Na Expofarma 2024
A Glintt Life, submarca tecnológica de matriz portuguesa Glintt Global, dedicada ao setor da Saúde, vai estar presente na...

Entre as diferentes soluções que vai apresentar encontra-se a Farmácia Go,  um espaço de compra autónomo, que funciona como uma extensão da farmácia convencional, articulado com a experiência de atendimento personalizado que privilegia um elevado nível de serviço. E que permite responder às expectativas de um perfil de utentes cada vez mais exigentes que procuram um processo de compra simples e rápido e sempre disponível.

A Farmácia Drive, agora com conveniência de pagamento reforçada através da Via Verde, permitindo aos clientes pagamentos sem sair do carro, oferecendo rapidez, conforto e conveniência, é outra das propostas da Glintt Life. 

Neste evento, a marca vai ainda apresentar soluções inovadoras para medições de parâmetros médicos, desenvolvidas de forma a permitirem o acompanhamento ao longo do tempo de cada pessoa. Estas, sendo integradas com o sistema de informação da farmácia (Sisfarma) garantem fiabilidade e o aconselhamento profissional da farmácia, promovendo maior acessibilidade, monitorização e rastreio de parâmetros de saúde essenciais.

Os diagnósticos rápidos, recorrendo a métodos inovadores e ágeis para diagnóstico, de grande simplicidade e rapidez, que utilizam apenas uma gota de sangue, viabilizando a triagem e um aconselhamento mais rigoroso, são outras das soluções apresentadas. 

Além disso, vai possível assistir a demonstrações de tecnologias como os robots Rowa, concebidos para agilizar o atendimento nas farmácias, e o inovador Cashlogy, que otimiza a gestão de caixa e aumenta a segurança no pagamento.

João Paulo Cabecinha, Administrador Executivo da Glintt Global, destaca: “A Glintt Life mantém-se como um parceiro ativo e comprometido na transformação do setor farmacêutico. Com uma vasta experiência tecnológica, temos a missão de contribuir para um sistema mais conectado, eficiente e sustentável.”

Durante a Expofarma, a Glintt Life vai apresentar não só as tecnologias mais recentes, mas também as tendências que estão a transformar o setor farmacêutico, colocando o utente no centro dos cuidados. O stand A20 vai contar com equipamentos de ponta, desenhados para maximizar a eficiência e rentabilidade das farmácias.

Dia Europeu da Fibrose Quística | 21 de novembro
A fibrose quística (FQ) é uma doença genética crónica e progressiva que afeta sobretudo os sistemas

Causas e Genética da Fibrose Quística

A fibrose quística é causada por mutações no gene CFTR (Cystic Fibrosis Transmembrane Conductance Regulator), localizado no cromossoma 7. Este gene é responsável pela produção de uma proteína que regula o transporte de cloro e sódio nas membranas celulares. Quando há uma mutação no gene CFTR, a proteína não funciona corretamente, levando à acumulação de muco espesso nos órgãos.

A doença segue um padrão de herança autossómica recessiva. Isto significa que um indivíduo só desenvolverá fibrose quística se herdar duas cópias do gene mutado, uma de cada progenitor. Pessoas com apenas uma cópia mutada são portadoras, mas não apresentam sintomas da doença.

Manifestações Clínicas

Os sintomas da fibrose quística podem variar em gravidade, mas os sinais mais comuns incluem:

Problemas Respiratórios

  • Tosse persistente com expetoração de muco espesso.
  • Infeções respiratórias recorrentes, como bronquite e pneumonia.
  • Dificuldade em respirar e chiado.

Comprometimento Digestivo

  • Dificuldade em digerir alimentos devido à obstrução dos canais pancreáticos.
  • Diarreia crónica ou fezes gordurosas e volumosas.
  • Défices nutricionais, levando a atrasos no crescimento e desenvolvimento.

Outros Sintomas

  • Suor excessivamente salgado, que pode causar desequilíbrios eletrolíticos.
  • Infertilidade, particularmente em homens, devido a obstruções no sistema reprodutivo.

Diagnóstico

O diagnóstico de fibrose quística é geralmente feito na infância, muitas vezes durante os primeiros meses de vida. Os métodos de diagnóstico incluem: 

  • Teste do Pezinho: Inclui a triagem para doenças metabólicas e genéticas, incluindo a fibrose quística, em recém-nascidos.
  • Teste do Suor: Mede os níveis de cloro no suor, que estão elevados em pessoas com fibrose quística.
  • Teste Genético: Identifica mutações específicas no gene CFTR.

Tratamento e Gestão

Embora não haja cura para a fibrose quística, os avanços médicos têm melhorado significativamente a qualidade de vida e a esperança média de vida dos doentes. O seu tratamento é multidisciplinar e inclui: 

  • Fisioterapia Respiratória: Ajuda a eliminar o muco das vias respiratórias.
  • Medicamentos: Incluem antibióticos para tratar infeções, broncodilatadores para facilitar a respiração e moduladores do CFTR que corrigem a função da proteína defeituosa.
  • Suporte Nutricional: Enzimas pancreáticas, suplementos vitamínicos e uma dieta rica em calorias e proteínas ajudam a combater os défices nutricionais.
  • Transplante Pulmonar: Nos casos mais graves, pode ser uma opção para prolongar a vida.

Prognóstico e Investigação Atual

O prognóstico para pessoas com fibrose quística tem melhorado substancialmente nas últimas décadas, graças a avanços no diagnóstico precoce e no tratamento. Atualmente, muitos doentes atingem a idade adulta e têm uma vida relativamente normal.

A investigação continua a ser uma prioridade, com foco no desenvolvimento de terapias genéticas e novos medicamentos que possam tratar a causa subjacente da doença, em vez de apenas aliviar os sintomas.

 
Fontes: 
Associação Nacional de Fibrose Quística. O que é a Fibrose Quística? https://www.anfq.pt/o-que-e-a-fibrose-quistica/
CUF. Fibrose quística: um diagnóstico para a vida. https://www.cuf.pt/mais-saude/fibrose-quistica-um-diagnostico-para-vida
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Opinião
A saúde digital ou eSaúde (na sua tradução direta do inglês eHealth), traz a tecnologia para a saúde

A Genética Médica está também em grande crescimento, e beneficia e beneficiará, desta aposta em diferentes aspectos. Primeiro, por ser uma especialidade centrada nas grandes cidades e com falta de profissionais, beneficia da teleconsulta e fontes de conhecimento que permitem ao utente maior acessibilidade e equidade. Segundo, beneficia de ferramentas de diagnóstico diferencial (como reconhecimento de dismorfismos – traços faciais específicos), uma vez que é caracterizada por doenças raras com apresentações que muitas vezes se sobrepõem. Terceiro, os estudos de diagnóstico realizados ao nosso genoma (pelas técnicas de sequenciação massiva), geram enormes quantidades de dados que necessitam de ferramentas cada vez mais aprimoradas de análise e classificação das variantes encontradas (os resultados em genética médica raramente são um sim ou não). 

Por último (embora não limitada e estes), o nosso genoma contém ainda inúmeras camadas de (des)conhecimento a serem descobertas e a tecnologia impulsiona o desenvolvimento de novos produtos. São exemplos: os estudos de DNA livre em circulação que permitem na gravidez fazer um rastreio altamente sensível e específico de trissomia 21 (e outras, através dos testes pré-natais não invasivos – uma simples amostra de sangue), ou no cancro que permitem o diagnóstico precoce, diagnóstico de doença residual, recidiva, auxiliar na decisão terapêutica e avaliar a resposta a essa mesma terapia (as chamadas biopsias líquidas); os riscos poligénicos (polygenic risk scores) que refletem uma avaliação combinada de várias alterações (polimorfismos) em vários genes, avaliando o seu papel na predisposição para doenças comuns (como o cancro, hipertensão ou diabetes), possibilitando a aferição de medidas preventivas; ou o estudo de assinaturas epigenéticas, que determinam a especificidade do que está a ser expresso, independentemente do que está escrito no genoma e que têm, por exemplo, aplicações no diagnóstico e tratamento do cancro ou no diagnóstico diferencial de doenças raras. Assemelhando o código genético à linguagem informática, para um hardware – genoma – já conhecido, é todo um software por explorar e desenvolver.

No futuro, prevejo uma medicina onde o utente tem no seu registo médico electrónico o seu historial clínico, mas também dados genómicos, incluindo de resposta a fármacos (farmacogenética), que permitirão individualizar planos de vigilância, prevenção e terapias. Sem dúvida as possibilidades são infindáveis, e com as devidas preocupações inerentes à proteção de dados, há ganhos para os diferentes agentes: aumentam o conhecimento da sociedade, reduzem o erro médico, aumentam a eficácia (resultados no utente) e eficiência dos serviços de saúde.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Prevendo-se um crescimento anual de 4% para 2,3 mil milhões de euros até 2028
Segundo a IQVIA, fornecedor global de serviços de investigação clínica, insights comerciais e inteligência em saúde, o mercado...

Relativamente ao segmento dos medicamentos não sujeitos a receita médica (Over-the-counter, OTC), a IQVIA prevê que permaneçam o segmento dominante, terminando o ano de 2024 avaliados em 1,1 mil milhões de euros, representando 54% em valor e 58% em volume do total do mercado de consumer health durante este período. Em termos de evolução futura, a expectativa é que o segmento cresça em linha com o mercado, com uma CAGR de 4% em valor e 3% em volume, atingindo uma avaliação de 1,2 mil milhões de euros em 2028.

Para o segmento de Cuidados Pessoais (Personal Care, PEC), que tem sido consistentemente o segundo segmento mais relevante neste mercado, e no qual se inclui a Dermocosmética e Saúde Oral, estima-se que termine o ano de 2024 avaliado em 533 milhões de euros, representando 27% em valor e 22% em volume do total do mercado durante este período. Com uma CAGR de 4% em valor e 3% em volume, projeta-se que atinja uma avaliação de 617 milhões de euros em 2028.

Está previsto que a avaliação do segmento de Cuidados ao Paciente (Patient Care, PAC) atinja aproximadamente 294 milhões de euros em 2024, representando 15% em valor e 16% em volume do total do mercado, durante este período. Este segmento deverá crescer a uma CAGR de 6% em valor e 3% em volume até 2028, superando a CAGR dos outros segmentos e do mercado, atingindo uma avaliação de 366 milhões de euros até esse ano.

Finalmente, o segmento de Nutrição (Nutrition, NTR), com uma avaliação estimada de 71 milhões de euros para 2024, representa 4% em valor e 4% em volume do total do mercado durante este período. Este segmento deverá seguir uma tendência distinta em comparação com os outros segmentos nos próximos anos, estimando-se que experiencie um declínio em valor com uma CAGR de -4% até 2028, atingindo aproximadamente 61 milhões de euros, enquanto os outros segmentos do mercado deverão crescer em avaliação durante o mesmo período. No entanto, em volume, prevê-se que este segmento cresça mais rápido do que o mercado e outros segmentos, com uma CAGR de 5% em volume.

Considerando as previsões para os vários segmentos, a IQVIA estima que haja um aumento no preço unitário médio dos produtos nos segmentos OTC, PEC e PAC, uma tendência suportada pelas estimativas de crescimento em valor superiores ao crescimento em volume. O segmento de Nutrição parece ter um comportamento contrário, onde, apesar do crescimento significativo em volume até 2028, prevê-se uma diminuição no valor total deste segmento, indicando uma provável diminuição no preço unitário médio dos produtos nesse segmento.

Estas projeções são também suportadas pelo contexto macroeconómico em Portugal e na Zona Euro, onde, considerando a desaceleração do crescimento do PIB português para 1,6% em 2024 (vs 2,5% em 2023), espera-se uma recuperação em 2025 e 2026, com taxas de crescimento de 2,1% e 2,2%, respetivamente, de acordo com estimativas do Banco de Portugal. Esta evolução favorável do contexto macroeconómico é também suportada pelas previsões de crescimento, embora mais lentas, para a Zona Euro, que se estima que se mantenham estáveis até 2026, com projeções de crescimento de 1,3% e 1,5% para 2025 e 2026, respetivamente.

Adicionalmente, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor (IHPC), que prevê uma desaceleração da inflação tanto em Portugal como na Zona Euro para 2024 em torno de 2%, antecipa uma maior procura no consumo, compatível com o crescimento estimado para o mercado de saúde do consumidor, esperado crescer acima da inflação.

E realiza palestras na Semana Mundial para a Sensibilização da Resistência aos Antimicrobianos
A AniCura, grupo de hospitais e clínicas especializado em cuidados médico-veterinários para animais de companhia, anuncia o...

Perante o aumento da incidência de bactérias resistentes a antimicrobianos em seres humanos e animais, é essencial que todos assumam a sua responsabilidade. A AniCura adota uma abordagem focada no uso criterioso de antibióticos, visando reduzir ao máximo o risco de resistência antimicrobiana, que representa uma ameaça tanto para a saúde dos animais de estimação quanto para a dos seres humanos. Um dos principais desafios enfrentados é a falta de dados sobre os padrões de prescrição de antibióticos no setor veterinário, o que motivou a AniCura a implementar um inquérito interno anual sobre o tema.

Mudar o comportamento de prescrição entre os veterinários  

Em 2018, foi estabelecido um objetivo ambicioso para a utilização responsável de antibióticos em cães, visando que apenas 5% dos cães sejam tratados com antibióticos até 2030. Desde o primeiro inquérito anual sobre antibióticos sistémicos, têm sido feitos progressos constantes na redução da prescrição de antibióticos nas clínicas e hospitais da AniCura em toda a Europa.

A AniCura apresentou os resultados do oitavo inquérito anual. No total, 295 clínicas AniCura em 12 países participaram no estudo, que incluiu 47 878 cães, dos quais 3 524 foram tratados, com 7,4% a receberem antibióticos durante a semana medida. A incidência do uso de antibióticos variou entre hospitais e países, indo de 3,5% a 12,9% durante a semana medida.

“O inquérito mostra que utilizamos principalmente o ácido amoxicilina-clavulânico, que é prescrito a um em cada dois cães que recebem antibióticos. O inquérito também indica que apenas 5% das prescrições são para antibióticos de classe B, classificados pela Agência Europeia de Medicamentos como criticamente importantes na medicina humana, o que é uma demonstração positiva de um comportamento de prescrição responsável”, afirma Elena Decataldo, Head of Medical AniCura Iberia.

Palestras da Semana Mundial para a Sensibilização da Resistência aos Antimicrobianos

De 18 a 24 de novembro assinala-se a Semana Mundial para a Sensibilização da Resistência aos Antimicrobianos (WAAW), uma campanha global promovida pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para alertar a sociedade para o uso consciente dos antibióticos e para o impacto da resistência antimicrobiana (RAM). Este ano, a campanha adota o tema “Educar. Promover. Agir agora.”

Neste contexto, nos dias 20 e 21 de novembro, a Dechra e a AniCura realizam um conjunto de oito palestras em oito cidades diferentes da Península Ibérica sobre o tema “Uso responsável de antibióticos em Dermatologia”, juntando-se assim à dinamização desta campanha global. Estas sessões terão lugar em Barcelona, Madrid, Sevilha, Bilbau, Terán, Santiago de Compostela, Lisboa e Porto.

A prescrição de antibióticos deve ser justificada e necessária

Um dos compromissos da AniCura consiste em assegurar uma utilização mais prudente dos antibióticos a nível europeu, a fim de sensibilizar e incentivar a tomada de medidas para combater o aparecimento e a propagação de bactérias resistentes aos medicamentos no setor veterinário.

“A utilização responsável de antibióticos é importante para contrariar a propagação de bactérias resistentes. Para reduzir os tratamentos desnecessários, temos de escolher o paciente certo, com o diagnóstico certo, e administrar a substância certa. É apenas através da formação contínua e de uma ampla visibilidade que podem ser feitos mais progressos nesta área crítica”, finaliza Elena.

Iniciativas que transformam a experiência do doente
Lidar com uma doença nunca é tarefa fácil. Mas os projetos vencedores da 4ª edição dos Prémios Humanizar a Saúde, uma...

Otimizar as vagas hospitalares, reduzir o risco de infeções e sobretudo proporcionar um ambiente mais acolhedor e familiar a crianças e jovens dos concelhos da Amadora e de Sintra é o objetivo do projeto ‘Hospitalização Domiciliária Pediátrica’, uma iniciativa da Fundação do Gil, desenvolvido em parceria com o Hospital Prof. Dr. Fernando da Fonseca, que visa oferecer uma alternativa ao internamento convencional.

Da lista faz também parte uma iniciativa que tem os idosos como público-alvo: o projeto ‘+ Saúde’, da Associação Mais Proximidade, que tem como objetivo facilitar o acesso aos cuidados de saúde a pessoas idosas em situação de isolamento e solidão. São, ao todo, já 120 idosos da freguesia de Santa Maria Maior que beneficiam desta ideia, que se traduz no acompanhamento a consultas e exames, na organização de medicação, visitas domiciliárias e sessões de apoio psicológico.

Aulas de pilates, biodanza social e terapia com cavalos, bem como apoio psicológico individual e em grupo são algumas das atividades disponibilizadas por outro dos vencedores, o projeto ‘Cuidar+’, da AAPC – Associação de Apoio a Pessoas com Cancro, uma iniciativa que tem como foco a saúde mental e bem-estar físico e social de doentes oncológicos no distrito do Porto.

Reduzir as idas constantes ao hospital é o que pretende o projeto ‘Porta A Porta - Alimentação Parentérica Entregue no Domicílio’, da Unidade Local de Saúde de S. José, outro dos vencedores, com uma iniciativa que permite que crianças com síndrome do intestino curto recebam a alimentação parentérica e o material de consumo clínico necessário diretamente em casa.

Finalmente, os Prémios chegam a Mogadouro, tendo sido atribuído ao ‘Serviço de Apoio Domiciliário à Demência’ da Santa Casa da Misericórdia de Mogadouro devido aos cuidados que presta no domicílio à pessoa com demência e ao seu cuidador, gratuitos e personalizados. Uma ação que oferece uma abordagem integrada, com avaliação, diagnóstico e intervenção contínuos, promovendo a saúde e o bem-estar dos doentes e cuidadores.

É a quarta vez que os Prémios Humanizar a Saúde são entregues e, uma vez mais, refere Marta Gonzalez Casal, Diretora Geral da Teva Portugal, “estes prémios são um exemplo claro do empenho da Teva em melhorar a saúde dos nossos doentes, uma vez que confirmam que, com inovação e dedicação, podemos criar um ambiente mais acolhedor e solidário, onde cada indivíduo recebe o cuidado e a atenção que merece. É disso que se trata quando falamos na humanização dos cuidados de saúde”.

Na edição do ano passado foram atribuídos prémios num total de 25.000 euros às seguintes iniciativas: “Programa de visitas de palhaços a hospitais com serviços oncológicos pediátricos”, da Operação Nariz vermelho; “Palhaços d’Opital”, pioneira na Europa a levar o trabalho e missão dos Doutores Palhaços a adultos e com foco nos idosos, em ambiente hospitalar; “Sol de Afectos”, da SOL – Associação de Apoio às Crianças Infetadas pelo VIH/SIDA, para criação de um espaço para os progenitores/cuidadores partilharem as suas vivências; “Unidade Móvel – Saúde de Proximidade”, da Liga dos Amigos do Centro de Saúde de Alfândega da Fé; “Projeto Casulo”, da Associação Calioásis – Centro de bem-estar para crianças, jovens e suas famílias afetados pelo cancro, que visa a criação de um jardim no internamento do serviço de Oncologia Pediátrica do Hospital de Coimbra.

No Mar Shopping Matosinhos
O MAR Shopping Matosinhos vai viver a quadra natalícia de uma forma mágica e solidária, reunindo a sua comunidade local num...

Segundo a Liga Portuguesa Contra o Cancro, é importante que uma pessoa com cancro tenha cuidados adicionais no seu dia a dia, nomeadamente fazer uma alimentação saudável e equilibrada, praticar exercício físico (desde que não haja contraindicação médica) e, dentro do possível, manter as atividades diárias. Quanto à alimentação, o organismo precisa de calorias suficientes para manter um peso adequado, bem como proteínas, para manter a força; comer bem pode ajudar os doentes a sentirem-se melhor e a ter mais energia. Desta consciência surge o projeto da AAPC especialmente direcionado para dar a conhecer aos seus cerca de 300 utentes uma alimentação mais saudável e apropriada à sua doença.

“A força anímica é essencial para pessoas que enfrentam o cancro ou que estão em recuperação. Por isso, há uma alimentação diferenciada que se deve fazer. Entendemos por isso apoiar esta causa da AAPC, cujo trabalho com esta população conhecemos, e que entendemos como essencial para o bem-estar dos utentes que a associação apoia e que são membros da nossa comunidade. Na identificação desta causa contamos com o apoio da ENTRAJUDA – Associação para o Apoio ao Desenvolvimento, com quem mantemos parceria no âmbito de diversos projetos de impacto social”, explica Sandra Monteiro, diretora do MAR Shopping Matosinhos.

“Com este projeto pretendemos, por um lado, sensibilizar a população em geral para a importância da alimentação equilibrada e aquisição de estilos de vida saudável para prevenir o aparecimento da doença oncológica, por outro, munir os doentes oncológicos de conhecimentos benéficos sobre a alimentação, capazes de melhorar a vivência da doença. O nosso projeto consiste em criar uma cozinha educativa onde possamos desenvolver palestras e showcookings abertos à população, dinamizados por diferentes profissionais ligados à saúde”, explica Dra. Susana Pires Duarte, diretora do Departamento Social da AAPC.

Espetáculos e chegada do Pai Natal

O Reino do Natal conta com 3 espetáculos, no palco interior do espaço de restauração (piso 0):

No dia 1 de dezembro chega o espetáculo “Ruca” com o protagonista da época: o Pai Natal! Um dos personagens preferidos dos mais novos, que sabem cantar: “Eu sou um rapazinho, embora pequenino, tenho muito tino, sou o Ruca…!”. O espetáculo é de entrada livre e conta com 2 sessões: uma sessão às 12h00, que conta com a chegada do Pai Natal, e uma segunda sessão às 16h00.

No dia 8 de dezembro, pelas 14h30, é a vez de subir ao palco a peça “Duendes em Apuros”. Esta peça transporta-nos para a véspera de Natal, no Polo Norte, onde os Duendes ajudantes do Pai Natal preparam tudo para o grande dia. Estão a construir uma máquina gigante que transportará as prendas diretamente para as chaminés, mas algo corre muito mal e um grande acidente acontece! Os ajudantes correm para explicar ao Pai Natal o que aconteceu, mas… onde está ele? Tocam os alarmes no Polo Norte! O Pai Natal desapareceu! Terão os duendes provocado o seu desaparecimento? E agora, quem vai salvar o Natal?

Finalmente, no dia 15 de dezembro, pelas 14h30, sobe ao palco o teatro familiar “Esta Vida de Rena”. E claro, ninguém melhor que o Rodolfo para ser o anfitrião nesta divertida peça, onde entram também duas grandes amigas renas que conhecem Rodolfo desde o tema da academia “Pai Natal – Ser ou não ser uma rena de Natal? Eis a questão”. Uma viagem cómica, mas também didática, que leva os mais pequenos a refletir sobre a diferença, o trabalho de equipa, o valor da amizade, afinal… sobre a vida!

 
Cirurgia durou 50 horas e contou com mais de 80 profissionais
Um homem pode piscar os olhos, engolir, sorrir e respirar pelo nariz pela primeira vez numa década, graças a um transplante de...

A vida de Derek Pfaff mudou para sempre a 5 de março de 2014, quando um trágico incidente durante os seus tempos de faculdade lhe deixou o rosto gravemente danificado por um ferimento de bala.

"Eu estava sob muita pressão na faculdade. Não me lembro de ter tomado a decisão de tirar a minha própria vida. Quando acordei no hospital, pensei inicialmente que tinha tido um acidente de viação”, conta.

Apesar de ter sido submetido a 58 cirurgias faciais reconstrutivas nos 10 anos que antecederam ser tratado pela Mayo Clinic, em Rochester, continuava a não conseguir comer alimentos sólidos ou falar casualmente com amigos e familiares. Usar óculos era impossível sem um nariz. Este transplante facial transformador na Mayo Clinic significa que agora este homem de 30 anos de Harbor Beach, no Michigan, pode novamente aperceber-se de todas as coisas que havido perdido. Também o levou a transformar-se num fervoroso defensor da prevenção do suicídio e planeia partilhar a sua história para encorajar outras pessoas que estão a lutar para obter ajuda.

"Vivi por uma razão. Quero ajudar os outros”, diz Pfaff. Estou muito grato ao meu dador, à sua família e à minha equipa de cuidados da Mayo Clinic por me terem dado esta segunda oportunidade”.

"O Centro de Transplantação da Mayo Clinic é o maior centro de transplantação integrado do mundo. Fomos o primeiro centro de transplantes do país a integrar o transplante facial na sua prática clínica. Isto permitiu-nos concentrar exclusivamente nas necessidades de cada doente”, afirma Hatem Amer, diretor médico do Programa de Transplante Reconstrutivo da Mayo Clinic.

Nos 19 anos que se seguiram ao primeiro transplante facial, foram efetuados mais de 50 em todo o mundo. As taxas de sobrevivência para este tipo de transplante são encorajadoras, de acordo com um estudo recente publicado no JAMA Surgery. A  Mayo Clinic realizou o seu primeiro transplante facial em 2016.

Como foi realizada a cirurgia

Os cirurgiões da  Mayo Clinic realizaram o transplante facial de Pfaff em fevereiro de 2024, num procedimento que durou mais de 50 horas e envolveu uma equipa médica de pelo menos 80 profissionais de saúde, entre cirurgiões, anestesistas, enfermeiros, técnicos, assistentes e outros especialistas.

Esta equipa multidisciplinar foi liderada por Samir Mardini, cirurgião de reconstrução facial e diretor cirúrgico do Programa de Transplante Reconstrutivo da Mayo Clinic. Mardini estima que 85% da face de Pfaff, incluindo a mandíbula e a maxila, foi reconstruída e substituída por tecido de dador.

Os cirurgiões planearam meticulosamente esta operação complexa ao longo de vários meses. Para garantir a precisão e o rigor, foi criado um plano cirúrgico digital com base em exames detalhados dos rostos do dador e do recetor, permitindo à equipa realizar a cirurgia digitalmente com antecedência. Foi também efetuado um mapeamento do nervo facial nos sistemas nervosos do dador e do recetor para compreender a função de cada nervo. Enquanto o aspeto digital assegurava a preparação, guias de corte personalizados impressos em 3D traduziam estes planos em ferramentas tangíveis a utilizar na sala de operações.

O transplante complexo exigiu a substituição de praticamente tudo o que se encontrava abaixo das sobrancelhas e parte da testa de Pfaff, incluindo as pálpebras superiores e inferiores e a gordura intra-orbital, os maxilares superior e inferior, os dentes, o nariz, a estrutura das bochechas, a pele do pescoço, o palato duro e partes do palato mole. Com base no mapeamento pré-operatório do nervo facial, um dos aspectos mais críticos da cirurgia de transplante facial era garantir que os delicados nervos faciais do dador e do recetor - 18 ramos entre os dois lados - fossem corretamente ligados para restaurar a função. Foi também utilizada uma nova técnica de microcirurgia para transplantar o sistema de drenagem das lágrimas do dador, permitindo que as lágrimas de Pfaff escorressem normalmente para o seu novo nariz. Agora, Pfaff pode expressar felicidade, tristeza, alegria e deceção através dos músculos e nervos faciais transplantados.

"A maioria dos transplantes de órgãos salva vidas. No caso do transplante facial, é uma operação que nos dá a vida”, explica Mardini.

A equipa médica incluiu especialistas das áreas da cirurgia plástica e reconstrutiva, transplantação, nefrologia, neurologia, oftalmologia, dermatologia, patologia, radiologia, cuidados intensivos, anestesia, psiquiatria, doenças infecciosas, histocompatibilidade, farmácia, enfermagem, serviço social, reabilitação e terapia da fala.

"Este transplante bem sucedido não teria sido possível sem esta generosa dádiva do dador e da sua família e sem a colaboração e a dedicação da equipa de cuidados”, acrescenta o cirurgião. 

“Falta de comunicação” do Governo e do Ministério da Saúde em relação às consequências da greve do INEM motivou a criação deste livro
O "Manual de Gestão de Riscos e de Resposta à Crise", disponível online e de forma gratuita , apresenta oito boas...

“O lançamento deste manual acontece num contexto crítico para o setor da saúde. Os recentes acontecimentos e as consequências fatais da greve do INEM sublinham a necessidade de um planeamento sólido em comunicação de crise”, explica Vânia Lima, diretora-geral da agência. “A falta de comunicação do Ministério da Saúde e de outras instituições evidencia a urgência de uma estratégia de comunicação proativa, especialmente em contextos de emergência e no relacionamento com o público e os stakeholders”. 

O manual oferece uma abordagem estruturada para crises, identificando as suas respetivas fases, desde a identificação dos potenciais riscos até ao pós-crise. Inclui ainda diretrizes para a formação de gabinetes de crise e aconselhamento de formação em media training. O objetivo é que as organizações de saúde estejam preparadas para enfrentar qualquer problema de reputação de forma coordenada, com mensagens-chave que transmitam segurança e empatia. 

“Não podemos deixar a saúde à mercê de respostas reativas e improvisadas”, continua Vânia Lima. “É fundamental que o setor adote protocolos bem definidos e treine os seus porta-vozes para comunicar com rapidez, transparência e empatia. Este manual é uma ferramenta de apoio para gestores de saúde em todos os níveis, capacitando-os para responder a crises e a fortalecer a confiança da população”. 

A agência de comunicação garante também que o manual será enviado aos Conselhos de Administração das Unidades Locais de Saúde nos próximos dias. “Sabemos que os hospitais têm poucos recursos e, em muitos casos, a comunicação não é uma prioridade. Esperamos que este ebook possa ser uma ferramenta para lidar de forma mais consciente, informada e sensibilizada com os problemas de imagem com que muitas destas ULS vivem”. 

A Onya Health espera vir a lançar, brevemente, outras ferramentas para o setor da saúde, como um manual de boas práticas na assessoria de imprensa ou como aproveitar as potencialidades das redes sociais.  

“Para já, queremos avaliar o feedback deste manual que, na nossa opinião, seria o tema mais urgente. A gestão de crises é uma responsabilidade inadiável que não só protege as organizações, mas, sobretudo, promove a segurança e a confiança do público”, termina a diretora-geral. 

Um dos maiores eventos dedicado à saúde oral
A necessidade de regular o papel dos influenciadores na promoção da Saúde e o problema da emigração dos jovens médicos...

Com mais de 4 mil participantes inscritos, 87 conferencistas nacionais e internacionais e 60 apresentações científicas, o Estado da Arte na medicina dentária mundial está reunido na Feira Internacional de Lisboa sob o mote ‘O Paciente no Centro da Medicina Dentária’.

“Os influenciadores e a emigração dos jovens são dois temas que estão na ordem do dia e no topo das preocupações da Ordem dos Médicos Dentistas. Os influenciadores têm uma responsabilidade muito grande pela mensagem que passam nas redes sociais. Os casos que temos conhecimento de tratamentos desadequados, mal realizados, sem qualquer acompanhamento, levam à questão se há ou não a necessidade de regular esta atividade”, questiona o bastonário Miguel Pavão, a propósito do painel: ‘Influencers e sua responsabilidade na promoção da saúde - um fenómeno a regular?’.

Quanto à emigração dos jovens profissionais, o bastonário reforça que este é um dos grandes problemas não só do setor da Saúde, mas também de muitas outras atividades em Portugal: “Há anos que alertamos para a emigração dos jovens médicos dentistas. Queremos continuar a desperdiçar os recursos do País, ao formar profissionais altamente qualificados para depois irem para o estrangeiro exercer? Queremos trazer alguma luz a estes dois tópicos de discussão”.

O 33º congresso conta ainda com uma das maiores edições da Expodentária, num espaço onde 118 empresas expositoras vão ocupar mais de 500 stands de exibição para mostrarem os mais recentes avanços tecnológicos e onde a Inteligência Artificial começa a ganhar cada vez maior preponderância.

Causas, sintomas e tratamento
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é uma condição respiratória progressiva e debilitante qu

O que é a DPOC?

A DPOC é caracterizada por uma obstrução persistente do fluxo de ar nos pulmões, dificultando a respiração. Esta obstrução é normalmente irreversível e está associada a duas condições principais:

  • Bronquite crónica: inflamação e estreitamento das vias aéreas, acompanhados de tosse crónica e produção excessiva de muco.
  • Enfisema pulmonar: destruição dos alvéolos, estruturas responsáveis pela troca de gases nos pulmões.

Ambas as condições podem coexistir e agravar-se com o tempo, especialmente se os fatores de risco não forem controlados.

Causas e Fatores de Risco

O principal fator de risco para a DPOC é o tabagismo. A exposição prolongada ao fumo do tabaco danifica os pulmões e reduz a sua capacidade de se regenerar. Mas, há outros fatores que elevam o risco de desenvolver a doença, entre eles: 

  • Exposição a poluentes atmosféricos e a fumos tóxicos, especialmente em ambientes laborais.
  • Histórico de infeções respiratórias frequentes durante a infância.
  • Predisposição genética, como a deficiência de alfa-1-antitripsina, uma condição rara que aumenta a vulnerabilidade pulmonar.

Sinais e Sintomas

Os sintomas da DPOC desenvolvem-se gradualmente e muitas vezes passam despercebidos nas fases iniciais. Entre eles incluem-se: 

  • Falta de ar (dispneia), especialmente durante o esforço físico.
  • Tosse crónica com ou sem expetoração.
  • Pieira e sensação de aperto torácico.
  • Fadiga e redução da capacidade para realizar atividades diárias.

Com a progressão da doença, os doentes  podem sofrer exacerbações graves, caracterizadas por um agravamento súbito dos sintomas, que podem ser fatais se não tratados rapidamente. 

Complicações da DPOC

A DPOC não afeta apenas os pulmões, podendo envolver vários sistemas do corpo. As principais complicações associadas são: 

  • Insuficiência respiratória crónica, que pode requerer oxigenoterapia.
  • Doenças cardiovasculares, como hipertensão pulmonar e insuficiência cardíaca.
  • Perda de massa muscular e desnutrição devido ao aumento do esforço respiratório.
  • Ansiedade e depressão, devido à limitação física e ao isolamento social.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico da DPOC baseia-se na história clínica do paciente, na exposição a fatores de risco e na realização de exames como a espirometria, que mede a capacidade pulmonar. Testes de imagem e análises laboratoriais podem ser usados para avaliar a gravidade e descartar outras condições.

Embora a DPOC não tenha cura, o tratamento pode aliviar os sintomas, melhorar a qualidade de vida e evitar a progressão da doença. As opções incluem:

  • Cessação tabágica: o passo mais importante para prevenir o agravamento.
  • Medicamentos broncodilatadores e corticosteroides: para abrir as vias aéreas e reduzir a inflamação.
  • Reabilitação pulmonar: programas que combinam exercícios físicos e educação para melhorar a capacidade funcional.
  • Em casos avançados, oxigenoterapia.

Prevenção

A prevenção da DPOC começa pela eliminação do tabagismo e pela redução da exposição a poluentes. Políticas de saúde pública que promovam o ar limpo e ambientes laborais seguros são fundamentais para reduzir a incidência da doença.

A consciencialização da população é, igualmente, crucial. Muitos casos de DPOC permanecem subdiagnosticados, o que impede um tratamento precoce e eficaz. 

 
Fontes: 
Sociedade Portuguesa de Pneumologia. DPOC. https://www.sppneumologia.pt/saude-publica/dpoc
Fundação Portuguesa do Pulmão. Apoio ao doente - DPOC. https://www.fundacaoportuguesadopulmao.org/apoio-ao-doente/dpoc#95
 
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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia 27 de novembro
A AADIC - Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca realiza no próximo dia 27 de novembro, a partir das 21h,...

Maria José Rebocho, cardiologista e membro do conselho técnico-científico da Associação, será responsável pela moderação deste evento, que será transmitido exclusivamente na página de Facebook e canal de Youtube da AADIC, e que conta com o apoio da Novartis.

Por que se diz que a Insuficiência Cardíaca é uma epidemia? O envelhecimento da população, a melhoria do tratamento do enfarte agudo do miocárdio e a insuficiência cardíaca já diagnosticada, com diminuição da mortalidade e um aumento da prevalência da doença são os fatores que levam os especialistas a considerar a Insuficiência Cardíaca como a epidemia do século XXI.

Prevendo-se um agravamento da prevalência desta síndrome para as próximas décadas, é necessário refletir sobre que medidas devem ser tomadas e adotadas para fazer face a este problema de saúde pública. É precisamente essa reflexão que a AADIC pretende fazer durante a sessão de esclarecimento “Insuficiência Cardíaca – A epidemia do séc. XXI: como prevenir?”, tendo para isso convidado dois especialistas.

Durante este webinar, Fátima Franco, cardiologista e coordenadora da Unidade de Insuficiência Cardíaca Avançada da ULS Coimbra, irá abordar o tema da importância do tratamento Hipertensão Arterial. "A hipertensão arterial bem como outros fatores de risco vascular são inimigos silenciosos do seu coração. Corrigi-los é essencial para prevenir o desenvolvimento de Insuficiência Cardíaca e garantir uma vida longa e saudável. Cuidar da pressão arterial, adotar hábitos de vida saudáveis e controlar fatores de risco é investir no seu coração e num futuro mais saudável e com maior longevidade", refere.

Por seu lado, Carlos Aguiar, cardiologista e diretor da Unidade de Insuficiência Cardíaca Avançada e Transplante Cardíaco do Hospital Santa Cruz (ULSLO), falará sobre a prevenção do enfarte do miocárdio. Neste âmbito, destaca que “a prevenção das doenças cardíacas tem vindo a evoluir nos últimos anos, em parte porque tem havido desenvolvimentos farmacológicos que a permitem. Aliás já existem terapêuticas específicas para isso, nomeameamente no que respeita ao tratamento e controlo de doenças consideradas fatores de risco como a hipertensão, a dislipidemia e colesterol”.

No final da sessão, haverá espaço para os especialistas responderem às questões e dúvidas que a assistência (doentes, cuidadores e público em geral) colocar ao longo da sessão. 

Lusíadas Sport estreia novo conceito na saúde privada em Portugal
A Lusíadas Saúde anuncia a abertura da Lusíadas Sport. O novo centro médico desportivo do Grupo direcionado para responder às...

Inspirado no desporto de alto rendimento, a Lusíadas Sport é um conceito inovador na área da saúde privada em Portugal que replica o caso de sucesso Vivalto Sport, implementado em França pela Vivalto Santé - um dos maiores players de saúde privada da Europa que a Lusíadas Saúde integra desde o final de 2022. O novo centro médico desportivo oferece um acompanhamento completo que se estende a todas as fases da prática desportiva – desde a prevenção e recuperação de lesões até ao aumento e otimização do rendimento desportivo. Com esse objetivo, o novo centro médico desportivo disponibiliza um acompanhamento multidisciplinar, adaptado a cada pessoa e assente em três áreas principais: medicina, fitness e performance.

Localizado em Lisboa, nas imediações do Hospital Lusíadas Lisboa, a Lusíadas Sport dispõe de três gabinetes de consulta e 11 para tratamentos, área de reabilitação, espaço dedicado a fitness e uma sala para aulas de grupo. A equipa multidisciplinar da Lusíadas Sport que integra o centro médico desportivo inclui cerca de 50 profissionais, distribuídos pelas áreas de medicina desportiva, fisioterapia, terapia ocupacional, terapia da fala, fisiologia do exercício, personal trainers, nutrição e psicologia, entre outras valências, assegurando um suporte completo e especializado para cada cliente.

Segundo Vasco Antunes Pereira, CEO da Lusíadas Saúde, “o lançamento da Lusíadas Sport representa um passo significativo na expansão da nossa oferta de serviços de excelência, ajustados às necessidades dos portugueses e ao perfil de cada cliente. Queremos não apenas acompanhar, mas também antecipar a procura por cuidados especializados na área da medicina desportiva, proporcionando um acompanhamento integral e de qualidade, acessível a todos, independentemente das suas capacidades ou nível de prática desportiva. O nosso foco é o bem-estar em todas as suas dimensões – físico, mental e funcional – e acreditamos que com a Lusíadas Sport estamos a tornar esta abordagem integrada mais próxima de todos os que valorizam uma vida ativa e saudável”.

O centro médico desportivo disponibiliza consultas nas áreas de Medicina Física e de Reabilitação (MFR) e Medicina Desportiva, com um enfoque especial na reabilitação músculo-esquelética, oncológica, respiratória e pediátrica, além da recuperação de lesões desportivas e reeducação postural. No âmbito da Fisioterapia, dispõe de programas de reabilitação ortopédica, neurológica, reumatológica e respiratória, incluindo cuidados de fisioterapia pediátrica e apoio especializado à saúde da mulher. Complementando esta oferta, o centro inclui ainda serviços de Terapia Ocupacional e da Fala, oferecendo um leque completo de terapias de reabilitação ajustadas a cada etapa do processo de recuperação e às necessidades de cada cliente.

Na zona do ginásio, os desportistas podem usufruir de programas de treino personalizados e aulas de grupo, com opções que variam entre Yoga, treinos localizados e sessões temáticas, além dos serviços de Personal Training. Todas as atividades são acompanhadas e supervisionadas por um Personal Trainer ou Fisiologista do Exercício, garantindo uma prática segura e ajustada aos objetivos individuais, promovendo uma abordagem que une saúde, bem-estar e performance.

Ana Preto e Andreia Valente receberam o "Basinnov Innovation Award 2024"
Um composto criado em Portugal é o primeiro descrito a bloquear as três principais mutações do gene mais frequente no cancro...

O projeto chama-se “TaMuK:Targeting Mutated KRAS”, está patenteado e deu os primeiros passos há cerca de dez anos, pelo grupo da investigadora Ana Preto, no Centro de Biologia Molecular e Ambiental (CBMA) da Escola de Ciências da Universidade do Minho, e pelo grupo da investigadora Andreia Valente, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL), a par de Helena Garcia e Paulo Costa (FCUL) e de Cristina Fillat, do Instituto de Investigações Biomédicas August Pi i Sunyer (Barcelona).

Esta equipa acaba de vencer a primeira edição do “Basinnov Innovation Award 2024”, tendo direito a 20 mil euros para aplicar em ensaios pré-clínicos e a serviços de mentoria da rede europeia de inovação em saúde EIT Health InnoStars. O prémio foi atribuído num evento satélite da Web Summit, em Lisboa, pela biotecnológica Basinnov Life Sciences, pelo Gulbenkian Institute for Molecular Medicine e pela EIT Health InnoStars. A iniciativa visa distinguir uma inovação na oncologia e imunoterapia com grande relevo científico, terapêutico e de potencial aplicação na farmacêutica.

O novo composto designa-se PMC79, é baseado no metal ruténio e atua como uma espécie de “bala mágica” em mutações do gene KRAS, ligado ao desenvolvimento de vários cancros, como o colorretal e do pâncreas. “O nosso composto é o primeiro capaz de inibir especificamente três das mutações mais frequentes do KRAS (G12D, G12V e G13D), sendo o único a inibir a G12V, sem afetar a proteína normal, tanto in vitro em células de cancro no laboratório como in vivo em modelos de ratinhos com cancro”, explicam Ana Preto e Andreia Valente.

“Este prémio é um exemplo de que a investigação básica é indispensável e impactante para o desenvolvimento de novos fármacos e sua possível aplicação clínica”, acrescentam as investigadoras. Nas últimas décadas foram feitos vários estudos para se atuar no gene KRAS, então considerado “invencível” ou “não tratável”. Recentemente, surgiram no mercado alguns inibidores, mas de eficácia limitada nos cancros colorretal e do pâncreas, no qual o PMC79 parece promissor.

Associação Portuguesa de Fertilidade saúda medida anunciada pelo Governo
A Associação Portuguesa de Fertilidade (APFertilidade) congratula o anúncio pelo Governo da atualização para 90% da taxa de...

O anúncio foi feito durante a discussão sobre o Orçamento do Estado para 2025. A secretária de Estado da Saúde informou que está "praticamente finalizada” a portaria que vai aumentar a taxa de comparticipação destes medicamentos. Além disso, Ana Povo adiantou que haverá uma comparticipação de 69% nas terapêuticas destinadas a pessoas com endometriose. 

A taxa de comparticipação dos medicamentos destinados à fertilidade estava fixada em 69%, um valor que a associação considerava insuficiente face ao crescente número de casos e à importância do acesso a tratamentos eficazes e acessíveis para os casais afetados. 

A última atualização da taxa tinha ocorrido a 01 de junho de 2009, com o apoio do Estado a subir de 37% para 69%. “Foi um avanço importante. No entanto, o número de casos de infertilidade continua a aumentar e, apesar de chegar tarde, esta atualização em 90% é essencial para estas pessoas”, sublinha a presidente da associação, Cláudia Vieira. 

Com o aumento do custo de vida, a presidente da APFertilidade destaca que “as despesas com os medicamentos têm representado um fardo financeiro pesado para muitos casais, que precisam frequentemente de recorrer a várias tentativas de tratamento, muitas vezes sem sucesso imediato”. 

Cláudia Vieira relembra ainda que o acesso aos tratamentos de Procriação Medicamente Assistida (PMA) continua a ser desigual no país: os cidadãos do Alentejo e Algarve continuam a percorrer centenas de quilómetros para procurar ajuda nos centros públicos localizados nas zonas de Lisboa, Centro e Norte do país. “O aumento da taxa de comparticipação dos medicamentos vai ser uma medida relevante para atenuar o esforço financeiro destas pessoas”, considera. 

A APFertilidade tem vindo a desenvolver esforços para sensibilizar o Governo sobre a necessidade de olhar para a infertilidade como uma área prioritária. Em junho, alertou para a necessidade de alterar a lei de forma a preservar os embriões e gâmetas doados anonimamente e que seriam destruídos ao abrigo da lei de 2018. Em maio, pediu ao Governo que concluísse a regulamentação da gestação de substituição, parada há vários meses. 

De 28 a 30 de novembro
A Associação Portuguesa de Farmacêuticos Hospitalares (APFH) promove o XVII Congresso Nacional entre os dias 28 e 30 de...

Manuela Sousa, Presidente da Comissão Organizadora, a destaca a importância deste encontro, salientando que “serão três dias de troca de experiências e conhecimentos, apresentação dos melhores trabalhos científicos desenvolvidos, mas também de (re)encontros entre colegas”. 

Entre os temas centrais do Congresso, estará o debate sobre o impacto das alterações climáticas e das migrações nas doenças emergentes, a gestão de dados em saúde e as barreiras à inovação terapêutica. A humanização da Farmácia Hospitalar também será abordada, especialmente no contexto do crescente uso de tecnologias inovadoras, refletindo a adaptação do setor às novas realidades.

Outro tópico que vai estar em discussão é a especialização do Farmacêutico Hospitalar e o seu papel na transformação do Serviço Nacional de Saúde (SNS). "Vamos discutir os prós e contras da subespecialização do Farmacêutico Hospitalar e o impacto que isso pode ter na melhoria da prestação de cuidados de saúde", explica Manuela Sousa.

No último dia do Congresso, vão-se realizar três workshops, com o objetivo de promover o aperfeiçoamento técnico-científico dos Farmacêuticos Hospitalares e Residentes, oferecendo uma oportunidade prática para o desenvolvimento de competências essenciais na prática farmacêutica.

Para Patrícia Cavaco, Presidente da Direção da APFH, “a realização deste evento é fundamental para o desenvolvimento contínuo da carreira do Farmacêutico Hospitalar, pois oferece uma oportunidade única de atualização científica e de networking entre profissionais”. “Aqui, os Farmacêuticos Hospitalares podem partilhar experiências, adquirir novos conhecimentos e, sobretudo, refletir sobre os desafios e oportunidades que moldarão o futuro da Farmácia Hospitalar. Esta é uma oportunidade ímpar de crescimento e inovação", conclui.

 
Saúde Masculina
A próstata é um órgão importante para o homem.

No entanto, à medida que os homens envelhecem este órgão pode tornar-se fonte de problemas, sendo a Hiperplasia Benigna da Próstata (HBP) e o Cancro da Próstata (CAP) as condições mais comuns.

É essencial que os homens percam o medo ou o desconforto de falar sobre a próstata. Consultar um urologista regularmente a partir dos 40 anos e fazer os exames recomendados são passos simples, mas cruciais, para detetar problemas precocemente. Lembre-se: a prevenção é sempre o melhor remédio. Mas será que os homens estão devidamente informados? A literacia em saúde é fundamental e é muito importante que os homens cuidem cada vez mais da sua saúde. O cancro da próstata é o 4º cancro com maior incidência no mundo e 2º cancro com maior incidência no homem. Em Portugal, dados de 2022 estimam que: em média, por ano, cerca 7529 homens são diagnosticados com cancro da próstata, mas que a maioria não irá falecer devido à doença.

O que é relevante saber?

A Hiperplasia Benigna da Próstata: quando começamos a “molhar as botas”.

Esta é uma das condições mais frequentes em homens com mais de 50 anos. Trata-se de um processo obstrutivo progressivo (nem sempre associado a um aumento de volume) que condiciona queixas urinárias. Embora seja uma doença benigna, pode interferir de forma significativa na qualidade de vida. O tratamento é normalmente feito através de medicamentos que são bastante eficazes, reservando-se os tratamentos invasivos, como a cirurgia, para os casos que não cedem ao tratamento médico. Ao contrário do que se pensa, estes tipos de cirurgias não removem a próstata, mas apenas a sua parte interna, permitindo ao doente retomar o seu fluxo urinário. Ou seja, a próstata continua lá e outras doenças, como o cancro, podem na mesma aparecer.

No cancro da Próstata: o diagnóstico precoce salva vidas.

Este é o cancro mais comum entre os homens e a segunda causa de morte por cancro, pelo que a sua deteção precoce é fundamental. Na fase inicial, costuma ser assintomático, o que reforça a importância de rastreios regulares a partir dos 40-50 anos, dependendo da história familiar e de outros fatores de risco.

Quando diagnosticado em estádio inicial, o cancro da próstata pode ser tratado de forma curativa, seja com cirurgia, radioterapia externa ou braquiterapia. Tem-se verificado um interesse crescente nos tratamentos focais, muito menos invasivos e cada vez mais utilizados. Nos casos de doença metastizada, embora não haja cura, avanços recentes como novas terapias hormonais e novos medicamentos, têm transformado o cancro da próstata numa doença crónica. Estes tratamentos aumentam significativamente a sobrevivência e melhoram a qualidade de vida dos doentes.

Por isso, se é homem e já tem mais de 40 lembre-se: a saúde masculina começa na prevenção; não espere pelos sintomas!

Dr. Carlos Rabaça
Diretor do Serviço de Urologia do IPO de Coimbra
Presidente da Sociedade Portuguesa de Urologia Oncológica
Docente da Faculdade de Medicina de Coimbra

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Investigação da Universidade de Coimbra
Uma equipa de cientistas da Universidade de Coimbra (UC) identificou novos biomarcadores – indicadores presentes no corpo...

No artigo Gut-first Parkinson’s disease is encoded by gut dysbiome, publicado na revista científica Molecular Neurodegeneration, a equipa liderada pela docente da Faculdade de Medicina da UC (FMUC) e investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC (CNC-UC) e do Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia (CiBB), Sandra Morais Cardoso, e pelo investigador do CNC-UC e do CiBB, Nuno Empadinhas, demonstrou que o microbioma intestinal (conjunto de microrganismos que habitam o intestino) tipicamente alterado em pessoas com a doença de Parkinson, tem propriedades suficientes para desencadear alterações intestinais e sistémicas que levam ao surgimento de marcas neuropatológicas características desta doença.

Em estudos anteriores, os líderes desta investigação e as suas equipas já tinham demonstrado mecanismos pelos quais alguns casos da doença de Parkinson podem ter origem no intestino por disfunção crónica do seu microbioma. Nesta doença, alterações gastrointestinais como obstipação crónica são manifestações não motoras que frequentemente surgem anos antes dos sintomas motores. 

Neste novo estudo, além de confirmarem como a doença de Parkinson pode ser desencadeada no intestino, os investigadores identificaram “a presença de marcadores inflamatórios e de agregados da proteína alfa-sinucleína – o marcador cerebral clássico da doença –  no íleo (uma região do intestino delgado), que podem servir como biomarcadores da fase prodromal da doença, ou seja, da fase que indica etapas iniciais da doença no intestino, antes desta evoluir para o cérebro”, destaca Sandra Morais Cardoso.

Os investigadores analisaram as consequências da exposição crónica de ratinhos ao microbioma intestinal obtido de doentes com Parkinson. Esta transferência resultou em processos de inflamação exacerbada e na formação de agregados de alfa-sinucleína no intestino dos ratinhos, reações associadas à perda da integridade da barreira intestinal. Esta disfunção cumulativa levou a processos de inflamação sistémica crónica, e culminou em neuroinflamação. Tanto a neuroinflamação como a acumulação de alfa-sinucleína no cérebro contribuem para a perda de neurónios.

Ao conhecer este processo, os cientistas acreditam que, ao intervir nas alterações no intestino, será possível impedir que os seus efeitos avancem até ao cérebro, retardando assim a morte dos neurónios. “A deteção precoce de marcadores inflamatórios e agregados de alfa-sinucleína no intestino permitirá intervir antes que ocorram danos cerebrais significativos”, destacam os cientistas. “Esta antecipação não apenas facilita a realização de ensaios clínicos para testar intervenções capazes de impedir a progressão da doença, mas também oferece a esperança de atrasar ou até mesmo prevenir a manifestação dos sintomas neurológicos, melhorando, assim, a qualidade de vida de doentes e aliviando a carga social e económica associadas a esta condição de saúde”, acrescentam.

A equipa de investigação estudou, igualmente, amostras do íleo terminal retiradas por colonoscopia de doentes onde identificaram os mesmos biomarcadores. A análise destes dados revelou-se também promissora pois foi possível identificar marcas da manifestação da doença de Parkinson no intestino. Perante este resultado, Sandra Morais Cardoso e Nuno Empadinhas acreditam que “embora ainda não conheçamos em detalhe a combinação de micróbios e metabolitos que está na origem da disfunção do microbioma intestinal, a deteção de marcadores inflamatórios e agregados de alfa-sinucleína no íleo terminal através de colonoscopia com biópsia entre os 50 e 55 anos, permitirá identificar uma população de indivíduos com risco acrescido de desenvolver a doença”. “Esta abordagem permitir-nos-ia intervir precocemente e impedir a progressão até ao cérebro desta doença neurodegenerativa, atualmente incurável”, elucidam.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, em 2024 mais de 10 milhões de pessoas vivem com a doença de Parkinson, enquanto em 2016 havia registo de 6,1 milhões de casos. “O número de novos casos da doença tem aumentado de forma alarmante, sendo já considerada uma pandemia. Estima-se que, até 2040, o número de novos casos anuais possa ultrapassar os 17 milhões”, contextualiza Sandra Morais Cardoso. Em Portugal, cerca de 20 mil pessoas vivem atualmente com a doença.

“Esta descoberta de novos biomarcadores pode desempenhar um papel vital na implementação de estratégias de prevenção, beneficiando doentes e a sociedade em geral”, partilham os cientistas. “Abre novos caminhos para futuras estratégias de diagnóstico que permitam a deteção da doença de Parkinson em fases precoces, uma meta tangível com o esforço e colaboração de diversas áreas da medicina, sinergia que foi aliás fundamental a este estudo interdisciplinar, que envolveu neurocientistas, microbiologistas, neurologistas e gastroenterologistas da Universidade de Coimbra e do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) da Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS Coimbra)”, sublinham Sandra Morais Cardoso e Nuno Empadinhas. 

A partir dos resultados revelados neste estudo, os cientistas estão já a explorar novas linhas de investigação “que visam neutralizar o processo inflamatório no intestino, antes da propagação da doença de Parkinson para o cérebro”, avançam os investigadores. Os resultados preliminares “são promissores, indicando que estratégias como esta, de neutralização numa fase precoce, podem ter impacto significativo na modulação da inflamação intestinal, na preservação da integridade da barreira intestinal e bloqueio da propagação da doença para o cérebro”, revelam.

A investigação foi financiada por fundos da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Cure Parkinson's. Participaram neste estudo vários investigadores do CNC-UC, da FMUC, do Centro de Ecologia Funcional da UC, e também dos Serviços de Neurologia e de Gastroenterologia do CHUC – ULS Coimbra.

 
Rastreio na comunidade revela prevalência de osteoporose de 15%
Um estudo inédito realizado na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP) indica que 15% da população portuguesa...

Como explica Daniela Santos Oliveira, investigadora da FMUP, a prevalência de osteoporose encontrada neste estudo é superior à de um trabalho anterior (15% contra 10%), que não incluiu dados de densitometria óssea. A diferença é ainda mais acentuada no sexo masculino (13% contra apenas 3%).

“A osteoporose é menos frequente no sexo masculino, mas os homens com história prévia de fraturas e fatores de risco para esta condição podem ter aderido de forma mais ativa ao rastreio, tendo este sido voluntário e realizado na comunidade”, interpreta.

A autora principal deste estudo, cujos resultados foram publicados na revista científica ARP Rheumatology, sublinha que “esta foi a primeira vez que um estudo avaliou a prevalência da osteoporose e dos seus fatores de risco em Portugal, através de um rastreio nacional na comunidade, promovido pela Associação Portuguesa de Osteoporose, que decorreu entre outubro de 2022 e maio de 2023.

Ao todo, este estudo avaliou dados de 767 indivíduos, na sua maioria mulheres (74%), com uma média de idades de 58 anos de idade. A maioria tinha osteoporose ou estava em risco de desenvolver a doença.

Todos foram submetidos a uma densitometria óssea, um exame comum que mede a densidade dos ossos, permitindo identificar situações de perda de massa óssea, designadamente situações de osteopenia, precursora da osteoporose.

Cerca de um quarto dos indivíduos estudados tinha “história prévia de pelo menos uma fratura associada a trauma de baixo impacto e a fragilidade óssea”. Além disso, “mais de 10% dos indivíduos reportaram perda da altura ao longo do tempo, o que pode ser sugestivo de fraturas vertebrais”.

Como salienta Daniela Santos Oliveira, “o diagnóstico precoce é fundamental para prevenir perda de massa óssea e, consequentemente, futuras fraturas de fragilidade óssea”.

“Embora a densitometria óssea seja fundamental para o rastreio e diagnóstico da osteoporose, esta não deve ser considerada de forma isolada, dado que, mesmo com valores normais, mais de 25% dos indivíduos têm história de fratura de fragilidade óssea”, adverte Daniela Santos Oliveira, com base neste resultado.

Quanto aos fatores de risco, foram encontradas diferenças significativas também em função da idade (igual ou superior a 60 anos) e da história familiar de fratura da anca, nas pessoas com osteoporose ou osteopenia.

De acordo com Daniela Santos Oliveira, a osteoporose é “uma doença crónica silenciosa que deve ser considerada ao longo de toda a vida, sendo o acompanhamento médico regular fundamental para avaliar o risco individual”.

Atualmente, “recomenda-se o rastreio da osteoporose em todas as mulheres com mais de 50 anos após a menopausa, homens após os 70 anos e em indivíduos mais jovens, se existirem fraturas de fragilidade óssea ou fatores de risco, como história familiar, doenças crónicas específicas ou uso prolongado de certos medicamentos”.

O tratamento da osteoporose deve ser precoce e varia de acordo com a sua gravidade, fatores de risco individuais e condições de saúde. As medidas não farmacológicas incluem a cessação do consumo de álcool e de tabaco, a ingestão adequada de cálcio, proteínas e vitamina D, juntamente com a prática regular de exercício físico e a exposição solar adequada.

“Um dos principais focos deve ser a prevenção de fraturas através da redução do risco de quedas. Existem várias medidas simples que podem ajudar a diminuir esse risco, incluindo ajustes na habitação (como a remoção de tapetes) e o uso de calçado apropriado. Dependendo do risco de fratura, podem ser prescritos suplementos de cálcio e vitamina D e fármacos específicos para a osteoporose, como os bifosfonatos”, conclui.

6º Congresso Nacional da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP)
Com o objetivo de oferecer uma perspetiva multidisciplinar sobre as doenças metabólicas, com foco na diabetes e obesidade, o 6º...

"Este congresso reuniu um painel diverso de especialistas, incluindo nomes internacionais, com diferentes perspetivas e experiências no tratamento da diabetes. A partilha de conhecimento e a colaboração entre profissionais, impulsionadas por este evento, são cruciais para aprimorar os cuidados de saúde prestados às pessoas com diabetes e para uma melhor gestão da doença, tanto no presente, como no futuro", afirmou José Manuel Boavida, presidente da APDP.

No primeiro dia do congresso, a sessão “Além Fronteiras” contou com contributos de especialistas internacionais relevantes. A importância da empatia e do combate ao estigma foram temas centrais nestas intervenções, realçando a importância de uma abordagem humanizada no cuidado às pessoas com doenças metabólicas.

Partha Kar, médico consultor do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) expôs a estratégia do Reino Unido para implementar o acesso a tecnologias inovadoras de tratamento e monitorização da diabetes tipo 1, destacando a importância da confiança na evidência clínica e da empatia no cuidado ao doente. Bryan Cleal, investigador no Steno Diabetes Center, em Copenhaga, abordou a problemática do estigma associado à diabetes e o seu impacto na saúde mental e no mercado de trabalho. Já o médico canadiano David Macklin, especialista em Obesidade, destacou a importância do reconhecimento da obesidade enquanto doença crónica, sublinhando a necessidade de um tratamento adequado e isento de culpabilização.

“É muito gratificante podermos contribuir para um evento tão frutífero no que diz respeito à partilha de experiências entre países, mas também dentro do nosso próprio país”, explica Carolina Neves, endocrinologista na APDP, rematando: “Foram abordados os mais diversos temas, como a atual realidade da farmácia comunitária e a necessidade de novas estratégias, tendo em conta os novos desafios de abastecimento, mas também a importância de criarmos cidades saudáveis, uma tarefa que deve ser de todos”. Dos diferentes temas abordados no evento confirma-se a importância do papel da farmácia comunitária face aos desafios no abastecimento de medicação.

Além de uma sessão totalmente dedicada aos fundamentos e especificidades da abordagem à diabetes tipo 1, foi ainda apresentada a participação da APDP no projeto europeu EDENT1FI, que consiste na realização de rastreios à diabetes tipo 1 em crianças e jovens entre os 3 e os 17 anos. Até ao momento, já foram realizados mais de mil testes para avaliar o risco de DT1, mas o objetivo para Portugal é rastrear 10 mil crianças.

Em discussão estiveram ainda outros temas, como a relação entre o sono e a diabetes, a epigenética das doenças metabólicas, tendo em conta o impacto transgeracional, e a doença hepática não alcoólica como comorbilidade frequente da diabetes e obesidade. Destacaram-se ainda os desafios específicos da diabetes na mulher, considerando as diferentes fases da vida reprodutiva que colocam a mulher em maior risco e dificuldade de controlo.

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