16 de janeiro
Decorre no sábado, dia 16 de janeiro, na sede da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, às 15h, a apresentação do livro de...

O autor, segundo o Sapo, foi diagnosticado com esclerose múltipla (EM) em 2009 e, desde essa altura, que procura partilhar a experiência da doença através da escrita.

"Como muitos na minha situação, perguntei-me: Escrever porquê? Tudo começou como uma brincadeira. Depois de um período de grande sofrimento da minha vida, seguido de grandes mudanças, comecei a escrever. Os poemas são o meu apoio na luta com a EM", conta Sorin Nicu, em comunicado.

Este é o segundo livro de Sorin Nicu. O primeiro, intitulado “Momentos de Tristeza”, foi publicado em fevereiro de 2014, pela mesma editora.

A apresentação do livro é seguida de um lanche, na sede da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla (SPEM).

Sorin Nicu é natural da Roménia e imigrou para Portugal em 2002. Anos depois, começou a trabalhar em construção civil, na Argélia, onde surgiram os primeiros sintomas de esclerose múltipla e que o fizeram regressar a Portugal.

Que tratamentos existem?
Ao anunciar uma nova ofensiva para "erradicar" o cancro, o presidente norte-americano Barack Obama reforçou o combate...

São detetados 14 milhões de novos casos de cancro todos os anos, número que pode aumentar 70% nos próximos 20 anos, dos quais um terço é provocado por fatores como tabaco, álcool, obesidade, sedentarismo e alimentação. Os dados são da Organização Mundial de Saúde (OMS). Barack Obama prometeu recentemente novos esforços contra a doença, escreve o Sapo.

Os tratamentos atuais, muitas vezes fornecidos em associação, permitem curar doentes com bom prognóstico e prolongar significativamente a sobrevida de outros. O tratamento mais antigo, que começou a ser administrado no final do século XIX, é a cirurgia. Consiste na remoção parcial ou completa do tumor.

Desenvolvida no início do século XX, a radioterapia consiste na utilização de radiação ionizante para destruir células doentes. Desenvolveu-se rapidamente nos últimos 20 anos graças a importantes avanços técnicos que permitiram definir com grande precisão as zonas a tratar e limitar a exposição dos tecidos saudáveis.

A quimioterapia consiste na utilização de fármacos que eliminam células cancerosas. Atualmente, é usada numa ampla quantidade de casos de cancro, em geral associada a cirurgia ou radioterapia, o que permitiu aumentar a sobrevivência e a sobrevida. Porém, também ataca células saudáveis, acarretando vários efeitos secundários significativos.

Reservada a certos casos, como o cancro de mama ou da próstata, a hormonoterapia provoca a morte de células tumorais num prazo mais longo, criando contudo um ambiente hormonal desfavorável.

Recidivas tumorais
Certos casos de cancro (pulmão, fígado ou pâncreas) não respondem tão bem aos atuais tratamentos e outros podem degenerar em recidivas, levando os investigadores a buscar novas respostas terapêuticas.

Entre elas aparecem a imunoterapia, uma técnica que se esforça para "mobilizar" as defesas imunitárias do doente contra a sua própria doença. Segundo alguns investigadores, pode transformar o tratamento de algumas formas de cancro. Recentemente, foram obtidos resultados animadores no tratamento do melanoma avançado e em certos tipos de cancro de pulmão.

Outra pista promissora são os tratamentos específicos contra certas células que contribuem para o crescimento da doença. São utilizados em certos casos de tumores no sangue, mas também de mama, pulmão e aparelho digestivo.

Além dos tratamentos que apontam diretamente para as células cancerosas, alguns atacam diretamente o desenvolvimento dos vasos sanguíneos que alimentam o tumor.

Em estado ainda experimental, a terapia genética consiste em "injetar" um gene numa célula, substituindo um gene deficiente, ou induzir a fabricação de uma substância destinada a destruir as células cancerosas. Foram feitos inúmeros testes clínicos e esta terapia foi particularmente eficaz em crianças que sofrem de cancro no sangue. Também está a ser testada contra o cancro de pâncreas.

Em Portugal
Portugal vai começar a usar medicamentos contra a infeção VIH/sida em pessoas que não têm a doença, como forma de prevenir o...

Apesar de haver estudos que comprovam o sucesso do tratamento, que consiste apenas na toma de um comprimido por dia, há especialistas que temem que haja mais comportamentos de risco e sexo desprotegido.

António Diniz, o diretor do Programa Nacional para a Infeção VIH/sida confirmou ao Diário de Notícias que o projeto pode ter início já este ano na região de Lisboa, onde se registaram quase metade dos novos casos de infeção no ano passado. E se for exequível, o tratamento preventivo pode ser alargado. "A ideia é avançar na população de homens que têm sexo com homens que preencham determinados critérios de risco".

A escolha deste grupo baseia-se numa tendência do mundo ocidental. "A proporção de novas infeções neste grupo está a aumentar em relação a outros onde houve uma descida mais visível, como o grupo dos utilizadores de drogas injetáveis. Apesar de haver menos casos, não está a haver uma descida significativa", frisa.

Para isso contribuem fatores, como o facto de as pessoas "estarem a perder o medo em relação à doença, devido à existência de tratamentos eficazes e com menos efeitos secundários. E isso leva-as a ter atitudes menos corretas em termos de prevenção". Um bom exemplo é o do uso de preservativos, que não tem tido os níveis esperados. "Utilizam-se menos do que se devia, mesmo nos casos de sexo ocasional". O tratamento preventivo já é usado nas situações em que possa ter havido um contacto de risco.

A profilaxia pré-exposição (PrEP), assim se designa o tratamento antes de as pessoas estarem infetadas, está a ser avaliada internacionalmente e já está em aplicação na França ou nos Estados Unidos com sucesso. Neste momento, "há outros países a estudar esta medida, como a Alemanha, Bélgica, Itália ou Espanha. Estamos a acompanhar os movimentos da Europa", acrescenta António Diniz. A medida, que terá de ser trabalhada com o Infarmed, é assumida pelo programa da Direção-Geral da Saúde, cuja prioridade é detetar os casos da doença precocemente e tratar mais cedo.

O estudo sobre o tratamento profilático ainda vai avançar, mas os critérios usados deverão ser semelhantes aos aplicados, por exemplo, nos Estados Unidos. Segundo as normas em vigor, seriam elegíveis os homens que têm sexo com homens que tenham um parceiro seropositivo, que não usem preservativo de forma regular, tenham múltiplos parceiros sexuais ou sejam trabalhadores do sexo. Há ainda critérios clínicos que os podem excluir deste tratamento e que têm de ser avaliados.

O tratamento é um antirretroviral usado atualmente com outras substâncias. E é o único que foi testado com objetivo de prevenção. Os resultados têm sido muito positivos: um estudo mostrou que a toma de um comprimido diário pode reduzir em 86% o risco de infeção neste grupo. Um outro estudo publicado pelo The Lancet admite que no Reino Unidos se possam evitar até 10 mil novas infeções até 2020, com este tipo de tratamento.

A forma como o modelo será aplicado vai ser estudada, mas as "organizações não governamentais vão ser envolvidas neste trabalho. São elas que podem aplicar os questionários de risco, encontrar as pessoas que podem ser envolvidas", admite António Diniz.

As pessoas em tratamento terão de tomar o medicamento sem falhas, até que deixe de se justificar, vão ser testadas periodicamente e seguidas em consulta. Este tratamento tem de ser acompanhado de outras medidas preventivas como o uso do preservativo, até porque não previne outras doenças sexualmente transmissíveis como a gonorreia ou a sífilis, que também têm aumentado no País. Para já não é possível saber quantas pessoas podem ser tratadas.

Outras infeções podem subir
A utilização de medicamentos como forma de prevenção da infeção por HIV para grupos de risco tem provocado polémica. Joaquim Oliveira, chefe do serviço de infecciologia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, diz que "a desinibição de comportamentos é considerada o risco mais importante" associado a esta metodologia. E há, ainda, o risco potencial de aparecimento de resistências. "Há pouca experiência em relação a esta estratégia, mas nos ensaios clínicos foi muito pouco detetado", destaca o especialista em doenças infecciosas.

Esta metodologia pode também pôr em causa a proteção contra outras doenças sexualmente transmissíveis. "Todas as estratégias onde esta metodologia é usada incluem outras medidas preventivas, mas na prática isso nem sempre acontece. Muitos indivíduos não usam métodos barreira e, como sentem que estão protegidos, podem aumentar outras infeções", explica Joaquim Oliveira.

Gonçalo Lobo, presidente da Abraço refere que a única coisa que pode suceder é "haver sexo desprotegido, mas é para isso que existe este tratamento. Para a infeção VIH, o medicamento é quase 100% seguro. Tem é de se analisar os efeitos noutras doenças".

Há quem vá ao mercado negro
A grande discussão centra-se, sobretudo, na relação "custo-efetividade" desta metodologia. "Quanto é que a sociedade precisa despender? Quem vai pagar?", questiona Joaquim Oliveira. Os preços da medicação no nosso país são "muito elevados." O projeto piloto é, para o infecciologia, muito importante, pois permitirá perceber "se temos benefícios significativos nos números de novas infeções, como vão ser seguidas as recomendações, como é que a sociedade vai reagir."

Nos ensaios já efetuados, uma adesão elevada correspondeu a uma taxa de sucesso que ultrapassou os 90%. Contudo, destaca o infecciologia, são necessários "mais dados para perceber se vale a pena investir nesta estratégia."

António Diniz não tem estimativa de custos, admitindo que possa haver negociações com o laboratório e que os custos possam baixar se houver genéricos. Gonçalo Lobo, diz que o custo mensal de doente com VIH/sida ronda os 2000 a 2500 euros, combinando este e outros medicamentos.

Para o responsável esta é uma medida que faz sentido. "Sei que terá um custo elevado. E é preciso perceber se será gratuita ou se haverá comparticipação". Neste momento já há quem o faça. "Há pessoas que recorrem ao mercado negro para comprar estes medicamentos, correndo riscos por não saberem o que estão a comprar. O que sabemos é que se o sistema não dá resposta abrem-se brechas e surge um sistema paralelo".

Sociedade Portuguesa de Reumatologia
Cerca de 10% dos 14 mil doentes reumáticos portugueses inseridos no Registo Nacional iniciaram a doença em idade pediátrica,...

“Com a maior divulgação e alerta dos profissionais de saúde, o diagnóstico destas doenças nas crianças tem crescido, mas não sei se corresponde a um crescimento real destas doenças”, referiu a médica Filipa Oliveira Ramos, da Sociedade Portuguesa de Reumatologia.

No Registo Nacional de Doenças Reumáticas, 10% das pessoas iniciaram a patologia antes dos 18 anos. Dos 14 mil casos, mais de 800 correspondem a menores de 16 anos (6,3% do total) e só no ano passado foram registados 200 doentes em idade pediátrica.

As doenças reumáticas juvenis são consideradas patologias raras na globalidade das doenças da infância, com uma estimativa de um caso em cada mil crianças em idade escolar.

Já no caso dos adultos, o peso da doença reumática é mais significativo e 56% da população adulta apresenta queixas reumáticas. Contudo, apenas 22% desses doentes é que têm uma doença reumática diagnosticada.

“O diagnóstico destas doenças ainda está aquém. E isto, nas doenças reumáticas juvenis, torna-se ainda mais importante, porque quanto mais cedo for o diagnóstico, melhor será a oportunidade de tratar estas doenças de forma adequada”, afirmou Filipa Oliveira Ramos.

Mesmo tratando-se de doenças crónicas, a probabilidade de obter remissão (ausência de sinais e sintomas) vai aumentando com a referência precoce dos doentes a centros especializados, permitindo que possam crescer de forma adequada e sem consequências.

A importância de uma deteção precoce leva a reumatologista Filipa Oliveira a apelar aos pais para que estejam atentos a alguns sinais, como dor nas articulações, nomeadamente nas primeiras horas da manhã, ou grande rigidez articular.

As artrites idiopáticas juvenis são as doenças reumáticas mais frequentes até aos 18 anos e podem manifestar-se desde o primeiro ano de vida.

Esta temática vai estar hoje em debate numa sessão que junta em Lisboa especialistas em reumatologia pediátrica que pretendem ajudar a compreender estas patologias e promover uma uniformização, partilha e discussão de conhecimentos.

Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe
Na semana entre 4 e 10 de janeiro foram registados 20 casos de Gripe A, sete dos quais motivaram o internamento em Unidades de...

De acordo com o Boletim de Vigilância Epidemiológica da Gripe, do Instituto Ricardo Jorge (INSA), “em 34 casos de síndroma gripal, foram detetados 20 vírus da gripe A(H1)pdm09, pelo Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe e Outros Vírus Respiratórios”.

Esta estirpe do vírus motivou sete internamentos em sete Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), “estimando-se em 2,4% a taxa de admissão por gripe em UCI”.

“Em todos os doentes foi identificado o vírus influenza A (H1N1)pdm09”, acrescenta o boletim.

De uma forma geral, no que diz respeito ao registo de atividade gripal no país, na primeira semana do ano, o boletim adianta que “a taxa de incidência de síndrome gripal foi de 47,2 por 100.000 habitantes, indicando início do período epidémico”, classificando a atividade gripal nessa semana como “baixa” e de “tendência estável”.

Segundo o Instituto Ricardo Jorge, a mortalidade observada por “todas as causas” apresenta “valores de acordo com o esperado”.

A época gripal 2015-2016 começou em outubro e termina em maio.

A estirpe do vírus da gripe A-H1N1 surgiu em 2009, numa combinação de vírus que não tinha sido observada antes, tendo-se tornado sazonal, em co-circulação com outros vírus ‘Influenza’, e tratada com uma nova classe de antivirais.

A subdiretora-geral da Saúde afirmou na quarta-feira que o vírus da gripe A, diagnosticado recentemente nas urgências do Hospital da Guarda e do Hospital de Santarém, não é pandémico e é menos perigoso do que o verificado há seis anos.

Graça Freitas comentava assim o anúncio na terça-feira pela Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda de que o serviço de urgências do hospital daquela cidade diagnosticou este mês 13 casos de Gripe A e deu uma "resposta eficaz" à situação.

Em declarações, a subdiretora-geral da Saúde salientou “não haver motivos para alarme”.

Resistência bacteriana
Maior rigor no uso dos antibióticos é urgente, para se travar o aumento das bactérias resistentes ao

Manter a eficácia dos antibióticos é uma responsabilidade de todos! Esta é uma das mensagens que podemos encontrar no site da Direção-Geral da Saúde (DGS) relativa ao uso de antibióticos.

Uma das grandes preocupações em termos de saúde pública é a resistência das bactérias aos antibióticos. Esta resistência traduz-se no facto de, antibióticos, ainda que específicos, perderem a sua capacidade de matar as bactérias ou impedir o seu desenvolvimento. Mutações genéticas das bactérias, que acontecem naturalmente, provocam a resistência aos antibióticos, contudo a utilização excessiva ou inadequada de antibióticos aceleram o aparecimento e propagação de bactérias resistentes ao antibiótico utilizado e até a outros. Esta situação poderá causar o atraso na implementação do tratamento correto e resultar em complicações e insucesso terapêutico, incluindo a morte. As infeções causadas por bactérias resistentes  são habitualmente mais perigosas, o doente poderá também necessitar de mais cuidados, assim como de antibióticos alternativos mais dispendiosos e que podem causar efeitos secundários mais graves.

De acordo com o relatório Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos em números (DGS, 2014), a crescente taxa de resistência dos microrganismos, associada ao decréscimo da síntese e desenvolvimento de novas classes de antimicrobianos leva a que o antibiótico, menos de cem anos após a descoberta da penicilina e após ter contribuído para um marcado aumento da esperança de vida média, esteja em “risco de extinção”; isto é, em risco de perda de eficácia. O mesmo documento (pág.47) alerta para o facto de Portugal apresentar elevada taxa de resistência bacteriana aos antimicrobianos, conforme expresso nos dados de vigilância epidemiológica da European Antimicrobial Resistance Surveillance Network (EARS-Net).

Urgente maior sensibilização pública sobre uso de antibióticos

Perante este cenário é indispensável uma maior sensibilização do público em geral e dos profissionais de saúde em particular, para a importância de utilizar os antibióticos de forma racional e adequada, no sentido de travar a progressão da resistência aos antibióticos.

A Direção-Geral da Saúde adverte a população relativamente ao uso “inadequado” dos antibióticos:

Não tomar nas gripes, porque não ajudam a melhorar

“Usar os antibióticos sem necessidade: constipações e gripes são causadas por vírus, contra os quais os antibióticos não são eficazes. Nestes casos, não irá melhorar o seu estado clínico tomando antibióticos: os antibióticos não baixam a febre nem melhoram os sintomas, como espirrar. Como tal, os antibióticos não devem ser utilizados para constipações e gripes.

Usar antibióticos de forma incorreta: quando encurta a duração do tratamento, baixa a dose, não cumpre a frequência correta de administração (isto é, se aumenta o intervalo de tempo entre duas tomas do antibiótico) a quantidade necessária e adequada de antibiótico no organismo não é atingida e as bactérias sobrevivem, podendo tornar-se resistentes.

Portanto, não se automedique e respeite sempre as recomendações do seu médico sobre quando e como tomar os antibióticos.”

Se for prescrito tem de respeitar dose, horário e período de tempo

Estas são informações a divulgar à população em geral, reforçando ainda a importância de não pressionarem o médico para a prescrição de antibiótico. É fundamental o alerta para a toma correta quando prescrito: dose; horário; período de tempo. E ainda a prevenção de infeções, quer seja de feridas, quer infeções respiratórias (tão frequentes no inverno) ou outras.

Evitar as infeções é por isso uma prioridade com inúmeras vantagens como, redução do consumo de medicamentos, dos custos, mau estar, absentismo, etc.

O inverno é mais propício ao aparecimento de infeções respiratórias, amigdalites, entre outras, muitas provocadas pelas diferenças de temperatura, como passar de um local muito quente para um muito frio. Por exemplo a utilização inadequada do ar condicionado induz condições favoráveis ao aparecimento de infeções.

Atenção aos choques térmicos com o ar condicionado

Hoje a utilização do ar condicionado está generalizada, nos automóveis, nas lojas comerciais, nas residências particulares. Os aparelhos de ar condicionado fácil e rapidamente atingem temperaturas muito elevadas, daí a tentação de os programar para valores elevados, levando a um ambiente demasiado quente, o que pode provocar desidratação e choques térmicos. Embora cada pessoa tenha uma sensibilidade térmica diferente, os fabricantes recomendam que os aparelhos de ar condicionado sejam regulados para uma temperatura que se aproxime da do exterior. No Inverno entre 18°C a 21°C e no Verão à volta dos 24°C. A manutenção dos aparelhos também é indispensável, nomeadamente a limpeza regular dos filtros para manter a qualidade do ar.

As crianças é bom dormirem com colete acolchoado

Outra recomendação, esta para crianças pequenas, é utilização de um colete acolchoado durante a noite. As crianças pequenas durante o sono destapam-se, a utilização do colete mantém a região torácica protegida sem provocar sobreaquecimento.

Um “bom” sistema imunitário também evita infeções. O sistema imunitário é fortalecido com uma alimentação equilibrada, rica em vegetais e frutas. Não esquecer a ingestão de água que no Inverno é habitualmente descurada.

Por fim, as indispensáveis regras de higiene e etiqueta respiratória: lavar as mãos frequentemente e não tossir para a mão, mas sim para um lenço ou antebraço.

Evitar infeções e utilizar adequadamente os antibióticos é, de facto, uma responsabilidade individual!

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Infeções por bactérias multirresistentes matam 3 portugueses por dia

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Atividades que cuidam
Reduz o stress, ajuda a reduzir o batimento cardíaco e até ajuda a aliviar a dor crónica.

Muito para lá da necessidade de produzir peças em lã, o tricô tem-se tornado numa atividade de tempos livres bastante reconfortante.

A verdade é que vários estudos, realizados um pouco por todo o mundo, têm mostrado os inúmeros benefícios que esta atividade tem para a saúde.

Stress, ansiedade, depressão e dor crónica beneficiam, e muito, com o tricô.

A Clínica da Dor do Royal United Hospital, no Reino Unido, conduz, desde 2006, sessões de tricô como forma de terapia. A conclusão é que, esta atividade, tem resultado na diminuição da dor e da necessidade de recurso a medicação para a combater.

O psicólogo responsável por este trabalho, Mike Osborn, admite que tricotar consegue ajudar os pacientes como nenhuma outra técnica, ou tratamento.

Os estudos, que têm vindo a ser realizados nesta área, demonstram que quando uma pessoa está a criar algo, neste caso a tricotar, o organismo deixa de ter capacidade de monitorizar, simultaneamente, a forma como o corpo se sente.

Além disso, os movimentos repetitivos do tricô ativam o sistema nervoso parassimpático permitindo aliviar o stress.

Um inquérito realizado a 3500 praticantes regulares de tricô, publicado no British Journal of Occupational Therapy, revelou que quanto mais as pessoas tricotam mais calmas e felizes se sentiam.

Está provado que, quando fazemos algo que nos dá prazer, o organismo liberta uma substância designada dopamina. Os cientistas acreditam que esta substância existe para nos incentivar a repetir atividades que nos ajudam a sobreviver, como comer ou fazer sexo. Assim sendo, por si só a dopamina é um anti-depressivo natural.

Por outro lado, tricotar faz ativar diferentes circuitos cerebrais, protegendo o cérebro dos problemas normais do envelhecimento.

Atividades que promovam a sua estimulação intelectual são capazes de ajudar a prevenir a atrofia cerebral ou demência.

Por todos estes motivos, vale bem a pena tirar as agulhas do baú e dar asas à imaginação. E quanto mais complexo o padrão do tricô, mais o seu cérebro lhe agradece. Esta complexidade permite aumentar a elasticidade cerebral, dizem os entendidos.

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Ministério da Saúde
Henrique Luz Rodrigues é o novo presidente da Autoridade Nacional do Medicamento, anunciou hoje em comunicado o Ministério da...

O novo conselho diretivo da Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed), que toma posse na sexta-feira à tarde, é ainda composto por Rui dos Santos Ivo e Hélder Mota-Filipe, que tinha assumido a presidência em regime de substituição depois da saída de Eurico Castro Alves para secretário de Estado da Saúde.

Henrique Luz Rodrigues é licenciado e doutorado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, especialista em farmacologia clínica e em nefrologia.

Foi presidente da comissão de farmácia e terapêutica do Centro Hospitalar de Lisboa Norte, membro da comissão de avaliação de medicamentos do Infarmed e professor de farmacologia da Faculdade de Medicina de Lisboa.

Ministério da Saúde
Marta Temido é a nova presidente do conselho diretivo da Administração Central do Sistema de Saúde, segundo uma nota oficial do...

Marta Temido, que até agora era presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, foi hoje nomeada em resolução de Conselho de Ministros.

Doutorada em Saúde Internacional, assistente convidada da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, Marta Temido assume a presidência da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), substituindo Rui Santos Ivo, que esteve no cargo desde setembro de 2014 e agora passa a integrar o conselho diretivo da Autoridade do Medicamento (Infarmed).

O Ministério da Saúde anunciou também hoje em comunicado que o novo presidente do Infarmed é o médico Henrique Luz Rodrigues, que toma posse na sexta-feira.

Em 2016
A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, reconhecida nacional e internacionalmente como o primeiro Centro de Educação...

Os cursos vão decorrer em Lisboa e no Porto. Na capital vão ser lecionados na Escola da Diabetes – APDP, na Rua do Sol ao Rato nº 11 e no Porto na Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) Norte, situada na Rua Nova do Estádio nº 244, 4460-381 Senhora da Hora.

As inscrições estão já abertas. Para profissionais de saúde são feitas online, através do site www.apdp.pt, e para pessoas com diabetes e familiares deverão ser efetuadas diretamente com o Departamento de Formação da APDP / Escola da Diabetes. Para mais informações pode contactar a APDP através dos telefones 21 381 61 30/40 ou do e-mail: [email protected] (Paula Gabriela).

O Diretor Clínico e Pedagógico, João Filipe Raposo, afirma que "O combate à diabetes exige educar as pessoas com diabetes para a autogestão da sua doença e por formar quem as acompanha. Estes cursos estão desenhados a pensar neste objetivo."

A APDP procura, com a oferta formativa que disponibiliza, ser pioneira na modernização da educação terapêutica da pessoa com diabetes, tendo por isso criado a Escola da Diabetes. A par com a vertente da formação, a ação da APDP inclui: o Associativismo, a Clínica de Diabetes e o Centro de Investigação. O excelente trabalho que a APDP tem vindo a realizar nesta área, valeu-lhe a atribuição do título “PARCEIRO 2014” pela Direção-Geral da Saúde, resultado do seu forte contributo para a implementação do Plano Nacional de Saúde 2012-2016.

Sociedade Portuguesa da Medicina da Reprodução
A presidente da Sociedade Portuguesa da Medicina da Reprodução defendeu a comparticipação a 100% dos medicamentos contra a...

Teresa Almeida Santos foi ouvida pelo grupo de trabalho da Procriação Medicamente Assistida (PMA) que está a preparar os projetos de Lei do PS, PAN, BE e PEV que alteram a legislação nesta matéria.

Os projetos de PS, PEV e PAN preveem o alargamento das técnicas de PMA a todas as mulheres e o do BE pressupõe ainda a gestação de substituição.

Para a especialista em medicina da reprodução, existem medidas que podem fazer uma grande diferença em matéria de acesso, como uma maior comparticipação do Estado no custo dos medicamentos contra a infertilidade, atualmente de 69%, mas que Teresa Almeida Santos defende na totalidade.

No final da audição, a especialista disse aos jornalistas que “há casos em que a família se junta para reunir os montantes para os fármacos, bastante dispendiosos, e alguns casais até recorrem a empréstimos”.

Ouvida pelos deputados sobre os impactos de um eventual alargamento do acesso a estas técnicas, atualmente confinadas a casos de infertilidade, Teresa Almeida Santos advertiu para a necessidade de um reforço dos meios, nomeadamente humanos.

“Atualmente existem listas de espera [para os centros públicos] que em alguns casos atingem os dois anos. Com mais candidatos admitidos, maior será a procura. Precisamos de um aumento de pelo menos 50% dos profissionais atuais para poder dar essa resposta”, afirmou.

Para Teresa Almeida Santos, esse aumento da capacidade permitirá aumentar a percentagem de bebés nascidos através da PMA, que em Portugal se situa nos dois por cento, mas que chega aos seis por cento em outros países europeus, como é o caso dos nórdicos.

A especialista admite que se as técnicas passarem a estar disponíveis para todas as pessoas, mesmo as que não têm diagnóstico de infertilidade, estas possam ser uma resposta para, por exemplo, casais que vivem separados, por motivos de trabalho, e que não têm tempo para estar juntos.

“Isto vai acontecer”, disse, sem especificar a posição da Sociedade Portuguesa da Medicina da Reprodução (SPMR) sobre esta situação.

Relativamente à maternidade de substituição, a vice-presidente da SPMR, Joana Mesquita Guimarães, defendeu que a legislação que venha a resultar dos projetos de lei em análise especifique que esta é uma possibilidade para mulheres sem útero, seja por razões congénitas ou oncológicas.

“Referir que esta é uma técnica que pode estar disponível sempre que existir uma ‘situação clínica que o justifique’, como indicado no projeto de lei do BE, é perigoso e dá para tudo”, referiu.

O grupo ouviu depois representantes da Associação Portuguesa de Fertilidade (APF), bem como uma mulher que, para ser mãe de um filho biológico, necessita de recorrer à gestação de substituição.

Joana não tem útero, sofrendo da síndrome de Mayer-Rokitansky-Kuster-Hause (MRKH). No seu depoimento emocionado, disse aos deputados que esta é a sua realidade e a de muitas outras mulheres.

“Não é uma questão de capricho, é uma questão de saúde. A pessoa nasce assim”, afirmou, sem conter as lágrimas, partilhando com os deputados que compõem este grupo de trabalho parlamentar o sofrimento que diz passar por existir uma possibilidade para ser mãe biológica, mas à qual não pode aceder por a mesma não ser legal.

“A maternidade de substituição existe em Portugal, apesar de ser ilegal, e há casais portugueses que vão ao estrangeiro recorrer a mães de aluguer, que cobram por isso, mas nem todos os casais têm músculo financeiro para tal”, afirmou.

O depoimento de Joana foi seguido pelo de Marta Casal que tem 41 anos – não estando por isso em condições de receber mais nenhum tratamento no Serviço Nacional de Saúde (SNS) – e já fez 11 tratamentos, oito no privado e três no público.

“O meu apelo vai no sentido de levarem em conta que estas mulheres não conseguem, se outra forma, serem mães de um filho biológico”, disse.

E sobre outras alternativas, disparou: “E não me venham falar na adoção, pois eu tenho o meu processo ativo há cinco anos e vai agora para reapreciação…”.

Para este elemento da APF, “é suposto olhar para a maternidade de substituição como algo positivo”.

Liga Portuguesa Contra o Cancro
O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro promove a sensibilização dos mais pequenos pelos próprios...

Desta vez são os docentes da educação pré-escolar e professores do primeiro ciclo do ensino básico da Covilhã que, de forma gratuita, podem participar na ação de formação com o tema “Cancro: Sensibilização e Prevenção”.

Estão abertas as inscrições para os docentes da educação pré-escolar e professores do primeiro ciclo do ensino básico do distrito de Castelo Branco participarem numa ação de formação com o tema “Cancro: Sensibilização e Prevenção”.

Trata-se de uma iniciativa do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (NRC.LPCC), em colaboração com os Centros de Formação de Associação de Escolas do Distrito de Castelo Branco. A sessão, escreve o Sapo, com a duração de quatro horas, decorre na Escola Quinta das Palmeiras (Rua de Timor, Covilhã), no dia 3 de fevereiro, quarta-feira, a partir das 16h. A participação no curso é gratuita e confere certificado de participação.

O objetivo de “Cancro: Sensibilização e Prevenção” é sensibilizar os professores para a problemática do cancro, procurando fomentar conhecimentos na área da oncologia e prevenção da doença oncológica, de modo a habilitá-los a abordar esta temática em contexto escolar e a atuar ao nível da promoção da saúde, adoção de estilos de vida saudáveis e aprendizagem entre pares, junto dos seus alunos.

Divulgar informação sobre o cancro e promover a Educação para a Saúde, com ênfase para a sua prevenção, é um dos objetivos da Liga Portuguesa Contra o Cancro que se assume como a entidade de referência nacional no apoio ao doente oncológico e família, na promoção da saúde, na prevenção do cancro e no estímulo à formação e investigação em oncologia. A ação de formação “Cancro: Sensibilização e Prevenção” insere-se nesse objetivo e integra-se nas campanhas de Educação para a Saúde sobre Cancro nas Escolas que o Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro promove regularmente desde 2011.

Para mais informações pode ser contatado o Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro através do número 239 487 490 ou do email [email protected], ou os respetivos CFAEs.

Estudo
Os homens com mais ácido úrico na corrente sanguínea têm cerca de 40% menos riscos de desenvolver Doença de Parkinson, do que...

Os trabalhos foram publicados na revista médica Neurology, da Academia Norte-americana de Neurologia.

"Estes resultados sugerem que o urato (ou ácido úrico) pode proteger contra a Doença de Parkinson ou atrasar a sua progressão nos primeiros estágios", explicou Xiang Gao, da Universidade da Pensilvânia e um dos autores.

"Estes estudos merecem uma maior investigação para determinar se ao elevar o nível de ácido úrico nas pessoas no início da doença de Parkinson é possível atrasar a progressão" desta doença degenerativa incurável.

O investigador considerou a hipótese potencialmente promissora, uma vez que é possível aumentar o nível deste ácido no sangue a baixo custo, embora seja necessária prudência já que taxas excessivas de urato podem provocar a formação de cálculos renais e gota, escreve o Sapo.

Um total de 388 pessoas desenvolveram Parkinson nas três investigações. Os homens que tinham baixos níveis de urato registavam menos de 4,9 miligramas (mg) por decilitro (dl) de sangue, enquanto os que tinham taxas mais elevadas tinham uma relação de 6,3 a 9 mg/dl. Os níveis normais são entre os 3,5 e os 7,2 mg/dl.

Os investigadores não constataram uma relação similar nas mulheres, que são geralmente menos afetadas pela doença.

Segundo a Fundação para a Doença de Parkinson, um milhão de pessoas sofrem da doença e cerca de 60.000 pessoas são diagnosticadas todos os anos com esta patologia do foro neurodegenerativo.

Estudo
A Zaask realizou um estudo sobre serviços de Nutrição, onde foi possível concluir que o tema da boa forma e controlo de peso...

Portugal é dos países da União Europeia com um maior número de população obesa, escreve o Sapo, atingindo um milhão de adultos nestas circunstâncias, no entanto, está também a aumentar o volume de pessoas preocupadas com este tema, como comprovam os dados da plataforma, em que 45.7% dos portugueses que procuraram nutricionistas, em 2015, fizeram-no com o objetivo de controlar o seu peso. Depois, em segundo lugar, com 21.7%, ficaram os serviços de desporto e de treino especializado, que garantem um acompanhamento físico mais completo. E em terceiro lugar, com 15,2%, surgem os serviços de saúde – através do aconselhamento e tratamento de doenças com base na nutrição.

A nível geográfico, o maior número de pedidos é para nutricionistas em Lisboa, com 30%, seguido de nutricionistas na Região Centro, com 21% e no Porto, com 19%. “Estes valores mostram-nos que há uma vontade generalizada na população para conseguir atingir a boa forma e controlar o peso, com a ajuda de um especialista, e que não é apenas uma questão de nicho que encontramos nas grandes cidades”, refere Luís Martins, CEO da Zaask.

Direção-Geral da Saúde
A falta da vacina contra difteria, tétano e tosse convulsa não põe em causa a saúde pública ou das crianças, garantiu o diretor...

O diretor-geral da Saúde esclareceu, em comunicado, que as falhas da disponibilidade de vacinas são pontuais e “não põem em causa a saúde individual ou pública, atendendo a que as doenças abrangidas pelo Programa Nacional de Vacinação estão controladas ou mesmo eliminadas, como é o caso da poliomielite e do sarampo”.

“Em todo o caso, e pela imunidade que a vacinação confere ao longo da vida, as crianças que excecionalmente não são vacinadas ficam referenciadas na sua unidade de saúde e são chamadas logo que a vacina volte a estar disponível, para cumprimento do seu calendário vacinal”, sublinha o responsável.

Em causa está a falta da vacina tetravalente (difteria, tétano e tosse convulsa) e/ou pentavalente (mais hepatite B), verificada, em novembro de 2015, em alguns centros de saúde do país.

No entanto, a Direção-Geral da Saúde, em parceria com o Infarmed, com os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde e com a Indústria Farmacêutica, procurou, oportunamente, disponibilidades no mercado mundial, que resultaram no restabelecimento da distribuição das vacinas tetravalente e pentavalente na última semana de dezembro, esclarece.

Francisco George reconhece que estas falhas acontecem pontualmente, e não apenas em Portugal, porque “o mercado mundial fornecedor de vacinas é limitado”, de tal forma que a própria Organização Mundial de Saúde (OMS) já “alertou os países para a possibilidade deste problema persistir nos próximos anos”.

Direcção-Geral da Saúde
Esta é a primeira proposta de um lote de medidas idealizadas pela Direção-Geral da Saúde para reduzir o consumo de açúcar em...

Servirem-lhe um café sem o tradicional pacotinho de açúcar ou apresentarem-lhe uma embalagem com metade da quantidade habitual nos restaurantes pode tornar-se realidade num futuro bem próximo. A Direção-Geral da Saúde (DGS) acaba de entregar esta proposta "revolucionária" no gabinete do ministro Adalberto Campos Fernandes: a ideia é reduzir para metade ou menos de metade (dos atuais oito gramas para apenas quatro ou três gramas) a quantidade de açúcar das embalagens individuais (saquetas) servidas na restauração e tornar obrigatório que estes pacotes apenas sejam disponibilizados aos clientes se o pedirem expressamente.

“Apesar de já existirem embalagens com menos açúcar [no mercado], pretende-se que a redução para três ou quatro gramas passe a ter carácter vinculativo, obrigatório, e que estes pacotes não sejam distribuídos de forma passiva aos cidadãos, para evitar o desperdício, que se estima em cerca de 40%”, justifica ao jornal Público o diretor-geral da Saúde, Francisco George.

Mas esta proposta é apenas a primeira de um lote de medidas que visam reduzir o consumo de açúcar e, consequentemente, diminuir a taxa de doenças crónicas, especialmente a diabetes tipo 2 e a obesidade, dois dos principais problemas de saúde pública em Portugal, afirma. Apesar de a medida ainda ter de ser discutida e passar pelo crivo dos responsáveis do Ministério da Economia, e de se seguir depois todo um processo legislativo, Francisco George acredita que tem todas as condições para se materializar num futuro próximo. 

O diretor-geral assume que não tem medo de polémicas: “A economia não pode estar contra a saúde dos cidadãos. Se há provas de que o açúcar está na origem de problemas graves, tem que haver uma aliança estratégica". Uma aliança que envolva não só os sectores da saúde, da economia e da indústria, mas “todos os cidadãos, pais, avós, filhos”, elenca.

“Sabemos que há uma relação estreita entre o consumo de açúcar e a diabetes tipo 2 e sabemos que todos os anos há 60 mil novos casos de diabetes”, num país em que se estima que cerca de um milhão de pessoas sofra já desta doença crónica, enfatiza George. Este é um primeiro passo, idealiza, de "um processo educativo que visa a promoção de mais literacia e auto-cuidados que possam conduzir à redução da diabetes e da obesidade".

É até "um primeiro sinal" para chamar a atenção da população para o facto de" haver aqui um problema", diz o médico que acredita que o processo vai “avançar rapidamente”, idealmente “ao longo do primeiro trimestre" deste ano.

Crianças consomem muito açúcar
A proposta foi desenvolvida no quadro de um programa a que a DGS chama “Uma nova ambição para a saúde pública” e os trabalhos estão "na fase inicial". Seguir-se-ão, depois, as outras medidas que Francisco George prefere por enquanto não divulgar e que se inserem no tal programa de "educação para a saúde".

Estas medidas passam por um aumento das taxas dos produtos alimentares com excesso de açúcar, como tinha chegado a ponderar o anterior secretário de Estado e ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa (e que se estendiam ao sal em excesso)? Francisco George não responde. O mais importante, nesta fase, é chamar a atenção para "o risco" que o excesso de açúcar representa para a saúde, defende.

O médico recorda que o açúcar é ingerido não só da forma mais evidente, como a dos pacotinhos e do açúcar refinado em geral, e que é preciso levar também em conta as quantidades consumidas através de produtos como os refrigerantes ou os alimentos sob a forma de sobremesas."O consumo de açúcar conduz ao consumo de insulina do pâncreas e a insulina gasta-se. É como as minas de ouro”, compara, sublinhando que um simples refrigerante açucarado de tamanho convencional (350 ml) tem "três, quatro ou até cinco pacotes de açúcar".

Em Março de 2015, a Organização Mundial da Saúde (OMS) tomou uma posição e recomendou que o consumo de açúcares simples adicionados à alimentação se mantivesse abaixo de 10% das calorias ingeridas diariamente, aproximando-se idealmente de 5% do total de energia consumida. Isto significa que o total de açúcar adicionado aos alimentos (por exemplo em refrigerantes, sobremesas, cereais de pequeno-almoço) não deverá ultrapassar as seis colheres de chá de açúcar por dia. Uma lata de refrigerante tradicional pode conter 10 colheres de chá de açúcar.

Segundo a OMS (que se baseia nos últimos estudos disponíveis), o consumo de açúcar pelas crianças portuguesas aproxima-se dos 25% da energia ingerida diariamente, ou seja cinco vezes acima dos 5 % ideais. Estudos recentes, como o EPACI (Estudo do Padrão de Alimentação e de Crescimento na Infância),desenvolvido em parceria pela Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica, a Faculdade de Medicina e o Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, e o Geração 21 indicam que as crianças portuguesas começam a consumir doces muito cedo, logo a partir dos 12 meses. Aos quatro anos, mais de metade bebe já refrigerantes açucarados todos os dias e 65% come doces diariamente.

Já no que toca a vendas de refrigerantes calóricos, Portugal situava-se um pouco abaixo do meio da tabela numa lista de mais de meia centena de países estudados pela Euromonitor International em 2014. Os maiores consumidores eram os chilenos, os mexicanos e os norte-americanos e os menores, os indianos.

Petição em 2011
Esta não é, porém, a primeira vez que a ideia de reduzir a quantidade de açúcar nas embalagens individuais é debatida em Portugal. Em 2011, um grupo de quatro alunos da licenciatura em Gestão e Conceção de Políticas Hospitalares do Instituto Politécnico de Tomar chegou mesmo a lançar uma petição pública, propondo que as embalagens individuais de açúcar fossem reduzidas por razões "de saúde pública". Na sequência desta iniciativa, o Parlamento ainda ouviu várias entidades, mas a ideia não chegou a avançar porque se concluiu então que a indústria já estava a reduzir a quantidade de açúcar nos pacotes de forma voluntária.

Na altura, o que se pretendia era que as embalagens passassem a conter um máximo de seis gramas de açúcar. O que os peticionantes propunham era que fosse alterado um decreto-lei de 2003, introduzindo um limite máximo de seis gramas para os pacotes de açúcar, como "forma de combater alguns problemas de saúde, nomeadamente, a diabetes, a obesidade, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, cujos tratamentos têm um peso significativo para a saúde".

Laboratório Militar
Milhares de doses do medicamento contra a gripe estão guardados em contentores no Laboratório Militar há sete anos. Foram...

O oseltamivir (nome da substância ativa) é o antiviral recomendado para o tratamento de situações mais graves de gripe ou para prevenção, mas quando os hospitais precisam, têm de o comprar. Subdiretora-geral da Saúde explica que o medicamento está guardado em grandes quantidades, por isso se os casos a serem tratados forem poucos, estariam a ser desperdiçadas centenas de doses.

Quando em 2009 o Mundo enfrentou a pandemia da gripe A, os vários países compram milhões de doses de oseltamivir. Portugal não foi exceção e adquiriu doses suficientes para tratar 25% da população portuguesa. Uma parte desta reserva estratégica foi usada na altura. O restante mantém-se guardado no Laboratório Militar. "A reserva continua a existir e mantém-se válida. A validade é determinada pelo Infarmed que faz análises regulares em que verifica a condição da substância. Se mantém as características de qualidade, eficácia e segurança idênticas às de quando foi adquirido", explicou ao Diário de Notícias Graça Freitas, subdiretora-geral da Saúde.

Nos hospitais este antiviral é usado para tratar situações mais complicadas de gripe ou fazer prevenção em casos particulares. Mas apesar de Portugal ter uma reserva nacional, ela não pode ser usada. "Está fechada em contentores próprios e só pode ser usada num contexto de pandemia. O que compramos na altura foi apenas a substância ativa que é um pó e que não está separado em doses individuais. Quando necessário pode ser transformado em xarope ou cápsulas. Se abríssemos um contentor para tratar poucos casos, estaríamos a desperdiçar todas as outras doses, que já não poderiam ser usadas", referiu a especialista.

No site da DGS está publicada uma norma para os médicos, referindo que o uso do antiviral é uma decisão clínica individualizada e que se insere numa estratégia de "prevenção/minimização da evolução para doença grave e prevenção/minimização da transmissão da infeção a pessoas de risco". "Os médicos podem prescrever em casos graves, quando os sintomas são mais exuberantes, ou em outras situações que considerem ser a melhor solução", acrescentou.

Gripe A é a dominante
O vírus dominante este ano está a ser para já o A H1N1, o mesmo que ficou conhecido por gripe A em 2009. Hoje é publicado um novo relatório do Instituto Ricardo Jorge (INSA), que faz um balanço semanal dos casos de gripe. O último dava conta de 18 casos que tiveram de ser internados nos cuidados intensivos. Ontem o Hospital de Santarém confirmou à Lusa que foram identificados casos de gripe A em alguns doentes e profissionais e no dia anterior a Unidade Local de Saúde da Guarda revelou que ter diagnosticado 13 casos.

Graça Freitas afirma que não há razões para alarme. "Gripe A foi o nome que se deu à doença quando o vírus apareceu pela primeira vez em 2009 [e por ser a primeira vez é que foi considerada pandémica]. Desde então o vírus tem estado em circulação, já não como pandémico, mas como sazonal. As pessoas, que são os hospedeiros, mudaram de perfil. Não estamos tão frágeis porque fomos adquirindo imunidade, quer por contacto com ele como através da vacinação. Desde 2009 que este vírus faz parte da vacina", explicou a especialista.

Quando surgiu este vírus atingiu pessoas mais novas, ao contrário de outros vírus da gripe, que normalmente têm efeitos mais graves em idosos. Segundo Graça Freitas, ainda é cedo para se perceber se essa é uma tendência que se mantém, apesar de 70% dos 18 casos internados nos cuidados intensivos serem de pessoas entre os 15 e os 64 anos. "Os números ainda são pequenos e esta é uma faixa etária alargada. Também existem doentes mais velhos internados. Não se pode tirar uma conclusão", disse.

Para casos muito graves, internados nos cuidados intensivos, há ainda um outro medicamento, o zanamivir, que também tem uma reserva estratégica nacional com um número pequeno de doses para estarem disponíveis de forma imediata para responder a situações "de reconhecida gravidade clínica em que o início da terapêutica é um fator prognóstico decisivo". Segundo a norma da DGS, atualizada em dezembro passado, esta reserva está armazenada na Farmácia do Hospital de Santa Maria.

Na próxima sexta-feira
Há meio ano que a Europa não tem vacina BCG. Em Portugal, mais de 40 mil bebés aguardam pela injeção, mas para já só será...

As primeiras doses da vacina da BCG, contra a tuberculose, em falta desde maio, chegam a Portugal na próxima sexta-feira, dia 15 de janeiro. É esta a previsão da Direção-Geral de Saúde (DGS) que perante as falhas do único laboratório europeu que produzia a vacina teve de comprá-la no Japão, escreve a TSF.

A subdiretora geral da Saúde deixa, aliás, uma mensagem de tranquilidade aos pais e explica que as primeiras doses serão administradas apenas aos bebés que vivem em zonas ou situações familiares de risco.

Graça Freitas acrescenta que esta primeira remessa permitirá vacinar perto de 15 mil dos mais de 40 mil bebés que esperam pela BCG, números que foram crescendo desde que em maio o país ficou sem reservas desta vacina.

Antes de chamar os pais é preciso, contudo, identificar, localmente, as crianças em situações de maior perigosidade.

A responsável acrescenta que a estratégia é rentabilizar ao máximo as doses de cada ampola (que dura 6 horas depois de aberta), pelo que será preciso convocar mais do que uma criança ao mesmo tempo, num planeamento que será diferente conforme a região do país.

Universidade do Minho
A Universidade do Minho está a realizar um estudo sobre a prevalência da doença celíaca a nível nacional, com testes a...

Coordenado pela investigadora Henedina Santos, da Escola de Ciências e Saúde da Universidade do Minho, o estudo, que será realizado em adolescentes de 13 e 14 anos através de uma análise sanguínea, pretende demonstrar a prevalência da doença celíaca em Portugal continental e nos arquipélagos da Madeira e dos Açores.

“A prevalência da doença celíaca em Portugal é desconhecida. O único trabalho em população portuguesa é um estudo de Braga, que já tem alguns anos e que deu um predomínio de um doente para 134 adolescentes sem doença, que foi feito em jovens de 14 anos”, disse Henedina Santos.

A investigadora e coordenadora da unidade de gastroenterologia pediátrica do Hospital de Braga revelou que, agora, esse primeiro estudo que abrangeu apenas Braga está a ser replicado a nível nacional, tendo sido incluídos também adolescentes com 13 anos.

O estudo anterior revelou que, no Minho, a incidência (os casos diagnosticados) é de 5,2 por 100 mil habitantes abaixo dos 18 anos e que a prevalência da doença é de um em cada 134.

“O Minho é uma das regiões com mais proatividade em termos de diagnóstico, provavelmente haverá regiões com dificuldades em fazer o diagnóstico”, explicou a investigadora, dizendo esperar em todo o território nacional resultados semelhantes aos da prevalência em Braga.

A especialista alertou que, “quanto mais se fala de doença celíaca, mais se diagnostica, porque é mesmo uma doença que tem muitos sintomas e que abrange muitas especialidades".

Henedina Santos sublinhou que a importância deste estudo prende-se também com a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS), lembrando que, desde de 2012, a analise sanguínea anti-transglutaminase é comparticipada pelo Estado e custa sete euros, contra os mais de 50 que custava anteriormente.

“Um tratamento de infertilidade, que a doença celíaca pode provocar, é de quatro mil euros. Até em termos de sustentabilidade do SNS, vale a pena fazer diagnóstico de celíacos, para além da qualidade de vida que se está a dar ao doente, que muitas vezes se sente infeliz e tem dores de barriga e acha normal viver assim, pois não está diagnosticado”, referiu.

Estima-se que existam entre 70 a 100 mil casos em Portugal, ou seja, uma a três por cento da população nacional, sendo que só existem 10 mil casos diagnosticados o que significa que muitos podem desconhecer ter a doença celíaca e estar a ser, inclusive, tratados para outras patologias.

A doença celíaca é uma doença autoimune crónica, que afeta indivíduos com predisposição genética, causada pela permanente sensibilidade ao glúten, que, ao ser ingerido, provoca lesões na mucosa do intestino e origina uma diminuição da capacidade de absorção dos nutrientes.

O único tratamento para a doença celíaca – que normalmente surge entre os seis e os 20 meses, mas também pode aparecer em adultos - é uma dieta isenta de glúten, proteína que está presente nos principais cereais, como trigo, centeio, aveia e cevada e seus derivados.

Em Coimbra
Dois alunos de duas escolas secundárias de Coimbra vão participar no NOMORFILM, um projeto europeu de investigação que pretende...

Dois alunos das escolas secundárias D. Duarte e Jaime Cortesão, em Coimbra, vão participar no “mega projeto europeu de investigação NOMORFILM (‘novel marine Biomolecules against Biofilm. Application to medical devices’)”, programa que pretende descobrir antibióticos produzidos por microalgas, para combater infeções hospitalares”, anunciou a Universidade de Coimbra (UC), numa nota divulgada.

A participação dos dois estudantes do ensino secundário surge na sequência de um concurso lançado para o efeito naquelas duas escolas pela Algoteca da UC, que é parceira do projeto que envolve 15 países e tem um orçamento global de sete milhões de euros.

Os vencedores do concurso serão conhecidos no sábado, durante uma sessão, às 11:00, no Museu da Ciência da UC, onde, na mesma altura, é inaugurada uma exposição com os dez melhores trabalhos.

O prémio proporciona aos vencedores “vestirem a pele de cientistas”, participando, durante 15 horas, nos trabalhos de investigação do NOMORFILM, que decorrem nos laboratórios da Algoteca.

Os dois alunos premiados irão, designadamente, “cultivar algas" e "produzir extratos dos seus compostos para posterior identificação de moléculas antibacterianas”.

O projeto NOMORFILM, que é financiado pelo programa comunitário Horizonte 2020, teve início em abril de 2015, sob a coordenação geral do Instituto de Saúde Global de Barcelona.

A equipa da UC é composta por sete investigadores, liderada por Lília Santos, docente e responsável pela Algoteca (ACOI), infraestrutura de investigação do Departamento de Ciências da Vida, onde se “desenvolve trabalho científico e pedagógico na área das microalgas e que inclui a maior coleção de culturas vivas destes organismos”.

O grande objetivo desta investigação é “descobrir moléculas produzidas por microalgas que possam combater de forma eficaz as infeções hospitalares, nomeadamente as infeções causadas por biofilmes que se desenvolvem em implantes médicos (próteses, por exemplo), levando à rejeição dos dispositivos, com custos muito elevados”, refere a UC, na mesma nota.

Um biofilme é uma espécie de ‘camada biológica’ que se forma “em torno dos implantes resultante do desenvolvimento e proliferação de micro-organismos, como bactérias e fungos, que causam infeção, podendo conduzir à rejeição do implante”, explica Lília Santos.

“Com o aumento da resistência das bactérias aos antibióticos disponíveis no mercado, é urgente encontrar alternativas eficazes e estamos a tentar descobrir antibióticos derivados de algas, mas temos um trabalho gigantesco pela frente”, conclui a investigadora.

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