Obesidade e problemas comportamentais associados
O governo britânico quer proibir a venda de bebidas energéticas - como as das marcas Red Bull e Monster - a crianças e...

O governo propõe a proibição de bebidas contendo mais de 150 mg de cafeína por litro, como as das marcas Red Bull, Monster e Relentless.

Vários distribuidores já impedem a venda deste tipo de bebidas a menores de 16 anos, mas o Governo espera que todos sigam o exemplo para ajudar no combate à obesidade infantil e aos problemas de saúde associados ao seu consumo (dores de cabeça, problemas em adormecer, perturbações do estômago e hiperatividade).

A consulta pública tem por objetivo determinar se a proibição deve ser aplicada a jovens com menos de 16 anos ou menos de 18 anos de idade.

Mais de dois terços das crianças entre os 10 e 17 anos e um quarto entre os seis e os nove anos consomem bebidas energéticas.

Uma lata de 250 ml de bebida energética pode conter cerca de 80 mg de cafeína e contém 60% mais calorias e 65% mais açúcar do que um refrigerante normal, de acordo com os números citados pelo governo.

"Milhares de jovens consomem regularmente bebidas energéticas, muitas vezes porque são mais baratas que o refrigerante", disse a primeira-ministra, Theresa May num comunicado onde anunciava a consulta pública.

"Todos nós temos a responsabilidade de proteger as crianças de produtos que prejudicam sua saúde e educação", disse o secretário de Estado de Saúde Pública, Steve Brine, no mesmo comunicado.

O Steve Brine destaca que os “adolescentes já consomem 50% mais bebidas do que os adolescentes europeus, tendo os professores criado uma ligação preocupante entre bebidas energéticas e problemas comportamentais na escola."

Um imposto sobre bebidas açucaradas entrou em vigor no início de abril no Reino Unido para combater a obesidade.

Em julho de 2017 já tinha sido proibida a publicidade na televisão, internet e imprensa a alimentos para crianças com muitos açúcares, gorduras e sal.

Aterosclerose entre as consequências
Um estudo publicado no European Heart Journal alerta que o consumo de tabaco e álcool começa a afetar os vasos sanguíneos logo...

Para chegar a estas conclusões, os investigadores acompanharam 1266 jovens britânicos da área de Bristol, no Reino Unido, entre 2004 e 2008.

Os adolescentes que fumam e consomem álcool estão a provocar danos nas artérias e vasos sanguíneos visíveis logo aos 17 anos. Testes médicos levados a cabo no âmbito do estudo detetaram o endurecimento das artérias - um dos principais fatores de risco das doenças cardiovasculares - nos jovens fumadores e consumidores de álcool.

Com os testes, os investigadores concluíram que os problemas eram mais graves em quem tinha fumado mais cigarros e consumido mais álcool e sobretudo se os dois hábitos fossem combinados. Ainda assim, os que consumiam pouco álcool e bebiam esporadicamente também apresentavam problemas.

O estudo "Avon Longitudinal Study of Parents and Children" também mostrou que os jovens que pararam de fumar e de beber álcool conseguiram reverter a rigidez das artérias, escreve a BBC.

"Descobrimos que [...] beber e fumar na adolescência, mesmo em níveis mais baixos do que aqueles relatados em estudos com adultos, está associado com enrijecimento arterial e progressão da aterosclerose", comenta o principal autor do estudo, o professor John Deanfield, do Instituto UCL de Ciência Cardiovascular.

"No entanto, também descobrimos que, se os adolescentes parassem de fumar e de beber durante a adolescência, as suas artérias voltariam ao normal - sugerindo que há oportunidades de preservar a saúde arterial desde a mais tenra idade", conclui.

 

 

País junta-se à França, Itália e Áustria
Face ao surto de sarampo que afeta a Europa e à diminuição da taxa de vacinação no país, o Governo holandês está a planear...

Segundo avançou o jornal espanhol ABC, o governo holandês está a ponderar não atribuir vagas nas creches a crianças que não estejam vacinadas contra o sarampo, a varicela e rubéola.

Esta decisão tem por base o mais recente surto de sarampo que atingiu a Europa - considerado o maior da década com 41 mil casos nos primeiros seis meses deste ano - e a diminuição da taxa de vacinação na Holanda.

Se a medida for aprovada, a Holanda junta-se a França, Itália e Áustria, que adotaram medidas similares para combater a proliferação de doenças contagiosas.

A proposta deverá ser apresentada no Parlamento holandês nos próximos meses, mas já tem o apoio público de quase uma centena de deputados (95 em 150 assentos parlamentares). "Como pai, tenho o direito de saber o quão seguro está o meu filho. Estamos a favor de um registo obrigatório e de dar às entidades de cuidado infantil a possibilidade de rejeitarem crianças que não estejam vacinadas", disse o deputado socialista Peter Kwint, citado pelo jornal espanhol.

A Organização Mundial de Saúde sublinhou, recentemente, que o vírus do sarampo é extremamente contagioso e é transmitido com rapidez entre pessoas suscetíveis, sublinhando que, para prevenir surtos, é necessário, pelo menos, uma cobertura de imunização de 95%, com duas doses de vacina a cada ano, em cada comunidade.

Portugal não escapou ao surto

Embora a cobertura da vacina tenha passado, no último ano, de 88% para 90% das crianças em idade de vacinação, continuam a existir grandes diferenças a nível local na Europa: há comunidades com 95% de cobertura e outras que ficam abaixo dos 70%.

Portugal registou este ano, um surto de sarampo na região Norte, tendo sido confirmados 112 casos entre fevereiro e abril, 103 dos quais com ligação ao hospital de Santo António, no Porto. Todos os casos foram curados.

Algumas unidades não tiveram um único candidato
Apesar do concurso aberto este verão, muitas das vagas em medicina geral e familiar não tiveram um único candidato. Alentejo e...

Em Lisboa e Vale do Tejo a situação está praticamente resolvida mas ainda há muitas zonas que continuam a descoberto, segundo revela o jornal Público esta quinta-feira.

Na Grande Lisboa vai ser possível dar médico de família a quase mais de 200 mil pessoas, mas ainda há muitas unidades, tal como acontece no Alentejo, onde muitos utentes ficam sem direito a ter um clínico atribuído.

Mais de um quinto das vagas do último concurso aberto para a colocação de recém-especialistas em medicina geral e familiar ficaram por preencher por falta de interessados: no total 22% das vagas nesta especialidade não tiveram um único candidato.

São 86 lugares que ficam vazios, do total de 378 no concurso lançado no final de julho para especialistas em Medicina Geral e Familiar.

A nível nacional, ficaram colocados apenas 292 novos especialistas.

Segundo os dados da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), algumas das unidades mais carenciadas não tiveram sequer um médico interessado.

O caso mais gritante é o da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) São Sebastião, em Setúbal, que tinha nove vagas a concurso e não conseguiu cativar um único médico, escreve o Público.

As UCSP da Moita, de Olival, de Benavente, da Buraca, de Caneças e Famões também não tiveram candidatos.

No Alentejo, não foram ocupadas as duas vagas abertas na UCSP de Moura e também ninguém escolheu as vagas disponibilizadas em Alcácer do Sal, Avis, Barrancos, Fronteira, Grândola, Mértola e Odemira.

IPMA
Todos os distritos de Portugal continental e os arquipélagos da Madeira e dos Açores apresentam hoje um risco muito elevado e...

Em risco muito elevado estão os distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Braga, Porto, Lisboa, Aveiro, Bragança, Portalegre, Setúbal, Évora, Coimbra, Beja e Faro, no continente, e Funchal e Porto Santo, no arquipélago da Madeira.

Em risco elevado de incêndio estão o distrito de Viana do Castelo, no continente, e as ilhas das Flores, Terceira, São Miguel e Faial, nos Açores.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o IPMA recomenda a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e evitar a exposição das crianças ao Sol.

O índice ultravioleta varia entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade no litoral Centro até meio da manhã e no interior durante a tarde.

A previsão aponta também para vento fraco a moderado do quadrante norte, soprando por vezes forte na faixa costeira ocidental, em especial durante a tarde.

Nas terras altas, o vento soprará moderado a forte de nordeste até ao meio da manhã e a partir do final da tarde.

Está também prevista neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do litoral Centro, pequena subida da temperatura máxima e descida da mínima no litoral oeste.

As temperaturas mínimas no continente vão oscilar entre os 12 graus Celsius (em Coimbra) e os 20 (em Faro, Portalegre e Castelo Branco) e as máximas entre os 22 (em Aveiro) e os 35 (em Évora).

Na Madeira prevê-se períodos de céu muito nublado, aguaceiros fracos nas vertentes norte e terras altas até meio da tarde e vento moderado de nordeste, por vezes forte, com rajadas até 65 quilómetros por hora (km/h), nas terras altas e nos extremos leste e oeste da ilha.

No Funchal, as temperaturas vão oscilar entre os 21 e os 27 graus.

Nas ilhas das Flores e Corvo, grupo ocidental dos Açores, prevê-se céu nublado por nuvens altas na madrugada, tornando-se muito nublado, períodos de chuva fraca, passando a aguaceiros na tarde, possibilidade de trovoadas e vento sudoeste fresco com rajadas até 50 km/h, rodando para oeste moderado na tarde.

O IPMA prevê para as ilhas Terceira, Graciosa, Faial, Pico e S. Jorge, no grupo central, céu pouco nublado na madrugada, tornando-se muito nublado, possibilidade de chuva fraca ou chuvisco a partir da tarde e vento fraco a bonançoso de sudoeste.

Nas ilhas de S. Miguel e Santa Maria estão previstos períodos de céu muito nublado com boas abertas, possibilidade de aguaceiros fracos e vento fraco a bonançoso de sudoeste.

Em Santa Cruz das Flores as temperaturas vão oscilar entre os 22 e os 29 graus, na Horta entre os 22 e os 28, em Angra do Heroísmo entre os 22 e os 27 e em Ponta Delgada entre os 21 e os 27.

 

Segundo a publicação The Lancet
A China é o país do mundo com mais mortes relacionadas com o consumo de álcool, entre ambos homens e mulheres, com o total de...

Em 2016, morreram na China 650 mil homens e 59 mil mulheres devido ao consumo de álcool, revela um estudo publicado na revista médica "The Lancet".

O AVC hemorrágico, causado pelo rompimento de uma artéria cerebral, é a principal causa de morte devido ao álcool, entre os homens chineses.

Outras doenças relacionadas com o consumo de bebidas alcoólicas incluem AVC isquémico, que é a falta de sangue numa região do cérebro, hipertensão ou epilepsia.

O estudo estima que um em cada três habitantes do planeta é consumidor de álcool e que, todos os anos, há cerca de 2,8 milhões de mortes devido ao álcool.

A nível global, o consumo ocupa o primeiro lugar nos fatores de risco de morte prematura e doença, entre população com idades compreendidas entre os 15 e os 49 anos.

O artigo conclui que tomar uma bebida alcoólica por dia aumenta, por ano, em 0,5%, o risco de padecer de um problema de saúde, o que "põe fim ao mito de que uma pequena quantidade de álcool por dia pode ser benéfica".

A China é o país mais populoso do mundo, com cerca de 1.400 milhões de habitantes.

 

Serviço gratuito
A Califórnia está a um passo de se tornar o primeiro estado norte-americano a exigir às universidades públicas a oferta de...

Atualmente, nenhum dos 34 campus da Universidade da Califórnia (UC) ou da Universidade do Estado da Califórnia (CSU) oferece qualquer serviço ou medicamento abortivo.

A medida foi aprovada na quarta-feira pelos deputados e aguarda apenas a aprovação final do Senado, que já havia dado luz verde antes de a remeter à assembleia legislativa para alterações.

De acordo com a agência de notícias Associated-Press (AP), doadores privados já aceitaram suportar os custos iniciais, que podem atingir os milhões de dólares em máquinas ultrassom e formação de pessoal.

Está também prevista a criação de uma linha direta de 24 horas para perguntas e encaminhamentos de emergência.

Com a aprovação do Senado, as universidades serão obrigadas a oferecer medicamentos abortivos nos centros de saúde dos campus até 2022.

Esta medida representa um “passo histórico” para uns, mas uma “tragédia” para outros.

"Hoje [quarta-feira], a Califórnia deu mais um passo histórico para garantir que as estudantes que tomaram a decisão de acabar com a gravidez possam ter o apoio e os recursos de que precisam", felicitou Surina Khan, da organização sem fins lucrativos The Women's Foundation of California.

Já o presidente da organização Students for Life of America considerou tratar-se de uma "tragédia", já que "as escolas se devem concentrar em educar a próxima geração" em vez de garantir que é "fácil acabar com a vida das gerações futuras".

 

Dança e pilates podem prevenir
O sentido de equilíbrio começa a diminuir a partir dos 35 anos mas é na idade sénior que este problema poderá trazer...

Apesar de serem vários os estudos quantitativos a demonstrar que as pessoas não associam o equilíbrio à saúde, é esta função que previne a ocorrência de quedas, muitas das vezes responsáveis por consequências irreversíveis para a saúde, principalmente em idade sénior. Ter equilíbrio impede-nos de cair em movimento ou até quando estamos em pé.

De acordo com o estudo How does the balance system work, o nosso sentido de equilíbrio depende de vários sistemas que trabalham em conjunto para criar a estabilidade do corpo e visão: falamos do sistema visual, pois a visão ajuda-nos a perceber onde a cabeça e o corpo estão em relação ao espaço que nos rodeia; dos músculos, tendões e articulações que ajudam o cérebro a saber como os pés e pernas são comparados com o corpo e os ombros; e do sistema sensorial do nosso ouvido interno, responsável por informar o cérebro sobre os movimentos e posição da cabeça.

Segundo dados da Direção-Geral da Saúde, pessoas com mais de 65 anos caem pelo menos uma vez por ano e as quedas, para além de representarem uma boa parte dos internamentos hospitalares por lesão acidental, são consideradas o acidente doméstico mais frequente nos idosos, deixando estas pessoas com mobilidade reduzida ou dependentes de terceiros para se movimentar.

“São vários os casos que conheço em que as quedas, em idade sénior, acabam por limitar, ou travar por completo, os movimentos e deslocações diárias. A principal forma de evitar este problema passa pela aposta na prevenção através da realização de exercícios simples que fortalecem o equilíbrio como por exemplo: aulas de dança, natação, pilates ou apenas vários movimentos de 30 segundos de equilíbrio em cada perna de forma alternada”, refere André Magalhães, especialista de mobilidade da Stannah.

E o especialista acrescenta: “assim que forem sentidos ou diagnosticados os primeiros sinais de perda de equilíbrio em idade sénior, aconselho a adopção de soluções que dão apoio ao equilíbrio... falo das scooters de mobilidade, para maior comodidade nas deslocações, e/ou nos elevadores de escadas, uma vez que as escadas se tornam um grande perigo devido à diferença de altura que necessita de ser percecionada pelo cérebro.”

 

 

 

 

OMS
Os ministros da Saúde de África comprometeram-se a implementar estratégias-chave para acabar com os surtos de cólera na região...

A posição foi divulgada na 68.ª sessão do Comité Regional da OMS para a África, realizada em Dakar, Senegal, com o diretor regional daquela agência das Nações Unidas, Matshidiso Moeti, a sublinhar que "a cólera é um símbolo de desigualdade”.

“É uma doença antiga, que foi eliminada em várias partes do mundo. Toda a morte por cólera é evitável. Nós temos o conhecimento e hoje os países demonstraram que têm a vontade de fazer o que for necessário para acabar com os surtos de cólera até 2030", explicou.

Na 68.ª sessão do comité, 47 países africanos adotaram o Quadro Regional para a Implementação da Estratégia Global de Prevenção e Controlo da Cólera.

Ao adotar este plano, os países comprometem-se a reduzir em 90% a magnitude dos surtos de cólera, nomeadamente entre populações vulneráveis e em crises humanitárias.

Os países concordam ainda em tomar ações baseadas em evidências, que incluem o reforço da vigilância epidemiológica e laboratorial, o mapeamento de pontos crucias de cólera, a melhoria do acesso ao tratamento oportuno, o fortalecimento da vigilância transfronteiriça, a promoção do envolvimento da comunidade e o uso da Vacina Oral contra a Cólera (OCV), assim como o aumento de investimentos em água potável e saneamento para as comunidades mais vulneráveis.

"A OMS está a trabalhar de mãos dadas com os países, fornecendo conhecimentos técnicos e orientação", sublinhou Matshidiso Moeti.

O diretor regional para África da OMS referiu que a vacina oral contra a cólera “demonstrou ser altamente eficaz” e que aquela agência “facilitou a vacinação de milhões de pessoas em toda a África”.

“Devemos continuar a expandir o uso dessa nova estratégia”, salientou.

Em 2017, foram registados em 17 países africanos mais de 150.000 casos de cólera, incluindo mais de 3.000 mortes.

No ano seguinte registou-se um aumento nos casos de cólera em todo o continente africano, com oito países atualmente a lidar com surtos da doença.

A região é vulnerável à cólera por inúmeras razões. Desde logo, 92 milhões de pessoas em África ainda bebem água de fontes inseguras, nas áreas rurais, a água canalizada muitas vezes não está disponível e as pessoas praticam a defecação a céu aberto.

Crises humanitárias, mudanças climáticas, rápida urbanização e crescimento populacional estão também a aumentar o risco de disseminação da cólera.

De 2013 a 2017, a OMS apoiou 65 campanhas de vacinação contra a cólera e forneceu mais de 16 milhões de doses de vacinas a 18 países em todo o mundo, incluindo 11 em África.

Muitos dos fatores de risco para a cólera, como saneamento precário e urbanização rápida, estão fora do setor da saúde e, como tal, a OMS está a trabalhar com uma coligação de parceiros internacionais para envolver todos os setores relevantes e construir uma resposta abrangente e sustentável em toda o continente.

Iniciativa
Susana Novais Santos, neurocientista e campeã nacional de águas abertas, vai realizar a travessia entre a Meia Praia (em Lagos)...

A campeã portuguesa de natação em águas abertas vai percorrer cerca de 13 quilómetros desde a Meia Praia, em Lagos, até à Praia da Rocha, em Portimão, com o objetivo de angariar fundos para a campanha “Amigos na Demência” da Alzheimer.

No próximo dia 1 de setembro, a partir das 8h, Susana Novais Santos fará a nado uma travessia solidária com chegada prevista para as 12h à Praia da Rocha, em Portimão, acompanhada dos nadadores Paulo Sousa, Tomás Metcalfe, Brian Fortune e José Faustino.

Esta travessia é considerada uma ultramaratona, mas não é o primeiro grande percurso da atleta. Há um ano, Susana tornou-se na primeira mulher portuguesa a conseguir fazer a travessia Berlengas - Peniche a nadar, a mais dura travessia em Portugal continental e uma das mais difíceis do mundo.

Foram 16 km num mar muito bravo e com correntes muito fortes, mas também com o objetivo solidário de angariar fundos, neste caso para os Bombeiros Voluntários de Peniche e CerciPeniche.

Sobre a campanha “Amigos na Demência” da Alzheimer Portugal

A campanha “Amigos na Demência” da Alzheimer Portugal foi lançada no passado dia 30 de julho, Dia Internacional da Amizade. Uma iniciativa integrada no movimento global “Dementia Friends”, implementado em 17 países em todo o mundo. O principal objetivo desta campanha é combater o desconhecimento e o estigma associados à demência, assim como aumentar o nível de consciencialização sobre o tema em Portugal.

 

 

Desde que consumidos com moderação
De acordo com um estudo levado a cabo por investigadores canadianos, que analisaram os dados de mais de 218 mil pessoas em 50...

Os primeiros dados recolhidos pela equipa à frente do estudo, da McMaster University  , em Ontário, permitiram concluir que 138 500 pessoas com dietas pobres em gordura eram menos saudáveis. Com esses dados foi criada uma dieta saudável que foi testada em três grupos diferentes, envolvendo cerca de 80 mil pessoas, explica o diário britânico The Times.

O quinto da população do estudo com a dieta saudável tinha menos 25% de hipóteses de morrer durante os oito anos seguintes e menos 22% de risco de ataque cardíaco do que o grupo de pessoas com o regime alimentar menos equilibrado, já depois de analisados indicadores como riqueza, educação e hábitos de vida.

O que é a dieta uma dieta equilibrada e saudável?

Segundo o estudo dos investigadores da universidade de Ontário, uma dieta equilibrada inclui oito porções de fruta e vegetais por dia, duas porções e meia de feijões e frutos secos, uma porção e meia de carne e três de laticínios (o equivalente a um copo de leite, 60 gramas de que queijo e um iogurte).

Recomendações não são “atualizadas” há décadas

Andrew Mente, um dos investigadores à frente do estudo, concede que "as descobertas sobre laticínios e carne vermelha não processada desafiam o pensamento convencional". "As recomendações atuais são baseadas em trabalhos realizados há duas ou três décadas", acrescentou.

Apresentado no congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, o estudo liderado por Andrew Mente e Mahshid Dehghan para a Universidade McMaster mostra ainda que as pessoas com a dieta mais saudável (e com menos risco de morte prematura e ataques cardíacos) consomem metade das calorias em hidratos de carbono. "O que não são frutas e vegetais, são grãos refinados e açúcar", precisou Andrew Mente.

O estudo é apoiado por um diretor médico da British Heart Foundation. "Carne e laticínios podem contribuir para uma dieta equilibrada e saudável se forem ingeridos com moderação ao mesmo tempo que muitas frutas e vegetais, leguminosas, cereais e frutos secos.

Depois das férias
Depois das férias, dos dias de descanso, dos passeios e convívios com os amigos e com a família, e d

O início do novo ano letivo ou o regresso ao trabalho são um excelente pretexto (como qualquer outro) para iniciar uma nova fase em que a saúde e o bem estar se encontram numa posição de destaque.
Desta forma, é o momento ideal para reforçar a importância da promoção de rotinas saudáveis, como o descanso e as horas de sono adequadas adaptadas ao novo horário, um estilo de vida ativo e a prática regular de exercício, como por exemplo retomar os treinos no ginásio, as caminhadas ao ar livre ou a escolha de uma nova atividade desportiva na escola.

Planear a refeições principais e as lancheiras pode ser um desafio, mas é essencial a criação de hábitos alimentares saudáveis, de maneira a fornecer a energia e os nutrientes necessários para um bom rendimento físico e cognitivo.

A primeira regra, é nunca sair de casa sem tomar o pequeno-almoço, de preferência um pequeno-almoço completo, variado e equilibrado. A função da primeira refeição do dia é quebrar o jejum da noite e fornecer o “combustível” necessário para começar bem o dia. É vital acordar alguns minutos mais cedo para tomar o pequeno-almoço, com calma e tranquilidade.

Alguns estudos revelam que esta refeição melhora o rendimento cognitivo e concentração, além de ajudar a evitar a fraqueza ao final da manhã e reduzir o apetite para o almoço.

Ainda, outros estudos referem uma maior propensão para acidentes de trabalho, de viação ou domésticos, durante o período da manhã, em indivíduos que não tomam o pequeno-almoço.

Tire todos os benefícios do pequeno-almoço e, sempre que possível, escolha pelo menos um alimento de três grupos diferentes:

  • fruta e hortícolas;
  • pão de padaria ou flocos pouco processados e sem açúcar adicionado;
  • laticínios (pobres em gordura e sal)

Faça, pelo menos, 5 a 6 refeições por dia e procure fazer as refeições com horários regulares, evite estar mais de 3horas sem comer.

Planeie as refeições e planeie o que vai colocar na sua lancheira e na lancheira dos mais pequenos.

Envolva as crianças na preparação das lancheiras e na escolha dos alimentos. É uma oportunidade de aprendizagem, além de  promover autonomia no momento de escolher o que comer.
As refeições intermédias, como os lanches e os snacks, têm um papel fundamental no fornecimento de energia e nutrientes ao longo da manhã e da tarde.
Fora de casa, nem sempre é fácil fazer as escolhas mais saudáveis. Os cafés, bares e as vending machines estão repletas de opções desequilibradas, ricas em alimentos altamente processados, ricos em açúcares refinados, gordura e sal, e pobres em nutrientes de interesse como as vitaminas e a fibra, por exemplo.

Nas lancheiras inclua sempre fruta fresca, palitos de cenoura ou de pepino, leite simples, iogurtes naturais (devidamente acondicionados), frutos secos, pão de mistura (ou de centeio), ou bolachas de arroz sem sal.

Lembre-se que quando planeia as refeições torna-se mais fácil fazer escolhas alimentares saudáveis de forma rotineira. Mais do que fazer uma dieta, os hábitos e as rotinas saudáveis são a base para um estilo de vida saudável e com mais energia.

Recentemente, a Direção Geral da Saúde (DGS) lançou um apelo aos pais para que tenham “um papel mais ativo na alimentação escolar dos filhos”, promovendo escolhas mais equilibradas e uma correta hidratação. Além da importância de dar o exemplo em casa, é reforçada a necessidade de moderar o consumo de bolos, produtos de pastelaria e alimentos muito açucarados.

Os alimentos que tem em casa são aqueles que vai comer com maior frequência, assim, prefira os alimentos frescos, da época e pouco processados.

Evite ter em casa chocolates, guloseimas, gelados, bolachas, batatas fritas e snacks salgados e refrigerantes. Estes alimentos não devem fazer parte da sua rotina diária. Reserve-os para dias de festa ou ocasiões especiais.

A água também é fundamental! Volte a ganhar o hábito de beber cerca de 1,5 litros de água ao longo do dia. Ande sempre com uma garrafa de água ou coloque-a num local visível como a sua secretária ou uma mesa perto de si.
Defina objetivos, por exemplo, procure beber 0,5l de água durante a manhã, mais 0,5l durante a tarde e os outros 0,5l em casa até ao final do dia. Pode ainda utilizar um alarme para relembrar que está na hora de beber um pouco de água.

Um estilo de vida saudável e escolhas alimentares saudáveis são hábitos essenciais e importantes para a saúde e para o bem estar de todos. São escolhas de todos os dias e por isso devem ser exequíveis e sustentáveis, por isso crie as rotinas que melhor se adaptam a si e à sua família, ao ritmo de cada um.
 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
O número de internamentos por distúrbios mentais de residentes na Área Metropolitana de Lisboa sobe quando há um aumento das...

O estudo, que analisou o número de internamentos por distúrbios mentais entre 2008 e 2014 de residentes da Área Metropolitana de Lisboa, identificou que há um aumento significativo de entradas nos hospitais quando as temperaturas são mais elevadas, sendo que as mulheres mostram-se mais vulneráveis a esta situação.

"A exposição a temperaturas elevadas deve ser considerada como um risco significativo de doença mental", devendo esta problemática ser abordada pelas entidades responsáveis que poderão necessitar de reforçar a sua resposta quando há alertas de temperaturas elevadas, concluiu o estudo da Universidade de Coimbra, que tem como primeiro autor Ricardo Almendra, investigador do Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território da Universidade de Coimbra.

Entre 2008 e 2014, foram registados 30.139 internamentos por distúrbios mentais (uma média de 12 por dia).

"O aumento de internamentos nos dias de temperaturas mais elevadas, como descoberto no estudo, é consistente com estudos anteriores que analisaram a relação entre a temperatura e doenças mentais em diferentes sítios com diferentes climas", sublinha o estudo a que a agência Lusa teve acesso, apontando para exemplos em Inglaterra, China ou Canadá, ou para estudos nos Estados Unidos, Austrália e Vietname, onde também é identificado o risco aquando da presença de ondas de calor.

De acordo com as atuais previsões climáticas, "a probabilidade de temperaturas altas na Europa vai registar um aumento nos próximos anos, causando uma série de efeitos diretos e indiretos na saúde humana, incluindo um aumento da mortalidade associada ao calor. Neste contexto, tem que haver respostas de saúde pública adequadas e prontas para lidar com internamentos por doença mental relacionados com o calor", vinca o estudo.

Os investigadores apontam para outros estudos que explicam que indivíduos com doenças mentais poderão estar mais vulneráveis aos efeitos de temperaturas extremas, devido à possibilidade da medicação psicotrópica e das próprias doenças psiquiátricas poderem afetar as funções termorregulatórias do corpo.

A equipa cita outro estudo que sugere que o aumento de vulnerabilidade com o calor pode estar associado também às variações da eletricidade atmosférica, nomeadamente as concentrações de iões no ar, o que pode interferir com a serotonina, substância que desempenha um papel no sistema nervoso.

Apesar de registar uma maior vulnerabilidade das mulheres ao risco de internamento com temperaturas elevadas, não foi identificado qualquer diferença significativa entre grupos etários.

O estudo nota também que é necessário mais investigação sobre esta área, nomeadamente para medir a vulnerabilidade de idosos ou para verificar se há diferenças relativamente às qualificações ou condições socioeconómicas dos indivíduos.

Para além de Ricardo Almendra, o estudo tem como autores os investigadores Adriana Loureiro, Giovani Silva, João Vasconcelos e Paula Santana.

Resultados promissores
Um estudo americano, que incluiu cerca de 12 mil participantes, conseguiu demonstrar que a lorcaserina ajuda a perder peso, sem...

Depois de um novo estudo ter sido discutido, recentemente, na Sociedade Europeia de Cardiologia, em Munique, e publicado pelo The New England Journal of Medicine, a lorcaserina está a ser tratada como se da nova pílula de emagrecimento se tratasse. Para os investigadores este é o primeiro medicamento seguro para auxiliar na perda de peso, com uso a longo prazo, sem efeitos na saúde do coração, avançou a revista Visão. 

A substância, quando tomada duas vezes ao dia, funciona como um  inibidor do apetite estimulando substâncias químicas cerebrais para induzir uma sensação de saciedade, reduzindo o consumo de alimentos.

Aprovada nos Estados Unidos da América desde 2012 pela Food and Drug Administration (FDA), a lorcaserina tinha apresentava, no entanto, alguns riscos. “Havia preocupações sobre possíveis riscos de doença oncológica a longo prazo, de distúrbios psiquiátricos, nomeadamente a depressão, e de doença valvular cardíaca, que deram origem à opinião de que os benefícios não superariam os riscos, e por isso o seu pedido de autorização de introdução no mercado foi retirado na Europa”, explica Paula Freitas, presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade. Agora, este estudo coloca de novo em cima da mesa a importância de saber se há interesse em pedir a resubmissão da autorização na Europa.

A investigação avaliou 12 mil pessoas obesas e com excesso de peso. Dividida em dois grupos: os que utilizaram a lorcaserina e os que realizaram a experiência com placebos (medicamento composto por substâncias inativas).

38,7 dos participantes que tomaram o comprimido perderam 5% do peso, após um ano, em comparação aos 17,4% que receberam um placebo. Do total que tomou lorcaserina, 8,5% desenvolveu níveis de diabetes, contra 10,3% que tomaram placebo. Num ano, a mudança média de peso foi de menos 4,2 kg no grupo de lorcaserina e menos 1,4 kg no grupo de placebo.

Durante os 12 meses de investigação, os pacientes no grupo da lorcaserina tiveram uma redução maior em relação ao valor basal no Índice de Massa Corporal (IMC) e no perímetro abdominal do que os do grupo do placebo. Análises posteriores em 3 270 participantes não mostraram diferenças significativas nos testes para danos na válvula cardíaca. A conclusão é positiva: As maiores taxas de perda de peso foram alcançadas sem um aumento no risco de episódios cardiovasculares.

Um enorme vazio para tratar a obesidade

A lorcaserina tem uma estrutura muito semelhante à dexfenfluramina, medicamento que já foi comercializado, quer nos Estados Unidos da América, quer na Europa, e que também foi retirado. “A lorcaserina é mais seletivo, atua a nível do sistema nervoso central, ativando determinados recetores do hipotálamo. O facto de estes fármacos serem mais seletivos para determinados recetores fazem com que tenham menos efeitos secundários e os mais frequentes associados à locarserina são as cefaleias, tonturas e náuseas”, esclarece Paula Freitas.

Jason Halford, especialista em obesidade da Universidade de Liverpool, afirmou ao Daily Telegraph que a disponibilidade do medicamento no Reino Unido já só está dependente da luz verde do Serviço Nacional de Saúde britânico. “Não temos inibidores de apetite disponíveis no nosso sistema. Existe um vazio enorme entre quem quer perder peso através de uma mudança de estilo de vida e a via da cirurgia”, referiu.

Em Portugal, a realidade não é muito diferente. “Na verdade precisamos de mais fármacos para combater a obesidade, porque é uma doença crónica, grave e que traz muitas complicações. A nível europeu temos o orlistato, o liraglutida e, agora em Portugal, desde julho, temos uma combinação de naltrexona e bupropiona”, afirma a presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade.

Incêndios
Pelo menos oito pessoas mantêm-se internadas em hospitais de Lisboa, Porto e Coimbra após sofrerem ferimentos em incêndios...

Na segunda-feira, cinco elementos do Grupo de Intervenção Proteção e Socorro (GIPS) da GNR – homens entre os 30 e 39 anos - sofreram queimaduras num fogo que deflagrou numa zona de pasto no concelho de Mourão (distrito de Évora) e que foi dominado horas depois.

Três dos militares foram levados para hospitais devido à gravidade dos ferimentos.

Um deles, de 39 anos, está no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), com queimaduras de segundo e terceiro grau em cerca de 60% do corpo: “Está entubado e ventilado, clinicamente estável e com prognóstico reservado”, informou a unidade esta manhã.

O Hospital de São João, no Porto, indicou também durante a manhã que o militar internado na sua unidade de queimados está “em estado grave, mas estável”, e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT) divulgou um comunicado, cerca das 12:00, dando conta do “prognóstico favorável” do terceiro elemento do GIPS, de 32 anos, que sofreu “queimaduras de gravidade moderada” e está em observação no Hospital de São José, em Lisboa.

O Ministério da Administração Interna anunciou hoje que as circunstâncias em que os militares ficaram feridos estão a ser investigadas.

Três jovens estão também internados na sequência do incêndio que ocorreu no início do mês no concelho de Estremoz, no distrito de Évora.

Segundo a ARSLVT, uma jovem de 20 anos mantém-se há 23 dias na Unidade de Cuidados Intensivos de Queimados do Hospital de São José e está “hemodinamicamente estável, com prognóstico condicionado”.

Outra jovem, com 20 anos e internada pelo mesmo período na Unidade de Queimados do Hospital de Santa Maria (Lisboa), apresenta “uma situação clínica grave, mas estável”.

No CHUC está um homem de 24 anos que sofreu queimaduras de segundo grau em 35% da superfície corporal em Estremoz e que está “clinicamente estável”.

Em Coimbra está ainda um bombeiro da Nazaré proveniente do incêndio que ocorreu no fim de semana em Seia (distrito da Guarda), de 46 anos.

“Tem 19% da superfície corporal queimada com queimaduras de primeiro e segundo grau. Está clinicamente estável e tem prognóstico favorável”, referiu o centro hospitalar.

A mulher de 76 anos que sofreu queimaduras no grande incêndio da serra de Monchique (distrito de Faro), ocorrido entre 03 e 10 de agosto, permanece no Hospital de Santa Maria há 22 dias e o seu prognóstico é favorável, de acordo com a ARSLVT.

Tratamento reconhecido em 43 patologias
O governador do estado de Illinois promulgou na terça-feira uma lei que facilita o acesso ao canábis para fins medicinais, como...

"Esta lei apresenta uma alternativa a todos aqueles que precisam de controlar a dor e lutar contra os efeitos colaterais e negativos dos opioides - incluindo o vício", afirmou Bruce Rauner, ao assinar a lei intitulada 'Alternativa aos Opioides'.

Com efeito imediato, a nova lei permite a compra de canábis apenas em locais autorizados e com a prescrição de um médico, mas descarta as impressões digitais e outras verificações criminais exigidas, até então, a outros consumidores.

O uso de canábis em detrimento de outros analgésicos procura reduzir ou eliminar o uso dos opioides mais conhecidos e perigosos, como Vicodin, OxyContin ou Percocet.

De acordo com o Departamento de Saúde Pública de Illinois, as mortes por overdose de opioides neste estado aumentaram 13% entre 2016 e 2017, uma epidemia que também ceifou milhares de vidas em todo o país.

Sob a nova lei de Illinois, um médico pode prescrever aos pacientes até 70 gramas a cada duas semanas.

Estima-se que atualmente existam cerca de 37 mil consumidores para fins terapêuticos naquele estado, onde cerca de oito milhões de prescrições de opioides são emitidas anualmente.

A artrite reumática, a epilepsia e a esclerose múltipla são algumas das 43 doenças para as quais o uso de canábis é reconhecido como tratamento.

 

Todos os distritos de Portugal continental e os arquipélagos da Madeira e dos Açores apresentam hoje risco muito elevado e...

Em risco muito elevado estão os distritos de Vila Real, Bragança, Viseu, Guarda, Leiria, Castelo Branco, Santarém, Lisboa, Aveiro, Bragança, Portalegre, Setúbal, Évora, Coimbra, Beja e Faro, no continente, Funchal e Porto Santo, na Madeira, e as ilhas Terceira, São Miguel e Faial, nos Açores.

Os distritos de Viana do Castelo, Braga, Porto, no continente, e a ilha das Flores, grupo ocidental dos Açores, estão hoje em risco elevado de exposição à radiação UV.

Para as regiões com risco muito elevado e elevado, o IPMA recomenda a utilização de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol, protetor solar e evitar a exposição das crianças ao Sol.

O índice ultravioleta varia entre 1 e 2, em que o risco de exposição à radiação UV é baixo, 3 a 5 (moderado), 6 a 7 (elevado), 8 a 10 (muito elevado) e superior a 11 (extremo).

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade até meio da manhã, possibilidade de ocorrência de períodos de chuva fraca ou chuvisco no litoral Norte e Centro até ao início da manhã.

Durante a tarde, está previsto um aumento temporário da nebulosidade nas regiões do interior Norte e Centro.

A previsão aponta também para vento fraco a moderado do quadrante norte, soprando por vezes forte, com rajadas até 65 quilómetros por hora, no litoral oeste, barlavento algarvio e terras altas em especial a partir do início da tarde.

Está ainda prevista neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais, pequena descida da temperatura mínima nas regiões do interior e subida da máxima.

As temperaturas mínimas no continente vão oscilar hoje entre os 13 graus Celsius (na Guarda e em Bragança) e os 18 (em Faro) e as máximas entre os 21 (em Aveiro) e os 33 (em Castelo Branco).

O IPMA prevê para hoje na Madeira períodos de céu muito nublado, aguaceiros fracos nas vertentes norte e terras altas, em especial a partir do final da tarde e vento moderado de nordeste, por vezes forte nas terras altas e nos extremos leste e oeste da ilha com rajadas até 60 km/h a partir da tarde.

No Funchal as temperaturas vão variar entre os 21 e os 27 graus.

Nas ilhas das Flores e Corvo, grupo ocidental dos Açores, prevê-se céu muito nublado com abertas, aguaceiros, possibilidade de trovoadas para o fim do dia e vento sudoeste moderado a fresco com rajadas até 50 km/h.

Para as ilhas Terceira, Faial, Pico, Graciosa e São Jorge, no grupo central, e São Miguel e Santa Maria, grupo oriental, prevê-se céu pouco nublado e vento sul fraco a bonançoso.

Em Santa Cruz das Flores as temperaturas vão oscilar entre os 22 e os 29 graus, na Horta entre os 21 e os 28, em Angra do Heroísmo entre 21 e 26 e em Ponta Delgada entre os 21 e os 27.

Bastonário dos Médicos
O bastonário da Ordem dos Médicos (OM) defendeu hoje no Algarve que o primeiro-ministro, António Costa, deve usar "os...

"Mas porque é que não estamos a fazer [o mesmo] para tentar fixar os nossos jovens no nosso país, nas zonas que são mais carenciadas, porque é que não utilizamos os mesmos argumentos em termos de incentivos?", questionou Miguel Guimarães, em declarações aos jornalistas, após uma visita ao Centro Hospitalar e Universitário do Algarve (CHUA).

De acordo com o bastonário, o anúncio de António Costa em beneficiar em termos fiscais quem queira regressar a Portugal representa "uma desigualdade naquilo que é a possibilidade de tentar fixar médicos, nomeadamente nas áreas mais carenciadas, como é o caso do Algarve".

No sábado, António Costa anunciou na Festa de Verão do partido que o Orçamento do Estado para 2019 terá "incentivos fortes" para os cidadãos que emigraram entre 2011 e 2015 e que queiram regressar a Portugal entre 2019 e 2020.

O primeiro-ministro, que falava enquanto secretário-geral do PS, disse que a proposta prevê benefícios fiscais, nomeadamente, o pagamento de metade da taxa de IRS durante três a cinco anos, e deduções nos custos do regresso ao país.

Segundo Miguel Guimarães, se forem dadas condições aos médicos, estes acabam por ficar no Serviço Nacional de Saúde (SNS), que é "muito importante" para os jovens médicos, que ali trabalham em equipa, sendo dessa experiência que "resulta uma boa medicina".

Por outro lado, referiu, Portugal precisa de ter "capacidade concorrencial" com a Europa e com o setor privado, sob pena de continuar a perder alguns dos seus melhores valores, nomeadamente na Medicina.

De acordo com Miguel Guimarães, isso pode ter implicações "muito grandes" naquilo que é a capacidade que o próprio SNS "vai ter a curto, médio prazo no acompanhamento da inovação, naquilo que configura o desenvolvimento da nova medicina, que é extraordinariamente rápido".

O bastonário da OM considerou ainda que a política de incentivos deve ser estendida às pessoas que "durante 20 ou 30 anos" estiveram a assegurar cuidados de saúde em zonas mais carenciadas e que se podem sentir "defraudadas se isso se aplicar só a determinado tipo de médicos".

O presidente da sub-região de Faro da Ordem dos Médicos também sublinhou a importância de motivar os profissionais que já estão fixados no Algarve, uma vez que as pessoas não se movem "apenas pelo dinheiro", mas também por "possibilidades de progressão na carreira e de diferenciação técnica".

Segundo Ulisses de Brito, a medicina pública tem vindo a ser "relegada para segundo plano" e quem acaba por se manter no Serviço Nacional de Saúde é "quem veste a camisola", já que grande parte dos profissionais opta por trabalhar no setor privado, onde ganha mais.

Após a visita à unidade de Faro do CHUA, Miguel Guimarães disse ainda que os médicos "não têm sido devidamente ouvidos" a participarem nas decisões da prática clínica do dia a dia, sujeitos a uma "elevadíssima pressão", o que também dificulta a fixação de médicos.

Durante a visita, o responsável disse ter identificado falta de especialistas, nomeadamente, no bloco de partos, mas também na área da Radiologia, Anatomia Patológica, Urologia, Hematologia, Ortopedia, Neonatologia e Anestesiologia, entre outros.

Miguel Guimarães alertou ainda para a necessidade da criação da especialidade de Cirurgia Pediátrica, que ainda não está organizada em termos de serviço, dispondo apenas de uma especialista.

"Não é aceitável que crianças que poderiam ser tratadas cá, seja em contexto de urgência, seja de cirurgia programada, tenham de se deslocar 300 quilómetros para ir a Lisboa", concluiu.

Caminhada Solidária
A Alzheimer Portugal vai realizar durante o mês de setembro a iniciativa “Passeio da Memória”, uma caminhada solidária que...

Na edição deste ano, em que se comemora o 30º aniversário da Alzheimer Portugal, a iniciativa vai estar presente em 66 locais de Norte a Sul de Portugal, incluindo os arquipélagos dos Açores e da Madeira, tendo início no dia 8 de setembro em Torres Novas e término a 30 de setembro em locais como Guimarães ou Portimão. Em algumas localidades, o evento terá ainda a vertente de corrida ou de peddy-papper.

Metade do valor angariado em cada local irá reverter para o desenvolvimento de ações que, com o apoio dos municípios, contribuam para aumentar os conhecimentos sobre a demência, nomeadamente ações de informação ou atividades formativas a realizar ao longo do ano.

«Desde 2011, data do primeiro “Passeio da Memória”, que se realizou em Oeiras, este evento tem crescido em dimensão e em propósito, dado que é cada vez mais marcante para nós enquanto Associação informar e consciencializar, através destas ações, para a importância de reduzir o risco de desenvolver demência, para os sinais de alerta da Doença de Alzheimer e, sobretudo, para a importância do diagnóstico atempado», refere José Carreira, Presidente da Alzheimer Portugal.

As inscrições podem ser efetuadas no site da iniciativa (http://www.passeiodamemoria.org), ou presencialmente na Sede, Delegações ou Gabinetes da Alzheimer Portugal, bem como no próprio dia no local da ação. Cada donativo deve ser no mínimo de 5€ por participante.

Meta-análise
As descobertas desta nova publicação científica permitem confirmar estudos anteriores sobre a ausência de impacto glicémico...

Uma recente revisão sistemática e meta-análise, realizada por investigadores da Universidade de Illinois (Estados Unidos) e que analisou 29 ensaios clínicos controlados aleatórios, com o total de 741 participantes, para avaliar se os adoçantes sem ou de baixas calorias afetavam o nível de glicose no sangue, concluiu que o índice glicémico não é afetado pelo seu consumo.

Esta revisão incluiu apenas aspartame, sacarina, glicosídeos de esteviol e sucralose, sendo a sucralose e o aspartame os dois mais utilizados. Na União Europeia, há um total de 19 adoçantes autorizados com base nos critérios de segurança avaliados e aprovados pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA).

O objetivo da meta-análise, publicada no European Journal of Clinical Nutrition, foi estimar e apurar, a partir do resultado dos 29 estudos, a trajetória das concentrações de glicose no sangue em intervalos de 30 minutos durante 7 horas após o consumo de adoçantes sem ou de baixas calorias.

Além disso, o efeito foi também avaliado “pelo tipo de adoçante não nutritivo, idade, peso e estado de saúde dos participantes”. Neste sentido, a análise mostrou que “o consumo de adoçantes sem ou de baixas calorias não aumentou o nível de glicose no sangue e o seu valor diminuiu gradualmente durante o período de observação após o seu consumo”.

A revisão científica monitorizou “a trajetória do nível de glicose no sangue nos primeiros 210 minutos após o consumo de adoçantes sem ou de baixas calorias e identificou um declínio significativo na glicemia em relação ao ponto de partida de referência a partir aproximadamente dos 120 minutos”.

Por outro lado, “o impacto glicémico do consumo de adoçantes sem ou de baixas calorias não diferiu por tipo de adoçante (aspartame, sacarina, glicosídeos de esteviol e sucralose), mas em certa medida variaram de acordo com a idade, peso e estado diabético dos participantes”.

Como o texto deste estudo explica, “a ausência de impacto glicémico do consumo de adoçantes sem ou de baixas calorias torna-os instrumentos nutricionais potencialmente úteis para pessoas com diabetes ou num regime de perda de peso”. Estes podem igualmente ajudar na redução da ingestão de açúcar e ajustá-la às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Desta forma, “os adoçantes sem ou de baixas calorias fornecem um sabor doce com nenhumas ou poucas calorias, tornando-se um substituto popular para os açúcares”, já que a sua capacidade de adoçar é 30 a 1.000 vezes superior à sacarose.

Em suma, a descoberta desta nova publicação científica permite confirmar "análises prévias sobre a ausência de impacto glicémico após o consumo de adoçantes sem ou de baixas calorias".

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