Calor
A Administração Regional de Saúde do Norte avançou que hoje está ativo o nível de risco amarelo em “toda área geográfica da...

Em entrevista, o presidente da Administração Regional de Saúde do Norte (ARS-N), Pimenta Marinho, declarou que os serviços de saúde da região vão estar mais em alerta e disponíveis para apoiar pessoas vulneráveis, principalmente os idosos, com equipas de cuidados continuados.

Há sempre aqui uma sensação de que nestes períodos poderemos ter que dar mais algumas consultas e se necessário também alargar horários”, acrescentou Pimenta Marinho, considerando, todavia, que não deverá haver necessidade de ter de alargar horários de funcionamento das unidades.

Reforçar os meios com mais recursos humanos é outra possibilidade, avançou, referindo que há muitos casos de pessoas identificadas a morar sozinhas e que pode ser vantajoso verificar em casa se precisam de “algum apoio” ou se é preciso levar para o “hospital ou para o centro de saúde”.

Se no Norte for necessário ativar o nível de risco vermelho os internamentos têm de ser adaptados, bem como o número de camas “para que os doentes sejam atendidos e ver resolvidos os seus problemas”, com um novo modelo de organização para aumentar a capacidade de receber mais utentes, acrescentou aquele responsável.

“De acordo com o Plano de Contingência Regional Saúde Sazonal (PCRSS), foi hoje definido e divulgado que, amanhã [quinta-feira, dia 02 de agosto], toda a área geográfica da região Norte estará no nível de risco amarelo (intermédio)”, disse fonte oficial da ARS-N.

Segundo a mesma fonte, o nível de risco amarelo significa que as unidades de saúde estão em “alerta”, ou seja, se for preciso há alargamento dos horários nas unidades de saúde e os recursos humanos podem ser chamados para onde são mais necessários.

Os PCRSS têm níveis de risco com cores diferentes, sendo que o nível 1 - Verde – é para uma “Situação de vigilância” e considerada a menos grave da lista.

O nível 2 - Amarelo – é para “Previsíveis efeitos sobre a saúde” e o nível 3 – Vermelho – é para situações onde são esperadas consequências “graves em termos de saúde e mortalidade”.

O PCRSS – Módulo Verão 2018 da ARS-N, que está ativado desde 01 de maio deste ano e que se prolonga até ao próximo dia 30 de setembro tem, como principal finalidade, “prevenir e minimizar os efeitos negativos do calor intenso na saúde da população em geral e dos grupos de risco em particular”.

Os grupos classificados como vulneráveis ao calor são os idosos, crianças nos primeiros anos de vida em creches e infantários, grávidas, doentes crónicos, como as pessoas que têm problemas cardiovasculares, respiratórias, renais, diabetes e alcoolismo, obesos, acamados, pessoas com problemas de saúde mental, sem abrigo, trabalhadores de exterior e desportistas.

Durante a vaga de calor, a exposição ao calor intenso pode obrigar a cuidados médicos de emergência decorrentes de diversas perturbações no organismo, designadamente, golpes de calor, esgotamento devido ao calor, cãibras, aumento da sobrecarga cardiovascular, agravamento de doenças crónicas, lesões da pele (erupção, eritema, queimaduras solares, fadiga térmica), e problemas psicológicos (incómodo, mal-estar, irritabilidade).

De acordo com o IPMA, a temperatura vai subir de forma acentuada em Portugal continental, mantendo-se muito elevada até ao fim de semana, com os avisos laranja a passarem a vermelhos (o nível mais grave) a partir de hoje e até às 05:59 de sábado.

Os distritos abrangidos pelo aviso vermelho por causa da persistência de valores elevados da temperatura máxima são Bragança, Évora, Guarda, Vila Real, Santarém, Beja, Castelo Branco, Portalegre e Guarda.

O IPMA adverte que as temperaturas máximas vão estar "muito acima dos valores normais para a época" e podem atingir "máximos absolutos em vários locais", com máximas a rondarem os 45ºC e as mínimas a aproximarem-se dos 30ºC.

Especialistas
Adoçantes com poucas ou nenhumas calorias podem ser uma alternativa segura aos produtos com açúcar e até contribuir...

Chamado "consenso ibero-americano", publicado a 25 de junho na revista Nutrients, é assinado por 67 especialistas em áreas que vão da nutrição à toxicologia, de 43 organizações e universidades, incluindo as universidades portuguesas de Coimbra, Porto, Lusófona, Hospital de Santa Maria, Politécnico de Bragança e Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

As conclusões saíram de um encontro internacional realizado o ano passado em Lisboa, em que os especialistas confirmaram a segurança deste tipo de adoçantes, que podem ser usados em "programas de controlo da diabetes e contribuir para um melhor controlo glicémico nos doentes, embora com resultados modestos", lê-se nas conclusões do artigo, que foi ontem divulgado.

"Alimentos e bebidas com adoçantes com poucas ou sem calorias poderiam ser incluídos nas linhas orientadoras das opções alternativas aos produtos com açúcares simples", acrescentam.

O pediatra Sérgio Velho de Sousa, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, ressalvou que os açúcares nos alimentos têm "outras funções para além da adição do sabor doce" e que nem sempre se pode "eliminá-los ou substituí-los totalmente sem afetar a sua qualidade e estabilidade".

O investigador defende "um diálogo com os fabricantes de alimentos e bebidas" pela necessidade de reduzir "o consumo de açúcares adicionados" ou até substituí-los total ou parcialmente "pelos adoçantes sem ou de baixas calorias".

O tamanho das porções também deveria ser reduzido, defendeu.

Os especialistas que subscrevem o consenso defendem ainda que os consumidores devem ter "acesso fácil a informação rigorosa e de qualidade, transparente e de fácil compreensão" para este e outros aspetos da nutrição.

 

Administração Regional de Saúde
A região de Lisboa e Vale do Tejo vai ter, até ao final do ano, mais 254 vagas em cuidados continuados integrados, 102 dos...

O anúncio da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) surge na sequência de denúncias feitas na terça-feira pela Associação Nacional de Cuidados Continuados (ANCC) sobre alegadas pressões exercidas nos hospitais para não referenciação de utentes para unidade de Cuidados Continuados.

Num comunicado hoje divulgado, a ARSLVT afirma que “vai continuar a abrir novos lugares em Cuidados Continuados Integrados (CCI)” e reafirmar “o seu compromisso com a população que serve, no sentido de permitir o acesso de todos os utentes com necessidades de cuidados de saúde e de apoio social de forma continuada e integrada”.

Neste sentido, lembra a aposta no reforço dos cuidados continuados integrados na região, que se traduziu na abertura, este ano, de 76 novas camas de cuidados continuados nas várias tipologias (longa duração, média duração e convalescença), prevendo-se a abertura de mais 254 lugares até ao final do ano.

“De facto, ainda no ano passado foram criados os Cuidados Continuados Integrados de Saúde Mental, o que permitiu alargar a área de intervenção às pessoas com problemas do foro mental”, sublinha no comunicado.

No total, existem neste momento na região de Lisboa e Vale do Tejo, 2.349 camas de cuidados continuados integrados, das quais 106 lugares de Saúde Mental, mais 3,3% face a 2017, um aumento que será de 14,5% e que até ao final do ano.

Para a ARSLVT, estes dados comprovam “o trabalho desenvolvido para dar resposta às necessidades dos cidadãos em lista de espera/inscritos na Rede de CCI” e que inclui contactos permanentes com entidades diversas para que se possa aumentar a oferta, considerando a crescente procura.

Também têm sido realizadas diversas ações junto de hospitais e dos seus profissionais de saúde, “fomentando as boas práticas de referenciação”, que tiveram um “impacto positivo” no aumento o número de referenciações: mais 18,9% no primeiro semestre de 2018 face ao período homólogo de 2017.

Ao nível dos cuidados continuados domiciliários, afirma que tem “sido intensamente promovida a prestação de cuidados em casa do doente como alternativa ao internamento”, sendo que atualmente a região tem 2.072 lugares de cuidados domiciliários integrados, envolvendo 59 equipas domiciliárias.

“O objetivo de aumento de lugares domiciliários tem exigido o reforço de profissionais e de recursos materiais, criando equipas em áreas atualmente não cobertas, aumentando os horários de atendimento e promovendo o estabelecimento de parcerias com diversas entidades existentes na comunidade”, refere no comunicado.

Calor
A delegada de Saúde do Alentejo, Filomena Araújo, admitiu hoje o reforço dos meios e o alargamento das consultas nas unidades...

“Vamos fazer a monitorização do aumento da procura nos centros de saúde e hospitais e, se for necessário, ou seja, se aumentar a média diária da procura nas unidades, então haverá um reforço das equipas clínicas e o alargamento das consultas”, disse a delegada de saúde regional, em declarações à agência Lusa.

Filomena Araújo, que dirige também o Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, afirmou que “os profissionais estão todos alertados e as unidades dispõem de todos os mecanismos” para que esse reforço possa ser implementado.

“Estamos a divulgar as informações para que as pessoas se protejam e para que os profissionais aconselhem os seus utentes e temos o plano de contingência regional para o verão ativado desde maio”, afiançou.

No Alentejo, segundo Filomena Araújo, as temperaturas elevadas no verão “são normais” e “as pessoas já estão adaptadas”, pelo que não se costuma registar um aumento da procura nas unidades de Saúde, mas o calor que está previsto, a partir de hoje, para os próximos dias “é atípico”.

“Normalmente, no Alentejo, quando há muito calor como o que se prevê, nesta altura do ano, não temos grande problema. Este ano, é que não é o caso porque não temos tido um verão normal, tem sido mais fresco e, por isso, não houve ainda uma adaptação fisiológica das pessoas a estas temperaturas”, enfatizou.

Por isso, perante este “aumento súbito” das temperaturas, “podem vir a surgir alguns problemas”, admitiu a delegada de saúde regional, alertando que, além do calor, as previsões apontam para “outros três fatores de risco”, a partir de hoje: “Temos as poeiras do norte de África, que aumentam os problemas respiratórios, e níveis de ozono e de raios ultravioleta muito elevados”.

Lembrando que “os efeitos das ondas de calor” se começam a sentir “48 a 72 horas” após o início do aumento das temperaturas, Filomena Araújo avisou que, para evitar o recurso às unidades de saúde, a prevenção deve ser uma prioridade para a população, sobretudo para os grupos de risco, como idosos, crianças ou doentes crónicos.

“O que importa é que cada pessoa se proteja. São tudo coisas mais ou menos simples, que passam por evitar a exposição direta ao sol nas horas de mais calor, não descurar a hidratação, usar roupas largas e manter a casa fresca”, exemplificou.

Reforçar a vigilância de idosos e doentes crónicos que vivem sozinhos, moderar as atividades ao ar livre e ter atenção aos avisos das autoridades de saúde, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) e da Autoridade Nacional de Proteção Civil são outros dos conselhos da delegada de Saúde.

O IPMA alertou que, nos próximos dias, as temperaturas máximas em Portugal vão estar "muito acima dos valores normais para a época" e podem atingir "máximos absolutos em vários locais", com máximas a rondarem os 45ºC e as mínimas a aproximarem-se dos 30ºC.

Universidade do Minho
O cientista da Universidade do Minho Agostinho Carvalho foi distinguido com uma bolsa de um milhão de euros para investigar...

Em comunicado, a Universidade do Minho (UMinho) explica que o objetivo é identificar novos biomarcadores que mostrem a suscetibilidade das pessoas com doença pulmonar obstrutiva crónica para desenvolverem uma reação alérgica ao fungo Aspergillus, que existe no ar.

"O cientista procura melhorar a prevenção, identificação e tratamento desta doença, através de estratégias de medicina de precisão, ao mesmo tempo que pretende recuperar a qualidade de vida dos doentes", acrescenta o comunicado.

Deste modo, quer desenvolver abordagens de medicina de precisão em que determinado teste de diagnóstico ou terapia pode ser aplicado ao perfil de cada pessoa.

"A aspergilose pulmonar crónica apresenta uma mortalidade elevada devido à inexistência de terapias antifúngicas adequadas. Afeta milhares de doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica todos os anos em Portugal e mais de 250 milhões em todo o mundo", afirma Agostinho Carvalho, citado no comunicado.

Agostinho Carvalho foi distinguido no primeiro concurso da "Iniciativa Ibérica de Investigação e Inovação Biomédica, i4b", promovido pela Fundação "la Caixa" a pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Este concurso teve 785 candidaturas e vinte premiados, sendo oito de Portugal, que receberam cinco milhões de euros no total.

O projeto de Agostinho Carvalho conseguiu o financiamento máximo disponibilizado neste concurso, por ter um caráter transdisciplinar.

Calor
A Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo disse hoje que, se o nível do plano de contingência devido ao calor...

“Ontem [terça-feira], na região de Lisboa e Vale do Tejo não havia necessidade de subir o nível [para vermelho], mas sabemos que até ao final da semana, até domingo, as previsões são de um aumento muito súbito das temperaturas máximas, portanto é provável que isso aconteça”, avançou à Lusa o delegado regional de saúde adjunto da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), Nuno Lopes.

Ativo entre 01 de maio e 30 de setembro, o plano de contingência de saúde sazonal módulo verão da ARSLVT encontra-se no nível amarelo, que é o nível intermédio do sistema de cores de avaliação diária das temperaturas observadas e previstas para os dias seguintes.

“Na região de Lisboa e Vale do Tejo não estamos no pior dos cenários, estamos ainda num nível intermédio - amarelo -, que já prevê todo o conhecimento relativamente aos abrigos que, numa situação de calor extremo, serão ativados” para proteger a saúde das pessoas mais vulneráveis, nomeadamente crianças, idosos, pessoas que vivem isoladas e pessoas que têm dificuldades de mobilidade, afirmou o responsável da ARSLVT.

Assim, se o nível subir para vermelho, “são ativados os abrigos temporários, que irão receber as pessoas vulneráveis, que podem ser espaços muito diferentes”, sobretudo instituições que têm ar condicionado e que têm condições para receber as pessoas, indicou Nuno Lopes, explicando que o trabalho de identificação das pessoas vulneráveis e dos locais onde se encontram já está realizado, designadamente jardins-de-infância e lares da terceira idade.

“Essa listagem está em carteira quando for necessário intervir”, reforçou o delegado regional de saúde adjunto da ARSLVT, adiantando que a resposta é assegurada a nível local por “equipas muito vastas”, com conjunto de entidades de várias áreas, desde a Proteção Civil às organizações comunitárias.

Estando ainda no nível amarelo, o plano de contingência da ARSLVT prevê a divulgação de medidas de proteção, questões ligadas ao contacto e à vigilância da saúde de pessoas vulneráveis.

“Para a restante população, há todo um conjunto de medidas de educação para a saúde que permitem transmitir mensagens para as pessoas se protegerem”, informou o responsável da ARSLVT.

Os avisos vermelhos por causa do calor vão estender-se até ao início do dia de sábado em nove distritos do país, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, a temperatura vai subir de forma acentuada em Portugal continental a partir de hoje, mantendo-se muito elevada até ao fim de semana, com os avisos laranja a passarem a vermelhos (o nível mais grave) a partir de quinta-feira e até às 05:59 de sábado.

Os distritos abrangidos pelo aviso vermelho por causa da persistência de valores elevados da temperatura máxima são Bragança, Évora, Guarda, Vila Real, Santarém, Beja, Castelo Branco, Portalegre e Guarda.

O IPMA adverte que as temperaturas máximas vão estar "muito acima dos valores normais para a época" e podem atingir "máximos absolutos em vários locais", com máximas a rondarem os 45ºC e as mínimas a aproximarem-se dos 30ºC.

 

Estudo
Um novo estudo publicado na revista "Aggressive Behavior" sugere que a suplementação com ácidos gordos ómega 3 pode...

O estudo liderado por Jill Portnoy, da Universidade de Massachusetts Lowell, nos Estados Unidos, demonstrou que a suplementação com aquele tipo de ácido gordo essencial reduziu os casos de mau comportamento nas crianças.

Segundo o mesmo estudo, escreve o Sapo, esse efeito benéfico traduziu-se num outro: os pais das crianças discutiram menos entre si e usaram vocabulário menos ofensivo graças ao bom comportamento dos descendentes.

"Esta linha de investigação é promissora porque os ácidos gordos ómega 3 são considerados como melhoradores da saúde cerebral em crianças e adultos. Há mais benefícios a conhecer, mas se conseguirmos melhorar a saúde cerebral e o comportamento nesse processo é realmente uma grande vantagem", comentou Jill Portnoy num comunicado daquela universidade.

Segundo a nota, este novo estudo constitui um exemplo de como a análise de fatores biológicos e sociais poderá ajudar a explicar comportamentos de risco.

Natureza versus cultura?
O trabalho aborda questões chave como o debate "natureza versus cultura": existe ou não predisposição genética para se ser criminoso? Ou serão apenas fatores sociais, como uma família disfuncional, a aumentar esse risco?

"A minha teoria é que uma baixa frequência cardíaca em repouso poderá ser um traço adquirido, adaptativo: se se é sujeito a stress crónico ou frequente em criança, adaptamo-nos baixando a frequência cardíaca. A baixa frequência cardíaca em repouso protege-nos contendo a nossa reação perante eventos stressantes, mas pode conduzir-nos a comportamentos de procura de estimulação", diz Jill Portnoy.

"Ou seja, um ambiente stressante pode causar alterações fisiológicas que conduzem a um aumento dos comportamentos agressivos e impulsivos", explica a autora por outras palavras.

O estudo foi publicado na revista científica "Aggressive Behavior".

Estudo
O diretor do Serviço de Oncologia Médica do Hospital del Mar, em Barcelona, é um dos profissionais envolvidos num novo estudo...

Este novo teste designado "Oncotype DX" permite identificar quais são as mulheres diagnosticadas com um tipo de cancro em fase inicial que não necessita de tratamentos de quimioterapia para ser combatido, escreve o Sapo.

A descoberta faz com que 70% das mulheres possam evitar tratamentos invasivos, dolorosos e com efeitos secundários como a quimioterapia, garante o médico espanhol Joan Albanell, ao jornal El País.

O teste custa 2.700 euros, mas o oncologista salienta que é possível "encontrar fórmulas" para torná-lo mais acessível.

Seis mil mulheres acompanhadas
O oncologista Joan Albanell liderou uma investigação que contou com a participação de seis mil mulheres. O total de participantes foi dividido em dois grupos: um deles tomou terapia hormonal e o outro fez terapia hormonal e quimioterapia.

"Os resultados demonstraram, de forma conclusiva, que omitir a quimioterapia não gerava resultados inferiores", sublinhou o diretor do Serviço de Oncologia Médica do Hospital del Mar, em Barcelona.

Todos os anos são detetados em Portugal seis mil novos casos de cancro da mama por ano. Cerca de 1500 doentes acabam por não resistir, segundo dados da Liga Portuguesa Contra o Cancro.

Sociedade Portuguesa de Cardiologia
O mês de agosto é sinónimo, para a maioria dos portugueses, de férias e calor. No entanto, a Sociedade Portuguesa de...

Em Portugal, as ondas de calor que se têm verificado nos últimos anos têm sido responsáveis pelo agravamento de inúmeros casos de doença cardíaca e até por um aumento na mortalidade. Isto sucede porque o organismo reage ao aumento da temperatura, podendo originar um golpe de calor, que não é mais que uma resposta inflamatória sistémica à exposição a temperaturas muito elevadas ou a exercício físico intenso em ambientes quentes e húmidos.

Quais são os sintomas de um golpe de calor? O que fazer?
Os sintomas podem ser vários, mas esteja atento a sudação excessiva acompanhada de febre, dores de cabeça fortes, fraqueza, tonturas, e vómitos. Nestes casos deve-se colocar a vítima num local fresco e aplicar panos molhados no corpo para fazer descer a temperatura enquanto não chega ajuda médica.

O que fazer para evitar um golpe de calor?
A Sociedade Portuguesa de Cardiologia aconselha, em primeiro lugar, que as pessoas se mantenham hidratadas, sendo que a sede é já um sinal de desidratação e nunca se deve chegar ao ponto de ter esta sensação. Em segundo lugar, evitar estar no exterior nas horas de maior calor. Por último, evitar fazer exercício físico no exterior ou em locais sem sistema de arrefecimento.

Os idosos e as crianças constituem as faixas etárias mais sensíveis ao calor, pelo que, no caso de exposição a temperaturas excessivamente elevadas, os cuidados devem ser redobrados. Quem é obeso ou sofre de doença crónica, como a Insuficiência Cardíaca, tem um risco acrescido e são necessárias medidas apropriadas para prevenir um evento cardiovascular durante os meses mais quentes.

Os doentes que fazem terapêutica para controlar a hipertensão estão mais suscetíveis de vir a sofrer de desidratação e, consequentemente, queda abrupta da pressão arterial, taquicardia e pulso fraco. A este cenário junta-se, por sua vez, o risco acrescido de Insuficiência Renal. Por outro lado, esta medicação tem uma ação vasodilatadora, que vai ser potenciada pelo calor. Assim, a terapêutica/dosagem poderá ter de ser revista pelo médico, caso surjam alterações na pressão arterial.

De acordo com o Presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologista, Prof. João Morais, “é importante que as pessoas se apercebem dos riscos e das consequências, para que nesta altura de maior calor não se verifique um aumento dos eventos cardiovasculares."

Tribunal de Contas
Os hospitais públicos deviam mais de 77 milhões de euros ao Instituto Português do Sangue e Transplantação no final de 2016,...

A falta de recuperação de dívida por parte do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) “prejudica os recursos financeiros” do instituto para realizar investimentos necessários na área do sangue e da transplantação e prejudica o erário público.

O relatório de uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas, a que a agência Lusa teve acesso, indica que as dívidas de terceiros ao IPST ascendiam a 83,3 milhões de euros, sendo que 93% (mais de 77 milhões) eram de instituições do Ministério da Saúde.

No final de 2016 só o Centro Hospitalar Lisboa Norte (CHLN) tinha uma dívida de 37,8 milhões de euros, representando quase metade da dívida total das instituições do Estado ao Instituto ao IPST, “como conhecimento e tolerância do Ministério da Saúde”.

O CHLN, que integra o Santa Maria e o Pulido Valente, “subtraiu dívidas ao IPST” na informação que prestou à Administração Central do Sistema de Saúde “com o propósito de não lhe serem deduzidos os montantes em dívida nos adiantamentos mensais aos contrato-programa”.

O relatório explica que a maioria das instituições do SNS salda as suas dívidas para com o IPST através do sistema “clearing house”, que é instituído e gerido pela Administração do Sistema de Saúde”, representando um diferimento no pagamento no mínimo de seis meses.

De acordo com o Tribunal de Contas, o Ministério da Saúde sabe da “’manipulação’ de ficheiros realizada pelo CHLN” e dos “constrangimentos ao desenvolvimento das atividades do IPST”, tolerando estas práticas.

Segundo o relatório, “a esmagadora maioria dos pagamentos” ao IPST é feito após a data de vencimento das faturas, sem que sejam aplicadas quaisquer penalidades aos devedores, nem sequer juros de mora. O Tribunal considera mesmo que a não cobrança coerciva dos juros de mora representa um prejuízo efetivo para o IPST e para o erário público.

Depois do Centro Hospitalar Lisboa Norte, o Centro Hospitalar do Oeste era o segundo maior devedor ao instituo, com cerca de 8,4 milhões de euros.

Esta dívida foi justificada pelo Centro Hospitalar ao Tribunal de Contas com “a existência de uma situação financeira crítica, decorrente de um crónico subfinanciamento”.

Quanto aos privados, a dívida registada era de 3,3 milhões de euros, nomeadamente de empresas e clínicas da área da diálise.

A este propósito, o Tribunal de Contas recomenda que o Ministério da Saúde intervenha para solucionar o diferendo que existe desde 2011 entre as clínicas de hemodiálise e o IPST, sobretudo no que respeita aos beneficiários da ADSE.

O Tribunal de Contas recomenda ainda ao Ministério da Saúde que garanta a regularização das dívidas das instituições do SNS ao instituto e que zele para que não haja incoerências ou situações de exceção e de tratamento diferenciado face ao cumprimento de regras de cada hospital ou instituição.

Quanto ao maior devedor ao IPST, a administração do CHLN respondeu ao Tribunal de Contas que há uma “insuficiência orçamental crónica” no centro hospitalar e garante que foi definido com o instituto um plano de pagamentos destinado a corrigir a situação.

De acordo com o relatório da auditoria, o CHLN indica que se comprometeu a pagar até final do ano passado 750 mil euros mensais, totalizando 2,25 milhões de euros nesse ano.

Já entre janeiro e maio deste ano foram pagos 300 mil euros mensais.

Governo
O Governo brasileiro anunciou ontem que realizará entre os dias 06 e 31 de agosto uma campanha para vacinar 11 milhões de...

O país atravessa um surto de sarampo importado da Venezuela desde o início do ano, com 822 casos confirmados nos Estados de Roraima e Amazonas, e pretende reforçar a imunização das crianças para conter o avanço da doença.

Além disso, alguns casos isolados de sarampo foram identificados nos Estados de Rio de Janeiro (14), Rio Grande do Sul (13); Pará (dois), Rondônia e São Paulo (um cada).

No caso da poliomielite, o Ministério da Saúde destacou que se trata de uma precaução para o controlo da doença depois de um caso ter sido registado em junho na Venezuela.

O Brasil está livre da poliomielite desde a década de 1990. Em 1994, o país recebeu, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a Certificação de Área Livre de Circulação do pólio vírus Selvagem.

Na conferência de imprensa de lançamento da campanha, o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, enfatizou que o país está em alerta sobre o regresso de doenças antes erradicadas.

"Às vezes enfrentamos uma situação como essa [do sarampo], que nos traz um alerta, porque temos uma falsa impressão de que a doença foi eliminada do país", disse.

"É a cobertura vacinal elevada que faz a doença desaparecer. E é por isso que devemos continuar vacinando nossos filhos, para manter essas doenças longe do Brasil", acrescentou.

O Governo brasileiro informou que foram adquiridas 28,3 milhões doses das vacinas para a campanha.

Todos os Estados do país foram abastecidos com 871,3 mil doses da Vacina Inativada Poliomielite (VIP), 14 milhões da Vacina Oral Poliomielite (VOP) e 13,4 milhões da Tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e papeira.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Todos os distritos de Portugal continental e algumas ilhas dos arquipélagos dos Açores e da Madeira têm hoje um risco muito...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), além de Portugal continental, as ilhas de Porto Santo, na Madeira, e as ilhas da Terceira e das Flores, nos Açores, apresentam um risco muito elevado.

As ilhas do Faial, nos Açores, e a da Madeira têm um risco elevado, enquanto Ponta Delgada terá um risco moderado.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera recomenda o uso de óculos de sol com filtro ultravioleta (UV), chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

O índice ultravioleta varia entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

Para Portugal continental, o IPMA prevê para hoje céu pouco nublado ou limpo e subida acentuada da temperatura máxima.

As temperaturas deverão chegar aos 33º Celsius em Lisboa, 34º no Porto e 28 no Porto. Évora será o distrito com temperatura mais elevada, prevendo-se 41º.

Nos Açores aguarda-se céu geralmente pouco nublado, devendo aumentar de nebulosidade a partir da tarde no grupo oriental (S.Miguel e Santa Maria), onde há também a possibilidade de aguaceiros fracos.

Ponta Delgada chegará aos 26º.

Na Madeira, a previsão aponta para períodos de céu muito nublado, possibilidade de ocorrência de aguaceiros fracos nas vertentes norte e terras altas até meio da tarde. O vento será moderado, soprando temporariamente forte nas terras altas e no extremo leste da ilha da Madeira.

O Funchal vai atingir hoje os 26º.

Zero alerta
A região de Lisboa chegou até agora sem excedências dos limites do poluente ozono, avançou hoje a associação Zero, alertando...

A Associação Sistema Terrestre Sustentável, Zero, analisou os dados sobre aquele poluente do ar última década, na região de Lisboa, e verificou que, "este ano, não houve uma única excedência do ozono, o que são excelentes notícias".

Segundo a Zero, este foi o primeiro ano em que, no período de janeiro até ao final de julho não se verificou qualquer ultrapassagem horária das concentrações mais elevadas de ozono de superfície.

Os piores anos terão sido 2010 (146 horas de ultrapassagens em diferentes locais), 2008 com 96 horas e 2013 com 92 horas, acrescenta a associação.

"Houve outros anos também relativamente bons, ou seja, com muito poucas horas de excedências, em 2014 e 2015", disse à agência Lusa Carla Graça, da Zero.

"Devemos recordar que temos tido um verão de exceção, com baixas temperaturas, humidade, ventos, condições que propiciam a dispersão de poluentes", salientou por outro lado.

A especialista deixou o alerta que, com as condições climatéricas previstas até à próxima semana, com temperaturas elevadas, "é provável que haja excedências e em quantidade dos limiares horários do ozono".

O ozono ao nível do solo é um poluente secundário, formado a partir de outros poluentes, nomeadamente partículas e óxido de azoto, do tráfego rodoviário, por exemplo. Estes, com radiação e elevadas temperaturas, formam o ozono.

Perante esta situação, a Zero defende que as entidades devem estar alerta, devem emitir informação à população, perante a possibilidade, mesmo não tendo ainda ocorrido os limiares de ultrapassagem.

A divulgação junto do público comporta dois limiares, sendo um deles de informação, quando se verifica um valor horário de ozono superior a 180 microgramas por metro cúbico (μg/m3), que implica precauções pelos grupos sensíveis, como idosos, crianças ou pessoas com problemas respiratórios.

O limiar de alerta ao público refere-se às situações com um valor horário de ozono superior a 240 μg/m3, devendo as precauções serem tomadas por toda a população.

A entidade que tem a competência da monitorização da qualidade do ar é a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), com a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).

A população pode consultar os níveis de ozono medidos pela rede de monitorização da qualidade do ar no sítio da APA, mas é obrigação das CCDR avisarem as outras autoridades e a população, através da comunicação social, da ocorrência de ultrapassagens aos limiares.

"É também desejável o anúncio de previsão de ultrapassagens. Infelizmente, em anos anteriores estes avisos não têm chegado às populações", salienta a Zero.

Os efeitos na saúde à exposição de curto prazo a elevadas concentrações de ozono passam por danos aos pulmões e inflamação das vias respiratórias, aumento da tosse e maior probabilidade de ataques de asma.

Quando se verificam elevadas concentrações, as pessoas devem permanecer em casa ou noutros locais fechados e não fazer atividade física intensa.

Nove distritos do país vão estar em aviso vermelho, o mais grave, a partir de quinta-feira por causa do calor, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

De acordo com o IPMA, o aviso laranja, que vai estar ativo a partir de quarta-feira de manhã, passa a vermelho na quinta-feira nos distritos de Bragança, Évora, Guarda, Vila Real, Santarém, Beja, Castelo Branco, Portalegre e Braga, por causa da persistência de valores elevados da temperatura máxima.

Estes avisos surgem numa semana para a qual o IPMA já tinha previsto uma subida da temperatura máxima, que começou na segunda-feira e que na terça-feira levou os termómetros a subirem acima dos 30 graus em Castelo Branco, Portalegre, Évora, Beja, Faro e Santarém.

Governo
Todas as unidades do Serviço Nacional de Saúde vão passar a ter uma plataforma única para gerir o transporte de doentes não...

Segundo o diploma, que hoje deve ser publicado em Diário da República, o alargamento do sistema que gere o transporte de doentes não urgentes a todas as instituições vai feito de forma gradual.

De acordo com o Ministério da Saúde, esta plataforma única pretende assegurar uma melhor articulação entre as entidades que realizam transporte de doentes e também criar uma harmonização das regras existentes a nível nacional. O objetivo é coordenar melhor os meios disponíveis e evitar desperdícios.

O projeto de despacho, indica que todas as unidades hospitalares do SNS do Alentejo, Algarve e Centro devem ter o sistema implementado até ao final de novembro deste ano.

Seguem-se depois os hospitais do Norte, que devem ter o sistema até fevereiro de 2019 e os de Lisboa e Vale do Tejo, que têm de ter a plataforma até ao final de março do próximo ano.

A plataforma já é utilizada de forma frequente nos cuidados de saúde primários e permite, segundo o Ministério “fazer a gestão de todo o circuito do transporte programado de utentes”, desde que o transporte é prescrito, passando pela sua realização e até à sua contabilização.

Esta centralização numa plataforma pretende ser, para o Ministério, um combate ao desperdício nesta área, permitindo ainda “maior capacidade de resposta” e mais meios de transporte disponíveis.

O Serviço Nacional de Saúde assegura, em média, o transporte não urgente a 1.500 pessoas por dia, o que representa uma despesa anual de 116 milhões de euros.

O Governo estabeleceu há cerca de dois anos que o transporte de doentes não urgentes é gratuito para o utente em casos de doentes com situação clínica prolongada e contínua, como no caso das doenças oncológicas, transplantados e também instituindo o transporte gratuito para doentes em cuidados paliativos.

Clima
A mortalidade provocada pelas ondas de calor vai aumentar de forma drástica em muitos locais do planeta, devido às alterações...

O trabalho recolheu dados de 412 cidades, de 20 países, que cobriu o período entre 1971 e 2010 e faz uma previsão para o intervalo de tempo entre 2031 e 2080.

No caso concerto de Espanha, os cientistas avançam uma previsão de um aumento de 292% neste tipo de morte.

Os cientistas relacionaram a mortalidade com as ondas de calor em diferentes cenários em função dos níveis de emissão de gases com efeitos de estufa, da adaptação e da densidade da população.

Não obstante, advertiu-se no trabalho, aquele aumento seria reduzido nos cenários em que se aplicassem estratégias de mitigação dos efeitos das alterações climáticas.

“Por tudo isto, a estratégia de adaptação às alterações climáticas deveria ser o objetivo prioritário para Espanha”, resumiu o investigador do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) Aurélio Tobias, do Instituto de Diagnóstico Ambiental e Estudos da Água e um dos autores desta investigação.

O estudo foi publicado na revista Plos Medicine e teve a participação de centros de investigação de 19 países, dirigidos pela Universidade de Monash, em Austrália, segundo comunicados divulgados pelo CSIC e pela universidade.

Segundo o artigo, se a população não conseguir adaptar-se ao aquecimento global resultante das alterações climáticas, no próximo meio século o número de mortes pelas ondas de calor vai aumentar de forma drástica nas regiões tropicais e subtropicais do planeta, seguidas de perto por Austrália, Europa e Estados Unidos.

Por exemplo, em alguns locais dos EUA, a variação percentual da mortalidade relacionada com vagas de calor situar-se-ia no intervalo 400-525% em relação ao período 1971-2010.

Segundo a nota da Universidade de Monash, num cenário extremo, vai haver um aumento de 471% das mortes por ondas de calor em três cidades australianas: Brisbane, Sydney e Melbourne.

Os autores do estudo indicam que os resultados podem ajudar os responsáveis pela tomada de decisões a planificar estratégias de adaptação e mitigação das alterações climáticas.

Para Aurélio Tobias, “os estudos mais recentes demonstram que as ondas de calor vão ser mais frequentes, mais intensas e durar muito mais tempo devido aos efeitos das alterações climáticas”, segundo a nota do CSIC.

“Se não pudermos encontrar uma maneira de mitigar as alterações climáticas, reduzir os dias de vagas de calor e ajudar as pessoas a adaptar-se a elas, no futuro vai haver um aumento substancial de mortes relacionadas com estes fenómenos, particularmente nos países mais pobres, situados em torno do equador”, avançou-se no texto.

Com este alertas, os cientistas recomendaram ma série de medidas, entre as quais políticas específicas ou regulações, planificação urbanística, plantação de árvores nas cidades, acessibilidade a fontes públicas de água potável ou a adequação das habitações para altas temperaturas.

Recomendaram ainda a melhoria dos serviços de cuidados de saúde, redução de pobreza, redistribuição dos recursos e a criação de um sistema de alerta de vagas de calor.

Clima
A vaga de calor que está afetar vastas zonas da Europa já foi responsabilizada por fogos florestais mortíferos e culturas...

Algumas regiões na Alemanha sufocam com o mercúrio a atingir os 39º graus Celsius (ºC) e a agência meteorológica alemã a avisar que o recorde de temperatura registado na Alemanha (40,3ºC) pode ser batido na quinta-feira.

Rios como o Reno e o Elba já absorveram tanto calor que os peixes estão a começar a sufocar.

“Estou à espera de uma tragédia na próxima semana”, disse Philipp Sicher, da Associação de Pesca Suíça à agência noticiosa alemã, DPA.

Em Hamburgo, as autoridades recolheram quase cinco toneladas métricas de peixe morto ao longo do fim de semana, informou a DPA. Os bombeiros começaram a bombar água fresca para lagos e reservatórios na tentativa de elevar os níveis de oxigénio.

Cientistas asseguram que os níveis recorde de calor que se têm registado na Europa, mas também na América do Norte e partes da Ásia, apontam para as alterações climáticas, provocadas pelo homem, e podem ser mais comuns no futuro.

Várias centrais nucleares na Alemanha começaram a reduzir a produção de energia, porque os rios usados para arrefecer as instalações estão demasiado quentes.

Os baixos níveis de água, por outro lado, também dificultam a navegação, tendo mesmo sido imposta uma proibição total para as águas do Oder, na Alemanha Oriental.

Entretanto, a Associação dos Agricultores alemã pretende que o Governo ajude os seus associados, com mil milhões de euros, para cobrirem as perdas da colheita deste ano.

O presidente da associação, Joachim Rukwied, especificou que a colheita do trigo deve ser 20% inferior à do ano passado e a de colza em 30%, o que atribuiu à escassez de chuva nas últimas 12 semanas, relatou a DPA.

Um grupo representante de produtores de batata já fez saber que espera colheita inferior em 25% à de 2017 e avisou que as perdas podem provocar a subida dos preços, mas também a redução do tamanho das batatas fritas, porque as batatas são mais pequenas este ano.

Os oceanos também estão a ser afetados. As autoridades polacas, na semana passada, proibiram o banho em 50 praias ao longo da costa báltica, depois de o tempo quente ter provocado o crescimento de uma bactéria tóxica nas águas excecionalmente quentes. A temperatura da água no Mar Báltico excedeu os 23ºC em alguns locais.

Os nadadores-salvadores avisaram os veraneantes em praias quentes e arenosas – de Swinoujscie, no oeste, a Gdynia, no leste – para não entrarem na água, onde se desenvolveram colónias de cianobactérias, que representam uma ameaça para a saúde.

Próximo de Wildeshausen, no norte da Alemanha, um grupo de 20 crianças e adolescentes teve de ser assistido por médicos, na segunda-feira à noite, por o ar condicionado do autocarro em que viajavam ter avariado.

Na cidade suíça de Zurique, os cães-polícia têm de usar sapatos especiais para impedir que queimem as patas no chão tórrido. As autoridades suíças também cancelaram os tradicionais fogos-de-artifício em algumas áreas, durante a celebração do feriado nacional de hoje, citando o elevado risco de fogos florestais.

Através da Europa, os fogos florestais já causaram 92 mortos na Grécia e uma destruição material importante.

Na Península Ibérica estão previstas temperaturas de até 45ºC, a partir de hoje, e as autoridades estão a preparar-se para subidas do mercúrio para valores superiores até domingo.

Em Espanha, 27 das 50 províncias do país estão em ‘risco extremo’ de calor, a partir de quinta-feira, anunciou o serviço meteorológico local.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde preveniu para a poeira transportada pelos ventos da África do Norte e as autoridades já asseguraram que 11 mil bombeiros e 56 meios aéreos estão em estado de prontidão para atacarem eventuais incêndios florestais.

No outro lado do continente, a Península de Banak, no norte da Noruega registou ontem temperaturas de 32ºC, o que é extremamente raro no Círculo Ártico.

Mas alguns estão a beneficiar com esta subida do calor.

Os produtores de cerveja na Alemanha viram as vendas aumentarem 0,6%, ou 300 mil hectolitros, na primeira metade deste ano, comparada com o mesmo período do ano anterior.

“Especialmente, os tipos (de cerveja) sem álcool estão a ser muito procurados”, disse Marc-Oliver Huhnholz, da associação cervejeira alemã.

Também na Dinamarca, onde a agência meteorológica informou que o mês de julho foi o que teve mais Sol desde que há registos (1920), as vendas de bebidas alcoólicas caíram, em proveito das cervejas sem álcool, sodas e vinho branco, anunciou a estação televisiva local TV2.

Entre setembro e julho
A Administração Regional de Saúde do Algarve revelou que, entre setembro e julho, encaminhou 95 utentes para o Centro...

Os dados revelados pela Administração Regional de Saúde (ARS) algarvia dão conta da realização de 3.000 testes de Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSOF), dos quais 95 casos foram positivos e encaminhados para a unidade hospitalar de referência na região, o Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), precisou o organismo num comunicado.

“Entre setembro de 2017 e a primeira quinzena de julho foram realizados cerca de 3.000 testes de PSOF no âmbito deste programa de rastreio. Destes, 95 (3,2%) foram positivos e encaminhados para o Centro Hospitalar Universitário do Algarve para a realização de colonoscopia, cumprindo os prazos clínicos estipulados pelo programa”, quantificou a ARS.

A mesma fonte referiu que, durante o mês de julho, foram realizados rastreios do cancro do cólon e reto aos utentes dos concelhos de Faro e de Olhão, ao abrigo “do programa de rastreios que arrancou no mês de setembro de 2017 na região” do Algarve como “projeto-piloto” destinado a “utentes da Unidade de Saúde Familiar (USF) Ria Formosa, em Faro, e da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) em São Brás de Alportel”.

Estas duas unidades integram o Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) do Algarve Central, que irá ficar totalmente coberto pelo rastreio até ao final do ano, quando o serviço for alargado aos utentes dos concelhos de Loulé e Albufeira, revelou também a ARS algarvia.

A mesma fonte esclareceu que os restantes concelhos do distrito de Faro, pertencentes aos “ACeS Sotavento e do ACeS Barlavento, serão progressivamente incluídos no rastreio no início de 2019”.

“Este rastreio, de base populacional, tem como público-alvo homens e mulheres dos 50 aos 75 anos, e tem como objetivo diminuir a morbilidade e mortalidade por cancro do cólon e reto, através da deteção e tratamento precoce das lesões encontradas, com melhoria da eficácia, eficiência da intervenção e da taxa de sobrevivência”, justificou a ARS do Algarve.

A mesma fonte precisou que as convocatórias para os rastreios são geridas e monitorizadas pelo “Núcleo de Rastreios da ARS Algarve” e “a leitura dos testes” é feita pelo Laboratório Regional de Saúde Publica do Algarve, Dra. Laura Ayres, localizado no Parque das Cidades, entre Faro e Loulé.

A ARS referiu ainda que “todos os utentes com teste de Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes (PSOF) positiva são encaminhados para realizar a colonoscopia de ‘follow up’ [seguimento em inglês], no Centro Hospitalar Universitário do Algarve (CHUA), até 30 dias após a emissão do resultado”.

Estes procedimentos permitem, argumentou a ARS, “aumentar a taxa de sobrevivência, reduzir a proporção de cancros diagnosticados (…)”, mas também “diminuir as abordagens terapêuticas mais agressivas e melhorar a efetividade terapêutica” dos tratamentos.

Instituto Gulbenkian de Ciência
Investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência descobriram que a mosca de fruta tem uma comunidade bacteriana, no intestino,...

O trabalho da equipa, liderada pela investigadora Inês Pais, foi publicado na revista científica PLOS Biology e ontem divulgado pelo Instituto em comunicado.

As bactérias fazem parte do organismo humano e contribuem para o bem-estar das pessoas, sendo que a comunidade mais diversa e significativa está no intestino.

Manipular essa comunidade pode contribuir para a solução de algumas doenças, diz o Instituto no comunicado, explicando que a investigação permite compreender melhor quais as bactérias e como colonizam o intestino, uma investigação que tem sido feita com ratos e moscas da fruta.

A equipa da Gulbenkian desvendou como é que a comunidade bacteriana coloniza as moscas da fruta, mantidas em laboratório ou selvagens, e quais os impactos que esta colonização poderá ter na natureza.

E descobriu que as moscas da fruta têm uma comunidade bacteriana bastante estável e que as bactérias associadas a moscas selvagens têm uma capacidade de colonização muito maior, podendo mesmo colonizar o intestino das moscas de laboratório.

Porque há muitas semelhanças biológicas entre a mosca da fruta e o Homem, dizem os investigadores que há muitas lições que se podem aprender com a mosca.

E também dizem que conhecendo essa comunidade, e manipulando-a, poderá ser possível controlar insetos ou a sua capacidade de transmitir doenças, como o vírus do dengue ou o parasita da malária.

"Prevenir em Família e na Comunidade"
O programa "Prevenir em Família e na Comunidade", de combate às dependências na juventude, começa a ser implementado...

"Neste momento estão todos os instrumentos preparados, o passo seguinte é a implementação das sessões aos pais e às crianças e para isso estamos a estabelecer parcerias com outras entidades, incluindo instituições particulares de solidariedade social", disse ontem a diretora regional de Prevenção e Combate às Dependências, Suzete Frias.

Falando em Ponta Delgada, à margem de uma reunião com a direção da Cáritas, a governante explicou que, numa primeira fase, o programa será dirigido a turmas vulneráveis com um projeto piloto que inclui 14 sessões e, nesta fase, foram definidos três territórios vulneráveis, dois em São Miguel e um na Terceira.

A novidade deste projeto, diz Suzete Frias, passa pela "existência de sessões em conjunto" entre jovens e pais, sessões "onde são experimentadas todas as competências e todos os conteúdos no reforço que é dado à vinculação, às relações entre os membros da família".

E concretiza: "O objetivo da direção regional é, mais do que tratar, ir a montante promover os fatores protetores. Em linguagem de saúde são as vacinas que protegem estas crianças, promovendo os fatores protetores e diminuindo os fatores de risco, ou seja, os vírus que nos pudessem tornar vulneráveis".

O plano prevê também formação para equipas de intervenção em comportamentos aditivos e dependências e para funcionários de casas de acolhimento de jovens, bem como intervenções no âmbito da saúde escolar.

 

Câmara do Porto
A moção da vereadora da CDU na Câmara do Porto para que o Governo agilize a construção da nova ala pediátrica no Hospital São...

O documento exige que seja emitida a portaria que acelera o lançamento da obra, solicitando que a “câmara municipal se pronuncie de forma a reforçar a sua posição, para que as obras comecem o mais rapidamente possível”.

A vereadora da CDU, Ilda Figueiredo, lembrou que “o Hospital de São João já tem disponível cerca de 19,8 milhões de euros dos 23,8 milhões” necessários para iniciar a obra, porém refere que falta "publicar a portaria de extensão de encargos".

O vereador do PSD, Álvaro Almeida, concordou com a moção apresentada pela CDU por considerar aquele problema uma “preocupação pessoal e do partido”.

Também a vereadora socialista Fernanda Rodrigues disse “ter a expectativa de que a proposta se cumprirá a curto prazo”.

No texto da moção da CDU/Porto, assinado pela vereadora Ilda Figueiredo, lê-se que “o processo da construção da ala pediátrica, além de moroso e envolto em polémica, teve opções que se revelaram desastrosas e, não obstante o clamor público, e a imperiosa necessidade de se iniciar a construção, tem encontrado as maiores dificuldades”.

A CDU lembra que “apesar da necessidade de melhorar os cuidados de saúde prestados às crianças no Serviço Nacional de Saúde no Norte do país e, em particular, no distrito do Porto”, este processo nunca avançou, estando em causa a construção de um espaço que visa “acolher crianças doentes e aí prestar cuidados de saúde num espaço acolhedor e apropriado para as crianças, e, simultaneamente, acomodar os pais”.

Após relembrar os últimos desenvolvimentos sobre o processo da ala pediátrica no São João, a vereadora comunista convidou a vereação a votar uma recomendação ao Governo para que este procedesse "urgentemente" à emissão da portaria de extensão de encargos e de todos os atos e procedimentos administrativos necessários para que a administração do Hospital São João pudesse iniciar "o processo da construção da nova ala pediátrica”.

O ministro da Saúde comprometeu-se este mês, durante a audição na comissão parlamentar de Saúde, a lançar a obra da ala pediátrica do Hospital de São João até final da legislatura e disse que o "investimento está autorizado", encontrando-se a ser ultimado o plano de investimento.

Na altura o PCP, PSD, CDS e Bloco de Esquerda lembraram ao ministro da Saúde, Adalberto Campos, que no final de Abril deste ano já havia dito que "em duas semanas" o investimento da ala pediátrica estaria resolvido, quando em julho "nada se encontra resolvido".

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