4 de fevereiro | Dia Mundial de luta contra o Cancro
O cancro é uma realidade que afeta milhões de vidas em todo o mundo, sendo responsável por uma signi

O cancro caracteriza-se pelo crescimento descontrolado de células anormais e representa uma enorme ameaça para a nossa sociedade, uma vez que o seu impacto não é apenas na vida do doente, mas também na dos seus familiares. De acordo com dados da Comissão Europeia, estima-se que o impacto económico global do cancro na Europa seja de 100 mil milhões de euros por ano.

A propósito do Dia Mundial de luta contra o Cancro, que se assinala a 4 de fevereiro, recordamos, através do Blog da Medicare `Mais Saúde´, algumas das questões mais comuns quando se enfrenta este problema.

Como surge?

O cancro tem origem em alterações genéticas nas células normais, transformando-as em células cancerígenas. Essas alterações podem ser desencadeadas por diversos fatores, como exposição a substâncias carcinogénicas, radiações ultravioleta, predisposição genética, substâncias químicas e mutações aleatórias ao longo do tempo.

O crescimento descontrolado das células cancerígenas resulta na formação de tumores, podendo estes invadir tecidos adjacentes e espalhar-se para outras partes do corpo, um fenómeno conhecido como metástase.

Metástases – Em que é que consistem?

As metástases dão-se quando células cancerígenas se deslocam para novas áreas do corpo, representando, assim, um desafio significativo no tratamento do cancro. A capacidade dessas células em manipular o ambiente ao seu redor é crucial para o estabelecimento de novos focos de crescimento maligno. A angiogénese, ou formação de novos vasos sanguíneos, é uma estratégia utilizada por algumas células cancerígenas para garantir nutrientes e oxigénio ao novo tumor.

Tumores benignos vs. tumores malignos – Qual a diferença?

É importante destacar que nem todos os tumores são cancerígeno. Os tumores podem ser benignos, não cancerígenos e de crescimento lento, ou malignos, cancerígenos e capazes de se espalhar para outras partes do corpo. O cancro, por sua vez, refere-se especificamente a tumores malignos invasivos.

Tipos de cancros e sintomas a ter em consideração:

Existem mais de 100 tipos de cancros, classificados entre carcinomas, sarcomas, linfomas, leucemias, mieloma múltiplo e melanoma, entre outros. Em Portugal, os cancros mais comuns incluem o da pele, pulmão, mama, colorretal, próstata e ovário. Os sinais de alerta para o cancro variam, sendo essencial estar atento a mudanças na pele, nódulos, sangramento anormal, dores persistentes, alterações nos hábitos intestinais/urinários, perda de peso inexplicada, fadiga prolongada entre outros.

Diagnóstico e tratamento:

O diagnóstico do cancro envolve exames físicos, análises de sangue, imagens médicas e biópsias. A biópsia, processo que retira uma amostra do tumor para análise, é crucial para determinar o tipo e estágio do cancro. Quanto ao tratamento, existem diversas abordagens disponíveis, incluindo cirurgia, radioterapia, quimioterapia, imunoterapia, terapêutica hormonal e transplante de células estaminais.

Prevenção e estratégias para uma vida mais saudável:

Embora a genética influencie a suscetibilidade ao cancro, fazer escolhas que contribuam para uma vida mais saudável desempenham um papel crucial na prevenção. Adotar uma dieta variada, manter um peso saudável, evitar o tabaco, limitar o consumo de álcool, proteger-se do sol e participar em rastreios regulares são estratégias eficazes. O diagnóstico precoce é fundamental e a prevenção é um compromisso de todos para uma vida mais longa e saudável.

Lembre-se, ao notar sinais preocupantes, consulte um médico para uma avaliação adequada. A prevenção e o diagnóstico precoce são aliados essenciais na luta contra o cancro. Faça rastreios anuais e cuide da sua saúde!

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Cancro do Pulmão é responsável por 15,4% das mortes por cancro em Portugal.
No âmbito do Dia Mundial do Cancro, a Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) sublinha a importância do diagnóstico precoce na...

Para Francisco Cavaleiro de Ferreira, presidente da LPCC, as práticas nacionais devem estar em linha com as recomendações europeias e a evidência científica aponta para uma relação direta entre o diagnóstico precoce, a eficiência e a efetividade dos tratamentos contra o cancro do pulmão. “É urgente garantirmos que toda a população elegível tem a possibilidade de fazer o rastreio do cancro do pulmão. Para além da adoção de estilos de vida saudáveis, esta é a única forma de conseguirmos diminuir a mortalidade por esta doença”.

O presidente da LPCC refere ainda que a implementação de rastreios deverá ser realizada, no seu início, através da disponibilização de projetos piloto em zonas diferentes, de acordo com caracterizações sociais, económicas e de saúde diversas, tal como preconizado pela Comissão Europeia.

Cavaleiro de Ferreira adianta também que “existem várias populações e regiões da Europa que já têm implementados programas de rastreio de base populacional para o cancro do pulmão, verificando-se, a par da redução da mortalidade, uma diminuição das despesas de saúde e do impacto social e familiar da doença. No nosso país, temos também de dar este passo fundamental para o sucesso da luta contra esta doença”. 

Em Portugal, de acordo com o Registo Oncológico Nacional (RON), o cancro é a segunda causa de morte, responsável por mais de 28 mil óbitos anuais, tendo sido, em 2020, responsável por 23% de todas as mortes.

Ainda segundo o RON, o cancro do pulmão é o mais mortal, com um número de óbitos que supera os cancros da mama, próstata e colo-rectal juntos, sendo responsável por 15,4% das mortes por cancro em Portugal. Em 2020, 4.307 pessoas morreram com cancro no pulmão (3.204 homens e 1.103 mulheres).

Os dados do RON mostram também que, além do cancro do pulmão, os cancros da mama, da próstata e o cancro colorretal continuam a ser dos mais frequentes. No caso particular da população feminina, o cancro da mama continua a ser o cancro com maior incidência e o mais responsável pela mortalidade das mulheres (16,1%).

 
Dia 7 de fevereiro
O evento organizado pelo EIT Health, que trabalha em conjunto com os seus parceiros para moldar o futuro dos cuidados de saúde...

Este vai ser um evento de matchmaking de start-ups onde a comunidade internacional de inovação se reúne para revolucionar os cuidados de saúde através da inovação colaborativa. Vai ser uma oportunidade única para descobrir a influência pioneira de Portugal no futuro dos cuidados de saúde na Europa.

 No EIT Health Matchmaking Lisboa 2024 vão estar presentes fundadores de start-ups de sucesso, como a iLoF, que contou com a colaboração internacional da rede da EIT Health que os ajudou a transformar a sua inovação pioneira num produto comercializável.

Do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) estará presente um representante para falar sobre a forma como a inovação se concretiza na prática com o Projeto FLASHKNiFE, uma abordagem inovadora à radioterapia convencional como tratamento do cancro. Esta solução promete oferecer um tratamento mais potente e mais bem tolerado, sem equivalente no mercado atual. Os doentes poderão ficar curados numa única sessão, em vez de 5 a 20 sessões de radioterapia convencional, reduzindo os custos dos cuidados de saúde. Um tratamento mais bem tolerado, com menos efeitos secundários, significa um maior conforto para o doente e reduz a necessidade de tratar os efeitos secundários.

Esta vai ser uma oportunidade única para acompanhar um painel de discussão de relevo sobre Start-Ups Portuguesas que estão a inovar o futuro dos cuidados de saúde na Europa e onde oradores convidados discutirão o papel pioneiro de Portugal nessa matéria, particularmente no domínio dos dados de saúde.

 
O período de transição ficará concluído no final deste mês
A Lusíadas Saúde concluiu o processo de aquisição das Clínicas Dr. Well’s, da MC do Grupo Sonae, passando, a partir de hoje, a...

Esta aquisição integra-se no plano estratégico de expansão, o qual permite à Lusíadas Saúde chegar a novos destinos, tais como, por exemplo, Loures, Cascais, Leiria, Coimbra, Vila Real e Guimarães.

Com a integração das Clínicas Dr. Well’s no universo do Grupo, uma referência há 25 anos na saúde privada, a Lusíadas reforça a sua aposta na medicina dentária, posicionando-se agora numa posição de enorme relevo no mercado.

 
Para responder às necessidades de saúde dos cidadãos
A Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS Coimbra) vai assinar, amanhã, pelas 10h, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Mira,...

“Uma das grandes preocupações da ULS Coimbra é dotar a região com médicos de família em número suficiente para responder às necessidades de saúde dos cidadãos, principalmente nos concelho com maior carência, como é o caso de Mira”, avançou o Presidente do Conselho de Administração da ULS Coimbra, Alexandre Lourenço. Destes cinco médicos recém-especialistas, dois ficarão em Mira, outros dois em Cantanhede e um em Coimbra, no Centro de Saúde de Fernão de Magalhães.

“A ULS Coimbra tem procurado fortalecer, cada vez mais, a sua relação com as autarquias, que acreditamos ser um parceiro essencial na implementação de políticas de saúde, principalmente nas respostas de proximidade”, frisou Alexandre Lourenço, que diz ser “uma satisfação acolher estes novos profissionais de saúde no corpo clínico da ULS Coimbra”.

Almerinda Rodrigues, Diretora Clínica para a área dos Cuidados de Saúde Primários, destaca o facto de ser “a primeira vez que se descentraliza a assinatura dos contratos”, frisando que “é especialmente simbólico o facto de a assinatura ser feita num concelho que tem falta de médicos de família, algo que representa a resposta às preocupações de proximidade e descentralização que a nossa ULS Coimbra assumiu desde o primeiro momento”.

 
Opinião
O cenário internacional encontra-se atualmente marcado por conflitos e guerras que impactam não apen

Como é do conhecimento de todos o contexto internacional de guerra causa, inevitavelmente, perturbações económicas a nível global. Portugal, como parte integrante do sistema económico mundial, não está isento destas turbulências. As consequências de uma recessão económica nunca são meigas e podem levar a altas taxas de desemprego, pobreza e insegurança financeira, sendo estes fatores altamente favoráveis ao aumento de stress e ansiedade generalizados por parte das famílias que se deparam com dificuldades acrescidas, e sem recursos para efetuar a manutenção do estilo de vida anteriormente adotado. Com despesas assumidas, que têm de ser cumpridas, e filhos para criar, esta situação torna-se tremendamente impactante no estado emocional de quem sente o peso da responsabilidade.

A crise internacional resulta também em fluxos maciços de refugiados. O deslocamento forçado por parte de quem, com toda a legitimidade, se recusa a aceitar uma guerra que destrói o seu país, a sua cidade e as suas gentes, e que pretende proteger o pouco que ainda lhe resta, expõe estes indivíduos a condições extremamente adversas. A sua chegada a um país que se pretende acolhedor, pode também desencadear sentimentos mistos na população de origem, incluindo empatia e solidariedade e, ao mesmo tempo, ansiedade em relação ao impacto social, económico e cultural. Todas estas condicionantes são promotoras do aparecimento de uma enorme instabilidade da sociedade em geral, nos nativos e nos refugiados.

Não podemos esquecer que esta instabilidade apresenta transtornos biológicos e psicológicos no ser humano. Em momentos de tristeza, medo e preocupação, o corpo passa por uma série de alterações biológicas como resposta ao stress emocional. Essas mudanças fazem parte da complexa interação entre o sistema nervoso, o sistema endócrino e o sistema imunológico. Se por um lado a sua presença constitui uma resposta normal do corpo à adversidade, por outro lado a sua persistência no tempo, pode ter efeitos adversos na saúde física e mental a médio/longo prazo.

Neste sentido, é fácil entender que os conflitos armados são um catalisador para o trauma psicológico em escala massiva. Os cidadãos em países diretamente afetados experimentam níveis elevados de stress, ansiedade e transtorno pós-traumático que os coloca numa situação de enorme fragilidade no que diz respeito à saúde mental. Contudo, estas consequências não se limitam ao espaço geográfico dos conflitos, pois também nas restantes nações, se instalam tensões psicológicas que derivam da observação continua, através dos média, de cenários aterradores e da perceção de impotência perante tamanha atrocidade, aos quais nenhum ser humano consegue ser indiferente. A informação que diariamente nos entra em casa através dos meios de comunicação tem um forte impacto negativo no nosso bem-estar e consequências no estado emocional.

Quando nos deparamos com situações que escapam ao nosso controle, é natural que emoções intensas, como a revolta e a impotência, surjam como respostas à injustiça, ao caos e à incerteza. A revolta frequentemente caminha lado a lado com a impotência, que é uma sensação avassaladora de incapacidade diante dos desafios que se apresentam. É como lutar contra um vendaval, onde cada esforço parece insuficiente para modificar o curso dos acontecimentos. Essa impotência, por sua vez, pode gerar um profundo desconforto emocional, alimentando uma sensação de desamparo diante da magnitude da crise.

A revolta pode ser uma força motriz para a mudança. Transformar a indignação em ações concretas, permite que a revolta se transforme numa força positiva. Por outro lado, a impotência, pode ser enfrentada através da aceitação do que não podemos mudar e da concentração e foco naquilo que está ao nosso alcance e é possível transformar.

O aumento da procura de serviços de saúde mental é uma realidade, particularmente, em períodos de crise. A capacidade do sistema de saúde mental é testada à medida que a procura aumenta e é crucial que a resposta a estas necessidades esteja devidamente instituída e estruturada para garantir a resposta adequada.

A importância de cuidar da saúde mental é de extrema relevância, mas quando o contexto que se vive é indutor de grandes desafios emocionais, torna-se ainda mais importante não negligenciar esta vertente da saúde. Embora as circunstâncias possam ser desafiadoras e a incerteza assumir um papel preponderante, encontrar força e resiliência dentro de cada um de nós não é uma tarefa fácil, mas é uma jornada fundamental. Assim como cuidamos dos nossos corpos físicos, a saúde mental também merece toda a nossa atenção e dedicação.

No meio do caos, é essencial cultivar a esperança. O desafio de olhar para além das adversidades e manter a chama da determinação viva é um ato de coragem essencial. A força mental, muitas vezes, é o pilar que sustenta a resistência em tempos difíceis e garante que o físico não desiste e continua a lutar pela sobrevivência.

Nesse cenário desafiador, é importante lembrar que as emoções que experimentamos são válidas. A tristeza, o medo e a ansiedade são reações humanas naturais, mas também somos capazes de encontrar alegria, coragem e solidariedade no meio do tumulto.

Num contexto em que é fundamental a interajuda, a solidariedade contribui positivamente para a saúde mental coletiva, criando uma atmosfera de apoio e compreensão mútuos. Em comunidades solidárias, a consciencialização sobre as necessidades emocionais dos outros é elevada, e promove um ambiente mais saudável para todos. A solidariedade não transforma apenas vidas materialmente, mas também molda positivamente o panorama psicológico. Ao colocarmos em prática a solidariedade, construímos um caminho para a resiliência, autoaceitação e um profundo sentimento de pertença, criando um ciclo virtuoso de bem-estar emocional geral.

O apoio mútuo é uma fonte inestimável de fortaleza. Ao partilharmos as nossas debilidades emocionais, construímos uma rede de suporte que nos ajuda a superar obstáculos. Juntos, somos mais fortes, e capazes de enfrentar as tempestades emocionais que o contexto de crise inevitavelmente transmite.

Nunca devemos subestimar o poder da resiliência. Mesmo em tempos de conflito, podemos aprender, crescer e conseguimos, com toda a certeza, adaptarmo-nos à nova realidade como forma de proteção. A resiliência é a capacidade de se curvar, mas não quebrar, de encontrar luz nas sombras e de emergir mais forte do que nunca.

Nos momentos menos positivos, é fácil e habitual esquecermos a importância do autocuidado. No entanto, é justamente nestes períodos que cuidar de nós mesmos se torna um ato revolucionário. Priorizar o descanso, nutrir o corpo e a mente, e permitir momentos de tranquilidade são investimentos inestimáveis para a saúde mental. É imperativo encontrar momentos de paz. Seja através da meditação, da arte, da música ou da natureza. Encontrar fontes de serenidade é uma maneira poderosa de acalmar a mente inquieta.

Ao cuidarmos da nossa saúde mental, conseguimos, não apenas, resistir às adversidades, mas também construir um novo e mais resistente alicerce para a reconstrução futura. Se nos focarmos na nossa própria força interior, contagiamos e inspiramos os outros a caminhar na mesma direção.

Num contexto internacional de guerra, Portugal enfrenta desafios psicológicos significativos decorrentes da crise global. É por isso imperativo que as políticas públicas e os recursos de saúde mental estejam preparados para atender às crescentes necessidades da população. A compreensão aprofundada destes efeitos psicológicos permite uma abordagem mais eficaz na mitigação do impacto e na promoção do bem-estar mental em tempos difíceis.

É crucial lembrar que não estamos sozinhos nas nossas jornadas. Procurar apoio, seja de amigos, familiares ou profissionais de saúde mental, é um ato de coragem e sabedoria. A vulnerabilidade não é fraqueza, mas sim, a essência da humanidade.

Cuidar da saúde mental não é apenas uma escolha sábia é uma necessidade vital.

Não existe saúde sem saúde mental!


 
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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
O alerta é do Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão (GECP)
No âmbito do Dia Mundial do Cancro, que se celebra anualmente a 4 de fevereiro, o Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão (GECP)...

Em Portugal, o cancro do pulmão surge como uma preocupação significativa de saúde, sendo uma causa de mortalidade impactante com cerca de 4.600 mortes por ano, o que demonstra a necessidade de implementar ações preventivas, sobretudo no que diz respeito aos rastreios. Segundo Ana Barroso, pneumologista no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho e membro da Direção do GECP, “ao implementarmos programas de rastreios para detetar precocemente neoplasias malignas do pulmão estamos a investir no poder da prevenção e no aumento das hipóteses de tratamento bem sucedido. Hoje sabemos que o rastreio do cancro do pulmão em populações de risco reduz o número de mortes por esta causa.”

Atualmente, são diagnosticados, por ano, mais de 5.000 novos casos de cancro do pulmão em Portugal, sendo que 65% dos casos são detetados em estadios avançados.

A deteção precoce do cancro do pulmão é fundamental, pelo que no caso de sintomas novos (tosse persistente, hemorragia pela boca, dor torácica, dificuldade respiratória, rouquidão e alteração da voz, fadiga, perda de apetite, dor óssea), ou agravamento dos sintomas pré-existentes a recomendação é procurar aconselhamento do médico assistente. “Acreditamos que um dos principais pilares da luta contra o cancro do pulmão começa com a consciencialização, melhoria da educação e procura ativa por sinais precoces, colocando o poder de uma vida saudável nas mãos de cada um”, refere a especialista.

A relação entre o tabagismo e o diagnóstico de cancro do pulmão é bastante evidente, visto que mais de 80% dos doentes diagnosticados são fumadores ativos ou ex-fumadores. Em Portugal, 17% da população com 15 ou mais anos é fumadora. Os riscos inerentes ao tabagismo são significativos, manifestando-se numa redução média de 10 anos na expetativa de vida para os indivíduos que fumam. “A mudança de atitude é fundamental e deve começar pelo abandono do hábito de fumar. Além disso, a adoção de um estilo de vida saudável é essencial para melhorar o estado de saúde da população. Entre os vários comportamentos destacamos a prática regular de exercício físico, uma alimentação saudável e uma boa higiene de sono”, conclui Ana Barroso.

 
 
Dados de inquérito
64% dos doentes com cancro da próstata revelam terem recebido o diagnóstico com menos de 65 anos, sendo que a maioria dos...

Este estudo foi realizado no âmbito da campanha de sensibilização #VamosTocarNesteAssunto, desenvolvida pela APU e pela APDPróstata, que tem como missão o aumento da literacia nesta área da saúde e alertar a população, especialmente os homens, para a importância de conhecer os primeiros sinais desta doença e de realizar exames periódicos a partir dos 45-50 anos. 

Em Portugal, o cancro da próstata é o mais frequente em homens com mais de 50 anos e, por ano, são registados cerca de seis mil novos casos. Joaquim Domingos, presidente da Associação Portuguesa de Doentes da Próstata (APDP) e sobrevivente de cancro da próstata reforça a importância do diagnóstico precoce: “O inquérito revela que a maioria dos diagnósticos foram feitos entre os 55 e os 74 anos (59%). Através do estudo conseguimos também verificar que o grupo de doentes com menos de 50 anos apresentam percentagens mais elevadas de PSA do que os que foram diagnosticados mais tarde. Com base neste dado importa relembrar a necessidade de realizar exames periódicos a partir dos 45 anos, caso haja casos de cancro da próstata de familiares próximos, ou a partir dos 50 anos nos restantes casos.” 

O estudo também revela a necessidade de melhorar a acessibilidade dos doentes com cancro da próstata aos cuidados médicos para garantir um diagnóstico precoce, uma vez que esta é uma doença de evolução lenta, pelo que é essencial estar atento aos primeiros sinais. 

“O questionário demonstra que mais de metade dos doentes foram diagnosticados em contexto de consulta com o médico de família. É fundamental garantir numa primeira instância a referenciação precoce por parte da Medicina Geral e Familiar e que estes médicos estejam mais alerta, não só para a doença, mas também para os sintomas”, sublinha Miguel Silva Ramos, presidente da Associação Portuguesa de Urologia (APU). 

O cancro da próstata é a quarta principal causa de morte mundial por cancro, o que representa mais de 10% das mortes por doença oncológica a nível global.  

Para conhecer as principais conclusões do inquérito da APU e da APDPróstata, assista ao vídeo da campanha #VamosTocarNesteAssunto aqui: https://www.vamostocarnesteassunto.pt/

 
Portugal ocupa a 19ª posição entre os países europeus
O cancro continua a ser uma das maiores ameaças para a saúde a nível mundial, apesar dos avanços na investigação e na...

Inovação na Tecnologia contra o Cancro entre 1971 e 2021

O novo estudo "Patentes e Inovação contra o Cancro" tem como objetivo disponibilizar aos decisores políticos e investigadores um retrato sobre o registo global de patentes no âmbito da luta contra o cancro, descrevendo onde decorreram e quais foram os avanços tecnológicos mais recentes. O relatório revela que mais de 140 mil invenções de combate ao cancro foram divulgadas publicamente nos últimos 50 anos. Este estudo é complementado por uma plataforma digital da OEP de acesso livre, que simplifica o acesso aos inovadores na área, a informação técnica contida nas patentes, a partir de pesquisas pré-definidas em bases de dados.

O Presidente da OEP, António Campinos, afirma: "A plataforma que hoje lançamos terá um papel preponderante na luta contra o cancro, capacitando os cientistas de informação técnica e conhecimento necessários ao desenvolvimento de futuras investigações e apoiando o seu trabalho na criação de novas tecnologias que permitam salvar vidas. A Europa ocupa a segunda posição no que concerne ao desenvolvimento de tecnologias relacionadas com o cancro, mas podemos evidentemente fazer muito mais e temos de fazer muito mais neste domínio - especialmente quando as previsões indicam que haja um aumento de diagnósticos por doença cancerígena nos próximos anos".

Luta global contra o cancro

De acordo com o novo relatório da OEP, os Estados Unidos lideram a inovação relacionada com o cancro a nível mundial, com quase 50% de todas as FPI de 2002 a 2021 atribuídas a requerentes americanos. A UE surge em segundo lugar com uma quota de 18%, seguida do Japão com 9%. Mais recentemente, a China deu passos significativos neste domínio, com uma grande contribuição para o panorama global da inovação no domínio do cancro. Na Europa, a Alemanha tem mantido a sua posição como país líder da origem na inovação relacionada com o cancro, tendo liderado durante as últimas duas décadas. O Reino Unido emergiu rapidamente como o segundo maior contribuinte. A França, a Suíça e os Países Baixos demonstram um aumento constante da inovação relacionada com o cancro, ocupando a terceira, quarta e quinta posições, respetivamente.

As inovações estão a redefinir o futuro do tratamento e do diagnóstico do cancro

Os esforços de luta contra o cancro têm vindo a ser reforçados graças a novas e melhores tecnologias de tratamento e diagnóstico desta doença. Os avanços nas imunoterapias e nas terapias genéticas desempenham aqui um papel significativo. Entre 2015 e 2021, o número de FPI em terapia genética duplicou, ao passo que a imunoterapia mais do que duplicou no mesmo período. Verificou-se ainda um aumento substancial da atividade internacional de registo de patentes no domínio do diagnóstico do cancro, especialmente nas biópsias líquidas (ex. amostras de sangue). Outros novos avanços na informática dos cuidados de saúde centraram-se na utilização de técnicas avançadas de processamento de imagem e de algoritmos de machine learning fundamentais para melhorar a precisão e a eficiência da deteção e do diagnóstico do cancro.

O papel crescente das universidades e dos centros de investigação públicos

As universidades, os hospitais, as instituições públicas de investigação e as start-ups desempenham um papel cada vez mais importante na forma como estas inovações chegam ao mercado. Foram fundamentais em quase um terço das FPI relacionadas com o cancro entre 2002-2021, representando 26% de todas as FPI de requerentes de patentes da UE e 35% das FPI de requerentes dos EUA, ultrapassando significativamente a sua contribuição média em todas as tecnologias.

O INSERM e o CNRS franceses destacam-se como pólos fundamentais da inovação no domínio do cancro, ocupando o terceiro e o sétimo lugares a nível mundial entre 2017-2021. Em Portugal, que ocupa a 37ª a nível mundial com 145 FPI entre 2002 e 2021, o ranking é composto pela Universidade de Coimbra, Universidade do Minho e Instituto de Medicina Molecular.

Outros atores destacados entre os principais requerentes incluem empresas farmacêuticas dos EUA e da Europa, centradas principalmente em tratamentos inovadores contra o cancro, enquanto várias empresas, como a Philips, a Siemens e a Fujifilm, são especializadas em diagnósticos.

A nova plataforma para facilitar o acesso à informação e as novas ferramentas para facilitar o investimento

A nova plataforma digital de acesso livre, “Technologies combatting cancer”, foi desenvolvida por especialistas da OEP, em colaboração com 10 institutos nacionais de patentes da Europa. A ferramenta apresenta mais de 130 conjuntos de dados sobre quatro temas abrangentes: prevenção e deteção precoce; diagnóstico; terapias; e bem-estar e cuidados posteriores. A plataforma inclui as 140 000 invenções em que o estudo é baseado, assim como outras adicionais. Esta é a quarta plataforma do género desenvolvida pela OEP, após as plataformas desenvolvidas para o coronavírus, as tecnologias de energia limpa e de combate aos incêndios.

Para ajudar no desenvolvimento e comercialização de novas tecnologias de combate ao cancro, a OEP está a atualizar a sua ferramenta "Deep Tech Finder", que faz o mapeamento de cerca de 8 000 start-ups europeias com pedidos de patentes. Esta ferramenta inclui agora filtros para 17 tecnologias relacionadas com o cancro, facilitando e promovendo o contacto entre as cerca de 1 340 start-ups que detêm tecnologias patenteadas neste domínio e potenciais investidores e parceiros interessados em investir nestas empresas, cujo modelo de negócio está alicerçado em promissoras e valiosas tecnologias (deep tech) de combate ao cancro.

Com o contributo dos optometristas portugueses
O Programa de Cuidados Visuais e Oftálmicos da Organização Mundial de Saúde (OMS) acaba de publicar o Manual de Implementação...

Este manual, concebido por 114 profissionais de saúde pública, académicos e clínicos de 45 países, incluindo optometristas portugueses, fornece orientações para o rastreio da visão em recém-nascidos, crianças em idade pré-escolar e idade escolar e adultos idosos.  

“O rastreio visual e ocular nos cuidados de saúde primários desempenha um papel fundamental nas iniciativas globais de cuidados de saúde da visão, facilitando a deteção precoce de várias condições da saúde da visão, permitindo uma intervenção e uma gestão atempadas para prevenir a deficiência visual e as suas complicações”, afirma Raúl de Sousa, Presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO). 

Este manual fornece uma estrutura padronizada, garantindo práticas consistentes e fiáveis de rastreio da visão em vários contextos e ajuda a integrar o rastreio da visão nos programas de saúde e educação existentes, promovendo o acesso equitativo aos serviços de cuidados de saúde da visão.  

“Este é um instrumento concebido para ajudar um vasto leque entidades envolvidas na prestação de cuidados de saúde da visão, incluindo responsáveis dos Ministérios da Saúde e do Ministério da Educação, gestores de saúde pública, organizações não governamentais (ONG) dedicadas aos cuidados da saúde da visão e profissionais que trabalham em cuidados de saúde primários” conclui Raúl de Sousa. 

 

 
Até dia 24 de abril
Estão abertas as candidaturas à 3ª edição das Bolsas Mais Valor em Saúde – Vidas que Valem, que deverão ser submetidas através...

As Bolsas Mais Valor em Saúde – Vidas que Valem, a que podem candidatar-se entidades do Serviço Nacional de Saúde (SNS), irão distinguir 4 projetos de Value Based Healthcare (VBHC) que permitam introduzir nas suas estruturas de gestão e assistência as alterações necessárias para obterem melhorias substanciais na prestação integrada de cuidados, na eficiência económico-financeira e, fundamentalmente, melhores resultados em saúde para a comunidade. Cada Bolsa terá o valor individual de 50.000 euros em consultoria. O regulamento das Bolsas pode ser consultado aqui.

A avaliação das candidaturas estará a cargo de um Júri composto por personalidades de reconhecido mérito, experiência profissional e/ou académica, presidido por Maria de Belém Roseira e que conta com Pedro Pita Barros, Economista da Saúde, Xavier Barreto, Presidente da APAH (Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares), Tamara Milagre, Presidente da Associação EVITA e José Fragata, Coordenador da Unidade de Cirurgia Cardíaca e Co-Diretor do Centro do Coração no Hospital da CUF Tejo.

O Programa Mais Valor em Saúde – Vidas que Valem é uma parceria APAH, Exigo, Gilead Sciences e IASIST, com o apoio tecnológico da MEO Empresas, que acolhe ideias e projetos empreendedores que, no futuro, possam garantir maior integração e proximidade de cuidados que reflitam na comunidade mais eficiência, sustentabilidade e sobretudo Mais Valor em Saúde para os portugueses. 

Opinião
Priorizar uma vida saudável não nutre apenas o corpo, mas também o planeta - cuidar da nossa saúde é

Imagine um mundo onde a erradicação da pobreza, a igualdade de género e a saúde sustentável são objetivos alcançáveis. Esta visão é a essência dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), um mapa global para um futuro melhor!

Mas o que é isto de Objetivos de Desenvolvimento Sustentável?

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (2016-2030) representam um conjunto de metas globais estabelecidas pelas Nações Unidas para abordar os desafios sociais, económicos e ambientais mais predominantes. Embora estes objetivos tenham recebido atenção em diversos setores, é crucial reconhecer a importância de educar e envolver os profissionais de saúde, especialmente os enfermeiros, nesta agenda global (Ordem dos Enfermeiros, 2017).

E qual é o papel da Enfermagem na conquista destas metas?

Os enfermeiros desempenham um papel vital na promoção da saúde e no fornecimento de cuidados em comunidades de todo o mundo. A sua interação próxima com os utentes, famílias e comunidades, oferece uma oportunidade única para abordar questões relacionadas aos ODS, como a Saúde de qualidade (ODS 3), Igualdade de género (ODS 5) e Reduzir as desigualdades (ODS 10). Ao entender os princípios e as metas dos ODS, os enfermeiros podem contribuir significativamente para a promoção de práticas de saúde mais sustentáveis e inclusivas (Ordem dos Enfermeiros, 2017).

Além disso, os enfermeiros são frequentemente defensores dos direitos dos utentes e da justiça social nas comunidades. Ao receberem educação e formação sobre os ODS, os profissionais podem ampliar a sua compreensão sobre as interconexões entre as questões de saúde, pobreza, educação, meio ambiente e outros aspetos do desenvolvimento sustentável. Isto permite-lhes promover o acesso equitativo aos serviços de saúde para todos, alinhando-se com vários objetivos, como a erradicação da pobreza (ODS 1) e o acesso à saúde de qualidade (ODS 3) (Ordem dos Enfermeiros, 2017).

Costa (2023) refere que cada vez mais é necessário investir na formação de profissionais de enfermagem sobre os ODS, bem como a investigação, a prática e o desenvolvimento de políticas proativas para conseguir atingir as metas discriminadas nos ODS.

ODS 3: Saúde de Qualidade

O terceiro objetivo dos ODS visa garantir uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. Os enfermeiros desempenham um papel crucial na consecução deste objetivo, fornecendo cuidados de saúde acessíveis e de qualidade, promovendo a prevenção de doenças e educando as comunidades sobre práticas saudáveis. Além disso, eles são agentes de mudança na redução das desigualdades no acesso aos serviços de saúde, trabalhando para alcançar as populações marginalizadas e vulneráveis. Os enfermeiros trabalham para garantir que todos, independentemente da sua origem étnica, condição socioeconómica, género ou local de residência, tenham acesso igualitário a cuidados de saúde de qualidade. Isto é fundamental para reduzir disparidades de saúde e garantir que ninguém seja deixado para trás na busca por uma vida saudável e bem-estar para todos, a pensar nas gerações futuras (Ordem dos Enfermeiros, 2017).

Assim sendo, educar os enfermeiros sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, não apenas os capacita a fornecer melhores cuidados de saúde, mas também a se tornarem agentes de mudança em direção a um futuro mais sustentável e equitativo. Esta abordagem não beneficia só os indivíduos e comunidades que recebem cuidados de enfermagem, mas também contribui para o avanço dos esforços globais em direção a um mundo mais justo, saudável e próspero para a população atual, para as gerações futuras, sem deixar ninguém para trás (Taminato et al, 2023).

E que nunca nos esqueçamos que os ODS são como chaves secretas que abrem portas para um futuro sustentável. Ao compreender e apoiar esses objetivos, tornamo-nos arquitetos de um amanhã mais resiliente e harmonioso.

Pedro Quintas, Ana Figueiredo, Caterina Sommaggio, Jerusa Gameiro

 

Autores:

Ana Maria Gameiro Figueiredo e Caterina Costa Sommaggio, estudantes do 3º ano do Curso de Licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra em Ensino Clínico na Unidade de Cuidados na Comunidade de Pombal (UCC Pombal), sob orientação da Enfermeira Jerusa Gameiro e do Enfermeiro Pedro Quintas

Referências Bibliográficas

Costa, A. J. S., Câmara, G., Nogueira, P. J., & Henriques, M. A. P. (2023). A enfermagem e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Revista Latino-Americana de Enfermagem. https://doi.org/10.1590/1518-8345.0000.4038

Ordem dos Enfermeiros (2017). Uma voz de Liderança – Alcançar os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável. https://www.ordemenfermeiros.pt/media/8882/kitdie2017_vf_com-capa.pdf

Taminato, M., Fernandes H., & Barbosa D. A. (2023). Enfermagem e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS): Um Compromisso Essencial. Revista Brasileira de Enfermagem. 76(6), 1-2. https://doi.org/10.1590/0034- 7167.2023760601pt

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
7 de fevereiro
A AADIC - Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca realiza no próximo dia 7 de fevereiro, a partir das 21h,...

Este webinar conta com as participações de Cristina Gavina, cardiologista e investigadora do Estudo PORTHOS, Nuno Jacinto, médico especialista em MGF, na USF Salus,  e o testemunho de um doente.  A moderação está a cargo de Maria José Rebocho, cardiologista e membro do conselho técnico-científico da AADIC. Este evento conta com o apoio da AstraZeneca e tem transmissão exclusiva na página de Facebook e canal de Youtube da Associação.

O Estudo PORTHOS percorreu o país para avaliar e registar o número de pessoas que sofrem de Insuficiência Cardíaca, com o objetivo de atualizar os dados sobre a prevalência da doença na população portuguesa, uma vez que os últimos já tinham mais de 20 anos. Os seus resultados revelaram que mais de 700 mil portugueses com idade superior a 50 anos vivem com insuficiência cardíaca, sendo que 90 % não sabe que tem a síndrome. 

Tendo em conta os resultados preocupantes do estudo, o webinar “Insuficiência Cardíaca em Portugal – Afinal quantos somos?” visa discutir como melhor compreender a epidemiologia e com isto projetar melhores decisões clínicas, cuidados e políticas de saúde.

Pretende-se entender o que deve ser feito e quais os caminhos a seguir para a melhoria da gestão da Insuficiência Cardíaca em Portugal. Para isso, a intervenção de Cristina Gavina irá centrar-se no ponto de vista do cardiologista; enquanto que a apresentação de Nuno Jacinto incidirá na perspetiva do médico de família. Além da abordagem médica, haverá ainda a espaço para um doente dar o seu testemunho.

No final da sessão, doentes, cuidadores e o público em geral que estiveram a assistir poderão partilhar dúvidas com os oradores.

 
Sistemas robóticos instalados em hospitais de Portugal e Espanha superou os 140
A ABEX Excelencia Robótica, líder no desenvolvimento e implementação de programas de cirurgia robótica em Portugal e Espanha,...

Os dados revelam ainda que, no último ano em análise, o número de intervenções cirurgicas efetuadas, em Portugal e Espanha, com o sistema robótico Da Vinci teve um aumento superior a 32%, registando-se mais de 25 mil novas intervenções. Em 2022, registaram-se um 19 mil, entre os dois países.  

Para além disso, sublinha a empresa em comunicado "no último ano, a empresa formou mais de 250 cirurgiões, o que eleva o número de especialistas formados para mais de 4 000 e revela, também, um crescimento substancial do seu programa de formação".

Na senda deste crescimento, a ABEX Excelência Robótica, estima, que em 2024, continue esta tendência ascendente, prevendo-se um aumento em cerca 8% na sua faturação, em relação a 2023, e de 18% no número de sistemas robóticos da Vinci instalados, com a ativação de mais de 25 novas unidades. "Igualmente em plano está a realização de mais de 30 000 cirurgias com este avançado sistema cirúrgico minimamente invasivo, em hospitais públicos e privados da Península Ibérica, o que representaria um aumento significativo em relação a 2023. A empresa tem, também, o objetivo de formar mais de 300 novos cirurgiões, o que se traduziria num crescimento de cerca de 20% do seu programa de formação", salienta. 

Para além das evoluções registadas a nível tecnológico e financeiro, a empresa reforçou o número de colaboradores. "Em 2023, o número de empregados atingiu as 65 pessoas, num aumento superior a 6% em relação a 2022. Para 2024, espera-se que este número volte a aumentar e supere os 70 funcionários, o que implicaria um crescimento adicional de mais de 7%". Segundo a ABEX Excelência Robótica, "estas projeções refletem o compromisso contínuo da empresa com o desenvolvimento de talentos e a criação de emprego no setor da tecnologia médica avançada".

"Estes resultados demonstram não só o nosso foco na inovação e na excelência, mas também a nossa dedicação à melhoria dos cuidados de saúde. Estamos totalmente empenhados em elevar a qualidade dos cuidados médicos prestados aos doentes e em aumentar a eficiência das unidades hospitalares. O nosso objetivo sempre foi, e continuará a ser, sermos pioneiros em tecnologias que transformem a experiência cirúrgica, para ajudar a melhorar a vida das pessoas”, descata Pablo Díes, Diretos Geral da ABEX Excelência Robótica.

Desde o início da sua atividade na região, a empresa dedica-se exclusivamente à implementação e desenvolvimento de programas de cirurgia robótica em Portugal e Espanha, com recurso ao avançado sistema robótico da Vinci. "Este sistema é reconhecido globalmente pela sua inovação em cirurgia minimamente invasiva, que permite alcançar uma precisão e eficácia únicas em múltiplas especialidades médicas, incluindo urologia, ginecologia, cirurgia geral, cirurgia torácica e cirurgia pediátrica, entre outras", salienta em comunidado. 

 
22 de fevereiro
No próximo dia 22 de fevereiro, o Centro Cultural de Cascais vai receber mais uma edição da Leading People - International HR...

Nas organizações, nas empresas, nas cidades, nos grupos de amigos, na família, cuidar é reconhecer que há formas de poder que resultam da fragilidade com que estamos no Mundo. Liderar é encontrar a medida certa para transformar fragilidade e vulnerabilidade numa verdadeira força motriz.

Liderar um novo Mundo implica uma desaceleração, uma ode à Natureza e à arte, ao impacto positivo do silêncio e da reflexão na reconstrução de um ser humano equilibrado, mental e fisicamente, com propósito e implicado num projeto de vida onde há espaço para o espanto, para o deslumbramento e, principalmente, para o outro.

Destacamos os seguintes momentos da conferência: intervenção do Professor Doutor Albino Oliveira-Maia, Psiquiatra e Diretor do Departamento de Neuropsiquiatria da Fundação Champalimaud, sobre os avanços no tratamento e abordagens aos problemas de saúde mental, apontando também os rumos futuros; à talk de ACE SIMPSON, que foi Professor de Gestão na Brunel University London e é Diretor do Center for Compassion Studies em Nova Iorque, investigador, educador e defensor da Compaixão no local de trabalho; terá a oportunidade de ouvir as mais recentes conclusão de um trabalho académico sobre Resiliência, por Marco Berti  , que investiga paradoxos organizacionais e é Professor Associado na Nova SBE e Professor convidado na UTS Business School, Universidade de Tecnologia de Sydney; intervenção de João Paulo Magalhães, médico de Saúde Pública e autor do livro Governação para o Bem-estar e a entrevista ao vivo com Luís Portela, Presidente da Fundação Bial.

Na conferência pode ainda contar com vários painéis de debate com participações confirmadas de  Marta Rebelo, Ativista e Consultora de Saúde Mental, Sandro Resende, Fundador do projeto Manicómio, Marta Guimarães Canário, Especialista em Comunicação da Novabase, Adília Pereira, Generation Platform Direção de Recursos Humanos da EDP, Maria João Maia, Diretora de Recursos Humanos da AstraZeneca Portugal e Audrey Marques, Head of Engagement & Employee Experience da Capgemini Portugal, entre outros.

O período da tarde será dedicado à iniciativa SHOW CARE que convida vários profissionais a partilhar as suas experiências e as suas histórias em flash talks de 10 a 15 minutos cada, que todos os participantes poderão assistir. Os nomes já confirmados são: Cassiana Tavares, Psicóloga, consultora e especialista em Psicologia do Trabalho; Sara Silva, Diretora de Relações Humanas da L’Oréal, com responsabilidades na área da Diversidade, Equidade & Inclusão; Raquel Sampaio, Advogada e Diretora Executiva da Direito Mental e da MindAlliance Portugal; Inês Macide, HR Manager do ISQe; e Inês Xavier Calhabeu, Human Resources and Patrimony Director da Cimpor em Portugal e Cabo Verde.

O evento contará também com momentos artísticos.

De acordo com Filipe Vaz, CEO da Tema Central, entidade organizadora: “Neste momento da história em que assistimos à proliferação de conflitos regionais com potencial para alastrarem de forma que há pouco tempo pensávamos ser impossível, torna-se mais visível a fragilidade e vulnerabilidade do Ser Humano. Perante isto, há que refletir sobre a capacidade de as pessoas transformarem fraquezas em forças e quais os caminhos psicológicos, físicos e sociais para o alcançar. É o que faremos na conferência Leading People, onde contamos com a presença de gestores de pessoas das maiores organizações nacionais assim como dos principais players desta área”.

A Leading People – International HR Conference é uma iniciativa da Tema Central, do Lisbon Hub dos Global Shapers do Fórum Económico Mundial e da Câmara Municipal de Cascais, com a parceria institucional da CIP - Confederação Empresarial de Portugal, UNRIC - Centro Regional de Informação das Nações Unidas para a Europa Ocidental, UN Global Compact Network Portugal, International Club of Portugal, APG - Associação Portuguesa de Gestão de Pessoas, e World Trade Center Lisboa.

O evento conta com o apoio da Capgemini, ISQe, Fidelidade, Luís Santos Seguros, Michael Page, Jaba Recordati, Made2Web, Cartuxa, Holmes Place, Sapo, White, e Turismo de Portugal.

 
 
 
Esta é a quinta vez que a Linde Saúde recebe a distinção
A Linde Saúde, empresa líder de cuidados de saúde ao domicílio, volta a conquistar o Prémio Cinco Estrelas, em 2024, na...

“Este reconhecimento reflete a qualidade e a excelência do trabalho desenvolvido pelas nossas equipas junto de pessoas que vivem com doença crónica, maioritariamente respiratória, e também dos seus cuidadores. Continuamos e continuaremos a priorizar um serviço personalizado e próximo, que contribua para a melhoria da qualidade de vida das pessoas e cuidadores que acompanhamos diariamente”, refere Maria João Vitorino, Diretora da Linde Saúde. 

Das 1.135 marcas avaliadas, em diferentes categorias, 157 marcas foram distinguidas pelos consumidores portugueses, entre as quais a Linde Saúde. Celebrando dez anos, o Prémio Cinco Estrelas consiste num sistema de avaliação que anualmente mede o grau de satisfação dos utilizadores face a produtos, serviços e marcas. Tem como critérios de avaliação as principais variáveis que influenciam a decisão de compra dos consumidores, como confiança na marca, inovação e recomendação. 

Presente em Portugal há mais de 35 anos, a Linde Saúde é a primeira empresa do setor a disponibilizar serviços de reabilitação respiratória e pioneira a nível nacional na telemonitorização de pessoas com doença respiratória e cardíaca. Dedicada à prestação de cuidados respiratórios domiciliários, reabilitação respiratória e telessaúde, é uma empresa do Grupo Linde plc, líder mundial de cuidados de saúde ao domicílio. No contexto da sua atividade, e de forma a reforçar a proximidade, disponibiliza plataformas digitais exclusivas, destinadas aos utentes e profissionais de saúde.  

 
Imunização é essencial
Em pleno inverno, e com a sobrecarga dos serviços de urgência, cuidar da saúde respiratória deve ser

Com sintomas semelhantes aos provocados por uma constipação – tosse, secreções nasais e oculares, febre, dificuldade respiratória e pieira – a intensificação dos sintomas causados pelo VSR pode desencadear infeções graves: na maioria das vezes, bronquiolites e pneumonias virais.

À semelhança do que acontece com grande parte das doenças respiratórias, é nos extremos das idades que encontramos os mais fragilizados: o vírus afeta sobretudo recém-nascidos, lactentes, bebés prematuros e crianças com doenças cardíacas, pulmonares, neuromusculares congénitas ou imunocomprometidas, a par dos idosos.

As crianças são as mais afetadas

Os números falam por si: segundo dados lançados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), entre outubro e dezembro de 2023, foram reportados 278 casos de internamento pelo Vírus Sincicial Respiratório pelos hospitais que integram a rede vigilância sentinela. Destes casos, 47% das crianças tinham menos de três meses de idade, 16% eram bebés pré-termo e 8% precisaram de ventilação ou foram internados em Unidade de Cuidados Intensivos. A estatística mostrou, também, que o vírus pode afetar mesmo os mais saudáveis: 95% das crianças internadas não haviam estado doentes.

Responsável por 50% a 80% dos internamentos por bronquiolite e pneumonia, o VSR é um vírus de fácil contágio que pode ser transmitido através de contacto direto. É predominantemente sazonal, ainda que não devam ser, de todo, descartados os cuidados ao longo de todo o ano.

Como evitar?

Para evitar a infeção por VSR, é essencial que se adotem alguns comportamentos de etiqueta respiratória como a lavagem frequente das mãos e a cessação ou redução da exposição ao tabaco e a outros fumos. Existem, ainda, outras formas de prevenção, nomeadamente a vacinação.

Em Portugal, estão disponíveis três estratégias de imunização, duas de administração em recém-nascidos e lactentes, e uma outra via imunização materna, entre as 24 e as 36 semanas de gestação. Esta vacina protege simultaneamente a mãe e o bebé. A estratégia é semelhante à da tosse convulsa, já incorporada no nosso PNV para grávidas.

Os Cuidados de Saúde Primários, Médicos e Enfermeiros de família, bem como a farmácia, devem ter um papel ativo na divulgação da vacinação, nomeadamente do VSR, promovendo um dos seus pilares de atuação que é a prevenção.

Imunização é a melhor forma de prevenção

Com os serviços de urgências perto da rutura, hoje mais do que nunca devemos fazer o possível para evitar a sua sobrecarga – como médicos, como pais e enquanto membros ativos da sociedade. O frio chegou com força e com ele o risco acrescido de infeção. Não arrisque – fale com o seu médico e informe-se sobre prevenção.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
E que deixam de foram os profissionais de enfermagem
O Sindicato dos Enfermeiros lamenta que a portaria que estabelece o regime de incentivos institucionais aos Centros de...

No entender do presidente do SE, “é de lamentar que um Governo em gestão corrente adote uma medida altamente discriminatória e que, na prática, estabelece uma separação entre profissionais de primeira e de segunda”. Pedro Costa recorda que os enfermeiros “estão no Serviço de Urgência 24 horas por dia, 365 dias por ano”, mas que, agora, e à luz deste diploma, “apenas têm direito ao incentivo por desempenho de equipa, o qual, mesmo assim, é calculado mediante o cumprimento de 11 indicadores”.

“Este Governo passou oito anos a procurar virar os profissionais de Saúde uns contra os outros e, mesmo em fim de linha, não muda a política”, lamenta o presidente do SE. No seu entender, de nada importa definir que uma equipa multiprofissional do Centro de Responsabilidade Integrada – Serviço de Urgência é constituída por médicos, enfermeiros, assistentes técnicos e técnicos auxiliares de saúde, e cujo exercício de funções é assegurado, exclusivamente, no serviço de urgência, se, depois, “na prática, apenas um grupo de profissionais é contemplado com suplementos remuneratórios”.

Pedro Costa salienta que, “diariamente, estas equipas funcionam de forma multidisciplinar, integrada e em constante cooperação”. Porém, admite, “será muito difícil manter, por exemplo, os enfermeiros motivados quando são alvo destas injustiças”. “Será que o Ministério da Saúde está mesmo preocupado com o facto de quase mais 1700 enfermeiros terem emigrado em 2023?”, questiona o dirigente do Sindicato dos Enfermeiros.

Para apurar o índice de desempenho da equipa, a Portaria n.º 28/2024, de 30 de janeiro, estabelece um conjunto de 11 indicadores. Infelizmente, conclui o presidente do Sindicato dos Enfermeiros, “em nenhum destes indicadores está contemplada a dedicação exclusiva dos enfermeiros ao Serviço de Urgência e, em particular, ao Centro de Responsabilidade Integrada”.

 
Serviço de Medicina Física e de Reabilitação (MFR)
O Serviço de Medicina Física e de Reabilitação (MFR) da Unidade Local de Saúde (ULS) Coimbra iniciou, recentemente, tratamentos...

As crianças que apresentam disfunções esfincterianas são habitualmente acompanhadas nas consultas de Nefrologia e de Cirurgia Pediátrica. Estas disfunções podem provocar um significativo impacto funcional e na qualidade de vida destes utentes, podendo esta técnica, em casos selecionados, ajudar a restabelecer as funções desta região anatómica.

A Unidade Pediátrica do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação da ULS Coimbra torna-se, assim, pioneira na disponibilização de reabilitação perineal em idade pediátrica, em Instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS), articulando a sua abordagem com outras especialidades médicas que acompanham estas situações para que, em conjunto, todos cooperem para a melhoria da qualidade de vida destas crianças.

A reabilitação perineal em idade pediátrica é amplamente utilizada há já algumas décadas no estrangeiro, sendo a sua utilização recomendada em diferentes guidelines. De um modo geral, em Portugal, a reabilitação perineal tem sido apenas aplicada em adultos não sendo realizada de forma regular em crianças, sobretudo nas mais jovens.

 
Dia Mundial de Luta Contra o Cancro assinala-se a 4 de fevereiro
A propósito do Dia Mundial de Luta Contra o Cancro, que se assinala anualmente a 04 de fevereiro, a iniciativa ‘Próstata sem...

Durante o ano de 2020, foram diagnosticados cerca de 7000 novos casos em Portugal e perto de 1,5 milhões em todo o mundo. Segundo estimativas da Globocan, estima-se que o número de novos casos aumente 21,6% em 2040.

Para combater a previsão, existem algumas atitudes preventivas, como é o caso da adoção de um estilo de vida saudável. A obesidade tem sido apontada como um importante fator de risco para o desenvolvimento deste tumor, mas o tipo de alimentos consumidos, como carne vermelha, também podem estar relacionados com o desenvolvimento deste.

Apesar de ser o tumor maligno mais frequente nos homens, o cancro da próstata diferencia-se dos outros tipos de cancro por ser uma doença silenciosa e de evolução lenta. Na maior parte dos casos, os primeiros sintomas só se manifestam num estado avançado da doença. É, por isso, essencial que o diagnóstico seja realizado de forma precoce.

Através da pesquisa do antigénio específico da próstata (PSA), do toque retal (TR) ou da ecografia transretal, o correto diagnóstico realizado de forma atempada é crucial para que seja possível tratá-lo com uma taxa de cura muito elevada.

Estar atento a fatores de risco, como o histórico familiar, a idade, a etnia e os fatores ambientais é também crucial para avaliar a necessidade de realizar exames mais exaustivos.

O ‘Próstata sem Tabus’ funciona assim como um guia de alerta, conhecimento e de consciencialização para que os homens, sobretudo a partir dos 50 anos, se mantenham informados e não descurem os exames de rotina. 

 

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