Cuidados do doente diabético
Projecto pioneiro pretende optimizar a gestão de cuidados do doente diabético no norte do país.

A Administração Regional de Saúde do Norte, o Centro Hospitalar de S. João, o Agrupamento de Centros de Saúde do Porto Oriental e o Agrupamento de Centros de Saúde da Maia-Valongo criam projecto pioneiro “Caminhe Sempre com os Dois Pés”, resultante da articulação na gestão do doente diabético.

Este projecto pretende implementar critérios para uma referenciação directa para a consulta do pé diabético no hospital, com triagem eficaz proveniente do centro de saúde, com tempos máximos de resposta.

O desafio é melhorar a gestão de cuidados do doente diabético, melhorando a referenciação directa dos doentes com pé diabético para a consulta do hospital, obtendo uma resposta em tempo útil às situações com maior gravidade e urgência de resposta, e optimizando o seguimento do doente não grave no centro de saúde.

A longo prazo, a implementação deste projecto tem como metas:

  • Aumentar a percentagem de doentes referenciados à consulta do pé diabético
  • Incrementar o registo do risco de ulceração do pé e de diabéticos com úlceras activas do pé
  • Melhorar a proporção de utentes diabéticos com observação do pé
  • Diminuir custos inerentes aos internamentos relacionados com o pé diabético
  • Baixar a incidência de amputações major dos membros inferiores.

O projecto “Caminhe Sempre com os Dois Pés” integra-se no programa Boas Práticas de Governação, uma iniciativa da Novartis em parceria com a Universidade Nova de Lisboa, que proporciona aos participantes uma oportunidade de acesso a um plano curricular desenvolvido pela universidade e que lhes garante as bases teóricas e o acompanhamento necessário ao desenvolvimento dos projectos.

Este ano, o programa tem como tema “Caminhos para a Articulação” e pretende criar as condições para a implementação de projectos de inovação, promovendo o desenvolvimento de boas práticas que fomentem uma maior articulação entre os cuidados de saúde primários e hospitalares, que possam trazer melhorias efectivas para o doente.

Investigador de Coimbra lidera
O investigador Luís Pereira de Almeida, do Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra, vai liderar um novo estudo...

Visando identificar potenciais alvos terapêuticos nas doenças de Parkinson e Machado-Joseph, este novo projecto europeu, intitulado ‘SynSpread’, foi aprovado pelo programa ‘Joint Programme-Neurodegenerative Disease Research’ (JPND).

O programa comunitário JPND é “a maior iniciativa global de combate às doenças neurodegenerativas”, tendo como objectivo “fomentar a descoberta das causas e tratamentos destas patologias”.

Com a duração de três anos e um orçamento global de 750 mil euros, o projecto pretende “compreender o papel da migração de proteínas” envolvidas naquelas duas “doenças incuráveis”, refere a Universidade de Coimbra (UC), numa nota hoje divulgada.

“A investigação visa estudar a interacção que a autofagia (mecanismo de limpeza no interior da célula) estabelece com a secreção de exossomas (vesículas expelidas pelas células), e como contribuem para a difusão da doença a outras células do cérebro”, adianta Luís Pereira de Almeida.

O estudo será realizado em neurónios de doentes com Parkinson e Machado-Joseph e recorrerá a “técnicas de neuroimagem para mapear o caminho que as proteínas percorrem no contexto da autofagia e secreção de exossomas no cérebro”, explica o cientista do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) e docente da UC.

“Os resultados desse mapeamento poderão contribuir” para se prever “a progressão das doenças neurodegenerativas”, admite o especialista. Luís Pereira de Almeida vai coordenar uma equipa portuguesa, constituída por duas dezenas de cientistas, e equipas de investigadores da Universidade do Luxemburgo e da Universidade Paris Descartes.

Iniciativa existe desde 2006
Depois de dois anos parados, o grupo de Robótica da Universidade do Minho volta a adaptar brinquedos para crianças com...

“O que costumamos fazer é pedir brinquedos a fábricas, que oferecem esses brinquedos, e adaptamos para que eles possam ser usados por crianças com algumas necessidades especiais”, explicou o director do departamento de electrónica industrial, da Universidade do Minho, em Guimarães.

A iniciativa já dura desde 2006, mas, tal como explicou Fernando Ribeiro, foi obrigada a parar porque em 2012 e em 2013 não conseguiram angariar brinquedos. “Nos dois últimos anos não conseguimos brinquedos porque as empresas não deram e este ano optámos por pedir às pessoas brinquedos usados e estamos a adaptá-los”, explicou Fernando Ribeiro.

Neste ano, angariaram, para já, cerca de 60 brinquedos, que perto de uma dúzia de alunos e dois docentes estão agora a adaptar para que possam ser usados por crianças com necessidades especiais. São brinquedos electrónicos, que tenham componentes como luz, movimento ou som que possam ser adaptadas.

“O que fazemos é abrir esses brinquedos, vamos à placa electrónica onde ligamos um interruptor externo, com fios próprios para poderem ser usados, por exemplo, com a cabeça do boneco”, adiantou o responsável.

Segundo Fernando Ribeiro, o trabalho deste alunos e docentes não passa só pela adaptação, já que alguns dos brinquedos chegam-lhes às mãos a precisar de outros cuidados.

“Alguns brinquedos vêem avariados e temos de os reparar, outros têm várias funções e nós, com o mesmo botão, fazemos com que ele percorra as várias funções porque senão só daria ou som ou luz”, exemplificou.

Os brinquedos foram recolhidos, praticamente porta a porta, por agrupamentos de escuteiros, que depois os fizeram chegar ao grupo de Robótica.

Para seleccionar as instituições sociais que vão receber estes brinquedos, contam com a ajuda de uma entidade parceira, a Saluslive, que faz a ponte e faz chegar os brinquedos a quem mais precisa.

Fernando Ribeiro adiantou que a adaptação dos brinquedos foi feita entre os dias 10 e 12 de Dezembro, e que a entrega deverá ocorrer na próxima terça e quarta-feira, 16 e 17 de Dezembro por instituições de cidades da região do Minho, como Guimarães, Barcelos ou Braga.

Conclusão de encontro entre oftalmologistas
O debate sobre as últimas novidades na correcção cirúrgica do astigmatismo juntou profissionais portugueses e estrangeiros com...

Só 2% das operações às cataratas contemplam a correcção do astigmatismo, quando cerca de 30% dos doentes operados às cataratas têm também astigmatismo significativo. Esta é a principal conclusão do encontro que juntou dezenas de oftalmologistas.

 “Apesar de cerca de 30% dos pacientes operados às cataratas sofrerem também de astigmatismo significativo, apenas 2% destas operações contemplam a correcção da deficiência visual, causada pelo formato irregular da córnea”, afirma o Professor Joaquim Murta, director do Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

O evento realizado à margem do 57º Congresso Português de Oftalmologia deu a conhecer as mais recentes técnicas cirúrgicas para a correcção do astigmatismo, fundamentalmente durante a cirurgia da catarata. Debateram-se também as diversas abordagens à cirurgia: influência do astigmatismo na visão; intervenção cirúrgica em pacientes com astigmatismo que são operados às cataratas; intervenção cirúrgica em pacientes que são operados às cataratas e que previamente foram submetidos a um transplante de córnea; intervenção em pacientes jovens aquando da implementação de uma lente intra-ocular para correcção da miopia, hipermetropia e astigmatismo.

Segundo o Professor Joaquim Murta, que moderou o encontro, “as lentes intra-oculares são uma solução de grande precisão para os pacientes com astigmatismo. No entanto, para que o seu efeito seja total, é necessário o recurso a tecnologia moderna nomeadamente sistemas de controlo intra-operatório do eixo de implantação da lente bem como o laser de fentosegundo para a cirurgia de catarata”.

Durante o debate, que contou com especialistas nacionais e internacionais, foram apresentadas “técnicas cirúrgicas e novos instrumentos que permitem uma maior precisão e segurança nas intervenções, como o laser de fentosegundo, que realiza alguns passos muito importantes na cirurgia das cataratas”, explica o director do Serviço de Oftalmologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Quanto às novas tecnologias para a cirurgia ocular, o Professor Joaquim Murta destaca que “esta foi uma área científica onde apareceram muitas novidades, quer na melhoria das lentes intra-oculares que permitem a correcção do astigmatismo, quer no aparecimento de instrumentos cirúrgicos que permitem ao cirurgião não só melhorar o cálculo correcto da potência da lente intra-ocular, bem como o posicionamento preciso da lente dentro do saco capsular do olho e ainda alguns passos cirúrgicos capitais”.

O astigmatismo, defeito refractivo que provoca visão desfocada e distorcida, afecta cerca de 26% da população2. No caso dos pacientes que se submetem a uma cirurgia às cataratas, a incidência do astigmatismo superior a 1,5 dioptrias chega aos 30%.

Em geral, os pacientes com cataratas desconhecem, a opção de corrigir o astigmatismo durante a intervenção cirúrgica. Para obter sucesso visual e prescindir de óculos na maioria das situações, é fundamental solucionar não só a remoção da catarata como os defeitos refractivos concomitantes.

Doentes mal informados
Associações de Doentes estiveram reunidas com o objectivo de esclarecer o tema dos medicamentos biossimilares. A conclusão foi...

É crucial educar os doentes a questionar sobre todas as possibilidades de tratamento disponíveis, de forma a garantir o acesso a toda a informação necessária para a realização de uma escolha consciente e informada, e o direito de optar pela terapêutica que mais se adequa ao seu estilo de vida e às necessidades clínicas da sua doença. Esta foi a principal conclusão do encontro que teve lugar com Associações de Doentes.

O início da discussão teve por base a apresentação do Documento de Consenso da Comunidade Europeia “O que necessita saber sobre os medicamentos Biossimilares”, elaborado por todos os Stakeholders Europeus envolvidos na área do medicamento, publicado pela CE, e o debate incidiu sobre os motivos pelos quais estes medicamentos não ocupam ainda o lugar esperado face as necessidades de mercado existentes, apesar dos benefícios comprovados: têm, pelo menos, a mesma qualidade, e são tão eficazes e seguros como o seu medicamento de referência (o biológico originador). Trazem ainda vantagens para o SNS e para o doente, no sentido em que melhoram o acesso à terapêutica biológica: com o mesmo orçamento, é possível tratar mais doentes.

As associações consideram que o doente não está bem informado sobre as suas opções terapêuticas pois a informação não lhes chega de forma acessível e compreensível. Todos concordam que o doente não compreende questões sensíveis como a alteração da terapêutica de um medicamento biológico mais caro para um medicamento biossimilar mais acessível, e que um preço inferior está percepcionado como sendo algo com uma “menor qualidade” da terapêutica. É necessário passar a mensagem de que este valor mais acessível está associado ao menor custo de desenvolvimento e de produção de um medicamento biossimilar. Uma empresa que comercializa biossimilares não necessita de investir milhões de euros na descoberta da substância activa (pois esta já foi descoberta) e não necessita (nem seria ético) realizar os ensaios clínicos de fase II, e os múltiplos ensaios clínicos de fase III. Na fase III, para um medicamento biológico, demonstra-se a sua eficácia (e força da mesma face às alternativas no mercado ou placebo) e a segurança num grupo alargado de doentes; no caso do novo paradigma do medicamento biossimilar, os estudos de fase III servem para comprovar os resultados prévios do exercício de comparabilidade com o medicamento de referência, com a administração a um grupo significativo de doentes com a(s) patologia(s) sensível(eis) para o(s) efeito(s) que se pretende(m) confirmar.

“Os biossimilares têm tido uma aceitação muito diferente nos vários mercados. Em Portugal, denotamos que ainda existe muita resistência e desconhecimento relativamente a este grupo de medicamentos e, por isso, decidimos reunir-nos e ouvir as opiniões de quem representa os verdadeiros interessados nestas terapêuticas: as associações de doentes. Estes representantes são, muitas vezes, mediadores entre a Indústria Farmacêutica, os médicos e os doentes; logo, devem estar informados e ser envolvidos em todos os processos. Este encontro foi também muito importante para desmistificar algumas questões que têm vindo a ser levantadas, como a extrapolação e o switching. Num medicamento biossimilar não devemos questionar “que ensaios clínicos foram efectuados (como acontece num originador)”, mas sim, que “exercícios de comparabilidade foram efectuados versus o medicamento de referência”, explica Pablo de Mora, Director-Geral Ibérico da Hospira, entidade que organizou o encontro.

Outra das conclusões apresentadas foi que os doentes associam regularmente os biossimilares aos genéricos, não compreendendo as diferenças. Os medicamentos genéricos são mais fáceis de produzir, uma vez que são compostos por moléculas mais simples e a sua síntese é química. Já os Biossimilares, como medicamentos biológicos que são, são produzidos em organismos vivos - a sua síntese é biológica, são moléculas grandes e complexas. O tempo e custo de produção de um genérico é consideravelmente inferior ao de um biossimilar.

No encontro estiveram representadas – APIR (Associação Portuguesa de Insuficientes Renais), ANDAR (Associação Nacional de Doentes com Artrite Reumatoide), APDI (Associação Portuguesa da Doença Inflamatória do Intestino), ANEA (Associação Nacional da Espondilite Anquilosante) e EuropaColon (Associação Portuguesa de Doentes com Cancro Aparelho Digestivo).

Primeira terapêutica aprovada para a Esclerose Múltipla
O interferão beta-1b foi o primeiro medicamento capaz de modificar a evolução da doença e foi aprovado há 25 anos.

No contexto de um encontro médico intitulado “MS: Back to Basis” será feita uma perspectiva da evolução das terapêuticas disponíveis para o tratamento de primeira linha da esclerose múltipla em Portugal. A Bayer editará testemunhos de vários profissionais de saúde, uma forma de assinalar os 25 anos do Betaferon®, uma terapêutica que continua a ser usada por neurologistas no tratamento da esclerose múltipla.

Esta reunião clínica MS Back to Basis está integrada no programa do Congresso do Grupo de Estudos da Esclerose Múltipla (GEEM) da Sociedade Portuguesa de Neurologia, que se realiza em Lisboa nos dias 12 e 13 de Dezembro no mesmo local. O encontro da Bayer intitulado “MS: Back to Basis” (MS de esclerose múltipla em inglês), com uma mesa redonda “Early Treatment decisions: what matters the most?” convida os neurologistas Lívia de Sousa, Maria José Sá, Joaquim Pinheiro, Pinto Marques, Rui Pedrosa e Filipe Palavra, a debater o tratamento da esclerose múltipla e a importância que o Betaferon® tem tido ao longo dos anos, sobretudo nas fases iniciais da doença.

Surgiu há 25 anos o primeiro medicamento capaz de interferir na história da natural da esclerose múltipla, reduzindo o número e gravidade dos surtos e atrasando a progressão da incapacidade. Durante mais de duas décadas de investigação em torno dos efeitos de Betaferon®, foi ainda possível identificar mecanismos fisiopatológicos da própria doença, que representam hoje um enorme contributo para o conhecimento da esclerose múltipla.

“Os doentes não tinham outra alternativa terapêutica a não ser a corticoterapia para os surtos e a aprovação do Betaferon® significou uma enorme esperança”, refere Isabel Fonseca Santos, Directora Médica da Bayer no seu testemunho. “Apoiamos diversos estudos da iniciativa dos investigadores e fomos dos primeiros países a criar um programa de apoio ao doente para a auto administração das injecções”.

Joaquim Pinheiro, Assistente Hospitalar de Neurologia, responsável da consulta de doenças desmielinizantes do Centro Hospitalar de Gaia/ Espinho refere: “Era assim o funcionamento no início dos anos 90: tratamento sintomático, de fase aguda mas nada que modificasse a história natural da doença. A situação impressionava mas enfim: não havia mais nada a fazer. (…) Todos estes anos depois continua eficaz e seguro integrando o grupo de fármacos a utilizar em primeira linha. É obra!”

O aparecimento do Betaferon® foi um marco no tratamento da esclerose múltipla. Constituiu uma esperança para médicos e doentes. Este tratamento veio modificar a história natural na evolução da doença. Teve um impacto muito positivo na qualidade de vida dos doentes ao modificar a evolução da doença. Continua a ser um tratamento actual, mantendo o seu lugar no tratamento da esclerose múltipla, apesar de novas opções terapêuticas.

 

Sobre a Bayer HealthCare

O Grupo Bayer é uma empresa global com competências centrais nas áreas da saúde, agricultura e materiais de alta tecnologia. A Bayer HealthCare, um subgrupo da Bayer AG com vendas anuais de mais de 18,9 mil milhões de Euros (2013), é uma das companhias inovadoras líderes mundiais na indústria dos cuidados de saúde e de produtos médicos e está sediada em Leverkusen, na Alemanha. A empresa combina as actividades globais das Divisões Saúde Animal, Consumer Care, Medical Care e Pharmaceuticals. A Bayer HealthCare tem como objectivo descobrir, desenvolver e fabricar produtos que venham a melhorar a saúde humana e animal em todo o mundo. A Bayer HealthCare emprega 56 mil (31. Dez. 2013) e está representada em mais de 100 países.

Referente a um empréstimo contraído
A Região Autónoma da Madeira vai saldar uma dívida que ascende a 25,5 milhões de euros na área da saúde referente a um...

O pagamento inicia-se em 2015 e acaba em 2018, totalizando 25,5 milhões de euros por "serviços prestados e facturados". As dívidas da saúde que a região tinha perante casas de psiquiatria e a Associação Portuguesa de Médicos Patologistas ficam saldadas.

Este é mais um acordo plurianual assinado entre a Secretaria Regional dos Assuntos Sociais e o BCP.

Estes são pagamentos de dívidas a fornecedores da Região Autónoma da Madeira, que estão a ser feitos em linha com a estratégia de pagamentos apresentada pela região e aprovada pelo Ministério das Finanças.

A Madeira está, desde 2012, sob um Plano de Ajustamento Económico e Financeiro, um acordo celebrado entre os governos central e regional que surgiu depois do apuramento de uma dívida pública da região autónoma de 6,3 mil milhões de euros, e implicou, entre outros aspectos, o agravamento da carga fiscal para os madeirenses, que ficaram sujeitos a mais austeridade.

DGS e Terra dos Sonhos unem-se
A Direcção-Geral da Saúde e a Terra dos Sonhos assinaram um protocolo para desenvolver um modelo terapêutico, que visa promover...

Segundo a Direcção-Geral da Saúde (DGS), trata-se de um modelo de intervenção terapêutica totalmente inovador a nível mundial, na linha da Psicologia da Saúde, que visa desenvolver iniciativas comuns no âmbito da “Unidade de Cuidados Intensivos de Felicidade” (UCIF).

“A UCIF tem como principal missão promover a qualidade de vida de crianças e jovens com doença crónica, seus cuidadores, profissionais de saúde, através de actividades que promovam o bem-estar emocional e do fortalecimento de uma rede de apoio comunitária”, explica a DGS.

Esta iniciativa tem ainda o objectivo de melhorar o desempenho do Sistema Nacional de Saúde, no contexto intra e extra hospitalar, pela complementaridade e articulação da rede social.

A Terra dos Sonhos é uma organização portuguesa de solidariedade cuja principal actividade consiste na realização de sonhos de crianças e jovens diagnosticados com doenças crónicas.

Ébola:
A coordenadora da Cruz Vermelha Internacional para situações de emergência, Cristina Castillo, disse que o estigma do vírus...

"Há gente que não foi (para o terreno) por causa do estigma, por pressão dos familiares ou por pressão do trabalho", declarou Cristina Castillo, que em Agosto participou na instalação de um centro de tratamento de infectados com Ébola da Cruz Vermelha em Kenema, na Serra Leoa.

"Os trabalhadores em zonas afectadas pelo Ébola sofrem o estigma da doença ao partirem dos seus países e também no regresso", acrescentou a responsável da Cruz Vermelha Internacional (CVI), baseada em Madrid.

Cristina Castillo disse que "alguns voluntários admitem que não teriam ido (em missões no terreno) se soubessem que as suas famílias e o seu trabalho iriam ser afectados".

Nos países afectados, os voluntários desses países também sofrem discriminação nas suas próprias comunidades, nomeadamente por serem eles que realizam o trabalho sensível de enterrar as vítimas.

A Cruz Vermelha lançou 16 operações de combate e prevenção do vírus Ébola na África ocidental que mobilizam mais de 10 mil voluntários e 200 delegados internacionais.

Governo garante
O secretário de Estado Adjunto da Saúde afirmou que o receio de privatização do Hospital de Cantanhede "não tem razão de...

"Não se trata de nenhuma privatização, porque o Estado não vai vender o hospital a um operador privado", frisou o secretário de Estado Adjunto da Saúde, Fernando Leal da Costa, referindo que "aquilo que se discute é a devolução da gestão à [Santa Casa da] Misericórdia", como já aconteceu nos hospitais de Fafe, Anadia e Serpa.

Caso tal se concretize, o hospital "mantém-se no Serviço Nacional de Saúde", em que "as pessoas com vínculo ao Estado continuam com esse vínculo", disse Fernando Leal da Costa, à margem da assinatura de um acordo de cooperação com a Fundação Nossa Senhora da Guia, que teve lugar na Administração Regional de Saúde do Centro, em Coimbra.

Com a cedência à Santa Casa da Misericórdia de hospitais que são propriedade dessa mesma entidade, o Estado garante, segundo o governante, "uma melhor economia de recursos", num espaço onde antes tinha de pagar uma renda.

Apesar disso, o secretário de Estado referiu ter "dúvidas" que o processo de cedência da gestão do Hospital de Cantanhede esteja terminado "até ao final de 2015", sendo uma "negociação complexa", em que se tem de avaliar se a devolução da gestão passa a ser uma "mais-valia".

Sobre a diminuição dos dias de semana de consulta nas extensões de saúde do Hospital de Cantanhede e encerramento de extensões de saúde, Leal da Costa sublinhou que essas medidas foram tomadas para se eliminarem "redundâncias", reduzindo a oferta para se prestar uma serviço "adequado às necessidades das populações".

"Com ou sem mudança de gestão, as alterações iam acontecer. Não tem que ver com uma privatização", assegurou.

De acordo com o secretário de Estado, está agora a decorrer uma segunda fase de negociação com "possivelmente três misericórdias", para a cedência de outros hospitais, que serão divulgadas em breve.

O Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) e sindicatos da função pública, médicos e enfermeiros promovem no sábado uma caravana automóvel e uma vigília de protesto, em Cantanhede, contra a eventual privatização do hospital local.

O protesto segue-se à promoção de um abaixo-assinado que reuniu, de acordo com o MUSP, mais de 5 mil assinaturas, e que foi entregue na Assembleia da República.

Investimento privado de 26 milhões de euros
O vice-presidente do Grupo Visabeira anunciou que a construção do Hospital CUF Viseu - um investimento privado de 26 milhões de...

"Esta unidade hospitalar, localizada na zona do Palácio do Gelo Shopping [na cidade de Viseu], irá entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2016 e tem arranque das obras previsto para Março do próximo ano", avançou Pedro Reis.

Durante a cerimónia de apresentação do Hospital CUF Viseu, um equipamento privado que vai ser construído pelo Grupo Visabeira em parceria com a José de Mello Saúde, Pedro Reis sublinhou que com este investimento serão criados 120 postos de trabalho.

"O Hospital CUF Viseu irá garantir, no futuro próximo, o acesso a serviços de saúde de excelência por parte dos viseenses e de todos os que habitam os 24 concelhos do distrito. A sua área de intervenção estende-se ao norte do distrito, alcançando o distrito vizinho de Vila Real e alongando-se à região centro, com destaque para o distrito da Guarda, cidade da Covilhã e comunidade da Cova da Beira", acrescentou.

Com serviço de atendimento permanente, bloco de cirurgia e unidade de cuidados intensivos polivalentes, a nova unidade hospitalar terá capacidade para 25 camas de internamento e seis camas na unidade de cuidados intensivos polivalentes.

Na parte do ambulatório, terá todas as especialidades médicas e cirúrgicas e 35 gabinetes de consultas de especialidade.

O vice-presidente do Grupo Visabeira explicou ainda que o futuro hospital terá edifício com seis pisos, sendo as diferentes valências hospitalares instaladas em quatro pisos geridos pela José de Mello Saúde.

Os outros dois ficarão sob a gestão do Grupo Visabeira, representando "um investimento acrescido de oito milhões de euros", e neles serão instaladas diversas especialidades, nomeadamente ensaios clínicos e estudos epidemiológicos, medicina dentária, fisioterapia, nutrição e cuidados continuados.

"O incremento destas especialidades proporcionará a criação de mais 40 novos postos de trabalho", evidenciou.

Já o presidente da José de Mello Saúde, Salvador de Mello, apontou que o lançamento do Hospital CUF Viseu se enquadra na sua estratégia de expansão no território nacional.

"Com o futuro hospital podemos garantir a escolha e o acesso a cuidados de saúde de excelência por parte dos viseenses e de todos quanto habitam os 24 concelhos do distrito, podendo vir a ser uma referência para além do distrito, funcionando como um pólo de atracção para toda a região", referiu.

Na sua opinião, este é "um projecto importante e complementar à oferta dos bons serviços de saúde já existentes na cidade de Viseu", que passa a dispor de "uma das mais modernas unidades hospitalares do centro norte do país".

"Será inovador, ao nível da tecnologia utilizada, sendo suportado na experiência de gestão hospitalar da José de Mello Saúde, acumulada ao longo dos últimos 70 anos", frisou, informando ainda que o novo hospital está disponível para celebrar protocolos de formação com escolas de saúde de Viseu.

Dos 395 concursos
A Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública tem já concluídos mais de 80% dos concursos para dirigentes...

Num universo de 395 concursos para dirigentes da administração pública, a Comissão de Recrutamento e Selecção para a Administração Pública (CReSAP) encerrou 328, estando 42 por concluir.

“O objectivo da CReSAP é concluir este ano os 365 concursos abertos até final de Dezembro de 2013, para o qual faltam apenas oito”, segundo disse fonte oficial daquele organismo responsável pela selecção de candidatos para cargos de direcção superior da administração pública.

Actualmente encontram-se abertas, segundo o site da CReSAP, candidaturas para concursos de dirigentes da Autoridade Nacional de Protecção Civil e para os conselhos directivos das administrações regionais de saúde do Alentejo e do Centro.

Na quinta-feira, finalizou o período de candidaturas para o cargo de inspector-geral das Actividades em Saúde, tendo a CReSAP recebido 12 candidaturas.

Segundo fonte oficial, segue-se a avaliação das candidaturas, com o objectivo de habilitar as seis melhores para a fase de entrevista.

Concluídas as entrevistas é elaborada a proposta de nomeação, integrada, por ordem alfabética, pelos três nomes dos candidatos que reuniram mérito necessário, proposta essa que a CReSAP envia ao membro do governo que tutela o organismo em causa.

IPST quer chamar mais jovens à dádiva
O Instituto Português do Sangue revelou que a 31 de Outubro havia menos 6% de dadores inscritos do que no mesmo mês do ano...

“Tivemos uma diminuição de 6% de colheitas efectivas, o que correspondeu a menos 10.527 colheitas”, disse o presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), Hélder Trindade. O responsável salientou, no entanto, que nesse mesmo período o país também gastou menos sangue, em grande parte porque as cirurgias são cada vez menos invasivas. Assim, de acordo com os dados do IPST, o país consumiu por dia menos 104,8 unidades de sangue, tendo o instituto fornecido menos 30 unidades por dia.

A “Campanha 1.ª vez”, hoje apresentada, é muito dirigida aos jovens, razão por que conta com a participação da cantora Luísa Sobral, e estará brevemente em 'spots' televisivos e de rádio. “O objectivo é chamar a atenção dos jovens, para compensar as perdas que temos tido. Não sentimos que perdemos a juventude, conseguimos manter, mas não é suficiente”, afirmou Hélder Trindade.

Em 2013 houve 26.760 dadores de primeira vez, que representaram 19% do total de dadores, acrescentou. “O problema é que não podemos pensar só no dia de hoje, porque o país está a envelhecer e a emigração, que não conseguimos travar, atinge as camadas mais jovens”, explicou o presidente do IPST.

Esta é, por isso, uma campanha mais virada para o futuro e para a prevenção, até porque, além do envelhecimento da população e da emigração, “não há apetência à dádiva” por uma série de outros factores, como “o preço dos transportes, as dificuldades das empresas e a situação social”.

Instituto de Medicina Molecular
Um grupo de cientistas, com portugueses, demonstrou que um fármaco semelhante à cafeína actua sobre lesões cerebrais...

Os investigadores usaram um novo fármaco da família da cafeína, o MSX-3, que conseguiu atacar uma das principais causas do declínio cognitivo característico da doença, que é a acumulação de uma proteína responsável pela morte das células nervosas cerebrais.

"Dando este fármaco aos animais num período de tempo de um a dois meses, não verificamos reversão total das características, mas conseguimos uma melhoria significativa no desempenho, nas tarefas de memória, portanto o aumento da memória, conseguimos diminuir os sinais de inflamação no cérebro e também mostrar a diminuição, ou uma melhoria significativa, na acumulação de proteínas anormais", explicou a neurocientista do Instituto de Medicina Molecular (IMM) Luísa Lopes.

O estudo, que aponta novas estratégias no combate à doença, foi publicado na revista Molecular Psychiatry, do grupo Nature, e resultou do trabalho de um grupo de investigadores do Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale, em França, em colaboração com o IMM, da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, e da Universidade de Bonn, na Alemanha.

O principal avanço é perceber que, num modelo já com progressão da doença, "um fármaco desse tipo actua", referiu a cientista, recordando que estudos anteriores já tinham concluído que a cafeína é benéfica em algumas situações deste tipo.

No entanto, este fármaco "tem uma natureza mais focada, com menos efeitos secundários", realçou.

Luísa Lopes referiu três características principais observadas na doença humana que são neuro-inflamação, défices de memória ou desempenhos alterados ou reduzidos e uma acumulação de proteínas anormal. E os cientistas queriam perceber em qual delas o fármaco poderia ter uma acção positiva.

"Era esse o objectivo, testar o fármaco numa situação 'in vivo' [em animais] e conseguir mostrar que era benéfico numa situação já de lesão mais avançada", por isso, foi ministrado a animais que já tinham lesões, défices cognitivos e de memória, lesões ao nível do tecido cerebral e sinais de inflamação do cérebro.

O próximo passo do trabalho destes cientistas é utilizar este conhecimento para testar a actuação do fármaco no défice cognitivo.

"Já há fármacos desta família testados em ensaios clínicos, [mas] nunca foram testados para défice cognitivo", as experiências realizaram-se sobretudo para doenças do foro motor, normalmente para a doença de Parkinson, segundo Luísa Lopes.

Agora, "o que estamos a tentar fazer com a equipa que sintetizou [o fármaco] é usar estas descobertas para conseguir argumentar a favor de usá-lo também no défice cognitivo", especificou.

Ébola:
Os três países da África Ocidental mais afectados pela epidemia de Ébola reconheceram em Genebra as carências dos seus sistemas...

Os representantes dos três países participaram numa conferência de imprensa organizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no âmbito de uma reunião subordinada ao tema "Construção de sistemas de saúde resilientes nos países afectados por Ébola".

O ministro da Saúde da Guiné-Conacri, Rémy Lamah atribuiu à falta de conhecimento da epidemia e também à falta de capacidade de diagnóstico os 2.292 casos registados até agora no seu país, de que resultaram 1.428 mortos.

"A falta de capacidade de mecanismos de resposta bem como a debilidade da vigilância epidemiológica fez com que fossemos apanhados de surpresa", acrescentou o ministro. Rémy Lamah adiantou que a reconstrução do sistema de saúde na Guiné-Conacri deverá demorar "no mínimo" cinco anos e custar 242 milhões de euros.

Da Serra Leoa, que registou até agora 1.768 óbitos nos 7.897 casos, esteve também presente o ministro da Saúde.

Sem definir um prazo para a reconstrução do serviço nacional de saúde na Serra Leoa, Abu Bakarr Fofanah salientou que esse esforço constitui um "longo procedimento que depende de factores externos".

"Não é um evento, mas um processo. É complicado determinar um prazo porque depende de recursos que devemos negociar", disse. Bernice Dahn, vice-ministra da Saúde da Libéria, disse que com a epidemia, o país "tomou consciência da fragilidade do sistema".

Na Libéria, que registou 7.719 casos, entre os quais 3177 óbitos, as autoridades já estão a preparar o processo pós-Ébola. "Vamos fazer uma avaliação do impacto de Ébola. Actualizar o nosso Plano Nacional de Saúde, com particular atenção na vigilância de doenças e a resposta a dar", afirmou.

O objectivo do encontro de alto nível promovido pela OMS foi o de determinar para cada país um sistema básico de saúde que possa responder de forma adequada a crises futuras. "O primeiro objectivo é atingir zero infecções, mas esta resposta deve ser acompanhada de medidas a longo prazo para construir sistemas de saúde resilientes e efectivos", disse na ocasião a directora-adjunta da OMS, Marie Paule Kieny.

O primeiro de caso Ébola foi detectado na Guiné-Conacri em Dezembro de 2013 e a epidemia foi declarada em Março de 2014.

Adoptadas medidas correctivas
Colónias da bactéria que provoca a doença ´legionella` foram encontradas na torre de refrigeração de uma fábrica em Sines, que...

Em comunicado conjunto, a Autoridade de Saúde do Alentejo Litoral e a Câmara Municipal de Sines informam que, no dia 27 de Novembro, foram efectuadas análises “por rotina” à água da torre de refrigeração da fábrica Euroresinas e detectadas “colónias de Legionella spp”, resultado que foi comunicado à empresa na quarta-feira [10 de Dezembro].

"A fábrica procedeu à paragem imediata da laboração, informou as autoridades e implementou medidas correctivas", não havendo "casos de doença a registar", é indicado no documento. De acordo com a mesma nota, hoje [12 de Dezembro] vão ser realizadas novas análises e "reavaliada a situação".

A Autoridade de Saúde do Alentejo Litoral, Fernanda Santos, referiu que, por a empresa estar instalada "fora da zona urbana", na Zona Industrial e Logística de Sines, a preocupação volta-se sobretudo para os funcionários.

A Euroresinas é uma empresa do grupo Sonae Indústria que se dedica à produção de resinas sintéticas.

A ´legionella´, ou doença do legionário, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) pela bactéria, de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

Em vigor no sábado
As novas regras de etiquetagem de alimentos na União Europeia entram em vigor no sábado e exigem maior visibilidade nos rótulos...

Além da indicação clara e uniforme da presença de alergénios alimentares - como soja, frutos secos, glúten ou lactose – em alimentos pré-embalados, também os restaurantes e cafés terão de fornecer informação sobre estes.

Os rótulos terão ainda de indicar obrigatoriamente a origem de carne fresca de porcinos, ovinos e aves, bem como da origem vegetal de óleos refinados e gorduras, mas estas só entram em vigor a 13 de Dezembro de 2016. Os operadores tiveram três anos para esgotar os produtos em armazém.

Em Portugal, a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento, considera que estas novas regras poderão trazer benefícios para o consumidor. “Esperamos um impacto positivo na saúde dos consumidores, com informação mais clara, precisa e objectiva. Acreditamos que os consumidores possam fazer escolhas mais acertadas e, eventualmente, a longo prazo e mais esclarecidos, possam fazer a substituição de alimentos menos saudáveis por mais saudáveis”, disse sublinhando que “a maior parte das doenças resulta da alimentação”.

Assim, vai passar a haver indicação explícita da presença de ingredientes alergénios e mais clareza na descrição dos componentes alimentares, dos quais é exemplo a quantidade de sal, que actualmente aparece descrita nos rótulos como quantidade de sódio, mas que muita gente desconhece o que significa. “Não devemos exceder 5 gramas de sal por dia. Ao passar a estar descrito sal, o consumidor pode ter um olhar mais atento e perceber se é muito ou pouco”, explicou Alexandra Bento.

Quanto aos produtos alergénios, passam a estar discriminados na listagem de ingredientes e não apenas sob a forma genérica de “pode conter vestígios”, como acontece actualmente, acrescentou.

Toda a outra informação - valor energético, lípidos, ácidos gordos saturados, hidratos de carbono, açúcares, proteínas e sal – terá de estar obrigatoriamente indicada nos rótulos de todos os alimentos.

Outra obrigatoriedade é a da indicação da data de congelação da carne, produtos à base de carne e produtos de pesca congelados.

A dimensão dos caracteres também foi alvo de correcção, passando a ser obrigatória uma dimensão mínima para facilitar a leitura dos rótulos.

Por causa de reformas
De 2012 para 2013, o Ministério da Saúde só conseguiu reduzir 3,2% o número de horas em prestação de serviço. Ordem dos Médicos...

O Ministério da Saúde prometeu que seria uma solução de excepção e não a regra, mas não está a conseguir baixar de forma relevante o número de horas médicas contratadas através de empresas de prestação de serviço. Em 2013, os hospitais públicos adquiriram um milhão e 54 mil horas aos chamados médicos tarefeiros, apenas menos 3,2% do que no ano anterior.

Gabinete de Paulo Macedo justifica impasse com a falta de profissionais e o elevado número de reformas. "Tal como o ministro disse, esse esforço foi feito. No entanto a falta de profissionais, estruturais em algumas áreas, não contribuiu para esse objectivo. Contudo, o número de horas efectivamente prestadas em 2013 diminuiu 3,2% relativamente a 2012. Por outro lado, o elevado número de aposentações registado em 2013 (373 médicos e 433 enfermeiros) não permitiu fazer baixar de forma mais expressiva o número de horas contratadas por prestações de serviço", afirmou fonte do ministério. A Ordem dos Médicos critica modelo e alerta para problemas nas escalas e falta de ordenados.

Estudo do governo britânico
Bactérias resistentes a antibióticos matarão pelo menos 10 milhões de pessoas por ano a partir de 2050, mais do que o número...

Coordenado pelo economista Jim O'Neill, mais conhecido por ter criado o termo Bric - para juntar as economias emergentes Brasil, Rússia, Índia e China -, o estudo levou em conta projecções do instituto de pesquisas Rand Europe e da empresa de consultoria KPMG para calcular não apenas taxas de mortalidade provocadas pelas chamadas “super bactérias”, como também o seu impacto económico nos sistemas de saúde.

Segundo O'Neill, os custos de tratamento de infecções causadas por essas super bactérias chegarão a 100 biliões de dólares nas próximas décadas.

“Para se ter uma ideia (do impacto económico), o PIB da Grã-Bretanha é de cerca de 3 biliões de dólares, então esse custo equivaleria a 35 anos de contribuição britânica para a economia mundial”, disse O'Neill à BBC.

Mas são justamente os países emergentes que poderão ser os mais atingidos pelo aumento no número de casos.

Actualmente, as infecções de super bactérias, associadas a doenças como a e. coli e a tuberculose, matam cerca de 700 mil pessoas por ano ao redor do mundo, ao passo que o cancro mata 8,2 milhões. De acordo com as projecções do estudo de O'Neill, as mortes anuais relacionadas com casos de doenças resistentes a antibióticos poderão chegar em 2050 a 4,7 milhões na Ásia, 4,1 em África e 392 mil na América Latina.

«Na Nigéria, por exemplo, uma em cada quatro mortes a partir de 2050 poderá ser atribuída a infecções resistentes a antibióticos, ao passo que a Índia teria dois milhões de mortes adicionais por ano», acrescentou o economista.

A escalada prevista pelo estudo poderia provocar uma redução de entre 2% a 3% no crescimento económico global.

Os pesquisadores envolvidos no estudo alertam para o que chamam de sub-estimação do impacto potencial das falhas no combate às super bactérias por parte de autoridades de saúde ao redor do mundo, já que infecções mais resistentes causarão problemas generalizados na área de saúde.

Procedimentos como cesarianas, operações a articulações, quimioterapia e transplantes estão entre muitos tratamentos médicos que dependem do uso de antibióticos para prevenir infecções.

O estudo coordenado por O'Neill estima, por exemplo, que actualmente as cesarianas contribuem para 2% do PIB mundial. Sem antibióticos eficazes, os procedimentos não apenas ficariam mais arriscados como teriam mais possibilidades de insucesso.

O economista e a sua equipa debruçar-se-ão agora sobre possíveis soluções para a crise, como foco em sugestões para políticas de desenvolvimento de novos medicamentos, na acção mundial coordenada relacionada a testes em animais e humanos, e em mudanças no uso de drogas que poderiam contribuir para reduzir a resistência bacteriana.

O'Neill disse que o apoio dos países emergentes será fundamental e sublinhou a importância do facto de que a Turquia e a China ocuparão a presidência do G20 em 2015 e 2016.

Estudo
Um em cada três portugueses considera ser perigoso e tem fobia de andar de avião, apesar de este ser um dos meios de transporte...

O estudo "Prevalência da ansiedade de voo numa amostra da população portuguesa", apresentado recentemente na Ordem dos Psicólogos Portugueses, numa conferência internacional, em Malta, sobre psicologia da aviação, revela que há um conjunto de percepções que estão distorcidas, segundo Cristina Albuquerque, uma das autoras.

"Trata-se de um estudo pioneiro em Portugal, e o interesse neste tipo de assunto é perceber como as pessoas vêem o transporte aéreo. A percepção que têm de como é que, sendo um meio de transporte tão seguro, pode levar a que cerca de 30% dos inquiridos considere ser perigoso andar de avião", explicou.

Páginas