Estudo
Um estudo, realizado por especialistas da Universidade de Santiago de Compostela (USC) em colaboração com a Associação de...

A presença de SARS-CoV-2 nas fezes de doentes infetados e, por consequência, nas águas residuais, chamou a atenção dos autores deste estudo para a possibilidade de uma via de transmissão fecal-oral do coronavírus através de águas residuais. Como outros vírus humanos geralmente presentes em fezes (vírus entéricos), o SARS-CoV-2 pode ser libertado através de águas residuais em cursos de água que eventualmente atingem as áreas costeiras.

Assim, para investigar a possível presença de SARS-CoV-2 no meio marinho, foram analisadas 12 amostras de sedimentos e 12 amostras de amêijoas (Ruditapes philippinarum e R. decussatus), recolhidas entre maio e julho de 2020 em dois bancos naturais localizados em dois pequenos estuários galegos.

De acordo com o estudo, foi detetada matéria viral em nove amostras de amêijoas e três amostras de sedimentos. Apenas quatro das nove amostras foram positivas para duas regiões-alvo e os sinais de RNA desapareceram no teste de viabilidade.

Os resultados demonstraram ainda um e presença de um não infecioso do vírus e um elevado grau de degradação do seu ácido nucleico, o que se traduz num risco praticamente nulo de adquirir SARS-CoV-2 através do consumo de moluscos.

No entanto, os autores desta investigação propõem aprofundar o estudo de modo a avaliar a persistência do vírus nos sistemas aquáticos e utilizar organismos marinhos, como os moluscos, como sentinelas de contaminação fecal humana em ambientes costeiros, revela o jornal El Mundo.

 

Pandemia
Segundo a Universidade Johns Hopkins, a pandemia Covid-19 já fez mais de três milhões de mortes em todo o mundo. Este número...

Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou na passada sexta-feira que "os casos e mortes continuam a aumentar a taxas preocupantes". “Globalmente, o número de novos casos por semana quase duplicou nos últimos dois meses”, afirmou.

Segundo a agência noticiosa AFP, durante a última semana, registou-se uma média de 12 mil mortes por dia em todo o mundo.

Os EUA, a Índia e o Brasil - os países com mais infeções registadas - foram responsáveis por mais de um milhão de mortes entre eles.

No entanto, admite-se que estes números podem não refletir os dados reais da pandemia e que os números podem ser bastante mais elevados.

860 milhões de vacinas administradas

Os últimos balanços oficiais dão conta de que já foram administradas mais de 860 milhões de doses de vacinas contra a Covid19 em 165 países em todo o mundo.

No entanto, segundo o diretor-geral da OMS esta não está a chegar a todos os que precisam dela. “A equidade da vacina é o desafio do nosso tempo - e estamos a falhar”, referiu em conferência de imprensa.

Os dados mostram que, entre os países com acesso às vacinas, aqueles que apresentam taxas de vacinação mais elevadas, como é o caso do Reino Unido ou Israel, têm vindo a assistir a uma diminuição de novas infeções.

Aqueles com elevadas taxas de vacinação, como o Reino Unido e Israel, viram o seu número de novas infeções diminuir drasticamente.

De acordo com um médico israelita, o país está perto de alcançar a imunidade de grupo, tendo já sido vacinada mais de metade da sua população.

No entanto, e segundo dado Our World in Data da Universidade Oxford, apesar do país ter distribuído 119 doses por cada 100 pessoas, apenas 2,81 doses por 100 foram administradas nos territórios palestinianos. E muitos outros países, ao redor, do mundo ainda esperam que sejam entregues as primeiras doses de vacinas.

Isto demonstra que as vacinas não estão a ser partilhadas de forma justa entre os países ricos e os países mais pobres.

Tedros Adhanom Ghebreyesus salientou que nos países ricos, uma em cada quatro pessoas recebeu uma vacina, em comparação com apenas uma em cada 400 nos países mais pobres.

Consórcio liderado pela Universidade de Coimbra
Um consórcio liderado pela ICNAS-Produção, empresa da Universidade de Coimbra (UC), obteve meio milhão de euros de...

Mais especificamente, o consórcio, que envolve também a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) e a Universidade do Minho (UMinho), vai centrar-se nas oclusões coronárias crónicas totais (CTO, na sigla inglesa), que são encontradas em cerca de 18 a 35% dos pacientes com doença coronária estável.

As oclusões coronárias crónicas totais caracterizam-se pela obstrução completa (100%) das artérias coronárias, responsáveis pelo fornecimento de oxigénio e nutrientes ao coração. A oclusão destas artérias pode impedir o coração de funcionar normalmente e condicionar o aparecimento de sintomas de insuficiência cardíaca e angina de peito.

Por isso, sublinha a coordenadora do projeto, Maria João Vidigal, «o sucesso do tratamento das CTO reflete-se na qualidade de vida e sobrevivência dos doentes com doença coronária». Atualmente, a terapêutica preferencial, esclarece, «de acordo com as recomendações internacionais sempre que associadas a sintomas e isquemia, é a revascularização percutânea (efetuada através de cateterismo cardíaco) ou cirúrgica, quando possível. No entanto, estudos já realizados, neste contexto, não conseguiram corroborar claramente as vantagens deste procedimento sobre a terapêutica médica otimizada».

Assim, o grande objetivo do projeto, com a duração de dois anos, é «investigar, desenvolver e validar novos biomarcadores na área da imagem molecular que permitam a estratificação do risco, bem como o tratamento apropriado dos doentes CTO. Trata-se de um projeto inovador na área da saúde que se propõe melhorar, e individualizar, práticas clínicas já consideradas de excelência, indo ao encontro de uma medicina personalizada», explica a investigadora do ICNAS e docente da FMUC.

Para que tal seja possível, a equipa do “BioImage2CTO” vai explorar as alterações da perfusão miocárdica, nomeadamente a extensão da área de miocárdio isquémico/viável, que ocorrem perante uma situação de CTO. Essas alterações, clarifica Maria João Vidigal, «são condicionadas por múltiplos fatores que se associam à obstrução coronária, entre os quais se pode destacar o desenvolvimento de circulação colateral, angiogénese, e a disfunção endotelial».

«Embora a angiogénese seja um processo complexo, a sua relação com a expressão de integrinas avb3 na membrana celular já foi demonstrada. No entanto, a relação entre a presença de circulação colateral numa CTO e o benefício da revascularização parece fundamental, mas ainda não foi explorada de forma plena. Com este projeto pretende-se desenvolver um novo marcador, de seletividade melhorada para as integrinas avb3, que possa ajudar a caracterizar in vivo o processo de angiogénese coronária», explica.

Em paralelo, este estudo visa «poder disponibilizar metodologia de caracterização das CTO, através da utilização de PET-CT (Tomografia por Emissão de Positrões-Tomografia computadorizada), que permita incluir, na abordagem habitual desta situação clínica, novos parâmetros de imagem que facultem uma seleção melhorada de cada doente para revascularização, procedimento não isento a riscos e com custos significativos», acrescenta.

A identificação de novos biomarcadores e o desenvolvimento de metodologias clínicas que permitam selecionar a melhor abordagem terapêutica para cada paciente irão permitir, no futuro, «otimizar a orientação dos doentes com doença coronária, em particular daqueles com oclusões coronárias crónicas. Pretende-se que estas tecnologias sejam amplamente utilizadas na comunidade clínica, tendo seguramente um grande impacto ao nível do diagnóstico não invasivo de doenças cardiovasculares», sustenta Maria João Vidigal.

A coordenadora do projeto “BioImage2CTO” nota ainda que a prevalência da doença coronária tem vindo a aumentar, «consequência da adoção de estilos de vida pouco saudáveis e do envelhecimento progressivo da população, sendo consideráveis os custos envolvidos com o seu diagnóstico e tratamento».

Vacinação
Cerca de 170 mil professores e funcionários das escolas receberam a primeira dose da vacina contra a Covid-19 este fim de...

Na ocasião, estiveram ainda presentes a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, e a secretária de Estado da Educação, Inês Ramires.

De acordo com a informação divulgada pela task force na passada sexta feira, foram enviados enviados mais de 187 mil SMS para o agendamento da vacinação. Entre os docentes e não docentes contactados, a grande maioria (89%, o equivalente a cerca de 166 mil) confirmaram o agendamento. Por outro lado, cerca de 3% dos profissionais responderam que não vão ser vacinados para já.

O primeiro exercício de vacinação do pessoal das escolas decorreu no fim de semana de 27 e 28 de março, em que foram vacinados mais de 60 mil professores e não docentes do ensino pré-escolar e do 1.º ciclo do ensino público e privado.

 

Opinião
Em poucos momentos da história recente tivemos noção tão clara de como é importante que o cidadão se

Num segundo plano a tecnologia desenvolve vacinas em tempo record e com eficácia comprovada. A ciência fez (e continuará a fazer) progressos notáveis no tratamento de novas e velhas doenças. Contudo, os custos implicados condicionam o acesso à inovação, aos tratamentos e às patentes, por vezes, como constrangimentos sufocantes. Os mais velhos, os portadores de multimorbilidade e os cidadãos de menores recursos, são os mais desvalidos e que mais se confrontam com a insuficiência de recursos para se cuidarem e tratarem. Só uma estratégia solidária e de corresponsabilização de todos pode minimizar essas desigualdades.

A experiência da pandemia nos lares e setor social, que se mantinham à parte do sistema de saúde, tornaram claro que as condicionantes sociais, a integração de cuidados e o acesso aos serviços de saúde são necessidades básicas na preservação da saúde e no combate à doença. O envelhecimento, a multimorbilidade, a doença complexa e a perda de faculdades para assegurar o autocuidado, não são correspondidas em hospitais, se não existir infraestrutura local e autárquica capaz de assegurar o acompanhamento e suporte. Também aqui aprendemos a lidar com as nossas especificidades e diversidade, compreendendo que o setor social e a saúde são facetas do mesmo poliedro. O acesso a unidades locais de saúde empenhadas e capazes de assumir a responsabilidade pelos seus utentes, são direitos básicos e essenciais quando coordenados com uma saúde pública interveniente, preventiva, integradora e capaz de informar e formar o cidadão.

A crescente digitalização da prestação de cuidados, da comunicação entre cidadãos, do acesso à informação e do crescendo de registos clínicos eletrónicos, mudou radicalmente a relação profissionais de saúde / cidadãos. São o maior e mais promissor desafio ao modelo de organização dos serviços de saúde. Os direitos do cidadão vivem uma oportunidade de crescimento e de capacitação da pessoa como nunca havia acontecido, mas ao mesmo tempo são ameaçados por inúmeras possibilidades de violação da privacidade e desigualdade de acesso para os infoexcluídos.

Se a Europa aprofundar a sua integração, a cooperação internações e a autossuficiência das necessidades básicas, pode ser uma oportunidade de complementaridade e subsidiariedade. O aumento de escala permite rendibilizar e racionalizar recursos, mas a sua legitimação depende da forma como reconhecer o primado do cidadão, a importância do cuidar da pessoa vulnerável no respeito pela dignidade da pessoa na definição das prioridades sociopolíticas.

Portugal tem dado passos nesse sentido e a experiência da pandemia provocou a rotura de inúmeros bloqueios e anquiloses ancestrais, criando outras tantas oportunidades para melhorar…”

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Investigadores do Instituto de Investigação da Leucemia Josep Carreras, da Fundação Josep Carreras e do Instituto de...

O estudo, publicado na revista EBiomedicine, foi liderada por Manel Esteller, diretor do Instituto de Investigação da Leucemia Josep Carreras e Professor de Genética na Universidade de Barcelona, e Aurora Pujol, geneticista do Consórcio de Investigação da Rede de Doenças Raras (Ciberer) e responsável pelo Grupo de Doenças Neurometabólicas do Instituto de Investigação Biomédica de Bellvitge (Idibell).

Estes investigadores acreditam ter encontrado um possível indicador do porquê os sintomas de infeção provocada pelo novo coronavírus variarem tanto de pessoa para pessoa.

"Devido ao elevado número de pessoas infetadas com o vírus, que saturaram todos os sistemas de saúde do mundo, achámos que seria bom ter formas de prever antecipadamente se a infeção do vírus num dado indivíduo necessitará de hospitalização ou pode simplesmente ser monitorizada em ambulatório", justifica Manel Esteller.

"Sabemos que a idade avançada e a coexistência de outras patologias (cardiovasculares, obesidade, diabetes, defeitos imunológicos) estão associadas a uma maior gravidade da infeção, mas e o resto da população que também chega às UCI sem estes fatores?", questiona.

Para responder a esta pergunta, os investigadores decidiram estudar cerca de 400 pessoas que tinham testado positivo para a Covid-19, e que não pertenciam a nenhum destes grupos de risco, e analisaram o seu material genético.

"Descobrimos que havia variações epigenéticas nos interruptores químicos que regulam a atividade do ADN, nos casos positivos que desenvolveram doença grave", revela o investigador.  

Segundo Manuel Esteller, "estas modificações ocorrem principalmente em genes associados a uma resposta inflamatória excessiva e em genes que refletem uma tendência geral para um pior estado de saúde". "Curiosamente, 13% da população mundial apresenta esta assinatura epigenética, sendo esta, portanto a população que apresenta maior risco e sobre a qual nos devemos debruçar”.

 

The Guardian
A medida anunciada, durante a semana passada, pelo governo de Boris Johnson e que determinava que os ingleses podem ser...

A medida visava facilitar a reabertura do país e “quebrar a cadeia de contágios”, no entanto num dos emails a que o Guardian teve acesso, Ben Dyson, diretor executivo de estratégia do Departamento de Saúde e um dos conselheiros de Estado da Saúde sublinha a "necessidade muito urgente de tomar decisões" sobre "quando deixarmos de oferecer provas a respeito dos casos assintomáticos".

No dia 9 de abril, dia em que a campanha de testes rápidos e gratuitos começou, Dyson escreveu: "A partir de hoje, alguém que obtém um resultado positivo em Londres, por exemplo,  é no máximo 25% provável que seja um verdadeiro positivo, mas se for um autoteste pode descer para 10% (num pressuposto otimista sobre especificidade) ou mesmo 2% (numa suposição mais pessimista)."

Assim, de acordo com os e-mails, a principal preocupação é decidir se o isolamento é "razoável" sem que um PCR confirme o diagnóstico.

 

Boletim Epidemiológico
Portugal registou, nas últimas 24 horas, quarto mortes e 553 novos casos de infeção por Covid-19. O número de internamentos...

Segundo o boletim divulgado, foram registadas mais quatro mortes associadas à infeção provocada pelo novo coronavírus, duas na região Norte, uma no Centro e uma na região de Lisboa e Vale do Tejo. As restantes regiões do país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e Açores, não registaram nenhum óbito.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 553 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 182 novos casos e a região norte 228. Desde ontem foram diagnosticados mais 32 na região Centro, 25 no Alentejo e 23 no Algarve. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 25 infeções e nos Açores 38.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 429 doentes internados, mais seis que ontem. No entanto, as unidades de cuidados intensivos passaram a ter menos oito doentes internados. Atualmente, estão em UCI 101 pessoas.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 596 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 787.607 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 25.367 casos, menos 47 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 894 contactos, estando agora 19.940 pessoas em vigilância.

Dia Mundial da Hemofilia assinala-se a 17 de abril
As hemofilias são doenças hemorrágicas congénitas que se devem a diminuição ou ausência do fator VII

As hemofilias devem-se a alterações moleculares nos genes F8 e F9 que codificam o FVIII e o FIX, respetivamente. Ambos os genes se situam no cromossoma X, pelo que as hemofilias são quase que exclusivas do sexo masculino, sendo a HA responsável por cerca de 80% dos casos. A HA, classicamente descrita com uma incidência de 1/5000 de recém-nascidos (RN) do sexo masculino, tem uma prevalência estimada ao nascimento de cerca de 25 casos por 100 000 RN do sexo masculino. De igual modo se pensa atualmente, que o número de pessoas com hemofilia em todo o mundo seja superior a 1 milhão. Em Portugal, a prevalência estimada de hemofilia A é 15/100 000 indivíduos do sexo masculino e de hemofilia B é de 4/100 000 indivíduos do sexo masculino.

Deve-se suspeitar de hemofilia se equimoses fáceis de aparecimento precoce na infância, hemorragias espontâneas (particularmente nas articulações e nos músculos) ou hemorragia excessiva após trauma ou cirurgia. Muitas das crianças com hemofilia não apresentam sintomas até à idade em que começam a caminhar. Nas hemofilias mais leves, as pessoas podem não apresentar hemorragias até experimentarem um trauma ou cirurgia. O aparecimento precoce de hemorragias articulares em crianças muito pequenas, é um indicador de hemofilia grave.

As hemartroses (hemorragias articulares) principalmente, e as hemorragias musculares, são as hemorragias mais frequentes e mais características da hemofilia, representando cerca de 90% de todas as hemorragias na doença grave. A gravidade das manifestações hemorrágicas está de acordo com o nível do fator da coagulação, sendo que na hemofilia grave as hemorragias são espontâneas, na moderada a leve, as hemorragias surgem predominantemente após trauma ou cirurgia.

Ainda atualmente, a hemofilia é uma doença crónica e muitas vezes incapacitante, devido à recorrência da hemorragia na mesma articulação (articulação alvo) ao longo do tempo, o que pode levar a lesão progressiva e irreversível da articulação e ao desenvolvimento de artropatia, que se caracteriza por hipertrofia sinovial, lesão da cartilagem, perda do espaço articular e alterações ósseas. A artropatia hemofílica, associada a rigidez articular e dor crónica, que condicionam limitação da mobilidade e consequente atrofia muscular, é, pois, causa importante de morbilidade em doentes com hemofilia grave; a hemofilia é, portanto, não só uma doença hemorrágica, como também uma doença musculoesquelética.

O grande passo qualitativo no tratamento da hemofilia foi a disponibilidade de tratamento substitutivo, sendo que ainda atualmente, o tratamento se baseia na administração de concentrados de fatores VIII ou IX, quer para o tratamento do episódio agudo da hemorragia (tratamento on demand, ou a pedido), quer para prevenir as hemorragias pela administração regular dos concentrados de fatores (profilaxia). A profilaxia tem como objetivo transformar uma hemofilia grave em não grave e consequentemente prevenir as hemorragias articulares e a lesão articular. Atualmente, a profilaxia é considerada o tratamento de eleição da hemofilia grave, defendido pela Federação Mundial de Hemofilia e pela Organização Mundial de Saúde, e tem sido generalizada a todos os grupos etários.

Cada vez mais a profilaxia é ajustada às necessidades individuais de cada pessoa (profilaxia personalizada) com o objetivo de prevenir as hemorragias espontâneas de forma eficaz e melhorar a adesão ao tratamento. A profilaxia personalizada deve considerar o padrão hemorrágico, a condição músculo-esquelética, a atividade física diária, os objetivos e desejos individuais assim como a farmacocinética de cada pessoa com hemofilia.

O tratamento no domicílio permite o acesso imediato aos concentrados de fator, otimizando o tratamento on demand precoce e um mais eficaz controlo da hemorragia, assim como permite também a introdução de profilaxia, sobretudo em pessoas que vivem longe dos centros de hemofilia. São fundamentais os programas de ensino sobre administração do tratamento pela pessoa com hemofilia ou familiares, assim como sobre a necessidade de cumprir e melhorar a adesão ao tratamento.

A possibilidade do tratamento em casa e a profilaxia, permitem a redução do absentismo escolar e laboral e melhoram substancialmente a qualidade de vida das pessoas com hemofilia e suas famílias, permitindo mesmo na doença grave, uma vida praticamente normal.

Nos últimos anos, assistiu-se a avanços significativos no tratamento da hemofilia, pelo aparecimento de tratamentos substitutivos de ação prolongada, de tratamentos não substitutivos (modificadores da ativação ou inibidores de anticoagulantes naturais) ou de terapia génica. Em Portugal, encontram-se disponíveis os fatores de semivida prolongada que permitem diminuir o número de infusões dos fatores VIII/IX e em simultâneo melhorar a proteção articular em relação às hemorragias espontâneas e subclínicas, e um anticorpo monoclonal mimético do FVIIIa, usado na profilaxia de pessoas com hemofilia A e inibidores.

Um outro aspeto importante no tratamento destes doentes foi a implementação de centros especializados no tratamento de hemofilia, orientados segundo o conceito de cuidados integrais, ou seja, de prestação de cuidados globais e articulados por equipas multidisciplinares. Todos estes avanços permitem que muitas crianças nascidas com hemofilia possam usufruir de uma vida muito mais ativa e saudável, e que possam ter uma esperança média de vida semelhante à esperança de vida da população masculina para a mesma faixa etária.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Destinado a jovens utentes de Unidades de Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental
No passado dia 18 de março, a Associação RECOVERY IPSS, sem fins lucrativos, viu ser aprovado o seu projeto que visa a criação...

Para Miguel Durães, Presidente da Direção da RECOVERY IPSS, a aprovação deste projeto representa “a consolidação de um projeto institucional feito de pessoas para pessoas, em que a valorização e capacitação do ser humano em todas as suas vertentes é um princípio e um fim em si mesmo. Com esta distinção vamos conseguir dotar as nossas unidades de saúde de equipamentos e materiais tecnológicos, considerem-se muito significativos, que vão conectar aqueles que apoiamos diariamente e aqueles que connosco trabalham às potencialidades da modernidade e do mundo global, aproximando ainda mais os que se encontram em situação de desvantagem ao novo paradigma da saúde e da educação. Com esta distinção esbatemos ainda mais as diferenças e combatemos a exclusão social das pessoas com problemas de saúde mental grave e seus familiares/cuidadores informais. Estamos muito gratos ao BPI/Fundação La Caixa por uma vez mais, se associarem à RECOVERY na defesa e promoção da nobre causa da saúde mental.”

Esta candidatura, denominada de «Projeto Saúde e Educação 3.0/Recovery XXI», foi realizada no âmbito da Iniciativa Social Descentralizada (ISD), que é financiada pela Fundação “La Caixa”, com o objetivo de apoiar projetos sociais de âmbito local de instituições privadas ou públicas sem fins lucrativos, que sejam clientes do BPI, através das Redes Comerciais do referido Banco – Particulares, Empresas e Institucionais. Esta Iniciativa é financiada em 1 milhão de euros pela Fundação “La Caixa”, contando com a colaboração das mais de 450 unidades comerciais do BPI de todo o país.

 

Médicos de família podem referenciar para uma primeira consulta utentes com fatores de risco
Para assinalar o Dia Mundial da Voz, o Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV) apresentou ao Agrupamento de Centros de Saúde do...

A iniciativa partiu do Serviço de Otorrinolaringologia (ORL) do CHBV que, nos últimos anos, se reorganizou no sentido de reduzir os tempos de espera para consultas de especialidade.

O Laboratório da Voz, criado em 2019, é único na Região Centro, e encontra-se equipado de forma a garantir o melhor tratamento – preventivo e curativo – à patologia da voz e dos sistemas que lhe estão associados.

Com este projeto, os médicos de família passam a ter a possibilidade de referenciar os utentes com fatores de risco e, por isso, mais suscetíveis de desenvolver uma neoplasia da Laringe, para a consulta de Otorrinolaringologia deste Centro Hospitalar. 

O objetivo é que estes a estes rastreios cheguem a tempo de fazer a diferença na vida dos doentes. 

De acordo com as estimativas, surgem todos os anos cerca de mil casos de Cancro da Laringe, em Portugal. Quando precocemente diagnosticada, esta é uma doença tratável. 

Mulheres que ultrapassaram a idade ou viram o tratamentos cancelados pela pandemia
Segundo nota publicada no site oficial, a Direção-Geral da Saúde e a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS)...

Esta circular informativa conjunta esclarece o alargamento do prazo para a realização de tratamentos, tendo em conta a situação excecional decorrente da pandemia Covid-19 e os impactos provocados na atividade programada, garantindo, dessa forma, a equidade no acesso a tratamentos de PMA.

Desta forma, as mulheres que ultrapassaram o limite de idade entre 18 de março de 2020 e 28 de fevereiro 2021 e que, em simultâneo, viram os seus tratamentos cancelados por perturbações da resposta assistencial em resultado da pandemia COVID-19, podem aceder a tratamentos PMA durante os próximos 6 meses.

No caso de mulheres que perfaçam o limite de idade entre março e dezembro de 2021 esse limite é prolongado por mais 6 meses.

Estas condições são aplicadas para técnicas PMA de 1ª linha (Inseminação Intra-Uterina) e de 2ª linha (Fertilização In Vitro e Injeção Intracitoplasmática de espermatozoides, mantendo-se o máximo de 3 ciclos (para cada caso/casal), sublinham as autoridades de saúde.

 

 

Perda de eficácia
Uma equipa de investigadores no Ruanda, alerta para a possibilidade de estar a surgir resistência aos medicamentos para a...

O estudo, publicado na revista Lancet Infectious Diseases, revelou que a artemisina nem sempre consegue combate os parasitas da malária.

Os investigadores monitorizaram o tratamento de 224 crianças com malária com idades compreendidas entre seis meses e cinco anos em três áreas do Ruanda. Em dois dos locais, cerca de 15% das crianças ainda tinham parasitas detetáveis ao fim de três dias, adaptando os critérios da Organização Mundial de Saúde (OMS) para resistência parcial.

Os investigadores também encontraram certas mutações nos parasitas.

Este estudo, e outros dados, sugerem que estamos "à beira de uma resistência à artemisina clinicamente significativa em África, como surgiu no sudeste asiático há mais de uma década", escreveu Philip Rosenthal num comentário que acompanha este estudo.

"A perda de eficácia dos principais ACTs [terapias combinadas baseadas em artemisina], em particular a artemether-lumefantrina, o antimalário mais utilizado, poderia ter consequências terríveis, como ocorreu quando a resistência à cloroquina levou a um enorme aumento das mortes por malária no final do século XX", acrescentou.

 

40% dos casos ocorreram em pessoas com mais de 60 anos
Os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA identificaram cerca de 5800 casos de infeção Covid-19 entre mais de 66...

Estes casos, que são definidos como resultados positivos dos testes COVID-19 recebidos pelo menos duas semanas após os pacientes receberem a sua dose final de vacinação, representam 0,008% da população totalmente vacinada, escreve o jornal.

As autoridades já vieram a público afirmar que estes casos “estão em consonância com as expectativas, uma vez que as vacinas não são 100% eficazes”.

"Vamos sempre encontra algumas infeções, não importa a eficácia da vacina", disse Anthony Fauci, acrescentando que "vamos ver avanços em números que vão estar dentro das taxas de 90%, 95%, 97% de eficácia das vacinas".

De acordo com Tom Clark, líder da equipa de avaliação de vacinas do CDC, mais de 40% dos casos ocorreram em pessoas com mais de 60 anos, 65% dos quais em mulheres.

O CDC descobriu que 29% das infeções eram assintomáticas, 7% dos pacientes foram hospitalizados e 74 pessoas morreram após a infeção.

 

 

A terceira fase do Plano de desconfinamento vai avançar como o previsto na próxima segunda-feira, dia 19 de abril, com o...

As regras aplicáveis a partir de segunda-feira foram anunciadas ontem pelo primeiro-ministro, António Costa, no final da reunião do Conselho de Ministros, que decorreu no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, para a apreciar a situação da pandemia em Portugal, de forma a avaliar as condições para se evoluir para a terceira etapa do processo de desconfinamento.

Assim, a partir desta data, os alunos e professores do secundário vão deixar o ensino à distância. A exceção vai ser o ensino superior, “uma vez que as universidades e os institutos politécnicos têm autonomia para decidir como será o regresso ao ensino presencial”, esclarece o Governo.

Quanto à restauração, os restaurantes, cafés e pastelarias vão poder abrir o serviço de mesa no interior, limitado a grupos de quatro pessoas. Nas esplanadas o limite aumenta para seis pessoas, até às 22h00 ou 13h00 aos fins-de-semana e feriados.

Os centros comerciais e todas as lojas podem reabrir também na segunda-feira, cumprindo a lotação fixada pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Esta abertura aplica-se à generalidade do país, exceto em sete concelhos, que se vão manter com as regras atualmente em vigor (Alandroal, Albufeira, Beja, Carregal do Sal, Figueira da Foz, Marinha Grande e Penela) e outros quatro que vão recuar para as regras “mais apertadas” da primeira fase de desconfinamento (Moura, Odemira, Portimão e Rio Maior).

 

O que diz o otorrinolaringologista
A Voz tem uma importante função no nosso dia a dia, sendo muito importante para o nosso bem-estar fí

Através da voz conseguimos expressar emoções (alegria, tristeza, ansiedade, serenidade, insegurança, confiança), manifestar intenções, passar testemunho.

A nível profissional os cantores, artistas de teatro, professores, padres, apresentadores da radio e televisão, utilizam a sua voz como meio de trabalho, sem a qual não conseguem exercer a sua atividade.

Por iniciativa da Sociedade Europeia de Laringologia, a nível internacional, todos os anos desde 2003, no dia 16 de abril se desenvolvem um conjunto de atividades que pretendem promover a consciencialização da população sobre a importância da voz humana para a promoção da saúde e bem-estar. Objetivo alertar para a importância da voz e dos cuidados necessários para a preservar.

Alertar para os sinais e sintomas que favoreçam o diagnóstico precoce de doenças, como o cancro da laringe, que podem comprometer a qualidade de vida e a própria sobrevida dos indivíduos.

O que é a voz?

A voz corresponde ao som produzido pela vibração das cordas vocais, que se encontram na laringe, pela passagem do ar que vem dos pulmões durante a expiração.

A alteração da voz traduz-se por rouquidão (disfonia). Esta pode ser de causa funcional (mau uso vocal) ou orgânica (por lesão do aparelho fonatório). Qualquer paciente com rouquidão persistente deve ser avaliado de modo a estabelecer o diagnóstico e a causa da disfonia. Na ausência de sintomas de uma infeção das vias respiratórias superiores, doentes com rouquidão com duração superior a 15 dias devem ser examinadas por um otorrino. Isto é muito importante sobretudo se a pessoa tiver fatores de risco para desenvolver cancro da cabeça e pescoço, como fumar e abusar de bebidas alcoólicas.

Também devemos estar atentos à presença de outros sintomas associados como tosse, expetoração com sangue, dor de garganta, dificuldade em deglutir ou respirar, se existe uma perda de peso acentuada e não explicada.

A causa mais frequente da rouquidão ou perda total da voz é a laringite (inflamação das cordas vocais).

A laringite surge devido a várias causas:

  • Viroses, constipações
  • Tosse persistente
  • Gritar ou falar alto durante algum tempo
  • Respirar em ambientes com vapores químicos tóxicos (vapor de lixívia, gasolina, detergentes fortes, etc.)
  • Abusar no tabaco ou bebidas alcoólicas
  • Situações de refluxo gástrico

Hábitos que devem ser evitados:

  • Falar muito alto; ou em locais com muito ruido de fundo (obriga a esforço vocal)
  • Gritar ou sussurrar;
  • Falar durante longos períodos de tempo, sem descanso (fazer pausa para respirar);
  • Pigarrear ou tossir por hábito;
  • Consumir bebidas muito quentes ou muito frias;
  • Fumar e consumir bebidas alcoólicas;
  • Consumo excessivo de café;
  • Consumir alimentos muito gordurosos, condimentados e ácidos (facilitam o refluxo gástrico);
  • Deitar imediatamente após as refeições, com estomago cheio.
  • Utilizar frequentemente pastilhas, sprays ou medicamentos, pois têm um efeito anestésico e desidratante;
  • Frequentar ambientes nocivos (por ex.: ruidosos, fumo de tabaco, poeiras, vapores de detergentes fortes, etc.);

Hábitos desejáveis para a saúde vocal:

  • Falar pausadamente, articulando bem as palavras;
  • Falar de forma suave;
  • Coordenar cuidadosamente a respiração enquanto fala;
  • Adotar uma postura corporal adequada;
  • Beber 1 litro e meio de água diariamente, para uma boa hidratação;
  • Praticar exercício físico regular;
  • Respeitar o tempo de 8 horas de sono por dia.

Terei algum problema de voz?

Os problemas vocais são caracterizados por um vasto leque de sintomas entre os quais podemos encontrar:

  • Rouquidão;
  • Perda completa de voz;
  • Cansaço ao falar;
  • Dificuldade em falar num tom mais alto;
  • Sensação de corpo estranho na garganta.

No caso de apresentar alguns dos sintomas acima referidos e sentir que a sua voz está diferente, deverá recorrer ao aconselhamento de um especialista para que a sua situação clínica seja avaliada.

Para tal, deverá consultar um médico Otorrinolaringologista.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Distinção
Clínica Médis é a primeira clínica de medicina dentária a ser certificada com o selo Five Stars l Safe Spot, sistema de...

Este reconhecimento surge na sequência de duas fases de avaliação, em que a Clínica Médis passou com distinção. A primeira consistiu na verificação das condições de higiene, desinfeção e segurança das instalações, através de um rigoroso processo de auditorias externas. A segunda tratou-se da averiguação do grau de satisfação dos utilizadores, no que diz respeito aos serviços prestados pela Clínica Médis.

“No contexto pandémico que vivemos, a obtenção desta certificação é ainda mais um motivo de orgulho, que reflete o esforço diário da Clínica Médis em responder às expectativas cada vez mais exigentes dos nossos pacientes. Para este selo sem dúvida que contribuiu o conjunto de procedimentos que aplicamos para garantir a segurança dos pacientes e profissionais de saúde, seguindo as orientações da Direção Geral de Saúde e da Ordem dos Médicos Dentistas”, refere Rúben São Marcos, Diretor Geral da Clínica Médis.

A metodologia de avaliação, na base desta distinção, esteve a cargo da Cinco Estrelas e da Bureau Veritas.

 

Resultados preliminares do ensaios pré-clinicos
A Immunethep, empresa de Biotecnologia sediada em Cantanhede, Portugal, acaba de divulgar os resultados preliminares dos...

Nestes ensaios pré-clínicos, 20 animais receberam duas administrações da vacina com três semanas de intervalo entre cada administração e foram utilizados dois grupos de animais imunizados, por forma a testar duas doses diferentes da vacina - Low Dose (LD), correspondendo a uma quantidade menor de vírus inativado por dose de vacina; High Dose (HD), uma quantidade elevada de vírus inativado por dose de vacina. Uma semana após a administração da última dose foi quantificado no soro destes animais a presença de anticorpos contra a proteína Spike do SARS-CoV-2, mais especificamente para o domínio RBD desta proteína.

Pedro Madureira, Co-fundador e Diretor Científico da Immunethep recorda que “através destes ensaios clínicos foi possível confirmar a capacidade de os anticorpos produzidos neutralizarem a propagação do vírus em culturas de células in vitro”.

Como grupo controlo foram usados, neste ensaio clínico, 20 animais que receberam apenas o adjuvante da vacina, um análogo sintético de RNA. Comparativamente com os animais do grupo de controlo, os animais imunizados apresentaram consistentemente uma maior quantidade de anticorpos contra o domínio RBD da proteína Spike.

“Os dados obtidos até ao momento são muito promissores e indicadores do potencial desta vacina uma vez que, através dos dados que se conhecem das vacinas já existentes, anticorpos contra este domínio RBD da proteína Spike, estão associados a uma proteção contra a COVID-19”, afirma Bruno Santos, Co-fundador e CEO da Immunethep. Acrescenta ainda que “são excelentes indicadores para os ensaios de eficácia em curso que tencionamos terminar no final de maio, dando lugar aos ensaios clínicos em humanos. Estes resultados permitem a Immunethep continuar a cumprir os objetivos a que se propôs: demonstrar a eficácia e qualidade da vacina SILBA em ensaios pré-clínicos no primeiro semestre deste ano e contribuir com uma solução para dar resposta à pandemia”.

A vacina em desenvolvimento pela Immunethep atua na prevenção da COVID-19. Outra particularidade desta vacina é o facto de ser de administração intranasal, o que permite maximizar a imunidade ao nível das mucosas pulmonares, canal preferencial de entrada do vírus no organismo. A utilização do vírus inativado reduz muito a probabilidade de haver novas variantes do vírus SARS-CoV-2 que escapem à vacina.

A Immunethep mantém uma parceria com a PNUVAX, fabricante global de vacinas no Canadá e continua a desenvolver esforços para a concretização do investimento necessário por parte das entidades governamentais portuguesas para poder avançar rapidamente para os ensaios clínicos em humanos no segundo semestre do ano, como planeado.

Desde a sua fundação, em 2014, que a Immunethep, empresa de biotecnologia spinoff da Universidade do Porto, se tem dedicado ao desenvolvimento de imunoterapias, principalmente contra infeções bacterianas multirresistentes. O know how adquirido pela equipa da Immunethep com o processo de desenvolvimento de imunoterapias permitiu-lhe iniciar de uma forma rápida o processo de desenvolvimento de uma vacina para a COVID-19.

Perda de consciência mais comum nos idosos
Um estudo realizado por investigadores espanhóis revela que 27% das pessoas com infeção SARS-CoV-2 apresentam alguns sintomas...

Segundo o jornal El Mundo, esta investigação, que foi desenvolvida pelos Serviços de Neurologia e Doenças Infeciosas do Hospital Universitário Virgen del Rocío, em Sevilha, revela ainda que 24% dos doentes com alterações neurológicas morreram.

O estudo, realizado em 300 doentes com infeção confirmada, também revela que a perda de consciência estava presente em 12% dos casos, embora esta sintomatologia fosse mais comum entre os mais idosos.

 

Boletim Epidemiológico
Portugal registou, nas últimas 24 horas, duas mortes e 501 novos casos de infeção por Covid-19. O número de internamentos...

Segundo o boletim divulgado, foram registadas mais duas mortes associadas à infeção provocada pelo novo coronavírus, ambas na Norte. As restantes regiões do país, incluindo as regiões autónomas da Madeira e Açores, não registaram nenhum óbito.

Quanto ao número de novos casos, o boletim epidemiológico divulgado hoje, pela Direção Geral da Saúde, mostra que foram diagnosticados 501 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo contabilizou 188 novos casos e a região norte 156. Desde ontem foram diagnosticados mais 73 na região Centro, 21 no Alentejo e 32 no Algarve. No arquipélago da Madeira foram identificadas mais 15 infeções e nos Açores 16.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 423 doentes internados, menos 24 que ontem. Também as unidades de cuidados intensivos passaram a ter menos sete doentes internados. Atualmente, estão em UCI 109 pessoas.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 542 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 787.011 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 25.414 casos, menos 43 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância mais 642 contactos, estando agora 19.046 pessoas em vigilância.

 

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