Iniciativa da SPMI
Viana do Castelo recebe a edição de 2023 da Festa da Saúde de 30 de junho a 2 de julho.

Esta é uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI) e vai decorrer com a colaboração do Serviço de Medicina da Unidade Local de Saúde do Alto Minho e da Câmara Municipal de Viana do Castelo. 

“A zona Ribeirinha de Viana do Castelo terá a honra de receber a 5ª edição do único evento gratuito e sem fins lucrativos em Portugal que junta o espetáculo da música, cultura, desporto e alimentação à prevenção da doença e promoção da saúde” afirma Diana Guerra, Internista e responsável pela organização do evento. 

“Tal como nas edições anteriores em Lisboa, Porto, Viseu e Aveiro, esta Festa da Saúde irá motivar a população para hábitos de vida saudável e constitui o compromisso público da SPMI com a informação para prevenir a doença e promover a literacia em saúde”, frisa Olga Gonçalves, da direção da SPMI.

“Esta é uma oportunidade única para os visitantes, com três dias com diversos rastreios efetuados pelos Núcleos de Estudo da SPMI e repletos de experiências desportivas, culturais, gastronómicas e de bem-estar, desde concertos, aulas de ginásio e desportos aquáticos, showcookings e workshops, em que a população pode ter um contacto próximo com os profissionais de saúde que os cuidam todos os dias, bem como artistas, desportistas e chefs de renome, que prometem fazer da saúde um bem fundamental mais próximo, acessível e inclusivo” conclui Diana Guerra. 

 

 

Conectar startups a investidores
Rethinking Digital Health – From Startup to Success” foi o mote escolhido pela Bayer para a 8.ª edição do STEM4HEALTH deste ano...

Este é um evento direcionado a startups, investidores e a qualquer pessoa que trabalhe no setor da saúde, uma vez que é uma experiência enriquecedora que culminará numa sessão de networking. Todos os projetos serão avaliados por um júri composto por elementos internos da Bayer e por elementos externos ligados ao setor da saúde, tecnologia e inovação.

A startup que apresentar o melhor projeto será premiada com a mentoria de Marco Dietrich, Managing Director & Country Division Head Pharma of Bayer Portugal, e ainda da Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã, durante o período de 12 meses.

“É com muito entusiasmo que voltamos a lançar o STEM4Health, que vou ter oportunidade de acompanhar pelo segundo ano consecutivo. Uma iniciativa direcionada a jovens com vontade de inovar e em trazer soluções disruptivas para a área da saúde. A Bayer quer continuar a estimular o empreendedorismo e ajudar as startups que estão agora a começar o seu percurso no mercado português e internacional”, afirma Marco Dietrich, Managing Director & Country Division Head Pharma of Bayer Portugal.

A comunidade STEM4Health Lisbon foi criada em outubro de 2016 e atualmente está presente em cerca de 20 cidades em todo o mundo, sendo apoiado pelo programa de aceleração de startups da Bayer: Grants4apps. Foi o sucesso desta primeira edição que permitiu que a Bayer Portugal promovesse este evento anualmente.

Para mais informações consulte: https://www.bayer.com/pt/pt/inovacao/stem4health-lisbon.

 

 

 

Opinião
A Asma é uma doença respiratória crónica, afetando cerca de 8 a 10% da população, e caracteriza-se p

O Médico de Família é o profissional mais bem colocado para estabelecer o diagnostico inicial da Asma, que deve basear-se numa história clínica completa e eventualmente em provas de função respiratória (nomeadamente a espirometria). Uma vez estabelecido o diagnóstico, e mesmo no seguimento dos doentes sob tratamento, é crucial proceder periodicamente a uma avaliação do risco individual de cada doente, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de agudizações. Para esta avaliação são essenciais os seguintes aspetos: estado dos sintomas, adesão à terapêutica e medidas de estilo de vida, a correta utilização dos dispositivos inalatórios, a existência de outras comorbilidades (por ex. rinite, refluxo gastroesofágico, obesidade, ansiedade e depressão, hipertensão ou insuficiência cardíaca, diabetes, patologia osteoarticular, apneia do sono, entre outras), avaliar a função respiratória (nomeadamente a possibilidade de existência concomitante de outras doenças respiratórias), bem como fatores associados a exposição de desencadeantes ambientais (como alérgenos, poluição, tabaco, agentes infeciosos, entre outros).

O tratamento adequado da Asma passa essencialmente pelo controlo da inflamação das vias aéreas, nomeadamente com recurso a corticoides inalados, aos quais podem ser associados, quando necessário, agentes broncodilatadores de longa ação. As orientações internacionais apontam duas tipologias distintas no tratamento da asma:

  • Uma tipologia baseada no tratamento com corticoide inalado (ICS) associado a formoterol, onde o este último desempenha o papel de broncodilatador que têm simultaneamente um inicio de ação rápido e efeito prolongado. Com isto, os doentes podem usar, numa primeira “fase”/degrau da terapêutica, esta associação de medicamentos em SOS, como forma de alivio dos sintomas, e recebendo simultaneamente o controlo da inflamação necessário. Designa-se este conceito por esquema MART (maintenance and reliever therapy). Já nas “fases”/degraus de tratamento mais avançados, esta associação passa a ser realizada de forma fixa diária, habitualmente em 2 ou mais inalações/dia, havendo possibilidade de aumentar progressivamente a dose do corticoide inalado conforme a gravidade de sintomas.
  • Uma tipologia baseada no tratamento inicial (nas primeiras “fases”/degraus) apenas com corticoide inalado, e nas “fases”/degraus mais avançadas numa associação entre este e um broncodilatador de longa duração de ação (diferente do formoterol). Em todos as “fases”/degraus de tratamento o alivio dos sintomas será realizado com um broncodilatador de ação rápida em SOS. Nas “fases”/degraus mais avançados o tratamento é realizado de forma fixa diária, havendo diversas opções terapêuticas que possibilitam apenas 1 inalação/dia, e havendo também possibilidade de ir aumentado progressivamente a dose do corticoide inalado conforme a gravidade de sintomas.

Estudos têm demonstrado que nem todos os doentes encaixam apenas em uma tipologia de tratamento. O primeiro permite uma variabilidade de doses/posologia mais diversificada, bem adaptável a doentes com Asma de padrão intermitente, em que há necessidade de alterar as doses e posologias em diversas épocas/períodos do ano. No entanto requer algum grau de literacia por parte dos doentes, para saberem realizar uma boa autogestão destes fatores. De fato, muitos dos doentes neste esquema terapêutico mantem-se mal controlados nos seus sintomas, e uma significativa parte deles continua a usar broncodilatadores de ação rápida para alívio dos sintomas, o que não é recomendado fazer juntamente com formoterol.

A tipologia alternativa apresenta um conceito de tratamento mais estável, baseado numa dose/posologia mais fixa e mais simples, o que será potencialmente mais adequado para doentes com Asma de padrão mais persistente e de pouca variabilidade de sintomas ao longo do tempo. Estas características podem melhorar a adesão terapêutica particularmente em doentes que não se adaptam ou não compreendem o conceito do esquema MART (da primeira tipologia), ou que preferem uma dose/posologia baseada numa única inalação diária, e que persistem em usar o broncodilatador de ação rápida como SOS para alívio dos sintomas.

O tratamento da Asma deve ser assim personalizado a cada doente, com o objetivo de avaliar o seu risco individual, que é baseado em todas as suas características, e adaptando o melhor tratamento às suas preferências e dia-a-dia, conseguindo o controlo total de sintomas e capacitação para uma correta autogestão da doença.

Referências Bibliográficas:

  • Guia prático de gestão da Asma nos Cuidados de Saúde Primários. Atualização 2022. GRESP/APMGF. Disponível em: www.gresp.pt
  • Global Initiative for Asthma. Global Strategy for Asthma Management and Prevention, 2022. Available from: www.ginasthma.org

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia Nacional do Doente com AVC assinala-se a 31 de março
O Dia Nacional do Doente com AVC assinala-se no próximo dia 31 de março e, à semelhança dos anos anteriores, a SPAVC incentiva...

O grande objetivo da criação do Dia Nacional do Doente com AVC, em 2003, sempre foi aumentar a consciencialização sobre a doença, promover a prevenção e melhorar o tratamento e os cuidados prestados aos doentes com AVC. A especialista considera que esse objetivo tem vindo a ser cumprido uma vez que, “ao longo destes 20 anos, tem-se verificado um crescente reconhecimento da importância da prevenção do AVC e do rápido acesso a cuidados especializados para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos doentes”.

Apesar dos avanços significativos, quer na prevenção, quer no tratamento, o AVC continua a ser uma grande ameaça para a saúde pública, sendo, por isso, “imprescindível que se continue a educar a população sobre a doença, destacando as necessidades dos doentes e das suas famílias e promovendo ações que visam reduzir a carga do AVC na sociedade”, acrescenta a neurologista.

Este ano, as comemorações do Dia Nacional do Doente com AVC decorrem de 18 de março a 2 de abril, com diversas atividades apoiadas pela SPAVC, tais como campanhas de sensibilização, rastreios gratuitos de fatores de risco, palestras educativas, sessões de exercício físico, atividades em escolas, entre outras iniciativas. A adesão da população a tais atividades é um dos principais focos da SPAVC para este Dia Nacional, uma vez que essa cooperação “poderá traduzir-se no aumento da procura por cuidados médicos precoces e a numa maior eficácia do tratamento, reduzindo, assim, as taxas de mortalidade e incapacidade relacionadas ao AVC”​​. Além disso, “estas iniciativas são também um importante apoio emocional aos doentes e suas famílias, fomentando a partilha de experiências e o conhecimento dos recursos e serviços disponíveis para ajudá-los a lidar com os desafios da doença”, refere a Embaixadora.

O Presidente da Direção da SPAVC, Vítor Tedim Cruz, considera que a grande mensagem a difundir nesta data, em qualquer modelo de atividade, passa pela divulgação dos sinais do AVC, os chamados 3 “F”, que são a alteração na fala, na face e na força num dos membros do corpo. “Qualquer pessoa deve saber que, na presença de algum destes sinais, deve ligar de imediato para o 112 para ativar a Via Verde do AVC”, refere o especialista. A Via Verde do AVC é uma estratégia organizada para que os doentes possam ser rapidamente encaminhados para receberem tratamento da forma mais célere e adequada possível. “O cérebro é um órgão muito delicado e, ao contrário dos outros, não aguenta muito tempo sem oxigénio, pelo que as primeiras horas são determinantes”, finaliza o neurologista.

A SPAVC aproveita esta data para reforçar as principais estratégias no combate ao AVC a nível nacional. O investimento em campanhas de prevenção sobre os fatores de risco para o AVC; a consciencialização para a importância da prática regular de atividade física e da adoção de uma dieta saudável; a melhoria dos acessos aos cuidados de saúde para os doentes com AVC residentes em áreas mais remotas do país; o incentivo à investigação; a aposta na formação dos profissionais de saúde; e a melhoria do suporte aos doentes e suas famílias, através dos grupos de apoio aos doentes “são as principais medidas para diminuir o impacto do AVC no nosso país”, defende Liliana Pereira.

Todos os anos, o AVC afeta milhares de pessoas em Portugal. É através de “ações de prevenção, consciencialização e do investimento em cuidados especializados que é possível fazer a diferença na vida das pessoas que foram afetadas pelo AVC e das suas famílias”. Como Embaixadora deste dia Dia Nacional, Liliana Pereira apela à participação nas atividades locais e incentiva a população a “adotar estilos de vida saudáveis, onde se incluem a preferência por uma alimentação equilibrada, a prática de exercício físico regular e a cessação tabágica. O AVC é uma doença grave e devastadora e, por isso, é tão importante todos conhecermos e reconhecermos os seus sinais e sintomas para agir rapidamente”.

Primeiras queixas costumam ser desvalorizadas
No âmbito do Dia Mundial da Saúde que se assinala a 7 de abril, de relembrar que também devemos olhar pela saúde das nossas...

“As primeiras queixas de DVC podem facilmente ser confundidas e percecionadas como normais, sendo, na maioria das vezes, desvalorizadas. Importa assim salientar que a sensação de pernas pesadas, cansadas e com dor, pernas e tornozelos inchados, comichão, dormência nas pernas e cãibras noturnas são os principais sinais e sintomas desta doença e que não devem ser desconsiderados. À mínima suspeita, devem procurar um profissional de saúde”, refere Joana Ferreira – médica especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular. 

É igualmente recomendável estar alerta aos sinais visíveis nas pernas. Esta patologia afeta as paredes e válvulas das veias das pernas e dificulta a circulação do sangue para o coração e, por isso, pode manifestar-se através do aparecimento de derrames, varizes, edema e pigmentação cutânea. 

O diagnóstico tardio pode afetar a qualidade de vida dos doentes, com um impacto social e económico significativo. Calcula–se que a DVC é responsável por um milhão de dias de trabalho perdidos, por 21% de mudanças nos postos de trabalho e 8% das reformas antecipadas, em Portugal. 

O tratamento adequado e atempado é essencial. Neste sentido, os doentes devem recorrer à ajuda médica sempre que suspeitem que estão perante uma situação de DVC. O diagnóstico é simples, podendo numa consulta médica serem investigados aspetos relacionados com a doença. Segue-se um exame físico, onde se procuram sintomas e sinais da doença, podendo nesta fase ser utilizado um Doppler portátil ou um eco-Doppler, para identificar a presença de refluxo ou potencial oclusão venosa. 

O tratamento depende da presença e gravidade dos sintomas e deve ser adaptado caso a caso, podendo incluir medicamentos venoativos, compressão elástica, bem como intervenções cirúrgicas. Saiba mais em www.dornaspernas.pt

 

 

Petição pública “Nenhuma mulher portuguesa com cancro do ovário deixada para trás”
O Movimento Cancro do Ovário e outros Cancros Ginecológicos (MOG) tem em curso uma petição pública “Nenhuma mulher portuguesa...

“Em pleno século XXI, não é aceitável que as mulheres portuguesas que enfrentam um cancro do ovário não tenham acesso aos mesmos cuidados e tecnologias de saúde que todas as outras mulheres que vivem no espaço europeu. No entanto, é isso que acontece. Apelamos a todos os portugueses que se juntem a nós nesta causa e nos ajudem a sensibilizar os órgãos de soberania para esta injustiça. Cada dia que passa, é um dia que faz a diferença em quem vive com esta doença”, defende Cláudia Fraga, presidente da MOG e sobrevivente de cancro do ovário. “Neste momento, há mulheres a morrer porque não têm acesso a um tratamento que está acessível noutros países da Europa e isso não é aceitável”, conclui Cláudia Fraga.

O cancro do ovário é o sétimo tipo de cancro mais comum entre as mulheres, com cerca de 314 mil novos casos por ano. É a quinta causa de morte por doença oncológica entre as mulheres, sendo o cancro ginecológico com maior taxa de mortalidade.

A petição pode ser lida e assinada aqui.

 

12 de maio a 9 de junho
A NOVA Medical School tem as inscrições abertas, até ao dia 17 de abril, para a terceira edição da Pós-Graduação em Doenças...

A Pós-Graduação em Doenças Médicas e Gravidez tem como objetivo colmatar a necessidade de formação contínua e atualização das equipas multidisciplinares que se dedicam ao acompanhamento de grávidas de alto risco, possibilitando a aquisição de conhecimentos sobre as principais patologias médicas numa vertente obstétrica, apresentados por especialistas experientes nas várias áreas clínicas.

Os progressos da Medicina têm permitido uma maternidade cada vez mais adiada, com consequente aumento do número de comorbilidades e complicações médicas durante a gravidez. Este curso vem satisfazer a necessidade de formação contínua e atualização das equipas multidisciplinares que se dedicam ao acompanhamento de grávidas de alto risco. Possibilita a aquisição de conhecimentos sobre as principais patologias médicas numa vertente obstétrica, apresentados por especialistas experientes nas várias áreas clínicas.

Esta Pós-Graduação destina-se a especialistas e internos de Obstetrícia e Ginecologia, Medicina Interna, Medicina Geral e Familiar e outras Especialidades, Enfermeiros Especialistas em Saúde Materna e Obstétrica.

As inscrições para a Pós-Graduação em Doenças Médicas e Gravidez decorrem até ao próximo dia 17 de abril e podem ser efetuadas no site da NOVA Medical School. A formação realiza-se entre 12 de maio e 9 de junho.

O curso é coordenado por Fátima Serrano, Augusta Borges, Ana Isabel Machado, Fátima Palma, Inês Palma dos Reis e Cristina Guerreiro.

 

1º Barómetro da Cultura Organizacional associada à Prestação de Cuidados
A importância da cultura organizacional dos prestadores de cuidados de saúde encontra-se diretamente relacionada com a...

Com o objetivo de avaliar esta dimensão, a Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, a Direção executiva do SNS, a Ordem dos Psicólogos Portugueses e a EY, com apoio técnico dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), desenvolveram uma metodologia para medir a cultura organizacional das instituições do Serviço Nacional de Saúde. Os resultados poderão servir de base a implementação de uma nova estratégia de gestão de recursos humanos do Serviço Nacional de Saúde, no sentido de promover uma melhoria da cultura organizacional.

O questionário de 30 perguntas, baseado num barómetro semelhante desenvolvido pelo Kings College – London para aplicação no Serviço Nacional de Saúde de Inglaterra, foi enviado por email a todos os trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde, entre os dias 3 e 17 de março.

Foram recolhidas 9394 respostas, distribuídas pelos Cuidados de Saúde Primários e Hospitais portugueses, bem como por todos os grupos profissionais.

Na 1ª Edição deste barómetro, é notório que os trabalhadores se sentem integrados e apoiados, quer pelas suas chefias diretas, como pelas suas equipas de uma forma global. 75% dos trabalhadores reconhecem saber  o que é esperado de si no seu trabalho e 70% sentem-se tratados com respeito pelos seus pares. Foram estes os itens com melhor desempenho, o que indica claramente uma identificação dos respondentes com as equipas em que se integram.

No ponto diametralmente oposto, encontra-se a perceção dos trabalhadores, quer com a gestão das suas unidades de saúde, como com a forma as instituições valorizam o seu trabalho. Por um lado, 56% dos trabalhadores faz uma avaliação negativa sobre a forma como os diferentes gestores das diversas instituições de saúde percepcionam a atividade das organizações. Por outro, os trabalhadores sentem que não conseguem influenciar a forma como as coisas são feitas nas suas instituições, havendo apenas 20% de respondentes a reconhecer conseguir fazê-lo, e 18% com a percepção de que o seu ponto de vista é ouvido. 80% dos respondentes têm opinião desfavorável ou neutra sobre a celebração dos sucessos dos trabalhadores por parte da sua instituição. Refira-se ainda a baixa classificação dada à dimensão Recursos, sendo aquela que apresenta agregadamente avaliação mais negativa por parte dos trabalhadores, e na qual apenas 34% dos respondentes acham que têm o tempo e os recursos necessários para desempenhar bem a sua função.                        

Realça-se o facto de terem sido recebidas mais de 5000 sugestões de melhoria, o que reflete uma grande adesão e vontade dos respondentes em contribuir para o presente barómetro. A maior parte dos comentários dos respondentes foi no sentido de promover mais formação, desenvolvimento profissional e de competências, mas também no sentido de realçar a necessidade de melhoria a nível da gestão.

Os resultados do Barómetro serão apresentados na 12ª Conferência de Valor APAH, no dia 25 de março em Guimarães, a que se seguirá um painel de debate (Professor Doutor Fernando Araújo – Diretor-Executivo do Serviço Nacional de Saúde, Professor Doutor Adalberto Campos Fernandes – Professor na Escola Nacional de Saúde Pública e Ex-Ministro da Saúde, Dr.ª Rosa Valente Matos – Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central e ex-Secretária de Estado da Saúde e Dr. Tiago Goncalves – Vogal do Conselho Diretivo da ACSS) que procurará refletir sobre a estratégia e as ações concretas que permitam melhorar a cultura organizacional do Serviço Nacional de Saúde.

Dia 29 de março
A GS1 Portugal, organização neutra, sem fins lucrativos, responsável pela implementação de standards para a promoção de uma...

A gestão logística nas mais variadas cadeias de valor otimiza a circulação de produtos e materiais e assegura a ligação entre o fluxo físico e o fluxo de informação. A gestão logística, hospitalar ou farmacêutica, gere o fluxo de dispositivos médicos, medicamentos e outros produtos de saúde, assim como de dados do paciente, e controla o fluxo de informação relacionado com esses mesmos fluxos físicos, assegurando a qualidade e segurança, desde o produtor até ao paciente.

Assim, além da introdução ao Sistema de Standards GS1, esta ação formativa incidirá sobre os seguintes pilares:

  • Requisitos legais para a codificação de produtos de saúde;
  • Identificação e captação de dados de produtos;
  • Identificação única de medicamentos e dispositivos médicos;
  • Transformação dos requisitos legais em meios para impacto benéfico no negócio.

As ações formativas da GS1 Portugal promovem a codificação e rastrealidade dos produtos ao longo de toda a cadeia de valor, contribuindo, assim, para a otimização da eficiência logística. 

Para informação adicional e inscrições será necessário preencher o formulário. A sessão decorre a 29 de março, entre as 10h00 e as 11h00. 

 

 

Dia Nacional do Dador de Sangue
Atualmente, a vida é muito ocupada, andamos sempre a correr e a priorizar as nossas decisões e estes

Os tempos mudam, as necessidades mudam, os estilos de vida mudam e a promoção da dádiva deverá e terá de acompanhar e idealmente antecipar essas mudanças.

A solução passa pela educação para a saúde, pela literacia em saúde, provavelmente por mensagens subliminares diárias que nos relembrem/alertem para esta necessidade permanente.

Existem critérios rigorosos para se ser dador de sangue, com o objetivo de máxima segurança quer para o dador quer para o recetor.

Para se doar sangue os critérios mínimos são: ter mais de 18 anos (inclusive), mais de 50 kg e ser saudável.

Toda a informação de onde pode doar e quais o horário está acessível através do Site www.dador.pt que é uma plataforma interativa que indica quando e onde poderá doar sangue, com base na localização do dador, disponibilizando uma funcionalidade de definição da rota para o local da dádiva selecionado.

Geralmente o que se sente depois da doação é uma sensação prazerosa de ter ajudado. Os dadores referem que se sentem tão bem consigo próprios que a pergunta que mais fazem, após o término da dádiva é: “Quando é que posso dar novamente?”.

Antes da dádiva deve-se ter alguns cuidados: reforçar a hidratação com líquidos como água ou chá no dia anterior e no dia da dádiva, evitar longos períodos de exposição solar, fazer uma refeição ligeira previamente à dádiva. Após a dádiva deverá manter-se a hidratação e evitar períodos longos de exposição solar e evitar o exercício físico no dia da dádiva.

A unidade de sangue total que é doada será analisada, separada nos diferentes componentes sanguíneos que, no mínimo, são 3: concentrado de eritrócitos (“glóbulos vermelhos”), plasma e plaquetas. O que faz com que 1 só dádiva possa ajudar até 3 pessoas.

Infelizmente o sangue doado não dura para sempre. Esse é também um problema das grandes afluências aos apelos porque pode produzir excesso de dádivas de sangue num tempo curto, com o risco de não serem todas utilizáveis em tempo útil. De facto, uma unidade de concentrado de eritrócitos tem um prazo que varia de 35 a 42 dias (5 a 6 semanas), as plaquetas têm uma validade apenas de 5 dias. O sangue é um recurso escasso e finito.

Doar sangue não dói, quem tem tatuagens também pode doar sangue. Todos podem ser candidatos a se tornarem dadores de sangue desde que tomem essa decisão, se sintam com saúde e tenham hábitos de vida saudável. Para tal basta responder com sinceridade às perguntas que lhe forem feitas no rastreio clínico e tomar uma refeição ligeira antes da dádiva.

 

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Campanha
A prevenção dos incêndios rurais começa em cada um de nós. Para sensibilizar e mobilizar a população a mudar de comportamentos...

Com o apoio da Direção Regional de Cultura do Centro e do Município de Tondela, o evento contará com a presença do Ministro do Ambiente e da Ação Climática, Duarte Cordeiro, e do Ministro da Cultura, Pedro Adão e Silva, e do Secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino

“SOB A TERRA” insere-se no âmbito do projeto “O Teatro Chama", uma iniciativa criada pela AGIF e o MC em 2020, que concebeu  3 peças de teatro, enquanto ferramenta de contacto em proximidade com as populações para que as comunidades adoptem boas práticas na utilização do fogo, com vista à proteção e valorização da floresta e dos territórios. Esta peça tem percorrido várias cidades do país, desde janeiro de 2023 (Castelo Branco, Tábua, Pedrógão Grande, Albergaria-a-Velha, Lousã) e culmina agora, em Tondela.

Tiago Oliveira, Presidente da AGIF adianta que “Após 2017, os portugueses conseguiram reduzir para metade o número de incêndios. Agora o grande esforço é alterar comportamentos através de iniciativas de proximidade”. À semelhança de campanhas desta natureza, realizadas em países como Espanha ou Estados Unidos da América, em que através da arte e eventos culturais, se mobilizam as pessoas a receberem as mensagens de força diferente, chegando de forma direta às populações locais.”

“SOB A TERRA” é a história de uma aldeia e das suas gentes contada em três capítulos. Absurdamente donos do seu nariz, estas figuras só se preocupam com o que é seu. Quebrar rotinas e comportamentos de risco é uma ilusão nesta aldeia. A irresponsabilidade e a ignorância imperam, mesmo quando há quem procura chamar a atenção face ao perigo. Aqui, nada é natural, só o comportamento é que é naturalmente absurdo. No final, só se espera que nada voltará a ser igual porque a culpa, não morre solteira.

Este espetáculo é o resultado da transdisciplinaridade de várias artes – teatro, música, artes visuais e multimédia, numa simbiose com o espaço físico, uma vez que este é feito na rua. Conta com encenação de Frédéric da Cruz P., música ao vivo pela artista Surma e com projeção de desenho digital em tempo real, pelo artista Nuno Viegas.

 

 

APEF realiza sessão de esclarecimento em Celorico de Basto
A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) vai realizar hoje uma sessão de esclarecimento sobre as consequências...

De acordo com José Presa, presidente da APEF, “O consumo de bebidas alcoólicas por parte dos jovens, sobretudo relacionado com a vida noturna e social, é preocupante. Esperamos, assim, contribuir de forma positiva para o Programa de Educação em Saúde da escola, bem como prevenir e reduzir a incidência das doenças hepáticas crónicas, que são a quarta maior causa de morte precoce no país e, na sua generalidade, derivadas do consumo de álcool”.

E acrescenta: “É possível minimizar os danos deixando de ingerir álcool e adotando uma dieta nutritiva, pobre em gorduras e rica em nutrientes. Por outro lado, nos estádios mais graves, poderá ser recomendada medicação que controle os sintomas. O transplante do fígado é apenas indicado quando o seu funcionamento está gravemente comprometido e as outras formas de tratamento não estão a ser eficazes”.

Segundo os dados do relatório do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), de 2020, o consumo de álcool é mais elevado por parte dos homens, com 19,5 litros de puro álcool per capita por ano, do que das mulheres, que consomem 5,6 litros.

O estudo demonstra também que em 2020 foram registados 36.799 internamentos hospitalares, com diagnóstico principal e/ou secundário atribuíveis ao consumo de álcool, envolvendo 27.238 indivíduos em Portugal. Os dados referem ainda que, em 2019, morreram 2.507 pessoas por doenças atribuíveis ao álcool, 27% das quais por doenças atribuíveis a doença alcoólica do fígado.

 

No bem-estar e na saúde
Cada vez mais especialistas na área do Sono, defendem que a mudança para o horário de Verão acarreta

O nosso organismo regula-se pelo ciclo dia-noite e a ação de todas as nossas hormonas tem uma hora estabelecida. Se a hora muda, todo o organismo fica desregulado, sendo necessário tempo para o mesmo se adaptar ao novo horário. Algumas pessoas levam até cerca de uma semana para se adaptarem completamente.

Entre os sintomas provocados pela mudança da hora existe a prevalência de insónias, sono fragmentado, dores de cabeça, cefaleias, náuseas, ansiedade, falta de atenção, dificuldades de memória e alterações de humor.

Pessoas que já apresentam dificuldades em relação ao sono, pessoas deprimidas, ansiosas, pessoas idosas e adolescentes são os mais afetados por este acontecimento... Nestes grupos a sincronização do organismo pode ser mais lenta.

Há estratégias que se pode implementar no próprio dia da mudança da hora para que o impacto desta alteração seja menor e para que os efeitos sejam minimizados: deve-se fazer gradualmente uma adaptação, por exemplo levantar-se um pouco mais cedo e fazer as refeições também um pouco mais cedo, para que a mudança de horário não seja tão agressiva para o organismo. Evitar as sestas, o exercício físico tardio, não utilizar dispositivos eletrónicos são outros exemplos. Realizar técnicas de relaxamento e de Auto-hipnose também podem ser uma boa solução para que esta adaptação seja feita de forma mais tranquila e saudável.

Por sua vez, uma hora a mais de sono pode ser benéfico para quem necessita de dormir mais, sendo que o impacto desta hora de sono é maior em quem se deita mais tarde e em quem se levanta também mais tarde.

Em consonância com a opinião de alguns especialistas da área da Medicina do Sono, que alertam para os prejuízos da mudança de horário, cada vez mais se defende o fim desta mudança, aproximando-nos o máximo possível da hora solar, pois o nosso organismo regula-se por esse ciclo dia-noite, esse é o ciclo ideal, desse modo muitas das problemáticas associadas diminuiriam significativamente, além de que seria uma medida que iria promover bem-estar e saúde, e como sabemos mais qualidade de vida também significa maior produtividade.

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Com a aquisição do Hospital Internacional dos Açores (HIA)
A CUF dá um passo significativo na expansão e consolidação da sua rede nacional de cuidados de saúde, com a aquisição do...

A rede CUF, composta por 24 hospitais e clínicas, localizados em Portugal Continental e, agora, na Região Autónoma dos Açores, fortalece, com esta aquisição, a sua proximidade às populações, e, simultaneamente, reforça a oferta de cuidados diferenciados e de qualidade na região, colocando-se ao serviço de cada vez mais portugueses.

Inaugurada em março de 2021, a unidade de saúde adquirida pela CUF, um hospital de reconhecida qualidade, fruto do trabalho desenvolvido por toda a equipa, conta com mais de 20 especialidades médicas e cirúrgicas, dispõe de uma capacidade instalada diferenciada e de uma oferta alargada de serviços clínicos.  

Para o Presidente da Comissão Executiva da CUF, Rui Diniz, “a concretização desta aquisição representa uma importante mais valia para a estratégia de expansão e consolidação da rede CUF, cuja ambição passa por disponibilizar a cada vez mais portugueses os cuidados de saúde de qualidade prestados pela CUF. A partir de hoje, a Região Autónoma dos Açores passa a contar não só com um hospital CUF mas, também, com uma rede integrada de cuidados de saúde com perto de oito décadas de experiência”.  

A nova unidade hospitalar da rede CUF, conta com capacidade de mais de 90 camas de internamento, incluindo uma Unidade de Cuidados Intensivos, quatro salas de Bloco Operatório e mais de 50 gabinetes de consulta, exames e tratamentos. Disponibiliza, ainda, serviços de Atendimento Permanente, Imagiologia, Exames Especiais, Hospital de Dia Médico, entre muitos outros. 

De acordo com Rui Diniz, “a CUF pretende, com esta aquisição, ser um parceiro estratégico da Região Autónoma dos Açores ao contribuir para o reforço da acessibilidade aos cuidados de saúde de qualidade e, simultaneamente, para o seu desenvolvimento social e económico. Acresce que esta aquisição permitirá, igualmente, uma partilha de conhecimento entre as equipas da CUF e desta nova unidade hospitalar, beneficiando os cuidados de saúde prestados”. 

 

Condição progressiva
A demência é uma condição progressiva que afeta a capacidade do cérebro para pensar, raciocinar e re

A Doença de Alzheimer é a forma mais prevalente de demência, sendo responsável por aproximadamente 60-80% de todos os casos. Este tipo de demência é caracterizado pela acumulação de placas e emaranhados no cérebro, que interferem com o funcionamento normal dos neurónios. Os sintomas da doença de Alzheimer incluem perda de memória, dificuldade com a linguagem e comunicação, confusão, alterações de humor, e perda de interesse em atividades.

A Demência Vascular é o segundo tipo de demência mais comum e é causada por uma perturbação no fluxo sanguíneo para o cérebro. Isto pode ocorrer como resultado de um AVC ou outras condições que danifiquem os vasos sanguíneos no cérebro. Os sintomas da demência vascular incluem dificuldade de concentração e memória, alterações de humor e problemas de movimento.

A Demência de Corpos de Lewy é um tipo de demência que é causada pela acumulação de proteínas anormais no cérebro. Estas proteínas, conhecidas como corpos de Lewy, interferem com o funcionamento normal do cérebro, levando a sintomas tais como alucinações, tremores, e dificuldade de movimento. Outros sintomas da demência de Corpos de Lewy incluem perda de memória, confusão e alterações de humor.

A Demência Frontotemporal é um tipo de demência que afeta os lobos frontais e temporais do cérebro. Este tipo de demência é caracterizado por mudanças de personalidade e comportamento, bem como por problemas de linguagem e movimento. Os sintomas da demência frontotemporal incluem alterações no comportamento social, perda de empatia e dificuldade na tomada de decisões.

A Demência Mista é um tipo de demência que é causada por uma combinação de fatores, incluindo a doença de Alzheimer e a demência vascular. Este tipo de demência é muitas vezes difícil de diagnosticar, uma vez que os sintomas podem variar muito, dependendo das causas subjacentes.

Há vários fatores que podem aumentar o risco de desenvolver demência, incluindo a idade, a genética e as escolhas de estilo de vida.

Embora não exista cura para a demência, existem várias opções de tratamento disponíveis que podem ajudar a gerir os sintomas e a melhorar a qualidade de vida. Estas incluem medicação, terapia e mudanças no estilo de vida, tais como exercício e uma dieta saudável.

Em conclusão, a demência é uma condição complexa e debilitante que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Embora existam vários tipos de demência, cada um com sintomas e causas únicas, é importante procurar atenção médica se estiver a sentir perda de memória ou outros sintomas associados à demência. Com a deteção precoce e tratamento adequado, é possível retardar a progressão da demência e melhorar a qualidade de vida das pessoas afetadas.

Fontes:

https://alzheimerportugal.org/a-doenca-de-alzheimer/

https://alzheimerportugal.org/demencia-de-corpos-de-lewy/

https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/320

https://www.msdmanuals.com/pt-pt/profissional/dist%C3%BArbios-neurol%C3%B3gicos/delirium-e-dem%C3%AAncia/dem%C3%AAncia-frontotemporal-dft

https://alzheimerportugal.org/demencias-frontotemporais/

http://www.ineuro.com.br/para-os-pacientes/demencia/

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Dia Mundial da Tuberculose
A tuberculose (TB) é uma doença infeciosa que constitui um grave problema mundial de saúde pública.

Os casos denunciam-se por sintomas característicos, nomeadamente a tosse arrastada, que se prolonga por mais de três semanas, febre prolongada, expetoração com sangue, dores torácicas, perda de peso e cansaço. Contudo, nem todos os infetados apresentam sintomas.

Verifica-se ainda um risco superior em ser contagiado quando se integra uma população imunodeprimida, como os portadores de VIH/SIDA, que têm uma maior probabilidade de ser infetados pela TB ao longo da vida. Outros exemplos são os doentes oncológicos e candidatos a terapêuticas com agentes biológicos e/ou imunomoduladores, assim como as crianças e idosos.

Para tratar este problema e minimizar a sua propagação é crucial dinamizar o rastreio em conviventes de doentes com TB ativa, assim como proporcionar condições para diagnosticar e tratar tanto a TB ativa como também a TB infeção latente. Para tal, deve ser garantido o livre acesso ao atendimento às suspeitas deste quadro clínico, estabelecendo cuidados hospitalares adequados, em caso de necessidade. Além disso, é crucial potenciar a articulação com os centros de tratamento de referência da tuberculose multirresistente e com os centros de referência para o tratamento de micobacterioses atípicas.

Em Portugal, a maioria dos tratamentos de TB são efetuados em Centros de Diagnóstico Pneumológico (CDP), como é o caso do CDP Almada-Seixal. Se tiver sintomas, não hesite em dirigir-se ao Centro de Saúde ou CDP da sua área de residência. Não só estará a olhar pela sua saúde, como a de quem o rodeia.

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24 a 25 março
De 24 a 25 março de 2023, no Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, a 12ª Conferência de Valor APAH será dedicada ao tema ...

A Conferência teve início hoje, em formato online, com várias sessões e-learning. Os próximos dois dias decorrerão em formato presencial onde serão debatidos temas como Liderança, Incentivos, Formação, Ambientes de Trabalho, Gestão de Equipas, Carreiras, entre outros.

A Cerimónia de Abertura decorrerá amanhã, dia 24 de março, pelas 14h00 e contará com a presença do Ministro da Saúde, Dr. Manuel Pizarro.

Segue-se a APAH Talk, pelas 14h30, apresentada pela Professora Graça Freitas, Diretora-Geral da Saúde.

Entre vários outros convidados, contaremos com a presença do Professor Pita Barros, da Nova SBE, que nos brindará com a sessão “Transferência e Partilha de Competências na Saúde – estamos preparados?”, dia 24, e de George Valiotis, Diretor Executivo da European Health Management Association, como orador da sessão “Que Trabalhadores em saúde queremos ter em 2033?”, dia 25.

Na Conferência serão também apresentados, os resultados do “Barómetro da Cultura Organizacional associada à Prestação de Cuidados”, uma iniciativa conjunta da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Direção Executiva do SNS, Ordem dos Psicólogos Portugueses e EY, com apoio técnico dos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde [SPMS], com o objetivo de avaliar a importância da cultura organizacional das instituições do Serviço Nacional de Saúde [SNS], tendo como base um questionário enviado a todos os Colaboradores do SNS.

Esta sessão procurará refletir sobre a estratégia e as ações concretas que permitam melhorar a cultura organizacional do SNS e contará com um painel de debate constituído por: Professor Doutor Fernando Araújo – Diretor-Executivo Serviço Nacional de Saúde, Professor Doutor Adalberto Campos Fernandes - Professor na Escola Nacional de Saúde Pública e Ex-Ministro da Saúde, Dr.ª Rosa Valente Matos – Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Universitário de Lisboa Central e ex-Secretária de Estado da Saúde e Dr. Tiago Gonçalves – Vogal do Conselho Diretivo da ACSS que procurará refletir sobre a estratégia e as ações concretas que permitam melhorar a cultura organizacional do Serviço Nacional de Saúde.

Presidida por Delfim Rodrigues, Sócio de Mérito e atual Presidente do Conselho Fiscal e Disciplina da APAH, a 12.ª Conferência de Valor APAH tem como objetivo contribuir para uma maior valorização dos profissionais de saúde do sistema de saúde português.

Enfermagem deve ser considerada uma profissão de Alto Risco
Em 2022 houve mais de três milhões de dias de faltas ao trabalho por questões de saúde. Em audição parlamentar, presidente do...

O presidente do Sindicato dos Enfermeiros – SE defendeu hoje, em audição parlamentar, a adoção urgente de medidas que protejam, dignifiquem e valorizem os enfermeiros. Pedro Costa exortou os deputados a classificarem a Enfermagem como Profissão de Alto Risco e Desgaste Rápido, bem como a classificar as agressões a profissionais de Saúde como crime público. “Se nada for feito, vamos continuar a ter os enfermeiros a abandonarem a profissão e até mesmo o país, bem como a entrarem em estados de exaustão extrema, contribuindo para o aumento do absentismo”, disse.

O desafio foi lançado durante a audição parlamentar no Grupo de Trabalho – Audiências e Audição de Peticionários da comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, a propósito da “Petição n.º 37/XV/1.ª – Enfermeiros – Pelo direito do acesso ao estatuto de Profissão de Alto Risco e de Desgaste Rápido”. Uma iniciativa do dirigente do SE Eduardo Bernardino e que recolheu 31875 assinaturas.

Nesta iniciativa, os peticionários pretendem que a Enfermagem seja considerada uma profissão de Alto Risco, desde logo justificado com o número crescente de episódios de agressão a profissionais de Saúde. Só em 2022, frisa Pedro Costa, “foram mais de 1600 notificações, das quais cerca de um terço diz respeito a enfermeiros”. Também por isso, o Sindicato dos Enfermeiros pretende que as agressões a enfermeiros sejam tipificadas como crime público. “Temos noção de que há colegas que são vítimas de agressões, físicas e psicológicas, e não apresentam queixa por medo de represálias por parte dos agressores ou das suas famílias”, sustenta. Com esta alteração da tipificação, sublinha, “deixa de ser necessário ser a própria vítima a apresentar queixa, essa responsabilidade pode ser assumida, por exemplo, pela instituição patronal”.

Adicionalmente, a petição pretende que seja revista a possibilidade de os enfermeiros se aposentarem a partir dos 55 anos, sem penalizações. No entender de Pedro Costa, “as condições de trabalho no SNS têm-se degradado no pós-pandemia e um dos sinais mais visíveis é o aumento do absentismo”.

Só no último ano, de acordo com dados do Portal da Transparência do SNS, verificaram-se mais de três milhões de dias de faltas ao trabalho por questões de saúde, o que corresponde a um aumento de cerca de 54% face a 2019. “Os enfermeiros estão exaustos, desempenharam um papel importantíssimo durante a pandemia, com um volume brutal de horas de trabalho, muitas vezes sem as devidas férias ou descansos compensatórios para ajudarem a controlar uma doença que paralisou o país”, relembra.

“Faltam enfermeiros no SNS, há muitos colegas que continuam a emigrar ou até, e isso tem acontecido com frequência, a abandonarem a Enfermagem e a optarem por outras profissões, menos desgastantes”, adverte. Também por isso, acrescenta, tem aumentado o número de declarações de escusas de responsabilidade que são entregues no Serviço Nacional de Saúde e que, na prática, são um grito de alerta para a crescente degradação das condições de trabalho.

Estas dificuldades refletem-se, ainda, nos gastos com horas extraordinárias. Pedro Costa lembra que em 2021 foram gastos pelo SNS mais de 100 milhões de euros em horas extraordinárias pagas a enfermeiros. “São horas que são realizadas por enfermeiros já de si desgastados, com um significativo volume de horas de trabalho, mas que, para assegurar o cumprimento das dotações seguras da Ordem dos Enfermeiros e o preenchimento das escalas, acabam por seguir turno, com consequências diretas no seu descanso e desgaste físico”.

Se nada for feito, sustenta o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, “será muito difícil continuar a reter enfermeiros no Serviço Nacional de Saúde, ou até mesmo a conseguir reter aqueles que já se encontram inseridos no sistema”. “É urgente que todas as reivindicações sejam atendidas, que se olhe para os enfermeiros com outro reconhecimento e valorização, que efetivamente se compense o seu trabalho e dedicação com melhores condições de trabalho, que não apenas remuneratórias, para voltar a fazer desta uma profissão aliciante para os jovens”, conclui Pedro Costa.

Investigação Mayo Clinic
A remoção cirúrgica de ambos os ovários está associada a um risco acrescido de doença de Parkinson e parkinsonismo em mulheres...

Utilizando dados de registos de saúde do Projeto de Epidemiologia de Rochester, o estudo incluiu 2.750 mulheres que foram submetidas a cirurgia para remover ambos os ovários (um procedimento chamado ooforectomia bilateral) e 2.749 que não foram submetidas a cirurgia. As razões para a cirurgia foram uma condição benigna (não cancerígena), tal como endometriose, quisto, ou outra razão, incluindo a cirurgia preventiva do cancro.

Os investigadores descobriram que para cada 48 mulheres com menos de 43 anos de idade no momento da cirurgia, uma mulher adicional desenvolveu a doença de Parkinson em comparação com mulheres da mesma idade que não tiveram os seus ovários removidos.

A doença de Parkinson é uma doença progressiva que afeta o sistema nervoso e as partes do corpo controladas por nervos. Os tremores são comuns, mas a doença também pode causar rigidez ou lentidão de movimento. Os sintomas são frequentemente acompanhados por demência, distúrbios do sono, e problemas intestinais e da bexiga. Parkinsonismo é um termo geral para lentidão do movimento, juntamente com rigidez, tremores, ou perda de equilíbrio.

A doença de Parkinson manifesta-se geralmente quase duas vezes mais nos homens do que nas mulheres, sugerindo que os fatores sexo ou género desempenham um papel no seu desenvolvimento. Para as mulheres, os ovários são a principal fonte do estrogénio hormonal. A remoção cirúrgica dos ovários de uma mulher pode ser recomendada devido ao cancro, mutações genéticas, e outras condições. Quando os ovários de uma mulher são removidos cirurgicamente antes de ela entrar na menopausa, esta fonte de estrogénio e outras hormonas é perdida, e a remoção causa uma disfunção endócrina abrupta.

Os resultados confirmam um estudo de 2008 que sugere que a falta de estrogénio causada pela remoção de ambos os ovários em mulheres mais jovens pode estar associada a um risco acrescido de doença de Parkinson e parkinsonismo. Os resultados apoiam as diretrizes atuais de que a remoção de ambos os ovários não deve ser realizada para prevenir o cancro dos ovários em mulheres com risco médio de cancro, explica Walter Rocca, neurologista e epidemiologista da Mayo Clinic e principal investigador do estudo.

Para as mulheres portadoras de uma variante genética de alto risco para o cancro dos ovários, a remoção dos ovários antes da menopausa pode ser indicada, mas as mulheres devem receber terapia com estrogénio após a cirurgia até aos 50 ou 51 anos, a idade aproximada da menopausa espontânea, diz ele.

"Atualmente, o uso da terapia com estrogénio para a prevenção da demência ou parkinsonismo após a menopausa espontânea não é recomendado para mulheres entre os 46 e 55 anos de idade", diz Rocca. "Mas este estudo e estudos anteriores sugerem que a terapia com estrogénio é importante em mulheres cujos ovários foram removidos cirurgicamente antes dos 46 anos de idade. As mulheres que passaram por uma menopausa induzida cirurgicamente antes dos 40 anos de idade são particularmente vulneráveis".

Agente patogénico fúngico multirresistente
O Candida auris é um fungo que ganhou, recentemente, atenção da comunidade médica devido à sua capac

O Candida auris é um agente patogénico fúngico oportunista que afeta, principalmente, indivíduos com sistemas imunitários enfraquecidos ou debilitados, como os doentes submetidos a quimioterapia, cirurgia ou internados nas unidades de cuidados intensivos. É um fungo da família Candida, da qual fazem parte os tão comuns Candida albicans. No entanto, ao contrário destes que infetam principalmente superfícies mucosas como a boca e os genitais, o C. auris pode causar infeções invasivas da corrente sanguínea, septicemia e outras condições graves.

Uma das maiores preocupações sobre o C. auris é o facto de ser altamente resistente a medicamentos antifúngico, uma vez que pode desenvolver rapidamente resistência a múltiplas classes de fármacos, tornando o tratamento um desafio. Em alguns casos, as infeções causadas por este agente patogénico têm sido resistentes às três principais classes de medicamentos antifúngicos, deixando os médicos com poucas opções de tratamento. Esta resistência pode resultar em estadias hospitalares mais longas, custos de saúde mais elevados e taxas de mortalidade mais elevadas.

Outro aspeto problemático é que este fungo pode ser difícil identificar em laboratório. Isto porque tem sido muitas vezes mal identificado e confundido com outras espécies de Candida, o que conduz a atrasos no diagnóstico e tratamento. A identificação exata deste agente patogénico requer testes especializados e muitos laboratórios não dispõem do equipamento ou perícia necessários para realizar estes testes.

Por outro lado, sabe-se que este fungo pode persistir, por longos períodos de tempo, nas superfícies o que dificulta a higienização de locais contaminados e representa um problema em ambientes hospitalares.

Apesar destes desafios, há algumas medidas que os prestadores de cuidados de saúde podem tomar para prevenir e controlar a propagação do C. auris. Estas incluem a adesão rigorosa a práticas de controlo de infeções, tais como higiene das mãos, limpeza ambiental e precauções de isolamento para doentes com infeções identificadas com este agente patogénico. Além disso, a identificação e tratamento precoce das infeções pode ajudar a prevenir a propagação do fungo a outros pacientes.

De acordo com os dados recentemente divulgados, desde a sua descoberta inicial em 2009, o C. auris já se espalhou pelo mundo, tendo já sido registados inúmeros surtos em hospitais, lares e outras instalações de saúde em vários países.

O primeiro surto nos Estados Unidos foi relatado em 2016 e, desde então, já se registaram mais de 1.000 casos em vários estados. Para além dos EUA, foram notificados surtos em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, e Austrália.

Fontes:

https://www.cuf.pt/mais-saude/tudo-o-que-precisa-de-saber-sobre-o-fungo-candida-auris

https://www.cdc.gov/fungal/candida-auris/index.html

https://www.nbcnews.com/health/health-news/cdc-fungal-infection-candida-auris-alarming-spread-rcna75477

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