Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) lançou um questionário
No dia 10 de março assinala-se o Dia Mundial do Rim. Neste âmbito - e sob o mote internacional “Conhecer mais para tratar...

Caraterizada por uma lesão que provoca a perda progressiva e irreversível da função dos rins, a doença renal crónica tem vários níveis de gravidade, sendo o pior o estádio 5, no qual os rins deixam totalmente de funcionar e o doente, para se manter vivo, tem de se submeter a diálise ou transplantação renal. Em Portugal, quase 21 mil pessoas estão nesta situação e os números têm vindo sempre a aumentar, alerta a SPN.

Além da sua função excretora - com uma função de limpeza do sangue com os tóxicos a serem removidos pela urina - os rins são também responsáveis pelo controlo da tensão arterial, pela produção da hormona que estimula a produção de glóbulos vermelhos e pela ativação da vitamina D que contribui para a saúde dos ossos. Têm, por isso, um papel fulcral no equilíbrio do organismo motivo pelo qual é importante aumentar o conhecimento da população permitindo um melhor cuidado renal. No inquérito realizado, 28% dos inquiridos referiu apenas a função excretora dos rins, com 71% a demonstrarem ter conhecimento sobre as outras funções que este órgão desempenha.

Perante uma situação de insuficiência renal é importante substituir a função dos rins pelo que é aplicada a técnica da diálise. Esta é uma situação com um elevado peso na vida do doente e da família ao mesmo tempo que comporta para o Serviço Nacional de Saúde uma elevada carga a nível económico dado o preço dos tratamentos. 99% dos inquiridos demonstrou conhecer qual a função da hemodiálise.

De forma a aumentar o conhecimento da população, a Sociedade Portuguesa de Nefrologia disponibiliza quatro vídeos educativos sobre a saúde renal que serão divulgados nas redes sociais da Sociedade Portuguesa de Nefrologia.  Vários serviços de Nefrologia do país vão assinalar esta data com ações de sensibilização e esclarecimento dirigidas à população.

 

 

Só 22% das mulheres diz ter feito pelo menos um exame a qualquer um dos tipos de Doença de Transmissão Sexual
Mulheres saudáveis são o pilar de sociedades e economias saudáveis, mas raramente a sua saúde tem a atenção que merece. Neste...

Este estudo é uma iniciativa da Hologic, em parceria com a Gallup, que pela primeira vez vem dar a conhecer o estado de saúde de 3,9 mil milhões de mulheres em todo o mundo.  Depois de analisadas todas as respostas, foram identificadas cinco dimensões da saúde da Mulher que explicam a esperança média de vida à nascença em 80% dos casos. São eles, os Cuidados Preventivos, as Perceções de Saúde e Segurança, a Saúde Emocional, a Saúde Individual e as Necessidades Básicas.

Portugal ficou bem posicionado neste ranking mundial, na 16ª posição, mas o estudo revela que há ainda muito por fazer, nomeadamente no que diz respeito aos cuidados preventivos. A percentagem de mulheres que realizaram exames preventivos para as doenças que mais as afetam é baixa – à semelhança de muitos outros países, o que demonstra um cenário mundial tendencialmente negativo.

As doenças sexualmente transmissíveis (DST) são as menos monitorizadas, com apenas 22% das mulheres portuguesas a afirmarem terem feito um exame para este tipo de infeções. Segue-se o cancro, com 64,5% das mulheres a afirmarem nunca ter realizado qualquer tipo de exame de rastreio e, para despiste à diabetes apenas 46,2% fizeram análises.

A saúde emocional é também uma das áreas mais frágeis para o sexo feminino em Portugal, com mais de 70% a dizerem ter experienciado preocupação, 45% das Mulheres diz ter-se sentido triste, e 42% referiram que sentem stress.

Um quarto das mulheres portuguesas diz ainda que não se sentiu segura a caminhar na rua à noite. Esta é a principal conclusão relativa à dimensão de perceções de saúde e segurança, que acrescenta ainda que 35% das mulheres não estão satisfeitas com o acesso a cuidados de saúde de qualidade em Portugal

Relativamente à satisfação das necessidades básicas, 16% disseram ter tido dificuldade em comprar comida para a sua família e 15% referiram que não conseguiram garantir um abrigo adequado, durante o ano anterior ao questionário.

 "A saúde da mulher é essencial à saúde da sociedade, e ao dar-lhe a atenção que merece, podemos não só salvar vidas, mas também alcançar progresso social e económico significativo. Porém, os dados recolhidos pelo Índice Mundial da Saúde das Mulheres vêm revelar-nos que ainda há muito trabalho a ser feito para dissipar as disparidades nos cuidados da saúde feminina, uma situação que foi ainda mais agravada com a pandemia Covid-19”, refere João Malagueira, Vice-presidente da Hologic para a região EMEA.

 “No Dia Internacional da Mulher, apelamos a que os líderes mundiais e nacionais, desenvolvam planos viáveis e mensuráveis que ambicionem melhorar a condição e a qualidade de vida das mulheres, tendo por base dados científicos que espelham a realidade vivida pela população em todo o mundo”.

Terapia de saúde física para mulheres
A SWORD Health, startup portuguesa que criou a primeira solução digital para o tratamento de patologias músculo-esqueléticas,...

Trata-se da Bloom, uma solução que combina tecnologia clínica e inovadora com a orientação humana de um Especialista em Saúde Pélvica para criar a primeira solução terapêutica para ajudar as mulheres com problemas de saúde pélvica na comodidade das suas casas.

Nos EUA, uma em cada quatro mulheres sofre de patologia pélvica. Estas condições incluem patologias de cariz sexual, intestinal, de bexiga e dor pélvica, que podem estar presentes em todas as fases da vida da mulher, incluindo a gravidez, pós-parto e menopausa. A Bloom pretende ajudar com uma solução não invasiva para melhorar a função do interior pélvico e para ajudar a reduzir a dor crónica que pode diminuir a necessidade de analgésicos ou opções invasivas recomendadas prematuramente, como a cirurgia.

Esta nova solução é capaz de resolver disparidades na saúde física das mulheres, através da tecnologia, utilizando um programa de exercícios personalizado baseado nas necessidades de cada mulher. A Bloom é atualmente a única solução digital que alia sensores e orientação clínica de terapeutas experientes na área pélvica, proporcionando um serviço único no mundo.

"A saúde física das mulheres tem sido um problema negligenciado nos cuidados de saúde há vários anos. Neste momento, uma em cada quatro mulheres sofre de distúrbios pélvicos, sem ter acesso a uma solução que é tanto clinicamente eficaz como conveniente. É por isso que decidimos criar a Bloom, porque acreditamos que todas as mulheres devem ter acesso aos melhores cuidados e não sofrer em silêncio. Depois de desenvolver o novo standard de referência em cuidados para patologias músculo-esqueléticas, a Bloom é o nosso próximo passo para cumprir a nossa missão de libertar dois mil milhões de pessoas da dor", afirma Virgílio Bento, fundador e CEO da SWORD Health.

A Bloom oferece cuidados abrangentes para as mulheres, combinando as pacientes com um Especialista em Saúde Pélvica que irá guiá-las através de um programa de exercícios baseado nas suas necessidades.

As pacientes podem facilmente avaliar os seus planos de tratamento personalizados e serem guiados durante os exercícios utilizando um sensor pélvico que rastreia os movimentos de pressão. O sensor Bloom, ligado à aplicação, permite que as pacientes realizem exercícios terapêuticos a partir do conforto e privacidade das suas casas enquanto recebem feedback em tempo real.

"Sofri muitos anos com dor pélvica e é agora uma honra liderar esta solução que vai ajudar milhares de mulheres em todo o mundo. Tal como eu, muitas mulheres simplesmente não sabem que existem soluções que podem ajudar a viver sem dor ou desconforto. Estamos aqui para apoiar a população feminina com soluções eficazes e não invasivas para melhorar a sua qualidade de vida”, salienta Marta Cardeano, Diretora Geral da Bloom. "A tecnologia Bloom está a fornecer uma nova forma de as mulheres lidarem com as suas patologias pélvicas na privacidade e conveniência das suas casas.”

A experiência Bloom

A Bloom combina tecnologia inovadora com a experiência humana de um Especialista em Saúde Pélvica para oferecer a solução de saúde pélvica mais clínica e abrangente do mercado.

Quando uma paciente inicia a sua experiência com a Bloom, será acompanhada por um Especialista em Saúde Pélvica que a irá orientar através de um programa de exercícios personalizado baseado nas suas necessidades.

A paciente iniciará o programa com um sensor pélvico que rastreia e mede a pressão, resistência e precisão da cavidade pélvica.

O sensor Bloom conecta-se à aplicação, permitindo que as pacientes recebam feedback em tempo real durante a realização dos seus exercícios.

A aplicação Bloom tem recursos educativos de nível clínico e terapia cognitiva comportamental para apoiar cada paciente e ajudá-las a navegar nas suas condições. 

 Após cada sessão, os resultados são automaticamente disponibilizados no Portal Bloom, onde o Especialista em Saúde Pélvica pode analisá-los e fazer as alterações necessárias para garantir que as pacientes estão sempre a progredir durante o seu percurso individual.

Quer as pacientes sofram de dor pélvica, distúrbios intestinais/bexiga e de saúde sexual, ou que estejam numa situação de gravidez, pós-parto ou menopausa, a Bloom pode fornecer-lhes as respostas e os cuidados de que necessitam.

Empreendedorismo Feminino
A Comissão Europeia anunciou os primeiros resultados do novo programa-piloto do Horizonte Europa Women TechEU, que promove o...

A Women TechEU é uma iniciativa da Comissão Europeia que atribui subvenções, no valor de 75 mil euros a cada projeto, para apoiar os primeiros passos no processo de inovação e o crescimento da empresa. Oferece também orientação e coaching ao abrigo do Programa Women Leadership, promovido pelo European Innovation Council (EIC), assim como oportunidades de networking a nível da União Europeia (UE).

As candidaturas foram avaliadas por peritos independentes, com a Comissão a apoiar 50 empresas lideradas por mulheres oriundas de 15 países diferentes, sendo que 40 estão sediadas nos Estados-Membros da UE. As empresas eleitas para financiamento desenvolvem inovações disruptivas em vários setores, desde o diagnóstico precoce e do tratamento do cancro à redução do impacto negativo das emissões de metano. Trabalham ainda em prol da realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), combatendo as alterações climáticas, reduzindo os desperdícios alimentares, alargando o acesso à educação e promovendo a capacitação das mulheres.

Portugal submeteu 11 candidaturas a este programa, das quais duas foram aprovadas, ambas na área da saúde: a Metatissue – Biosolutions – Design e produção de plataformas tridimensionais para a cultura de células, engenharia de tecidos e modelos de doenças para diagnóstico in vitro utilizando materiais de origem humana que fornecem microambientes realistas para as células. Empresa liderada pela Universidade de Aveiro Incubator (UA Incubator)

E a Something in Hands-Investigação Científica, Lda, (R-nuucell) - Desenvolve novos medicamentos para a terapia dirigida de cancros metastáticos. Estão em curso estudos pré-clínicos com vista à obtenção final da prova de conceito para o cancro da mama triplo negativo. Um Spin-off da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Os projetos deverão ter início na primavera deste ano com uma duração de 6 a 12 meses. As empreendedoras irão participar no Programa de Liderança Feminina do Conselho Europeu de Inovação beneficiando de atividades de coaching e mentoria .

Na sequência da forte participação a este primeiro convite à apresentação de propostas, com um elevado número de candidaturas, a Comissão Europeia irá renovar o Women TechEU em 2022, lançando novo convite ainda este ano. O orçamento será aumentado para 10 milhões de euros, que financiarão cerca de 130 empresas.

“Este novo programa Women TechEU presta apoio a start-ups que sejam lideradas por mulheres, com o objetivo de potenciar a sua participação em projetos deep-tech. Haver duas empresas portuguesas lideradas por mulheres entre os 50 projetos aprovados pela Comissão Europeia é um motivo de orgulho e que vem impulsionar o empreendedorismo feminino nacional. Que possam servir de exemplo e inspiração a muitos outros”, afirma Joana Mendonça, presidente da Agência Nacional de Inovação.

“É um orgulho fazer parte primeiro lote de empresas selecionadas para o Women TechEU. Este programa vai permitir-nos ter acesso a financiamento, mentoria e coaching essenciais para alavancar a nossa tecnologia e validar o modelo de negócio. A presença de mulheres em empreendedorismo deep-tech ainda é muito reduzida, obviamente que este tipo de reconhecimento faz todo o sentido de forma a capacitar empresas emergentes lideradas por mulheres. A ANI tem sido um apoio fundamental não só na preparação do Women Tech EU, mas também de outras candidaturas a projetos nacionais e europeus.” Catarina Custódio, cofundadora Metatissue – Biosolutions.

“Este financiamento foi muito importante pois vai permitir-nos continuar os estudos in vivo, em animais. Trata-se de experiências muito dispendiosas, cujo objetivo é a consolidação da prova de conceito, isto é, a prova de que o nosso medicamento é eficiente contra as metástases do cancro da mama triplo negativo. Temos tido muito apoio da ANI no último ano, no sentido de melhorar o nosso lado empresarial e manter-nos informadas sobre oportunidades de concursos para financiamento”. Helena Garcia e Andreia Valente, cofundadoras Something in Hands-Investigação Científica, Lda, (R-nuucell).

APLO
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) apela a que seja garantido um acesso equitativo de cuidados de...

Uma má visão e condicionada reduz de forma significativa o tempo de reação durante a condução.

 “Uma visão saudável deve ser assegurada, pois a visão traduz-se no sentido mais importante na tomada de decisões na estrada, nas ciclovias e nos passeios”, adverte Raúl de Sousa, Presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), e co-autor do estudo recentemente publicado no Archives of Public Health do British Medical Council “The burden of injury in Central, Eastern, and Western European sub-region: a systematic analysis from the Global Burden of Disease 2019 Study”. [A carga de lesões na sub-região da Europa Central, Oriental e Ocidental: uma análise sistemática do Estudo Carga Global da Doença 2019].

 O estudo levado a cabo permitiu concluir que “as lesões continuam a ser uma grande preocupação para a saúde pública na região europeia”.

 Dados apresentados pelo estudo Global Burden of Disease (GBD) mostraram “grande variação nas taxas de mortalidade por lesão e anos de vida ajustados por incapacidade (DALY) em toda a Europa, indicando lacunas na desigualdade de lesões entre sub-regiões e países”.

 “O número de acidentes de automóvel pode ser reduzido se a visão dos automobilistas não apresentar problemas ou limitações. No mesmo sentido, as quedas nos mais idosos representam perda de autonomia, maior probabilidade de desenvolvimento de comorbilidades e peso para a família e cuidadores”, destaca ainda Raúl de Sousa.

 Portugal é o segundo país do mundo com média de idade mais elevada e por isso, considera o Presidente da APLO, “deve preparar-se para os desafios do envelhecimento e o consequente aumento das condições e doenças características desta faixa etária, como é o caso dos problemas de visão e oculares. Melhorar a saúde da visão no contexto de uma população envelhecida deve ser uma prioridade das principais entidades de saúde e decisores políticos”.

 Segundo a Organização Mundial de Saúde, todos os anos 1,25 milhões de pessoas morrem em consequência de acidentes de viação e 50 milhões ficam gravemente feridas

 Por boa saúde da visão deve entender-se "o estado em que a visão, a saúde e a capacidade funcional da visão são maximizadas, contribuindo assim para a saúde e o bem-estar em geral, inclusão social e qualidade de vida", refere “The Lancet Comissão Global sobre Saúde da Visão: visão para além de 2020”.

Dia Internacional da Mulher assinala-se a 8 de março
Todos os anos, mais mulheres são vítimas de doenças cardiovasculares, em Portugal.

Além disso, também os fatores de risco como hipertensão, dislipidemia, diabetes, menopausa, excesso de peso e sedentarismo contribuem para o aumento do risco de desenvolver a doença. É por isso necessário sensibilizar as mulheres para o enfarte agudo do miocárdio, como preveni-lo e como reconhecer os sintomas.

Os sintomas mais comuns de enfarte são a dor no peito, por vezes com irradiação para o braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Na presença destes sintomas é importante ligar imediatamente para o número de emergência médica – 112 e esperar pela ambulância. A pessoa não deve evitar tentar chegar a um hospital pelos seus próprios meios.

Apesar das diferenças nos fatores de risco, entre homens e mulheres, a prevenção deve ser a mesma: praticar exercício físico, não fumar, ter uma alimentação saudável e consultar um médico regularmente.

O enfarte agudo do miocárdio ocorre quando uma das artérias do coração fica obstruída, o que faz com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes.

A ação “O enfarte também é feminino” está inserida na Campanha “Cada Segundo Conta”, promovida pela APIC, que tem como objetivos promover o conhecimento e a compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular, uma entidade sem fins lucrativos, tem por finalidade o estudo, investigação e promoção de atividades científicas no âmbito dos aspetos médicos, cirúrgicos, tecnológicos e organizacionais da Intervenção Cardiovascular.

Para mais informações sobre esta campanha consulte www.cadasegundoconta.pt

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Envio de roupas e outros bens essenciais para cidadãos ucranianos
O Atlas da Saúde Solidário lança campanha de Apoio à Ucrânia e lança o repto às empresas em Portugal para se juntarem à...

"Os últimos acontecimentos que têm assolado a Europa Central, mais propriamente na Ucrânia, não deixam ninguém indiferente. Quando já ninguém previa, o Continente Europeu está de novo em guerra. Esta guerra como qualquer outra, revela a sua crueldade para com milhões de civis, crianças, mulheres, homens, famílias inteiras que são despojados de todos os seus bens, em que muitas vezes para fugir, não há tempo para trazer qualquer pertence consigo. O Atlas da Saúde Solidário® pretende desempenhar o seu papel de divulgação e ajuda, levando bens a quem deles mais necessita", explica em comunicado Bruno Guedes da Silva, Diretor do Atlas Saúde. 

A campanha, dirigida a empresas que pretendam colaborar com o Atlas da Saúde Solidário®, pretende recolher os seguintes bens: 

Roupa

  • Roupa e calçado para bebé,
  • Roupas interiores, meias, cachecóis,
  • Calças, camisas, camisolas, casacos,
  • Calçado,
  • Toalhas,
  • Lençóis

 Produtos de primeira necessidade

  • Toalhitas para bebé,
  • Fraldas,
  • Sabão,
  • Champô,
  • Desinfetante,
  • Antissépticos e desinfetantes de feridas (por exemplo Iodopovidona)
  • Água oxigenada,
  • Compressas,
  • Pensos higiénicos,
  • Pasta de dentes,
  • Escovas de dentes.

Medicamentos e outros

  • Insulina,
  • Ácido acetilsalicílico, ácido acetilsalicílico associações,
  • Paracetamol, paracetamol associações,
  • Ibuprofeno,
  • Diclofenac,
  • Naproxeno,
  • Nimesulida,
  • Multivitaminicos,
  • Suplementos alimentares,
  • Anti-diarreicos,
  • Anti-histaminicos/Anti-alérgicos.

Produtos alimentares

  • Águas engarrafadas,
  • Leite em pó para bebé e infantil,
  • Papas,
  • Farinhas lácteas,
  • Cereais,
  • Leite em pó,
  • Enlatados diversos

"Se é uma empresa operadora logística ou de transporte, poderá prestar a sua contribuição na recolha, armazenamento e expedição dos bens", adianta Bruno Guedes da Silva, explicando que se pretende "que o armazenamento e expedição sejam realizadas da forma mais centralizada possível, para que de uma maneira que transtorne o menos possível o trabalho e atividade diária, consigamos levar esta ajuda a quem mais dela necessita". 

Como contrapartidas pela ajuda nos mais diversos quadrantes, "estamos preparados para oferecer espaço publicitário no www.atlasdasaude.pt bem como na divulgação de conteúdos das marcas/empresas envolvidas", salienta.  

Para colaborar com esta iniativa pode entrar em contato através do email [email protected] ou do número 913041643.

10 e 12 de março
A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) vai participar no 18.º Congresso Português de Diabetes com sete...

O 18.º Congresso Português de Diabetes decorre de forma presencial de 10 a 12 de março, no Centro de Congressos do Algarve, em Vilamoura. Organizado pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia, conta com a participação da APDP em 6 simpósios e uma conferência dedicados à educação e investigação clínica na área da diabetologia.

Pé Diabético, neuropatia diabética dolorosa, diabetes tipo 1, monitorização contínua da glicose, “Valor em Saúde”, “Educação em grupo à distância”, “Baixa Visão e Diabetes - (Re)educar para reabilitar” e “Insulinoterapia: 100 Anos de Histórias até à Geração Mais Nova” são os temas a abordar por vários médicos e enfermeiros da APDP.

“A diversidade de temas que a APDP vai abordar nos simpósios e conferências pelos quais é responsável neste 18.º Congresso Português de Diabetes, demonstram a qualidade técnica, científica e clínica dos profissionais de saúde que desenvolvem a sua atividade na associação. Assim, hoje assumimo-nos como mais do que uma associação de doentes. Somos uma associação especializada no tratamento e gestão da diabetes, com muita vontade de partilhar com todos aqueles que trabalham nesta área, as melhores páticas que estamos a conseguir implementar”, explica José Manuel Boavida, presidente da APDP.

 

Em causa a falta de condições mínimas que induzem riscos graves para a segurança dos utentes, profissionais e para a qualidade dos cuidados
Perto de uma centena de enfermeiros entregou a Declaração de Exclusão de Responsabilidade nos hospitais Garcia de Orta (Almada)...

A estrutura sindical regista um total de 65 enfermeiros do Serviço de Urgência Geral no Hospital Garcia de Orta e 27 enfermeiros na Urgência de Pediatria da Unidade de Faro do Centro Hospitalar Universitário do Algarve. “É o acumular de várias situações, que se repetem um pouco por todos os hospitais do Serviço Nacional de Saúde”, refere Pedro Costa. No caso da unidade de Almada, as queixas reportam a uma “enorme pressão adicional sobre os recursos técnicos e humanos disponíveis, particularmente no que respeita aos enfermeiros, na medida em que a dotação adequada é fundamental para salvaguardar o exercício profissional em segurança, o que manifestamente não se verifica”. “Os enfermeiros do Serviço de Urgência Geral imputam responsabilidades à gestão da instituição e entendem que, por si só, esta pressão coloca em risco a prática adequada da profissão”.

Pedro Costa recorda que a 15 de dezembro de 2021, um total de 76 enfermeiros do serviço de Urgência Geral do Hospital Garcia de Orta efetuou um pedido de transferência coletiva, “numa clara intervenção impactante de alerta para uma problemática real, alegando exaustão pelos ratios desadequados, pela desmotivação inerente e clima de insegurança permanente”. A sobrevivência do serviço, à semelhança do que acontece em muitas outras unidades do SNS, “só é possível graças às mais de 1600 horas extraordinárias mensais, perpetuadas há largos anos”, acrescenta.

Em Faro, adianta este dirigente, a situação é similar. “As queixas que nos foram comunicadas por um conjunto de enfermeiros da Urgência de Pediatria do Hospital de Faro reporta uma enorme pressão sobre os recursos técnicos e humanos disponíveis, devido à existência de dois circuitos de atendimento do utente pediátrico (respiratório e não respiratório), bem como um quadro de recursos humanos manifestamente inferior às necessidades, face à criação destes dois circuitos”, sublinha.

Pedro Costa diz que ao Sindicato dos Enfermeiros foram ainda comunicadas queixas referentes a uma constante diminuição do número de enfermeiros escalados, alocados no acompanhamento dos utentes que necessitam de internamento na Unidade de Portimão do Centro Hospitalar; a manutenção de funcionamento da Urgência de Pediatria sem a presença de um Pediatra, bem como a manutenção de funcionamento da Urgência de Pediatria com recurso exclusivo a profissionais médicos exteriores ao Departamento, sem conhecimento dos protocolos da instituição, das aplicações informáticas ou dos circuitos do utente. Recordando que, na prática, “estes enfermeiros têm de continuar a exercer a sua profissão, dando o melhor de si para prestar os melhores cuidados possíveis aos doentes face às condições existentes”, Pedro Costa frisa que “a entrega da Declaração de Exclusão de Responsabilidades é, sobretudo, um grito de alerta para a falta de condições existentes nestas duas unidades hospitalares”.

O presidente reitera a necessidade de “serem criadas condições para que as administrações hospitalares possam contratar os recursos de que necessitam sem terem de estar constantemente dependentes da aprovação do Ministério da Saúde”. “Não podemos estar dependentes de contratações pontuais ou para suprir necessidades de curtos espaços de tempo, pois isso não gera rotinas nem contribui para melhorar os níveis de desempenho e diminuir os riscos de erro”, diz Pedro Costa.

“Fórum Reino Unido - Portugal sobre Envelhecimento Saudável”
A GSK é uma das entidades a marcar presença na terceira edição do “Fórum Reino Unido - Portugal sobre Envelhecimento Saudável”,...

A conferência vai lugar no dia 15 de março, entre as 9h00 e as 13h00, na Sala das Extrações da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, no Largo Trindade Coelho. É possível a qualquer pessoa assistir presencialmente ou, se preferir, virtualmente (inscrições em: 3º Fórum sobre Envelhecimento Saudável Reino Unido - Portugal).

A GSK vai estar representada por Eduardo de Gomensoro, Diretor Médico de Vacinas, Espanha e Israel, numa mesa redonda dedicada ao tema “Como garantir a qualidade de vida de uma população envelhecida?”. Na mesa redonda participam, também, Alexandre Kalache, Presidente do Centro Internacional de Longevidade do Brasil, e David Sinclair, Diretor do Centro Internacional de Longevidade do Reino Unido. Adalberto Campos Fernandes, Professor da Escola Nacional de Saúde Pública e Ex-Ministro da Saúde, encerra a conferência como Keynote Speaker.

“Os países desenvolvidos têm, graças ao desenvolvimento da ciência, inovação e cuidados de saúde, uma esperança de vida cada vez mais longa e Portugal é um bom exemplo disso. Apesar disso, o aumento da esperança de vida acarreta também desafios, como o risco acrescido de problemas neurodegenerativos, doenças crónicas e infecções oportunistas relacionadas com o enfraquecimento do sistema imunitário, um processo conhecido como Imunossenescência. Importa, assim, debater o que pode ser feito para aumentar a qualidade de vida da população adulta, uma questão em que deve ser vacinação um elemento central”, considera Eduardo de Gomensoro, Diretor Médico de Vacinas da GSK Portugal, Espanha e Israel.

No relatório anual “Health at a Glance 2021”1, a OCDE apresenta uma estimativa sobre a representatividade da população mais velha em 2050, a partir de valores reais de 2019, e conclui que Portugal passa de 21,8% de pessoas com 65 e mais anos para 33,7%, enquanto os restantes países da OCDE passam de um valor médio de 17,3% para 26,7%. Portugal é, ainda, o quarto país mais envelhecido da OCDE, situação confirmada pela projeção para 2050 das pessoas com 80 e mais anos (12,8% em Portugal, 9,8% na média da OCDE).

A esperança de vida de um português com 65 e mais anos é hoje de 20,4 anos, um pouco acima da média da OCDE (19,9 anos). No entanto, os anos de vida saudáveis de um português são de apenas 30% para as mulheres após os 65 anos (esperança de vida de 22,3 anos) e 43% para os homens (esperança de vida de 18,5 anos). Ou seja, os portugueses têm uma longevidade acima da média, mas bem mais de metade desses anos, após os 65, são com baixa qualidade de vida. No contexto da OCDE, só a Letónia apresenta valores mais altos de anos de vida com pouca saúde

Nutrição
A tensão pré-menstrual, mais conhecida como TPM, é um período do ciclo menstrual que acomete pratica

As manifestações mais comuns são irritabilidade, inchaço e sensibilidade em algumas regiões do corpo, oscilações de humor, e uma maior vontade de consumir doces e alimentos mais gordurosos. Durante esse período, é normal que as mulheres façam de tudo para aliviar os sintomas. Receitas passadas de geração em geração, analgésicos e bolsas de água quente são recorrentes nos ciclos femininos. 

Ainda que não exista uma cura para a TPM, e todas as tentativas de aliviar seus sintomas sejam válidas, existem diversos alimentos que, incorporados no quotidiano da mulher, podem amenizar os efeitos desse período. "A hormona responsável pelo humor (serotonina) sofre um declínio durante o perídio de tensão pré-menstrual. A serotonina altera o humor, as mulheres ficam mais irritadas, além de diminuir a disposição. A alimentação pode auxiliar e muito", afirma a nutricionista Monik Cabral.  

De acordo com a profissional, aumentar a ingestão de alimentos ricos em triptofano, como a banana, frango, abacate, ovos, sementes e oleaginosas pode auxiliar muito nesse processo. Para as amantes de doces, o chocolate amargo é um grande aliado, já que ele auxilia na produção de serotonina, trazendo uma sensação de prazer e conforto. Além disso, suplementos como o óleo de prímula, o ómega 3, magnésio, curcuma, spirulina e vitamina D também ajudam na redução dos sintomas. 

"O ómega 3 e 6 possuem ação anti-inflamatória, e também vão agir na redução da acumulação dos líquidos no corpo, reduzindo o inchaço que tanto incomoda naqueles dias. Na menopausa, poderá trazer alívio ao stresse psicológico e à depressão causada por essa fase. Já o óleo de prímula é rico em vitamina B6, que irá agir no equilíbrio hormonal, atuando como antidepressivo natural leve e moderado, favorecendo no controlo da irritabilidade e da insónia ", explica Monik.

A nutricionista também indica o consumo de chás calmantes, como o de Melissa, Camomila, Passiflora e Erva-cidreira, e ressalta a importância da redução de café, sal e gorduras neste período. Ela também recomenda o aumento do consumo de fibras, como psyllium, farelo de aveia e chia, que ajudam a controlar a compulsão alimentar, algo experienciado por algumas mulheres.

"Beba bastante água e comece a consumir estes alimentos pelo menos cinco dias antes do período menstrual, e mantenha pelo menos 5 dias depois", indica a profissional, que reforça que uma alimentação balanceada durante todo o mês faz muita diferença.  

Fonte: 
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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Programa abem:
O Programa abem: é um projeto inovador, dinamizado pela Associação Dignitude, que apoia as pessoas mais carenciadas no acesso...

A expansão do abem: para novas regiões do País deveu-se, em parte, ao financiamento da Portugal Inovação Social, através de fundos da União Europeia. Desde abril de 2018 até junho de 2021, o Programa abem: contou com o financiamento do Programa Operacional Inclusão Social e Emprego (POISE), do Fundo Social Europeu, e de investidores sociais (Alliance Healthcare, SA; Associação Mutualista Montepio; Associação Nacional das Farmácias; Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica; Cáritas Portuguesa; Fundação Ageas e Monaf – Montepio Nacional da Farmácia) no total de 763.118,33€.

Este financiamento, localizado nas zonas Norte, Centro e Alentejo, representou um enorme crescimento em termos do número de pessoas apoiadas que, assim, passaram a poder aceder com a dignidade e a regularidade necessária aos medicamentos essenciais à vida. O incremento de beneficiários abem:, por região, foram os abaixo indicados:

De acordo com o balanço agora realizados, desde abril de 2018, foram integrados na zona Norte mais 6.160 beneficiários. A zona Centro conta com mais de 4.823 beneficiários e a zona do Alentejo mais de 2.874

«É com entusiasmo e gratidão que divulgamos estes resultados que ultrapassaram as nossas expetativas», diz Maria de Belém Roseira, associada fundadora da Dignitude. «É fundamental que projetos desta natureza possam contar com o apoio de uma entidade como a Portugal Inovação Social e de empresas como os investidores sociais, que acreditam que é possível criar um mundo menos desigual. O abem: continuará a desenvolver a sua atividade e a chegar a novas regiões do país, apoiando cada vez mais pessoas de forma sustentável, justa e equitativa», acrescenta.

Filipe Almeida, Presidente da Iniciativa Portugal Inovação Social, destaca «O Programa abem: é um belíssimo exemplo de inovação social porque veio dar resposta a um problema social para o qual ainda não existia uma solução consistente, justa e eficaz. E é demonstração de que a justiça distributiva não está só na mão do Estado, está igualmente na poderosíssima mão provocadora da sociedade civil organizada que, neste caso, encontrou uma solução na interseção da Saúde com a proteção e a inclusão Social, um lugar frequentemente esquecido, mas de paragem obrigatória, onde se podem salvar muitas vidas. Além do impacto direto na vida dos beneficiários deste Programa, o abem: também alerta consciências, promove a cidadania participativa, reforça laços intracomunitários e desperta a humanidade que em cada um de nós pode ser a salvação de todos. Um exemplo de inovação e uma inspiração de humanidade.»

As entidades parceiras locais (Autarquias, Cáritas, Misericórdias e IPSS) são responsáveis pela referenciação das famílias em situação de carência socioeconómica. Cada beneficiário referenciado recebe um cartão abem: e pode deslocar-se a qualquer farmácia abem: do país e aceder, sem qualquer custo e total descrição, aos medicamentos sujeitos a receita médica e comparticipados pelo Estado Português. Atualmente, o abem: já está presente em todos os distritos e regiões autónomas. Até agora já foram transformadas as vidas de mais de 26.000 pessoas em Portugal.

 

Opinião
Simultaneamente alerta e repto, o tema deste Dia Internacional da Mulher - «Igualdade de género hoj

Se, numa primeira leitura, o que mais se destaca é o motivo principal da celebração do dia – a defesa dos direitos das mulheres – a reflexão sobre o mesmo conduz-nos a um horizonte mais amplo: a viabilização de um futuro para as novas gerações.

A sustentabilidade só acontecerá mediante a ultrapassagem do antropocentrismo em que estamos mergulhados. Pelas características que lhe são inerentes, a Mulher está especialmente posicionada para esta transformação. O abandono desinteressado do que é autorreferencial não lhe é estranho, acontece iterativamente no seu quotidiano.

Dividindo o par, felizmente em muitas nações, as tarefas domésticas, não é desajustado dizer que a Mulher continua a desempenhar o papel de curadora da casa, vigilante do bem-estar de todos. Por extensão, o cuidado e a estima pela “Casa Comum” granjeiam o seu interesse e empenho, no desejo de um planeta habitável para todos os seres vivos.

Um novo estilo de vida não se impõe por decreto, não acontece espontaneamente, alicerça-se na mimetização de pequenos gestos e de sábias escolhas. A ação pedagógica da Mulher, enquanto cidadã, profissional, mãe e decisora, é fundamental para uma revolução cultural que nos coloque na senda do sustentável. Quando abandona a lógica do descartável (não só em relação aos objetos), quando opta por um consumo racional, quando ensina o respeito pelos espaços e bens comuns, quando contribui para a preservação do ambiente, está a ser protagonista dessa mudança.

Por outro lado, instalada entre nós uma atmosfera de perplexidade e desalento, urgem redutos de confiança e de tenacidade. Também neste plano, a Mulher demonstra capacidade de reposicionar valores, fundear a esperança e imprimir um novo rumo ao curso dos dias. Sabe o que são longas esperas, conhece bem a função de incentivar, corrigir com firmeza e afeto.

Se no perímetro estritamente familiar esta ação geralmente não encontra entrave, outro tanto não acontece, ainda, no âmbito profissional ou na esfera social e política, onde a Mulher é preterida para postos de decisão ou áreas de intervenção de grande impacto. Fica, assim, excluída a oportunidade de imprimir o seu cunho de eficiente atenção a todos, de pugnar pela reabilitação dos recursos e por uma cultura do belo. Não tem possibilidade de intervir nas decisões que, em detrimento dos lucros financeiros – de uma minoria -, libertem o planeta e seus habitantes de tudo o que o sufoca e suja.

Acresce também salientar que nas regiões especialmente carenciadas e atingidas pelas consequências das alterações climáticas são as mulheres as “mais vulneráveis a esses impactos e constituem a maioria dos pobres do mundo; são mais dependentes dos recursos naturais” (in https://www.onumulheres.org.br/).

Por isso, é preciso lembrar que permanece necessário ampliar e intensificar as iniciativas de sustentabilidade já implementadas por mulheres, como a que acontece no Malawi, com plantação de feijão tolerante à seca.

É urgente não ceder à preguiça da perpetuação de um status quo em que apenas o que é próprio interessa ou se fica pela descomprometida defesa (virtual) da Terra.

Na medida em que atuarmos e formarmos no sentido da responsabilização, no horizonte de um dia-a-dia mais simples e numa visão de interesse global, estaremos a garantir que não se torne impossível a sobrevivência planetária.

Dia Internacional da Mulher será então muito mais do que apenas uma data…

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
11 de março no Mercado Natura, em Sintra
Os Workshops Físicos da Mamãs e Bebés estão de volta este mês, com todos os cuidados e segurança para ajudar os pais a...

É bastante normal que surjam questões e preocupações nos meses após o nascimento do bebé, principalmente sobre os cuidados necessários que os recém-nascidos precisam. Este Workshop servirá para dar resposta aos pais que tanto se questionam sobre os cuidados com a pele do bebé, a temperatura ideal da água durante o banho, as mudas de fraldas e a limpeza do nariz e dos ouvidos. Aqui, a enfermeira Marilyn Lopes, vai ajudar os futuros pais a responder às típicas perguntas de “Que cuidados devo ter nos primeiros meses de vida do meu bebé?”

Logo após esta sessão, decorrerá uma outra, onde vai ser abordada a importância de guardar as células estaminais do bebé. Um especialista da equipa de profissionais da BebéCord explicará e esclarecerá todas as dúvidas inerentes ao tema: o que são as células estaminais? Qual a diferença entre o sangue e o tecido do cordão umbilical? Quais as aplicações e potencial terapêutico?

No final, para juntar ao Workshop haverá ainda uma oferta de Kits de Amostras a todas as participantes, com produtos essenciais para a gravidez.

Para participar no Workshop, a inscrição é feita através do link: https://cutt.ly/ws-11-03-I

 

 

Inscrições gratuitas
A 1ª Corrida pela Diabetes, promovida pela Sociedade Portuguesa de Diabetologia e o Abbott, em parceria com a Diabetes Team...

Os bens de primeira necessidade em falta são compressas, álcool, soro fisiológico, Betadine, ligaduras elásticas, luvas, desinfetantes de superfícies, calçado, toalhitas, fraldas e brinquedos para as crianças. Os participantes da corrida e a população em geral que se queira juntar poderão fazer a doação de bens no dia 12 de março, entre as 08 e as 11 horas em frente ao Centro de Congressos do Hotel Tivoli Marina.

A partida é dada no Centro de Congressos do Hotel Tivoli Marina Vilamoura, às 08h30, e segue a zona pedonal da Marina de Vilamoura, atravessa a primeira ponte em direção à praia Rocha Baixinha Nascente, seguindo mais uns metros e atravessa a segunda ponte pedonal em direção à Avenida Cerca da Vila, segue-se a Av. Tivoli em direção ao Hotel Tivoli Marina Vilamoura. Pode ver aqui o circuito completo da corrida.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas aqui até ao próximo dia 10 de março. A todos os participantes será entregue o kit de participante que inclui uma t-shirt, o dorsal e o chip de controlo de tempo que será entregue no stand da 1ª Corrida pela Diabetes situado à entrada do Centro de Congressos do Algarve, durante o dia 11 março até às 19 horas.

 

Doença renal crónica
testemunhos de vida de doentes renais. Esta iniciativa surge a propósito do Dia Mundial do Rim que se assinala a 10 de março....

“Com esta iniciativa pretendemos criar valor para o doente e para a sociedade, demonstrando que a pessoa com doença renal crónica é um exemplo de força, coragem e resiliência”, explica Jaime Tavares, presidente da ANADIAL.

E acrescenta: “A ANADIAL está empenhada em aumentar a visibilidade pública da doença renal e em consciencializar a população para a sua importância. No âmbito dos nossos esforços de mobilização ao nível da prevenção estamos também a promover a campanha “A vitória contra a doença renal começa na prevenção”, que conta com o apoio das sociedades científicas e associações de doentes desta área”.

A primeira edição do livro de histórias de vida estará disponível no website da ANADIAL, em www.anadial.pt e será igualmente distribuída junto das principais Associações de Doentes.

A doença renal crónica caracteriza-se pela deterioração lenta e irreversível da função dos rins. Como consequência da perda desta função, existe retenção no sangue de substâncias que normalmente seriam excretadas pelo rim, resultando na acumulação de produtos metabólicos tóxicos no sangue (azotemia ou uremia). Os doentes com diabetes, hipertensão arterial, obesidade e historial familiar de doença renal podem estar em risco de desenvolver esta doença.

 

 

"Medida de emergência"
A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e a...

Isto é aconselhado num apelo publicado na segunda-feira para que os países "tomem medidas" para reduzir o risco de transmissão de SARS-CoV-2 entre humanos e animais selvagens, bem como reduzir o risco de aparecimento de variantes, avança hoje o jornal El Mundo.

"À medida que entramos no terceiro ano da pandemia, o SARS-CoV-2, o vírus que causa a Covid-19, está a espalhar-se entre pessoas a um nível intenso em todo o mundo. Há muitos fatores que estão a impulsionar a transmissão. Uma delas é o aparecimento de variantes altamente transmissíveis que são motivo de preocupação, a última das quais a ómicron. O vírus continua a evoluir e o risco de aparecimento de variantes no futuro é elevado", alertam estas agências das Nações Unidas.

Embora a pandemia Covid-19 seja impulsionada pela transmissão humana, o vírus também é conhecido por infetar espécies animais. De acordo com os estudos científicos mais recentes, a vida selvagem não desempenha um papel importante na propagação da SARS-CoV-2 em humanos, mas a propagação nas populações animais "pode afetar a saúde destas populações e pode facilitar o surgimento de novas variantes do vírus", alertam.

Para além dos animais domésticos, até agora foram observados animais selvagens na natureza, em cativeiro ou em exploração, tais como grandes gatos, martas, furões, veados de cauda branca norte-americana e grandes macacos, infetados pela SARS-CoV-2. Até à data, foram demonstrados que as martas agrícolas e hamsters infetam os seres humanos com o vírus SARS-CoV-2 e está atualmente a ser estudado um possível caso de transmissão entre um veado de cauda branca e um humano.

Raquitismo hipofosfatémico
O Raquitismo hipofosfatémico corresponde a um distúrbio genético hereditário, de transmissão dominan

Luísa Moura tinha dois anos quando foi diagnosticada com Raquitismo Hipofosfatémico. Na altura apresentava já os membros inferiores arqueados, uma característica que partilhava com o pai, a tia e avós paternos.

“A minha avó apresentava estatura baixa e os membros inferiores bastante arqueados e o meu avô, embora não sabendo muito sobre a sua condição, sei que foi operado aos 18 anos”, conta Luísa adiantando que este “apresenta membros inferiores deformados” e queixa-se bastante de dores nos joelhos e virilhas.

“Quando a minha avó engravidou do meu pai, ficou alerta”, comenta acrescentando que quando o progenitor iniciou a marcha já tinha as pernas bastantes arqueadas. Após a segunda gravidez, o problema volta a surgir na tia de Luísa. “O meu pai e a minha tia foram seguidos no Hospital Rodrigues Semide, no Porto”, comenta.

“Quando eu nasci, a minha mãe sabendo da doença do meu pai falou com a médica de família que desvalorizou o assunto”, conta recordando que foi a tia paterna que conseguiu que Luísa fosse vista por um médico no Hospital onde havida sido acompanhada. “De seguida fui encaminhada para o Hospital Maria Pia”, onde foi confirmado o diagnóstico de XLH.

Graças ao acompanhamento médico, Luísa apresenta uma estatura próxima do normal – 1,56 cm -, os ossos “quase nada arqueados”, sem dor.

Luísa é mãe de duas crianças: uma menina de 10 anos saudável que havendo sido referenciada para consulta especializada não apresenta diagnóstico do XLH, e um menino de três anos observado pela primeira vez no Hospital Pediátrico de Coimbra para rastreio familiar, tendo realizado estudo genético positivo para variante no gene PHEX.

“Inicialmente o Santiago não apresentava nenhuns sinais de raquitismo”, explica a mãe. Iniciou a marcha com apoio pelos 9 meses e sem apoio aos 13 meses. Não obstante, “começou a apresentar os ossos das pernas arqueados, principalmente na perna esquerda e a cair com alguma frequência”.

Atualmente, apresenta uma evolução muito boa, com correção das deformidades dos membros inferiores e normalização da marcha.

Segundo a mãe, Luísa Moura, por agora “os principais desafios associados a esta doença são que o Santiago consiga ter uma vida normal, fazer desporto, cresça saudável, que os ossos se mantenham fortes, direitos, que ele atinja uma estatura normal e que esta doença não o impeça de ser feliz e realizado”.

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Candidaturas de 7 de março a 31 de maio de 2022
A Associação Portuguesa Contra a Leucemia (APCL) e a Sociedade Portuguesa de Hematologia (SPH), com o apoio da Amgen...

Os projetos de investigação devem ser realizados por investigadores com exercício em instituições portuguesas e é encorajada a colaboração e parceria entre várias instituições, bem com a interdisciplinaridade, e devem ser formalizadas para o e-mail [email protected], até às 24 horas de 31 de maio de 2022.

Todos os projetos submetidos serão avaliados por um júri idóneo, composto por peritos de reconhecido mérito em investigação científica e experiência profissional e/ou académica em hemato-oncologia em Portugal e/ou internacional, nomeado pela APCL e SPH. O regulamento da bolsa de investigação em Mieloma Múltiplo pode ser consultado nos sítios dos parceiros.

«Partimos para mais uma edição da Bolsa de investigação em Mieloma Múltiplo com a certeza de que vamos ter projetos que podem melhorar a qualidade de vida e a sobrevivência dos doentes com mieloma múltiplo não só em Portugal, como em todo o mundo. Estamos muito satisfeitos por voltar a fazer parte desta iniciativa, que já é um marco na nossa associação, que assinala este ano o seu 20ª aniversário», afirma Manuel Abecasis, presidente da APCL.

«O facto de estarmos há seis anos consecutivos a promover uma bolsa de investigação na área da hematologia é revelador da importância e do sucesso desta iniciativa, em que ano após ano somos surpreendidos pelo rigor e excelência dos trabalhos apresentados, tanto nas edições de Mieloma Múltiplo, como para as duas edições em Leucemia Linfocítica Aguda. Portanto, as expetativas para este ano estão altíssimas», conclui João Raposo, presidente da SPH.

«Orgulhamo-nos pelo desenvolvimento da 4ª Edição desta Bolsa em parceria com a APCL e com a SPH, iniciativa que promovemos desde 2017. Não só estamos a contribuir para incentivar a produção de I&D nacional, como é mais um passo na nossa missão de apoiar projetos de investigação que contribuam para a melhoria da prática clínica atual e futura, no caso de uma doença oncológica rara, o mieloma múltiplo», declara Tiago Amieiro, diretor-geral da Amgen. 

O Mieloma Múltiplo é a segunda neoplasia hematológica mais frequente com cerca de 539 novos casos por ano. Esta patologia tem uma grande incidência a partir dos 50 anos e apresenta sintomas muito inespecíficos, que são desvalorizados ou confundidos com outras doenças mais comuns.

 

O glaucoma é a terceira maior causa de cegueira no mundo
A Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), no contexto da Semana Mundial do Glaucoma, alerta a população portuguesa para a...

Estima-se que mais de 50% das pessoas que sofrem de glaucoma, não saibam que têm esta doença.  Os médicos oftalmologistas chamam a esta patologia “o ladrão silencioso da visão”, devido às suas características assintomáticas durante a maioria do seu curso.

Qualquer indivíduo, sobretudo a partir dos 40 anos ou com antecedentes familiares, pode desenvolver glaucoma. Para além disso, são também fatores de risco a raça negra (mais frequente e com casos mais graves), alta miopia e doentes medicados com corticoides. Neste sentido, a consulta regular com um médico oftalmologista para efetuar uma avaliação ocular aprofundada, medir a pressão ocular e medir o estado do nervo ótico é um comportamento essencial no que toca à prevenção.

O especialista Pedro Faria, Coordenador do Grupo Português do Glaucoma da SPO e médico oftalmologista no Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, sublinha: “O glaucoma pode desenvolver-se num ou em ambos os olhos. Inicialmente, o glaucoma não apresenta qualquer sintoma, não provoca dores e a visão não sofre alterações. Mas, à medida que o glaucoma avança sem tratamento, os doentes perdem de forma gradual e irreversível os seus campos visuais. A visão periférica vai-se perdendo e os doentes sentem que começam a ver ‘através de um túnel’. Com o passar do tempo, essa visão central também pode diminuir, até ser atingida a cegueira total. O tratamento permitirá atrasar ou idealmente impedir a progressão desta doença; o seu diagnóstico atempado é fundamental, mas também um acompanhamento regular, medindo a pressão intraocular e realizando exames (OCT e campos visuais) para confirmar que esta se mantém estável”.

Semana Mundial do Glaucoma, promovida pela Associação Mundial do Glaucoma, assinala-se entre os dias 6 e 12 de março, com várias atividades por todo o mundo que têm como principal objetivo promover o conhecimento da população sobre esta doença por forma a eliminar a cegueira provocada pelo glaucoma.

Em Portugal, o Grupo Português de Glaucoma, da SPO, vai ter a decorrer durante todo o dia 9 de março, quarta-feira, como referido, uma iniciativa de promoção de informação com o apoio de médicos oftalmologistas da sociedade, nos Centros Comerciais Colombo em Lisboa, Arrábida Shopping em Vila Nova de Gaia e Coimbra Shopping no centro da cidade de Coimbra, para abordar a temática “Viver com Glaucoma ou Hipertensão Ocular”. Nos dias 11 e 12 de março decorre, na Figueira da Foz, a Reunião Anual do Grupo Português de Glaucoma onde serão discutidas as mais recentes novidades sobre esta doença.

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