Março, Mês Mundial de Consciencialização para a Endometriose
A endometriose não é uma doença fácil de diagnosticar e pode hipotecar o sonho da maternidade, uma v

Cerca de 176 milhões de mulheres em todo o mundo sofrem de endometriose. De acordo com médica ginecologista, a endometriose consiste na presença do tecido que reveste o útero por dentro (endométrio) fora da sua localização habitual. Os focos de endometriose encontram-se mais frequentemente nos ovários, nas trompas, nos ligamentos que sustentam o útero e no revestimento da cavidade pélvica ou abdominal. Os principais sintomas são a dor menstrual (dismenorreia), dor na relação sexual (dispareunia), dor ao evacuar (disquezia) e dor ao urinar (disúria). No entanto, há outras dores associadas como a abdominal ou torácica e cada doente apresenta sintomas e níveis muito distintos de dor.

“A endometriose tem um impacto muito significativo na vida das mulheres. Ao causar dores intensas, por vezes incapacitantes, diminui a qualidade de vida, interfere com a vida sexual e pode causar infertilidade”, explica.

De acordo com a médica, o diagnóstico de suspeita pode ser estabelecido com base na clínica e visualização ecográfica de quistos e/ou nódulos de endometriose. No entanto, sublinha que a confirmação é feita através da visualização direta das lesões, através de laparoscopia.

35% das mulheres inférteis tem endometriose

Embora não haja cura para a endometriose, existem tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida da mulher, prevenir a eventual progressão da doença, preservar a sua fertilidade e/ou ajudar na concretização do projeto reprodutivo. A fertilização in vitro é um tratamento apropriado para a infertilidade associada à endometriose (cerca de 35% das mulheres inférteis têm endometriose) quando outras técnicas mais básicas fracassam. A gestação em muitos casos proporciona a melhoria da clínica da endometriose, embora temporária. Regra geral, a cirurgia está indicada para os casos de endometriose mais graves e consiste na recessão das lesões endometriais nas suas diferentes localizações e restabelecimento da anatomia pélvica.

Endometriose: três perguntas e respostas

Esta doença causa sempre dor?

Há casos em que pode ser assintomática, o que pode atrasar ainda mais o diagnóstico. No entanto, também pode causar dores intensas. Nestes casos, deve ser procurada ajuda médica para despistar esta ou outras doenças. Quando não tratada, a endometriose pode evoluir, dificultando a gravidez. Cerca de 35% das mulheres inférteis podem ter endometriose. E das mulheres com endometriose, 40% podem sofrer de infertilidade. Daí a importância do diagnóstico precoce.

A endometriose é hereditária ou pode causar cancro?

Não está comprovado, mas existem estudos que apontam para a existência de uma maior probabilidade de a mulher ter endometriose quando há casos na família. A doença é benigna e é muito raro tornar-se numa condição maligna.

Há cura para a endometriose?

Não há cura para a endometriose, mas existem tratamentos que podem melhorar a qualidade de vida da mulher, prevenir a eventual progressão da doença, preservar a sua fertilidade e/ou ajudar na concretização do projeto reprodutivo. A cirurgia só está indicada para os casos mais graves. Durante a gravidez há um alívio dos sintomas, mas, na maioria dos casos, estes voltam após o parto.

 

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
P-BIO promoveu sessão sobre o impacto da pandemia na pessoa com doença rara
Carla Pereira, da Direção-Geral da Saúde (DGS), referiu que “o diagnóstico em doença rara demora muito tempo, mas, em 2020,...

Com o surgimento da pandemia, as vidas de doentes raros e cuidadores foram bastante impactadas, obrigando a uma nova forma de gerir os cuidados de saúde. Em Portugal, estima-se que entre 600 mil e 800 mil pessoas sejam doentes raros, num número que chega a 320 milhões a nível mundial.

Durante a sessão, este foi o principal tópico da P-BIO: perceber o impacto da pandemia para o doente raro e as lições que se podem retirar a partir daí. Olga Azevedo, Coordenadora do Centro de Referência de Doenças Lisossomais de Sobrecarga do Hospital Senhora da Oliveira, em Guimarães, referiu dados específicos do impacto negativo no acesso dos doentes com doença rara ao acesso aos cuidados de saúde, ao nível do diagnóstico, tratamento e seguimento das suas doenças. Segundo um questionário da EURORDIS, 9 em cada 10 doentes tiveram interrupção nos seus cuidados de saúde, 6 em 10 tiveram interrupção nos exames de diagnóstico, 7 em 10 tiveram consultas canceladas e cerca de 50% tiveram os seus tratamentos interrompidos ou adiados.

Alexandre Lourenço, Presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), assinalou que “cedo se percebeu que havia um impacto grande no acesso aos cuidados de saúde, além da resposta à Covid-19”. O mesmo referiu que “a maior parte das instituições, mais especificamente os hospitais, conseguiram desenvolver respostas assimétricas”, entre estas encontra-se a dispensa do medicamento em proximidade, em parcerias com farmácias comunitárias, associações de doentes ou outros mecanismos. “Estas iniciativas tiveram grande efeito” e “esperemos que não voltemos atrás nesta matéria”, salientou. Para Alexandre Lourenço, “a principal discussão que devemos ter agora é encontrar novas soluções para organizar os sistemas de saúde em função dos doentes”.

Paulo Gonçalves, Presidente Executivo de Empatia da RD Portugal – União das Associações de Doenças Raras em Portugal, referiu que muitos doentes raros acabaram por ser “esquecidos” no âmbito da luta contra a pandemia. De qualquer forma, destaca, como pontos positivos, a aceleração da digitalização, em especial no seio das associações de doentes. Foi em plena pandemia que foi criada a RD Portugal, que agrega várias associações de doenças raras em Portugal, contando já com mais de 30 de associados. Paulo Gonçalves exemplifica o papel da tecnologia, assinalando que a RD Portugal está a trabalhar com a DGS e SPMS, para que o cartão da pessoa com doença rara seja integrado nos restantes.

Um dos principais temas abordados na sessão foi o tratamento domiciliário. Para Olga Azevedo, um “grande avanço que ocorreu que foi a implementação do tratamento domiciliário para as doenças lisossomais de sobrecarga” que aconteceu no centro de referência do qual é coordenadora. “O custo da implementação do tratamento domiciliário vai depender das estruturas que cada centro já tem montadas para dar este tipo de resposta aos doentes”, assinala.

Armando Alcobia, Serviços Farmacêuticos do Hospital Garcia de Orta, EP., referiu que “nem todo o circuito de acesso ao medicamento funcionou, em termos de tratamento holístico ao doente”, mas realçou também a entrega do medicamento em proximidade e o tratamento domiciliário, do qual o Hospital Garcia de Orta foi pioneiro, bem como a agilização dos processos administrativos.

Para Carla Pereira, “a introdução do domicílio como nível de cuidados é atualmente uma prioridade, mas é preciso garantir condições de qualidade e segurança”. “Embora o balanço possa nunca ser positivo, percebemos que as respostas locais fizeram um esforço e conseguiram, de alguma forma, ir garantindo aquilo que são a necessidade de diagnóstico de doença rara e de acompanhamento de pessoas com doença rara em todas as suas dimensões”, acrescentou.

A moderação da discussão esteve a cargo de Joaquim Marques e foi integrada no ciclo BIOMEET Sessions. Esta é uma iniciativa organizada pela P-BIO, que promove várias sessões de temáticas relacionadas com a Biotecnologia e as Ciências da Vida.

Um dos 100 melhores médicos em Espanha
Luis Madero, consultor científico do laboratório português de tecidos e células estaminais BebéVida, acaba de ser distinguido...

Todos os anos, a Forbes identifica os nomes mais importantes por especialidade médica, reconhecidos a nível nacional e internacional pela excelência no desenvolvimento das suas atividades assistenciais, clínicas, de investigação, divulgação e ensino. Passados cinco anos desde a primeira distinção, Luis Madero volta a destacar-se entre os melhores especialistas médicos em Espanha.

Luis Madero, consultor científico do banco de tecidos e células estaminais BebéVida desde 2017, apresenta uma vasta experiência na transplantação hematopoiética, tendo sido responsável pelo primeiro transplante com recurso a sangue do cordão umbilical em Espanha. Até hoje, realizou mais de 100 transplantes com recurso a esta fonte de células estaminais.

Durante os mais de 40 anos da sua carreira, a sua investigação focou-se no tratamento de leucemias infantis, imunoterapia celular e oncolítica para tumores pediátricos metastáticos, refratários ou recorrentes, exercício físico em crianças com cancro, assim como ensaios clínicos em fase inicial e desenvolvimento de novos alvos terapêuticos.

Licenciado em Medicina e Cirurgia pela Universidade Complutense de Madrid, Luis Madero especializou-se em oncologia pediátrica. Além de dirigir o Serviço de Hemato-Oncologia Pediátrica no Hospital Quirónsalud-Madrid, é chefe do Serviço de Onco-Hematologia e Transplante Hematopoiético do Hospital Niño Jesús, em Madrid, onde desenvolve o seu trabalho de investigação em diferentes projetos. É também chefe do Grupo de Progenitores Hematopoiéticos e Terapia Celular do Instituto de Pesquisa do Hospital Universitário da Princesa e professor catedrático do departamento de pediatria da Universidade Autónoma de Madrid.

 

Estudo
O envelhecimento é um processo natural que acomete todos os seres vivos. Mesmo assim, é também uma das principais preocupações...

No seu estudo aprovado pelo comité do núcleo de pesquisa institucional do Centro Universitário de Itajubá - FEPI, o neurocientista, biólogo, com formação em neuropsicologia e antropólogo luso-brasileiro,  Fabiano de Abreu Agrela, procurou compreender o papel da melatonina e das roupas apertadas no envelhecimento. “O neurotransmissor que tem relação com o envelhecimento é libertado no início do período noturno, quando cai a iluminação natural e tem seu pico durante a madrugada auxiliando no sono”, explica.

De acordo com o neurocientista, pode-se definir o envelhecimento como o processo de substituição das células somáticas, que morrem e são substituídas por novas. “Ao envelhecer, fisiologicamente ocorre a perda do tecido fibroso, diminuição da renovação celular e a redução da rede vascular e glandular”, detalha. Além disso, diversos fatores podem interferir no ciclo de renovação das células como stresse oxidativo ou questões genéticas como alterações no DNA.

A pressão exercida na pele pelas roupas prejudica a excreção de diversas substâncias, entre elas a melatonina, responsável por manter uma boa qualidade de sono. “As roupas apertadas também aumentam a temperatura corporal durante a noite, prejudicando a secreção de melatonina”, pontua o neurocientista.

A melatonina possui propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes, ou seja, afeta diretamente no envelhecimento e ao ter um distúrbio de secreção dela, consequentemente, favorece o envelhecimento precoce. “Não só pela questão do envelhecimento, mas por outras questões de saúde também, é importante usar roupas largas e confortáveis para garantir uma boa noite de sono e o devido funcionamento dos neurotransmissores em suas diversas funções”, aconselha Fabiano de Abreu Agrela, membro da Society for Neuroscience nos Estados Unidos, representante e membro Redilat, rede de cientistas latino-americanos, professor na Universidad Santander de México e Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International.

 

 

 

Norma atualizada
A Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou a norma que determina o fim do isolamento profilático dos contactos de alto risco dos...

De acordo com a DGS, as normas agora atualizadas, “recomendam os contactos de alto risco a recorrer, preferencialmente, ao teste rápido de antigénio de uso profissional (TRAg) para SARS-CoV-2. “O primeiro deve ser realizado o mais precocemente possível após a data da última exposição ao caso confirmado e o segundo (após um primeiro teste negativo ou na ausência da realização do primeiro teste) entre o terceiro e o quinto dia desde a data da última exposição ao caso confirmado”, adianta o comunicado.

A DGS estabeleceu ainda que os contactos de alto risco podem também realizar um autoteste, exceto em instituições de apoio ou acolhimento a populações mais vulneráveis. “No caso de o resultado do autoteste ser positivo, deve ser feito um teste de confirmação por TAAN ou TRAg de uso profissional, preferencialmente, no prazo de 24 horas”, refere o documento.

Segundo a DGS, os diversos sistemas de informação serão adaptados, de forma faseada, até à próxima segunda-feira, dia 28 de fevereiro, “entrando de imediato em funcionamento as medidas necessárias a garantir que apenas são colocados em isolamento, nomeadamente pelo SNS24, os utentes com teste positivo para Covid-19”.

 

 

 

Ensaios mostram 75% de eficácia contra doença grave ou moderada
A Sanofi e a GSK anunciaram ontem que pretendem enviar os dados dos seus ensaios de fase 3 de eficácia e de reforço, como base...

A relevância para a saúde pública da vacina Sanofi-GSK de base proteica, adjuvada, estável à temperatura de frigorífico, é fortemente suportada pela indução de respostas imunitárias robustas e por um perfil de segurança favorável em vários ambientes. Nos participantes que receberam a vacinação primária com uma vacina de mRNA ou adenovírus, a vacina de reforço Sanofi-GSK induziu um aumento significativo nos anticorpos neutralizantes entre 18 e 30 vezes, para todas as plataformas de vacinas e faixas etárias. Quando a vacina Sanofi-GSK foi administrada como vacinação primária de duas doses, seguida de uma dose de reforço, os anticorpos neutralizantes aumentaram entre 84 e 153 vezes, em comparação com os níveis pré-reforço (ver figuras 1a e 1b para detalhes).

“Estamos muito satisfeitos com estes dados, que confirmam a nossa forte ciência e os benefícios da nossa vacina contra a COVID-19. A vacina Sanofi-GSK demonstra uma capacidade universal para reforçar todas as plataformas de vacinas, em todas as faixas etárias. Também observámos a eficácia robusta da vacina como vacinação primária no atual e desafiante ambiente epidemiológico. Nenhum outro estudo de eficácia global de fase 3 foi realizado durante este período com tantas variantes de preocupação, incluindo a Omicron, e estes dados de eficácia são semelhantes aos dados clínicos recentes das vacinas aprovadas”, afirma Thomas Triomphe, Vice-Presidente Executivo, Sanofi Vaccines.

Para Roger Connor, Presidente da GSK Vaccines, “a evolução da epidemiologia da COVID-19 demonstra a necessidade de uma variedade de vacinas. A nossa vacina candidata, de base proteica, adjuvada, usa uma abordagem bem estabelecida que tem sido amplamente usada para prevenir infeções por outros vírus, incluindo a gripe pandémica. Estamos confiantes que esta vacina pode desempenhar um papel importante à medida que continuamos a enfrentar esta pandemia e a preparar-nos para o período pós-pandemia.”

Quando usada como vacinação primária de duas doses, a vacina Sanofi-GSK forneceu níveis robustos de anticorpos neutralizantes, com GMT a atingirem as 3711 unidades. Para comparação, um painel sérico obtido de voluntários da mesma faixa etária, que receberam as duas doses de uma vacina de mRNA já aprovada e altamente eficaz, apresentou GMT de 1653 unidades, medido simultaneamente no mesmo laboratório.

Dados do estudo de eficácia VAT08 demonstraram que duas doses da vacina Sanofi-GSK geraram uma eficácia de 57,9% (95% de intervalo de confiança [IC, 26,5; 76,7]) contra COVID-19 sintomática, em população seronegativa.

A vacina Sanofi-GSK forneceu 100% de proteção (0 vs 10 casos pós-1ª dose, 0 vs. 4 casos pós-2ª dose) contra doença grave e hospitalizações, assim como 75% (3 vs 11 casos) de eficácia contra doença moderada ou grave, em populações seronegativas. Embora o sequenciamento esteja ainda em progresso, dados recentes indicam 77% de eficácia contra COVID-19 sintomática associada à variante Delta, de acordo com a eficácia esperada da vacina.

Em ambos os estudos, a vacina Sanofi-GSK foi bem tolerada tanto em adultos jovens como em idosos, sem preocupações de segurança.

As empresas estão em discussão com as autoridades regulamentares, incluindo a FDA dos EUA e a Agência Europeia do Medicamento (EMA), e planeiam submeter a totalidade dos dados gerados com esta vacina candidata, para apoiar as autorizações regulamentares.

Para avaliar a imunogenicidade da vacina Sanofi-GSK como dose de reforço, foram testadas pela Monogram Biosciences [São Francisco, CA] amostras de soros humanos imunes, usando um teste de neutralização de pseudovírus (pVNT), padronizado e aprovado pela FDA, contra o vírus protótipo D614G.

Sobre o VAT08 e o VAT02

O estudo de fase 3, VAT08, realizado nos EUA, Ásia, África e América Latina, está a avaliar uma formulação de 10µg do antigénio da vacina à base de proteína recombinante, adjuvada, contra o SARS-COV-2, quanto à eficácia, imunogenicidade e segurança, em comparação com placebo. A primeira etapa do estudo é avaliar a eficácia de uma formulação da vacina que contém a proteína spike contra o vírus D614 original (parental), em mais de 10000 participantes com mais de 18 anos, aleatorizados para receberem duas doses de 10 µg da vacina ou do placebo, no dia 1 e no dia 22.  . Foi recentemente concluído o recrutamento para uma segunda etapa do estudo, para avaliar uma segunda formulação bivalente, incluindo a proteína spike da variante B.1.351 (Beta). O estudo de fase 3 sucede os resultados iniciais positivos do estudo clínico de Fase 2 (VAT00002). Nesse estudo, a vacina candidata contra a COVID-19 foi administrada a 722 adultos, para avaliar a eficácia, reatogenicidade e imunogenicidade de 2 doses, e para identificar a dose ótima para usar como reforço. Os resultados demonstraram taxas de resposta elevadas em termos de anticorpos neutralizantes, com 95% a 100% de seroconversão após uma segunda injeção, em todas as faixas etárias (18 a 95 anos) e em todas as doses.

Os resultados completos dos estudos VAT08 e VAT02 serão publicados ainda este ano.

Estes esforços são apoiados por fundos federais da Autoridade de Investigação e Desenvolvimento Biomédico Avançado, parte do Office of the Assistant Secretary for Preparedness and Response of Department of Health and Human Services dos EUA, em colaboração com o Department of Defense Joint Program Executive Office for Chemical, Biological, Radiological and Nuclear Defense dos EUA ao abrigo do contrato W15QKN-16-9-1002 e pelo Instituto Nacional de Alergias e doenças Infeciosas (NIAID). O NIAID  fornece financiamento para o Centro de Operações e Liderança (UM1 AI 6861HVTN) da rede de ensaios de vacinas contra o HIV (HVTN), o Centro de Gestão de Estatística e Dados (UM1 AI 68635), o Centro de laboratórios HVTN (UM1 AI 68618), o Centro de Operações e Liderança da Rede de estudos para a Prevenção do HIV (UM AI 68619), O Centro de Operações e Liderança para o grupo de estudos clínicos AIDS (UM1 AI 68636) e o Consórcio de Investigação Clínica para as doenças Infeciosas (UM1 AI 148684, UM1 AI 148450, UM1 AI 148372, UM1 AI 148574)

600 modelos às primeiras 600 candidaturas que cumpram os requisitos
A LEGO Foundation anunciou a atribuição de 600 LEGO® MRI Scanners (Scanner de Ressonância Magnética) a hospitais de todo o...

O que começou em 2015, para o funcionário da LEGO Erik Ullerlund Staehr e o Hospital Universitário de Odense, na Dinamarca, como projeto de amor, adquire agora a dimensão e os meios de formação para as equipas hospitalares. A equipa desenvolveu os sets como forma de ajudar as crianças a navegar no turbilhão que é muitas vezes a realização de uma ressonância magnética. Os sets foram pensados para ajudar as crianças a cooperar melhor com o corpo clínico e a perceber em que consiste, afinal, a grande e complicada máquina que faz estes exames.

Erik Ullerlund Staehr, Chemical Technician do Grupo LEGO, afirma: «Estou muito orgulhoso deste projeto e do impacto positivo que já demonstrou ter. Pude observar em primeira mão como as crianças reagem a estes modelos; sentem-se mais descontraídas, e uma experiência muitas vezes aflitiva torna-se positiva, lúdica. Olhando para a altura em que fazíamos, eu e outros funcionários da LEGO, uns quantos modelos LEGO MRI no nosso tempo livre, é espantoso ver agora o projeto ganhar esta dimensão.»

O LEGO MRI Scanner foi desenvolvido com foco na criança e numa linha que privilegia a aprendizagem por meio da brincadeira, que fortalece na criança o desenvolvimento de competências. O modelo foi concebido em torno dos cuidados infantis com recurso à ressonância magnética e constitui um meio de os clínicos favorecerem o faz de conta e o diálogo, de modo que a criança se sinta em segurança e possa adquirir mais confiança e persistência antes do caminho propriamente dito, reduzindo, por sua vez, a ansiedade e o stress. A brincadeira estimula a curiosidade natural da criança e a abertura a experimentar coisas novas e, por vezes, difíceis. Porque a brincadeira favorece um “espaço de treino” cómodo e seguro para lidar com momentos e consequências da vida real, trata-se de uma maneira eficaz de as crianças desenvolverem as suas competências sociais e afetivas. Pode também integrar um conjunto de experiências lúdicas que contribuam para a aspiração dos clínicos à diminuição do uso da anestesia.

Desde que foi feito o primeiro protótipo, a equipa do Departamento de Radiologia do Hospital Universitário de Odense usa os LEGO MRI Scanners como parte da aprendizagem lúdica que defende, com que tem ajudado, por ano, mais de 200 crianças dos quatro aos nove anos de idade.

Ulla Jensen, do Departamento de Radiologia do Hospital Universitário de Odense, na Dinamarca, diz: «Os MRI Scanners são máquinas enormes. E fazem também muito barulho, o que pode ser assustador para as crianças. A nossa equipa percebeu que o uso de modelos como o modelo LEGO proporcionou a muitas crianças experiências mais positivas, mais pacíficas. Isto é benéfico para a criança, para a família e para a qualidade da própria ressonância magnética, que, para funcionar, depende de a pessoa conseguir permanecer muito quieta até uma hora.»

Chegar a mais crianças

Graças a Erik e à sua generosa dedicação, perto de 100 hospitais pelo mundo fora tiraram já partido do uso do LEGO MRI Scanner. O projeto foi muito bem aceite, e no sentido de criar ainda maior impacto e melhor compreensão do seu potencial, a LEGO Foundation está agora a expandir o projeto e a encorajar os hospitais de todo o mundo a concorrerem a um dos 600 modelos disponíveis neste momento. Construídos por voluntários da LEGO, estes modelos serão transportados, sem nenhuns encargos, até aos hospitais. Uma vez distribuídos, a LEGO Foundation, com as observações dos hospitais participantes, terá uma ideia mais clara de como continuar a cimentar a pesquisa com base científica e, assim, abrir caminho a potenciais projetos.

Para melhor auxiliar o uso dos LEGO MRI Scanners, a LEGO Foundation desenvolveu quatro vídeos de formação para serem parte integrante do modelo. Estes vídeos foram pensados para ajudar a equipa médica a orientar as crianças durante a realização da ressonância magnética, favorecendo deste modo a sua aprendizagem social e afetiva por meia da brincadeira. Os vídeos estão disponíveis gratuitamente para qualquer hospital que pretenda saber mais sobre a técnica.

Este vídeo mostra uma introdução ao modelo LEGO MRI e ao material de formação que o acompanha.

Dorthe Feveile Kjerkegaard, Play & Health Specialist da LEGO Foundation, acrescenta: «As ressonâncias magnéticas podem ser momentos assustadores e capazes de gerar ansiedade em todos nós, mas ainda no caso das crianças. Por meio de uma técnica de aprendizagem lúdica, como no caso do LEGO MRI Scanner, temos conseguido conduzir as crianças durante o processo, passo a passo, para as preparar para o que há de vir; como resultado, ajudamo-las a sentir segurança ao tornar familiar o desconhecido. Até agora, a resposta tem sido avassaladora. É para nós uma honra poder ajudar tanto crianças como pais a terem uma experiência mais positiva e menos preocupante, e é com vontade que procuraremos ajudar ainda mais famílias pelo mundo com a expansão deste conceito.»

A LEGO Foundation vai doar 600 modelos às primeiras 600 candidaturas que cumpram os requisitos. Estas terão de partir de um departamento de radiologia num hospital, com instalações para ressonância magnética, para uso em crianças e adolescentes, já implantadas. Para ter acesso ao formulário de pedido, visite https://learningthroughplay.com/lego-mri-scanner-models.

O modelo vem com aproximadamente 500 elementos e mede 13 cm de largura, 25,5 cm de comprimento e 10,5 cm de altura.

Situação Epidemiológica
Desde ontem foram registados mais de 13 mil novos casos de infeção pelo novo coronavírus e 28 mortes em território nacional. O...

A região Centro foi a região do país que registou o maior número de mortes, desde o último balanço: 11 em 28. Segue-se a região de Lisboa e Vale do Tejo com nove e a região Norte com seis.  Alentejo e Algarve e Madeira têm, agora, mais um óbito cada. 

De acordo com o boletim divulgado hoje pela DGS, foram ainda diagnosticados 13.158 novos casos. A região de Lisboa e Vale do Tejo registou a maioria dos casos, nas últimas 24 horas: 4.745, seguida da região Norte com 2.747 novas infeções. Desde ontem foram diagnosticados mais 2.647 casos na região Centro, 859 no Alentejo e 917 no Algarve. Quanto às regiões autónomas, o arquipélago da Madeira conta agora com mais 444 infeções, e os Açores com 799.

Quanto ao número de internamentos, há atualmente 1.646 doentes internados, menos 117 que ontem. As Unidades de cuidados intensivos têm agora menos 10 doentes internados, desde o último balanço: 101.

O boletim desta quarta-feira mostra ainda que, desde ontem, 14.500 pessoas recuperaram da Covid-19, elevando para 2.732.009 o total daqueles que conseguiram vencer a doença desde o início da pandemia.

No que diz respeito aos casos ativos, o boletim epidemiológico divulgado hoje pela DGS, revela que existem 466.508 casos, menos 1.370 que ontem.  As autoridades de saúde mantêm sob vigilância menos 15.570 contactos, estando agora 459.334 pessoas em vigilância.

 

 

 

Petição com 12 mil assinaturas em apenas 12 horas
O Sindicato dos Enfermeiros – SE exige que os novos deputados sejam céleres na discussão e aprovação do projeto de lei que...

“Os enfermeiros estão e têm estado na linha da frente e não podemos continuar a tolerar que os colegas estejam sujeitos a atos de violência gratuita, como aqueles que se registaram no Hospital de Vila Nova de Famalicão, gerando quase um sentimento de impunidade”, adverte o presidente do SE, Pedro Costa.

O dirigente do Sindicato dos Enfermeiros mostra-se solidário com os profissionais de Saúde que foram alvo de agressões e exige que sejam adotadas medidas para acautelar a repetição deste tipo de situações, “infelizmente cada vez mais frequentes”. “Há muito que os enfermeiros exigem que a profissão seja considerada de alto risco e desgaste rápido e este é mais um triste exemplo da razoabilidade das nossas pretensões”.

A este propósito, Eduardo Bernardino, da direção do SE, lançou ao final do dia de terça-feira uma petição a exigir o Direito do acesso ao estatuto de Profissão de Alto Risco e de Desgaste Rápido. Em menos de 12 horas, o documento, disponível em https://bit.ly/Peticao_SE_Enfermagem, foi já subscrito por mais de 12 mil pessoas.

A tipificação como crime público, salienta, “retira dos profissionais de Saúde a pressão de ter de formalizar a denúncia deste tipo de situações, evitando assim o receio que por vezes existe de o fazer com medo de represálias”.

“A violência gratuita sobre os profissionais de Saúde tem sido crescente e os dados só não são mais graves porque em 2020 a pandemia afastou muitos cidadãos das unidades de saúde”, recorda.

Pedro Costa lembra que os dados oficiais mostram que em 2021 se voltou a registar um acréscimo de notificações. Segundo dados divulgados recentemente pelo coordenador do Gabinete de Segurança do Ministério da Saúde, entre janeiro e outubro de 2021 foram reportadas 752 ocorrências na plataforma Notifica da Direção-Geral de Saúde. Ou seja, um acréscimo de 4% face a 2020.

Se olharmos a dados pré-pandemia, “verificamos que em 2019 se registaram 5611 notificações de violência contra profissionais de saúde no local de trabalho”. Destes, adianta, 24% são referentes a episódios de violência verbal e 13% de violência física. “Por grupo profissional facilmente constatamos que metade dos casos notificados são referentes a agressões a enfermeiros e maioritariamente praticados pelo próprio doente (em 56% dos casos notificados) ou por seus familiares (21%)”, adverte.

“É fundamental que o Governo reconheça a perigosidade e risco da nossa profissão, além do seu desgaste rápido, sobretudo quando estamos a falar de enfermeiros que trabalham em contexto de Serviço de Urgência, a porta de entrada do SNS e, por natureza, um dos espaços geradores de maior tensão”, justifica Pedro Costa.

Rugas ao redor dos lábios
Neste artigo, explicamos-lhe tudo o que precisa de saber sobre este tipo de “rugas de expressão” e o

As rugas que se instalam ao redor dos lábios são conhecidas por código de barras e resultam dos movimentos repetidos por nós realizados sempre que comemos, falamos ou que expressamos emoções. As rugas inicialmente (30 anos) são superficiais e impercetíveis, só aparecem quando a boca mexe, mas com o tempo, o fotoenvelhecimento, o tabaco, as rugas dinâmicas dão lugar às rugas estáticas, ou seja, já se vêm mesmo quando estamos em repouso.

É possível eliminar estas rugas naturalmente?

Não, só mesmo recuperando a elasticidade da pele, e hidratando em profundidade a ruga com ácido hialurónico, ou seja, preenchendo-a para que deixe de ser percetível.

Como funciona o tratamento através do preenchimento?

O tratamento é simples: com anestesia local (um creme ou uma anestesia semelhante àquela que conhecemos do dentista) o ácido hialurónico é aplicado com suavidade, de forma a não deixar marcas ou nódoas negras.

Este procedimento necessita de anestesia?

Normalmente sim.

É um procedimento doloroso?

Com o apoio da anestesia o procedimento é perfeitamente indolor.

Vou ficar com um ar “artificial”?

Este é um receio muito comum, uma vez que, quando não é realizado da forma correta este procedimento pode causar volume exagerado dado à periferia da boca um aspeto pouco natural. Quando é realizado com o ácido hialurónico específico e com a técnica adequada, este efeito exagerado não acontece e a boca e a sua periferia mantêm um ar natural, cuidado e rejuvenescido.

Quanto tempo demora o procedimento?

O procedimento dura cerca de 15 minutos. No dia seguinte, pode haver algum inchaço, ainda que ligeiro, mas passa até ao fim desse dia. Não interfere com a vida quotidiana da paciente.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
1ª Corrida pela Diabetes
No próximo dia 12 de março, a Sociedade Portuguesa de Diabetologia e o Abbott, em parceria com a Diabetes Team Portugal, vão...

O principal objetivo da 1ª Corrida pela Diabetes passa por promover uma vida saudável e a prática de exercício físico. Hélder Ferreira, Vice-Presidente da Sociedade Portuguesa de Diabetologia, afirma que “fazer exercício é uma forma eficaz de prevenir as complicações da diabetes e de controlar os níveis de glicémia, apresentando igualmente benefícios ao nível energético, emocional e mental. Assim, e a propósito da 18ª edição do Congresso Português de Diabetes, a organização desta corrida visa consciencializar para a importância de uma vida ativa na prevenção da doença. A epidemia da diabetes diz respeito a todos, pelo que convidamos os interessados e aficionados de corrida a juntarem-se a nós nesta iniciativa.”

Para que a corrida possa chegar ao maior número de pessoas, a 1ª Corrida pela Diabetes vai realizar-se de forma híbrida, e conjuga a prova presencial, em Vilamoura, e a prova virtual. Composta por dois percursos, uma corrida de 10 km e uma caminhada de 5 km, os participantes podem optar pela modalidade preferencial. A partida será dada no Centro de Congressos do Hotel Tivoli Marina Vilamoura, às 08h30.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas aqui. A todos os participantes será entregue o kit de participante que inclui uma t-shirt, o dorsal e o chip de controlo de tempo que será entregue no entregue no stand da 1ª Corrida pela Diabetes situado à entrada do Centro de Congressos do Algarve, durante o dia 11 março até às 19 horas.

 

Centro sem fins lucrativos
A NOVA School of Science and Technology | FCT NOVA anuncia o lançamento do 3D Printing Center for Health, centro sem fins...

O trabalho desenvolvido pelo centro visa, assim, a criação ou identificação dos modelos mais adequados para as próteses, tecnologias de apoio ou outros dispositivos existentes, impressos em 3D, com o apoio das instituições parceiras. Paralelamente, pretende também integrar e fomentar o espírito criativo e crítico entre os alunos dos diferentes ciclos de estudo do ensino superior, dotando-os de conhecimentos teórico-práticos sólidos. Com a criação deste centro, a equipa de investigação pretende que o processo de desenvolvimento seja essencialmente centrado no utilizador, e que envolva todos os intervenientes: doentes, prestadores de cuidados, profissionais de saúde, investigadores e estudantes.

Com o seu lançamento, o 3D Printing Center for Health anuncia também a coordenação dos primeiros dois projetos: o E-nable 3D printing Center for Health - Centro de referência E-NABLE para o desenvolvimento de próteses, constituído por um grupo de voluntários de diferentes áreas que fabricam gratuitamente próteses de membros superiores impressos em 3D para quem mais necessita. O processo de adaptação e desenvolvimento das próteses é feito em colaboração com várias instituições da área da saúde, com as quais se estabeleceu protocolos de parceria.

O segundo projeto, o Motion Seeker foi fundado por um grupo de voluntários constituído por alunos e professores da área de Engenharia Biomédica da NOVA School of Science and Technology | FCT NOVA. O projeto tem como objetivo desenvolver dispositivos / tecnologias de apoio impressos em 3D, de forma gratuita, para crianças, adultos e idosos. São dispositivos que ajudam em gestos tão simples como usar uma chave ou escrever à mão. O processo de design, desenvolvimento e validação é feito em colaboração com as instituições de saúde parceiras e de forma altamente personalizada, tendo em conta as necessidades do paciente.

“Com este projeto, além de estarmos a promover a prestação de serviços úteis na área da saúde à comunidade, queremos também identificar e criar novos materiais e metodologias de design, tecnologias e equipamentos de impressão 3D para esta área. O 3D Printing Center for Health está já a trabalhar em dois projetos específicos que criam dispositivos de apoio e próteses para pessoas de todas as idades”, explica Cláudia Quaresma, investigadora e coordenadora do centro.

O 3D Printing Center for Health conta com diversos parceiros clínicos como o Hospital Curry Cabral e Hospital D. Estefania do Centro Hospital Universitário Lisboa Central, o Centro de Medicina e Reabilitação do Alcoitão, Hospital Garcia de Orta e, não clínicos, como o American Corner.

O 3D Printing Center for Health, localizado NOVA School of Science and Technology | FCT NOVA, foi criado pelas Unidades de Investigação “Laboratório de Instrumentação, Engenharia Biomédica e Física das Radiações - (LIBPhys)” e “Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Engenharia Mecânica e Industrial - (Unidemi)”, e pelo FCT FabLab.

Estudo
A aplicação de células estaminais mesenquimais do tecido adiposo é segura e eficaz na redução de sintomas em doentes com lúpus...

As mulheres jovens são as mais afetadas pelo Lúpus Eritematoso Sistémico, uma doença reumática de caráter autoimune, que se caracteriza pela presença de anticorpos contra o próprio organismo, provocando danos em múltiplos órgãos. Uma das complicações frequentes é a alteração no funcionamento dos rins, sob a forma de nefrite lúpica, que se verifica em 60% dos doentes, estimando-se que evolua para doença renal crónica ou terminal em cerca de 25% dos casos.

A probabilidade de um doente com lúpus responder aos tratamentos convencionais e de se manter em remissão dez anos após o diagnóstico é extremamente baixa, estimando-se que possa ser inferior a 5%. Este motivo, bem como o facto de os tratamentos convencionais estarem associados a efeitos secundários indesejados, impulsionou a procura de novas alternativas terapêuticas. 

“Uma das alternativas em estudo são as células estaminais mesenquimais, que, pelas suas capacidades anti-inflamatórias e de regulação do sistema imunitário, têm vindo a ser investigadas ao longo das duas últimas décadas, em vários ensaios clínicos, no tratamento de doenças autoimunes”, explica a Dr.ª Bruna Moreira, investigadora do Departamento de I&D da Crioestaminal.

Este ensaio clínico incluiu nove doentes, entre os 19 e os 36 anos, com nefrite lúpica diagnosticada há cinco anos, em média, que não respondiam às terapêuticas convencionais. O tratamento experimental consistiu numa única infusão de células estaminais do tecido adiposo, obtido por lipoaspiração, tendo os dadores de células sido irmãos saudáveis dos participantes, com idades compreendidas entre 25 e 40 anos.

Após a administração de células estaminais, observou-se uma diminuição da excreção de proteínas na urina, revelando uma melhoria na disfunção renal característica da nefrite lúpica. Três meses depois, os níveis de proteína na urina começaram a aumentar gradualmente, mantendo-se, contudo, abaixo dos níveis registados pré-tratamento. Não se verificaram reações adversas ao tratamento experimental, à exceção de um episódio de hipertensão, que foi facilmente resolvido.

Estes dados indicam que as células estaminais mesenquimais do tecido adiposo tiveram um impacto positivo nos sintomas renais de lúpus, embora com eficácia temporária, apontando para a necessidade de administração periódica do tratamento experimental, de forma a manter a eficácia e prevenir recaídas.

Além destas melhorias, verificou-se a diminuição da frequência de outros sintomas de lúpus, como o eritema malar (lesões cutâneas na face, em forma de borboleta), artrite, dor de cabeça, febre, queda de cabelo e alterações na visão. Ao final de um ano, várias destas manifestações tinham desparecido totalmente, nos doentes que antes as apresentavam.

Estas melhorias traduziram-se numa diminuição significativa do índice de atividade da doença, a partir da primeira semana após a administração de células estaminais e ao longo de todo o período de acompanhamento. Segundo os autores, este efeito positivo poderá dever-se, por um lado, a um efeito protetor exercido pelas células estaminais através da sua ação anti-inflamatória, e por outro, à sua ação de reparação das células afetadas.

Para aceder aos mais recentes estudos científicos sobre os resultados promissores da aplicação de células estaminais, visite o Blogue de Células Estaminais.

Opinião
Doença Rara (DR) é aquela que tem uma incidência de 1 caso em cada 2 mil pessoas.

Existem 300 milhões de pessoas no mundo com estas doenças, 36 milhões de Europeus e estima-se que em Portugal existam cerca de 600 mil pessoas portadoras destas patologias.

A carga epidemiológica destas doenças constitui um problema sério para a saúde pública. De elevada complexidade e muitas vezes incapacitantes são um desafio assistencial e para as ciências Biomédicas com necessidades ainda não atingidas a vários níveis.

Atualmente o enquadramento desta subpopulação de pacientes em Portugal está protegida por uma Estratégia Integrada para as Doenças Raras em implementação através de uma abordagem integrada dos Ministérios da Saúde, Segurança Social e Educação, que pretende responder as necessidades sanitárias, sociais e educativas destes doentes.

Estão disponíveis no Site da DGS, três documentos fundamentais explicativos de todo o processo desta Estratégia: Estratégia Integrada para as Doenças Raras; Informação de Apoio á Pessoa com Doença Rara e Cartão da Pessoa com Doença Rara.

Do ponto de vista sanitário a espinha dorsal assistencial assenta no estabelecimento de uma Rede de Referenciação (RR) eficaz e da consolidação de Centros de Referência (CR) que prestem cuidados diferenciados, de elevada especialização, dispensa de medicamentos órfãos, capacidade formativa específica de profissionais de saúde, organização de registos e Investigação médica, e integração em redes de conhecimento europeias (ERN – European Reference Network).

Todo este processo está em curso e estão já designados no País CR para nove áreas de DR pelo Ministério da Saúde (MS). Ainda um número restrito de intervenção, mas que abrange já algumas centenas de DR. Estes CR são necessariamente Unidades Hospitalares Centrais da Carta Hospitalar portuguesa e são constituídos por equipes pluridisciplinares certificadas pelo MS, algumas delas também já integradas em ERN. Está por outro lado em curso o estabelecimento de Centros afiliados a nível Distrital que prestam cuidados de proximidades aos doentes em colaboração estreita com os CR. Estão em desenvolvimento e implementação modelos de hospitalização e terapêuticas domiciliárias. A estratégia organizativa da RR beneficia já de Normas de referenciação estabelecidas pela DGS para vários CR que estão publicadas e em

divulgação nos serviços de saúde, promovendo a articulação adequada com os cuidados primários.

A prestação de Cuidados Continuados apropriados a estas patologias, está ainda muito atrasada, existindo escassas unidades com as características necessárias.

Os apoios ao cuidador, o empoderamento do doente no processo da decisão clínico-terapêutica e a literacia sanitária da população, a colaboração do doente na investigação clínica e farmacológica são áreas em que as Associações de Doentes desempenham um papel fundamental sendo fulcral o seu empenho em todo o processo assistencial.

Foram estabelecidos pela Comissão Europeia e IRDIRC (Consórcio Internacional de caracter mundial para apoio á investigação para as DR) que até 2020 se conseguissem testes de diagnóstico para grande parte das DR conhecidas – atualmente já possível para cerca de 3.600, e terapêutica específica com o uso de medicamentos órfãos para 200 DR – objetivos que foram atingidos. Até 2027 pretende-se o diagnóstico no espaço de 1 ano para a totalidade das DR que estiverem descritas e terapêuticas para 1000 DR. Deve por outro lado dizer-se que desde 2010 até janeiro 2022, foram a nível Mundial realizados 56.873 projetos de Investigação e 1380 ensaios clínicos na área das DRs; foram identificadas 886 novas DRs, 1.847 novos genes relacionáveis com DRs, e propostos 438 novos fármacos para serem avaliados como medicamentos órfãos. Estes dados refletem o enorme impulso investigacional efetivado na última década nesta área.

Numa época de Pandemia em que o acesso aos cuidados de saúde atravessou dificuldades verificaram-se atrasos nas consultas, procedimentos, exames complementares e até na dispensa de terapêuticas. Foi necessário readaptar a orgânica das Unidades de Saúde e recurso á telemedicina para repor eficácia na prestação de cuidados. O NEDR/SPMI publicou um Guia informativo para Pessoas com Doença Rara e seus Cuidadores – COVID 19, e fez uma recomendação á DGS para que os portadores de alguns grupos DRs com deficiência significativa, fossem considerados grupo prioritário para a vacinação em curso, o que obteve sucesso.

Considerando-se a saúde como um estado de pleno bem-estar para além da ausência de doença, as políticas de apoio social quer nos suportes económicos, integração socioprofissional e emprego, quer no reconhecimento do estatuto de cuidador informal são pedras basilares na estratégia de apoio a doentes e famílias. É também fundamental atender a necessidades de integração escolar e ensino especial assim como de ocupação de tempos livres, particularmente para as camadas mais jovens.

Numa fase da evolução das ciências biomédicas, em que a Medicina de precisão, personalizada, centrada no doente em todas as suas vertentes biopsicossociais, em que a relação médico – doente, associada a uma extraordinária evolução tecnológica da intervenção biomédica, volta a ser pedra angular no sucesso dos cuidados de saúde, a posição da medicina interna gestora do doente e da utilização criteriosa dos meios complementares e terapêuticos detém enorme responsabilidade na prestação dos cuidados de saúde, incluído na área das DR.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo prospetivo de coorte a profissionais de saúde vacinados e não-vacinados
O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através dos seus departamentos de Doenças Infeciosas e de...

Os resultados deste trabalho, agora publicados na revista Vaccines, confirmam a existência de diferentes títulos de anticorpos de ligação e de neutralização ao longo do tempo.

O estudo acompanhou uma coorte de 132 profissionais do INSA vacinados e/ou com infeção prévia por SARS-CoV-2, tendo sido observado que após a segunda dose da vacina ocorreu um aumento de 10 vezes do título de anticorpos contra este vírus. Foi igualmente observado um aumento dos anticorpos neutralizantes do SARS-CoV-2 na mesma ordem de grandeza.

Cerca de seis meses após a vacinação primária completa, foi observada uma diminuição em oito vezes do título de anticorpos induzidos pela vacinação Covid-19, sendo esta diminuição menos acentuada para os anticorpos com capacidade para a neutralização do vírus. Este trabalho de investigação multidisciplinar permitiu assim contribuir para o conhecimento científico na área da Covid-19.

 

Portefólio de marcas de renome mundial
A GlaxoSmithKline plc (GSK) comunicou ontem, de forma oficial, que a nova empresa, que resulta da proposta de separação da...

A Haleon (pronuncia-se “Ei-li-on), nasce inspirada na conjunção das palavras “Hale”, uma antiga palavra inglesa que significa “boa saúde” e “Leon”, que se associa à palavra “força”. A identidade da nova marca foi desenvolvida com base no feedback dos próprios colaboradores, profissionais de saúde e consumidores. Esta identidade será implementada em mais de uma centena de mercados em todo o planeta, onde a empresa atua.

A criação da Haleon é o resultado de uma série de investimentos bem-sucedidos e mudanças estratégicas desenvolvidas pelo negócio da Consumer Healthcare da GSK nos últimos oito anos, incluindo a integração dos portefólios da Novartis e da Pfizer Consumer. Neste momento, representa um negócio global altamente valioso que gera vendas anuais de aproximadamente 10.000 milhões de libras.

Como empresa independente, a Haleon será uma nova líder mundial em Consumer Health, oferecendo uma proposta única: unir o seu profundo conhecimento das necessidades das pessoas e o seu saber científico para entregar melhor saúde no dia a dia, com humanidade.

Brian McNamara, CEO designado da Haleon, disse: “Apresentar a Haleon ao mundo representa mais um marco na nossa viagem para nos tornarmos uma empresa nova e independente. O nosso nome está fortemente ligado ao nosso propósito de entregar melhor saúde no dia a dia, com humanidade e ser líder mundial em Consumer Health. Mantemos o plano para lançar a Haleon em meados de 2022, enquanto desfrutamos de um momento comercial bastante robusto. Estamos ansiosos para dar informação mais detalhada, aos investidores e aos analistas no nosso evento 'Capital Markets Day' no final de fevereiro."

Emma Walmsley, CEO da GSK, disse: “A Haleon dá vida ao trabalho árduo de muitos anos de grandes profissionais para constituir esta empresa dedicada exclusivamente a Consumer Healthcare. A Haleon tem um enorme potencial para melhorar a saúde e o bem-estar em todo o mundo, com fortes perspetivas de crescimento e, através da sua colocação em bolsa, trazer um valor significativo aos acionistas da GSK."

Mariana Carvalho, Diretora Geral da GSK Consumer Healthcare Portugal, acrescentou: "Graças a marcas tão conhecidas para os nossos consumidores, como Voltaren, Sensodyne, Corega, Centrum ou Parodontax entre outras, a Haleon continuará a servir farmacêuticos, dentistas, higienistas e outros profissionais de saúde em Portugal, e claro, os milhares de pessoas que todos os dia confiam em nós e nos nossos produtos. Continuaremos a trabalhar incansavelmente para melhorar a saúde no dia a dia, com base no nosso conhecimento das pessoas, da pesquisa e da ciência. Estou profundamente empolgada por fazer parte desta viagem e realizá-la com a formidável equipa portuguesa”.

Como uma nova empresa, a Haleon contará com um excelente portefólio de marcas de renome mundial, incluindo Sensodyne, Voltaren, Parodontax, Corega e Centrum. Marcas que contam com a confiança de profissionais de saúde, clientes e consumidores em todo o mundo, para melhorar a sua saúde e bem-estar, bem como a saúde dos seus familiares. Com forte procura do consumidor, o setor de Consumer Healthcare representa mais de 150 mil milhões de libras, destacando o crescente interesse em saúde e bem-estar, especialmente entre uma população envelhecida e as classes médias emergentes, bem como as necessidades não atendidas dos consumidores. Em conclusão, será um negócio bem posicionado de modo a proporcionar forte impacto na saúde das pessoas e crescimento sustentável nas suas categorias para os próximos anos.

O novo nome foi anunciado esta manhã a todos os funcionários da GSK Consumer Healthcare, numa celebração global de toda a empresa. Em todo o mundo, os trabalhadores tiveram a oportunidade de conhecer o novo nome e identidade corporativa, cujo objetivo não é outro, senão tornar realidade o propósito da nova empresa e as suas ambições de crescimento.

O nome foi também comunicado antes da GSK Consumer Healthcare organizar o “Capital Markets Day” para investidores e analistas, que terá lugar na próxima segunda-feira, 28 de fevereiro, onde serão fornecidos detalhes da estratégia geral, funções e operações para a Haleon, incluindo informação financeira detalhada, bem como planos de crescimento do negócio. Para potenciais investidores, a Haleon oferecerá um atrativo crescimento de vendas orgânico, uma expansão da margem operacional e um consistente elevado cash generation.

No âmbito do Dia Mundial das Doenças Raras
No dia 28 de fevereiro assinala-se o Dia Mundial das Doenças Raras (DDR) e, por isso, a RD-Portugal - União das Associações de...

Destas iniciativas fazem parte uma Conferência Gratuita Online “Sensibilizar, conhecer e promover a mudança para 6% da população”, no dia 28 de fevereiro, às 9:30 horas, em parceria com o National Mirror Group do Programa Europeu para as Doenças Raras (NMG – EJPRD), Direção-Geral da Saúde (DGS), Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), Agência de Investigação Científica e Inovação Biomédica (AICIB), Comissão Nacional de Centros de Referência e a Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), a divulgação do vídeo internacional das Doenças Raras e um filtro do Instagram e Facebook. 

Além disso, estão planeadas uma campanha digital de iluminação das casas, onde a RD-Portugal apela a que todas as pessoas, no dia mundial das doenças raras, às 18h00, iluminem a sua casa com uma luz rosa, verde ou azul e façam parte desta iniciativa para aumentar a sensibilização sobre estas doenças, partilhando o seu apoio através das redes sociais da Associação; uma campanha de iluminação dos edifícios e monumentos por Portugal, que neste momento, conta já com mais de 21 Entidades, e a continuação do projeto Informar sem Dramatizar, nas escolas, para alertar e sensibilizar as crianças e jovens para as especificidades relacionadas com as Doenças Raras e a deficiência.

Uma doença é considerada rara quando afeta no máximo 1 em 2.000 pessoas. No seu conjunto, as Doenças Raras afetam cerca de 6% a 8% da população, estimando-se que, em Portugal, existam cerca de 600.000 a 800.000 pessoas portadoras destas doenças. Cerca de 80% das Doenças Raras têm origem genética identificada, enquanto outras são o resultado de infeções (bacterianas ou virais), alergias e causas ambientais. Metade das Doenças Raras manifestam-se e são diagnosticadas em crianças.

 

Pedidos chumbados ou sem resposta por parte da tutela
O Sindicato dos Enfermeiros – SE confirmou com a administração do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV) a dificuldade em...

Este é um problema transversal a muitas outras unidades do Serviço Nacional de Saúde, mas, como sublinha o presidente do SE, “desta feita é a própria administração que confirma as dificuldades e os entraves colocados pela tutela”. Também na unidade hospitalar de Aveiro se verifica que “existe pressão para que se recuperem consultas, tratamentos e cirurgias em atraso, ao mesmo tempo que se continua a lidar com a COVID-19, mas sem um reforço do número de enfermeiros”, assinala.

Pedro Costa recorda o número de horas extraordinárias pagas no SNS ao longo de 2021 e que, salienta, se verifica também no Baixo Vouga. “As administrações, e Aveiro não é diferente da restante realidade do SNS, têm de decidir se investem nas infraestruturas e nos equipamentos, ou se contratam horas extraordinárias e prestação de serviços”, justifica o presidente do SE.

“A contratação de mais enfermeiros, a prazo, representa ganhos na eficiência das equipas e na redução do erro clínico e maior segurança do doente, uma vez que a estabilidade do quadro de enfermeiros gera um maior entrosamento e aumenta a segurança na prestação de cuidados de saúde ao doente”, explica Pedro Costa. Para o presidente do SE, “o subfinanciamento crónico do SNS está a colocar uma pressão crescente junto dos profissionais e das unidades de Saúde e, em muitos casos, acaba por afastar muitos profissionais de Saúde do SNS, que procuram melhores condições no setor privado ou até mesmo no estrangeiro”.

No decurso da reunião com a administração do CHBV foi ainda possível desbloquear um problema existente com “o gozo de tolerâncias de ponto aos enfermeiros que faziam o turno da noite ou que terminavam o turno à noite”, adiantou Pedro Costa. “Segundo foi explicado, trata-se de um problema informático que ainda não tinha sido reportado oficialmente à Administração e que não estava a validar o gozo da tolerância de ponto aos enfermeiros que fazem aqueles dois turnos”, adverte Pedro Costa. Na reunião ficou a garantia de que a situação vai ser resolvida e tal não estava a suceder devido a um erro informático que vai ser corrigido, repondo assim a normalidade”.

A direção do Sindicato dos Enfermeiros foi também alertada por alguns enfermeiros do CHBV da existência de problemas no cumprimento da lei da parentalidade. “A Administração diz desconhecer qualquer problema com o cumprimento de um direito basilar, mas diz-se disponível para analisar cada caso e encontrar a melhor solução para que estes direitos não sejam sonegados aos profissionais de Saúde do CHBV”, concluiu o presidente do SE.

Faculdade de Educação e Psicologia da Católica alia-se a empresa tecnológica
No seguimento do atual cenário altamente competitivo, do ritmo das inovações tecnológicas e dos curtos ciclos de vida dos...

No projeto GAIN (Games for Anxiety Inquired through Neuroscience): The Effects of playing mobile games in anxiety and neurocognitive functions, o Human Neurobehavioral Laboratory (HNL/FEP/UCP) e a Infinity Games são parceiros e assumem a responsabilidade conjunta de desenvolverem uma nova tendência no mercado: a validação científica de produtos. O papel do HNL é o de disponibilizar uma ampla experiência no desenho e implementação de estudos científicos, infraestruturas de investigação e recursos humanos preparados para garantir o sucesso da investigação. Já o papel da Infinity Games é o de disponibilizar suporte financeiro a jovens investigadores, conhecimento no desenvolvimento e comercialização de produtos, assim como uma ampla gama de produtos inovadores nessa área.

“Passamos por tempos desafiantes e queremos que os nossos jogos sejam uma ferramenta para lutar contra esses desafios. Este projeto irá ajudar-nos nessa nossa missão”, refere João Ramos, Head of Business Development da Infinity Games. E salienta: “Somos uma empresa que está verdadeiramente atenta para com o bem-estar das pessoas que utilizam os nossos jogos e desde o início que a nossa preocupação passa por, além de providenciar momentos de entretenimento, criar experiências que possam ser redutoras de stress e de ansiedade.”

Sobre os desafios colocados por esta parceria, João Ramos refere que “se prendem com o contexto que atravessamos e não com a parceria em si. Em primeiro lugar, a indústria dos jogos não tem, de forma geral, um relacionamento muito positivo com a saúde. Depois, o mercado dos jogos é um mercado de rápida evolução e transformação, que exige decisões muito rápidas e foco quase exclusivo na receita do próximo trimestre ou dos próximos seis meses. Nós estamos focados em como vamos produzir os melhores jogos do mercado dentro de um ou dois anos, aliando as nossas experiências imersivas ao relaxamento”. “Avizinham-se tempos de muita colaboração e investimento”, conclui.

Já Patrícia Oliveira-Silva, investigadora e coordenadora do GAIN, explica que "um dos grandes objetivos deste projeto é o de “criar uma parceria a longo prazo entre os dois parceiros que represente uma boa prática que interliga interesses, valores, investimento, estratégias e objetivos comuns. Trabalhar com as empresas representa um novo motor de inovação para a academia. E além disso, preocupamo-nos que a investigação realizada no HNL tenha uma forte adesão à realidade”. Ao longo do projeto GAIN, a equipa pretende também desenhar e validar novos protocolo de validação de produtos, que são aplicados como uma ferramenta para incentivar a mudança comportamental e promover atitudes desejadas em diferentes dimensões, e a aplicação de técnicas das Neurociências que procurem validar o efeito de jogos, desenvolvidos pela empresa Infinity Games, no bem-estar dos seus utilizadores, nomeadamente na ansiedade e noutras funções neurocognitivas.

Este projeto de investigação está a ser desenvolvido por uma equipa multidisciplinar composta pela investigadora e diretora do Human Neurobehavioral Laboratory (HNL/FEP/CEDH), Patrícia Oliveira-Silva, em parceria com Pedro Miguel Rodrigues, responsável pela área de Processamento de Sinal do Centro de Investigação CBQF (CBQF/ESB/UCP), e dois estudantes de mestrado: Pedro Ribeiro (ESB) e Miguel Ferreira (FEP/UCO). Atualmente, os dados estão a ser recolhidos e o primeiro estudo será concluído no final do mês de março de 2022.

Série com oito episódios
Já está disponível o primeiro episódio de “A Receita para…”, o novo podcast da Universidade Europeia dedicado à área de...

Gestão Hospitalar, Comunicação em Saúde, Ética, Inovação no setor da Saúde, Medicina Dentária, Nutrição, Saúde Digital e Sistemas de Saúde, são alguns dos temas abordados em episódios de cerca de 15 minutos, conduzidos por Sandra Martins, docente e coordenadora da área da Psicologia e Desporto da Universidade Europeia, e Adalberto Campos Fernandes, coordenador estratégico da área de Ciências da Saúde da Universidade Europeia.

Os episódios contam com a participação de personalidades como Vasco Antunes Pereira (CEO Lusíadas Saúde), Hélia Gonçalves Pereira (Reitora da Universidade Europeia), Alexandra Bento (Bastonária da Ordem dos Nutricionistas e coordenadora da área de Nutrição da Universidade Europeia), Paulo Maia (Médico Dentista e coordenador da área de Medicina Dentária da Universidade Europeia), José Mendes Ribeiro (Economista, Fundador e Administrador CESADI, Centro de Saúde Digital), Maria de Belém Roseira (Antiga Ministra da Saúde e Presidente do Advisory Board da Universidade Europeia), Germano de Sousa (Médico, Fundador e Administrador dos Laboratórios Germano de Sousa) e Manuel Barbosa (Médico Imunoalergologista e coordenador da área de Biociências da Saúde da Universidade Europeia).

“Com este podcast, pretendemos abrir-nos ao diálogo. Queremos ouvir e falar à sociedade sobre temas que nos interessam a todos, numa tentativa de entender verdadeiramente os desafios e como enfrentá-los. O desenvolvimento da área da Saúde é uma prioridade para a Universidade Europeia, que procura dar uma resposta qualificada e eficaz às carências existentes na formação superior nesta área. O projeto “A Receita para…” é apenas um primeiro passo neste processo de afirmar a Universidade Europeia como uma instituição de referência também na Saúde em Portugal”, afirma Lourdes Martin, diretora executiva da área da Saúde da Universidade Europeia.

Numa primeira fase, o podcast “A Receita para…” conta com oito episódios que serão disponibilizados até ao mês de junho no canal de Youtube da Universidade Europeia e na plataforma digital Spotify.

As Ciências da Saúde representam uma área estratégica para o desenvolvimento nos domínios do Ensino, da Formação, da Investigação Científica e da Inovação Tecnológica. Tendo em vista este desígnio, a área de Ciências da Saúde da Universidade Europeia vem proporcionar um processo inovador de educação integrado, através da qual os estudantes, das diferentes áreas disciplinares, adquirem conhecimentos e competências, de forma partilhada, tendo em vista as experiências futuras, ao longo da sua vida profissional. Esta abordagem assenta num Modelo Académico inovador, centrado na aprendizagem experiencial e transversal a todas as áreas da instituição e evidenciado nesta área de conhecimento.

 

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