Todos os anos
Dez anos após a despenalização do aborto em Portugal, cerca de 500 portuguesas vão anualmente a Espanha para interromper a...

De acordo com Associação de Clínicas Acreditadas para a Interrupção da Gravidez (ACAIVE), de Espanha, a maioria das mulheres que opta por realizar um aborto no país vizinho fá-lo por estar grávida há mais de dez semanas, o prazo máximo previsto na lei portuguesa, que entrou em vigor há dez anos, a 15 de julho de 2017.

Em Espanha, a interrupção da gravidez a pedido da mulher é permitida até às 14 semanas.

Outra das razões que, segundo esta associação, levam as mulheres portuguesas a abortar em clínicas espanholas é a confidencialidade que acreditam conseguir noutro país.

A ACAIVE estima que, anualmente, 400 portuguesas abortem em clínicas situadas em Badajoz, 60 em estabelecimentos na Galiza, 26 em Huelva e entre duas a três em Valladolid.

Em relação a espanholas que viajam até Portugal para abortar, esses valores “não são relevantes”, segundo esta associação.

Os dados oficiais da Direção-Geral da Saúde (DGS) de 2016 ainda não estão disponíveis, mas as estatísticas dos oito anos completos de despenalização da interrupção da gravidez (2008 a 2015) mostram uma tendência de decréscimo, sobretudo a partir de 2012.

No último relatório com os registos de interrupção da gravidez, mostra-se que, quanto ao aborto por opção da mulher, houve uma diminuição de 1,9% entre 2014 e 2015, tendo sido feitas 15.873 interrupções por decisão da grávida nesse ano.

Trata-se do número mais baixo desde 2008, primeiro ano completo desde que entrou em vigor a lei que despenalizou o aborto até às 10 semanas de gravidez.

Entre 2008 e 2011 houve uma tendência de subida das interrupções, que começaram a descer depois a partir de 2012, com um decréscimo acentuado de 6,6% nesse ano. Também de 2013 para 2014 se verificou outra descida significativa, de 8,7 por cento.

Em relação aos últimos dados disponíveis, relativos a 2015, o relatório mostra que metade das mulheres que abortaram por opção referiram ter um ou dois filhos, sendo que 42,3% ainda não era mãe, dados semelhantes aos verificados em anos anteriores.

Quanto a interrupções de gravidez anteriores, 70% das mulheres que decidiram abortar em 2015 nunca tinha realizado qualquer outro aborto, 21% já tinham feito uma intervenção, quase 6% tinham feito duas e 2,5% já tinham realizado três ou mais.

O documento da DGS exibe ainda que mais de sete em cada dez abortos foram feitos em unidades oficiais do Serviço Nacional de Saúde.

Noutro relatório da autoridade de saúde é ainda possível perceber que entre 2001 e 2014 foram sendo reduzindo as complicações pelo aborto ilegal a partir de 2007/2008.

Verificou-se uma “redução significativa tanto do número total de complicações como do número de complicações graves a partir de 2008”, uma diminuição ainda mais nítida a partir de 2013.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
As temperaturas vão descer entre dois a cinco graus Celsius no fim de semana em Portugal continental, mas hoje ainda deverão...

“Hoje já temos uma pequena descida da temperatura, mas apenas na região Sul. Ainda vamos ter temperaturas entre os 40 e os 42 graus nas capitais de distrito do Alentejo e entre 35 e 39 no interior Norte e Centro”, adiantou à agência Lusa o meteorologista do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

Por causa do tempo quente, o IPMA colocou em ‘aviso laranja’ os distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja até às 22:00 de hoje.

Também devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima, o Instituto colocou os distritos de Braga, Vila Real, Viseu, Bragança, Setúbal e Faro sob ‘aviso amarelo’ até às 21:00 de hoje.

O ‘aviso laranja’ é o segundo mais grave de uma escala de quatro e indica situação meteorológica de risco moderado a elevado.

Segundo o IPMA, o ‘aviso amarelo’, o terceiro mais grave, significa situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

“No sábado há uma descida da temperatura máxima e mínima, não devendo ultrapassar os 40 graus. No domingo desce de uma forma mais generalizada e a temperatura na região do Alentejo não deverá ultrapassar os 37 graus”, disse Bruno Café.

De acordo com o meteorologista do IPMA, no sábado estão previstas descidas entre 02 e 04 graus e no domingo entre 02 e 05 graus de um modo geral.

“Há uma tendência de descida da temperatura que se prolonga na primeira parte da próxima semana. Em geral vamos ter descidas, mas que não serão de forma igual em todos os distritos”, disse.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Oito regiões do continente e da Madeira apresentam hoje risco ‘extremo’ de exposição à radiação ultravioleta, enquanto o resto...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em risco ‘extremo’ de exposição à radiação ultravioleta (UV) estão as regiões de Beja, Évora, Faro, Guarda, Portalegre, Santarém, Setúbal e no Funchal (Madeira).

O Instituto recomenda para as regiões em risco ‘extremo’ que se evite o mais possível a exposição ao sol.

O resto do país está com níveis ‘muito elevados’ e ‘elevados’ de exposição à radiação UV.

Para as regiões com risco 'muito elevado' e 'elevado', o Instituto recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre menor do que 2, em que o UV é 'baixo', 3 a 5 ('moderado'), 6 a 7 ('elevado'), 8 a 10 ('muito elevado') e superior a 11 ('extremo').

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo e vento em geral fraco predominando do quadrante norte, soprando moderado no litoral oeste, em especial durante a tarde, e sendo moderado a forte de nordeste nas terras altas das regiões Norte e Centro até meio da manhã e para o final do dia.

A previsão aponta ainda para neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do litoral nas regiões Norte e Centro, pequena descida da temperatura máxima na região Sul e pequena subida no Minho.

Na Madeira prevê-se céu geralmente muito nublado, apresentando-se em geral pouco nublado nas vertentes sul da ilha e nas terras altas e vento moderado de nordeste.

Para os Açores prevê-se períodos de céu muito nublado com boas abertas e vento fraco.

No que diz respeito às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 18 e 32 graus Celsius, no Porto entre 15 e 29, em Vila Real entre 18 e 35, em Viseu entre 17 e 36, em Bragança entre 16 e 35, na Guarda entre 18 e 34, em Coimbra entre 15 e 32, em Castelo Branco entre 23 e 41, em Santarém entre 17 e 34, em Évora entre 19 e 42, em Portalegre entre 24 e 40, em Beja entre 19 e 41 e em Faro entre 24 e 34.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Trinta e sete concelhos de Faro, Portalegre, Castelo Branco, Coimbra, Santarém, Viseu e Bragança apresentam hoje risco ‘máximo’...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em risco ‘máximo’ de incêndio estão 37 concelhos de Faro (sete), Santarém (dois), Portalegre (três), Castelo Branco (sete), Coimbra (dois), Guarda (seis), Viseu (três) e Bragança (sete).

O IPMA colocou ainda em risco ‘muito elevado’ e ‘elevado’ de incêndio vários concelhos de todos os distritos (18) de Portugal continental.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre "reduzido" e "máximo".

O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 em cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo e vento em geral fraco predominando do quadrante norte, soprando moderado no litoral oeste, em especial durante a tarde, e sendo moderado a forte de nordeste nas terras altas das regiões Norte e Centro até meio da manhã e para o final do dia.

A previsão aponta ainda para neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do litoral nas regiões Norte e Centro, pequena descida da temperatura máxima na região Sul e pequena subida no Minho.

No que diz respeito às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 18 e 32 graus Celsius, no Porto entre 15 e 29, em Vila Real entre 18 e 35, em Viseu entre 17 e 36, em Bragança entre 16 e 35, na Guarda entre 18 e 34, em Coimbra entre 15 e 32, em Castelo Branco entre 23 e 41, em Santarém entre 17 e 34, em Évora entre 19 e 42, em Portalegre entre 24 e 40, em Beja entre 19 e 41 e em Faro entre 24 e 34.

Centro Hospitalar do Oeste
O Governo vai avançar com as obras de remodelação das urgências do Hospital de Torres Vedras e da farmácia do Centro Hospitalar...

O Governo quer garantir que o Centro Hospitalar do Oeste (CHO) “chega ao inverno com melhores condições”, afirmou Adalberto Campos Fernandes, no final de uma reunião em que anunciou a intenção de avançar com “obras nas urgências de Torres Vedras”, a par com “um conjunto importante de investimentos”, entre os quais “a formulação da farmácia hospitalar”.

O ministro, que ontem reuniu com a administração do CHO e com os presidentes dos três concelhos onde se localizam as unidades hospitalares daquele centro [Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche], afirmou, no final do encontro, que “é prioritário reformular a farmácia, tal como é prioritário reabilitar as condições do Bloco Operatório das Caldas da Rainha”.

No final da reunião de cerca de três horas, que decorreu no Museu do Hospital e das Caldas, o Ministro disse aos jornalistas lamentar que o processo de passagem do CHO de uma unidade do setor público administrativa SPA) a entidade pública empresarial (EPE) “se tenha atrasado tanto” e que, depois de anunciado há mais de ano, não esteja ainda concretizado.

O governante, que já tinha estimado que o processo estivesse concluído no início deste ano recusou hoje avançar novas datas, esclarecendo apenas que o mesmo se encontra “na comissão do Ministério da Finanças que faz essa avaliação”.

Ana Paula Harfouche, presidente do Conselho de Administração do CHO, expressou no final satisfação pelos investimentos anunciados pelo ministro, sem especificar valores do investimento que, no caso das urgências de Torres Vedras, incidirá numa remodelação “muito similar à do serviço das Caldas da Rainha”, orçamento em 1,7 milhões de euros.

A requalificação da farmácia, disse ainda a mesmo responsável, “irá permitir retomar a preparação dos tratamentos de quimioterapia”, que havia sido suspensa por falta de condições.

Ana Paula Harfourche adiantou ainda ter já agenda para o mês de agosto uma reunião com a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo para avançar coma formulação dos respetivos projetos que serão depois objeto de candidatura a fundos.

O (CHO) foi criado no dia 01 de outubro de 2012, resultado da fusão hospitalar do antigo Centro Hospitalar do Oeste Norte e do antigo Centro Hospitalar de Torres Vedras e integra os hospitais das Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras.

Serve uma população de mais de 300 mil habitantes dos concelhos das Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça (freguesias de Alfeizerão, Benedita e São Martinho do Porto) e de Mafra (com exceção das freguesias de Malveira, Milharado, Santo Estevão das Galés e Venda do Pinheiro).

Autoridade de Saúde Pública
Um caso de tuberculose foi detetado na Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Leiria, do Instituto Politécnico de Leiria,...

"É um caso de tuberculose complicado. A jovem não aderiu bem ao que foi solicitado e não colaborou logo na identificação dos amigos mais próximos. Mas já rastreámos o grupo mais íntimo e ninguém tem sinais da doença", revelou a adjunta da Autoridade de Saúde de Leiria e responsável do programa de doenças transmissíveis do Agrupamentos de Centros de Saúde (ACeS) do Pinhal Litoral, Ana Silva.

A responsável sublinhou que "não há razão nenhuma para alarme".

Segundo explicou, a aluna frequenta os três anos do curso, porque tem cadeiras em atraso, o que obrigou a que o rastreio dos restantes alunos fosse feito através de um meio móvel, que se deslocou à Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG).

"Na próxima semana, todos os colegas serão rastreados para que possam ir descansados para férias. Sabemos onde a aluna foi infetada e não foi na ESTG, nem em Leiria", assegurou ainda Ana Silva.

Todas as medidas de prevenção foram tomadas pela Autoridade de Saúde de Leiria, pelo que Ana Silva afirmou não "haver motivo para preocupação".

A jovem encontra-se internada num hospital do país.

"Normalmente, a tuberculose trata-se em ambulatório, mas este é um caso que exige internamento porque é necessário cumprir o tratamento escrupulosamente", explicou a médica.

Ana Silva adiantou também que a tuberculose é uma doença infectocontagiosa cuja transmissão do bacilo se faz por "via respiratória" e de "forma direta".

"Pode ser a conversar com alguém, que emite gotículas de saliva quando fala, que podem estar infetadas e entram no corpo por via respiratória, ou através do cumprimento com um 'beijinho'", exemplificou.

Em resposta, o Instituto Politécnico de Leiria esclarece que a Autoridade de Saúde Pública está a acompanhar o caso e que a "pessoa em causa se encontra internada num hospital público, estando a ser acompanhada por equipa de especialistas na matéria".

"Foram tomadas e serão tomadas pelo Politécnico de Leiria todas as medidas necessárias e adequadas que nos forem indicadas pela Autoridade de Saúde Pública", acrescentou o IPL.

Aumento da procura
Segundo a ASF (Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões), em 2015 os prémios brutos e

O número de pessoas em Portugal com doenças graves – oncológicas e de outro foro – tem aumentado de ano para ano, ao passo que o desenvolvimento da Medicina e o diagnóstico atempado têm permitido o crescimento dos casos de tratamento com sucesso e a melhoria da qualidade de vida das pessoas a quem são diagnosticadas doenças desta natureza.

Os próprios seguros de saúde, cuja contratação tem vindo a aumentar, podem ter contribuído para uma maior assiduidade na realização de check-ups anuais (o que permite o referido diagnóstico atempado), bem como para a concretização de melhores tratamentos.

Para quem considera o seguro de saúde como essencial e coloca de parte uma porção do seu orçamento mensal para esta despesa, existem três aspetos a ter em consideração na hora de procurar o que existe no mercado: quais são as enfermidades que estão efetivamente cobertas pelo pacote do seguro? Quais as especificidades em que a pessoa segura está efetivamente segurada? Até que valores podem chegar os prémios anuais?

Para responder a estas questões, tomemos o perfil exemplificativo da Joana, com 35 anos de idade, casada e com dois filhos. Preocupada com a sua saúde e com a dos seus – especialmente depois de ter recebido a notícia de que uma das suas colegas de trabalho havia sido diagnosticada com cancro da mama -, resolveu percorrer o mercado dos seguros de saúde contra doenças graves e deparou-se com uma série de exclusões.

Geralmente, um seguro de saúde para doenças graves pode abarcar seis grandes coberturas. Em primeiro lugar, uma das coberturas que geralmente se encontra sempre incluída é a da hospitalização (período em que o paciente permanece no hospital).

Em segundo lugar, há que mencionar o subsídio diário em caso de internamento - trata-se de um valor fixo para fazer face a gastos que surjam enquanto o paciente se encontra internado e que não façam parte da cobertura de internamento - e a chamada cobertura internacional – vocacionada especialmente para quem vive, trabalha ou estuda no estrangeiro, oferecendo uma proteção global, mas também dando a possibilidade de o segurado, diagnosticado em Portugal, se tratar noutro país.

No âmbito desta última cobertura, podem estar incluídos os custos da viagem, do acompanhante e até o alojamento no exterior, bem como o transporte em ambulância (se o mesmo for necessário).

Estes seguros podem abranger ainda a chamada medicina preventiva, que engloba em si a prevenção de doenças, seja esta materializada em rastreios, programas de vacinação ou aconselhamento médico, por exemplo.

Finalmente, cabe mencionar o rol de doenças que geralmente se encontram efetivamente cobertas pelos seguros para doenças graves (que costumam ser transversais a todas as soluções): as mais contempladas são as oncológicas e os enfartes do miocárdio, seguindo-se as neurocirurgias, bypass de artérias coronárias e transplantes de órgãos.

Relativamente às exclusões, é importante referir que o Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA) - ou qualquer tipo de complicação que surja em decorrência do mesmo - nunca está abrangido por estes seguros. Alguns pacotes excluem ainda pessoas que careçam de hemodiálise, assim como de transplantes de órgãos ou tecidos.

Mas quanto pagaria a Joana por um seguro para doenças graves? O prémio de um produto desta natureza pode oscilar entre os 450 e os 1200 euros – as diferenças podem assim chegar aos 750 euros. Quantas mais coberturas estiverem incluídas, mais elevado será o prémio, à partida.

Porém, há que salientar que, regra geral, os seguros de saúde nos quais estão contratadas as coberturas de doenças graves dizem respeito aos pacotes premium, isto é, os que possuem prémios mais elevados e aqueles em que a pessoa segurada tem, consequentemente, um capital universal muito mais elevado.

Por norma, os planos com capitais universais mais abrangentes só podem ser contratados como complemento à oferta-base, não podendo ser contratados independentemente.

Ainda assim, para além da opção de ter um seguro de saúde mais amplo, existe ainda uma outra solução já disponível no mercado português: a possibilidade de contratar um outro seguro isoladamente, vocacionado especificamente para doenças graves, que complemente o seguro de saúde que já se tenha, e que poderá acabar por ter um preço muito mas competitivo do que um seguro de saúde premium.

A aposta dos portugueses na contratação de um seguro de saúde é cada vez maior, tal como indicam os estudos que têm sido levados a cabo nesta área – só no espaço de um ano, de 2014 para 2015, registou-se um crescimento na ordem dos 3%. Porém, este tipo de coberturas [doenças graves] não costuma constar nos planos base dos seguros de saúde, uma vez que estas doenças constituem um risco maior para as seguradoras, esclarece e conclui Miguel Mamede, responsável pela área de seguros do ComparaJá.pt.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Conselho de Ministros
O Conselho de Ministros decidiu hoje candidatar a cidade do Porto para acolher a sede da Agência Europeia de Medicamentos,...

No final da reunião do Conselho de Ministros, a ministra da Presidência disse que foi decidido que o Porto é a cidade portuguesa que "apresenta melhores condições para acolher a sede daquela instituição".

"O Porto está mais próximo do centro da Europa, o Porto tem uma relação muito importante com o noroeste da Península com Espanha", disse.

Segundo o ministro da Saúde, Lisboa e Porto eram "ambas candidaturas muito fortes e competitivas". Contudo, acrescentou, a escolha do Porto justifica-se "pela dinâmica não só do tecido empresarial e económico mas também pela aposta nas ciências da saúde, nos polos de investigação, e pela nova centralidade que representa no eixo importante não apenas de Portugal e da Península".

O Porto tem "todas as condições" para acolher a sede da Agência Europeia de Medicamentos, incluindo "instalações logísticas" capazes de, com "um pequeno esforço de adaptação", acolher os cerca de 900 funcionários que atualmente trabalham na sede daquela agência em Londres.

O ministro rejeitou a ideia de que Lisboa apresentasse melhores condições logísticas para acolher a agência, afirmando que esse pressuposto "não corresponde à verdade".

"É certo que podemos falar de ligações aéreas em menor quantidade (no Porto), também de outras condições de oferta mas uma instalação com estas características gera ela própria dinâmicas que suplantam essas necessidades".

Para o ministro, "o mais importante é perceber que o país precisa de se organizar num novo modelo do território e que este é um sinal importante que as competências que estão disseminadas a norte e a sul do país têm de ser potenciadas".

Para o Governo, a candidatura do Porto oferece "o capital humano, as competências técnicas, científicas, industriais, a dinamização económica e o desenvolvimento extraordinário do porto nos últimos anos", disse o ministro da Saúde.

Quanto às possíveis localizações na cidade, o ministro da Saúde apontou que está sinalizado "um edifício na praça D. João I, que apresenta condições técnicas muito adequadas".

Ainda quanto à localização, Maria Manuel Leitão Marques disse que a opção do Governo pelo Porto, em detrimento da capital, visa "criar outros polos de desenvolvimento do país para ter um país mais coeso".

Inicialmente, Lisboa era a única candidata nacional, mas o Governo reabriu o processo de forma a integrar também o Porto.

Praticamente todos os Estados-membros da União Europeia já apresentaram ou vão apresentar uma candidatura a sede da EMA.

Lisboa já é sede de duas agências europeias, a da Segurança Marítima e o Observatório Europeu da Droga e da Toxicodependência.

Vamos lutar Todos Contra ELA!
A campanha de angariação de fundos lançada pelo movimento de responsabilidade social Todos Contra ELA para a aquisição de uma...

Juntaram-se a esta campanha de angariação de fundos da Todos Contra ELA um conjunto de figuras públicas ligadas ao desporto, como são os casos do nadador olímpico Simão Morgado, do velejador olímpico Francisco Rebelo de Andrade ou do ultra-maratonista Ricardo Cabral, assim como os atores Cláudia Vieira e Ricardo Pereira. Mas também anónimos se associaram à angariação de donativos e a associação CECAB Capoeira Água de Beber PT está a organizar uma roda de capoeira no próximo domingo, 16 de julho, no Parque do Bonfim, em Setúbal, das 11H00 às 13H00, para contribuir com donativos para a causa.

A campanha está a decorrer na plataforma online, em www.todoscontraela.com, e qualquer pessoa pode ajudar com um donativo no valor mínimo de 5 euros. Para isso pode fazê-lo online ou offline, até ao próximo dia 16 de julho. Com o recurso a uma plataforma online, os donativos poderão ser depositados de uma forma simples e transparente, embora quem queira apoiar também o possa fazer offline. A participação pode ser realizada através dos seguintes métodos: multibanco, transferência bancária, cartão de crédito, Paypal, ou ainda num agente PayShop. No multibanco basta selecionar a opção “Pagamento de Serviços” e inserir a Entidade 21707, a Referência 707 707 707 e o valor do donativo.

O movimento de responsabilidade social Todos contra ELA, um projeto lançado em 2015 por Salvador Guedes para a sensibilização da doença Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), dinamiza uma página de Facebook que conta já com mais de 13 mil seguidores, em Todos Contra ELA no Facebook.

European Stroke Organisation
A European Stroke Organisation atribuiu o estatuto de “First Certified ESO Stroke Centre” à Unidade de AVC do Centro Hospitalar...

“Esta é uma certificação fruto de um trabalho imenso de um grupo de pessoas e de uma capacidade organizativa que foi pedida ao Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho aquando a aprovação de novos tratamentos na área do AVC agudo, e que não teria sido possível sem a preciosa colaboração da Unidade de Neurorradiologia de Intervenção”, afirma o Dr. Miguel Veloso a propósito desta distinção. “A melhor maneira de tratar e de minimizar as consequências de um AVC é oferecer o tratamento  clinicamente indicado o mais rapidamente possível, sendo para isso necessária uma disponibilidade nas 24 horas do dia durante todos os dias da semana, pois no AVC o tempo é fundamental: quanto mais cedo os doentes forem tratados, melhor será o seu prognóstico e a sua recuperação”, acrescenta.

Para o Dr. Manuel Ribeiro, responsável pela Unidade de Neurorradiologia de Intervenção, “esta satisfação e orgulho são partilhados com a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), com a Sociedade Portuguesa de Neurorradiologia de Intervenção (SPNI), e com todas as Unidades de AVC que connosco trabalham referenciando-nos doentes ou partilhando experiências. Por isso, o mérito é todos nós”, remata o especialista.

Em nome da direção da SPAVC, o Prof. Doutor José Castro Lopes mostrou “grande satisfação” por existirem profissionais extremamente empenhados “para que se morra menos e se fique menos inválido pelo flagelo que é o AVC no nosso país”, trabalho agora reconhecido com um “galardão internacional de excelência que vai ficar para a história no combate ao AVC em Portugal”. O presidente da SPAVC sublinhou que “a grande preparação técnica e científica dos profissionais envolvidos permitiu a atribuição desta distinção, a primeira na Europa, constituindo um estímulo para que a sociedade portuguesa colabore e se empenhe no combate ao AVC”, frisou o especialista, apelando para a mobilização da população na adoção de medidas de prevenção e no reconhecimento dos sinais de alerta de AVC.

A distinção foi anunciada na plataforma de certificação da European Stroke Organisation (ESO), disponível online em: https://www.eso-certification.org/. Recentemente, a ESO lançou recomendações para a excelência de cuidados no AVC agudo e estabeleceu critérios para conceder a certificação como Stroke Unit ou como Stroke Center (este mais diferenciado, incluindo neurorradiologia de intervenção). O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (Unidades de AVC e de Neurorradiologia de Intervenção) foi o primeiro da Europa a ser acreditado com o título de Stroke Center no tratamento do AVC, tendo conseguido tal distinção mediante critérios de elevada exigência.

O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho abriu a Unidade de AVC em outubro de 2006 e a rede Via Verde AVC foi implementada dois anos depois. No ano de 2016, estiveram internados 540 doentes na Unidade de AVC e foram realizadas 92 trombólises endovenosas. Desde janeiro de 2015 até ao presente mês, foram realizadas 277 trombectomias.

Comissão Europeia
A Comissão Europeia deu hoje um prazo de dois meses para que Portugal preste informação sobre os programas nacionais de gestão...

Os resíduos radioativos são gerados a partir da produção de eletricidade em centrais nucleares ou de utilizações de materiais radioativos para fins clínicos, de investigação, industriais e agrícolas, não relacionados com a energia, e todos os países da União Europeia (UE) produzem resíduos radioativos.

A diretiva em causa obriga os Estados-membros a adotarem as medidas adequadas para garantir um elevado nível de segurança na gestão do combustível irradiado e dos resíduos radioativos, com o objetivo de proteger os trabalhadores e a população contra os perigos resultantes das radiações ionizantes.

Bruxelas deveria ter sido notificada sobre os programas nacionais até 25 de agosto de 2015 e, quase dois anos depois, Portugal – a par da Áustria, Croácia, República Checa e Itália – ainda não o fez.

Os Estados-Membros em causa dispõem de dois meses para cumprir as suas obrigações, caso contrário a Comissão Europeia poderá decidir intentar ações contra eles no Tribunal de Justiça da UE.

Em Portugal são produzidos resíduos radioativos em diversas áreas de atividade, como a saúde, a indústria, a investigação e o ensino.

Direção-Geral da Saúde
A Direção-Geral da Saúde recomendou hoje à população que tome medidas de proteção contra o calor, face à previsão de...

Em comunicado, a Direção-Geral da Saúde (DGS)  adianta que estão em aviso meteorológico laranja os distritos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, Guarda e Portalegre devido à previsão de “valores de temperatura muito elevados, especialmente da máxima”.

Neste contexto, a DGS recomenda à população que adote várias medidas para se proteger do calor, principalmente as crianças, idosos, doentes crónicos, grávidas, pessoas com mobilidade reduzida, trabalhadores com atividade no exterior, praticantes de atividade física e pessoas isoladas.

Como medidas de prevenção dos efeitos do calor, a Direção-Geral da Saúde recomenda o aumento da ingestão de água ou sumos de fruta natural, sem açúcar, e evitar o consumo de bebidas alcoólicas, bem como “procurar ambientes frescos e arejados ou climatizados”.

Evitar a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11 e as 17 horas, utilizar protetor solar com fator igual ou superior a 30 e renovar a sua aplicação de duas em duas horas e após os banhos na praia ou piscina, são outras medidas recomendadas.

A DGS aconselha igualmente a população a usar “roupa solta, opaca e que cubra a maior parte do corpo”, chapéu de abas largas, óculos de sol e a evitar atividades que exijam grandes esforços físicos, nomeadamente, desportivas e de lazer ao ar livre.

Para quem tem de viajar de carro, a DGS recomenda para o fazer nas horas de menor calor e não permanecer dentro de viaturas estacionadas e expostas ao sol.

No caso dos doentes crónicos, a Direção-Geral da Saúde aconselha a seguir as recomendações do médico assistente ou da Saúde 24 (808 24 24 24).

Também deve assegurar-se que as crianças consomem frequentemente água ou sumos de fruta natural e que permanecem em ambiente fresco e arejado e que os bebés até aos seis meses não devem estar sujeitos à “exposição solar, direta ou indireta”.

“Contactar e acompanhar os idosos e outras pessoas que vivam isoladas”, assegurando a sua correta hidratação e permanência em ambiente fresco e arejado é outra das recomendações da DGS.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, vento em geral fraco do quadrante norte, soprando moderado no litoral oeste e nas terras altas, em especial durante a tarde.

A previsão aponta também para neblina ou nevoeiro matinal no litoral Centro, pequena subida de temperatura, em especial nas regiões do interior Centro e Sul.

As temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 21 e 33 graus celsius, no Porto entre 16 e 28, em Braga entre 16 e 35, em Vila Real entre 18 e 35, em Viseu entre 18 e 35, em Bragança entre 16 e 37, na Guarda entre 18 e 34, em Coimbra entre 15 e 32, em Castelo entre 23 e 42, em Portalegre entre 26 e 41, em Santarém entre 19 e 37, em Évora entre 20 e 45, em Beja entre 21 e 44 e em Faro entre 24 e 36.

Este mês
A Associação Abraço e a ARS Norte promovem este mês uma campanha de vacinação gratuita para a Hepatite A, destinada...

Em declarações, o coordenador dos projetos de rastreio da Abraço, Pedro Morais, adiantou que a Unidade Móvel de Saúde da associação vai deslocar-se todos os sábados deste mês a vários locais do Porto “onde existem zonas recreativas ‘gay friendly’”.

O objetivo é “chegar realmente às pessoas e não esperar por elas dentro dos gabinetes”, disse Pedro Morais, explicando que apesar de este grupo ser o alvo prioritário da campanha, qualquer homem ou mulher com comportamentos sexuais de risco pode ser vacinado gratuitamente.

A iniciativa surge na sequência do surto de infeção pelo vírus da hepatite A (VHA) associado ao contacto sexual em vários países europeus, incluindo Portugal, sobretudo na região da grande Lisboa

“O surto começou inicialmente focado na zona de Lisboa”, mas “neste momento começa a haver um aumento de casos na zona norte do país”, maioritariamente em homens que têm sexo com homens, “apesar de não ser exclusivo deste grupo”, adiantou Pedro Morais

Para parar a cadeia de novos casos, a Direção-Geral da Saúde (DGS) fez uma gestão de recursos para disponibilizar a vacinação a Hepatite A.

Este trabalho já decorreu em Lisboa com outras associações e agora está a ser realizado no Porto, com o apoio da Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, que forneceu um ‘stock’ de 80 vacinas que pode ser ajustado consoante a procura.

A carrinha da Abraço vai estar no próximo sábado junto ao Café Lusitano, entre as 21:30 e as 03:40, no dia 22 no Túnel de Ceuta (00:00-01:45) e no Bar Zoom (02:00-05:00) e no dia 29 na Galeria Paris (21:30-03:00).

As vacinas estão também disponíveis para quem quiser vacinar-se no Centro Comunitário +Abraço, na rua Damião de Góis, no Porto, de segunda a sexta-feira entre as 12:00 e as 20:00 até ao final do mês.

A hepatite A, uma infeção viral que causa a inflamação aguda do fígado, transmite-se pela ingestão de água e alimentos contaminados ou através de práticas sexuais de risco.

A infeção previne-se através da vacinação e da lavagem das mãos antes e durante a preparação de alimentos, e da região genital e perianal antes e depois das relações sexuais.

Os últimos dados da DGS, divulgados no início de junho, apontavam a existência de 280 casos confirmados em Portugal, num total de 327 notificados desde o início do ano, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo (256).

A hepatite A é, geralmente, benigna e a letalidade é inferior 0,6% dos casos. A gravidade da doença aumenta com a idade, a infeção não se torna crónica e dá imunidade para o resto da vida.

Carlos Moedas
O comissário europeu da Investigação, Ciência e Inovação disse hoje que um dos objetivos do acordo hoje assinado sobre...

"Os oceanos são cientificamente muito importantes para a bioeconomia, por exemplo no desenvolvimento da investigação que leve a novos antibióticos, porque achamos que os próximos antibióticos virão do mar", exemplificou Carlos Moedas.

Em declarações à margem da conferência que decorre hoje em Lisboa, durante a qual será assinada uma declaração conjunta sobre cooperação atlântica em matéria de investigação e de inovação, Carlos Moedas disse que a aposta no conhecimento marítimo levará à criação de "universidades flutuantes, que aproveitam os grandes navios de investigação na África do Sul para proporcionar aos jovens a obtenção de estágios e a possibilidade de trabalharem em laboratórios dentro desses navios".

O acordo entre a União Europeia, Brasil e África do Sul surge na sequência do que já existia entre a Europa, os Estados Unidos e o Canadá, disse Moedas, salientando ter conseguido "ao longo dos últimos dois anos e meio convencer os colegas e a Europa de que não devia haver esta divisão entre o norte e o sul, e devia ter também um acordo para o Atlântico Sul".

A assinatura do acordo é "um momento muito marcante para a Europa", disse o comissário, salientando que até 2020 há o objetivo de criar "cerca de 500 equipas de investigação para todas estas zonas do Atlântico, que terão 60 milhões da UE no ano que vem, permitindo criar uma dinâmica muito interessante para os oceanos".

Com este acordo, "a União Europeia vai reforçar ainda mais a sua cooperação em matéria de investigação e de inovação com os seus parceiros estratégicos do Brasil e da África do Sul, com vista a compreender melhor os ecossistemas marinhos e combater as alterações climáticas", lê-se num comunicado divulgado hoje em Bruxelas.

Relatório revela
Cerca de 2,1 mil milhões de pessoas não têm acesso a serviços de abastecimento de água potável em casa e 4,4 mil milhões não...

O relatório do Programa Conjunto de Monitorização OMS/UNICEF "Progress on Drinking Water, Sanitation and Hygiene: 2017 Update and Sustainable Development Goal Baselines" apresenta a primeira avaliação mundial sobre serviços de água potável e saneamento "geridos de forma segura". A principal conclusão é que um número enorme de pessoas continua sem acesso a estes serviços, especialmente em zonas rurais.

"Ter acesso a água potável, saneamento e higiene em casa não devia ser um privilégio apenas dos ricos ou dos que vivem em centros urbanos", diz Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS). "Estamos a falar de serviços básicos para a saúde humana, e todos os países têm a responsabilidade de assegurar que todas as pessoas a eles possam aceder".

Ainda que, desde o ano 2000, milhares de milhões de pessoas tenham passado a aceder a serviços básicos de água potável e saneamento, estes serviços não fornecem necessariamente água e saneamento seguros, escreve o Sapo. Muitas casas, centros de saúde e escolas também ainda não dispõem de água e sabão para lavagem das mãos, situação que põe a saúde das pessoas, mas principalmente das crianças pequenas, em risco de doenças, como a diarreia.

Mais de 361.000 mortes de crianças com menos de 5 anos
Como consequência, 361.000 crianças menores de 5 anos morrem anualmente devido à diarreia. O saneamento precário e a água contaminada também estão associados à transmissão de doenças como a cólera, disenteria, hepatite A e febre tifóide.

"A água salubre, o saneamento e a higiene adequados são fundamentais para a saúde de todas as crianças e de todas as comunidades, e por isso essenciais para construir sociedades mais fortes, mais saudáveis e mais equitativas", afirmou Anthony Lake, diretor executivo da UNICEF. "Ao melhorarmos hoje estes serviços nas comunidades carenciadas e para as crianças mais carenciadas, estamos a dar--lhes uma oportunidade mais justa para que possam ter um futuro melhor".

A fim de reduzir as desigualdades ao nível mundial, os novos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) apelam ao fim da defecação ao ar livre e para que seja assegurado o acesso universal aos serviços básicos até 2030.

Dos 2,1 mil milhões de pessoas (30% da população mundial) que não dispõem de água gerida com toda a segurança, 844 milhões não têm mesmo acesso a serviços básicos de água potável. Este número inclui 263 milhões de pessoas que levam mais de 30 minutos para chegar ao ponto de abastecimento de água mais próximo e 159 milhões continuam a beber água não tratada de fontes de água de superfície, como riachos ou lagos.

Em 90 países, os progressos em matéria de saneamento básico são muito lentos, o que significa que não atingirão a cobertura universal até 2030.

Dos 4,4 mil milhões de pessoas (60% da população mundial) que não têm acesso a um saneamento seguro, 2,3 mil milhões ainda não dispõem de serviços básicos de saneamento. Este número inclui 600 milhões de pessoas que partilham sanitários ou latrinas com outras famílias e 892 milhões de pessoas – principalmente em zonas rurais – que defecam ao ar livre, uma prática que devido ao crescimento populacional está a aumentar na África subsaariana e na Oceania.

As boas práticas de higiene são a maneira mais simples e eficaz de evitar a propagação de doenças. Pela primeira vez, os ODS estão a monitorizar a percentagem de pessoas que dispõem de instalações para lavar as mãos em casa com água e sabão. De acordo com o novo relatório, o acesso a água e sabão para lavagem das mãos varia consideravelmente nos 70 países com dados disponíveis, oscilando entre 15% da população na África subsaariana e 76% na Ásia Ocidental e no Norte de África.

Estudo
Um novo exame de sangue já consegue detetar tumores malignos do pâncreas nas primeiras etapas de desenvolvimento, o que confere...

"Ter um biomarcador para esta doença pode mudar radicalmente as perspetivas para estes pacientes", apontou o coautor do estudo Robert Vonderheide, diretor do Centro de Cancro Abramson da Universidade da Pensilvânia. "A deteção precoce dos tumores tem um impacto importante na redução da mortalidade de muitos tipos de cancro, incluindo os de cólon, mama e colo do útero", acrescentou.

"Infelizmente, as pessoas com cancro do pâncreas são frequentemente diagnosticadas tarde demais para serem operadas e tratadas de maneira eficaz", disse ainda o investigador.

Atualmente, segundo o Sapo, quatro em cada cinco pacientes morrem um ano depois do diagnóstico e só 5% continuam vivos cinco anos depois. Através de células estaminais de um paciente com cancro de pâncreas, os cientistas foram capazes de retroceder na progressão da doença. Ao fazer isso, encontraram dois biomarcadores associados às diferentes etapas da progressão deste tipo de tumor.

Um biomarcador conhecido como trombospondina-2 em combinação com outro biomarcador do sangue, o CA 19-9, presente nas etapas finais do cancro do pâncreas, "permitiram identificar de forma consistente e correta todas as etapas do tumor", disse o autor principal do estudo, Ken Zaret, diretor do Instituto Penn para a Medicina Regenerativa.

A combinação destes dois biomarcadores "identificou as primeiras etapas de desenvolvimento do tumor de forma mais eficaz do que qualquer outro método conhecido", acrescentou. A população alvo deste novo exame de sangue são as pessoas com antecedentes familiares de cancro do pâncreas, as que têm predisposição genética para a doença ou aquelas que desenvolveram diabetes depois dos 50 anos.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Doze regiões de Portugal apresentam hoje risco ‘extremo’ de exposição à radiação ultravioleta, enquanto o resto do país está...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em risco ‘extremo’ de exposição à radiação UV estão as regiões de Beja, Bragança, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Penhas Douradas, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal e Sines.

O Instituto recomenda para as regiões em risco ‘extremo’ que se evite o mais possível a exposição ao sol.

O resto do país está com níveis ‘muito elevados’ e ‘elevados’ de exposição à radiação ultravioleta (UV).

Para as regiões com risco 'muito elevado' e 'elevado', o Instituto recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre menor do que 2, em que o UV é 'baixo', 3 a 5 ('moderado'), 6 a 7 ('elevado'), 8 a 10 ('muito elevado') e superior a 11 ('extremo').

Quanto ao estado do tempo, o Instituto prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, vento em geral fraco do quadrante norte, soprando moderado no litoral oeste e nas terras altas, em especial durante a tarde.

A previsão aponta também para neblina ou nevoeiro matinal no litoral Centro, pequena subida de temperatura, em especial nas regiões do interior Centro e Sul.

Para a Madeira prevê-se períodos de céu muito nublado, apresentando-se em geral pouco nublado nas vertentes sul da ilha, possibilidade de ocorrência de aguaceiros nas vertentes norte e terras altas, vento fraco a moderado de nordeste e pequena subida da temperatura mínima.

Nos Açores prevê-se períodos de céu muito nublado com abertas, temporariamente encoberto, períodos de chuva fraca ou chuvisco (exceto nas ilhas Flores e Corvo no grupo Ocidental) e vento nordeste fraco a bonançoso.

Quanto às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 21 e 33 graus celsius, no Porto entre 16 e 28, em Braga entre 16 e 35, em Vila Real entre 18 e 35, em Viseu entre 18 e 35, em Bragança entre 16 e 37, na Guarda entre 18 e 34, em Coimbra entre 15 e 32, em Castelo entre 23 e 42, em Portalegre entre 26 e 41, em Santarém entre 19 e 37, em Évora entre 20 e 45, em Beja entre 21 e 44 e em Faro entre 24 e 36.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Os distritos de Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja estão hoje sob ‘aviso laranja’ devido ao tempo quente, segundo...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os distritos da Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Évora e Beja vão estar sob ‘aviso laranja’ até às 21:00 de sábado.

Também devido à persistência de valores elevados da temperatura máxima, o IPMA colocou os distritos de Braga, Vila Real, Viseu, Bragança, Setúbal e Faro sob ‘aviso amarelo’ até às 22:00 de sexta-feira.

O ‘aviso laranja’ é o segundo mais grave de uma escala de quatro e indica situação meteorológica de risco moderado a elevado.

Segundo o IPMA, o ‘aviso amarelo’, o terceiro mais grave, significa situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica.

O Instituto prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, vento em geral fraco do quadrante norte, soprando moderado no litoral oeste e nas terras altas, em especial durante a tarde.

A previsão aponta também para neblina ou nevoeiro matinal no litoral Centro, pequena subida de temperatura, em especial nas regiões do interior Centro e Sul.

Quanto às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 21 e 33 graus celsius, no Porto entre 16 e 28, em Braga entre 16 e 35, em Vila Real entre 18 e 35, em Viseu entre 18 e 35, em Bragança entre 16 e 37, na Guarda entre 18 e 34, em Coimbra entre 15 e 32, em Castelo entre 23 e 42, em Portalegre entre 26 e 41, em Santarém entre 19 e 37, em Évora entre 20 e 45, em Beja entre 21 e 44 e em Faro entre 24 e 36.

Human Rights Watch
O Brasil não abordou problemas de direitos humanos de longa data permitindo que o surto do vírus Zika alastrasse pelo país,...

O documento, "Desprezadas e desprotegidas: o impacto do surto do vírus Zika em mulheres e meninas no Nordeste do Brasil", apresenta lacunas nas respostas dadas pelas autoridades brasileiras perante a proliferação da doença.

Segundo aquela organização não-governamental (ONG), apesar do governo brasileiro ter declarado o fim do estado de emergência nacional de saúde pública em maio de 2017, a infeção ainda ameaça o país.

"Os brasileiros podem ver a declaração do Ministério da Saúde sobre o fim da emergência de Zika como uma vitória, mas riscos significativos permanecem, assim como as questões de direitos humanos subjacentes que foram expostas", diz Amanda Klasing, investigadora sénior dos direitos das mulheres da Human Rights Watch (HRW).

"Os direitos básicos dos brasileiros estão em risco se o Governo não reduzir a infestação de mosquito ['Aedes aegypti'] no longo prazo, garantindo o acesso aos direitos reprodutivos e apoiar as famílias que criam crianças afetadas pelo Zika", salienta.

O anúncio do fim do estado de emergência ocorreu 18 meses depois do Brasil ter declarado a epidemia do vírus como uma emergência nacional.

Para fazer o relatório, a HRW entrevistou 183 pessoas em Pernambuco e Paraíba, os dois Estados brasileiros mais atingidos pela doença, incluindo 98 mulheres e meninas com idade entre os 15 e os 63 anos.

A ONG também falou com homens e meninos das comunidades afetadas, prestadores de serviços, especialistas e autoridades governamentais.

Nestas entrevistas, os investigadores da HRW constataram que muitas mulheres grávidas e meninas não receberam informações abrangentes sobre a prevenção da transmissão do vírus durante as consultas pré-natais.

"Muitos [profissionais de saúde] não informaram que o vírus Zika pode ser transmitido sexualmente, em parte devido a informações contraditórias ou inconsistentes que receberam do Governo. Como resultado, poucas [mulheres] utilizavam consistentemente preservativos para proteger o feto da transmissão da doença", destaca o relatório.

No documento recorda-se também que o vírus Zika atingiu o Brasil quando o país enfrentava a sua pior recessão económica em décadas, forçando as autoridades locais a tomarem decisões difíceis relativamente à alocação de recursos.

No entanto, a HRW avaliou que doença não foi contida no curto prazo e ainda é um risco porque o Brasil adota políticas negligentes há anos em relação à oferta de saneamento básico, fator que permitiu a proliferação e a rápida disseminação da doença.

"As autoridades brasileiras devem fazer investimentos há muito atrasados em infraestruturas de água e saneamento para controlar a reprodução dos mosquitos e, assim, melhorar as condições de saúde pública", considera a HRW.

Aquela ONG também recomenda que o Brasil reforce os serviços de saúde voltados para atender mulheres e meninas, descriminalize o aborto e garanta que crianças afetadas pelo Zika tenham acesso a serviços especializados de saúde que lhes garantam maior qualidade de vida.

Desde que a doença foi detetada no Brasil em 2015, mais de 2.600 crianças nasceram com microcefalia e outros problemas neurológicos causados pela infeção.

Em 2017, o número de casos de vírus Zika e de bebés nascidos com deficiências ligadas à doença caíram drasticamente em relação a 2016, mas as autoridades brasileiras não conseguiram identificar a causa exata desta redução do número de casos.

Nas conclusões do relatório, Amanda Klasing lembra que a doença também afeta populações noutras partes do mundo.

"À medida que a proliferação dos mosquitos ['Aedes aegypti'] se verifica em partes da América do Sul, América Central e dos Estados Unidos, estes outros países afetados pelo vírus Zika devem reconhecer que os problemas de direitos humanos podem contribuir para a rápida escalada da epidemia", alerta.

"Países que esperam evitar a crise que o Brasil enfrenta devem abordar questões de direitos humanos no início do seu planeamento e resposta à doença", conclui a especialista da HRW.

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
A Campanha Mergulho Seguro, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, arrancou ontem para a sua 5.ª edição consecutiva, com o...

“Mede as Consequências – Bater no fundo é mais fácil do que pensas” é o lema da campanha deste ano, que, de acordo com um comunicado da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), terá “forte incidência no [domínio] digital”, estando visível nos festivais de verão, nos media online, redes sociais, mas também em media tradicionais como as estações de televisão RTP e SIC, o canal de cabo Fox e numa cadeia de cinemas.

A campanha da SCML é feita em parceria com a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia e destina-se à “camada mais jovem da população”.

“O objetivo é sensibilizar a população na prevenção de traumatismos provocados por acidentes relacionados com mergulhos imponderados, em praias, piscinas e todas as zonas balneares, costeiras ou fluviais, que podem dar origem a casos graves de paraplegia e tetraplegia”, refere o comunicado de imprensa.

A campanha tem como parceiros institucionais o Ministério da Saúde e o Secretário de Estado da Educação e conta ainda com o apoio da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e Reabilitação, da Associação Salvador, da Federação Portuguesa de Surf, entre outros.

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