Risco de infeção
O simples ato de lavarmos as mãos reduz em 40 por cento a incidência de infeções responsáveis por diarreias, gripe, doenças de...

Com o objetivo de consciencializar os profissionais de saúde e a população em geral para a importância da higiene da Mãos e outras precauções básicas na prevenção e controlo de infeções, o Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira promove no próximo dia 8 de maio às 11h30, uma iniciativa de larga escala que pretende refletir a mensagem da Organização Mundial de Saúde (OMS) para o ano de 2019, designada “Cuidados Seguros para TODOS – Está nas Tuas Mãos”.

Esta atividade consistirá na formação de uma mão gigante preenchida por profissionais de saúde e utentes, numa área da instituição ao ar livre e será divulgada em Portugal com o apoio da DGS e internacionalmente pela OMS.

São parceiros desta iniciativa do CHUCB a Escola Secundária Campos Melo, o MedUBI, o Grupo de Voluntariado da Liga dos Amigos, a Câmara Municipal da Covilhã e a empresa BMDrones.

Evidenciar ainda que a prevenção e controlo de infeções, na qual se inclui a higiene das mãos é uma abordagem prática e baseada em evidências, com impacto comprovado na qualidade do atendimento e na segurança do doente em todos os níveis do sistema de saúde.

O Dia Mundial da Higiene das Mãos comemora-se anualmente a 5 de maio.

 

Estudo
Cerca de 400 mil crianças de 21 países europeus estarão com obesidade severa, de acordo um estudo da Organização Mundial da...

O estudo da Organização Mundial da Saúde para a Europa estima que 398 mil crianças entre os seis e os nove anos estariam com obesidade severa entre 2007 e 2013.

Portugal surge como o quinto país com maior prevalência de excesso de peso em crianças no período analisado, mas em relação à obesidade severa surge em sétimo lugar.

Segundo os dados do estudo, 3,4% das crianças analisadas em Portugal apresentam obesidade severa, 10,5% apresentam obesidade e 21% têm excesso de peso.

O valor mais baixo na obesidade severa regista-se na Suécia e na Moldávia, com 1% de prevalência, enquanto os valores mais elevados se encontram em Malta e Grécia, com uma prevalência de 5,5% e 4,8%.

Portugal e Itália foram alguns dos países onde se registou um decréscimo da obesidade severa ao longo do tempo, comparando 2007/2008 com 2012/2013.

Nos outros países, a diferença registada não foi significativa.

A prevalência da obesidade severa, mais grave, é superior nos rapazes do que nas raparigas e o estudo conclui também que é mais comum entre as crianças cujas mães têm níveis de escolaridade mais baixos.

O estudo da OMS Europa analisou dados de mais de 630 mil crianças de seis a nove anos de 21 países, investigando três períodos distintos: 2007/2008, 2009/2010 e 2012/2013.

 

Administração Regional de Saúde do Centro
O Plano de Contingência Saúde Sazonal, Módulo Verão - Região Centro 2019 da Região, entrou em vigor ontem e prolonga-se até dia...

O Plano de Contingência Saúde Sazonal, Módulo Verão - Região Centro 2019 entra quarta-feira em vigor, prolongando-se até dia 30 de setembro, anunciou hoje a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC).

Este plano contém as "orientações estratégicas e referenciais que permitem comunicar o risco, e a gestão desse risco, à população e aos parceiros do setor da saúde, bem como capacitar os cidadãos para a sua proteção individual e a adequação dos serviços de saúde para uma resposta pronta e eficaz ao aumento da procura ou a uma procura diferente da esperada".

"O objetivo principal consiste em prevenir e minimizar os efeitos negativos do calor extremo na saúde da população em geral e dos grupos de risco em particular - idosos, crianças, pessoas com doenças crónicas e pessoas que trabalham ao ar livre, por exemplo", refere o comunicado da ARSC.

Por outro lado, pretende-se  "minorar outros fenómenos com impacto na saúde cuja frequência pode aumentar no verão, como os incêndios, afogamentos, acidentes ou toxi-infeções alimentares coletivas".

"A hidratação e a manutenção do conforto térmico são medidas/recomendações a implementar, em particular junto das populações mais vulneráveis e dos referidos grupos de risco", lê-se na nota.

"Portugal tem sido afetado, ao longo dos últimos anos, por fenómenos climáticos extremos e, decorrente da sua localização geográfica, pode considerar-se um dos países europeus mais vulneráveis às alterações climáticas e aos fenómenos climáticos extremos", recorda a Administração Regional de Saúde do Centro.

"Estas alterações de frequência e intensidade dos fenómenos climáticos extremos, que ocorrem com frequência na primavera/verão, sendo uma ameaça para a saúde pública, podem produzir efeitos graves na saúde humana, com um potencial aumento da morbilidade e aumento da procura dos serviços de saúde", chama à atenção esta entidade.

Para mais informações pode consultar este plano na página oficial da ARSC (www.arscentro.min-saude.pt).

Estudo OMS
O alerta chega por parte da OMS. De acordo com um estudo divulgado por esta organização, as crianças que nunca foram...

Coordenado pela investigadora portuguesa Ana Rito, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, este estudo fez a análise de dados de 22 países da região europeia da Organização Mundial de Saúde, entre 2015 e 2017, com amostras representativas da população infantil de cada país, integrando mais de 100 mil crianças entre os seis e os nove anos.

De acordo com esta análise, as crianças que nunca foram amamentadas têm mais 22% de probabilidade de virem a ser obesas e as que foram amamentadas por um período curto têm mais 12% de probabilidade, quando comparadas com as que foram amamentadas em exclusivo por pelo menos seis meses.

Apesar de Portugal apresentar uma taxa de amamentação superior a 85%, apenas 21% das crianças foram amamentadas em exclusivo pelo menos durante seis meses. Ainda assim mais de metade das crianças portuguesas analisadas foi amamentada durante pelo menos seis meses, ainda que nem todas em exclusividade.

As taxas de obesidade mais elevadas foram observadas em Espanha, Malta e Itália, com maior prevalência de obesidade entre as crianças nunca amamentadas.

O peso elevado à nascença também parece estar associado a um maior risco de obesidade.

O estudo permitiu concluir que, sendo a promoção da amamentação uma “janela de oportunidade” para a prevenção da obesidade, as políticas de cada país devem promover e apoiar medidas de promoção da amamentação.

Num comentário à agência Lusa, o coordenador do departamento europeu de prevenção e controlo de doenças não transmissíveis da OMS, João Breda, destaca que este estudo é “um dos maiores de sempre”.

“Evidencia de forma clara o efeito protetor do aleitamento materno contra a obesidade, sendo que crianças amamentadas ao peito podem chegar a ter um risco de obesidade 25% inferior ao de crianças que foram alimentadas com substitutos de leite materno”, referiu João Breda à Lusa.

O perito recorda que a OMS continua a recomendar o aleitamento materno exclusivo até pelo menos aos seis meses.

Mas, para o atingir, João Breda defende como essencial controlar o ‘marketing’ de substitutos de leite materno, “que continua a ser excessivo”, bem como que os hospitais e centros de saúde sejam promotores do aleitamento.

Considera também necessário que as licenças de maternidade e paternidade tenham em conta as necessidades das mães e das famílias que optam pelo aleitamento materno.

Absentismo laboral
Transportar materiais pesados ou passar demasiado tempo sentado ao computador são requisitos de várias profissões dos dias de...

Em Portugal, as dores nas costas levam aproximadamente 400 mil portugueses por ano a faltar ao trabalho, um problema grave quer para empresas quer para as pessoas que sofrem, com sérias implicações do ponto de vista socioeconómico.

As dores nas costas já são consideradas como uma das principais causas de ida ao médico, acabando também por contribuir para o aumento das reformas antecipadas e para o crescimento do absentismo laboral, que se poderiam evitar com uma maior consciência do que é possível fazer para proteger a coluna vertebral.

 “Trabalhamos oito ou mais horas por dia e é na atividade laboral que somos mais descuidados com as nossas posturas e esforços. Ao contrário do que se possa pensar, estes problemas não são apenas desencadeados por trabalhos pesados. Na verdade, as profissões mais sedentárias também contribuem para lesões na coluna, bem como as atividades que implicam repetição de movimentos”, explica Bruno Santiago, neurocirurgião e coordenador nacional da Campanha Olhe Pelas Suas Costas.

“Atualmente as dores das costas são uma das principais causas de absentismo laboral e é por isso que queremos alertar a população para os cuidados necessários quanto à saúde das suas costas”, remata o especialista, acrescentando que as dores nas costas já “são responsáveis por 50% dos casos de incapacidade física na população adulta”.

Segundo um estudo da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho, de 2014, mais de 50% dos portugueses, de diferentes setores de atividade, admitem passar muito tempo em posições dolorosas, transportar materiais pesados e realizar movimentos repetitivos.

Bruno Santiago deixa alguns conselhos para protegermos as nossas costas na nossa atividade laboral. “Quando se passa muito tempo sentado deve colocar-se os joelhos mais altos que as ancas e o monitor do computador devem estar à altura dos olhos. Ao transportar materiais pesados deve ter-se o cuidado de não flectir o tronco, mas sim as pernas, segurar os objetos perto do corpo e pedir ajuda sempre que necessário. Em qualquer trabalho é ainda importante que se façam periodicamente pausas que permitam mudar de posição com frequência ou exercitar os músculos. O exercício físico é fundamental para prolongar a saúde da coluna e deve ser incluído na rotina semanal, o que por vezes é difícil num contexto de jornadas de trabalho longas e tempo perdido em transportes” conclui o neurocirurgião.

DGS
A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, insistiu hoje na importância de vacinar todos os cidadãos residentes em Portugal,...

“Em Portugal, desde 1965, quando foi criado o Programa Nacional de Vacinação, que foi tomada a decisão de que o programa era para qualquer pessoa presente em Portugal, independentemente da sua condição e é assim. Qualquer pessoa em Portugal tem direito a ter uma vacina, independentemente da sua nacionalidade, se está ou não está legal, se está ou não está de passagem”, reforçou a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas.

A responsável falava aos jornalistas por ocasião da assinatura da carta de compromisso “Rede de Municípios Embaixadores da Vacinação”, esta manhã na Amadora, no distrito de Lisboa, realçando ainda a importância do trabalho dos municípios na vacinação.

“A vacinação tem vários níveis de governação e o nível se calhar mais importante é aquele onde estão mesmo as pessoas e, portanto, isso depende dos centros de saúde, das comunidades locais, das escolas e, obviamente, das autarquias”, afirmou Graça Freitas.

A diretora-geral da Saúde destacou ainda o papel importante das carrinhas móveis de vacinação, em vários concelhos do país, que permitem uma maior proximidade à população e melhorar as taxas de vacinação em zonas do país com taxas tradicionalmente mais baixas.

“As carrinhas, ou vacinar fora das unidades de saúde, são estratégias complementares de vacinação para atingir determinadas populações que por qualquer motivo frequentam menos os serviços de saúde e um dos motivos pode ser com receio, infundado, de que por não estarem, por exemplo, legalizados não devam ir à vacinação devem e podem”, disse.

Para a presidente da Câmara Municipal da Amadora, Carla Tavares, a “proximidade” é um dos fatores chave na responsabilização e vacinação da população.

“O gerar proximidade é muito importante também nestas temáticas, muitas das pessoas que não têm a situação documental toda ela regular e têm receio de se aproximar dos organismos públicos e nesses casos, em particular, compete aos organismos públicos fazer o inverso do percurso e aproximarem-se das pessoas naturalmente”, afirmou Carla Tavares.

Para a autarca a vacinação deve ir além da área da saúde e depende “de cada um de nós enquanto indivíduos e entidades”.

“Não pode ficar só centrado na saúde, esta responsabilidade [da vacinação] não deve ser só cometida aos profissionais de saúde. Há as autarquias, instituições e escolas que têm aqui um papel muito importante na sensibilização em passar a mensagem, não podemos achar que só os profissionais de saúde têm essa responsabilidade, a missão terá seguramente muito menos sucesso”, disse Carla Tavares.

A “Rede de Municípios Embaixadores da Vacinação” teve hoje início, numa parceria da Direção-Geral da Saúde com a Câmara Municipal da Amadora e com o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) da Amadora “com o objetivo de articular e otimizar a colaboração dos municípios na promoção da literacia para a vacinação”.

Lotação aumenta depois de obras
O Serviço de Hematologia Clínica do Hospital São João, no Porto, aumentou hoje a lotação e duplicou a capacidade de...

Em comunicado, o hospital referiu que o Serviço de Hematologia Clínica concentra-se agora no piso 8, depois de as obras de união das duas vertentes, que estavam divididas há dez anos, terem terminado na segunda-feira.

Esta empreitada, com uma duração de um ano, teve um custo de 2,1 milhões de euros e envolveu uma “intervenção mais abrangente e estruturante para todo o internamento central-sul do hospital”, explicou.

O novo serviço, com uma área de 870 metros quadrados, integra a Unidade de Transplantação com oito quartos de isolamento, uma área de tratamento de doentes leucémicos e hemato-oncológicos com 10 quartos de isolamento e 14 camas de enfermaria.

“A construção do serviço de hematologia integrado permitiu-nos concentrar toda a atividade clínica do internamento do Serviço de Hematologia constituindo uma melhoria relevante que se reflete num aumento de 30% na atual lotação do serviço, passando para 32 camas”, afirmou o diretor do Serviço de Hematologia Clínica, Fernando Príncipe, citado na nota.

Este aumento do número de camas irá processar-se de forma gradual, ajustando a atividade às necessidades identificadas, adiantou.

O clínico estima que com esta “melhoria infraestrutural” o serviço consolide anualmente o seu programa de transplantação (auto e alo) duplicando o número de alotransplantes, permitindo o desenvolvimento de quimioterapias intensivas e imunossupressoras para um maior número de doentes oncológicos, nomeadamente leucemias, linfomas Hodgkin e não-Hodgkin e mielomas múltiplos.

O centro hospitalar fica “dimensionado e com características únicas” para prestar um “serviço de excelência” na área da hemato-oncologia na região Norte, vincou.

Diz Governo
O secretário de Estado da Valorização do Interior considerou hoje “importante” a produção de canábis para fins medicinais e...

“É importante a produção, mas mais do que a produção o que interessa realmente ao país é a industrialização e a investigação que se pode fazer à volta desta nova cultura”, afirmou João Paulo Catarino.

O governante falava aos jornalistas em Campo Maior, no distrito de Portalegre, após a apresentação da empresa Sababa Portugal, que projeta instalar uma produção de canábis para fins medicinais e uma unidade fabril para a produção de medicamentos nesta vila raiana.

João Paulo Catarino destacou a linha de investigação que está a ser desenvolvida nesta área pela empresa, que opera na indústria de canábis para fins medicinais e científicos.

"É um grupo com uma dimensão internacional e que tem já uma linha de investigação a nível internacional e que, juntando-se aos nossos centros de investigação, aos nossos institutos politécnicos, à Fundação Champalimaud, mostra-nos como é que nós podemos aqui ter uma nova linha de investigação e produção de conhecimento”, declarou.

Para o secretário de Estado da Valorização do Interior, o investimento que vai surgir em Campo Maior constitui “um privilégio” e um “sinal” para a valorização dos territórios do interior.

Hoje, no final da cerimónia de apresentação do projeto, realizada à porta fechada aos jornalistas, a Lusa tentou obter mais informações sobre o investimento, mas a empresa promotora e o presidente do município escusaram-se a prestar esclarecimentos.

Em fevereiro deste ano, o presidente da Câmara de Campo Maior, Ricardo Pinheiro, disse à Lusa que o projeto de exploração de canábis para fins medicinais naquela vila alentejana prevê um investimento de 16 milhões de euros.

O projeto vai arrancar numa área de quatro hectares e prevê criar, numa primeira fase, 50 postos de trabalho.

Segundo declarações anteriores do autarca, o projeto será depois completado com a instalação de um centro de extração de óleo de canábis na vila.

Projeto pratrocinado pela LPCC
A Unidade de Saúde Pública da Unidade Local de Saúde da Guarda está a desenvolver um programa de educação alimentar junto dos...

O Programa de Educação Alimentar na Comunidade Escolar (PEACE) da responsabilidade da Unidade de Saúde Pública da Guarda pretende "melhorar os hábitos alimentares dos alunos" abrangidos.

Segundo uma nota da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, no âmbito do programa PEACE, está a ser desenvolvido o jogo "Os Super Saudáveis", dirigido aos alunos do 1.º Ciclo do Ensino Básico dos três municípios abrangidos pela iniciativa.

O projeto, patrocinado pela Liga Portuguesa Contra o Cancro, começou em março e prolonga-se até ao mês de maio.

O jogo "Os Super Saudáveis" consta de um pequeno baralho de cartas colecionáveis "para cada criança jogar e aprender".

"No total, são 15 cartas colecionáveis que representam 15 alimentos com diferentes níveis de superpoderes. Todos os alimentos são saudáveis e foram escolhidos com base nos grupos da roda dos alimentos", sublinha a ULS da Guarda no comunicado enviado à agência Lusa.

De acordo com a fonte, durante as cinco semanas de execução do projeto são realizados um almoço e um lanche por semana, "acompanhados de um alimento com um poder super saudável".

"Com a ingestão desses alimentos na escola serão entregues, pelo(a) professor(a), as cartas respetivas", acrescenta.

A Unidade de Saúde Pública e a Liga Portuguesa Contra o Cancro estão muito satisfeitas com o projeto e pretendem, no próximo ano letivo, lançar o desafio aos restantes concelhos do distrito da Guarda, para implementação de "Os Super Saudáveis" "como ferramenta de educação alimentar prioritária no âmbito da aplicação de PEACE", segundo a fonte.

A ULS/Guarda abrange dois hospitais (Hospital Sousa Martins, na Guarda, e Hospital Nossa Senhora da Assunção, em Seia) e 13 centros de saúde do distrito (exceto o de Aguiar da Beira).

Asma afeta quase 700 mil portugueses
Dos cerca de 695 mil portugueses com asma, pouco mais de metade tem a doença controlada. Entre os que não controlam a doença,...

Para inverter esta tendência, no âmbito das comemorações do Dia Mundial da Asma, o Projeto CAPA – Cuidados Adequados à Pessoa com Asma organizou um evento de sensibilização à população, em antecipação. Realizar-se-á na Casa da Cultura da Sertã no próximo dia 04 de maio e está aberto a toda a população.

Em antecipação ao Dia Mundial da Asma, que se assinala no dia 7 de maio, a Sertã vai receber, no próximo dia 4 de maio, um evento de sensibilização organizado pelo Projeto CAPA. Com início às 10.00, esta iniciativa terá o envolvimento dos recursos de saúde locais. Dirigido à população, terá lugar na Casa da Cultura da Sertã.

"É nosso objetivo demonstrar que a asma pode ser controlada, explicar quais os recursos disponíveis e demonstrar importância da técnica inalatória", explicam os responsáveis pelo CAPA. "O recurso a medicação de alívio de forma recorrente significa uma doença mal controlada e pode ser perigoso para o doente. A asma é uma doença crónica que pode ser controlada com o tratamento correto, vivendo o doente asmático sem sintomas, ou com sintomas mínimos. Obriga ao acompanhamento regular e ao cumprimento da medicação prescrita".

Para além deste evento, o CAPA tem previstas outras iniciativas como formações para profissionais, produção e distribuição de materiais educativos, intervenção nas escolas e sessões dirigidas à população

O CAPA é um movimento social dinamizado pelo GRESP/APMGF – Grupo de Respiratórias da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar que tem como parceiros a Associação Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC), a Associação Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), a Associação Portuguesa de Pneumologia Pediátrica (SPP), a Associação Portuguesa de Pneumologia (SPP), a Associação Nacional de Farmácias (ANF), a Direcção Geral da Saúde (DGS), as Farmácias Holon, a Associação de Farmácias de Portugal (AFP), a Fundação Portuguesa do Pulmão (FPP), a Associação Portuguesa de Asmáticos de Portugal (APA) e a Associação dos Enfermeiros de Reabilitação – APER, bem como de outros enfermeiros com experiência nos Cuidados Primários e Hospitalares e Técnicos de Cardiopneumologia. Entre outros objetivos, pretende consciencializar profissionais, doentes, cuidadores e associações para o correto diagnóstico, para o controlo e para o seguimento da Asma, e criar sinergias entre os grupos profissionais para a educação da doença e seu tratamento, através de ações conjuntas para profissionais de saúde, educação nas escolas, distribuição de informação e divulgação.

Tumores
O medicamento está agora aprovado no tratamento em primeira linha de doentes com carcinoma do pulmão de células não-pequenas ...

A Food and Drug Administration (FDA) dos EUA aprovou a extensão da utilização de pembrolizumab em monoterapia para o tratamento em primeira linha de doentes com CPCNP estadio III não candidatos a ressecação cirúrgica ou quimio-radioterapia definitiva, ou doentes com CPCNP metastático cujos tumores expressam PD-L1 (TPS≥1%), sem mutações tumorais EGFR ou ALK. Esta aprovação foi baseada nos resultados do ensaio KEYNOTE-042, um estudo da fase 3, no qual a sobrevivência global (OS) foi avaliada sequencialmente como parte de um plano de análise pré-especificado. No ensaio, a monoterapia com pembrolizumab demonstrou uma melhoria estatisticamente significativa na OS em comparação com a quimioterapia isolada em doentes cujos tumores expressaram PD-L1 com TPS≥50%, com TPS ≥20% e, posteriormente, na população total do ensaio (TPS≥1%).

"Esta expansão da indicação em primeira linha torna a monoterapia com pembrolizumab uma opção para mais doentes com CPCNP, incluindo aqueles para os quais a terapêutica combinada pode não ser apropriada", disse Jonathan Cheng, vice-presidente de investigação clínica em oncologia da MSD Research Laboratories.

Reações adversas imunomediadas, que podem ser graves ou fatais, podem ocorrer com pembrolizumab, incluindo pneumonite, colite, hepatite, endocrinopatias, nefrite, reações cutâneas graves, rejeição de transplante de órgãos sólidos e complicações no transplante alogénico de células-tronco hematopoiéticas (TCTH). Com base na gravidade da reação adversa, pembrolizumab deve ser suspenso ou descontinuado e, se apropriado, administrados corticosteroide. Pembrolizumab pode também causar reações graves ou potencialmente fatais associadas à perfusão intravenosa. Com base no seu mecanismo de ação, pembrolizumab pode causar danos fetais quando administrado a uma mulher grávida. Para mais informações, consulte “Informação de segurança” abaixo.

"O ensaio KEYNOTE-042 demonstrou um benefício de sobrevivência com pembrolizumab em monoterapia nas diversas histologias, em doentes com CPCNP estadio III ou metastático cujos tumores expressassem PD-L1 em pelo menos 1% das células tumorais", disse o Dr. Gilberto Lopes, diretor associado de oncologia global no Sylvester Comprehensive Cancer Center da Universidade de Miami. "Como oncologista, ter opções adicionais disponíveis para os doentes é importante num cenário de tratamento em rápida evolução como o do cancro de pulmão, que continua a ser a principal causa de morte por cancro nos Estados Unidos."

Pembrolizumab é o primeiro anti-PD-1 aprovado no tratamento em primeira linha de doentes com CPCNP metastático em combinação e monoterapia.

Sobre o KEYNOTE-042

A aprovação teve por base dados do ensaio KEYNOTE-042, um estudo de fase III, aleatorizado, multicêntrico e aberto (ClinicalTrials.gov, NCT02220894) que avalia pembrolizumab em monoterapia em comparação com o tratamento padrão com quimioterapia contendo platina em doentes com CPCNP localmente avançado ou metastático, PD-L1 positivos (TPS≥1%). Doentes com mutações tumorais EGFR ou ALK; doença autoimune com terapêutica sistémica há, pelo menos, 2 anos; imunossuprimidos; ou que receberam mais de 30 Gy de radiação na região torácica nas 26 semanas antes do início do tratamento, eram inelegíveis.

O estudo envolveu 1.274 doentes aleatorizados de 1:1 para receber pembrolizumab em monoterapia, 200 mg a cada três semanas (n=637), ou um dos seguintes esquemas de quimioterapia à escolha do investigador (n=637):

AUC 5 ou 6 mg/ml/min de carboplatina + paclitaxel 200 mg/m2 a cada três semanas (Q3W) durante um máximo de seis ciclos para doentes com CPNPC escamoso; ou

AUC 5 ou 6 mg/ml/min de carboplatina + 500 mg/m2 de pemetrexedo Q3W durante um máximo de seis ciclos, seguido de pemetrexedo opcional de 500 mg/m2 para doentes com CPNPC não-escamoso.

O tratamento com pembrolizumab continuou até progressão da doença, toxicidade inaceitável ou um máximo de 24 meses. O principal endpoint de eficácia foi a OS no subgrupo de doentes com TPS≥50%, no subgrupo de doentes com TPS≥20% e na população total com TPS≥1% CPCNP. Outros endpoints de eficácia adicionais foram a sobrevivência livre de progressão (PFS) e a taxa de resposta global (ORR) no subgrupo de doentes com TPS≥50%, no subgrupo de doentes com TPS≥20% e na população total com TPS≥1%, como avaliado por revisão de radiologistas centrais independentes (BICR) de acordo com RECIST v1.1, modificada para seguir um máximo de 10 lesões alvo e um máximo de cinco lesões alvo por órgão.

Associações de doentes
Com o objetivo de ajudar os cidadãos a aceder a informação disponibilizada pelo Serviço Nacional de Saúde, cerca de 30...

O HOOPE, apresentado publicamente hoje, em Lisboa, reúne 28 associações, que pretendem uma maior proximidade com os cidadãos, simplificar o acesso às estruturas de apoio e prestar informação sobre os direitos dos doentes, de acordo com a nota de apresentação hoje divulgada.

A iniciativa é apresentada como única em Portugal, procurando ajudar os doentes a encontrarem a sua associação e a melhor utilizarem o SNS.

O portal será uma plataforma aberta a doentes e familiares - onde poderá ser encontrada “mais informação e apoio", mas também “uma ferramenta para os profissionais de saúde” no acompanhamento dos pacientes e na relação com os cuidadores.

 

Associação Portuguesa de Hospitalização Privada
A associação que representa os hospitais privados informou os seus associados de que a ADSE ainda não apresentou qualquer...

“Tendo em conta a preocupação manifestada por alguns hospitais e porque nesta data já era suposto que a ADSE tivesse apresentado uma proposta de nova tabela, entendemos como oportuno informar que, no passado dia 12 de abril, remetemos às tutelas daquele subsistema de saúde uma carta a reiterar a necessidade de ter um documento completo e equitativo, que garanta a transparência contratual e a neutralidade concorrencial”, refere a mensagem enviada hoje aos associados e a que a agência Lusa teve acesso.

A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) insiste que a forma mais correta para obter uma nova tabela de preços para os prestadores da rede convencionada é através de “negociação franca e aberta”.

Na carta enviada aos ministérios da Saúde e das Finanças, a associação reitera que deve haver uma única convenção da ADSE, com tabelas e regras uniformes.

“Sendo esta a nossa posição, importa referir que se mantém total silêncio da ADSE em relação à APHP”, refere a associação na mensagem enviada aos associados.

No final de fevereiro, a presidente do conselho diretivo da ADSE disse no parlamento que iria apresentar “dentro de muito pouco tempo” aos prestadores privados a nova tabela do regime convencionado com preços fechados.

As novas tabelas com preços fechados, ao invés de variáveis, têm como objetivo acabar com a regularização de faturas por parte da ADSE e que tem sido contestada pelos operadores privados, alguns dos quais chegaram a ameaçar cancelar as convenções com o subsistema de saúde dos funcionários públicos.

Foi a regularização de faturas referentes a 2015 e 2016 que esteve na base da contestação do início deste ano dos hospitais privados, sobretudo dos grandes grupos.

A ADSE reclama o pagamento de 38 milhões de euros em regularizações.

O que está em causa neste processo de regularização são faturas referentes a três áreas – cirurgias, medicamentos do foro oncológico e dispositivos médicos, áreas em que as tabelas da ADSE no regime convencionado têm um preço aberto, que não é fixo, podendo os prestadores cobrar o que entenderem.

Uma vez que o preço é aberto, a regularização serve para a ADSE poder fazer depois uma tentativa de uniformização dos preços.

Opinião
Melhora o humor, aumenta a concentração, ajuda a dormir melhor e alguns estudos revelam que dançar a

A dança é um dos hobbies mais abrangentes do mundo. Todos podem dançar, seja uma pessoa sozinha num ligeiro embalo, seja uma dança de duas ou mais pessoas, seja num bairro de pescadores solitários ou numa grande cidade agitada. A dança é uma das formas mais primitivas de expressar a vida humana.

Outrora dançava-se pela vida, pela sobrevivência. O homem dançava para a natureza em busca de alimentos, de água, de sol…hoje em dia a dança ultrapassou barreiras e fronteiras e pode ser vista como uma excelente forma de complementar tratamentos, seja pela interação social ou pelo prazer em dançar.

A dança é um dos melhores exercícios que existe. Mesmo seguindo padrões e coreografias pode ser feita livremente e com movimento de todas as partes do corpo. A dança como exercício regular traz múltiplos benefícios à saúde física e mental e em alguns casos ajuda até no tratamento de algumas doenças. Estudos levados a cabo por investigadores canadianos confirmam que pessoas que sofrem de reumatismo podem dançar um ritmo mais relaxado melhorando a saúde física e mental, bem como ajuda na redução da dor.

Um outro estudo realizado nos EUA concluiu que a dança na terceira idade pode reduzir significativamente o aparecimento de demência.

Ao dançarmos trabalhamos ativamente a nossa memória, quer durante os exercícios aeróbicos, quer nas coreografias através da coordenação e repetição de séries. Estamos, portanto, a prevenir doenças mentais e a retardar o envelhecimento, como a perda de memória e demência. Dançar permite que o sangue flua melhor para o cérebro. Dançar fará com que o cérebro fique ativo para pensar, para criar.

Qualquer forma de exercício é ótima para aliviar o stresse quer na mente, quer no corpo. Dançar não é diferente. Todos os movimentos podem estar relacionados a pensamentos e sentimentos, e a dança pode trazer uma alteração emocional e atitudinal quase que instantânea. Não precisa de saber dançar, apenas precisa de sentir a expressão das suas emoções em movimentos corporais espontâneos, e deixar fluir.

Na comunidade científica, um número crescente de investigadores revelou que enquanto dançamos há uma libertação de substâncias químicas, de endorfinas, que melhoram o humor, os níveis de concentração, ajudam a dormir melhor, a ter mais energia e a ser mais resiliente face a desafios mentais e emocionais da vida. Dançar permite melhorar a perceção de imagem corporal, aumenta a confiança, as habilidades sociais e de comunicação.

Curiosamente as palavras dança e emoção têm uma etimologia muito próxima, “emovere” que significa movimento. Então podemos dizer que as emoções são a essência do movimento, neste caso, pela dança.

A dança é uma ótima maneira de expressar emoções que verbalmente não se tornam tão fáceis. A dança pode afetar o nosso humor e o nosso bem-estar, desencadeando memórias e experiências emocionais. Só de ouvirmos uma música da nossa infância podemos criar uma sensação no nosso corpo que pode afetar de imediato o nosso humor e acionar memórias numa fração de segundos.

Hoje em dia são vários os processos de tratamento que incluem a dança como terapia. O uso terapêutico do movimento e da dança são primordiais para funções intelectuais, emocionais e motoras. É uma forma de terapia expressiva, analisando a relação entre o movimento e a emoção.

A dança é importante para a consciência do corpo, para a consciência do sentimento físico trazido pela experiência do movimento. Por outro lado, trata-se da libertação e expressão de emoções. A expressão é deixarmos expressar as nossas próprias experiências e sentimentos. É como abrir uma janela para deixar o sol brilhar, usando algumas emoções escondidas, reprimidas ou emoções como o medo, a frustração, a raiva, o amor…usando canais não-verbais para expressar e libertar esses sentimentos. Dançar é uma atividade social que nos permite estar em contacto com outras pessoas, compartilhar experiências, conhecer pessoas com a qual recebemos um efeito positivo sobre a nossa saúde mental.

Na dança há quase que uma combinação de sentimentos e movimentos no nosso interior, no nosso coração. E então deixamos de estar conectados somente com o nosso corpo, mas com tudo o que nos envolve.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Signatários mencionam conflito de interesses
Dezenas de personalidades das áreas da Saúde, Política e Cultura assinaram uma carta aberta dirigida ao secretário-geral do PS...

Na missiva, hoje divulgada no jornal Público, personalidades como a ex-ministra da Saúde Ana Jorge, o cineasta António Pedro Vasconcelos, o músico Carlos Mendes, o médico Daniel Sampaio, a jornalista Diana Andringa e o historiador Fernando Rosas defendem que o argumento principal para a manutenção das Parcerias Público-Privadas (PPP) é falso.

“A proposta do Governo (…) mantém, no entanto, equívoca aquela distinção, quando consagra a possibilidade de os estabelecimentos públicos de prestação de cuidados públicos terem gestão privada”, refere a carta, sublinhando que o principal argumento para as PPP – a eficiência da gestão privada – é falso.

“Nada mais falso, uma vez que os estabelecimentos com gestão pública estão obrigados à cobertura universal e geral, enquanto os estabelecimentos com gestão privada só estão obrigados à cobertura contratual”, consideram os signatários.

Na carta, também assinada pela deputada do Parlamento Europeu Ana Gomes, pelo Economista Francisco Louçã, pela atriz Maria do Céu Guerra e por diversos médicos e enfermeiros, os signatários lembram que “o atual contexto político é favorável ao estabelecimento de fronteiras precisas entre os setores público, privado e social.

Dirigindo-se ao secretário-geral do PS, os subscritores pedem a António Costa que se oponha à atual formulação da lei de Bases da Saúde que está a ser negociada e que mantém a possibilidade de os estabelecimentos de cuidados de saúde públicos poderem ter gestão privada.

“É que as PP configuram um inequívoco conflito de interesses entre quem opera no mercado dos cuidados de saúde e gere simultaneamente estabelecimentos do setor público”, sublinham.

Os signatários da carta aberta consideram ainda que “existem saberes, capacidades, competências e instrumentos de gestão suficientes para que a gestão do que é público seja pública”.

“Reconhecendo a legitimidade da iniciativa privada na saúde, consideramos que cabe ao Estado a gestão das unidades que constituem o seu SNS”, defendem.

A carta aberta surge depois da polémica sobre as negociações do texto da Lei de Bases, com o Bloco de Esquerda a apresentar o fim das parcerias público-privadas e das taxas moderadores nos cuidados primários e nos atos prescritos por profissionais como pontos a que tinha chegado a acordo com o Governo e o Executivo a esclarecer que não tinha fechado qualquer acordo.

Depois disso, na passada quarta-feira, o grupo parlamentar do PS propôs que as PPP na saúde, no futuro, passem a ter um caráter temporário "supletivo" em relação à gestão pública, requerendo uma explicação "devidamente fundamentada".

As propostas para o texto da nova Lei de Bases da Saúde estão em discussão na especialidade parlamentar e várias foram já as cartas abertas assinadas por centenas de personalidades sobre o assunto.

A última delas, lançada a meio de abril, pedia que a nova Lei de Bases não menospreze a relação com o setor social e crie uma “base própria” para os cuidados informais.

Recuperação é mais rápida
A unidade de hospitalização domiciliária do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central (CHULC) vai iniciar a sua...

“Contando com uma equipa de três médicos, quatro enfermeiros e dois assistentes operacionais, esta unidade iniciar-se-á com cinco camas domiciliárias, chegando às 15 camas até ao final do corrente ano”, refere o CHULC em comunicado.

A presidente do conselho de administração do CHULC, Rosa Valente de Matos, defendeu que o mais importante é que o doente, no conforto da sua casa, vê o processo de recuperação “acelerado pela proximidade de um ambiente familiar e mais humanizado”.

A unidade vai disponibilizar apoio médico e de enfermagem em permanência e atuar em situações de “fase aguda de uma doença ou sobre a agudização da doença crónica no domicílio dos doentes”.

“A referenciação dos doentes para hospitalização domiciliária será efetuada a partir dos serviços de Urgência Geral Polivalente ou das unidades de internamento do CHULC ou por referenciação do ACES Lisboa Central, tendo por base critérios clínicos e sociais. A admissão no internamento domiciliário estará sempre dependente do acordo do doente e da família e está integrada no processo de planeamento de cuidados que contempla a transição entre os diferentes níveis de prestação”, acrescenta o documento.

O CHULC explica que, com hospitalização domiciliária, pretende-se a reorganização dos serviços hospitalares baseada num maior envolvimento dos doentes, das suas famílias e dos profissionais de saúde.

“A redução do risco de infeções hospitalares, a promoção da autonomia dos doentes, a recuperação mais célere, bem como o aumento da satisfação dos doentes e profissionais, são objetivos que se pretendem alcançar”, acrescenta.

 

ONU
A ONU alerta para a necessidade de urgência e coordenação para evitar uma potencial crise face à resistência de micro...

Um relatório publicado ontem, intitulado “Não podemos esperar: Assegurar o futuro contra as infeções fármaco-resistentes”, é o resultado do trabalho de um grupo de agências das Nações Unidas criado em 2016, entre elas a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO), que concluem que “a menos que se atue com urgência, essa resistência terá repercussões desastrosas numa geração”.

As infeções fármaco-resistentes já causam cerca de 700 mil mortes por ano em todo o mundo, sendo que 230 mil delas se deveram a tuberculoses multirresistentes, adianta o estudo.

O documento também adverte que, caso não se tomem medidas, num cenário mais alarmante a cifra poderá aumentar para 10 milhões de mortes por ano até 2050, assim como causar danos catastróficos à economia, comparáveis com a crise financeira de 2008-2009, devido à subida dos gastos em cuidados sanitários e ao aumento da pobreza e da desigualdade, entre outros fatores preocupantes.

O relatório do Grupo de Coordenação Interinstitucional Contra a Resistência Antimicrobiana (IACG na sigla em inglês) assinala que já estão a sentir-se os efeitos deste problema na saúde e na economia.

“Mais e mais doenças comuns (em países de todos os níveis sócio-económicos), incluindo infeções nas vias respiratórias e urinárias e as enfermidades de transmissão sexual são intratáveis; tratamentos para salvar vidas estão-se a tornar mais arriscados e o sistema alimentar está cada vez mais precário”, adianta o relatório.

O estudo especifica que esta resistência representa uma crise global que coloca em risco um século de avanços na saúde e a consecução dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Antimicrobianos (antibióticos, antivirais, antifúngicos e antiprotozoários) são essenciais para combater doenças humanas, de animais e de plantas terrestres e aquáticos, mas estão a tornar-se ineficazes, observam os peritos.

O relatório reconhece a estreita relação entre seres humanos, animais, alimentos e saúde ambiental e apela para uma resposta multissetorial com uma abordagem de saúde para este problema.

"Garantir acesso equitativo e acessível a antimicrobianos de qualidade e o seu uso responsável e sustentável é um componente essencial da resposta global", argumenta o Grupo Interagências que produziu o relatório.

As recomendações incluem dar prioridade a planos de ação nacionais para expandir os esforços de financiamento e desenvolvimento de capacidades, criar sistemas regulatórios mais fortes e apoiar campanhas de consciencialização sobre o uso responsável de fármacos por profissionais de saúde.

O documento recomenda igualmente “investir em ambiciosas investigações” para o desenvolvimento de novas tecnologias para combater a resistência aos fármacos.

“A resistência aos antimicrobianos é uma das grandes ameaças que enfrentamos como comunidade global”, vinca o documento.

O relatório reflete a profundidade e o alcance da resposta necessária para cortar o aumento deste problema e proteger um segredo de progresso na saúde”, indicou a subsecretária da ONU Amina Mohamed, que também é copresidente do IACG.

“Não há tempo a perder”, sublinhou.

O diretor-geral da FAO, José Graziano da Silva, destacou, em comunicado, que as recomendações do relatório “reconhecem que os antirretrovirais são fundamentais para proteger a produção de alimentos, a segurança e o comércio, assim como a saúde dos humanos e animais, e claramente promove o seu uso responsável”.

Para o diretor da OMS, Tedros Adhanon, as recomendações constantes no estudo “podem salvar milhares de vidas todos os anos”.

Bastonária
A Ordem dos Enfermeiros vai agir judicialmente contra a sindicância determinada pela ministra da Saúde, considerando que o que...

Em declarações aos jornalistas, a bastonária da Ordem dos Enfermeiros (OE), Ana Rita Cavaco, considerou que a fundamentação para sindicância é baseada em notícias da comunicação social e em publicações de dirigentes da Ordem dos Enfermeiros no Facebook.

“O que a senhora ministra quer é condenar-nos por delito de opinião”, afirmou a bastonária, adiantando que a sindicância vai prosseguir, mas que a OE não considera válidos os fundamentos e vai reagir judicialmente.

O advogado que representa a OE, Paulo Graça, escusou-se a especificar qual a forma desta reação jurídica, mas indicou que poderá ir além do campo administrativo.

“Pode levar-nos a questionar a legalidade destes atos em outros aspetos”, afirmou Paulo Graça.

A bastonária indicou que a OE detetou "algumas ilegalidades graves nos despachos", sem especificar, mas acrescentando que lamenta que a ministra queira aferir uma legalidade "que a própria não cumpre".

A sindicância feita pela Inspeção-geral das Atividades em Saúde (IGAS) por determinação da ministra devia ter começado hoje de manhã, tendo os inspetores chegado à sede da Ordem, em Lisboa depois das 10:00, mas a Ordem exigiu primeiro ter acesso ao despacho da ministra, aos fundamentos e aos elementos de prova, documentos que só chegaram pelas 14:00.

Nos documentos remetidos pelo Ministério da Saúde à IGAS, aos quais a Lusa teve acesso, é pedida uma "sindicância com caráter de urgência" face "à gravidade das situações".

Entre os argumentos do gabinete da ministra Marta Temido estão "declarações públicas suscetíveis de indiciar atuações cuja legalidade suscita dúvidas", quer da parte da bastonária como de outros dirigentes da Ordem.

Os documentos remetidos à Inspeção-geral incluem cópias de mais de dez publicações da bastonária no Facebook, de várias notícias da agência Lusa e de muitas outras notícias ou entrevistas divulgadas em jornais nacionais.

Algumas dessas declarações, como o próprio gabinete da ministra disse no documento enviado à IGAS, são referentes às greves cirúrgicas, que em novembro do ano passado e em fevereiro deste ano decorreram em blocos operatórios de hospitais públicos.

O despacho refere-se ainda a relatórios de contas de 2016 e 2017 com diferenças entre os montantes apresentados.

Sobre este aspeto, a bastonária Ana Rita Cavaco recordou que a ministra Marta Temido já tinha levantado dúvidas sobre os relatórios e contas da Ordem relativos a 2016, quando era presidente da Administração Central do Sistema de Saúde, mas que o secretário de Estado de então, Fernando Araújo não viu fundamento para remeter o assunto para a IGAS.

Na base dessas dúvidas, refere Ana Rita Cavaco, estará o facto de a ministra ainda não ter percebido que a Ordem dos Enfermeiros é composta por uma sede e por cinco secções regionais, sendo que as demonstrações financeiras da Ordem "Nacional" resultam "de uma soma de todas as secções e da sede".

Mas não se trata de uma soma aritmética simples, mas antes o consolidado das contas da sede e das cinco secções regionais.

Governo Regional
A rede de sangue nos Açores será alargada até final do ano a todas as ilhas dos Açores, "o que vai permitir a cobertura...

"Gostaria de anunciar que, até final de 2019, o Governo dos Açores assume o compromisso de concluir esta rede com a instalação de mais duas reservas - no Corvo e na Graciosa -, onde os processos se encontram na fase de inventariação do equipamento necessário", disse o chefe do Governo dos Açores, Vasco Cordeiro.

O governante falava em Santa Maria, após a assinatura de um protocolo de colaboração na área da medicina transfusional entre o Hospital do Divino Espírito Santo, em Ponta Delgada, e a Unidade de Saúde de Santa Maria, que formalizou a entrada em funcionamento da reserva de sangue desta ilha.

Após a assinatura do protocolo, o chefe do executivo deu o exemplo e foi doar sangue, juntamente com o secretário regional com a tutela da Saúde, Rui Luís, e a governante da área da Solidariedade Social, Andreia Cardoso.

Atualmente, estão em funcionamento nos Açores três bancos de sangue nos hospitais e quatro reservas de sangue, que, além do Centro de Saúde de Vila do Porto, em Santa Maria, contemplam as unidades de saúde do Pico, de São Jorge e das Flores.

"Com a abertura desta nova valência na unidade de saúde de ilha de Santa Maria, o Governo [Regional] cumpre também o objetivo de criar as condições para a cobertura integral dos Açores por uma rede regional de sangue”, salientou ainda o governante.

Após a passagem pelo centro de saúde, Vasco Cordeiro visitou a obra de reabilitação do Cinema do Aeroporto, edifício que até final do ano estará requalificado e servirá, entre outras atividades, para espetáculos culturais.

O Governo dos Açores visita entre hoje e quarta-feira de manhã a ilha de Santa Maria, no âmbito das deslocações oficiais previstas no Estatuto Político-Administrativo da Região.

O primeiro dia da deslocação termina com as reuniões do Governo dos Açores com o Conselho de Ilha de Santa Maria e do Conselho do Governo, estando agendado para terça-feira um encontro com a presidente da Agência Espacial Portuguesa, Chiara Manfletti, bem como uma visita às obras para a instalação da nova antena da Agência Espacial Europeia (ESA), no Monte das Flores.

O programa desta visita estatutária inclui ainda as visitas dos membros do Governo a diversos investimentos em curso na ilha, além de reuniões com várias entidades de Santa Maria.

Porto
O Centro Hospitalar Universitário São João, no Porto, recebeu hoje o projeto de arquitetura da nova ala pediátrica e designou...

“O projeto de arquitetura da ala pediátrica do Centro Hospitalar Universitário São João foi hoje entregue pela empresa Aripa Arquitectos, seguem-se as fases de revisão técnica e adjudicação da empreitada que vão tornar possível o início da obra até ao final de 2019”, referiu a unidade hospitalar, em comunicado.

Na ala pediátrica será incluída a primeira unidade de queimados pediátricos do Norte, necessidade identificada “desde há muitos anos e nunca concretizada”, adiantou.

O hospital explicou que o projeto será agora remetido para os ministérios da Saúde e das Finanças, assim como para a entidade que fará a sua revisão técnica, limitando eventuais erros ou omissões.

O trabalho de revisão já foi adjudicado a uma entidade que demorará 45 dias na sua execução, acrescentou.

Na nota, a unidade hospitalar esclareceu que por “razões de transparência e de defesa do superior interesse público” constituiu-se um grupo de trabalho que pudesse estabelecer os critérios para selecionar o conjunto de empresas habilitadas para uma empreitada com esta “complexidade técnica” para apresentarem propostas para a sua execução.

O grupo teve hoje a primeira reunião e finalizará a seleção das entidades à data de conclusão do processo de revisão do projeto de arquitetura, evitando “qualquer atraso ou demora”, disse.

“Com a coordenação deste grupo por um representante da Ordem dos Engenheiros pretende-se assegurar não apenas total transparência do processo, como o aumento do rigor nas decisões técnicas”, frisou.

Em face da urgência da construção desta empreitada, a Lei do Orçamento de Estado para 2019 autorizou o Centro Hospitalar Universitário São João a recorrer ao procedimento de ajuste direto na contratação.

Segundo a unidade de saúde, esta abordagem não atrasará o processo e aumentará a “exigência e o rigor com que o Estado aborda este investimento”.

A ala pediátrica assenta na construção de um edifício funcional adaptado aos cuidados multidisciplinares de elevada diferenciação prestados a crianças e adolescentes com doença complexa na região Norte.

“Aposta nos cuidados em ambulatório, particularmente na cirurgia de ambulatório, bem como na diferenciação de camas de cuidados intensivos e intermédios, sendo a única estrutura da região preparada para dar resposta a crianças politraumatizadas, às crianças com doença cardíaca com necessidade de tratamento invasivo ou de cirurgia cardíaca, com doença do foro neurocirúrgico, bem como, parte importante das crianças com doença oncológica”, salientou o centro hospitalar.

O São João congratula-se por todo o processo de construção estar a decorrer sem atrasos em relação ao plano estabelecido.

A pediatria do Hospital de São João funciona há cerca de 10 anos em contentores.

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