Relação com a fertilidade
A diabetes não controlada pode diminuir a qualidade e quantidade de espermatozoides e desencadear ou

A diabetes quando não controlada pode ter grande impacto na maturação, desenvolvimento e funcionalidade dos espermatozoides, diminuindo as hipóteses de ser alcançada uma gravidez, alerta Samuel Ribeiro, diretor do IVI Lisboa. “Fala-se muito dos riscos da diabetes na mulher grávida e no feto, mas ainda muito pouco sobre os riscos e impactos da diabetes no homem, pelo que é necessário sensibilizar para esta questão”, acrescenta o especialista em vésperas de mais um Dia Mundial da Diabetes, que se assinada a 14 de novembro. 

De acordo com dados do Observatório Nacional da Diabetes (de 2019, 2020 e 2021), o número de diabéticos aumentou 20%, em sete anos. Portugal está no top 3 europeu em termos de prevalência, a par da Alemanha e da Espanha. Estima-se que Portugal, tenha mais de 1,1 milhões de pessoas com diabetes, e que a percentagem de pessoas não diagnosticadas possa atingir os 40%. Existem muitos fatores que podem influenciar a fertilidade masculina e a diabetes é um deles, daí a importância de prevenir e manter a doença controlada.  

“Nos homens com diabetes os espermatozoides costumam envelhecer prematuramente. Isto acontece devido à alta concentração de espécies reativas de oxigénio no sistema reprodutivo, favorecendo assim o stress oxidativo, que influencia diretamente a fertilidade masculina", afirma o especialista. 

De acordo com Samuel Ribeiro, há estudos que revelam uma diminuição na fertilidade em homens com diabetes, em particular naqueles que não têm a doença controlada. “Estas alterações observadas na estrutura do ADN dos espermatozoides manifestam-se pela diminuição da sua capacidade de fertilização, que pode levar a falhas na implantação, aborto espontâneo ou aumento do risco de alterações genéticas transmitidas aos descendentes”, explica. 

"Nestes homens, a capacidade de reparação do material genético pode ficar comprometida, com maior probabilidade de o índice de fragmentação do ADN dos espermatozoides estar aumentado, mesmo quando os parâmetros de concentração e mobilidade dos espermatozoides estão dentro da normalidade", esclarece o médico. 

Além do impacto direto nos espermatozoides, a diabetes não controlada pode desencadear problemas relacionados com a função sexual e que vão afetar a fertilidade, como disfunção erétil, distúrbios da ejaculação ou hipogonadismo (diminuição dos níveis de testosterona com sinais ou sintomas associados, assim como menor de produção de espermatozoides). 

Que soluções existem?  

Para prevenir a diabetes, é essencial um estilo de vida saudável, bem como manter um peso adequado, fazer exercício físico regularmente e evitar o consumo de substâncias prejudiciais à saúde, como o álcool e o tabaco. Estas mudanças no estilo de vida podem ter um impacto positivo na fertilidade masculina.  

"Se o homem já tiver diabetes, pode tentar controlar a doença da melhor forma, evitando uma alimentação pouco equilibrada, obesidade ou maus hábitos como tabaco, excesso de álcool ou uso de drogas. Recomendamos sempre que sigam orientações saudáveis no dia a dia e que tenham uma vida ativa", afirma Samuel Ribeiro. 

No que diz respeito aos exames médicos, o especialista esclarece que poderá necessitar uma avaliação mais pormenorizada, caso já exista disfunção erétil. Através de um espermograma, é avaliada também a quantidade, mobilidade e morfologia dos espermatozoides. “Se houver dúvidas sobre possíveis alterações na estrutura do ADN, também é necessário realizar estudos complementares de análise genética, como o estudo do índice de fragmentação do DNA espermático, o stress oxidativo dos espermatozoides ou o estudo das microdeleções do cromossoma Y”, refere. 

"Com o controlo adequado da doença, haverá menor hipótese de apresentarem fatores que produzam infertilidade, já que o estado geral destes homens costuma melhorar quando há maior controlo glicémico ou diminuição do índice de massa corporal. Mas, como sempre, recomendamos que consultem um especialista para que ele possa avaliar cada situação e fornecer uma solução personalizada e adequada a cada caso", conclui.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia 7 de novembro são apresentadas no Parlamento
Prevenir, diagnosticar e tratar a depressão no período perinatal (fase que decorre durante a gravidez até um ano após o parto)...

As orientações foram desenvolvidas pela rede Research Innovation and Sustainable Pan-European Network in Peripartum Depression Disorder (Riseup-PPD), financiada pelo COST (European Cooperation in Science and Technology), financiamento destinado a apoiar redes de investigação e inovação que promovam a cooperação em investigação na Europa. Coordenada pela Universidade de Coimbra, a rede envolve investigadores e profissionais oriundos de 31 países: Albânia, Áustria, Bélgica, Bósnia e Herzegovina, Bulgária, Croácia, Chipre, Dinamarca, Estónia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Irlanda, Israel, Itália, Letónia, Malta, Países Baixos, Macedónia do Norte, Noruega, Polónia, Portugal, Sérvia, Eslovénia, Espanha, Suécia, Suíça, Turquia, Ucrânia e Reino Unido.

“Para prevenir a depressão perinatal e disponibilizar um diagnóstico atempado seguido de um tratamento adequado, é fundamental ter recomendações para a prática clínica, sobre a prevenção, diagnóstico e diferentes opções de tratamento, baseadas em evidência”, explica a investigadora do Centro de Investigação em Neuropsicologia e Intervenção Cognitivo-Comportamental (CINEICC) da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra (FPCEUC) e coordenadora da Riseup-PPD, Ana Ganho Ávila. 

Atualmente, “muitos países europeus não têm em vigor recomendações para a prática clínica na depressão perinatal; e, nos países onde já existem essas orientações, a baixa qualidade metodológica e as discrepâncias das recomendações podem levar a disparidades e desigualdades no acompanhamento clínico da depressão perinatal”, explica Ana Ganho Ávila. A gravidez e o primeiro ano após o parto (o denominado período perinatal) são “períodos de mudanças psicológicas, fisiológicas e sociais tremendas na vida das mulheres, e estima-se que uma em cada cinco mulheres possa vir a ter problemas de saúde mental durante este período, sendo a depressão e a ansiedade os problemas mais prevalentes”, avança a investigadora da Universidade de Coimbra.

Neste contexto, o grupo da Riseup-PPD responsável pelo desenvolvimento de recomendações para a prática clínica (Clinical Guidelines Group), que é liderado pela investigadora do CINEICC e psicóloga clínica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Mariana Moura-Ramos, elaborou o documento Evidence-Based Guidelines for Prevention, Screening and Treatment of Peripartum Depression.

As recomendações são direcionadas a vários profissionais de saúde, nomeadamente das áreas de psiquiatria, psicologia, enfermagem, obstetrícia ou pediatria que, no seu contexto profissional, contactam com mulheres e seus parceiros em momentos como o planeamento da maternidade, a gravidez ou o primeiro ano após o nascimento, que podem vir a sofrer de depressão ou que tenham já sintomatologia. “É fundamental que mulheres, seus parceiros e profissionais de saúde tenham conhecimentos sobre a prevenção da saúde mental nesta fase, dado que a depressão perinatal afeta negativamente a mãe e a sua saúde, a saúde e o desenvolvimento do bebé, e afeta ainda laços e relações familiares”, sublinha Ana Ganho Ávila. 

Este conjunto de recomendações para a prática clínica pode ser adotado por qualquer serviço de saúde sediado nos 31 países que participaram na rede Riseup-PPD. 

Na próxima terça-feira, dia 7 de novembro, membros da Riseup-PPD vão apresentar as 44 recomendações para prevenir, diagnosticar e tratar a depressão perinatal no Parlamento Europeu, entre as 12h30 e as 14h (hora em Bruxelas). A equipa vai ser recebida pela eurodeputada alemã Maria Noichl. “Esta reunião é fundamental para chamar a atenção dos legisladores e políticos europeus para a saúde mental das mulheres durante o período da gravidez e durante o primeiro ano após o parto”, destaca Ana Ganho Ávila.  “Esperamos que esta reunião promova a discussão sobre a saúde mental no período perinatal e que coloque esta questão tão importante na agenda política nacional e internacional em toda a Europa”, remata.

O manual Evidence-Based Guidelines for Prevention, Screening and Treatment of Peripartum Depression está disponível em www.riseupppd18138.com/

ABC7 em Lisboa de 9 a 11 de novembro
Com cerca de 1.500 participantes de aproximadamente 90 países de todo o mundo, esta conferência debate o cancro da mama...

Apesar dos avanços significativos no tratamento do cancro da mama inicial nas últimas décadas, os pacientes com cancro de mama avançado enfrentam um prognóstico pior, são mal atendidos e amplamente esquecidos. Não há números confiáveis para o número de mulheres e homens que vivem com cancro da mama avançado. No entanto, há mais de dois milhões de novos casos de cancro da mama a cada ano no mundo e 0,6 milhão de mortes. Cerca de 5-10% dos casos estão localmente avançados ou espalharam- se para outras partes do corpo no momento do diagnóstico, e esses números podem chegar a 80% em países em desenvolvimento. Cerca de um terço de todos os casos de cancro da mama inicial se tornarão metastáticos, mesmo com os melhores cuidados, e a sobrevida média desses pacientes é de três a cinco anos.

“A tempestade perfeita: o cancro durante a guerra, recessão e obstáculos regulatórios”; “Novos tratamentos e alvos”; “Novas tecnologias e técnicas”; “Dilemas clínico” e “Defesa dos doentes” são alguns dos temas em destaque neste evento.

Para além disso vão decorrer apresentações sobre “Os custos de ter cancro da mama avançado, não apenas para doentes individuais (na maioria das vezes mulheres), mas também para os países, que são afetados pela diminuição de produtividade” ou “Como a inteligência artificial pode ajudar a fornecer os melhores tratamentos para pessoas que vivem com essa doença”.

A “Gestão da doença em mulheres grávidas, idosos frágeis, pessoas HIV ou doença leptomeningeal” e “A relação entre dieta e exercício em doentes com cancro da mama avançado” são outros temas destas apresentações.

 

 

 

 

Dia 6 de novembro
O simpósio “Challenging Malignant Melanoma” vai decorrer no próximo dia 6 de novembro, segunda-feira, a partir das 8h30 no...

O Melanoma Maligno é uma das formas mais letais de cancro cutâneo, mas potencialmente curável. A radiação UV presente na radiação solar é um dos principais fatores carcinogénicos no Melanoma Maligno, sendo que são especialmente sensíveis aos seus efeitos as pessoas de pele clara, com tendência para queimadura solar fácil, com muitos sinais na pele, com muitos sinais atípicos, portadoras de doenças genéticas associadas a défices de reparação do DNA ou com história familiar de Melanoma.

Estarão em Lisboa especialistas de topo nestas áreas como Claus Garbe, Eberhard Karls University, Alemanha, Josep Malvehy, Hospital Clínic Barcelona, Espanha, Inês Pires de Lima, Melanona Institute Australia, que vão partilhar conhecimentos e debater os avanços no combate ao Melanoma Maligno e Daniela Cunha, coordenadora do departamento de dermatologia da Fundação Champalimaud e responsável pela organização do simpósio, entre outros. A cerimónia de abertura conta com a presença de Leonor Beleza, presidente da Fundação Champalimaud.

Pode consultar o programa neste link: https://www.fchampalimaud.org/pt-pt/events/challenging-malignant-melanoma

 

 

 

Ação em parceria com a Konica Minolta
No âmbito de uma candidatura do Portugal 2020 e Compete 2020, a Unidade Local de Saúde de Castelo Branco vai melhorar o serviço...

Os quiosques de atendimento automático permitirão aos utentes realizar várias operações, incluindo retirar senhas de atendimento, autenticar-se com o cartão do cidadão, efetuar o pagamento de taxas moderadoras e solicitar/imprimir a declaração de presença.

A implementação deste sistema de atendimento ao utente, no âmbito deste projeto, envolve um investimento de 128 mil euros e demonstra o compromisso contínuo em melhorar os serviços de saúde oferecidos à comunidade por parte da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco. 

"Queremos proporcionar um atendimento cada vez mais eficiente aos nossos utentes e esta colaboração com a Konica Minolta permite isso mesmo. A automação de processos e a redução dos tempos de espera são objetivos fundamentais para nós e esta solução permite ter resultados muito positivos no imediato", refere José Nunes, presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco.

“Acreditamos que a tecnologia pode desempenhar um papel fundamental na melhoria dos serviços de saúde, e estamos comprometidos em oferecer soluções que fazem a diferença na vida das pessoas", acrescenta o diretor geral da Konica Minolta Portugal e Espanha, Vasco Falcão.

A Unidade Local de Saúde de Castelo Branco, criada em janeiro de 2010, presta cuidados de saúde primários e secundários à população da Beira Interior Sul e Pinhal Interior Sul.

Jogo de matraquilhos
Para assinalar o mês de luta contra o cancro do pulmão, a Pulmonale - Associação Portuguesa de Luta Contra o Cancro do Pulmão...

O desafio da Pulmonale é simples: disputar uma partida de matraquilhos em representação da equipa do rastreio, contra a equipa do cancro do pulmão. Vence o melhor – os convidados! – ao som de um emocionante (e pouco isento) relato, bem ao estilo de um jogo de futebol.

Terminada a partida, a equipa vencedora será desafiada a tirar algumas fotos no mural #EuQuerooRastreio, onde se podem ler frases como “Obrigado por jogares na equipa do rastreio”, “Continua a apoiar esta causa” ou “Um dia, o rastreio do cancro do pulmão vai ser uma realidade em Portugal”, e convidada a partilhar os resultados nas suas redes sociais.

“Em 2023 decidimos convidar os portugueses a juntar-se à nossa luta, representada simbolicamente num jogo de matraquilhos entre a equipa do rastreio e a equipa do cancro do pulmão. Uma saudável competição em que o lado certo sairá, certamente, vencedor” explica Isabel Magalhães, presidente da Pulmonale. “Com esta ação, pretendemos chegar à população de forma descontraída, lembrando que o combate ao cancro é diário e que pode ter muitas formas.” continua.

Na Europa, como em Portugal, o cancro do pulmão é o cancro que mais mata. Os números são reveladores: em 2020, foram diagnosticados 5415 portugueses com cancro do pulmão. No mesmo ano, morreram 4797 pessoas com este diagnóstico. Uma realidade que equivale a 15 diagnósticos e 13 mortes diários.

A Pulmonale apela à importância de se instituir um rastreio populacional. “Quando comparado com outras neoplasias como o cancro da mama ou o cancro colorretal, o cancro do pulmão continua a apresentar uma taxa de sobrevivência muito baixa: a probabilidade de sobreviver, 5 anos após diagnóstico, é de apenas 15%. A sobrevivência para estadios avançados do cancro do pulmão é muito inferior à prevista quando esta doença é detetada num estadio precoce (8 vezes inferior). Por isso o diagnóstico precoce continua a ser o método mais promissor na redução da mortalidade”, conclui Isabel Magalhães.

Porquê implementar um rastreio do cancro do pulmão?

São vários os estudos que demonstram os benefícios do rastreio do cancro do pulmão: o aumento do diagnóstico precoce tem como consequência direta a redução da mortalidade. Iniciado em 2003, o estudo NELSON, o maior estudo a nível europeu, demonstrou claramente os benefícios e segurança do uso de exames de Tomografia Computorizada (“TAC”) de baixa-dose no rastreio de cancro do pulmão, tendo verificado uma redução de 24% do risco de morte pela patologia.

Baseada na robusta evidência científica, a Comissão Europeia atualizou em 2022 as suas recomendações de rastreios de doença oncológica, passando a recomendar o rastreio do cancro do pulmão com “TAC” torácica de baixa dose a fumadores ou ex-fumadores com uma elevada carga tabágica. De acordo com os critérios do estudo Nelson, o rastreio deveria ser proposto entre os 50 anos e os 75 anos.

“Eu quero o poder do rastreio! Eu quero mudar o rumo do cancro do pulmão!” é o mote da mais recente campanha de sensibilização da Pulmonale. Disponível desde o passado dia 25 de outubro, e protagonizada pelo ator Diogo Faria e pela apresentadora Inês Carranca, a campanha assinala o mês de sensibilização do Cancro do Pulmão, lembrando que a deteção precoce desta doença, através do rastreio, é a chave para que os doentes tenham mais tempo e mais qualidade de vida.

Assista ao vídeo aqui.

6 de novembro
No próximo dia 6 de novembro terá lugar, no Auditório António de Almeida Santos, na Assembleia da República, a apresentação do...

A apresentação do estudo será o ponto de partida para um debate sobre estratégias para melhorar o acesso aos cuidados de saúde em dermatologia, que irá reunir especialistas na área, associações de doentes e deputados da Assembleia da República.

O estudo foi desenvolvido por um grupo de oito especialistas, Tiago Torres (Centro Hospitalar Universitário de Santo António), Margarida Gonçalo (Centro Hospitalar Universitário de Coimbra), Maria J. Paiva-Lopes (Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central), Cristina Claro (Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental), Paulo Varela (Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho), João M. Silva (Centro Hospitalar de Lisboa Norte), Ana Cordeiro (Centro Hospitalar Lisboa Central), e Pedro Mendes-Bastos (Centro de Dermatologia de Lisboa), e teve como objetivo a caracterização das necessidades dos doentes e discutir medidas tendentes a melhorar os cuidados de saúde em Dermatologia, particularmente nos casos de doença moderada a grave.

Em Portugal, estima-se que a Dermatite Atópica afete cerca de 360 mil doentes, dos quais 70 mil têm a doença moderada a grave, apresentando-se esta com um grande impacto negativo na qualidade de vida dos doentes.

 

39º Congresso da Sociedade Portuguesa de Pneumologia
"Gripe: O Futuro da Prevenção em Populações Vulneráveis" estará em debate e análise no primeiro dia do 39º Congresso...

A sessão copatrocinada pela Sociedade Portuguesa de Pneumologia e a Sanofi será dividida em dois momentos. Um primeiro bloco dedicado ao tema “Infeções Respiratórias em Populações Vulneráveis: Impacto e Novas tecnologias de prevenção”, que terá como moderador o Professor Carlos Robalo Cordeiro, especialista em Pneumologia do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra e como oradores a Professora Lena Uller, especialista em imunofarmacologia respiratória e o Professor João Gonçalves, investigador na área de imunologia na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

E, um segundo momento que incidirá sobre a temática “Gripe, o que recomendam as principais Sociedades Médicas nos 65+?”. Esta sessão, moderada pela jornalista Ana Patrícia Carvalho, contará com a participação de seis sociedades médicas: Sociedade Portuguesa de Pneumologia, Sociedade Portuguesa de Diabetologia, Sociedade Portuguesa de Medicina Interna, Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Sociedade Portuguesa de Geriatria e Gerontologia e a Sociedade Portuguesa de Doenças Infeciosas e Microbiologia Clínica. O objetivo deste painel é debater e analisar as principais indicações e recomendações preconizadas por estas sociedades para uma maior proteção e prevenção da gripe nas populações vulneráveis (adultos com idade igual ou superior a 60 anos).

 

 

 

 

 

Esta revista pretende ser um veículo de informação e de promoção da literacia em saúde
A Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde (SPLS) acaba de lançar a primeira edição da Revista Portuguesa de Literacia em...

“Esta revista, propriedade da SPLS num projeto vanguardista, consciencioso e comprometido com o bem comum, bem-estar individual e social, educação em saúde, promoção da saúde e longevidade com saúde, compromete-se a abordar tópicos que envolvam a literacia em saúde, como práticas, desafios, resultados e contributos”, explica a diretora e coordenadora científica do projeto, Célia Belim. "É uma revista que prima pela interdisciplinaridade, acolhendo as relações entre a literacia em saúde como campo de estudos com outras ciências, como as ciências médicas, as ciências da comunicação, as ciências da educação”. 

Neste primeiro número, a revista foca-se em diversos assuntos, problemas, desafios e soluções ligados à literacia em saúde, privilegiando a linha de vida da pessoa. Inclui, por exemplo, artigos focados na infância, idade adulta e velhice. A revista é composta por seis artigos científicos e uma entrevista a Cristina Vaz de Almeida, presidente da SPLS. 

Alguns dos mais importantes objetivos desta revista passam pelo empoderamento do cidadão e promoção da educação em saúde. “A RPLS avalia que o empoderamento do cidadão através da literacia em saúde é fundamental para o fortalecimento da saúde pública, permitindo que as pessoas tomem decisões informadas sobre a sua saúde”, continua Célia Belim. Além disso, “procura também assumir-se como uma fonte de conhecimento e recursos que contribuam para a promoção da educação em saúde, auxiliando na melhoria da qualidade de vida da população”. 

"A literacia em saúde é mais do que um conceito, é um direito. Acreditamos que todos devem ter a oportunidade de compreender mais sobre a sua saúde e tomar decisões informadas. Esta revista é um veículo para promover a equidade em saúde, tornando a informação acessível a todos e contribuindo para uma comunidade mais saudável e informada", conclui a presidente da SPLS, Cristina Vaz de Almeida. 

A Revista Portuguesa de Literacia em Saúde (RPLS) pode ser lida aqui

 

6 de novembro
A Joaquim Chaves Saúde irá realizar, no dia 16 de novembro, uma reunião clínica dedicada ao tema da prática laboratorial. O...

Este evento é direcionado a profissionais da área da saúde, incluindo médicos, enfermeiros, farmacêuticos e a todos aqueles que procuram adquirir conhecimento atualizado sobre o estado da arte no apoio à Clínica.

Inserida nas CORE Sessions, esta iniciativa faz parte de um ciclo de eventos científicos para partilha de conhecimento, conduzidos por profissionais de saúde da Joaquim Chaves Saúde, realizados no Auditório do Edifício CORE, a sede do Grupo. É, ainda, possível assistir à sessão através de emissão livestream.

Com início às 14h00, a reunião conta com sessão de abertura por parte de Carlos Cardoso, diretor técnico do Laboratório Dr. Joaquim Chaves, e com a intervenção de vários especialistas da área para debater temas como as vantagens e aplicações da biópsia líquida ou o contributo da Microbiologia e da Biologia Molecular para as doenças infeciosas transmitidas por via sexual.

A inscrição no evento poderá ser feita através do link: À tarde com o laboratório

 

Ablação de Fibrilhação Auricular e Implantação de Cardiodesfibrilhador
A Lusíadas Saúde acaba de dar um passo importante nos cuidados de saúde em Cardiologia na região do Algarve, ao dotar o...

Um dos novos serviços que o Hospital Lusíadas Albufeira passa a assegurar, a partir de hoje, é a realização da Ablação de Fibrilhação Auricular, intervenção clínica até então inexistente na região algarvia. A fibrilhação auricular é um tipo de arritmia fortemente associada a acidentes vasculares cerebrais e insuficiência cardíaca. Entre as suas opções de tratamento está a ablação, um procedimento invasivo que permite tratar, de forma mais eficaz, doentes com fibrilhação auricular que demonstrem resistência à terapia convencional. Graças a este novo serviço assegurado a partir de agora no hospital, a população algarvia passa a ter acesso a um dos tratamentos mais avançados na área da Cardiologia, sem necessidade de se deslocarem a Lisboa para proceder à sua realização.

O outro novo serviço é a introdução da Implantação de Cardiodesfibrilhador, intervenção cujo principal objetivo é a prevenção da morte súbita em doentes com disfunção ventricular esquerda grave, graças à implantação de um Cardioversor Desfibrilador Implantável (CDI), dispositivo que permite monitorizar e regular o ritmo cardíaco, possibilitando um avanço muito significativo no tratamento de situações cardíacas críticas.

As duas novas intervenções asseguradas pelo Hospital Lusíadas Albufeira contam com o apoio de uma equipa de profissionais de saúde altamente qualificada, liderada pelos cardiologistas João de Sousa e Afonso Nunes Ferreira, e que integra médicos, técnicos e enfermeiros de Lisboa e do Algarve, que asseguram a excelência e a segurança dos referidos procedimentos.

O Grupo Lusíadas Saúde pretende, através desta aposta na área de Cardiologia da unidade de Albufeira, reforçar o seu compromisso em fortalecer a capacidade de atendimento na região do Algarve, com planos para o desenvolvimento e formação de médicos locais no futuro, em colaboração com especialistas médicos em aritmologia de intervenção dos Hospitais Lusíadas em Lisboa e Amadora.

“Estas novas intervenções médicas vêm reforçar a nossa oferta de serviços de saúde na área da Cardiologia e contribuir para o nível de excelência que o Hospital Lusíadas Albufeira já conquistou no concelho e na região Sul enquanto unidade de referência. São dois procedimentos médicos que farão toda a diferença para os doentes que deles necessitam, evitando uma deslocação obrigatória a Lisboa e permitindo uma intervenção mais rápida, imediata e eficaz”, refere Pedro Oliveira, Administrador das Unidades Sul do Grupo Lusíadas Saúde.

Inaugurado em 2012, o Hospital Lusíadas Albufeira assume o compromisso na busca da melhoria contínua dos seus processos e procedimentos. Antes desta atualização da sua oferta, a unidade algarvia foi também responsável, em maio deste ano, pela aquisição de um equipamento da nova geração de ressonância magnética, pioneiro no mundo, que combina Inteligência Artificial com Deep Learning, permite um diagnóstico ainda mais rápido e com maior precisão e obtém, com tempos de aquisição mais reduzidos, uma imagem de qualidade superior e com melhor resolução de contraste.

COVID-19, gripe e vírus sincicial respiratório dispararam idas às urgências no Inverno passado
Com aproximação do Inverno, estão a aumentar as preocupações relativamente ao impacto que a “tripla epidemia”, causada pela...

As infeções respiratórias constituem as formas de doença aguda mais frequentes ao longo das nossas vidas. Apesar da sua maioria ser autolimitada, algumas infeções podem ter uma evolução mais grave, com necessidade de cuidados diferenciados, conduzindo a sequelas ou mesmo à morte. Desde o início da pandemia COVID-19, em 2020, estima-se que mais de 6.6 milhões de pessoas tenham perdido a vida devido à doença, com cerca de 650 milhões de casos confirmados. Antes deste período, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, calcula-se que a gripe sazonal tenha causado 290 mil a 650 mil mortes por ano, com 3 a 5 milhões de casos/ano em todo o mundo3. No que diz respeito ao Vírus Sincicial Respiratório (VSR), estima-se que em 2019, na Europa, o VSR foi responsável por mais de 3 milhões de casos de insuficiência respiratória aguda, cerca de 274 mil hospitalizações e cerca de 20 mil mortes em contexto hospitalar.

“As infeções respiratórias típicas do Inverno no hemisfério norte são por vezes desvalorizadas pela população, por serem relativamente comuns, o que é um erro na medida em que nos indivíduos mais debilitados pela idade ou por doença crónica, podem ser muito graves e mesmo fatais. Neste período, é fundamental implementar medidas de proteção individuais e de grupo como a etiqueta respiratória, as máscaras quando necessário e a prevenção através da vacinação, sempre que possível”, defende o Professor Carlos Robalo Cordeiro, Médico Pneumologista.

Os vírus responsáveis por esta “tripla epidemia” transmitem-se de formas semelhantes, como a inalação de gotículas provenientes da tosse ou dos espirros de uma pessoa infetada ou pelo contacto direto com as secreções nasais desta. Ainda assim, existem algumas diferenças significativas, que levam à necessidade de diferentes cuidados. COVID-19, por exemplo, transmite-se principalmente através da transmissão de gotículas, enquanto o VSR espalha-se facilmente, incluindo através das superfícies.

A gripe é uma infeção aguda do sistema respiratório provocada pelo vírus da influenza, que tem um grande potencial de transmissão. Afeta a população portuguesa todos os invernos e pode originar complicações que levam ao internamento hospitalar, especialmente no caso de portadores de doenças crónicas e pessoas com mais de 65 anos. Existem três tipos de vírus da gripe: A, B e C, sendo que o primeiro causa a maioria dos casos (mais de 70%).

O VSR, por sua vez, é um vírus contagioso comum. Afeta todas as idades, mas os adultos com ≥60 anos e comorbilidades pré-existentes apresentam um maior risco de complicações graves. Pode exacerbar doenças, incluindo a doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), a asma, a insuficiência cardíaca e a diabetes, e pode levar a consequências graves, como pneumonia, hospitalização e morte. 

Novo programa tem objetivo de aumentar a deteção precoce do Mesotelioma Pleural Maligno
A Fundação Champalimaud lançou o programa de diagnóstico precoce do Mesotelioma Pleural Maligno (MPM) por exposição ocupacional...

O novo programa tem como objetivo aumentar a deteção do MPM, concentrando-se nos trabalhadores das Fábricas de Fibrocimento em Portugal que foram expostos ao amianto desde a década de 60 do século XX, abrangendo, para já, um total de cerca de 200 pessoas já identificadas pela SOS Amianto.

O MPM é um tipo de tumor maligno da pleura associado à exposição contínua ao amianto com sintomas não específicos, tendo por isso um diagnóstico difícil. O diagnóstico precoce é, por isso, crucial para aumentar as probabilidades de tratamento bem-sucedido. Os sintomas mais comuns, como falta de ar, dor no peito, perda de peso e fadiga, geralmente só aparecem em fases avançadas da doença, o que pode levar à confusão com outras doenças do trato respiratório.

A mortalidade desta doença é muito elevada a nível mundial, sendo cerca de 92.500 casos por ano. De acordo com Jorge Cruz, cirurgião da Unidade de Pulmão da Fundação Champalimaud que está a liderar este Programa, “atualmente Portugal regista apenas cerca de 38 casos registados por ano de MPM, devido à falta de diagnóstico, um valor manifestamente abaixo de outros países ocidentais”.

“Para melhorar a resposta no tratamento desta doença é necessário criar uma estratégia de diagnóstico precoce e desenvolver as estratégias terapêuticas, nomeadamente a cirurgia”, acrescenta.

Apesar de o MPM já estar incluído na lista das doenças profissionais em Portugal, apenas 3% dos casos são notificados, uma vez que a comunicação como doença profissional não é obrigatória. Com a proibição da produção de materiais com amianto na Comunidade Europeia em 2005, prevê-se que o pico desta doença ocorra entre 2020 e 2040.

O Programa de Diagnóstico Precoce do MPM da Fundação Champalimaud utilizará uma abordagem inovadora, o método de análise de metabolitos voláteis no ar exalado da respiração. Trata-se de um método não invasivo realizado apenas com recurso ao sopro. Será depois complementado com uma TAC torácica de baixa dose. Esta abordagem não invasiva permitirá identificar padrões de compostos voláteis orgânicos que podem corresponder a perfis típicos da doença, tornando o rastreio possível e o diagnóstico mais preciso e acessível.

Neste momento, não existe um protocolo de diagnóstico precoce do MPM em Portugal pelo que a Fundação Champalimaud irá iniciar um estudo prospetivo pioneiro, representando um passo importante na melhoria da deteção e tratamento desta doença.

Expo One Health 2023 decorre de 2 a 4 de novembro
Fazer a diferença está de facto ao alcance de todos e esse é o ponto de partida para a Expo One Health 2023, organizada pelo...

Este evento pretende, assim, sublinhar a relevância do conceito e da abordagem One Health – Uma Saúde, e os impactos que têm na vida quotidiana de todos nós, comunicando ciência através de demonstrações práticas, destinadas a todos os públicos e de entrada livre.

“Procuramos com este formato mostrar que a nossa saúde, a dos animais, a das plantas e a do ambiente estão interligadas e dependem de todos nós. Não há saúde humana nem animal com um ambiente doente. Todos podemos e devemos contribuir para proteger a saúde do planeta”, realça o responsável pela organização, professor do ICBAS e coordenador do Gabinete One Health, Adriano Bordalo e Sá.

Entre os dias 2 e 4 de novembro, os visitantes terão oportunidade de realizar atividades muito diversas, como “provar produtos alimentares de origem alternativa, como algas e insetos, do Continente Food Lab; ter contacto com cães de assistência da Associação ÂNIMAS capazes de melhorar o bem-estar de pessoas portadoras de deficiência; observar de perto insetos que podem transmitir doenças a outros animais e até conhecer como funciona um aparelho pasteurizador”, avança Adriano Bordalo e Sá, para além de interagir com especialistas em várias áreas do Ambiente, Medicina e Medicina Veterinária.

No Dia Internacional One Health, que se assinala a 3 de novembro, o presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, vai marcar presença com uma intervenção destinada à temática da “Transição climática e seus efeitos na promoção da saúde humana, animal e ambiental – a estratégia do Município do Porto”. O Município do Porto estabeleceu com diferentes parceiros o Pacto do Porto para o Clima, antecipando para 2030 a neutralidade carbónica da cidade. Para concretizar esta ambiciosa meta, tem vindo a ser desenvolvida uma estratégia municipal não só de mitigação dos efeitos das alterações climáticas, mas também de promoção da sustentabilidade e qualidade ambiental da cidade. Estratégia, essa, que tem reflexos na saúde humana, animal e ambiental, corroborando o conceito “One Health” que ICBAS preconiza.

O programa conta ainda com sessões onde a abordagem One Health será exposta a partir de diferentes pontos de vista. No dia 2, destacam-se a sessão “Diversidade em

Saúde”, pela Fundação Aga Khan, e “Gente Bonita come fruta feia”, pelo Projeto Fruta Feia. No dia 3, conta com a inauguração da exposição de fotografia “Ruralidades”, do veterinário e fotógrafo Jorge Bacelar e ainda o seminário “Rumo à Uma Saúde em sistemas socio ecológicos”, pelo investigador do Swiss Tropical and Public Health Institute, Jakob Zinsstag. No último dia, a Associação de Estudantes do ICBAS organiza o debate “Ativismo Juvenil pela Justiça Ambiental” e a Associação Médicos do Mundo sobe ao palco para uma sessão dedicada às “Migrações e Saúde”.

Para Henrique Cyrne Carvalho, diretor do ICBAS, este é mais um passo importante para a afirmação do conceito na academia e na cidade: “o trabalho que temos desenvolvido, desde 2018, começa agora a dar frutos e a sair dos bastidores. Conseguimos juntar-nos a parceiros fundamentais que vêm dar força a esta proposta, como a Câmara Municipal do Porto. Por isso a Expo One Health marca um ponto de viragem: uma escola aberta a todos, de proximidade, unida para promover a aplicação do conceito, não só numa perspetiva profissionalizante, mas também numa perspetiva quotidiana e ao alcance de todos”.

Fazer a diferença está de facto ao alcance de todos e esse é o ponto de partida para a Expo One Health 2023. A não perder, no ICBAS, dias 2 e 3 de novembro entre as 12h00 e as 18h00 e dia 4, das 11h00 às 19h00 (entrada pela Rua Dom Manuel II, pelo CICA – Hospital de Santo António, ou pela Rua Jorge Viterbo Ferreira, junto ao Palácio de Cristal).

Investigação liderada pela Universidade de Coimbra
Ainda que seja conhecida a relação entre alergias severas e perturbação de hiperatividade e défice de atenção (PHDA),...

Esta descoberta vem fornecer novas evidências sobre os mecanismos de neurodesenvolvimento, ao identificar este momento crítico de desenvolvimento do cerebelo. Vem, igualmente, alertar para a necessidade de um desenvolvimento saudável do sistema imune e para a forma como alterações a este nível podem ter impactos no cérebro.

O artigo científico IL-4 shapes microglia-dependent pruning of the cerebellum during postnatal development, publicado na NEURON, prestigiada revista da área das neurociências, teve como objetivo principal “estudar a interação da resposta alérgica no cerebelo, que é uma região que se desenvolve essencialmente no período pós-natal”, explica o líder do Grupo de Investigação em Circuitos Neuronais e Comportamento do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra (CNC-UC), João Peça. “Sabemos que existem células do sistema imune no cérebro e que estas respondem a mensagens e ʽinstruçõesʼ da periferia, mas percebemos muito pouco sobre esta relação nos períodos críticos após o nascimento”, contextualiza o também docente do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (DCV/FCTUC).

Na fase após o nascimento, “em condições normais, o cerebelo em desenvolvimento necessita de ʽcrescerʼ, mas também de ser ʽpodadoʼ, dando-se a eliminação de neurónios excedentários por células chamadas microglia”, explica João Peça. “Num processo de resposta alérgica severa, a microglia não desempenha esta ʽpodaʼ de forma eficiente, o que resulta na sobrevivência dos neurónios em excesso, que perturbam o bom funcionamento do cerebelo”, acrescenta. Neste trabalho em modelos animais, a equipa de investigação conseguiu ainda observar que quando não acontece esta ʽpodaʼ, “decorrem alterações no funcionamento dos circuitos do cerebelo, hiperlocomoção e hiperatividade, características associadas à PHDA”, avança o investigador do CNC-UC.

Sobre futuras pesquisas nesta linha de investigação, João Peça sublinha a importância de “perceber em maior detalhe por que motivo o cerebelo é particularmente afetado nestes processos, assim como a janela crítica do momento da ʽpodaʼ, uma vez que se o estímulo alérgico surgir numa fase mais tardia do desenvolvimento já não aparecem alterações neurocomportamentais”. 

Neste momento, o Grupo de Investigação em Circuitos Neuronais e Comportamento do CNC-UC está a investigar também como é que o cerebelo regula a libertação de dopamina no contexto da PHDA, uma vez que “a compreensão desse circuito e neurotransmissor poderá ajudar a perceber melhor esta perturbação”, avança o investigador. A PHDA resulta em dificuldades de aprendizagem e comportamento impulsivo, afetando, sobretudo, crianças entre os 6 e os 12 anos de idade, podendo ter impactos até à idade adulta. 

A investigação foi liderada pelos cientistas da Universidade de Coimbra João Peça, Joana Guedes, Ana Luísa Cardoso e Pedro Ferreira. Contou ainda com a participação de outros investigadores da UC, como também da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz e da Universidade de Manchester.


Os investigadores João Peça, Joana Guedes, Ana Luísa Cardoso e Pedro Ferreira

O artigo científico e a lista completa de autores estão disponíveis em  https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0896627323007183.

O que precisa saber
Também conhecida como cefaleia suicida, a cefaleia em salvas é, de acordo com a MiGRA Portugal – Ass

Afetando sobretudo o sexo masculino, estima-se que a cefaleia em salvas atinja três em cada 1000 pessoas, o que faz desta um tipo de cefaleia rara. E embora as suas causas permaneçam desconhecidas, alguns estudos demonstram que é mais frequente entre os fumadores, existindo ainda uma certa predisposição genética para o seu desenvolvimento, já que é frequente atingir várias pessoas da mesma família.

O seu pico de incidência situa-se entre os 20 e os 40 anos de idade e os surtos estão muitas vezes associados a fatores desencadeantes, como o consumo de álcool, tabaco e alguns medicamentos. As alterações dos padrões do sono também parecem influenciar o seu desenvolvimento.

Principais características

De acordo com MiGRA Portugal – Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias, as cefaleias em salvas apresentam-se em ciclos que, na maioria dos doentes, podem durar entre um a três meses, sendo mais comuns na primavera e outono.

No entanto, 20% dos doentes apresentam cefaleias em salva crónicas, apresentando ciclos contínuos sem intervalos livres de crises.

Durante estes ciclos os doentes sentem várias crises por dia, cada uma com uma duração que pode ir de 15 minutos a três horas. 

As crises são mais frequentes durante a noite e madrugada e, habitualmente, repetem-se sempre no mesmo horário e com aproximadamente a mesma duração todos os dias.

Durante as crises de cefaleias em salva, os doentes ficam muito agitados e completamente incapacitados de realizar qualquer tarefa.

Sintomas

  • Dor intensa e unilateral, localizada sobre o olho e/ou têmpora;
  • Olho vermelho ou lacrimejante do lado da dor;
  • Pálpebra descaída;
  • Congestão nasal;
  • Agitação.

Diagnóstico

O diagnóstico da cefaleia em salvas baseia-se essencialmente no padrão típico dos sintomas e na história do doente.

Em alguns casos, o médico pode pedir alguns exames para exclusão de patologia intracraniana

Tratamento

Ao contrário do que acontece com outro tipo de cefaleia, na cefaleia em salvas os analgésicos e anti-inflamatórios são pouco eficazes. Segundo a MiGRA Portugal, o seu tratamento “é usualmente feito com recurso a triptados ou oxigénio de alto débito”.

A estimulação não invasiva do nervo vago é outra das opções terapêuticas para tratar as crises.

Em matéria de terapêutica preventiva, a prednisona, ou o bloqueio do nervo occipital maior (com um anestésico local e um corticosteroide) pode ajudar a evitar as crises recorrentes. A longo prazo podem ser administrados medicamentos indicados para enxaqueca.

Em que casos a dor de cabeça pode ser um sinal de alerta?

O acompanhamento por um médico e instituição de medicação adequada é recomendável sempre que as cefaleias impactem de forma negativa na vida quotidiana do doente.

Segundo a MiGRA Portugal, “sempre que se sente uma cefaleia intensa com características diferentes das que estamos habituados ou um aumento da frequência com que temos cefaleias devemos procurar aconselhamento médico”.

O recurso ao aconselhamento médico é muito importante, quer para despistar a existência de alguma outra patologia associada às cefaleias (nas cefaleias secundárias), como para diagnosticar as cefaleias primárias e implementar a terapêutica adequada.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
31º Congresso Mundial da ISHRS
Graças ao seu investimento anual de 2 milhões de euros em todas as áreas relacionadas com a investigação e tecnologia biomédica...

Considerado o principal fórum mundial dedicado à restauração capilar, o encontro contará com a presença de Carlos Portinha, o Diretor Clínico da Insparya com formação especializada em Transplante Capilar FUE pela International Society of Hair Restoration Surgery (ISHRS), da qual é membro, bem como pela EHRS - European Hair Research Society.

Enquanto membro da ISHRS, o especialista português irá participar na sessão sobre inovação e orientações para melhorar a prática clínica em transplante capilar. "O nosso objetivo é continuar a trabalhar ativamente na investigação e no tratamento da alopécia. Estamos orgulhosos de participar em congressos desta dimensão e de poder apresentar algumas das nossas investigações e progressos neste domínio", afirma o diretor médico da clínica. "A investigação sobre o cabelo continua a desenvolver-se e a Insparya está a trabalhar nesse sentido. É de importância vital continuar a atuar e a colaborar com diferentes especialistas para melhorar o campo da saúde capilar".

Estabelecida em 2017, através de um protocolo com o reconhecido Instituto i3S de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto, a Insparya tem vindo a desenvolver uma investigação internacionalmente competitiva, ao mais alto nível, só possível através do acesso a infraestruturas de ponta e à massa crítica do centro de investigação de excelência. O objetivo da equipa de investigação biomédica do Insparya é desenvolver estratégias de rejuvenescimento capilar com base em conhecimentos interdisciplinares e abordagens multi-metodológicas, estando vários estudos em curso entre os quais um dedicado à Terapia Farmacológica que Melhora a Aptidão da Papila Dérmica e o Ciclo de Crescimento do Folículo Capilar que será apresentado no Congresso Mundial da ISHRS.

Desenvolvido pela equipa de investigação biomédica da Insparya, constituída por Ana Rita Castro, Joana Miguel Magalhães, Mafalda Galhardo, Carlos Portinha e Elsa Logarinho, o estudo visa demonstrar a eficácia de um novo tratamento farmacológico que atrasa o início da catagénese em folículos humanos em cultura. A análise imunohistológica dos folículos tratados com este composto revelou uma melhoria nos marcadores de indução da papila dérmica, bem como um aumento da proliferação celular no compartimento epitelial do bolbo piloso. A divulgação deste composto, que melhora a tricogenicidade da papila dérmica e o ciclo do folículo piloso, incentiva a exploração clínica para determinar se é uma ferramenta farmacológica segura e eficaz para o tratamento da alopécia androgénica.

Com o avanço da tecnologia, surgem cada vez mais técnicas de transplante capilar e, por isso, é importante optar sempre por clínicas e profissionais que revelem estar ao mais alto nível de atualização e formação, no que diz respeito aos últimos desenvolvimentos no setor dermocapilar.

Para Carlos Portinha dispor de uma equipa clínica especializada e com experiência comprovada em transplante capilar é um dos pontos-chave na hora de se submeter a esta cirurgia. "Por isso, na Insparya temos uma equipa de médicos e enfermeiros especializada em transplantes capilares e treinada no exclusivo Método Insparya, um método único, baseado numa técnica e tecnologia própria, desenvolvida no Insparya Hair Science and Clinical Institute”.

A certificação de qualidade é muito importante em qualquer empresa e torna-se mais relevante quando se trata de procedimentos muito precisos como os realizados em clínicas capilares. A certificação garante padrões de qualidade, promove a segurança, confiança e tranquilidade dos pacientes, assegura a competência dos colaboradores e incentiva a melhoria contínua dos procedimentos e resultados. Como explica o especialista "na Insparya somos o único grupo de transplante capilar com certificação de qualidade ISO 9001. Cumprindo sempre o compromisso de colocar os melhores recursos ao serviço dos nossos pacientes".

Atualmente o grupo Insparya conta atualmente com 11 clínicas em Portugal, Espanha e Itália. Todas elas estão equipadas com as máximas condições de conforto para pacientes e acompanhantes, e utilizam a mais recente tecnologia em transplantes capilares, o BotHair® UltraPlus. Um projeto exclusivo que envolveu a criação de um sistema inovador e disruptivo que permite a extração, aspiração, conservação e implantação de unidades foliculares de forma mais precisa e em menos passos, sem danificar a área doadora.

Carlos Portinha afirma ainda que "ao optar por uma clínica especializada como a Insparya, pode estar mais confiante de que receberá um tratamento capilar de qualidade e adaptado às suas necessidades, pois somos o único grupo capilar que se dedica exclusivamente e cumulativamente ao diagnóstico, tratamento e investigação da saúde capilar”. O Grupo Insparya possui um departamento próprio de investigação biomédica e tecnológica, único entre os grupos especializados em transplantes capilares, bem como um centro de formação nas suas técnicas exclusivas. Atualmente, parte da investigação realizada baseia-se no estudo aprofundado da unidade folicular com o intuito de possibilitar a sua multiplicação num futuro próximo, bem como na criação de tecnologia dedicada ao diagnóstico e tratamento da alopécia.

Projeto visa proporcionar a substituição periódica do cuidador informal por cuidador formal
O projeto “CUIDARaro” da União das Associações das Doenças Raras (RD-Portugal), foi um dos vencedores da 5.ª edição dos Prémios...

Em Portugal, cerca de 44,5% dos cuidadores informais são familiares, o que acarreta um maior estado de exaustão emocional (83,3%), descurando, muitas das vezes do seu próprio bem-estar, dado que se dedicam a apoiar e a suprimir as necessidades daqueles de quem cuidam a tempo inteiro (78,5%) ou parcialmente (36,5%).

Deste modo, Catarina Costa Duarte, membro da direção da RD-Portugal, explica que “o projeto nasce da premência de serem implementadas respostas sociais adaptadas às reais necessidades das pessoas com doença rara e dos seus cuidadores, considerando que, diariamente, as pessoas com doença rara enfrentam mais dificuldades no acesso aos cuidados de saúde humanizados e centrados no doente”.

Através da criação de uma plataforma digital, os cuidadores informais descrevem as suas necessidades e os cuidadores formais as aptidões e disponibilidade. O método de seleção do cuidador formal para integrar uma determinada família é feito consoante as necessidades de cada cuidador informal e da pessoa cuidada, havendo um match para uma maior adequação, seguindo-se um tempo de aceitação para a família conhecer o cuidador formal, mitigando eventuais receios e medos inerentes por deixarem um familiar ao cuidado de alguém desconhecido. O tempo máximo no auxílio prestado por cada cuidador formal à pessoa com doença rara é de 20 horas mensais, repartidas conforme a necessidade.

Outros dos objetivos do projeto passam por aumentar a literacia dos profissionais de saúde e do setor social para as doenças raras, promovendo um correto acompanhamento e cuidado, bem como o de promover o trabalho em rede entre as 42 associações de doentes associadas da RD-Portugal, entidades privadas e organismos públicos. O projeto vai apoiar 15 famílias pertencentes às associadas da RD-Portugal.

O projeto, com início previsto para dezembro, tem a duração de 12 meses, e divide-se em diferentes fases, que vão desde a criação à apresentação de resultados, passando pela documentação e recolha, intervenção e ajustes, e avaliação de impacto social. Estão em vista novas parcerias e angariação de apoios para que o projeto perdure.

No que respeita à implementação do projeto, Palmira Martins, assistente social da RD-Portugal e responsável operacional pelo projeto, explica que o mesmo “estará sob avaliação da ENSP – Escola Nacional de Saúde Pública, que fará o acompanhamento do projeto e avaliação de impacto real do mesmo”.

A 5.ª edição dos Prémios Caixa Social, uma iniciativa da Caixa Geral de Depósitos – que financia projetos sociais com carácter inovador, orientados para mitigar a pobreza e favorecer a inclusão social –, premiou 36 projetos de instituições sociais, a nível nacional, com um valor total de 760 mil euros, nas áreas de Inclusão Social e Solidariedade, Prevenção e Cuidados de Saúde, Educação, Formação e Capacitação, Criação e Promoção de Emprego.

4º episódio do podcast Vidas já está no ar
O novo episódio do podcast Vidas, já disponível, aborda as doenças raras na perspetiva de um pai de uma criança com doença rara.

“Estudos indicam que uma criança tem de passar em média por sete especialistas e esperar quatro anos por um diagnóstico de uma doença rara”. Quando o diagnóstico finalmente chega, explica André Correia, Vice-presidente da SERaro, Associação de Síndromes Excecionalmente Raras e Pessoas Sem Diagnóstico, “há um choque, mas também um alívio porque deixámos de ter de apontar para todos os lados”,

As doenças raras afetam cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, num universo de mais de 10.000 patologias diferentes. Destas cerca de 8 em cada 10 doenças raras são de origem genética e 1 em cada 2 doentes diagnosticados com uma doença rara é uma criança.

André Correia foi pai pela primeira vez há dez anos. O Daniel nasceu com uma doença rara, mas o diagnóstico só chegou cinco anos depois. Neste 4º episódio do podcast Vidas, aborda as dificuldades do diagnóstico, e a importância dos testes genéticos, mas também os desafios que se vão colocando. Explica porque o doente deve ser colocado no centro, e em que medida a tecnologia pode ajudar, mas reforça que é fundamental o envolvimento das famílias e das associações de doentes. Ser raro não deve significar, de modo nenhum, estar só.

O podcast Vidas que conta, agora, com quatro episódios é o primeiro podcast português a focar-se exclusivamente em entrevistas a doentes e aos seus familiares para que estes possam partilhar as suas histórias. Aborda neste último episódio a realidade de quem vive e convive diariamente com a Doença Rara.

Todas as vidas têm uma história. Conheça a história de André Correia no Youtube ou no Spotify.

 

Opinião
A saúde e a prevenção caminham lado a lado.

A diabetes é uma doença metabólica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue. Estudos recentes sugerem que pode haver uma relação entre a diabetes e o cancro de próstata, o cancro mais comum entre os homens. Embora a conexão não esteja totalmente esclarecida, existe alguma evidência de que homens com diabetes têm um risco ligeiramente aumentado de desenvolver cancro da próstata. Nesta perspetiva, a gestão cuidadosa da diabetes pode contribuir para a prevenção de problemas relacionados com a próstata.

A prevenção da diabetes envolve também a adoção de um estilo de vida saudável:

  1. Alimentação Equilibrada: Opte por uma dieta rica em fibras, grãos integrais, frutas, legumes e proteínas magras. Evite o consumo excessivo de açúcares e gorduras saturadas.
  2. Atividade Física: Manter-se ativo é essencial. O exercício regular ajuda a controlar o peso, melhorar a sensibilidade à insulina e reduzir o risco de diabetes.
  3. Controle do Peso: Manter um peso saudável é crucial na prevenção da diabetes tipo 2. O excesso de peso aumenta o risco de resistência à insulina.
  4. Monitorização Médica: Realize exames médicos regularmente para verificar os níveis de glicose no sangue e esclarecer qualquer preocupação com o seu médico.

A prevenção do cancro da próstata e da gravidade da doença também é importante:

  1. Exames de Rotina: Homens com mais de 50 anos ou com história familiar de cancro da próstata devem realizar regularmente o PSA (Antígeno Específico da Próstata) e o exame clínico.
  2. Alimentação Saudável: Dietas ricas em vegetais crucíferos, como brócolos e couve-flor, podem ter algum efeito protetor contra o cancro da próstata.
  3. Atividade Física: Manter um estilo de vida ativo também tem sido associado a um menor risco de cancro da próstata.
  4. Evitar Tabagismo e Álcool em Excesso: Fumar e o consumo excessivo de álcool têm sido associados a um maior risco de cancro, incluindo o da próstata.

Em resumo, a prevenção é importante para manter a nossa saúde e evitar doença grave ou complicações relacionadas com a diabetes. Adotar um estilo de vida saudável, incluindo uma alimentação equilibrada e a prática regular de exercício, pode ajudar a prevenir ambas as doenças. Além disso, a avaliação clínica e analítica regulares e o diálogo com o médico assistente é essencial para monitorizar a saúde da próstata e controlar a diabetes.

Referências:

  • American Diabetes Association. (2020). Lifestyle Management: Standards of Medical Care in Diabetes - 2020. Diabetes Care, 43(Supplement 1), S89-S97.
  • World Cancer Research Fund & American Institute for Cancer Research. (2018). Diet, Nutrition, Physical Activity, and Prostate Cancer. Continuous Update Project Expert Report 2018.
  • American Cancer Society. (2021). Prostate Cancer Early Detection.
  • Leitzmann, M. F., Rohrmann, S., Risk Factors for Prostate Cancer Collaborative Group, et al. (2011). Physical activity recommendations and decreased risk of mortality. Archives of Internal Medicine, 171(14), 130-138.
  • Freedland, S. J., Platz, E. A., & Gerber, L. (2007). Smoking and Prostate Cancer: A Systematic Review and Meta-analysis. American Journal of Epidemiology, 166(9), 959-972.
  • Aune, D., Giovannucci, E., Boffetta, P., et al. (2009). Fruit and vegetable intake and the risk of type 2 diabetes: a systematic review and dose-response meta-analysis of prospective studies. European Journal of Clinical Nutrition, 63(12), 1255-1265.

Dr. Miguel GuimarãesMédico Especialista em Urologia | Consultor e Assistente Graduado Urologia | Centro Hospitalar Universitário S. João Porto
Competência em Gestão | Presidente Associação Auditores Cursos Defesa Nacional | Bastonário da Ordem dos Médicos 2017-2022 Ilustre Amigo e Sócio da www.girohc.pt/

 

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