Medicina tradicional chinesa
A época das festas surge frequentemente associada a excessos alimentares.

Se a medicina ocidental se concentra no sintoma, a tradicional chinesa vai mais longe e privilegia a atuação nos órgãos responsáveis. A acupuntura surge como método de eleição, uma vez que ajuda no reequilíbrio do organismo de forma saudável e sem recurso a químicos, mas é acompanhada pela fitoterapia – terapêutica que recorre ao uso de ingredientes de origem vegetal, mineral ou animal para o tratamento de patologias ou desequilíbrios.

Exercício físico e alimentação
“A medicina tradicional chinesa valoriza um reequilíbrio do organismo de forma gradual”, explica Hélder Flor, terapeuta e especialista em Medicina Tradicional Chinesa. Para garantir o sucesso é preciso evitar os extremos, apostando na moderação e sem esquecer que o exercício físico e a alimentação são trunfos fundamentais para auxiliar na auto-regulação do corpo.

“Devemos tratar-nos com comida… mas com boa comida!”, avisa o médico. A água surge como denominador comum, uma vez que “não existe melhor forma de depurar todos os órgãos do sistema digestivo”. Isto faz com que também na fruta seja valorizada aquela que é rica em água, com especial ênfase para as frutas tropicais. O abacaxi e a papaia são diuréticas e digestivas devido às suas enzimas, enquanto a melancia, por ser também diurética e facilitadora da digestão também é um importante aliado. “Devemos consumir à vontade legumes crus ou cozinhados de todas as formas e feitios”, continua.

Últimas recomendações
Hélder Flor aproveita para recomendar que se adicione um pedaço de gengibre ao sumo de melancia (o alimento é um poderoso desintoxicante que ativa e acelera o metabolismo) e destaca ainda as vantagens dos cereais integrais – sobretudo o arroz – da couve portuguesa e da maior parte dos vegetais de folha verde escura, por serem ricos em ferro e fibras, além da ação antioxidante.

Beber mais água do que o normal e comer algumas amêndoas, com pele, quando a fome apertar são outras duas sugestões para ajudar a saciar durante o dia numa fase pós-festividades.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Nas condições extremas das geleiras da Antártida vivem bactérias capazes de sintetizar nanopartículas fluorescentes que podem...

Essas nanopartículas, segundo o Diário Digital, são geradas no interior de micro-organismos muito resistentes a condições extremas, como elevada exposição aos raios ultravioleta, a falta de nutrientes e as baixas temperaturas da Geleira União, na Antártida profunda, segundo o investigador Luis Saona, do Centro de Bioinformática e Biologia Integrativa (CBIB) da Universidade Andrés Bello (UNAB) e da Universidade do Chile.

Saona é um dos 15 membros da expedição chilena que está na Estação Polar Científica da Antártida, operada em conjunto pelo Instituto Nacional Antártico do Chile (Inach) e as forças armadas.

Até agora, as nanopartículas eram criadas principalmente através de processos químicos que envolviam metais pesados como cádmio, telúrio e mercúrio, o que aumentava a sua toxicidade e prejudicava a aplicação biológica.

É por isso que, há alguns anos, o Laboratório de Bionanotecnologia e Microbiologia comandado por Pérez-Donoso, através de pesquisas desenvolvidas por cientistas como Saona, começaram a concentrar-se em nanopartículas de cobre, um mineral menos tóxico para o organismo e que, através de um método patenteado recentemente, é capaz de criar nanopartículas com grande poder de emissão de luz.

“O desafio actualmente é sintetizar nanopartículas de forma natural, através do uso de micro-organismos capazes de gerar essas nanoestruturas na presença do cobre”, explicou o cientista.

A graça de trabalhar com esse tipo de bactéria que vive em ambientes extremos, segundo Saona, é que, ao submetê-las ao tratamento de stress, são capazes de criar essas nanopartículas fluorescentes procuradas pelos pesquisadores.

O cobre é o único elemento externo que os cientistas acrescentam para criar essas nanopartículas que, ao serem introduzidas em células cancerígenas, podem identificar o seu movimento dentro do organismo e ajudar a entender como estas se expandem para outros órgãos.

“O que estamos a estudar é a possibilidade desses micro-organismos antárticos criarem no seu interior as nanopartículas fluorescentes, cuja toxicidade é muito menor, pois estão cobertas com proteínas e moléculas orgânicas próprias de um organismo vivo”, detalhou.

Além de testar as nanopartículas de cobre em tecido celular, os cientistas trabalham para utilizá-las em protótipos de células solares para construir painéis baseados em cobre para gerar energia a partir da luz do sol.

“Essas nanopartículas conseguem recolher fotões: recebem a luz do sol, obtêm energia e emitem fluorescência. O que fazemos numa célula solar é pegar nesse fluxo de eletrões e tentar transformá-lo em corrente elétrica ao invés de fluorescência”, afirmou Saona.

O objetivo das pesquisas desenvolvidas na Universidade Andrés Bello, que ainda estão numa fase preliminar de desenvolvimento, é substituir os materiais baseados no silício por um processo «muito mais ecológico».

“Por enquanto, estamos numa etapa embrionária, mas há muitos estudos que garantem que as células solares de quarta geração utilizarão nanopartículas desse tipo ou componentes biológicos”, destacou o pesquisador.

Com o objetivo de avançar nas pesquisas, Saona ficou durante duas semanas na Geleira União, situada a apenas mil quilómetros do polo sul, para recolher amostras que contivessem esses micro-organismos que depois seriam isolados nos laboratórios.

Além de representar um avanço no tratamento do cancro e na criação de energias renováveis, essa tecnologia “totalmente chilena” poderia dar valor agregado a um produto nacional que até ao momento só é vendido em estado bruto.

Estudo
A enzima regula a utilização da glicose e dos lipídos pelos diferentes órgãos, explicam os cientistas liderados por Marc...

A descoberta desta enzima, chamada glicerol-3-fosfato-fosfatasa (G3PP), foi publicada nas Atas da Academia Norte-americana de Ciências (PNAS), escreve o Sapo.

Quando a glicose é anormalmente alta no organismo, o glicerol-3-fosfato derivado da glicose alcança níveis excessivos que podem provocar danos aos tecidos celulares. "Verificou-se que o G3PP pode degradar a maior parte do excesso de glicerol-3- fosfato e desviar a célula, de modo a que as células beta do pâncreas produtoras de insulina e os diversos órgãos sejam protegidos contra os efeitos tóxicos dos níveis elevados de glicose", explica Marc Prentki, professor da Universidade de Montreal, cita a agência de notícia France Presse.

A glicose nas células regula muitos processos fisiológicos, como a secreção de insulina no pâncreas, assim como a acumulação de lípidos no tecido adiposo e o metabolismo de nutrientes para a produção de energia.

A irregularidade destes processos leva ao surgimento da obesidade, diabetes (tipo 2) e doenças cardiovasculares.

A insulina é uma hormona-chave produzida pelas células do pâncreas e que regula o uso da glicose e dos lípidos.

Se estas células são expostas a muita glicose e a ácidos gordos, os próprios nutrientes tornam-se tóxicos, alterando-as e provocando a sua disfunção.

A enzima G3PP é fundamental para o bom funcionamento do metabolismo, já que é necessária tanto para a produção de energia como para a formação de lípidos, dizem os cientistas.

Repurposing Drugs in Oncology
O objetivo do projeto Repurposing Drugs in Oncology é encontrar medicamentos para tratar o cancro que já estejam no mercado...

Qual a forma mais rápida e mais barata de encontrar novos medicamentos contra o cancro? Agarrar em medicamentos que já são usados para tratar outras doenças e ver se podem ser aplicados na oncologia. O Diclofenac, um medicamento normalmente usado para combater as dores, é um desses exemplos, segundo um artigo científico publicado na revista do Instituto Europeu de Oncologia – ecancer.

Numa situação normal, segundo o Observador, um medicamento pode demorar 10 anos ou mais desde que começa a ser desenvolvido até que chega ao mercado – se chegar. No processo soma-se o tempo que demora a encontrar a molécula certa, a realizar os ensaios clínicos que demonstram que é segura e eficaz e a colocá-la no mercado. Com um medicamento que já esteja em uso, a toxicidade e a segurança do medicamento já foram testadas e asseguradas. Ganha-se no tempo e em dinheiro.

Os medicamentos anti-inflamatórios não-esteróides – usados para tratar artrite reumatoide, enxaquecas, febre ou dor pós-operatória -, já tinham demonstrado ter potencial para serem usados na prevenção do cancro, mas agora estes medicamentos podem mesmo vir a ser usados como tratamento para o cancro, segundo o comunicado de imprensa da Alpha Galileo. O Diclofenac combinado com a quimioterapia e a radioterapia podem aumentar a sua eficácia.

Os investigadores ligados ao projeto Repurposing Drugs in Oncology, que pretende “repropor” drogas na área da oncologia, analisaram a literatura disponível e acreditam que a informação disponível permitem dar início aos ensaios clínicos de Diclofenac no tratamento de cancro.

Estudo
Investigadores dos Estados Unidos conseguiram pela primeira vez traçar o rasto aos aglomerados tóxicos de uma proteína que...

Revelando a forma como estas proteínas se amontoam nas células - nos neurónios motores -, causando a sua morte, a descoberta abre caminho a novas terapêuticas, para tentar impedir a aglomeração de proteínas nas células, ou para neutralizar o seu efeito nocivo, segundo os autores do estudo.

"É um grande passo", diz a principal autora do trabalho, Elizabeth Proctor, da Universidade da Carolina do Norte, "porque até agora ninguém sabia quais eram as interações tóxicas na origem da morte dos neurónios motores nestes pacientes".

O estudo, escreve o Diário de Notícias, cujos resultados foram publicados na revista Proceedings of the National Academy of Sciences no final de 2015, revela assim um potencial alvo terapêutico - o aglomerado proteico que conduz à morte dos neurónios motores -, mas constitui também um modelo para estudos noutras doenças neurodegenerativas, como a de Parkinson, ou a de Alzheimer.

É essa, de resto, a visão do coordenador da investigação, Nikolay Dokholyan, da mesma universidade. Segundo ele, "um dos maiores puzzles na medicina atualmente tem que ver com a forma como podemos abordar as doenças neurodegenerativas", porque,"ao contrário do que sucede em muitas outras doenças, incluindo o cancro, para estas não temos nenhuma alavanca para a combater".

O coordenador do estudo não tem dúvidas: "Os nossos resultados constituem uma grande descoberta porque lançam uma nova luz sobre a causa de morte dos neurónios motores e podem, por isso, ser muito importantes para o desenvolvimento de novas drogas."

O trabalho desenvolvido pela equipa de Nikolay Dokholyan incidiu sobre um subgrupo da doença, que está relacionado com uma mutação no gene que codifica uma proteína, a SOD1, e que se pensa estar na origem de um a dois por cento de todos os casos da doença.

Recorrendo a um modelo computacional e a estudos experimentais com células em laboratório, a equipa seguiu o rasto às proteínas e verificou que elas se aglomeram temporariamente em grupos de três e que nesse formato conseguem causar a morte em células neurónios motores.

"Pensa-se que o que torna estes aglomerados de três proteínas tóxicos, pelo menos em parte, é o facto de serem muito instáveis", explica a principal autora do estudo, notando que "essa instabilidade as torna mais reativas em relação a algumas zonas da célula que elas não deviam estar a afetar". A esclerose lateral amiotrófica é uma doença que afeta entre três e cinco pessoas em cada cem mil, na população em geral, e pensa-se que cerca de 10% dos casos terá origem genética.

Para todos os outros casos de esclerose lateral amiotrófica (ELA), a sua causa ainda é um mistério. José Afonso (na foto), foi vítima da doença e o físico britânico Shepen Hawking é talvez o mais famoso doente de ELA. Foi esta doença que levou muitos famosos a despejar baldes de água gelada pela cabeça abaixo em agosto e setembro de 2014, para angariar verbas destinadas à investigação nesta área. Valeu a pena porque, só nos Estados Unidos, foram angariados 115 milhões de dólares (cerca de 106 milhões de euros).

Centros de saúde
Os centros de saúde fizeram numa semana 2179 consultas relacionadas com a gripe. O pico é esperado entre o final deste mês e o...

Nos primeiros cinco dias do ano a Linha Saúde 24 atendeu 14 323 chamadas. Em vários locais do país há centros de saúde a funcionar com horário alargado. Cerca de 1,6 milhões de pessoas já foram vacinadas, escreve o Diário de Notícias.

De acordo com a Direção-geral da Saúde (DGS), "na semana de 28 de dezembro a 3 de janeiro foram registadas 2179 consultas de síndrome gripal em cuidados de saúde primários". Segundo o relatório do Instituto Ricardo Jorge, a gripe estará a entrar no período epidémico. A Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte disse que na primeira semana de janeiro "apenas cerca de 2% do total de consultas realizadas nos cuidados de saúde primários tiveram diagnóstico de síndrome gripal (cerca de mil)". Há 63 centros de saúde em horário alargado.

Na região Centro todos os centros de saúde da zona de Coimbra estão abertos até às 22 horas e na região de Lisboa e Vale do Tejo há 25 unidades com horário prolongado ou complementar. No Algarve cuidados de saúde primários e hospitais estão a monitorizar a procura para avaliar a necessidade de reforço: "Nos dias 9 e 10, devido ao acréscimo de procura, a equipa da consulta de recurso no Centro de Saúde de Tavira foi reforçada, entre as 9 e as 18 horas, com mais um médico e um enfermeiro".

O conselho tem sido que as pessoas liguem para a Saúde 24, que nos primeiros cinco dias do ano atendeu 14 323 chamadas, mais 3754 do que em igual período de 2015. Em dezembro a média diária de chamadas por síndrome gripal foi de 160. A maioria dos utentes (55%) tinha até 18 anos e 20% entre os 35 e os 69 anos. Para 30% a recomendação foi de consulta médica e 20% de observação urgente.

Nos hospitais, de forma geral, a pressão das urgências tem sido menor em comparação com o início de 2016. Por exemplo, o Amadora-Sintra está com uma média de 220 episódios de urgência (ontem foi de 280) e o Santa Maria passou de 603 urgências no dia 3 para 358 no dia 10. Já o S. José referiu que a procura tem sido superior em comparação com período homólogo "com uma média de 430 doentes por dia. Mantém-se a prevalência de doenças respiratórias e síndrome gripal, sendo elevada a taxa de internamento".

Segundo Graça Freitas, subdiretora-geral da Saúde, "um milhão de pessoas já foram vacinadas de forma gratuita". De 1 de outubro a 31 de dezembro "foram dispensadas 550 mil vacinas, o que corresponde a 80% das doses colocadas em farmácias", adiantou a Associação Nacional de Farmácias.

“Quem Feio Ama”
O ator António Feio é homenageado no espetáculo “Quem Feio Ama” que reúne artistas de referência nacional, no Centro Cultural...

“É com grande orgulho e sentido de responsabilidade pelo trabalho desempenhado diariamente pela Associação na luta pelo desenvolvimento dos Cuidados Paliativos em Portugal que recebemos este reconhecimento. As receitas do espetáculo vão ajudar-nos a cumprir uma missão notável, no apoio a doentes paliativos e seus familiares/cuidadores, apoio a profissionais que se dediquem a esta área e principalmente, promover o acesso e o conhecimento sobre a necessidade destes cuidados”, explica Manuel Luís Capelas, Presidente da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP).

“É sabido que uma parte considerável dos portugueses ainda desconhece o que são Cuidados Paliativos, ou tem ideias incorretas sobre o que os mesmos representam. Para muitos portugueses, estes são cuidados apenas para os últimos dias de vida, para doentes de cancro ou idosos, o que não é verdade. Estes cuidados de saúde destinam-se a pessoas de todas as idades e patologias avançadas e irreversíveis, independentemente do tempo de vida que têm para viver (anos/meses ou semanas). Se introduzidos atempadamente, podem ajudar a trazer maior Qualidade de Vida e Dignidade a milhares de pessoas e suas famílias, fazer a diferença nas suas vidas, sem terem de passar por situações de sofrimento intolerável”, conclui Manuel Luís Capelas.

O espetáculo “Quem Feio Ama” decorre no dia 26 de Janeiro, às 21h00, no Grande Auditório do Centro Cultural de Belém. Os bilhetes estão à venda na Fnac e na Ticketline, com preços a partir dos 10 euros, sendo que a receita reverta na totalidade a favor da APCP.  

O cartaz junta personalidades de referência da área da música, dança, teatro e humor:

  • José Pedro Gomes;
  • Miguel Guilherme;
  • Ana Bola;
  • Maria Rueff;
  • Bruno Nogueira;
  • Eduardo Madeira;
  • Aldo Lima;
  • Marco Horácio;
  • Jorge Mourato;
  • Nuno Lopes;
  • Mariza;
  • Amor Electro;
  • Banda Feio & Friends;
  • Companhia Olga Roriz;
  • Virgílio Castelo;
  • Cláudia Cadima;
  • Fernanda Serrano;
  • Sónia Aragão;
  • António Jorge Gonçalves;
  • António Machado;
  • Filipe Homem Fonseca.
SimuCarePro
Investigadores da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra integram um projeto internacional de cooperação em matéria de...

SimuCarePro (“Simulação em Saúde para o desenvolvimento de uma parceria entre estudantes e profissionais na formação médica e de Enfermagem”) é o nome do projeto, que resulta de um consórcio de seis instituições de quatro países: Bélgica (entidade proponente), França, Portugal e Roménia.

Este é um projeto de parceria estratégica que vai permitir às organizações envolvidas – Haute Ecole Libre Mosane (HELMo), Institut Supérieur de Soins Infirmiers Galilée (ISSIG) e Initiatives pour une Formation Efficace (INFOREF), pela Bélgica; Département de Simulation en Santé ILUMENS - Université Paris-Descartes, pela França; ESEnfC, por Portugal; Universitatea de Medicina si Farmacie Iuliu Hatieganu de Cluj-Napoca, pela Roménia – melhorarem a oferta educativa e formativa e partilharem práticas inovadoras.

De acordo com as instituições reunidas neste projeto, “o recurso à simulação em saúde tornou-se prática comum em hospitais e instituições de formação. Mas, até à data, é evidente uma compartimentação no uso que dela é feito e uma falta de ferramentas que permitam avaliar o impacto da simulação na aprendizagem das habilidades necessárias para uma gestão otimizada dos cuidados aos pacientes”.

O SimuCarePro pretende, pois, desenvolver instrumentos de formação no domínio da simulação de saúde, que visam otimizar as competências dos cuidadores e, por consequência, a qualidade do atendimento aos doentes reais.

“O projeto inclui a mobilidade internacional de docentes, o trabalho em parceria com diferentes disciplinas e estudantes, uma forte ligação aos contextos clínicos e um foco na utilização das tecnologias e na melhoria das respostas em saúde aos cidadãos. Assim, esta participação ajuda a potenciar o que cada parceiro já faz, com aquilo que aprende e desenvolve na parceria com os outros”, explica o professor doutor José Carlos Martins, que coordena a equipa de investigadores da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) no SimuCarePro, composta, ainda, pelos professores Isabel Fernandes, Luís Oliveira, Rui Baptista e Verónica Coutinho.

A criação de cenários de simulação relevantes (adequados à realidade clínica) e validados pelos profissionais da formação, da investigação e da saúde, a construção conjunta de protocolos de cuidados para as instituições de formação e para os profissionais de saúde e a organização de um simpósio internacional sobre simulação em Saúde, são algumas das realizações previstas no âmbito do projeto SimuCarePro.

Região Centro
A Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros e o Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra...

A recolha de dados decorre até ao próximo dia 20, abrange os cerca de 14 mil enfermeiros a trabalhar na Região Centro, e concretiza-se numa plataforma criada para o efeito e que assegura a confidencialidade dos participantes (https://surveys.uc.pt/index.php/255144?newtest=Y).

Trata-se da primeira ação conjunta no âmbito de um protocolo celebrado a 20 de novembro de 2015 entre as duas entidades.

No inquérito de satisfação os enfermeiros são incentivados a responder a diversas questões, nomeadamente sobre a qualidade da unidade de saúde na prestação de cuidados, a melhoria contínua da qualidade, recursos humanos e estado de espírito, recursos tecnológicos e financeiros e remuneração.

“O sucesso deste estudo depende da adesão e participação de todos os enfermeiros da Região Centro. Os resultados apenas serão consistentes e relevantes se traduzirem os sentimentos de um grupo bastante alargado de profissionais”, afirma a Presidente do Conselho Diretivo Regional da Secção Regional do Centro (SRC).

Para a Enfª Isabel Oliveira, “sem a participação massiva por parte dos enfermeiros não serão obtidos resultados que permitam confirmar, ou não, com a clareza necessária, aquilo que é a nossa perceção – de que os enfermeiros não estão satisfeitos”.

A monitorização e avaliação da satisfação dos profissionais é baseado em Instrumento de Avaliação da Satisfação Profissional (IASP) desenvolvido pelo Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra (CEISUC).

O estudo tem a duração de quatro meses, e no seu termo será entregue à SRC da OE, e publicado em revista científica.

No âmbito do protocolo, celebrado em novembro de 2015 entre a Secção Regional do Centro da Ordem dos Enfermeiros (OE) e o Centro de Estudos e Investigação em Saúde da Universidade de Coimbra, estão previstas diversas iniciativas em cooperação.

Ações de informação e realização de eventos conjuntos, ações de investigação, desenvolvimento e inovação, ações de formação, colaboração na realização de dissertações e teses académicas, em moldes e termos a acordar caso a caso, são domínios abrangidos pelo protocolo.

Transporte de mais de 5% do peso corporal prejudicial para a saúde
A má distribuição do peso, graças ao seu formato, e o conteúdo transportado são dois dos principais fatores a contribuir para...

As alças largas, mais almofadadas e com a opção de transporte na diagonal são características que vemos presentes nas mochilas usadas na escola, no entanto as carteiras das mulheres falham em todos os requisitos importantes para evitar problemas associados à coluna: embora as clutches resolvam a última questão, por serem malas mais pequenas mas com uma alça longa que permite uma utilização conforme pretendido, essa mesma alça é demasiado fina e, por vezes, em materiais completamente desaconselhados, como as correntes. E que quando muito pesadas, poderão mesmo contribuir para um corte da circulação.

Por outro lado, e de acordo com Luís Teixeira, fundador da associação Spine Matters, médico ortopedista e especialista em patologia da coluna, o transporte permanente de mais de 5% do peso corporal é o responsável pelas dores de costas de grande parte das portuguesas: “É fundamental que seja feita uma ‘limpeza’ regular do conteúdo transportado. Popularmente, costumamos brincar com a quantidade de objetos que cabem numa mala de mulher. No entanto, este é um ponto importante. Às vezes, algo tão simples quanto remover as moedas espalhadas poderá fazer a diferença, tal como a opção por produtos de maquilhagem mais pequenos, livros de bolso em vez dos de tamanho regular e o transporte de comida numa bolsa à parte”, explica. Embora nem sempre as dores sejam associadas à má utilização da mala, quando persistentes ou transformadas em rigidez ou formigueiros, é fundamental consultar um especialista.

Recomendações de Luís Teixeira, Presidente da Associação Spine Matters:

- Reduzir o peso da carteira. O ideal é que o peso da mala não ultrapasse 5% do peso da pessoa (uma mulher de 60 kg, por exemplo, deve carregar uma mala no máximo de 3 kg);

- Fazer um check-up diário à mala. Colocar na carteira apenas o que é necessário e que sabemos que vamos mesmo precisar no dia-a-dia.

- Dar preferência a malas mais pequenas. Evitar usar malas muito grandes. Quanto maior forem, maior a tendência para transportar mais objetos.

- Trocar de ombro frequentemente. Evitar carregar a mala de um lado só. “Alternar o peso entre os ombros ajuda a manter o equilíbrio e pode prevenir lesões musculares e articulares.” explica o médico cirurgião Luís

- Optar por alças confortáveis. “Quanto mais almofadada a alça, melhor” recomenda o especialista. É importante escolher alças mais confortáveis, de preferência almofadadas para darem o máximo de bem-estar.

- Distribuir melhor o peso. Utilizar malas com alças transversais (com duas alças) e mais largas que ajudam a distribuir melhor o peso pelos dois ombros;

- Economizar espaço. Na bolsa com os produtos de higiene e beleza, se utilizar, dê preferência a frascos de menor dimensão que sejam mais leves e que ocupem menos espaço;

- Não acumular tudo numa só carteira. Se costuma andar com agendas ou blocos de notas opte por utilizar uma mala específica onde carrega todos esses itens de forma a equilibrar o peso;

- Pratique exercício físico que ajude a fortalecer os ombros como yoga, pilates ou exercícios com pesos leves. De vez em quando, “pode caminhar sem mala para equilibrar o seu andar natural, por exemplo quando sair para almoçar, ou ao fim-de-semana pode deixar a carteira de lado e caminhar com os braços soltos no seu balanço natural”, explica Luís Teixeira.

Terapias alternativas
O evento realiza-se no próximo dia 23 de janeiro, sábado, no Porto. A entrada é livre e gratuita mediante inscrição prévia.

A Escola de Medicinas Alternativas e Complementares (EMAC), localizada no centro do Porto, começa o ano abrindo as portas à cidade para um evento cheio de novidades.

Depois do sucesso do primeiro Open Day, no qual estiveram presentes mais de 150 participantes, a EMAC vem reforçar a aposta na formação em medicinas alternativas e complementares e na introdução de novas terapias em Portugal.

O evento vai decorrer entre as 10h00 e as 18h00, havendo espaço para mais atividades para os participantes.

Além das palestras, workshops e showcookings de culinária inteligente, este ano a EMAC disponibiliza consultas gratuitas de curta duração, orientadas por formadores da escola.

O Open Day vai começar com uma Aula de Mindfulness - uma nova modalidade de meditação - coordenada pela formadora Joana Cabral Vaz.

Segue-se um showcooking, dedicado aos pequenos-almoços saudáveis, por Ricardo Novais e a manhã termina com uma palestra de Introdução à Naturopatia, lecionada por André Dourado, o diretor e fundador da EMAC.

Durante a tarde vão ser apresentadas algumas terapias ainda desconhecidas em Portugal. É o caso da Risoterapia, apresentada por Nair Silva, e que promete boa disposição e energia positiva.

Há ainda uma palestra sobre Dermato Funcional, pela especialista Cristiane Catusso, onde serão introduzidas novas abordagens no tratamento de alterações no funcionamento do sistema tegumentar (pele). E uma apresentação de Tercaterapia -  uma técnica inovadora popular entre os atletas de alta competição - orientada pelo espanhol Ruben Martinéz, que estará em Portugal apenas para este evento.

O evento termina com um segundo momento de showcooking orientado por Mafalda Rodrigues Almeida, autora do blog Loveat, com receitas de snacks saudáveis; a apresentação dos Florais de Bach, as famosas 38 essências terapêuticas, e um concerto meditativo.

A entrada é livre e gratuita, mediante inscrição prévia e entrega de um donativo alimentício ou monetário para a associação AMURT (Ananda Marga Universal Relief Team), uma organização não-governamental privada fundada na Índia em 1965.

Todos os temas que compõem o programa do evento estarão disponíveis na oferta da EMAC durante este ano.

As formações são destinadas a todos os interessados em Medicinas Alternativas e profissionais de saúde. 

Ministério da Saúde
O presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos solicitou ao Ministério da Saúde uma auditoria a empresas de...

As empresas de subcontratação, na sua maioria, "não cumprem contratos", "apresentam escalas, em alguns casos, sem preencherem todos os turnos" e, mesmo quando devidamente preenchidas, surgem situações em que os médicos escalados "não aparecem nem avisam", disse Carlos Cortes, que defende o regresso da contratação direta pelas unidades de saúde.

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) vai perceber, junto da Administração Regional de Saúde do Centro, se os médicos faltosos "sabiam que estavam escalados ou se a empresa faz um preenchimento da escala sem acordo dos clínicos", explanou.

Caso se verifique que a responsabilidade das faltas é dos médicos, a Ordem "não hesitará em atuar" junto desses profissionais, sublinhou Carlos Cortes, recordando que os médicos "têm obrigações deontológicas" e que a sua violação pode trazer consequências.

Segundo o presidente da SRCOM, o Ministério da Saúde deve fazer uma "auditoria aprofundada" às empresas de subcontratação, de forma a avaliar se estas têm beneficiado ou prejudicado o Serviço Nacional de Saúde.

"As faltas sistemáticas que existem nas escalas acabam por prejudicar o trabalho na urgência e os doentes", considerou.

Para Carlos Cortes, seria fundamental que se regressasse "à fórmula antiga", em que os hospitais e centros de saúde contratavam diretamente os profissionais.

"As direções clínicas [das unidades de saúde] devem poder voltar a tomar a responsabilidade de escolher os médicos, mediante concurso público", frisou, referindo que está também em causa a desqualificação dos trabalhadores do setor, por as empresas de subcontratação subverterem "o valor do trabalho médico".

O responsável informou que esta é uma situação que se verifica a nível nacional.

Carne de porco
Os suinicultores portugueses vão hoje concentrar-se pelas 19:30 na estação de serviço da A1 em Santarém no sentido Sul/Norte...

Em declarações à Lusa, João Correia, porta-voz dos suinicultores portugueses, explicou que a concentração será em Santarém, pelas 19:30, “na estação de serviço da A1, no sentido Sul-Norte” para mais “uma ação contra a falta de cumprimento da lei da rotulagem da carne de porco”.

"Rotulagem que, em alguns casos, é ignorada e, com a mesma gravidade, o descaramento das contínuas promoções que em nada dignificam o produto em si e que a opinião pública começa a desconfiar de que a carne de porco não tem qualidade, tantas são as promoções feitas à sua volta", são algumas das reclamações dos suinicultores, segundo o porta-voz.

O local onde os suinicultores vão realizar a iniciativa só vai ser decidido durante a concentração na estação de serviço de Santarém, acrescentou João Correia.

No dia 27 de dezembro, cerca de 200 suinicultores realizaram uma ação de sensibilização no talho do Pingo Doce do centro comercial Braga Parque, em Braga, denunciando a falta de rotulagem na carne de porco vendida naquela grande superfície, conforme obriga a lei em Portugal.

Na sequência desse protesto, a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE), recolheu as embalagens de carne de porco não rotuladas no Pingo Doce do Braga Parque.

Além do incumprimento da lei em alguns estabelecimentos comerciais, João Correia recorda que o suinicultor português perde hoje, em média, 45 euros por porco que vende, ou seja, estão a vender “abaixo do custo de produção”, colocando em causa “200 mil postos de trabalho diretos e mais 200 mil indiretos”.

À ação de sensibilização de hoje dos suinicultores portugueses somam-se mais quatro no mês de dezembro, que decorreram nos dias 05, 13, 17 e 27.

Estão registados em Portugal cerca de quatro mil suinicultores industriais, havendo no total quase 14 mil explorações e Portugal produz cerca de 55% da carne de porco que consome.

Epidemias
O número recorde de casos de dengue e a crescente circulação dos vírus Zika e Chikungunya no Brasil em 2015 representam um...

Especialistas consultados pela Lusa afirmaram que a possibilidade de contaminação durante os Jogos é real, embora acreditem que as medidas adotadas pelo governo para combater o 'aedes aegypti', mosquito que transmite as três doenças, devem diminuir a incidência dos casos.

Para Valcler Rangel, vice-presidente de Meio Ambiente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), não é possível prever a situação epidemiológica do país em agosto.

"Sabermos que no inverno o 'aedes aegypti' se reproduz menos, mas é preciso aumentar a mobilização popular e melhorar o monitoramento dos índices de infetados por dengue, Zika e Chikungunya, dos focos de larvas e mosquitos, para combater essas doenças de modo efetivo", acrescentou aquele responsável da Fiocruz, a mais destacada instituição de ciência e tecnologia em saúde da América Latina e vinculada ao Ministério da Saúde brasileiro.

Rosana Richtmann, médica e membro da Sociedade Brasileira de Infectologia, recordou que no Brasil, como em outros países tropicais, as infeções podem acontecer em qualquer época do ano.

A médica aconselhou os turistas a consultarem a situação das epidemias no Brasil antes de viajar, a munirem-se de repelente, e a optar por vestuário como calças e blusas de manga comprida, evitando a exposição dos pés e o uso de perfume, que atrai o mosquito transmissor.

Falando sobre as medidas de combate às doenças associadas ao 'aedes aegypti', o subsecretário de Vigilância em Saúde do Rio de Janeiro, Alexandre Chieppe, disse à Lusa que o governo tem um Gabinete de Crise no Centro de Comando do Rio.

O governo lançou uma campanha de sensibilização denominada "10 minutos salvam vidas", e informou que vai mobilizar as 92 prefeituras do Estado para fazer a varredura de todos os domicílios cariocas nos próximos 60 dias.

"A probabilidade de uma grande circulação de dengue em 2016 é baixa. A nossa maior preocupação são os vírus Zika e Chikungunya. No caso do Zika estamos muito atentos porque sabemos do risco de microcefalia associado à gestação", afirma.

Sobre o atendimento médico dedicado aos turistas durante as Olimpíadas, o subsecretário citou a existência de um plano de contingência em fase de finalização, que prevê o aumento do número de profissionais nas unidades de saúde.

Chieppe contou que haverá uma mobilização de centros de referência para atendimento fora das instalações olímpicas, entre eles o Hospital Souza Aguiar e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Tijuca, que ficam próximos do estádio do Maracanã. Na zona sul, o Hospital Miguel Couto será a unidade de referência.

Dados da Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde revelam que foram notificados 69.516 casos suspeitos de dengue no Estado do Rio de Janeiro ao longo de 2015.

Em 2014, foram notificados 7.819 casos suspeitos de dengue no Estado, o que quer dizer que de um ano para outro se verificou um aumento de 889%.

Em todo o Brasil, a epidemia de dengue totalizou 1,59 milhões de casos confirmados até 05 de dezembro de 2015, segundo o Ministério da Saúde.

O governo brasileiro ainda não divulgou os números exatos sobre a Chikungunya e o Zika, mas classificou as epidemias como sendo graves.

A Chikungunya teve mais de 17 mil casos suspeitos e a circulação do Zika foi confirmada em 18 Estados.

Troca de seringas
No ano passado aderiram ao programa troca de seringas 1.450 farmácias de todo o país, mas na prática só 452 é que fizeram essa...

Os dados da Associação Nacional de Farmácias (ANF) dizem respeito a 2015, ano em que foi retomado o programa troca de seringas nas farmácias, que esteve suspenso desde 2012.

Nesse âmbito, do início de janeiro ao final de dezembro, foram disponibilizados 46.037 Kits em 452 Farmácias de todo o país, correspondendo a um total de 92.074 seringas distribuídas pelas Farmácias filiadas da ANF.

No primeiro semestre foram disponibilizados 11.583 kits, número que praticamente triplicou no segundo semestre, chegando aos 34.454 kits distribuídos.

No entanto, as farmácias envolvidas na troca de seringas estão muito aquém do total de estabelecimentos que aderiram ao programa, uma vez que correspondem a menos de um terço.

O Programa de Troca de Seringas nas Farmácias (PTS-F) estava suspenso desde 2012, quando cessou o contrato entre a Associação Nacional de Farmácias (ANF) e o Ministério da Saúde, tendo sido retomado no início de janeiro deste ano.

Durante o período em que o programa esteve suspenso, a troca de seringas foi feita apenas nos centros de saúde e em instituições de solidariedade social.

O reinício do PTS-F ocorreu de forma faseada e cumprindo o calendário da Direcção-Geral da Saúde, tendo começado em janeiro pelo distrito de Setúbal, estendendo-se progressivamente a Lisboa, ao Porto e posteriormente aos restantes distritos do país.

Atualmente, o número de farmácias aderentes ao programa ultrapassa o existente quando o programa cessou: cerca de 1.200 farmácias participantes em 2012.

Ministro da Saúde assegura
O ministro da Saúde assegurou hoje que o atendimento nas urgências, que no final do ano atingiu picos máximos de capacidade de...

"Felizmente nos últimos dias, sobretudo em Lisboa e Vale do Tejo, fruto da transferência de recursos e de doentes, conseguimos estabilizar a situação", afirmou aos jornalistas Adalberto Campos Fernandes, acrescentando que a situação está a ser monitorizada "hora a hora" em conjunto com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT).

No final do ano, alguns hospitais atingiram os máximos da sua capacidade de resposta, neste período de maior afluência devido à gripe, o que levou a tutela a apelar à população para telefonar primeiro para a linha Saúde 24 evitar (808242424) antes de se deslocar ao hospital, para evitar o congestionamento das urgências hospitalares.

O governante falava no final da inauguração da Unidade de Saúde Familiar (USF) Santa Cruz, no concelho de Torres Vedras.

Com o intuito de "tirar as pessoas dos hospitais e trazê-las para junto das suas casas", Adalberto Campos Fernandes tem como objetivo "prosseguir" com a política de abertura de USF.

"Durante os quatro anos da legislatura faremos tudo para que este exemplo se venha a replicar de forma rápida por todo o país para dar ao Serviço Nacional de Saúde o equilíbrio que perdeu nos últimos anos", disse.

Para a criação de USF, é necessário colocar mais médicos, uma vez que " de um milhão de portugueses ainda não têm médico de família."

"Dentro das dificuldades orçamentais desde que a formação médica responda na área da Medicina Familiar, recrutaremos todos os médicos que fizerem falta nas especialidades de que o SNS carece para responder às necessidades da população", referiu.

A USF Santa Cruz vai servir cerca de nove mil utentes das freguesias da Silveira e Ponte do Rol.

Açucar
Os Estados Unidos recomendaram hoje a limitação do consumo de açúcar no novo guia alimentar, mas sem incluir qualquer...

O guia, para os próximos cinco anos, alerta que os homens e os rapazes consomem demasiada carne e ovos e que devem diminuir o consumo daquelas proteínas e aumentar os vegetais.

A recomendação mais concreta está relacionada com a redução da ingestão de açúcares a menos de 10% das calorias diárias.

Aqueles açúcares não incluem os naturais, que se encontram na fruta, mas apenas os que são acrescentados em alimentos e bebidas.

As recomendações norte-americanas não referem qualquer advertência ao consumo de carne vermelha e processada, apesar da advertência feita em outubro de 2015 pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

O guia inclui uma tabela com alimentos com elevada presença de gordura saturada, cujo consumo deve ser limitado, onde estão presentes a carne, incluindo os hambúrgueres.

Outra das novidades do guia para os próximos cincos anos já não inclui a recomendação feita durante anos para limitar o consumo de colesterol a 300 miligramas por dia, menos que a quantidade que têm dois ovos.

Os produtores de ovos estiveram anos contra aquela recomendação.

O atual guia recomenda apenas aos norte-americanos que ingiram pouco colesterol para diminuir o risco de doenças cardíacas.

Boletim da Vigilância Epidemiológica da Gripe
A atividade gripal continuou baixa, na semana de 28 de dezembro a 03 de janeiro, mas com tendência para crescer, revela o...

De acordo com o boletim, publicado semanalmente, às quintas-feiras, a taxa de incidência da síndrome gripal aumentou para 51,4 casos por 100.000 habitantes, o que indica "provável início do período epidémico".

Na semana anterior, de 21 a 27 de dezembro, a taxa de incidência gripal foi de 21,6 casos por 100.000 habitantes.

Segundo o boletim hoje divulgado, referente à semana de 28 de dezembro a 03 de janeiro, foram admitidos dez novos casos de gripe nas 23 unidades hospitalares de cuidados intensivos que reportaram informação.

Cerca de 70% dos pacientes tinham doença crónica subjacente, "considerada de risco para a evolução do quadro de gripe", com a maioria, 80%, a rondar uma idade entre os 15 e os 64 anos.

A taxa estimada de admissão por gripe nas unidades de cuidados intensivos é de 4,4%, a mais alta desde o início da época gripal, tendo sido identificado o vírus A em todos os doentes.

O relatório adianta que a mortalidade observada "por todas as causas" tem valores "de acordo com o esperado".

A época gripal 2015-2016 começou em outubro e termina em maio.

Reunião
No dia 9 de janeiro a Fundação Cupertino Miranda, no Porto, irá acolher uma reunião sobre “Inovação em Contraceção Transdérmica...

 

A avaliação do potencial de um novo mini adesivo contracetivo será o tema principal desta reunião, assim como a apresentação do Estudo das Práticas Contracetivas em Portugal.

 

A reunião contará com a presença de vários especialistas da área da Ginecologia, nomeadamente:

  • Prof. Johannes Bitzer - diretor da Universidade de Ginecologia do Hospital de Basileia, na Suíça, e membro da Sociedade Europeia de Contraceção
  • Dra. Fernanda Águas – presidente SPG
  • Dra. Teresa Bombas – presidente SPDC
  • Dra. Ana Rosa Costa – Hospital S. João
  • Dr. Cláudio Rebelo – Hospital Pedro Hispano
  • Dra. Sofia Ferreira - IMS
Em Lisboa
Equipas estão exaustas, sem enfermeiros suficientes e já deixaram, de admitir doentes novos.

A Unidade de Alcoologia de Lisboa (UAL) internou esta semana os dois últimos utentes com problemas de alcoolismo por não ter recursos humanos suficientes para tratar mais e garantir que terão o acompanhamento adequado. Porém, há cerca de 70 em lista de espera já há três meses, garante um elemento da equipa da UAL. Apesar de os utentes e de a equipa temerem o fecho da unidade, o Ministério da Saúde garante que há medidas em curso e que a equipa terá reforço de dois enfermeiros.

Um grupo de utentes e amigos denunciou os problemas do centro especializado e lançaram um petição contra o encerramento do serviço, lembrando os sucessos no tratamento e na integração das pessoas com a doença do alcoolismo.

Pedro Múrias, um antigo utente, diz que se não houver reforço "a unidade vai fechar. Avançámos com a petição porque sabemos que o projeto devolve a vida às pessoas, que não saem de lá super medicadas e com rótulos. Há 12 anos salvou-me a vida", disse ao Diário de Notícias.

Manuel Cardoso, subdiretor-geral do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) não escondeu a preocupação com a situação da unidade. "Estamos preocupados, porque a capacidade de resposta v ai diminuir. Não conseguimos dar as respostas às pessoas e isso não é aceitável". Esta é a única unidade hospitalar em Lisboa que responde a doentes de todo o País e em especial de Lisboa, sul e ilhas.

A unidade tem tratado mais de 250 pessoas. Responde aos casos mais graves de alcoolismo, que costuma m ser 40% do total e consegue recuperar mais de 30% destes doentes, com um programa de quatro a cinco semanas e que envolve psicoterapia, grupos pós alta e acompanhamento pelo menos durante dois anos.

O Inquérito Nacional d Saúde revelou que um terço dos portugueses têm consumos problemáticos. Portugal está entre os países europeus com maior consumo per capita, com 22,6 litros em 2010.

Os problemas têm longa duração, com a saída de quatro enfermeiros desde 2013 e um quinto na iminência de abandonar a equipa. "Neste momento temos cinco enfermeiros, que têm de "fazer turnos sucessivos para que a resposta seja garantida. Só em novembro fizeram mais de cem horas extraordinárias, que foram autorizadas, com turnos que chegam a 24 horas", refere o mesmo elemento da equipa.

Desde setembro e até agora, "a lista de espera engrossou, havendo 70 pessoas à espera de ser internadas". Numa situação normal, teriam resposta ao fim de um mês, mas já esperam há três." O serviço tem 25 camas para internamento e neste momento "só tem oito ocupadas. Entraram dois utentes esta semana. Mas não vamos admitir mais pessoas até ter a certeza que o problema fica resolvido."

A tutela respondeu ao Diário de Notícias que além da possibilidade de as equipas fazerem horas extras, "o concurso para a contratação de enfermeiros vai ser encerrado em 15 dias e dois desses enfermeiros deverão ser colocados no serviço." Mas a equipa diz que dois enfermeiros "não vão chegar".

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