Região Autónoma
O presidente do Governo dos Açores disse estarem a ser dados "passos concretos" para se garantir médico de família a...

"Estamos a fazer uma caminhada, sobretudo nesta componente dos médicos de família, que tem tido passos recentes. Ainda não atingimos a nossa meta, mas estão a ser dados passos concretos para a alcançar e dotar todos os açorianos com médico de família", disse Vasco Cordeiro.

O governante falava em Santa Cruz das Flores, à margem de uma visita ao centro de saúde local e ao colocar da primeira pedra nas obras de beneficiação do mesmo, orçadas em 1,5 milhões de euros.

"Esta obra é mais uma pedra na concretização desta estratégia que, no pilar das infraestruturas, no pilar dos recursos humanos e técnicos e no pilar da prevenção, vai concretizando um Serviço Regional de Saúde que pode e deve ser motivo de orgulho dos açorianos, que é uma das grandes conquistas da nossa autonomia", enalteceu o chefe do executivo açoriano.

Até quinta-feira, o Governo dos Açores circulará entre as ilhas do grupo Ocidental - Flores e Corvo - para as duas últimas visitas estatutárias do ano.

 

Os utentes da Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) Dr. Arnaldo Sampaio, em Marrazes, Leiria, estão constantemente...

Num comunicado, a Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos explicou que os utentes não estão a ser atendidos porque, por vezes, não há funcionários administrativos para os inscrever.

"Uma vez que sem inscrição e registo informático, os restantes profissionais - médicos e enfermeiros - ficam impossibilitados de prestar os cuidados assistenciais à população", lê-se no comunicado.

A Lusa deslocou-se àquela Unidade de Cuidados de Saúde e confirmou no local a falta de funcionários e ouviu as queixas dos utentes, que revelaram que a equipa médica e de enfermagem se encontrava disponível, mas sem poder atender ninguém por falta da inscrição.

"Apesar dos alertas e denúncias, há mais de um ano que se verificam falhas no atendimento devido à sistemática falta de assistentes operacionais neste Agrupamento de Centros de Saúde (ACeS) do Pinhal Litoral", refere a nota assinada pelo presidente da Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes.

Na UCSP Dr. Arnaldo Sampaio trabalham três administrativos, um dos quais está de férias e os restantes estão ausentes por doença, informou a nota.

A Administração Regional de Saúde do Centro revelou que o "Agrupamento de Centros de Saúde do Pinhal Litoral vai proceder, amanhã, [terça-feira] ao reforço de assistentes técnicos no Centro de Saúde Arnaldo Sampaio com dois funcionários deslocados provisoriamente de outras unidades funcionais do ACeS, estando prevista, no decurso da semana, novo reforço, com mais um assistente técnico, no âmbito da mobilidade".

A ARSC esclarece que a "entrada recente de 17 novos médicos no ACeS do Pinhal Litoral - a maior contratação de clínicos na região Centro, decorrente do último concurso para médicos de Medicina Geral e Familiar - veio causar alguns constrangimentos no setor administrativo do ACeS do Pinhal Litoral".

No entanto, a ARSC acrescentou que "está a desenvolver diligências para a contratação provisória e imediata de assistentes técnicos".

"Relembra-se ainda que se encontra a decorrer o concurso PREVPAP, destinado à regularização dos vínculos precários na Administração Pública, o que permitirá contratar mais funcionários para a área administrativa", refere ainda a ARSC.

Na semana passada, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) denunciou a falta de pessoal administrativo no centro de Saúde Arnaldo Sampaio, em Leiria.

Numa nota enviada à agência Lusa, o secretário-geral do SIM, Jorge Roque da Cunha, refere que foi enviado um ofício à presidente da Administração Regional de Saúde do Centro, Rosa Reis Marques, que denuncia a falta de funcionários administrativos.

"Há cerca de seis meses, após reformas e a saída de POC [funcionários do Programa Ocupacional de Emprego] do Centro de Emprego, a situação das colaboradoras administrativas do Centro de Saúde Dr. Arnaldo Sampaio, em Leiria, chegou à rotura. Após denúncias e apelos de médicos, a verdade é que ficaram só três administrativos, que são manifestamente insuficientes para aquele Centro de Saúde e sem qualquer prazo para solução", refere a missiva.

O SIM revelou ainda que, "nas férias, o pior aconteceu", uma vez que, "dos três administrativos, só um ficou para garantir o apoio aos médicos, à autoridade de saúde e o atendimento telefónico".

A falta de funcionários resultou em "filas intermináveis, com natural insatisfação dos utentes e os horários sem hipótese de serem cumpridos".

 

O Governo vai inaugurar no Norte do país quatro centros de saúde até ao final do ano e cinco em 2019, indicou o secretário de...

Baguim do Monte, em Gondomar, Nuno Grande, no concelho de Vila Real, Campo, em Valongo, e Lustosa, em Lousada, foram os centros de saúde enumerados pelo governante para inaugurar até ao final do ano.

Num discurso feito na cerimónia de inauguração do centro de saúde de Vilar de Andorinho, concelho de Vila Nova de Gaia, Fernando Araújo também avançou que em 2019 estarão prontas as unidades da Batalha e Ramalde, no Porto, Santiago do Bougado, na Trofa, Alfena, em Valongo, e Madalena, também em Gaia.

"Não são meras promessas, são realidades que podem constatar. São palavras realmente cumpridas", disse o secretário de Estado da Saúde.

A cerimónia também serviu para entregar as novas placas identificativas aos representantes das Unidades de Saúde Familiares (USF) de todo o país que passaram do modelo A para o modelo B.

Em causa está uma diferenciação entre os vários modelos de USF (A, B e C) que é resultante do grau de autonomia organizacional, da diferenciação do modelo retributivo e de incentivos dos profissionais e do modelo de financiamento e respetivo estatuto jurídico.

Já à margem da sessão, em declarações aos jornalistas, Fernando Araújo comentou os objetivos deste Governo em relação à área dos cuidados primários.

"Vamos cumprir seguramente o objetivo da legislatura. Estamos a falar de 100 Unidades de Saúde Familiares que devem ser criadas nos quatro anos e no final deste ano faltarão apenas 13, portanto conseguiremos ultrapassar esse objetivo", disse.

À margem da sessão, Fernando Araújo foi ainda confrontado com números sobre as listas de espera nacionais para cirurgias.

"Apesar de tudo, os tempos de resposta máxima têm reduzido. As pessoas têm sido observadas e atendidas num tempo mais rápido. É verdade que temos estado a falar com os hospitais no sentido de aumentar a produção e a articulação com os cuidados primários. É um trabalho que demora algum tempo a ter resultados. Temos de acelerar esses processos e dar condições para o Serviço Nacional de Saúde dê uma boa resposta", apontou o governante.

O Jornal de Notícias escreve hoje que, em julho, 62.291 doentes inscritos para cirurgia tinham ultrapassado o tempo máximo de espera definido por lei.

Quanto ao centro de saúde de Vilar de Andorinho, tratou-se de um investimento de cerca de 1,5 milhões de euros com recurso a fundos comunitários, enquanto o terreno para a construção do edifício foi cedido pela câmara de Vila Nova de Gaia, distrito do Porto.

No seu discurso, o secretário de Estado da Saúde disse que "com a criação desta USF, o Serviço Nacional de Saúde melhora a capacidade de resposta a cerca de 6.600 utentes desta freguesia, garantindo, no imediato, médico de família a 1.900 utentes até aqui sem médico".

"E a breve trecho, o número de utentes a beneficiar desta nova unidade poderá subir aos 9.300", acrescentou Fernando Araújo.

Crianças de 2 anos
Todos os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) e Unidades Locais de Saúde da região Norte podem, desde ontem, realizar o...

A Administração Regional de Saúde (ARS) do Norte, refere, em comunicado, que “todas as crianças com dois anos inscritas nas unidades de saúde do Norte serão convidadas a participar neste rastreio gratuito onde, através de um exame simples e indolor, será detetada a ambliopia [disfunção do processo visual] ou o risco de a poder vir a desenvolver”.

Estas crianças serão, posteriormente, convidadas para um segundo momento de rastreio aos quatro anos, afirma a ARS, acrescentando que este rastreio, que decorrerá de 13 a 29 de setembro, tem por objetivo evitar problemas graves na visão das crianças.

Implementado pela primeira vez em Portugal em 2016, em modelo piloto no Norte, o Rastreio da Saúde da Visão Infantil tem vindo a ser alargado passando, no ano passado, de quatro para 12 ACES e seis Hospitais/Centros Hospitalares.

De acordo com a ARS, durante esta fase rastrearam-se 13.564 crianças, tendo 1.710 sido referenciadas para consulta e acompanhamento na especialidade de Oftalmologia.

Nas crianças observadas em Oftalmologia verificou-se a necessidade de prescrição de óculos a 36,3% dessas, sendo o astigmatismo, a hipermetropia, a miopia e o estrabismo as principais patologias identificadas, conclui a ARS do Norte.

 

Estudo
O perigo de exposição das crianças à poluição automóvel é superior em 37% à dos adultos, revela hoje um estudo do grupo...

O estudo - divulgado no dia em que o Comité Ambiental da União Europeia vota a proposta da Comissão Europeia de redução de emissões de gases poluentes de 30% para 45% até 2030 - indica que os níveis de dióxido de azoto (NO2) foram 7,2% em média mais altos na medição realizada a um metro do solo, o parâmetro do estudo no que se refere a crianças até um metro de altura.

As medições foram feitas durante um mês em 500 artérias de seis cidades alemãs - Berlim, Hamburgo, Kiel, Munique, Helibroon e Estugarda - a alturas de um e dois metros.

Na grande maioria das cidades, os níveis de NO2, principalmente emitido por motores a diesel, foram mais altos a um metro, com uma média de 7,2% maior.

A diretora do controlo de tráfego e poluição do ar da Deutsche Umwelthilfe, Dorothee Saar, sublinhou que a pesquisa revela "uma imagem comum em muitas cidades da Europa, em que o NO2 é emitido próximo ao solo e, portanto, afeta animais de estimação e crianças mais do que adultos".

De acordo com a Royal College of Physicians, os efeitos para a saúde são mais agudos para bebés e crianças pequenas do que para adultos, com a exposição a partículas tóxicas durante esses estágios iniciais críticos do desenvolvimento propensa a deixar uma criança com pulmões atrofiados, com condições respiratórias como asma e, potencialmente, até a uma redução do desenvolvimento do cérebro.

As organizações de saúde lançaram hoje um vídeo que simula graficamente a ligação da poluição dos carros a sérios impactos na saúde, como demência, doenças pulmonares e cardíacas, asma e mesmo redução no desenvolvimento cerebral.

O responsável pela política da Aliança Europeia para a Saúde Pública (EPHA), Zoltán Massay-Kosubek, afirmou que "o vídeo mostra como a poluição do ar é o maior problema de saúde ambiental que se enfrenta, afetando milhões de pessoas".

"As escolhas políticas podem ter um impacto enorme. Os custos serão suportados pela indústria automóvel ou pelos cidadãos que pagam o preço do ar poluído. As regras europeias que vão ser decididas têm o poder de criar uma atmosfera de ar limpo nas cidades. Um voto para regras fortes será um ponto importante para que as tecnologias dos carros sejam mais limpas", afirmou.

Em 08 de outubro, os Estados-membros da União Europeia serão confrontados com as novas regras e fontes estimam que 14 a 19 Estados possam estar a favor de meta superior a 40%.

 

Dia Internacional do Idoso assinala-se dia 1 de outubro
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) promoveu hoje o primeiro encontro sobre estenose aórtica, no...

"O primeiro estudo português sobre esta doença indicou-nos que cerca de 82 por cento das pessoas com mais de 70 anos nunca tinha ouvido falar de estenose aórtica, nem de como esta se manifesta. Desta forma, torna-se imprescindível promover um maior conhecimento sobre a doença junto da população, contribuindo para o reforço do reconhecimento dos seus sintomas (cansaço, dor no peito, desmaios) e importância do diagnóstico precoce”, refere Rui Campante Teles, Coordenador da Campanha “Corações de Amanhã”.

O médico cardiologista acrescenta: “Com este evento pretendemos, além de sensibilizar as pessoas para a doença, promover a partilha de testemunhos entre doentes, incentivando à interajuda”.

A campanha “Corações de Amanhã” conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República e tem como objetivos aumentar o conhecimento e compreensão sobre estenose aórtica, promovendo o seu diagnóstico e tratamento precoce.

A aorta é a principal artéria do nosso corpo que transporta sangue para fora do coração. Quando o sangue sai do coração flui da válvula aórtica para a artéria aorta. A válvula aórtica tem como função evitar que o sangue bombeado pelo coração não volte para trás. Na presença de estenose, a válvula aórtica não abre completamente, vai ficando cada vez mais estreita e isso diminui o fluxo sanguíneo do coração. Se não for detetada atempadamente esta doença pode limitar muito a qualidade de vida e até ter um desfecho letal.

 

Conheça a patologia
É uma doença grave, crónica, progressiva e multissistémica que pode apresentar um conjunto muito var

O que é a Doença de Gaucher e quantas pessoas, em Portugal, sofrem da patologia?

A doença de Gaucher é uma doença hereditária, causada por uma deficiência numa enzima lisossomal (glucocerebrosidase), responsável pela degradação dum tipo de gordura, o glucocerebrosídeo, que se acumula dentro de células chamadas macrófagos, provocando a sua disfunção. Recebeu o nome de doença de Gaucher devido ao estudante de medicina francês que a descreveu pela primeira vez em 1882: Philippe Gaucher.

É rara, estimando-se uma incidência de 1:40.000 nados vivos, tornando-a a mais frequente do grupo das doenças de depósito lisossomal.

Em Portugal, apenas aproximadamente 140 pessoas estão diagnosticadas. Acredita-se assim que vários doentes poderão estar ainda por diagnosticar, sobretudo na doença de Gaucher de aparecimento mais tardio.

Quais as suas causas?

É uma doença genética, de transmissão autossómica recessiva.

Cada um de nós possui dois conjuntos de genes: um proveniente da nossa mãe e outro do nosso pai. Para desenvolver os sinais e sintomas da doença de Gaucher, é preciso que seja herdado um gene anómalo de cada um.

Assim, existe para cada gravidez de pais portadores, uma probabilidade de 25% do bebé herdar dois genes anómalos e, portanto, de ter doença de Gaucher.

Se ambos os pais não tiverem doença de Gaucher ou não forem portadores do gene anómalo, nenhum dos filhos será doente ou portador.

Sabendo que as suas manifestações clínicas dependem dos órgãos ou sistemas afetados, quais os traços comuns desta patologia? Quais os principais sintomas? E quais as principais complicações?

A falta da enzima glucocerebrosidase, leva à acumulação de substâncias dentro dos lisossomas dos macrófagos que estão presentes em vários órgãos e tecidos, principalmente no baço, fígado, medula óssea, sistema nervoso central, pulmão e gânglios linfáticos.

Ao haver uma acumulação anómala destas gorduras nas células destes órgãos, pode verificar-se um aumento volume do baço e do fígado; a medula óssea tem dificuldade em produzir as células do sangue, levando a anemia, diminuição do número de plaquetas e/ou de glóbulos brancos; os ossos ficam mais frágeis e podem apresentar múltiplas lesões, queixando-se os doentes, muitas vezes, de dor óssea crónica e/ou aguda e apresentando fraturas ósseas patológicas. Nalgumas formas da doença há acometimento do sistema nervoso, com alterações oculares, convulsões, espasticidade, atraso mental severo.

A maior longevidade dos doentes com doença de Gaucher tipo 1, com um prognóstico mais favorável, apesar do atraso frequente no reconhecimento da doença, pode levar também a mais complicações, principalmente se na ausência de adequado tratamento.

Nestes doentes, o risco relativo para o surgimento de outras doenças parece também ser superior, como por exemplo doença de Parkinson e demência ou à ocorrência de doenças hematológicas e/ou oncológicas.

De acordo com os dados divulgados, uma em cada 6 pessoas espera sete anos pelo diagnóstico. O que dificulta a detecção da doença?

É uma doença grave, crónica, progressiva e multissistémica que se pode apresentar com um conjunto muito variado de sinais e sintomas que são comuns a outras doenças. Este facto faz com que o diagnóstico da Doença de Gaucher nem sempre seja equacionado, provocando o seu atrasado, por vezes em vários anos.

Qual é a idade média de diagnóstico? Em que altura da vida são diagnosticados a maioria dos casos?

A doença de Gaucher é uma doença genética, que se pode apresentar em qualquer idade, no entanto uma parte significativa dos casos só é diagnosticada na idade adulta.

Neste sentido, que exames são necessários? Qual o especialista a quem recorrer?

Hoje em dia, havendo suspeita clínica, o diagnóstico é fácil, rápido e praticamente indolor, obtendo-se através duma simples gota de sangue, retirada por uma picada no dedo.

Os doentes de Gaucher são habitualmente seguidos por pediatras, internistas ou hematologistas, atendendo às manifestações e ao caráter multissistémico da doença, mas qualquer médico poderá fazer o diagnóstico.

O diagnóstico pré-natal está igualmente disponível.

Qual a importância do diagnóstico precoce? E quem deve realizar exames de rastreio?

A identificação da doença de forma precoce e o rápido e adequado encaminhamento para seguimento e tratamento especializados, são premissas essenciais para um melhor resultado terapêutico e prognóstico nestes doentes.

No entanto, a doença de Gaucher tem um leque muito variado de apresentações clínicas, e obriga ao diagnóstico diferencial com uma série de outras patologias.

Assim, alguns grupos de especialistas nesta doença têm proposto e realizado alguns rastreios (mas não de forma sistemática) baseados nos sinais e sintomas que são mais frequentes nestes doentes, como por exemplo o aumento do baço, a anemia e diminuição das plaquetas.

Na prática clínica, o mais importante continua a ser a capacidade de estarmos alerta para a doença por forma a diminuir o tempo até ao correto diagnóstico.

Nas famílias com doentes diagnosticados com doença de Gaucher, atendendo a que se trata de uma doença de transmissão genética, devem ser realizados rastreios e aconselhamento genético aos familiares em risco de terem a doença.

A doença atinge duas pessoas do mesmo modo? Sendo que existem 3 tipos principais desta patologia, qual o mais comum?

A doença de Gaucher afeta os doentes de diversas formas. Para alguns, a doença é ligeira e pode não ser aparente até se tornarem adultos. Para outros, os sintomas podem devolver-se pouco depois do nascimento.

Clinicamente é classificada em três subtipos:

  • Tipo 1, também conhecida como forma adulta ou não-neuropática, é a mais comum (mais de 90% de todos os casos de doença de Gaucher) e não afeta o sistema nervoso do doente. Com uma incidência de 1:10.000, é mais frequente entre os judeus Ashkenazi e apresenta uma sobrevida estimada apenas ligeiramente diminuída em relação à da população geral (aproximadamente menos 9 anos). Pode incluir uma série de sinais e sintomas como problemas ósseos, alterações no sangue, cansaço e um baço e fígado aumentados.
  • Tipo 2, a forma infantil ou neuropática aguda, é uma forma muito rara e grave da doença. Apresenta uma incidência de 1:100.000, com uma distribuição pan-étnica e sobrevida estimada menor que os três anos de idade. Os sintomas aparecem pouco depois do nascimento e incluem os já descritos, mas envolvem também o sistema nervoso, como por exemplo rigidez dos braços e pernas, convulsões e dificuldade em engolir.
  • Tipo 3, forma juvenil ou neuropática crónica, é também muito rara e inclui sintomas sistema nervoso, mas não é tão grave como o tipo 2. Os sintomas podem começar em bebé mas podem também surgir apenas mais tarde. Incluem alterações do movimento dos olhos e todos os sintomas descritos anteriormente. Com uma incidência de 1:50:000, é mais frequente entre os suecos Norrbotten e a sobrevida estimada é inferior a 40 anos.

Qual o seu prognóstico?

Sendo a Doença de Gaucher clinicamente heterogénea e classificada em três subtipos, o seu prognóstico pode, tal como descrito anteriormente, variar de benigno a extremamente grave consoante o subtipo de apresentação.

De qualquer forma, pela sua cronicidade e progressão, podemos assumir que se não for tratada pode levar a uma sintomatologia exuberante, incapacitante e a uma morte precoce.

Quando o tratamento é atempadamente instituído, os resultados são habitualmente favoráveis, com recuperação dos valores hematológicos, redução do volume dos órgãos e prevenção das lesões ósseas, melhorando consideravelmente a qualidade de vida dos doentes.

Nos doentes com doença de Gaucher tipo 3, quando o tratamento é ineficaz a deterioração neurológica progressiva tem um impacto negativo no seu prognóstico.

No caso dos doentes de Gaucher tipo 2, o prognóstico é sempre fatal.

Em que consiste o tratamento para a Doença De Gaucher?

O tratamento da doença de Gaucher consiste na administração quinzenal ou mensal, por via endovenosa, da enzima em falta (terapia de substituição enzimática). Outra opção terapêutica, indicada apenas para alguns doentes é um medicamento oral que reduz as substâncias acumuladas (terapia de redução do substrato). No entanto, o tratamento específico não é indicado para todos os casos.

O objetivo é tratar os doentes antes do início das complicações, cujas sequelas são incapacitantes ou que já não poderão ser melhoradas por tratamentos adicionais.

No âmbito do Dia Mundial da Doença de Gaucher, que se assinala hoje (1 de outubro), que mensagem gostaria de deixar? A que sinais devemos estar atentos?

Embora seja a mais comum das doenças de depósito lisossomal, a doença de Gaucher, permanece rara e na maioria dos casos apresenta-se de forma gradual, com vários sinais e sintomas comuns a outras doenças, como a dor óssea, a anemia, o aumento do baço, o que explica muitas vezes o atraso no seu diagnóstico e impede a atempada instituição de tratamento dirigido, que permite a franca melhoria da qualidade de vida dos doentes e um melhor prognóstico.

Devemos assim promover o conhecimento e a atenção, tanto dos profissionais de saúde como da população em geral, para esta doença e atuar de forma célere sempre que surja uma suspeita!

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Não há doentes infetados
O Centro Hospitalar de São João (CHSJ), no Porto, revelou hoje ter sido detetada a presença da bactéria ‘legionella' em...

"Não existe, nem existiu, qualquer caso de doença em utentes ou profissionais e a atividade no serviço decorre com total normalidade e segurança. Foi dado conhecimento da ocorrência e do plano corretivo à Autoridade de Saúde", refere o CHSJ em comunicado.

Na nota, o hospital explica que "no âmbito da vigilância regular da qualidade da água realizada no Centro Hospitalar Universitário São João foi detetada a presença de ‘legionella' em alguns pontos de água no serviço de obstetrícia"

Garante que "apesar da quantificação da carga bacteriana mostrar valores muito baixos", foram postos em execução os procedimentos de desinfeção de “todo o circuito de abastecimento de água”.

Os responsáveis do hospital apontam que a desinfeção, química e térmica, dos pontos terminais e de todo o circuito de abastecimento de água ficará concluída esta noite.

O objetivo é "garantir a eliminação" da bactéria, tendo o CHSJ garantido que manter-se-á a "monitorização, no serviço e em todo o hospital, dos parâmetros físico-químicos da água, nomeadamente cloro e temperatura, de modo a prevenir o desenvolvimento de novas contaminações".

A 'legionella' é a bactéria responsável pela doença dos legionários, uma forma de pneumonia grave, contraída por via respiratória, através da inalação de gotículas de água contaminada.

 

Serviço abrange toda a comunidade
O município de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, anunciou hoje o alargamento do transporte gratuito "a todos...

"Até aqui, este transporte era disponibilizado pelo município aos doentes oncológicos mais carenciados. Após a assinatura de um protocolo com os bombeiros de Moncorvo, este serviço vais abranger toda a comunidade que dele necessite. Nenhum doente oncológico faltará às consultas por falta de transporte", disse o presidente da Câmara de Torre de Moncorvo, Nuno Gonçalves.

O município transmontano apoia, da mesma forma, o transporte de doentes não urgentes que tenham de se deslocar aos hospitais de referência do Porto, de Coimbra e de Lisboa.

Para o efeito, o protocolo assinado entre o município e a Associação Humanitária de Bombeiros de Torre de Moncorvo ronda, no global, e só para o transporte de doentes, os 17 mil euros, existindo "a hipótese de ser alargado conforme as necessidades e os números de doentes a transportar e para onde".

O autarca social-democrata avançou ainda que há um acordo estabelecido com o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, que dita que os pais que tenham filhos internados naquela unidade hospitalar têm direito a residência, pequeno-almoço e acesso à lavandaria, enquanto acompanham as crianças.

"A filosofia do concelho de Torre de Moncorvo é que nenhum doente que necessite de serviços de saúde fique sem apoio médico. Contudo, esta missão deveria ser do Estado. É impossível que sete ou oito pessoas num meio de transporte contratualizado pelo Serviço Nacional de Saúde estejam à espera uns dos outros quando têm consultas médicas distintas”, frisou o autarca.

O também presidente da Associação dos Município do Douro Superior lamentou que tenham que ser as autarquias a se substituir ao poder central quando este “não faz um bom serviço".

 

 

Município
A Câmara de Serpa, no Alentejo, manifestou hoje preocupações com os impactos ambientais e na saúde pública da &quot...

Num comunicado enviado à agência Lusa, o município de Serpa, do distrito de Beja, refere que já pediu "vários agendamentos de reuniões" ao Ministério da Agricultura para transmitir as suas preocupações.

"A principal preocupação, já transmitida ao ministério, é do foro ambiental", frisa a autarquia, defendendo a criação de um sistema de monitorização, com indicadores ambientais, demográficos e socioeconómicos, e de mitigação de impactos ambientais e para a saúde pública das monoculturas intensivas e superintensivas.

O município defende também que "devem ser tomadas medidas de proteção junto das localidades e de explorações com culturas em modo de produção biológico".

A autarquia lembra que, em fevereiro deste ano, a Assembleia Municipal de Serpa aprovou uma moção sobre o assunto e na qual manifestou preocupação com os impactos que as monoculturas intensivas e superintensivas poderão vir a ter na "deterioração" dos solos e da água e nos animais, "em suma no ecossistema".

Em maio deste ano, a Comunidade Intermunicipal do Baixo Alentejo (CIMBAL), que é composta por 13 dos 14 municípios do distrito de Beja, sendo nove liderados pelo PS e quatro pela CDU, também aprovou uma moção sobre o assunto.

Na moção, a CIMBAL também defendeu a criação de "um sistema de monitorização de indicadores ambientais, demográficos e socioeconómicos e de mitigação dos impactos" para "a saúde pública e outros" da "intensificação" da produção e da expansão de monoculturas intensivas e superintensivas nas regiões, como a beneficiada pelo projeto Alqueva, que "estão a sofrer alterações profundas" das suas estruturas agrárias e produtivas.

A CIMBAL também exigiu ao Governo a criação de normas legais para "corresponsabilização" das empresas de prestação de serviços e das utilizadoras de "trabalho sem direitos e sem dignidade" em explorações agrícolas de monoculturas em regimes intensivo e superintensivo

Travar células cancerígenas
Os trabalhos de investigação hoje galardoados com o Prémio Nobel da Medicina levaram à descoberta de um mecanismo de controlo...

O coordenador do Programa Nacional para Doenças Oncológicas, Nuno Miranda, explicou à agência Lusa que o trabalho hoje distinguido com o Nobel da Medicina veio permitir que, na prática clínica, sejam estimuladas as defesas do próprio doente contra células oncológicas.

Segundo o especialista português, o norte-americano James P. Allison e o japonês Tasuku Honjo descobriram “uma espécie de travão” nas células do sistema imunitário e que é ativado pelas células cancerígenas.

“Hoje em dia já é possível contrariar o efeito deste travão e ajudar a combater as células oncológicas”, afirmou Nuno Miranda, adiantando que há já medicamentos, também usados em Portugal, que tentam utilizar este mecanismo, para tornar mais eficaz o sistema imunitário do doente.

No fundo, são fármacos que tentam inibir o travão das células do sistema imunitário, permitindo combater as células oncológicas.

"A Assembleia Nobel decidiu hoje atribuir o Nobel da Fisiologia ou da Medicina 2018 conjuntamente a James P. Allison e Tasuku Honjo pela sua descoberta da terapia do cancro por inibição da regulação imune negativa", disse o secretário-geral do Comité Nobel, Thomas Perlmann.

 

Saúde Mental
A depressão não é seletiva, não escolhe idades, sexo, nem classe social.

A pessoa com depressão sente um enorme sofrimento, que condiciona as suas atividades de vida diária, e no limite, pode até conduzir ao suicídio.

Os números da depressão na Europa têm vindo a ganhar uma significância assustadora.

Uma em cada vinte pessoas vive com depressão e uma em cada quatro sofreu um episódio depressivo em algum momento da sua vida. Perante estes números, e em pleno século XXI, ainda temos vergonha de falar sobre este assunto. Temos vergonha de assumir que sofremos de depressão perante a nossa família, perante os nossos amigos e até perante os nossos colegas de trabalho e entidade patronal. Este é um assunto grande de mais para escondê-lo debaixo do tapete. É preciso falar. É preciso dizer não ao estigma. É preciso pedir ajuda. Porque SIM, é possível ajudar uma pessoa com depressão.

O primeiro passo para ser ajudado é ter consciência e de que precisa de ajuda e que essa ajuda existe e é eficaz. Não tenha vergonha de falar, converse com a sua família, com os seus pares e em segunda instância com um profissional especialista em saúde mental. Eu e a minha equipa, espalhada por todo o país, já ajudámos milhares de pessoas a ultrapassar estados depressivos graves, que condicionavam as suas vidas e que as mantinha cativas num sofrimento atroz.

Mas não são só os especialistas em saúde mental e as pessoas que sofrem de depressão que devem estar atentas e falar. É preciso alargar a escala de modo a atuar, não só no tratamento, mas também na prevenção. As escolas também têm um papel fundamental na prevenção e deteção precoce da depressão. Cada vez mais, as crianças são atingidas por esta perturbação e o impacto que pode causar na sua vida adulta é incalculável, daí a importância acrescida de estarmos especialmente atentos nesta faixa etária. No que diz respeito aos locais de trabalho e aos empregadores, é preciso mudar a forma como encaramos a felicidade no trabalho. A depressão é a principal causa de baixas médicas e é um dos fatores que mais influencia na produtividade. Novas práticas corporativas têm de ser estabelecidas nas empresas e organizações, e estarem atentos aos sintomas de alarme já não basta. Neste dia tão relevante dizer não ao estigma e ecoar a necessidade da saúde mental estar acessível a todas as pessoas são as palavras de ordem. #eudigonaoaoestigma

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Técnica é ainda pouco aplicada
A espetroscopia Raman é muito pouco aplicada, apesar de ser “muito vantajosa para o diagnóstico precoce de múltiplas patologias...

Embora seja “muito vantajosa para o diagnóstico precoce de múltiplas patologias, incluindo o cancro”, a técnica de espetroscopia Raman “ainda é muito pouco aplicada na clínica”, afirma a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), numa nota enviada hoje à agência Lusa.

“Na Europa, apenas alguns hospitais da Holanda, da Alemanha e do Reino Unido” utilizam esta “técnica ótica de alta resolução que, através da incidência de radiação (luz) sobre uma qualquer amostra, consegue obter informação química em poucos segundos”, isto é, fornece “informação acerca dos compostos presentes na amostra analisada”, salienta a FCTUC.

A espetroscopia de Raman é identificada com o nome do cientista que a descobriu, o indiano Chandrasekhara Venkata Raman, que foi Prémio Nobel da Física em 1930.

Com o objetivo de introduzir esta técnica na clínica, mais de 150 investigadores europeus formaram uma rede de colaboração, denominada Raman4Clinics, no âmbito das Ações COST (Cooperação Europeia em Ciência e Tecnologia), cuja reunião final vai realizar-se entre os dias 07 e 12, em Coimbra.

A FCTUC é membro da rede através de uma equipa de especialistas da unidade de investigação e desenvolvimento (I&D) Química-Física Molecular, liderada por Luís Batista de Carvalho e Maria Paula Marques.

Nesta reunião científica, serão apresentados e discutidos “os avanços obtidos nos últimos três anos, bem como o impacto da aplicação da técnica junto dos utilizadores finais” – médicos e pacientes, em meio hospitalar.

No âmbito do mesmo encontro, terá lugar uma ‘summer school’, destinada designadamente a investigadores em início de carreira e a estudantes de mestrado e de doutoramento, que terão “oportunidade de aprender com os especialistas internacionais mais reputados da área da espetroscopia de Raman aplicada à química medicinal e diagnóstico”, destaca a FCTUC.

Técnica “não invasiva”, a espetroscopia de Raman é “muito útil e vantajosa para a clínica, especialmente para o diagnóstico precoce de múltiplas patologias, nomeadamente doenças infecciosas, vários tipos de cancro de baixo prognóstico e bactérias hospitalares resistentes a antibióticos”, sustentam Luís Batista de Carvalho e Maria Paula Marques.

“Trata-se de uma técnica muito rigorosa que fornece informação imediata. Os doentes não têm assim que aguardar dias ou semanas pelos resultados de biopsias”, sublinham, citados pela FCTUC, os dois investigadores. Além disso, é igualmente uma ferramenta “muito versátil e vantajosa” do ponto de vista económico.

“Pode ser muito útil em cirurgias extremamente delicadas, como, por exemplo, uma cirurgia para remover um tumor no cérebro, em que é imprescindível ter informação em tempo real que guie o neurocirurgião, indicando-lhe exatamente o que é tecido doente e que deve ser totalmente removido, e o que é tecido são e que deve ser poupado”, ilustram estes dois especialistas.

“É preciso quebrar barreiras e explicar aos clínicos que a espetroscopia de Raman evoluiu muito nos últimos anos. Por exemplo, existem atualmente aparelhos de Raman portáteis, muito versáteis para utilizar em ambiente hospitalar e no teatro operatório, e as imagens obtidas são de fácil interpretação”, alertam.

A equipa de Luís Batista de Carvalho e Maria Paula Marques tem em curso “um projeto de investigação pioneiro em Portugal”, em parceria com o Instituto de Oncologia de Coimbra – ‘Vibs on cancer’ –, financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) e por fundos europeus, que visa a aplicação da espetroscopia de Raman em diagnóstico médico, “especificamente na deteção precoce de tipos de cancro de baixo prognóstico”.

Ainda com vista à divulgação da técnica de Raman, no âmbito da reunião da Raman4Clinics, terá lugar uma palestra, “aberta a toda a comunidade”, no dia 07, às 18:00, no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, por Peter Gardner, da Universidade de Manchester, responsável pela translação da espetroscopia de Raman para a clínica na deteção de cancro de próstata.

Dizem ambientalistas
Quase toda a água que chega às torneiras das habitações dos portugueses é controlada e de boa qualidade, divulgou a associação...

A Zero aproveitou esta comemoração para divulgar um ponto de situação relativamente à qualidade da água desde a torneira, aos aquíferos, passando pelos rios e praias. Para tal, foi escolhido um sistema de cores, como um semáforo, no qual a água é classificada como verde, amarela ou vermelha.

De acordo com a associação, que cita dados da Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) referentes ao ano passado, “99 % da água que chega às torneiras dos portugueses é controlada e de boa qualidade”, é água segura e, por isso, está “no verde”.

No entanto, aponta a Zero, “subsistem problemas ao nível da eficiência, já que a percentagem de água não faturada – utilização ilegal, as perdas reais por roturas ou por mau uso, bem como as ofertas deste recurso natural a entidades ou a cidadãos sem qualquer registo ou transparência – continua a situar-se teimosamente nos 30% do total captado, estimando-se as perdas reais nos 180 milhões de metros cúbicos anuais”.

Relativamente às zonas balneares, a associação refere que, “a meio da época balnear deste ano, cerca de 6% das praias já tinham tido banho desaconselhado ou proibido”, entre um total de 608 zonas balneares (480 costeiras ou de transição e 128 interiores).

Na informação divulgada hoje, é também apontado que houve uma melhoria em termos de qualidade da água, “com mais 36 praias de qualidade excelente, atingindo-se 529 zonas balneares excelentes, 46 boas, oito aceitáveis e cinco más, sendo as restantes novas ou ainda não classificadas”.

Já com “sinal amarelo intermitente” estão as águas dos rios e albufeiras, com destaque para a qualidade da água do rio Tejo, onde “houve uma inequívoca degradação da qualidade”.

Nesta área, a Zero critica também o facto de existirem “dados pouco atualizados”, apontando que “não são atualizados desde 2013 devido às deficiências que persistem ao nível da monitorização da qualidade das águas superficiais”.

“Apesar dos avanços registados nos últimos anos, os progressos no tratamento das águas residuais urbanas não foram tão significativos quanto seria desejável” e, por isso, esta questão merece o sinal vermelho, diz a Zero.

“Um indicador que evidencia esta situação é que, no ano de 2016, de acordo com dados da ERSAR, apenas 58% da água que foi recolhida foi efetivamente tratada em sistemas de tratamento, muito longe dos números que Ministério do Ambiente apresenta publicamente, na ordem dos 83%, chegando a confundir-se acessibilidade física ao serviço com tratamento”, é apontado.

A Zero denuncia ainda que 38% das Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) “estão a funcionar de forma ilegal”, segundo dados de 2016.

Numa análise feita pela associação, comparando dados de 2016 e 2017, foi possível constatar que “38 sistemas aquíferos [47% do total dos aquíferos analisados] apresentam pontos de monitorização onde se detetou a presença de azoto amoniacal [poluente relacionado com explorações pecuárias], e 32 apresentam poluição por nitratos [utilização excessiva de fertilizantes nas atividades agrícolas]”.

“Em relação a 2016, a situação do azoto amoniacal manteve-se inalterada em 36 aquíferos, piorou em 12 e melhorou apenas em sete, enquanto ao nível dos nitratos não se alterou em 28 sistemas, piorou em nove e melhorou em cinco”, é destacado.

A Zero salienta ainda que “muitos dos pontos de água poluídos coincidem com pontos de abastecimento público”.

1 de outubro | Dia Nacional da Água
No âmbito do Dia Nacional da água, que se assinala hoje, a Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) lança uma Água Solidária, disponível...

As receitas provenientes da Água Solidária serão canalizadas para a atividade humanitária da instituição, nomeadamente para projetos diferenciados de cariz social, como por exemplo, numa primeira fase, para apoio à construção da Unidade de Cuidados Continuados Integrados da Delegação de Gondomar/Valongo da CVP, em Baguim do Monte. Esta Delegação da CVP foi a grande impulsionadora da criação da “Água Solidária CVP”.

Com uma marca mundialmente reconhecida, um nome que torna transparente a missão da Instituição que representa e uma primeira distribuição pública de 5.000 garrafas aos operacionais integrados no dispositivo do incêndio de Monchique, esta é uma água que espera vir a tornar-se um produto de referência nacional.

O centro de logística e distribuição da Água Solidária da Cruz Vermelha, dentro da Rede CVP, é na Delegação Local de Gondomar/Valongo.

A Água Solidária CVP está devidamente certificada e é de reconhecida qualidade

Exército
Cinco recrutas que realizaram na semana passada o "exercício psicofísico" do curso dos Comandos foram internados em...

Segundo adiantou Elisabete Silva, dois recrutas permanecem internados no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, por mera precaução e em observação, devido ao esforço despendido no "exercício psicofísico", que veio substituir a chamada 'prova zero.

Os cinco recrutas - os dois que ainda estão hospitalizados e os três que já tiveram alta - vão continuar no curso de Comandos, acrescentou a porta-voz do Exército.

Ainda segundo Elisabete Silva, o curso de Comandos conta atualmente com 37 recrutas, havendo a registar 22 desistências: sete na fase de estágio e 15 já no decorrer do curso.

O agora designado "exercício psicofísico" do curso dos Comandos realizou-se na Figueira da Foz, tendo a informação sobre os recrutas hospitalizados sido avançada pelo jornal Público no seu 'site'.

A forma como o curso de Comandos decorre em Portugal tem sido alvo de uma atenção particular desde que, em 2016, ocorreram as mortes de dois recrutas.

Dylan da Silva e Hugo Abreu, à data dos factos, ambos com 20 anos, morreram e outros instruendos sofreram lesões graves e tiveram de ser internados durante a denominada 'prova zero' (primeira prova do curso de Comandos) do 127.º curso de Comandos, que decorreu na região de Alcochete, distrito de Setúbal, em 04 de setembro de 2016.

Em junho de 2017, o MP deduziu acusação contra 19 militares, considerando que os mesmos atuaram com "manifesto desprezo pelas consequências gravosas que provocaram" nos ofendidos, encontrando-se o processo atualmente em fase de julgamento.

Os arguidos são ainda acusados de cometerem várias agressões contra os recrutas, nomeadamente o facto de obrigarem os formandos a "rastejarem nas silvas" ou de privarem/racionarem a água aos instruendos, apesar das condições extremas de temperaturas elevadas.

Os oito oficiais, oito sargentos e três praças, todos militares do Exército do Regimento de Comandos, a maioria instrutores, estão acusados de abuso de autoridade por ofensa à integridade física.

Laboratório
O laboratório Angelini informou que os consumidores podem devolver no local de compra o creme de rosto Barral BabyProtect,...

“Apesar de todos os ingredientes presentes na formulação fazerem parte das listas de ingredientes autorizados para utilização em produtos cosméticos, a empresa já está a desenvolver uma nova formulação que vá integralmente ao encontro das exigências preconizadas pelo Infarmed, que em breve será disponibilizada no mercado e que obriga a adição de conservantes”, explica a empresa em comunicado.

De acordo com a informação divulgada na sexta-feira pelo Instituto da Farmácia e do Medicamento (Infarmed), foi ordenada a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado de todas as unidades do produto cosmético para bebés Barral BabyProtect Creme de Rosto.

Segundo o Infarmed, este produto “não cumpre com o Regulamento (CE) n.º 1223/2009, de 30 de novembro, devido à identificação laboratorial de Phenoxyethanol não declarado na lista de ingredientes, bem como à utilização de conservantes não autorizados”.

O Infarmed determina que “as entidades que disponham de embalagens deste produto não as podem disponibilizar, devendo proceder à sua devolução”.

Os consumidores que possuam este cosmético não o devem utilizar, alerta o organismo.

O laboratório esclarece que assim que foi informada pelo Infarmed sobre a instrução de retirada do produto Barral BabyProtect Creme de Rostom acionou de imediato todos os mecanismos internos para a sua recolha voluntária, referindo que “os consumidores que tenham adquirido este produto podem devolvê-lo no local de compra, onde serão ressarcidos do seu valor”.

Segundo a empresa, o Infarmed detetou uma substância (fenoxietanol) que não estava no rótulo (por a concentração no produto final ser muito baixa: 0,01%), mas que passará a estar no rótulo que será disponibilizado em breve, tratando-se de “uma substância segura, que é utilizada em inúmeros cosméticos para crianças e adultos”.

Por outro lado, o que o Infarmed descreveu como “utilização de conservantes não autorizados” prende-se não com a utilização de substâncias não autorizadas, mas com a exigência do INFARMED de que todos os produtos no mercado tenham conservantes que pertençam a uma lista restrita de ingredientes aos quais pode ser atribuída uma função conservante.

“Duas das substâncias que existem no Creme de Rosto têm efeitos antimicrobianos e são permitidas em cosméticos (phenethyl alcohol e ethylhexylglicerin), mas a função conservante não é a sua principal função: estão lá como hidratantes, tendo apenas secundariamente efeitos conservantes”, refere.

Assim, explica, como não constam da lista autorizada, o Infarmed não lhes reconhece o seu efeito conservante.

A empresa irá resolver esta questão alterando a formulação do produto, de forma a incluir pelo menos um conservante constante dessa lista, adianta.

“A introdução desta reformulação demorará o tempo necessário para efetuar todos os testes, para que os próximos lotes a introduzir no mercado já incluam a nova formulação e rotulagem”, indica.

Conservantes não autorizados
O Infarmed ordenou a suspensão imediata da comercialização e a retirada do mercado de todas as unidades do produto cosmético...

Segundo o site oficial do Instituto da Farmácia e do Medicamento (Infarmed), este produto “não cumpre com o Regulamento (CE) n.º 1223/2009, de 30 de novembro, devido à identificação laboratorial de Phenoxyethanol não declarado na lista de ingredientes, bem como à utilização de conservantes não autorizados”.

O Infarmed determina que “as entidades que disponham de embalagens deste produto não as podem disponibilizar, devendo proceder à sua devolução”.

Os consumidores que possuam este cosmético não o devem utilizar, alerta o organismo.

Para obter informações adicionais, devem contactar a Angelini Farmacêutica, Lda.

 

Via Verde Coronária
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) já encaminhou 552 casos de enfarte agudo do miocárdio (EAM) neste ano, até 27...

Esta informação foi divulgada a propósito do dia Mundial do Coração, que se assinalou no sábado. A maior parte daqueles casos foi referente a homens (415). Em termos distritais, destacaram-se Porto (124) e Lisboa (121), seguidos por Setúbal (57), Faro (51) e Braga (37).

Por unidade hospitalar, foi o Centro Hospitalar de São João – Hospital de São João que mais casos recebeu (70), seguido pelo Hospital de Braga (64) e Centro Hospitalar e Universitário do Algarve – Hospital de Faro, com 51.

O INEM recorda que alguns dos sinais que podem indicar um enfarte agudo do miocárdio são uma dor no peito de início súbito, com ou sem irradiação ao membro superior esquerdo, costas ou mandíbula, suores frios intensos, acompanhados de náuseas e vómitos.

O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas do enfarte agudo do miocárdio é fundamental e deve motivar o contacto imediato com o 112, recordou o INEM.

O Instituto aconselhou alguns procedimentos a ter perante um caso de enfarte agudo do miocárdio, a saber, ligar imediatamente o 112, manter uma atitude calma, sentar o doente, evitar que este faça qualquer tipo de esforço físico como levantar-se, caminhar ou até falar.

O enfarte agudo do miocárdio é uma das principais causas de morte em Portugal, ocorrendo quando se dá uma interrupção súbita do fluxo de sangue nas artérias do coração (coronárias).

A realização de exames médicos de rotina, os hábitos de vida saudáveis, a prática de desporto de forma regular, evitar o tabaco e a vida sedentária são algumas das formas de prevenção recomendadas pelo INEM.

 

"Science Wars"
Pulseiras ‘inteligentes’ que medem a glicemia, ou até placas de graffiti capazes de cortar cubos de gelo foram algumas das...

Sob o lema “Science Wars”, a iniciativa regressou ao Porto e, no Palácio das Artes, os participantes foram convidados a viajar numa ‘nave espacial’ e a experienciarem atividades onde a ciência se entrelaça com a magia, saúde e artes, mas também com o entretenimento.

Pulseiras ‘inteligentes’ capazes de medir o nível de glicemia, mas que também libertam insulina, substituindo o “convencional aparelho utilizado pelos doentes”, fizeram parte das 16 ideias em demonstração.

Em declarações à Lusa, Raquel Queiroz, do Instituto Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) explicou que a ideia, que está ainda a ser desenvolvida “pretende integrar a eletrónica e, através de sistemas inteligentes, fazer a terapia, mas também a libertação dos fármacos”.

“Este equipamento pode ser integrado numa pulseira, onde o paciente pode monitorizar os níveis de glicose e, se necessário, fazer a libertação da insulina”, contou.

Durante esta noite de “Science Wars”, os visitantes tiveram também a oportunidade de  participar em oficinas e “pôr as mãos no gelo”, afirmou Fátima Cerqueira, investigadora do INL.

“A placa de graffiti capta a temperatura humana e, através do contacto com a nossa pele e, consequentemente com o calor do nosso corpo, a placa transfere a temperatura para o gelo, e faz com que ele se derreta e se separe”, explicou.

Pelas diversas salas do Palácio das Artes, houve quem procurasse ideias para trabalhos escolares, mas também quem trouxesse os mais novos para “conviverem com a realidade das ciências e ganharem o gosto”, como é o caso de Marta Santos, que acompanhou o filho nesta experiência.

“Ele gosta muito da área das ciências e estas atividades são muito interessantes, porque eles não fazem este tipo de atividades na escola”, afirmou.

Para Boryana Yotova, representante da Direção-Geral da Educação, Audiovisual e Cultura da Comissão Europeia esta iniciativa é o “abrir portas” da ciência para as novas gerações.

“Esta iniciativa permite que as novas gerações se interessem pela ciência, e, acima de tudo, torna possível criar uma nova geração de cientistas. O facto de misturar educação e o entretenimento é a combinação perfeita, sobretudo para os mais novos”, acrescentou.

 

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