Aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses
A OMS e a UNICEF recomendam o aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses de idade, e após o 6º mê

O declínio da amamentação foi uma consequência de várias alterações na história, nomeadamente na Industrialização, na emancipação da mulher, na promoção dos alimentos pré-lácteos, na grande guerra e consequentemente na perda da família alargada.

Após os anos 60 no Norte da Europa existiu um retorno lento à prática do aleitamento materno contudo mais evidente nas classes altas e com maior grau de escolaridade. Em Portugal a viragem ocorreu após os anos 80, em que constatou-se uma grande percentagem das mães (95%) a iniciarem a amamentação após o nascimento e em duas décadas a amamentação em exclusivo até aos 3 meses quase duplicou. Não obstante prevalecia um declínio rápido entre o 1º e o 3º mês de vida do bebé. Na base desta evolução estiveram as ações de promoção (Iniciativa Hospital Amigo dos Bebés) e as licenças parentais longas e flexíveis.

A OMS e a UNICEF recomendam o aleitamento materno exclusivo até aos 6 meses de idade, e após o 6º mês de vida, o início gradual dos alimentos complementares, mantendo o aleitamento materno até aos 2 anos de idade ou mais. Apesar dos bons resultados, Portugal ainda está longe das metas definidas pela OMS.

Atualmente, com a perda de conhecimento e observação da prática de amamentar de geração em geração, aliado à pressão social, pressão familiar, à escassa informação credível e à falta de comunicação desencadeia na mulher sentimentos controversos como angustia, insegurança, ambivalência (quere mas não consegue) e solidão que originam o abandono ao aleitamento materno precocemente.

Com todos estes sentimentos de incertezas e sem apoio surge a questão em 90% das mulheres “será que o meu leite é fraco?” Amamentar pode ser de fato um processo exigente, afinal a amamentação não é instintiva, apesar de ser um ato inato. Se a mulher estiver recetiva a aprender as adversidades, a amamentação tem tudo para ser uma parte maravilhosa da experiência da maternidade.

Uma mulher bem informada é uma mulher que tem segurança para tomar decisões bem fundamentadas. O ponto de viragem e de sucesso da amamentação assenta em três princípios em que o Enfermeiro assume o papel principal e determinante no apoio à mãe/casal e bebé, nomeadamente:

- Na decisão de amamentar, sendo esta uma decisão pessoal, sujeita a diversas influências externas, baseada no conhecimento das vantagens da amamentação. O Enfermeiro nas consultas de enfermagem da grávida e na preparação para a parentalidade pode ter influência nesta decisão.

- No estabelecimento da lactação, na prática hospitalar, através da promoção da amamentação imediata após o parto com o contacto pele a pele e na envolvência da ligação parental do companheiro.

- No suporte da amamentação, através do apoio de profissionais de saúde competentes e disponíveis quer na visita domiciliária quer na consulta de apoio à amamentação.

Importa realçar que um bom começo leva a uma boa produção de leite materno, à diminuição de ocorrência de complicações, a um bebé saudável/satisfeito/feliz e a uma amamentação prolongada, que vai ao encontro das metas definidas pela OMS e UNICEF.

Fonte:
GALVÃO, Dulce Maria Pereira; Amamentação bem-sucedida: Alguns fatores determinantes; Lusociência, 2006.
LEVY, Leonor; Um acto de amor - tudo o que precisa de saber para amamentar o seu bebé com sucesso; A esfera dos livros, 2011

 

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Administração Regional de Saúde
As 195 vagas abertas hoje para recém-formados em medicina geral e familiar vão permitir atribuir médico de família a 350.000...

O anúncio surge na sequência da autorização, dada na semana passada, pelo Ministério da Saúde, para a contratação, a nível nacional, de 1.234 médicos: 856 para cuidados hospitalares e 378 para cuidados de saúde primários (medicina geral e familiar), sendo que em ambos os casos a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) reúne mais de metade das vagas, 58,7% e 51,5%, respetivamente.

Em comunicado, a ARSLVT explica que das 195 vagas disponíveis no concurso aberto hoje, o Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) Sintra é o mais carenciado, com um total de 24 vagas, seguindo-se o ACES Arrábida, com 20, e o ACES do Arco Ribeirinho, com 18 vagas.

“A Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) S. Sebastião, no ACES Arrábida, é a que possui o maior número de vagas em termos individuais: 9. Numa situação semelhante encontram-se as UCSP Amadora (ACES Amadora) e Algueirão (ACES Sintra), com 8 vagas cada, acompanhadas de perto pela UCSP Torres Vedras (7 vagas)”, refere o comunicado.

Caso todas as vagas sejam preenchidas, de acordo com a ARSLVT, “será possível dar médico de família a cerca de 350.000 utentes” da região.

Para Luís Pisco, presidente da ARSLVT, a colocação dos 195 clínicos nos centros de saúde “terá um impacto qualitativo significativo na vida de um número considerável de pessoas que só agora poderão usufruir” do seu médico de família.

“Esperamos ter famílias mais saudáveis, em estreita ligação com uma equipa de saúde familiar que as acompanha nas diferentes fases da vida”, sublinha o presidente da ARSLVT, citado no comunicado, acrescentando que “esta contratação vai permitir uma melhor organização da oferta e procura de cuidados na Região”.

No total, na Região de Lisboa e Vale do Tejo estão disponíveis 503 lugares para médicos recém-especialistas ou outros que não tenham vínculo contratual ao Serviço Nacional de Saúde, o que inclui vagas para as especialidades hospitalares e de Saúde Pública, salienta ainda a nota da Administração Região de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

Vida saudável
Investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto estão a participar num projeto internacional que visa melhorar...

Com esta iniciativa, que envolve parceiros da Roménia, da Polónia, da Lituânia, da Eslovénia, da Letónia, da França, da Hungria e de Portugal, os responsáveis pretendem abordar o desafio social do envelhecimento da sociedade, demonstrando que o termalismo pode ser um setor com potencial para tornar os cuidados de saúde mais eficientes.

O investigador Pedro Augusto, coordenador científico, contou que a iniciativa, que iniciou em junho e tem a duração total de quatro anos e meio, divide-se em duas fases, destinando-se a primeira ao levantamento das condições e as práticas relacionadas com o termalismo nos oito países pertencentes ao consórcio.

Cada região inclui intervenientes regionais, sendo que no caso português passam pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), o Hospital de São João (Porto), associações de pacientes que recorrem a tratamentos termais, bem como a Associação das Termas de Portugal e a Comunidade Intermunicipal do Tâmega e Sousa.

A região Norte de Portugal, referiu o responsável, tem mais de 24 termas, das quais seis estão inativas, sendo a sub-região do Tâmega e Sousa a escolhida, dentro deste projeto, para receber as visitas com os parceiros do consórcio.

Numa segunda fase, continuou o coordenador, será elaborado um plano de ação com o objetivo de mudar políticas, a nível regional e nacional, "de forma a que se consigam implementar todas as correções que forem sendo listadas" durante a primeira fase, recuperando também as termas que não estão ativas.

Para a diretora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), Maria Amélia Ferreira, a utilização das termas traz diversos benefícios para a saúde, podendo as mesmas estar orientadas para tratamentos respiratórios, gastrointestinais e dermatológicos, dependendo da tipologia das suas águas.

Além dos tratamentos que podem ser disponibilizados para condições específicas, a diretora da FMUP destacou o facto de o termalismo ser uma "cultura milenar", que permite ao organismo dos utilizadores estar "numa situação de tranquilidade".

Paralelamente ao desenvolvimento económico que o projeto pode trazer, destacou a formação dos profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e auxiliares, que prestam cuidados aos utilizadores das termas.

Segundo a responsável, este projeto é um "investimento muito relevante" para a FMUP, pelo facto de conciliar as áreas da inovação, da medicina preventiva e da formação, através da pós-graduação que a entidade disponibiliza, em Climatologia e Hidrologia, orientada para profissionais de saúde que trabalham em termalismo.

De acordo com Pedro Augusto, durante a primeira reunião do grupo de trabalho "levantou-se a hipótese de o projeto concorrer a verbas para ser criada uma rede de formação a nível europeu na área do termalismo, aproveitando a base estabelecida para o curso" disponibilizado na FMUP.

Nesse primeiro encontro, contou, os parceiros afirmaram igualmente "que gostariam de ver as termas muito mais usadas pela população".

"Enquanto os hospitais estão a abarrotar de gente, nas termas, que muitas vezes seriam a opção ideal para resolver as questões da maioria das pessoas que vão ao hospital, não se passa o mesmo. Embora essa tradição tenha existido no passado, perdeu-se muito", salientou.

Em França, exemplificou, "as termas vivem muito do apoio que o Estado dá, inclusive para a medicina preventiva", enquanto que, em Portugal, embora "agora esteja a ser retomado, de uma forma tímida", este foi sendo retirado ao longo do tempo.

"A verdade é que em França, como noutros dos países parceiros, esses apoios nunca foram retirados, encontrando-se esses países numa fase em que o Estado já financia o termalismo preventivo", acrescentou.

Pedro Augusto disse ainda que o objetivo principal é chegar ao fim do projeto com "alterações substanciais" nas leis e nas condições relacionadas com o termalismo.

Estudo
Investigadores japoneses anunciaram na segunda-feira o primeiro teste em humanos com um tipo de células estaminais para tratar...

A equipa da Universidade de Kyoto planeia injetar cinco milhões de células estaminais pluripotentes induzidas (iPS) - que têm o potencial de se desenvolver em qualquer célula do corpo - em cérebros de pacientes, disse a universidade em comunicado.

As células iPS de doadores saudáveis serão desenvolvidas em células cerebrais produtoras de dopamina, que não estão mais presentes em pessoas com a Doença de Parkinson, escreve o Sapo.

A doença de Parkinson é um distúrbio neurológico crónico e degenerativo que afeta o sistema motor, muitas vezes causando tremores e outras dificuldades no movimento.

10 milhões de doentes
Cerca de 10 milhões de pessoas sofrem desta doença, de acordo com a Fundação da Doença de Parkinson.

As terapias atualmente disponíveis "melhoram os sintomas sem retardar ou interromper a progressão da doença", salienta a fundação. A nova investigação procura reverter ativamente a doença.

O teste clínico com sete participantes, entre os 50 e 69 anos, arranca na quarta-feira. A universidade irá monitorar as condições dos pacientes por dois anos após a operação. 

O teste em humanos chega depois de um teste anterior que envolveu macacos.

Investigadores anunciaram no ano passado que primatas com sintomas de Parkinson recuperaram parte da sua mobilidade depois de terem sido inseridas células iPS nos seus cérebros. Informaram ainda que essas células não se transformaram em tumores durante os dois anos após o seu transplante.

As células iPS são criadas estimulando a transformação de células maduras, já especializadas, para que regressem ao estado juvenil - uma espécie de clonagem sem a necessidade de um embrião.

Estas células, por serem usadas no próprio paciente, são menos propensas a serem rejeitadas pelo organismo humano.

Estudos revelam
São raras as marcas avaliadas que cumprem as metas previstas para 2020 pelas autoridades de saúde.

Dois estudos feitos pelo Departamento de Alimentação e Nutrição do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge encontraram níveis elevadíssimos de sal ou açúcar em todos os tipos de alimentos processados analisados.

No caso do sal, foram estudadas centenas de sopas prontas para comer, tipos de fiambre, queijos e tostas. No açúcar, a avaliação centrou-se nos cereais para pequeno-almoço e iogurtes sólidos e líquidos.

Em todos os tipos de alimentos são raros os produtos à venda que ficam dentro das metas definidas pelo Estado português, na Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável, para serem alcançadas em 2020, escreve a TSF.

Os dois estudos sublinham os efeitos negativos para a saúde do açúcar e do sal, nomeadamente doenças cardiovasculares, obesidade e diabetes, pelo que defendem que é preciso intervir junto das empresas que vendem estes produtos, mas também alertar os consumidores.

Apenas 22 em 167 iogurtes têm o açúcar que deviam
No caso do açúcar, foram analisados 167 iogurtes e apenas 22 sólidos cumpriam o que é aconselhado pelas autoridades de saúde (no caso dos líquidos nenhum cumpria esses valores). Para os cereais foram avaliadas 103 marcas e apenas 6 (sempre flocos de milho e integrais) vão de encontro às recomendações.

Os especialistas em saúde sublinham que nos iogurtes e nos cereais estamos a falar de produtos muito consumidos, diariamente, por crianças.

Em ambos os casos será preciso reduzir para um quarto ou mesmo um quinto, em média, o açúcar em iogurtes e cereais.

Quase tudo tem sal em excesso
Quanto ao sal, o cenário de excesso é comum a quase todos os tipos de produtos analisados. Nas sopas prontas para comer a redução necessária até 2020 cortará 80% do sal, enquanto no fiambre, queijos e tostas o corte pode ser ainda maior, passando com frequência para apenas um oitavo do que é praticado atualmente.

Das 382 sopas analisadas apenas 4 ficaram abaixo do valor limite previsto na Estratégia nacional e aconselhado pela Direção-Geral de Saúde.

Nos fiambres (de porco, frango e peru) nenhum cumpre o teor de sal de referência: 0,3 gramas por cada 100 gramas de produto. Ou seja, a redução até 2020 deve ser de 87,5%.

Quanto aos queijos (flamengo, fresco, mozarela, creme, etc.), apenas 2 dos 93 ficam dentro do que se esperava, sendo o mercado português aquele onde estes têm mais sal em comparação com o reino Unido e França.

Só duas marcas de tostas dentro do limite
Finalmente, foram avaliadas 126 tostas (de diferentes tipos de cereais, normais e integrais). Os números portugueses são dos mais baixos dos seis países europeus analisados, mas mesmo assim apenas 2 tostas cumprem os valores de referência, pelo que a redução até 2020 terá de rondar, em média, os 70%.

O estudo conclui que nas sopas, fiambre, queijos e tostas é "ínfimo" o número de produtos com valores de sal iguais ou inferiores ao previsto na Estratégia Integrada para a Promoção da Alimentação Saudável.

Em 2017
As exportações de artigos de medicina tradicional chinesa subiram em 2017 para as 358 mil toneladas, de acordo com a Câmara de...

Em 2017, a China vendeu 358 mil toneladas de produtos ligados à medicina tradicional chinesa, um aumento de 0,7% em relação ao ano anterior.

O valor das exportações foi de 3,6 mil milhões de dólares (3,07 mil milhões de euros), um aumento de 2,1%, segundo o mesmo organismo.

No ano passado, registou-se um pico na procura do Vietname por canela, bagas de goji e coptis de ervas, disse o diretor do departamento de medicina tradicional chinesa daquela entidade, Yu Zhibin.

Países do sudeste da Ásia, como Vietname, Malásia e Tailândia são mercados tradicionais da medicina tradicional chinesa e a procura internacional tem vindo a aumentar, disse Yu.

No ano passado, a China importou 90.983 toneladas em artigos para a medicina tradicional chinesa, um aumento de 13,62%.

O longan e o ginseng secos estavam entre os principais produtos importados. A procura interna da China nesta área também está a aumentar, explicou o mesmo responsável.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Todos os distritos de Portugal continental, o arquipélago da Madeira e os grupos Ocidental e oriental dos Açores apresentam...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) apenas o grupo Central dos Açores (Faial, Terceira, Pico, S. Jorge e Graciosa) têm um risco moderado e baixo.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera recomenda o uso de óculos de sol com filtro ultravioleta (UV), chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

O índice ultravioleta varia entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje, para Portugal continental, céu pouco nublado ou limpo, vento moderado a forte no litoral oeste durante a tarde e pequena subida de temperatura no Sul.

Nos Açores aguardam-se períodos de céu muito nublado com abertas, vento fraco e possibilidade de aguaceiros fracos, mas apenas no grupo central.

Para a Madeira estão previstos períodos de céu muito nublado, vento fraco a moderado e pequena descida de temperatura nas zonas montanhosas.

Unicef e OMS alertam
Cerca de 78 milhões de bebés (60% do total) não são amamentados na primeira hora de vida, aumentando o risco de morte e de...

As organizações notam que a maior parte destes bebés nasce em países de rendimento baixo e salientam que mesmo uma demora de algumas horas na amamentação após o nascimento pode colocar as crianças em risco de vida.

O contacto pele com pele na amamentação estimula a produção de leite nas mães, incluindo o colostro, rico em nutrientes e anticorpos, chamado a "primeira vacina" de um bebé.

As taxas de amamentação na primeira hora após o nascimento são mais altas na África Austral e do Sul (65%) e mais baixas no leste da Ásia e Pacífico (32%), refere-se no relatório.

Em países como o Burundi, Sri Lanka e Vanuatu, 90% dos bebés são amamentados na primeira hora, enquanto no Azerbaijão, Chade e Montenegro, só dois em cada dez são amamentados.

O diretor-geral da OMS, Tedrso Adhanom Ghebreyesus, salientou que "a amamentação é o melhor começo de vida possível" e defendeu que é preciso as famílias, sistemas de saúde, patrões e governos apoiarem as mães para "darem aos filhos o começo que merecem".

No relatório, chamado "Capturar o momento", elencam-se razões que fazem demorar o primeiro aleitamento, como diferenças nos cuidados às mães e recém-nascidos.

Em muitos casos, os bebés são separados das mães imediatamente após o nascimento e não é a presença de pessoal qualificado a assistir aos partos que afeta a frequência da amamentação após o nascimento.

Práticas como dar aos recém-nascidos leite preparado, mel ou água açucarada ainda contribuem para adiar o primeiro contacto do bebé com a sua mãe.

Outro fator é o aumento de cesarianas, que em países como Egito mais do que duplicaram entre 2005 e 2014, de 20% para 52%, enquanto a percentagem de bebés amamentados desde logo desceu de 40% para 27%.

Estudos anteriores citados no documento agora divulgado mostram que os recém-nascidos que foram amamentados entre as duas e as 23 horas a seguir ao parto tinham 33% mais riscos de morrer do que os que foram amamentados antes.

Entre os recém-nascidos amamentados a partir do dia seguinte ao nascimento, o risco duplicava.

No relatório apela-se aos governos, doadores e decisores para que adotem medidas legais fortes para restringir a publicidade de leite preparado para recém-nascidos e outros substitutos do leite materno.

Política antitabagismo
A partir de hoje passa a ser proibido fumar no interior de habitações subsidiadas pelo Governo nos Estados Unidos, de acordo...

Esta regra proíbe o consumo de tabaco em unidades habitacionais, nas suas áreas comuns e prédios administrativos em todo o país.

A política estende-se a todas as áreas externas, até 7,5 metros dessas residências e prédios administrativos.

De acordo com dados do Departamento de Habitação e Desenvolvimento Urbano (HUD), as autoridades deverão economizar até 38 milhões de dólares (32,6 milhões de euros) por ano em manutenção, e reduzirão o risco de incêndio, avaliado igualmente em 38 milhões de dólares.

A proibição não implica multas, mas as autoridades dizem que os reincidentes serão punidos.

Assembleia da República
A Frente Comum entregou ontem no Parlamento uma petição com quase 12 mil assinaturas contra a lei que suspende a atribuição de...

“Um trabalhador se acontecer ficar doente, se for considerada doença profissional, se tiver desclassificação por isso, bem como outro que parta uma perna ou fique seriamente lesado em termos físicos, é-lhe reconhecido o direito à indemnização mas não lhe pagam. Só pagam a indemnização quando for para a aposentação”, disse a coordenadora da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública (ligada à CGTP), Ana Avoila, após a entrega da petição na Assembleia da República, em Lisboa.

Em 2014, foi alterado o regime legal de acidentes em serviço e doenças profissionais, que impede a um trabalhador em funções públicas a acumulação da indemnização por acidentes de trabalho e doença profissional com uma remuneração mensal.

Isso faz com que, desde então, os trabalhadores doentes por motivo de trabalho não possam receber a indemnização que lhes for atribuída, tendo de esperar pela aposentação para isso.

Contudo, mesmo na aposentação, o trabalhador recebe a indemnização, mas depois esse valor é-lhe retirado da pensão mensal em prestações, explicou.

Questionada sobre quantos trabalhadores se viram privados nos últimos quatro anos das indemnizações a que têm direito, Ana Avoila estimou que são milhares, mas disse que a Frente Comum não tem números concretos, uma vez que quem tem os dados é a Caixa Geral de Aposentações (CGD) ou os ministérios e não lhe foi facultada essa informação.

A dirigente sindical considerou que há setores especialmente penalizadores para os trabalhadores, caso dos trabalhadores de resíduos nas autarquias, trabalhadores de máquinas em obras públicas, ou pessoal que trabalha nos hospitais a carregar doentes e equipamentos pesados.

Nos hospitais, disse, há casos em que um trabalhador pode ter direito a indemnização paga na hora, porque tem um contrato individual de trabalho (em que, como nos trabalhadores de empresas privadas, é obrigatório ter seguro de trabalho, que em caso de problemas paga a indemnização) e outro não ter direito porque está em trabalho nos quadros da função pública.

Ana Avoila considerou uma discriminação o que se passa.

Questionada sobre se já levou este tema ao Governo, a coordenadora da Frente Comum disse que tem sido abordado em reuniões e que “houve abertura, mas que até agora não há avanços. Mas quer acreditar que haverá uma norma no Orçamento do Estado para 2019 “que resolva isto”, até porque a Frente Comum não desistirá “enquanto não se alterar” o regime, assegura.

No Parlamento, já houve propostas para alteração desta lei pela parte PCP e do BE.

A petição ontem entregue na Assembleia da República tem 11.883 signatários.

Contudo, disse coordenadora da Frente Comum, a entrega hoje no Parlamento foi para aproveitar o seu último dia em funcionamento antes de férias, mas a recolha de assinaturas vai continuar.

Estudo
Um estudo desenvolvido pelo Politécnico de Castelo Branco concluiu que a prevalência de hipertensão arterial na população...

O Programa de Pressão Arterial da Beira Baixa (PPABB), que envolveu 1.045 indivíduos, com idades entre os 18 e os 99 anos, tem como objetivo determinar a prevalência de hipertensão arterial e hipotensão ortostática na região da Beira Baixa.

"O estudo concluiu que a prevalência de hipertensão arterial na população adulta do concelho da Covilhã é de 56,0%, sendo ligeiramente superior no género masculino (58,3%) quando comparada ao género feminino (54,1%)", refere um comunicado do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB).

O PPABB encontra-se integrado na Unidade de Investigação QRural (Qualidade de Vida no Mundo Rural), unidade recém-criada no IPCB, cuja coordenação está a cargo da docente da Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias (ESALD), Patrícia Coelho.

O estudo mostrou ainda que 43,3% da população inquirida apresenta hipertensão arterial não controlada, valores estes que assumem "dimensões preocupantes".

A par destes resultados, foi ainda possível perceber que os fatores de risco mais comuns na população adulta do concelho da Covilhã são a obesidade e o sedentarismo.

Foi ainda estudado a prevalência de hipotensão ortostática, forma de pressão arterial baixa que acontece quando a pessoa se põe de pé a partir da posição sentada ou deitada.

Segundo o estudo, os valores obtidos revelam-se "preocupantes", sendo que a prevalência foi de 10,5%.

"Permite concluir que tanto a hipertensão arterial como a hipotensão ortostática apresentam elevadas prevalências no concelho da Covilhã", lê-se na nota.

Face aos resultados obtidos, o estudo recomenda a realização de campanhas de prevenção primária de alerta e consciencialização da população aos problemas que poderão advir desta patologia de forma a minimizar a incidência de hipertensão arterial, aumentar o seu controlo e tratamento e diminuir os fatores de risco modificáveis mais prevalentes nesta população.

 

Opinião
A prevalência das doenças crónicas está a aumentar em Portugal, induzida principalmente por dois fat

De acordo com o Inquérito Nacional de Saúde realizado em 2014, mais de 5,3 milhões de residentes em Portugal com 15 ou mais anos referiram ter, pelo menos, uma doença crónica. Entre as mais prevalentes encontramos as doenças cardiovasculares, o cancro, as doenças respiratórias crónicas e a diabetes.

Esta realidade exige o desenvolvimento de serviços cada vez mais vocacionados para a melhoria dos cuidados de saúde dos cidadãos. Viver mais anos, com mais qualidade de vida deve ser o grande lema do sistema de saúde, onde se inserem tanto os profissionais de saúde, como o próprio utente. 

O medicamento constitui uma parte central dos cuidados de saúde. A toma correta dos medicamentos contribui de forma determinante para o controlo das doenças crónicas e consequente melhoria da qualidade de vida das pessoas. No entanto, estima-se que 50% dos cidadãos, em todo o mundo, não toma corretamente os seus medicamentos, o que aumenta a probabilidade de insucesso do tratamento e o aparecimento de complicações evitáveis.

A não adesão à terapêutica é um problema comum, particularmente frequente nas pessoas que se encontram a tomar vários medicamentos e que iniciam um novo tratamento. Um estudo efetuado em 2004 revelou que cerca de um terço das pessoas a quem tinha sido prescrito um novo medicamento não o tomou conforme prescrito, quase metade delas de forma deliberada. Muitas pessoas reportaram ainda necessidades não atendidas de informação e suporte.

Apesar do aconselhamento prestado na farmácia no momento da dispensa do medicamento, quando a pessoa inicia a sua toma começa a experienciar os efeitos do medicamento, surgindo novas questões e preocupações, que têm um grande impacto na adesão à terapêutica. É neste momento, em que as pessoas precisam de respostas, que um serviço de proximidade prestado pelo Farmacêutico pode fazer a diferença.

É neste contexto que surge um novo serviço nas Farmácias Holon - o Serviço de Primeira Dispensa. Este consiste no acompanhamento da pessoa que inicia um novo medicamento e inclui duas consultas farmacêuticas (presenciais ou via por telefónica), a primeira 7 a 14 dias após o início da toma do novo medicamento e a segunda 14 a 21 dias após a primeira consulta. Desta forma, será possível detetar e resolver problemas relacionados com o medicamento, assim como esclarecer qualquer dúvida que tenha surgido.

Este acompanhamento personalizado pretende garantir que o tratamento vai ao encontro dos resultados desejados, contribuindo para a segurança através da prevenção de efeitos adversos e de problemas relacionados com os medicamentos, aumentando o envolvimento da pessoa no seu processo de cuidados de saúde e apoiando-o na tomada de decisões sobre o seu tratamento e autogestão.

Este novo serviço vem complementar os serviços já disponibilizados pelas Farmácias Holon, reforçando a relação de confiança, proximidade, disponibilidade e dedicação que mantêm com os seus utentes.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Europacolon
Os doentes referenciados após o resultado positivo na pesquisa de sangue oculto nas fezes aguardam, em média, cinco meses para...

Em declarações, o presidente da instituição – também conhecida como Associação de Apoio ao Doente com Cancro Digestivo –, Vítor Neves, denunciou a “tendência de adiamento do rastreio de base populacional do cancro do intestino”, um rastreio que é “uma atitude preventiva que pode detetar a doença a tempo de ser estabilizada”.

Relatou que, em dezembro de 2016, a população foi informada que o rastreio ia começar, numa zona piloto no norte do país, sendo depois replicado noutras zonas do país, e em julho de 2017, a Administração Regional da Saúde (ARS) Lisboa e Vale de Tejo deu um “anúncio informal” de que o rastreio ia começar em “quatro centros de saúde em Setúbal”.

Porém, diz saber agora, que “não há um rastreio de base populacional” e sente que os projetos piloto do Norte não estão a ter “replicações no resto do país”.

“Sentimos que a ARS centro tem o rastreio parado. A parte mais grave é que as colonoscopias necessárias, de quem tem positividade de sangue oculto nas fezes, não estão a ser conseguidas no prazo mínimo expectável, que seriam de três a quatro emanas. As reclamações de pacientes é que colonoscopias estão a demorar meses a serem marcadas, o que contraria a filosofia do rastreio e da sobrevivências das pessoas, que precisam de confirmar se é uma doença oncológica”, denunciou.

Está no orçamento nacional de saúde e faz parte do contrato-programa de cada hospital, uma verba para o rastreio de cancro do cólon retal, cabendo aos “hospitais centrais e ARS contratualizar, no princípio de cada ano, o número de colonoscopias disponíveis” para fazer o seguimento do rastreio, destacando o IPO do Porto, como “uma anomalia positiva, porque vai funcionando”.

“Os outros [hospitais] não conseguem dentro do prazo estipulado, tem de ser feito fora das horas de trabalho presumo, porque as listas de espera estão cheias. Isso os hospitais saberão. O que sabemos é que os utentes não estão a fazer, dentro do prazo estipulado as colonoscopias, no tempo determinado. Meses à espera de uma colonoscopia é um risco muito grande para a vida das pessoas”, sublinhou.

Em Portugal, surgem cerca de oito mil casos por ano de cancro do cólon retal, resultando em quatro mil mortes anuais – 11 por dia –, uma doença “que demora seis a oito anos a progredir, em que a faixa etária mais incidente é a partir dos 50 anos” e, embora o número de doentes esteja “a aumentar todos os anos”, “há uma forma de atenuar a mortalidade”.

“A maior parte das doenças neoplasias já se estabilizam hoje em dia. Havendo um rastreio que tem o melhor custo/benefício, o rastreio de ocultação de sangue nas fezes é barato, tem o beneficio de encontrar a doença no estadio inicial, o que vai poupar vidas, custos sociais ao país, milhões de euros em tratamentos às pessoas, que mais tarde vão necessitar de cirurgias, quimioterapias, radioterapias, custos de baixas medicas e laborais. São estas as consequências”, declarou.

Estas colonoscopias são importantes porque, caso seja detetada positividade de sangue oculto nas fezes, “há uma grande probabilidade de ser uma doença neoplasia”, ou seja, não havendo rastreios a situação “agrava-se todos os dias, pondo em causa vidas humanas”.

“Pode ser verdade ou não, mas existe essa probabilidade. A ser positiva, meses de espera por uma colonoscopia que vai determinar se existe [doença neoplasia], são mais uns meses que fazem progredir a doença. Uma doença neoplasia tem que ser tratada o mais rápido possível. Quantos mais meses progride sem tratamento, mais riscos existem para a vida das pessoas”, indicou.

“Apague o seu último cigarro e acabe com este pesadelo”
O cancro do pulmão representa 13% dos novos casos de cancro diagnosticados anualmente em Portugal, ocupando o quarto lugar em...

O tabaco é o principal fator de risco para o cancro do pulmão, sendo responsável por cerca de 85 a 90% dos casos pelo que, no dia em que se assinala mundialmente esta doença, se torna fundamental apelar à cessação tabágica. “O fumo do tabaco é constituído por mais de 7000 compostos químicos e, destes, cerca de 50 são reconhecidamente carcinogénicos. A maior parte dos fumadores têm conhecimento sobre os riscos associados ao tabagismo mas continuam a fumar porque são dependentes de uma substância constituinte do tabaco que é a nicotina e que causa habituação”, refere Lourdes Barradas, coordenadora da CT de Pneumologia Oncológica da SPP. De forma a combater este problema de saúde, a médica pneumologista refere ser primordial que “a nossa sociedade e os nossos governantes sejam envolvidos e os profissionais de saúde tenham uma atitude proactiva atuando, por um lado, a nível da prevenção primária - através de campanhas de sensibilização para evitar a iniciação dos hábitos tabágicos nas idades mais jovens  - e, por outro, na prevenção secundária incentivando os fumadores a deixar de fumar, facilitando o acesso às consultas de cessação tabágica”.

A maioria dos casos de cancro do pulmão são diagnosticados em estadios avançados facto este que incide no prognóstico e contribui para a elevada mortalidade. No entanto, apesar da elevada taxa de mortalidade, o tratamento do cancro do pulmão, em especial nos estádios avançados, sofreu “uma verdadeira revolução na última década com as terapêuticas alvo e a imunoterapia. O progresso da biologia molecular veio permitir o desenvolvimento de fármacos com impacto significativo na qualidade de vida e na sobrevivência global desta patologia. Identificaram-se alvos nas células tumorais para os quais foram descobertas terapêuticas específicas que inibem o crescimento e a multiplicação das células cancerígenas levando a um aumento da sobrevida global”, esclarece a CT de Pneumologia Oncológica.

A cessação tabágica é uma das medidas mais efetivas de prevenção do cancro do pulmão pelo que se pretende esta sensibilização dos portugueses através da campanha “Apague o seu último cigarro e acabe com este pesadelo”. “O melhor tratamento do cancro do pulmão é a prevenção, e a melhor prevenção é não fumar”, como alerta José Pedro Boléo-Tomé, coordenador da CT de Tabagismo.

 

Férias
No verão multiplicam-se os planos ao ar livre para aproveitar o calor, como idas à praia ou passeios ao final do dia. No...

Com a chegada do verão, chegam também as indesejadas picadas de mosquitos. Estes adaptam-se melhor às temperaturas altas, razão pela qual escolhem esta altura para se reproduzirem. A melhor solução para garantir que nestas férias consegue livrar-se das picadas de mosquitos é utilizar regularmente um repelente.

Entre a ampla oferta existente, deve optar sempre por aqueles que têm ingredientes cientificamente testados e comprovados, como é o caso do DEET, um ingrediente que afeta os recetores olfativos nos insetos, dificultando que estes nos reconheçam.

A aplicação correta de repelente passa por aplicá-lo regularmente na área da pele exposta. Caso esteja numa zona balnear, deve renovar a aplicação depois de se molhar. Em caso de querer usar protetor solar, deve aplicá-lo em primeiro lugar e optar por um de elevada proteção, pois o DEET reduz a sua eficácia.

Os mais pequenos também devem andar protegidos e, para isso, existem produtos desenvolvidos especificamente a pensar nas suas peles mais sensíveis.

Caso o destino escolhido para as férias seja um país tropical, onde existe maior risco de transmissão de doenças pela picada do mosquito, deve escolher repelentes próprios para estes destinos, nos quais a quantidade de DEET é superior.

Para além do uso regular de repelente, aconselha-se ainda a evitar o uso de perfumes ou cosméticos com cheiros ativos e vestir roupa com cores brilhantes, pois estes atraem os mosquitos.

Faculdade de Medicina
Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Medicina do Porto mostra que, de duas mil crianças inquiridas em 12 escolas primárias...

Os resultados deste estudo, que engloba crianças dos sete aos 11 anos e que faz parte de uma investigação sobre os conhecimentos da população portuguesa relativamente à exposição solar, indicam que 64% dos participantes usa o chapéu para se proteger do sol.

"Apesar da falta de proteção em alguns cenários, e ainda que 85% das crianças tenha um conhecimento adequado sobre as medidas de proteção solar, mais de metade (64%) pensa erradamente que o protetor solar protege melhor do que a roupa ou a sombra", indica um comunicado sobre a investigação.

Da responsabilidade da estudante de doutoramento da Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) Ana Filipa Duarte, também investigadora no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS), o projeto envolveu diferentes grupos que lidam com o sol em contextos específicos.

Outro dos estudos englobados na investigação, concebido com dados de mais de quatro mil questionários respondidos por veraneantes, durante quatro anos consecutivos, à entrada de uma praia algarvia, demonstra que mais de metade dos inquiridos chega à zona balnear nas horas menos recomendadas para exposição solar.

Dessa amostra, são as pessoas com idades compreendidas entre os 16 e 40 que mais desrespeitam o horário de segurança.

Questionando a mesma amostra sobre a utilização de solários, "concluiu-se que as pessoas que não têm os devidos cuidados em contexto balnear são, também, aquelas que mais recorrem a solários", indicou o comunicado.

Contudo, continua a nota informativa, embora em Portugal a utilização deste serviço "seja significativa - especialmente entre mulheres com idades jovens -, a procura está abaixo dos outros países europeus".

Os atletas, refere ainda o comunicado que praticam desporto ao ar livre "são outro dos grupos mais suscetíveis à exposição solar".

Através da análise dos dados de um inquérito realizado junto de 2.445 corredores ao ar livre, que participaram em maratonas organizadas no Porto, concluiu-se que 75% dos inquiridos tem um comportamento desadequado, cenário mais positivo entre pessoas que treinam mais de quatro horas por semana.

Outra das conclusões demonstra que, apesar de as mulheres serem mais cuidadosas do que os homens no que diz respeito à utilização do protetor solar, não têm tanto cuidado quanto aos horários recomendados para a exposição solar.

Esta linha de investigação tem em curso estudos adicionais, que permitem verificar a melhor forma de intervenção junto da população e melhorar a sua eficácia, direcionando as campanhas de prevenção.

No âmbito deste projeto estão ainda a ser investigados os dados epidemiológicos e os custos associados ao tratamento do cancro da pele em Portugal.

Esta investigação foi coordenada por Osvaldo Correia e Altamiro da Costa Pereira, docentes da FMUP e investigadores do CINTESIS.

Alzheimer Portugal
A Associação Alzheimer Portugal lançou hoje uma campanha que visa aumentar a compreensão sobre a demência, convidando todos os...

Lançada no Dia Internacional da Amizade, a campanha “Amigos na Demência” integra-se no movimento global “Dementia Friends”, implementado em 17 países, pretende demonstrar que “é possível viver melhor com demência e que a pessoa é muito mais do que a demência”, refere a associação em comunicado.

“Combater o desconhecimento e o estigma associados à demência é fundamental, assim como aumentar o nível de consciencialização sobre a demência em Portugal”, defende o presidente da Alzheimer Portugal, José Carreira, citado no comunicado.

Segundo José Carreira, a iniciativa pretende “ajudar os portugueses a compreenderem como é que a demência afeta as pessoas e contribuir para alterar comportamentos que tornem a sociedade mais amiga das pessoas com demência”.

Qualquer pessoa, de qualquer idade, pode ser “amigo na demência”, bastando para tal aceder ao site da campanha (www.amigosnademencia.org), registar-se, visionar um vídeo e, de seguida, comprometer-se com uma ação, preenchendo o formulário de compromisso, explica a associação no comunicado.

Para assinalar o lançamento desta iniciativa, a Alzheimer Portugal vai realizar durante o dia de hoje um conjunto de ações em várias praias e cidades portuguesas, 21 locais no total, em todos os distritos, onde colaboradores e voluntários da associação terão a missão de convidar as pessoas a tornarem-se “amigos na demência”.

Esta campanha conta com o patrocínio do Presidente da República e o apoio de um conjunto alargado de parceiros de referência.

Com esta campanha, a associação pretende também dar resposta aos mais recentes apelos internacionais para que se desenvolvam iniciativas que contribuam para sociedades amigas das pessoas com demência.

O “Plano de Ação Global de Resposta da Saúde Pública à Demência 2017-2025” da Organização Mundial da Saúde contém sete linhas de ação, sendo que a segunda trata da consciencialização.

No que respeita ao enquadramento europeu, sublinham-se os resultados do “European Dementia Monitor 2017” da Alzheimer Europe, em que Portugal apresenta pontuação zero quanto à inclusão e às iniciativas amigas das pessoas com demência, pelo facto de não ter implementado qualquer ação desta natureza até à data, refere a associação

A Organização Mundial de Saúde estima que em todo o mundo existam 47,5 milhões de pessoas com demência.

 

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Onze distritos de Portugal continental e os arquipélagos da Madeira e dos Açores apresentam hoje um risco muito elevado de...

Bragança, Viseu, Guarda, Castelo Branco, Portalegre, Santarém, Lisboa, Setúbal, Évora, Beja e Faro são os distritos em risco muito elevado.

Leiria, Coimbra e Vila Real apresentam nível elevado, Aveiro e Viana do Castelo um risco moderado e Braga e Porto um risco baixo.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o Instituto Português do Mar e da Atmosfera recomenda o uso de óculos de sol com filtro ultravioleta (UV), chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices ultravioleta variam entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje em Portugal continental nebulosidade matinal no litoral Norte e Centro, a persistir no Minho e pequena subida da temperatura máxima.

O Porto vai alcançar hoje os 24º Celsius, Lisboa os 27º e Faro os 31º.

Nos Açores aguardam-se períodos de céu muito nublado com abertas, vento norte fraco a bonançoso e no grupo Oriental do arquipélago prevê-se ainda aguaceiros durante a madrugada e manhã.

Ponta Delgada vai atingir os 25º Celsius.

Na Madeira, o céu vai apresentar períodos de muita nebulosidade, apresentando-se geralmente muito nublado nas vertentes norte e na ilha de Porto Santo. O vento vai soprar fraco a moderado (até 30 km/h) do quadrante norte.

O Funchal vai chegar hoje aos 26º Celsius.

No Brasil
Uma pesquisa denominada "Atlas do agrotóxico no Brasil e conexões com a União Europeia" mostra que em quinze anos, o...

O levantamento indica que o consumo destes tipo de produto no país saltou de cerca de 170.000 toneladas (200) , para 500.00 toneladas (2014) e que o Brasil consome sozinho cerca de 20% dos pesticidas vendidos no mundo.

Realizado pela professora Larissa Mies Bombardi, da Universidade de São Paulo (USP), a pesquisa descobriu que defensivos químicos como o glifosato, o mais vendido no país e que já foi relacionado ao cancro e alterações no DNA humano, tem presença cinco mil vezes maior na água potável no Brasil do que na União Europeia.

Só o cultivo da soja foi responsável por 52% do consumo de pesticidas no país em 2015. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja, atrás apenas dos Estados Unidos.

Segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Ebrapa) na safra 2016/2017, a cultura da soja ocupou uma área de 33,89 milhões de hectares, o que totalizou uma produção de 113,92 milhões de toneladas.

O Atlas do agrotóxico no Brasil e conexões com a União Europeia" destacou que apenas o cultivo da soja no Brasil ocupa um território 3,5 vezes maior do que a extensão total de Portugal.

Em alguns casos, como o feijão e a soja, o Brasil permite o uso, respetivamente, de 200% a até 400% maior de pesticidas do que os países da União Europeia.

A pesquisa também indicou que hoje no país está autorizada a venda de 504 tipos diferentes de substâncias (agrotóxicas) e que, deste total, 147 substâncias, ou seja, quase 30%, são proibidas na União Europeia.

Tomando como outro exemplo o cultivo de café, o estudo frisou que "o Brasil exportou em 2016 um volume equivalente a 976 milhões de dólares [834 milhões de euros] apenas para a Alemanha, principal comprador da União Europeia (...) No Brasil, para o cultivo do café, estão autorizados 121 diferentes agrotóxicos, entretanto, deste 30 são proibidos na União Europeia, ou seja, um quarto ou 25%."

O debate sobre os pesticidas voltou a ser tema polémico em junho passado, quando uma comissão especial da Câmara dos Deputados (câmara baixa parlamentar) do Brasil aprovou um polémico projeto de lei que pode flexibilizar o registo deste tipo de produto.

Chamado de Projeto de Lei 6299/2002, o novo sistema normativo foi concebido como uma modernização necessária da Lei dos Agrotóxicos do Brasil, em vigor desde 1989.

As principais alterações apresentadas no projeto - ainda em debate no Congresso - são a substituição do termo agrotóxico por defensivos agrícolas e a liberação de licenças temporárias para produtos já registados em pelo menos três países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Também está em discussão o estabelecimento do critério risco inaceitável à saúde ou ao meio ambiente para avaliar a liberação ou não da venda e uso de um novo tipo de agrotóxico.

A investigadora da USP considera em entrevista à Lusa que se aprovado, o Projeto de Lei 6299/2002 pode ter impacto muito negativo.

"Haverá um risco de nos tornamos mais vulneráveis porque, de acordo com o projeto, haverá a possibilidade de autorizarmos o uso de agrotóxicos por um período temporário que já está legalizado em 3 países da OCDE. Na OCDE temos a UE, Japão, os EUA, mas também países como México, Turquia e Chile [com legislações menos rigorosas] e, assim, poderíamos autorizar substâncias que não passariam por uma avaliação aqui", destacou.

Ela também alertou para o perigo da introdução do termo "risco inaceitável' na nova lei, usado como parâmetro para avaliar produtos que podem causar problemas de saúde.

Larissa Mies Bombardi lembrou que na lei atual [sobre o uso de pesticidas], o artigo sexto diz que os produtos que causam cancro, que produzem má formação fetal ou que produzem alteração genética são proibidos.

"No texto [Projeto de Lei 6299/2002] que está sendo discutido isto muda para produtos que tenham risco inaceitável. Introduz-se a expressão risco inaceitável e isto vai abrir uma janela jurídica que não poderemos fechar mais porque é difícil determinar o que é risco aceitável ou inaceitável do ponto de vista da má formação fetal ou do cancro", concluiu.

 

No Brasil
O uso de pesticidas na produção de alimentos tem se tornado o centro de um amplo debate no Brasil, país que em junho passado...

As principais alterações apresentadas no projeto de lei, que ainda precisa ser votado em duas casas parlamentares, são a substituição do termo agrotóxico por defensivos agrícolas e a liberação de licenças temporárias para produtos já registados em pelo menos três países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Também está em discussão o estabelecimento do critério risco inaceitável à saúde ou ao meio ambiente para avaliar a autorização ou não da venda e uso de um novo tipo de pesticidas.

Chamado de Projeto de Lei 6299/2002, o novo sistema normativo em debate foi idealizado e é defendido por setores ligados ao agronegócio como uma modernização necessária da Lei dos Agrotóxicos do Brasil, em vigor desde 1989.

Já investigadores e instituições ligadas a defesa da saúde pública que são críticos a nova legislação, apelidada de ‘Projeto de Lei do Veneno', consideram que a proposta poderá introduzir produtos danosos à saúde de agricultores, consumidores e ao meio ambiente do país.

Fernando Carneiro, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz e membro do Grupo Temático Saúde e Ambiente da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), avaliou que o projeto traz riscos reais à saúde pública e, se for aprovado em definitivo, representará um retrocesso na legislação brasileira.

"No Brasil já há uma cultura de uso extensivo de agrotóxicos que gerou um quadro de pouca fiscalização e alto índice de contaminação dos alimentos e do meio ambiente. É um quadro muito preocupante, de muita vulnerabilidade. Isto pode agravar-se ainda mais se a PL [proposta de lei] do veneno for aprovado", disse.

O mesmo pesquisador destacou que o Projeto de Lei 6299/2002 traz como primeiro problema a mudança de nomenclatura.

"É uma medida tomada para mascarar a capacidade tóxica dos produtos", argumentou.

Ele também criticou a retirada de poder de órgão importantes na liderança do processo de liberação de substâncias como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério do Meio Ambiente já que o projeto colocaria o Ministério da Agricultura no comando dos registos.

O professor José Otávio Menten, da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) que integra a Universidade de São Paulo (USP) acredita que o uso de pesticidas ajudará o Brasil a manter-se na liderança do mercado mundial de produção de alimentos.

"As pragas apesar de todas os cultivos e manejos impedem que a produção agrícola aumente em 40%. Elas [as pragas] têm que ser combatidas através de manejo integrado e isto inclui o uso dos produtos fitossanitários [pesticidas]", explicou.

"Estes produtos [pesticidas] evitam que haja uma crise de alimentos e, portanto, são importantes do ponto de vista agronómico. Do ponto de vista da saúde não tempos evidencia que estes eles estejam causando algum dano às pessoas ou ao meio ambiente", acrescentou.

O especialista da Esalq também entende que a nova lei que pode flexibilizar o registo de pesticidas representa um avanço porque trará ao mercado local substâncias mais modernas e seguras.

"O processo de registo de novos produtos no Brasil é muito bom, mas é muito moroso e isto tem nos levado a um quadro de não podermos utilizar tecnologia nova", disse.

Outro ponto defendido pelo especialista é que como uma das maiores potências agrícolas do mundo, o Brasil não vai liberar produtos danosos porque para praticar uma a agricultura sustentável irá aumentar não só a quantidade, mas a qualidade dos produtos que exporta.

"Temos que ter qualidade para atender nosso mercado e o mercado externo. Se não produzirmos aqui [alimentos] com qualidade o mercado externo colocará barreiras não tarifárias aos nossos produtos. O Brasil não vai dar um tiro no pé e utilizar produtos que podem impedir a comercialização no mercado externo', concluiu.

Páginas