Mulheres são mais afectadas
A insuficiência venosa crónica é a principal causa de úlcera venosa, cuja prevalência aumenta com a
Pernas de mulher para ilustrar as úlceras venosas

As úlceras de perna sempre constituíram um problema de saúde causador de sofrimento e incapacidade. Estima-se que, nos Estados Unidos, um em cada 4 americanos com idade superior a 65 anos (mais 1,5 milhões de pessoas) desenvolvem anualmente úlceras nos membros. Na Europa, estima-se que cerca de 1,5 por cento da população adulta desenvolva úlcera varicosa em alguma fase da sua vida.

O termo “úlcera da perna” é usado para descrever uma perda de pele na região inferior ao joelho, na perna ou no pé, cujo tempo de cicatrização é superior a seis semanas.

Embora as úlceras possam ser do tipo arterial ou venoso (ou seja, provocadas por alterações nas artérias, ou nas veias), mais de 85 por cento delas são de origem venosa. É usual o desenvolvimento de úlceras venosas seguir um padrão: aumento da tensão do sangue, que se encontra a circular nas veias e incompetência das válvulas que “empurram” o sangue que circula nas pernas de novo para o coração, o que leva a estase venosa, retorno venoso insuficiente, edema e por fim formação de úlcera.

As úlceras venosas distinguem-se das restantes, dado que têm características específicas. Habitualmente, localizam-se no tornozelo, ou próximo deste, sendo de evolução lenta. O edema pode estar presente, piorando ao fim do dia, mas melhorando com a elevação dos membros. A dor é variável, mas na maioria das vezes está associada a edema e a infecção.

Esta condição manifesta-se de forma mais precoce em indivíduos sedentários, obesos ou que permanecem longos períodos em pé ou sentados, embora a prevalência das úlceras venosas aumente com a idade, sendo também mais comum nas mulheres do que nos homens. É também muito frequente em trabalhadores da aviação.

Factores de risco da úlceras venosas

As feridas com compromisso vascular, têm associados factores de risco que podem representar um papel fundamental na prevenção e tratamento das mesmas. Os factores de risco de aparecimento de úlceras incluem história familiar positiva, gravidez, obesidade, tabagismo, nutrição/hidratação, idade e uma ocupação profissional que obrigue a estar de pé por períodos prolongados.

Causas das úlceras venosas

A insuficiência venosa crónica é a principal causa de úlcera da perna. Esta resulta do desvio da pressão venosa profunda, gerada por contracções musculares em redor das veias, para as veias superficiais que não estão preparadas para resistir a pressões elevadas. Essas veias dilatam-se (veias varicosas) e ocorre acumulação de sangue, resultando em estase venosa na pele, a qual se apresenta como uma área descorada, frequentemente eczematosa, em geral na região de veias varicosas salientes. Eventualmente, a drenagem venosa da pele torna-se muito insatisfatória para sustentar o metabolismo da epiderme, que morre e descama deixando uma úlcera venosa. Esta situação pode acontecer espontaneamente ou ser acelerada por um traumatismo relativamente pequeno.

No entanto, as úlceras de perna podem ser provocadas também por outras condições, incluindo:

  • Hipertensão venosa (aumento da tensão arterial nas veias)
  • Infecção
  • Diabetes mellitus
  • Doença maligna
  • Distúrbios dos tecidos que revestem as veias
  • Lesão por trombose das veias profundas ou estase venosa (estado no qual o fluxo do sangue presente nas veias, pára).

Prevenção das úlceras venosas

A prevenção das úlceras de perna representa, quer do ponto de vista social, familiar e profissional, a medida mais eficaz para combater os danos resultantes das feridas com compromisso vascular.

Desta forma, as medidas específicas a ter em consideração para a sua prevenção passam pelo seguinte:

  • Eliminar o uso de tabaco
  • Fazer exercício físico diariamente, principalmente realização de caminhadas
  • Ter uma alimentação equilibrada e uma ingestão de líquidos adequada, o que promove a cicatrização da ferida
  • Evitar permanecer de pé ou sentado com os pés no chão mais que uma hora seguida
  • Fazer elevação das pernas intermitente durante o dia; se tiver de permanecer de pé, efectuar passeios curtos e frequentes
  • Assegurar uma higiene adequada dos pés e proceder a uma observação diária dos mesmos
  • Não usar calçado nem apertado, nem demasiado largo
  • Elevar os pés da cama 12 a 15 cm (de forma a promover o retorno do sangue nas veias e a diminuir o edema das pernas)
  • Proteger as pernas de forma a evitar a exposição ao calor ou frio excessivos
  • Combater a obesidade
  • Utilização de uma adequada contenção elástica – após validação e/ou prescrição do seu médico/enfermeiro de referência
  • Controlo das doenças de base, que possam contribuir para o aparecimento deste tipo de úlceras (como por exemplo, as varizes), através de um acompanhamento regular de profissionais de saúde.

Desta forma e actuando de forma preventiva, pode ter uma melhor qualidade de vida, até porque a úlcera melhor tratada é aquela que não se chega a manifestar.

Sintomas das úlceras venosas

As úlceras são feridas abertas e fundas nos membros inferiores, em geral pouco dolorosas, que demoram muito a cicatrizar. Localizam-se preferencialmente sobre os ossos dos tornozelos e costumam surgir após leves traumatismos. Forma-se uma pequena ferida que não cicatriza e vai gradativamente aumentando de tamanho.

Comummente estão acompanhadas de varizes, inchaço e manchas acastanhadas nas pernas. Pode haver inflamação, com vermelhidão e presença de secreção purulenta (pus). Também é comum existirem áreas de alergia ao redor das feridas. É o eczema de estase, que forma placas avermelhadas, descamativas e com comichão.

Tratamento das úlceras venosas

O mais importante são as medidas gerais. Procurar movimentar as pernas e pés o máximo possível é fundamental. O simples movimento de contrair os dedos dos pés repetidamente ajuda muito a fazer o sangue fluir perna acima. Actividades físicas como caminhar, pedalar e nadar são excelentes. A musculação não está indicada.

O uso de meias elásticas é outra medida de grande importância. Estas devem ser calçadas ao acordar, de preferência antes de sair da cama. Antes de dormir, elas devem ser removidas.

Existem vários tipos de meias elásticas. A de compressão suave ajuda muito pouco e é recomendada apenas como "adaptação" para as de média e forte compressão. Meias elásticas não podem ser utilizadas sem indicação médica. Alguns tipos de úlceras das pernas, como as úlceras hipertensivas, podem ser agravadas com o seu uso.

É importante permanecer o máximo de tempo possível com as pernas elevadas. Utilizar uma almofada abaixo dos calcanhares quando se deitar, ler ou ver televisão, é uma óptima medida. Esta elevação não precisa ser exagerada. Basta estar acima do nível do coração. A maior parte das pessoas irá melhorar apenas com estas medidas.

As terapêuticas medicamentosas devem ser orientadas pelo seu médico de família e/ou especialista. Existem várias opções, umas que aceleram a cicatrização, outras que servem para diminuir a inflamação e há ainda os medicamentos vasodilatadores periféricos.

Portanto, juntando as medidas preventivas de higiene diária e os medicamentos poderá eficazmente combater as úlceras venosas.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Saiba mais sobre o Registo Nacional de Não Dadores
Sabia que todos nós somos potenciais dadores de órgãos?!

Mas se não desejar que os seus órgãos sejam usados para transplante, quando morrer, a lei portuguesa assegura que a sua vontade seja respeitada. Para tal, só tem de se inscrever no Registo Nacional de Não Dadores (RENNDA).

O RENNDA foi criado em 1994 com o objetivo de viabilizar um eficaz direito de oposição à dádiva, assegurando e dando consistência ao primado da vontade e da consciência individual nesta matéria. 

Segundo dados do Instituto Português do Sangue e da Transplantação IP, desde a criação do RENNDA, o número de inscritos tem-se mantido estável, com 37.580, correspondendo a 0,36% da população portuguesa.

Ninguém é obrigado a ser dador…

Eu sou dador? A legislação portuguesa assenta no conceito de doação presumida, significando que uma pessoa a partir do momento em que nasce adquire o estatuto de dador. Para que alguém se torne não dador terá que, por si, ou através de alguém de direito que o represente (pais, no caso de menores), submeter ao RENNDA os impressos próprios para objeção à colheita de órgãos.

Quem pode inscrever-se no RENNDA? Qualquer cidadão nacional, ou estrangeiro com residência permanente em Portugal, com mais de 18 anos pode efetuar a sua inscrição no RENNDA. É igualmente permitida a inscrição de menores e incapacitados, devendo esta ser efetuada pelos representantes legais.

Como se pode inscrever no RENNDA? A inscrição é realizada através da apresentação, pelo interessado ou por quem o represente, em qualquer centro de saúde (unidade de saúde familiar, unidade de cuidados de saúde personalizados ou extensão de saúde) que não obrigatoriamente da área de residência do utente e nas Lojas de Cidadão (Balções do Ministério da Saúde), de um impresso do Ministério da Saúde, aprovado pelo Despacho Normativo n.º 700/94 (Modelo do impresso, disponível em http://www.asst.min-saude.pt/SiteCollectionDocuments/Impresso_RENNDA.pdf). O preenchimento do impresso é controlado, no momento da sua apresentação, pelo funcionário autorizado pela direção da unidade de saúde, mediante identificação. A receção do impresso é confirmada pela entrega imediata de uma cópia que atesta a entrada do formulário nos serviços, assinada de modo legível pelo funcionário ou agente responsável. A inscrição no RENNDA produz efeitos decorridos quatro dias úteis após a receção do impresso.

O que é o ficheiro automatizado? O ficheiro automatizado do RENNDA tem por finalidade organizar e manter atualizada, quanto aos cidadãos nacionais, apátridas e estrangeiros residentes em Portugal, a informação relativa à indisponibilidade para a colheita de órgãos ou tecidos. Os dados pessoais constantes do ficheiro automatizado destinam-se à verificação por parte das entidades indicadas na lei sobre a existência de oposição ou de restrições à dádiva após a morte, antes de iniciada a colheita de tecidos ou órgãos. A entidade responsável pelo ficheiro automatizado do RENNDA são os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

Que dados pessoais são necessários? Os dados pessoais recolhidos para tratamento automatizado, referentes a todos os cidadãos inscritos no RENNDA, são o nome, a morada, a naturalidade, a nacionalidade, a data de nascimento, o sexo, o número e a data do bilhete de identidade/cartão de cidadão ou da cédula pessoal e, referência a que órgãos, tecidos ou fins que não são objeto de doação. Os dados pessoais são conservados durante os dez anos subsequentes ao falecimento do titular do registo.

Quem tem direito à informação e acesso aos dados? Qualquer pessoa tem direito a conhecer o conteúdo do registo ou registos do ficheiro automatizado do RENNDA que lhe digam respeito. Também, todos aqueles que no exercício das suas funções tomem conhecimento dos dados pessoais constantes do RENNDA ficam obrigados a observar sigilo profissional, mesmo após o termo das respetivas funções.

Como posso obter o cartão individual de não dador? A todos os cidadãos que se tenham inscrito no RENNDA é fornecido um cartão individual de não dador, aprovado pelo Despacho Normativo n.º 700/94, de 1 de Outubro. São os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde que emitem e enviam ao destinatário o cartão individual de não dador no prazo máximo de 30 dias contados da receção do impresso de oposição à dádiva.

Quando é obrigatória a consulta do RENNDA? Os estabelecimentos hospitalares públicos ou privados que procedem à colheita após a morte de tecidos ou órgãos devem, antes de iniciada a colheita, verificar, através dos gabinetes coordenadores de colheita e transplantação e dos centros de histocompatibilidade, a existência de oposição ou de restrições à dádiva constantes do RENNDA. Para tal, estão diretamente ligados ao ficheiro automatizado. Também, a colheita de tecidos pelos institutos de medicina legal só pode ser realizada após verificação da não oposição à mesma, através de consulta do RENNDA.

É verdade que a objeção à doação de órgãos poderá ser total ou parcial? Sim, a objeção à doação de órgãos pode ser total ou parcial. No caso de objeção total, isto é, o utente não quer que sejam  retirados  quaisquer  órgãos  ou tecidos,  independentemente  da  sua  finalidade,  transplante  ou  diagnóstico  e  terapêutica; neste caso não é necessário preencher este campo. Quando o formulário é entregue com o campo 3 em branco assume-se objeção total. No caso de objeção parcial, ou seja, o utente apenas se opõe à dádiva de alguns órgãos ou tecidos e/ou de alguns fins (transplante ou diagnóstico e terapêutica), este campo deve ser preenchido, assinalando no ponto 1 para que fins se opõe.  Caso a oposição  seja  para  os dois  fins,  não  é  necessário  assinalar  nenhuma  das  opções;  caso  se  oponha  ao  transplante, deve  assinalar  a  opção  “Transplante”;  caso  se  oponha  a  diagnóstico  e  terapêutica,  deve assinalar a opção “Diagnóstico/Terapêutico”. Relativamente à oposição de doação de alguns órgãos e/ou tecidos, o utente deve  identificar no ponto 2 quais são. Os órgãos que podem ser doados são: coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas, intestino e estômago; e os tecidos que podem ser doados são: córnea, pele, válvulas, vasos e osso.

Posso anular a minha inscrição no RENNDA e passar à qualidade de dador? A objeção à doação não é um processo irreversível. Para anular este processo, e passar à qualidade de dador de órgãos, o cidadão deverá dirigir-se a um centro de saúde, que não tem obrigatoriamente de ser o da sua área de residência, e preencher o impresso do RENNDA, assinalando no cabeçalho a opção "Anulação do registo no RENNDA - (Passagem à qualidade de dador)", e preencher os campos 1, 4 e 5. Deverá entregar o cartão do RENNDA (caso o tenha) juntamente com o impresso.

Mas se doar os seus órgãos alguém vai dizer obrigado!

Porque é que é necessária a doação? A doação é um gesto altruísta, considerado como o maior ato de bondade entre os seres humanos. Atualmente existem milhares de pessoas que precisam de um transplante para continuarem a viver ou melhorarem a sua qualidade de vida. A realidade é que as listas de espera para transplante de órgãos e tecidos continuam a aumentar e não se consegue aumentar o número de dadores. A única forma de resolver este problema é ser dador de órgãos e incentivar as pessoas à nossa volta que também o sejam, quantos mais dadores de órgãos existirem maior será o número de vidas que se poderão salvar.

Quem pode ser dador? Podem ser dadores de órgãos todos os cidadãos que não se inscrevam no Registo Nacional de Não Dadores (RENNDA). No entanto, apesar da nossa vontade de sermos dadores, nem todos poderão ser, uma vez que para tal a morte deverá ocorrer numa Unidade de Cuidados Intensivos de um hospital. É nestas unidades que se podem preservar os órgãos e as provas necessárias para a correta avaliação de cada potencial dador. É a equipa médica que, depois de realizadas todas as provas necessárias, determina se o falecido pode ser dador e de que órgãos.

Que órgãos e tecidos podem ser doados? Os órgãos que podem ser doados são os rins, o fígado, o coração, o pâncreas e os pulmões. De um dador de órgãos podem também ser colhidos tecidos osteo-tendinosos (como osso, tendão e outras estruturas osteo-tendinosas), córneas, válvulas cardíacas, segmentos vasculares e pele.

Pode definir-se que órgãos doar? Tendo em conta a escassez de órgãos para transplante, tenta aproveitar-se o máximo possível de cada dador. Habitualmente é contemplada a possibilidade de doação completa (de todos os órgãos), no entanto, se não quiser doar algum órgão ou tecido, deve expressá-lo no RENNDA. Quando este registo for consultado são referidos quais os órgãos ou tecidos que não podem ser utilizados.

Há consentimento para a doação? De acordo com a legislação Portuguesa, todos somos considerados potenciais dadores, desde que não expressemos oposição à dádiva no RENNDA.

É possível a doação em vida? A doação em vida é possível se se cumprirem as condições e requisitos estabelecidos na legislação. O dador tem de ser maior de idade e gozar de boa saúde física e mental. A legislação inclui os passos que devem ser seguidos por todos os intervenientes: médicos, Entidade Verificadora da Admissibilidade da Colheita para Transplante, dador e recetor, de modo a garantir os direitos de ambas as partes, a liberdade das decisões, voluntariedade, gratuitidade e altruísmo. Cada caso tem as suas particularidades, pelo que o médico responsável pelo recetor deverá ser sempre consultado.

Onde posso encontrar mais informação sobre doação, colheita e transplantação de órgãos e tecidos? No site do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, IP (www.ipst.pt) está disponível informação sobre doação, colheita e transplantação de órgãos. Poderá ser solicitada informação adicional/esclarecimentos através do endereço de correio eletrónico [email protected].

Considerações Finais
A inscrição no RENNDA não lhe retira quaisquer direitos como utente do Serviço Nacional de Saúde, nem o direito a beneficiar de um transplante.

Se não concorda com a doação de órgãos deve inscrever-se no RENNDA. Caso mude de opinião, a situação é reversível! Pode anular a qualquer momento a sua inscrição.

A inscrição no RENNDA, bem como a sua anulação não tem quaisquer custos para o utente.


Pedro Quintas, Enfermeiro Especialista em Enfermagem Comunitária, USF Marquês – ACES Pinhal Litoral, [email protected]

Referências bibliográficas:
Diário da República, Ministério da Saúde, Lei n.º 12/93, de 22 de abril, Colheita e transporte de órgãos e tecidos de origem humana, 1.ª Série A, N.º 94, pp. 1961-1963.
Diário da República, Ministério da Saúde, Despacho Normativo n.º 700/94, de 13 de setembro, que aprova o modelo de impresso destinado a inscrição no Registo Nacional de Não Dadores e cartão individual de não dador, 1.ª Série B, N.º 228, p. 6049.
Diário da República, Ministério da Saúde, Decreto-Lei n.º 244/94 de 26 de setembro, que regula o Registo Nacional de Não Dadores, 1.ª Série A, N.º 223, pp. 5780-5782.
Diário da República, Ministério da Saúde, Decreto-Lei n.º 274/99 de 22 de julho, que regula a dissecação de cadáveres e extração de peças, tecidos ou órgãos para fins de ensino e de investigação científica, 1.ª Série A, N.º 169, pp. 4522-4526.
Instituto Português do Sangue e da Transplantação, IP (2014), RENNDA - Procedimentos para os Cuidados de Saúde Primários – PO.72.1.1, Instituto Português do Sangue e da Transplantação, IP. 

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Centros de Vacinação
Consulte aqui as moradas e horários dos centros de vacinação da Consulta do Viajante
Consulta do viajante

Centros de Vacinação Internacional

Região de Saúde do Norte

N.º 1 – Centro de Vacinação Internacional do Porto

Rua da Alegria, n.º 1057 – Porto
Telefone: 222 002 540
Fax: 220 411 803
E-mail: [email protected]

Consultas de Medicina das Viagens e Vacinação, com marcação prévia por:

Telefone – 222 002 540
E-mail – [email protected]

Horário:
– atendimento geral: 9.00h às 13.00h e das 14:00h às 17.00h
– Consultas: 2.ª a 5.ª Feira: das 9.00h às 12:30h e das 14:00h às 16:15h; 6.ª Feira: das 9.00h às 12.30h

N.º 2 – Centro de Vacinação Internacional de Braga

Praceta de Vilar s/n (ex instalações do Departamento de Psiquiatria do Hospital de São Marcos), 4710-453 – Braga
Telefone: 253 208 260
[email protected]
Horário de atendimento da Consulta do Viajante: 4.ª e 5. feira das 9:30h às 12.30h.
Horário de atendimento para administração de vacina da hepatite A de prescrição externa: 2.ª a 6.ª feira das 09:30h às 12:30h e das 14:30h às 16:30h.

N.º 3 – Centro de Vacinação Internacional do Centro Hospitalar do Porto

Consulta externa de doenças infeciosas (Ex-CICAP) – Pavilhão 8, Rua D. Manuel II  4050-346 Porto
Telefone: 222 077 500
[email protected]
Horário de atendimento: 2.ª: Manhã; 4.ª Manhã e Tarde; 5.ª Tarde; 6.ª Manhã
Consulta de Medicina Tropical (pós-viagem) todos os dias

N.º 4 – Centro de Vacinação Internacional de Viana do Castelo

Rua José Espregueira, n.º 96, 4904-871 – Viana do Castelo
Telefone: 258 809 470     Fax: 258 809 481/9
[email protected]
Horário de Atendimento: 2ª. Feira e 3ª. Feira das 9.00h às 12.30h

N.º 5 – Centro de Vacinação Internacional do Hospital de São João

Al. Professor Hernâni Monteiro, 4200-319 –  Porto
Telefone: 225 512 375   Fax: 225 512 216
[email protected]
Horário de Atendimento: 3.ª, 4.ª e  5.ª Feira das 14.00h às 17.00h

N.º 6 – Centro de Vacinação Internacional de Bragança

Avenida Dr. Urze Pires, 5340-263 – Macedo de Cavaleiros
Telefone: 278 420 143     Fax: 278 420 147
[email protected]
Horário de Atendimento: 5.ª Feira das 9.30h às 13.00h

N.º 7 – Centro de Vacinação Internacional Matosinhos (Porto de Leixões)

Porto de Leixões, Doca 2 Sul, 4450 – Matosinhos
Telefone: 229 372 497/918 174 606     Fax: 229 386 144
[email protected]
Horário de Atendimento: Atendimento geral: 9.30h às 17.00h
3.ª Feira das 9:00h às 13:00h; 4.ª das 9:00h às 13:00h e das 14.00h às 17.00h e 5.ª Feira das 14.00h às 17.00h

Região de Saúde do Centro

N.º 1 – Coimbra – Serviço de Sanidade Internacional

Centro de Saúde Santa Clara – Unidade de Saúde Pública
Rua Capitão Salgueiro Maia – Topo Norte
Edifício Centro de Saúde Santa Clara
3040-006 Coimbra
Telefones: 239 802 112 (Direto) | 239 802 110 (Geral)
E-mail: mailto:[email protected]
Consultas (marcação prévia):

Segunda, terça-feira e quarta, 09:00h – 12:00h

Quinta-feira, 14:00h – 16:00h

Sexta-feira, 09:00h – 12:00h

Vacinação:

Segunda e terça-feira, 09:00h – 12:00h e 14h00h – 16h00h

Quarta-feira, 09:00h – 12:00h

Quinta e sexta-feira, 09:00h – 12:00h e 14:00h – 16h00h

N.º 2 – Leiria – Serviço de Sanidade Internacional

Centro de Saúde Dr. Arnaldo Sampaio
Unidade de Saúde Pública
Estrada da Mata, n.º 56
Marrazes
2419-014 Leiria
Telefone: 244 859 140
Fax: 244 849 001

Consultas e vacinação (marcação por telefone)

Segunda-feira, 09:00h – 12:30h e 14:00h – 16:30h

Terça-feira, 14:00h – 16:30h

Quarta-feira, 09:00h – 13:00h e 14:00h – 16:30h

Sexta-feira, 09:00h – 13:00h

N.º 3 – Aveiro – Serviço de Sanidade Internacional

Centro de Saúde de Aveiro
Praça Rainha D. Leonor
R/C do Laboratório
3810-042 Aveiro
Telefone: 234 891 191

Consultas e vacinação
Horário:

Quarta-feira – das 09:00 às 11:30

Quinta-feira – das 14:00 às 16:30

Sexta-feira – das 09:00 às 11h30

Marcação: Presencial ou pelo telefone
Documentos: Boletim de Vacinação Nacional e Internacional (se já o possuir),  Bilhete de Identidade/Cartão do Cidadão, Cartão do SNS/ADSE ou outros.

N.º 4 – Castelo Branco – Serviço de Sanidade Internacional

Centro de Saúde de S. Miguel – Castelo Branco
Av. da Europa S/N Apartado 110 – 6000-491 Castelo Branco
6000-152 Castelo Branco
E-mail: [email protected]
Telefone: 272 340 150
Fax: 272 340 151
Horário de atendimento:
Marcação da Consulta: todos os dias úteis, das 14,00h – 17,30h
Consulta
Quarta-feira, 10:00h – 12:00h.
Vacinação (só se efetua após consulta)
Diariamente, 09:15h – 12:30h e das 14:00h – 17:50h.

Região de Lisboa e Vale do Tejo 

N.º 1 – Centro de Vacinação Internacional da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo

Agrupamento de Centros de Saúde de Lisboa Norte
Centro de Saúde de Sete Rios
Largo Prof. Arnaldo Sampaio
1549-010 Lisboa
Telefone: 217 211 800

Consulta do Viajante

Segunda e Terça-feira – das 9:30h às 13:30h.
Com marcação prévia através do email: [email protected]

Vacinação Internacional

Todos os dias úteis das 9 às 13h e das 13h.30 às 15h.30, por ordem de chegada (senhas individuais com limite de atendimentos)

O utente deve ser portador de prescrição médica (em suporte de papel) das vacinas a efetuar.

Documentos necessários:

Cartão do Cidadão ou Bilhete de Identidade e documento com o Nº do Utente

Boletim Individual de Saúde

Certificado Internacional de Vacinação (se já o tiver).

N.º 2 – Agrupamento de Centros de Saúde Almada Seixal

Unidade de Saúde Pública
Avenida Rainha D. Leonor, n.º 2
2809-010 Almada
Telefone: 212 728 820; 212 728 821; 212 728 822; 212 728 823 ou 212 728 824
Fax: 212 728 825
E-mail: [email protected]

Consultas – Com marcação prévia
Horário:

Segunda e terça-feira – das 14 às 17 horas.

Quinta-feira – das 9 às 13 horas.

Vacinação internacional – Com prescrição médica e sem marcação
Horário:

Quinta-feira e Sexta-feira, das 9h:30m às 12h:30m

Documentos necessários: Cartão do Cidadão ou Bilhete de Identidade e documento com o número do utente do Serviço Nacional de Saúde, Boletim Individual de Saúde e Certificado Internacional de Vacinação (se já o tiver).

N.º 3 – Hospital Dona Estefânia – Centro Hospitalar de Lisboa Central

Rua Jacinta Marto
1169-045 Lisboa
Telefone: 213 126 600
Fax: 213 126 823 / 779
Consultas e vacinação, apenas e exclusivamente para crianças e acompanhantes. Marcação prévia, por telefone.
Segunda-feira – das 11h30 às 13 horas
Terça-feira – das 14 às 15h30
Quarta-feira – das 9 às 12 horas

N.º 4 – Hospital São Bernardo

Serviço de Infeciologia
Rua Camilo Castelo Branco
2910-446 Setúbal
Telefone: 265 549 558
Fax: 265 549 559
Consultas e vacinação.
Consultas, com marcação prévia, de segunda a sexta-feira, por telefone, das 15 às 16 horas.
Consultas:
Adultos: segunda a quinta-feira das 08h30 às 11 horas
Crianças: sexta-feira das 11 às 12 horas
Vacinação:
Segunda e quinta-feira das 08h30 às 13 horas

N.º 5 – Hospital Curry Cabral – Centro Hospitalar de Lisboa Central

Rua da Beneficência, 8
1069-166 Lisboa
Telefone: 217 924 322

Consultas e vacinação, sem marcação prévia, por telefone ou presencialmente.

Consulta: de segunda-feira a quinta-feira, das 14h:00m às 16h30m, para maiores de 18 anos.
Deve realizar-se 4 a 6 semanas antes da data prevista para a viagem.

Vacinação: de segunda-feira a quinta-feira, das 8h:30m às 12h:00m.

Documentos necessários: Cartão do Cidadão ou Bilhete de Identidade e documento com o n.º do utente, Boletim Individual de Saúde/Vacinas e Certificado Internacional de Vacinações (se já o tiver)

N.º 6 – Hospital Santa Maria – Centro Hospitalar Lisboa Norte

Avenida Professor Egas Moniz
1649-035 Lisboa
Telefone: 217 805 000
Fax: 217 805 610
URL: http://www.chln.min-saude.pt

Adultos: Consultas e vacinação, com marcação prévia, por telefone ou fax; Consultas: Segunda, quarta e quinta-feira, das 14 – 17 horas.

Vacinação: Segunda, quarta e quinta-feira, das 14 – 17 horas. Sexta-feira, das 14 – 16 horas. Documentos necessários: Documento como n.º do utente ou Cartão do Cidadão e Boletim de Vacinação.

Crianças – Pediatria: Consultas e vacinação, com marcação prévia, através do e-mail [email protected] ou pelo telefone 217 805 325; Terça e sexta-feira – das 15 – 16 horas e quarta e quinta-feira – das 11 – 13 horas.

N.º 7 – Hospital Garcia de Orta

Avenida Professor Torrado da Silva
2801-951 Almada
Consultas e vacinação, com marcação prévia, através do e-mail [email protected] ou pelos telefones 212 726 808; 212 727 240 ou 212 727 163 (das 14 às 16h30)
Consultas: Quinta e sexta-feira, das 13 às 17 horas
Vacinação: Terça, quinta e sexta-feira, das 13 às 17 horas

Documentos necessários: Cartão do Cidadão ou Bilhete de Identidade e documento com o n.º do utente, Boletim Individual de Saúde/Vacinas e Certificado Internacional de Vacinações (se já o tiver)

N.º 8 – Instituto de Higiene e Medicina Tropical

Rua da Junqueira, n.º 96
1349-008 Lisboa
Telefone: 213 652 630 – Balcão de atendimento para marcações e informações sobre consultas / vacinação

N.º 9 – Agrupamento de Centros de Saúde Médio Tejo

Centro de Saúde do Entroncamento
Av. Miguel Bombarda, 2330-017 Entroncamento
Telefone: 249 720 940
Fax: 249 719 650

Consultas – Com marcação prévia, presencialmente ou por telefone
Horário:

Terça-feira – das 9 às 13 horas.

Quinta-feira – das 15 às 18 horas.

Vacinação internacional – O utente deve ser portador de prescrição médica das vacinas a efetuar.
Horário:

Terça-feira – das 9 às 13 horas.

Quinta-feira – das 15 às 18 horas.

Documentos necessários: Cartão do Cidadão ou Bilhete de Identidade e documento com o n.º do utente, Boletim Individual de Saúde/Vacinas e Certificado Internacional de Vacinações (se já o tiver). O utente que apenas necessita de vacinação deve ser portador de prescrição médica das vacinas a efetuar.

N.º 10 – Agrupamento de Centros de Saúde Oeste Norte

Centro de Saúde do Bombarral
Rua Dr. Arlindo de Carvalho, n.º 27
2540-073 Bombarral
Telefone: 262 600 138/0 ou 262 600 137/0

Consultas – Com marcação prévia
Horário:

Segunda-feira – das 09h30 às 12h30.

Vacinação internacional – O utente deve ser portador de prescrição médica das vacinas a efetuar.
Horário:

Segunda-feira – das 08h30 às 12h30.

Documentos necessários: Cartão do Cidadão ou Bilhete de Identidade e documento com o n.º do utente, Boletim Individual de Saúde/Vacinas e Certificado Internacional de Vacinações (se já o tiver)

N.º 11 – Agrupamento de Centros de Saúde Lisboa Ocidental/Oeiras

Centro Saúde Paço D’Arcos
Avenida António Bernardo Cabral Macedo
2770-219 Paço de Arcos
Telefone: 214 540 800
Fax: 214 540 809
E-mail: [email protected]

Consultas – Com marcação prévia
Horário:

Terça-feira – das 9 às 13 horas.

Vacinação internacional – O utente deve ser portador de prescrição médica das vacinas a efetuar.
Horário:

Terça-feira – das 9 às 13 horas.

Documentos necessários: Cartão do Cidadão ou Bilhete de Identidade e documento com o n.º do utente, Boletim Individual de Saúde/Vacinas e Certificado Internacional de Vacinações (se já o tiver)

N.º 12 – Agrupamento de Centros de Saúde Amadora

Centro de Saúde Damaia
Unidade de Saúde Pública da Amadora
Largo Conde da Lousã, Damaia
2720-122 Amadora
Telefone: 214 906 230
Fax: 214 906 224
E-mail: [email protected]

Consultas apenas e exclusivamente para adultos  – Com marcação prévia, presencialmente ou por telefone.
Horário:

Quarta-feira – das 9 horas às 12h30.

Vacinação internacional – O utente deve ser portador de prescrição médica das vacinas a efetuar.
Horário:

Quarta-feira – das 9 horas às 12h30.

Documentos necessários: Cartão do Cidadão ou Bilhete de Identidade e documento com o n.º do utente, Boletim Individual de Saúde/Vacinas e Certificado Internacional de Vacinações (se já o tiver)

N.º 13 – Agrupamento de Centros de Saúde Loures/Odivelas

Equipa Responsável:

Dr.ª Luciana Bastos
Enf.ª Josefina Chemela
Ass. Técnico Dalila Martins

Local de atendimento:

Unidade de Saúde Pública – USP
Av. Carlos Andrade, S/N, 2660-403
Santo António dos Cavaleiros
Telefone: 219897825
E-mail: [email protected]

Período de funcionamento/critérios para encaminhamento:

Consulta do Viajante:

Quinta-feira – das 9 às 13 horas.

Mediante marcação prévia presencial ou por telefone

Utentes que residam na área de influência do ACES Loures-Odivelas e do ACES Estuário do Tejo, a partir dos 5anos de idade

Sujeito a pagamento de taxa moderadora

Documentos necessários a inscrição: cartão do utente, Boletim Individual de Saúde e Certificado Internacional de Vacinação, caso já seja portador

Medicação atual

Vacinação internacional:

Terça-feira das 12:30h- 16:30h e quinta-feira das 9-13h

Sem necessidade de marcação prévia

Mediante prescrição médica ou guia de tratamento (obrigatório)

Documentos necessários a inscrição: cartão do utente, Boletim Individual de Saúde e Certificado Internacional de Vacinação, caso já seja portador

Emissão de Certificados Internacionais de Vacinação e profilaxia

Vacinas Internacionais disponíveis:

Vacina contra a Febre Amarela

Vacina contra a Febre Tifóide

Vacinas cuja administração está dependente do pagamento da respectiva Taxa Sanitária.

Vacinas do PNV disponíveis:

VIP

VASPR

Td

Gripe Sazonal

TODAS AS OUTRAS VACINAS RECOMENDADAS NO ÂMBITO DAS VIAGENS, ESTÃO COMERCIALIZADAS NA FARMÁCIA COMUNITÁRIA, SÃO ADQUIRIDAS PELO UTENTE E PODERÃO SER ADMINISTRADAS EM QUALQUER SERVIÇO DE VACINAÇÃO, MEDIANTE PRESCRIÇÃO EMITIDA POR QUALQUER MÉDICO NO EXERCÍCIO DA PROFISSÃO. ESTAS VACINAS ESTÃO SUJEITAS AO PAGAMENTO DA ADMINISTRAÇÃO DE INJECTÁVEL (acto de enfermagem).

Vacinas mais frequentemente recomendadas aos viajantes, disponíveis na farmácia comunitária:

Vacina contra a meningite tetravalente (ACW135Y) – Vacina obrigatória na peregrinação a MECA (Registo obrigatório no Certificado Internacional de Vacinação)

Vacina contra a Encefalite Japonesa

Vacina contra a Raiva

Vacina contra a Encefalite por carraças

Vacina conta a Cólera

Vacina contra a Hepatite A

Vacinas contra a Hepatite B

Vacina contra a Hepatite A + B

Região de Saúde do Alentejo

N.º 1 – Consulta do Viajante do Hospital do Litoral Alentejano

Monte do Gilbardinho EN 261
7540-230 Santiago do Cacém
Telefone: 269 818 100/269 818 125
Fax: 269 818 127
Consultas e vacinação com marcação prévia, presencialmente ou por telefone
Horário: segunda-feira, das 9 às 13 horas
Deve realizar-se 3 semanas a um mês antes da data prevista para a viagem.
Documentos necessários: Cartão do Utente, Bilhete de Identidade e Boletim Individual de Saúde/Vacinas.

N.º 2 – Centro de Saúde de Sines

Rua Júlio Gomes da Silva, n.º 1-A
7520-219 Sines
Telefone: 269 870 440
Fax: 269 636 012
Apenas no âmbito da Sanidade Marítima.

N.º 3 – Centro de Saúde de Évora

Rua Ferragial do Poço Novo, S/N
7000-747 Évora
Telefone: 266 760 010

Consulta – deve realizar-se 3 a 4 semanas antes da data prevista para a viagem.

Marcação por telefone ou presencial:

De segunda a sexta-feira, das 09:00h às 12:30h e das 14:00h às 17:30h.

Horário da consulta (sempre com marcação prévia):

Segunda-feira, das 14:00h às 18:00h

Vacinação mediante prescrição médica:

Quarta-feira, das 9:00h às 15:30h, por ordem de chegada

Documentos necessários:

Cartão do Utente/Ficha Identificação do Utente

Bilhete de Identidade/Cartão do Cidadão

Boletim Individual de Saúde/Boletim de Vacinação Internacional (caso possua).

N.º 4 – Consulta do Viajante e Centro de Vacinação Internacional

Unidade de Saúde Pública

Centro de Saúde de Beja 2

Rua Rainha Dona Amélia

7800-514 Beja, Portugal

A consulta deverá realizar-se 4 a 8 semanas antes da data prevista da viagem.

A marcação poderá ser feita presencialmente, telefonicamente ou por e-mail.

– Presencialmente: Unidade de Saúde Pública na rua Rainha D.Amélia em Beja, de segunda a sexta-feira das 9h às 12h30 e das 14h às 17h30

– Telefone: 284311320

– E-mail: [email protected]

Horário da Consulta do Viajante e do Centro de Vacinação Internacional:

Segundas e terças das 14h às 16h30

Documentos necessários:

Cartão de cidadão ou BI+Cartão de Utente e Boletim de Vacinação actualizado (incluindo o internacional, se já o possuir)

Região de Saúde do Algarve

N.º 1 – Centro de Saúde de Faro

Urbanização Graça Mira
Lejana de Cima
8009-003 Faro
Telefone: 289 830 300, extensão 379
Fax: 289 830 397

Aconselhamento de enfermagem e vacinação internacional (com prescrição médica)

Consulta do viajante, sempre com marcação prévia (preferencialmente no período de 15 a 30 dias anterior à viagem) e respetiva vacinação após consulta.

Pedido de consulta:

E-mail: [email protected]

Presencial – horário do aconselhamento de enfermagem

Telefone 289 830 300, extensão 379 – horário do aconselhamento de enfermagem.

Horário

Aconselhamento de enfermagem e vacinação internacional

Segunda-feira, das 09h30 às 12 horas

Terça-feira, das 09h30 às 12 horas

Quarta-feira, das 14h00 às 16h30

Quinta-feira, das 14 às 16 horas

Sexta-feira, das 09h30 às 12 horas

Consulta do viajante

Terça-feira, das 09h30 às 12 horas

Quarta-feira, das 9h30 às 12 horas e das 14h30 às 16 horas

Documentos necessários:

Boletim de Vacinação Nacional e Internacional (se já o possuir)

Cartão do Cidadão ou Bilhete de Identidade e documento com o n.º do utente do Serviço Nacional de Saúde

N.º 2 – Unidade de Saúde Pública de Portimão

Rua Manuel Dias
8500-723 Portimão
Telefone: 282 420 165
Fax: 282 420 168

Consultas e vacinação internacional

Segunda-feira, das 14 às 17 horas

Sexta-feira, das 15 às 17 horas

Marcação prévia, por telefone ou presencial, com um mínimo de quinze dias de antecedência à data da viagem.

Região Autónoma da Madeira

N.º 1 – Funchal – Serviço de Sanidade Internacional

Centro de Saúde do Bom Jesus (Módulo da Sé)
Unidade Operativa de Saúde Pública
Rua das Hortas, n.º 67, 3.º Piso
9050-526 Funchal
Telefone: 291 208 738
Fax: 291 208 888
Consultas, com marcação prévia.
Consultas: segunda-feira, das 13h30 às 14 horas; quinta-feira, das 11h30 às 15 horas.
Vacinação internacional, 4.º piso, das 8 às 19h30.

N.º 2 – Centro de Vacinação Internacional Hospital dos Marmeleiros

Hospital dos Marmeleiros

Estrada dos Marmeleiros

9050-209 Monte – Funchal

Telefone: 291 705 730

Consultas, com marcação prévia.

Consultas: terças-feiras e sextas-feiras das 09h00 – 13 horas.

Vacinação Internacional – Hospital de Dia Serviço de Doenças Infecciosas

Região Autónoma dos Açores

N.º 1 – Centro de Vacinação Internacional da Ilha de São Miguel

Delegação de Saúde de Ponta Delgada
Rua Agostinho Pacheco, n.º 14
9500-015 Ponta Delgada
Telefone: 296 201 760

N.º 2 – Centro de Vacinação Internacional da Ilha de Santa Maria

Delegação de Saúde de Vila do Porto
Avenida de Santa Maria
9580-501 Vila do Porto
Telefone: 296 820 100

N.º 3 – Centro de Vacinação Internacional da Ilha Terceira

Delegação de Saúde de Angra do Heroísmo
Canada dos Melancólicos
9701-869 Angra do Heroísmo
Telefone: 295 402 950

N.º 4 – Centro de Vacinação Internacional da Ilha da Graciosa

Delegação de Saúde de Santa Cruz da Graciosa
Rua Mouzinho de Albuquerque
9880-320 Santa Cruz da Graciosa
Telefone: 295 730 070

N.º 5 – Centro de Vacinação Internacional da Ilha do Faial

Delegação de Saúde da Horta
Bairro Vista Alegre
9901-853 Horta
Telefone: 292 207 200

N.º 6 – Centro de Vacinação Internacional da Ilha de São Jorge

Delegação de Saúde das Velas
Rua do Corpo Santo
9800-541 Velas
Telefone: 295 412 122

N.º 7 – Centro de Vacinação Internacional da Ilha do Pico

Delegação de Saúde da Madalena do Pico
Praceta Dr. Caetano Luís Mendonça
9959-361 Madalena – Pico
Telefone: 292 628 800

N.º 8 – Centro de Vacinação Internacional da Ilha das Flores

Delegação de Saúde de Santa Cruz das Flores
Rua do Hospital
9970-303 Flores
Telefone: 292 590 270

N.º 9 – Centro de Vacinação Internacional da Ilha do Corvo

Delegação de Saúde do Corvo
Avenida do Corvo
9980-039 Corvo
Telefone: 292 596 153

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Saiba o que são
Conheça as queixas reumáticas mais frequentes e um dos principais motivos de incapacidade antes dos
Coluna vertebral a ilustrar as raquilagias

O que são as raquialgias?

As raquialgias consistem em dores na coluna vertebral. São as queixas reumáticas mais frequentes e um dos principais motivos de incapacidade antes dos 45 anos de idade. Podem ser de causa degenerativa, infecciosa, inflamatória, metabólica ou neoplásica. Os segmentos cervical e lombar são normalmente os mais afectados.

  • A cervicalgia deve-se, na maioria dos casos, à deterioração degenerativa ou à alteração funcional das estruturas musculoligamentares.
  • A lombalgia, que é um grave problema de saúde pública por afectar uma parte da população activa, é um sintoma e não uma doença.

Quais são as causas da lombalgia?

As causas da lombalgia são múltiplas e apenas parcialmente conhecidas. Isto é, o mesmo sintoma - a dor - pode resultar de diferentes situações fisiopatológicas.

A lombalgia pode ser aguda ou crónica, consoante persista por menos ou mais de três meses.

A lombalgia é um sintoma frequente na população em geral, estimando-se que entre 60 a 80% da população seja afectada por uma crise no decorrer da vida.

Os principais factores de risco são:

  • Idade superior a 45 anos;
  • Sexo feminino;
  • Tabagismo;
  • Alcoolismo;
  • Profissões que exigem esforços físicos importantes ou posturas prolongadas com a coluna em flexão e/ou rotação;
  • Factores psicológicos.

Qual é o tratamento adequado?

Não existe uma estratégia terapêutica eficaz para todas as formas de lombalgia. O tratamento depende de ser aguda ou crónica, da presença ou da ausência de radiculalgia (dor com origem nas raízes dos nervos), da origem da dor (discal, interapofisária posterior ou musculo-tendinosa) e do contexto socioprofissional e psicológico do doente.

Nas lombalgias agudas e excluídos os casos de cirurgia, o tratamento tem por objectivo aliviar a dor e pode incluir:

  • Repouso de curta duração;
  • Analgésicos;
  • Anti-inflamatórios não esteróides (AINE);
  • Miorrelaxantes em caso de contractura (contracção permanente e involuntária de um músculo).

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico e/ou Farmacêutico.
Acordo com o Ministério da Saúde
Ministério da Saúde assina acordo de cinco anos com oito misericórdias dos distritos do Porto e Braga. Manuel Lemos exorta...

A dois meses das eleições, no mesmo dia em que oficializou a dotação de 22 milhões de euros para a recuperação de cirurgias em atraso no Serviço Nacional de Saúde (SNS), o ministro Paulo Macedo assinou protocolos com oito misericórdias para a realização de consultas e operações no valor de 25 milhões, só em 2016. O acordo, segundo o jornal Público, foi assinado por cinco anos. Como a quantia não deverá sofrer grandes alterações, o montante global será da ordem dos 125 milhões de euros, adiantou o presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, Álvaro Almeida.

Na prática, isto significa que os doentes que forem referenciados por centros de saúde para os hospitais das santas casas de Vila Verde, Fão, Felgueiras, Riba D´Ave, Póvoa de Lanhoso, Marco de Canavezes, Lousada e Esposende ao longo dos próximos cinco anos vão ter acesso a consultas e, também, a cirurgias nestas unidades do sector social, explicou. "São oito hospitais que passam a ser do SNS e em que os utentes apenas têm que pagar a taxa moderadora".

De manhã, na cerimónia de assinatura do protocolo com as oito misericórdias dois distritos do Porto e de Braga, o ministro da Saúde não aludiu a quaisquer números. Foi a Álvaro Almeida que coube explicar os meandros da negociação. Com a assinatura deste acordo-chapéu, disse, "alarga-se o leque dos serviços prestados aos utentes do SNS", estando previstas 91 mil consultas externas e 13 300 cirurgias, em especialidades como a cirurgia geral e plástica, oftalmologia, otorrinolaringologia e urologia.

O acordo, acrescentou, inclui ainda “um vasto leque de meios complementares de diagnóstico e terapêutica e o acesso a serviços de atendimento permanente em horários complementares ao funcionamento dos centros de saúde locais”.

Mais tarde precisou que os protocolos se inserem numa negociação com “o grupo Misericórdias Saúde” e que as consultas de cuidados de saúde primários “estão em cima da mesa” mas, para já, não foram incluídas. Fez também questão de sublinhar que tudo isto não passa da renovação de um acordo “que foi assinado [em primeiro lugar] pelos socialistas”, antes de este Governo ter entrado em funções.

O presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel Lemos, lembrou, porém, que estes "novos acordos" vêm dar resposta ao estabelecido no decreto-lei nº 138/2013 de 9 de Outubro. E exortou o ministro a “dar instruções às restantes ARS” para que este “novo modelo de acordo” seja replicado noutros hospitais das misericórdias. “Convém que se desenganem os que pensam que o Estado e o Governo estão a fazer um favor às misericórdias ou que estamos no plano da caridadezinha em sede de políticas de saúde”, disse, em resposta aos que têm contestado a entrega ou o anúncio da transferência de serviços e de unidades do Serviço Nacional de Saúde para o sector social. “Quem não percebe isso está preso a pressupostos ideológicos serôdios”, criticou.

Três hospitais transferidos, dois em vias de "devolução"
Esta semana, o Governo deu mais um passo no caminho iniciado em 2014 com a prometida “devolução” de vários hospitais do SNS às misericórdias, ao oficializar a transferência da unidade de São João da Madeira para a misericórdia local, depois de o mesmo ter acontecido já com os hospitais de Anadia, Serpa e Fafe.

A assinatura deste protocolo ficou marcada por um protesto popular “de luto” promovido por um movimento cívico que reclama a manutenção da administração do Estado e elaborou uma petição subscrita por mais de nove mil cidadãos. Não se sabe se a contestação terá algum resultado. O que o ministro e o presidente da ARS Norte disseram é que o acordo está formalizado e que a “devolução” se vai concretizar em 1 de Janeiro do ano que vem.

O próximo hospital a transferir deverá ser o de Santo Tirso, mas aqui a oposição está a ser mais intensa. Interpelado pelos jornalistas, Paulo Macedo disse que esta “devolução” está já em fase final de negociação, ao mesmo tempo que garantiu que não haverá despedimentos e que até serão "mantidas ou aumentadas valências" naquela unidade.

A Ordem dos Médicos e os sindicatos dos médicos da região Norte contestam a transferência. Após uma visita ao hospital de Santo Tirso, constataram que falta ali "cerca de uma dezena de médicos" e que a passagem prevista para a misericórdia poderá levar à diminuição de várias especialidades. O presidente do conselho regional do Norte da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, deu o exemplo da cardiologia, da obstetrícia, da oftalmologia, da oncologia médica, da otorrinolaringologia, da pneumologia e da pedopsiquiatria como valências que esta unidade poderá vir a perder.

A administração do hospital queixou-se da "dificuldade em manter recursos humanos”, revelou Miguel Guimarães. "É difícil dar um número, mas faltam seguramente mais de uma dezena de médicos e objetivamente 14 enfermeiros", apontou o mesmo responsável da Ordem, que foi acompanhado na visita por representantes do Sindicato Independente dos Médicos e do Sindicato dos Médicos do Norte.

Critérios revistos
Grupo de trabalho que estuda o tema já chegou a acordo. A exclusão definitiva de homo e bissexuais pode passar a temporária.

Ainda não está concluído o relatório do grupo criado pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) para rever os critérios da dádiva de sangue por homo e bissexuais, mas o texto final foi genericamente aprovado na semana passada e a versão definitiva deverá ser redigida nos próximos dias, apurou o jornal Público.

O relatório será depois enviado ao ministro da Saúde, que poderá ou não aceitar as recomendações e alterar a política que hoje proíbe a dádiva de sangue por “homens que têm sexo com homens” – designação que inclui homo e bissexuais.

Não é conhecido o teor do texto aprovado pelos sete membros do grupo de trabalho, mas num debate promovido a 23 de Junho pela Ordem dos Médicos, em Lisboa, o presidente do conselho diretivo do IPST já tinha desvendado o sentido das recomendações.

“Portugal vai com certeza mudar, assim que tivermos os resultados do grupo de trabalho”, revelou Hélder Trindade, referindo-se ao período durante o qual um homossexual ou um bissexual pode ser impedido de dar sangue. “Se vai ficar cinco anos, um ano, seis meses, isso não sei dizer, depende do grupo”, acrescentou. Desde 2011 o Reino Unido autoriza homo e bissexuais a dar sangue desde que estejam pelo menos 12 meses sem praticar sexo anal, com ou sem preservativo.

No debate da Ordem dos Médicos, Hélder Trindade admitiu ter “medo de mexer” nos atuais critérios porque isso “vai alterar os valores do risco residual”, ou seja, o risco de colheita de sangue infetado mesmo depois de todos os procedimentos e triagens. “Se mexermos, porque vamos mexer, vamos aumentar o risco residual e teremos de pôr barreiras muito anteriores”, revelou. Ou seja, colocar aos dadores questões que eles podem considerar melindrosas.

Para Hélder Trindade, uma mexida nos critérios de exclusão implicará um aumento no universo de dadores, logo, um maior número de pessoas seropositivas entre os potenciais dadores. Quer, por isso, alterar os inquéritos de triagem.

Atualmente, homossexuais e bissexuais estão proibidos de dar sangue em Portugal, apesar de uma resolução da Assembleia da República, proposta pelo Bloco de Esquerda e aprovada em 2010 sem votos contra, recomendar ao governo a “elaboração e divulgação de um documento normativo” que “proíba expressamente a discriminação dos dadores de sangue com base na sua orientação sexual”.

O manual de triagem do IPST, de Outubro de 2014, determina que os infetados pelo VIH/sida estão definitivamente proibidas de dar sangue. Porém, as pessoas com um parceiro estável seropositivo ou que tenham tido sexo ocasional com um indivíduo com VIH, determina, respetivamente, uma “suspensão temporária” da dádiva de sangue, sem indicar prazo, e uma “suspensão de seis meses após o último contacto”.

Na prática, qualquer homem que se apresente num serviço de recolha de sangue só é aceite se declarar que nunca teve quaisquer contactos sexuais com outros homens.

Isso mesmo foi confirmado pelo presidente do IPST em audição na Comissão da Saúde da Assembleia da República, em Abril passado: “Se o dador admite que é homossexual mas não admite que teve práticas sexuais com homens, pode dar sangue”, disse Hélder Trindade.  À saída, declarou aos jornalistas: “Tenho um critério para o heterossexual e outro diferente para o homossexual que tem coito anal porque na população homossexual existe uma prevalência elevadíssima de VIH.”

O designado Grupo de Trabalho sobre Comportamentos de Risco com Impacto na Segurança do Sangue e na Gestão de Dadores começou a trabalhar em Dezembro de 2012 e é composto por sete especialistas, incluindo uma representante do instituto.

Os prazos das conclusões do grupo têm sido ultrapassados de forma consecutiva, incluindo o limite de 30 de Junho, estabelecido pelo ministro da Saúde. A mais recente data era 31 de Julho e também foi ultrapassada. “Pondera-se que seja durante o mês de Julho”, escreveu há duas semanas o chefe do gabinete do ministro da Saúde, Luís Vitório, em resposta a uma pergunta do Bloco de Esquerda.

Até este domingo, o IPST não tinha respondido a várias tentativas de contacto feitas ao longo dos últimos dias. O mesmo aconteceu com o Ministério da Saúde, apesar de o assessor de imprensa Miguel Vieira ter prometido resposta por parte do secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde a um conjunto de perguntas enviadas pelo jornal Público. O IPST é tutelado pelo Ministério da Saúde.

Instituto Português do Sangue e da Transplantação
Sabia que se tiver feito uma tatuagem ou um piercing há menos de 4 meses não pode dar sangue? As mulheres que deram à luz há...

Os critérios aplicados pelo Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) são apertados, escreve o jornal Público. Nos Estados Unidos, por exemplo, onde vigoram restrições idênticas, apenas 39% da população está apta a ser dadora, lê-se no site do centro de sangue da Universidade de Stanford.

Quando vão a um serviço de colheita de sangue, os potenciais dadores são obrigados a responder a um questionário com 28 perguntas sobre o estado geral de saúde: transplantes, vacinas, casos de gripe, febre, consumo de drogas, etc. O inquérito entrou em vigor em Janeiro de 2013 e segue, de uma forma geral, as recomendações da Organização Mundial de Saúde e outras autoridades, como o Conselho da Europa e a Comissão Europeia. O objetivo é assegurar a máxima segurança a qualidade do sangue e minimizar o risco de transmissão de agentes infeciosos no recetor.

Em Portugal só podem dar sangue as pessoas saudáveis entre os 18 e os 65 anos, com peso superior a 50 Kg. As mulheres só devem dar sangue três vezes ao ano, no máximo; enquanto os homens o podem fazer quatro vezes. Os inquéritos são apenas a primeira fase de controlo da qualidade do sangue. Parte-se do princípio de que os dadores respondem com veracidade e estão cientes dos comportamentos que tiveram - o que, porém, nem sempre sucede.

A segunda fase é uma entrevista com médicos ou enfermeiros. A terceira fase passa por testes clínicos ao sangue com o objetivo de detetar infeções como as hepatites B e C e o VIH 1 e 2. O problema está no chamado "período de janela", durante o qual o sangue que contactou com um agente de doença ainda não produziu anti-corpos (o que pode ser detetável a partir das duas ou três semanas). Nesta fase a infeção está indetetável, sendo o inquérito é uma forma de contornar a existência desse intervalo de tempo. É que fora do corpo o sangue já não consegue produzir anti-corpos que confirmem a doença, mas continua a poder infetar quem o receber.

Investigadores da Universidade de Coimbra
Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra descobriu como a melatonina pode combater células cancerígenas,...

A melatonina é uma hormona cujas características permitem chegar a qualquer célula, ajustar o ciclo sono-vigília, manter um envelhecimento saudável e regular o sistema imunitário, escreve o Sapo.

Os resultados do estudo, já publicado na revista “Oncotarget”, sugerem que o sucesso de um tratamento à base da melatonina depende da atividade da mitocôndria da célula cancerígena, a qual é responsável pela produção da sua energia celular. A atividade energética da célula depende do seu estado de evolução, o que significa que a melatonina só é eficaz num determinado estado evolutivo da célula cancerígena.

Ignacio Vega-Naredo, investigador do CNC, explica que "descobrimos que a melatonina matava as células cancerígenas através de uma via mitocondrial. Quando as mitocôndrias das células cancerígenas estavam ativas, a melatonina diminuía a proliferação dessas células e impedia a produção da energia que elas necessitavam. O nosso estudo apresenta o tratamento com melatonina como uma estratégia promissora no tratamento de tumores, atacando células estaminais cancerígenas responsáveis pela sua reincidência".

Esta pesquisa abre caminhos na investigação do cancro ao indicar a necessidade de criar tratamentos adequados ao estado evolutivo e energético da célula cancerígena, evitando aplicar terapias não específicas que podem danificar células importantes, ou não ter nenhum efeito terapêutico.

As células estaminais cancerígenas utilizadas neste estudo foram "células cancerígenas embrionárias estaminais", nas quais se procurou compreender o mecanismo que torna as células do cancro vulneráveis à melatonina.

Apesar da incerteza quanto ao verdadeiro mecanismo que está na origem dos tumores, sabe-se que as células estaminais cancerígenas são responsáveis pelo desenvolvimento do cancro. Estas células "são ótimas para realizar investigação sobre possíveis tratamentos devido à sua capacidade de escaparem às terapias, algo que pode explicar o ressurgimento dos tumores", sublinha Ignacio Vega-Naredo. Por outras palavras, "se for possível combater estas células tão resistentes, será possível intervir em qualquer tipo de célula maligna", conclui.

Neurocientista alerta
Neurocientista de Oxford não gosta de ouvir ninguém gabar-se de que dorme poucas horas. Dormir pouco ou fora de horas envelhece...

“Existe uma cultura de dizer ena, dormi apenas cinco horas esta noite. Não sou fantástico?”, lamenta o neurocientista britânico Russell Foster, defendendo que “devíamos olhar com reprovação para este tipo de coisas. Da mesma forma que reprovamos quem fuma devíamos começar a censurar quem não leva o sono a sério”. Uma sociedade composta por pessoas que dormem pouco é uma sociedade doente, alerta o especialista.

Sono a menos, ou fora de horas, cria riscos para a saúde individual mas, também, representa um risco para a comunidade. O The Telegraf conversou com um especialista que alerta que quem trabalha nos transportes, por exemplo, pode colocar-se a si e aos outros em risco. A falta de descanso pode propiciar dificuldades de concentração e afetar as tomadas de decisão e, no limite, pode causar aquilo que Russell Foster chama de “micro-sonos”, que podem ser perigosos para quem trabalha ao volante, por exemplo.

“E olhemos para o setor da Finança, olhemos para as decisões recentes sobre a crise da Grécia”, nota o neurocientista, assinalando que “temos negociações importantes a estenderem-se pela noite fora, decisões com um impacto enorme tomadas por pessoas que, devido ao cansaço, têm as suas capacidades afetadas”. “Às quatro da manhã, a nossa capacidade para processar informação é semelhante a quando tomamos uma quantidade de álcool que nos tornaria embriagados, nos termos da lei – como se tivéssemos bebido vários whiskies ou cervejas”.

O Observador debruçou-se recentemente sobre este tema, a propósito do acordo na cimeira do euro atingido às primeiras horas de dia 13 de julho.

O corpo adapta-se a trabalhar por turnos? Não, não adapta

As consequências para o corpo humano de dormir pouco são perigosas. Mas Russell Foster junta a esta discussão os riscos associados a quem trabalha por turnos, ou em turnos da noite.

“Sempre se assumiu que quem tem de trabalhar turnos noturnos verá o seu relógio biológico a adaptar-se. Mas o que é extraordinário é que todas as descobertas [científicas] em vários estudos é que o corpo nunca se adapta”, diz o neurocientista, notando que trabalhar em horários noturnos foi ligado a uma maior probabilidade de doenças como o cancro, doenças cardiovasculares e diabetes do Tipo 2.

Um estudo recente feito em França revelou que os cérebros de quem trabalha horários noturnos há pelo menos 10 anos tende a envelhecer, em média, mais seis anos e meio do que quem trabalha com horários regulares e diurnos.

Em Hong Kong
O Hospital Queen Mary de Hong Kong conseguiu transplantar num homem um fígado formado com partes do órgão de duas filhas, um...

Segundo o jornal South China Morning Post, o recetor foi Cheng Chi-ming, um segurança de Macau que sofria de Hepatite B, que se encontrava em coma e que, segundo os médicos, apenas podia sobreviver uma semana caso não recebesse um fígado saudável.

As três filhas de Cheng Chi-ming foram submetidas a exames para comprovar se podiam ser dadoras do pai, atestando-se depois que duas (Lam Lam, de 23 anos, e Kei Kei, de 22) cumpriam os requisitos.

Contudo, também se verificou que os seus órgãos eram demasiado pequenos, pelo que se decidiu usar dois terços do fígado de Kei Kei e um terço do de Lam Lam, com cujos excertos se reconstruiu um novo órgão para transplantar no seu pai.

A operação de extração das partes dos fígados, ligação entre ambos e o transplante demorou apenas 55 minutos, indicou Lo Chung-mau, um dos membros da equipa médica que conduziu a intervenção cirúrgica.

Em outros hospitais, este tipo de transplantes duplos tem vindo a ser realizada de forma não simultânea, isto é, em duas operações distintas, em que o recetor recebe o transplante de uma parte de cada vez. Contudo, no caso em particular, os médicos escolheram esta opção, atendendo à gravidade do paciente, que assim reduz para metade os riscos e o tempo de recuperação.

“O transplante duplo do fígado coloca questões éticas no mundo da medicina, e não tomámos a decisão de ânimo leve, já que estava em causa a vida de três pessoas”, assegurou o mesmo médico, apontando que a prioridade passa sempre por utilizar o fígado de um único dador e, caso possível, que já tenham morrido.

Organização Internacional do Trabalho
O diretor-geral da Organização Internacional do Trabalho, Guy Ryder, defendeu que "faz sentido económico" garantir...

Em declarações à Rádio ONU, o responsável disse que assegurar a proteção adequada, tempo e espaço para a amamentação no trabalho "não só é a coisa certa a ser feita", mas também "faz sentido económico".

Para Guy Ryder, as mulheres que têm benefícios no local de trabalho valorizam os seus empregadores, o que, na sua opinião, conduz à "satisfação no emprego e lealdade".

A mensagem do líder da Organização Internacional do Trabalho (OIT), agência da ONU, surge a propósito da Semana Mundial da Amamentação, que começou hoje, sob o tema "Amamentação e Trabalho".

Segundo o diretor-geral da OIT, a amamentação no emprego é fundamental para o aumento das taxas de aleitamento materno.

Ryder lembrou que muitos países têm "relevantes legislações nacionais" sobre a criação de espaços para amamentação no local de trabalho ou próximo dele.

Contudo, ressalvou que a maioria dos cerca de 830 milhões de mulheres que trabalham no mundo não tem proteção adequada na maternidade, sendo que quase 80% dessas trabalhadoras estão na África e na Ásia.

Na sua mensagem, reproduzida no portal da Rádio ONU, o chefe da OIT salientou que as mulheres com trabalho precário enfrentam mais obstáculos para continuarem a amamentar os seus filhos, acrescentando que as mães que vivem em países mais pobres "recebem menos proteção e precisam de apoio e serviços em casa, no local de trabalho e na comunidade".

Para Guy Ryder, é, por isso, "hora de mobilizar governos, empregadores e associações de trabalhadores para agirem de forma organizada nas áreas de saúde, nutrição e igualdade de género", de modo a "permitirem que mulheres que trabalham amamentem".

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
A apanha de bivalves está temporariamente proibida devido à presença de toxinas marinhas que podem causar graves problemas de...

As interdições de captura aplicam-se aos mariscadores profissionais e amadores, mas também ao público em geral, independentemente do processo de captura, informa o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) na sua página na internet, em que é possível perceber as zonas e as espécies que não podem ser apanhadas neste momento.

No Estuário do Lima, na Lagoa de Albufeira e na costa entre Aljezur e S. Vicente está proibido a apanha de todos os tipos de bivalves.

Segundo o IPMA, foi encontrado fitoplâncton produtor de toxinas marinhas acima dos valores aceitáveis e por isso está temporariamente proibida "a apanha e captura, com vista à comercialização e consumo” de diversas espécies de bivalves, desde o berbigão, mexilhão, ameijoa, conquilha, mexilhão ou lambujinha.

“A ingestão de bivalves contaminados por toxinas marinhas pode causar graves problemas de saúde”, alerta o IPMA na sua página em http://www.ipma.pt/, em que se pode ler que no Estuário do Tejo, por exemplo, está proibida a apanha de todos os bivalves à exceção da amêijoa-japonesa e do mexilhão.

De janeiro a abril
O ministro da Saúde espera que os tempos de espera para cirurgia diminuam de janeiro a abril deste ano, e sublinhou a...

Sem indicar dados atualizados da redução dos tempos de espera em cirurgia, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, assinalou a "evolução positiva nos primeiros quatro meses deste ano" no número de operações, o que poderá acompanhar a tendência de descida dos tempos de espera registada em 2014.

"Temos de tomar medidas adicionais, para não deixar que haja derrapagem nos números dos tempos de espera para cirurgia", disse, depois de ter presidido à cerimónia de assinatura de adendas a contratos-programa de hospitais, de norte a sul.

Paulo Macedo, no entanto, frisou "a preocupação" pela carência de médicos anestesistas, que, alertou, pode provocar o aumento do período de espera de um doente, que tenha de ser submetido a operação cirúrgica.

O ministro afirmou que houve um aumento de cirurgias em 2014, com 550 mil cirurgias, o que representa um acréscimo de um por cento relativamente ao ano anterior, e mais cerca de 60 por cento comparativamente a 2012.

Paulo Macedo declarou que o Plano de Intervenção em Cirurgia (PIC), cujas primeiras adendas a contratos-programa com 17 hospitais de todo o país foram assinadas, em Lisboa, poderá contribuir para a redução dos registos relativos a este ano.

O PIC disponibiliza um total de 22 milhões de euros até final do ano e, foram assinados acordos para que se possam realizar mais de 16 mil cirurgias adicionais em unidades hospitalares, sem que estas coloquem em causa a programação normal de operações.

Pelos primeiros 17 hospitais que aderem ao PIC - para realizarem operações adicionais nas áreas da patologia neoplástica (mama e próstata), hérnia discal, artroplastia da anca e cataratas - será distribuído um total superior a 10 milhões de euros.

Projeto "Surf Salva"
As ações de formação do projeto "Surf Salva", destinadas a surfistas, sobre salvamento e suporte básico de vida a...

“Este ano vamos associar mais um parceiro a estas ações que é a Liga Portuguesa Contra o Cancro” (LPCC), porque a proteção solar “é uma mais-valia” para os praticantes de surf, mas também para os banhistas, disse o comandante Nuno Leitão, do Instituto Socorros a Náufragos.

Todos os anos surgem em Portugal 10 mil novos casos de cancro de pele, dos quais cerca de 800 são melanoma, a forma mais perigosa e mortal da doença.

Segundo o comandante Nuno Leitão, a segunda edição do projeto "Surf Salva" arrancou em maio, mas as ações de formação com a parceria da LPCC arrancam, no sábado, na praia de Portimão, no Algarve.

A primeira edição do projeto, que surgiu de uma parceria entre o ISN e o Lidl Portugal, envolveu 32 ações de formação que decorreram em praias de norte a sul do país e que contaram com mais de 1.100 participantes que adquiriram conhecimentos teóricos e práticos de salvamento e aplicação do suporte básico de vida.

O projeto nasceu com o objetivo de atingir cerca de 150 mil praticantes de ‘surf’, dando-lhes uma formação adequada para que sejam uma mais-valia no salvamento aquático, disse o responsável.

“Os surfistas são os primeiros a chegar à praia e os últimos a sair” e praticam a modalidade nas condições menos favoráveis para a prática balnear, mas favoráveis para a prática do surf”, comentou, sublinhando que, por estas razões, são “uma mais-valia no salvamento aquático”.

O comandante Nuno Leitão salientou a importância de dar formação aos surfistas sobre a maneira correta de resgatar um náufrago, porque “muitas vezes um mau resgate põe também em risco” as suas vidas, mas também sobre os mecanismos que devem acionar após um salvamento para que a evacuação seja feita em condições de segurança.

“Todos nós podemos salvar muito bem” e ter “todas as capacidades para poder salvar alguém no mar, mas se quando chegamos a terra nos sentimos sozinhos sem saber a quem é que havemos de ligar todo aquele sucesso que conseguimos desempenhar foi em vão”, salientou.

No ano passado, o ISN registou 80 salvamentos efetuados por surfistas que estavam na praia e ajudaram os nadadores salvadores a desempenharem os salvamentos dentro das áreas vigiadas e não vigiadas.

Este ano, em três meses de época balnear, já foram registados 31 salvamentos feitos por surfistas em praias vigiadas e não vigiadas.

“Podemos ver nestes dados estatísticos que a capacidade de aproveitarmos estes praticantes de surf para que também sejam um agente de proteção civil” e “poderem salvar melhor é uma mais-valia para Portugal, porque salva-se mais e felizmente morre-se menos”.

Administração Regional de Saúde do Norte
O presidente da Administração Regional de Saúde do Norte afirmou que, em 2016, os utentes do SNS do Norte terão acesso a 90 mil...

Os números foram revelados por Alvário Almeida, em Vila Verde, durante a cerimónia que assinalou a inauguração do hospital da Misericórdia local, e onde foram rubricados os oito acordos de parceira entre o setor público e aquelas instituições, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao abrigo do decreto-Lei nº 138/2013, de 9 de outubro.

O responsável sublinhou que, no próximo ano, os utentes do SNS terão acesso, em oito hospitais da região, a 91 mil consultas de várias especialidades, cerca de 13.200 cirurgias, bem como meios complementares de diagnóstico e terapêutica num investimento de 25 milhões de euros.

"São oito hospitais que passam a ser do SNS e em que os utentes apenas têm que pagar a taxa moderadora", afirmou, adiantando que com estes acordos serão prestados "melhores cuidados de saúde, ajustados às necessidades das pessoas".

Vila Verde, Fão, Felgueiras, Riba d'Ave, Póvoa de Lanhoso, Marco de Canaveses, Lousada e Esposende são as Misericórdias que assinaram novos acordos.

Presente na cerimónia, o presidente da União das Misericórdias Portuguesas, Manuel de Lemos disse que com estas parceiras "o Estado e o Governo não estão a fazer um favor às Misericórdias".

"O que Estado e o Governo estão a fazer é a aproveitar a enorme capacidade das Misericórdias para melhorar a prestação de cuidados de saúde, regularizar modelos de financiamento, controlar custos e fugir ao défice, com evidente satisfação das comunidades". Quem não percebe isso está preso a pressupostos ideológicos serôdios, ou vive longe da realidade em termos de modernidade de políticas sociais em matérias de saúde", sustentou.

O responsável apelou ainda ao ministro da Saúde, que presidiu à cerimónia, para "dar instruções às restantes Administração Regional de Saúde (ARS) para que o novo modelo de acordo seja replicado, com as devidas adaptações, aos restantes hospitais das Misericórdias".

O ministro Paulo Macedo afirmou que "contrariamente ao que tantos disseram, mesmo em fase de enorme adversidade, os últimos quatro anos foram totalmente excecionais e anormais, não tiveram nada de vulgaridade, nem nada de comparabilidade com os outros anos mais recentes".

Segundo Paulo Macedo, o governo "tem razões para estar contente" porque, "num cenário de extrema adversidade" conseguiu "evitar o caminho da disrupção do SNS, do sistema de saúde".

"Conseguimos pelo contrário fortalecê-lo. Aumentamos o rigor, o seu equilíbrio e a sustentabilidade do SNS, e eu diria do setor privado e social, em simultâneo", frisou.

Adiantou que, nos últimos quatro anos, "aumentaram em termos concretos, mensuráveis, os ganhos em saúde e em eficiência, e disso, é testemunha a esperança média de vida ou a mortalidade infantil e neonatal que continuam a colocar Portugal como exemplo dos melhores países da Europa, e do Mundo".

Em Vila Verde o ministro da Saúde visitou ainda a reabilitação efetuada no hospital da Misericórdia que permitiu dotar a unidade de novas valências, entre elas uma maternidade, blocos cirúrgicos e 100 novas camas, 50 das quais para os cuidados continuados.

A unidade passou de 3.800 metros quadrados para 12.600, atendendo por dia cerca de 700 doentes. Por ano, de acordo com os números do provedor, Bento Morais, "paga 2,7 milhões de euros de impostos e recebe do Estado para a área da saúde cerca de 2, 3 milhões de euros".

O hospital é um dos principais empregadores da região, com 680 trabalhadores e, segundo dados avançados pelo presidente da União das Misericórdias Portuguesas "é a quinta maior empresa do distrito de Braga, em termos de contribuições á Segurança Social".

Prescrição eletrónica
Apenas metade dos médicos têm Cartão do Cidadão ou da sua Ordem, o que deverá dificultar a implantação da receita médica sem...

A situação levou os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS) – responsável pelo projeto de desmaterialização da receita médica – e a Ordem dos Médicos a assinarem um protocolo para promover a adesão dos clínicos ao mundo digital.

Numa sessão de esclarecimento com a comunicação social, o presidente dos SPMS considerou que “um médico do Serviço Nacional de Saúde [SNS] sem Cartão do Cidadão é uma vergonha”.

“Um médico moderno tem Cartão do Cidadão e usa a internet”, acrescentou Henrique Martins.

O processo de prescrição, dispensa, faturação e conferência de medicamentos, começa precisamente nos médicos, os quais precisam de ter a sua assinatura digital ativada no Cartão do Cidadão ou da Ordem dos Médicos.

Para tal, o principal 'software' das unidades do SNS foi “adaptado”, cabendo agora aos privados adquirirem o 'software' indicado.

Foram adquiridos 42 mil leitores do Cartão do Cidadão para as unidades de saúde poderem proceder à receita sem papel e, nos últimos seis meses, foi a vez de as farmácias também se adaptarem digitalmente.

A dispensa sem papel arrancará na segunda quinzena de setembro, mas apenas no “núcleo duro”, ou seja, num conjunto de instituições do norte (dez) e sul (sete) do país que envolvem hospitais e centros de saúde.

Segundo Henrique Martins, o Hospital de Barcelos manifestou a intenção de ser a primeira destas unidades a não ter papel no percurso de prescrição de fármacos.

Em 2016, será a vez dos restantes hospitais e cuidados de saúde primários e, em 2017, já não deverá existir emissão de receitas em papel, em todo o sistema de saúde.

Esta desmaterialização terá exceções, até porque existem dois milhões de portugueses sem Cartão do Cidadão.

Mas o objetivo passa por o doente deixar o consultório médico com uma receita no seu Cartão do Cidadão. No caso de não possuir este meio de identificação, poderá apresentar na farmácia uma mensagem escrita (SMS) que o clínico envia para o seu telemóvel, ou uma mensagem de correio eletrónico, contendo a identificação da receita e o código de direito de opção.

Esta última, é a forma como o utente pode manifestar a sua oposição à venda de medicamentos genéricos, por exemplo.

Os utentes com Bilhete de Identidade vitalício também poderão usar as novas tecnologias para adquirir uma receita sem papel, mas apenas se tiverem telemóvel ou correio eletrónico para onde a receita é enviada, para posterior apresentação na farmácia.

Os utentes poderão, no entanto, solicitar a impressão do Guia de Tratamento, o que os SPMS desejam que seja cada vez em menor número, nomeadamente porque a receita sem papel é menos suscetível à fraude.

O objetivo do Governo é que, por altura do próximo Natal, dois por cento das receitas sejam passadas sem papel. A fasquia sobe depois para os 20%, em 2016, e os 40%, em 2017.

“O grande desafio é chegar à cabeça das pessoas, pois este é um projeto que toca todos os portugueses”, disse Henrique Martins.

Ministro da Saúde
O ministro da Saúde disse que os centros de referência para cancro, transplantes e doenças genéticas vão fazer parte de rede...

"É uma das maiores reformas estruturais que este Governo levou a cabo(...) Os centros de referências vão fazer parte de uma rede europeia. Pretende-se que sejam centros de excelência, em aéreas muito específicas", afirmou Paulo Macedo.

O governante, que falava em Vila Verde à margem da inauguração das obras de requalificação do hospital da Santa Casa da Misericórdia local, referia-se à abertura das candidaturas nas áreas das neoplasias malignas de adultos do testículo, reto, esófago e hepatobilio/pancreáticos, assim como de sarcomas de partes moles e ósseos de adultos.

"O que pretendemos é criar centros de excelência que se possam desenvolver e servir, em primeiro lugar, os cidadãos portugueses mas, ao mesmo tempo, posicionar-nos em termos europeus, porque este centros de referência vão ser reconhecidos também em termos europeus", sustentou o governante.

As unidades de saúde que pretendam ser admitidas como centros de referência para as áreas dos cancros raros, da transplantação de órgãos e de doenças genéticas têm agora 30 dias para se candidatarem a este reconhecimento.

"Vamos ter aqui uma transformação muito importante. Vamos fazer este processo faseadamente. Já estava há muito tempo anunciado que íamos abrir [candidaturas], já estava há muito tempo anunciado quais eram as áreas para as quais íamos abrir e, portanto haverá uma segunda, terceira e quarta fases", adiantou Paulo Macedo.

O ministro da Saúde afirmou "não ter dúvidas nenhumas que haverá melhoria", na qualidade dos serviços prestados aos utentes naquelas áreas, por considerar que "haverá um fator de disseminação destes centros de excelência".

Um centro de referência é um serviço, departamento ou unidade de saúde, reconhecido como o expoente mais elevado de competências na prestação de cuidados de saúde de elevada qualidade.

O reconhecimento da unidade como centro de referência é dado pelo ministro da Saúde, tendo as candidaturas de seguir para a Direção-Geral da Saúde (DGS), a quem cabe analisar se os candidatos cumprem os critérios gerais de reconhecimento desta designação.

As neoplasias malignas de crianças e adolescentes, a transplantação de adultos para coração, fígado, rim, pulmão e pâncreas, a transplantação pediátrica para coração, fígado e rim, os tumores oculares, a epilepsia refratária de crianças, adolescentes e adultos e a paramiloidose familiar são as outras áreas abrangidas pelos concursos agora abertos.

Organização Mundial de Saúde
Uma vacina experimental contra o vírus Ébola revelou-se 100% eficaz após testada em mais de 4.000 pessoas contagiadas na Guiné...

“Uma vacina eficaz contra o vírus do Ébola encontra-se [agora] disponível a nível global”, lê-se no comunicado divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que indica “um avanço muito promissor”.

Os primeiros resultados publicados na revista científica do Reino Unido, The Lancet, revelam que a vacina VSV-ZEBOV demonstrou uma eficácia de 100% durante os dez dias seguidos em que foi aplicada numa pessoa não contagiada, mas a coabitar com pessoas infetadas, salienta o documento.

A vacina foi desenvolvida pela Agência de Saúde Pública canadiana (PHAC, na sigla inglesa) e a licença foi registada pelos laboratórios norte-americanos Merck e NewLink Genetics Corp.

O teste foi conseguido devido a uma grande cooperação internacional que envolveu a OMS e especialistas da Noruega, França, Suíça, Estados Unidos, Reino Unido e Guiné-Conacri.

“Se os resultados [continuarem] a confirmar-se esta nova vacina poderá ser a cura milagrosa contra o Ébola e contribuir para parar o surto atual e, futuramente, erradicar epidemias deste tipo”, salientou, por sua vez, o ministro dos Negócios Estrangeiros norueguês, Borge Brende.

A epidemia do Ébola na África Ocidental, a mais grave após a identificação do vírus na África Central em 1976, começou em dezembro de 2013 no sul da Guiné-Conacri, tendo causado 11.279 mortos em 27.748 casos, segundo os dados da OMS.

Mais de 99% das vítimas concentram-se na Guiné-Conacri, Serra Leoa e Libéria, onde o surto da doença desorganizou os sistemas de saúde, devastando as economias e fazendo fugir os investidores.

A vacina VSV-ZEBOV fazia parte de uma das duas vacinas mais avançadas contra o vírus do Ébola, tendo a outra sido desenvolvida pelo laboratório inglês GSK (GlaxoSmithKline) em parceria com o Instituto Americano de Alergias e Doenças Infeciosas (NIAID na sigla inglesa), e testada na Libéria.

Infarmed
Em Fevereiro de 2015, o Ministério da Saúde decidiu comparticipar a 100% os medicamentos Sovaldi (sofosbuvir) e Harvoni ...

Este programa resulta numa alteração sem precedentes na esperança de vida dos doentes com Hepatite C em Portugal e numa avultada diminuição da despesa pública, de acordo com as conclusões preliminares de um estudo sobre o seu impacto.

Cenário 1: cerca de 5 000 doentes (até 30 de junho de 2015)
• Evitadas 2 184 mortes prematuras por razões hepáticas;
• Aumento médio de 7,9 anos de esperança de vida;
• Ganhos 39 740 anos de vida;
• Evitados 217 transplantes hepáticos, 1 200 carcinomas hepatocelulares, 3 204 casos de cirrose;
• Poupança de 166,2 milhões de euros em custos de tratamento das consequências da evolução da Hepatite C.

Cenário 2: cerca de 13 000 doentes (até dezembro de 2016)
• Evitadas 5 170 mortes prematuras por razões hepáticas;
• Ganhos 89 242 anos de vida;
• Evitados 482 transplantes hepáticos, 2 920 carcinomas hepatocelulares, 
8 499 casos de cirrose;
• Poupança de 412,6 milhões de euros em custos de tratamento das consequências da evolução da Hepatite C.

Principais conclusões do estudo realizado a partir da consulta ao Portal da Hepatite C, entre a data da sua criação (10 de novembro de 2014) e 30 de junho de 2015:

·         5 042 autorizações de tratamento para a infeção por VHC em Portugal; (NOTA: entre janeiro de 2014, quando começaram a ser concedidas Autorizações de Utilização Excecional, e 30 de junho de 2015, este número ascende a 5 870)

·         Os homens constituem a maioria dos tratamentos autorizados até à data (73,7%);

·         Nos indivíduos em tratamento, 44% têm idades abaixo dos 50 anos;

·         A média de idades dos indivíduos em tratamento é de 52 anos; Média de idades dos indivíduos em tratamento é diferente: homens – 50 anos e mulheres – 56 anos;

·         A maior parte dos indivíduos está em tratamento em unidades de saúde nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo (50%) e Norte (31%). A Região Centro tem cerca de 12,3%. Todas as Regiões, incluindo Madeira e Açores, têm indivíduos em tratamento;

·         É de 65 a percentagem de indivíduos em tratamento que se encontram num estadio de fibrose avançada (F4 e F3).

·         A distribuição por genótipo indica que 70% pertencem ao genótipo 1 e cerca de 17% ao genótipo 3.

·         Os indivíduos com genótipo 3 têm maior prevalência de formas mais graves de fibrose (53%).

·         A coinfecção pelo VIH está presente em 27% dos indivíduos com autorizações para tratamento.

Estudo
Depilar as axilas regularmente é altamente eficaz na redução do mau odor corporal.

Durante os meses de verão ocorre um aumento da transpiração que se intensifica com as altas temperaturas, dificultando a realização das atividades diárias. Embora se pense que apenas tomar um duche ou aplicar desodorizante ajude a suavizar os seus efeitos, há evidências clínicas que demonstram as vantagens da eliminação do pelo na redução de odor corporal.

 

Num estudo clínico, apresentado no último mês de junho no Congresso Mundial de Dermatologia em Vancouver, demonstra-se que depilar as axilas reduz o odor corporal e mantém a sensação de frescura durante mais tempo.

O estudo, realizado por “narizes” de investigadores com experiência reconhecida, inclui a análise do odor de 30 homens:

·         Antes de se depilar e lavar as axilas com sabonete;

·         5 minutos depois de lavá-las com sabonete;

·         5 minutos depois de as depilar1 e lavar com sabonete.

Os resultados mostram que a depilação é 2,5 vezes mais eficaz do que apenas lavar com sabonete. Na verdade, depilar e lavar com sabonete reduz o odor em 57%, ao passo que somente lavar com sabonete diminui em 23%.

Os benefícios de depilar duram pelo menos 24 horas, uma vez que as lâminas, ao deslizarem sobre a pele, eliminam mais eficazmente a oleosidade seca, os restos de sujidade e as partículas acumuladas responsáveis pelos odores desagradáveis que são impossíveis de anular apenas com sabonete.

Tal como afirma o Dr. Daniel Candelas, dermatologista da Clínica González Cavada, em Espanha: “À superfície da pele e do pelo desenvolvem-se bactérias. Concretamente nas axilas encontram-se as glândulas apócrinas que produzem compostos que funcionam como alimento para as bactérias. Quanto mais envelhecido e mais comprido for, maior será a superfície disponível para que as bactérias cresçam e se possam reproduzir. Elas são as responsáveis pelo mau odor quando decompõem a oleosidade e as substâncias existentes na composição do suor”.

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