Bolsas de Investigação Pfizer
Está a decorrer o processo de submissão de propostas a um Programa Competitivo de Bolsas promovido pela Pfizer, para apoiar...

Está prevista a atribuição de 3 bolsas, no valor máximo de 150 mil dólares cada. As submissões consideradas para financiamento deverão focar-se em projetos de investigação nas áreas específicas abaixo definidas. Apenas serão aceites as propostas que sejam submetidas até dia 10 de maio de 2022.

Posteriormente, os projetos serão analisados por um painel de revisores da Pfizer, que irá selecionar os projetos para financiamento. A Pfizer não tem influência sobre qualquer aspeto dos projetos e apenas solicita relatórios sobre os resultados e o seu impacto, para partilha pública.

Estas bolsas estão inseridas no programa Pfizer Global Medical Grants (GMG), criado para apoiar iniciativas independentes, com o objetivo de melhorar os resultados em saúde e responder a necessidades médicas não satisfeitas, alinhadas com a estratégia científica da Pfizer.

 

EUA, Brasil, Equador e Portugal discutem diferenças entre países
A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO) apela a uma melhoria no acesso de cuidados de saúde da visão à...

“Portugal é o segundo país no Mundo com população mais envelhecida. Cerca de 7.4% da população apresenta deficiência visual e cegueira. Vamos, sem dúvida, enfrentar desafios muito significativos dado que a visão é afetada nomeadamente por questões patológicas com a evolução da idade”, adverte Raúl de Sousa, Presidente da Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), que falava no decorrer do webinar ‘‘Cuidados Para a Saúde da Visão e Optometria no Mundo’.

Para assinalar o Dia Mundial da Optometria, Raúl de Sousa, em representação de Portugal, integrou um painel de especialistas internacionais, oriundos dos EUA, Brasil e Equador que deram voz às principais diferenças existentes nestes países no que respeita ao acesso a cuidados para a saúde da visão e regulamentação da profissão de optometrista.

Alexandre Classman, do Conselho Regional de Óptica e Optometria do Rio Grande do Sul, em representação do Brasil, Carlos Chacón, da Federação de Optometristas do Equador, e Robert Layman, da Associação Americana de Optometria foram os oradores convidados.

Alexandre Classman destacou o acesso deficitário que continua a caraterizar o país no que respeita a cuidados da visão. “Aqui, temos o SUS, que é o sistema de saúde gratuito onde 99.9% da atividade é exercida por oftalmologistas. Temos um longo caminho a percorrer. Tal como o que acontece em Portugal, também aqui uma pessoa demora entre dois a três anos para ter uma consulta o que faz com que algumas patologias fiquem pelo caminho cegando centenas de pessoas”, afirmou indicando existir no Brasil um total de “2000 optometristas e 3.500 Técnicos em Optometria”, e no Rio Grande do Sul “230 optometristas e 47 técnicos de Optometria”.

Por sua vez, Carlos Chacón, da Federação de Optometristas do Equador, referiu que neste país existem registados um total de 3.235 profissionais de saúde visual, dos quais 1614 são optometristas, para dar resposta a um universo de 18 milhões de habitantes.

Com um total de 25 províncias, em Pichincha, onde se encontra a capital do Equador, Quito, 527 optometristas exercem atividade registada.

“É iminente que a profissão de optometrista ascenda ao primeiro nível de cuidados de saúde. Aqui, também não estamos integrados no sistema. É importante melhorar e ajustar a lei que existe [desde 1979] e torná-la mais abrangente”, frisou.

Em representação da Associação Americana de Optometria, Robert Layman destacou que “na América não há um serviço nacional de saúde. A maioria das pessoas recorre a consultórios privados. O custo elevado de uma consulta é a principal barreira no acesso”, atestou o responsável. Os optometristas são a espinha dorsal da prestação de cuidados para a saúde da visão nos EUA. O acesso a cuidados para a saúde da visão é generalizado e altamente valorizado.  

No seu discurso, o presidente da APLO, Raúl de Sousa, defendeu ainda que “Portugal não está preparado” para atingir os objetivos estipulados, para 2030, pela Organização Mundial da Saúde, no que concerne a aumentar em 40% a cobertura de erros refrativos e em 30% a cobertura de cirurgia da catarata”.

“Não há sensibilização dos próprios cidadãos. Apesar da prevalência elevadíssima e de constituírem os cuidados de saúde de especialidade mais frequentes nos seres humanos, não há uma estratégia nacional, não há planeamento da força de trabalho, nem integração dos cuidados, desde os cuidados de saúde primários até ao nível hospitalar. Não se entende como é que a Visão, sendo uma função tão importante, não mereça outro destaque”, disse o presidente da APLO.

Globalmente, pelo menos 2,2 mil milhões de pessoas têm uma deficiência visual e, dessas, pelo menos mil milhões têm uma deficiência visual que poderia ter sido evitada ou que ainda não recebeu qualquer assistência.

APCP mantem disponibilidade para colaborar com Ministério da Saúde
A Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) tem recebido de famílias e profissionais vários relatos que denunciam as...

De acordo com a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP), mostram, por um lado, a “evidente” escassez de recursos humanos, e, por outro, a falta de competências adequadas para responder às necessidades dos doentes e famílias. “Desde o tempo de espera pela primeira consulta de cuidados paliativos – que muitas vezes demora além do tempo de vida do doente; ao tempo de espera para uma vaga numa unidade especializada em cuidados paliativos, ou no reconhecimento da necessidade de reformulação da abordagem clínica global destes doentes, quer em situações em que houve acompanhamento por equipas especializadas na área (em contexto de ambulatório, domiciliário, internamento), quer na abordagem global nos diversos contextos de respostas de saúde e sociais”, escreve em comunicado.

Há ainda relatos de profissionais que trabalham nesta área clínica e “que demonstram o cansaço das equipas com a rotatividade a que estão sujeitas, levando a falhas graves na coesão e na competência para levar a cabo um trabalho altamente especializado e que depende em grande medida da qualidade do trabalho em equipa, fundamental nesta área clínica”.

Em fevereiro de 2021, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos (APCP) fez chegar ao Ministério da Saúde as suas propostas para o PRR (através da consulta pública a que esteve sujeito o documento), considerando, na altura, que este Plano era “uma oportunidade extraordinária de corrigir assimetrias e desigualdades graves no acesso a serviços e a cuidados de saúde em Portugal” e que deveria ser dada a "devida atenção à implementação de ações objetivas que contribuíssem para medidas estratégicas e estruturantes, no desenvolvimento consistente dos Cuidados Paliativos em Portugal."

A APCP identificou, nesta altura, alguns pontos onde o PPR era omisso e apresentou medidas que se focavam na necessidade de serem criadas Equipas e Unidades de Cuidados Paliativos, desde que fossem garantidos os recursos materiais e humanos, com formação e competência adequadas à prática dos cuidados paliativos especializados, destinados a crianças e adultos. E existir, em simultâneo, uma organização e estratégia que envolvesse todos os serviços onde estes utentes se encontram, quer sejam serviços de saúde, unidades de cuidados continuados ou estruturas residenciais (Lares). Justificando: “é variada a literatura que mostra impacto positivo na qualidade dos cuidados prestados, como no custo-efetividade dos serviços envolvidos”.

Face a esta omissão, a APCP alerta assim para a falta de recursos humanos capacitados para responder adequadamente às necessidades paliativas dos doentes e famílias, quer em serviços específicos em Cuidados Paliativos, quer em serviços de saúde e respostas sociais, na sua generalidade.

Por isso, num momento de preparação para o uso dos fundos do PRR, a APCP mostra-se muito preocupada com o anúncio de mais “camas”, sem que haja uma verdadeira estratégia para acompanhar este investimento e sem que este se paute por um verdadeiro incremento dos recursos humanos, em número e em competência nesta área. É urgente olhar para as equipas de cuidados paliativos já existentes e pensar naquelas que serão precisas face às necessidades sentidas nesta área, considerando ser muito grave que uma equipa e/ou uma unidade de internamento não disponha dos meios necessários porque isso poderá pôr em causa não só a qualidade dos cuidados, como também a vida dos doentes.

“A APCP sempre assumiu a sua responsabilidade na defesa no desenvolvimento dos Cuidados Paliativos em Portugal e também na defesa dos melhores cuidados a todas as pessoas que vivenciam uma situação paliativa ou necessidades paliativas motivadas por doença grave e/ou avançada. Nessa ótica, mantém a sua total disponibilidade para colaborar com o Ministério da Saúde já que o seu foco é contribuir para a prestação de mais e melhores Cuidados Paliativos a todos os portugueses que deles necessitem”, sublinha em comunicado.

APIC realiza 11.ª Reunião do Grupo de Válvulas Percutâneas na Figueira da Foz
A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai realizar a 11.ª Reunião do seu Grupo de Estudo de Válvulas...

“A Intervenção Valvular a nível nacional deu um passo grande nos últimos anos. A 11.ª edição vai voltar a ser presencial e será, sem dúvida, uma grande aposta da APIC e de toda a Cardiologia de Intervenção. Queremos que seja a maior reunião da VaP-APIC, de sempre, em Portugal e, por isso, apostámos num programa científico muito completo e equilibrado”, afirma Marco Costa, presidente da Comissão Científica e Organizadora.

E acrescenta: “No passado esta área de intervenção valvular estava muito focada nas TAVI (implantação das válvulas aórticas percutâneas), mas, neste momento, o programa tem de forçosamente estar mais dividido com o tratamento de outras válvulas, como sejam a mitral e a tricúspide, pois há boas novidades nesta área, que está em franca ascensão a nível internacional e que, em Portugal, tem ainda pouca expressão. Acreditamos que vai ser uma oportunidade única para adaptarmos algumas das recomendações internacionais à realidade nacional”.

Além de cardiologistas de intervenção, esta reunião reúne muitos outros profissionais de saúde que, em conjunto, tratam doentes com patologia valvular grave, tais como cirurgiões cardíacos, anestesistas, enfermeiros, técnicos de Cardiopneumologia e de Radiologia, e especialistas na área da imagem.

Para mais informações e inscrições consulte: https://www.vap-apic.pt/

 

 

Skincare
O uso de protetor solar diariamente é um cuidado preventivo para a saúde e envelhecimento da pele qu

“A partir dos 25 anos, é indicado incluir o uso de séruns e cremes com vitamina C. Além de possuir propriedades antioxidantes, esse composto intensifica a hidratação da pele, uniformiza o tom e auxilia na prevenção do envelhecimento precoce”, explica a especialista em cosmetologia e estética Daniela Lopez. Outros produtos indicados são ácido ferúlico e ácido glicólico, que promovem a elasticidade e a firmeza da pele.

No caso de pessoas com idades entre 30-50 anos, são indicados produtos com maior poder de hidratação, já que à medida que envelhecemos a pele tende a ficar mais seca. Nesse período, Daniela Lopez indica que o ácido hialurónico pode ser um grande aliado: “esse composto estimula a sustentação e a hidratação da pele, evitando a flacidez, as linhas e sinais de expressão e mantendo a pele hidratada, viçosa e revitalizada”, informa.

 A partir dos 50 anos a produção de colagénio da pele no organismo diminui significativamente, portanto o ideal é adotar o uso de retinoides e produtos com ácido glicólico e ácido lático em concentrações maiores: “esses cuidados irão ajudar a estimular a produção de colagénio, atenuação de rugas e uniformização da pele”, pontua a cosmetóloga Daniela Lopez.

 

 

 

Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Avaliação da Healthcare Information and Management Systems Society
O Hospital de Cascais é uma das sete unidades hospitalares mais tecnológicas da Europa. Este estatuto acaba de ser revalidado...

Gerido em regime de parceria público-privada pela Lusíadas Saúde, o Hospital de Cascais tornou-se, em 2017, na única unidade hospitalar em Portugal a obter a certificação de nível 7, graças à criação e implementação contínuas de processos tecnológicos que têm impacto na segurança do doente e na melhoria dos cuidados de saúde prestados.

Com a renovação deste selo, o Hospital de Cascais volta a posicionar Portugal na vanguarda tecnológica, a par com uma restrita elite de apenas sete unidades europeias – Reino Unido (4) e Holanda (2).

“A nossa prioridade é, desde o primeiro dia, prestar um serviço de excelência aos utentes das comunidades que servimos e sabemos que, para atingir esse objetivo com distinção, é preciso estar também na vanguarda da inovação e da tecnologia. O investimento em tecnologia traduz-se em enormes ganhos para a prática clínica, com impacto significativo nos processos que envolvem a segurança e a qualidade. Estamos a contribuir para valorizar e elevar os padrões da saúde em Portugal e para a divulgação do sistema nacional de saúde além-fronteiras”, salienta José Bento e Silva, presidente do conselho de administração do Hospital de Cascais.

“Esta revalidação é o reflexo de todo o trabalho desenvolvido pelas equipas do Hospital de Cascais. É um orgulho enorme poder colocar Portugal numa lista reduzida de unidades hospitalares que são reconhecidas por esta instituição de referência mundial. Este feito resulta de um trabalho de continuidade, que nos permitiu atingir, em 2017, o nível máximo desta certificação e que nos permite agora, em 2022, continuar lado a lado com as melhores instituições do mundo que conseguiram utilizar, com sucesso, a tecnologia em prol do doente”, conclui José Bento e Silva.

A avaliação da Healthcare Information and Management Systems Society tem como base o nível de maturidade digital das unidades hospitalares e envolve peritos internacionais para comprovar a relação entre a utilização da tecnologia e a segurança e prestação de cuidados de saúde.

 

 

Reuniões disponíveis no Hospital Pulido Valente, Lisboa
A Associação Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos dispõe de uma rede de apoio multidisciplinar, com...

Os Grupos de Ajuda Mútua (GAMs) são uma forma de atuação para responder aos problemas de quem sofreu um Acidente Vascular Cerebral, o isolamento, o fechar-se em si mesmo e nos seus problemas, e que, se não for combatido, tende a ser, progressivamente maior.

Em parceria com autarquias e unidades de saúde locais, a Associação Portugal AVC promove encontros para a integração e combate à exclusão social dos sobreviventes de AVC oferecendo a possibilidade de os interessados beneficiarem de um acompanhamento regular, comparecendo em reuniões mensais.

O Grupo de Ajuda Mútua de Lisboa realiza encontros que decorrem no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, na primeira quarta-feira do mês, às 14h30.

Dos primeiros dias até ao longo da vida do sobrevivente, os GAM’s apresentam-se como uma solução de apoio onde qualquer pessoa pode encontrar informações e respostas a dúvidas relacionadas com tratamento, recuperação, apoio psicológico ou, por exemplo, como adaptar a casa tornando-a pronta a acolher um sobrevivente de AVC.

Para mais informações, os interessados em frequentar as reuniões promovidas por este GAM deve entrar em contacto para o email: [email protected].

Através desta iniciativa, a Associação Portugal AVC compromete-se a promover a vida pós-AVC, melhorando a prevenção, reabilitação e integração do sobrevivente de AVC na comunidade.

Entre outras vantagens para o individuo, destaque-se o aumento da autoestima, ajudar a sair do isolamento e da solidão, aprofundar conhecimentos sobre a doença e a recuperação possível.

Para mais informações contacte: www.portugalavc.pt; facebook.com/pt.avc ou [email protected].

 

 

 

Reanimação de mão, cotovelo, ombro, perna e pé
A equipa do Sector da Mão, do Serviço de Ortopedia do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), realizou ontem, dia...

José Alexandre Marques, ortopedista responsável por este tipo de cirurgias, refere que “esta cirurgia realizada em doente vítima de AVC vai permitir, após um período de reabilitação pós-cirúrgica, uma melhoria postural e funcional dos membros afetados, resultando numa melhor qualidade de vida para o doente.” O Serviço de Ortopedia do CHUC realiza este tipo de cirurgias desde 2018 tendo, inclusive, celebrado um protocolo de cooperação com o Centro de Reabilitação Rovisco Pais, de modo a poder melhorar as sequelas de doentes com grandes incapacidades funcionais.

As cirurgias são realizadas na Unidade de Cirurgia de Ambulatório do CHUC, permitindo ao doente ter alta até 24h, após a cirurgia.

 

 

Tema de capa da edição de março da revista científica International Journal of Cancer
Por que razão a mortalidade por cancro gástrico em Portugal é tão elevada, e está a aumentar, e a mortalidade na Coreia do Sul,...

Perante os números conhecidos, e recorrendo a amostras de tumores gástricos de doentes não sujeitos a quimioterapia, 170 do Centro Hospitalar Universitário de S. João e 367 da Coreia do Sul, «começámos por tentar perceber se existia alguma diferença a nível molecular que justificasse a maior agressividade dos tumores de doentes portugueses e a alta mortalidade», explica Carla Pereira, primeira autora do artigo.

Gabriela Almeida, co-autora do artigo, acrescenta: «Verificámos que nas amostras de portugueses que tinham a caderina-E alterada e a proteína CD44v6 muito elevada, os doentes tinham pior sobrevida e isso revelou-se particularmente evidente nos estadios I e II (fases iniciais da doença), causando taxas de mortalidade mais elevadas do que as esperadas nestes estadios iniciais». Os tumores com estas características (12,4 por cento em Portugal e 11,9 por cento na Coreia do Sul) revelaram-se particularmente agressivos em comparação com todos os outros, invadindo mais profundamente a parede gástrica e permeando mais frequentemente a vasculatura e os nervos.

Ao analisar as amostras da Coreia do Sul, a equipa de investigadores verificou que, a nível molecular, estes tumores eram tão agressivos como os portugueses, mas a nível de sobrevida a diferença era abismal: os doentes da Coreia do Sul com cancros em estadios iniciais e caderina-E alterada e a proteína CD44v6 muito elevada, quase não morrem. «Na Coreia do Sul, existe um rastreio de cancro do estômago que permite detetar muitos casos precocemente. Em média, os estadios precoces na Coreia do Sul são detetados 10 anos antes dos portugueses», explica Carla Oliveira que liderou o estudo.

Para além disso, adianta a líder do grupo «Expression Regulation in Cancer», «os coreanos são muito mais agressivos nas cirurgias do que os portugueses, mesmo nos casos de estadios iniciais. De facto, os doentes coreanos incluídos neste estudo foram sujeitos a remoção de um número maior de nódulos linfáticos do que os doentes portugueses, que estariam possivelmente metastizados, diminuindo os riscos associados à agressividade dos tumores com expressão anormal de caderina-E e expressão muito alta de CD44v6. Em Portugal fazem-se cirurgias mais conservadoras em estadios precoces».

Este trabalho, acrescenta Carla Oliveira, mostra também «pela primeira vez, a utilidade clínica de se fazer a caracterização molecular dos cancros gástrico, ao diagnóstico, para avaliar a expressão de Caderina-E e CD44v6, pois permite prever a agressividade e a sobrevivência de doentes submetidos a linfadenectomias mais conservadoras e, eventualmente, redefinir o tratamento cirúrgico em grupos de doentes com cancros precoces particularmente agressivos».

Esta investigação do i3S contou com a colaboração do Centro Hospitalar Universitário de São João, Faculdade de Medicina da Universidade do Porto, Instituto Politécnico de Coimbra, Universidade de Uppsala, na Suécia, Hospital Universitário de Seoul, Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Seul, Instituto de Investigação em Cancro de Seoul. O trabalho foi, entretanto, apresentado em comunicações orais nos Estados Unidos, tanto no Congresso Internacional de Cancro Gástrico, em Houston, como no ASCO-Gastrointestinal Cancers Symposium, em S. Francisco.

As conclusões deste trabalho foram tema de capa da edição de março da revista científica International Journal of Cancer.

Dia Nacional do Doente com AVC assinala-se a 31 de março
As doenças cardiovasculares não afetam apenas o coração, afetam também os vasos sanguíneos e diferen

Tanto o AVC, como o enfarte agudo do miocárdio, localizam-se em órgãos diferentes e se não forem tratados atempadamente, podem causar sequelas graves na vida do doente, podendo até, e como já foi referido, levar à morte. Ambos estão associados a episódios vasculares, o que significa que envolvem os vasos sanguíneos e, particularmente, as artérias.

O enfarte ocorre quando uma das artérias que transporta o oxigénio e os nutrientes ao coração fica obstruída. Como tal, as pessoas devem estar atentas a sintomas, tais como: dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade.

Já o AVC ocorre quando uma das artérias que transporta o oxigénio e os nutrientes para o cérebro fica obstruída (AVC isquémico) ou quando uma artéria do cérebro rompe (AVC hemorrágico), a pessoa pode sentir que a face fica assimétrica de uma forma súbita, aparecendo um “canto da boca” ou uma das pálpebras descaídas; falta de força num braço ou numa perna subitamente; fala estranha ou incompreensível; perda súbita de visão, de um ou de ambos os olhos, e forte dor de cabeça, sem causa aparente.

O risco aumenta, se algumas das seguintes situações estiverem presentes:

  • tabagismo;
  • colesterol elevado;
  • diabetes;
  • hipertensão arterial;
  • excesso de peso ou obesidade;
  • abuso de bebidas alcoólicas;
  • sedentarismo (pouco exercício físico).

Torna-se, assim, primordial a aposta na prevenção destas doenças, adotando um estilo de vida saudável:

  • pratique exercício físico, mesmo que apenas 10 minutos por dia;
  • evite o álcool;
  • não fume;
  • controle a alimentação, optando por não consumir em excesso alimentos ricos em açúcar e gordura;
  • e mantenha a vigilância médica regular.

Em ambos os casos, na presença destes sintomas, as pessoas devem evitar deslocar-se para o hospital num veículo próprio. Recomenda-se que liguem rapidamente para o 112, que sigam as instruções que lhe forem dadas e que aguardem pela chegada da ambulância, que encaminhará para um centro especializado, onde tratará a situação como prioritária, instituindo o tratamento mais adequado.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) está a promover a campanha Cada Segundo Conta, uma iniciativa que tem como objetivos promover o conhecimento e compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce. Para mais informações sobre esta campanha consulte www.cadasegundoconta.pt.

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), uma entidade sem fins lucrativos, tem por finalidade o estudo, investigação e promoção de atividades científicas no âmbito dos aspetos médicos, cirúrgicos, tecnológicos e organizacionais da Intervenção Cardiovascular. Para mais informações consulte: www.apic.pt.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Espaço 360º Algarve promove sessão informativa
“Saúde em Dia: Obesidade e Cancro – Prevenir é o melhor remédio” é o tema da próxima sessão informativa, promovida pelo Espaço...

A iniciativa, que se dirige à comunidade idosa algarvia, tem lugar no próximo dia 29 de março, às 15h00, no Auditório do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, conta também com transmissão online para os Centros de Dia e Instituições Residenciais para Idosos envolvidos no projeto.

A sessão pretende promover a literacia em saúde sobre a obesidade e o seu impacto no aumento de risco de cancro, através de informação credível, simples e objetiva. Com efeito, há vários fatores que poderão explicar esta relação, por um lado, o facto de a obesidade estar associada a hábitos alimentares pouco saudáveis, por outro, as próprias alterações nas células e tecidos com excesso de gordura, que facilitam o desenvolvimento e crescimento de tumores, e as alterações hormonais que podem funcionar como fator de crescimento para algumas células tumorais.

Pretende-se por isso, sensibilizar a comunidade para a importância da prevenção primária, assente na adoção de estilos de vida saudáveis através de uma alimentação cuidada e de atividade física regular.

De acordo com dados recentes, 67,6% da população portuguesa apresenta excesso de peso ou obesidade, colocando Portugal no quarto lugar da lista dos países da OCDE com mais obesos.

Considerada pela Organização Mundial da Saúde como uma epidemia, a obesidade afeta a longevidade e a qualidade de vida, sendo um fator de risco para várias comorbilidades: além de aumentar o risco de morte por covid-19, estima-se que aumente o risco até 80% dos casos de diabetes tipo 2, até 35% dos casos de doença cardíaca isquémica, até 55% dos casos de hipertensão arterial e até 40% dos casos de cancro na Europa.

A sessão conta com a presença de Ana Fortuna e Filipa Simões, médicas internas da área de Oncologia e Esperança Pereira, técnica da Liga contra o Cancro – Grupo de apoio de Faro, para explicar a relação entre obesidade e cancro, destacar a importância da prevenção primária e secundária e dar a conhecer os serviços e equipamentos de apoio ao doente.

A sessão “Saúde em Dia: Obesidade e Cancro” está enquadrada na atividade “Saúde em Dia”, um conjunto de sessões informativas que pretendem esclarecer a população algarvia sobre importantes temas relacionados com a saúde, através de uma comunicação simples e objetiva, que desmitifica alguns conceitos erróneos.

A iniciativa é gratuita e aberta ao público em geral, mediante inscrição obrigatória aqui

Todos os membros da ADSEstrela passam a poder usufruir da Linha de Apoio da APDP
A Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (APDP) e a Associação de Diabéticos da Serra da Estrela (ADSEstrela) acabam...

“Este é mais um passo no caminho da inclusão de todas as pessoas com diabetes na nossa associação. Através deste protocolo de cooperação, conseguiremos dar apoio a todos os associados da ADSEstrela e trabalhar de forma mais próxima com esta associação”, afirma José Manuel Boavida, presidente da APDP.

O protocolo, que terá a duração de seis meses, foi assinado pelo presidente da APDP, José Manuel Boavida, e pelo presidente da ADSEstrela, Victor Manuel Fazendeiro, estando ainda presente Luís Gardete Correia, anterior presidente da APDP e atual presidente da Fundação Ernesto Roma. A cerimónia aconteceu após a inauguração da exposição do centenário da descoberta da insulina na Faculdade de Ciências da Saúde, da Universidade da Beira Interior.

A exposição "Uma Visita à História da Diabetes no Centenário da Descoberta da Insulina" poderá ser visitada na Faculdade de Ciências da Saúde até 30 de março de 2022. A exibição, que tem percorrido Portugal de norte a sul e que iniciou o seu percurso em Lisboa, esteve já presente em cidades como Coimbra, Porto e Braga e ainda nas ilhas Açores e Madeira. Para mais informações, consulte www.100anosinsulina.pt.

 

Programa Humaniza - Apoio Integral a Pessoas com Doenças Avançadas
A Fundação “la Caixa apoiou a 5171 pessoas com doenças avançadas e a 5796 familiares em 2021, no âmbito do Programa Humaniza -...

Alinhado com as iniciativas do Ministério da Saúde para a área dos cuidados paliativos, o programa complementa a ação dos serviços públicos de saúde para prestar um apoio integral a pessoas com doenças avançadas e às suas famílias. 

O Programa promove a implementação de um modelo de intervenção com base em Equipas de Apoio Psicossocial (EAPS), que complementam o trabalho das equipas de cuidados paliativos, executado com grande sucesso há mais de doze anos em Espanha e ampliado a Portugal em 2018.

Estas equipas são constituídas por profissionais com formação e experiência no apoio psicossocial e espiritual em situações de doença avançada e final de vida, com vista a melhorar os aspetos emocionais (ansiedade, tristeza, mal-estar emocional, adaptação ao estado de doença), sociais (gestões, organização dos cuidados) e espirituais (sentido da vida) favorecendo o bem-estar dos doentes e seus familiares.

O programa vem assim reforçar o cuidado integral realizado pelas equipas de cuidados paliativos tanto no final de vida como no apoio no luto e aos profissionais de cuidados paliativos, além do acompanhamento por parte de voluntários.

Em 2021, em colaboração com o Ministério de Saúde, o apoio foi alargado com a constituição de Equipas Comunitárias de Suporte em Cuidados Paliativos (ECSCP), uma de elas pediátrica, que integram profissionais multidisciplinares.

Em Portugal atuam 11 Equipas de Apoio Psicossocial, e 5 equipas Comunitárias de Suporte em Cuidados Paliativos distribuídas por diferentes regiões do país.

O Programa Humaniza contempla também o apoio à qualificação profissional de médicos e enfermeiros em cuidados paliativos e o suporte a associações para a implementação de projetos de sensibilização e promoção de apoio no processo de doença avançada e de luto.

Dermatologia
Alterações na produção hormonal durante o climatério e a presença de pelos interferem no envelhecime

Os homens envelhecem num ritmo menos acelerado em relação às mulheres. Esse fenómeno ocorre em decorrência das características específicas da pele masculina, como a presença maior de folículos pilosos e também devido às alterações na produção hormonal ao longo da vida. A mulher começa a ter decréscimo hormonal (climatério) aos 40-45 anos, enquanto eles apenas aos 50-55 anos.

“A produção de colagénio e elastina decai naturalmente ao longo dos anos. Entretanto, no caso das mulheres, o climatério diminui a produção de estrogénio e provoca uma redução mais abrupta do colagénio", explica a dermatologista Bianca Gastaldi. “Outro fator decisivo é que os homens possuem pelos, estruturas que conferem proteção solar e dão suporte para a pele, diminuindo a velocidade do envelhecimento da derme”, constata.

Todavia, segundo Bianca Gastaldi as terapias de reposição hormonal podem auxiliar na redução abrupta da produção de colagénio. O tratamento também pode ser vantajoso para aliviar os sintomas comuns que acompanham a menopausa, como ondas de calor, ressecamento vaginal e alterações de humor.

Outra característica impactante na velocidade do envelhecimento da pele é a fisiologia: “os indivíduos de sexo masculino apresentam uma pele mais espessa, com maior quantidade de glândulas sebáceas e de colagénio, resultando em uma pele mais firme”, pontua a especialista em dermatologia Bianca Gastaldi.

Para auxiliar na prevenção do envelhecimento da pele, a dermatologista Bianca Gastaldi destaca a importância de manter hábitos de autocuidado, como uma alimentação saudável, prática regular de exercícios físicos e também a proteção solar. “As técnicas de preenchimento facial permitem um cuidado preventivo contra o envelhecimento da derme, assim como podem ser aliadas para tratar casos onde as rugas e sinais de idade já são mais aparentes”, destaca a médica.

 

Fonte: 
Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Comunicado
De acordo com o relatório do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças e da Organização Mundial da Saúde divulgado no...

“Por um lado, o atraso no diagnóstico, motivado, em grande parte, pela demora na procura de cuidados de saúde pelos utentes durante a pandemia e pela maior dificuldade no acesso aos mesmos, o que condiciona formas mais graves de doença na altura do diagnóstico. Por outro lado, há que considerar que a tuberculose pode infetar qualquer pessoa, mas principalmente os mais vulneráveis, com múltiplas comorbilidades (DPOC, diabetes, neoplasia, VIH, entre outras) e extremos das faixas etárias, que apresentam maior risco de doença grave”, declaram Conceição Gomes e Joana Carvalho, membros da Comissão de Trabalho de Tuberculose da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, em comunicado.

Em Portugal, de acordo com os dados relativos ao ano 2020 do relatório de vigilância e monitorização da tuberculose da DGS, também se verificou um incremento da mortalidade: 8% (94 casos); no ano 2019 este valor foi de 7%. A totalidade dos doentes em que ocorreu o óbito apresentavam fatores de risco ou comorbilidades. “É também importante salientar, de acordo com os dados do mesmo relatório, um aumento no atraso do diagnóstico de tuberculose em Portugal, situando-se atualmente nos 80 dias. Este atraso condiciona não só formas de apresentação da doença mais graves na altura do diagnóstico e, portanto, com mais sequelas, como uma maior disseminação da doença na comunidade”, salientam.

 

 

De 26 de março a 3 de abril
No próximo dia 31 de março, a Sociedade Portuguesa do AVC volta a assinalar o Dia Nacional do Doente com AVC no seu formato...

Apesar da difusão de importantes mensagens durante a pandemia de COVID-19 pelos meios digitais, as atividades presenciais apresentam vantagens no que concerne à apreensão da mensagem”, defende Liliana Pereira, Embaixadora da SPAVC para o Dia Nacional do Doente com AVC”. À semelhança de anos anteriores, as comemorações desta importante data irão acontecer de forma alargada, entre 26 de março e 3 de abril, para que um maior número de centros possa ter a possibilidade de aderir.

Muitas são as mais-valias deste regresso ao formato presencial de assinalar o Dia Nacional do Doente com AVC, uma iniciativa da SPAVC celebrada desde 2003. “É sabido que as interações presenciais geram mais vezes ações, comparativamente com as comunicações digitais. A capacidade de manter a atenção é também superior numa atividade presencial. Assim, é mais provável que os participantes mudem efetivamente os seus comportamentos depois de uma atividade deste tipo”, esclarece Liliana Pereira. Ainda assim, algumas atividades acontecem também em modelo virtual ou híbrido, garantindo uma maior flexibilidade.

Neste sentido, a SPAVC tem vindo anualmente a estender as comemorações de 31 de março por vários dias, sendo que, este ano, decorrem de 26 de março a 3 de abril, para que haja “possibilidade de um maior número de centros poder aderir”. Todos os locais onde se realizarem as comemorações poderão candidatar-se ao Prémio da Melhor Comemoração do Dia Nacional do AVC 2022.

As várias atividades desenvolvidas no âmbito do Dia Nacional do Doente com AVC podem ser consultadas no website da SPAVC, neste link, em permanente atualização.

O apelo à população para consultar a listagem de atividades para todos os gostos e em diferentes regiões é deixada pelo presidente da Direção da SPAVC, o Prof. Castro Lopes: “a uma semana desta tão importante efeméride, apelo a que se tornem pró-ativos e apareçam nos locais assinalados e publicitados à escala nacional e local. Esta participação é essencial para vencermos o combate em que estamos empenhados desde a fundação da SPAVC. Compareçam, informem-se e utilizem os conhecimentos adquiridos para poder atingir uma velhice saudável”, acrescentando que “estamos perante uma doença gravíssima, mas que se pode prevenir e tratar”.

Como mensagem final, Liliana Pereira lembra que “um em cada quatro adultos acima dos 25 anos vai sofrer um AVC ao longo da sua vida. Se não nos afetar diretamente, afetará seguramente alguém que conhecemos e de quem gostamos”, realçando que “há ainda espaço para melhorar e tirar o AVC do topo das causas de morte em Portugal, pelo que há que divulgar esta mensagem, não só neste dia, mas todos os dias”. 

 

Ação decorre dia 2 de abril
O Serviço de Neurologia/Unidade de AVC do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) vai assinalar o Dia Nacional do...

Para assinalar esta efeméride a Unidade de AVC do CHUC promoveu uma caminhada comemorativa, iniciativa que vai já na 7ª edição, a qual vai ter lugar no próximo dia 2 de abril.

A caminhada é aberta à população em geral, com partida da portaria principal dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

 

Carlos Monteiro não tem dúvidas que estamos à beira de uma sexta vaga da pandemia
“Nunca os testes foram tão necessários como agora” é a convicção de Carlos Monteiro, CEO da BIOJAM Holding Group, que considera...

Como explica Augusto Santos Costa, Diretor Técnico da BIOJAM "a Ómicron BA.2 difere da Ómicron BA.1, dominante até ao surgimento desta nova variante. Estas alterações não agravam o impacto da infeção, mas podem levar a uma perda de eficácia dos anticorpos, quer estes tenham origem na vacina ou numa infeção prévia com a Delta, ou com a BA.1. É esta a razão para a ocorrência de reinfeções cada vez mais difíceis de detetar". O responsável pelo departamento médico da farmacêutica relembra ainda que “segundo estudos já realizados a BA.2 é cerca de 30% mais transmissível do que a BA.1, estando presente em 1 em cada 5 casos de covid-19 em todo o mundo”.

Para a BIOJAM, uma das primeiras empresas a colocar no mercado os testes rápidos de antigénio, a rápida transmissibilidade, associada ao levantamento de restrições são dois aspetos que poderão potenciar um rápido crescimento de casos: “Na BIOJAM sempre procurámos antecipar quais poderão ser as necessidades do mercado. Através dos parceiros que temos em todo o mundo, em especial os da Coreia do Sul, percebemos que estamos longe de entrar na fase final de pandemia de Covid-19. Ainda que estejamos na transição para uma situação endémica e que as vacinas atenuem o impacto do COVID-19, é fundamental manter a monitorização de casos através da testagem e as regras de higienização”, acrescenta Carlos Monteiro relembrando que a Coreia do Sul registou, esta semana, o recorde de infeções por COVID-19, registando mais de 600.000 casos, naquele que é já considerado o pico da vaga causada pela variante Ómicron.

Suportada por estudos e relatórios dos parceiros internacionais e por estudos nacionais, como o do Instituto Superior Técnico, recentemente divulgado, a BIOJAM irá manter as unidades de rastreio e o stock de testes até que os níveis de contágio sejam reduzidos e não se verifique perigos maiores para determinados grupos de risco. Para Augusto Santos Costa “apesar de os últimos dados apontarem para uma baixa letalidade global, na ordem dos 0,189%, em média a sete dias, é possível que venha a ocorrer uma subida relacionada com a diminuição da cobertura imunitária em grupos de idosos com mais de 80 anos, onde o nível de letalidade está novamente a subir”.

No início do ano a farmacêutica estabeleceu um acordo com o seu parceiro sul-coreano com vista a assegurar junto de todas as entidades Portuguesas uma rápida resposta à crescente procura de testes de uso profissional. Esta é uma parceria que veio permitir à BIOJAM, representante exclusivo dos testes rápidos de antigénio PCL COVID19 Ag Gold, colocar no mercado nacional um milhão de testes por semana, o que corresponde a 50% da capacidade de produção semanal do fabricante. Desta forma, Portugal assume-se como um dos países de referência para a distribuição de testes PCL. Apesar do levantamento das restrições, no que toca à apresentação de testes, e à redução da comparticipação dos mesmos, a empresa irá manter toda a estrutura de realização de testes, assim como as parcerias para manutenção de stocks.

Na área da distribuição de soluções de diagnóstico COVID-19, a BIOJAM Holding Group foi umas das primeiras empresas a colocar no mercado testes serológicos e a apresentar no final do verão de 2020 os testes rápidos de antigénio Sars-Cov-2. Foi pioneira no que toca aos testes DUO e à introdução do método de colheita por saliva, em Portugal.

Episódios transmitidos semanalmente
Já estão no ar os dois primeiros episódios do “Podcast Sem Rodeios: Vamos falar de depressão”. Uma iniciativa no âmbito da...

Promovido pela farmacêutica Lundbeck, em parceria com a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental (SPPSM), da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), da Federação Portuguesa das Associações das Famílias de Pessoas Com Experiência de Doença Mental (FamiliarMente) e da associação para a promoção da saúde mental (ManifestaMente), o “Podcast Sem Rodeios: Vamos falar de depressão” reúne um ciclo de conversas que contam com a participação de profissionais de saúde, doentes, sociedades médicas e associações que lidam diretamente com esta patologia. Em cada episódio apresentam diferentes visões e domínios sobre a depressão, tais como o que é e como se vive com a doença, papel do médico de família, tratamentos, estigma, apoio das famílias e quais os mitos que existem.

A divulgação destes podcasts ocorrerá semanalmente, todas quartas-feiras pelas 13h em: Facebook Saúde Mental Sem RodeiosSite Depressão Sem RodeiosYouTube Lundbeck, LinkedIn Lundbeck e ainda nas plataformas Spotify, Itunes, Google Podcast.

O primeiro episódio contou com a participação de Gustavo Jesus, médico psiquiatra e diretor clínico do PIN que abordou o tema “O que é a depressão”, ao qual se seguiu o episódio com o testemunho de Patrícia Ramos, doente com depressão, que relatou como é viver com esta condição.

Os seguintes podem ser vistos nestas datas e têm o tema e participação:

Episódio 3 | 30 de março | Sem rodeios: qual o papel do médico de família? com Ana Correia de Oliveira, médica de Medicina Geral e Familiar

Episódio 4 | 6 de abril | Sem rodeios: qual o papel das famílias?, com Joaquina Castelão, presidente da FamiliarMente

Episódio 5 | 13 de abril | Sem rodeios: existe estigma na depressão?, com Beatriz Lourenço, médica psiquiatra, vice-presidente e cofundadora da Manifestamente

Episódio 6 | 20 de abril | Sem rodeios: que tratamentos existem?, com Gustavo Jesus, médico psiquiatra e diretor Clínico do PIN

Episódio 7 |27 de abril | Sem rodeios: quais os mitos associados à depressão, com Luís Madeira, médico psiquiatra e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental

Episódio 8 | 4 de maio | A depressão e a função sexual: Mitos e verdades, com Nuno Florêncio, médico de Medicina Geral e Familiar e coordenador do Grupo de Estudos de Saúde Mental da APMGF (Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar)

Prestação de cuidados de saúde diferenciados
O Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (HFF) acaba de criar uma Unidade Clínica Integrada de Ortogeriatria que irá...

“A nossa missão é melhorar a prestação de cuidados de saúde diferenciados aos doentes que recorrem ao hospital com uma fratura de fragilidade, oferecendo uma abordagem multidisciplinar focada na promoção de saúde e otimização da autonomia e qualidade de vida. Pretendemos também assegurar cuidados com padrões de elevado desempenho técnico-científico em tempo útil e articulados com as restantes unidades de saúde da região, promovendo o trabalho multidisciplinar e o desenvolvimento profissional, num projeto com eficiente gestão de recursos”, explica Carla Vera-Cruz, médica Fisiatra, que dinamizou a concretização deste projeto com Nuno Correia Mendonça, Ortopedista. 

E acrescenta: “Esta Unidade vai trabalhar em parceria com as unidades de cuidados de saúde primários, com foco na reabilitação funcional, prevenção secundária de fraturas e quedas, nos doentes após a alta. Este modelo de gestão partilhada permite alcançar os melhores resultados, com impacto positivo no tempo decorrido até à cirurgia, na duração do internamento, taxa de morbilidade e mortalidade, assim como na redução dos custos em saúde”. 

A Unidade conta com uma equipa alicerçada na Ortopedia e Medicina Interna/Geriatria, em colaboração com a Medicina Física e de Reabilitação, Anestesiologia, Dietética e Nutrição, Imuno-Hematoterapia e Serviço Social.  

As fraturas de fragilidade no idoso, onde se incluem as da anca, não são eventos isolados. Surgem geralmente num contexto de doença médica aguda, comorbilidades, incapacidade e fragilidade estando frequentemente associada a síndromes geriátricas. Estes doentes apresentam um risco acrescido de quedas e fraturas futuras, passam por um período perioperatório desafiante e têm risco de descompensação de outras doenças médicas. 

Páginas