Estudo
A maioria dos trabalhadores do INEM apresenta sintomas de depressão. A conclusão é de um estudo levado a cabo por uma psicóloga...

O INEM levou a cabo um inquérito interno, com a ajuda de uma psicóloga, para perceber como se sentem os seus trabalhadores. As conclusões não são as melhores já que o estudo indica que, em 2013, 75% dos trabalhadores estavam em burnout – um distúrbio de carácter depressivo que está intimamente ligado à vida profissional, explica o jornal i, citado pelo Notícias ao Minuto.

À mesma publicação, o presidente do Sindicato dos Técnicos de Ambulância de Emergência, explicou que as condições de trabalho “inimagináveis” são a causa deste distúrbio. “Os trabalhadores não são suficientes e acabam por ter condições de trabalho inimagináveis”, assegurou Ricardo Rocha que acrescentou que estar em burnout é estar “num ponto limite em que ou se cai em depressão ou o trabalhador acaba por se despedir”.

O responsável lembrou ainda que nos últimos anos tem subido o número de suicídios, despedimentos e baixas psiquiátricas. Apesar de a tutela estar a ponderar abrir um concurso externo para a contratação de 110 novos Técnicos de Emergência, Ricardo Rocha assegura que este número não chega para fazer face às necessidades do dia-a-dia.

“Com a quantidade de pessoas que de despediu ou que entrou em baixa são precisos, pelo menos, mais 250 trabalhadores”, referiu.

Este estudo foi levado a cabo por uma psicóloga do INEM em colaboração com a comissão de trabalhadores. Ao jornal i, o responsável por esta comissão, Vítor Bezerra, explicou que os mais de 400 técnicos anotaram o quotidiano profissional e foram entrevistados várias vezes pela psicóloga. “Os resultados espantaram toda a gente. Em qualquer outra situação, esta seria uma empresa em risco de fechar”, lembrou.

Ordem dos Enfermeiros:
A Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros realiza terça-feira, 13 de Janeiro, na Covilhã uma conferência para...

Trata-se da 7ª e última conferência de um ciclo intitulado “Acreditação dos Contextos de Prática Clínica Passo a Passo…”, dirigido aos enfermeiros a trabalhar em instituições da Região Centro.

O ciclo teve início a 14 de Abril de 2014 em Aveiro, e já teve sessões nas restantes cinco capitais de distrito, em Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Guarda e Viseu.

A conferência de terça-feira está programada para as 16h30, para o Auditório do Centro Hospitalar Cova da Beira E.P.E., na Covilhã.

É subordinada ao tema Metodologias de Organização de Cuidados de Enfermagem. Tem como oradora convidada a Enf.ª Filomena Maia, Presidente do Conselho de Enfermagem Regional da Secção Regional Norte da Ordem dos Enfermeiros (OE).

Cada uma das sessões foi dedicada a um dos “sete pilares” do MPD, e visam dotar os enfermeiros de mais informação sobre um modelo já aprovado pela Assembleia da Republica, com a publicação da Lei nº111/2009 de 16 de Setembro, no seu artigo 7º e que aguarda apenas a sua operacionalização por parte do Ministério da Saúde, integrada na nova alteração estatutária, actualmente em fase discussão.

“Pretendemos que os colegas entendam melhor as vantagens que o Modelo de Desenvolvimento Profissional (MDP) tem para si, para as instituições de saúde e para a população”, sublinha o Presidente do Conselho de Enfermagem Regional do Centro (CERC), Enf.º Hélder Lourenço.

É convicção de que o novo MDP trará “uma melhoria efectiva da qualidade dos cuidados prestados” aos cidadãos.

Casos de emergência médica
A Câmara Municipal de Seia anunciou que iniciou a execução de um projecto de tele-assistência que vai beneficiar 51 idosos do...

Segundo aquela autarquia do distrito da Guarda, presidida por Carlos Filipe Camelo, o serviço telefónico, que começou a ser instalado em residências de idosos da área da freguesia de Vide, visa apoiar os idosos em casos de emergência médica, social ou de segurança.

"Trata-se de uma resposta social que pretende contribuir para a melhoria da qualidade de vida de idosos residentes no concelho, que vivem isolados e em zonas de difícil acesso, com recursos financeiros limitados e/ou com algum grau de incapacidade ou dependência física ou psicológica", justifica a câmara de Seia em comunicado.

O projecto também visa "assegurar o acompanhamento e apoio permanente de quem vive sozinho, minimizar as consequências resultantes de acidentes no domicílio, proporcionar uma maior autonomia de pessoas dependentes, promover a independência e a confiança do idoso, aumentar a segurança para os utilizadores, principalmente os que vivem em zonas isoladas, assegurando um maior sentimento de tranquilidade para os utilizadores e para os seus familiares".

O novo serviço de apoio a idosos está a ser executado no âmbito de um protocolo de cooperação que a autarquia de Seia celebrou com a Fundação PT, a 07 de Março de 2014, "de modo a assegurar os custos das mensalidades inerentes ao funcionamento do serviço de tele-assistência, sendo comparticipados em 50% por cada uma das entidades".

O serviço de tele-assistência contempla a instalação de um telefone e a entrega de um transmissor sem fios, a usar pelo utilizador em caso de emergência, bem como o contacto dos serviços do "call centre". "Aos beneficiários, é atribuído um serviço telefónico de apoio, para casos de emergência médica, social ou de segurança, num atendimento prestado por 'call center' especializado, através de rede fixa, 24 horas por dia", esclarece o município de Seia, situado na área da Serra da Estrela.

Os beneficiários do serviço de tele-assistência foram identificados pelo município de Seia em colaboração da GNR.

Segundo o Comando Territorial da GNR da Guarda, na operação Censos Sénior 2014, campanha de segurança direccionada aos idosos que vivem sozinhos e isolados, realizada entre 15 de Janeiro e 15 de Fevereiro, foram referenciados 2.713 idosos nos 14 concelhos do distrito. Segundo a fonte, no concelho de Seia foram referenciados 122 idosos naquelas condições.

Privados ficam com 30% do total
Capacidade de internamento dos hospitais privados é neste momento igual a metade da que existe no Serviço Nacional de Saúde....

Com a progressiva redução de camas nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde e a expansão e inauguração de mais unidades privadas, 30% das camas disponíveis para internamento nas instituições de saúde de todo o país estão já nas mãos do sector privado, que consegue ter agora o equivalente a metade da capacidade de resposta dos hospitais públicos. De acordo com os dados da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), os seus hospitais contam com mais de 9000 camas e os números da Administração Central do Sistema de Saúde apontam para que o sector público somasse em Setembro do ano passado uma lotação de 20.857 camas, quando em igual período de 2013 tinham 21.546 – o que corresponde a uma quebra de 689 vagas no espaço de um ano.

O presidente da APHP confirma ao jornal Público que “todos os parceiros privados registaram um crescimento assinalável em 2014” e atribui parte da oportunidade de melhoria “às reformas que o Serviço Nacional de Saúde sofreu”. No entanto, para Artur Osório, o sucesso da oferta privada deve-se, sobretudo, a uma conjugação de palavras: liberdade de escolha. “O cidadão hoje é cada vez mais cioso de poder decidir e de não estar sujeito às redes definidas”, diz, numa altura em que como também presidente do Grupo Trofa Saúde se prepara para inaugurar nesta segunda-feira mais uma unidade com 100 camas: o Hospital Privado de Gaia. Do lado dos profissionais de saúde, considera que o comportamento também é diferente quando estão nas unidades privadas, “pois são vistos como parceiros e o efeito da cenoura ainda é importante e estimulante”.

Em termos globais, os dados de 2014 ainda não estão fechados e a recolha dos números “precisa de ser afinada”, mas a APHP estima que o sector privado conte já com 50 unidades com categoria de hospital e mais de 100 se incluirmos os hospitais sem internamento. Entre os maiores grupos de saúde do país está a José de Mello Saúde com 1430 camas, seguida pela ES Saúde com 1179 camas, a Lusíadas Saúde com mais de 740 e o Grupo Trofa Saúde, que passa a partir desta segunda-feira a deter mais de 500 camas.

No total, somada toda a actividade privada, o sector já atende um milhão de urgências por ano (o que corresponde a 13% do total do país), dá mais de cinco milhões de consultas (30% do global do país), interna 200 mil doentes (quase 20% do total) e gera uma facturação na ordem dos 1,5 mil milhões de euros anuais. No entanto, no que diz respeito ao número de camas, Artur Osório ressalva que nem todas estão abertas e que a oferta é ajustada à procura em cada momento. “Ao contrário do sector público nós abrimos as camas em função da procura, de forma gradual, o que torna tudo mais racional. O ambulatório começa a funcionar em pleno muito mais cedo e o internamento é sempre gradual no crescimento”.

A presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, Marta Temido, ressalva que “a capacidade de resposta dos serviços de saúde cada vez menos deve ser avaliada à luz do número de camas disponíveis”, sobretudo tendo em consideração que há efectivamente cada vez mais procedimentos feitos em ambulatório e sem recurso a internamento do doente. Para Marta Temido o olhar deve concentrar-se nas “ofertas a montante e a jusante”, isto é, nos cuidados primários de saúde e na oferta de cuidados continuados – e é nestes campos que considera que a resposta pública pode ser melhorada para retirar pressão desnecessária dos serviços hospitalares.

Ainda assim, a administradora hospitalar alerta que a redução de camas nos hospitais públicos, na ordem das quase 700 no período de um ano, tem “sido uma mera resposta a razões economicistas”, insistindo que as camas de agudos que estão a ser fechadas nem sempre são as que estavam de facto a mais, lamentado que com estas falhas o sector privado acaba por sair favorecido, “como se vê pelo consecutivo aumento do número de camas”. Marta Temido lembra também que, neste campo, Portugal conta com menos camas que outros países. Aliás, de acordo com os dados da OCDE, o país tinha em 2011 um total de 337,9 camas por cada 100 mil habitantes, quando na média da União Europeia o valor estava nas 535,2. A liderar a tabela surgia a Alemanha, com 829,9 camas por cada 100 mil habitantes, seguida pela Áustria e Bélgica. Na causa da tabela surge a Irlanda, Reino Unido e Suécia, esta última com pouco mais de 270 camas.

Novo responsável da ONU diz
A Serra Leoa tem agora uma maior capacidade de conter a epidemia de Ébola que afecta o país, afirmou em Freetown o novo líder...

“A Serra Leoa está hoje melhor capacitada para controlar o Ébola do que há poucas semanas”, disse Ismail Ould Cheikh Ahmed, o líder da missão da ONU contra a doença na sua primeira visita à região africana afectada pelo vírus.

O mesmo responsável, que esteve na região na sexta-feira, explicou que tudo o que tinha visto na Serra Leoa o deixava optimista apesar do esforço necessário.

Bruce Aylward, vice-director da Organização Mundial de Saúde, salientou, por sua vez, que nas quatro visitas anteriores ao país não existiam as condições actuais, reconhecendo uma mudança radical e salientando a necessidade de utilizar os novos recursos adequadamente.

A epidemia de Ébola na África Ocidental, a pior desde 1976, já provocou, pelo menos, 8.300 mortos em 21 mil casos identificados. A Serra Leoa, Libéria e Guiné são os países mais afectados.

Associação dos Oficiais das Forças Armadas
A Associação dos Oficiais das Forças Armadas considerou inaceitável e “um ultraje à família militar” a alteração que o Governo...

“O objectivo do diploma é colocar também os cônjuges a pagar o subsistema de saúde. Quem quiser aderir vai pagar um valor”, disse o presidente da Associação dos Oficiais das Forças Armadas (AOFA), Pereira Cracel.

Para a AOFA, trata-se de “uma completa desconsideração” pelos militares: “O princípio que está aqui a ser colocado em causa é a saúde da família militar”.

Em comunicado a AOFA afirmou ter sido convocada para uma reunião com a secretária de Estado da Defesa Nacional, Berta Cabral, para tomar conhecimento das alterações ao regime de acesso à ADM (Assistência na Doença aos Militares).

Os militares descontam todos os meses 3,5% do ordenado para este subsistema, segundo o coronel. Com a nova fórmula, afirmou, haverá esposas de militares que terão acesso a este sistema, porque podem pagar, e outras não.

“O ordenado de um general não é o mesmo de um praça” sublinhou, defendendo que estão em causa princípios de equidade e a “coesão da própria família militar”.

A associação tem também recebido queixas devido a cartões de saúde de mulheres de militares que caducaram no final do ano e que a secretária de Estado terá prometido resolver.

"Disse que os serviços estavam a emitir credenciais, mas temos informação em contrário", afirmou. “Há casos graves de pessoas com problemas oncológicos até, que têm de fazer tratamentos e se vêem obrigadas a pagar as despesas na totalidade”, frisou Pereira Cracel. O subsistema foi criado para assegurar aos militares assistência na doença e às respectivas famílias “para que o militar na frente de combate não tenha essa preocupação”, explicou.

Os militares já comunicaram a sua posição às chefias e pretendem desenvolver outras acções sobre esta matéria, indicou Pereira Cracel.

”Paulatinamente, o Governo vai degradando ou eliminando os direitos que deviam servir de contrapartida ao leque vastíssimo de restrições e deveres que nos são impostos”, afirmou a associação no comunicado distribuído também junto dos associados.

Em resposta a acusações sindicais
A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo garantiu que estão assegurados os enfermeiros necessários para o...

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) tinha denunciado hoje que a falta de profissionais no serviço de cirurgia 7 do Hospital Curry Cabral, em Lisboa, coloca em risco os doentes, algo que a ARS, em comunicado, nega, acrescentando que, “contrariamente ao que é afirmado pelo SEP, o Serviço de Cirurgia 7 do Centro Hospitalar Lisboa Central (CHLC) conta actualmente com 33 enfermeiros”.

De acordo com o comunicado da ARS, no seguimento de pedidos de contratação, foram autorizados mais 95 enfermeiros para todo o Centro Hospitalar, tendo já entrado ao serviço 40.

“Desta forma, o CHLC considera que estão assegurados os recursos necessários para proceder aos ajustamentos de enfermeiros que venham a mostrar-se necessários. O Centro Hospitalar afirma, ainda, que é falso que tenham sido ultrapassadas as horas extraordinárias permitidas por lei no serviço referido”, tendo havido antes um aumento do trabalho suplementar, “dentro dos limites legais”, diz o comunicado.

Na nota de hoje do SEP, afirmava-se que, desde Junho de 2013 que têm saído elementos do Curry Cabral que não foram substituídos, e que a equipa de enfermagem da cirurgia 7 do Curry Cabral se encontra em exaustão, não estando "garantidas as condições de segurança e qualidade dos cuidados de enfermagem aos doentes internados”.

E dizia ainda a nota do SEP que a equipa é actualmente composta por 27 enfermeiros, quando deveria de ser constituída por 47.

ASAE
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica apreendeu, na zona de Ílhavo, 28 toneladas de produtos de pesca transformados,...

Em comunicado divulgado, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) relata que realizou uma acção de fiscalização numa unidade industrial de transformação de produtos de pesca, nomeadamente bacalhau, que não tinha título válido para algumas das práticas comerciais.

Por outro lado, a unidade em causa, situada no concelho de Ílhavo, exercia práticas comerciais desleais, tendo sido notificada para suspensão imediata da actividade de armazenagem e de reacondicionamento de produtos de pesca.

Entre as 28 toneladas de produtos de pesca transformados que foram apreendidos estão bacalhau, migas ou caras.

Concluída esta semana
O segundo comandante da PSP de Viana do Castelo afirmou que a remoção do fibrocimento existente numa área do comando distrital...

"As placas de amianto que existiam já foram removidas e já foi colocada a nova cobertura. Nesta altura, está a decorrer a fase de acabamentos que deverá estar concluída entre quarta ou quinta-feira", explicou Raul Curva.

Em causa está uma intervenção de substituição de uma cobertura com cerca de 300 metros quadrados nos anexos do edifício daquele comando, onde funcionam as Esquadras de Trânsito e a Esquadra de Intervenção e Fiscalização Policial, além de um gabinete da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária.

As obras agora em fase de conclusão foram iniciadas em Novembro último num investimento de cerca de 150 mil euros e incluíram a substituição da cobertura da garagem do comando distrital.

Naqueles anexos, segundo a Associação Sindical dos Profissionais da Polícia (ASPP), trabalham cerca de 40 polícias e dois civis.

De acordo com um estudo divulgado em Fevereiro passado por aquela estrutura sindical, nas últimas duas décadas, 23 profissionais que trabalharam - com períodos de tempo de exposição diferentes - naquela área "desenvolveram diversos tipos de cancro".

Destes 23 polícias, segundo adiantou na ocasião a ASPP, 12 morreram da doença.

"Não estamos a afirmar que estas mortes foram causadas pelo amianto, mas as coincidências são muitas e os agentes fizeram a associação entre os problemas de saúde dos colegas e o material da cobertura do anexo", sustentou, na ocasião, Paulo Rodrigues.

Sem data para começar, está uma intervenção mais profunda no edifício do comando distrital, reclamada há vários anos e prevista desde 2011.

"Essas obras estavam a ser tratadas pela Direcção-Geral da Infra-estruturas e Equipamentos, entretanto extinta. Agora o assunto passou para Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna (MAI). Não sei como vai ser", disse, em Julho passado, o intendente José Vieira da Cruz, à margem das comemorações dos 138 anos do comando distrital de Viana do Castelo.

Na altura, o comandante distrital afirmou que a degradação na fachada exterior do edifício principal do comando, "com buracos e cal a cair" faz parecer que o edifício "foi alvo de um atentado" no Iraque ou Afeganistão.

Para a área de policiamento daquela força, que abrange a cidade de Viana do Castelo e a vila da Ponte de Lima, estão destacados 185 elementos policiais.

Agrupamento de Centros de Saúde
Agrupamento de Centros de Saúde do Médio Tejo, no distrito de Santarém, tem 29.500 utentes sem médico de família, uma situação...

A directora executiva do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo, Sofia Theriaga, revelou que tem cerca de 29.500 utentes sem médico de família, de um total de 228.000 utentes pertencentes a 11 concelhos, sendo os casos de Abrantes (12.000 utentes a descoberto), Ourém (8.100), Torres Novas (6.300), Sardoal (2.000) e Ferreira do Zêzere (1.100) "os mais complicados".

Para colmatar as necessidades de prestação de cuidados de saúde seria necessário contratar 16 médicos, apontou, tendo o ACES Médio Tejo estado a reforçar junto da população a importância do recurso, em primeiro lugar, às Unidades de Cuidados de Saúde Primários ou contacto com a Linha de Saúde 24 antes de se dirigirem às Urgências Hospitalares.

"Temos capacidade de resposta, apesar de dificuldades em alguns concelhos, e os utentes devem procurar, em primeiro lugar, as unidades de saúde de proximidade nos cuidados primários, ao invés de se dirigirem para as urgências dos hospitais", alertou.

Sofia Theriaga afirmou não se verificar um aumento significativo de procura por motivo de doença aguda nas unidades de saúde do ACES do Médio Tejo, tendo observado que a generalidade dos utentes tem tido resposta no próprio dia.

"No ACES Médio Tejo, para além de consultas programadas, existem respostas para casos de doença aguda, e todos os médicos de família têm no seu horário períodos de consulta aberta diários, para dar resposta à doença aguda dos seus ficheiros", notou, tendo lembrado que existem, igualmente, consultas de recurso, aos utentes sem médico de família, ou cujo médico está ausente, a funcionar durante o fim de semana e feriados.

Relativamente ao surto da gripe, a directora do ACES disse que implementará os mecanismos necessários face a qualquer alteração da procura por parte dos utentes (nomeadamente alargamento do horário de atendimento), garantindo o acesso e prestação de cuidados de saúde à população.

"As diversas Unidades de Saúde do ACES Médio Tejo estão preparadas para responder a estas medidas e garantir a prestação de serviços de saúde adequados", reiterou.

Segundo observou ainda aquela responsável, o ACES do Médio Tejo foi o que mais vacinas da gripe administrou, no inverno passado, dentro de toda a ARSLVT, com 25.869 vacinações. Com os melhores níveis de vacinação contra a gripe seguiram-se os ACES de Almada-Seixal e Loures-Odivelas, com 22.668 e 22.136, respectivamente.

Esta época, observou Theriaga, o ACES do Médio Tejo já suplantou aqueles números, tendo administrado, até ao dia 10 de Janeiro, 29.376 vacinas da gripe.

Com área territorial de 2.700 quilómetros quadrados, o ACES Médio Tejo cobre os municípios de Abrantes, Alcanena, Constância, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Sardoal, Tomar, Torres Novas e Vila Nova da Barquinha, com 10 Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados, oito Unidades de Saúde Familiares e sete Unidades de Cuidados na Comunidade.

No total, o ACES tem 100 locais de atendimento, cerca de 228.000 utentes, 115 médicos (incluindo 5 médicos de saúde pública), e 188 enfermeiros.

Ébola:
A Organização Mundial de Saúde anunciou planos para iniciar nas próximas semanas um ensaio maciço das vacinas contra o Ébola...

Na Libéria, na Serra Leoa e na Guiné-Conacri, prevê-se que participem cerca de 37.000 pessoas nas vacinações, que constituirão a “fase 3” dos ensaios clínicos que estão agora a ser realizados (na “fase 1”) com as vacinas VSV-ZEBOV, desenvolvida no Canadá e cuja patente foi adquirida pela farmacêutica Merck, e ChAd-EBO, da britânica GSK.

“A terceira fase dos ensaios significará administrar as vacinas a voluntários saudáveis na área geográfica onde o vírus se está a transmitir, e isto é o que realmente provará que funcionam”, disse hoje em conferência de imprensa a directora-geral-adjunta da Organização Mundial de Saúde (OMS), Marie-Paule Kieny.

No processo acelerado que se decidiu lançar para criar uma vacina contra o Ébola, perante a gravidade da epidemia que está a afectar a África Ocidental, a “fase 2” dos ensaios clínicos efectuar-se-á de forma paralela à “fase 3”, indicou a especialista.

A segunda fase contará com a participação de um maior número de pessoas do que a primeira – nos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Suíça e países africanos –, somando algumas centenas, e envolverá grupos específicos, como as crianças, que não estão expostos ao vírus.

A responsável da OMS disse que, para tal, a segunda fase decorrerá nos países em volta da Libéria, da Serra Leoa e da Guiné-Conacri.

A OMS convocou na quinta-feira uma reunião, por videoconferência, de especialistas em vacinas de todo o mundo, que avaliaram os resultados preliminares dos ensaios clínicos em curso e consideraram que as duas vacinas em testes cumprem os critérios de segurança.

A avaliação centrar-se-á, agora, em determinar o nível de resposta imunológica que tais vacinas desencadeiam no organismo dos receptores para assim adequar a dose.

O maior ensaio com a vacina VSV-ZEBOV está a ser feito no Hospital Cantonal de Genebra e foi temporariamente suspenso na segunda semana de Dezembro, quando vários voluntários se queixaram de dores nas articulações surgidas alguns dias depois de terem sido vacinados.

O ensaio foi retomado no início desta semana, mas com uma dose muito mais pequena do que a originalmente usada.

Durante a reunião dos especialistas em vacinas, estes receberam igualmente informações sobre outras potenciais vacinas que estão a ser desenvolvidas nos Estados Unidos, Rússia e China.

Neste momento, a que tem mais probabilidades de êxito e que acaba de começar a primeira fase de ensaios clínicos no Reino Unido é a produzida pela empresa Johnson & Johnson, que informou a OMS dos seus planos de avançar até aos testes de eficácia, através de ensaios de vacinação maciça, igualmente nos países afectados.

Para preparar essas vacinações nas próximas semanas, foram constituídas equipas que zelarão pela instalação dos equipamentos de refrigeração necessários, pois as vacinas necessitarão de ser armazenadas a temperaturas muito baixas (cerca de 18 graus abaixo de zero).

Por seu lado, a GSK informou a OMS de que tem capacidade para produzir alguns milhões de doses da sua vacina durante a primeira metade do ano, embora isso depende em boa parte da quantidade que terá a dose final que se inoculará.

A forma de determinar se as vacinas são eficazes será comparando o número de casos numa população vacinada com os de uma população que ainda não recebeu a vacina e, para isso, “é preciso um certo número de casos, pois não se pode comparar um com zero”, explicou Kieny, uma das mais proeminentes especialistas da OMS em vacinas.

Segundo o mais recente relatório da OMS, a Libéria é o único país onde se observa realmente uma queda nos níveis de contágio do vírus do Ébola, ao passo que na Serra Leoa – que é actualmente o mais afectado – os dados apontam para uma estabilização.

Na Guiné-Conacri, a situação oscila, mas não há sinais de que a epidemia esteja sob controlo, já que a presença do vírus está a alastrar geograficamente e que um dos seus municípios acaba de comunicar o seu primeiro caso desde que surgiu este surto de Ébola, em Março do ano passado.

Number of medicines with new active substances continues to increase
In 2014, the European Medicines Agency (EMA) recommended the highest number of orphan designated medicines for marketing...

Among them is the first medicine for the treatment of Duchenne muscular dystrophy (Translarna) as well as the first treatment for erythropoietic protoporphyria, a rare genetic disease which causes intolerance to light (Scenesse).

The past year also saw the first recommendation worldwide of a therapy based on stem cells. The orphan medicine (Holoclar) is a treatment for limbal stem cell deficiency (LSCD), a rare eye condition that can result in blindness.

Special regulatory pathways were used for these three medicines (conditional marketing authorisation for Translarna and Holoclar, and approval under exceptional circumstances for Scenesse). These mechanisms are in place to potentially speed up market access for medicines that fulfill unmet medical needs but for which comprehensive data cannot be provided at the time of application for a marketing authorisation.

Eight new medicines for cancer were recommended for marketing authorisation in 2014, of which Lynparza, Imbruvica, Gazyvaro and Cyramza target rare cancers that are difficult to treat. A targeted treatment for melanoma patients whose cancer has a specific mutation was also recommended for approval in 2014 (Mekinist).

Overall, the number of medicines containing new active substances continues to increase. One in two medicines, either orphan or non-orphan, recommended for approval in 2014, contains a substance that has never been used in medicines before. These medicines have the potential to treat diseases for which no treatments were previously available or bring added benefit to patients over existing therapies.

During the past year, EMA provided more scientific support in the early stages of medicine development. Almost seven out of ten applicants received scientific advice from EMA’s Committee for Medicinal Products for Human Use (CHMP) during the development phase of their medicine and this figure rises to four out of five when it comes to innovative medicines. This is a significant increase compared with 2013 when only half of applicants who had a positive opinion for their medicine had received scientific advice.

Seven positive opinions were granted after an accelerated assessment in 2014 (Daklinza, Harvoni, Exviera, Viekirax, Ofev, Sylvant, Ketoconazole HRA). This mechanism aims to speed up the assessment of medicines that are expected to be of major benefit for public health.

Four of these are for the treatment of chronic hepatitis C virus (HCV) infection. The CHMP used the accelerated assessment tool to make a new generation of medicines available to patients potentially more quickly; these treatments have high cure rates and have recently reshaped the way patients with chronic HCV infection can be treated.

In the past year, the CHMP granted a paediatric-use marketing authorisation (PUMA) for Hemangiol for the treatment of proliferating infantile haemangioma, which are benign tumours of blood vessels. PUMAs can be granted for medicines which are already authorised, but no longer under patent or supplementary certificate protection, and that have been developed specifically for children. As an incentive to stimulate the development of existing medicines for the treatment of children, PUMA medicines are granted ten years of market protection.

For each of these medicines, EMA’s Pharmacovigilance Risk Assessment Committee (PRAC) and CHMP adopted a risk management plan (RMP) to ensure that safety is monitored throughout the lifecycle of the product allowing appropriate regulatory action to be taken if any new risk arises.

Gedeon Richter and Actavis announce
Potential treatment of both schizophrenia and manic or mixed episodes associated with bipolar I disorder.

Gedeon Richter Plc. and Actavis plc (NYSE: ACT) announced that the U.S. Food and Drug Administration (FDA) has acknowledged receipt of Actavis' New Drug Application (NDA) resubmission for its atypical antipsychotic, cariprazine, a potent dopamine D3/D2 receptor partial agonist with preferential binding to D3 receptors. The Prescription Drug User Fee Act (PDUFA) date is expected to be in the second quarter of 2015.

“We believe the resubmission of the cariprazine NDA includes the necessary data to address FDA’s comments and continue the review of this innovative treatment option,” said David Nicholson, Actavis Senior Vice President, Global Brands R&D. “We are committed to the mental health community and this promising treatment option to address patients’ medical needs.”

“We are pleased that the resubmission procedure occurred according to the originally established timeline,” added Dr. István Greiner, Research Director of Gedeon Richter Plc. “We continue to provide all the necessary clinical and regulatory support to Actavis to bring

cariprazine to the market.”

 

About Cariprazine

Cariprazine, an investigational drug, is an atypical antipsychotic for the treatment of patients with schizophrenia and for patients with manic or mixed episodes associated with bipolar I disorder. The safety and efficacy of cariprazine was studied in a clinical trial program of more than 2,700 patients. In addition, cariprazine is being investigated for the treatment of bipolar depression and as adjunctive treatment for major depressive disorder in adults. Cariprazine is protected by a composition-of-matter patent that expires in 2027.

 

About Schizophrenia

Schizophrenia is a chronic and disabling disorder that affects more than 2 million people in the U.S. It imposes significant burden on patients, their families, and society. Symptoms fall into three broad categories: positive symptoms (hallucinations, delusions, thought disorders, and movement disorders), negative symptoms (such as loss of motivation and social withdrawal), and cognitive symptoms (problems with executive functioning, focusing, and working memory).

 

About Bipolar I Disorder

Bipolar disorder, which encompasses bipolar I and bipolar II disorders, affects approximately 5.7 million people in the U.S. Bipolar I disorder, also known as manic-depressive illness, is characterized by unusual shifts in mood, energy, activity levels, and the ability to carry out day to- day tasks. Patients experience "mood episodes" that manifest as either a manic episode (overexcited, extreme irritability, racing thoughts, and difficulties with sleep) or a depressive episode (extreme sadness, fatigue or hopelessness) or a combination of both.

 

About Actavis

Actavis plc (NYSE:ACT), headquartered in Dublin, Ireland, is a unique specialty pharmaceutical company focused on developing, manufacturing and commercializing high quality affordable generic and innovative branded pharmaceutical products for patients around the world.

Actavis markets a broad portfolio of branded and generic pharmaceuticals and develops innovative medicines for patients suffering from diseases principally in the central nervous system, gastroenterology, women's health, urology, cardiovascular, respiratory and antiinfective therapeutic categories. The Company is an industry leader in product research and development, with one of the broadest brand development pipelines in the pharmaceutical industry, and a leading position in the submission of generic product applications. Actavis has commercial operations in more than 60 countries and operates more than 30 manufacturing and distribution facilities around the world. For more information, visit Actavis' website at www.actavis.com.

 

About Gedeon Richter

Gedeon Richter (www.richter.hu), headquartered in Budapest/Hungary, is a major pharmaceutical company in Central Eastern Europe, with an expanding direct presence in Western Europe. Richter's consolidated sales were approximately EUR1.2 billion (US$1.6 billion) while its market capitalization amounted to EUR2.8 billion (US$3.8 billion) in 2013. The product portfolio of Richter covers almost all important therapeutic areas, including gynaecology, central nervous system, and cardiovascular areas. Having the largest R&D unit in Central Eastern Europe, Richter's original research activity focuses on CNS disorders. With its widely acknowledged steroid chemistry expertise, Richter is a significant player in the female healthcare field worldwide. Richter is also active in biosimilar product development.

Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
Formandos terão possibilidade de desenvolver período de estágio em instituições de saúde nacionais ou estrangeiras. Curso, a...

A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) lança, a partir de Fevereiro, um novo curso de pós-graduação em Tratamento de Feridas, área onde os profissionais de saúde reconhecem haver défice na formação.

Não existindo, até agora, na região Centro do país, formação com as características que a ESEnfC pretende implementar, este curso, que resulta de uma parceria com a ELCOS – Sociedade de Feridas, tem a vantagem de oferecer um período de estágio, que pode ser desenvolvido em instituições de saúde nacionais ou estrangeiras, proporcionando aos formandos o contacto com o que de mais avançado se pratica nos cuidados a pessoas com feridas.

“É reconhecimento generalizado entre os profissionais de saúde que é deficitária a formação, e o conhecimento, na área do tratamento a pessoas com feridas. Não tem sido fácil a transferência para a prática de cuidados da mais recente evidência resultante da investigação, nem da utilização racional dos novos materiais que a indústria tem disponibilizado. De igual modo, esta área de intervenção tem estado centrada no âmbito hospitalar, quando é na comunidade que se encontram as situações mais prementes de intervenção como as feridas crónicas”, afirma o coordenador científico do curso, professor Rogério Manuel Rodrigues.

Sem esquecer a vertente da situação aguda, o novo curso de pós-graduação em Tratamento de Feridas vem “recentrar o foco na intervenção comunitária, na situação de cronicidade e no seguimento pós-hospitalar”, sublinha Rogério Manuel Rodrigues, mestre em Saúde Pública e doutorado em Ciências de Enfermagem.

 

20 vagas para preencher até 26 de Janeiro

É objectivo da ESEnfC inserir o curso na rede internacional de formação, pelo que está em preparação um pedido de acreditação junto da EWMA - European Wound Management Association (Associação Europeia de Tratamento de Feridas).

Há 20 vagas para esta formação (15 para candidatos licenciados em Enfermagem e cinco para titulares de licenciatura em curso na área da saúde), que se inicia a 13 de Fevereiro e que termina em Julho de 2015. A componente teórica do curso funcionará nas instalações da ESEnfC, às sextas-feiras (17h00-21h00) e sábados (09h00-13h00 e 14h00-18h00), sendo que as candidaturas decorrem até ao próximo dia 26 de Janeiro.

Mais informações estão disponíveis na página Web da instituição, em www.esenfc.pt.

Para eventuais esclarecimentos, podem também os interessados contactar a ESEnfC/Área Académica (números de telefone 239 487 200 e 239 802 850, ou e-mail [email protected]).

Testemunho na primeira pessoa
Em 2013 a Enfermeira Joana rompeu o vínculo ao SNS para se poder dedicar integralmente à enfermagem

Desde 2011 faço parte da pool de enfermeiros de cirurgia de guerra do Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV), sediado em Genebra.

Uma primeira missão de 6 meses em Peshawar, Paquistão, fez-me aprender as diretrizes do trabalho de um enfermeiro durante um conflito. Novos protocolos, novos procedimentos, um B-A-Bá de técnicas que, em Portugal, estavam longe de ser pensadas. Sem pressões externas, a medicação é reduzida ao indispensável, os procedimentos simplificados ao extremo e a característica de “Florence Nightingale” tem que se sobrepor: higiene e organização acima de tudo!

 

Principais aprendizagens? O facto de o CICV trabalhar com as autoridades locais doando equipamento e treinando o staff nacional. Para isso, basta enviar uma equipa-base de 6 pessoas: um chefe de projeto (administrador), um cirurgião, um anestesista, um enfermeiro de bloco operatório, um enfermeiro de urgência/enfermaria e um fisioterapeuta. Com estes 6 elementos podemos treinar um hospital inteiro, dêem-nos tempo e disponibilidade. Recorrendo a equipamento disponível permanentemente, adaptamos as nossas técnicas e procedimentos: a utilização de açúcar em pensos cavitados e vinagre para algumas feridas infetadas, permitem resultados extraordinários!

Em 2012 foi-me proposta uma segunda missão: desta vez, uma saída para um conflito em início no Norte Kivu, República Democrática do Congo. Três meses passados e o balanço era muito positivo: um hospital militar avaliado e apoiado, um outro hospital particular com um serviço autónomo do CICV para cirurgia a feridos de guerra e um sem-fim de desafios e dificuldades ultrapassados. O interesse e motivação eram cada vez maiores, e a vontade de me dedicar a tempo inteiro à enfermagem em conflito crescia.

 

Tendo provas dadas em situações-limite, acabei por ficar associada às equipas de emergência enviadas para conflitos: em dezembro de 2013 estive um mês na República Centro Africana, em agosto de 2014 foi-me proposto um mês em Gaza, e aguardo futuras necessidades para voltar ao calor do conflito.

Desde dezembro de 2013 que não tenho qualquer vínculo profissional com Portugal. Rescindi o contrato que me ligava ao Serviço Nacional de Saúde (Serviço de Urgência do antigo Hospital dos Covões, em Coimbra) por entender que um serviço não pode viver com uma enfermeira a meio-tempo – e nem me seriam autorizadas mais suspensões de contrato. Apesar do orgulho de pertencer a uma casa onde os cuidados de excelência eram reconhecidos por todos, compreendi que a possibilidade de uma carreira recompensadora era pouco mais do que uma miragem.

Para evitar longos períodos de espera antes de novas emergências humanitárias, trabalho também com uma organização humanitária dinamarquesa de desminagem (DCA). Fiz uma missão inicial na Líbia, como formadora de equipas de ambulância e coordenadora projetos na área de primeiros-socorros. Depois de integrada e conhecendo a dinâmica da organização e do trabalho em desminagem, sou agora responsável pelo treino e supervisão das equipas de ambulâncias nos diferentes países em que a DCA está presente. Depois da Líbia visitei o Líbano, escrevo agora do Sudão do Sul e, nos primeiros meses de 2015, passarei por Angola e pela República Democrática do Congo.

 

Um breve comentário sobre o Sudão do Sul…. O mais jovem país do mundo tem os piores indicadores de saúde e educação de que há registo! Tudo está por fazer: desde escolas a hospitais, de estradas a procedimentos administrativos… Um sem-fim de necessidades que acabam por me fazer sentir demasiado pequena e com muita sorte por ter nascido a mais de 5000 km de distância.

O meu trabalho humanitário não ficará por aqui. Se o CICV é motivador e empolgante, mas também extenuante e emocionalmente cru, o trabalho de formação das equipas de ambulância com a DCA permite-me recuperar energias e trabalhar em áreas menos comuns para um enfermeiro. Vou alternando ambas organizações, procurando a realização profissional que em Portugal me fugia. Esta é uma forma de levar a enfermagem portuguesa a outros horizontes, onde somos reconhecidos e sentimos que fazemos a diferença.

 

Impressões Pessoais

Tendo trabalhado em diferentes contextos, com condições indescritíveis, não posso deixar de recordar o sorriso das crianças que, indiferentes ao que os rodeia, continuam a procurar brincar e ser felizes.

Um dia uma mulher, no Congo, pediu-me:

“Leva a minha família contigo, para o teu país” ao que respondi “Não posso… O meu país não é um mar de facilidades: não há emprego, a saúde é cada vez mais cara, muitos passam fome…” e ouvi uma verdade de que amordaçou: “Aqui também é assim… Mas no teu país não há medo… O medo que sinto de ver um grupo de homens entrar em minha casa, violar as minhas filhas, matar-nos a todos, só porque o meu marido foi confundido com um soldado… E isto acontece comigo e com muitos outros… Acredita, que se o teu país só tem desemprego, saúde cara e fome, continua a ser melhor do que o meu…”… Trabalho com a firme convicção que o mundo melhor é possível e eu quero contribuir para chegar lá mais depressa.

É evidente que há dias em que pensamos desistir… Que todas as barreiras parecem inultrapassáveis e as saudades da segurança sentida em casa apertam demais… É nessas alturas em que olhamos à nossa volta e percebemos que não estamos sozinhos… Entendemos que escolhemos trilhar um caminho cheio de riscos, mas onde uma pequena vitória tem um gosto de medalha olímpica… É nessas pequenas vitórias que nos alimentamos e encontramos o impulso para continuar…

 

Desafios

Trabalhar com paquistaneses ou congoleses é totalmente diferente e impossível de comparar. A adaptação a culturas diferentes, religiões distintas ou valores diversos é fundamental para poder ser aceite e respeitado.

Com recursos muito limitados e sem quaisquer equipamentos eletrónicos, a observação torna-se a nossa primeira ferramenta. No Paquistão, como as mulheres devem ser protegidas dos olhares alheios, eram muitas vezes colocadas no fundo das salas (cuidados intensivos e sala de urgência não tinham uma separação formal de áreas para homens e mulheres), ocultadas por um biombo. Facilmente se compreende que sejam evitadas ou mesmo esquecidas pelos enfermeiros masculinos (que são a esmagadora maioria), correndo muito maiores riscos do que um homem na mesma situação.

Enquanto mulher num país árabe, tudo se apresenta desafiante. Na Líbia dei formação a um grupo de homens, um dos quais, por motivos religiosos, não podia olhar para mim ou dirigir-me a palavra. Imagine-se fazer um curso de primeiros-socorros onde um formando olha para o outro lado da sala. Incrível? Eu também não acreditaria se não tivesse passado por isso…

 

 

NOTA BIOGRÁFICA

Nome: Joana Barros e Sá

Data de Nascimento: 22/01/1983

Naturalidade: Coimbra

Formação:

  • Licenciatura em Enfermagem na Escola Superior de Enfermagem dr. Ângelo da Fonseca;
  • Pós-graduação em Enfermagem de Emergência Pré-Hospitalar na Escola Superior de Enfermagem S. Franscisco das Misericórdias;
  • Mestranda em Global Health na Universidade de Manchester.

Atividade Profissional:

  • Medical Coordinator na Dan Church Aid – Humanitarian Mine Action;
  • Enfermeira em programas de cirurgia de Guerra do CICV;
  • Formadora da Cruz Vermelha Portuguesa: Suporte Básico de Vida com Desfibrilhação Automática Externa, Primeiros-Socorros, Tripulante de Ambulância de Transporte.

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Ordem dos Médicos diz
O Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos alertou que 15 mil utentes vão ficar médico de família devido às 21 vagas...

“Serão cerca de 15 mil utentes a quem foi atribuído um médico de família que voltarão a não ter quem os acompanhe”, lamenta o Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos (CRN-OM) em comunicado, explicando que o concurso que hoje termina retira ao Norte oito médicos.

O CRN-OM explica que, em Outubro, “terminaram a formação específica em Medicina Geral e Familiar” 29 internos que assumiram de imediato “ficheiros de utentes”, se apresentaram como “os seus novos médicos de família” e começaram a “estudá-los e acompanhá-los”.

Agora, no concurso que hoje termina para assinatura de contratos vinculativos, o Norte fica apenas com 21 vagas, alerta a entidade representante dos médicos do Norte.

Considerando estar em causa “uma falta de respeito para com os doentes e para com os profissionais de saúde”, a ordem dos médicos do Norte avisa ter por intenção “desenvolver todos os esforços para defender os doentes e combater a ilegalidade e falta de equidade deste tipo de concursos”.

“O CRN-OM considera inaceitável a retirada de recursos necessários no Norte do país para outras regiões, obrigando recém-especialistas a saírem de locais onde são necessários e onde assumiram já listas de utentes, que se verão de novo sem médico de família”, escreve-se no comunicado.

A ordem dos médicos do Norte avisa ainda que esta região é “a única que aloca profissionais recém-especialistas após a conclusão do internato para locais onde há falta de médicos de família enquanto aguardam colocação definitiva”.

O CRN-OM sublinha que, “pela primeira vez, a responsabilidade destes concursos ficou sediada na Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS)”, entidade que, no “documento justificativo de atribuição de vagas pelas várias Administrações Regionais de Saúde (ARS), assume que o Norte tem uma carência de 144 médicos de família.

O ministro da Saúde garantiu na quinta-feira que nenhum centro de saúde vai reduzir horários ou encerrar serviços, pelo menos até final de Março, e que podem até estender os horários sempre que necessário.

Paulo Macedo falava aos jornalistas no final de um debate agendado pelo PS sobre as situações vividas em alguns serviços hospitalares, com longas horas de espera, desmentindo uma notícia sobre o alegado encerramento de serviços em centros de saúde na ARS do Norte.

Sobre a falta de profissionais nos serviços, o ministro reiterou o investimento que o seu Governo tem feito nesta área, recordando que desde 31 de Dezembro de 2010 foram contratados cerca de 2.500 médicos e que mais 1.840 clínicos foram recentemente recrutados. O governante anunciou que será ainda este mês aberto um novo concurso para 200 médicos de medicina geral e familiar, também aberto a médicos que exercem no sector privado.

No último concurso para esta especialização, que decorreu em 2014, cerca de 50 profissionais que trabalhavam em unidades do sector privado optaram por ir trabalhar no SNS, disse. O alargamento das 35 para as 40 horas de trabalho também deverão ajudar a suprimir a falta de médicos, adiantou o ministro.

Especialista defende
O presidente do Conselho para a Qualidade na Saúde defende a criação nas urgências hospitalares de um atendimento específico...

A ideia consta do “Roteiro de Intervenção em Cuidados de Emergência e Urgência em todos os hospitais”, documento elaborado por Luís Campos como contributo para o Plano Nacional de Saúde, previsto para o período 2012-2016, mas que deverá ser estendido até 2020.

Luís Campos, que dirige o Serviço de Medicina IV do Hospital São Francisco Xavier (Centro Hospitalar Lisboa Ocidental), acredita que se estivessem em vigor urgências ambulatórias para atender os doentes menos graves (verdes e azuis) nas urgências hospitalares, as situações das últimas semanas, com esperas superiores a 20 horas, não se teriam registado.

De acordo com a proposta que consta do documento, entregue ao director-geral da Saúde em Novembro do ano passado, “deveria ser difundido o modelo de “fast track” para os doentes verdes e azuis, adjacente ao serviço de urgência, mas na dependência deste, assegurado por uma equipa dedicada e adequada a este tipo de doentes”.

Este modelo foi criado “com muito sucesso” na urgência do Hospital São Francisco Xavier, em 1994, e “permite retirar rapidamente do hospital os 40 por cento de doentes classificados como verdes e azuis na triagem de Manchester que, na maior parte dos casos, apenas necessita de ver o médico e não precisa de exames complementares”.

“Esta urgência ambulatória permitiu, naquele hospital, acabar com as reclamações por tempo de espera, evitando a permanência por muitas horas em salas de espera, porque estes doentes têm tempos alvo longos na triagem de Manchester”, lê-se na proposta.

Segundo o documento, “este modelo permite, também, maior adequação dos médicos que observam os doentes para o tipo de patologia de que estes sofrem”.

“Esta separação dos doentes permite também uma maior concentração dos médicos que estão nos balcões das urgências, porque evita a mistura de casos graves com casos banais”.

Na proposta são ainda apresentados alguns dados, como o número médio anual de atendimentos nas urgências hospitalares, cuja projecção para 2016 é de 754,3 por mil habitantes, sendo a meta a redução para 720,1.

Em relação ao rácio entre urgências hospitalares e consultas externas, cuja projecção para Portugal Continental, em 2016, é de 0,33, a meta definida pelo PNS é de 0,31.

O recurso às urgências hospitalares revela alguma estabilidade: 7.122.383 admissões em 2002 (das quais 6.662.560 em hospitais públicos) e 7.300.892 em 2012 (6.451.512 em hospitais públicos).

Destas admissões, 82% foram por doença, 12% por acidente e seis por cento por outras causas.

Segundo o documento, “enquanto as admissões nos hospitais públicos têm estado estáveis (88%), as urgências nos hospitais privados quase que duplicaram, passando de 459.832 em 2002, para 849.380 em 2012”.

“Muitas das urgências em hospitais privados são consultas de conveniência, como se pode concluir do facto da percentagem de doentes verdes e azuis da Triagem de Manchester, em alguns destes hospitais, ultrapassar os 70%”, refere.

Aberto concurso para contratar mais 200
Ministério da Saúde vai abrir concurso para tentar contratar ainda mais 200 especialistas em medicina geral e familiar, uma das...

Os centros de saúde de várias zonas do país vão ser reforçados com 50 médicos de família que trabalhavam no sector privado e que aceitaram regressar ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). A informação foi avançada pelo ministro Paulo Macedo, que adiantou que o concurso foi concluído no final de 2014 e que ainda durante Janeiro será lançado mais um para mais 200 especialistas em medicina geral e familiar, escreve o jornal Público na sua edição digital.

Paulo Macedo, que falava aos jornalistas no final de um debate na Assembleia da República sobre o caos nas urgências agendado a pedido do PS, rejeitou as críticas de desinvestimento no SNS de que foi alvo por parte dos partidos da oposição e insistiu: “Temos mais 2500 médicos hoje do que tínhamos em 31 de Dezembro de 2010”. E mais 1849 foram recentemente recrutados, muitos dos quais internos ainda em formação.

O ministro reconheceu que ainda há carências em algumas áreas, com um milhão de portugueses ainda sem médico de família, mas assegurou que a tutela tem feito “um grande investimento em médicos” e contratado todos os clínicos que pode. Ainda a este propósito, lembrou que além dos médicos o SNS foi reforçado em 2014 com mais 1090 enfermeiros – um número que espera “superar largamente” neste ano que começa.

Sobre os médicos de família, Paulo Macedo aproveitou para dizer que os cuidados primários são uma aposta do Governo e prometeu que nenhum centro de saúde será encerrado ou verá os seus horários reduzidos até Março, como forma de resposta ao pico da gripe e subida da afluência aos serviços de saúde durante o Inverno. O ministro acredita ainda que, com a passagem de mais médicos do regime de trabalho de 35 para 40 horas semanais, algumas carências sejam ultrapassadas.

Por alegada negligência
Criticando "silêncio" do ministro, Ordem dos Médicos – Norte - nota que não é habitual morrerem doentes nas urgências...

Um novo caso de morte por alegada negligência num serviço de urgência hospitalar foi denunciado pela família de uma idosa. É o terceiro caso conhecido desde que alguns serviços de urgência entraram em ruptura, deixando os doentes horas a fio à espera de serem atendidos, nos últimos dias.

A família de uma mulher de 79 anos contou a sua saga a várias estações de televisão: a doente chegou ao Hospital de Peniche na segunda-feira às 9h30, “com dores no peito e nas costas”, foi triada com pulseira amarela (a terceira numa escala de prioridades com cinco cores), mas só por volta das 17h00 os familiares terão sido informados de que os resultados das análises entretanto feitas (e que tiveram que ser enviadas para o Hospital das Caldas porque o de Peniche não tem laboratório) não eram conclusivos e que ela teria ainda que fazer uma TAC (tomografia axial computorizada).

A idosa terá morrido depois das 19h00 enquanto estava a ser preparada para ser transferida para o Hospital das Caldas (porque o de Peniche também não tem meios para fazer este exame). O Centro Hospitalar de Peniche (a que pertencem os dois hospitais) abriu entretanto um inquérito, apesar de considerar que “o atendimento proporcionado à utente foi adequado e atempado” e que ela esteve “sempre acompanhada pelos profissionais de serviço”. Uma das filhas adiantou à Lusa que a família tenciona avançar com uma acção judicial por alegada negligência.

Este caso aconteceu na segunda-feira, apenas um dia depois de um homem de 57 anos ter morrido na urgência do Hospital de S. Sebastião (Santa Maria da Feira), enquanto terá aguardado por atendimento durante mais de cinco horas, com vómitos e náuseas. Primeiro triado com prioridade amarela, só depois do agravamento do seu estado de saúde é que lhe foi atribuída a pulseira laranja (muito urgente). Nessa altura foi visto por um médico mas já não foi possível salvá-lo.

O Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga (a que pertence o hospital da Feira) decidiu também abrir um inquérito, mas escusou-se a avançar mais detalhes sobre as horas que este doente terá esperado num dia que terá sido particularmente complicado na urgência. A família do homem anunciou então que estava a ponderar apresentar queixa-crime por negligência contra o hospital e os médicos de serviço nessa noite.

Na segunda-feira da semana anterior, também o Hospital de S. José em Lisboa abriu um inquérito à morte de um doente de 80 anos que terá estado à espera durante quase seis horas numa maca na sala de observações sem ser visto por médicos, na madrugada de sábado, 26 de Dezembro. O filho garante que ele não foi visto por qualquer médico. "A ficha que fica agarrada ao doente estava em branco", relatou. A autópsia demonstrou que o doente foi vítima de um AVC tronco-encefálico, o mais grave dos acidentes vasculares cerebrais e os resultados do inquérito hospitalar já foram enviados para a Inspecção-Geral das Actividades em Saúde (IGAS), segundo a SIC Notícias, citada pelo Público Online.

A Ordem dos Médicos, os sindicatos médicos e outras organizações têm criticado a situação que se tem vivido nalgumas urgências ao longo dos últimos dias, considerando que a responsabilidade é do Ministério da Saúde, que alegam ter sido antecipadamente avisado dos problemas que estão na base deste fenómeno, sobretudo a falta de recursos humanos e a escassez de camas de internamento.

Entretanto, a Ordem dos Médicos/Norte anunciou esta quinta-feira que abriu um inquérito à conduta da directora clínica do Hospital de Santa Maria da Feira e acrescentou que vai comunicar os factos de que tem conhecimento à IGAS, criticando o “silêncio” do ministro Paulo Macedo face às “situações dramáticas” vividas nas urgências de vários hospitais.

“Não é habitual morrerem doentes nos serviços de urgência hospitalares enquanto esperam a sua vez para serem atendidos. Quantas desgraças serão necessárias para que os responsáveis políticos tomem medidas efectivas para a resolução de um problema que não é novo nem sequer é desconhecido dos principais decisores na área da Saúde? Até quando vai o Ministro da Saúde manter o seu silêncio?”, questiona o Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos em comunicado.

Ministério da Saúde
Ministério reforça resposta nas urgências numa altura em que estamos no início da epidemia de gripe e com mortalidade já “acima...

O Ministério da Saúde (MS) quer que os enfermeiros possam pedir exames complementares de diagnóstico na triagem das urgências hospitalares e que os doentes possam ser sujeitos a uma segunda avaliação se estiverem sujeitos a esperas prolongadas. São medidas que o Ministério já propôs às ordens (dos médicos e dos enfermeiros) e que poderão eventualmente ajudar a evitar que se repitam episódios como os que deram origem a inquéritos na sequência da morte de três doentes em serviços de urgência hospitalar. Esta quinta-feira foi denunciada mais uma morte nas urgências após quatro horas de espera no Hospital de São Bernardo, em Setúbal.

Numa altura em que Portugal está já no início da fase epidémica de gripe e com mortalidade acima do esperado, como indica o último boletim de vigilância do Instituto de Saúde Ricardo Jorge, o Ministério da Saúde adiantou ao jornal Público que vai reforçar as medidas já tomadas e avançar com outras, até porque, admite, houve mais casos de doentes graves nas urgências do que em anos anteriores (“a procura teve geralmente contornos de maior prioridade”). Uma das propostas passa por permitir que os pedidos de exames de diagnóstico sejam feitos logo no momento da triagem dos doentes.

O bastonário da Ordem dos Médicos confirma que esta proposta está a ser analisada mas adianta que tem “sérias reservas” sobre a sua eficácia. “Querem pedir análises e RX para todos os doentes que entram na urgência? Peçam. Mas isso terá custos, alguém vai ter de pagar, e não resolve o problema do doente. Só serve para lhe dar a sensação de que fez alguma coisa enquanto espera horas. É um remendo. O essencial para resolver os problemas das urgências é que o doente seja visto por um médico atempadamente, nos tempos definidos”, responde.

Para José Manuel Silva esta medida e outras (como a repetição da triagem) são “remendos que vão aumentar a despesa e não vão acelerar nada”. “Duplicar triagens ou pedir análises e exames que podem até ter de ser repetidos após o doente ser visto por um médico só vai significar mais perdas de tempo”, insiste. A solução? “O doente tem de ser visto a tempo pelo médico e para isso é preciso que exista o número de recursos humanos adequados às necessidades e ao afluxo de doentes. E qualquer cidadão sabe, não é preciso se ministro da Saúde, que na época de Inverno há um elevado afluxo de doentes. Este ano nem houve muito mais doentes nas urgências mas houve menos recursos disponíveis”.

Além das medidas já anunciadas para aliviar as urgências hospitalares - como o alargamento dos horários dos centros de saúde e a ordem para dar mais altas ao fim de semana – o Ministério decidiu avançar com uma série de outras, nomeadamente a abertura do terceiro centro, em Coimbra, da Linha de Saúde 24.

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