Iniciativas contam com o apoio do INEM e do Centro Hospitalar Universitário do Algarve
Para marcar o Dia Nacional do Doente com AVC, assinalado anualmente a 31 de março, a Iniciativa Fast Heroes 112 alerta para a...

Em colaboração com a equipa da Unidade de AVC do CHUA, a iniciativa tem promovido várias atividades nas escolas da região, com o objetivo de ensinar e sensibilizar os avós e netos para os sintomas do AVC e a necessidade de uma ação rápida.

Com o mesmo propósito, o INEM, em colaboração com a Universidade Sénior da Nazaré, une-se à iniciativa Fast Heroes 112 para realizar uma sessão de sensibilização, dirigida a toda a população, no dia 31 de março, pelas 14h00, no Auditório Municipal da Nazaré. No decorrer do evento, que conta com o apoio dos Bombeiros Voluntários da Nazaré, um elemento da Equipa do Processo Assistencial do AVC do INEM explica os “Tipos de AVC, sinais e sintomas” e “A importância do contacto 112”. A sessão conta ainda com uma palestra dedicada ao projeto FAST Heroes, de forma a dar a conhecer a iniciativa e o seu envolvimento com a comunidade.

“Já recebemos vários relatos de netos que salvaram avós e outros familiares, ao identificarem os sintomas do AVC e agirem atempadamente, ligando para as entidades competentes. Estes casos demonstram o impacto positivo significativo que a iniciativa tem nas crianças”, refere Jan Van der Merwe, responsável pela campanha FAST Heroes. “É gratificante ver os resultados do empenho e dedicação de todos os professores, alunos, familiares e profissionais de saúde envolvidos na iniciativa. O objetivo da FAST Heroes 112 é continuar a sensibilizar a população e ajudar a salvar vidas.”, acrescenta.

A efeméride foi instituída em 2003 e é assinalada todos os anos, com o objetivo de sensibilizar a população para a realidade do AVC em Portugal. Segundo o Instituto Nacional de Estatística, em 2020, as doenças do aparelho circulatório foram as que mais mataram em Portugal (34.593 óbitos), sendo que o AVC continua a continua a ser a principal causa de morte e morbilidade no país (11.439 óbitos). No mundo, estima-se que uma em cada quatro pessoas acima dos 25 anos irá sofrer um AVC ao longo da sua vida, sendo que mais de 110 milhões de pessoas vivas já sofreram um AVC.

A iniciativa FAST Heroes 112 surge como resposta a esta necessidade. Com o objetivo de educar crianças entre os 5 e os 9 anos e os seus familiares, a iniciativa disponibiliza recursos educativos interativos gratuitos. Desta forma, as crianças desenvolvem competências práticas para salvar vidas de uma forma envolvente e divertida, ao mesmo tempo que descobrem um pouco mais sobre a importância da empatia e do amor.

Este projeto conta com várias atividades protagonizadas por quatro super-heróis, que podem ser implementadas nas escolas e em casa. Francisco (a Face), Fernando (a Força) e Fátima (a Fala) são três super-heróis reformados que lhes vão ensinar os três principais sintomas de AVC. Já Tomás (a Tempo), reforça a importância de agir de forma atempada. Tânia (A Professora) é uma personagem que apenas é apresentada aos alunos no segundo ano consecutivo de implementação e incentiva-os a ensinarem quem os rodeia, principalmente os avós.

Desenvolvida em parceria com o Departamento de Políticas Educativas e Sociais da Universidade da Macedónia, a iniciativa conta com o apoio da Organização Mundial de AVC, da Sociedade Portuguesa do AVC, da Direção-Geral da Educação e da Iniciativa Angels. Além do português, os materiais estão já adaptados para várias línguas. Para participar na campanha, basta ir ao website oficial, em www.fastheroes.com, e registar-se como professor para implementar a iniciativa nas aulas ou inscrever a sua criança. 

 

Psiquiatra explica
Habitualmente, quando falamos de sonhos referimo-nos a um conjunto de imagens mentais que ocorrem du

Os sonhos podem acontecer em diferentes fases do nosso sono. Sabe-se que é no sono REM (Rapid Eye Movement) que os sonhos tendem a ser mais vívidos, fantasiosos e carregados de emoções, enquanto no sono NREM (Non Rapid Eye Movement) os sonhos tendem a ser mais simples, menos carregados de emoções, fugazes e mais relacionados com a realidade do dia a dia.

Na maior parte das vezes, tendemos a não nos lembrar dos nossos sonhos. Quando isso acontece, significa que, por alguma razão, o cérebro despertou enquanto atravessava uma fase do sono em o sonho estava a ocorrer – o que pode ser perfeitamente normal. No entanto, sonhar demasiado deve merecer uma avaliação clínica. Isto significa que algo está a provocar vários despertares que interrompem o sono antes que o cérebro o termine por si mesmo, por exemplo, uma apneia de sono, alterações na função cardíaca ou movimentos que a pessoa tenha enquanto dorme. Também pode acontecer que o conteúdo dos sonhos seja repetidamente relacionado com um trauma, ou tendencialmente ameaçadores (como estar a sofrer um assalto/a ou atacado/a) e que até o corpo reaja fisicamente como se estivesse a viver o conteúdo do sonho na vida real (por exemplo, dar socos ou pontapés). A importância de haver uma avaliação clínica é que existem doenças que podem manifestar-se assim, desde a perturbação de stress pós-traumático a um possível indício de uma doença neurológica.

E como devo fazer para saber se tenho alguma doença do sono? O primeiro passo é procurar essa avaliação clínica, sendo que um especialista em sono saberá orientar para eventuais exames ou especialidades médicas que sejam necessárias. Sendo o sono uma área da saúde tão transversal (uma vez que influencia a saúde e a vida em geral), uma abordagem multidisciplinar deve ser privilegiada, e, portanto, pode até ser necessário o envolvimento de mais do que uma área da saúde (psicologia, psiquiatria, pneumologia ou neurologia, por exemplo, dependendo da situação).

E será que o conteúdo dos sonhos carrega algum significado? Do ponto de vista científico, essa pergunta é complexa e ainda com vários pontos de interrogação. O conteúdo dos sonhos é praticamente tão individual como a nossa impressão digital, porque depende de múltiplos fatores, desde a biologia, a cultura, a personalidade e até cada história de vida. Há, no entanto, um tema que deve merecer particular destaque: o da agressão/ violência, pelas razões que mencionei atrás. Quanto à ideia do “significado dos sonhos” é uma ideia que se tornou muito famosa com a obra “A Interpretação dos Sonhos” da corrente psicanalítica de Freud, publicada em 1899, que destaca os sonhos como forma de manifestação mental de impulsos ou necessidades da mente inconsciente e que são de alguma forma reprimidos. Há que relembrar que falamos de uma altura em que ainda eram escassas as explicações biológicas acerca da saúde mental e da psiquiatria, e a obra de Freud veio atribuir uma função a um tema que sempre fascinou a humanidade. Com o evoluir da ciência, várias outras funções dos sonhos têm vindo a ser suportadas, como a regulação das emoções, consolidação de memórias, processamento de situações traumáticas e até proporcionar formas diferentes de pensar durante a vigília que permitam a resolução de problemas.

Consigo controlar o que acontece nos meus sonhos? As áreas cerebrais que estão mais ligados à vigília e que nos permitem pensar e interpretar voluntariamente (principalmente o córtex pré-frontal) estão habitualmente inativas durante o sonho. No entanto, pode acontecer que existam períodos de ativação de partes dessas mesmas áreas; quando isso acontece, pode acontecer experienciarmos a consciência de estar a sonhar e, em alguns, casos, passarmos a ter controlo sobre o que acontece no sonho. Quando isto acontece, falamos de sonhos lúcidos. Trata-se de um fenómeno que é possível e que pelo menos 50% das pessoas experienciam-no pelo menos uma vez na vida. Ainda que seja raro, considerando que dormimos praticamente um terço das nossas vidas. Esta possibilidade de criar um filme mental em que tudo pode acontecer tem trazido uma grande dedicação de vários investigadores a nível mundial para este tema. Têm sido propostas intervenções terapêuticas, com alguma evidência, no sentido de, por exemplo, alterar o curso de pesadelos ou processar situações traumáticas, dando à pessoa liberdade para recriar uma situação emocionalmente negativa para um cenário muito mais tranquilizador. Algumas das técnicas usadas passam por, por exemplo, treinar ou repetir pequenos gestos no dia a dia, como um teste de realidade, levando a que, caso a pessoa o consiga realizar no sonho, consiga alterar o seu curso. No entanto, também têm surgido preocupações acerca dos sonhos lúcidos, nomeadamente acerca de uma menor qualidade de sono, sensação de cansaço e maior dificuldade em criar um distanciamento da realidade, com respetivos riscos para a saúde mental. Globalmente, ainda é um tema em debate e com muito caminho para desvendar.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Acordo com IPSS Amigos dos Pequeninos de Silves
O Instituto Piaget e a IPSS Amigos dos Pequeninos de Silves assinaram um protocolo que prevê a criação de uma unidade de...

O acordo, que conta com o apoio do Município de Silves, da Segurança Social e da ARS Algarve, prevê, numa primeira fase, a criação de um Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI), uma unidade residencial de apoio máximo para a infância e a adolescência, e de outra unidade residencial para adultos. Ambas as residências estarão integradas na Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) para a Saúde Mental. Numa segunda fase, está prevista a instalação de um espaço multiusos.

No total, prevê-se que sejam criados 70 postos de trabalho, muitos dos quais especializados, podendo as novas infraestruturas acolher até 62 utentes nas diferentes respostas sociais.

O protocolo foi celebrado na passada sexta-feira, 24 de março, no âmbito das comemorações do 20º aniversário do Instituto Piaget de Silves. “Esta parceria representa uma verdadeira sinergia entre a academia e a prestação de serviços de saúde diferenciados na região, ao permitir a criação de novas respostas sociais, nomeadamente no domínio da deficiência”, explica Nelson Sousa, diretor da Escola Superior de Saúde Jean Piaget de Silves.

Adicionalmente, o projeto permitirá criar espaços de aprendizagem para os estudantes daquela Escola Superior de Saúde, no âmbito dos ensinos clínicos, saídas profissionais e outros contextos.

A efetivação da parceria só foi possível com o apoio do Município de Silves, no âmbito da alteração do direito de superfície anteriormente atribuído ao Instituto Piaget de Silves, de forma a viabilizar esta nova valência de utilidade pública.

A data de conclusão de todas as valências do projeto está prevista para 2027, permitindo criar respostas sociais que são atualmente muito deficitárias, tanto na região como no país em geral.

 

Até 2035 haverá mais um milhão de sobreviventes de AVC na Europa
Na semana em que se assinala o Dia Nacional do Doente com AVC, a Portugal AVC alerta que, até 2035, haverá um aumento de um...

O AVC continua a ser a primeira causa de morte e de incapacidade2 em Portugal e na Europa. Segundo o estudo “Custos e Carga da Aterosclerose em Portugal”, elaborado pelo Centro de Estudos de Medicina Baseados na Evidência, só em 2016, o AVC matou mais de 7 mil portugueses e estima-se que, até 2035, o número de mortes por AVC aumente 45%.3

António Conceição, presidente da Portugal AVC, reforça: “Considera-se que, nos próximos 12 anos, o número total de ocorrências de AVC cresça 34% na Europa, atingindo mais de 800 mil casos.4 Já o número de sobreviventes deverá aumentar um milhão, alcançando mais de quatro milhões.5 Destes quatro milhões, cerca de um terço fica com alguma incapacidade, uma disfunção cognitiva e com problemas de saúde mental.6 A questão é que o acesso a um continuum de cuidados, desde a abordagem aguda até uma reabilitação adequada, varia muito entre os vários países europeus. Em Portugal, por exemplo, continua a não existir um planeamento eficiente de cuidado dos sobreviventes de AVC com incapacidades.”

As previsões mostram que, se o AVC continuar a ser menosprezado, o seu peso não irá diminuir na próxima década, nem depois disso. “É urgente mudar este cenário, porque esta doença tem um grande impacto para todos, mas especialmente para os sobreviventes e para os seus familiares e cuidadores que vivem com as suas consequências todos os dias. Importa aliviar o peso destas famílias e definir um plano que permita a igualdade no acesso a uma reabilitação multidisciplinar e contínua, coordenada por médicos especializados em reabilitação de AVC. Para isso, é preciso aumentar o número e a capacidade de unidades de AVC completas, o que inclui a necessidade de profissionais médicos, de enfermagem, terapeutas e técnicos especializados nesta doença”, acrescenta o Presidente da Portugal AVC.

A prevenção é o primeiro passo para combater a doença, quer seja antes da ocorrência de um AVC, quer seja depois de um primeiro episódio. Contudo, um tratamento imediato eficaz e atempado, e ter uma equipa de reabilitação desde os primeiros dias, mesmo ao longo da vida, faz muita diferença na recuperação, integração sociofamiliar e profissional, quando é o caso.

“Felizmente, existe um potencial para diminuir drasticamente este impacto e, consequentemente, reduzir as suas consequências a longo prazo. Mas isto requer a ação conjunta das entidades de saúde, de órgãos governamentais e organizações científicas e de apoio ao AVC, de profissionais de saúde, de investigadores clínicos, e mesmo das empresas que trabalham na área”, sublinha o António Conceição.

O evento “Acidente Vascular Cerebral em Portugal – a realidade e os desafios”, promovido pela Portugal AVC, no dia 29 de março, no Auditório Almeida Santos da Assembleia da República, visa apelar a todos os decisores políticos e autoridades de saúde que é importante a definição e implementação de um plano eficiente de cuidados no AVC em Portugal, que inclua a prevenção e os cuidados na fase aguda, com especial ênfase na reabilitação e na vida pós-AVC, relembrando a Resolução da Assembleia da República nº 339/2021 que "Recomenda ao Governo que defina e implemente uma estratégia de acesso à reabilitação para sobreviventes de acidente vascular cerebral".

 

Terapia recoveriX pode ser eficaz década depois da doença neurológica
Todos os anos, 15 milhões de pessoas são vítimas de acidentes vasculares cerebrais (AVC). Em Portugal, é a primeira causa de...

Um tratamento inovador e diferenciado chegou a Portugal através do Centro CEREBRO – a terapia recoveriX. Uma neurotecnologia inovadora e única que ajuda o paciente a recuperar as funções das extremidades superiores e inferiores, ao mesmo tempo que potencia a fisioterapia padrão com a possibilidade de uma recuperação mais rápida e bem-sucedida. Surge como uma nova oportunidade de reabilitação, na medida em que pode ser aplicada mesmo após a realização de uma terapia padrão que não conseguiu produzir nenhum benefício adicional.

Os pacientes aos quais já foi aplicada esta terapia apresentaram visíveis melhorias, nomeadamente no que se refere à sua locomoção, maior capacidade de concentração, aumento da capacidade de memória, capacidade de movimento ativo e passivo, redução da espasticidade, aumento da sensibilidade, bem como redução de tremores.

A eficácia clínica da terapia recoveriX foi demonstrada num estudo de grupo realizado junto de 51 pacientes que melhoraram nas funções motoras e na espasticidade de forma altamente significativa. O estudo Brain Computer Interface Treatment for Motor Rehabilitation of Upper Extremity of Stroke Patients—A Feasibility Study foi publicado na Frontiers in Neuroscience, em 2020.

Christoph Guger, fundador da g.tec medical engineering GmbH e diretor executivo do recoveriX Schiedlberg refere que “com o nosso estudo de grupo com 51 pacientes que melhoraram nas funções motoras e na espasticidade de forma altamente significativa, provámos que a terapia recoveriX é eficaz mesmo 10, 20 ou 30 anos após a doença neurológica”.

A terapia recoveriX resulta da combinação única de três terapias, nomeadamente a Imaginação Motora (IM), através da qual o paciente imagina o movimento da mão enquanto o recoveriX mede a sua atividade cerebral através de sinais EEG, a Realidade Virtual (RV), onde a imaginação conduz a uma simulação virtual de membro imaginado no ecrã, e a Estimulação Elétrica (FES), em que o movimento imaginado torna-se um movimento real através da estimulação, sem qualquer dor, dos seus músculos afetados.

Durante as 25 sessões terapêuticas necessárias para a aplicação desta terapia, os pacientes imaginam movimentos das mãos ou das pernas um total de 6.000 vezes, sendo este o mesmo número de vezes que uma criança necessita para aprender a andar. Desta forma, enquanto imagina os movimentos, o paciente está a criar novas ligações no cérebro, através das quais relembra e readquire a capacidade de se mover e movimentar. Cada sessão tem a duração de 50 minutos e podem ser realizadas três a seis sessões por semana, até dois tratamentos por dia (se necessário e aplicável ao paciente).

C.M. (iniciais anonimizadas), acompanhante de um paciente que está, neste momento, a meio de um ciclo de tratamento com a terapia recoveriX, afirma “com a realização da

terapia recoveriX, o que eu mais noto é a diminuição dos tremores, que diminuíram bastante. Ainda não fez dois meses de tratamento, por isso, é muito cedo para nós conseguirmos ter uma avaliação mais global daquilo que será o benefício que irá ter por completo, mas já se nota. Vejo melhorias na parte dos tremores, no geral, da cabeça, dos pés, das mãos, nota-se bastante que os tremores diminuíram”.

Jorge Alves, neuropsicólogo e diretor do Centro CEREBRO, afirma que “O Centro CEREBRO é a única instituição a disponibilizar esta terapia em Portugal e a possuir a certificação para a sua aplicação. A incorporação desta neurotecnologia reitera a continuidade do nosso compromisso em elevar os cuidados de reabilitação neurológica em Portugal e em melhorar a vida das pessoas vítimas de lesão cerebral”.

Dia Nacional do Doente de AVC assinala-se a 31 de março
Apesar de existirem diferentes fatores capazes de influenciar a probabilidade de acontecer um Aciden

A propósito do Dia Nacional do Doente de AVC, que se celebra esta sexta-feira, 31 de março, o Mundo Z da Zurich sugere alguns dos ingredientes e alimentos que deve privilegiar na sua alimentação para prevenir o risco de AVC:

  • Hortofrutícolas (por exemplo: tomate, laranjas, cenouras, abacate, couve-de-bruxelas ou melão)
  • Salmão
  • Azeite
  • Cereais integrais
  • Ervas aromáticas
  • Cogumelos
  • Chocolate negro
  • Frutos secos
  • Sumos naturais
  • E não esquecer a água. Muita, muita água.

Existem diferentes tipos de AVC, mas a inexistência de uma causa exata é inerente a todos. Para compreender melhor as causas, é preciso ter em conta que existem dois tipos de fatores de risco de AVC: os não modificáveis (que incluem fatores como o género, a idade e outras condições/doenças genéticas); e os modificáveis (do qual fazem parte hábitos menos saudáveis que agravam o risco de AVC, como o tabagismo, o consumo de álcool, o sedentarismo e, sobretudo, más escolhas nutricionais).

A correlação entre a alimentação e o risco de AVC

Sal, açúcares e gorduras saturadas são alguns dos alimentos e/ou condimentos que podem estar fortemente correlacionados com um aumento da tensão arterial, aumentando o risco de um AVC ocorrer. Eliminar – ou reduzir significativamente – estes elementos do “menu diário” será um contributo importante para a saúde, no entanto, “caprichar” na variedade, regularidade e equilíbrio da alimentação é tão importante como reduzir nos excessos.

Aposte em várias refeições (de doses mais reduzidas) ao longo do dia, maioritariamente compostas por alimentos como fruta da época, legumes, vegetais, alimentos isentos de gordura animal e ricos em fibra solúvel, em ómega-3 (entre duas a três vezes por semana) e de polpa branca, como a maçã ou a couve-flor.

Para além destes três pontos essenciais (variedade, regularidade e equilíbrio), há outras tendências com impacto comprovado na saúde - é o caso dos produtos plant-based, isto é, de origem vegetal, como cereais integrais, fruta, vegetais, leguminosas, frutos secos, sementes ou gorduras saudáveis. Além de contribuir para uma maior preservação dos ecossistemas e da biodiversidade, o modelo alimentar plant-based está associado a uma redução significativa do risco de doenças como obesidade, hipertensão e diabetes – todas elas doenças relacionadas com o AVC.

Como vimos, as escolhas alimentares não são o único fator a ter em conta, mas são essenciais para diminuir o risco de AVC – bem como de muitos outros problemas de saúde que podem ser agravados pelo que servimos à mesa.

 

 

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Análise INSA
O Departamento de Epidemiologia do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) levou a cabo estudo, “com o objetivo...

De acordo com esta análise, foram identificados quatro períodos de excesso de mortalidade a nível nacional, registando-se mais 6.135 óbitos do que o normal. Entre 3 de janeiro de 2022 a 1 de janeiro de 2023, morreram 124.602 pessoas em Portugal.  

Os períodos de excesso de mortalidade identificados foram de 17 janeiro a 06 fevereiro, tendo-se registado 891 óbitos em excesso (12% de excesso em relação ao esperado), “temporalmente coincidente com uma onda de COVID-19 e um período de temperaturas baixas”.

O segundo período foi de 23 maio a 19 junho, tendo -se registado 1.744 óbitos em excesso (21% de excesso em relação ao esperado), “temporalmente coincidente com uma vaga de COVID-19 e um período de temperaturas anormalmente elevadas para a época do ano”.

De 04 julho a 07 agosto registaram -se 2.401 óbitos em excesso (25% de excesso em relação ao esperado). “Temporalmente coincidente com períodos de calor extremo”, revela o INSA.

De 28 novembro a 18 dezembro ocorreram mais 1.099 mortes (15% de excesso em relação ao esperado), coincidentes com o período epidémico da gripe.

“Dada a coincidência temporal, os especialistas do INSA concluíram que a maioria dos períodos de excessos de mortalidade identificados quer a nível nacional, quer a nível regional, terão estado potencialmente associados a fenómenos amplamente conhecidos por poderem ter impactos na mortalidade, particularmente, as epidemias de gripe e COVID-19 e os períodos de calor e frio extremo”.

Segundo os autores desta análise, no entanto, “os impactos devido à gripe e COVID-19 terão sido inferiores do que os observados noutros invernos, por menor incidência de gripe e menor gravidade da pandemia de COVID-19”. No que diz respeito ao impacto observado no verão, este foi superior ao observado em anos anteriores.  “Ainda que dentro do esperado para a magnitude e duração dos períodos de calor registados”, salienta o INSA.

O estudo demonstrou ainda que o excesso de mortalidade ocorreu em todas as regiões, “embora com diferente duração e magnitude”. A região Norte foi a região em que se identificou um maior número de semanas de excesso de mortalidade (18) distribuídas por quatro períodos. Observaram-se excessos de mortalidade no grupo etário dos 15 aos 24 anos de idade (estes provavelmente devidos a causas acidentais, embora os dados disponíveis não permitam confirmar esta hipótese) e nos grupos etários acima dos 65 anos, existindo um gradiente crescente com a idade em relação ao número de semanas em excesso de mortalidade (65-74 anos: 6 semanas; 75-84 anos: 9 semanas; e 85 mais: 22 semanas).

A monitorização da mortalidade por todas as causas é uma ferramenta útil na identificação de fenómenos de saúde, ou desastres de elevada gravidade ou de elevada incidência na população e impacto na mortalidade. Em Portugal, a monitorização da mortalidade é realizada, desde 2007, pelo Departamento de Epidemiologia do INSA, permitindo estimar impactos associados a diversos eventos, tais como epidemias de gripe, COVID-19, períodos de temperaturas extremas e acidentes.

Opinião
Envelhecer é como sabemos, um processo natural da vida, e que traz consigo grandes mudanças.

Sabemos que a satisfação com o corpo é uma componente importante na saúde e no bem-estar das mulheres, em todas as faixas etárias. A menopausa pode por isso, afetar negativamente a construção da autoimagem, uma vez que alguns destes sintomas alteram os padrões sedimentados na nossa cultura de beleza, de juventude e fertilidade. As mulheres com a entrada na menopausa não se sentem muito positivas no que refere à sua aparência e forma física, apresentando maiores sentimentos de inferioridade e de insatisfação em relação ao corpo. Num mundo com grande apelo à sexualidade e forte associação entre sensualidade e juventude, somado, muitas vezes, com a saída dos filhos de casa e mudanças na rotina, a mulher pode ter dificuldades para se sentir feliz e realizada. O processo de envelhecimento, apesar das mudanças na última década, continua a ser visto por muitas pessoas e pela própria sociedade como uma etapa “má” da vida, muitas vezes rejeitado por uma desvalorização interna, e como consequência, acarreta para muitas, um golpe na sua autoestima.

A imagem corporal é um dos componentes da autoestima, portanto, entende-se o fato de muitas mulheres na meia idade se sentirem insatisfeitas com a sua imagem e esta relação da beleza com o envelhecimento pode afetar substancialmente a sua auto perceção, visto que, na cultura ocidental, o corpo velho está associado a algo feio e improdutivo. As mulheres à medida que envelhecem procuram atenuar as marcas do envelhecimento (rugas, manchas, flacidez.), com procedimentos estéticos cada vez mais em voga, uns menos, outros mais invasivos que outros, (laser, toxina botulínica, preenchimentos faciais, técnicas que estimulam síntese de colágeno e procedimentos para redução de medidas corporais), como recurso de melhorar ou mesmo manter a autoestima, uma vez que a imagem corporal se relaciona em grande parte, com a realização e a felicidade.

Vivemos tempos de mudança, e se por um lado as mulheres na meia idade podem sofrer alterações na sua autoestima, observamos que são cada vez mais as crianças e jovens que apresentam uma autoestima insuficiente, e que muito se deve ao fenómeno de exposição às redes socias. É preciso começar a olhar para a saúde mental das meninas.

As mulheres sofrem, desde cedo, uma forte influência social relacionada à estética e aos diversos papéis sociais que devem representar. Elas devem ser inteligentes, bonitas, fortes, amáveis, competentes, mães, esposas e lindas, expectativas, muitas vezes excessivas, que só aumentam conforme amadurecem. As redes sociais acabam por potencializar essa procura pela perfeição, contribuindo para o desenvolvimento de quadros depressivos e de uma insatisfação permanente.

Observa-se uma incapacidade dos jovens em dissociar a virtualidade do mundo real, e todos os conteúdos que consomem, são percecionados como reais, com total ausência de sentido critico. Isto é um fator de risco severo na construção da autoimagem e por conseguinte da autoestima. Esta pressão estética impacta as mulheres desde a infância e distorce a perceção da própria imagem, daí a importância da autoestima se cultivar desde cedo.

Importa por isso, percebermos primeiramente que não há uma fase da vida em particular para que haja investimento na autoestima, este é um trabalho que deve ser feito desde sempre, durante toda a nossa vida. Enquanto agentes educativos devemos promover a autoestima nas nossas crianças e jovens e enquanto adultos, adotar uma relação de amor connosco, caso contrário, a autoestima nunca será boa.

O segredo é, aprender a gostar de si mesma durante a vida toda. Cada pessoa vive seu próprio processo, mas é uma pena que as mulheres tenham um ponto de partida tão baixo. Não tanto pela comparação com os homens, mas sim consigo mesmas. A nossa autoexigência muito dura impede-nos em larga medida, de sermos livres, levando-nos muitas vezes a sofrer a síndrome do impostor com mais frequência que os homens e em relação às outras mulheres. A arte de amar a si mesma, é a resolução para um bem-estar permanente consigo, nos vários domínios da vida.

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Artigo publicado no Journal of the American College of Cardiology
O excesso de peso afeta mais a saúde do que se possa pensar. Um novo artigo da Mayo Clinic, publicado na revista médica ...

"O excesso de gordura atua como uma espécie de filtro e pode distorcer os resultados dos testes, causando sub ou sobre-diagnóstico", diz o autor sénior Francisco Lopez-Jimenez, diretor de cardiologia preventiva da Mayo Clinic. "A obesidade afeta quase todos os testes de diagnóstico utilizados em cardiologia, tais como eletrocardiograma, TAC, ressonância magnética, e ecocardiograma".

Os procedimentos intervencionais (tais como a colocação de stents através da perna ou cirurgia cardíaca) podem ser mais difíceis de realizar em pessoas com obesidade significativa e podem envolver mais complicações, tais como um maior risco de infeção no local da lesão.

As terapias medicamentosas comuns para tratar doenças cardiovasculares podem ter de ser ajustadas para cima ou para baixo para pessoas com obesidade. Alguns medicamentos, tais como betabloqueadores, podem afetar a capacidade de um doente perder peso, e o especialista enfatiza a importância de tentar abordagens alternativas para evitar que estes pacientes ganhem peso ou para os ajudar a perder peso.

As recomendações para perder peso podem ser difíceis de seguir porque os doentes com problemas cardíacos têm mais dificuldade em se deslocar e têm sintomas como falta de ar durante o exercício. Estes sintomas geralmente desencorajam-nos da atividade física, mas Lopez-Jimenez salienta que o exercício é importante não só para a perda de peso, mas também para a saúde do coração.

"A obesidade é um fator de risco importante a considerar nos doentes com doenças cardíacas, e precisamos de fazer algo a esse respeito", diz Lopez-Jimenez. O doente precisa de saber que o médico pode ajudá-lo a perder peso. Em geral, as soluções de perda de peso resumem-se a encontrar a terapia certa para o doente".

Um programa padrão de perda de peso incluirá um terapeuta, um nutricionista, e por vezes um psicólogo. Se isso não for suficiente, Lopez-Jimenez diz que existem outros recursos, tais como cirurgia bariátrica e medicamentos, que podem efetivamente ajudar os doentes a perder peso. A Mayo Clinic iniciou recentemente um programa cardiometabólico multidisciplinar para tratar a obesidade, reduzir doenças relacionadas, e ajudar os doentes a melhorar a qualidade de vida.

Definir com precisão o nível de obesidade de uma pessoa é importante. O índice de massa corporal, uma medida da gordura corporal baseada na altura e no peso, tem sido utilizado há muito tempo para definir a gravidade da obesidade. Mas as pessoas com quantidades significativas de massa muscular terão um elevado índice de massa corporal. As pessoas com pouca massa muscular e mais gordura na cintura podem ter um baixo índice de massa corporal, mas têm uma obesidade de peso normal. Medidas como a relação cintura/cintura e a circunferência da cintura proporcionam uma avaliação mais precisa do risco cardiovascular.

"Em geral, os doentes com doenças cardíacas e um grau especialmente avançado de obesidade beneficiarão da tentativa de modificar o seu estilo de vida. E se isso não funcionar, ou tiver sido tentado no passado, é razoável considerar a cirurgia bariátrica ou o uso de medicamentos", diz Lopez-Jimenez.

A decorrer de 29 a 30 de março, na Escola Superior de Biotecnologia da Católica
As Jornadas de Biotecnologia, organizadas por estudantes e antigos alunos da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade...

“Dietas sustentáveis em Jovens Casais Portugueses: Jantar Proteínas Alternativas”; “Saboreamos com o cérebro, não com a língua”; “O hospital do futuro”; “Projetos Extracurriculares”; “Algas… o alimento do futuro?”; “Genética médica”; “Hacking – Segurança em Sistemas de Saúde”; “Comunicação em Ciência: 'Make science understandable'” e “A importância da IA em Data Science” serão os temas das palestras. O evento, que terá lugar na Escola Superior de Biotecnologia, irá decorrer ao longo de dois dias, em formato de congresso científico e contará com oradores de renome nacional e internacional nas áreas da Biotecnologia, Microbiologia, Ciências da Nutrição, Engenharias Alimentar, Biomédica e do Ambiente.

O objetivo é promover a familiarização com o mundo da Biotecnologia e a realidade industrial e empresarial, mas também promover um maior contacto e conhecimento das mais recentes descobertas tecnológicas e científicas, através da realização de palestras, speed dating, workshops e uma mesa redonda sobre ética na ciência. Os participantes vão ter a oportunidade de esclarecer dúvidas e interagir com representantes de organizações como iLof; Craftable Software; Farfetch; PeekMed; FC Porto; Tec4Med; Amyris; TECMAFOODS:  insect based feed & food, Lda, entre outras.

As Jornadas de Biotecnologia, que se realizam entre 29 e 30 de março, vão contar com a presença de Isabel Braga da Cruz, Pró-Reitora da Universidade Católica Portuguesa, que atua no interesse do Centro Regional do Porto; Paula Castro, diretora da Escola Superior de Biotecnologia; Leonor Pinto, Presidente da Associação Nacional dos Estudantes de Nutrição - ANEN; Sara Pereira, Presidente da Associação Nacional de Estudantes de Engenharia Biomédica – ANNEB; André Mimoso, Presidente da Associação de Estudantes  da Escola Superior de Biotecnologia e ainda com Simone Sá, Presidente das Jornadas de Biotecnologia 2023.

Saúde Mental
O transtorno bipolar é uma doença maníaco-depressiva conhecida por gerar flutuações extremas de humo

Normalmente, manifesta-se em ambos os sexos entre os 15 e 25 anos, apesar de também afetar crianças e idosos. Em geral, os seus sintomas podem ser confundidos com outras doenças, por isso, é fortemente indicado contar com um profissional para um diagnóstico exato que ajudará a direcionar melhor seus tratamentos.

Como explica o neurocientista Fabiano de Abreu Agrela, as causas desse transtorno ainda não são totalmente compreendidas, mas há fortes indícios da sua ligação com a genética.

“As causas exatas do transtorno bipolar ainda são desconhecidas, mas tem sido fortemente associado a fatores genéticos que causam alterações específicas em algumas áreas do cérebro e na ação de determinados neurotransmissores, o que gera oscilações de humor”.

“Alguns estudos correlacionam o transtorno com a ação do gene AKAP11, que também pode estar ligado ao desenvolvimento de esquizofrenia. A ação dos genes é fundamental neste processo, cerca de 80% dos casos estão associados a fatores genéticos hereditários”, afirma.

Transtorno bipolar pode causar alterações no cérebro

De acordo com os resultados de um dos maiores estudos sobre bipolaridade que analisou ressonâncias magnéticas de mais de seis mil pacientes, houve redução da massa cinzenta no cérebro de pessoas com o transtorno bipolar em comparação com pessoas saudáveis. As alterações foram mais significativas nas regiões frontal e temporal do cérebro, responsáveis pelo controlo das emoções.

“Diversos neurotransmissores também são alterados em pessoas com o transtorno, a noradrenalina, por exemplo, apresenta reduções significativas em pacientes com bipolaridade, níveis de dopamina e serotonina também são alterados, mudanças que, neste último, também se relacionam com comportamentos agressivos e suicídio”, explica Fabiano de Abreu.

Tratamento do Transtorno Bipolar

O transtorno bipolar não tem cura, mas com os tratamentos disponíveis pode ser controlado, melhorando a qualidade de vida do paciente.

Geralmente o tratamento baseia-se em mudanças no estilo de vida do paciente, como o corte do consumo de substâncias psicoativas e estímulo a hábitos saudáveis, como controlo do stresse e qualidade de sono, além do uso de psicoterapia.

O uso de medicamentos também é importante: a depender da evolução do quadro e da gravidade da doença, podem ser prescritos ansiolíticos, neurolépticos, antipsicóticos, estabilizantes de humor e até anticonvulsivantes.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo avaliou dados de mais de 14 mil mulheres
Investigadores das universidades do Porto e Lisboa, e das clínicas IVI de Lisboa, Madrid e Valência, desenvolveram uma...

“A obesidade é uma doença crónica, que para além de constituir um gatilho para muitas doenças cardiovasculares, afeta a fertilidade das mulheres e o desenrolar de uma gravidez. Pelo que é desejável que mulheres com excesso de peso ou obesidade percam peso antes de tentarem engravidar. Mas também sabemos que a idade é um fator crítico para a fertilidade. Daí a pertinência deste estudo, ou seja, investigar se valia a pena esperar que as mulheres emagrecessem e qual a janela de tempo estritamente necessária para haver benefício clínico”, explica Samuel Ribeiro, investigador, ginecologista e coordenador científico do IVI Lisboa. 

De acordo com o médico, a investigação sugere que “há benefício potencial em estratégias de perda de peso até um 1 ano antes de serem iniciadas técnicas de procriação medicamente assistida, particularmente em mulheres com menos de 35 anos e com Índice de Massa Corporal (IMC) ≥25 kg/m2”, ou seja, com excesso de peso e/ou obesidade. No entanto, sublinha que, nas mulheres com mais de 35 anos, “a perda de peso deve ser considerável ou ocorrer em um período de tempo mais curto para evitar o efeito negativo do avanço da idade feminina”. Face aos novos dados, os investigadores que desenvolveram a calculadora concluem que o melhor curso de ação é a abordagem personalizada para perda de peso, em função da idade. 

Samuel Ribeiro salienta que o risco de infertilidade é mais elevado na mulher obesa comparativamente a uma mulher de IMC normal. O principal impacto da obesidade na fertilidade deve-se a alterações endócrinas que dificultam a normal ovulação. Mas, mesmo na ausência de distúrbios ovulatórios, a taxa de fecundidade da mulher obesa mostra-se reduzida como consequência da alteração do metabolismo a estado inflamatório.  

No que se refere diretamente à fertilização in-vitro (FIV), a obesidade associa-se a uma diminuição da taxa de sucesso, a uma diminuição da qualidade dos óvulos e menor taxa de implantação dos embriões por igual prejuízo da recetividade do útero para esses embriões. A obesidade está também relacionada com um aumento de aborto, quer em gestações naturais, quer naquelas resultantes do recurso a técnicas de procriação medicamente assistida.  

Neste estudo, somente foram consideradas mulheres submetidas ao seu primeiro ciclo de fertilização in vitro usando gametas próprios e que tenham tentado engravidar até ao final desse primeiro ciclo. O índice de massa corporal (IMC, que relaciona o peso com a altura) foi subdividido em seguintes subgrupos: baixo peso (<18,5 kg/m2), peso normal (18,5–24,9 kg/m2), excesso de peso (25,0–29,9 kg/m2) e obesidade (≥30,0 kg/m2). 

Em conclusão, uma mulher obesa de 35 anos que consiga perder 1 unidade de IMC em três meses tem mais hipóteses de engravidar num primeiro ciclo de FIV relativamente a outra com a mesma idade, com o mesmo IMC e que não tenha perdido qualquer peso. As mulheres mais velhas exigiriam uma perda de peso mais desafiadora para alcançar benefício clínico. Para uma mulher de 39 anos, apenas uma queda no IMC superior a 4 kg/m2 em três meses compensaria o efeito prejudicial do envelhecimento durante esse período.  

30 de março
No dia 30 de março, pelas 17 horas, vai haver uma sessão online e gratuita das Conversas com Barriguinhas, que visa ajudar as...

A decisão de amamentar o bebé deve ser tomada de forma informada e, para explicar tudo sobre o assunto e ajudar as mães a iniciarem este processo da melhor forma, a enfermeira especialista em Saúde Materna e Obstetrícia e Conselheira em Aleitamento Materno, Cláudia Xavier, vai estar presente na sessão.

A pediatra Susana Nobre também marcará a sua presença para explicar tudo sobre o recém-nascido e partilhar com os pais quais os principais sinais, respeitantes à saúde do bebé, a que devem estar atentos.

Por último, a Crioestaminal estará presente nesta sessão, representada pela Diretora Médica Alexandra Machado, que vai explicar o que são as células estaminais do cordão umbilical do bebé e a importância de as guardar.

Além do conjunto de descontos dos parceiros da iniciativa a que todos os inscritos vão ter acesso, uma das grávidas participantes nas sessões de março vai receber uma mala de maternidade.

 

Recebida em audiência com Grupo de Trabalho de Comissão de Saúde
A MiGRA Portugal (Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias) considera premente a melhoria no acesso aos...

A criação de um Programa Nacional para as Cefaleias; inclusão da Enxaqueca e Cefaleias no âmbito da Medicina do Trabalho; e inclusão da Enxaqueca e Cefaleias no Plano de Ação para a Literacia em Saúde são as três prioridades identificadas pela MiGRA Portugal e pela Sociedade Portuguesa de Cefaleias, para tornar menos incapacitante uma doença que afeta quase dois milhões de portugueses.

«Há uma consequência ao nível do desempenho profissional na medida em que aumenta o absentismo e condiciona a produtividade e eventualmente belisca a relação com a entidade patronal. Neste contexto, não deixam de ser oportunas as recomendações que aqui nos apresentam quanto ao acesso aos cuidados de saúde e quanto à maior literacia e sensibilização sobre a doença», afirmou Irene Costa, deputada do PS, sobre as propostas que a MiGRA Portugal apresentava. Já Inês Barroso, deputada do PSD, reforçou a pertinência das medidas apresentadas tendo em conta que falavam de um problema de saúde que afeta «dois milhões de portugueses, uma prevalência maior que a diabetes e a asma juntas».

Na sua apresentação, a MiGRA Portugal e a Sociedade Portuguesa de Cefaleias detalharam todas as necessidades identificadas e as medidas a implementar para lhes dar resposta. Dentro da proposta para a criação de um Programa Nacional para as Cefaleias, defendem a implementação de um sistema de referenciação dos doentes com estas patologias, o aumento do número de consultas de cefaleias no SNS e a comparticipação de medicamentos inovadores prescritos pelos centros de cefaleias fora do SNS, à semelhança do que acontece com algumas patologias reumatológicas. No que diz respeito à inclusão da Enxaqueca e Cefaleias no âmbito da Medicina do Trabalho, recomendam uma avaliação obrigatória pela medicina do trabalho e, sempre que necessário, a referenciação para o acompanhamento em consulta de Neurologia ou nos Centros de Cefaleias, a adaptação das condições laborais dos trabalhadores e a justificação de faltas por crises de cefaleias. Por fim, com a inclusão da Enxaqueca e Cefaleias no Plano de Ação para a Literacia em Saúde, pretende-se o aumento da consciencialização coletiva sobre estas doenças, diminuindo a discriminação social e laboral, bem como a educação sobre cefaleias, de modo a aumentar a taxa de resposta ao tratamento farmacológico e otimizar a eficiência do sistema.  

Madalena Plácido, presidente da MiGRA Portugal, na sua intervenção, focou ainda que, ao nível dos tratamentos inovadores existentes, estes são comparticipados apenas para as poucas pessoas que conseguem aceder a consultas de cefaleias nos hospitais do SNS. O que, pela dificuldade de acesso dos doentes às consultas do setor público, limita o acesso a estes tratamentos que no privado custam mais de metade do salário mínimo em Portugal. Daí que «uma das propostas que trazemos dentro do Programa Nacional nesta área da Enxaqueca e Cefaleias seria conseguirmos que estes medicamentos, à semelhança do que acontece na área da reumatologia e dermatologia, fossem prescritos, com critérios muito específicos, pelos médicos que estão a fazer acompanhamento no privado, e evitar o duplo acompanhamento dos doentes que depois tentam ser referenciados para o público».

Estima-se que em Portugal, as cefaleias tenham um custo total indireto de cerca de 4 milhões de euros, por dia útil, e cerca de 954 milhões de euros por ano. Perante estes dados, Raquel Gil-Gouveia, presidente da Sociedade Portuguesa de Cefaleias, considera que a redução destes custos reside num diagnóstico atempado, de forma a evitar a realização de exames complementares desnecessários, desde que recolhida uma história clínica de forma correta e por um médico habilitado, seja este dedicado aos cuidados primários, neurologia ou centros de referência. «Quanto mais tempo se demora a fazer o diagnóstico e a instalar uma terapêutica eficiente, mais difícil é, mais complexo é e mais cara é depois o tratamento. É uma questão que tem a ver com a sensibilização para este problema, embora tenha vindo a melhorar, mas é necessário colocar o tema na agenda política para aumentar esta sensibilização junto dos profissionais de saúde», conclui a neurologista.

A Sociedade Portuguesa de Cefaleias realizou um inquérito aos serviços clínicos prestados a pessoas com cefaleias que obteve resposta de 40 centros que prestam serviços diferenciados a doentes com cefaleias, 24 do SNS e os restantes 16 fora do SNS. Nestes centros, em média, realizam-se cerca de 4 a 5 consultas por dia útil a doentes com cefaleias, o que corresponde a apenas 13% da necessidade estimada, a nível nacional, para este nível de cuidados.

Na sessão, foram ainda divulgados dados de um estudo recente da MiGRA Portugal, que envolveu 596 inquiridos. 38,5% dos inquiridos, não possuem qualquer acompanhamento médico para estas doenças e 60% dos inquiridos não estão satisfeitos com o seu tratamento. Dos doentes que recebem acompanhamento médico especializado, 70% é seguido em instituições privadas, com 20% desses doentes a reportarem que assumem a totalidade dos custos desse acompanhamento e 25% a referirem que o valor da consulta é difícil de suportar, fundamentando a urgência da ação nesta área.

Após a apresentação das recomendações ao Parlamento, segue-se agora um pedido para reunir com a Direção Geral de Saúde e com a Direção Executiva do SNS, com o objetivo de discutir essas propostas. A audiência da MiGRA Portugal com o Grupo de Trabalho de Comissão de Saúde está disponível AQUI

A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) acaba de lecionar um curso de Gestão de Unidades de Cuidados para Chefias...

Liderado pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua e com o apoio da União Europeia, o projeto, com um horizonte temporal de três anos (2020-2023), visa ajudar na melhoria dos recursos humanos em saúde naquele território africano de língua portuguesa.

É, também, nesse sentido que a ESEnfC está a colaborar com a Escola Nacional de Saúde (ENS) da Guiné-Bissau, com vista à criação da licenciatura em enfermagem nesta instituição, tendo já sido apresentada uma proposta de plano de estudos para o futuro curso de ensino superior.

A ENS da Guiné-Bissau está «a desenvolver um trabalho de reconstrução organizativa e criação de uma renovada cultura organizacional, privilegiando a regulamentação, a participação de todos, a corresponsabilização, mas também a reflexão sobre a ação e a procura sistemática da melhoria», refere a vice[1]presidente da ESEnfC, Manuela Frederico-Ferreira, também uma das formadoras do curso dado aos enfermeiros guineenses.

Na última sexta-feira, aqueles 17 profissionais, maioritariamente do Hospital Nacional Simão Mendes, em Bissau, receberam os certificados de capacitação no curso de Gestão de Unidades de Cuidados para Chefias de Enfermagem Hospitalares, que lhes foram entregues pelo representante do ministro da Saúde Pública do Governo da Guiné-Bissau, o chefe de gabinete Abu Camara.

Desejo de que o curso seja “estendido ao país inteiro, para bem da saúde pública”

«Aprendemos a comunicar, liderar, trabalhar em equipa, a tomar decisão, gerir conhecimento, gerir conflitos, administrar os recursos humanos, materiais, financeiras… Gostaria de apelar a que esse curso seja estendido ao país inteiro, para bem da saúde pública, e que seja acrescentado nos currículos da nossa Escola Nacional de Saúde», afirmou, na ocasião, o enfermeiro que discursos em representação dos formandos, Pedro Album Debe.

Pela ESEnfC, estiveram na cerimónia a vice-presidente da instituição, Manuela Frederico-Ferreira, e os também docentes Alfredo Lourenço e Verónica Coutinho. A sessão contou, ainda, com representantes da Embaixada de Portugal e da União Europeia.

No âmbito da cooperação da ESEnfC no projeto "Ianda Guiné Saúde”, o estabelecimento de Coimbra também recebeu em Portugal seis enfermeiros provenientes da Guiné-Bissau, para a frequência de três cursos de mestrado.

O projeto "Ianda Guiné Saúde”, no contexto do qual também outros professores da ESEnfC já se deslocaram ao território guineense, é apoiado com dois milhões de euros pela União Europeia e com um cofinanciamento de mais 140 mil euros do Instituto Camões e da Fundação Calouste Gulbenkian.

Contando com vários parceiros locais, o projeto – que esteve igualmente a prestar formação a médicos guineenses – é também apoiado, em Portugal, pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical, pela Direção[1]Geral da Saúde, pela Escola de Medicina da Universidade do Minho, pelos hospitais de Braga, Guimarães e Viana do Castelo e pela Ordem dos Médicos.

Evento realizou-se nos dias 24 e 25 de março
O Congresso Internacional de Radiologia de Coimbra (CIRC. Imaging Scientific Talks) realizou-se nos passados dias 24 e 25 de...

Nesse sentido, "A Radiologia e o Futuro" foi tema de abertura, contando com a apresentação “Criar um mundo onde os cuidados de saúde não têm limites”, por Rui Costa, Diretor Geral da GE HealthCare em Portugal, na qual o tema central foi a Inovação. A isso, estão diretamente associados o deep learning e a inteligência artificial, dois conceitos que se complementam e que não podem ser deixados de parte quando o tema é o futuro da Radiologia.

"A Inovação é o que acreditamos ser a grande mais valia do presente e do futuro, porque é o que nos permite melhorar a produtividade do sistema de saúde em prol dos clínicos e dos utentes. Tecnologia integrada, fácil de utilizar e com capacidade de atualização constante possibilita a criação de sistemas sustentáveis e cada vez mais capacitados no apoio à decisão clínica.”, refere Rui Costa, Diretor-Geral da GE HealthCare Portugal. Além disso, acrescenta, “permite aumentar a qualidade e capacidade do diagnóstico e tratamento, para entregar cada vez mais qualidade de vida aos nossos cidadãos, tendo como fim último a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde prestados a nível mundial”.

Carla Solano, da Comissão Científica e Organizadora do CIRC reforça a importância que iniciativas como o CIRC têm, afirmando que “um Congresso desta natureza é uma valorização para a classe que aos poucos se vai impondo pelo seu trabalho, pensamento, sentimentos, mas também pelos seus saberes. É nestes eventos que os problemas complexos e fundamentais da nossa área são tratados, pelo menos são ventilados tecnicamente, por aqueles que os conhecem e deles vivem. Os congressos são uma forma privilegiada de se divulgar a ciência.”

Livro apresentado ontem
Já está disponível, de forma online e gratuita, o primeiro e-book sobre o conceito de literacia em saúde em Portugal. O livro...

O livro reúne várias vozes das áreas da saúde e da comunicação para convergirem num conceito de literacia em saúde. “Os autores debruçam-se sobre a estrutura de cada elemento que constitui a evolução desta definição. Embora não sendo um estudo, este ensaio reflete de forma crítica as várias dimensões de uma literacia em saúde do seculo XXI”, continua. Ao todo, mais de três dezenas de pessoas contribuíram para este e-book.  

Um dos objetivos é o de que “as entidades da saúde e outras possam compreender melhor a aplicação concreta da literacia em saúde nas suas boas práticas”. Para isto, o grupo de trabalho focou a definição deste conceito “naquilo que são as competências, a motivação, a decisão centrada na pessoa, a capacidade de o indivíduo poder agir sobre o seu processo de saúde, as limitações existentes, a navegabilidade no sistema e como a participação pode ser abordada”. 

Os contributos partem de várias figuras da área da saúde, desde comunicação, medicina, enfermagem e investigação científica. A SPLS quis “entender que qualquer investimento em literacia deve passar pelo investimento em cada dimensão e elemento que constitui a literacia em saúde”.  

Ao disponibilizar o livro de forma online e gratuita, a SPLS ambiciona ampliar o alcance das informações e promover a democratização do conhecimento sobre o tema. A obra é uma importante ferramenta para profissionais da saúde, educadores, estudantes e todos os interessados, oferecendo uma visão abrangente e atualizada sobre o conceito e as suas aplicações práticas. 

A obra completa pode ser lida aqui.  

 

Shigelose: saiba o que é
O prazer de viajar é sem dúvida dos mais bem-vindos para todos nós, após os anos de pandemia Covid q

A vida em ilhas pode conter mais desafios neste âmbito, com períodos de escassez em água potável. Com as variações das épocas seca e das chuvas cada vez mais caprichosas, e a falta de saneamento generalizado adequado, podem pôr qualquer paraíso insular de belas praias e pessoas generosas em perigo.

As recentes notícias acerca de casos de diarreia com febre, atribuíveis a bactérias como a Shigella dysenteriae, detetada em Cabo Verde e em pessoas que aí passaram férias, tem preocupado as entidades de vigilância epidemiológica (a OMS, o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) e o seu congénere CDC americano) com descrição de 258 casos de shigelose em turistas de 12 países desde agosto de 2022. O Reino Unido lidera entre casos suspeitos (95) e Portugal regista 2 casos, segundo dados publicados pelo ECDC em março de 2023.

As autoridades cabo-verdianas mantêm vigilância (Instituto Nacional de Saúde Pública ou INSP) e as recomendações para evitar o contágio: lavar as mãos frequentemente, usar água engarrafada/ fervida para preparar alimentos e lavar os dentes, beber água engarrafada/ fervida de preferência, não colocar gelo nas bebidas (os copos podem ser refrigerados).

Em caso de suspeita de doença, avisar as autoridades de saúde no local ou no país de origem. É importante saber que:

  1. o contágio é por via fecal-oral (daí a importância de alimentos e líquidos seguros e saneamento com esgotos adequados)
  2. o ser humano é o único reservatório
  3. a doença pode ser mais grave em crianças com menos de 2 anos, idosos e pessoas imunocomprometidas (ex.: doentes oncológicos, diabéticos, ou com doenças autoimunes; doentes a fazer terapêutica com corticoide, quimiotáxicos)
  4. a vacina oral está em fase de testes, mas pode não cobrir todos os serotipos
  5. cerca de 2 a 4 dias após contágio, pode surgir dor de barriga tipo cólica, com diarreia líquida que pode tornar-se sanguinolenta (daí ser disenteria hemorrágica, com ulcerações da porção mais distal do intestinal ou sigmoido-rectal). Os vómitos e febre podem ajudar a agravar a desidratação
  6. o diagnóstico é baseado na suspeição clínica e realização de culturas de fezes. A rectosigmoidoscopia pode ser útil em situações mais preocupantes
  7. o tratamento da grande maioria dos casos é de suporte, isto é, hidratação para reposição de água, sais minerais, açucares, proteínas; medicação para evitar os vómitos como metoclopramida pode ser usada com cuidado. Os antidiarreicos não devem ser usados por risco de prolongar a toxicidade das toxinas produzidas pelas bactérias shigella (não usar loperamida ou similares)
  8. os casos moderados a graves devem ser tratados com antibióticos orais como a ciprofloxacina e a azitromicina, ou endovenosos como o ceftriaxone, segundo prescrição médica
  9. Os casos muito graves podem levar ao chamado Síndrome hemolítico-urémico com falência renal e hemorragia intestinal, sendo os cuidados hospitalares necessários
  10. pacientes com genótipo HLA-B27 (espondilite anquilosante) podem desenvolver artrite reativa, conjuntivite, uretrite.

Enfim, devemos estar cientes dos cuidados a ter para prevenção de doenças e alertados para os sintomas que podem apresentar para recorrer a ajuda sempre que necessário. Consultar o boletim disponibilizado pelas entidades de saúde ajuda a decidir a escolha do destino de férias merecidas e que devem ser fonte de bem-estar.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Entre 29 de março e 01 de abril
O Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) da Faculdade de Psicologia e de...

Dedicado ao tema “Inovações na psicologia básica e aplicada”, o evento científico vai abordar temas como saúde mental, neurociência, avaliação psicológica, personalidade e emoções, psicologia social e política, desenvolvimento infantil e adolescente, psicologia forense ou envelhecimento. Para a docente e investigadora da UC e coordenadora do CINEICC, Maria Cristina Canavarro, este encontro «será uma via verde para a Ciência na Área da Psicologia. Uma opção estratégica do Centro em partilhar, de forma gratuita, a investigação de ponta na área que é realizada no CINEICC, juntamente com a divulgação de investigação de parceiros nacionais e internacionais de referência nas temáticas abordadas».

O Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental é uma unidade de investigação científica e de desenvolvimento tecnológico da Universidade de Coimbra, «amplamente reconhecido pela excelência do seu trabalho, a nível nacional e internacional», destaca Maria Cristina Canavarro. Atualmente, a produção científica desta unidade de investigação da UC tem-se centrado em dois domínios: em novos formatos acessíveis para a intervenção psicológica breve e em neurociência cognitiva.

No domínio dos formatos mais acessíveis de intervenção psicológica breve, a investigação do CINEICC tem-se centrado no desenvolvimento de ferramentas de e-(mental)health (a aplicação das tecnologias de informação e comunicação à promoção da saúde, nomeadamente da saúde mental). São exemplos da investigação e desenvolvimento nesta área o “eBEfree”, programa para a redução da ingestão compulsiva; o “Be a Mom”, orientado para a prevenção da depressão pós-parto; ou o “iACTwithPain”, para a autorregulação da dor crónica. Recentemente, a partir dos resultados promissores de um programa de intervenção em grupo para tratamento de perturbações emocionais em crianças, teve início o projeto “Detetives das Emoções In-Out”, que pretende avaliar a eficácia daquele programa em formato misto, ou seja, com sessões online e presenciais.

Já no domínio da neurociência cognitiva, o Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental tem consolidado o seu percurso nas vertentes básica (incluindo o mapeamento cerebral, a organização do [re]conhecimento de objetos no cérebro ou a representação neuronal) e aplicada, envolvendo o estudo da neuroplasticidade e da neuromodulação em populações com necessidades especiais. A título de exemplo, o CINEICC acolhe atualmente o “ContentMAP” – projeto português, na área da psicologia, com maior financiamento pelo Conselho Europeu de Investigação –, que visa aperfeiçoar o mapeamento do (re)conhecimento de objetos no cérebro. Os resultados desta investigação em neurociência básica têm resultado no desenvolvimento de programas de intervenção neuropsicológica, como o “REMINDER”, projeto em curso, com o objetivo de reduzir o risco de demência em pessoas com mais de 60 anos, através da promoção da neuroplasticidade. Outro projeto, iniciado este mês, é a ERA CHAIR “CogBooster”, financiada pela Comissão Europeia para capacitar a FPCEUC como um centro de excelência na investigação e no ensino em neurociência cognitiva.

O “IV Congresso Internacional do CINEICC” vai contar com a participação de mais de 500 pessoas (entre estudantes, investigadores e profissionais da psicologia e áreas afins) e com palestras de grandes nomes da psicologia contemporânea, como Alessio Fracasso, Chris Irons, Christine Padesky, David Gillanders, James Kirby, Jessica Fish, Jorge Osma, Thomas Parsons ou Todd Farchione.

Mais informações sobre o evento científico em https://cineicc-congress.fpce.uc.pt/.

Estudo iMM
Todos os anos, a chegada da Primavera traz uma discussão recorrente: devemos alterar a hora dos relógios para que a luz do dia...

Neste estudo, os investigadores analisaram 82 pacientes do CENC, o Centro de Medicina do Sono, em Lisboa (fuso horário GMT), e registaram os horários de sono e a hora de produção de melatonina daqueles que chegavam à clínica em horário normal ou no horário de verão. Sobre os resultados do estudo, Cátia Reis diz: "Verificámos que durante o horário de verão, os pacientes adormeciam a uma hora semelhante, mas acordavam mais de uma hora antes nos dias de trabalho. Isto resulta numa perda sustentada de sono. O horário de verão retira uma hora de luz pela manhã, quando precisamos de luz para degradar a melatonina, e adiciona-a à noite, quando precisamos de escuridão para produzir melatonina".

Quanto à hora de produção de melatonina, verificaram que é semelhante no horário padrão ou de verão, especialmente quando corrigida pela hora solar, sugerindo que a alteração apenas aumenta a distância entre a hora local e a hora solar. Como a hora de produção de melatonina é a mesma de acordo com a hora solar, as pessoas irão produzi-la mais tarde na hora do relógio, mas devido aos constrangimentos sociais, como o trabalho, acordam à mesma hora do relógio. "Este efeito é exagerado nos doentes com atraso de fase de sono, que são mais resistentes à adaptação, mas podem ser extrapolados para a população em geral.

 Outros investigadores encontraram implicações negativas deste desfasamento entre o tempo solar e biológico, tais como o aumento do risco de desenvolver certas doenças ou o aumento da frequência de acidentes nos dias que se seguem à mudança de hora", partilha Cátia Reis. "Com a industrialização, a diminuição da luz durante o dia no interior dos edifícios e as luzes elétricas à noite foi alterando a maioria dos relógios humanos para se tornarem mais tardios: estamos todos a transformar-nos em corujas. Mas os nossos horários sociais continuam bastante matinais e estão desalinhados com os nossos relógios internos, que respondem ao tempo solar. Temos os padrões de sono das corujas, mas a nossa vida social exige que sejamos cotovias! Este desfasamento está associado a défices de saúde.

A mudança para a hora de verão na Primavera apenas retira uma hora de luz pela manhã e muda-a para a noite, aumentando a discrepância entre a hora solar e a hora do relógio. Como o nosso ritmo biológico sincroniza com a luz solar, o aumento desta diferença reduz o tempo total de sono", acrescenta Cátia Reis, tomando uma posição sobre este assunto.

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