Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados perto de 2.000 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e seis mortes em território nacional....

A região Centro foi aquela que registou maior número de mortes, desde o último balanço: três de seis. Seguem-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com duas mortes e a região Norte com um óbito a assinalar. 

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 1.822 novos casos. A região Norte foi aquela que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 630, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 586 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 297 casos na região Centro, 90 no Alentejo e 205 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 13 casos e os Açores, um.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 681 doentes internados, menos 14 que ontem.  Também as unidades de cuidados intensivos têm agora menos quatro doentes internados, relativamente ao último balanço: 136.

O boletim desta sexta-feira mostra ainda que, desde ontem, 2.464 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 983.063 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 43.309 casos, menos 648 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 533 contactos, estando agora 43.520 pessoas em vigilância.

Dia Mundial da Saúde Sexual assinala-se a 4 de setembro
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a adolescência é o período que ocorre entre os 10 e os

A relutância em falar sobre sexualidade com os filhos é ainda um fator limitante, e de uma vergonha protelada no tempo, causando alguma ansiedade quer por parte dos pais, quer por parte dos filhos. Se lhes conseguimos passar um conjunto de experiências e conhecimentos em outros domínios da vida, porque é que abordar a sexualidade é muitas vezes um tema adiado sem data limite para ser discutido?

Não precisamos necessariamente de marcar um dia na agenda para abordar o tema, são várias as interações que podem funcionar como gatilho para abordar o tema com naturalidade e veracidade. Segundo a Academia Americana de Pediatria a comunicação sobre sexualidade deve começar a ser feita a partir dos 11 anos de idade. Esta comunicação não deverá acontecer como um único ato isolado, mas como resultado de várias interações, ao longo dos anos, durante conversas quotidianas, de forma a que sejam dadas respostas claras sempre que estas situações surgirem (por exemplo, uma notícia sobre uma violação, campanhas publicitárias, sexting). O objetivo passa sobretudo por elucidar e reforçar conceitos que serão memorizados e mais tarde desenvolvidos a nível cognitivo.

Falar de sexualidade não é sinónimo exclusivo de falar sobre sexo. É muito mais amplo. É de importância extrema abordar diferentes tópicos como: as emoções, as mudanças físicas no corpo, o respeito mútuo, a intimidade, o consentimento, o prazer, o amor, autoestima, e ainda todas as informações e explicações técnicas e alertas.

Desde muito cedo devemos chamar os órgãos sexuais pelos seus nomes verdadeiros (pénis, testículos, vagina, vulva, clítoris). Ao usarmos o eufemismo a informação que é recebida é que essas partes do corpo são constrangedoras e vergonhosas. O uso dos termos anatómicos corretos beneficia em termos de desenvolvimento de autoestima, sensação de segurança, mas também de orgulho e respeito. A melhor abordagem é aquela que é clara, factual e aberta.

É recomendado que os pais comecem por falar nas alterações físicas, abordando as alterações hormonais, morfológicas e emocionais. Adolescentes informados serão adolescentes preparados: é bem mais saudável estar preparado do que surpreso para estas mudanças, desde o odor corporal, ao crescimento dos pelos púbicos, ao crescimento das mamas...). As visitas a profissionais de saúde também podem ajudar quer pais, quer adolescentes a perceberem as fases normais da puberdade.

Todo e qualquer adolescente é vulnerável à rejeição, à violência ou assédio, especialmente adolescentes com orientação sexual ou identidade de género estereotipadas pela sociedade. Estas situações quer através dos meios de comunicação social ou da escola são oportunidades para abrir discussão familiar sobre as diferenças, sem que sejam feitas suposições de que o filho seja isto ou aquilo. Estas temáticas abordadas de forma clara e respeitosa sobre o apoio incondicional têm um efeito positivo em todos os adolescentes, sejam eles heterossexuais, lésbicas, gays, bissexuais ou transgéneros. Em qualquer orientação sexual ou identificação de género deve ser expresso o amor incondicional.

A masturbação deve ser também incluída nestas discussões. Além de ser normal é sinal de boa saúde. É uma excelente forma de descobrir a própria sexualidade, de expressar naturalmente os impulsos sexuais e satisfaze-los, sem risco de gravidez e de infeções sexualmente transmissíveis (IST) - desde que não haja partilha de objetos entre pares - e com inúmeros benefícios a nível de regulação emocional.

Quando surgem os relacionamentos a estratégia deverá passar pelo passo a passo, ao invés de se fazer tudo de uma vez. Abordando novamente a importância do respeito mútuo, e a diminuição de riscos maiores, a título de exemplo a relação sexual com penetração, apresentando duplo risco: gravidez e IST. E neste sentido deverá ser incentivado o uso de métodos contracetivos, dando a conhecer as várias possibilidades, quer na prevenção de uma gravidez indesejada, quer na prevenção de IST. Ao contrário das crenças populares, fornecer informações sobre anticoncepção e de emergência não aumenta a atividade sexual, ajuda sim a prevenir gravidezes indesejadas.

O adolescente deve ser estimulado a expressar claramente a sua discordância, os seus desejos e o respeito pelo próprio ritmo. Havendo ainda uma articulação com a importância de pedir permissão antes de tocar noutra pessoa ou iniciar uma atividade sexual. Os adolescentes devem ser incentivados a abordar os aspetos positivos das suas relações, como o respeito, a descoberta do outro e de si mesmo, a intimidade, o prazer e a ternura, permitindo que se preparem para os primeiros e novos relacionamentos, ajudando-os a reconhecer o que é e o que não é aceitável.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
3 e 4 de setembro
A Associação Portuguesa de Podologia (APP) reúne-se hoje, sexta-feira, dia 3, e amanhã, sábado, dia 4, naquele que é o XVI...

“Este congresso demonstra a resiliência da podologia. Mesmo num contexto de dificuldades, em consequência da pandemia COVID-19, o congresso realiza-se com todas as condições de segurança e isso para nós é muito gratificante. Nestes dois dias pretendemos dar mais formação aos nossos podologistas para que a resposta aos nossos doentes seja mais diferenciadora, inovadora. Igualmente pretendemos que a podologia se afirme junto da sociedade clínica e científica, das sociedades médicas e também da população em geral, pois, quem ganha, é a saúde pública e a população em geral”, refere Manuel Portela, presidente da APP.

A iniciativa, dirigida a podologistas e que, este ano, reúne 200 participantes, junta à mesa especialistas de Portugal, Espanha e também EUA que vão debater novos conceitos, tratamentos e últimas inovações científicas nas áreas de Podiatria Infantil, Dermopodiatria, Podiatria Desportiva, Biomecânica e Ortopodiatria, Podiatria Clínica, Podiatria Cirúrgica e Pé Diabético.

Em parceria com a Universidade de Barcelona, a Podiatria Infantil é a primeira especialidade a merecer reflexão. “Vamos contar com a presença de duas professoras da Universidade de Barcelona que vão falar sobre o pé da criança, um tema muito especial e muito importante. É precisamente nos primeiros passos, quando se começa a gatinhar e andar, que devemos ter um olhar atento ao pé da criança”, antecipa o presidente da APP.

Segundo Manuel Portela, em Portugal, ainda existe “muito desconhecimento” sobre a importância do pé na idade infantil. “Ainda encontramos muitos casos que são negligenciados aos 10, 12, 14 e 16 anos. Quando é procurada uma resposta, fruto de alguma alteração, dor ou posicionamento menos correto, percebe-se que essa preocupação deveria ter existido mais cedo. Há ainda falta de consciencialização e educação quanto à problemática do pé infantil”, constata.

A Dermopodiatria será, por sua vez, debatida por “uma equipa multidisciplinar”. “A relação de proximidade entre podologia e dermatologia é fundamental para podermos dar uma boa resposta aos doentes. A podologia tem uma intervenção mais direcionada para a área do pé, e é importante que os podologistas saibam quais são os sinais e sintomas que têm, muitas vezes, origem a nível sistémico”, justifica Manuel Portela.

A sinergia entre podologistas e dermatologistas deve ser diária e contínua. “A psoríase é um exemplo do quão é relevante haver esta ligação. É uma patologia que tem forte atingimento a nível do pé e das unhas do pé, e que, muitas vezes, pode não ter mais nenhuma manifestação a nível do corpo humano”.

A Podiatria Desportiva será também, neste congresso, alvo de reflexão entre os especialistas nacionais. “Vamos ter uma mesa multidisciplinar que vai abordar novos conceitos e tratamentos na área da patologia do pé traumático e do desportista. Temos algumas inovações nomeadamente naquilo que é área da reabilitação e traumatologia do pé do desporto”, antecipa o presidente da APP.

Mestre em Biomecânica pelo Colégio de Medicina Podiátrica da Califórnia, EUA, o professor e médico norte-americano Kevin A.Kirby junta-se à iniciativa trazendo um olhar atualizado na área da Biomecânica, a qual está também em destaque. “Temos de perceber que o pé é o suporte do organismo humano e, portanto, qualquer alteração que possamos ter vai ter implicações e alterações a nível de postura e movimento humano”, lembra Manuel Portela.

Já no sábado, dia 4, as atenções dos especialistas nacionais e internacionais voltam-se para a Podiatria Clínica e o Pé Diabético.

“Em Portugal gastamos mais de 30 milhões por ano em amputações, estima-se que se gaste mais de 20 milhões de euros em tratamentos de feridas crónicas, úlceras e feridas crónicas do pé. A diabetes e o pé diabético são das causas de maior internamento e duração mais prolongada”, aponta o presidente da APP.

Para o podologista, a prevenção é determinante para o alcance de uma redução de custos que, diz, atingem “mais de 50 milhões de euros, por ano”.  “No que respeita a despesas diretas com o pé diabético falamos em mais de 50 milhões de euros por ano. Consegue-se reduzir estes custos com investimento na área da prevenção das amputações”, adverte sublinhando que “é prevenindo as amputações” que se consegue “melhorar a qualidade de vida do doente” e “evitar que venha a sofrer um grau de incapacidade de 70 a 80 por cento, e, que após uma amputação, o impedirá de ter uma atividade normal e laboral”.

Para Manuel Portela, a redução da taxa de amputações “é fundamental bem como o tratamento de úlceras do pé diabético”. “É preciso dar-se atenção aos doentes com diabetes, diagnosticar os pés diabéticos, classificá-los, criar vias verdes para tratar o pé diabético e criar consultas de podologia no SNS nomeadamente nos cuidados de saúde primários”.

Para Manuel Portela, a valorização da podologia, junto das entidades de saúde, governo e da sociedade na identificação dos podologistas, enquanto profissionais essenciais no sistema de saúde português, é necessária e urgente. “É fulcral incluir os podologistas nas consultas, ou criar consultas de podologia e multidisciplinares nos cuidados primários, para que os doentes diabéticos e com pé diabético possam ter uma resposta. Um doente com pé diabético não pode estar à espera de uma consulta no hospital durante um ou dois meses pois, até lá, ou é amputado ou morre! E esta é a realidade que temos no nosso país”.

O XVI Congresso Nacional de Podologia conta com a participação de Laura Perez Palma, Marta Vinyals, Orlando Monteiro da Silva, Osvaldo Correia, Liliana Avidos, Aida Moreira, Paulo Amado, Duarte Pinheiro, Kevin A.Kirby, André Maia Silva, João Martiniano, Ricardo Dias, Filipe Rodrigues, Luciana Garcia Santos, Liliana Sousa, Jani Magalhães, Cristina Cunha, Joana Ferreira, Helena Grenha, Esther Garcia-Morales, Miguel Oliveira, Elisabete Silva, Ivo Brochado e Manuel Portela.

Para mais informações: www.xvicongressonacionalpodologia.admeus.pt

Museu do Oriente preparou um programa com três atividades focadas na saúde e bem-estar
O final das férias e o regresso ao trabalho trazem de volta rotinas e stress. Para contrabalançar isso, o Museu do Oriente...

O convite para alinhar o corpo e a mente com os ritmos da natureza é feito através do workshop Yoga para o Outono. Uma sessão que se realiza a 18 de setembro, Sábado, e que integra práticas de Hatha Yoga e Yoga Nidra, direcionadas para a estação outonal que está prestes a começar, de forma a melhor acolher a sua chegada e a perceber como adaptar o corpo e a mente às transformações externas.

Da mesma forma que todos os animais e plantas na natureza se adaptam às estações do ano, os seres humanos também têm essa necessidade. O Outono é uma estação que incentiva a libertação de tudo aquilo que já não serve, e que prepara para o recolhimento e interiorização do final do ano. O Yoga é uma prática que ajuda neste sentido.

No dia 18 de setembro, de manhã, também se realiza o workshop Plantas Medicinais do Ayurveda, que conta com o apoio da Embaixada da Índia e que vai dar a conhecer as principais aplicações destas plantas e conceitos como sabor, qualidade e potência.

Esta sessão promete uma viagem no tempo até o século XVI, tendo como cenário a Índia, e convida a revisitar a obra do naturalista Garcia de Orta à luz do texto ayurvédico Bhāvaprakāśa.

A terceira experiência dedicada à saúde e bem-estar é o curso Mindfulness Based Stress Reduction (MBSR), que ensina os participantes a desenvolverem competências de gestão de comportamentos, emoções e pensamentos. Inclui uma sessão de 1h30 de orientação, a decorrer no dia 21 de setembro, e oito sessões semanais de 2h30m, com início em 28 de setembro, onde se vão desenvolver práticas meditativas, exercícios conscientes suaves baseados no Yoga, interações entre o grupo e práticas para desenvolver a consciência na vida do dia-a-dia. O programa é ainda completado por um retiro de silêncio de seis horas, terminando a 16 de novembro.

Os benefícios da Mindfulness consistem na redução da ansiedade, cansaço e desânimo que se sente na rotina diária. Também proporciona uma melhoria a nível de energia, resiliência, capacidade de responder a situações difíceis, qualidade de sono, memória e um aumento de concentração e produtividade.

Todas as atividades são realizadas em formato online. É necessária inscrição, disponível em museudooriente.pt.

 

 

Covid de Longa Duração
Um estudo de larga escala britânico concluiu que até uma em cada sete (14%) crianças ainda pode ter sintomas 15 semanas depois...

Segundo Terence Stephenson, professor de saúde infantil e principal autor do estudo, "é reconfortante observar que os números [agora apresentados] são inferiores aos piores cenários previstos em dezembro passado. No entanto, não são de menor importância”

O estudo foi publicado como pré-impressão e ainda não foi revisto pelos pares.

Para esta análise, os investigadores contactaram jovens com idades compreendidas entre os 11 e os 17 anos a partir da base de dados dos resultados dos testes realizados pela Public Health England, de janeiro a março de 2021. Enviaram questionários a 220 000 jovens e receberam 17 000 respostas.

Esta análise preliminar incluía 3065 jovens que tinham testado positivo para SARS-CoV-2 e uma coorte correspondente de 3739 que tinham testado negativo. Ambos os grupos preencheram questionários detalhados três meses após o seu teste.

Os investigadores descobriram que 15 semanas após o teste de PCR, 66,5% das pessoas que tinham testado positivo e 53,3% das que tinham testado negativo tinham um ou mais sintomas. Cerca de 30% dos que tinham testado positivo para a Covid-19 tinham três ou mais sintomas, em comparação com 16% dos que testaram negativo. Isto permitiu aos investigadores concluir que 14% das pessoas que testam positivo para a Covid-19 têm sintomas persistentes. Os sintomas mais relatados foram dores de cabeça e cansaço.

O Comité Misto de Vacinação e Imunização do Reino Unido (JCVI) está atualmente a decidir se deve alargar a vacinação a todos os jovens entre os 12 e os 15 anos.

Liz Whittaker, professora clínica sénior em doenças infeciosas pediátricas e imunologia no Imperial College de Londres, já informou que "não é claro neste momento se a vacinação vai prevenir os casos de Covid de longa duração e o JCVI vai basear a sua decisão no risco de doença severa e no risco da vacina."

 

Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos
Segundo o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), são observados menos casos de Covid-19 entre as...

Rochelle Walensky, diretora dos CDC, explicou, em conferência de imprensa, que os dados de 99 municípios de 14 estados do país, bem como do panorama nacional, de dois estudos que vão ser publicados esta sexta-feira, mostram que os casos positivos, as consultas nas urgências e as hospitalizações foram mais baixos em áreas com maior taxa de vacinação.

Agora que as aulas presenciais recomeçaram nas escolas do país, a preocupação sobre a possibilidade de as crianças contraírem a Covid-19, está a aumentar entre os pais.

Devido ao avanço da variante delta, a diretora do CDC sublinhou que, embora estejam a ver mais casos de menores como em outras faixas etárias, os estudos mostram que não houve aumento de casos graves entre crianças.

Para já Rochelle Walensky, encoraja as escolas a seguir as recomendações do CDC sobre o uso de máscaras por alunos, professores, funcionários e visitantes da escola.

 

O principal epidemiologista do Governo dos Estados Unidos, Anthony Fauci, disse esta quinta-feira que estão a monitorizar &quot...

"Estamos a prestar atenção, mas não a consideramos uma ameaça imediata neste momento", disse Fauci durante uma conferência de imprensa com a equipa de resposta à Covid-19 da Casa Branca, citado pela agência Efe.

A variante Mu, que foi detetada em 39 países, foi considerada "de interesse" pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o que implica que será monitorizada para saber se tem mutações que podem modificar a forma como é transmitida, torná-la mais contagiosa ou reduzir a eficácia das vacinas atualmente utilizadas para prevenir a Covid-19.

Fauci salientou que a presença desta variante no país não está "nem perto de ser dominante", ao contrário da variante Delta que, disse, é dominante em "mais de 99%" do território norte-americano.

O responsável disse ainda que a variante Mu "tem uma constelação de mutações que sugere que iria iludir certos anticorpos, não só anticorpos monoclonais, mas anticorpos induzidos pela vacina e soro de convalescença".

No entanto, sublinhou que as vacinas "ainda são bastante eficazes contra as variantes".

Esta quarta-feira, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) indicou que a variante Mu foi detetada na Colômbia e com transmissão comunitária "esporádica" na Costa Rica e no Equador.

 

Estudo
Segundo um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), as crianças que vivem em zonas com maior...

O estudo, publicado na revista científica Science of the Total Environment, que tinha como objetivo "avaliar a quantidade de vegetação e proximidade a rios e mar em redor das habitações das crianças e o desenvolvimento de sensibilização alérgica", envolveu 730 crianças da coorte Geração XXI (um estudo longitudinal do ISPUP) residentes na Área Metropolitana do Porto e teve duas abordagens diferentes.

"Por um lado, avaliamos a quantidade de vegetação e a proximidade aos rios e ao mar ao longo do tempo, desde que as crianças nasceram até aos 10 anos e, por outro, fizemos uma avaliação da sensibilidade alérgica das crianças aos 10 anos", explica Inês Paciência, a primeira autora do estudo, citada pela agência Lusa.

Assim, os investigadores recorreram a imagens de satélite e ao atlas da água para avaliar a os parâmetros associados aos espaços verdes e água e recorreram a uma avaliação física e outra clínica, com recolha de amostras de sangue, para avaliar a sensibilidade alérgica das crianças.

Com esta análise, os investigadores puderam verificar que “as crianças que vivem numa zona ou área com maior quantidade de vegetação nos 500 metros ao redor das suas habitações têm uma menor sensibilização alérgica quando comparadas com as que vivem numa zona de menor quantidade de vegetação".

Inês Pereira destaca ainda que do total de crianças envolvidas neste estudo (730), “40% tinham sensibilização alérgica".

No entanto a investigadora adverte que "os estudos publicados sobre o impacto dos espaços verdes no desenvolvimento da sensibilidade alérgica na infância não são conclusivos".

 

Estados Unidos
Três doses da vacina Covid-19 podem tornar-se o regime padrão para a maioria das pessoas, disse quinta-feira o conselheiro...

Um estudo realizado em Israel mostrou uma melhoria drástica na proteção entre os recetores de três doses da vacina da Pfizer/BioNTech, habitualmente administrada em duas doses, justificou Fauci. Se os ganhos durarem, "é muito provável que um regime de três doses seja o regime de rotina", disse.

No entanto, a durabilidade da imunidade terá de ser confirmada quando os dados forem apresentados à Food and Drug Administration, referiu ainda.

A administração Biden está a ser alvo de críticas a respeito do plano, anunciado no mês passado, para disponibilizar três doses da vacina contra a Covid-19, a todos os norte-americanos, oito meses após a segunda dose, já a partir do final de setembro.  Alguns críticos dizem que a Casa Branca está a adiantar-se às autoridades de saúde pública e do medicamento dos EUA, que ainda têm de dar o seu aval.

Os peritos em saúde ainda não sabem se as vacinas Covid-19 serão administradas num esquema regular e repetitivo, como vacinas anuais contra a gripe.

 

A questão é controversa
A FDA anunciou que um comité consultivo se vai reunir, no próximo dia 17 de setembro, para discutir a questão das doses de...

Peter Marks, diretor do Centro de Investigação e Avaliação biológica da FDA, disse que "a administração anunciou recentemente um plano para preparar as doses adicionais da vacina COVID-19, este outono, e uma parte fundamental desse plano é a FDA completar uma avaliação independente e determinar a segurança e eficácia destas doses adicionais da vacina." O lançamento alargado de vacinas de reforço está previsto começar a partir de 20 de setembro, nos Estados Unidos.

O anúncio da reunião do comité consultivo ocorreu no mesmo dia em que a Moderna disse que iniciou uma submissão à FDA para aprovação da dose de reforço da sua vacina COVID-19, a mRNA-1273.

A questão das doses de reforço, quando e a quem devem ser dadas, provou ser controversa nos EUA, com a FDA, os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças e o Governo a ponderarem o assunto. No início desta semana, a FDA confirmou que dois altos funcionários que supervisionam a revisão dos pedidos de vacinas devem abandonar os seus cargos nos próximos meses.

UE não vê necessidade "urgente" de reforços

Entretanto, no mesmo dia em que foi divulgada a reunião da FDA, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças afirmou que não há "necessidade urgente" de dar reforços às pessoas que estão totalmente vacinadas. Apesar disso, a agência sugeriu que os reforços devem ser considerados para aqueles "que podem experimentar uma resposta limitada à série primária de vacinação COVID-19, como algumas categorias de indivíduos imunocomprometidos".

 

11 e 12 de setembro
A Federação Portuguesa das Associações de Pessoas com Diabetes (FPAD) vai realizar nos dias 11 e 12 de setembro o II Congresso...

O congresso irá abordar sete temáticas principais: a Diabetes e a vida ativa, desporto e integração na Diabetes, o papel do poder local na promoção de iniciativas desportivas e desmistificação da Diabetes, o associativismo como promotor de boas práticas desportivas, a Diabetes e a alta competição, os desafios da alimentação no desporto com Diabetes e, por último, a FPAD como promotora de projetos de desporto, numa mesa redonda entre associações.

A nível mundial, mais de 425 milhões de pessoas têm Diabetes e a maioria dos casos é de tipo 2, que é que poderá ser prevenida com a prática de atividade física regular, uma dieta saudável e equilibrada e a promoção de ambientes salutares, assim como auxiliar na gestão da Diabetes tipo1.  Já em Portugal, esta doença afeta mais de um milhão de pessoas e causa a morte, em média, a cerca de doze portugueses a cada dia.

Se os benefícios da atividade física e desportiva são evidentes para a maioria das pessoas, no caso específico da Diabetes, o exercício físico estimula a sensibilidade à insulina e a absorção da glicose pelos músculos, entre muitos outros benefícios bastante importantes para a gestão desta condição.

Os profissionais de saúde, as associações de apoio, a indústria farmacêutica e também os familiares e amigos de pessoas com Diabetes têm um papel fundamental na educação e na promoção de hábitos saudáveis, de forma a melhorar a qualidade de vida dos doentes.

Para Emiliana Querido, Presidente da FPAD, “este II Congresso Nacional Das Associações De Pessoas Com Diabetes, subordinado à temática do desporto e da atividade física, irá permitir um amplo debate sobre a questão da Diabetes e os benefícios da atividade física, mas também acerca dos instrumentos e desafios para a sua realização por parte dos portadores desta condição e das Associações na sua promoção.

A educação para a saúde deve começar desde cedo e deve ser cultivada ao longo da vida, quer em casa quer na escola através das diferentes ações de sensibilização junto das crianças e adolescentes, mas também junto dos mais velhos, pois nunca é tarde para cuidar da nossa saúde. É necessário também promover esses momentos. Só assim conseguiremos ter vidas mais longas e saudáveis. “

As inscrições para o Congresso estão abertas e poderão ser realizadas aqui: https://www.fpad.pt/ii-congresso

Sessões gratuitas
As deslocações na gravidez e no pós-parto fazem parte do quotidiano das famílias, quer para idas a consultas médicas, trabalho,...

Assim que é anunciada a gravidez, os futuros pais começam desde logo a preparar a chegada do bebé e a listar todos os bens necessários. Desta lista, o porta-bebés destaca-se por ser um dos itens que mais carece de atenção na hora de escolher. Na sessão de 7 de setembro, cujas inscrições estão disponíveis aqui, a Clizone explicará os cuidados na escolha do porta-bebés e na sua utilização. A psicóloga clínica Inês Prior também estará presente no evento para abordar o tema “Baby blues e depressão pós-parto”.

A temática da segurança automóvel da grávida e do bebé tem continuidade no evento online do dia 9 de setembro (inscrições disponíveis aqui), com a participação da enfermeira parteira Isabel Ferreira que dará a conhecer medidas e recomendações que devem ser tidas em consideração, desde a colocação do cinto de segurança, ao assento mais adequado dentro do veículo e encosto. Neste dia, a enfermeira Luciana Rodrigues, especialista em reabilitação respiratória do Alívio em Respirar, vai explicar tudo sobre “Saúde respiratória do recém-nascido: o que não te ensinam quando estás grávida!”.

Em ambas as sessões, vão ser conhecidas as potencialidades das células estaminais do cordão umbilical, que apenas podem ser colhidas no momento do parto e que são úteis no tratamento de mais de 80 doenças. Haverá ainda oportunidade de acompanhar a visita da atriz Sofia Arruda ao laborotório de criopreservação de células estaminais do cordão umbilical da Crioestaminal e perceber como tudo se processa com o apoio de um especialista na área.

As sessões online das Conversas com Barriguinhas realizam-se todas as semanas e têm como objetivo ajudar as grávidas portuguesas a preparar a chegada do seu bebé, a partir do conforto da sua casa.

 

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais de 2.000 novos casos de infeção pelo novo coronavírus e nove mortes em território nacional. O...

A região de Lisboa e Vale do Tejo foi aquela que registou maior número de mortes, desde o último balanço: três de nove. Seguem-se a região Centro e Alentejo com duas mortes cada e região Norte e o Algarve com um óbito, cada, a assinalar. 

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 2.830 novos casos. No entanto, o documento ressalva que “os dados apresentados no relatório de hoje incluem um total de 848 casos que, por constrangimento informático, não foram reportados no boletim de ontem”. Assim, a região Norte foi aquela que registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 1.075, seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo com 854 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 472 casos na região Centro, 119 no Alentejo e 270 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 30 casos e os Açores 10.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 695 doentes internados, mais 14 que ontem.  Também as unidades de cuidados intensivos têm agora mais nove doentes internados, relativamente ao último balanço: 140.

O boletim desta quinta-feira mostra ainda que, desde ontem, 2.137 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 980.599 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 43.957 casos, mais 684 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 659 contactos, estando agora 44.053 pessoas em vigilância.

Em comparação àqueles que toma a vacina de mRNA
O risco de inflamação da parede do coração, que tem sido visto como potencial efeito muito raro das vacinas de mRNA, sobretudo...

Agora, um novo estudo do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC), no Estados Unidos, concluiu que os pacientes hospitalizados com Covid têm, em média, um risco 16 vezes maior de desenvolver miocardite do que pessoas não infetadas.

O risco varia com a idade: de um risco médio de 16 vezes maior, passou para 7 vezes mais alto entre os 16 e os 39 anos. O cenário é pior junto dos menores de 16 anos e dos maiores de 75 anos, que apresentam um risco 30 vezes maior de sofrer desta condição. 

 

Estudo
De acordo com dados de um novo estudo desenvolvido pela Kantar, a maioria dos médicos, nos Estados Unidos (EUA), Reino Unido,...

Entre eles, os médicos espanhóis e os americanos estão entre os que mais apoiam a vacinação de crianças em todas as faixas etárias, enquanto os alemães se mostram mais relutantes. Estas conclusões surgem pouco depois de o regulador britânico MHRA ter aprovado a vacina da Moderna para vacinação de jovens entre os 12 e os 17 anos, e da FDA ter aprovado na íntegra a vacina Pfizer-BioNtech, nos EUA, para utilização em pessoas com 16 anos ou mais.

Os médicos de todos os países são consistentes no apoio à vacinação de crianças entre os 12 e os 17 anos. O estudo mostra que 93% dos mais de 1.200 médicos inquiridos apoiam a vacinação neste grupo. A Alemanha, como já foi referido, é dos países mais reticentes quanto a esta medida, com 85% dos inquiridos a favor, e Espanha surge como o país que mais apoia a vacinação nesta idade, com 98% dos médicos espanhóis a favor da vacina, avança hoje o jornal El Mundo. 

 

 

Relatório
De acordo com último relatório semanal da DGS sobre a vacinação, 73% da população portuguesa já concluiu o seu processo vacinal...

A faixa etária dos 12 aos 17 anos foi aquela que, segundo os dados avançados pela DGS, teve o maior crescimento na última semana: 461.578 jovens, o que representa 74% do total, já receberam a primeira dose da vacina. Apena 41.148 (0,7%) têm vacinação completa.

Em relação ao grupo entre os 18 e 24 anos, 643.324 (82%) também já iniciaram a sua vacinação e 393.499 (50%) já a completaram, indica o relatório.

Segundo os dados da DGS, a quase totalidade dos idosos com 65 ou mais anos – 99%, mais de 2,3 milhões – tem a vacinação completa, assim como 96% das pessoas entre os 50 e 64 anos (2.079.384).

Relativamente à cobertura vacinal, todas as regiões do país, à exceção do Algarve, que tem 67%, ultrapassaram os 70% de vacinação completa, sendo no Norte onde mais pessoas estão vacinadas (75%).

O Centro e a Madeira registam 74% de vacinação completa, seguindo-se o Alentejo (73%) e Lisboa e Vale do Tejo e os Açores (72%).

Pode consultar o relatório aqui

Vacinas de mRNA
A Direção-Geral da Saúde (DGS) recomendou a administração de uma dose adicional da vacina contra a Covid-19, em “pessoas com...

Assim, segundo Graça Freitas, a partir do dia 1 de setembro os médicos assistentes vão poder fazer esta prescrição e as pessoas serão vacinadas nos centros de saúde.

“Serão certamente menos de 100 mil pessoas” que estarão em condições de receber esta dose adicional das vacinas de mRNA da Pfizer e da Moderna, adiantou a Diretora-Geral da Saúde, esclarecendo que não se trata de um reforço, mas sim de uma “dose adicional de vacina, porque pode ter acontecido que, na altura em que estas pessoas foram vacinadas, não estivessem com o seu sistema imunitário com capacidade de reagir à vacina”.

De acordo com esta atualização da norma de vacinação, as pessoas elegíveis para a toma desta dose adicional, “são as que poderão ter sido vacinadas durante um período de imunossupressão grave, nomeadamente as que realizaram transplantes de órgãos sólidos, pessoas com infeção VIH com contagem de linfócitos T-CD4+ <200/µL, doentes oncológicos e pessoas com algumas doenças autoimunes que tenham efetuado tratamentos”.

Esta recomendação, esclarece, “está alinhada com a evidência científica mais recente e poderá ser ajustada em função da evolução do conhecimento”.

 

 

50% dos casos são diagnosticados após análises de rotina
Embora rara antes dos 60 anos, a Leucemia Linfocítica Crónica é a forma mais comum de leucemia nos adultos, representando cerca...

Por essa razão, no Dia Mundial da Leucemia, a Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e a Associação Portuguesa de Leucemias e Linfomas (APLL) unem-se para dar destaque a esta doença, cujo diagnóstico surge, em 50% dos casos, após análises de rotina. Entre esse momento e o início dos tratamentos, podem passar meses ou até mesmo anos e, por isso, é fundamental uma vigilância ativa da doença, que, segundo Isabel Barbosa, Presidente da APLL, passa por “uma monitorização e avaliação hematológica mais regular”, mas também, acrescenta Manuel Abecasis, Presidente da APCL, por um “diálogo franco e transparente entre o doente e a equipa médica”, sendo esta “a melhor forma de permitir ao doente a participação na gestão da sua doença”.

Em dois terços dos casos de Leucemia Linfocítica Crónica, a vigilância ativa é a primeira abordagem à gestão da doença, na qual os doentes devem, então, desempenhar um papel ativo. Contudo, para que o façam, é necessário, na opinião de Isabel Barbosa, que “tenham conhecimento sobre a sua doença e a sua possível evolução, que sejam informados de novos tratamentos e alertados para a necessidade de contactar a sua equipa de profissionais de saúde, em caso de alterações de saúde”. Este aspeto é particularmente importante para os doentes mais idosos, que por causa do "menor conhecimento da doença, ficam muito ansiosos, principalmente por saberem que têm leucemia, mas não estão a fazer tratamento”. Outros há que, “após as consultas com os profissionais de saúde, ficam mais tranquilos e procuram, nas Associações de doentes, falar com outros doentes”.

Com uma incidência ligeiramente maior nos homens, a Leucemia Linfocítica Crónica resulta de uma multiplicação descontrolada dos linfócitos, um tipo de glóbulos brancos, como explica Manuel Abecasis: “a LLC resulta de uma proliferação dos linfócitos adultos, em geral da linhagem B. Há uma população dessas células, a que se dá o nome de clone (dado que derivam todas da mesma célula inicial), que escapa aos mecanismos de controle da multiplicação celular e, por esse motivo, vai-se acumulando progressivamente no organismo”. Entre 50% a 70% dos doentes com Leucemia Linfocítica Crónica não apresentam sintomas quando são diagnosticados, mas é possível identificar, em alguns casos, queixas comuns como “cansaço fácil, infeções respiratórias, aparecimento de nódulos, que resultam de gânglios linfáticos aumentados de volume, febre, perda de peso e outras queixas inespecíficas".

Segundo o Presidente da APCL, para muitos doentes com este tipo de leucemia é possível uma vida quotidiana sem grandes alterações, já que atualmente “há um melhor conhecimento da doença e do seu comportamento e mais medicamentos disponíveis para o tratamento”, nomeadamente a imunoterapia, que Isabel Barbosa destaca como tendo trazido uma melhor qualidade de vida aos doentes. A Presidente da APLL refere ainda que, no caso dos doentes ainda no ativo, “vir ao hospital, principalmente em tempo de pandemia, nem sempre é fácil”, pelo que “as teleconsultas foram uma solução” que contribuíram para uma melhor gestão do seu dia-a-dia.

Parceria com a Bas van de Goor Foundation
A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) vai participar, a convite da Bas van de Goor Foundation, fundação...

Depois de a Bas van de Goor Foundation ter convidado a APDP a participar nesta caminhada, a APDP desafiou abriu inscrição a todas as pessoas com diabetes com interesse neste evento.  António Costa e Jorge Nobre, ambos com diabetes tipo 2, são os participantes portugueses a fazer o Camiño de Santiago de Portugal em representação da associação.

“É com grande satisfação que nos tornamos parceiros da Bas van de Goor Foundation, cuja missão está muito alinhada com a da APDP – incentivar a prática de atividade física enquanto importante aliado na prevenção e controlo da diabetes, que se traduz na melhoria da qualidade de vida das pessoas com diabetes”, refere José Manuel Boavida, Presidente da APDP. “Este tipo de ações que envolvem o exercício físico são fundamentais para incentivar mais pessoas com diabetes a adotarem um estilo de vida mais saudável, mas permitem também quebrar o isolamento e facilitar a partilha de experiências. Esperamos que esta seja a primeira de muitas iniciativas que promovemos no âmbito desta parceria”, acrescenta.

A iniciativa, promovida pela Bas van de Goor Foundation, contempla o Caminho de Portugal mas também o Caminho de Espanha, este último decorrerá entre os dias 8 e 15 de setembro, com início em Babia (San Emiliano). Mais informações sobre Bas van de Goor Foundation em www.bvdgf.org.

 

 

 

Tumor Digestivo
O cancro do Pâncreas é o tipo de cancro que tem a taxa de sobrevivência mais baixa.

O pâncreas é uma glândula do aparelho digestivo responsável pela produção da enzima que atua na digestão dos alimentos, e pela insulina – hormona responsável pela diminuição do nível de glicose no sangue.

Localizado na parte superior do abdómen atrás do estômago, encontra-se dividido em três partes – cabeça (lado direito), corpo (secção central) e cauda (lado esquerdo).

A maioria dos casos de cancro afetam a região da cabeça do pâncreas.

Este tipo de cancro é raro antes dos 30 anos de idade. Sabe-se que afeta sobretudo homens, na faixa etária entre os 65 e os 80 anos.

Quase sempre é dignosticado já numa fase avançada, recebendo tratamento paliativo.

A dificuldade no diagnóstico precoce da doença prende-se com os seus sintomas. Na realidade, este tipo de cancro não apresenta sinais específicos. Aliás, o tumor, habitualmente, desenvolve-se sem sintomas e quando estes surgem é muito frequente que passem despercebidos.

Os sintomas deste tipo de cancro dependem da região onde está localizado o tumor. Mas os mais frequentes são a perda de peso e de apetite, fraqueza, dor ou desconforto abdominal.

O diagnóstico é realizado através do relato dos sintomas e de exames como análises ao sangue e urina, ecografia abdominal e, se necessário, pelo recurso a tomografia computadorizada (TAC), ressonância magnética (RM) e ecoendoscopia.

Entre os fatores de risco destacam-se o tabagismo – sabe-se que os fumadores têm três vezes mais probabilidades de desenvolver a doença; o consumo de gorduras e bebidas alcoólicas, obesidade e sedentarismo e a exposição profissional a agentes tóxicos.

Por outro lado, quem sofre de pancreatite crónica ou diabetes vê este risco aumentado.

Como em todas as doenças oncológicas, o cancro do pâncreas é classificado de acordo com o seu estádio de desenvolvimento.

Atualmente está classificado em sete estádios, consoante a sua localização, envolvimento de nódulos linfáticos e a presença de metástases, sendo estes essenciais para a atribuição do tratamento.

A verdade é que, a eficácia do tratamento depende apenas da altura em que se realizou o diagnostico. Se detetado precocemente maiores são a hipóteses de sobrevivência.

O único tratamento que cura efetivamente o cancro do pâncreas é a cirurgia radical – com remoção do pâncreas. Esta abordagem é a mais indicada quando o cancro é detetado numa fase inicial.

Quando não é possível fazer uma cirurgia, o objetivo do tratamento passa por prolongar a sobrevivência com a melhor qualidade de vida possível.
A quimioterapia e a radioterapia funciona aqui, apenas e só, enquanto terapia complementar.

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