falta de confiança, agressividade, manifestações de raiva contra as pessoas, relações sociais passivas, escassas, conflituosas e ausência de resposta perante estímulos sociais, fugas de casa ou relutância em regressar a casa, alterações do foro psiquiátrico, depressão, ansiedade, mudanças súbitas de comportamento e humor, neuroses graves (fobias, manias), alterações da personalidade, psicoses, comportamentos obsessivo-compulsivo, agitação, falta de integração entre o pensamento e a linguagem, as quais se traduzem como manifestações de reação individual aos maus-tratos psicológicos.

Tendo em conta o progresso da medicina que levou a um aumento da esperança e qualidade de vida. Estudos recentes revelam que a violência contra idosos está a aumentar em Portugal (dados da Associação Portuguesa de Apoio a Vítima indicam um aumento de 20,4 % no total de idosos vitimas de crime, em 2006 para 2007).

Contudo, não nos podemos esquecer que o idoso tem direitos jurídicos, que têm que ser preservados e a persistência de conflitualidade numa fase avançada do ciclo de vida familiar, podendo suceder uma certa reprodutibilidade do padrão de violência, implicam uma vigilância apertada para evitar a violência praticada sobre os mais velhos em contexto institucional.

Como recomendações importantes destinadas a minimizar o número crescente de maus – tratos, preconiza-se: 

  1. Implementação de medidas legislativas de proteção dos idosos vítimas de abusos.
  2. Registo informático de todas as denúncias e intervenção imediata de medidas de proteção.
  3. Campanhas de sensibilização dos idosos sobre a necessidade de planificarem a doença e a reforma.
  4. Implementação de programas integrados de prevenção primária e secundária, identificando situações e fatores de risco.
  5. Prevenção terciária destinada a minimizar os efeitos da violência contra os idosos.
  6. Organização de programas de apoio aos idosos e aos cuidadores.
  7. Criação de um sistema de gestão de informação integrada destinada a agir atempadamente às situações de maus tratos nos idosos.
  8. Investir na implementação de instituições que disponibilizem vagas para alojamento temporário ou eventualmente definitivo de idosos em risco.

E, por fim criar cursos de formação de profissionais com competências técnicas, destinadas a proteger os idosos vítimas de maus tratos.

Em suma, sofrer em silêncio é um drama vivenciado pelos idosos vítimas de maus-tratos que temos que abolir o mais rapidamente possível, protegendo as vítimas e penalizando os agressores. 

Professora Antonieta Dias - especialista em Medicina Geral e Familiar no Hospital Lusíadas Porto

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Investigação
O Easy Blood Crossmatch (EBC) baseia-se numa tecnologia que permite um teste rápido e seguro de compatibilidade do sangue,...

Graças ao valor de pressão constante gerado no interior do dipositivo não há necessidade de submeter a suspensão de plasma e eritrócitos a um processo de centrifugação moroso, dispendioso e que só pode ser executado em sede de laboratório com recurso a centrífugas específicas, o que caracteriza o procedimento atualmente praticado. O EBC elimina o passo da centrifugação no processo laboratorial, apresentando como principal vantagem a drástica redução de tempo e custos na obtenção dos resultados de compatibilidade.

Com elevado potencial de utilização, o EBC constitui uma solução versátil que poderá ser adaptado às necessidades das várias realidades em que atua. Para países com recursos económicos escassos ou em cenários de crise (catástrofes naturais, guerra, terrorismo e/ou epidemias), o dispositivo contribuirá para aumentar a segurança transfusional através da realização de provas de compatibilidade, sem incrementar a necessidade de equipamentos específicos dispendiosos ou de recursos humanos especializados. Em países ditos desenvolvidos a estratégia passa por tornar o processo transfusional mais célere, pela simplificação do processo, e mais económico, relativamente ao procedimento convencional, dado evitar a necessidade de utilização de equipamentos laboratoriais específicos e recursos humanos especializados.

“O Easy Blood Crossmatch torna-se diferenciador na medida em que, por ser mais rápido, fácil de usar e de interpretar os resultados, é fulcral para um paciente que necessite de uma transfusão sanguínea. Trata-se de um kit médico destinado às provas de compatibilidade de sangue, totalmente novo no mercado, que não necessita de laboratório. Assim, a mais-valia do EBC é, inquestionavelmente, a redução drástica do tempo necessário para realizar a PC, o que contribuirá determinantemente para o incremento significativo do número de vidas que serão salvas”, explica Cândida Malça, uma das coordenadoras do projeto.

Desenvolvido por uma equipa multidisciplinar da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra e do Centro para o Desenvolvimento Rápido e Sustentado do Produto, Instituto Politécnico de Leiria, em colaboração com a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, o EBC foi um dos 15 trabalhos de investigação contemplados com uma Bolsas de Ignição financiados pelo INOV C 2020, um projeto suportado por fundos do FEDER que pretende alavancar ideias de empreendedorismo e inovação na região centro.

INOV C 2020 apoia projetos inovadores em Portugal

Do consórcio INOV C 2020, liderado pela Universidade de Coimbra, fazem parte dez parceiros nucleares: o Instituto Politécnico de Coimbra, o Instituto Politécnico de Leiria, o Instituto Politécnico de Tomar, o Instituto Pedro Nunes, o ITeCons, o SerQ, a ABAP, a Obitec e o TagusValley. 

Saúde Pública
No Dia Mundial da Saúde o Anemia Working Group Portugal alerta para a anemia como um problema de saúde pública. Segundo o...

A prevalência desta doença é elevada atingindo os 20% e a situação agrava-se uma vez que 84% dos afetados não sabe que tem anemia.

Para António Robalo Nunes, presidente do Anemia Working Group Portugal, “estamos perante um problema de saúde pública”. É ainda de referir que mais de 50% de todos os casos de anemia são causados por défice de ferro.

O ferro é um nutriente essencial para o organismo, para a saúde física e mental e para manter os níveis de energia adequados à actividade. A deficiência de ferro pode provocar vários sintomas, como por exemplo fadiga, tonturas, falta de ar, maior suscetibilidade para infeções, aftas, dores de cabeça, queda de cabelo, intolerância ao frio, etc. A anemia causada por deficiência de ferro tem um impacto significativo na saúde, aumentando o risco de morbilidade e mortalidade por agravamento de outras doenças subjacentes. Os doentes com anemia apresentam sintomas de fadiga e têm uma qualidade de vida reduzida quando comparados com doentes não-anémicos, tendo um impacto negativo na sua produtividade.

Para Robalo Nunes «é essencial sensibilizar a população para este tema, pois normalmente subvalorizam um dos sintomas mais comuns - a fadiga - associando-o a outras situações. No entanto, a deficiência de ferro ou a anemia, quando não é tratada poderão ter implicações sérias na qualidade de vida do doente».

Perante o diagnóstico o tratamento depende do que é mais adequado a cada situação e a cada doente.

 

 

Acidente Vascular Cerebral
O Dia Nacional do Doente com AVC, assinalado anualmente a 31 de março, comemora-se um pouco por todo o país ao longo desta...

Para além do peso do AVC como grande causador de incapacidade permanente e de mortalidade, a relevância da informação e sensibilização da população nesta data prende-se muito com o facto de ser uma doença que se pode prevenir e tratar de forma eficaz na maioria dos casos, se forem cumpridos determinados cuidados. Metade dos AVC poderiam ser prevenidos controlando a pressão arterial e deixando de fumar, por exemplo. No mesmo sentido, o tratamento adequado na fase aguda pode reduzir as taxas de morte e incapacidade em 50%.

O presidente da SPAVC considera, no entanto, que “ainda se pensa pouco na prevenção em Portugal”, assumindo como missão da SPAVC, desde a sua fundação, a aposta na divulgação das medidas preventivas desta patologia. “Vale a pena lutar e por isso é que estamos aqui e assinalamos esta data anualmente, entre outras ações que vamos desenvolvendo ao longo do ano”, afirma o Prof. Castro Lopes.

Nesta data, voltam a ser reforçadas as principais mensagens a reter sobre AVC. “É preciso conhecer os sinais de alerta – os chamados 3 F’s (falta de força num braço, desvio da face e dificuldade na fala) – e saber que, perante o aparecimento de um deles, a única atitude correta é a de acionar de imediato os serviços de emergência, através do 112”, destaca o médico neurologista. Os fatores de risco são bem conhecidos, desde a hipertensão arterial, a diabetes, o tabagismo, a fibrilhação auricular, até à obesidade e ao sedentarismo. Para além disso, de norte a sul do país são relembradas as medidas de prevenção do AVC, que passam pela adoção de estilos de vida saudáveis como uma alimentação equilibrada, a prática regular de atividade física, não fumar, controlar os valores da pressão arterial, da diabetes e do colesterol, controlando também o peso corporal e limitando o consumo de bebidas alcoólicas.

“Junte-se à SPAVC nas comemorações deste Dia Nacional do Doente com AVC e venha aprender mais sobre o AVC e como o pode evitar”, convida o Prof. Castro Lopes, sublinhando que o AVC pode ocorrer a qualquer pessoa, a qualquer hora e em qualquer lugar, independentemente da idade ou do género.

 

Ser dador
De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Português do Sangue e Transplantação, o número de d

Quem pode dar sangue?

De um modo geral, o dador deve ser um indivíduo saudável, com bons hábitos e comportamentos de vida, não deve sofrer de doenças que coloquem em risco a sua saúde, nem a saúde de quem vai receber a doação feita. O dador nem sempre reconhece que uma não aprovação para a dádiva é feita com o intuito de o proteger ou de proteger a saúde de quem irá receber o sangue, demonstrando até alguma indignação com o facto de não poder doar sangue. A dádiva é um dever e não um direito, por isso, só pode dar sangue quem for efetivamente for saudável.

Quais os critérios que impedem alguém de ser dador?

Motivos de doença e/ou hábitos de saúde pouco saudáveis.

Quais os principais direitos e deveres do dador?

O dador deve formalizar o seu consentimento para a dádiva por escrito e deve responder com verdade, consciência e responsabilidade às questões que lhe são colocadas tendo em vista a proteção da sua saúde e do recetor/doente, preservando a qualidade e segurança do componente doado. O dador tem direito à salvaguarda da sua integridade física e mental; à informação sobre todos os aspetos relevantes relacionados com a dádiva de sangue; à confidencialidade dos dados; ao reconhecimento público; a não ser objeto de discriminação; à isenção das taxas moderadoras no acesso à prestação de cuidados de saúde do Serviço Nacional de Saúde (SNS), nos termos da legislação em vigor; ao seguro do dador; à acessibilidade gratuita ao estacionamento nos estabelecimentos do SNS aquando da dádiva de sangue e a ausentar-se das suas atividades profissionais pelo período de tempo necessário para a dádiva de sangue.

Quantas vezes pode doar sangue?

A doação de sangue pode ser feita de quatro em quatro meses pelas mulheres e de três em três meses pelos homens. Pode repetir a dádiva sem qualquer inconveniente para a sua saúde e bem-estar desde que sejam respeitados os intervalos definidos entre as dádivas de sangue.

Qual o tipo de sangue mais difícil de “encontrar”?

Sobretudo O e A negativos, que são os mais raros, e, por isso, os mais problemáticos. Os tipos O-, B- e AB- são os que apresentam os níveis mais baixos, com reservas apenas para quatro a cinco dias. É importante garantir que os níveis não descem, sobretudo em épocas de férias que obriga a deslocações e ocorrem mais acidentes rodoviários.

Onde nos podemos dirigir para fazer doação de sangue?

Nos Centros de Sangue e Transplantação (CST) de Lisboa, Coimbra e Porto, nos locais onde se efetuam brigadas móveis de colheita de sangue e nos Serviços de Imunoterapia hospitalares.

É seguro doar sangue em Portugal?

É, sim. A dádiva de sangue não tem repercussões negativas na saúde e só vai trazer benefícios a quem precisa dele. Além disso, doar sangue não envolve nenhuma preparação especial: é apenas recomendado que ingira líquidos e faça uma refeição leve a seguir a doar sangue.

À medida que a população portuguesa envelhece, existem também alterações na população de dadores. Em 2017, verificou-se uma diminuição de dadores e dádivas de sangue e a proporção de dadores de primeira vez atingiu o seu valor mais baixo desde 2012, representando os dadores regulares 87,76% do total de dadores.

Por exemplo, o Grupo de Dadores de Sangue da Caixa Geral de Depósitos (CGD) foi criado a 14 de maio de 1983 por iniciativa dos colaboradores do banco e é considerado o maior do país a nível institucional. O Grupo desenvolve todos os esforços ao seu alcance com vista ao cumprimento da sua missão: “salvar vidas humanas pela dádiva benévola de sangue”. Uma prática que se vê refletida nas diversas recolhas de sangue efetuadas em todo o país através dos núcleos existentes, que são, atualmente, 20.

Quais os principais mitos associados à doação de sangue?

Grande parte da informação negativa sobre a dádiva de sangue está relacionada com mitos, medos ou receios que são transmitidos por pessoas que, na maioria dos casos, nunca doaram sangue. Uma grande parte das pessoas sente receio de dar sangue quando vão efetuar a sua dádiva pela primeira vez. Será com a experiência e com a observação do à-vontade e descontração que esse receio diminui, tornando-se um ato natural e simples.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Investigação
Uma equipa de investigadores norte-americanos recorreu à técnica de edição genética CRISPR para desenvolver um método que...

Esta técnica - Clustered Regularly Interspaced Short Palindromic Repeats - permite alterar os genes, com diferentes propósitos. Neste caso, foi utilizada para dotar as células estaminais de uma espécie de «manto de invisibilidade», com o objetivo de “camuflar” as células transplantadas para que evitar que sejam rejeitadas pelo sistema imunitário do doente.

De acordo com os cientistas da Universidade de São Francisco, o importante é que estas células não sejam detetadas. Se isto acontecer, o organismo não precisa de acionar os seus mecanismos de defesa para lutar contra aquilo que considera um corpo estranho. E é esta ativação dos mecanismos de defesa que, habitualmente, leva à rejeição após o transplante.

Atualmente, para evitar que ocorra rejeição, os pacientes tomam medicamentos para ‘baixar’ as defesas do organismo – os imunossupressores - tornando-os um alvo fácil para todo o tipo de doenças.

Com modificação celular, os cientistas acreditam que é possível apresentar uma nova solução para lidar com a rejeição das células. Os investigadores usaram a técnica de CRISPR para eliminar dois genes das células, incluindo a parte que daria a indicação ao organismo que se trata de um agente externo. Depois disso, tiveram de adicionar uma proteína (CD47) que diz ao sistema imunitário para não destruir a célula.

Apesar de esta técnica ter mostrado resultados positivos em ratinhos de laboratório, ainda não se sabe quando poderá vir a ser testada em humanos.

Relatório
Desde 2011 que, em Portugal, o número anual de interrupções de gravidez tem vindo a decrescer. O último relatório da Direção...

De acordo com o Relatório dos Registos das Interrupções da Gravidez, foram realizadas 15492 interrupções de gravidez ao abrigo do Código Penal, em 2017. Cerca de 11 mil foram realizadas no Serviço Nacional de Saúde, as restantes (4457) em serviços privados.

Globalmente, quase metade das mulheres (47,2%) recorreu aos serviços de atendimento hospitalar por iniciativa própria. A maioria encontrava-se na faixa etária dos 20-24 anos, seguindo-se a faixa dos 25-29 anos representando 22,39% do total das mulheres que escolheram não levar a gravidez a termo.  

Segundo o documento, são as mulheres entre os 30 e os 34 anos as que apresentam uma probabilidade mais elevada de levar a gravidez até ao fim. Esta faixa etária foi a que registou o menos número de intervenções.

96% das mulheres interrompeu a gravidez até as 10 semanas por opção, 3% pela existência de doença grave ou malformação congénita no feto.

Lisboa e Vale do Tejo foi a região que registou maior número de interrupções voluntárias (57%), seguindo-se a região norte com 22,8% e o Algarve com 6,6%. Em 18,3% das interrupções da gravidez a mulher tinha nacionalidade estrangeira, sendo esta percentagem semelhante à do ano anterior.

O método escolhido em 70,2% dos casos foi a IG medicamentosa. Apenas 28,8% recorreu ao método cirúrgico. No entanto, as instituições públicas e privadas diferiram quanto ao método: nas públicas o medicamentoso ocorreu em 98,2% dos casos, enquanto nas privadas predominou o método cirúrgico (93,9%).

Em cerca de metade dos casos, a mulher tinha pelo menos um filho. 70% recorreu à interrupção da gravidez pela primeira vez.

O estudo da Direção Geral da Saúde permitiu ainda estabelecer uma associação entre a interrupção voluntária da gravidez e a profissão das mulheres. “Em 40% das IG, as mulheres tinham frequência do ensino secundário e em 24,7% do ensino superior. Apenas 0,2% manifestou ausência de instrução”, pode ler-se no relatório.

Saúde Cardiovascular
12 mil portugueses morrem todos os anos vítimas de morte súbita cardíaca. Palpitações, cansaço, dor no peito, tonturas, desmaio...

Nem sempre causam sintomas, e o facto de grande parte da população desconhecer os seus riscos, nomeadamente a “morte súbita”, faz com que esta seja uma importante causa de morte.

De acordo com Francisco Moscoso Costa, especialista do Hospital de Santa Cruz, nos casos de morte súbita registados, há cerca de 12 mil tentativas de ressuscitação, através da aplicação de manobras de reanimação cardiopulmonar, no entanto, apenas 681 pessoas chegaram vivas às urgências.  

Em mais de metade dos casos (57%) não foi realizada qualquer manobra de reanimação até à chegada de meios de socorro, adiantou o cardiologista, lembrando que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal, representando 29,7% da mortalidade em Portugal, num impacto superior a 330 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), referiu Francisco Moscoso Costa.

Em declarações à imprensa, o cardiologista explicou que a fibrilhação auricular é a arritmia mais prevalente no ser humano, sendo muito frequente acima dos 65 anos, uma população em que o risco de acidente vascular cerebral aumenta muito quando há fatores de risco associados.

“Quando há uma morte súbita num atleta isso é muito mediático e nós estamos muito alerta, mas na realidade a grande parte da morte súbita ocorre acima dos 40 anos e é derivada de fatores de risco cardiovasculares comuns, como o sedentarismo, o tabagismo, a dislipidemia (aumento de gordura no sangue), tensão arterial elevada e diabetes”, sublinhou.

Para o cardiologista, é importante alertar a população para o facto de que “15 a 30% dos doentes não têm qualquer sintoma”.

Nestes casos, a única maneira da arritmia ser diagnosticada é através da medição da pulsação, seguida da realização de um eletrocardiograma.

Também é importante sensibilizar para o facto de que “a ausência de sintomas não quer dizer que a pessoa não esteja em risco”.

Para quem já foi diagnosticado e começou o tratamento, “é importante” que o doente não abandone a terapêutica para controlar a arritmia, porque ao fazê-lo corre o risco de ter eventos como um acidente vascular cerebral.

“Outra mensagem é que não basta apenas tomar a medicação ou fazer as medidas de intervenção recomendadas pelo seu médico, é muito importante também adotar estilos de vida saudáveis”, como perder peso, atividade física regular moderada, alimentação saudável, porque vai contribuir para diminuir o risco de eventos futuros a aumentar a qualidade de vida das pessoas com arritmia.

Evento científico
Hipertensão e Risco Cardiovascular é um dos temas que estará em debate nas Jornadas Atlântidas de Saúde, que arrancam no...

Uma iniciativa que junta várias especialidades e que assenta nos temas mais preponderantes na área da Saúde da Medicina Geral e Familiar, com o objetivo de contribuir para a atualização de conteúdos e conceitos

Organizado pela MJGS, Lda, este evento científico conta com o apoio da Menarini Portugal e com a estreita colaboração da Universidade dos Açores.

Entre os oradores vão estar Carlos Aguiar, especialista em cardiologia, que irá abordar os novos paradigmas da Hipertensão e Risco Cardiovascular; o especialista em nutrição, Telmo Barroso, cuja intervenção vai incidir sobre a importância das vitaminas e dos minerais na qualidade de vida.

Beatriz Craveiro, especialista na área da Dor, vai falar sobre a Dor Aguda em Situações Crónicas, enquanto José Santos Dias, especialista em Urologia, vai encerrar este encontro com uma intervenção sobre aquela que é considerada a doença mais comum do homem e que atinge cerca de 80% dos homens com idade superior a 75 anos, a Hiperplasia Benigna da Próstata.

O Sexo e o Coração é o tema da intervenção de José Palma do Reis, urologista, e o especialista Eurico Silva abordará a temática da Asma e Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica.  

O evento terá início às 09h30 e o seu arranque será marcado por uma intervenção do Secretário Regional de Saúde, Dr. Rui Luís, e a abertura das jornadas ficam a cargo do Profº. João Luís Gaspar, Reitor da Universidade dos Açores. 

 

 

Pacto de Competitividade
Promover a captação de ensaios clínicos, de centros de conhecimento e de unidades de produção para Portugal e fomentar a...

A assinatura deste pacto é um importante instrumento para a concretização dos objetivos estratégicos do HCP, que definiu, até 2025, ultrapassar os 2,5 mil milhões de euros de exportações em saúde e triplicar o valor dos ensaios clínicos realizados em Portugal, de 50 para 150 milhões de euros, e o número de doutorados a trabalhar em empresas da Saúde, passando de 250 para 750.

O pacto assinado é o reconhecimento do HCP enquanto cluster agregador do setor da Saúde e do seu papel na dinamização das atividades relacionadas com esta área.  Entre os objetivos definidos nesta parceria contam-se, ainda, estimular a capacidade concorrencial entre as empresas do setor, e antecipar e preparar a evolução das necessidades da indústria, designadamente em termos de competências e empregos.

Salvador de Mello, presidente do HCP, considera que “as ambições nacionais e internacionais do setor são reforçadas com esta parceria. Estamos perante um conjunto de ações estratégicas que deverão mobilizar todos os stakeholders para responder aos atuais desafios sociais, científicos e tecnológicos da Saúde em Portugal”.

O setor da Saúde é responsável por 279 mil postos de trabalho e 27 mil milhões de euros de volume de negócios, dos quais 1.400 milhões de euros se destinam a exportações. O setor regista também uma evolução significativa ao nível da produção científica (27% da produção científica total de Portugal) e um investimento em I&D a atingir os 462 milhões de euros.

 

Entrevista
A proporção de pessoas idosas está a aumentar em todo o mundo, quando comparada a população em idade

Em menos de dois séculos, a esperança média de vida subiu de menos de 30 anos para mais de 71 anos, em 2018. A esperança média de vida dos portugueses situa-se, hoje, nos 81 anos. No entanto, isto não significa que estejamos a envelhecer bem… o que falta fazer para que consigamos envelhecer com qualidade?

No que toca a anos de vida, Portugal está a par dos países nórdicos, mas a qualidade de vida dos nossos idosos, sobretudo nos seus últimos anos, não é semelhante à desses países. Para tal contribuem vários factores:  

Por um lado, o envelhecimento não é percecionado com um processo decorrente de práticas ao longo da vida, muitas das quais podem ser controladas pelas próprias pessoas, dando origem a estilos de vida mais saudáveis com os respectivos benefícios para a fase mais adiantada da vida. Envelhecer bem, sem prejuízo das variáveis que não controlamos é um investimento em nós próprios… desde jovens!

Por outro lado, a medicina ainda está muito focada no paradigma da Cura, típico do século XX e das doenças infecciosas (queixa, diagnóstico, tratamento, problema resolvido), quando o envelhecimento global da população nos exige aperfeiçoar as competências para o Cuidar, obrigatório em presença de doenças crónicas não transmissíveis, com as suas frequentes polimedicações. É claro que o objetivo de curar se mantém, mas o envelhecimento e as doenças crónicas exigem uma maior aposta em formas de garantir o bem-estar e a longevidade com qualidade dos doentes. Isto faz-se através de cuidados continuados de qualidade, da valorização dos Cuidados Primários, de pequenas unidades de saúde em articulação com outras valências e as Comunidades e da transformação dos cidadãos em “produtores de saúde” e não meros receptores de cuidados. 

Quais são, então, os principais desafios do envelhecimento?

O principal desafio do envelhecimento é conseguir viver muitos anos com qualidade, especialmente nos últimos anos de vida. Sim, as pessoas querem viver mais, mas acima de tudo querem viver com qualidade. E não estamos apenas a falar de problemas de saúde física e/ou mental, as atitudes da Sociedade são de extrema importância, assistimos com frequência à discriminação dos mais velhos – o chamado idadismo -, um bom exemplo é a sua desqualificação por não serem peritos nas valências tecnológicas. A sageza proporcionada pela experiência parece ter passado de moda, o que é um erro crasso.

Qual o papel da medicina humanizada neste contexto? Que aplicações práticas poderá vir a ter?

Em teoria a questão não se deveria colocar, pois não se centra a medicina numa relação humana, entre médico e doente? É verdade que alguns de nós tiveram dificuldade em abandonar uma prática paternalista e alguns outros esperam da tecnologia o que não pode dar, mas sejamos justos - quando os médicos têm apenas 10 minutos para uma consulta e milhares de doentes ao seu cuidado é legítimo reivindicar melhores condições para exercer boa medicina. Na realidade, a relação médico-doente é tão importante que Portugal e Espanha se uniram na tentativa de a ver elevada a Património Cultural Imaterial da Humanidade da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação e Cultura).

E a tecnologia? De que forma pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dos portugueses, sobretudo, dos mais idosos?

Tecnologias como a telemonitorização e a tele-saúde já estão a ser implementadas em Portugal com benefícios comprovados, ao permitir a doentes e profissionais de saúde um melhor acompanhamento de doenças crónicas entre as consultas, jamais em vez delas. A Inteligência Artificial também permitirá diagnósticos mais precisos e precoces, abordagens mais adaptadas ao perfil específico de um doente e a libertação dos profissionais de tarefas burocráticas que lhes retiram disponibilidade para a consulta presencial com o doente.  

Que novidades têm existido nesta área?

As novidades tecnológicas surgem quase diariamente, na cirurgia, por exemplo. Estamos na aurora da edição genética, um tema que já provoca enorme debate na área da Bioética. Em termos de robótica, já existem robôs de companhia e robôs de assistência que libertam profissões como a enfermagem de tarefas mais básicas.  

A impressão 3D de órgãos também é uma tecnologia que se adivinha muito promissora. A lista não tem – felizmente! – fim.

Na sua opinião, o que podemos esperar do futuro?

O meu desejo é que o futuro nos traga um aumento da longevidade, mas sem perda de qualidade de vida. Um futuro em que a medicina centrada no paciente seja uma evidência, com a preciosa ajuda da tecnologia. E de cidadãos produtores de saúde e poderes políticos capazes de implementar estratégias transversais, que abordem desde as diferenças socioeconómicas, à poluição, à educação, à arquitetura urbana, etc… 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Investigação
Nova investigação do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), no Porto, revela que as mutações da enzima telomerase...

Em comunicado, o i3S explica que o estudo desenvolvido pelo investigador Manuel António Campos analisou 152 tumores malignos espinocelulares de 122 pacientes tratados no Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia e Espinho (CHVNG/E),  com o objetivo de "determinar a presença das mutações do promotor da telomerase [enzima chave no processo de divisão das células tumorais] e correlacionar a sua presença com fatores de prognóstico".

O estudo, publicado na edição de março de 2019 do Journal of the American Academy of Dermatology, demonstrou que as mutações da enzima telomerase estavam associadas a "um mau prognóstico no carcinoma espinocelular".

"Estes resultados são pioneiros, não só porque é a primeira vez que se estabelece esta relação, mas também porque poderão dar origem aos primeiros marcadores genéticos de prognóstico, que permitirão determinar a agressividade e como tratar estes carcinomas. Sublinhe-se que estes carcinomas, em caso de recidiva e/ou metastização, têm uma grande mortalidade", avança o instituto de investigação.

O investigador responsável por esta pesquisa, Manuel António Campos,  esclarece que as mutações do promotor da telomerase estavam presentes "em 31,6% dos casos, sendo a taxa de mutação superior em carcinomas invasivos (34,7%) do que em carcinomas ‘in situ’ [não invasivos] (19,4%)", acrescentando que os tumores que sofreram recidiva (76,5%) ou metástases (87,5%) eram "mais frequentemente mutados".

O investigador salienta que as mutações apresentadas podem vir a tornar-se "no primeiro marcador genético de prognóstico e serem incluídas em 'guidelines' internacionais para estadiamento e tratamento destes carcinomas".

De acordo com o i3S, este estudo foi distinguido pela Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), com um prémio de 15 mil euros, e conquistou o prémio de melhor comunicação oral na Reunião da Primavera da SPDV.

 

Agência Europeia de Medicamentos
Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos EMA) recomendou a substância ativa...

Este medicamento é um inibidor seletivo do transportador de glucose de sódio-2 (SGLT2), e é primeiro medicamento oral a receber uma recomendação positiva da EMA para utilização na diabetes tipo I como adjuvante da insulina, quando a insulina isolada não proporciona o controlo adequado da glicemia apesar da ótima insulina-terapia.

A opinião positiva é baseada nos dados da Fase III do programa clínico DEPICT, que consistiu em dois estudos, DEPICT-1 e -2, e demonstrou que a dapagliflozina, quando administrada como adjuvante oral à insulina ajustável em adultos com tipo I não controlado mostra reduções significativas da linha de base na HbA1c (objetivo primário), peso e dose diária total de insulina (objetivos secundários) às 24 e 52 semanas versus placebo, nas doses de 5mg e 10mg.

O medicamento está atualmente sob revisão regulamentar nos EUA e no Japão para uso como tratamento adjuvante à insulina em adultos com o transtorno metabólico.

 

Doenças do pé
A Ozonoterapia Podal é uma técnica que utiliza o ozono clínico como agente terapêutico num grande nú

O ozono (O3) clínico é uma molécula instável e obtém-se através do O2 puro; uma mistura O2-O3 normalmente constituída por 98 por cento de O2 e somente 2 por cento de O3, esta molécula é composta por três átomos de oxigénio (O2), que se forma a partir de uma reação térmica induzida na molécula de oxigénio (O2), transformando-se numa molécula rica em energia que melhora o processo de oxigenação. Dada a sua instabilidade, o contacto com o corpo humano estimula a produção de defesas antioxidantes que eliminam radicais livres (moléculas produzidas no nosso organismo, e que em excesso podem ter efeitos tóxicos).

Perante este cenário, é possível perceber que a Ozonoterapia se apresenta como um tratamento útil, uma vez que modula as estruturas celulares desde a mitocôndria (componente de uma célula animal), promove maior capacidade funcional global, ajuda a eliminar o ácido úrico, elimina bactérias, fungos e vírus da circulação, restaurando a saúde do pé.

Como foram descobertas as propriedades do ozono?

Segundo Eurico Fermi, físico italiano galardoado com o Prémio Nobel da Física em 1938, “o ozono é a maior descoberta da Química Moderna”.

Historicamente o ozono foi descoberto em 1785 pelo físico holandês Martinus Van Marum, mas só em 1857 é que o físico Werner Von Siemens desenvolveu um gerador de alta frequência, onde efetuou as primeiras tentativas de destruição de microrganismos.

Já em 1870, o médico alemão C. Lender fez a primeira publicação sobre os efeitos biológicos práticos relativos à desinfeção da água Em Portugal, mais concretamente, o ozono foi inicialmente introduzido em processos industriais de purificação do ar e da água de consumo, à semelhança de vários países europeus.

Durante a 1ª Guerra Mundial (1914-1918), médicos alemães e ingleses utilizaram o ozono para tratamento de feridas em soldados, conforme foi noticiado pela revista THE LANCET, nos anos 1916 e 1917.

Dr. Blass fundou em 1913 a primeira associação alemã de Ozonoterapia, e em 1915, Dr. Wolf, cirurgião-chefe dos serviços médicos do exército alemão, ampliou a aplicação de ozono no tratamento tópico de feridas infetadas, pé congelado, gangrena e úlceras de decúbito.

Erwin Payr, importante cirurgião austríaco e professor em Leipzig, testou em 1935 a aplicação e efeito de ozono em feridas e apresentou uma publicação de 290 páginas intitulada "O tratamento com ozono na cirurgia".

Com o passar dos anos, novas pesquisas foram surgindo. Em Portugal, no ano de 2007, surgem as primeiras notícias sobre a Ozonoterapia utilizada em dor osteoarticular e dor crónica. Em 2008 são construídas as primeiras saunas de ozono, mas ainda hoje têm pouca expressão no país. Em 2009 começam a ser utilizados cremes ozonizados, sabonete ozonizado e é incrementada a divulgação da Ozonoterapia. Em 2011 é constituído o primeiro centro especializado unicamente em Ozonoterapia - Centro de Ozonoterapia. Já o aparecimento dos primeiros suplementos de ozono em microcápsulas data sensivelmente de 2012. Em 2013 a Ozonoterapia é reconhecida como tratamento na Portaria n.º 163/2013 de 24 de abril, a qual estabelece a tabela de preços a praticar pelo Serviço Nacional de Saúde.  

Como se processa a Ozonoterapia Podal?

A aplicação de ozono no pé pode ser efetuada através de: hidrozonoterapia; bolsa de ozono; aplicação subcutânea de ozono; e aplicação tópica (de água e óleos ozonizados - activozone).

A produção de ozono destinada para esta terapia é feita através de um gerador de ozono (equipamento que transforma gás de oxigénio em gás de ozono), que ao ser infundido numa bolsa de ozono, entra em contacto com a pele, transformando-se e procurando oxidar células e tecidos mortos, fungos, bactérias, leveduras, vírus, resíduos metabólicos celulares e outros poluentes. Nos tratamentos tópicos observa-se a inativação de microrganismos por ação direta do ozono com rutura oxidativa das suas membranas.

De acordo com a minha experiência clínica, a Ozonoterapia Podal ostenta propriedades químicas ímpares, que lhe conferem a possibilidade de ser utilizada no tratamento de várias doenças podais, tais como: infeções da pele; micoses; úlcera nos membros inferiores; eczema; pé de atleta; tendinite e tendinose; dores musculares; artrite reumatoide e artrite gotosa; queimaduras; contusões; picadas de insetos; psoríase; gretas e fissuras; lesões articulares; tendinopatia do tendão de Aquiles; esporão ósseo e exostoses ósseas.


Dra. Fátima Carvalho - podologista responsável pelo Centro Clínico do Pé de Amarante

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Simpósio
Joanne Kurtzberg, hemato-oncologista pediátrica e pioneira na utilização de células estaminais do sangue do cordão umbilical em...

Intitulado “Extending Cord Blood to Regenerative Therapies for the Brain”, o simpósio focar-se-á sobretudo na evolução da transplantação do sangue do cordão umbilical, na eficácia demonstrada pelas células do sangue do cordão umbilical no tratamento de doenças do foro sanguíneo, bem como em aplicações inovadoras em crianças com paralisia cerebral e doenças do espectro do autismo, as suas áreas de especialidade, tendo já várias crianças portuguesas integrado este estudo. 

Desde o primeiro transplante realizado há 30 anos, muito tem sido o trabalho desenvolvido por Joanne Kurtzberg na aplicação de células estaminais do cordão umbilical sobretudo em crianças, tendo já realizado milhares de tratamentos com estas células. Na sua vinda a Portugal, partilhará detalhes sobre a sua investigação e o avanço do sangue do cordão umbilical nas últimas duas décadas, sendo hoje utilizado no tratamento de mais 80 doenças num total de mais de 40.000 transplantes realizados. 

Joanne Kurtzberg foi pioneira no uso do sangue do cordão umbilical em transplantação hematopoiética como alternativa aos transplantes de Medula Óssea.

Em 1988, a especialista integrou a equipa multidisciplinar que realizou o primeiro transplante com células estaminais provenientes do cordão umbilical, em França. O tratamento salvou uma criança norte-americana de 5 anos, Matthew Farrow, com anemia de Fanconi, uma doença do sangue rara e fatal, de quem Kurtzberg era pediatra. Após tratamento de quimioterapia, Matthew recebeu as células do sangue do cordão umbilical da sua irmã recém-nascida, com quem era compatível.

Nas últimas décadas, Kurtzberg estabeleceu, no hospital pediátrico da Universidade de Duke, EUA, um programa de transplantação pediátrica dedicado ao tratamento de crianças com doenças do foro hemato-oncológico, imunodeficiências, hemoglobinopatias e doenças metabólicas hereditárias.  Joanne Kurtzberg preside, desde 2015, à Cord Blood Association, uma organização internacional sem fins lucrativos que promove bancos públicos e privados e o uso do sangue e tecido do cordão umbilical no tratamento de doenças e terapias regenerativas. Atualmente conta com mais de 300 artigos científicos publicados.

Conferência
Numa sinergia com a CUF Instituto de Oncologia e a IKCC - International Kidney Cancer Coalition, durante o dia 5 de abril, irá...

À semelhança do que já é feito noutros países do mundo, este evento pretende criar espaços de co-criação e partilha de informação e experiências, entre médicos, investigadores e doentes. Ricardo Leão, urologista da CUF e membro da comissão científica do evento destaca que “A nível internacional estes grupos de doentes têm voz ativa. É Interessante verificar que o trabalho desta Coligação de Associações de Doentes tem impacto em termos de decisão terapêutica, é auscultada para novos ensaios clínicos e para a construção de políticas de saúde e promove o acesso a melhores cuidados de saúde.”

Por tudo isto, é intenção da organização científica do evento dar voz e protagonismo aos doentes portugueses com cancro do rim e tornar possível o seu envolvimento com a IKCC: “É importante trazer para Portugal uma abordagem centrada no doente para projetar, implementar e avaliar a investigação sobre cancro de rim, que torna os estudos mais eficazes, mais confiáveis e mais económicos”.

"Em Portugal não tem existido uma associação de doentes ativa especificamente centrada no apoio às pessoas com cancro do rim e alguns dos doentes com esta patologia procuram informações junto de organizações de cancro do rim noutros países. A possibilidade de ter pela primeira no país vez em Portugal a reunião da IKCC pode criar o “impulso” necessário para o envolvimento de doentes portugueses com cancro do rim nesta reunião”, reforça o urologista, membro da comissão científica do evento.

Rachel Giles, presidente da IKCC destaca que esta reunião vai possibilitar que “especialistas em cancro renal possam aprender com doentes de cancro do rim, que têm experiência nesta atividade de defesa dos direitos dos doentes e vice-versa. Deste modo, vai também permitir, a estes doentes compreender os desafios enfrentados pela comunidade clínica e, potencialmente, identificar como é que cada um destes grupos pode trabalhar de forma mais próxima com o objetivo de assegurar os melhores resultados de qualidade de vida dos doentes oncológicos.”

O Kidney Cancer – Expert Meeting, organizado em conjunto pela CUF Academic Research and Medical Center e CUF Instituto de Oncologia será um espaço para discutir vários tópicos de interesse científico e clínico, com ênfase nos mais recentes avanços no tratamento do cancro do rim - para tal a reunião científica conta, no seu painel de palestrantes e moderadores, com alguns dos mais relevantes investigadores/clínicos  nacionais e internacionais, cujo trabalho tem alterado a prática clínica no tratamento do cancro rim. De destacar a presença de um dos líderes mundiais no tratamento com imunoterapia do cancro do rim mestastizado, Eric Jonasch (MD Anderson Cancer Center, EUA), de Michael Jewett, um dos líderes mundiais na abordagem de "vigilância ativa", e de Pedro Barata (Tulane University, EUA) envolvido na investigação de novas terapêuticas em cancro com base em técnicas de biologia molecular.

Simultaneamente, um grupo de doentes portugueses com cancro do rim vai dar o seu testemunho sobre a sua doença e as dificuldades que enfrentaram durante o diagnóstico e tratamento.

O cancro do rim é um problema de saúde global. Todos os anos, 338,000 pessoas são diagnosticadas com cancro do rim em todo o mundo. Em Portugal o cancro do rim representa cerca de 1,8% de todos os tumores malignos, estimando-se que surjam cerca de 600 a 700 novos casos por ano.

Estudo
Pelo menos até aos 97 anos conseguimos produzir novas células cerebrais. É isso que afirma uma equipa de investigadores da...

Esta ideia tem sido bastante discutida, no entanto, pensava-se que já nascíamos com todas as células cerebrais que teríamos até ao resto da vida. Com esta nova pesquisa, para além de conseguirem demonstrar que vamos produzindo novos neurónios ao longo da vida, os pesquisadores da Universidade de Madrid também conseguiram mostrar que o número de novas células cerebrais diminui com a idade e cai drasticamente nos estágios iniciais da doença de Alzheimer.

O estudo, publicado na revista Nature Medicine, analisou os cérebros de 58 pessoas mortas, com idades compreendidas entre os  43 e os 97 anos, focando-se sobre o hipocampo – uma parte do cérebro envolvida na memória e nas emoções.

Novos neurónios

Os neurónios não emergem no cérebro totalmente formados, tendo que passar por um processo de crescimento e maturação.

Os pesquisadores conseguiram identificar neurónios imaturos ou "novos" nos cérebros que examinaram.

Nos cérebros saudáveis, observou-se uma "ligeira diminuição" na neurogenese com o avanço da idade.

Em entrevista à BBC, a pesquisadora Maria Llorens-Martin disse acreditar que “estaremos a gerar novos neurónios enquanto precisarmos de aprender coisas novas”. “E isso ocorre durante cada segundo da nossa vida”, acrescenta.

Em pacientes com Alzheimer há um declínio de novos neurónios

De acordo com a investigação, o número de novos neurónios formados caiu de 30.000 por milímetro para 20.000 por milímetro em pessoas no início da doença de Alzheimer.

"Essa é uma redução de 30% no primeiro estágio da doença”, disse a investigadora principal.

"É muito surpreendente para nós. Isto acontece mesmo antes do acúmulo de beta-amiloide [a marca da doença de Alzheimer] e, provavelmente, antes dos sintomas…”, comentou.

A doença de Alzheimer permanece sem cura, mas o foco principal da pesquisa têm sido os aglomerados de beta-amiloide no cérebro.

No entanto, na semana passada, alguns ensaios que utilizaram esta abordagem falharam e o último estudo sugere que pode haver algo a acontecer mais cedo no curso da doença.

De acordo com Maria Llorens-Martin, “entender por que há uma diminuição na neurogenese poderia levar a novos tratamentos contra o envelhecimento cerebral”.

Rosa Sancho, chefe de pesquisa da Alzheimer's Research UK, comentou que esta pesquisa abre portas para uma investigação profunda sobre o tema ao mostrar que é possível produzir novas células cerebrais até aos 90 anos. No entanto, admitiu que são precisos “mais estudos para confirmar estes achados e se, de facto, estes podem abrir caminho para um teste precoce que sirva para sinalizar aqueles que correm maior risco de contrair a doença”.  

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