Decisão de "se criarem sinergias"
O ministro da Saúde, Paulo Macedo, afirmou hoje em Coimbra que a solução para a maternidade do Centro Hospitalar e...

A criação do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) levou à fusão dos Hospitais da Universidade de Coimbra (onde estava inserida a Maternidade Daniel de Matos), do Centro Hospitalar de Coimbra (que integrava a Maternidade Bissaya Barreto, MBB) e do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra.

Paulo Macedo considerou que as duas maternidades "não têm condições para subsistir isoladas", entendendo que "faz sentido é ter uma maternidade junto do hospital, que é o que os profissionais querem", integrando-se as duas existentes.

O ministro da Saúde sublinhou que há a decisão de "se criarem sinergias" e de se colocar as maternidades num edifício "junto do perímetro do hospital, que é onde faz sentido as maternidades estarem, quer pela criança, quer pela mulher".

A solução poderá "passar por uma construção de raiz", junto do hospital, informou, referindo que há outras alternativas, mas que a solução que o Governo está a equacionar "é no perímetro do hospital".

A possibilidade de integração das duas maternidades no Hospital Pediátrico foi estudada, "mas os estudos dizem que ficaria mais caro" ser nesse edifício, avançou.

"O que nós queremos é fazer uma análise muito rápida dos diferentes projectos, porque há diferentes hipóteses, nomeadamente em termos de local e do seu custo", existindo a "firme decisão de se fazer um investimento que vai melhorar muitíssimo as condições do profissionais e das mães", frisou.

Paulo Macedo falava aos jornalistas à margem de uma visita ao Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, onde inaugurou o novo Laboratório Central do CHUC.

Além destes dois milhões de euros de poupança, haverá ainda um aumento de receitas próprias em linha com as solicitações de outros hospitais.

Esta concentração poderá, a partir de 2015, atingir uma capacidade instalada até 15 milhões de análises/ano, a que corresponde um aumento de cerca de 50% da actual capacidade. O CHUC passa a ser auto-suficiente em análises mais complexas e também passa a ter capacidade para tratar análises complexas e diferenciadas.

O novo laboratório ocupa uma área de 2.100 m2 no edifício de S. Jerónimo – Hospitais da Universidade de Coimbra e é constituído por um ‘core’ central, onde ficarão instalados os auto-analisadores, que representam 75% de todas as análises, e ainda por várias unidades diferenciadas, nomeadamente microbiologia, hematologia, imunologia, serologia infeciosa, imunoquímica, citometria de fluxo, assim como biologia molecular, cromatografia e espetrometria de massa, radioimunoensaio e auto imunidade.

Esta nova unidade, que representou um investimento de 500 mil euros em estruturas e na requalificação e redimensionamento do espaço (o equipamento já existe), está também preparada para a investigação e para o ensino.

Na Guiné-Bissau
O Fundo das Nações Unidas para a Infância assinou protocolos com associações da Guiné-Bissau para reforço das acções de...

O vírus do Ébola já matou milhares de pessoas nos países vizinhos desde o início do ano, mas não há registo de infecções na Guiné-Bissau. Com os acordos hoje estabelecidos, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) contribui com 180 mil euros para cinco organizações não-governamentais (ONG) levarem para o terreno acções de divulgação de boas práticas de higiene e mudança de comportamentos de risco.

A duração dos programas de actividades varia entre três a oito meses e vai abranger todo o país, com maior enfoque nas comunidades mais próximas de zonas fronteiriças.

Beneficiam do apoio do UNICEF as ONG Cruz Vermelha da Guiné-Bissau, Battoden Gollen, Fundação de Assistência Médica Internacional (AMI), Comissão Justiça e Paz, Direitos Humanos e Desenvolvimento (Caritas-GB) e a Estrutura Comunitária de Animação e Sensibilização para o Desenvolvimento (ECAS-D).

Estima-se que as mensagens possam chegar a cerca de 685 mil habitantes, dos quais cerca de 470 mil serão abrangidos pelo trabalho da Caritas, que vai actuar em todo o território nacional.

Em paralelo e para apoio ao Ministério da Educação Nacional, o UNICEF e a Fundação Fé e Cooperação (FEC), de Portugal, vão reforçar acções para prevenção da doença e adopção de boas práticas de higiene nas escolas.

Está a decorrer uma formação de formadores ministrada pelo UNICEF destinada a 67 professores e 10 funcionários do Ministério da Educação que irão multiplicar o treino a 3337 agentes educativos e 1631 escolas do 1º ao 6º ano das 8 regiões do país.

O Projecto "Higiene e Saúde na Escola" serve para "reforçar a adopção rotineira de boas práticas de higiene" para prevenir não só o Ébola, mas também outras "doenças infecto-contagiosas", refere a agência das Nações Unidas em comunicado.

Esta iniciativa terá uma duração de três meses e inclui o desenvolvimento de um guia de preparação específico para o sector de educação.

Centro de Preservação e Fertilidade
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra já preservou a fertilidade a 275 doentes oncológicos.

O Centro de Preservação e Fertilidade já consultou 316 doentes e tem o compromisso de "atender em 48 horas", afirmou hoje Ana Almeida Santos, directora do Centro, salientando a necessidade de um psicólogo a tempo inteiro no serviço.

Cláudia Melo, psicóloga clínica a colaborar no serviço, frisou que, com este projecto, ao se falar de um futuro e de "um projecto parental" aos doentes, dá-se também "esperança" a estes.

Em relação aos resultados, 188 homens e 87 mulheres preservaram a sua fertilidade, sendo que os homens consultados conseguiram todos a preservação, através da crio preservação de espermatozóides, mas nas mulheres 41 "não preservaram", a maioria por opção, segundo um documento divulgado pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Os dados foram divulgados aquando da visita feita hoje pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo, ao Centro de Preservação e Fertilidade.

Paulo Macedo, que visitou outros dois serviços do CHUC, salientou a importância daquele centro, por "ser o primeiro" em Portugal e por ter como missão "servir todo o país". Para o ministro da Saúde, é fundamental que pessoas "em idade fértil que tenham cancro possam continuar com o seu projecto familiar", algo que "não era uma possibilidade até há uns tempos".

À margem da visita, Paulo Macedo sublinhou também que "os tempos de espera nas cirurgias oncológicas, que são as mais urgentes, melhoraram em relação ao passado", sendo uma área "onde há uma particular atenção".

O responsável avançou que está em fase de aprovação a aquisição de um "novo acelerador linear" para o CHUC de forma a uma "melhor a capacidade de radioterapia", havendo também "análise de investimentos nesta área" no Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto

Crianças
As crianças que frequentam infantários apresentam risco aumentado, até duas a três vezes, de adquiri
Crianças no infantário a realizarem actividades com educadora

As doenças virais são vacinas naturais!

Atualmente e nas últimas décadas, por várias razões, a grande maioria das nossas crianças iniciam a sua vida no infantário entre os 4 e os 5 meses de vida, altura em que as mães regressam ao mercado de trabalho, após o término da licença parental inicial.

O primeiro dia em que a criança vai para o infantário é um dia marcante para os pais e para toda a família, já que estes demonstram alguma ansiedade relacionada com o processo de integração do seu filho no infantário e na sua dinâmica específica.

E quando tudo começa a entrar na rotina eis que surge o primeiro sinal de preocupação: telefonam do infantário a dizer que a criança fez febre. Consequentemente, os pais têm de faltar ao trabalho e recorrer aos serviços de saúde. Será o primeiro episódio de muitos ao longo do primeiro ano de vida no infantário. Muitas vezes, os pais sentem que a criança passa mais tempo em casa doente, do que no próprio infantário, e na maior parte dos casos esta é uma situação real.

De facto, os recém-nascidos e lactentes têm menos defesas contra os micróbios presentes no ambiente que os rodeia, por isso são mais susceptíveis a contraírem infeções, especialmente se permanecerem em ambientes fechados e com outras crianças, como é o caso dos infantários. Sobretudo é a partir dos 6 meses de idade que as crianças perdem a imunidade oferecida pela mãe durante a gestação e a amamentação, pelo que estão mais expostas ao ataque de vários micróbios e a contraírem infeções.

Sabemos que estas infeções são na maioria das vezes causadas por vírus, têm um desenvolvimento limitado no tempo e que curam espontaneamente. Sabemos também que as gotículas nasais são a principal fonte de contágio, pelo que é compreensível que em locais com muitas crianças, que espirram sem pôr a mão à frente, e sem medidas eficazes de controlo, o contágio é inevitável.

Atenção que, pelo facto do contágio ser mais fácil nos infantários, não significa falta de condições dos mesmos, nem falta de cuidados por parte dos educadores. Porque mesmo nos melhores infantários, naqueles que adotam ativamente medidas de controlo de transmissão de doenças, o contágio é mais provável do que estando a criança em casa.

Boas notícias! Depois de um primeiro ano de infantário algo conturbado o organismo da criança cria as suas próprias resistências contra esses micróbios, e o segundo ano no infantário será mais tranquilo.

Mas importa esclarecer melhor os pais…

De facto, a maioria dos micróbios que provocam infeção são vírus, os quais vão causar as chamadas “viroses”. Muitas destas viroses têm quadros clínicos caraterísticos e portanto com nome específico. Como por exemplo, a rinofaringite, o exantema súbito ou a varicela. No entanto, em muitas situações em que há febre não há um quadro clínico específico, pelo que o médico o denomina apenas de “virose”. De salientar que os vírus causadores de doenças podem ser múltiplos e nem sempre são identificáveis, mesmo através de análises/exames. Em tais casos presume-se que se está perante uma virose, embora não se saiba o nome do vírus.

É importante referir que o médico tem critérios para dizer que se trata de uma virose, mesmo que o vírus não seja identificado. Assim, pelo facto, de dizer que a criança tem uma virose não significa não saber o que a criança tem, conforme muitos pais pensam!

Atenção à utilização inconsciente e imoderada de antibióticos!

É imperioso agora explicar aos pais que as viroses não se tratam com antibióticos. A maioria das doenças virais são transitórias e têm cura espontânea. Deste modo, desde que a criança nasce o seu sistema imunitário está a ser constantemente estimulado. Mesmo as crianças mais pequenas, mais susceptíveis a infeções por terem menos defesas, são capazes de pôr em alerta os seus sistemas imunitários.

Atenção: A alta prevalência de doenças transmissíveis nos infantários, associadas ao maior uso de antibióticos, têm contribuído para o surgimento de organismos multirresistentes.

Como escolher o infantário do seu filho

A escolha não é fácil, dado que existem muitos fatores a ter em consideração: proximidade de casa e do local de trabalho, preço, localização, informações e referências de pessoas conhecidas, aspeto, simpatia/afetividade espontânea, segurança/riscos/atitudes em caso de emergência, atividades, festas alusivas a datas, visitas de estudo, rituais de pertença, hora de dormir, refeições (técnica e composição, em termos de alimentação e nutrição), competências dos profissionais e número de funcionários.

Mesmo depois de tudo o que foi dito anteriormente, não pense que não há mais nada a dizer e a fazer, pelo contrário, deixamos alguns conselhos aos pais:

- Escolham um infantário espaçoso (áreas suficientes e estabelecidas por lei) e com boas condições de arejamento;

- Escolham um infantário sem demasiadas crianças por sala (cumprimento do limite de crianças por sala/que respeite a legislação vigente a este respeito) e com pessoal cuidadoso e treinado;

- Escolham um infantário com boas condições de higiene (confeção dos alimentos e equipamentos higienizados) e segurança (sistemas elétricos protegidos e com planos de emergência)

- Escolham um infantário com adequados recursos humanos (rácio de educadoras adequado e de acordo com o legislado, já que assegura o adequado desenvolvimento da criança e a sua monitorização);

- Não levem o vosso filho para o infantário se ele estiver doente, pois estará a contagiar as outras crianças e demorará mais tempo o seu processo de convalescença;

- Cumpram o calendário nacional de vacinação.

Os infantários devem ser uma solução e não um problema para os pais. Só o tempo irá dizer se a escolha dos pais foi acertada ou não. É necessário que os pais se envolvam na dinâmica dos infantários, participem nas reuniões de pais e nas assembleias, que planeiem momentos com a educadora para saberem do desenvolvimento dos seus filhos, partilhem dúvidas com os outros pais e se envolvam nas atividades dos seus filhos (por exemplo, nas festas de Natal e na festa de final de ano). Os pais devem fazer chegar a sua opinião ou dúvidas às educadoras ou mesmo à direção do infantário quando considerem que algo não está bem ou lhes pareça incorreto.

E agora…alguns conselhos para os educadores

As crianças não são as únicas pessoas envolvidas na transmissão de doenças nos infantários: familiares e funcionários também estão sob risco aumentado de adquirirem as mesmas doenças que as crianças.

Também a transmissão de doenças infeciosas nos infantários está relacionada com as práticas utilizadas nos cuidados às crianças e no cuidado ambiental. Por exemplo, a troca de fraldas é considerada o procedimento de maior risco para a transmissão de doenças parasitárias intestinais entre crianças e funcionários da creche.

A associação entre densidade populacional infantil no infantário e o risco de contrair doenças está bem documentado na literatura científica, principalmente relacionado com o número de crianças por sala.

Por outro lado, a transmissão de doenças nos infantários também está relacionada com a conduta diante das crianças doentes e da intensificação das rotinas de limpeza, face aos casos de doença infeciosa.

Há evidência científica de que a lavagem apropriada reduz a contaminação das mãos e o risco de disseminação de doenças infeciosas. De facto, intervenções para promover a lavagem das mãos são custo-efetivas, e estima-se que possam salvar milhões de vidas, com grande impacto na saúde pública.

Os principais fatores de risco identificados nas investigações científicas e as respetivas medidas de controlo estão explanados na tabela abaixo.

 

Tabela 1 – Sumário dos principais fatores de risco e medidas de controlo das doenças transmissíveis nos infantários (adaptado de Nesti & Goldbaum, 2007, p.306)

Fatores de risco

 

Medidas de controlo

Número de crianças por sala

Respeitar a legislação/normas que referem o número máximo de crianças por sala

Crianças cuidadas em conjunto independente da faixa etária

 

Crianças separadas em grupos por faixa etária.

Estado vacinal desatualizado

 

Normas e monitorização da vacinação de crianças e funcionários

Uso de fraldas de pano

 

Utilização de fraldas descartáveis

Fraldas usadas sem roupas sobre as mesmas (maior contaminação ambiental)

 

Utilização de roupas sobre as fraldas

Contaminação das mãos após determinadas atividades (uso da casa de banho, troca de fraldas, assoar o nariz)

 

Rotina da lavagem das mãos, com orientação para os momentos em que a lavagem deve acontecer

Contato com sangue e secreções

 

Uso de precauções padrão

Trocar de fraldas

 

Rotina de troca de fraldas para diminuir o risco de entrar em contato com urina e fezes

Troca de fraldas e manuseio de alimentos realizados pela mesma pessoa

 

Funcionários não acumulam funções de trocar fraldas e preparar e manipular alimentos

Contaminação da superfície onde ocorre a troca de fraldas

 

Área de troca independente e desinfetada após cada uso, com encaminhamento adequado das fraldas usadas

Contaminação ambiental

 

Rotina de limpeza de superfícies

Contaminação de brinquedos

 

Rotina de limpeza de brinquedos

 

Face ao impacto das doenças infeciosas como causa de mortalidade e morbilidade na primeira infância, ao aumento e utilização crescente de infantários na atualidade, e da evidência do aumento de risco para contraírem doenças associada à frequência crescente de infantários, são fundamentais o estabelecimento de medidas de prevenção e controlo da transmissão de doenças nesse ambiente específico, no sentido de minimizar o risco para a saúde das crianças e para as pessoas que com elas convivem. A sensibilização e treino dos funcionários dos infantários, bem como a orientação dos pais e o envolvimento dos vários agentes de saúde, são necessários e imprescindíveis para a existência e monitorização de bons programas de prevenção e controlo de infeções.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Estudo de Organização Não Governamental
Um estudo levado a cabo pela Organização Não Governamental britânica AGE UK revela as cinco regras de ouro para prevenir a...

O nível de edução e o estilo de vida levado na fase adulta podem ser cruciais no declínio cognitivo. De acordo com a BBC, 76% dos casos de demência devem-se, em grande parte, a maus hábitos diários. Agora, a Organização Não Governamental (ONG) britânica AGE UK revela as cinco regras de ouro para prevenir esta doença.

1. Fazer exercício físico de forma regular: Segundo a BBC, praticar exercícios aeróbicos, de resistência ou equilíbrio mostram-se como o modo mais eficiente de evitar a demência entre os idosos. Para a ONG, os idosos que não apresentem limitações físicas devem apostar em pequenas caminhadas ou subir escadas.

 

2. Apostar na dieta mediterrânea: Após um estudo que contou com a participação de 17,4 mil pessoas com uma idade média de 64 anos revela que as que adoptaram uma dieta mediterrânea tiveram o seu risco de declínio mental diminuído em quase um quinto. O ómega 3 presente em alguns peixes, nozes e linhaça é a chave.

 

3. Não fumar: O mesmo estudo da AGE UK revela que as pessoas que fumam apresentam uma maior probabilidade de sofrer de demência na velhice.

 

4. Ingerir bebidas alcoólicas com moderação: O consumo excessivo de álcool está relacionado com o maior risco de demência. Segundo o estudo, beber bebidas alcoólicas de forma frequente e exagerada causa perdas no tecido cerebral, com maior incidência na zona responsável pela memória e processamento de informações visuais.

 

5. Ter atenção à diabetes, tensão arterial e obesidade: Um estudo da Alzheimer’s Disease International, citado pela BBC, dá conta de que as pessoas que sofrem de diabetes são mais propensas a ter demência. Além disso, revela ainda que as pessoas portadoras de diabetes tipo 2 também têm mais probabilidade de sofrer deste mal, tal como as que têm excesso de peso, causado, em grande parte, pela má alimentação.

Oito ainda hospitalizados
O surto de 'legionella' registado a partir de 07 de Novembro no concelho de Vila Franca de Xira causou 12 mortos e...

O documento subscrito pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), refere que estão ainda “sujeitos a investigação epidemiológica ou laboratorial 40 casos adicionais”, na sequência do surto da doença dos legionários ('legionella').

O surto de 'legionella' foi identificado a 07 de Novembro passado em freguesias do concelho de Vila Franca de Xira e controlado em duas semanas, por especialistas da DGS, do INSA e da ARSLVT.

“Ficou demonstrada a correspondência da estirpe de bactérias isoladas numa das torres de arrefecimento de uma unidade fabril local, com a estirpe identificada em secreções brônquicas de doentes”, lê-se no documento.

A 21 de Novembro, no final da última reunião do grupo de trabalho constituído pelo Ministério da Saúde para acompanhar o surto, o director-geral da Saúde disse que as bactérias encontradas em doentes com ‘legionella’ são semelhantes às detectadas numa torre de refrigeração da empresa Adubos de Portugal.

Segundo o documento hoje revelado, a idade média dos doentes foi de 58 anos e, dos 375 casos, 251 (67%) são do sexo masculino e 124 (33%) do sexo feminino. A maioria dos doentes, 78%, residem em Vila Franca de Xira, 11% no concelho de Loures e 11% habitam em outras freguesias.

“Todos os casos identificados tiveram ligação epidemiológica (residência, trabalho, permanência ou deslocação) ao concelho de Vila Franca de Xira ou freguesias limítrofes de outros municípios”, afirmam os autores do relatório. Oito doentes ainda se encontram hospitalizados, embora nenhum em cuidados intensivos.

Em relação aos óbitos, estes tinham idades compreendidas entre os 43 e os 89 anos, nove eram homens e três mulheres.

Até hoje, prossegue o relatório, “o mandado de suspensão do funcionamento das torres de refrigeração das fábricas inicialmente suspeitas foi revogado em todos os casos, excepto numa empresa, com base nas evidências analíticas apresentadas por estas, em como nenhum elemento dos respectivos sistemas de refrigeração apresentava ´legionella´”.

Estas evidências analíticas basearam-se “em resultados obtidos por laboratórios devidamente acreditados, em relação à presença efectiva de bactérias nas amostras de água recolhidas nos mesmos pontos amostrados pela Inspecção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território (IGAMAOT)”.

Os três organismos indicaram ainda que “foram remetidos ao Ministério Público os elementos que poderão eventualmente consubstanciar a prática de um crime de poluição, encontrando-se o processo em Segredo de Justiça”.

A doença do legionário, provocada pela bactéria ‘Legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

O primeiro desde Abril
As autoridades japonesas ordenaram o abate de 4 mil frangos no oeste do país, após a confirmação de um novo surto de gripe das...

Os testes, realizados a partir de amostras recolhidas numa quinta em Miyazaki identificaram a presença de uma estirpe altamente patogénica, após o proprietário ter dado conta da morte súbita de 20 aves.

“Temos a confirmação de que pelo menos três frangos eram portadores do vírus”, explicou um funcionário do Ministério da Agricultura, segundo o qual as autoridades de Miyazaki (na ilha meridional de Kyushu) começaram a abater todas as aves da quinta afectada”.

Miyazaki figura como a prefeitura com maior número de explorações avícolas do Japão. Trata-se do primeiro surto de gripe aviária no Japão desde a primavera, apesar de, no mês passado, ter sido descoberta a presença de uma estirpe de gripe aviária em excrementos de cisnes.

Em Abril, aproximadamente 112 mil aves foram abatidas em dois dias, também no sudoeste do Japão, devido a um surto de gripe.

Cerimónia decorre hoje
Os hospitais de São João da Madeira, Fundão e Santo Tirso vão passar para as Misericórdias, um processo que é formalizado...

A cerimónia decorre em São Bento, é presidida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, conta com a presença dos ministros da Educação e Ciência, da Saúde e da Solidariedade, Emprego e Segurança Social e, segundo a União das Mutualidades Portuguesas, o Governo vai atribuir 50 milhões de euros à área da Segurança Social, no âmbito deste Compromisso.

Na cerimónia de hoje, da parte do sector solidário vão estar presentes os presidentes da União das Mutualidades, da União das Misericórdias Portuguesas e da Confederação das Instituições de Solidariedade Social (CNIS).

Segundo nota da União das Mutualidades Portuguesas (UMP), o protocolo para 2015-2016 prevê a atribuição de 50 milhões de euros à área da Segurança Social, “de forma a dar prioridade à contractualização de um conjunto de equipamentos sociais que têm vindo a ser construídos”.

“Também o Fundo de Reestruturação do Sector Social (FRSS) vai contar com uma verba de 30 milhões de euros para apoiar a reestruturação e a sustentabilidade financeira das IPSS [Instituições Particulares de Solidariedade Social] e equiparadas”, diz a União das Mutualidades.

O processo de passagem dos hospitais para as Misericórdias arrancou em Novembro, tendo a 14 desse mês passado para as Misericórdias locais os hospitais de Fafe, Anadia e Serpa.

A entrega da gestão destes três hospitais públicos às Misericórdias marcou o início do processo de transferência de unidades hospitalares para estas instituições, apesar de a gestão plena só arrancar a 01 de Janeiro.

Hoje, conforme anunciou o presidente da União das Misericórdias, Manuel Lemos, formaliza-se a passagem dos hospitais de São João da Madeira, Fundão e Santo Tirso.

Um decreto-lei de Outubro de 2013 veio estabelecer que os hospitais das misericórdias, que foram integrados no sector público e são actualmente geridos por estabelecimentos ou serviços do Serviço Nacional de Saúde, podem ser devolvidos às instituições mediante a celebração de um acordo de cooperação, com um prazo de 10 anos.

Responsável técnico da candidatura transnacional defende
O autor da obra “Dieta Mediterrânica – Uma herança milenar para a humanidade defende que este regime alimentar é “mais do que...

A obra de Jorge Queiroz, responsável técnico da candidatura transnacional da Dieta Mediterrânica a Património da Humanidade, é apresentada pelo catedrático da Universidade Nova de Lisboa, Jorge Crespo, na quinta-feira às 18:00, na Biblioteca Nacional, em Lisboa.

A dieta mediterrânica foi inscrita em Dezembro do ano passado, pela UNESCO, na lista do Património Cultural Imaterial da Humanidade, o que, segundo o autor, é “reconhecimento universal de um dos mais saudáveis padrões alimentares, que através da sábia combinação de alimentos como os cereais e os legumes, os frutos secos e o peixe, há muito demonstrou a sua eficácia na prevenção de doenças, pelo efeito protector que oferece”.

Jorge Queiroz argumenta que a dieta traduz, sobretudo, "a vivência quotidiana de uma cultura sedimentada pelos séculos”.

Os benefícios da dieta mediterrânica começaram a ser divulgados nos anos 50 do século passado, através dos estudos do fisiologista norte-americano Ancel Keys, mas Jorge Queiroz salienta a importância do “modo de vida que lhe está subjacente”.

Este modo de vida corresponde a um “modelo cultural evolutivo, que se adaptou a diferentes contextos geo-climáticos, históricos e culturais” e que é analisado nesta obra de 260 páginas, com fotografias de Luís Ramos, editada pela Althum.

Segundo a editora, nesta obra, Jorge Queiroz “convida a conhecer os traços identitários do mundo mediterrânico, desde as suas cidades, pontilhadas por praças que são espaços de luz e partilha comunitária, até à sacralização de certos alimentos, como o pão, o azeite e o vinho”.

“Tais alimentos, de secular importância nas economias do espaço mediterrânico, possuem igualmente um marcado pendor espiritual, tendo dado origem a festividades cíclicas que chegaram aos nossos dias”, acrescenta a Althum em comunicado.

Queiroz sublinha que o interesse pela dieta mediterrânica “não é a nostalgia do retorno a economias de subsistência ou a busca de um paraíso terrestre de vidas solares em mares azul-turquesa”.

Também não é, acrescenta, “uma ‘mezinha’ para os sérios riscos socio-ambientais que a humanidade enfrenta”, mas pode “ajudar a reabilitar comportamentos e práticas de protecção da biodiversidade, de agricultura sustentável, de estilos de vidas saudáveis, de cooperação entre as pessoas e respeito pelas culturas locais”.

O autor defende todavia que este regime alimentar, é voltar a dar importância “ao convívio em torno da mesa, uma tradição em tudo avessa ao conceito de ‘fast-food’ que a vida moderna pretende impor”.

Para Jorge Queiroz, a mais mediterrânica das regiões portuguesas é o Algarve, tendo a cidade de Tavira sido escolhida por Portugal para representar a dieta mediterrânica junto da UNESCO.

Esta cidade, refere a Althum, “teima em manter as suas antigas tradições alimentares e festivas, apesar da concorrência de outros estilos de vida que já dominam noutros pontos do Algarve”.

Jorge Queiroz, professor convidado da Universidade do Algarve, é sociólogo e gestor cultural, concebeu projectos de cultura e artes mediterrânicas em Itália, Grécia, Espanha e Portugal. Foi programador de Faro 2005 – Capital Nacional da Cultura para a área de Exposições e Artes Visuais. Actualmente é director do departamento de Cultura da Câmara de Tavira e do Museu Municipal.

A sessão de apresentação conta com a participação da guitarrista Luísa Amaro, que interpretará temas do seu mais recente álbum, “Argvs”. Haverá ainda uma prova de sabores mediterrânicos.

Colaboração
Os doentes oncológicos tratados no Centro Hospitalar de Lisboa Norte vão realizar exames altamente diferenciados no Instituto...

Esta colaboração, que será hoje firmada através da assinatura de um protocolo entre as duas instituições, permitirá que os doentes seguidos nos hospitais de Santa Maria e Pulido Valente, que compõem o Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN), realizem exames na unidade de tomografia por emissão de positrões (PET) deste Instituto Português de Oncologia (IPO), inaugurada este ano.

Em 2014, o IPO de Lisboa realizou cerca de 2 mil exames PET e estima que, através deste protocolo, sejam realizados entre 800 a 900 exames anuais aos doentes do CHLN.

O administrador do IPO de Lisboa, Francisco Ramos, disse que a instituição é a única da zona sul do país com esta capacidade instalada e que será agora melhor aproveitada pelos doentes do CHLN.

Até agora, adiantou, os doentes do CHLN realizavam estes exames – que são “altamente diferenciados” – em unidades de saúde privadas, a custos do Serviço Nacional de Saúde (SNS). “Ficará tudo dentro do SNS, o que é uma vantagem”, adiantou. O IPO de Lisboa tem ainda capacidade para realizar exames a doentes oriundos de outros hospitais de Lisboa, disse Francisco Ramos.

O equipamento PET “melhora claramente o diagnóstico de várias situações oncológicas, como linfomas, melanomas e do foro digestivo, sendo um exame muito diferenciado que melhora a informação para tomar decisões terapêuticas mais rápidas”.

Entre os objectivos deste protocolo consta “uma gestão mais eficiente dos recursos públicos e consequentemente da capacidade instalada, física e de recursos humanos nas instituições”.

“Diminuir o desperdício e potenciar a gestão dos recursos disponíveis, evitando a multiplicação de investimentos para servir os mesmos fins” é outro dos objectivos do acordo. Além da oncologia, este tipo de exame é igualmente importante noutras áreas, como é o caso da cardiologia e da neurologia.

Associação, BE e populares exigem
O Bloco de Esquerda e a Associação de Terapêuticas não Convencionais questionaram o Governo sobre quando pretende concluir a...

A associação que congrega as várias medicinas naturais lembra que foi aprovada em 2003 a lei de “Enquadramento Base das Terapêuticas Não Convencionais” (TNCs), tendo uma regulamentação desta sido aprovada apenas 10 anos depois.

Desde então tem-se sucedido a publicação de portarias que regulamentam a lei, mas o processo ainda não está concluído, o que levou a associação a exigir a completa regulação e regulamentação do diploma, continuando a ser parte activa no processo, designadamente para melhorar alguns pontos nas portarias já publicadas.

Paralelamente encontra-se a correr uma “Petição pela conclusão do processo de regulamentação das TNC”, com mais de 3.400 assinaturas.

Também o Bloco de Esquerda enviou ao Governo uma pergunta sobre a regulamentação da lei, na qual procura saber para quando está prevista a publicação das portarias em falta e que medidas estão a ser desenvolvidas com vista a esse fim. O Bloco questiona ainda o Governo sobre se as organizações e escolas do sector vão ser envolvidas no processo de regulamentação.

Até ao momento foram publicadas sete portarias de regulamentação da lei aprovada em Setembro de 2013, a primeira das quais ainda naquele ano, sobre as competências do Conselho Consultivo para as terapêuticas não convencionais.

Em Setembro de 2014 foram publicadas as portarias que criam o grupo de trabalho de avaliação curricular dos profissionais das TNC, que estabelecem os requisitos mínimos relativos à organização e funcionamento, recursos humanos e instalações técnicas para o exercício daquelas actividades, que fixam o montante das taxas a pagar pela cédula profissional e os montantes a pagar por esse documento.

Já em Outubro, foram publicadas as portarias referentes ao seguro de responsabilidade civil profissional e relativas à caracterização e aos conteúdos funcionais das TNC.

Segundo a Administração Central do Sistema de Saúde, falta agora publicar as portarias referentes ao plano de estudos das sete terapêuticas não convencionais (Acupunctura, Fitoterapia, Homeopatia, Medicina Tradicional Chinesa, Naturopatia, Osteopatia e Quiroprática).

Para ensaios clínicos
A Fundação Gulbenkian vai promover a união de esforços de investigadores portugueses e dos países africanos de língua...

"Vamos coordenar, tentar maximizar e tornar mais atraente aos investigadores do espaço PALOP e Portugal puderem vir a concorrer e a ter candidaturas aprovadas", no âmbito do programa EDCTP, uma parceria entre a União Europeia e países africanos para ensaios clínicos, disse a responsável pelo Programa Gulbenkian Parcerias para o Desenvolvimento.

Os responsáveis da Fundação Calouste Gulbenkian, juntamente com o Governo português, através da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), perceberam que no programa, que iniciou agora a segunda fase, não tinha havido muitas propostas aprovadas que envolvessem investigadores e grupos de investigação portugueses, referiu Maria Hermínia Cabral.

E o orçamento do programa EDCTP para os próximos seis anos poderá chegar aos dois mil milhões de euros, com as participações dos parceiros, devendo a União Europeia contribuir com cerca de 680 milhões de euros, através do programa Horizonte 2020.

Por isso, foi decidido que a Fundação Calouste Gulbenkian iria coordenar as actividades no sentido de não se fazerem "coisas descoordenadas", explicou a responsável, recordando que, na investigação científica, "a concorrência é grande" para obter financiamentos.

Nesse sentido, o presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, Artur Santos Silva, e o Comissário Europeu para a Investigação, Ciência e Inovação, Carlos Moedas, vão assinar um memorando de entendimento com "o propósito de potenciarem mutuamente as suas capacidades de mobilização para o desenvolvimento de novas soluções clínicas para a Sida, malária, tuberculose e doenças tropicais negligenciadas".

Para Maria Hermínia Cabral, "há uma tentativa crescente de se trazer para o domínio da investigação outros parceiros, em termos de coordenação das intervenções dos diferentes actores", como a sociedade civil ou a indústria farmacêutica.

O objectivo desta iniciativa é "reforçar a participação da investigação em parceria entre investigadores portugueses e dos PALOP para apresentarem propostas com mais possibilidade de sucesso", resumiu.

Recentemente lançado na Cidade do Cabo, na África do Sul, o segundo programa da parceria, o EDCTP2, elegeu também as doenças tropicais negligenciadas como um dos alvos da iniciativa, prevendo o financiamento de bolsas individuais e de projectos de investigação, assim como o reforço das capacidades institucionais dos países da África Subsaariana e a concretização efectiva de ensaios clínicos adaptados ao contexto populacional de cada região.

Conselhos da Sociedade Portuguesa de Transplantação
Numa época em que as urgências hospitalares começam a encher-se de casos de gripe, a Sociedade Portuguesa de Transplantação...

“Os doentes transplantados devem ser vacinados para o vírus influenza (vírus da gripe). Não se sabe exactamente quanto tempo se deve esperar após o transplante para a sua administração, para que seja eficaz. A literatura recomenda a vacinação 3-6 meses após o transplante, dado que nesta altura a dose da medicação imunossupressora (para evitar a rejeição do órgão transplantado por parte do organismo) já é mais baixa e portanto a resposta imunitária à vacina será mais eficaz”, explica Susana Sampaio, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Transplantação (SPT).

A especialista realça que “a gripe num doente transplantado pode ter consequências muito mais graves do que na população geral. Os doentes imunodeprimidos podem não responder adequadamente à infecção e portanto a “vulgar” gripe complicar-se com infecções bacterianas e dar origem a pneumonia quer vírica quer com infecção secundária a bactérias, geralmente mais graves e que podem levar à necessidade de internamento em Unidades de Cuidados Intensivos pela presença de dificuldade respiratória e podendo haver necessidade de utilizar ventiladores. Em situações muito graves pode mesmo culminar em morte”.

Apesar de a gripe poder ter consequências graves nas pessoas que passaram por um transplante, a durabilidade do órgão transplantado não é afectada. Susana Sampaio afirma que “a infecção pelo vírus da gripe, por si só, não afecta a durabilidade do enxerto mas, as complicações que podem surgir após uma gripe, como por exemplo, uma pneumonia grave com necessidade de ventilação e instabilidade tensional poderão ter repercussões a nível renal com comprometimento na durabilidade do órgão”.

Já Fernando Macário, presidente da SPT, deixa conselhos aos doentes transplantados para que se protejam do vírus da gripe. “Nesta época do ano, em que a infecção pelo vírus da gripe é mais frequente, os doentes transplantados não devem frequentar ambientes fechados e com muita gente para evitar o contágio. Não devem visitar pessoas que saibam estar doentes e devem ser vacinados para a gripe”.

“Se o doente transplantado tiver uma gripe deve estar atento a sinais de maior gravidade: febre alta que não cede a antipiréticos (medicamentos para a febre”, dificuldade respiratória e febre prolongada (superior a três dias), devendo nestes casos recorrer ao seu médico assistente”, conclui o especialista.

Em análises à qualidade das águas
A Sociedade Mineira de Neves, em Castro Verde, encerrou o acesso a alguns dos seus balneários por ter sido detectada a presença...

“No decorrer de análises realizadas à qualidade das águas nos balneários e nas torres de refrigeração na área industrial de Neves-Corvo foi detectada a presença de colónias de ‘legionella’ nas amostras colhidas nos balneários junto à lavaria de zinco”, refere o comunicado da sociedade mineira. O resultado das análises foi conhecido na sexta-feira [12 de Dezembro] à tarde, tendo a empresa decidido encerrar o acesso àqueles balneários.

A empresa informou “de imediato” a autoridade regional de saúde e “tem vindo a informar pessoalmente os utilizadores [dos balneários] a cada passagem de turno”. Segundo o ‘site’ da sociedade, a mina tem actualmente duas lavarias - a de zinco e a de cobre -, mas só foram encontradas colónias de ‘legionella’ na primeira. “As análises aos restantes balneários e torres de refrigeração obtiveram resultados negativos” e a estação de tratamento de água potável continua a funcionar normalmente, refere a Somincor.

A empresa diz que, por enquanto, não existem casos de doença a registar, mas está a recomendar todos os utentes do balneário que informem os seus médicos caso tenham sintomas como tosse, calafrios, dificuldades respiratórias, dores musculares, febre alta ou sintomas gastrointestinais como diarreia e vómitos.

“Foram ainda efectuadas diligências no sentido de contactar uma empresa especializada para proceder à desinfecção desse mesmo balneário”, de acordo com informações avançadas pela empresa.

Entretanto, foi revelado que as análises realizadas na sexta-feira [12 de Dezembro] à presença de colónias de ‘legionella’ na torre de arrefecimento de uma unidade fabril em Sines deram resultados negativos.

De acordo com um comunicado conjunto da Câmara de Sines e da Autoridade de Saúde do Alentejo Litoral, não foram registados casos de doença e a empresa pode retomar a actividade.

A 'legionella', ou doença do legionário, contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) pela bactéria, de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

Organização Mundial de Saúde
A Organização Mundial de Saúde anunciou que novos testes de diagnóstico do vírus Ébola vão estar disponíveis nos próximos meses...

Na sequência de uma reunião que teve lugar em Genebra para determinar novos diagnósticos da febre hemorrágica de Ébola, um dos elementos da Organização Mundial de Saúde (OMS) responsável pelo combate à doença, Francis Moussy, disse, sem avançar uma data exacta, que "os novos testes poderão estar disponíveis nos próximos meses”, estando agora a ser avaliados os resultados dos testes já realizados.

Presente na reunião, o director científico da Fundação para Novos Diagnósticos Inovadores (FIND), sedeada em Genebra, Merk Perkins sublinhou que sem vacina e sem medicamentos, a única forma para controlar a epidemia de Ébola é a detecção precoce da doença.

Actualmente, os resultados aos testes de detecção de Ébola demoram várias horas.

Os testes que estão a ser avaliados são mais rápidos e de fácil utilização e podem ser efectuados fora dos laboratórios, acrescentou o responsável, alertando, no entanto, que é preciso reforçar os equipamentos de protecção para os profissionais que realizem os testes.

 

Até conclusão do concurso
A ministra da Justiça disse que o Serviço Nacional de Saúde assegura o apoio psicológico aos reclusos até ao final do ano,...

“Resolvemos o problema, está autorizada a nova contratação. O recurso ao Serviço Nacional de Saúde (SNS) assegura plenamente essa situação, que durará 15 dias”, disse aos jornalistas Paula Teixeira da Cruz, no final da cerimónia de abertura da mostra e venda de Natal de 2014, no Espaço Justiça, em Lisboa. A ministra da Justiça garantiu que não haverá “uma situação de ausência de psicólogo” para os reclusos.

As declarações surgem após a Ordem dos Psicólogos ter avisado que os mais de 14 mil reclusos existentes em Portugal vão ficar sem apoio psicológico a partir de hoje por ausência de renovação dos contratos dos profissionais que trabalham nos estabelecimentos prisionais. Segundo a Ordem dos Psicólogos, exerciam funções nas prisões cerca de 30 psicólogos. A Ordem sublinha que o apoio psicológico nos estabelecimentos prisionais é obrigatório e que a falta de psicólogos pode ter “gravíssimas consequências”.

Paula Teixeira da Cruza adiantou que, durante os 15 dias em que estão a decorrer os concursos, os reclusos têm o apoio garantido pelo SNS.

“De resto prevê-se, futuramente, que seja o SNS a aplicar-se a toda a população reclusa, sem prejuízo de se manterem serviços dentro das penitenciárias, em casos que isso se justifica”, sustentou.

Questionado sobre o número de psicológicos que o novo concurso prevê, a ministra disse que o número destes profissionais “vai depender da reposição das necessidades” que está a ser feita nos estabelecimentos prisionais.

Estudo revela
Quantidades moderadas de bebidas açucaradas com frutose ou glicose “não alteram substancialmente a saúde metabólica”. Esta é a...

Os resultados de um estudo científico publicado na revista científica The American Journal of Clinical Nutrition indicam que o consumo de “quantidades moderadas de bebidas açucaradas com frutose e glicose durante duas semanas não tem efeitos diferenciais em jejum no colesterol pós-prandial, triglicéridos, glicose, ou na eliminação da insulina hepática em adolescentes com um peso estável e fisicamente activos”.

Dada a quantidade limitada de ensaios experimentais que comparam os efeitos de bebidas açucaradas com frutose e glicose na saúde metabólica dos adolescentes, o principal objectivo deste estudo científico foi o de comparar os efeitos a curto prazo derivados do consumo deste tipo de bebidas açucaradas em pessoas com idades compreendidas entre os 15 e os 20 anos, relacionados com vários indicadores de saúde: a sensibilidade à insulina, a secreção de insulina, a eliminação de insulina, e as concentrações de triglicéridos e colesterol.

Os principais resultados deste estudo indicam que a curto prazo, bebidas açucaradas com frutose ou glicose não alteram diferencialmente a sensibilidade à insulina e resistência à insulina hepática nem os marcadores tradicionais em jejum ou pós-prandial de saúde metabólica (triglicéridos, colesterol, glicose, a secreção de insulina, ou eliminação de insulina) em adolescentes com um peso estável e fisicamente activos.

A partir dos dados da pesquisa, os autores concluíram que “o consumo de frutose ou glicose por si só não são prejudiciais à saúde” e enfatizou a necessidade de avaliar outros factores, como os níveis de obesidade e actividade física para prevenir a doença crónica.

Resultados de estudo indicam:
Resultados de um estudo indicam que há já jovens “viciados” nos cigarros electrónicos, um método que muitos especialistas...

Os cigarros electrónicos surgiram como um possível aliado para ajudar quem quer deixar de fumar. A segurança desses equipamentos, porém, ainda não está clara, no entanto estão a tornar-se tão populares que há até uma nova geração de jovens “viciada” nos produtos, mesmo sem nunca ter sido dependente do tabaco. É o que mostra uma pesquisa realizada no Centro de Cancro da Universidade do Havai.

O trabalho, publicado na revista Pediatrics, mostrou que quase 30% de 1.900 adolescentes já experimentaram cigarros electrónicos. Desses, 17% tem estado a consumir o produto com frequência. A taxa é cerca de três vezes mais alta que a encontrada em estudos feitos nos EUA em 2011 e 2012. Os entrevistados tinham entre 14 e 15 anos.

A pesquisa também descobriu que 12% dos jovens usam cigarros comuns e electrónicos em paralelo. Apenas 3% usa só cigarros comuns. E 67% deles, ou seja, a maioria, considera o cigarro electrónico mais saudável que o tradicional.

Analisando outros factores de risco dessa população, os investigadores questionam se os cigarros electrónicos não estariam a atrair uma parcela de jovens que, se não existisse a novidade, não estaria a fumar.

É uma questão importante a ser considerada, já que os cigarros electrónicos também contêm nicotina e, por isso, são viciantes. Talvez comece a chegar a hora de prestar atenção a esta tendência, principalmente agora que as taxas de vício em cigarro (comum) têm estado a diminuir

Projecto açoriano
Um projecto de intervenção junto de condenados por abuso sexual ou violação de menores nos Açores acompanhou este ano nove...

“Actualmente são acompanhados seis indivíduos, dois dos quais iniciaram em 2012. No ano de 2013 foram acompanhados três indivíduos em São Miguel, um no Pico e dois nas Flores”, disse o psicólogo José Belicha, do Centro de Terapia Familiar e Intervenção Sistémica.

O Programa de Reabilitação para Agressores Sexuais de Crianças e Jovens, que arrancou em 2012, insere-se na Estratégia Regional de Prevenção e Combate ao Abuso Sexual de Crianças e Jovens. Conta com a participação de várias entidades, como o Ministério Público, a Polícia Judiciária, a Direcção Regional da Solidariedade Social, a Direcção Geral de Reinserção Social e Serviços Prisionais, o Centro de Terapia Familiar e Intervenção Sistémica, a Universidade de Coimbra e o Instituto de Segurança Social dos Açores.

Os casos são encaminhados para o programa pela Direcção Geral de Reinserção Social e Serviços Prisionais na sequência de condenações judiciais. A intervenção passa, numa primeira fase, pela avaliação e, posteriormente, o acompanhamento psicológico dos condenados por abuso sexual ou violação, que se encontrem em regime de pena suspensa ou em suspensão provisória do processo-crime.

As consultas individuais visam "essencialmente o ajustamento emocional e a reestruturação cognitiva através da modificação de crenças associadas à sexualidade, o desenvolvimento de aptidões pessoais e relacionais para a intimidade, o controlo dos impulsos e a empatia com a vítima”.  Em paralelo, é feito "um trabalho psicoeducativo junto dos agressores sobre a legalidade dos seus actos", disse o psicólogo José Belicha, lembrando que nalguns casos é também tido em conta que estes agressores sofrerem de outras patologias, como "o abuso de substâncias, défice cognitivo ou perturbações da personalidade”.

O intervalo de idades dos homens acompanhados pelo programa varia entre os 18 e os 70 anos, sendo a média de idades próxima dos 30 anos, segundo o psicólogo, que indicou que "existe uma prevalência de crimes de abuso sexual" sobre os de violação.

A explicação "residirá na natureza do crime per se”, se se levar em consideração que, “na maioria das situações em acompanhamento psicológico, o agressor não recorre à força física, nem existe premeditação do acto”.

“Nestes casos, o abuso sexual surge frequentemente em contextos de relacionamentos amorosos consentidos por parte da vítima, em que existe um diferencial muito significativo entre a idade do agressor e a idade da vítima com enquadramento penal", afirmou. "Este comportamento não é percepcionado como crime e assenta numa distorção baseada em valores individuais e culturais que a presente intervenção visa reestruturar", explicou ainda.

Para o psicólogo, já é possível verificar “alguns ganhos” com a intervenção, nomeadamente, "a modificação de comportamentos, a alteração de crenças culturais enraizadas que desvalorizam o abuso sexual, a inserção profissional, a abstinência do consumo de estupefacientes" ou "até a consciencialização para este tipo de crime por parte de alguns agressores com limitações cognitivas".

Quanto ao aumento das detenções por abuso sexual de menores nos Açores, José Belicha relaciona-o com “uma maior consciencialização" para denunciar, mas afirmou que este tipo de crimes geralmente é praticado "no silêncio, no seio da família ou assente nas relações de proximidade entre abusadores e vítimas, o que, muitas vezes, ainda encobre esta problemática".

“Creio que há um ‘antes’ e um ‘após’ o processo Casa Pia. A problemática do abuso sexual a crianças e jovens adquiriu outro impacto na sociedade portuguesa. A mediatização da problemática terá contribuído, ainda que lentamente, para a alteração de crenças e comportamentos aqui nos Açores, o que se traduz num aumento do número de denúncias efectuadas junto das autoridades”, sustentou.

A Estratégia Regional de Prevenção e Combate ao Abuso Sexual de Crianças e Jovens abrange também a intervenção junto das vítimas de abuso e famílias, acompanhando este ano 23 pessoas na ilha de São Miguel.

Ordem dos Médicos
A Ordem dos Médicos não encontra razões para actuar contra a prescrição inadequada., isto depois de um estudo em Maio da DECO...

Um estudo da DECO, divulgado em Maio, sugeria que há um excesso de prescrição de antibióticos. Para a Ordem dos Médicos, no entanto, sete meses depois e “sem afastar a hipótese de exagero de prescrição, nada de anormal foi detectado”, escreve o Notícias ao Minuto.

A resposta foi dada por escrito ao Jornal de Notícias, que contactou a Ordem dos Médicos com o intuito de saber se as conclusões da investigação da DECO estariam a ter seguimento na prática clínica diária.

O estudo em caso sugeria que 21 dos 50 médicos consultados pelos colaboradores da DECO receitavam antibiótico, receitava antibiótico em situações que envolviam uma simples dor de garganta, sem febre nem outros sintomas.

Em dois anos, o consumo de antibióticos nos hospitais baixou 8%, destaca o Jornal de Notícias, citado pelo mesmo portal. O risco do excesso de prescrição passa pela possibilidade de tornar as bactérias mais resistentes e difíceis de tratar. Algo que torna a toma do antibiótico menos eficaz.

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