Na última semana
De acordo com o balanção semanal do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), entre 5 e 11 de abril, foram realizados 2...

No período em análise, os meios de emergência pré-hospitalar do SIEM realizaram 2.213 transportes de utentes com suspeita de infeção por SARS-CoV-2, mais 211 transportes que na semana anterior. Os meios afetos à Delegação Regional do Norte (DRN) efetuaram 873 transportes, os meios da Delegação Regional do Sul (DRS) 775 e os meios afetos à Delegação Regional do Centro (DRC) 451. Na Delegação Regional do Sul – Algarve foram registados 114 transportes de utentes com suspeita de infeção com o novo coronavírus.

Na semana em análise, as Equipas de Enfermagem de Intervenção Primária (EEIP) do INEM recolheram 589 amostras biológicas para análise à Covid-19. A maioria das amostras foi recolhida pela equipa da DRS, 486 colheitas realizadas. A equipa da DRN recolheu 78 amostras, a da DRC 78 amostras e a da DRS-Algarve 7 amostras.

Com o aumento de números de casos que se tem vindo a registar, o INEM, no seu balanço de atividade, relembra que “os comportamentos individuais são fundamentais na reposta e controlo da pandemia de Covid-19. Mantenha o distanciamento físico, o uso de máscara de proteção, a lavagem frequente e correta das mãos e a adoção de etiqueta respiratória”.

 

 

Parceria com o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA)
A Universidade de Coimbra (UC) e o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) celebram amanhã um protocolo de...

A sequenciação de um maior número de amostras do Sars-CoV-2 (vírus responsável pela COVID-19) é um imperativo nacional, para responder às orientações do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, perante a emergência de novas variantes da COVID-19 (não só para avaliar a representação destas variantes, mas também para vigiar o aparecimento de outras).

“Com o projeto de sequenciação do genoma do vírus SARS-CoV-2 (por sequenciação de nova geração – NGS), que será realizado pela UC Genomics (plataforma tecnológica de genómica da UC), a Universidade de Coimbra vai colaborar na vigilância realizada pelo Instituto Ricardo Jorge, a nível nacional”, escreve em comunicado.

Para além deste acordo para a execução específica do projeto de sequenciação genómica do SARS Cov-2, será ainda assinado “o protocolo de parceria entre a Universidade de Coimbra e o Instituto Ricardo Jorge que prevê a cooperação ao nível da formação avançada e pós-graduada, a realização de projetos académicos conjuntos na área de Investigação & Desenvolvimento, a promoção do intercâmbio de colaboradores e especialistas, bem como a integração e o desenvolvimento do Laboratório de Análises Clínicas da Universidade de Coimbra enquanto Laboratório Parceiro do INSA – o primeiro com este estatuto a nível nacional”.

A cerimónia de assinatura decorrerá pelas 15h30, na Sala do Senado da Reitoria da UC, e vai contar com a participação do Reitor da UC, Amílcar Falcão, do Presidente do Conselho Diretivo do INSA, Fernando de Almeida, do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, e do Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Alberto Sobrinho Teixeira.

 

 

 

Entrevista
Embora não seja um dos cancros de pele mais frequentes, o melanoma é o mais temido.

Estima-se que, em Portugal, sejam diagnosticados anualmente cerca de 800 novos casos de melanoma. Quais as suas causas e principais fatores de risco?

O melanoma surge por uma proliferação anormal dos melanócitos, as células produtoras de melanina, responsáveis pela pigmentação da pele. 

A exposição à radiação ultravioleta é considerada um fator de risco major para o desenvolvimento de melanoma, sobretudo quando associada a queimaduras solares por exposição intensa e intermitente, na idade jovem.

Certos traços fenotípicos, como a pela clara, cabelo ruivo ou loiro, e a carga névica (número de sinais benignos), a história prévia de outros cancros cutâneos, a imunossupressão e a história familiar de melanoma são também fatores de risco reconhecidos. 

O que torna o melanoma um dos mais temidos cancros de pele?

Apesar de não ser dos cancros de pele mais frequentes, o melanoma é o mais agressivo, pela sua capacidade de metastização, com envolvimento de órgãos vitais, nomeadamente fígado, pulmão e cérebro, que vai ditar o prognóstico.

Os melanomas são todos iguais? Como podem ser classificados em termos de evolução?

Existem várias classificações para o melanoma, que conferem características diferentes em termos de evolução da doença. O estádio é definido pela profundidade de envolvimento pelo tumor a nível da pele e extensão de envolvimento de gânglios regionais e restantes órgãos à distância. O estádio I é o mais precoce e o IV o mais avançado, sendo que o estádio III é definido pela metastização de gânglios regionais.

Topograficamente, o melanoma é classificado como cutâneo em mais de 90% dos casos, mas estes tumores podem também localizar-se primariamente nas mucosas (cavidade oral, esófago, canal anal, etc.), ou a nível ocular.

A avaliação por genética molecular permite identificar mutações genéticas em alguns tumores, nomeadamente do gene BRAF, com implicações terapêuticas importantes.

Quais os principais sintomas? A que sinais devemos estar atentos?

O melanoma, geralmente, assemelha-se a um sinal castanho / negro, com algumas características de atipia. Deve ter-se em atenção a Assimetria, os Bordos irregulares, a Coloração heterogénea, o Diâmetro aumentado e a Evolução ao longo do tempo. Habitualmente, na doença localizada não se manifestam outros sintomas, enquanto, nos casos menos frequentes de apresentação da doença da forma metastática, podem existir diversos sintomas relacionados com o órgão específico de envolvimento.

Como se diagnostica? E qual a importância do diagnóstico precoce?

O diagnóstico é feito habitualmente por uma biópsia excisional, ou seja, pela remoção completa da área suspeita, com avaliação anátomo-patológica. O diagnóstico precoce, numa fase em que a doença está o menos disseminada possível, aumenta a probabilidade de sucesso do tratamento e cura.

Qual o tratamento indicado?

O tratamento indicado no melanoma depende do estádio em que a doença se encontra, podendo incluir diversos componentes. A cirurgia é o pilar do tratamento na doença localizada. Mesmo quando a biópsia excisional parece ter removido completamente a área de lesão tumoral, é geralmente necessária uma segunda intervenção para assegurar margens de resseção adequadas e avaliar se os gânglios próximos estão envolvidos pela neoplasia. Nos casos de estádio intermédio ou doença avançada, há lugar a tratamento sistémico, com o intuito de, respetivamente, complementar a cirurgia ou com intenção paliativa (para reduzir ou estabilizar a doença sem perspetiva de cura). O tratamento sistémico inclui geralmente terapêuticas alvo (com inibidores da via de sinalização BRAF-MEK nos casos de tumores com a mutação alvo), ou imunoterapia (com inibidores do checkpoint imunitário como o nivolumab, pembrolizumab e ipilimumab). Existe ainda a possibilidade de tratamento com radioterapia ou quimioterapia em situações pontuais.

Relativamente ao melanoma avançado, nomeadamente o melanoma em estádio III com envolvimento de gânglios linfáticos qual o seu prognóstico?

O melanoma estádio III representa, dentro da doença localizada, aquela com maior risco de recidiva, seja local ou à distância, o que vai condicionar um pior prognóstico. 

Que opções terapêuticas estão atualmente disponíveis?

Tal como referido previamente, o tratamento assenta numa cirurgia, com margens adequadas para exérese da doença, e, nos casos de envolvimento ganglionar, em tratamento adjuvante. O termo "tratamento adjuvante" refere-se a qualquer tratamento adicional prestado após a remoção cirúrgica de um cancro, com o objetivo de eliminar as células cancerígenas que não tenham sido removidas, e que confiram um risco de recorrência da doença. Este tratamento pode ser feito com imunoterapia – nivolumab ou pembrolizumab, durante 1 ano. No caso de tumores que apresentem a mutação V600 do gene BRAF, a utilização de dabrafenib com trametinib pode ser uma alternativa.

Quais as últimas inovações na área e quais as suas principais vantagens?

A utilização destes fármacos no tratamento adjuvante no melanoma baseia-se em estudos recentes, que mostraram uma redução do risco de recorrência da doença estimada em cerca de 30%, aos 5 anos após a cirurgia. Destes, a última aprovação pelo INFARMED corresponde ao pembrolizumab, cujo ensaio clínico incluiu todos os subgrupos de doentes com estádio III.

No caso do melanoma avançado para que serve esta terapêutica? É meramente paliativa? Como funciona?

A terapêutica com inibidores do checkpoint imunitário, nivolumab e pembrolizumab representa um avanço importante no tratamento de doentes com melanoma metastizado, tendo mudado significativamente o prognóstico destes doentes. O mecanismo de ação destes fármacos, classificados como anti-PD1 (anti-programmed cell death 1), baseia-se no desencadear de uma resposta do próprio sistema imunológico no combate ao melanoma.

Em oposição à quimioterapia, que apresentava taxas de resposta baixas e pouco duradouras, os dados mais recentes da avaliação de sobrevivência com monoterapia com pembrolizumab ou nivolumab, no contexto de tratamento do melanoma avançado, mostram que cerca de 40 a 45% dos doentes estão vivos aos 5 anos.

Qual a importância da comparticipação e facilidade de acesso a estes novos tratamentos?

O acesso a estes tratamentos pelo SNS é uma grande mais valia para os doentes, uma vez que resultados se traduzem muitas vezes numa grande qualidade de vida, pelo controlo da doença, por remissão ou estabilização, com um perfil de tolerância favorável.

Em matéria de prevenção, diagnóstico e tratamento que considerações finais gostaria de fazer?

Ainda que, atualmente, com as novas opções terapêuticas, o prognóstico do melanoma tenha melhorado significativamente, continua a representar uma doença com uma elevada taxa de mortalidade. Assim, a prevenção primária com evicção dos fatores de risco modificáveis, assim como a adoção de um exame dermatológico de rotina para identificar precocemente lesões suspeitas, são elementos fundamentais para diminuir o risco de melanoma e aumentar as hipóteses de cura.

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Dizem especialistas
Chegou a Primavera e com ela o bom tempo, as flores... e as alergias. Para quem delas padece – e em Portugal estima-se que um...

“As máscaras podem ser grandes aliadas para quem sofre de alergia, pois evitam que o pólen entre em contato direto com a mucosa nasal, o que diminui consideravelmente as alergias cujos sintomas são corrimento nasal, espirros ou comichão no nariz e na garganta”, comenta Reme Navarro, farmacêutica e Business Strategy Director da Atida para o Sul da Europa. De facto, segundo dados da Sociedade Espanhola de Alergologia e Imunologia Clínica (SEAIC), as máscaras podem ajudar a reduzir a inalação de partículas em até 80%, o que contribui para reduzir os quadros alérgicos.

As máscaras FFP2 e FFP3 também protegem contra o pólen

Em geral, todos os tipos de máscaras são válidos para proteger as vias respiratórias, pelo que poderiam cumprir este objetivo. Segundo os especialistas da empresa, as máscaras FFP2 seriam as mais recomendáveis para proteger também da exposição ao pólen, graças à sua resistência e melhor ajuste.

“O material das máscaras FFP2 e FFP3 é mais resistente do que uma máscara cirúrgica, para além de se ajustar mais ao nosso rosto e, por isso, podem proteger-nos melhor das alergias e dos vírus”, comenta Navarro. “Estas máscaras podem filtrar até 80% das partículas de pó ou pólen, pelo que também são muito eficazes para reduzir os sintomas. Convém também destacar que as máscaras com válvula não são, de forma alguma, recomendáveis para combater os sintomas de alergia.”

Dicas para prever os sintomas de alergia

Ainda que as máscaras sejam grandes aliadas para reduzir os sintomas de alergia, não devemos esquecer uma série de dicas importantes a ter em conta para os controlar melhor:

  • É recomendável usar uma máscara FFP2 na rua, não só para nos proteger da Covid-19 mas também de alergias.
  • Utilize óculos de sol – as alergias também provocam irritação ocular.
  • Utilize produtos para limpar, humidificar e descongestionar as fossas nasais.
  • Mantenha as janelas de casa fechadas, sobretudo entre as 5 e as 10 da manhã e as 7 e as 10 da noite. São as horas em que se regista maior concentração de pólen.
  • Tomar banho ou lavar a cara ao chegar a casa ajuda a eliminar vestígios de pólen. Para além disso, mudar de roupa e estendê-la no interior evita que adquira mais.
  • Consulte os níveis de pólen antes de sair e não realize atividades ao ar livre se a concentração é elevada.
  • Utilize humidificadores e aparelhos de ar condicionado que renovem constantemente o ar.

 

Cancro
Uma alteração à lei, que vem determinar um regime transitório para a emissão do atestado médico de incapacidade multiusos para...

Segundo a informação divulgada na página do Serviço Nacional de Saúde, “a confirmação do diagnóstico e a emissão do atestado será feita por um médico especialista diferente do médico que segue o doente”.

Esta medida permitirá “dar resposta à demora na marcação e realização das juntas médicas de avaliação de incapacidade, uma situação que se agravou devido à pandemia”.

O atestado médico de incapacidade multiuso é um documento obrigatório para as pessoas com deficiência igual ou superior a 60% (como é o caso dos doentes oncológicos) puderem ver consagrado o direito de acesso aos benefícios sociais, económicos e fiscais previstos na lei, nomeadamente em sede de IRS, imposto único de circulação, despesas de deslocação, comparticipação de próteses e outras ajudas técnicas.

 

Estudos
A variante B.1.1.7. apresenta uma mutação mais contagiosa, mas não mais perigosa ou letal que outras variantes do novo...

De acordo, com estes dois estudos as pessoas infetadas com a mutação conhecida como a variante inglesa não experimentam sintomas mais graves ou um risco aumentado de desenvolver Covid de longa duração. No entanto, os autores observaram a presença de uma carga viral mais elevada e um maior número de contágios por paciente (número R), salienta o El Mundo.

Um dos estudos, levado a cabo por equipas do University College Hospital London e pelo North Middlesex University Hospital, combina a sequenciação de todo o genoma dos vírus detetados com uma comparação entre grupos de doentes entre 9 de novembro e 20 de dezembro de 2020, altura em que aquela variante se começou a espalhar em território inglês, permitindo que comparar a evolução da doença em pessoas com diferentes variantes e calcular a carga viral de ambos os grupos.

Segundo este estudo, 36% dos doentes com B.1.1.7. ficou gravemente doente ou morreu, comparado com 38% daqueles com outra variante.

Por outro lado, os dados gerados pelos testes de zaragatoa do PCR, que permitem analisar a carga viral, revelaram uma maior presença em pessoas com a nova variante.

O segundo artigo, publicado no The Lancet Public Health, é um estudo que analisa dados relatados por 36.920 utilizadores da aplicação COVID Symptom Study, todos documentados com um teste positivo realizado entre 28 de setembro e 27 de dezembro. Estes resultados foram combinados com a vigilância do Serviço Público de Saúde, lançado para examinar as associações entre a proporção regional de infeções e a presença da variante.

Os autores estimam que a presença de B.1.1.7. num território, levou ao aumento do índice de transmissão de 1,35 em relação à estirpe original.  "Ao mesmo tempo, os autores descobriram que durante os confinamentos índice de transmissão caiu abaixo de 1, mesmo em regiões onde a variante domina." Graças a estas duas grandes fontes de dados, conseguimos confirmar o aumento da transmissibilidade", explica Claire Steves, investigadora do King's College London e coautora do estudo, citada pelo El Mundo, "mas também mostrámos que b.1.1.7. respondeu a medidas de confinamento e não parece escapar à imunidade obtida pela exposição ao vírus original através da criação de reinfeções."

 

Restrições e quarentena devem manter-se
O certificado de vacinação não será uma carta branca para viajar pela União Europeia, como inicialmente previsto por Bruxelas....

Segundo os estados-membros o regulamento, ontem acordado, "não deve abranger as decisões dos Estados-Membros de impor ou isentar de restrições à liberdade de circulação". O texto acrescenta que "a utilização do certificado verde digital com vista ao levantamento das restrições deve continuar a ser da responsabilidade dos Estados-Membros". A exatidão foi incluída na proposta apresentada por Portugal, país que detém a presidência da UE, aos embaixadores permanentes dos 27 em Bruxelas.

"Congratulo-me com este primeiro passo", disse o primeiro-ministro português, António Costa, após acordo. Costa acredita que "o certificado verde digital vai facilitar a liberdade e a segurança dos movimentos". Mas este consenso sublinha fortemente que o certificado não é um documento de viagem, "para reforçar o princípio da não discriminação, em particular, para com as pessoas vacinadas pelas Nações Unidas".

A vez dos Estados-Membros de restringir a utilização do certificado coincide com a crescente resistência da opinião pública à introdução de um comportamento seguro que, por enquanto, só estaria disponível para uma pequena parte da população. Nos EUA, a Casa Branca descartou a introdução de uma credencial federal para provar a vacinação. A administração de Joe Biden argumentou que em causa estaria a privacidade e os direitos fundamentais. Já o Reino Unido, um grande grupo de parlamentares mostraram-se contra a criação de um documento que poderia, a longo prazo, limitar a vida social dos cidadãos britânicos.

As autoridades europeias de proteção de dados alertaram também para o perigo de o certificado de vacinação acabar por se tornar um requisito essencial para o acesso a determinados locais públicos ou a determinadas atividades. "Isto pode levar a consequências e riscos não intencionais para os direitos fundamentais dos cidadãos da UE", afirmou o Comité Europeu para a Proteção de Dados e a Autoridade Europeia para a Proteção de Dados, num parecer conjunto sobre a proposta de regulamento da Comissão.

A proposta portuguesa limita ainda a validade do futuro passaporte. Embora, a Comissão Europeia já tivesse vindo a defender sua manutenção em vigor até que a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarasse a pandemia covid-19 completada, sugeriu que este pudesse ser alargado a outras doenças contagiosas.

No entanto, o Conselho não concorda em conceder esses poderes discricionários aos funcionários comunitários ou em tornar o valor de um documento europeu sujeito à declaração de uma organização internacional como a OMS.

Segundo avanças o El País, as alterações ao projeto de lei estabelecem uma validade do certificado de 12 meses, ou seja, até junho de 2022, se for finalmente aprovado em junho deste ano.

No último trimestre de força, a Comissão apresentará um relatório sobre os resultados da sua utilização. E se Bruxelas considerar necessário alargar a utilização do certificado, deve apresentar um projeto de legislação que exija um tratamento ordinário, ou seja, a aprovação do Conselho e do Parlamento Europeu.

Plano Municipal de Testagem
O Plano Municipal de Testagem de Lisboa arrancou no passado dia 31 de março nas 10 freguesias com maior incidência de novos...

A ideia é que todos munícipes do concelho de Lisboa passem a ter acesso a dois testes gratuitos à Covid-19 por mês, a realizar-se nas farmácias aderentes na capital.

Ao todo são 90 os estabelecimentos que se juntaram a esta iniciativa, “garantindo condições para o alargamento do plano de testagem a todos os moradores da cidade, num processo articulado com as autoridades regionais de saúde”, segundo o município.

A testagem, apesar de gratuita, está sujeita a marcação prévia, pode ser feita presencialmente ou através do número 1400.  O teste é realizado por profissionais da rede nacional de farmácias, que informam as autoridades da saúde, comunicando com o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE) do Ministério da Saúde, sempre que o resultado seja positivo.   

 

Distúrbio hemorrágico hereditário
Na véspera do Dia Mundial da Hemofilia, que se comemora a 17 de abril, a Associação Portuguesa de He

Sabia que:

  • Existem quase mil casos de Hemofilia em Portugal?
  • A Hemofilia é um distúrbio hemorrágico que, se devidamente controlado, não é impeditivo de uma vida perfeitamente normal;
  • Não devemos apelidar a Hemofilia de doença. Com o avanço da medicina, a Hemofilia pode hoje ser considerada como uma condição;
  • É uma condição hereditária, e na maioria dos casos existe um historial familiar, mas que 30% dos diagnósticos podem ocorrer sem antecedentes na família;
  • Tem um padrão recessivo ligado ao sexo? Isto é, enquanto são os homens que quase exclusivamente são afetados pela patologia, este é transmitido pelos elementos familiares femininos.
  • Com tratamento profilático, preventivo, e possível controlar as hemorragias ou mesmo reduzi-las a zero, e ter uma qualidade de vida equiparada à restante população.
  • Ter a terapêutica sempre disponível é de extrema relevância no dia-a-dia.
  • Existem cinco centros de referência em Portugal.
  • 100% das pessoas com Hemofilia e cuidadores prefere que o tratamento seja realizado em casa e não numa unidade hospitalar.
  • 71% dos cuidadores sente que a Hemofilia condiciona a vida no seu dia a dia.
  • 100% dos profissionais de saúde apontam a Profilaxia como tratamento ideal e preferencial na Hemofilia.
  • 92,3% dos profissionais de saúde reconhece que é necessário incluir acompanhamento psicológico nos cuidados prestados à pessoa com Hemofilia.
  • 43% dos pais de crianças com Hemofilia não acredita que é possível o seu filho viver sem hemorragias.

Porque a Hemofilia pode aparecer em qualquer família, não desvalorize:

  • Presença frequente de nódoas negras durante a infância;
  • Perda de sangue excessiva quando comparado com a gravidade do ferimento. Isto é, um ferimento pequeno provoca uma hemorragia que demora demasiado tempo a parar;
  • Perdas de sangue espontâneas (sem causa aparente) nas articulações, por exemplo nos joelhos, músculos ou noutros tecidos, que provocam dor e dificuldade de movimentação;
  • Perdas de sangue frequentes e excessivas em regiões como nariz e boca (mucosas).

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Hemofilia: o que é e como se trata? 

"O Enfermeiro está sempre presente na vida do hemofílico"

Hemofilia: doentes têm um risco elevado de hemorragia 

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Grupo de Estados contra a Corrupção
Os governos devem gerir rigorosamente os riscos de corrupção que surgiram devido à necessidade de tomar medidas extraordinárias...

A GRECO sublinha que, há mais de um ano, os governos tiveram de implementar medidas de emergência que implicassem concentrações de poderes e derrogações de direitos fundamentais, medidas que acompanham riscos de corrupção que não devem ser subestimados. Estes riscos podem ser particularmente pronunciados no que respeita aos sistemas de contratação pública no que respeita a questões como os conflitos de interesses e o papel do lóbingue, alerta o grupo.

A Secretária-Geral Marija Pejčinović Burić afirmou: "Nos tempos difíceis que enfrentamos, os governos devem intensificar os seus esforços para garantir que todas as políticas e ações destinadas a enfrentar as crises de saúde pública e económica satisfaçam os padrões de combate à corrupção. Não basta legislar e enquadrar-se em termos institucionais adequados para combater a corrupção. Temos de ver estas normas aplicadas de forma eficaz na prática, e os governos devem agir com transparência e responsabilidade".

No relatório, a presidente da GRECO, Marin Mrčela, exorta os Estados a seguirem de perto as orientações emitidas pela GRECO em 2020 para prevenir riscos de corrupção no contexto da pandemia. "É fundamental que, em situação de emergência, todas as decisões e procedimentos sejam concebidos com transparência, integridade e responsabilização", afirmou.

Com base no trabalho da GRECO em 2020, Marin Mrčela lamenta também que em alguns Estados-membros haja "tentativas evidentes" do executivo e/ou dos poderes legislativos para atacar, intimidar ou subjugar o poder judicial. "Quando olhamos para as medidas de prevenção da corrupção, temos de ter em conta que não devemos encarar o combate à corrupção como separado, ou mesmo contra a independência judicial. O primeiro é essencial para o segundo, e vice-versa", acrescentou.

O relatório analisa as medidas para prevenir a corrupção tomadas nos Estados-membros do GRECO em 2020 na sua 4ª fase de avaliação – que diz respeito a deputados, juízes e procuradores - e à sua quinta fase de avaliação, que se centra nos governos centrais – incluindo as principais funções executivas – e nas agências de aplicação da lei.

Até ao final de 2020, os Estados-membros da GRECO tinham implementado na íntegra quase 40% das suas recomendações para prevenir a corrupção em relação a deputados, juízes e procuradores. As recomendações com o menor cumprimento foram as emitidas em relação aos deputados (apenas 30% totalmente implementados), seguidas pelos juízes (41%) e promotores (47%).

 A 5ª fase de avaliação estava em curso até ao final do ano, com relatórios de avaliação sobre 21 Estados já concluídos. A maioria dos países avaliados até agora foi solicitado a adotar códigos de conduta para as funções executivas de topo ou a revê-los. Uma questão particularmente preocupante, revela em comunicado, foi a relutância de alguns Estados em divulgar informações oficiais em conformidade com as leis de liberdade de informação, bem como lóbingue, conflitos de interesses e "portas giratórias". O relatório analisa igualmente as principais questões anticorrupção relevantes para as autoridades responsáveis pela aplicação da lei, incluindo as políticas anticorrupção e integridade, as políticas de recursos humanos e a proteção dos denunciantes.

Até ao final de 2020, 16 países foram sujeitos ao 4.º processo de incumprimento da ronda de avaliação da GRECO: Andorra, Arménia, Áustria, Bósnia e Herzegovina, República Checa, Dinamarca, Alemanha, Hungria, Luxemburgo, República da Moldávia, Mónaco, Polónia, Portugal, Roménia, Sérvia e Turquia. A Bielorrússia foi o único país no âmbito do processo de incumprimento no âmbito da 3ª fase de avaliação.

Campanha
O Alex, um menino de 10 anos com hemofilia, é a personagem principal da campanha que será lançada no âmbito do Dia Mundial da...

A campanha dá a conhecer o Alex, um rapaz ativo, que gosta de partilhar com os outros como ter uma vida mais saudável e como passar o tempo de lazer de forma divertida e segura.

Como todas as crianças, o Alex vai passando por desafios. Um deles é o de explicar aos amigos o que é a hemofilia, um distúrbio da coagulação, na maioria das vezes hereditário, em que o sangue não coagula devidamente.

“Queres que te ajude a saber mais sobre a hemofilia? Juntos, vamos aprender tudo o que precisamos de fazer para sermos saudáveis, partilhar ideias originais para passar o nosso tempo livre em casa, e aprender a explicar aos nossos amigos o que é a hemofilia”: Esta é a mensagem que o Alex deixa a todas as crianças em Portugal.

Elsa Rocha, Pediatra do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, apoia a campanha e explica: “Nesta coletânea de banda desenhada e vídeos, o Alex transporta-nos de uma maneira lúdica, na complexidade da sua doença. Com uma linguagem acessível à criança, sem descurar o rigor científico, são desmistificados os inúmeros equívocos que permanecem associados a esta doença e que, muitas vezes, dificultam mais a vida do doente, do que a própria doença em si. A campanha permite explorar o mundo da hemofilia, de uma forma lúdica, autêntica e rigorosa, numa perspetiva de prevenção, com o objetivo de ensinar para melhor cuidar.”

A campanha é materializada em vídeo e em banda desenhada, podendo ser consultada no site oficial da Roche.

Manuel Marques, o conhecido ator que há mais de 20 anos tantas personagens nos tem dado a conhecer, será a voz do jovem Alex, o herói desta história.

Investimento
A Clínica de Stº António tem vindo a reforçar a sua oferta de equipamentos médicos tecnologicamente avançados e tem agora à...

A aquisição do Cone Beam Computerized Tomography é um contributo muito importante, uma vez que nos permite analisar detalhadamente áreas como os dentes, a cavidade oral, região maxilofacial, ouvidos, nariz, garganta e coluna cervical graças à sua elevada qualidade de imagem. Além disso, garante níveis elevados de segurança muito relacionado com os baixos níveis de radiação que emite. Tudo isto permite-nos dar uma resposta diferenciada e de qualidade a quem nos procura, ao mesmo tempo que reforçamos uma área em que a procura é cada vez mais exigente, como é o caso da medicina dentária, maxilo-facial e desenvolvimento facial”, esclarece João Castaño, coordenador da Unidade de Imagiologia da Clínica de Stº António.

“Este equipamento permite uma aquisição bidimensional panorâmica, obtendo imagens que possibilitam reconstruções 3D com elevado detalhe e precisão no estudo da definição facial, com destaque para a avaliação do esqueleto maxilar, das peças dentárias, da pirâmide nasal e da cavidade orbitária, da articulação temporo-mandibular; do estudo das vias respiratórias superiores, nariz e ouvidos e do estudo da boca e faringe”, conclui João Castaño.

A tecnologia avançada deste novo equipamento torna os procedimentos rápidos e cómodos e garante baixos níveis de radiação durante a sua utilização, fatores com uma importância acrescida, por exemplo, nos cuidados de saúde pediátricos.

O Cone Beam Computerized Tomography permite a realização de exames 2D, nomeadamente, ortopantomogra­fias, cefalometria (Telerradiografia da Face), seios serinasais e ATM (Articulação Temporo–Mandibular) e 3D à coluna cervical, vias aéreas, seios perinasais, ouvidos e também à articulação temporo–mandibular.

A utilização deste equipamento está indicada para o estudo da definição fácil, para o planeamento de implantes, projeções panorâmicas, dentes inclusos, estrutura óssea, estudo das vias e cavidades oral e nasal e ainda para o planeamento de cirurgias e estudo do ouvido.

 

Prevenção de cegueira
O programa Galaxy Upcycling transforma smartphones obsoletos em câmaras de diagnóstico médico para ajudar populações...

A Samsung Electronics Co. Ltd. está a reunir smartphones mais antigos para permitir um melhor acesso a cuidados de saúde oftalmológicos em comunidades carenciadas em todo o mundo. Em associação com a Agência Internacional de Prevenção da Cegueira (IAPB) e com a Yonsei University Health System (YUHS) na Coreia, a Samsung pretende criar dispositivos médicos que rastreiam doenças oftalmológicas através da reciclagem dos smartphones Samsung Galaxy que já não são utilizados. O programa Galaxy Upcycling tem como objetivo ajudar a prevenir os cerca de mil milhões de casos globais de deficiência visual que podem ser evitados através de um diagnóstico atempado e adequado.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), pelo menos 2,2 mil milhões de pessoas têm alguma deficiência visual e quase metade destes casos eram evitáveis ou ainda não foram resolvidos. Existe uma grande disparidade na prevalência da deficiência visual, dependendo da acessibilidade e disponibilidade de serviços de cuidados oftalmológicos. Estima-se que este facto seja quatro vezes mais comum em regiões de baixo e médio rendimento do que em regiões desenvolvidas.

"As pessoas em todo o mundo enfrentam barreiras no acesso aos cuidados médicos fundamentais, por isso vimos uma oportunidade de conceber soluções inteligentes e inovadoras que reutilizam produtos para impulsionar práticas mais sustentáveis e ter um impacto positivo nas nossas comunidades", disse Sung-Koo Kim, VP do Gabinete de Gestão de Sustentabilidade, Mobile Communications Business da Samsung Electronics. "Este programa encarna a crença da Samsung de que a tecnologia pode enriquecer a vida das pessoas e ajudar-nos a construir um futuro mais equitativo e sustentável para todos".

Em 2017, a Samsung criou o programa Galaxy Upcycling para introduzir formas inovadoras que façam com que dispositivos Samsung Galaxy possam ter um impacto positivo. Através deste programa, um smartphone mais antigo pode tornar-se o cérebro da EYELIKE™ fundus câmara portátil, que se liga a uma lente para um melhor diagnóstico, enquanto que o smartphone é utilizado para captar imagens. O dispositivo utiliza, então, um algoritmo de inteligência artificial para analisar e diagnosticar as imagens de doenças oftalmológicas, e liga-se a uma aplicação que capta com precisão os dados do paciente e sugere um regime de tratamento a uma fração do custo dos instrumentos comerciais. Esta câmara de diagnóstico única e acessível pode fazer o rastreio dos pacientes com condições que podem levar à cegueira, incluindo retinopatia diabética, glaucoma e degeneração macular relacionada com a idade.

"Estávamos à procura de uma solução de diagnóstico da saúde ocular que fosse económica para atingir o maior número de pessoas possível, e quando vimos o desempenho dos smartphones Samsung Galaxy quisemos integrar os seus esforços de upcycling na nossa investigação", disse Sangchul Yoon, do Sistema de Saúde da Universidade de Yonsei. "A combinação da utilização de múltiplas tecnologias óticas e de inteligência artificial, juntamente com o desempenho da câmara de um smartphone Galaxy, criou um dispositivo médico acessível que é tão capaz como uma câmara de fundo utilizada por profissionais médicos. Isto não só resolveu um problema de saúde, como também uma crescente preocupação ambiental".

Desde 2018, a Samsung tem-se associado ao IAPB e ao Yonsei Medical Center para beneficiar as vidas e a visão de mais de 19.000 residentes no Vietname, com a sua câmara retinal portátil. Só em 2019, forneceu 90 oftalmoscópios portáteis a profissionais de saúde que operam em regiões remotas do país, sem acesso a clínicas de acolhimento. Agora, a Samsung expandiu o programa para a Índia, Marrocos e Papua-Nova Guiné. A Samsung está também a alargar as suas capacidades a novas áreas de rastreio, incluindo a utilização de dispositivos Galaxy upcycled, com o objetivo de criar colposcópios portáteis baseados em smartphones para rastrear o cancro do colo do útero e melhorar o acesso das mulheres a cuidados de saúde de qualidade.

"À medida que o mundo recupera lentamente da pandemia COVID-19, começa a ser mais evidente do que nunca que a tecnologia pode ser utilizada como uma solução para a saúde ocular. Países com terrenos difíceis e populações remotas contribuem para a necessidade de a tecnologia melhorar o acesso aos cuidados médicos e é aqui que a Plataforma EYELIKE está a ser testada.", disse Drew Keys, Coordenador da Região do Pacífico Ocidental (WPR) na Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB). "A IAPB está muito satisfeita pelo facto de a Samsung estar a trabalhar em estreita colaboração com as suas organizações-membro para criar estas soluções. Trabalhar com a Samsung permite-nos fornecer tecnologia em países piloto e construir relações cooperativas e construtivas nestas regiões".

Para além do seu compromisso com a inovação com propósito, a Samsung está a construir a sustentabilidade ambiental em tudo aquilo que faz. Isto inclui trabalhar para o nosso objetivo de recolher 7,5 milhões de toneladas de lixo eletrónico e fazer uso de 500 mil toneladas de plástico reciclado até 2030. Ao transformar os smartphones Galaxy em equipamentos portáteis e de baixo custo de diagnóstico ocular, a Samsung ajuda a desviar o lixo eletrónico, ao mesmo tempo que fornece soluções médicas inovadoras às comunidades carenciadas. Além disso, o equipamento de diagnóstico da fundus camera é feito com 35% de material reciclado e foi concebido para fácil reutilização. Foi reconhecido pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA) com o prémio Sustainable Materials Management Cutting Edge Champion. O programa Galaxy Upcycling faz parte do compromisso contínuo da Samsung de apoiar a Agenda para o Desenvolvimento Sustentável de 2030 através de 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Decisão será anunciada em breve avançam os jornais
A Dinamarca deverá ser o primeiro país a deixar de administrar a vacina da AstraZeneca contra a Covid-19, tendo em conta sua...

Segundo a informação avançada, as autoridades sanitárias dinamarquesas realizarão uma conferência de imprensa onde se espera que seja anunciada a decisão de deixar de usar a vacina e onde seja apresentado um novo calendário para o programa de vacinação do país.

A Direção-Geral da Saúde da Dinamarca tomou a decisão de suspender a administração das doses de AstraZeneca, considerando que existe uma provável ligação entre a AstraZeneca e os casos anormais de trombose, que existem vacinas suficientes no mercado e que a situação epidémica neste país é controlada.

De facto, as autoridades de saúde dinamarquesas notaram que estão "completamente de acordo" com a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) de que a vacina AstraZeneca é "segura e eficaz" contra a Covid-19, embora tenham recordado que a decisão final é de cada país.

 

Aplicação e formato papel
A Alemanha terá o seu certificado de vacinação operacional até ao verão. Este consistirá numa aplicação de telemóvel com um...

Este certificado, que também estará disponível em formato papel para quem não tem telemóvel, permitirá que as pessoas com vacinação completa não tenham de cumprir determinadas medidas de segurança.

Segundo faz saber o jornal El Mundo, as informações pessoais recolhidas não vão ser armazenadas num servidor, mas sim no dispositivo individual de cada pessoa, como medida de proteção de dados.  

 

Vacinas Covid-19
A Pfizer vai avançar com a entrega de 50 milhões de vacinas Covid19, que estavam previstas para o último trimestre do ano,...

"Estamos numa corrida contra o tempo, mas a boa notícia é que a taxa de vacinação está a acelerar na Europa. Os Estados-Membros receberam mais de 126 milhões de doses e congratulo-me por poder dizer que, hoje, conseguimos ultrapassar o limiar de 100 milhões de vacinas. Um marco para se orgulhar. Mais de um quarto são duas doses, por isso temos 27 milhões totalmente vacinados na UE", afirmou a presidente da Comissão Europeia citada pelo jornal El Mundo.

De acordo com Ursula von der leyen, sublinhou que estas 50 milhões de doses vão chegar ao espaço comunitário antes do final de junho.

Confrontada com a notícia avançada pelo jornal italiano La Stampa, que dá conta da não renovação de contratos com a AstraZeneca ou com a Johnson&Johnson, a presidente da Comissão Europeia apesar de não abordar diretamente o assunto, revelou que “chegará um momento em que podemos ter de reforçar e prolongar a imunidade; e se houver variantes, teremos de desenvolver vacinas que se adaptem a elas, por isso vamos precisar de vacinas precocemente e em quantidades suficientes. Com isto em mente, temos de nos concentrar em tecnologias que provaram o seu valor. As vacinas contra o MRNA são um exemplo claro".

"Pensando a médio prazo para nos prepararmos para o futuro, estamos a aprender as lições (...) Com tudo em mente, temos de nos concentrar em tecnologias que funcionem. Os MNNEs são claramente um exemplo e é por isso que estamos a entrar em negociações com a Pfizer para um terceiro contrato, que prevê mais 1.800 doses em 2022 e 2023. Não só a produção de vacinas, mas também componentes essenciais. As negociações começam hoje e esperamos fechá-las em breve", disse.

Von der Leyen acrescentou que "outros contratos com outros podem seguir" nestas etapas, pelo que não exclui ninguém nem qualquer opção. No entanto, parece claro que os estados europeus e as instituições se sentem muito mais confortáveis com a tecnologia mRNA e com quem, como a Pfizer e a Moderna, também estão a conseguir cumprir as entregas acordadas e até acelerá-las.

 

Relatório DGS
Portugal registou, nas últimas 24 horas, oito mortes e 684 novos casos de infeção por Covid-19. O número de doentes internados...

Segundo o boletim divulgado, foram registadas mais oito mortes, cinco na região de Lisboa e Vale do Tejo e três no Norte, associadas à infeção provocada pelo novo coronavírus. As restantes regiões do país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e Açores, não registaram nenhum óbito.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 684 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 188 novos casos e a região norte 265. Desde ontem foram diagnosticados mais 66 na região Centro, 43 no Alentejo e 66 no Algarve. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 33 infeções e nos Açores 23.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 447 doentes internados, menos 12 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos passaram a ter menos dois doentes internados. Atualmente, estão em UCI 116 pessoas.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 660 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 785.460 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 25.457 casos, mais 16 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 391 contactos, estando agora 18.404 pessoas em vigilância.

Agência espera emitir recomendações na próxima semana
Tal como foi anunciado na semana passada, o Comité de Segurança da EMA (PRAC) está a analisar casos muito raros de coágulos...

A FDA e o CDC dos EUA recomendaram ontem que o uso da vacina fosse interrompido enquanto revêm seis casos relatados nos Estados Unidos. Foram administradas mais de 6,8 milhões de doses da vacina.

A farmacêutica anunciou ainda a sua decisão de adiar proactivamente a implantação da vacina na UE enquanto prosseguem as investigações. A vacina foi autorizada na UE a 11 de março de 2021, mas o uso generalizado da vacina em território europeu ainda não começou. A empresa está em contacto com as autoridades nacionais, recomendando que as doses já recebidas sejam guardadas até que o PRAC emita uma recomendação.

A Agência Europeia de Medicamentos já fez saber que espera conseguir ter mais informações durante a próxima semana, sublinhando, no entanto, que “continua a considerar que os benefícios da vacina na prevenção da Covid-19 superam os riscos dos efeitos secundários”.

 

 

Dados pessoais devem ser protegidos
Num documento publicado hoje para governos de toda a Europa, a secretária-geral Marija Pejčinović Burić destaca as normas...

O documento sublinha a importância de intensificar os esforços para produzir e administrar vacinas de forma igual, em conformidade com os requisitos da Convenção dos Direitos Humanos e biomedicina (Convenção de Oviedo), para que as restrições às liberdades individuais possam ser gradualmente revistas à medida que a imunidade mais ampla é alcançada entre as populações.

Sublinha ainda que na batalha contra a pandemia Covid-19, nomeadamente no contexto da viagem, vale certamente a pena tomar quaisquer medidas para harmonizar ou facilitar o processo de certificação de que alguém é vacinado, imune ou sem infeções – desde que os dados pessoais sejam protegidos e sejam tomadas medidas para prevenir a contrafação.

“Os Estados-Membros são convidados a tomar medidas em conformidade com a Convenção para a Proteção de Indivíduos no que respeita ao tratamento automático de dados pessoais, à Convenção sobre a Contrafação de Produtos Médicos e a crimes semelhantes que envolvam ameaças à saúde pública (Convenção MEDICRIME) e à Convenção sobre cibercriminalidade (Convenção de Budapeste)”, pode ler-se em comunicado.

Por outro lado, sublinha-se que “a utilização desses dados de certificação ou imunização para fins não médicos para conceder acesso privilegiado e exclusivo aos direitos levanta muitas questões relacionadas com o respeito pelos direitos humanos” e que por isso deve ser considerada com cautela.

 

 

Linfomas Não-Hodgkin
Os linfomas cutâneos são um tipo de tumor raro, com origem nos linfócitos, e que afetam a pele.

Os linfomas cutâneos são um tipo de Linfoma Não-Hodgkin que envolvem a pele, e que se subdividem em vários tipos. Tratam-se de uma “forma de tumor composto por células que derivam de linfócitos”, a grande maioria dos quais com origem em Linfócitos T. “Podemos ainda ter linfomas cutâneos com origem em Linfócitos B e células NK. Apesar de serem o segundo tipo mais frequente de linfomas extra-nodais (que não afetam os gânglios linfáticos), são doenças raras, com uma prevalência de cerca de 1 casos por 100.000 habitantes nos países ocidentais”, acrescenta o especialista.

Apresentando um quadro clínico que pode variar, desde manchas ou placas na pele, até tumores, que podem ulcerar, e que podem atingir uma área limitada da pele ou a sua totalidade, o seu diagnóstico exige experiência. “Sendo doenças raras e com aspetos morfológicos que muitas vezes se podem confundir com processos reativos (alergias, inflamação, atopia) são essenciais um elevado índice de suspeita e o apoio de um anatomopatologista com experiência na área”, justifica Carlos Costa.

Linfomas cutâneos de células T e de células B

De acordo com o hematologista do Hospital CUF Cascais, “estes dois grandes grupos de linfomas têm origem biológica em diferentes tipos de linfócitos” e, embora não se saiba “o suficiente sobre os mecanismos que levam as células a adquirirem as características malignas que levam à formação de linfomas, assumimos que esses processos sejam diversos”. Fatores microbiológicos, ambientais, ocupacionais, bem como algumas alterações epigenéticas ou disfunção imunológica são algumas das hipóteses que têm sido alvo de discussão nos últimos anos e que podem explicar a origem da doença. No entanto, a verdade é que, ainda se desconhece a sua etiologia.

“Segundo a classificação da Organização Mundial de Saúde, entre os Linfomas T Cutâneos encontramos a Micose Fungóide e respetivas variantes, a Síndrome de Sézary, os Linfomas T Cutâneos CD30+ (onde se incluem os Linfomas Anaplásticos primariamente cutâneos e a Papulose Linfomatóide), e ainda outras formas mais raras como o Linfoma T Subcutâneo tipo paniculite, o Linfoma cutâneos de células T/NK tipo nasal, e o Linfoma T Periférico sem outra especificação (que inclui os Linfomas T CD8+ epidermotrópico e acral, o Linfoma T CD4+ pleomófico de células médias e pequenas e o Linfoma cutâneo com fenótipo T gama-delta)”, esclarece Carlos Costa.

Nos Linfomas B cutâneos, encontram-se “o Linfoma não-Hodgkin B da Zona Marginal, o Linfoma não-Hodgkin Folicular primariamente cutâneo e os Linfomas não-Hodgkin B de células grandes da pele tipo-perna (leg-type)”.

Segundo o especialista, de entre os linfomas T cutâneos, os linfomas cutâneos do tipo Micose Fungóide apresentam o melhor prognóstico. “Este facto deriva de fatores biológicos, da restrição à pele (por oposição a linfomas cutâneos com rápida progressão para outras localizações) e boa resposta a terapias simples como os corticoides tópicos”, explica.

Seguem-se os linfomas cutâneos CD30+ (um marcador imune da superfície dos linfócitos). O bom prognóstico deste tipo de LCCT prende-se com a própria “biologia destes linfomas – de características mais indolentes – e com o facto de haver terapias específicas que têm como alvo o CD30”.

Os Linfomas Cutâneos de Células T (LCCT) que apresentam pior prognóstico são: Síndrome de Sézary – “uma forma agressiva caracterizada por eritrodermia, aumento dos nódulos linfáticos e presença de linfócitos anormais na circulação sanguínea” - e os linfomas de células T periféricos “sem outra especificação, usualmente doenças com maior extensão, com maior agressividade e menor resposta aos tratamentos disponíveis”.

No que diz respeito aos Linfomas Cutâneos de Células B, “os de melhor prognóstico são os da Zona Marginal e os Foliculares primariamente cutâneos, o que advém do comportamento biologicamente menos agressivo das células originárias, dando origem a doenças com uma proliferação mais lenta, menos disseminada e de tratamento com maiores taxas de sucesso”.

Tratamento

De acordo com o especialista há “diversas alternativas terapêuticas sendo sempre necessário fazer um diagnóstico correto, determinar a extensão da doença e fazer uma avaliação individualizada do risco de cada doente em função de outras doenças que possa ter”. No entanto, regra geral, explica, “a primeira abordagem em lesões da pele de extensão limitada pode passar por fazer terapia tópica com corticoides, que apresenta uma elevada taxa de resposta e pode induzir respostas duradouras”.

“Caso um linfoma cutâneo se apresente com grandes lesões ou progrida após a primeira abordagem pode-se optar por outros imunossupressores tópicos (incluindo citostáticos), terapia com fotões (UVA, UVB) ou eletrões (incluindo radioterapia) ou, caso a doença afete gânglios linfáticos, fazer imunoterapia sistémica , retinoides e/ou quimioterapia em associação com imunoterapia”, adianta sublinhando que a escolha sobre o tratamento a seguir “tende a ser feita de forma a maximizar a relação risco benefício e inclui, muitas vezes, a combinação de várias estratégias”.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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