Programa abem: vai apoiar 410 pessoas em situação de pobreza a aceder aos medicamentos
A Associação Dignitude foi uma das instituições vencedoras do Prémio BPI Fundação ”la Caixa” Solidário 2024, o que irá permitir...

O prémio, no valor de 50 mil euros, permitirá ao Programa abem: apoiar beneficiários de todo o país no acesso aos medicamentos essenciais à vida, durante 1 ano, tendo como principal território de atuação a União de Freguesias de Gulpilhares e Valadares, em Vila Nova de Gaia. 

«Ficamos muito gratos pelo apoio do Prémio BPI Fundação ”la Caixa” Solidário, que permitirá ao Programa abem: continuar a apoiar quem se encontra numa situação de pobreza e exclusão social», sublinha Paula Dinis, Presidente da Associação Dignitude.

O Programa abem: tem como objetivo permitir o acesso, de forma digna, aos medicamentos prescritos, a quem não tem capacidade financeira para os adquirir. Até ao final de outubro, o Programa abem: já apoiou mais de 38 700 beneficiários, tendo já contribuído para a dispensa de quase três milhões de embalagens de medicamentos.

Os beneficiários do Programa abem: são cidadãos que se encontram em situação de comprovada carência socioeconómica, referenciados por entidades parceiras locais, como autarquias, IPSS, Cáritas e Misericórdias que integram uma rede colaborativa presente em todo o país. O beneficiário tem acesso ao Cartão abem:, bastando apresentá-lo numa farmácia para poder aceder aos medicamentos comparticipados que lhe forem prescritos, sem custos para si.

Qualquer pessoa ou entidade pode fazer um donativo para Programa abem: por MB WAY (932 440 068) ou transferência bancária (PT50 0036 0000 9910 5914 8992 7).

APIC atribui Prémio Jovem Cardiologista de Intervenção 2024
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) acaba de atribuir o Prémio Jovem Cardiologista de Intervenção 2024...

Este ano os trabalhos foram subordinados aos seguintes temas “Desafios em Intervenção Coronária” e  “Desafios em Intervenção Estrutural”. “Este ano recebemos 48 candidaturas, de todas as regiões do país, o que superou as nossas expectativas. Acreditamos que esta iniciativa é muito importante para os médicos mais jovens, que estão agora a integrar a área da Cardiologia de Intervenção, uma vez que incentivam à sua formação e contribuem para o desenvolvimento científico e profissional”, afirma Pedro Jerónimo de Sousa, Presidente da Reunião deste ano.

Francisco Barbas de Albuquerque, da ULS Lisboa Ocidental, ficou em primeiro lugar na categoria de Intervenção Coronária, distinguindo-se pela apresentação do trabalho “Overcoming Thrombus Challenges: Penumbra System® Meets Guideliner”. Inês Ferreira Neves, da ULS Lisboa Ocidental, ficou em primeiro lugar na categoria de Intervenção Estrutural, distinguindo-se com o trabalho “A Holy Situation: An Unexpected Complication During a TAVI Procedure”.

Foram ainda distinguidos com menções honrosas, na categoria de Intervenção Coronária: Catarina Almeida, da ULS São João (Centro Hospitalar Universitário de São João), distinguindo-se pela apresentação do trabalho “Implantação de stent na câmara de saída do ventrículo direito: uma estratégia paliativa na Tetralogia de Fallot”, e  Mónica Dias, da ULS de Braga (Hospital de Braga), pelo trabalho “STEMI with a hidden agenda”. Já na categoria Intervenção Estrutural foram distinguidos com menções honrosas: Mafalda Griné, da ULS de Coimbra (Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra), pelo trabalho “Bailout Coiling During M-TEER”; e Margarida Figueiredo, da ULS Lisboa Ocidental (Hospital de Santa Marta), pelo trabalho “Pulmonary Artery Denervation – A case of immediate success”.

A APIC atribui o Prémio Jovem Cardiologista de Intervenção aos melhores trabalhos apresentados na sua Reunião Anual, que este ano se realizou de 7 a 9 de novembro, no Hotel MH Atlântico, em Peniche. Concorreram ao Prémio cerca de 48 trabalhos de internos de Cardiologia e jovens cardiologistas, de todas as regiões do país, sendo que todos os resumos apresentados serão publicados sob forma de abstract num Suplemento da Revista Portuguesa de Cardiologia.

Durante a Reunião Anual da APIC, foi também atribuído o Prémio Portuguese Publications Hall of Fame 2024 a Francisco Albuquerque, da ULS Lisboa Ocidental (Hospital de Santa Cruz), pelo trabalho “30-day and 1-year mortality after transcatheter aortic valve replacement: the impact of balloon aortic valvuloplasty as a bridging therapy in a Portuguese tertiary center”. A iniciativa, criada este ano, tem como objetivo distinguir os melhores artigos publicados ou aceites para publicação na área da Cardiologia de Intervenção, nos últimos 3 anos, de autores portugueses.

Opinião
A Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) é caraterizada pela obstrução e/ou bloqueio persistente

O tratamento passa pelo uso de broncodilatadores, oxigénio, fisioterapia respiratórios, entre outros. Apesar de ter tratamento, a DPOC é ainda uma das principais causas de diminuição da qualidade de vida e de mortalidade a nível mundial. Devido à exposição contínua aos fatores de risco e ao envelhecimento populacional, está previsto um aumento do impacto da DPOC nas próximas décadas.

Tudo isto conta para que sejam estudadas novas formas de combate à DPOC e que permita a reversão da doença. Neste sentido, já se contam com várias investigações pré-clínicas e clínicas realizadas ao longo dos anos, para perceber o papel das células estaminais do cordão umbilical como agente terapêutico na DPOC. Em 2023, um destes estudos pré-clínicos  demonstrou que a infusão de células estaminais de cordão umbilical foi capaz de diminuir eficazmente o enfisema pulmonar, a alterar o perfil inflamatório, o que pode ser justificado pela capacidade imunomodulatória das células estaminais, associada à capacidade de “homing” destas células (capacidade de migrarem para os locais lesionados e com inflamação).

Estes estudos têm apresentado resultados promissores o que fez com que se avançasse para a fase dos ensaios clínicos. Um exemplo, é o ensaio clínico que foi conduzido por Le Thi Bich et al, em que 20 doentes com DPOC foram tratados com uma infusão de células estaminais mesenquimais de tecido de cordão umbilical. Após 6 meses, os autores observaram que a incidência de DPOC, o score “Modified Medical Research Council” e o número de agravamentos foram significativamente menores nos pacientes submetidos ao transplante de células estaminais de cordão umbilical do que nos pacientes que não o fizeram. Para além disso, nenhuma toxicidade ou efeitos adversos relacionados com a infusão das células ocorreu durante o processo de administração e de “follow-up”.

De facto, o interesse dos efeitos benéficos das células estaminais do cordão umbilical na DPOC ainda continua bastante presente na atualidade. Para além de todas as investigações realizadas até agora, atualmente, na China, Vietname, Antigua e Barbuda, decorrem 3 ensaios clínicos que avaliam os efeitos das células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical no tratamento da DPOC. Isto demonstra que o papel das células estaminais do tecido do cordão umbilical na DPOC é pertinente e é importante continuar a avaliar e estudar os seus efeitos para que se consiga traduzir, no futuro, um potencial tratamento.

Assim podemos concluir que todas as linhas de investigação, pré-clínica e clínica, sugerem que as células estaminais mesenquimais provenientes do tecido do cordão umbilical podem vir a ser um método de tratamento seguro e eficaz para a DPOC moderada a grave, acentuando cada vez mais a sua importância e relevância clínica.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dia 28 de novembro
A ciência já confirmou que os microrganismos que compõem o microbioma cutâneo, que varia de acordo com as diferentes áreas do...

Além da importância do microbioma cutâneo, o webinar terá ainda como foco o potencial impacto do uso de cosméticos, assim como a necessidade de fundamentar, de forma clara e robusta, as alegações que constam dos rótulos destes produtos.

Uma iniciativa liderada por Inês Soure, técnica de cosmética e higiene, e Rita Costa, coordenadora de Cosmética e Higiene, da SGS Portugal, que vão ajudar a compreender mais sobre estes conceitos e orientar sobre as alegações que podem ser feitas quando se trata deste setor.

As inscrições são gratuitas, porém obrigatórias. Mais informações aqui.

De 5 a 7 de dezembro
O Centro de Congressos do Tivoli Marina Vilamoura Hotel, no Algarve, vai ser o palco do 67.º Congresso Português de...

O 67.º Congresso Português de Oftalmologia marca uma mudança significativa no panorama dos eventos da SPO, uma vez que é a primeira vez que a programação científica foi concebida com uma abordagem transversal, abrangendo todas as subespecialidades da Oftalmologia. Este formato inclusivo permitirá a todos os participantes, independentemente da sua área de foco, beneficiar de um programa rico e diversificado com sessões, simpósios, cursos e mesas redondas.

Implantes de lentes intraoculares, autofluorescência, glaucoma, endoftalmite pós-operatória, estrabismo, cirurgia de catarata em casos complexos e cirurgia refrativa são as temáticas em destaque nos cursos práticos do 67.º Congresso Português de Oftalmologia. Acreditados pela União Europeia de Especialistas Médicos, garantem uma formação de qualidade para profissionais que desejam atualizar e aperfeiçoar as suas competências clínicas.

À semelhança de outros anos, a tradição de distinguir os trabalhos que mais se destacam mantém-se, com o objetivo de reconhecer as contribuições mais relevantes para a prática clínica e investigação. Este ano, a Comissão Científica do Congresso vai escolher os melhores trabalhos científicos de Oftalmologia para apresentação em púlpito. Para além do conteúdo científico, no segundo dia do evento, os participantes poderão também juntar-se à corrida da SPO Jovem, coordenada por Diogo Hipólito Fernandes.

“O Congresso Nacional é um espaço privilegiado para a troca de conhecimento e inovação, reforçando o prestígio da oftalmologia portuguesa no panorama internacional. Este não é apenas um momento de partilha científica, mas também uma celebração do espírito colaborativo na oftalmologia. Estamos empenhados em continuar a elevar o nível de excelência na nossa especialidade”, afirma Rita Flores, Presidente da SPO.

Para inscrições ou mais informações do 67.º Congresso Português de Oftalmologia, visite: https://spoftalmologia.pt/evento/67o-congresso-nacional-de-oftalmologia/.

Prémio atribuído pela Ordem dos Enfermeiros
A Linha de Saúde SNS 24 é o Enfermeiro do Ano para a Ordem dos Enfermeiros. Na cerimónia de entrega dos Prémios Valor e...

Segundo a Ordem dos Enfermeiros, a distinção, que carrega uma carga simbólica, premeia a equipa da Linha de Saúde SNS 24, que “tem contribuído para aliviar a pressão sobre os serviços de urgência e tem sido um exemplo de competência e profissionalismo”, ao garantir que todos recebem os cuidados adequados.   

A Linha de Saúde SNS 24 foi um dos muitos premiados dos Prémios Valor e Excelência 2024, que se realizaram no fim do segundo dia da III Convenção Internacional dos Enfermeiros, em Fátima.   

A III Convenção Internacional dos Enfermeiros está a decorrer em Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI. Sob o mote «Tempo de Respostas», o evento, organizado pela Ordem dos Enfermeiros, proprôs-se a debater o presente e o futuro da enfermagem em Portugal e no mundo.   

Projeto responde às necessidades de crianças com PEA
O projeto "Via Azul", dedicado ao atendimento de crianças com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA) nos Serviços de...

A "Via Azul" surge como uma resposta às necessidades específicas das crianças com PEA, cujas características fenotípicas dificultam frequentemente a sua interação com os ambientes e rotinas dos serviços de urgência. Este projeto implementa um circuito personalizado para atender às particularidades destas crianças, proporcionando-lhes um ambiente adaptado às suas exigências sensoriais, e profissionais de saúde capacitados para oferecer cuidados individualizados. Esta abordagem permite que as crianças e as suas famílias tenham um conhecimento prévio do espaço e dos procedimentos, tornando a experiência hospitalar mais acolhedora e adequada às suas necessidades.

O Prémio Best Ideas in Healthcare é uma iniciativa promovida pela Ordem dos Médicos, com o apoio da NTT DATA Portugal, com o objetivo de reconhecer e promover soluções inovadoras capazes de transformar o sistema de saúde português. Esta edição contou com a participação de vários projetos inovadores que, de formas distintas, procuraram responder aos desafios da saúde em áreas como os cuidados paliativos, o tratamento do cancro da mama, a integração de dados de saúde e a logística hospitalar.

“A 2ª edição do Prémio Best Ideas in Healthcare reforça o compromisso da Ordem dos Médicos com a melhoria do sistema de saúde em Portugal, em particular através da inovação. Projetos como a 'Via Azul' são fundamentais para assegurar que todos os doentes, em particular aqueles com necessidades especiais, tenham um atendimento nos serviços de saúde mais humanizado e eficiente,” afirma o Bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes.

"Na NTT DATA, acreditamos que a inovação é essencial para transformar o sistema de saúde e responder aos desafios da sociedade moderna. O projeto 'Via Azul' representa uma abordagem inovadora e humanizada para o atendimento de crianças com Perturbação do Espetro do Autismo, demonstrando como a tecnologia e o desenho de soluções centradas nas pessoas podem fazer realmente diferença na vida dos doentes e das suas famílias," sublinha Ricardo Constantino, Partner e Head of Health & Public Sector da NTT DATA Portugal.

Como vencedor, o “Via Azul” recebe um prémio monetário de 5.000 euros, a que se soma uma bolsa de horas de consultoria. Os projetos finalistas terão as suas ideias expostas em vídeo, pelo período de um ano, no site nacional da Ordem dos Médicos.

Com este prémio, a Ordem dos Médicos e a NTT DATA Portugal sublinham o seu apoio a soluções inovadoras, que possam transformar o sector da saúde e contribuir para um sistema mais inclusivo, eficiente e preparado para os desafios futuros.

Movimento organizado por associações nacionais de apoio aos doentes
Uma petição pública que exige a implementação urgente de políticas de saúde e inclusão social para pessoas diagnosticadas com...

Entre as principais reivindicações estão a revisão da Tabela Nacional de Incapacidades, a inclusão da Fibromialgia na lista de doenças crónicas da Direção-Geral da Saúde (DGS) e a criação de políticas laborais e escolares que permitam a adaptação às necessidades da pessoa com Fibromialgia.

A Fibromialgia, reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (1992), pode afetar cerca de 2% das pessoas em Portugal, causando um impacto socioeconómico significativo e implicando custos diretos com tratamentos médicos e perdas de produtividade, o que reforça a urgência de ação política. A petição exige uma resposta urgente da Assembleia da República, que deverá debater o tema e propor recomendações ao Governo para responder a estas necessidades. 

A mobilização expressiva em torno desta petição reflete uma crescente sensibilização da sociedade civil para o impacto desta síndrome muitas vezes negligenciada, apesar do seu impacto debilitante. É inaceitável que os doentes continuem desprotegidos perante uma síndrome que afeta todos os aspetos das suas vidas.

União de Associações e Pressão Popular Crescente

Esta petição é promovida pelas associações MYOS – Associação Nacional Contra a Fibromialgia e Síndrome de Fadiga Crónica, APJOF – Associação Portuguesa de Fibromialgia e FIBRO – Associação Barcelense de Fibromialgia e Doenças Crónicas, e conta com o apoio institucional de várias organizações, federações e associações ligadas à saúde. Este movimento é um apelo coletivo de milhares de cidadãos que exigem apoio e inclusão para os doentes.

As promotoras da petição continuam a incentivar a participação de todos os cidadãos através do link: https://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=fibromialgiapt, com o objetivo de pressionar as entidades competentes para uma resposta efetiva às necessidades desta população.

Dias 27 e 28 de novembro
A música nos cuidados de enfermagem. O recurso ao psicodrama como estratégia de intervenção na doença. A criação de simulações...

Organizado pela Unidade de Investigação para a Inovação em Saúde e Bem-Estar, IPSN-CESPU (iHealth4Well-being), este congresso junta especialistas nacionais e internacionais que, entre 27 e 28 de novembro, partilharão os avanços técnico-científicos mais recentes na área.

O primeiro dia, 27 de novembro, é dedicado a formações práticas e experienciais no Campus Universitário de Gandra: Yoga Facial com a fisioterapeuta Paula Sá; Psicodança, com o psicólogo Gonzalo Negreira, Musicoterapia, com a investigadora Sandra Costa. O workshop de bem-estar da formadora Stanka Hederova será em inglês, sobre “How To Renew our Energy to Live Fully?”.

A 28 de novembro, a reflexão muda-se para o Centro Cultural de Paredes onde, além da conferência inaugural pela Happiness Business School, e o encerramento, com a conferência “Investigação, Inovação e Bem-estar em saúde” pelo diretor da RISE-Health, Fernando Schmitt, haverá dois painéis dedicados aos temas que dão título à conferência.

Da parte da manhã, o foco será na inovação em saúde.

Este 1.º congresso internacional é direcionado a profissionais e gestores dos setores de saúde, social e empresarial, bem como académicos e estudantes, que atuam ou desejam atuar no campo da Inovação em Saúde e Bem-Estar. A inscrição é obrigatória através deste link.

Para Sara Lima, Diretora da Unidade de Investigação, membro da comissão científica e da comissão organizadora, “este congresso proporcionará uma experiência enriquecedora e inspiradora, focada no desenvolvimento de competências e no fortalecimento da rede de conhecimento entre pares, chamando a atenção para a necessidade de se encontrarem novas estratégias que permitam assumir promover o bem-estar das pessoas, famílias e profissionais de saúde como fulcral para uma sociedade mais saudável.

Especialista esclarece
Será a exposição solar melhora a acne? Ou a pasta de dentes é boa para tratar as borbulhas?

1. O uso protetor solar pode levar à falta de vitamina D

Não. Há uma grande prevalência de falta de vitamina D em Portugal, apesar de ser um país com muito sol. Estudos recentes apontam para uma causa genética. A exposição solar não protegida é o principal risco para o desenvolvimento de cancro cutâneo e envelhecimento precoce da pele. Ninguém deve recorrer à exposição solar desprotegida para obter vitamina D. Há outras fontes de vitamina D, nomeadamente a alimentação e em caso de défice de vitamina D pode sempre recorrer-se à suplementação. Isso vai ser sempre mais saudável do que a exposição solar. Nenhum estudo demonstrou até à data que o uso de protetor solar leva à falta de vitamina D. A fotoproteção deve sempre prevalecer.

2. A exposição solar melhora a acne

Depois da exposição solar, há uma melhoria aparente do aspeto geral da pele e as borbulhas ficam menos visíveis. Isto ocorre por dois motivos. A coloração bronzeada da pele disfarça visualmente as borbulhas. Além disso, nos primeiros dias após a exposição solar, as borbulhas e marcas de acne tendem a secar, havendo até uma diminuição temporária da produção sebácea. Contudo, estes efeitos são de curta duração, uma vez que o sol estimula a produção das glândulas sebáceas. Aliás aquilo que vemos muitas vezes é um agravamento da acne e da oleosidade da pele alguns dias após a exposição solar, pela hiperprodução sebácea compensatória desencadeada pelo sol.

3. Pele oleosa não deve ser hidratada

A pele oleosa também deve ser hidratada. Simplesmente com recurso a produtos específicos e adequados, com texturas mais leves e de preferência não comedogénicos e oil-free. Se secarmos demasiado as peles oleosas, isto vai levar à hiperprodução sebácea compensatória e, portanto, a mais oleosidade.

4. Creme de dia é igual ao creme de noite

As grandes diferenças entre os cremes de dia e de noite prendem-se com as suas funções, isto porque a nossa pele tem diferentes necessidades em cada fase do dia. Desta forma os cremes variam na textura e nos ingredientes que os compõem.

As funções do creme de dia são além da hidratação, a proteção da nossa pele contra os agentes agressores externos como a radiação ultravioleta, a poluição e mudanças de temperatura. Desta forma apresentam ingredientes ativos com características antioxidantes que ajudam as células da nossa pele a combater o stress oxidativo, podem oferecer ainda proteção solar. E no caso de a pele apresentar problemas específicos, como acne, oleosidade ou rosácea, o creme de dia pode também conter ingredientes específicos que combatam estes problemas ao longo do dia. Os cremes de dia apresentam uma textura mais leve e são de absorção mais rápida, o que facilita a aplicação de maquilhagem.

A principal função dos cremes de noite é regenerar a pele e minimizar os efeitos das agressões que a pele sofreu durante o dia. Durante o sono a capacidade de renovação e regeneração celular aumenta e é a melhor altura do dia para o uso de princípios ativos que vão reparar a nossa barreira cutânea, estimular a produção de colagénio e nutrir profundamente a pele. Os cremes de noite apresentam normalmente texturas mais densas e nutritivas, são absorvidos de forma mais lenta e proporcionam uma hidratação mais prolongada. Pelos motivos anteriormente mencionados e pelo facto de, durante a noite, a nossa pele não estar exposta ao sol, podem conter na sua composição substâncias ativas que vão estimular a produção de colagénio e atrasar o envelhecimento da pele, como o retinol, o ácido glicólico, peptídeos, entre outros. Também alguns problemas específicos como manchas, rugas, acne, rosácea, entre outros, podem ser tratados de forma mais intensa nesta altura do dia.

5. A pele habitua-se aos cremes e estes deixam de funcionar

A pele não se habitua aos produtos, mas sim a pele está simplesmente sempre a mudar e as suas necessidades mudam com o tempo, com a idade, o nível de stress, com a estação do ano, com o clima do país em que estamos e, no caso das mulheres, coma fase do ciclo menstrual e com a entrada na menopausa. Ou seja, um creme que é a dada altura adequado para a nossa pele pode, com o tempo, deixar de o ser. Além disso é natural que durante os primeiros meses de tratamento com determinado cosmético sejam mais visíveis os seus efeitos. Depois esquecemo-nos simplesmente como era a nossa pele sem o seu uso. Um exemplo disso é o uso de cremes com substâncias anti-manchas.

A pele simplesmente requer produtos adequados para aquilo que necessita em cada momento.

6. Pasta dos dentes é boa para tratar borbulhas

Para além de não a fazer desaparecer as borbulhas, pode ainda piorar a sua inflamação, o que pode em último caso deixar manchas e cicatrizes. Poder-se-ia pensar que a presença de substâncias antibacterianas nas pastas de dentes poderia ter um efeito positivo na acne. Mas estes produtos não são formulados para aplicar com segurança no rosto, mas sim nos dentes. O seu uso na pele pode danificar a barreira cutânea e levar ao desenvolvimento de uma dermatite perioral, inflamação semelhante a acne ou rosácea junto da boca. O mais importante em caso de acne é consultar um Dermatologista e ter uma rotina de skincare adequada, o que vai fazer com que as borbulhas apareçam com muito menos frequência e idealmente despareçam de todo. Atualmente há vários produtos cosméticos seguros e testados para p efeito SOS à venda nas farmácias. Por estes motivos desaconselho o uso de pasta dos dentes no tratamento de borbulhas.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dados de estudo promovido pela Ordem dos Médicos Dentistas
O número de médicos dentistas em situação ilegal nos serviços públicos de saúde aumentou, conforme demonstram os resultados do...

Sobre este tema, o documento permite concluir ainda que 43,5 por cento estão contratados em regime de recibos verdes (22,3% diretamente com a ARS e 21,3% mediante empresa intermediária).

“Apesar dos nossos alertas ao longos dos últimos anos, os sucessivos governos fingem que esta realidade não existe. A solução para este problema só depende da vontade política de criar a carreira de medicina dentária no SNS. Acredito que este aumento seja uma solução temporária, para colocar em funcionamento os mais de 30 consultórios que estavam parados nos centros de saúde”, afirma o bastonário Miguel Pavão, ao que acrescenta: “A falta desta carreira interfere, entre muitos outros fatores, na capacidade de o Governo atrair médicos dentistas para os gabinetes de medicina dentária nos cuidados de saúde primários, na capacidade de evitar a saída de profissionais altamente qualificados para o estrangeiro”.

A emigração é, precisamente, um dos capítulos que gera maior preocupação. Conclui-se que aumentou o número de profissionais a exercer no estrangeiro (8,2% em 2024), dos quais 2,5% exercem também em Portugal e 5,7% exclusivamente no estrangeiro. No último estudo, de 2022, 6,6% trabalhava fora do País, dos quais 1,7% dividia-se com atividade em Portugal e 4,9% só no estrangeiro.

Sobre o momento da tomada de decisão para exercer no estrangeiro, quase dois terços (64,6%) responderam que foi já após terem trabalhado em Portugal, um aumento de 8,4 pontos percentuais em relação a 2022. Entre os médicos que trabalham exclusivamente no estrangeiro, mais de metade (53,6%) garante que não pretendem voltar a exercer em Portugal.

Já quanto às razões para emigrar, os médicos dentistas são bastante claros: 65,4% não conseguia ter um rendimento satisfatório em Portugal; 57,1% considera que em Portugal não se valoriza a profissão.

Chamados a revelar quais as maiores preocupações no panorama atual da profissão, quase dois terços (64,3%) dos inquiridos refere-se ao facto de a Medicina Dentária não ser reconhecida como uma profissão de desgaste rápido. O crescimento dos seguros e planos de saúde (56,6%) e o aumento do número de médicos dentistas pagos abaixo do expectável (54,8%) face às habilitações também estão no topo das preocupações.

Entrevista | Dra. Joana Marinho, Oncologista
"Em Portugal, o cancro da próstata é o tumor maligno mais comum entre homens" e um dos mai

Os dados mostram que, em Portugal, surgem cerca de 6 mil novos casos de cancro da próstata por ano, sendo esta doença responsável por perto 2 mil mortes anualmente. Deste modo, e no âmbito do movimento "Movember" começo por perguntar quais os grandes desafios associados ao diagnóstico e tratamento deste tipo de cancro?

Os principais desafios ao nível do diagnóstico prendem-se com a ausência de sintomas, o que dificulta a deteção precoce. Apesar da relevância do PSA (antígeno específico da próstata) e do toque retal, ainda há resistência cultural e falta de adesão a esses exames. Outro facto prende-se com o sobrediagnóstico, pois alguns casos identificados são clinicamente indolentes, levando a potenciais tratamentos desnecessários que podem afetar a qualidade de vida.

O que é o cancro da próstata? Existem os fatores de risco para o seu desenvolvimento? Quem está em risco?

Em Portugal, o cancro da próstata é o tumor maligno mais comum entre homens e o terceiro mais mortal. A nível mundial, é o segundo cancro mais frequente entre homens e o quinto em mortalidade. Caracteriza-se pelo crescimento descontrolado de células na próstata, sendo comum que os sintomas só surjam em fases avançadas.

O cancro da próstata tem fatores de risco não modificáveis, como a idade avançada (mais comum após os 50 anos), história familiar de cancro, mutações genéticas (BRCA1/BRCA2) e etnia, com maior incidência em homens afrodescendentes. Entre os fatores modificáveis destacam-se a obesidade, sedentarismo, dieta rica em gorduras animais e baixa ingestão de frutas e vegetais. Embora nem todos os homens com fatores de risco desenvolvam a doença, a vigilância regular é fundamental, especialmente em grupos de maior risco.

Sendo assintomático em fases iniciais, quais os principais sintomas a que devemos estar atentos? De um modo geral, quais as principais manifestações clínicas, consoante as diferentes fases de estadiamento?

A prevenção e o diagnóstico precoce são a chave! Os sintomas são frequentemente associados a doença avançada. No entanto os mais comuns são alteração do padrão urinário, perda de sangue na urina, disfunção erétil, dor ao urinar ou durante o ato sexual. contudo convém relembrar que a maioria dos doentes com doença inicial não têm sintomas.       

Como é feito o seu diagnóstico?

Inicia-se o estudo através de uma análise ao sangue (PSA), com avaliação médica no Urologista para decisão de exames adicionais como a ressonância magnética e confirmação do diagnóstico com uma biópsia da próstata (picada da próstata por via transrectal).

Que tratamentos existem para o cancro da próstata?

Dependendo do estadio de doença, assim os tratamentos que temos disponíveis: bloqueio androgénico, cirurgia , Radioterapia, braquiterapia, quimioterapia, hormonoterapia e moléculas alvo, tratamentos de medicina nuclear.

Qual o seu prognóstico e qual a importância do diagnóstico precoce?

Hoje em dia dispomos de várias opções para tratar os doentes, desde tratamentos locorregionais CURATIVOS, como a cirurgia e a radioterapia, bem como tratamentos sistémicos para a doença avançada, com intuito paliativo/controlo da evolução da doença. É uma área em constante evolução com expectativa de surgimento de novas moléculas com diferentes mecanismos de ação, combinações de tratamentos já em utilização, novas sequenciações. o presente deverá ser otimista com o futuro. A investigação nesta área é elevada e crescente e decorre em várias frentes com diferentes alvos.

Quais os principais mitos associados a este tipo de cancro? Quais as principais dúvidas que este tumor suscita nos homens e que urge esclarecer?

Os tratamentos do cancro da próstata frequentemente afetam alguns atributos da masculinidade e da função sexual para além de causarem sintomas desconfortáveis e impactantes da rotina diária. contudo, doenças diagnosticadas precocemente, podem ainda beneficiar de estratégias terapêuticas com preservação de funcionalidade sexual e urinária e limitar assim os impactos físicos e emocionais. Um diagnóstico de cancro ainda hoje se reveste de uma conotação negativa em quase todos os tipos de cancro, contudo a evolução científica tem permitido que os diagnósticos possam ser mais precoces e as intervenções mais individualizadas e eficazes, permitindo longas sobrevivências e limitando os efeitos laterais de forma a permitir uma vida com a maior qualidade possível.

O que muda após o diagnóstico de cancro na próstata? Existem complicações ou efeitos secundários associados ao tratamento?

Como dito atrás, um diagnóstico de cancro tem um impacto muito negativo na pessoa. No cancro da próstata temos adicionar as alterações urinárias e da função sexual associadas aos tratamentos, com impacto físico e emocional. Temos ainda a adicionar, no caso de tratamentos sistémicos, a Fadiga (cansaço), diminuição da densidade do osso com desenvolvimento de Osteoporose e depressão assim como declínio cognitivo.

Que conselhos ou mensagem gostaria de deixar a todos os homens a respeito deste tema?

  • Desmistificar o cancro da próstata e a abordagem da saúde sexual; 
  • Apelar a uma consciência de si e a abertura a discussão do tema com o médico assistente; 
  •  Alertar para sintomas e para o seu reconhecimento e rápida procura de investigação;
  •  Informar sobre o diagnóstico, o tratamento e o prognóstico e efeitos a longo prazo e estratégias de minimização de efeitos adversos; 
  • Permitir a partilha de experiências e conter os tabus com abertura ao diálogo e à informação credível e fidedigna
  • Dotar os sistemas de saúde de respostas rápidas e adequadas no tratamento dirigido à doença e no suporte e apoio ao doente na gestão dos efeitos da doença, permitirá aumentar a confiança e a sensação de segurança.

De um modo, geral, quais os principais cuidados a ter em matéria de prevenção?

Do ponto de vista da pessoa individualmente deve existir uma preocupação de ter os cuidados de evitar os carcinogéneos já conhecidos e levar uma vida ativa e uma dieta adequada, nomeadamente rica em alimentos não processados, verduras e evicção de açucares e processados e a redução do consumo de proteína animal. Abolição de tabagismo ativo e passivo.

O exercício físico tem comprovado alguns benefícios nomeadamente na diminuição da perda de capacidade funcional e no controlo de alguns fatores de risco. 

No cancro da próstata especificamente é um importante adjuvante de controlo de efeitos adversos da terapêutica, nomeadamente o ganho de peso, o aumento de risco cardiovascular, o risco de osteoporose e perda de funcionalidade física. o exercício físico pode ainda ter importantes benefícios psico-sociais. 

A plataforma ‘Próstata sem Tabus’ pretende ser um local de informação fidedigna sobre a doença, onde qualquer cidadão pode buscar informação. Pretende além de desmistificar a doença e os seus tratamentos, informar a população sobre a importância do rastreio, assim como alertar para sinais e sintomas. Iniciativas como esta não só empoderam a população, mas também fomentam uma cultura de prevenção, diálogo e cuidado com a saúde masculina, alinhando-se com os objetivos de campanhas como o Movember.

 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo de perceção dos portugueses sobre a Ciência
Apenas 3 em cada 10 portugueses se consideram bem informados sobre aquilo que são as principais investigações e inovações...

Em Portugal, os apoios à investigação científica na área da saúde são, de acordo com os portugueses, insuficientes para as necessidades existentes. Esta posição ajuda a justificar que cerca de dois terços dos inquiridos considerem que, apesar de Portugal ter grandes cientistas, muitos têm de sair do País para conseguirem continuar a desenvolver o seu trabalho de investigação.

Apesar de quase 30% dos portugueses se considerarem mal informados sobre temas relacionados com a Ciência, 74,7% dos inquiridos afirmam terem por hábito pesquisar, por iniciativa própria, informação relacionada com Ciência, Saúde e novos desenvolvimentos científicos.

A busca faz-se, sobretudo, através da Internet (82,8%), em particular nos motores de busca e páginas generalistas, com 23,9% dos inquiridos a referirem utilizar já ferramentas de Inteligência Artificial para este tipo de procura. Aqui, as Redes Sociais são o canal cuja credibilidade é considerada “mais duvidosa”, enquanto as Publicações Científicas e as páginas de Internet oficiais acabam por ser, sem surpresa, as mais credíveis. Para metade dos inquiridos, a informação disponibilizada pelos motores de busca é também vista, por vezes, como duvidosa.

Na opinião da maioria dos portugueses, a Inteligência Artificial foi a área que mais evoluiu nos últimos 25 anos (77,5%) e será também aquela em que se registarão maiores desenvolvimentos nos próximos 25 anos (85,8%).

A Saúde surge, de forma destacada como a área pela qual os portugueses manifestam maior interesse, seguindo-se Ciência e Novas Tecnologias; sendo que Cultura completa o top 3 - a área da política acaba por ser a área à qual os portugueses apresentam menor interesse.

Só três em cada 10 inquiridos afirmam conhecer algum cientista ou alguém que se tenha destacado na área da ciência, e quando lhes perguntam quais as entidades ou instituições que lhes vêm à cabeça quando pensam em ciência, 20% não conseguem referir nenhuma. A Fundação Champalimaud (35,6%) é a Entidade ou Instituição portuguesa que os inquiridos mais se recordam quando pensam em “Ciência” e os cientistas portugueses mais referidos são Egas Moniz, António Damásio e  Sobrinho Simões.

A questão da comunicação em ciência é também referida, com mais de metade dos portugueses (55,5%) a considerarem que a forma como o conhecimento e os novos desenvolvimentos científicos são comunicados é tendencialmente difícil de compreender para a generalidade das pessoas.

Os resultados do inquérito, realizado pela Spirituc, para a AstraZeneca Portugal, foram apresentados no evento que assinalou os 25 anos da farmacêutica, que serviu também de palco para uma reflexão sobre o papel da Ciência na Saúde no passado, presente e futuro. O evento assinalou, ainda, o Dia Mundial da Ciência, que se celebra a 24 de novembro.

Nuno Marques eleito Chair
Nuno Marques, coordenador do Plano Nacional para o Envelhecimento Ativo e Saudável, foi eleito vice Chair do grupo do...

A eleição coloca Portugal na liderança dos trabalhos na área do envelhecimento, numa altura em que está a ser revisto o Plano Mundial de Envelhecimento das Nações Unidas, que deverá ser aprovado em 2027.

Para Nuno Marques, “é com muita honra e orgulho que recebi esta nomeação. Trata-se do reconhecimento de todo o trabalho que temos desenvolvido em Portugal, uma vez que somos pioneiros num plano de ação de envelhecimento ativo que está a ter ações efetivas em curso. Estamos num dos períodos da década do envelhecimento mais relevante, pois estas decisões vão influenciar as próximas décadas”.

O Plano de Ação de Envelhecimento Ativo e Saudável tem sido um exemplo a seguir pelos restantes países da União Europeia e da UNECE, nas políticas a adotar para o envelhecimento ativo e saudável. 

Portugal tem partilhado com outros países boas práticas no envelhecimento ativo e saudável, nomeadamente pelo facto de ser um plano com atuação ao longo da vida e se focar em múltiplas áreas, desde a prevenção da saúde, à prestação de cuidados, à habitação, ambientes externos e segurança, à aprendizagem ao longo da vida e adaptação dos locais de trabalho, até à participação social e sociocultural.

 
Ana Paula Martins elogiou o papel destes profissionais no SNS
A abertura da III Convenção Internacional dos Enfermeiros, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, ficou marcada pelas palavras...

O Bastonário da Ordem dos Enfermeiros garantiu à Ministra da Saúde que os enfermeiros portugueses estão “disponíveis para assumirem a sua parte das responsabilidades acrescidas necessárias para encontrarmos em conjunto soluções para os novos desafios na saúde. As longas listas de espera, a saturação das urgências, a falta de investimento nos cuidados de saúde primários e a emigração de profissionais são problemas sérios que exigem respostas concretas.”

Luís Filipe Barreira também afirmou que o Ministério da Saúde liderado por Ana Paula Martins “pode contar com o apoio da Ordem e dos enfermeiros portugueses para tornar as reformas que se propõe efetuar uma realidade”.

Do lado da Ministra, a ressalva de que “é muito mais o que nos une do que aquilo que nos separa. Estamos juntos com os enfermeiros e a trabalhar no mesmo sentido”. Ana Paula Martins garantiu ainda que o internato em enfermagem “necessita de uma implementação efetiva e alocação de recursos adequados”.

O evento que tem o mote «Tempo de Respostas», decorre em Fátima até dia 23 de novembro, e contará ainda com a presença das secretárias de Estado da Saúde, Ana Povo e Cristina Vaz Tomé, além de vários especialistas nacionais e internacionais. 

 
“Crónicas de um jovem investigador"
O médico cirurgião David Ângelo acaba de lançar o primeiro livro da sua autoria: “Crónicas de um jovem investigador – O que...

Nesta obra de 282 páginas, composta por dezasseis capítulos, o autor começa por falar das suas origens e de um passado presente, deixando também um olhar para o futuro.

“É acima de tudo, uma história de sucesso motivador que poderá entusiasmar e desinstalar os médicos portugueses nesta fase em que se sente algum desalento por parte dos mesmos”, descreve no prefácio Miguel Castelo-Branco Sousa, professor catedrático de medicina da Universidade da Beira Interior (UBI). Como descreve, a leitura do livro convida a conhecer e a apreciar o percurso de vida curioso e empreendedor do autor, reservando um lugar de destaque para as diversas fases de investigação desenvolvidas ao longo de vários anos: “Nesta obra destacaram-se temas relevantes pela sua atualidade e premência, tais como a investigação clínica e o empreendedorismo médico em Portugal” sublinha Miguel Castelo-Branco.

O início desta jornada literária começa com uma viagem até Bruxelas, cidade onde David Ângelo viria a colaborar num projeto de investigação a convite de Maurice Mommaerts, um dos mais conceituados cirurgiões belgas na área maxilofacial e uma referência no mundo da medicina. “Enquanto cruzava o céu, dei por mim a pensar na rapidez com que tudo se estava a desenrolar na minha vida. Na quantidade de informação que eu tinha processado nos últimos anos, no caminho que tinha traçado para mim e nos meus objetivos futuros”, conta nas primeiras páginas.

Após a conclusão deste importante projeto, o autor de “Crónicas de um jovem investigador”, sentia-se, contudo, incompleto “como se algo ainda estivesse por fazer ou acontecer”. Foi assim que, como conta, surgiu a ideia de escrever este livro, algo que o próprio confessa que gostaria de ter lido durante o seu percurso académico e que, ao mesmo tempo, contasse a sua aventura na área da investigação: “A ideia de escrever este livro surge porque durante a minha carreira clínica e científica enfrentei inúmeros desafios pela frente que quis partilhar agora, com o objetivo de dar a conhecer detalhes que fazem parte do mundo da investigação e as diversas aprendizagens que fui ganhando ao longo dos últimos anos. Considerei, por isso, que seria interessante partilhar com pessoas que tivessem objetivos similares ou que encontrem algumas barreiras pelo caminho e, talvez, este meu livro as possa inspirar a conseguirem superar os seus objetivos e a concretizar sonhos.”

Como capítulo mais marcante, o autor destaca “As minhas origens e um passado recente”, uma espécie de regresso à infância e a muitas recordações: “Escrever esta parte do livro permitiu-me reviver momentos únicos, conhecer ainda melhor os meus pais, a minha família, e retomar algumas lembranças que, provavelmente, já estariam mais “esquecidas” ..., por exemplo, ainda hoje, ao ler este capítulo em que a minha mãe fala do meu nascimento, continuo a emocionar-me pela intensidade do momento.”

 
Novembro marcado pelo Dia Europeu da Alimentação Saudável
Novembro é o mês de sensibilização para a Alimentação Saudável, uma iniciativa promovida pela Comiss

Esta iniciativa tem como objetivos:

  1. Educação/literacia nutricional: Informar crianças, pais, professores e comunidades sobre o valor nutricional dos alimentos e como fazer escolhas saudáveis.
  2. Promover a saúde: Incentivar a prática regular de atividades físicas aliada a uma alimentação equilibrada, é a chave para manter/adoptar um estilo de vida saudável desde a infância até a fase adulta.
  3. Conscientização sobre obesidade infantil: Alertar sobre os riscos da obesidade infantil e a importância de uma intervenção precoce para prevenir problemas de saúde futuros, como diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares, entre outros
  4. Projetos escolares: Mmitas escolas participam promovendo atividades interativas, como oficinas de cozinha saudável, palestras sobre nutrição e até mesmo concursos relacionados à adoção de uma alimentação saudável.

No inicio do mês, e com apoios da União Europeia, realizou-se uma distribuição de frutas, legumes e leite nas escolas, com o objetivo de tornar a alimentação saudável mais acessível e atraente para todos, em especial para os nossos jovens.

Mas afinal o que é uma alimentação saudável?

Uma alimentação saudável é aquela que fornece ao corpo todos os nutrientes necessários para o seu bom funcionamento, promovendo saúde e bem-estar físico e emocional, tendo em conta hábitos , costumes e culturas.

Os principais pilares de uma alimentação saudável incluem:

  1. Variedade de Alimentos: Consumir alimentos de diferentes grupos, como frutas, legumes, verduras, grãos integrais, proteínas (carnes, peixes, ovos, leguminosas) e gorduras (azeite, abacate, oleaginosas). A diversidade garante que o corpo receba uma maior diversidade de nutrientes.
  2. Moderação: Controlar as quantidades ingeridas para evitar excessos. O consumo em excesso de qualquer alimento, mesmo que “saudável” pode levar a desequilíbrios energéticos e bioquímicos.
  3. Descascar mais, desembalar menos: Priorizar alimentos naturais ou minimamente processados e evitar ultraprocessados, como refrigerantes, salgados, bolos, bolachas e refeições prontas, que costumam ser ricos em açúcar, sódio e gorduras trans.
  4. Ingestão Adequada de Água: A hidratação é essencial para a saúde, sendo recomendada uma ingestão adequada de água ao longo do dia. Como saber a água que devo beber? (0,35ml/Kg de peso)
  5. Redução de Açúcares e Gorduras : Limitar o consumo de açúcares adicionados e gorduras hidrogenadas presentes nos “snacks”, bolachas, batas fritas, etc.
  6. Ingestão de Fibras: Priorizar alimentos ricos em fibras, como frutas, legumes, cereais integrais e leguminosas, que auxiliam na digestão, promovem saciedade e ajudam a controlar os níveis de glicose.

A palavra de ordem é EQUILÍBRIO

Ter alimentação saudável não se trata de restrições severas, mas sim de escolhas conscientes que atendam às necessidades individuais.

Tem de ter em conta preferências pessoais e culturais, permitindo a flexibilidade e prazer nas refeições, o que facilita a adoção de hábitos alimentares duradouros.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Opinião
O cancro do pâncreas constitui um desafio clínico e um problema de saúde pública a nível mundial.

Fatores de Risco e Prognóstico

A elevada mortalidade associada ao cancro do pâncreas pode ser atribuída a três principais fatores. Em primeiro lugar, a natureza silenciosa da doença, com sintomas que só se manifestam em estádios avançados. Quando os surgem os primeiros sintomas, o tumor já se encontra frequentemente disseminado. Em segundo lugar, o comportamento biológico agressivo do tumor, com tendência para se disseminar precocemente. Mesmo as lesões pequenas podem apresentar micrometástases, muitas vezes difíceis de identificar nos exames de imagens e que comprometem a ressecção cirúrgica curativa. Por fim, o cancro do pâncreas é relativamente resistente aos tratamentos médicos. Verifica-se neste tipo de tumor um fenómeno designado desmoplasia, que resulta numa manga fibrosa densa a rodear as células tumorais, limitando a penetração e a eficácia dos agentes de quimioterapia.

Fatores de Risco Modificáveis e Não Modificáveis

Os fatores de risco para o desenvolvimento do cancro do pâncreas podem ser classificados como não modificáveis e modificáveis. Entre os não modificáveis, encontram-se a idade – com incidência crescente a partir dos 60 anos – e a história familiar. O risco de cancro do pâncreas é maior nos familiares de 1º grau (pais, irmãos e filhos) de um indivíduo com a doença, sendo o risco acrescido na presença de vários familiares afetados. Existem ainda determinados síndromes genéticos hereditários que conferem maior risco de vários tipos de tumores, incluindo de cancro do pâncreas.

Por outro lado, os fatores de risco modificáveis incluem o tabagismo, a diabetes mellitus tipo 2, a obesidade e a pancreatite crónica, esta última frequentemente associada ao consumo de álcool e tabaco. A adopção de um estilo de vida saudável, com a cessação do tabaco, a prática regular de exercício físico e uma dieta equilibrada, desempenha um papel significativo na redução do risco.

Manifestações mais frequentes

O cancro do pâncreas é habitualmente silencioso até uma fase avançada da doença e os sintomas variam com a localização do tumor no próprio órgão. Os sintomas são relativamente inespecíficos, como dor abdominal, perda de apetite, emagrecimento e cansaço. Quando o tumor envolve a cabeça do pâncreas e provoca obstrução da drenagem biliar (por invasão da via biliar, que conduz a bílis do fígado para o intestino) pode surgir icterícia - coloração amarelada dos olhos e da pele.

Diagnóstico Precoce e Desafios no Rastreio

O diagnóstico precoce é crucial para melhorar o prognóstico, mas, infelizmente, continua a ser um dos maiores desafios na abordagem desta doença.

A tomografia computadorizada (TAC) com contraste endovenoso e a ressonância magnética (RM) são os exames de imagem de primeira linha para avaliação do pâncreas, sendo muito relevantes no diagnóstico e estadiamento.

A ecoendoscopia digestiva, também conhecida por ultrassonografia transendoscópica, em que é utilizada uma sonda de ecografia de alta resolução acoplada a um endoscópio, realizada sob sedação, é o exame mais sensível para diagnosticar tumores em fase inicial.

Permite visualizar com elevada acuidade todo o pâncreas através do estômago e duodeno e realizar biopsias do tecido tumoral com segurança e conforto para o doente.

Ao contrário de outros tumores digestivos, como o cancro colorretal, ainda não existem métodos de rastreio eficazes e acessíveis a toda a população. O rastreio de determinados grupos com elevado risco de cancro do pâncreas (pela história familiar ou pela identificação de determinados síndromes hereditários) já é realizado em vários centros europeus, mas apenas no âmbito de programas de investigação. Existem critérios de inclusão específicos para estes programas de rastreio, que dependem da estimativa do risco de cancro do pâncreas. A estratégia de rastreio utilizada nos grupos de risco inclui a ecoendoscopia digestiva e a ressonância magnética.

Tratamento do Cancro do Pâncreas

O tratamento do cancro do pâncreas é selecionado com base em diversos fatores, incluindo o estado geral do doente (performance status), a presença concomitante de outras doenças (comorbilidades) e o estádio do tumor (fase da doença).

O tratamento cirúrgico continua a ser o único tratamento potencialmente curativo, mas nem todos os doentes são candidatos a cirurgia direta. Na verdade, menos de ¼ dos doentes são candidatos à cirurgia no momento do diagnóstico. A maioria dos doentes terá indicação para um esquema de quimioterapia e, cada vez mais, individualizamos essa seleção e tentamos personalizar o tratamento. Para isso, a biopsia, com a determinação das características do tumor, é fundamental no processo de decisão terapêutica. Alguns doentes com doença localmente avançada, que não são candidatos cirúrgicos ad initium (pelo envolvimento de estruturas vizinhas a comprometer a ressecabilidade cirúrgica), poderão apresentar redução da massa tumoral sob quimioterapia, tornando o tumor potencialmente ressecável.

Caminhamos hoje na era da Medicina personalizada, em que são consideradas as características individuais e o perfil molecular das células cancerígenas no sentido de optimizar a eficácia do tratamento. Apesar da dificuldade em implementar esta estratégia no cancro do pâncreas, que é um tumor muito complexo e heterogéneo do ponto de vista molecular, a investigação básica e as novas tecnologias têm permitido identificar novos alvos terapêuticos, com claro benefício em determinados grupos de doentes.

Perspetiva para o futuro

Na patologia pancreática, em que abordamos um órgão que historicamente se manteve desconhecido durante vários séculos, a investigação científica assume um papel central.

Apesar do panorama ainda preocupante, devemos deixar uma mensagem de esperança. Nos últimos anos, a taxa de sobrevivência global aos cinco anos tem vindo a aumentar de forma lenta mas consistente, passando de 5% para 13%. Apesar do prognóstico ainda reservado, deverão ser destacados importantes progressos da investigação, tanto no âmbito do diagnóstico como do tratamento. Novos dados de investigação têm permitido identificar marcadores moleculares com valor preditivo da resposta ao tratamento (por exemplo na identificação dos doentes que mais beneficiam de cirurgia) e poderão dirigir a seleção de fármacos anti-tumorais de acordo com a sensibilidade das células cancerígenas. No tratamento do cancro de pâncreas, devemos equacionar sempre a inclusão do doente num ensaio clínico. Recentemente, a proporção de doentes candidatos a uma cirurgia potencialmente curativa tem aumentado e estes serão os doentes que apresentam o prognóstico mais favorável. No âmbito do rastreio e do diagnóstico precoce será importante validar biomarcadores, pesquisados por análise sanguínea, com sensibilidade e especificidade elevadas, permitindo um diagnóstico verdadeiramente precoce. Este é um campo de estudo complexo, que esperemos que possa vir a mudar radicalmente a forma como diagnosticamos o cancro do pâncreas.

Existem recomendações internacionais sobre cancro do pâncreas, especificamente dirigidas ao doente e seus familiares. Para mais informações sobre recomendações internacionais sobre cancro do pâncreas, consulte: NCCN guidelines for patients: pancreatic cancer

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Dias 6 e 7 de dezembro
Com o propósito de melhorar os cuidados de saúde prestados à população com doenças graves ou incuráveis, o Hospital CUF Tejo e...

Os participantes vão ter oportunidade de conhecer e debater os princípios e a filosofia dos Cuidados Paliativos, num programa que coloca em discussão as necessidades específicas dos doentes e dos seus familiares, em cada fase da doença, os sintomas da doença avançada e terminal, a problemática do sofrimento no fim de vida, o luto e a comunicação nos Cuidados Paliativos.

O objetivo do curso é contribuir para o desenvolvimento das competências dos profissionais de saúde, no âmbito da prestação de cuidados aos doentes em situação de doença avançada ou incurável e às suas famílias, garantindo a melhoria da qualidade de vida e a prevenção do sofrimento.

O Curso Básico de Cuidados Paliativos está pensado para todos os profissionais de saúde com interesse na área da Medicina Paliativa, independentemente das suas áreas de especialização.  

A inscrição é obrigatória.

 
Plataforma foi criada há dois anos
A plataforma MyServier, lançada em 2022 pela Servier Portugal com o objetivo de apoiar os profissionais de saúde no acesso a...

A plataforma passa a contar com a secção “Novidades”, que reúne notícias e artigos científicos recentes, organizados por área terapêutica. Com este novo espaço, a Servier Portugal pretende facilitar o acesso a conteúdos relevantes para que os profissionais de saúde possam manter-se atualizados em relação às mais recentes evidências científicas, contribuindo para uma prática clínica ainda mais informada.

Outra adição é o Servier Medical Art, uma biblioteca digital com mais de 3.000 imagens médicas e científicas de alta qualidade, disponibilizadas gratuitamente para que os profissionais de saúde possam utilizar em apresentações e posters. Esta funcionalidade responde a uma necessidade crescente de ilustrações médicas precisas e acessíveis, um recurso essencial para médicos, investigadores e outros profissionais da área na criação de materiais informativos.

De acordo com Sofia Meireles, Digital & Communications Manager da Servier Portugal, “estas novas funcionalidades vêm responder à necessidade crescente de acesso rápido e direto a informações científicas e recursos visuais de qualidade, essenciais para a prática clínica moderna. Acreditamos que, através da plataforma MyServier, estamos a facilitar a atualização contínua dos profissionais de saúde, para que possam oferecer os melhores cuidados aos seus doentes.”

 

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