Oftalmologia:
Investigador português foi galardoado com o prémio CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior pela...

O Investigador português Diogo Sousa Martins foi, esta semana, galardoado com o prémio CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, atribuído pela Agência Brasileira de Fomento à Pesquisa, graças à sua tese de doutoramento na área da oftalmologia, que defendeu na Universidade Federal de São Paulo, no Brasil, em 2013.

Sousa Martins revelou que a tese, intitulada "O uso de Luteína e Zeaxantina como corantes intraoculares para cirurgia oftalmológica", consistiu no desenvolvimento de uma espécie de "tinta natural" para ser utilizada em cirurgias oculares, como a da catarata, de modo a possibilitar uma melhor visualização das estruturas.

O investigador explicou que a Luteína, molécula usada na constituição daquela "tinta", é natural para os olhos e não provoca efeitos colaterais. A tese do português resultou mesmo na criação do primeiro corante não sintético para uso em cirurgias oftalmológicas, que, actualmente, é utilizado em sete produtos farmacêuticos.

Sousa Martins disse sentir-se "honrado" por receber o prémio CAPES e admitiu que a nomeação para o prémio foi uma surpresa, uma vez que já não morava no Brasil - onde desenvolveu, durante três anos, o seu doutoramento sob orientação do catedrático Rubens Belfort Mattos Junior - quando esta foi anunciada.

Diogo Sousa Martins estudou na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, esteve em Harvard, nos Estados Unidos, e é, actualmente, presidente do Conselho de Administração da Multinacional Kemin.

No âmbito destes galardões,  a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que depende do Ministério da Educação do Brasil, premiou também especialistas de outras áreas.

Transmissão através de 'webcast'
Os departamentos de Ginecologia-Obstetrícia e Anestesiologia do Hospital da Luz, em Lisboa, transmitiram, ao vivo, uma cirurgia...

O caso dado a conhecer aos médicos ginecologistas e anestesiologias convidados foi "o de uma paciente com cerca de 45 anos de idade, submetida a cirurgia da endometriose profunda e a histerectomia", ambas realizadas por António Setúbal, coordenador do departamento de Ginecologia-Obstetrícia do Hospital da Luz e especialista em endometriose.

A anestesia e a vigilância peri-operatória da doença ficaram a cargo de José Bismarck, coordenador do departamento de Anestesiologia, que também esclareceu as dúvidas dos especialistas estrangeiros que, à distância, acompanharam o procedimento cirúrgico realizado na capital.

De acordo com o Hospital da Luz, "esta cirurgia fez parte de um conjunto de intervenções realizadas em diversos centros de referência internacionais e que, na área da ginecologia, vai permitir obter dados sobre a qualidade da recuperação pós-operatória dos doentes tratados com 'neostigmina' ou com 'sugammadex' como fármacos de reversão do bloqueio neuromuscular".

A transmissão, através de 'webcast', foi organizada pelo hospital português com o apoio da MSD, tendo a produção e a realização estado a cabo de uma equipa holandesa e inglesa, explica ainda, em comunicado de imprensa, aquela instituição de saúde.

Sublinhe-se que, na área da anestesiologia e a propósito deste projecto, José Bismarck e Nuno Rodrigues, também anestesiologista do Hospital da Luz, assinam, em conjunto, um trabalho de investigação publicado recentemente na revista científica Acta Anesthesiologica Scandinava.

Ingleses acreditam ter descoberto
Estudos científicos recentes, realizados em 60 voluntários com problemas de peso, apontam para a descoberta de um ingrediente...

Estudos científicos recentes, realizados em 60 voluntários com problemas de peso, apontam para a descoberta de um ingrediente capaz de prevenir o aumento de peso, escreve a revista Visão online. O princípio activo desse ingrediente é fazer com que o indivíduo se sinta saciado. Durante o estudo, uma parte dos voluntários ingeriu o ingrediente com as refeições, verificando-se que durante um período de seis meses não ganharam peso. O contrário não aconteceu com os que ficaram privados desse suplemento. De acordo com o responsável pelo estudo, Gary Frost do Departamento de Medicina do Imperial College London, esta terá sido a primeira vez que ficou comprovado que um ingrediente tem um impacto a longo prazo na questão do aumento/perda de peso.

O ingrediente 'milagroso' denomina-se de propionate (ou propionate ester, em português propionato de testosterona). Este estimula o estômago a libertar hormonas que indicam ao cérebro que deve reduzir a sensação de fome. O propionate é produzido naturalmente quando os micróbios fermentam a fibra no estômago. Este suplemento em pó, desenvolvido pelos investigadores para o estudo, descarrega no sistema digestivo quantidades elevadas de propionato, algo que as pessoas podem alcançar se seguirem uma dieta regular.

De um grupo de 20 voluntários alguns tomaram o suplemento de propionato e os restantes inulin, uma fibra de emagrecimento, seguiu-se um buffet repleto de comida e sem restrições. O grupo que consumiu o suplemento de propionato comeu 14% menos e mostravam um nível mais elevado de hormonas de supressão de apetite no sangue, comparado com os restantes que tomaram inulin.

Os investigadores também fizeram o teste num grupo de 60 pessoas, com excesso de peso, com idades compreendidas entre os 40 e os 65. Foi dado a metade do grupo o suplemento de propionato para que este fosse adicionado às refeições diárias, e à restante parte foi dada inulin. Este estudo decorreu durante 24 semanas. Foi pedido a ambos os grupos que comessem e fizessem exercício físico como faziam antes do estudo. Do grupo de 25 pessoas que terminaram o estudo no suplemento de propionato, apenas um dos indivíduos ganhou mais de três por cento de massa gorda, comparado com seis das 24 pessoas do grupo do inulin que completaram o estudo.

No final do estudo, os indivíduos no grupo do suplemento ganharam menos gordura abdominal bem como gordura no fígado, quando comparados com o grupo do inulin. Não se tornou claro o estudo de como o novo suplemento pode suprimir o apetite, mas o mais provável é que actue no sistema nervoso digestivo, traduzindo-se em saciedade.

Estudo
Com a chegada do frio muitas são as constipações que se adivinham, mas por vezes cometemos alguns erros que acabam por afectar...

Conheça a lista dos erros mais comuns cometidos no Inverno e que nos fazem pior à nossa saúde, ao contrário do que muitas vezes julgamos.

Ao primeiro sinal de espirro pensamos que um sumo de laranja vai solucionar a doença que está prestes a chegar, mas os especialistas afirmam que estamos a perder o nosso tempo, pois o corpo só vai absorver a vitamina C que necessita.

No Inverno não se sente tanta sede, mas a verdade é que é necessário beber, por dia, dois litros de líquidos, qualquer líquido, para o corpo se manter hidratado.

As botas de pelo são conhecidas por serem quentes, mas causam problemas no andar e por isso, não são a melhor solução.

O protector solar é também aconselhável nestas alturas, apesar do sol não ser tão visível. Na realidade, a exposição solar tem um efeito de envelhecimento na nossa pele e seja em que estação do ano for deve sempre aplicar-se, mesmo que tenha uma protecção inferior à que usamos no verão.

Secar a roupa dentro de casa é um erro colossal, pois existem alguns químicos que são libertados e para aqueles que têm asma podem ter um ataque e além de fazer mal à pele. O alarme toca, mas diz sempre que são mais cinco minutos, no entanto um especialista afirma que é a pior coisa que pode fazer. Além de que dormir com o aquecedor ligado também não é o correcto. O quarto deve estar frio, escuro e silencioso.

Surpreendentemente é no Inverno que ganhamos uns quilos extra, pois com o frio queremos reconfortar o estômago e esquecemo-nos dos exercícios regulares. O ideal é comer algo saudável para não ganhar peso.

Vestir roupa muito quente para praticar exercício é algo que não deve fazer pois suar em excesso e depois parar o exercício pode levar a que fique com mais frio ainda e por consequência fica doente.

Penafiel
O programa de distribuição de fruta nas escolas e infantários de Penafiel, lançado pela câmara municipal, vai chegar a quase 5...

Segundo o município liderado por Antonino Sousa, a acção contempla os alunos do primeiro ciclo e do ensino pré-escolar, correspondendo a 42 estabelecimentos escolares.

Com o projecto "Fruta Escolar", a autarquia de Penafiel "pretende contribuir para a promoção de hábitos alimentares benéficos para a saúde das crianças e para a redução dos custos sociais e económicos associados a regimes alimentares menos saudáveis".

Os produtos são distribuídos pelas escolas em dois dias diferentes da semana, ao longo do ano lectivo, realçou a fonte. Entre os frutos disponibilizados aos alunos, contam-se a maçã, pêra, clementina, tangerina, laranja, banana, cereja, uvas, ameixa e pêssego.

A cada aluno de Penafiel, no distrito do Porto, são atribuídas duas peças de fruta por semana. O programa "Fruta Escolar" conta com uma medida de acompanhamento que consiste na apresentação nas escolas e jardins-de-infância de uma peça de teatro intitulada "Bisnau vai às compras".

A peça tem como objectivo sensibilizar as crianças para o consumo de alimentos saudáveis. O programa foi apresentado oficialmente na escola básica da localidade de Urrô.

Implementado nas escolas em mais de metade dos concelhos
A quarta edição do programa, desenvolvido pela Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil, que incentiva as crianças a...

Depois do sucesso das três edições anteriores que envolveram a participação de 136.205 alunos, a APCOI - Associação Portuguesa contra a Obesidade Infantil voltou a lançar o desafio às escolas de todos os distritos de Portugal Continental e das regiões autónomas dos Açores e da Madeira para continuarem a prevenir a obesidade infantil e as restantes doenças associadas, no ano lectivo 2014-2015.

Escolas de 161 dos 308 concelhos portugueses aceitaram o desafio e aderiram à quarta edição do projecto “Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável” – que inclui um programa educativo de intervenção motivacional com o objectivo de aumentar o consumo diário de fruta nas crianças até aos 10 anos.

Mário Silva, Presidente e fundador da APCOI adiantou que “esta quarta edição do projecto Heróis da Fruta está a superar todas as expectativas da organização quanto ao envolvimento dos professores, dos educadores e das diversas autarquias que este ano lectivo se associaram novamente a esta iniciativa.”

São já 57 no total, as juntas de freguesia, câmaras municipais e os dois governos regionais, que se envolvem directamente na implementação e coordenação do projecto nos jardins-de-infância e escolas de ensino básico de 1º ciclo. Para a APCOI, estas parcerias com o poder local representam um enorme passo no sentido de difundir esta iniciativa a cada vez mais crianças. “Nesta edição, tal como nas anteriores, contamos com participações de estabelecimentos de ensino de todos os distritos e regiões autónomas, mas a nossa meta é chegar a todas as escolas do país” afirmou Mário Silva.

O presidente da APCOI recordou ainda: “realizámos um estudo com uma amostra de 18.374 alunos que indicou que 73,5% das crianças portuguesas não ingeriam a quantidade de fruta recomendada diariamente antes de participarem no projecto da APCOI. São números alarmantes.”

Mário Silva diz ainda que: “A APCOI quis ainda medir o pulso ao impacto do seu programa “Heróis da Fruta – Lanche Escolar Saudável e verificou que quatro em cada dez crianças aumentaram o consumo diário de fruta em apenas 12 semanas de implementação do projecto em sala de aula. Uma boa notícia que já é pública são os resultados preliminares do estudo realizado que demonstraram que 42,6% das crianças que fizeram parte do programa no ano lectivo passado comem agora mais fruta. É a confirmação de que projectos saudáveis têm sucesso.”

A dietista, Rita Loureiro, uma das investigadoras da APCOI e coordenadora deste projecto, acrescenta ainda que: “Em contexto escolar, educar para a saúde consiste em dotar as crianças de conhecimentos, atitudes e valores que os ajudem a fazer opções e a tomar decisões adequadas à sua saúde e ao seu bem-estar físico, social e mental, bem como a saúde dos que os rodeiam, conferindo-lhes assim um papel interventivo. A prevenção é sempre o melhor remédio e educar é prevenir. Desta forma, ensinar às crianças importantes lições sobre alimentação saudável é essencial para combater a obesidade infantil e as restantes doenças associadas. Como a fruta tem nutrientes insubstituíveis, o seu baixo consumo tem efeitos negativos para a saúde das crianças: dificulta o bom funcionamento dos intestinos, diminui as defesas do organismo, tornando-as mais sujeitas às doenças, nas quais se inclui a obesidade logo desde a infância, além de provocar alterações nos níveis de energia, de concentração e aprendizagem. O consumo diário de fruta é um dos componentes mais importantes de uma alimentação saudável. É, por isso, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que se ingiram pelo menos três porções de fruta por dia.”

 

Sobre o Projecto “Heróis da Fruta - Lanche Escolar Saudável”

Este projecto de âmbito nacional tem como objectivos a promoção de uma aprendizagem real, incentivando a ingestão diária de fruta pelas crianças portuguesas como primeira opção para o lanche escolar. Sabendo que o lanche é, em regra, preparado em casa, a iniciativa pretende também sensibilizar pais e encarregados de educação para a importância do consumo da fruta nos lanches e nas restantes refeições. O projecto, desenvolve-se em três etapas distintas que motivam as crianças e mobilizam os adultos para que assumam o compromisso da ingestão de fruta todos os dias, valorizando a sua importância na alimentação e na manutenção da saúde. Na primeira etapa, de 12 semanas escolares, as crianças estimulam o gosto pela fruta através de jogos e actividades pedagógicas realizadas na sala de aula. Na segunda etapa, os alunos participam numa competição nacional na qual partilham com os familiares e comunidades locais os conhecimentos adquiridos sobre alimentação saudável, através da elaboração de um "hino da fruta". Na última etapa, as crianças recebem um “diploma de herói de fruta” que comprova terem concluído com sucesso o desafio proposto. Além disso, os hinos vencedores, escolhidos pelo júri do projecto, recebem na escola a visita dos “heróis” da APCOI com uma peça de teatro interactiva.

 

Sobre a APCOI – Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil

A Associação Portuguesa Contra a Obesidade Infantil (APCOI) é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, fundada em 2010, cuja missão é ajudar a criar um mundo melhor para as futuras gerações, através de iniciativas que valorizem a saúde das crianças, promovam o combate ao sedentarismo ou à má nutrição e previnam a obesidade infantil e todas as doenças associadas. A APCOI é composta por um grupo de voluntários preocupados com a saúde infantil, que se mobilizam em torno da responsabilidade de transmitir melhores hábitos de vida às crianças, ajudando-as a escolher as opções mais saudáveis. “O nosso modelo de actuação incide na criação de acções e campanhas de prevenção, projectos de intervenção social e programas de formação sobre nutrição e exercício físico dirigidos às crianças, às famílias e às comunidades escolares” (Mário Silva, presidente e fundador da APCOI). Desde Dezembro de 2010, a APCOI já beneficiou 154.925 crianças através das seguintes iniciativas: 136.205 inscritas em três edições do projecto “Heróis da Fruta”; 6.415 em acções de distribuição gratuita de fruta; 7.500 estiveram nas três edições da “Corrida da Criança”; 3.230 participaram em oficinas de alimentação saudável e exercício físico; 1.475 foram atendidas por nutricionistas em rastreios gratuitos.

13 de Dezembro, Salão do Grupo Desportivo de Quarteiras em Sintra
A União Humanitária dos Doentes com Cancro, associação que disponibiliza serviços gratuitos a doentes oncológicos, organiza uma...

Com o mote “Vamos ajudar a ajudar”, a festa solidária conta com um rol de actividades lúdicas que começam pelas 15h00 com a realização de uma matiné e um concurso de karaoke e com a actuação, a partir das 21h00, de vários artistas nacionais, entre os quais, Carlos Moreno, Rafael Bailão, Natacha, Vivian Lima, Ana e Luís Portela.

Durante a tarde serão, ainda, realizados rastreios pulmonares que consistem na medição dos níveis de monóxido de carbono (CO) através de um sopro contínuo para um aparelho específico de medição.

O bilhete pode ser adquirido por cinco euros, valor que reverte, na sua totalidade, para ajudar a União Humanitária dos Doentes com Cancro (UHDC) a financiar as suas acções, garantindo os apoios e serviços gratuitos a doentes oncológicos e familiares. “Vamos ajudar a ajudar”, apela Cláudia Costa, porta-voz da UHDC.

Segundo Cláudia Costa “o apoio dado pela UHDC não é unicamente informativo. Procuramos diariamente conseguir corresponder aos anseios e expectativas de todos os doentes oncológicos e seus familiares, pelo que o apoio emocional ganha um grande peso na nossa actividade”.

A porta-voz revela que “conseguimos há já 15 anos disponibilizar serviços de apoio gratuitos a doentes oncológicos e seus familiares. É nosso objectivo continuar a prestar este apoio, pelo menos, mais 15 anos e não queremos que o difícil contexto económico limite o nosso poder de resposta a quem mais precisa. Com as contribuições cada vez mais reduzidas, tornam-se essenciais momentos como este para conseguirmos angariar fundos que nos permitam continuar a ajudar milhares de doentes oncológicos”.

O cancro é a segunda principal causa de morte em Portugal e a primeira no grupo etário entre os 35 e os 64 anos. Prevê-se que as taxas de incidência de cancro podem aumentar cerca de 20%, até 2020.

 

Sobre a União Humanitária dos Doentes com Cancro

A União Humanitária dos Doentes com Cancro é uma Associação Humanitária, de Solidariedade Social e de Beneficência, sem fins lucrativos. Fundada em 7 de Abril de 1999 (Dia Mundial da Saúde), com o lema ‘Quanto mais olharmos o cancro de frente, mais ele se afasta de nós’, a União tem como primeiro objectivo apoiar os doentes com cancro e seus familiares, mediante a prestação de diversas valências de apoio, inteiramente gratuitas, beneficiando assim milhares de doentes com cancro mais carenciados.

A União foi pioneira no nosso país na criação de 4 diferentes tipos de apoio a doentes com cancro: consultas gratuitas de Apoio Médico e de Psico-oncologia, Linha Contra o Cancro e Núcleo de Apoio ao Doente Oncológico. Em termos de saúde pública, a União é membro efectivo do Grupo Técnico Consultivo da Direcção-Geral da Saúde.

Para mais informações: http://www.doentescomcancro.org/

Ébola:
A Federação das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho apelou à vigilância face à epidemia de Ébola devido às...

“Poderá existir um risco de (novas) vagas de contaminação se não forem respeitadas todas as medidas (sanitárias)” num período em que as pessoas viajam bastante devido às festas de Natal, explicou o secretário-geral da FICR, Elhadj As Sy, em Londres.

O responsável sublinhou que “não se trata de uma afirmação de que vão surgir mais casos”, mas de um “apelo para uma maior vigilância, para a preservação dos progressos realizados até agora e para não abrir a porta a novas infecções”.

“Só podemos contar com os comportamentos, as atitudes, a mobilização da comunidade, os tratamentos, os enterros seguros e dignos e o reforço dos sistemas de saúde”, adiantou.

Em funções desde Agosto, Elhadj As Sy considerou que a estabilização da progressão da doença e os sinais de diminuição observados em alguns locais são boas notícias, mas não devem levar a “baixar a guarda”.

Cerca de 11 mil voluntários da Federação das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICR) estão envolvidos na luta contra o Ébola nos três países mais afectados - Libéria, Guiné-Conacri e Serra Leoa.

A epidemia desta febre hemorrágica causou 6.388 mortos entre 17.942 infectados desde o início do ano, segundo o último balanço da Organização Mundial de Saúde.

Há prisões que já não têm
A Ordem dos Psicólogos avisou que os mais de 14 mil reclusos existentes em Portugal vão ficar sem apoio psicológico a partir de...

A Ordem refere que os cerca de 30 psicólogos que exercem funções nas prisões terminam os contratos dentro de quatro dias, não existindo até ao momento qualquer indicação para a data prevista para retomarem o trabalho.

A Ordem sublinha que o apoio psicológico nos estabelecimentos prisionais é obrigatório e que a falta de psicólogos pode ter “gravíssimas consequências”.

“Os dados existentes demonstram que a época natalícia é propícia a um aumento da patologia mental entre a população prisional. Nesta situação, sem possibilidade do devido acompanhamento, as consequências tenderão a ser mais gravosas e existirá um maior risco para os reclusos nestas condições”, refere a nota.

A ausência de serviços de psicologia, diz a Ordem, aumenta o risco de agressões, auto mutilação e suicídio, além de que poderá provocar maior afluência às consultas hospitalares por parte dos reclusos, com a consequente necessidade de acompanhamento por parte de guardas.

A estrutura que representa os psicólogos alerta ainda que os cerca de 30 profissionais que ainda exercem funções nas prisões são “manifestamente insuficientes”, havendo prisões sem psicólogos, e que as condições remuneratórias não são satisfatórias.

O valor pago por hora a cada psicólogo é, em média, de 6 euros, quando um médico ganha cerca de 30 euros.

A agência Lusa questionou a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP) sobre a situação denunciada pela Ordem, mas ainda não obteve resposta.

Esta semana foi publicada em Diário da República uma portaria que autoriza a DGRSP a assumir encargos orçamentais para contratar profissionais de saúde que assegurem aos reclusos acesso aos cuidados de saúde.

Segundo o diploma, os encargos decorrentes dos contratos a celebrar ascendem a 3,5 milhões de euros, distribuídos entre 2014 até 2017.

Para 2014 está prevista uma verba superior a 55 mil euros, para 2015 e 2016 uma verba de 1,18 milhões em cada ano e 1,13 milhões de euros para 2017.

Ébola:
A directora-geral adjunta da Organização Mundial de Saúde anunciou a suspensão dos testes clínicos da vacina contra o vírus...

Marie-Paule Kieny, directora geral adjunta da Organização Mundial de Saúde (OMS), confirmou à imprensa que os Hospitais Universitários de Genebra (HUG) pararam os testes clínicos da vacina, falando numa conferência de imprensa realizada no quadro do encontro de alto nível sobre a construção de sistemas de saúde resilientes nos países afectados por Ébola.

De acordo com a responsável, os médicos dos HUG preferiram suspender o estudo algumas semanas devido a dores imprevistas nos dedos em alguns dos 50 voluntários que foram vacinados. "Houve um fenómeno imprevisto. Alguns voluntários tiveram pequenas inflamações nas articulações dos dedos. Portanto, houve uma decisão que é melhor para a segurança deles", declarou. Por outro lado, esta pausa vai permitir aos médicos compreender, analisar a razão das dores e observar a sua frequência. "É uma pausa para compreender o que se trata e logo recomeçar", disse.

Para a directora adjunta, foi um problema imprevisto, mas no fundo não é algo novo porque acontece em caso de infecções virais. "Não estou preocupada. Não é um passo atrás. O ensaio foi realizado de acordo com as medidas de seguranças e boas práticas médicas", declarou.

Inicialmente, os ensaios deviam durar até a próxima semana, parar durante as festas de fim de ano e ser retomados em Janeiro. No entanto, Marie-Paule indica que os ensaios deveriam recomeçar em Janeiro. "Do ponto de vista do tempo, o resultado desta pausa é um atraso de uma semana em relação ao calendário inicial. E esperamos que os ensaios sejam retomados como previsto", declarou.

Neste momento há duas vacinas experimentais que são as principais candidatas aos testes, a vacina da Merck-Newlink, avaliada em Genebra e a vacina da empresa farmacêutica britânica GSK estudada em Lausana, com a qual não houve problemas.

Em Lisboa
Mais de 250 pessoas, incluindo crianças, jovens e adultos com autismo, participam no sábado num espectáculo pela inclusão de...

"Todo o País em Palco - Pela Inclusão de Pessoas com Autismo" é o lema do espectáculo que assinala os 10 anos da Federação Portuguesa de Autismo e que conta com o apoio do Instituto Nacional de Reabilitação e da Câmara Municipal de Lisboa.

"Trata-se de um grande evento nacional em que participam mais de 250 pessoas e que irá mostrar que as pessoas com autismo têm valor, têm capacidade e também têm direito de participar nos contextos normais de vida", disse José Miguel Nogueira, coordenador do evento e membro do conselho executivo da Federação Portuguesa de Autismo.

De acordo com o programa, estão previstas representações de elementos da Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA) do Norte, de Lisboa, de Viseu, de Setúbal e do Algarve, da Fraternal - Escotismo Adulto, do ABC Real (centro de intervenção da área do autismo), da Orquestra de Acordeões do Cartaxo, da Associação dos Escoteiros de Portugal (grupo de Benfica) e do Coral Infantil do Conservatório de Palmela.

A apresentação do espectáculo, que terá início às 17:00 de sábado, será da responsabilidade de algumas das muitas figuras públicas que apoiam a iniciativa.

As entradas são gratuitas, mediante inscrição prévia através de endereço de correio electrónico [email protected].

Do sector empresarial do Estado
Informação consta de despacho publicado em Diário da República. Dinheiro faz parte de fundo criado para ajudar unidades a...

O Governo vai perdoar mais de 43 milhões de euros de dívidas a cinco hospitais do sector empresarial do Estado (EPE), com o objectivo de que este montante seja convertido em capital e que sirva de balão de oxigénio para as instituições. A medida abrange cinco unidades: Centro Hospitalar da Cova da Beira, Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, Centro Hospitalar Lisboa Norte e Unidade Local de Saúde do Alto Minho.

A informação é avançada nesta quinta-feira [11 de Dezembro], em Diário da República, através de um despacho conjunto dos gabinetes da secretária de Estado do Tesouro e do secretário de Estado da Saúde. De acordo com o despacho, o Centro Hospitalar da Cova da Beira (Hospital do Fundão e Hospital Pêro da Covilhã) é o que terá um perdão maior, na ordem dos 13,4 milhões de euros, escreve a edição on-line do Jornal Público.

Segue-se a Unidade Local de Saúde do Alto Minho (Hospital de Santa Luzia, em Viana do Castelo, e Hospital Conde de Bertiandos, em Ponte de Lima), que receberá 8,4 milhões; o Centro Hospitalar Lisboa Norte (Hospital de Santa Maria e Hospital Pulido Valente), que conta com um perdão de 8,1 milhões de euros; e a Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (hospitais Doutor José Maria Grande de Portalegre e Santa Luzia de Elvas) com 7,4 milhões. A verba mais pequena, de 6 milhões, cabe ao Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho.

As verbas em causa faziam parte do Fundo de Apoio ao Sistema de Pagamento (FASP) do Serviço Nacional de Saúde, oficializado em 2008 pelo então ministro da Saúde, Correia de Campos, e que contava com dinheiro dos próprios hospitais e outra parte do Estado. O despacho explica que o fundo foi criado para ajudar nos pagamentos a fornecedores pelos hospitais do SNS, “mediante a realização de pagamentos por conta e posterior reembolso das instituições e serviços do Ministério da Saúde”.

Porém, como o FASP concedeu empréstimos aos hospitais e estes “num contexto de escassez de recursos, não procederam ao reembolso respectivo” e “tendo em atenção que a situação financeira dos hospitais EPE, devedores líquidos do Fundo, não lhes permite reembolsar os empréstimos e respectivos juros que lhes foram concedidos pelo fundo, proceder-se-á a aumentos de capital, com as unidades de participação detidas pelo Estado”. O aumento de capital destina-se à regularização de dívidas, diz o despacho, que adianta também que o FASP será extinto, visto que foi “esgotada a finalidade para que foi criado”. São também perdoados os juros vencidos e não pagos.

Em Abril, o ministro da Saúde, com os mesmos pressupostos, já tinha concretizado um perdão de 430 milhões de euros de dívidas contraídas no âmbito do FASP. Além disso, em 2015, os hospitais do Serviço Nacional de Saúde vão contar com um reforço total do capital na ordem dos 300 milhões de euros, depois de uma injecção extraordinária de 156 milhões de euros ainda neste ano.

O perdão de dívida agora publicado em Diário da República já tinha sido anunciado no início de Novembro pelo ministro Paulo Macedo, aquando do debate do Orçamento do Estado para 2015 para o sector da Saúde. Na altura, o ministro explicou no Parlamento que para o ano uma das principais prioridades da tutela passará por reforçar o capital dos hospitais do Serviço Nacional de Saúde para os ajudar a sair da situação de falência técnica e pagar as dívidas em atraso aos fornecedores.

No debate, Macedo garantiu, porém, que não está a “pôr mais dinheiro num saco roto”, explicando que as unidades que beneficiarem deste tipo de medidas vão ter de dar algumas garantias ao Estado. “O que se quer fazer também é que estes hospitais tenham de assumir compromissos concretos, de que a sua situação estrutural não voltará no ano seguinte a apresentar uma situação de falência técnica”, concretizou Macedo, acrescentando que as unidades não poderão acumular novas dívidas.

Foi também durante o debate que Paulo Macedo anunciou o fim do FASP. Na altura, o secretário de Estado da Saúde, Manuel Teixeira, concretizou aos jornalistas que existiam também dois hospitais credores (Instituto Português de Oncologia de Lisboa e Hospital de Santa Maria da Feira) que receberiam de volta 40 milhões de euros que tinham emprestado ao fundo.

Unidade de Psiquiatria e Psicologia do Hospital Lusíadas
20% das mulheres grávidas sofre de uma perturbação mental. A coordenadora da Unidade de Psiquiatria e Psicologia do Hospital...

"Sem acompanhamento e tratamento adequado, as perturbações mentais podem alterar as respostas fisiológicas e comportamentais da mãe, que podem afectar seriamente o bem-estar da mulher, do feto, do bebé e da família", afirmou Ana Peixinho, Coordenadora da Unidade de Psiquiatria e Psicologia do Hospital Lusíadas Lisboa.

A instituição de saúde afirma que 20% das mulheres grávidas sofre de uma perturbação mental, sendo que a ansiedade e depressão são as doenças psiquiátricas mais frequentes nas futuras mães, escreve o Notícias ao Minuto

"As mulheres com patologia psiquiátrica prévia ou que se inicia durante a gravidez devem ser acompanhadas em consulta de Psiquiatria Perinatal e receber um tratamento adequado e eficaz em cada uma das etapas da gestação, parto, puerpério e amamentação", explicou a mesma responsável.

Os principais sintomas de ansiedade perinatal incluem preocupação ou medo constante ou excessivo, inquietação, alterações do sono, irritabilidade, aceleração do pensamento, pensamentos ou imagens intrusivos, dificuldade de concentração, comportamentos compulsivos, crises de pânico com dificuldade em respirar, dor no peito, palpitações ou tonturas.

Paralelamente, para identificar a depressão deve atentar-se em sinais como tristeza, perda de interesse ou do prazer nas actividades habituais, alterações não previsíveis no peso ou apetite, alterações do sono (insónia ou hipersónia), fadiga ou perda de energia, sentimentos de desvalorização ou culpa, diminuição da concentração, lentificação ou agitação psicomotora e ideias de morte.

Importância da vacina da gripe
Numa altura em que o país enfrenta temperaturas negativas, os especialistas recordaram 2012, quando o frio associado à gripe...

O frio extremo está associado a um aumento do número de casos de pneumonias, doença que coloca Portugal com o segundo pior resultado da União Europeia no que respeita às inflamações respiratórias, com uma taxa de mortalidade de 102 por cada 100 mil habitantes, escreve o Correio da Manhã na sua edição digital. No relatório ‘Portugal - Doenças Respiratórias em Números’ é revelado que "a ocorrência de doenças respiratórias está relacionada com as condições atmosféricas e com a virulência do vírus da gripe". A directora do Programa Nacional para as Doenças Respiratórias, Cristina Bárbara, recordou que em 2012 o vírus da gripe, associado ao frio, afectou sobretudo os mais velhos: a taxa de mortalidade por pneumonia, entre a população com mais de 65 anos, foi de 245 por 100 mil habitantes, quando em 2011 tinham-se verificado 198 óbitos por 100 mil. Em 2012, as pneumonias bacterianas levaram ao internamento de 43 091 e morreram 13 893 por doença respiratória. No ano seguinte, em que o frio não atingiu idêntica gravidade, as mortes por doença respiratória caíram para 12 605.

A subdirectora-geral da Saúde, Graça Freitas, sublinhou a "importância da vacina" da gripe na população idosa. O secretário de Estado-adjunto do ministro da Saúde, Leal da Costa, divulgou que no início de 2015 será anunciado se a vacina antipneumocócica integrará o Plano Nacional de Vacinação.

Estudo revela
Os fetos expostos a níveis elevados de dois ftalatos, substâncias químicas presentes em vários produtos de consumo, apresentam,...

Em causa estão os ftalatos de dibutilo (DnBP) e diisobutilftalato (DiBP), de acordo com os autores do estudo da faculdade de saúde pública da universidade de Columbia, em Nova Iorque. Estes ftalatos encontram-se numa grande variedade de produtos de consumo como vinil, alguns batons, lacas para cabelo, verniz de unhas ou sabonetes, especificou o estudo publicado na revista científica norte-americana PLOS ONE.

Este é o primeiro estudo a estabelecer uma relação entre uma exposição pré-natal aos ftalatos e o QI das crianças em idade escolar.

Desde 2009 que a legislação dos Estados proíbe diversos ftalatos nos brinquedos e outros artigos para crianças.

Mas não foi tomada qualquer medida de prevenção para as grávidas. Raramente, os ftalatos aparecem nas listas de componentes dos produtos.

Para este estudo, os autores seguiram 328 mulheres, de rendimentos modestos, e os seus filhos em Nova Iorque.

Os investigadores analisaram na urina das mulheres, no terceiro trimestre da gravidez, os níveis de quatro ftalatos (DnBP, DiBP, DEHP - usado na produção de vinil -, e ftalato de dietila - usado como solvente para cosméticos e fragrâncias).

O QI das crianças foi testado aos sete anos de idade. Aqueles que tinham estado expostos, ainda no útero, a concentrações mais elevadas de ftalatos DnBP e DiBP registaram um QI de entre 6,6 a 7,6 pontos mais baixo do que aqueles em contacto com níveis mais fracos destas substâncias.

No entanto, estas taxas são frequentes e dentro dos limites do que se regista a nível dos Estados Unidos pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC).

"Em todos os Estados Unidos, as grávidas são expostas aos ftalatos, quase diariamente, e em grande medida a níveis semelhantes aos registados nos sujeitos do estudo", sublinhou Pam Factor-Litvak, professora adjunta de epidemiologia da universidade de Columbia.

"Uma redução de seis ou sete pontos do QI pode ter consequência notáveis no êxito escolar e potencial profissional", considerou Robin Whyatt, professor de medicina ambiental na universidade de Columbia, que dirigiu este estudo.

Utentes dos Serviços Públicos de Abrantes
A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Abrantes anunciou a recolha de quase 7 mil assinaturas pela...

No Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT), os diversos serviços estão repartidos, em regime de complementaridade, entre as três unidades hospitalares que o constituem - Abrantes, Tomar e Torres Novas -, estando a maternidade instalada em Abrantes, a cerca de 150 quilómetros de Lisboa.

Em declarações à agência Lusa, no pólo da União de Freguesias de Rossio ao sul do Tejo, o porta-voz da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Abrantes (CUSPCA), Manuel Soares, congratulou-se com os resultados da campanha em defesa da maternidade, referindo que "as 6.895 assinaturas recolhidas só foram possíveis com a colaboração de muito do comércio local".

A iniciativa, destacou, "teve para já o mérito de o Ministério da Saúde vir dizer que não está decidido o encerramento da maternidade" em Abrantes, concelho com cerca de 40 mil habitantes.

O porta-voz da CUSPCA destacou a importância do lançamento de um abaixo-assinado para "reafirmar a necessidade de cuidados de proximidade e qualidade", sublinhando as "constantes informações oficiais que colocam em causa a permanência de muitos serviços hospitalares, nomeadamente a maternidade".

O coordenador da CUSPCA afirmou "continuar a temer pelo encerramento da maternidade num futuro mais ou menos próximo".

"A publicação da portaria 82/2014, que visa a reclassificação das unidades hospitalares, o contínuo decréscimo de partos na maternidade de Abrantes (muito longe dos 1.500, que é o número mínimo referenciado como ideal para um serviço de qualidade), a incerteza quanto a anunciados encerramentos, e a apatia das sucessivas administrações do CHMT na promoção e dinamização da maternidade de Abrantes" são os motivos apontados.

As assinaturas recolhidas ao longo dos últimos dois meses vão ser enviadas ao ministro da Saúde e o resultado obtido vai ser dado a conhecer aos grupos parlamentares, autarcas e aos responsáveis das unidades de saúde da região.

"A importância social e humana do serviço de maternidade para o concelho de Abrantes e para toda a região merece que continuemos atentos e mobilizemos as populações em sua defesa", reforçou Manuel Soares, tendo defendido ainda que a cobertura de todo o território concelhio, ao nível de cuidados primários de saúde, "obriga à existência de unidades de saúde móveis e à colocação de médicos de família nas freguesias com mais população".

Por arriscarem e pelo sacrifício
Os profissionais de saúde e os voluntários que lutam contra a epidemia do vírus do Ébola na África Ocidental foram escolhidos...

“O resto do mundo pode dormir à noite porque um grupo de homens e de mulheres estão dispostos a mobilizarem-se e a lutar”, escreveu a editora da revista, Nancy Gibbs, ao anunciar a distinção. “Pelos incansáveis actos de coragem e de compaixão, por darem tempo ao mundo para este aumentar as suas defesas, por arriscarem, pelo sacrifício e salvamento, os combatentes do Ébola são a figura do ano 2014”, acrescentou a responsável.

O actual surto de Ébola, o mais grave e prolongado desde que o vírus foi descoberto em 1976, já fez mais 6.300 mortos em 17.800 casos, segundo o mais recente balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS). A Serra Leoa, a Guiné-Conacri e a Libéria são os países mais afectados.

Ao longo do actual surto, 592 profissionais de saúde foram infectados, mais de metade dos quais (340) morreram.

Na segunda posição, a revista norte-americana colocou os manifestantes de Ferguson, no estado norte-americano do Missouri (centro), que foram para as ruas protestar no início de Agosto depois de um polícia branco ter morto a tiro um adolescente negro desarmado. Este caso voltou a agitar os problemas e as tensões raciais nos Estados Unidos. “Ao recusarem que uma vida seja esquecida” fez com que este incidente numa pequena cidade tivesse uma repercussão nacional, escreveu a revista norte-americana.

A Time atribuiu a terceira posição ao Presidente russo, Vladimir Putin, “o imperialista”, que tem como missão, de acordo com a revista, restaurar o império russo.

A revista Time designa uma figura do ano desde 1927.

No ano passado, a publicação elegeu o papa Francisco. Em 2012, Barack Obama, que tinha sido reeleito para um segundo mandato presidencial, foi a personalidade escolhida.

Parcerias precisam-se
São necessários meios para levar a cabo projectos que ajudem nos cuidados às pessoas com Diabetes: financeiros, estratégicos e...

Este mês, encerrou a “Oficina da Diabetes”, um projecto da Fundação Ernesto Roma selecionado pelo Programa Cidadania Activa, da Fundação Calouste Gulbenkian, para formar mulheres imigrantes à procura de mais qualificação e emprego, em cuidados a crianças e idosos com Diabetes. Outros projectos podem e urgem seguir, mas faltam meios, segundo o presidente da Fundação Ernesto Roma e director do Programa Nacional para a Diabetes, José Manuel Boavida.

“A criação de uma bolsa de emprego para apoiar pessoas com Diabetes é uma necessidade que foi suscitada por este curso e que sabemos que corresponde a uma realidade. Para dar seguimento a este tipo de projectos são necessários programas de incentivo ao emprego, mecenato e financiamento que permita preparar profissionais com competência para cuidar de pessoas com Diabetes”, afirmou José Manuel Boavida.

No âmbito da “Oficina da Diabetes”, que arrancou em fevereiro deste ano, 40 mulheres imigrantes, de diferentes origens culturais e linguísticas, foram preparadas para prestar cuidados a pessoas com Diabetes. Na Escola da Diabetes, desconstruíram mitos e aprenderam como se deve gerir o dia-a-dia com esta doença, em matéria de cuidados à pessoa insulina tratada, cuidados gerais e preventivos de lesões no pé, práticas culinárias adequadas ao controlo da Diabetes e actividade física para crianças e idosos com Diabetes. A equipa de formadores foi composta por uma enfermeira, uma dietista, uma nutricionista, um chefe de cozinha e um professor de educação física.

“Quando falamos de crianças e idosos falamos de dificuldades acrescidas em gerir a doença, nomeadamente ao nível da literacia em saúde, educação terapêutica, alimentação e autovigilância. O cuidador pode fomentar a actividade física, criando momentos adequados para tal e controlar a alimentação da pessoa com Diabetes. Estes incentivos podem ter um excelente impacto no sucesso da boa gestão diária da doença”, explicou a dietista Joana Oliveira, coordenadora do projecto.

Este foi um projecto inserido num programa financiado pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu (EEA Grants) e coordenado pela Fundação Calouste Gulbenkian. Juntamente com várias associações que apoiam mulheres imigrantes foram identificadas necessidades de formação específica a esta população, capacitando-as de mais conhecimentos na área dos cuidados a crianças e idosos com Diabetes.

“Outro dos aspectos de que nos apercebemos é o de que é necessário trabalhar a pós-formação, pelo que estamos a ponderar o estabelecimento de parcerias com agências de emprego e Gabinetes de Inserção Profissional municipais”, acrescentou Joana Oliveira.

O nosso top 10
Numa sociedade em que a “fast food” é uma tentação e “espreita” em qualquer esquina, é necessário te

Criámos esta lista de alimentos baseados nos seguintes critérios:

  • Boas ou excelentes fontes de minerais, fibras, vitaminas e outros nutrientes;
  • Antioxidantes poderosos;
  • Ajudam na prevenção de algumas das doenças mais comuns que afectam a sociedade em geral;
  • Fácil acesso e preparação para que os possa incluir na sua alimentação diária.

1. Espinafres
Para além do ácido fólico os espinafres são também ricos em ferro, óptimo para manter o seu cabelo sempre com um aspecto saudável.

Encontra-se também luteína e zeaxantina, dois carotenoides com elevadas capacidades antioxidantes e bastante conhecidos por fornecerem protecção ao nível da visão, assim como de doenças cardíacas.

2. Brócolos
Os brócolos são uma das principais fontes de vitamina K, vitamina essa que desempenha um papel importantíssimo na coagulação do sangue. São ricos em vitamina C, que ajuda a proteger os ossos e as células do seu corpo, e, tal como os espinafres, os bróculos são também uma excelente fonte de ácido fólico.

3. Salmão
Os benefícios do salmão destacam-se principalmente pelo seu contributo na prevenção das doenças cardíacas. O ómega-3 destaca-se no salmão, pois está comprovado que o consumo deste ácido gordo pode prevenir ataques cardíacos, diminuir os níveis de triglicéridos, reduzir o risco de aterosclerose, controlar a pressão arterial e reduzir os riscos de Acidente Vascular Cerebral (AVC).

É também uma excelente fonte de proteína e a presença de niacina actua ao nível do sistema nervoso protegendo contra doenças relacionadas, como por exemplo a Doença de Alzheimer.

4. Laranja
Bastante conhecida por prevenir gripes e constipações, os principais benefícios da laranja devem-se à elevada quantidade de vitamina C. E, se procura recuperar o seu peso ideal, a laranja irá contribuir também para isso, pois outra das características da vitamina C é ajudar a queimar as gorduras indesejadas.

5. Alho
O alho é uma excelente fonte de vitaminas B6, potássio, fósforo e magnésio. Tem uma acção protectora do sistema cardiovascular, respiratório e digestivo. O seu consumo inibe o crescimento de bactérias como a E.coli, bactéria essa que existe nos intestinos e que pode causar infecções, que por sua vez podem provocar em diarreias.

Tem também características anti-inflamatórias.

6. Nozes
Surpreendentemente são uma boa fonte de ómega-3. Tal como foi referido anteriormente, o consumo destas gorduras favorecem a saúde cardiovascular, diminuindo os níveis de mau colesterol (LDL) e aumentando o bom colesterol (HDL).

7. Maçã verde
É uma fruta extremamente saudável e que proporciona bastantes benefícios para a saúde. A presença de cálcio, ferro, magnésio, fósforo, potássio, antioxidantes e outros componentes, contribuem para desintoxicar o seu organismo, assim como para combater o envelhecimento precoce da pele.

O seu consumo está também associado à prevenção de doenças cardíacas e do sistema respiratório.

8. Abacate
Não só ajuda a reduzir os níveis elevados de colesterol, como também previne as doenças cardíacas. Excelente fonte de fibras e vitaminas, são também reconhecidas outras vantagens associadas ao seu consumo, como a redução do risco de diabetes e a ajuda na perda do excesso de peso.

9. Batata doce
Rica em vitaminas A, B1 e B5, a batata-doce possui também sais minerais como cálcio, ferro, fósforo, potássio e sódio. Essencial para a saúde dos seus olhos e do sistema respiratório devido à vitamina A, irão ser também as vitaminas do complexo B a contribuir para melhorar o seu sistema nervoso.

A presença dos minerais mantêm os ossos e dentes mais resistentes e menos susceptíveis de traumas.

O seu consumo faz com que seja reduzida a acumulação de gordura no sangue, contribuindo deste modo para a saúde do sistema cardiovascular.

10. Feijão encarnado
Boa fonte de potássio e magnésio, o feijão encarnado ajuda a manter a pressão arterial controlada, enquanto o seu alto teor de fibras ajuda a reduzir o mau colesterol (LDL), prevenindo contra as doenças cardiovasculares. É também rico em ferro e proteínas, o que o torna numa excelente alternativa ao consumo excessivo de carne.

O seu tom avermelhado deve-se à presença de poderosos antioxidantes que também ajudam na prevenção de doenças.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Saúde oral
Uma boa higiene oral será sempre o primeiro passo para manter afastado o mau hálito.
Homem a aplicar spray contra o mau hálito

O mau hálito ao acordar é bastante comum e verifica-se na maioria das pessoas sem que seja um motivo de preocupação. Caso seja frequente durante todo o dia, poderá estar relacionado com problemas saúde e não deve ser ignorado.

Para uma boa saúde oral diária, deverá escovar os dentes duas vezes ao dia e usar o fio dentário pelo menos uma vez. A utilização do fio dentário é extremamente importante pois ajuda a remover as bactérias e a placa bacteriana nos espaços interdentais e infra gengivais, zonas de difícil acesso apenas com a escovagem.

E se pensa que os dentes e as gengivas são os únicos que requerem estes cuidados rigorosos de higiene… desengane-se! A sua língua também necessita da mesma atenção e cuidados!

Na língua também existem inúmeras quantidade de bactérias que provocam o mau hálito e precisam ser eliminadas. Para tal pode utilizar a escova dentária com movimentos suaves em toda a superfície da mesma, ou então um raspador próprio para o efeito garantindo uma limpeza mais eficaz. Caso opte pela primeira opção, certifique-se que os filamentos da sua escova dentária são suficientemente macios de modo a não ferirem a língua.

Também não deve descuidar as visitas ao dentista, mesmo que não exista um motivo para lá ir. Os dentistas não servem apenas para socorrer quando algo está mal ou se sente dor. Nunca se esqueça, são os check-ups de rotina que ajudam a prevenir males maiores!

O consumo excessivo de açúcar pode provocar o mau hálito, devendo por isso evitá-lo. As bactérias que existem na boca fermentam o açúcar, potenciando o mau odor. Tenha em atenção que quando come pastilhas ou rebuçados, que lhe dão uma sensação de hálito fresco, está na realidade apenas a camuflar o problema e a contribuir para que este se torne mais intenso.

A desidratação é outro factor que contribui para a halitose. As enzimas da saliva actuam como uma protecção contra as bactérias e a falta da mesma poderá ser consequência de uma má hidratação. A ausência ou pouca quantidade de saliva reflecte-se num maior número de bactérias na cavidade oral, causando mau odor. Procure beber bastante água durante o dia, pois ao manter-se hidratado estará também a estimular a secreção de saliva.

Tenha especial atenção às causas da desidratação! Se apesar de beber bastante água continua a sentir a boca desidratada, isto poderá dever-se a algum tipo de medicação que está a fazer e, nesse caso, necessitará da opinião do seu dentista para saber qual a melhor maneira para manter a sua boca hidratada.

Se sentir que a boca seca ocorre com maior frequência quando acorda, talvez seja o reflexo de algum tipo de problema respiratório, como por exemplo a apneia do sono. Nesse caso deverá também procurar a ajuda de um médico.

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Mitos da Saúde Oral

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