Uma jornada para o equilíbrio
Quando o tema é saúde e bem-estar há um tópico que tem aumentado de visibilidade e ganhado destaque:

O interesse crescente nesta substância, extraída da planta Cannabis sativa, está relacionado com os seus potenciais benefícios para o equilíbrio do corpo e da mente. A seguir, saiba mais sobre como o CBD Portugal está a ser integrado na vida dos portugueses.

 

A crescente popularidade do CBD na procura do bem-estar

O cannabidiol, mais conhecido por CBD, tem-se tornado um aliado para muitos portugueses que procuram por opções naturais para cuidar da saúde, pelo que não é de se estranhar que muitos optem por produtos à base de CBD para tentar aliviar dores, reduzir o stress e melhorar o sono. E graças à sua variedade, que vai desde óleos a flores e resinas, o CBD aparece como uma opção flexível e adaptável às necessidades de cada um.

A legalidade e a regulamentação do CBD 

Em Portugal, o uso de CBD segue uma regulamentação específica que assegura a venda e o consumo de produtos sem efeitos psicoativos. A legalidade do CBD em Portugal restringe-se assim a produtos com uma percentagem muito baixa de THC, a substância responsável pelos efeitos psicoativos e intoxicantes associados ao consumo da cannabis. Esta regulamentação permite que os cidadãos possam usufruir das propriedades do CBD com confiança e segurança, respeitando as normas estabelecidas.

Como o CBD é utilizado para promover a saúde

São muitas as formas como o CBD pode ajudar no dia a dia, sendo que uma das aplicações mais comuns desta substância é no alívio da dor através do uso de resinas de CBD. Há também quem utilize óleos de CBD para encontrar um momento de calma antes de dormir ou durante um dia agitado de trabalho, enquanto outros preferem as flores de CBD, incorporando-as em chás relaxantes ou até mesmo em meditações.

Óleos e extrações naturais: aliados da saúde holística

Já os óleos de CBD são extratos concentrados que podem ser consumidos de diferentes maneiras, seja adicionados em alimentos, aplicados diretamente na pele ou tomados sob a língua. A procura por estes produtos tem aumentado graças à sua facilidade de uso e à perceção de que podem contribuir para uma saúde mais holística, atuando em conjunto com outros hábitos saudáveis.

Entender, respeitar e saber escolher os produtos de CBD adequados são passos importantes na integração desta substância na rotina de saúde e bem-estar. É um caminho que muitos já estão a percorrer, com atenção e interesse, sempre com o olhar no equilíbrio global do corpo e da mente.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Unidade de prestação de cuidados em Medicina de Reabilitação
O Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro Rovisco Pais (CMRRC – Rovisco Pais), da Unidade Local de Saúde de Coimbra...

“O Rovisco Pais é uma segunda vida para os seus utentes, é o local onde tudo recomeça nas diferentes áreas das suas vidas e no Desporto não é exceção”, explica Bruno Salgueiro, Professor de Desporto Adaptado. “Procuramos fazer um trabalho holístico, com grande rigor científico e muito foco nas particularidades de cada utente, porque cada caso é um caso e cada pessoa merece ser tratada individualmente”, sublinha. Federados há 10 anos e estando a disputar a época desportiva 2023/24, têm atualmente “uma equipa técnica de 4 elementos e 11 jogadores, de várias zonas do País, todos eles com lesão medular de diferentes níveis, tetraplégicos e paraplégicos”.

A equipa participou no Campeonato Nacional de Andebol em Cadeira de Rodas, de 2013 a 2017, ganhando experiência – era uma das poucas equipas que não tinha passado competitivo noutra modalidade coletiva – e melhorando equipamento: uniram-se esforços e adquiriram-se cadeiras em 2014/2015 que permitiram que qualquer jogador pudesse integrar a equipa e equipamentos adaptados às particularidades dos jogadores. Hoje, o Rovisco Pais orgulha-se de já ter cedido jogadores à Seleção Nacional, de ter alcançado a vitória de um dos Torneios da GarciCup na modalidade de ACR, um honroso 3º lugar no Campeonato e várias participações na Final 4 das Taças de Portugal.

Quando, em 2010, dois técnicos superiores de Desporto Adaptado iniciaram o seu percurso no Centro Rovisco Pais, os utentes já tinham ao seu dispor um conjunto de atividades lúdicas, para ocupar os seus tempos livres. À medida que o Desporto Adaptado foi integrando a equipa multidisciplinar, o Centro foi aliando o valor da prática desportiva e da atividade física à reabilitação de pessoas com deficiência, “destacando as suas capacidades e não às suas dificuldades”, frisa Bruno Salgueiro. Desde então, e ao longo dos últimos 14 anos, o Desporto Adaptado do CMRRC - Rovisco Pais foi crescendo em dimensão, em oferta de modalidades e em número de participantes. “Hoje, o Desporto Adaptado do nosso Centro é feito com grande rigor científico e com uma base sólida de trabalho na evolução do utente, durante o seu processo de reabilitação”, garante o responsável, acrescentando: “atualmente, à semelhança das terapias de maior relevo, como a fisioterapia, a terapia ocupacional ou a terapia da fala, o Desporto Adaptado é prescrito pelos médicos e executado pelos técnicos, de acordo com os objetivos definidos para o processo de reabilitação do utente”.

O Desporto Adaptado do CMRRC – Rovisco Pais funciona tanto com utentes em internamento, como com ex-utentes e utentes externos acompanhados por médicos do Centro, em consulta externa, desde que se considere benéfica a prática de Desporto Adaptado. No que diz respeito à vertente de competição, o Rovisco Pais tem vindo a apostar, desde 2010, nas modalidades de remo-indoor e ciclismo, com participação em provas Nacionais e Internacionais. Ainda em fase embrionária, também já há trabalho feito na área do rugby em cadeira de rodas. Em 2012, o CMRRC-Rovisco Pais decidiu expandir a sua oferta de Desporto Adaptado de competição ao Andebol em Cadeira de Rodas. Constituiu-se uma equipa com utentes com diferentes lesões, incluindo tetraplegias. “Temos percorrido o país de norte e sul, trabalhando as melhorias físicas dos nossos atletas, e marcado muitos golos”, conta o professor de Desporto Adaptado, garantindo que “há sempre uma vitória, seja a desportiva, os ditos “3 pontos”, seja a moral, de conseguirmos um coletivo cada vez mais forte, que demonstra que o ACR é praticamente igual ao regular, apenas com uma diferença: a cadeira”.

Bruno Salgueiro frisa, ainda, que este trabalho “não teria sido possível sem a ajuda dos vários profissionais do Centro: médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, etc.” e recorda que “há desafios constantes: a logística, o transporte de ida e regresso dos jogos ou a renovação dos equipamentos de jogo (cadeiras, camisolas, etc.)”. A par da participação das Competições de ACR, os planos para o futuro passam por promover, organizar e garantir a presença do Desporto Adaptado do CMRRC-Rovisco Pais em eventos de outras modalidades, como o surf adaptado, handcycling, remo indoor, ténis de mesa, voleibol sentado, polybat, netball ou orientação. Outro sonho era “a criação do primeiro Centro de Alto Rendimento de Desporto Adaptado, em Portugal, um espaço que permita um trabalho mais aprofundado, de maior rigor técnico, através de dados concretos fisiológicos que corroborem os resultados das escalas aplicadas, com objetivo de coadjuvar na maximização do processo de reabilitação do utente”, conclui.

“Na Unidade Local de Saúde de Coimbra procuramos desenvolver todas as atividades que sejam uma mais-valia para os nossos utentes, tanto do ponto de vista terapêutico, como do ponto de vista da sua realização pessoal e bem-estar”, destaca Alexandre Lourenço, Presidente da ULS Coimbra, acrescentando: “o Desporto Adaptado do Centro de Reabilitação Rovisco Pais, que tantas vitórias tem alcançado, é uma atividade inovadora – recorde-se que o Rovisco Pais é o único Centro de Reabilitação em Portugal com a oferta de Desporto Adaptado – e com provas dadas da sua importância namelhoria da saúde e da qualidade de vida dos nossos utentes e, por isso, é uma atividade de que muito nos orgulhamos e que vamos continuar a acarinhar e a desenvolver”.

 
Opinião
O Dr Toby Cosgrove, era o diretor de um dos melhores hospitais dos Estados Unidos, a Cleveland Clini

A pergunta daquela aluna de Harvard despertou-o para uma outra parte (também essencial…) dos cuidados médicos que ele até aí não tinha valorizado. Como gestor consciente e competente que era, quando regressou a Cleveland reuniu os seus colaboradores e disse-lhes que apesar de a Cleveland Clinic ser excecional científica e tecnicamente, lhe estava a faltar qualquer coisa de fundamental: a outra metade da Medicina. A partir daí iniciou todo um processo de renovação do Hospital, desde as amenidades hospitalares a outros aspetos até então considerados como não prioritários. Por exemplo, obrigou todos os médicos a frequentarem cursos de comunicação e de empatia. Passados alguns anos a Cleveland Clinic tornou-se num case study no que se refere a humanização hospitalar. O seu lema, levado muito a sério: “patients first”.

A humanização dos cuidados de saúde, tem constituído, desde sempre, uma preocupação. Mas, a sua necessidade é agora sentida como ainda mais urgente. Existem várias razões que justificam este carater de urgência. Por um lado, o exercício da medicina está progressivamente a afastarse da sua forma tradicional, assente na participação humana, para se basear em ações de natureza cada vez mais tecnológica. A relação de confiança a estabelecer com a pessoa doente, através de uma eficaz capacidade de comunicação, de respeito, de empatia e de compaixão, exigem um contacto humano que, naturalmente, a tecnologia não pode disponibilizar. A tecnologia é sem dúvida muito útil no diagnóstico e tratamento das patologias mas não pode relegar para um segundo plano as ligações humanas fundamentais para o estabelecimento de uma boa relação médico-doente. 

Por outro lado, a saúde transformou-se hoje numa atividade quase exclusivamente de tipo empresarial. Na gestão dos serviços de saúde priorizam-se os critérios de produtividade (número de consultas, de cirurgias, de exames, números…) em detrimento de um valor em saúde assumido de uma forma centrada no doente. 

Mas nem só o predomínio da tecnologia e as preocupações empresariais e financeiras constituem dificuldades à humanização dos cuidados de saúde. Também as dificuldades individuais de relacionamento interpessoal, de capacidade de comunicação, de criação de empatia, são muitas vezes, por si só, limitações importantes à prestação dos cuidados que devem ser prestados a cada pessoa doente. A sociedade é agora mais individualista, estamos mais centrados em nós mesmos e menos sensíveis a sentimentos como a empatia e a compaixão. 

Está cientificamente demonstrado que uma atitude empática e compassiva por parte do médico, ou do profissional de saúde, faz toda a diferença. Tudo isto faz parte da outra metade da Medicina tão bem caracterizada pelo Professor Rui Mota Cardoso da Faculdade de Medicina do Porto: “a outra metade da medicina é a da arte de saber fazer medicina e não a da técnica de fazer o saber da medicina. A metade que pensa o doente antes da doença, o sofrimento antes do sintoma, o cuidador antes da prescrição”.

Para se atingir um elevado nível de qualidade assistencial, a humanização dos cuidados tem de ser considerada pelas estruturas dirigentes como estando no mesmo patamar de importância que se atribui aos aspetos puramente técnicos. E é realmente isso que fazem os melhores hospitais do mundo…

 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Evento reuniu mais de 800 profissionais
O 18.º Congresso Português do AVC, realizado nos dias 1, 2 e 3 de fevereiro, na cidade do Porto, reuniu mais de 800...

Junta-se agora ao Prof. Vítor Tedim Cruz, à Prof.ª Diana Aguiar de Sousa, ao Prof. João Sargento Freitas e ao Dr. Alexandre Amaral e Silva, que já faziam parte da anterior Direção, o Dr. Denis Gabriel, médico neurologista e anteriormente membro da J-SPAVC. Em ambiente de celebração, a nova Direção da SPAVC reforça o compromisso de continuar a enfrentar com determinação os desafios do AVC. Segundo o Presidente da Direção, Prof. Vítor Tedim Cruz, “há uma grande produção de conhecimento e, por isso, o nosso foco será manter a qualidade da oferta formativa, pois é através da transmissão de conhecimentos que é possível melhorar a prática clínica e estimular a investigação na área da doença vascular cerebral”. Outro dos objetivos da nova Direção para o próximo triénio é a “aproximação à sociedade civil”, com o intuito de “levar a mensagem da SPAVC mais longe e de forma mais incisiva”, acrescenta o neurologista.

 Mais uma vez, o maior evento da SPAVC refletiu o empenho coletivo da comunidade científica e médica, em Portugal, para continuar a melhorar a prevenção, o diagnóstico e o tratamento do AVC. “Todos os anos, o Congresso Português do AVC seleciona os temas mais prementes no momento da evolução dos cuidados na doença vascular cerebral. É feita uma análise da produção de conhecimento prático dos últimos cinco anos e, com base nas áreas onde há uma maior necessidade de implementação de mudanças, selecionamos os temas para o evento”, explica o Prof. Vítor Tedim Cruz.

 Estiveram presentes profissionais de saúde de várias especialidades, que trabalham diariamente para reduzir o risco de AVC, e isso para nós é uma demonstração de realização.

 Os cursos são também outra das prioridades da SPAVC e, este ano, não foi exceção com o alargamento da oferta formativa. Nesta edição, a SPAVC organizou um total de sete cursos, pré e pós-congresso. “Nos cursos, os participantes treinam métodos, aprendem metodologias para implementar nos seus locais de trabalho e ficam mais preparados para identificarem aspetos a melhorar”, acrescenta.

 O especialista em Neurologia revela as datas para a próxima edição do Congresso, que será de 30 de janeiro a 1 de fevereiro de 2025, e finaliza com um sincero agradecimento a “todos os parceiros, da indústria farmacêutica e da sociedade civil, todo o empenho com que nos recebem e a forma como acolhem as nossas ideias”.

 
Medicina Dentária
A consulta de check-up dentário é de extrema importância pois é nesta consulta que é feita uma avali

No caso de existirem este tipo de problemas, o dentista irá propor planos de tratamentos adequados que poderão passar por restaurações (tratamento das cáries), desvitalizações, consulta de higiene oral (destartarização), selantes de fissura para crianças ou adultos propensos a cáries, entre outras. Nas situações de desgaste excessivo dos dentes, o paciente poderá apresentar bruxismo (ranger dos dentes) e juntamente com o Médico Dentista poderá desenvolver estratégias para lidar com este problema, frequentemente causado pelo stress, de forma a poder diminuí-lo.

Durante este check-up o Médico Dentista poderá também avaliar a necessidade de tratamentos estéticos, como o branqueamento dentário, e em casos de necessidade poder melhorar a aparência do seu sorriso com colocação de facetas ou coroas dentárias, e estéticos/funcionais, como o tratamento ortodôntico que poderá ser efetuado com alinhadores ortodônticos transparentes que são praticamente impercetíveis ou com aparelho fixo (brackets). Junto do seu Médico Dentista pode obter informações mais detalhadas sobre estas opções tendo em consideração uma harmonia estética e funcional. Esta explicação levará a que tome decisões informadas sobre quais os tratamentos estéticos que mais se adequam às suas expectativas.

É geralmente nesta consulta que é informado da importância do uso adequado do fio dentário, de escovar os dentes regularmente e do impacto da alimentação (moderar o consumo de alimentos açucarados) na sua saúde oral, destacando a relevância de hábitos saudáveis como evitar o tabaco. Poderá ser também informado sobre a escolha correta dos produtos de higiene oral que mais se adequam às suas necessidades, como o tipo de escova de dentes, de pasta de dentes, de fio dentário ou mesmo de escovilhão. Adotar práticas preventivas e hábitos saudáveis é fundamental para o bem estar geral da sua boca.

Se apresentar sintomas como dores na mandibula ou junto ao ouvido, cliques ou limitações de movimento da mesma, deverá informar o seu Médico Dentista pois poderá ter patologia da ATM (Articulação Temporomandibular) e como tal ser alvo de uma análise mais aprofundada.

No caso das mulheres, se estiverem a planear uma gravidez, é de extrema importância informar o Médico Dentista desta situação pois uma má saúde oral pode afetar a gestação. Apesar dos tratamentos dentários de extrema necessidade poderem ser efetuados durante a gravidez, o ideal é iniciar a gravidez com a boca saudável. Tendo em conta que durante a gravidez a mulher está mais propensa a apresentar gengivite, chamada geralmente como gengivite gravídica, a mesma deverá efetuar consultas de higiene oral idealmente a cada 3 meses.

O check-up dentário em crianças é também de extrema relevância pois apesar de ainda não terem os dentes definitivos, os dentes de leite são muito importantes, e uma higiene incorreta ou má condição oral, pode levar a adversidades futuras mais complicadas. Uma primeira consulta, que deve acontecer assim que os primeiros dentes nascerem, pode ser fundamental na prevenção de problemas orais futuros, garantindo que se chegue à idade adulta com uma boca saudável, estética e funcional. 

Na primeira consulta começamos sempre com a observação de toda a condição oral do bebé. Mesmo quando não existem condições adversas visíveis é importante consultar um especialista, que pode detetar tendências como por exemplo problemas na respiração e mastigação. Outra faceta importante desta consulta, é que nela, o Médico Dentista pode explicar aos pais todo o processo de crescimento dentário por que os filhos vão passar. Todos os problemas, soluções e quaisquer dúvidas adicionais que os pais tenham serão esclarecidos. Serão relembrados sempre de todas as informações e dicas sobre a dieta que as crianças devem ter, a sua higiene oral e o que é o flúor. 

A análise oral antecipada das crianças na consulta de Odontopediatria é a melhor prevenção de problemas oclusais futuros. É recomendado que se faça a primeira consulta de odontopediatria antes de a criança completar o seu primeiro ano de idade, pois os dentes de leite são bastante sensíveis a cáries dentárias. Os médicos dentistas especializados em Odontopediatria, após uma primeira análise conseguem determinar se a criança tem tendência a criar vários tipo de infeções ou patologias e conseguem recomendar os cuidados que os pais devem ter para evitar o seu desenvolvimento e estas consultas de check-up devem ser recorrentes, idealmente a cada 6 meses.

Sintomas como roncopatia acentuada (ressonar) e sonolência diurna poderão significar que apresenta apneia do sono. Além de ser uma situação extremamente incomodativa para o/a parceiro/a é mais limitativa e até perigosa para quem tem estes sintomas pois poderá adormecer a conduzir, a trabalhar, etc. com esta consulta de check-up será encaminhado/recomendado a realizar uma consulta de avaliação para apneia do sono. Em casos específicos, o Médico Dentista poderá sugerir a utilização de dispositivos intraorais de forma a ajudar a melhorar a qualidade do sono e dos problemas respiratórios relacionados com o mesmo de forma a obter benefícios significativos para o seu bem estar.

Em idades mais avançadas, os cuidados específicos a ter em conta para os pacientes sénior e a possível necessidade de próteses dentárias poderão ser falados e explicados de forma a garantir uma boa saúde oral continuada e adaptada às circunstancias. No caso de ausência dentária poderão ser utilizados implantes dentários de forma a colocar dentes fixos, sendo o que mais se aproxima da dentição original.

Esteja atento a sinais como mudanças na cor dos dentes, sangramento gengival ou mau hálito persistente. Identificar e tratar estes problemas precocemente pode evitar complicações mais sérias no futuro. Não menos importante nesta consulta é informar o Médico Dentista de todas as suas informações sobre o seu historial médico geral, bem como, todos os medicamentos que possa estar a tomar pois estas informações poderão influenciar substancialmente o seu estado de saúde oral.

No caso de apresentar medo e grande ansiedade em relação aos tratamentos dentários, é importante referir que existem técnicas, como o uso de sedação consciente, de forma a que essa ansiedade diminua substancialmente ou mesmo desapareça por completo.

Manter uma comunicação aberta e de confiança e seguir as recomendações do Médico Dentista contribuirá para a manutenção e preservação da sua saúde oral a longo prazo. Na Saúde Oral a prevenção é sempre mais eficaz que o tratamento!

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Propostas para melhorar os cuidados de saúde
O Programa Integrar +, promovido pela Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS Coimbra) para ouvir e implementar as ideias dos...

O Programa Integrar+, lançado em janeiro deste ano pela Unidade Local de Saúde de Coimbra, recebeu 55 propostas de profissionais de saúde para melhorar o percurso do doente e a articulação entre os diferentes cuidados dentro desta unidade de saúde. A qualidade das propostas apresentadas obrigou a organização a alterar as regras iniciais: inicialmente, estava previsto passarem apenas 10 à próxima fase, mas “dada a elevada qualidade e consistência das propostas apresentadas, a organização decidiu levar 12 candidaturas à fase seguinte”, explica Alexandre Lourenço, Presidente do Conselho de Administração da ULS Coimbra, acrescentando: “estamos a analisar também as candidaturas que não foram selecionadas para ver como é que podemos apoiar a sua implementação”.

“O número de propostas recebidas revela o interesse das equipas clínicas em contribuir para a mudança e para a melhoria dos cuidados de saúde da nossa ULS, desde os cuidados primários até aos cuidados hospitalares”, frisa Alexandre Lourenço, que considera que a iniciativa foi “um sucesso”. “O Integrar + superou as nossas expectativas mais otimistas. Os profissionais uniram-se para desenhar novas soluções e melhorar a jornada do paciente em diversas áreas, serviços e especialidades. O mais difícil foi mesmo escolher, entre as 55 candidaturas, as ideias que passarão à segunda fase”, acrescenta. “Por isso mesmo, alargamos o programa a 12 finalistas nesta primeira fase, e estamos já a desenhar novas formas para conseguir também apoiar as restantes equipas num futuro próximo.”

“Como criar percursos integrados na ULS?”. Este foi o desafio lançado às equipas de profissionais de saúde da ULS Coimbra. O objetivo foi recolher projetos, ideias e propostas para reforçar, desde o início da ULS, uma cultura de colaboração entre os vários profissionais e serviços e estimular a construção de projetos de integração na ULS, construídos pelos profissionais.

Para a nobox, empresa parceira deste projeto, os resultados positivos demonstram “a importância de tornar os profissionais de saúde uma voz ainda mais ativa nas tomadas de decisão das instituições de saúde”. Para Diogo Silva, cofundador da nobox e médicoespecialista em Saúde Pública, esta mudança de paradigma deve procurar envolver e apoiar os profissionais de saúde na implementação de projetos de inovação. “Os profissionais de saúde encontram diariamente aspetos que podem ser melhorados nos serviços e nos cuidados de saúde, e programas como este são fundamentais para transformar essas ideias e oportunidades em projetos e resultados concretos. Foi isso que a ULS Coimbra fez e o resultado está à vista de todos”, afirma Diogo Silva.

Agora, as doze melhores propostas participarão numa formação de um dia para diagnosticar a atual jornada do doente e identificar oportunidades de melhoria. Na segunda fase, os dois projetos vencedores terão acesso a um programa de apoio e consultoria com a nobox para a implementação no terreno. Apesar de apenas doze projetos passarem para a próxima fase, a ULS de Coimbra está já a estudar alternativas para que as outras propostas não sejam esquecidas e possam, de alguma forma, ser também apoiadas e concretizadas.

 
Ação formativa Day at the Cath Lab vai decorrer na ULS Santa Maria
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) está a promover a iniciativa formativa Day at the Cath Lab (D@CL),...

De acordo com Pedro Pinto Cardoso, Assistente Hospitalar Graduado de Cardiologia e Coordenador da Unidade de Cardiologia de Intervenção da Unidade Local de Saúde de Santa Maria, “o tratamento através de angioplastia com balão com fármaco oferece uma alternativa que permite tratar um maior número de doentes que surgem com doença complexa. Com esta ação pretendemos abordar a evidência relativamente aos resultados desta técnica, mecanismos envolvidos, diferenças entre os dispositivos, nomeadamente entre os balões com paclitaxel e com sirolimus, e promover a discussão de casos clínicos”.

“Os balões com fármaco são uma terceira alternativa de angioplastia permitindo baixas taxas de restenose sem a implantação de stents, sem o problema de impedirem em alguns casos uma solução cirúrgica futura, permitindo o tratamento de vasos de pequeno calibre e as bifurcações, com a utilização de menos metal e uma técnica menos complexa”, acrescenta o médico cardiologista.

David Neves, membro da Direção da APIC, promotora da iniciativa, explica que “o D@CL pretende promover ações de formação práticas e dinâmicas, com o objetivo de adquirir ou partilhar conhecimento em procedimentos inovadores e complexos. É uma iniciativa que também permite aos cardiologistas de intervenção conhecerem o dia a dia de uma Unidade de Hemodinâmica do país, num ambiente informal, hands on e de proximidade.”

 
Uma patologia bastante frequente
A Síndrome do túnel cárpico é uma doença causada pela compressão do nervo mediano localizado no puls

Realizar  repetida e diariamente determinados movimentos pode causar uma sobrecarga negativa, acompanhada de dor, dormência e fraqueza, dando origem a uma condição que está associada a algumas profissões: operadores de fábricas, agriculores, motoristas ou trabalhadores de construção cívil, entre outros. 

Algumas das causas da Síndrome do Túnel Cárpico incluem problemas médicos como artrite, gota, diabetes, amiloidose, infeções, massas e lesões graves do pulso. Outras causas são as condições ambientais ou do local de trabalho que implicam uma compressão forte e repetitiva, bem como a utilização de maquinaria pesada e de ferramentas manuais vibratórias.

Os sintomas da síndrome do túnel cárpico incluem:

  • Dormência e formigueiro nos dedos
  • Inchaço e desconforto nas mãos e nos dedos
  • Fraqueza, especialmente ao apertar e segurar
  • Deixar cair objectos
  • Acordar durante a noite para apertar as mãos
  • A dormência nos dedos é a primeira coisa que acontece de manhã

Diagnóstico da síndrome do túnel cárpico

Para se determinar se uma pessoa tem síndrome do túnel cárpico, um ortopedista analisará a história dos sintomas e efetuará um exame físico das mãos e dos pulsos.

Podem ser efetuados ou solicitados outros testes, incluindo:

  • Teste de discriminação de dois pontos nas pontas dos dedos para identificar em que dedos se regista uma diminuição da sensibilidade
  • Teste de Tinel, que é efetuado tocando no nervo do túnel cárpico no pulso para verificar se existe formigueiro nos dedos
  • Teste de Durkan, que consiste em pressionar o polegar sobre o nervo do túnel cárpico no pulso para verificar se a dormência ou o formigueiro pioram
  • Radiografias da mão afetada

Tratamento da doença

As estratégias de tratamento dividem-se em medidas não cirúrgicas e cirúrgicas.

Os tratamentos não cirúrgicos incluem a utilização de uma cinta ortopédica durante a noite e injeções de cortisona.

A intervenção cirúrgica para a síndrome do túnel cárpico é uma libertação do túnel cárpico. A parte superior do túnel cárpico é dividida, o que alivia a pressão sobre o nervo mediano. A cirurgia pode ser aberta ou endoscópica.

Tanto a cirurgia aberta como a endoscópica são procedimentos ambulatórios. A cirurgia endoscópica é minimamente invasiva. É realizada num bloco operatório com ou sem sedação ligeira. Após a injeção de um medicamento para anestesiar a palma da mão e o pulso, é feita uma pequena incisão junto ao pulso. Através da incisão, é introduzida uma pequena câmara no túnel cárpico. O cirurgião inspeciona o túnel e, em seguida, utiliza uma lâmina ligada à câmara para cortar o ligamento transverso do carpo (a parte superior do túnel) para aliviar a compressão do nervo.

Para obter os melhores resultados após a cirurgia, não se esqueça de consultar um cirurgião ortopédico da mão se a dormência e o formigueiro continuarem a ser intermitentes em vez de constantes.

Prevenir a síndrome do túnel cárpico

Não existem estratégias comprovadas para prevenir a síndrome do túnel cárpico, mas é possível minimizar o stress nas mãos e nos pulsos com as seguintes medidas:

  • Reduzir a força e relaxar o punho.

Se o seu trabalho envolve a operação de caixas registadoras ou a digitação num teclado, por exemplo, pressione as teclas suavemente.

  • Faça pausas curtas e frequentes.

Estique e flexione suavemente as mãos e os pulsos periodicamente. Alterne as tarefas sempre que possível. Isto é especialmente importante se utilizar equipamento que vibre ou que exija o exercício de muita força. Mesmo alguns minutos de hora a hora podem fazer a diferença.

  • Cuidado com a postura.

Evite flexionar o punho totalmente para cima ou para baixo. Uma posição relaxada e média é a melhor.

  • Melhore a sua postura.

Uma postura incorreta faz com que os ombros caiam para a frente, encurtando os músculos do pescoço e dos ombros e comprimindo os nervos do pescoço. Isto pode afetar os pulsos, os dedos e as mãos, para além de causar dores no pescoço.

  • Mantenha as suas mãos quentes.

É mais provável que desenvolva dor e rigidez nas mãos se trabalhar num ambiente frio. Se a temperatura no trabalho não estiver sob o seu controlo, use luvas sem dedos para manter as mãos e os pulsos quentes.

 

Referências bibliográficas

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/carpal-tunnel-syndrome/diagnosis-treatment/drc-20355608?mc_id=us&utm_source=newsnetwork&utm_medium=l&utm_content=content&utm_campaign=mayoclinic&geo=national&placementsite=enterprise&invsrc=other&cauid=100721

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/carpal-tunnel-syndrome/symptoms-causes/syc-20355603?mc_id=us&utm_source=newsnetwork&utm_medium=l&utm_content=content&utm_campaign=mayoclinic&geo=national&placementsite=enterprise&invsrc=other&cauid=100721

https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/carpal-tunnel-syndrome/multimedia/carpal-tunnel-syndrome-treatments/vid-20084643?mc_id=us&utm_source=newsnetwork&utm_medium=l&utm_content=content&utm_campaign=mayoclinic&geo=national&placementsite=enterprise&invsrc=other&cauid=100721

 
Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Associação Científica dos Enfermeiros
A Transformação Digital na Oxigenoterapia vai ser um dos temas abordados no 2.º Congresso da Associação Científica dos...

Num contexto em que a transformação digital tem revolucionado a forma como a terapia com oxigénio é administrada e monitorizada, a sessão irá centrar-se nas oportunidades associadas à maior eficiência e eficácia do tratamento. Nelson Nabais, enfermeiro na Linde Saúde, empresa dedicada à prestação de cuidados respiratórios domiciliários, irá conduzir o simpósio que terá a duração estimada de uma hora.

O Congresso da ACE é composto por um dia dedicado a Cursos Técnicos e dois dias de debate com temáticas atuais sobre inovação em saúde, transformação digital e novos modelos de gestão. O evento conta com o contributo de vários especialistas.

 
"Cuidados abrangentes, contínuos e eficazes aos cidadãos"
Foi nomeado, recentemente, o Grupo de Trabalho para o Desenho, Implementação e Monitorização do Percurso Clínico Integrado (PCI...

“A ULS Coimbra nomeou um grupo de profissionais altamente experientes e com provas dadas na área da diabetes para trabalhar na conceção, implementação e monitorização de um PCI para a diabetes”, explica Alexandre Lourenço, Presidente do Conselho de Administração da ULS Coimbra, acrescentando que “os PCI representam um dos instrumentos essenciais para a integração de cuidados na Unidade Local de Saúde de Coimbra, pois seguem uma metodologia comprovada para proporcionar cuidados abrangentes, contínuos e eficazes aos cidadãos que sofrem de condições específicas”.

“A criação deste Grupo de Trabalho representa um passo crucial na concretização da nossa visão de proporcionar cuidados centrados nos cidadãos e promover uma abordagem integrada na prestação de cuidados de saúde na região. Acreditamos que, com o empenho e a experiência dos profissionais de saúde da ULS Coimbra, conseguiremos alcançar resultados significativos na gestão da diabetes e servir de modelo para futuras iniciativas de integração de cuidados”, conclui o responsável.

“A diabetes é uma condição crónica que afeta uma parte significativa da população servida pela ULS Coimbra e representa um desafio crescente para os nossos serviços de saúde”, frisa Iva Pimentel, Coordenadora deste Grupo de Trabalho, considerando que “para além da necessidade de desenvolver programas de promoção da saúde e prevenção da diabetes, esta condição exige cuidados multidisciplinares, uma abordagem proactiva na prevenção de complicações e um acompanhamento rigoroso, que este PCI pretende assegurar aos doentes da nossa região”.

O PCI para a diabetes terá como suporte os sistemas de informação de saúde de gestão de base populacional e cuidados personalizados; soluções de telemedicina e monitorização remota de doentes; a criação de uma Unidade de Cuidados Integrados de Ambulatório para a diabetes como resposta multidisciplinar de serviços e recursos adequados às necessidades complexas, programadas e agudas, dos doentes com diabetes; e respostas em proximidade nas comunidades de saúde da ULS Coimbra.

O grupo de trabalho para o Desenho, Implementação e Monitorização do Percurso Clínico Integrado para a Diabetes Mellitus tipo 2 tem, para já, as seguintes tarefas em mãos: avaliar a resposta à diabetes da ULS Coimbra, identificando os constrangimentos existentes; propor um percurso clínico integrado para diabetes tipo 2, de acordo com a melhor evidência clínica e cuidados centrados no cidadão; definir ações e um calendário de implementação do PCI, tal como o modelo de monitorização da sua implementação; e definir o modelo de monitorização da diabetes tipo 2, incluindo indicadores para medir a experiência do doente e resultados clínicos. Os trabalhos serão coordenados por Iva Pimentel, que contará, na equipa, com o apoio de Diana Roda, Elsa Feliciano, Maria Guiomar Freitas, Maria Leonor Gomes, Maria Rosário Reis, Pedro Ribeiro, Susana Reis e Susana Jorge.

 
Dia Internacional da Criança com Cancro
O cancro infantil embora seja menos comum que o cancro em adultos, é a principal causa de morte por

Embora o cancro possa aparecer em qualquer órgão, nas crianças afeta principalmente as células sanguíneas, as células cerebrais e as células do sistema músculo-esquelético. Assim, os tipos de cancro mais comuns em crianças são: a Leucemia, tumores no Sistema Nervoso Central, Neuroblastomas e Linfomas.

O tratamento do cancro infantil geralmente envolve uma combinação de cirurgia, quimioterapia, radioterapia, imunoterapia e transplante de células estaminais.

O transplante de células estaminais hematopoéticas já é considerado como terapia padrão em várias patologias como também em alguns cancros pediátricos mais frequentes como por exemplo: leucemia, linfoma, meduloblastoma, neuroblastoma e retinoblastoma. Para além disso, vários ensaios clínicos estão, atualmente, a ser conduzidos em crianças e adultos com tumores sólidos recidivos ou refratários.

Apesar dos riscos envolvidos, o transplante de células estaminais hematopoiéticas tem sido uma opção terapêutica eficaz em muitos casos, levando a curas de doenças graves e prolongando a sobrevivência dos pacientes. A evolução contínua das técnicas de transplante e a melhoria dos cuidados de suporte tornam esta opção cada vez mais acessível e eficaz no tratamento de várias doenças hematológicas e oncológicas.

Um exemplo destes é o caso de Sarah, uma jovem diagnosticada com uma forma rara e de difícil tratamento de leucemia. Depois de passar por quimioterapia e transplante de células estaminais do seu irmão, Sarah entrou em remissão por 18 meses.  Quando a leucemia voltou, pela terceira vez, os médicos sugeriram que ela participasse no ensaio clínico GRANS realizado no Royal Manchester Children’s Hospital (RMCH) que consistiu num transplante de células estaminais do sangue do cordão umbilical, juntamente com uma série de transfusões de glóbulos brancos. Agora com mais de um ano de remissão, a equipe da RMCH e a família têm esperança que este novo tratamento tenha curado a leucemia.

Sarah é uma das cinco crianças do estudo que estão vivas e em remissão como resultado deste tratamento experimental eficaz. Sem este ensaio clínico, é improvável que alguma das crianças ainda estivesse viva.

Ao optar por guardar ou doar o cordão umbilical, ganha-se uma possibilidade terapêutica atualmente praticada no tratamento de várias patologias, nomeadamente cancro pediátrico. Ao não guardar podemos estar a desperdiçar este potencial agente terapêutico.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Robot Aquabeam
A primeira cirurgia robótica de aquablação para o tratamento de Hiperplasia Benigna da Próstata realizou-se no Trofa Saúde...

A aquablação robótica é um procedimento inovador, minimamente invasivo  que utiliza a potência de jatos de água com a precisão robótica para proporcionar o alívio duradouro dos sintomas de HBP, independente do volume da próstata, mantendo a continência e a função sexual.

Como funciona a Aquablação Robótica?

Cada próstata é única e este procedimento personaliza cada cirurgia. Utiliza uma ecografia transretal e um instrumento através da uretra com uma câmara, por onde são aplicados os jatos de água. Desta forma, o cirurgião pode, em tempo real, proceder à marcação das zonas da próstata que deve extrair e as que deve evitar. Este mapeamento, e a não utilização de energia térmica, permite evitar destruir as zonas da próstata que causam complicações irreversíveis como a disfunção erétil ou ejaculatória e a incontinência.

Após o mapeamento, um jato de água de alta velocidade destrói o tecido prostático identificado. Esta aplicação do jato de água é exclusivamente realizada pelo robot, anulando o erro humano e assegurando de forma precisa, consistente e previsível, o tecido prostático a ser extraído. Esta fase do procedimento dura cerca de 5 minutos. Mais de 90% dos doentes têm alta nas primeiras 24 horas, já sem cateter vesical, urinando espontaneamente.

Ao contrário do que acontece com outras técnicas para tratamento da HBP, trata-se de um procedimento minimamente invasivo que permite uma recuperação e retorno à atividade diária extremamente rápida com o mínimo de riscos associados.

O Trofa Saúde é pioneiro na introdução do Aquabeam na região norte de Portugal, garantindo acesso exclusivo a uma abordagem avançada no tratamento desta condição .

 
Mercado não oferece opção de tratamento "válida" a 17% dos doentes
Em Portugal, e em termos globais, cada médico acompanha, em média, na sua consulta, 20 novos casos de doentes com cancro do...

O mesmo estudo mostra também que entre, aqueles com doença extensa, existem 17,6% para os quais atualmente o mercado não oferece uma opção de tratamento "válida", pelo que acabam por nem sequer entrar numa primeira linha de tratamento. No caso dos doentes com doença limitada, o cenário assume uma menor dimensão, com cerca de 10% a não entrarem em tratamento. Ainda assim, de entre aqueles com doença limitada e que iniciam tratamento, 3/4 acaba por progredir para doença extensa no final da 1ª linha desse mesmo tratamento.

De acordo com os dados, recolhidos em hospitais de norte a sul do País, metade dos doentes envolvidos no estudo estão a fazer uma primeira linha de tratamento, com cerca de 37% a realizarem uma 2ª linha e os restantes 15% uma 3ª linha.

Em termos de terapêutica, as principais abordagens de 1ª linha a estes doentes são duas e, em conjunto, representam mais de 80% do total de tratamentos realizados nesta fase: são os dupletos de Platina (QT), que representam 46,2% dos tratamentos, e a imunoterapia (36,8%). No que diz respeito à 2ª linha, o tratamento realizado pelo maior número de doentes é de QT em monoterapia (46,5%), com cerca de 30% a realizarem, aqui, apenas tratamentos paliativos. Já na 3ª linha, o estudo mostra que quase metade dos doentes faz apenas tratamentos paliativos (46,2%), existindo ainda 38,5% em tratamento ativo com QT em monoterapia.

António Araújo, Diretor do Serviço de Oncologia do Centro Hospitalar Universitário do Porto, refere que “o carcinoma do pulmão de pequenas células representa cerca de 13% dos cancros do pulmão, está intimamente ligado ao consumo de tabaco e mais de dois terços dos casos apresentam-se com doença extensa. O prognóstico é sempre muito sombrio, pois mesmo no estadio limitado cerca de 75% dos doentes acabam por progredir. Para o estadio extenso, as abordagens terapêuticas são muito escassas, com progressões muito precoces, e quando falamos de segundas e terceiras linhas de tratamento o panorama é ainda mais sombrio. Por estes motivos, necessitamos de fármacos que venham trazer aumento da sobrevivência e melhor qualidade de vida a estes doentes”.

O cancro do pulmão de pequenas células é um tipo de tumor que se multiplica muito rapidamente, é muito agressivo e metastiza muito cedo para outras partes do corpo. No geral, os sintomas mais comuns de cancro do pulmão incluem tosse persistente, dor no peito, falta de ar, tosse com sangue, fadiga, perda de peso sem causa conhecida, podendo os primeiros sintomas ser ligeiros ou considerados problemas respiratórios comuns, o que costuma conduzir a um diagnóstico tardio.

 
Espaço de comunicação tem de ser um espaço de conforto para o doente e familiares
Numa época em que a tecnologia e inteligência artificial assumem um papel cada vez mais importante n

As doenças neurológicas, que abrangem um espectro distinto de condições, desde a Doença de Alzheimer, à Doença de Parkinson, Epilepsia, Acidente Vascular Cerebral e Esclerose Múltipla, são doenças complexas que afetam por vezes a funcionalidade, bem-estar e autonomia dos doentes. O diagnóstico e tratamento podem ser processos demorados e difíceis, sendo uma comunicação eficaz facilitadora e tranquilizadora para o doente e família.

A princípio, é a partir do diálogo que o doente expressa os seus sintomas e eventos, que permitem ao médico reconstituir a história da doença, questionar detalhes que possam ajudar a chegar ao diagnóstico e eliminar outras hipóteses diagnósticas. Ao médico podem interessar não só dados da doença atual, como também outras doenças mais antigas ou mesmo da história familiar. Nem sempre o doente consegue fornecer uma história fidedigna e nesse caso os familiares são peças determinantes no estabelecimento de uma cronologia, de fornecimento de detalhes e nuances que permitem completar o puzzle do diagnóstico de uma doença neurológica.

Por outro lado, este espaço de comunicação tem de ser um espaço de conforto para o doente e familiares. Onde estes se sintam seguros no que diz respeito à confidencialidade dos dados que transmitem; ao respeito pelas suas crenças, valores, emoções e experiências; onde possam esclarecer as suas dúvidas sobre a doença e ter respostas claras. Nem sempre as respostas trazem segurança em relação ao futuro da doença e, por isso, é importante que haja uma relação sólida e de confiança e que o doente se sinta acompanhado, mais do que seguido numa consulta.

Uma vez estabelecido o diagnóstico, entramos na fase de planear o tratamento e seguimento. É essencial que o doente entenda a utilidade ou efeito do tratamento que propomos. É importante definir um plano de cuidados personalizado que o doente se sinta motivado e capaz para o executar. Para doenças como a Diabetes e Hipertensão Arterial, que são por vezes assintomáticas, não causando desconforto para o doente, é necessário que o doente entenda a razão que nos leva a tratá-las, que é a Doença Cardiovascular - Enfartes do Miocárdio, Acidentes Vasculares Cerebrais, entre outras. O mesmo se passa na Doença de Parkinson, em que o plano de cuidados pode incluir que a medicação seja tomada num horário rigoroso, que o doente tenha um plano de exercício físico acompanhado por um fisioterapeuta, siga um plano nutricional ou tenha até uma vida social ativa. A adesão do doente a cada proposta terapêutica, dependente da compreensão da sua utilidade.

Os cuidadores são elementos fundamentais no acompanhamento dos doentes com doença neurológicas. Um cuidador bem informado acerca da doença consegue dar um suporte adequado. É um elo de ligação aos profissionais de saúde e é também um observador e transmissor de informação. É capaz de percecionar as flutuações da doença e acompanhar o dia a dia, permitindo o reajuste do plano de intervenção a cada consulta.

Os cuidadores são também eles, afetados pela doença, sendo a exaustão do cuidador um problema frequente sobretudo nos doentes cujo cuidador é o familiar direto e o doente apresenta alterações do comportamento. Nestes casos, é importante que também ele se sinta acompanhado e posso encontrar o suporte necessário, quer seja nos profissionais de saúde, quer seja na comunidade.

Algumas doenças neurológicas como a demências podem apresentar em estadio avançado, perda de autonomia e capacidade de decisão. Nestas circunstâncias, em que o doente não consegue tomar decisões acerca de si próprio e dos seus bens, é facilitador que a família ou o cuidador sejam conhecedores da vontade do doente. Uma família e um doente informados, conseguiram antecipar algumas decisões futuras, como a decisão de colocar uma via alternativa de alimentação. Em casos particulares, a diretiva antecipada de vida pode ajudar a tomar decisões em momentos críticos e evitar que o doente seja submetido a tratamentos invasivos numa fase terminal da doença.

Em conclusão, a comunicação clara é crucial no diagnósticos e tratamento das doenças neurológicas. Permitem o esclarecimento de todos os intervenientes no processo de seguimento da doença, e uma maior adesão e avaliação das intervenções terapêuticas. Um doente e um cuidador informado são melhores gestores da doença. A existência de um canal de comunicação aberto entre profissionais de saúde e doentes facilita a superação dos desafios impostos pela doença neurológica.

 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Investigação contou com 4 245 psiquiatras europeus
A promoção de uma cultura laboral que inclua iniciativas anti-estigma e a integração destas ações nos programas de formação em...

Este estudo procurou identificar o estigma na prática clínica destes profissionais de saúde mental e faz parte de uma investigação que tem vindo a ser conduzida em 32 países da Europa. A investigação em curso pretende contribuir para que, futuramente, sejam implementadas medidas capazes de diminuir o estigma associado à saúde mental na prática clínica.

Intitulado Attitudes of psychiatrists towards people with mental illness: a cross-sectional, multicentre study of stigma in 32 European countries, publicado na revista eClinicalMedicine, editada pela The Lancet – liderado pela psiquiatra do Hospital Psiquiátrico Infantil e Adolescente de Vadaskert (Hungria), Dorottya Őri –, este estudo teve como objetivo central “analisar a relação entre as experiências vividas na primeira pessoa dos psiquiatras e pedopsiquiatras participantes e as suas atitudes estigmatizantes em relação a pessoas com doença mental”, explicam as investigadoras do Instituto de Psicologia Médica da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), Ana Telma Pereira e Carolina Cabaços, que participam como coordenadoras nacionais neste projeto europeu.

“Segundo a definição original do cientista social Erving Goffman, o estigma refere-se a qualquer atributo que reduz alguém nas nossas mentes, de uma pessoa normal e completa para outra que está reduzida, contaminada”, contextualizam as investigadoras. Na área da saúde, o estigma pode traduzir-se, por exemplo, “em dificultar o acesso a cuidados de saúde, tratar alguém com excessivo paternalismo ou condescendência ou desvalorizar as queixas do doente, entre outras atitudes e consequências, sendo um inegável promotor de desigualdade social”, sublinham.

As investigadoras referem ainda que “as pessoas que sofrem de uma doença mental estão entre os grupos sociais mais estigmatizados, que, devido ao estigma e à antecipação negativa de experiências de discriminação, frequentemente evitam pedir ajuda e aderem parcamente ao tratamento”. “Numa perspetiva mais abrangente, o estigma em relação à doença mental tem sido também considerado um dos principais obstáculos ao financiamento adequado de avanços técnico-científicos na área da psiquiatria”, acrescentam.


Ana Telma Pereira e Carolina Cabaços são as coordenadoras nacionais deste projeto

Para analisar o estigma nos 32 países europeus (Hungria, Portugal, Dinamarca, Lituânia, Áustria, Turquia, Albânia, Azerbaijão, Ucrânia, Eslovénia, Croácia, Sérvia, Rússia, Estónia, França, Chéquia, Irlanda, Grécia, Montenegro, Eslováquia, Letónia, Malta, Bulgária, Bielorrússia, Itália, Suíça, Alemanha, Países Baixos, Reino Unido, Bélgica, Espanha e Chipre), a equipa de investigação utilizou a Opening Minds Stigma Scale for Health Care Providers (OMS-HC), uma ferramenta que tem sido utilizada mundialmente para analisar atitudes estigmatizantes entre profissionais de saúde, e cujas propriedades psicométricas nos 32 países participantes foram aferidas num estudo anterior, publicado pela mesma equipa de investigação.

“Esta escala, em que são atribuídas pontuações entre 15 e 75 pontos – correspondendo as pontuações mais elevadas a atitudes mais estigmatizantes – é constituída por 15 itens de autorresposta, distribuídos por três subescalas, que avaliam as seguintes dimensões: atitudes face a pessoas com doença mental; ocultação e procura de ajuda; e distância social”, explicam as investigadoras.

“No global, a média das pontuações na amostra total foi relativamente baixa: 30.47, correspondendo a cerca de 40% do total da escala, revelando, assim, que a maioria dos psiquiatras participantes no estudo reportam atitudes globalmente positivas face à doença mental”, elucidam Ana Telma Pereira e Carolina Cabaços.

Sobre o contexto nacional, as investigadoras explicam que “Portugal apresentou uma média de 32.47 no total da escala de estigma, ligeiramente acima da média do total de participantes, tendo sido o 6.º país com a pontuação média mais elevada na OMS-HC, a seguir à Letónia (35.98), Ucrânia (35.02), Bielorrússia (35.01), Bulgária (33.09) e Chéquia (32.82)”. Participaram no estudo 148 psiquiatras de adultos e de crianças e adolescentes portugueses, de todas as regiões do país, a maioria psiquiatras de adultos (82,4%).

Em geral, os profissionais dos 32 países que obtiveram pontuações mais baixas de estigma (ou seja, que evidenciaram atitudes mais positivas em relação à doença mental) eram “os que estavam rodeados de atitudes positivas por parte de colegas, que participavam em grupos de discussão de casos, que estavam ativamente envolvidos em práticas psicoterapêuticas ou que tinham uma experiência pessoal com doença mental”, explica a equipa de investigação portuguesa. “Estes foram os fatores significativamente associados ao desenvolvimento de atitudes mais favoráveis por parte dos psiquiatras e pedopsiquiatras relativamente aos seus doentes por toda a Europa”, acrescentam.

Para o caso português, Ana Telma Pereira e Carolina Cabaços pretendem em breve publicar mais resultados nacionais e recomendações mais detalhadas, o que “irá permitir retirar e extrapolar conclusões mais específicas do nosso contexto nacional, que esperamos que possam vir a contribuir para a implementação de medidas mais eficazes para mitigar este relevante problema de saúde pública que é o estigma associado à doença mental, e do qual os profissionais de saúde mental não se encontram isentos”.

A participação das investigadoras da Universidade de Coimbra neste estudo europeu prende-se com o interesse de ambas pela área do estigma associado à doença mental, sendo este o tema de doutoramento de Carolina Cabaços, que é também médica psiquiatra do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e assistente convidada da FMUC. A tese de doutoramento é orientada pelo docente da Faculdade de Medicina da UC e diretor do Instituto de Psicologia Médica da FMUC, António Macedo; pelo docente da FMUC e coordenador científico do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional da UC, Miguel Castelo-Branco; e por Ana Telma Pereira.

O artigo científico está disponível em https://doi.org/10.1016/j.eclinm.2023.102342.

Programa Med Academy
A Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Politécnico de Coimbra (ESTeSC-IPC) integra, enquanto entidade formadora, o Med...

O programa arranca no próximo mês de março e prolonga-se até abril de 2025, num total de 456 horas de formação. O objetivo passa por aumentar as competências dos profissionais de saúde a operar no Oman International Hospital (OIH), otimizar procedimentos radiológicos (com vista à redução da exposição à radiação ionizante dos doentes e profissionais) e implementar níveis de referência de diagnóstico. Todos os módulos serão lecionados online mas culminam com uma semana de formação presencial, a realizar no OIH.

Esta é a primeira vez que a ESTeSC-IPC leciona formação avançada fora do país, reunindo profissionais nacionais e internacionais altamente especializados nas suas áreas da atuação. “O projeto Med Academy é um desafio tremendo para a ESTeSC-IPC”, assume o presidente, Graciano Paulo. “Estamos convictos que vamos projetar a Escola a nível mundial. É para nós motivo de orgulho que a IGHS e Siemens Healthineers nos tenham escolhido como parceiro”, acrescenta.

Para o chairman do grupo IGHS, José Alexandre Cunha, o projeto Med Academy “vai ao encontro da missão do OIH, que é prestar os melhores serviços de qualidade às comunidades”. “Com o protocolo, garantimos níveis de exigência maiores”, afirma. Também Nuno Reis, da Siemens Healthineers, vê a Med Academy como uma oportunidade para “cumprir a ambição de incrementar a qualidade e a satisfação dos clientes”. As formações realizadas em parceria com a ESTeSC-IPC vão ao encontro das “necessidades identificadas no terreno”, afirma.

 
Peritos em cirurgias minimamente invasivas no tratamento de doenças cardíacas congénitas
Recentemente, uma equipa experiente de especialistas europeus em Cardiologia Veterinária do AniCura Atlântico Hospital...

As patologias cardíacas congénitas são malformações no coração ou nos grandes vasos adjacentes, causadas por alterações em determinadas fases do desenvolvimento embrionário do coração. Estas malformações podem ocasionar o aparecimento de sinais clínicos graves logo nos primeiros meses e anos de vida ou, dependendo da malformação, apenas na fase adulta. Entre as doenças cardíacas congénitas caninas mais comuns encontram-se a estenose pulmonar e aórtica, defeitos de septo interventricular e interatrial, ducto arterioso persistente, displasia valvular tricúspide e mitral.

No caso mais recente, um cachorro Staffordshire Terrier, após a deteção de um sopro assintomático, o recurso à ecografia permitiu detetar uma estenose pulmonar com uma pressão severa no ventrículo direito e com arritmias ventriculares devido a hipoxia e fibrose do miocárdio. “Para melhorar tempo e qualidade de vida futura, procedeu-se ao tratamento recomendado nestes casos, uma valvuloplastia de balão, realizada no AniCura Atlântico Hospital Veterinário”, recorda . João Neves, especialista europeu em Cardiologia Veterinária deste hospital.

A cirurgia foi bem-sucedida e sem registo de complicações e permitiu diminuir a severidade da doença de severa a ligeira, o que significa que “o paciente vai, à partida, ter uma vida normal”, acrescenta. 

“Os casos mais severos de estenose pulmonar podem ser assintomáticos, mas, com a progressão da doença, os pacientes têm tendência para desmaios e intolerância ao exercício físico. Em casos já muito avançados, pode desenvolver-se uma acumulação de líquido no abdómen (ascite). Os casos severos têm, geralmente, um tempo de vida significativamente mais curto e em alguns casos pode haver morte súbita”, alerta Brigite Pedro, especialista europeia em Cardiologia Veterinária do AniCura Atlântico Hospital Veterinário.

O tratamento dos casos severos, e de alguns casos moderados, passa por dilatar a válvula por cateterismo cardíaco para aumentar qualidade e tempo de vida.  A cirurgia por cateterismo cardíaco é uma cirurgia minimamente invasiva, já que não implica abrir o coração, mas a introdução de cateteres por uma veia do pescoço até ao coração. Um desses cateteres tem um balão vazio que é colocado ao nível da válvula pulmonar estreita e, ao ser inflado, permite dilatar a válvula, possibilitando a passagem do sangue mais facilmente. O cateter com o balão é removido do coração e a pele é fechada com entre 3 a 4 pontos.

Recorda João Neves que, “mesmo com as cirurgias em casos mais avançados e arriscados registamos uma taxa de complicações muito baixa e taxas de sucesso muito elevadas”.  Por norma, também o pós-operatório em casa “é simples e decorre com bastante normalidade”.

Sendo um procedimento que envolve alguns riscos e possíveis complicações, deve ser realizado por especialistas em Cardiologia com bastante experiência para minimizar as possíveis complicações. A equipa da Dr. Brigite Pedro e do Dr. João Neves soma diversas cirurgias deste tipo no Reino Unido e, desde 2022 em Portugal, no Serviço de Cardiologia do AniCura Atlântico Hospital Veterinário, “a taxa de sucesso destas cirurgias é, atualmente, de 100%, sem qualquer registo de complicações maiores”. O Dr. João Neves realça também que, “apesar de termos sempre dois especialistas a operar, o sucesso depende de uma equipa de anestesia e enfermagem, muito bem oleada e preparada para possíveis imprevistos que possam ocorrer durante os procedimentos”.

Mesmo tendo em conta o maior risco em algumas raças, as doenças cardíacas congénitas podem ser encontradas em diversos graus em todas as raças de cães e gatos, incluindo animais sem raça definida.

Os sintomas podem variar de acordo com a patologia, mas entre os sinais mais comuns estão os sopros, um ruído anormal do sangue detetado na auscultação cardíaca que, em alguns casos, podem ser detetados pelo próprio cuidador ao tocar no peito do seu animal de companhia. É fundamental que os cuidadores estejam atentos a este e outros sinais, como atrasos no crescimento, dificuldade em respirar, intolerância ao exercício e desmaios. Consultas periódicas ao médico veterinário permitem a deteção atempada destas patologias e o início de um tratamento adequado.

A estenose pulmonar é apenas uma das doenças congénitas que pode ser operada no Serviço de Cardiologia do AniCura Atlântico Hospital Veterinário, sendo ductos arterioso persistente, estenose sub-aórtica, CorTriatriatum dexter, e defeitos de septo, outras doenças congénitas que podem ser corrigidas, dependo do caso.

Dia 17 de fevereiro
Os desafios e novas soluções de tratamento na área da Endometriose vão estar em debate, no dia 17 de fevereiro, por...

Margarida Martinho, Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Ginecologia e Pedro Xavier, Presidente da Sociedade Portuguesa de Medicina da Reprodução, serão os moderadores deste encontro, que contará com a apresentação do Estudo VivEndo, por Hélder Ferreira, ginecologista com conhecida experiência nesta área, realizado com o objetivo de perceber melhor o percurso e impacto que a Endometriose tem a nível nacional; com o painel “Tratamento da Endometriose nos dias de hoje”, por Pietro Santulli, ginecologista no Hospital Universitário de Paris Central, dedicado à investigação da Endometriose na infertilidade; e ainda a apresentação do novo medicamento para a Endometriose, que ficará a cargo de Fernanda Águas, Diretora do Serviço de Ginecologia no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

A nova solução terapêutica com as substâncias ativas relugolix, estradiol e acetato de noretisterona está desde 2021 aprovada para o tratamento sintomático dos miomas uterinos e, em outubro de 2023, recebeu aprovação pela EMA (Agência Europeia do Medicamento) para o tratamento sintomático da endometriose em mulheres com uma história de tratamento médico ou cirúrgico prévio para a sua endometriose.

O encontro visa conhecer os desafios atuais e as novas soluções terapêuticas da Endometriose para uma resposta mais diversificada às doentes com esta patologia.

Especialistas reunidos nas FNAC Talks
No passado dia 9 de fevereiro, o médico especialista em Medicina de Reprodução, Ginecologia e Obstetrícia, Miguel Raimundo...

A conversa começou pelo esclarecimento da SOP e qual a sua relação com outras especialidades, como a endocrinologia e a nutrição, tendo sido também abordado o impacto da doença no âmbito da fertilidade. Para Miguel Raimundo “é importante falar sobre este tema, principalmente sabendo que é uma doença que afeta tantas mulheres e que existem tantas questões sobre a mesma”. Este é também um dos propósitos das sessões FNAC Talks: reunir médicos especialistas em ginecologia, obstetrícia e medicina de reprodução para desmistificar tabus da saúde reprodutiva.

Durante a sessão dedicada à doença, que segundo o endocrinologista Carlos Bello “pensa-se que 9 a 13% da população, das mulheres em idade fértil tenham”, foram discutidos os sintomas, como é feito o diagnóstico, quais os tratamentos possíveis e ainda a importância do estilo de vida, como o exercício físico e a qualidade do sono.

Rafaela Teixeira, destaca que “a nutrição se demonstra muito importante no acompanhamento das mulheres com ovários poliquísticos” e que é “é preciso integrar o exercício físico”, para um melhor estilo de vida.

Segundo a nutricionista, os alimentos consumidos e a qualidade dos mesmos, pode ter muito impacto na Síndrome do Ovário Poliquístico.

A próxima sessão terá lugar dia 8 de março, no âmbito do Dia Internacional das Mulheres.

 
Prevenção, deteção precoce e redução do impacto das DCCV
No Dia Nacional do Doente Coronário, a Secretaria Regional da Saúde e Proteção Civil da Região Autónoma da Madeira anuncia a...

Este protocolo enquadra-se na estratégia da Secretaria Regional da Saúde de promoção de políticas públicas para a longevidade e tem como objetivo explorar novos modelos de colaboração no ecossistema da saúde, através da implementação de uma abordagem integrada às DCCV, e do Plano Regional de Saúde 2021-2030. “Esta colaboração é um exemplo de promoção da cultura colaborativa que queremos incentivar na região, através da cooperação multissetorial, da disseminação, aplicação e transferência do conhecimento no âmbito da longevidade. Vai permitir-nos manter a tendência decrescente da mortalidade por DCCV verificada na Região Autónoma da Madeira e inverter a tendência crescente verificada na mortalidade por doenças isquémicas do coração e por outras doenças cardíacas, com um benefício claro para a nossa população e economia”, afirma Pedro Ramos, da Secretaria Regional da Saúde e da Proteção Civil da Madeira.

O programa tem como linha orientadora contribuir para uma menor carga de doença resultante de uma maior aposta na prevenção primária e secundária das DCCV. A Novartis está assim posicionada de forma única para colaborar na alteração do cenário atual destas patologias, graças a uma combinação do seu legado de investigação, desenvolvimento e conhecimento, nomeadamente na área de intervenção do projeto, presença global e liderança em ciência e inovação.

Simon Gineste, Presidente da Novartis em Portugal, refere: “este programa materializa o nosso compromisso em reescrever a forma como colaboramos com a sociedade e todas as suas estruturas governamentais, colocando à sua disposição não só a nossa inovação transformadora, como também o nosso conhecimento e experiência através de parcerias estratégias que contribuam significativamente para reverter o impacto negativo da doença. O desafio da longevidade é garantir uma intervenção ao longo do ciclo de vida, que permita manter o mais alto nível de capacidade funcional da população, modificando comportamentos e criando as condições para a prevenção, a rápida identificação, a gestão e o tratamento das doenças que mais nos afetam enquanto sociedade. As DCCV afirmam-se assim como um pilar fundamental de atuação”.

A implementação deste programa de longevidade e inovação cardiovascular assenta em três pilares com impacto na comunidade, nos cuidados de saúde e na longevidade: Data Intelligence – posicionar a Madeira como uma referência na utilização de dados e na Investigação Clínica; Inovação Tecnológica combinada com Inovação Terapêutica – Identificação automatizada e intervenção urgente nos doentes em risco iminente de evento cardiovascular; e Criação de uma Unidade Avançada de Longevidade Cardiovascular assente nas melhores práticas internacionais. Os planos de ação para cada um dos pilares serão agora desenvolvidos por um grupo de trabalho que determinará, entre outros, os resultados esperados, os mecanismos de monitorização e os recursos a investir.

 

Páginas