Investigação
Segundo os investigadores que conduziram um estudo internacional, o novo medicamento pode marcar uma nova era no tratamento da...

O estudo, conduzido em quase duas mil pessoas, e que consistiu na aplicação de um inibidor do apetite, a semaglutida, por meio de uma injeção, mostrou que este medicamento é eficaz na perda de peso.

Para além da injeção semanal com a semaglutida, foi ainda dado um conjunto de conselhos sobre dieta e exercício físico.

Os participantes foram acompanhados durante 15 meses, tendo sido divididos em dois grupos. Um a quem era administrado o fármaco e outro a quem era dada uma injeção simulada. Ambos os grupos receberam conselhos sobre estilos de vida mais saudáveis.

Os resultados, publicados no New England Journal of Medicine, mostraram que as pessoas perderam uma média de 15 kg com semaglutida em comparação com 2,6 kg sem.

No entanto, 32% das pessoas perderam um quinto do peso corporal com a droga, em comparação com menos de 2% no tratamento simulado.

De acordo com os investigadores estes resultados podem marcar uma "nova era" no tratamento da obesidade com ainda mais terapias no horizonte.

A semaglutida já é familiar para algumas pessoas que a usam como tratamento para o diabetes tipo 2, mas este estudo examinou a possibilidade de administrá-la em doses mais altas.

O fármaco atua sequestrando os níveis de apetite do corpo e imitando uma hormona - a GLP1 - que é libertada após uma refeição farta.

Segundo Rachel Batterham, da UCL e uma das investigadoras deste estudo, "estes resultados trazem uma reviravolta no combate à obesidade”.

"Eu passei os últimos 20 anos a participar em investigações sobre a obesidade, e até agora não tínhamos um tratamento eficaz além da cirurgia bariátrica”, disse à BBC.

Segundo a especialista perder peso reduziria o risco de doenças cardíacas, diabetes e de Covid-19 grave.

Para já, a semaglutida está a ser submetida a reguladores de medicamentos, portanto não pode ser prescrita de forma rotineira. No entanto, a investigadora espera que este fármaco seja usado inicialmente por clínicas especializadas em perda de peso, em vez de estar amplamente disponível.

Náusea, diarreia, vómitos e obstipação foram os principais efeitos adversos sentidos por alguns participantes.

Stephen O'Rahilly, da Universidade de Cambridge, referiu que “a quantidade de perda de peso alcançada é maior do que a observada com qualquer medicamento anti-obesidade licenciado”.

“Este é o início de uma nova era para o desenvolvimento de medicamentos contra a obesidade, com a direção futura de atingir níveis de perda de peso comparáveis ​​aos da semaglutida, com menos efeitos colaterais”.

Duane Mellor, nutricionista da Aston Medical School, disse ser “útil ter uma opção potencial para ajudar as pessoas a perder peso, no entanto, precisamos reconhecer que a perda de peso ainda precisará de mudança no estilo de vida e que qualquer medicamento ou mudança no estilo de vida pode trazer riscos e efeitos colaterais potenciais”.

"Portanto, é sempre aconselhável falar com um profissional de saúde antes de tentar perder peso", refere.

DGS atualiza norma
Em comunicado, a Direção-Geral da Saúde fez saber, durante o dia de ontem, que atualizou as suas orientações quanto à testagem...

Segundo a DGS, as mudanças passam pelo "o alargamento da utilização de testes laboratoriais a todos os contactos (de alto e de baixo risco)" e pela "disponibilização generalizada de testes rápidos de antigénio (TRAg) nas unidades de saúde do SNS".

Por outro lado, tal como tinha considerado Marta Temido, as autoridades de saúde vão proceder à "implementação de rastreios regulares com TRAg em contextos particulares como nas escolas e setores de atividade com elevada exposição social (trabalhadores de fábricas, trabalhadores da construção civil, entre outros)".

Estas mudanças, refere a DGS, foram tomadas "atendendo à situação epidemiológica atual, quer pela emergência das novas variantes de SARS-CoV-2, quer pela diminuição da incidência diária de casos de infeção", para "reforçar e alargar as indicações para a realização de testes laboratoriais de forma a antecipar um desconfinamento controlado, e otimizar a capacidade laboratorial do país, gradualmente expandida durante o ano de 2020".

"A Direção-Geral da Saúde (DGS) acompanha a evidência científica, as recomendações internacionais e o consenso de peritos e parceiros nacionais e internacionais, nas suas recomendações para o combate à pandemia covid-19", sublinhou, realçando que, por isso, "revê em permanência as suas recomendações, tendo ainda em atenção o contexto epidemiológico existente".

A entidade referiu ainda que "a utilização de TRAg tem sido progressivamente alargada, quer ao nível dos locais onde os TRAg podem ser realizados, quer ao nível dos profissionais que os podem realizar".

 

Combate à pandemia
A Ministra da Saúde defendeu, ouvida na Comissão de Saúde, a necessidade de uma testagem massiva à Covid-19, sem descartar a...

“Acompanhamos inteiramente a necessidade de utilizar massivamente testes, desde testes PCR, a testes rápidos de antigénio, até aos testes de saliva que já se encontram também disponíveis, independentemente das recomendações que recebemos recentemente”, referiu.

Por isso, sublinhou, “já exortamos a Direcção-Geral da Saúde (DGS) a rever as orientações técnicas, considerando para o efeito de realização de testes que devem ser considerados todos os contactos e não restringir a contacto de risco”.

O aumento da testagem tem sido defendido por vários especialistas, nomeadamente pelo epidemiologista Manuel do Carmo Gomes, que disse na terça-feira que a testagem em massa é a “arma principal” no combate à pandemia.

Segundo a ministra da saúde, não está descartada a utilização das várias tipologias de teste no mercado, de acordo com o nível de risco do contacto. Marta Temido, disse ainda que solicitou à Direção-Geral da Saúde que avalie “a realização de testes em setores que não estão parados, como a indústria, construção civil” e que estão associados “a maiores surtos por altura do desconfinamento de maio do ano passado”.

Por outro lado, anunciou que está também em estudo “o acesso gratuito a estas metodologias e acesso em locais simples, prescindido da prescrição clínica”.

 

"Vacine-se assim que lhe seja dada prioridade"
Em comunicado Manuel Oliveira Carrageta regista com agrado a decisão de ter sido atribuída prioridade aos profissionais do...

“Faz sentido que aqueles que estão na linha da frente sejam o mais urgentemente protegidos. Isso vai não só permitir que façam o seu trabalho com maior segurança, como diminuir o risco de infetar as pessoas vulneráveis de que estão a cuidar”, começa por dizer.

“No entanto, a Fundação Portuguesa de Cardiologia ficou preocupada porque em Portugal, ao contrário da generalidade dos países europeus, os mais idosos não estão a ter a devida prioridade no programa de vacinação, que se limita apenas aos doentes internados em Lares. Refira-se que os idosos, vivendo ou não em Lares, são os mais atingidos mortalmente pela COVID-19. É de notar que 92% das mortes ocorrem nos doentes com mais de 65 anos”, acrescenta.

O Presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, relembra que muitos doentes, como é o caso dos mais jovens, são assintomáticos o que coloca em risco, “sem o saber”, as “pessoas idosas mais vulneráveis”. “Contudo, se estas estiverem previamente vacinadas, o risco de apanhar a doença e morrer fica muito mais reduzido”, afirma.

Por outro lado, defende que os doentes cardíacos, “independentemente da idade (embora esta seja uma patologia mais frequente nas pessoas de idade mais avançada), estão em maior risco de contrair uma doença grave ou morrer, pelo que a Fundação Portuguesa de Cardiologia, defende que devam ter prioridade no programa de vacinação”.

Assim, aconselha que “todos aqueles que tenham fatores de risco (nomeadamente hipertensão) ou doença cardiovascular se vacinem na primeira oportunidade que lhes for dada”.

Ainda assim, Manuel Carrageta apela a que se sigam todas as medidas de prevenção: “a vacinação não dispensa o distanciamento social, o uso de máscara, evitar reuniões em espaços fechados e a higiene das mãos”.

“Por favor, tenha cuidado e vacine-se logo que lhe seja dada essa oportunidade”, apela.

 

Sistema drive-thru
A Câmara Municipal de Castro Marim, no Algarve, vai testar massivamente toda a população dos munícipes interessada em fazer....

“Face ao agravamento dos casos no concelho de Castro Marim (2000 casos por 100.000, o concelho do Algarve com maior risco pandémico) e o clima de pânico da população, decidimos avançar com a testagem massiva”, explica Francisco Amaral, presidente da Câmara, médico de profissão.

Para o farmacêutico Ricardo Pereira, delegado da ANF no Algarve, “os profissionais de saúde estão unidos na promoção da saúde dos cidadãos da região nesta dramática situação pandémica”.

Francisco Amaral sublinha o apoio "dos profissionais de saúde que se ofereceram para realizar os testes junto da população". No grupo de voluntários estão farmacêuticos, médicos, médicos-dentistas.

O município de Castro Marim ocupa uma superfície de 300 km2 e conta atualmente com 6.747 habitantes, o que representa 1,5% da população do Algarve.

 

Pós-graduação em Prevenção e Controlo da Infeções abre inscrições
Portugal regista uma das mais elevadas taxas da Europa de Infeções Associadas a Cuidados de Saúde (IACS), pelo que a prevenção...

Com o impacto da pandemia sobre a classe profissional dos enfermeiros, e a valorização dos profissionais de saúde, a pós-graduação apresenta-se como uma mais valia pela aquisição de competências em Prevenção e Controlo da IACS, em dimensões relativas à clínica, epidemiologia, microbiologia, gestão da qualidade, investigação, enquadramento jurídico e princípios éticos e deontológicos, uma área relevante e com rápido reconhecimento no mercado.

Dirigida a todos os profissionais de saúde, com grau de licenciatura, nacionais e internacionais, a pós-graduação assume diferentes tipologias por forma a incluir candidatos provenientes de países lusófonos. O plano formativo, com início em março de 2021, terá 750 horas na modalidade de b-Learning (presencial e videopresencial).

A Escola Superior de Enfermagem S. Francisco das Misericórdias, situada no Centro de Lisboa, é uma referência no ensino da enfermagem a nível nacional e apresenta uma elevada taxa de empregabilidade. Recentemente integrada no Grupo CEU - ensino, a ESESFM/CEU faz hoje parte do universo da mais antiga Universidade privada do país, reconhecida pelo rigor científico, humanismo e uma enorme responsabilidade social.

Informação e Candidaturas em https://www.esesfm-pg.pt/cursos/prevencao-e-controle-de-infecoes/

 

Esclarecimento
A Agência Europeia de Medicamentos até o momento não recebeu um pedido de revisão ou uma autorização de comercialização para a...

Segundo a EMA (sigla em inglês), a equipa que está a desenvolver a vacina recebeu conselhos científicos da EMA a respeito das mais recentes orientações regulatórias e científicas para o desenvolvimento da vacina, como acontece com a demais empresas farmacêuticas. De acordo com a política de transparência da Agência, a vacina está incluída na lista de medicamentos e vacinas COVID-19 que receberam orientação científica da Agência.

Em comunicado, a Agência Europeia de Medicamentos faz saber que está em diálogo com a empresa para definir os próximos passos. Esta manifestou o seu interesse para que a vacina seja considerada para uma revisão em movimento. Este procedimento ad-hoc só pode ser usado durante emergências como a pandemia atual. Ele permite que a EMA avalie os dados sobre uma vacina ou um medicamento à medida que se tornam disponíveis, enquanto o desenvolvimento ainda está em andamento. O procedimento formal de autorização de marketing pode, então, ocorrer em um prazo muito curto. A revisão é reservada para os medicamentos e vacinas mais promissores. O Comitê de Medicamentos Humanos (CHMP) da EMA e a task-force pandémica Covid-19 (COVID-ETF) precisam dar seu acordo primeiro antes que os desenvolvedores possam enviar seu pedido para iniciar o processo de revisão em andamento.

“A EMA informará prontamente o público sobre quaisquer novas avaliações de vacinas ou medicamentos Covid-19 iniciados pela Agência”, esclarece. Da mesma forma, a EMA publica um anúncio de notícias quando recebe um aplicativo válido para autorização de marketing. A lista de tratamentos e vacinas para COVID-19 em avaliação é atualizada paralelamente à publicação. Isso significa que, se a EMA não se comunicou, o status de um determinado medicamento/vacina Covid-19 permanece inalterado.

“A EMA está comprometida em aplicar a mesma abordagem regulatória e rigor científico a todas as aplicações de vacinas que atendam aos requisitos europeus de segurança, eficácia e qualidade e está em diálogo com mais de 50 desenvolvedores de vacinas de todo o mundo”, assegura em comunicado.

 

 

Boletim Epidemiológico
Portugal registou, nas últimas 24 horas, 161 mortes e 4.387 novos casos de infeção por Covid-19. O número de doentes internados...

Segundo o boletim divulgado, a região de Lisboa e Vale do Tejo continua a ser aquela onde morreram mais pessoas com Covid-19: 77 das 161 mortes registadas em todo o País. Seguem-se as regiões norte com 33 e centro com 31. No Alentejo há 12 mortes a lamentar e no Algarve seis.

Quanto aos arquipélagos, quer a Madeira quer as Açores registaram uma morte desde o último balanço.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 4.387 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 2.192 novos casos e a região norte 1.050. Desde ontem foram diagnosticados mais 775 na região Centro, no Alentejo 185 casos e no Algarve mais 129. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 47 infeções e no dos Açores nove novos casos.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 5.829 doentes internados, menos 241 que ontem. Já as unidades de cuidados intensivos têm atualmente mais 853 doentes, também menos nove desde o último balanço.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 8.781 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 636.859 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 123.312 casos, menos 4.555 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância também menos 8.988 contactos, estando agora 162.566 pessoas em vigilância.

Ministra da Saúde
A capacidade de rastreio dos casos de covid-19 quase triplicou entre dezembro de 2020 e fevereiro de 2021, afirmou hoje a...

Numa audição na Comissão de Saúde, Marta Temido, citada pela página oficial do Serviço Nacional de Saúde, lembrou que as autoridades avançaram também com a “simplificação dos inquéritos epidemiológicos” e a “adoção de modelos colaborativos” a este nível, que, de acordo com a governante, permitem “na maioria do país” a garantia de contacto com as pessoas nas primeiras 24 horas.

De acordo com a ministra o mês de janeiro colocou “duramente” à prova o SNS, no entanto, “a resposta foi dada” e que a capacidade de trabalho demonstrada tornou todo o sistema “mais forte”.

Durante a sua intervenção, a Ministra lembrou ainda o reforço da capacidade de rastreio das autoridades de saúde pública, “quer através da mobilização de funcionários da administração central e local, estudantes e de elementos das forças de segurança e armadas”. “Em 13 de dezembro, o número de profissionais, equivalentes a tempo integral, a realizar inquéritos epidemiológicos era de 427 e em 04 de fevereiro ultrapassavam os 1.100”, referiu.

Relativamente às medidas de resposta à pandemia de Covid-19, Marta Temido salientou a “melhoria e expansão da linha SNS24”, o “reforço da capacidade laboratorial” através de um programa vertical de reforço orçamentado em 8,4 milhões de euros, “que permitiu passar de uma autonomia de 6.000 testes PCR por dia para cerca de 22.000 só na rede SNS”, e o “programa centralizado de financiamento de cuidados intensivos”.

A governante destacou também a compra de mais de 1.100 ventiladores desde o início da pandemia e revelou também ter assinado na terça-feira um despacho que autoriza uma “despesa de mais de nove milhões de euros para ampliação” de outros serviços de medicina intensiva nos hospitais do SNS.

Sobre os recursos humanos, a Ministra destacou o regime excecional de contratação para a resposta à covid-19, permitindo “a celebração de 8.452 contratos que ainda se encontram ativos, dos quais mais de 1.300 já foram convertidos em contratos sem termo”, sendo que outros 800 estão em concurso e mais 1.251 são “suscetíveis de conversão ate ao final do primeiro trimestre”.

Ainda sobre esta temática, Marta Temido referiu que a rede pública de saúde contava no final de 2020 com mais 9.123 trabalhadores, entre os quais 614 médicos especialistas, 3.263 enfermeiros e 3.207 assistentes, que se traduziu num aumento da despesa que estava prevista.

A Ministra indicou como metas para este ano a “aceleração da vacinação e a expansão da testagem”, a “recuperação das necessidades assistenciais não covid” e a “aprovação do estatuto do SNS”, para concretizar ainda no primeiro semestre.

Dia Nacional do Doente Coronário assinala-se a 14 de fevereiro
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) está a promover uma campanha nacional de consciencialização para o...

No decorrer do mês de fevereiro, nutricionistas e instrutores de exercício físico vão partilhar fotografias e vídeos nas suas redes sociais, com os principais conselhos para manter um estilo de vida saudável e prevenir o enfarte agudo do miocárdio.

“Uma alimentação equilibrada, evitando os alimentos ricos em sal e em gorduras; a prática de exercício físico; e o controlo de situações de stress e de consumo excessivo de álcool e de tabaco, são cuidados essenciais para a prevenção do enfarte agudo do miocárdio", alerta João Brum Silveira, presidente da APIC.

“É fundamental tomar sempre a medicação prescrita pelo médico e não faltar às consultas agendadas; vigiar a pressão arterial e os níveis de colesterol; e caso tenha sintomas, como dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade, não os ignore, ligue 112 e siga a instruções que lhe forem dadas”, conclui Pedro Farto e Abreu, coordenador nacional da iniciativa Stent Save a Life, na qual se enquadra a campanha Cada Segundo Conta.

A iniciativa digital conta com a colaboração de nutricionistas, como Ana Bravo, Diana Carneiro, Eduarda Coutinho, Francisca Oliveira, Mariana Abecassis, Raquel Marques, Rita Lopes, Rita Teixeira, Sandra Nereu; e de instrutores de exercício, como Francisco Catarino, Marta Moura, Mauro Policarpo, Nelson Fernandes, Nuno Neves, que se juntam, assim, aos embaixadores da campanha Cada Segundo Conta: António Sala, Isaac Alfaiate, Joana Vieira, Mariana Alvim, Serenella Andrade, Isabel Moiçó, João Moleira, José Carlos Pereira, Nelson e Sérgio Rosado, entre outras figuras públicas.

Esta iniciativa, que conta com o apoio do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e com o Alto Patrocínio do Presidente da República, tem como objetivos promover o conhecimento e compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce. Para mais informações sobre esta campanha consulte a página online da mesma.

Para mais informações consulte: www.cadasegundaconta.pt e www.instagram.com/porumcoracaomaisfeliz/

 

Covid-19
A Câmara Municipal do Porto, o Centro Hospitar Universitário de São João, o Centro Hospitalar Universitário do Porto e a...

A Câmara Municipal do Porto irá assegurar a gestão das pessoas que serão vacinadas, operacionalizando a sua mobilização. A Câmara Municipal do Porto pretende com este teste piloto preparar a cidade para um processo seguro e robusto de vacinação, em larga escala, assim que houver vacinas para as 2ª e 3ª fases do processo de vacinação. Previa-se que o primeiro teste piloto de vacinação em Drive-Thru em Portugal incluísse a vacinação de cerca de 3000 agentes da PSP. Operação essa ontem cancelada por decisão superior e comunicada à CMP pela Senhora Comandante Distrital da PSP.   

O CHUSJ e o CHUP assegurarão consultoria e apoio na formação dos profissionais desta operação, garantindo que a mesma decorre dentro das melhores práticas clínicas, em linha com a experiência adquirida durante a primeira fase de vacinação com os seus profissionais de saúde. 

A Unilabs Portugal irá assegurar a logística, operação, organização de fluxo e os técnicos de vacinação no espaço, aproveitando a experiência do rastreio neste tipo de centros, agora aplicados ao processo de vacinação. 

Para este efeito, a Unilabs vai disponibilizar 12 linhas de vacinação. Este Drive-Thru de vacinação permitirá realizar até 2000 inoculações por dia. 

Recorde-se que foi no Queimodromo do Porto que a CMP, a Unilabs e a ARS Norte abriram o primeiro centro de testagem, também em modelo drive-thru, num piloto que acabou por se tornar no standard de modelo de rastreio no país. 

Para Rui Moreira, Presidente da Câmara Municipal do Porto, “esta ação, além de nos possibilitar uma vacinação em escala e num espaço de tempo muito reduzido, servirá de piloto para um planeamento atempado, que será essencial para que o processo de vacinação seja rápido, cómodo e eficaz. Com isto descongestionamos também os centros de saúde para poderem apoiar os portugueses numa fase em que as doenças não-covid não podem ficar para trás”. 

Luis Menezes, CEO da Unilabs, acrescenta que “temos desde a primeira hora manifestado toda a nossa disponibilidade e das nossas equipas no combate à pandemia, seja através da nossa capacidade laboratorial e de diagnóstico, seja através da instalação de infraestruturas técnicas e humanas que estejam mais próximas dos cidadãos. É por isso uma obrigação para nós, colocar o know-how adquirido até aqui nos desafios que se apresentam nesta campanha de vacinação. Esperamos que este piloto possa fazer a diferença, permitindo vacinar mais pessoas, em toda a segurança, retirando pressão dos restantes serviços de saúde”. 

Saber reconhecer a doença
É uma das patologias respiratórias mais frequentes e a 3ª causa de morte no mundo – a Doença Pulmona

O tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento da Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica, uma patologia “caracterizada por inflamação brônquica que condiciona uma obstrução persistente e progressiva à passagem do ar pelas vias respiratórias” e que se estima que afete entre 700 a 800 mil portugueses. Segundo o pneumologista, João Cravo, “90% dos doentes com DPOC são ou foram fumadores”, pelo que nunca é demais apelar à sua evicção. É que, tal como explica o especialista, esta é uma doença evitável. “É possível - e fácil - não fazer parte dos vários portugueses que têm a doença. Por isso, as pessoas devem deixar de fumar ou preferencialmente evitar começar”, recomenda.

Por outro lado, sabe-se que a poluição ambiental pode condicionar o seu desenvolvimento, bem como a exposição ambientes tóxicos por via da atividade profissional. “Quem trabalhar com exposição a fumos ou poeiras deve usar máscaras de proteção respiratória - com as quais já estamos a ficar familiarizados com esta pandemia. Pode-se também prevenir a doença diminuindo o tempo de exposição a fumos de lareiras ou fogões de lenha em ambientes fechados e não ventilados”, acrescenta o especialista quanto às medidas preventivas.

Entre os principais sintomas da doença, João Cravo chama a atenção para a “tosse e expetoração crónica quase diária pelo menos nos meses de Inverno – o famoso catarro; o cansaço fácil, que se traduz em sensação de “falta de ar”, no início para grandes esforços, mas que evolui ao longo dos anos para esforços cada vez mais pequenos, ou pelo aparecimento de uma respiração mais ruidosa”. É que, ainda que esta seja uma doença muito incapacitante, pode apresentar queixas ligeiras, facilmente desvalorizadas por quem delas padece. Por isso, o especialista sublinha o quão importante é estarmos atentos. Esta é uma “doença que limita progressivamente a qualidade de vida dos doentes. A medida que as pessoas se vão sentindo mais cansadas sem se darem conta, vão diminuindo cada vez mais a sua atividade”. Além disso, esta aumenta o risco de infeções respiratórias, tornando-as mais frequentes, e que agravam o estado geral de saúde do doente.

“Um diagnóstico precoce permite identificar mais rapidamente os doentes e desse modo permitir controlar a doença, estabilizando a perda de função pulmonar. Um doente sem diagnóstico é um doente sem o acompanhamento e tratamento adequados, o que leva a maior risco de uma exacerbação. Por sua vez, essa exacerbação é o maior fator de risco para outra exacerbação”, explica João Cravo.

De acordo com o médico pneumologista, o diagnóstico “depende de três pontos fundamentais: a presença de sintomas e a existência de fatores de risco compatíveis que motivem a realização de uma espirometria, que é um exame que permite avaliar de forma simples a função respiratória do doente. A presença de certos critérios nesse exame permite confirmar o diagnóstico.”

Quanto ao seu tratamento, João Cravo explica que este é feito pela complementaridade das terapêuticas farmacológicas e não farmacológicas, onde se inclui não só um estilo de vida saudável, mas também vacinação contra a gripe e pneumonia, tão importante para estes doentes.

“Em relação aos fármacos, (o tratamento) baseia-se principalmente em inaladores, que permitem fazer chegar o medicamento diretamente nas vias aéreas. Em casos selecionados, podem ser complementados com outros tratamentos orais, como o roflumilast ou a azitromicina. O oxigénio ou a utilização de ventilação não invasiva são normalmente utilizados apenas em situações mais graves”, esclarece.  

Quanto ao tratamento não farmacológico, João Cravo sublinha que “a vacinação, manutenção de um estilo de vida saudável, a evicção de fatores de risco e, caso aplicável, a sua inserção em programas de reabilitação respiratória, tem um papel fundamental na saúde destes doentes”. E justifica: “uma pessoa que pratique exercício físico conseguirá manter melhor capacidade muscular e um nível de condicionamento físico que ajuda o corpo a manter uma respiração eficaz”. Por outro lado, adianta que “sendo as infeções um dos principais motivos para descompensar o controlo da DPOC, a vacinação contra a gripe, pneumonia, e não só, permitem prevenir possíveis fatores de agudização da doença”.

Em plena pandemia, o médico relembra que os riscos são maiores, pelo que todas as medidas de prevenção devem ser levadas a sério e cumpridas escrupulosamente. “O SARS-CoV2 é um vírus respiratório e que pode provocar, como infelizmente sabemos, quadros com grande repercussão a nível pulmonar, nomeadamente com a chamada pneumonia viral e a insuficiência respiratória associada. Uma vez que já existe na DPOC algum grau de atingimento, e sendo a infeção um fator de risco importante, existe o perigo do acometimento provocado pela doença seja mais sentido ou de que possa despoletar uma agudização da DPOC”, explica o pneumologista que recomenda: “distanciamento social, as medidas de higiene e a vacinação assim que possível. Sem esquecer o cumprimento da medicação da DPOC”.

“A DPOC é uma doença respiratória crónica e que não tem cura. É um facto que não podemos esconder, no entanto, há algo que deve ser dito e sublinhado: É possível viver bem com a DPOC”, reforça João Cravo. “A receita é simples: se tem DPOC, deixe de fumar ou use proteção no trabalho, cumpra a medicação e siga os conselhos que referi anteriormente”, conclui.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Análise da situação epidemiológica
Estamos numa fase decrescente da epidemia, generalizada em todas as regiões de Portugal Continental e grupos etários, mas...

À exceção da Madeira, “todas as regiões têm uma tendência de decréscimo”. Segundo o responsável, o país encontra-se numa “trajetória decrescente da epidemia”, com uma incidência cumulativa a 14 dias de cerca de 1.200 casos por 100.000 habitantes.

No encontro de análise da situação epidemiológica da COVID-19 no país, André Peralta Santos revelou que a epidemia teve o seu pico a 29 de janeiro, com uma incidência cumulativa a 14 dias de 1.669 casos por 100.000 habitantes.

No que diz respeito à mortalidade, assistimos a um aumento bastante expressivo durante o mês de janeiro e a um decréscimo na primeira semana de janeiro.

Embora exista uma diminuição dos internamentos, as hospitalizações em Unidades de Cuidados Intensivos ainda não apresentam uma tendência definida.

Para o diretor da DSIA, este “nível de confinamento parece suficiente para inverter as tendências”, mesmo nas regiões dominadas pela estirpe britânica.

 

Esclerosa Lateral Amiotrófica
A Associação Portuguesa de Esclerose Lateral Amiotrófica (APELA) alerta para o impacto que a pandemia da Covid-19 teve no...

“A pandemia da Covid-19 teve um grande impacto para os doentes com ELA, é importante refletir sobre aquilo que ficou em suspenso nas malhas do seu avesso. Falamos de um decréscimo generalizado das principais linhas de atividade hospitalar - consultas externas, cirurgias, urgências, internamento – um cenário que dá conta de um problema no acesso dos doentes à primeira consulta de referenciação.” destaca Pedro Ramos, Presidente da APELA.

A APELA reconhece que a ausência de referenciação foi um dos principais obstáculos identificados durante o período de pandemia. Os novos diagnósticos não tiveram resposta imediata para uma primeira consulta, nem foram redirecionados para a respetiva equipa multidisciplinar, tendo a esmagadora maioria dos casos aguardado meses pelo início deste acompanhamento e, consequentemente, pela referenciação para os respetivos tratamentos. “É fundamental identificar e compreender se o SNS está preparado para dar resposta integrada a pessoas diagnosticadas com ELA ou qualquer outra doença incapacitante. Além disso, perceber que aspetos podem ser melhorados no funcionamento dos Cuidados de Saúde Primários (CSP) e dos Cuidados de Saúde Hospitalares (CSH) para garantir um diagnóstico e referenciação atempados” reforça Isabel Ferreira, vice-presidente da APELA.

A associação destaca ainda o papel da Telessaúde na gestão de doentes com ELA, mas reforça que as relações presenciais não podem ser negligenciadas. O objetivo é estabelecer uma relação entre as duas realidades para um suporte constante destes doentes. “É fundamental que exista a perceção que a ELA é uma doença incapacitante que compromete gravemente os músculos respiratórios, podendo a insuficiência respiratória ser a principal causa de morte. É importante avaliarmos quais são os mecanismos que estão a ser acionados para assegurarmos os cuidados necessários e evitar que os doentes com ELA se desloquem, desnecessariamente, às urgências em contexto pandémico. Temos de dinamizar com os stakeholders na área e que têm estado presentes para estes doentes para que juntos possamos compreender de que forma podemos evitar cenários de crise” reforça Pedro Ramos.

Com o intuito de sensibilizar para esta realidade, a APELA aposta na realização de um Ciclo Informativo Solidário para dar resposta às questões emergentes de doentes com ELA, juntamente com os seus cuidadores e familiares, para minimizar o impacto da pandemia sobre os grupos mais vulneráveis. Esta iniciativa é composta por três Webinars que decorrerão nos dias 12, 19 e 26 de fevereiro, entre as 21h00 e as 22h00, via Zoom.

Ensaios foram feitos por investigadores da Public Health England e da Universidade de Oxford
Os testes rápidos de antigénio SARS-CoV-2 da SureScreen Diagnostics já estão disponíveis em Portugal e detetam a variante...

Os ensaios ao teste rápido de antigénio SARS-CoV-2 da SureScreen Diagnostics, designadamente no que se prende com a deteção da nova variante, foram feitos por investigadores da Public Health England e da Universidade de Oxford, que atestaram o elevado grau de precisão. A qualidade do teste foi também avaliada por outros organismos, como a Fundação Champalimaud, o Kings College London, a Imperial College London e a UZ Leuven Belgium.  

Ao contrário dos testes convencionais de PCR, que procuram o material genético do vírus e podem levar até um dia para serem processados, os testes rápidos de antigénio da SureScreen Diagnostics procuram antígenos de proteína que vivem na superfície do vírus e funcionam adicionando um reagente líquido a uma amostra de saliva ou swab nasal. Produzem resultados em apenas 15 minutos. Este foi o teste escolhido pelas autoridades públicas de saúde britânicas para a testagem em massa da população. 

Em Portugal, além dos testes rápidos de antigénio, a SureScreen Diagnostics disponibiliza já nas farmácias um teste rápido para a deteção dos anticorpos específicos da SARS-CoV-2, que também produz resultados em 15 minutos. 

Os testes da SureScreen Diagnostics cumprem todos os requisitos essenciais em matéria de segurança e proteção da saúde e constituem-se como uma mais-valia num contexto de despistagem regular, sistemática e rápida para detetar o máximo número de doentes assintomáticos e quebrar cadeias de transmissão.

 

 

 

A garantia é do novo Coodenador da Task Force do Plano da Vacinação contra a Covid-19, Henrique Gouveia e Melo que afirma que...

Não faria sentido mudar as prioridades porque não há vacinas”, afirmou o responsável, lembrando que a forma como as pessoas foram priorizadas para serem vacinadas “tem muito a ver com os riscos e patologias”.

Entrevistado pela TVI, Henrique Gouveia e Melo mostrou-se desfavorável a que a estratificação passe a ser feita por idades, alegando estudos que defendem que “atacar as comorbilidades salva mais pessoas do que atacar por faixas etárias decrescentes”.

O responsável admitiu ainda que, a manter-se um cenário de escassez de vacinas, a produzida pela AstraZeneca possa ser administrada a pessoas com mais de 65 anos.

À estação de televisão, o novo coordenador da task force admitiu que o “o país tem capacidade para um ritmo muito elevado de vacinação, e vamos fazê-lo, assim haja vacinas para isso”, estimando que o país, usando a capacidade máxima, consiga administrar “entre as 100 e as 150 mil vacinas por dia, em períodos normais e nos fins-de semana duplicar isso”.

Numa altura em que o ritmo de vacinação ronda as “22 mil vacinas por dia”, o Henrique Gouveia e Melo prevê que, no segundo trimestre do ano, “se vierem as vacinas que estão contratadas e que se pensam que virão, o ritmo aumentará para cerca de 80 a 81 mil vacinas por dia”.

A este propósito, Henrique Gouveia e Melo afirmou ainda que Portugal conta atualmente com 910 postos de vacinação prontos a atuar, nos centros de saúde, número que poderá ser alargado para 1.200 postos.

Trata-se, segundo o coordenador do plano de vacinação, de “uma malha que atinge de forma muito capilar a população portuguesa, está espalhada no território nacional” e “pronta para trabalhar”.

Com o aumento do número de vacinas, no segundo trimestre no ano, admite a necessidade de encontrar “soluções” como “postos de vacinação massiva, alargar os períodos aos fins-de-semana ou usar outros agentes que possam vacinar, como por exemplo as farmácias”.

O vice-almirante que quer chegar ao período de maior capacidade de vacinação “sem improvisações”, assegurou ainda que a Task Force da vacinação continuará a “fechar a norma” para impedir mais casos de vacinação abusiva.

“Em cada mil vacinas que foram administradas houve uma que não temos a certeza se cumpriu com as regras”, afirmou, sublinhando que “é preciso ter ideia desta proporção”.

 

"Famílias podem ter confiança no tratamento"
Apesar de os pedidos de transferência de outros hospitais para o São João, no Porto, terem diminuído nos últimos dias, o Centro...

“Nos últimos dias temos manifestado a nossa disponibilidade, mas não tem havido necessidade de transferência de novos doentes”, disse Fernando Araújo, presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário S. João.

Citado pela agência Lusa o responsável do São João defendeu a necessidade de Portugal olhar para o combate à pandemia com “uma atitude generosa”, articulando “medidas em parceria para dar uma resposta integrada aos doentes” e contou que pelo princípio de humanização de cuidados, se tem “tentado limitar ao máximo” o tempo de internamento de doentes de outras zonas.

“Estão mais longe das famílias. Logo que estão estáveis são transferidos para unidades mais próximas da sua residência. As famílias podem ter confiança no tratamento, acompanham a evolução clínica e temos feito com que os doentes se sintam em casa”, disse Fernando Araújo.

 

Iniciativa da MatosinhosHabit
Devido ao sucesso do Ciclo de Conversas “Fique em Casa”, a MatosinhosHabit decidiu prolongar a iniciativa por mais esta semana,...

Esta semana, e na área da saúde, vão-se abordar os temas “Respostas da Cruz Vermelha em tempos de pandemia” e “Apoiar o doente oncológico, família e cuidadores”.

Esta sessões decorrem no dia 11 e 12 de fevereiro, respetivamente, pelas 14h30 e podem ser acompanhadas através dos canais do Facebook e do Youtube: https://www.facebook.com/matosinhoshabitempresamunicipal e https://www.youtube.com/channel/UC-1G-dq2REKfKkRVJIgGOHg/featured

MatosinhosHabit lançou esta iniciativa «com o principal objetivo de informar e clarificar os temas que afetam o quotidiano da nossa população e que merecem uma discussão mais qualificada. Vivemos um período que representa um enorme desafio à nossa capacidade de pensar o futuro e de encontrar novas respostas aos problemas que enfrentamos atualmente - foi isso que nos motivou a criar este Ciclo de Conversas “Fique em Casa”», como explica Tiago Maia, administrador da MatosinhosHabit.

15 de fevereiro
A ANGEL – Associação de Síndrome de Angelman de Portugal associa-se uma vez mais ao Dia Internacional da Síndrome de Angelman ...

Este ano, todas as associações Angelman internacionais usarão os mesmos meios e elementos de comunicação, através da Internet e redes sociais, para mostrar sua união e determinação na divulgação e sensibilização desta doença rara. Em Portugal, a Angel junta-se a esta iniciativa que vai dar cor azul aos monumentos em várias cidades.

Os Municípios de Leiria, Arraiolos, Montemor-o-Novo, Portel e Évora, associam-se à ANGEL e vão iluminar Castelos e outros monumentos de azul, no dia 15 de fevereiro.

É importante dar a conhecer e promover uma maior visibilidade sobre os sintomas associados a esta doença rara, para que haja um diagnóstico mais célere e, em consequência, uma abordagem de tratamento correta e mais imediata de cada caso.

De acordo com o Presidente da Direção da Angel, Manuel Costa Duarte, “o nosso objetivo tem sido cumprido ao longo dos anos. A associação já conseguiu identificar mais de 70 crianças, jovens e adultos com Síndrome de Angelman em Portugal, mas se considerarmos que a prevalência é de 1/15000, podemos estar a falar de mais de 500 anjos só no nosso país. O que pretendemos a longo-prazo é a divulgação da Síndrome de Angelman entre médicos, técnicos de saúde, terapeutas, professores e sensibilizar a sociedade civil em geral, com vista a permitir o seu diagnóstico precoce e a sua prevenção”

Com a intensa investigação e ensaios clínicos a nível internacional, a ASA – Angelman Syndrome Alliance (Europeia), da qual a ANGEL é fundadora e faz parte da Direção, este ano, uniu-se à ASF - Angelman Syndrome Foundation (Americana), para uma parceria conjunta para a formação do Community Advisory Board (CAB).

O CAB é um conselho formado e representado pelas diversas associações Angelman, apoiado pela Eurodis, a Organização Europeia para Doenças Raras.

Este comité dará voz à comunidade Angelman nas relações e diálogos com a indústria farmacêutica, que desejam entrar em programas de investigação, tendo uma voz ativa e unificada quanto aos aspetos científicos, regulamentares e políticos no estabelecimento dos ensaios clínicos, terapêuticos e processos biomédicos e acesso aos tratamentos.

 Em Portugal, em contacto com a ANGEL e do seu conhecimento, existem dois grupos de investigação focados nas alterações a nível cerebral da Síndrome de Angelman:

 - Grupo de investigadores do Instituto Superior Técnico e do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa - Ao usar células estaminais de pessoas com SA e de pessoas saudáveis, conseguem gerar diferentes tipos de neurónios e identificar eventuais alterações em duas áreas do cérebro envolvidas na cognição e na motricidade (o córtex e o cerebelo). Para além disso, este trabalho visa também recriar mini-cerebelos humanos com SA que vão permitir desenvolver e testar medicamentos em laboratório, sem recurso a animais;

 - Grupo de investigadores do Centro de Neurociência e Biologia Celular da Universidade de Coimbra: está a testar a eficácia de uma estratégia terapêutica que visa proteger os neurónios, usando modelos animais de várias doenças neurológicas incluindo a SA. Os ratinhos com SA são sujeitos a um tratamento e posterior avaliação de parâmetros comportamentais. Além disso, também estão a ser estudadas diferentes zonas do cérebro dos ratinhos de modo a inferir sobre a eficácia desta estratégia a nível celular;

Atualmente estão a decorrer diversos ensaios clínicos no mundo com o objetivo de compreender melhor a Síndrome de Angelman, de tratar alguns dos seus sintomas ou mesmo de tentar reverter as causas da doença. Estes ensaios clínicos regem-se por normas muito criteriosas e envolvem participantes com SA de várias faixas etárias.

A celebração do Dia Internacional da Síndrome de Angelman pretende juntar Portugal à aliança internacional de Associações, demonstrando assim o seu trabalho desenvolvido ao longo dos anos. 

 

Doação
O Centro Hospitalar Universitário Cova da Beira recebeu, esta manhã, 20 camas para equipar a Unidade de Apoio Pós-Alta, criada...

Uma solução adequada, fruto de uma parceria entre o CHUCB e a Câmara Municipal da Covilhã, que permitirá aliviar a pressão que se faz sentir nas áreas de internamento hospitalar, e que mercê deste donativo permitirá proporcionar aos utentes com alta clínica, mas que não dispõem de autonomia, apoio familiar ou condições adequadas no domicílio, todo o conforto e segurança de que necessitam, ainda que este seja apenas um local de acolhimento temporário, até se encontrar uma resposta definitiva e ajustada a cada situação.

A acompanhar estas camas de articulação elétrica, o CHUCB recebeu também 20 colchões anti escara, 40 guardas metálicas e 20 suportes para soro. Para Nuno Miguel Guerra, CEO da CREATE, mentor e imagem da iniciativa “Aconchegar – levar uma cama a quem mais precisa”, trata-se de “um pequeno reconhecimento ao trabalho de quem está no terreno a fazer face a este enorme desafio.” Recorde-se que o projeto “Aconchegar” nasceu como resposta à necessidade de levar conforto a todos os que mais precisam, como os doentes e profissionais que estão no combate à pandemia, sendo que até ao momento já foram doadas, por esta via mais de 150 camas.

Para além dos dispositivos hoje recebidos, está ainda prometida pela mesma iniciativa, a oferta de mais 10 camas hospitalares de articulação e elevação elétricas e respetivos colchões, guardas metálicas e dispositivos para soro, “estando estas já destinadas ao internamento do Hospital Pêro da Covilhã, por forma a fazer face à necessidade crescente de aumentar a sua capacidade de resposta”.

Para João Casteleiro, Presidente do Conselho de Administração do CHUCB, esta doação “foi ouro sobre azul, pois só com este ato de solidariedade é possível equipar aquele espaço com tanta qualidade. Falamos de camas elétricas certificadas para uso hospitalar, que muito facilitam o trabalho dos cuidadores, e que permitem a muitos doentes tornarem-se mais autónomos, podendo por exemplo recostar a cama, sem a ajuda de terceiros. Gratidão é a palavra de ordem que podemos manifestar a esta iniciativa extraordinária e a tantas outras que provindas de todos os flancos da sociedade civil nos têm ajudado a cumprir a missão de que estamos investidos, no combate à pandemia de covid-19”.

O projeto Aconchegar tem a chancela da Fundação São João de Deus e da International Association of Microsoft Channel Partners (associação de parceiros Microsoft em Portugal). Conta com o apoio de um número alargado de embaixadores do setor empresarial e da sociedade civil que, sem interesses empresariais, políticos ou religiosos, contribuem para o sucesso da iniciativa. O objetivo do projeto é ajudar a equipar Estruturas de Apoio de Retaguarda (EAR) e hospitais, através da aquisição e doação de equipamentos necessários ao reforço da capacidade de internamento destas estruturas.

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