Opinião
O Dia Mundial do Doente, criado em 11 de fevereiro de 1992, é dedicado às pessoas doentes e a todos

É a nossa missão contribuir para um serviço nacional de saúde mais organizado, próximo do doente, acessível, ajustado às novas necessidades e anseios, que dignifique o doente e o profissional.

Neste contexto, devemos recordar a capacidade que tivemos para nos reorganizarmos em tempos de pandemia e que ultrapassámos com dignidade. Devemos também reconhecer os progressos que o nosso sistema de saúde tem conseguido, evoluindo para novas formas de organização e de prestação de cuidados de saúde, que compreendem as necessidades e as preferências do doente. Exemplo disso é a hospitalização domiciliária, que permite ao doente internado um regresso mais precoce ao domicílio mantendo os cuidados clínicos. Do mesmo modo, as unidades de cuidados paliativos, com ou sem equipas ao domicílio, e as unidades de cuidados continuados com as suas diferentes tipologias, transformaram nos últimos anos a assistência aos doentes, sobretudo aos mais frágeis. Há também novas formas de consulta, chamando a atenção as ferramentas informáticas que facilitam a comunicação entre doentes e médicos. Certamente que tudo isto ainda é insuficiente, como podem comprovar, nomeadamente os internistas na sua atividade clínica diária.

Se a doença fragiliza e nos torna vulneráveis, ela agiganta-se quando envelhecemos e por isso não posso deixar de aproveitar ainda este dia, para relembrar a necessidade de melhorarmos os cuidados aos idosos e de quem deles cuida. Constatamos que muitas famílias querem cuidar do seu familiar idoso doente, mas não conseguem. Poucas são as famílias que não querem prestar esses cuidados e em menor número são aquelas que os abandonam, contudo infelizmente, há quem não tenha ninguém. Impõe-se por isso que os cuidados prestados aos idosos, desde o centro de saúde ao hospital, passando pelos lares e unidades de cuidados continuados, tenham os recursos humanos disponíveis, ajustados e qualificados para dignificarem quem envelhece.

Por último e porque é notícia frequente, não posso deixar de falar do trabalho em urgência. Tendo tido a oportunidade de dirigir um serviço de urgência durante 10 anos, conheço bem os desafios que estes encerram. A atividade clínica em urgência é sentida como um esforço pouco reconhecido, causa desgaste nos profissionais e deixa pouco tempo para outras áreas da atividade clínica. Quando tentamos perceber os motivos para o insucesso dos serviços de urgência verificamos que os problemas estão a montante e a jusante o que não é nada de novo, nem nada que não seja conhecido há muito tempo. O que queremos quando estamos doentes? Conseguir agendar rapidamente uma consulta, sermos tratados e orientados em tempo útil. Se garantirmos isto aos doentes, o serviço de urgência ficaria limitado ao seu objetivo: o atendimento do doente com risco iminente de vida ou perda de função vital. É para estes doentes que as equipas médicas que aí trabalham estão dimensionadas e preparadas.

A conjugação e a coordenação dos esforços entre os cuidados de saúde primários e os cuidados hospitalares, referindo em particular os Médicos de Medicina Geral e Familiar e os Médicos de Medicina Interna, ambos com capacidade para gerir o doente adulto nos seus diferentes níveis de cuidados, determinará uma melhor e mais adequada orientação dos doentes. Apesar das deficiências estruturais e organizacionais que existem e que são sentidas por todos, acreditamos pelo que já conseguimos, que estas serão certamente ultrapassadas.

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
A neurociência é a parte da ciência que estuda o sistema nervoso, principalmente o cérebro. Entender o sistema nervoso humano e...

Um bom funcionamento do sistema nervoso consiste numa boa conexão entre neurónios, dendritos, corpo celular, axónios e fenda sináptica. Quando a conexão do SNC falha, promovem-se alterações demonstradas pela ausência, redução ou excesso de neurotransmissão ou tempestades elétricas. “Estudos apontam que 1 a cada 5 pessoas pode apresentar doença mental durante a vida e aproximadamente 4% da população sofre de transtorno mental crónico grave”, detalha o neurocientista.

Atualmente, a depressão tem sido considerada o grande mal que afeta a sociedade civil. A Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta que, no mundo todo, cerca de 350 milhões de pessoas convivem com a depressão. “Essa doença está classificada entre as doenças degenerativas que desenvolvem mortes prematuras”, afirma Fabiano de Abreu. Para o especialista, a depressão não é um problema nos neurotransmissores e sim um problema anatómico do cérebro, que prejudica o funcionamento dos neurotransmissores. “O cérebro é plástico, logo, traumas ou impactos constantes no humor podem moldá-lo de maneira prejudicial”, explica.

A depressão é caracterizada por uma aflição orgânica, psicológica, ambiental e espiritual. É uma espécie de angústia que impacta diretamente no humor e é seguida por perda de interesse, de prazer e alegria na vida. “Com a angústia e a aflição, a pessoa desenvolve dores físicas e psicológicas, gerando um ciclo de sofrimento tão intenso que parece não ter fim”, relata o especialista.

Fabiano alerta ainda para os conceitos pré-concebidos sobre a doença. “O paciente depressivo é, muitas vezes, visto como um preguiçoso ou acomodado pelas pessoas que estão próximas a eles. Ou seja, ao invés de receber socorro, recebem mais uma dificuldade para driblar”. É importante ressaltar que, sem o devido tratamento e atenção médica de qualidade, os pacientes apresentam recaídas e um ciclo de euforia e retorno do quadro depressivo até pior do que o anterior.

Por isso, compreender os aspetos neurobiológicos dos transtornos mentais são importantes para a aproximação da neurociência e da psiquiatria. “Ainda é necessário avançar em tratamentos melhores, mais rápidos e eficientes”, opina o neurocientista. Estudos de terapia como a EDMR, que estimula o cérebro a processar memórias perturbadoras, estão a ganhar espaço no tratamento para alívio dos sintomas. “Vários aspetos estão a ser compreendidos pelos clínicos e cientistas, permitindo uma melhor compreensão do estado crítico nos transtornos de humor e abrindo caminhos para a busca de técnicas mais eficazes de diagnóstico, tratamento, prevenção suicídio e eventuais sequelas cognitivas”, afirmou o neurocientista num estudo publicado pela Revista Multidisciplinar Ciência Latina, que atende todos os países latino americanos.

O estudo sobre o tema foi realizado com apoio da Logos University International, liderado pelo Dr. Fabiano de Abreu e pelo neuropsiquiatra Dr. Francis Moreira da Silveira, além de contar com o auxílio do Dr. André Leandro K. Castanhede, Dr. Paulo Fernando Lopes Dias Alves e Margieli dos Reis Alves.

CaixaImpulse Inovação
A Fundação “la Caixa” apresentou ontem o CaixaImpulse Inovação, um novo programa com o qual visa reforçar o seu...

Em 2023, um painel de especialistas e profissionais da área das ciências da vida e da saúde irá selecionar até 25 novos projetos de ambos os países, aos quais a Fundação “la Caixa” irá conceder até 5 milhões de euros para que façam chegar as suas inovações ao mercado e, portanto, aos doentes que delas necessitem. Os investigadores interessados poderão apresentar os seus projetos a este concurso entre 13 de fevereiro e 30 de março através do seguinte link. 

Neste novo concurso, os projetos selecionados poderão percorrer um itinerário de financiamento de até três fases. Os investigadores poderão aceder ao Programa em qualquer uma destas fases, em função do nível de maturidade do seu projeto e, após alcançarem metas específicas de desenvolvimento e terem sido sujeitos a uma avaliação por parte da Comissão de Avaliação, poderão avançar para fases posteriores com maior financiamento. No total, um projeto poderá receber até 700 000 euros se percorrer o itinerário todo. 

Estes apoios vão na esteira do compromisso com a inovação que a Fundação “la Caixa” mantém desde 2015. Foi nessa altura que criou o primeiro programa (concursos Validate e Consolidate), que concedeu 18 milhões de euros a um total de 173 projetos, 17 deles portugueses, que deram origem à criação de 39 spin-offs. Por seu turno, estas empresas atraíram mais de 34 milhões de euros de outras fontes de financiamento. «É imprescindível apoiar os cientistas e investir em inovação para poder transformar os avanços que os investigadores alcançam nos seus laboratórios em melhorias efetivas para a saúde das pessoas», salientou Antonio Vila Bertrán, diretor-geral da Fundação “la Caixa”. 

O concurso é realizado em colaboração com a Caixa Capital Risc, uma das principais investidoras de venture capital em Espanha, com mais de 20 anos de experiência. Através do fundo especializado Criteria Bio Ventures, investe na área da biotecnologia e das ciências da vida, dando apoio a empresas inovadoras que dão resposta a necessidades médicas não satisfeitas. A Caixa Capital Risc faz parte da CriteriaCaixa, a holding que gere o património empresarial da Fundação “la Caixa”. 

Além disso, em Portugal, este concurso conta com a parceria da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que financia um dos projetos portugueses selecionados. 

Desde 2015, as equipas dos projetos selecionados nos concursos Validate e Consolidate receberam também 1000 horas de formação e mais de 4000 horas de mentoria e consultoria, que não só lhes permitiram validar a proposta de valor dos seus ativos, mas também adaptá-la no sentido de maximizar as probabilidades de sucesso da transferência. 

«Nos últimos anos, o ecossistema da inovação sofreu grandes mudanças, por isso queremos adaptar-nos promovendo o CaixaImpulse Inovação, que terá um alcance maior, será mais flexível e oferecerá mais financiamento e um acompanhamento especializado adaptado às necessidades de cada iniciativa», explicou Ignasi López, diretor da Área de Relações com Instituições de Investigação e Saúde da Fundação “la Caixa”. 

A aprendizagem retirada da experiência dos investigadores que passaram pelo concurso anterior permite agora criar o CaixaImpulse Inovação, que irá reforçar alguns dos maiores ativos descritos pelos participantes, como a mentoria e o acompanhamento por especialistas internacionais das várias áreas do ecossistema da inovação. O acompanhamento que, até agora, podia durar dois anos passa a ser de até seis anos, nos casos em que o projeto aceda ao Programa na primeira fase, isto é, nos casos em que seja acompanhado desde a ideia inicial até ao licenciamento do produto ou à obtenção de financiamento de outras fontes. 

Nas palavras de José Luis Cabero, consultor e mentor de projetos de inovação no CaixaImpulse, antigo CEO da AELIX Therapeutics e VP da AstraZeneca, «os mentores e a formação têm como objetivo principal contribuir para identificar e sustentar o que a inovação alvo da proposta pode oferecer em comparação com que está a ser utilizado atualmente ou com o que está a ser desenvolvido a nível mundial. Como mentor, contribuo para que se tenha consciência dos recursos necessários e dos tempos de desenvolvimento, que costumam estar muito acima das estimativas do empreendedor». 

Além do apoio sob a forma de horas de mentoria e consultoria, os investigadores receberão formação especializada durante quatro semanas, repartidas entre Barcelona e Madrid, sobre temas como transferência de tecnologia, legislação sobre propriedade intelectual, apresentação a investidores e celebração de acordos comerciais. 

Casos de sucesso 

A Fundação “la Caixa” apoiou projetos portugueses em concursos de inovação anteriores. Entre os projetos selecionados encontra-se o de Lorena Diéguez, do Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL) de Braga. Lorena Diéguez está a desenvolver um sistema microfluídico chamado RUBYchip(TM), que permitirá fazer o diagnóstico de um doente através de biopsia líquida, um teste de laboratório realizado a uma amostra não sólida, principalmente de sangre, que visa identificar células cancerosas num tumor ou em pequenos fragmentos de ADN, ARN ou outras moléculas que as células tumorais libertam nos fluidos corporais. Esta técnica de diagnóstico representa um avanço significativo relativamente à tradicional biopsia de tecidos, na medida em que pode facilitar o diagnóstico da doença metastática e permitir prever uma possível resistência a um tratamento, o que possibilitaria a escolha de um novo regime terapêutico com maior probabilidade de sucesso. Para avançar no seu desenvolvimento pré-clínico, foi constituída a empresa Rubyanomed, Lda. em 2021. 

Outro projeto de investigação apoiado pela Fundação “la Caixa” é o projeto liderado por Inês C. Gonçalves, do INEB – Instituto Nacional de Engenharia Biomédica. As infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS) são um problema grave para os sistemas de saúde no mundo inteiro. Só na Europa, provocam 25 000 mortes por ano. A principal causa das IACS são dispositivos médicos contaminados, sobretudo cateteres. É neste contexto que Inês Gonçalves está a desenvolver o SmartCap, uma tampa inteligente para a esterilização de cateteres. Esta tampa para cateter integrada e reutilizável tem uma vareta de esterilização fotoativada que é introduzida no cateter e evita infeções bacterianas sem induzir resistência microbiana. O objetivo dos investigadores deste projeto é otimizar a tecnologia SmartCap e introduzi-la no mercado. Recentemente, foi constituída a spin-off Go Antimicrobial Technologies, Lda. para avançar no desenvolvimento da tecnologia e captar financiamento adicional. 

Objetivo: criar o maior impacto social possível 

Conseguir que o produto da investigação saia do laboratório e chegue aos doentes sob a forma de soluções capazes de contribuir para melhorar a sua saúde é um dos objetivos da Fundação ”la Caixa”. 

O concurso CaixaImpulse Inovação vem complementar os esforços envidados pela Fundação ”la Caixa” noutros programas estratégicos de inovação, levados a cabo em Portugal, para promover a criação de novos produtos, serviços e empresas relacionados com as ciências da vida e a saúde. 

CIRCE-JA
A Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional de Prevenção da Violência no Ciclo de Vida (PNPVCV), integra, desde 1 de...

A CIRCE-JA é uma ação conjunta, com a duração de 36 meses, que tem como objetivo a transferência e implementação de seis boas práticas selecionadas em cuidados de saúde primários entre os Estados-Membros europeus. Este consórcio é liderado pelo Serviço Andaluz de Saúde (Espanha), e compreende 49 organizações de 14 Estados-Membros da União Europeia, que representam sistemas e serviços europeus de saúde.

As seis boas práticas da CIRCE-JA pertencem a quatro Estados-Membros (Bélgica, Portugal, Eslovénia e Espanha) e serão transferidas em 45 locais de implementação de doze Estados-Membros com diferenças estruturais, organizativas e institucionais relevantes nos seus sistemas de saúde.

A «Ação de Saúde para Crianças e Jovens em Risco» e a «Ação de Saúde para Género, Violência e Ciclo de Vida», do PNPVCV, será a boa prática portuguesa a replicar no âmbito deste consórcio, onde participarão também outras instituições nacionais na qualidade de entidades beneficiárias: Agrupamento de Centros de Saúde Lisboa Central, Centro Hospitalar Lisboa Central, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental e Unidade Local de Saúde de Matosinhos. A Autoridade Nacional competente será representada pela Administração Central do Sistema de Saúde.

 

MYO2APP
No dia 9 de fevereiro, a RESPIRA - Associação Portuguesa de Pessoas com DPOC e Outras Doenças Respiratórias Crónicas, no âmbito...

“Temos como objetivo para este ano aproximar-nos dos nossos associados e aumentar o nosso contacto com pessoas com DPOC e outras doenças respiratórias crónicas, potenciando assim o crescimento do nosso número de sócios. Por outro lado, queremos atuar junto da população mais jovem numa vertente preventiva e de consciencialização para os malefícios do tabaco e da poluição no índice global de qualidade de vida e aumento da mortalidade evitável”, explica Isabel Saraiva, Presidente da Associação RESPIRA.

A evolução tecnológica na área da saúde, muito potenciada pela pandemia, trouxe novas oportunidades, mas também desafios para determinados setores. As Associações de doentes, como a RESPIRA, tiveram que se reinventar e apostar na formação, informação e acompanhamento online dos doentes/cuidadores e profissionais de saúde, através de webinars e digitalização das Revistas, como foi o caso do Jornal 02, que adquiriu uma versão webletter.  Agora pretende ir mais além e estar acessível aos associados e potenciais interessados e mais próxima dos jovens, através de uma solução tecnológica prática, intuitiva e imediata - a recém lançada MYO2APP.

A MYO2APP é uma aplicação para telemóvel gratuita e de acesso livre, compatível com ios e android, com o objetivo principal de combater a iliteracia ligada à saúde da população mais jovem sobre aquela que é já a 3º causa de morte no mundo, a DPOC, e que tem como principal fator desencadeador o fumo de tabaco.

“Desde a sua criação, a RESPIRA tem desenvolvido um trabalho notável na defesa dos direitos e interesses das pessoas com DPOC, bem como ao nível da literacia e sensibilização da comunidade para o impacto desta doença, fatores de risco e sinais de alarme. A GSK, enquanto empresa com um legado de meio século em inovação respiratória, orgulha-se do trabalho próximo e da parceria que tem mantido com a RESPIRA e que demonstra toda a nossa ambição em melhorar a vida das pessoas com doença respiratória. O apoio a este projeto inovador da RESPIRA é, mais uma vez, reflexo deste caminho percorrido em conjunto”, afirma João Duarte, Communications, Government Affairs & Patient Advocacy Lead na GSK Portugal. 

“A aplicação “MYO2APP”, ao disponibilizar todo um conjunto de conteúdos num formato dinâmico, atual, e de fácil e permanente acesso, traduz mais uma forte aposta da RESPIRA no esclarecimento, atualização e apoio aos doentes com DPOC e seus cuidadores. Por isso, a BIAL não poderia deixar de se associar à RESPIRA nesta sua missão e, assim, ajudar a melhorar a qualidade de vida dos doentes com DPOC e a saúde respiratória em Portugal, propósito que nos une há largos anos e que irá certamente continuar a marcar o nosso percurso futuro”, afirma Bruno Dias, Head of Medical Affairs – Portugal e Espanha da BIAL.

Este projeto inovador foi desenvolvido com o apoio da GSK e da BIAL.

Patient Summit 2023
A AbbVie promoveu no passado dia 03 de fevereiro a edição do “Patient Summit 2023”. Sob o mote “da diversidade criamos unidade”...

O evento, que contou com a participação de 18 associações de doentes, promoveu também a partilha de experiências para um encontro de pontos em comum que potenciem sinergias no sentido de reforçar a voz ativa que as associações podem ter.

O programa da sessão contou com um workshop sobre comunicação de alto impacto. Durante o workshop, os participantes foram desafiados a criar um plano de trabalho, que incluía por exemplo o rebranding da associação, um plano de atividades para os associados, campanhas de consciencialização sobre uma doença e iniciativas para capacitação dos doentes, promovendo o envolvimento das associações de doentes no acesso aos melhores cuidados.

De acordo com o diretor-geral da AbbVie, Antonio Della Croce “esta foi uma experiência muito positiva e enriquecedora, tanto pelo número de participantes que estiveram presentes, como pela dinâmica criada ao longo do dia. Temos todos em comum o propósito de melhorar a vida das pessoas com doença e permitir-lhes o acesso às melhores terapêuticas. Através desta iniciativa, queremos ajudar as associações a fazerem parte da tomada de decisão, reconhecendo o papel fundamental que ocupam no ecossistema de saúde”. 

Durante o evento teve ainda lugar uma exposição fotográfica sobre os 10 anos da AbbVie reforçando as histórias de parcerias com associações de doentes desde a criação da empresa.

 

 

2023 Longevity Med Summit
Pela primeira vez, Portugal será o anfitrião do maior evento do mundo na área de medicina de longevidade, reunindo investidores...

A Longevity Med Summit assume-se como uma plataforma de conhecimento e de fomento ao empreendorismo, no setor com o maior crescimento global, que permitirá criar uma maior atratividade para Portugal através da partilha de soluções essenciais para liderar a economia do futuro. Gerando novas oportunidades de negócio, fomentando o mercado e aproximando empresas de todos os setores da atividade económica, o evento conta com parceiros como, Time Line by Amazentis, European Society of Preventive Medicine, Ageing Research da Kings College, Nova Medical School, Universidade de Coimbra, Hospital da Luz - Learning Health, Vita DAO, Longevity Science Foundation, entre outros.

Este evento trará até ao nosso país alguns dos maiores investidores e fundos de investimento internacionais, reforçando o valor, o desenvolvimento de ideias e conhecimento que proporcionam às empresas, uma oportunidade única de conhecer, dar-se a conhecer a outros pares e líderes de mercado.

Um dos referidos investidores que estará presente é Petr Sramek, co-fundador e manager da LongevityTech.fund.  Com mais de 40 projetos no campo da longevidade nos últimos três anos, o LongevityTech.fund é um dos fundos de investimento em longevidade mais ativos do mundo, com um portfólio de investimentos que inclui empresas como BrainKey, Gerostate Alpha e Occuity, um IPO (Longevity Biotech Genflow Biosciences) e uma empresa (Longevity Risk Management Firm Vesttoo) que recentemente se tornou o primeiro unicórnio do fundo (avaliado em mais de mais de 10 mil milhões USD).

Para Petr Sramek, o mercado atual de investimentos em longevidade é comparável ao setor de Inteligência Artificial (IA), antes do aumento do valor das ações desse mercado, e que é esta a altura para investir nas áreas de longevidade humana saudável.

Realizada, em lisboa, entre os dias 4 e 5 de maio de 2023, no Pavilhão Carlos Lopes, esta summit tem como objetivo fomentar um debate que se assume cada vez mais prioritário quando se discute o tema da saúde: como promover a longevidade humana saudável e lidar com os desafios que exigem soluções inovadoras e altamente tecnológicas - nos mercados dos cuidados de saúde, dos seguros, do consumo, imobiliário e investimentos financeiros.  

De acordo com Jorge Lima, fundador da Unipeer Solutions e responsável pela organização da Longevity Med Summit, “Criada com o propósito de ser um evento único e inovador e com a promessa de ser diferenciadora no ecossistema da medicina da longevidade, a Longevity Med Summit será o lugar de encontro dos maiores especialistas de renome internacional, numa diversidade de áreas que vão desde a saúde e investigação, englobando setores como o turismo de saúde, biotecnologia, medicina de precisão, medicina regenerativa e inteligência artificial. Portugal, tem-se distinguido por concentrar talento em engenharia e tecnologias de informação, que aliada a uma capacidade de trabalho, espírito crítico e inovação, assumem-se como essenciais para ter sucesso nesta área. Até 2050, a população senior duplicará, urge assim encontrar soluções e ferramentas para responder à procura que esta mudança de paradigma nos trará”. acrescenta ainda o responsável.

Durante dois dias será possível assistir a conferências, palestras, pitches de start ups e ativações com foco na longevidade, na medicina regenerativa, nutrição e terapias. Esta primeira edição, prevê ainda momentos de networking entre oradores, participantes e investidores do setor.

Contará com nomes como Dr. Philipp Gut - Diretor do Departamento de Ciências de Dados e Nutrição de Precisão da Nestlé Health Sciences,  Aubrey de Grey - Biomedical Gerontologist, Dr. Michael Sagner – Diretor da European Society of Preventive Medicine, Garri Zmudze – Investidor do Fundo LongVC e Coordenador Executivo da Longevity Science Foundation, Eric Verdin – Presidente e CEO do Buck Institute for Research on Aging, Cláudia Cavadas – Diretora do Instituto de Investigação Interdisciplinar da Universidade de Coimbra, entre outros oradores de renome mundial.

28 de fevereiro
Enquanto coordenador do National Mirror Group (NMG) do “European Joint Programme on Rare Diseases” (EJP RD), o Instituto...

Organizado em conjunto pelo INSA, Direção-Geral da Saúde, União das Associações das Doenças Raras de Portugal – RD Portugal, National Mirror Group do European Joint Programme for Rare Diseases, Orphanet, Fundação para a Ciência e Tecnologia, e pela Associação de Investigação Clínica e Inovação Biomédica, o evento pretende promover o debate sobre as doenças raras em Portugal, divulgar visões diferentes sobre a temática e discutir o seu enquadramento no presente e no futuro. Os interessados em participar deverão efetuar a sua inscrição através do seguinte link.

O Dia Mundial das Doenças Raras é comemorado anualmente no último dia de fevereiro, em mais de 80 países, com o objetivo de sensibilizar o público e os decisores políticos para as doenças raras e o seu impacto na vida dos doentes e famílias. 

As doenças raras são doenças crónicas maioritariamente debilitantes e muitas vezes fatais precocemente, que requerem esforços combinados especiais de várias áreas de intervenção, onde têm grande papel a investigação genética e farmacológica, os produtos de apoio e as respostas sociais ou a satisfação de necessidades educativas especiais, a fim de permitir que os doentes sejam tratados, reabilitados e integrados na sociedade de forma mais eficaz. Estima-se que, em Portugal, existam cerca de 600 a 800 mil pessoas portadoras destas doenças.

 

 

Iniciativa promovida pela International Bureau for Epilepsy
A Angelini Pharma volta a participar na iniciativa internacional 50 Million Steps, organizada pela International Bureau for...

A epilepsia é uma das doenças neurológicas mais comuns, atingindo, atualmente, cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo. Por esta razão, todos os anos, a International Bureau for Epilepsy, maior associação de doentes com epilepsia do mundo, organiza a iniciativa 50 Million Steps, que tem como o objetivo de aumentar a consciencialização sobre a doença e combater o estigma associado à epilepsia. A comunidade é incentivada a partilhar nas redes sociais o número de passos que dão durante o dia, acompanhado de fotos ou pequenos vídeos.

“Há muito que a Angelini participa em campanhas de sensibilização no campo da epilepsia e não só. Este ano, dado o valor social da iniciativa da IBE, a Angelini Industries decidiu envolver todas as pessoas do grupo, incentivando-as a aceitar o desafio dos 50 milhões de passos contra o estigma. Todos os nossos Angeliners são convidados a caminhar e a registar esse momento, através de um pequeno vídeo ou fotos. Estes registos serão reunidos para criar um manifesto de apoio às pessoas que vivem com a doença.”, explica Conceição Martins, diretora de Recursos Humanos e Comunicação da Angelini Pharma. “O objetivo é atingir 1 milhão de passos no total, entre os vários Angeliners a nível global, e, assim, darmos o nosso contributo, em conjunto e de forma mais significativa, na luta contra o estigma social que os doentes enfrentam diariamente”, sublinha Conceição Martins.

A epilepsia é uma doença do sistema nervoso central, caracterizada pela ocorrência de crises epiléticas recorrentes. Estas devem-se a uma descarga anormal dos neurónios e ocorrem de forma súbita e imprevisível. As crises são habitualmente de curta duração e a sua frequência varia de pessoa para pessoa.

Os doentes veem a sua vida condicionada, dadas as inúmeras consequências neurobiológicas, cognitivas e psicossociais provocadas pelas crises. Devido às convulsões persistentes, as pessoas que vivem com epilepsia apresentam uma maior morbidade e mortalidade. Têm menos oportunidades de emprego e são prejudicadas na sua capacidade de trabalho. Dão por si mais isoladas e estigmatizadas pela sociedade, excluídas de interações e relações sociais. Todos estes aspetos impactam a sua qualidade de vida.

Em Portugal, estima-se que afete entre 40 a 70 mil pessoas, ou seja, cerca de um em cada 200 portugueses.

Acompanhe o número de passos conseguidos até ao momento pela Angelini Pharma em: https://www.angelinipharma.pt.

Promoção da atividade física nos cuidados de saúde primários
A Direção-Geral da Saúde, através do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física, vai participar na conferência final...

Iniciado em 2019, este projeto teve por objetivo transferir e adaptar o modelo sueco de promoção da atividade física nos cuidados de saúde primários em nove países europeus: Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, Itália, Lituânia, Malta, Portugal e Roménia.

Na conferência serão apresentados os diferentes recursos e processos desenvolvidos ao longo do projeto, e discutidos aspetos relacionados com a introdução da promoção de atividade física nos sistemas nacionais de saúde.

Em Portugal, foi dada prioridade ao desenvolvimento de três objetivos estratégicos para a intervenção ao nível da promoção da atividade física, através da realização de projetos-piloto em unidades funcionais de Agrupamentos de Centros de Saúde, estabelecimentos hospitalares do Serviço Nacional de Saúde e unidades locais de saúde.

Entre as diferentes atividades desenvolvidas, Portugal foi responsável pela gestão do processo de implementação da consulta de atividade física, um dos cinco elementos centrais no modelo sueco, nos diferentes países participantes no projeto.

A conferência será transmitida online entre as 8 e as 16 horas (horário de Portugal Continental). A inscrição é gratuita, mas o registo é obrigatório e deve ser realizado até dia 11 de fevereiro.

 

Cognição
Os animes são os desenhos animados japoneses mais tradicionais e famosos mundialmente, em especial p

De acordo com o neurocientista Fabiano de Abreu Agrela, autor de um dos primeiros estudos que comprovaram os efeitos do excesso do uso de redes sociais e mau uso da tecnologia na inteligência, o hábito de assistir animes pode prejudicar a cognição e causar ansiedade, isolamento e dificultar o desenvolvimento do cérebro das crianças.

“A grande maioria dos animes não traz nenhum tipo de conhecimento além de estímulos à violência, o que ajuda a aumentar a ansiedade e desencadeia um processo de ‘emburrecimento’, prejudicando o processo de neuroplasticidade cerebral e atrofiando o cérebro”. 

“Outra característica marcante dos animes é a falta de expressões faciais dos personagens, o que, principalmente para as crianças, dificulta o desenvolvimento da cognição com base nas expressões, o que é fundamental para interpretar emoções e sentimentos de outras pessoas no seu convívio”, alerta.

Segundo resultados de um estudo realizado por um grupo de pesquisadores das Universidades de São Francisco e Califórnia e publicado pela revista científica JAMA Psychiatry ournal, quanto mais as pessoas assistem televisão, piores são seus resultados em testes de inteligência, no entanto, apesar de alarmantes, de acordo com Fabiano de Abreu, os impactos dos animes são superiores ao da televisão em geral.

“A televisão em excesso durante a infância prejudica o desenvolvimento de importantes funções cerebrais, no caso dos animes, esse impacto é multiplicado. O claro apelo emotivo de tramas bastante fortes e de cunho sexual para crianças, trilhas sonoras, efeitos visuais, pobreza de vocabulário e atitudes dos personagens que estimulam a violência e solidão, contribuem para isso”.

 

 

 

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Cientistas da Universidade de Coimbra
Uma equipa de investigação da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu uma metodologia rápida, económica e eficiente para o...

O diagnóstico célere desta doença hereditária «pode criar a oportunidade de iniciar o tratamento com maior precisão e rapidez, de modo a permitir que o doente tenha maior benefício e oportunidade de recuperar a visão, se for o caso», explica a docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), coordenadora do Laboratório de Biomedicina Mitocondrial e Teranóstica (LBioMiT) do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC (CNC-UC) e coordenadora do estudo científico, Manuela Grazina. «A rapidez é fundamental para o diagnóstico diferencial da doença e para prosseguir a investigação diagnóstica com maior precisão», sublinha a professora da UC.

Denominada “GenEye24”, esta nova metodologia «permite a identificação das três variantes patogénicas mais frequentes – Top3 (95% do total de alterações genéticas identificadas) na Neuropatia Ótica Hereditária de Leber, num período de 24 horas, com grande sensibilidade e especificidade», explica Manuela Grazina. «Com as tecnologias usadas habitualmente, o diagnóstico genético pode chegar a demorar mais de um mês», contextualiza a coordenadora da investigação.

Com este estudo científico, a equipa da Universidade de Coimbra propõe «uma nova abordagem metodológica económica, simples, robusta e rápida, recorrendo à PCR (reação da polimerase em cadeia) em tempo real, para identificação com alta especificidade de alterações no genoma mitocondrial», elucida a investigadora da UC. «Este teste é feito por amplificação do material genético do doente, extraído a partir do sangue, com “sondas” e “detetores” (primers) complementares da sequência onde podem encontrar-se as alterações genéticas deletérias», acrescenta Manuela Grazina.

Depois de revelados os impactos positivos que pode ter no diagnóstico precoce da Neuropatia Ótica Hereditária de Leber, a equipa de investigação espera que «a “GenEye24” possa vir a ser usada em grande escala no rastreio de doentes, pela rapidez de obter uma resposta de precisão, com grande

utilidade clínica e já está disponível no LBioMiT, tendo sido já rastreados alguns doentes, de entre os quais dois eram portadores de uma das mutações Top3», remata a investigadora.

O estudo científico contou ainda com a participação de Sara Martins (Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra), Maria João Santos (Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra e Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra), Márcia Teixeira (Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra), Luísa Diogo (Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia e Centro de Referência de Doenças Hereditárias do Metabolismo do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra), Maria do Carmo Macário (Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Centro de Inovação em Biomedicina e Biotecnologia e Centro de Referência de Doenças Hereditárias do Metabolismo do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra), João Pedro Marques (Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra) e Pedro Fonseca (Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra).

De referir que o Laboratório de Biomedicina Mitocondrial e Teranóstica do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC é centro afiliado do Centro de Referência de Doenças Hereditárias do Metabolismo do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra desde 2021.

O artigo científico “GenEye24: Novel Rapid Screening Test for the Top-3 Leber’s Hereditary Optic Neuropathy Pathogenic Sequence Variants” encontra-se publicado na revista Mitochondrion, e disponível em https://doi.org/10.1016/j.mito.2023.01.006.

Projeto OVERWATCH
Para responder à necessidade de abordar com o máximo de eficácia as catástrofes naturais que se têm registado na Europa, com...

Coordenado pela empresa italiana ITHACA, este projeto conta com 10 parceiros de 5 países (Portugal, Itália, Polónia, Dinamarca e Alemanha), num investimento total de 3M€ para os próximos 3 anos. O OVERWATCH irá desenvolver um sistema holográfico integrado para apoio aos operacionais na gestão dos meios de combate a incêndios e inundações, com recurso a inteligência artificial.

Para Pedro Matias, Presidente do ISQ, “a utilização de algoritmos de aprendizagem automática é da maior relevância no mundo atual. Este novo sistema irá permitir analisar e consolidar dados recebido através da Observação da Terra e por Veículos Aéreos Não-Tripulado, e identificar zonas alvo de catástrofe naturais, por exemplo incêndios florestais e inundações, e até mesmo auxiliar na busca e salvamento. Os algoritmos de inteligência artificial serão, no fundo, utilizados no processamento de dados, permitindo delimitar frentes de incêndio/água, identificar pontos de água, etc., e contribuir para a disponibilização, ao utilizador, de ferramentas de ajuda à decisão. Tudo com o objetivo de fornecer informação relevante e mais detalhada aos decisores no terreno por forma a que a tomada de decisão seja mais rápida, levando a uma gestão mais eficiente dos meios disponíveis.

De realçar que Portugal será o palco de realização de uma de duas demonstrações previstas no projeto, onde se irá simular um incêndio florestal e respetiva resposta das equipas de combate a incêndios florestais auxiliadas pelo sistema OVERWATCH.

“O sistema combinará vários serviços já oferecidos pelo EGNSS (European Global Navigation Satellite System) e Copernicus Emergency Management and Security, com tecnologias digitais, inteligência artificial e drones. O objetivo será o de fornecer informação atualizada, detalhada e interativa, atempadamente aos responsáveis pela tomada de decisão no combate e mitigação de catástrofes naturais”, explica Nelson Matos, Gestor de Projetos do ISQ.

Hugo Silva, investigador do INESC TEC acredita que “o OVERWATCH é um projeto que visa capacitar as equipas de emergência com uma ferramenta avançada de perceção sensorial de elevada resiliência em cenários de catástrofe”. O investigador explica que “o módulo a desenvolver pelo INESC TEC será um sistema de comunicações móvel que utiliza um “drone tethered” e uma ligação de banda larga via satélite, como forma de fornecer serviços de comunicações (Wi-Fi e 5G) às equipas de emergência e ao sistema Overwatch em caso de falha das comunicações, algo que acontece por vezes neste tipo de cenários”.

Em termos práticos, “para além de uma solução de comunicações de fallback, este sistema pretende complementar a rede de emergência legada, na medida em que introduz suporte a novos casos de uso com requisitos de comunicações mais exigentes do que o tradicional serviço de voz, como por exemplo, a utilização de plataformas robóticas para recolha massiva e automatizada de informação, e o suporte à operação de sistemas holográficos para melhor reconhecimento situacional”, continua.

O projeto OVERWATCH enquadra-se no programa de investigação europeu Horizonte Europa, estando este projeto diretamente sob a alçada da EUSPA (Agência da União Europeia para o Programa Espacial).

O projeto é financiado pelo Programa Horizonte Europa (CALL:HORIZON-EUSPA-2021-SPACE) ao abrigo do Acordo de Subvenção 101082320.

Entorses e Fraturas
Entorses ou fraturas estão entre as principais lesões que acometem os tornozelos.

De acordo com Krystin Hidden, cirurgiã ortopedista da Mayo Clinic, “a articulação do tornozelo é composta pelas extremidades da tíbia e pelos ossos da fíbula que estão conectados por múltiplos ligamentos que ajudam a estabilizar as articulações.”

A lesão em qualquer um dos ossos, ligamentos ou tendões, e os diversos tipos de artrite, podem causar dores no tornozelo.

A entorse no tornozelo, que é “uma lesão que ocorre quando alguém gira, torce ou vira o tornozelo de forma estranha” forçando-o a sair da sua posição normal, é o tipo de lesão mais frequento. Sendo que, a falta de tratamento adequado para um tornozelo torcido, o envolvimento em atividades muito rapidamente após a torção ou a torção recorrente pode levar a complicações contínuas.

Quanto às fraturas, explica a médica, estas atingem sobretudo a fíbula, mais especificamente no maléolo lateral. “As fraturas do maléolo lateral podem ser tratadas isoladamente sem cirurgia, caso nenhuma outra lesão ligamentar seja identificada usando incidências especiais nas radiografias. Se ocorrerem combinadas, as fraturas do maléolo lateral, maléolo medial e maléolo posterior necessitam com frequência de cirurgia, devido à instabilidade do tornozelo e tendência à artrite”, adianta.

“Essas articulações são translacionais, permitindo que uma parte translade, e não gire, em relação à outra. Mas, historicamente, está demonstrado que apenas 1 milímetro de translação da articulação reduz 42% da área de contato. Se essa relação estável não for restaurada, a artrite no tornozelo poderá progredir rapidamente”, refere ainda.

Segundo esta especialista, as fraturas podem variar de pequenas rachaduras nos ossos até fraturas expostas.

As fraturas no tornozelo podem ser causadas por múltiplos fatores, inclusive lesões rotatórias de baixa energia em desportos recreativos ou acidentes de alta energia com veículos motorizados. “O tratamento de um tornozelo fraturado depende exatamente do local e da gravidade da fratura óssea. Um tornozelo gravemente fraturado pode necessitar de cirurgia para o implante de placas, hastes ou parafusos no osso fraturado para manter a posição adequada durante a cicatrização”, explica.

A prevenção destas lesões é multifatorial e começa com uma dieta saudável e exercícios diários, sublinha a médica, incluindo a reposição dos níveis adequados de vitamina D.

“Medidas preventivas adicionais para evitar as lesões no tornozelo incluem exercícios propriocetivos para aprimorar o equilíbrio e a coordenação. Esses exercícios fortalecem os ligamentos e músculos estabilizadores da articulação do tornozelo, inclusive a tibial anterior, a tibial posterior e os músculos peroneais. Além disso, um estilo de vida saudável com atividades físicas diárias ajudará esses músculos a estabilizar o tornozelo nas superfícies irregulares”, acrescenta.

Por outro lado, o uso de calçado confortável “palmilhas que ajudam a posicionar o antepé” também podem ajudar a posicionar melhor a articulação do tornozelo, sobretudo entre aquelas que têm pés altamente arqueados. “O alongamento diário dos músculos da barriga da perna ajuda a combater o desequilíbrio na articulação do tornozelo e pode ajudar a evitar completamente as lesões no tornozelo”, diz a cirurgiã.

O tratamento para as lesões no tornozelo pode depender da gravidade do problema. Para uma torção, as medidas de autocuidado e medicamentos para dor podem suficientes, no entanto, pode ser necessária uma avaliação médica para determinar o tratamento adequado e evitar lesões recorrentes. “É importante procurar a ajuda de um profissional de saúde, como um ortopedista, fisioterapeuta ou especialista em medicina esportiva. A consulta com um fisioterapeuta pode fazer parte do programa de recuperação e prevenção, dependendo das suas necessidades específicas”, salienta a especialista da Mayo Clinic.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Formação conjunta de profissionais de saúde
A Escola Superior deEnfermagem do Porto (ESEP), a Escola Superior de Saúde do Politécnico do Porto e a Faculdade de Medicina da...

Esta iniciativa, apoiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência, pretende fomentar a partilha de recursos humanos, técnicos, científicos e materiais para a educação e formação que permitirá uma nova resposta interprofissional.

Miguel Padilha, diretor executivo da Aliança, explica que “este projeto colaborativo proporciona uma visão multidisciplinar e multiprofissional, fundamental para os profissionais de saúde enfrentarem os novos desafios globais em saúde e para a qual as respostas atuais se têm revelado insuficientes”.

O diretor executivo refere ainda que “esta Aliança será uma plataforma partilhada entre as três instituições, capaz de enfrentar a crescente complexidade dos desafios colocados aos profissionais de saúde, contribuindo para a aceleração da transição digital na educação e formação, um fator que exige investimento na atualização e conversão de competências, estratégias pedagógicas e espaços de formação”.

Este projeto foca-se, assim, na criação de sinergias que, no futuro, vão permitir aprofundar os pontos comuns em que as áreas da medicina, da enfermagem e dos técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica se complementam.

Com vista a corporizar esta iniciativa, a Aliança vai criar um Centro de Educação para a Saúde que vai permitir a criação e disponibilização de atividades de formação interprofissional dedicadas aos profissionais de saúde, três Centros de Simulação Clínica, com vista a otimizar a qualidade e segurança das intervenções.

Financiado pelo fundo Recuperar Portugal, com fundos europeus através do instrumento NextGenerationEU, esta é uma das plataformas disruptivas que permitirá uma resposta mais eficiente e eficaz aos novos desafios da sociedade e aos objetivos de desenvolvimento sustentável.

 

 

Inquérito
De acordo com um inquérito da Deco Proteste, o tamanho dos rótulos dos alimentos é um dos principais obstáculos para mais de...

A principal organização de defesa dos consumidores em Portugal tem um longo historial de reivindicações relacionadas com a legibilidade dos rótulos dos alimentos e com a melhoria qualitativa da respetiva informação.

No seu mais recente inquérito sobre “O que diz a embalagem”, os resultados revelam que 15% dos consumidores não despende tempo para os ler. As principais razões prendem-se pelo tamanho diminuto da letra, a compreensão e extensão da informação ou a inexistência de interesse. 5% simplesmente não confia na informação apresentada no rótulo.

De acordo com os dados do estudo, 75% dos inquiridos reconhece, por exemplo, a utilidade da informação nutricional, sendo que 61% admite que os ajuda na sua decisão de compra.

Informação crucial para comprar

Em contramão com os fatores de desinteresse está a informação valorizada por uma larga maioria dos inquiridos: prazo de validade, lista de ingredientes, informação nutricional, instruções de utilização, país ou região de origem. A estes dados somam-se ainda as promoções, os conselhos de conservação e o peso líquido.

As alegações nutricionais são claramente um fator muito importante no momento da compra. Como sublinha a Deco Proteste, as informações mais valorizadas pelos inquiridos refletem as tendências atuais da alimentação: sem açúcar adicionado, baixo teor de sal, baixo teor de gorduras saturadas e zero ou baixas calorias. A este top de alegações somam-se outras quatro informações decisivas – rico em vitaminas, natural, rico em fibras e sem sal.

Sobre os resultados do inquérito nacional, Rita Rodrigues, diretora de Comunicação e Relações Institucionais da Deco Proteste, não tem dúvidas: “os rótulos dos alimentos são uma importante fonte de informação que permite ao consumidor realizar compras informadas, mais conscientes, adequadas às suas necessidades nutricionais, condições de saúde, sem esquecer o combate ao desperdício alimentar. É fundamental saber ler e interpretar os rótulos dos alimentos. A sua leitura atenta possibilita conhecer a composição dos alimentos, e desta forma realizar as melhores escolhas, desde o momento da compra, até ao momento do consumo”

“A Deco Proteste quer continuar a ser um parceiro ativo na promoção de mais e melhor literacia sobre as informações que constam nos rótulos e nas diversas dimensões, como a lista de ingredientes, alergénios e informação nutricional”, conclui a responsável.

10 de fevereiro
O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, inauguram a...

A obra que consiste num conjunto escultórico da autoria do mestre Rogério Abreu, partiu da reflexão sobre a entrega dos médicos no combate à pandemia que nos assolou e que ainda persiste entre nós, o seu altruísmo, dedicação, espírito de sacrifício e resiliência. Presta uma merecida homenagem a todos os médicos, homens e mulheres, que estiveram na linha da frente do momento difícil que vivemos.

A soldadura foi a técnica utilizada nesta obra que permitiu uma grande expressividade criativa através da relação com a mão e no construir/desfazer, cortar/moldar, agarrar/soldar, avançar/ recuar, observar/pensar constantes no processo artístico.

O objeto é composto por materiais em aço inox cuja principal característica é a sua resistência à oxidação atmosférica. As dimensões do conjunto são de aproximadamente 3,50 metros de largura por 1,50 metros de altura, inserindo-se no espaço à sua volta e criando uma relação pictórica e envolvente com quem o observa.

 

XIII Congresso Nacional de Cirurgia Ambulatória
A Associação Portuguesa de Cirurgia Ambulatória (APCA) vai organizar o XIII Congresso Nacional a realizar de 15 a 17 de junho,...

A iniciativa, dirigida a médicos, cirurgiões, anestesiologistas, enfermeiros, administradores e gestores hospitalares, pretende promover a colaboração interdisciplinar para discutir e desenvolver estratégias que visem a melhoria da eficácia dos procedimentos cirúrgicos ambulatoriais.

“O caminho para progresso da cirurgia ambulatória assenta na pesquisa e desenvolvimento de novas técnicas e tecnologias para melhorar a segurança e qualidade no tratamento dos doentes”, explica Carlos Magalhães, presidente da APCA.

E acrescenta: “É isso que almejamos com este Congresso Nacional. Identificar e debater desafios e questões críticas desta área, valorizando a discussão com a multidisciplinaridade dos profissionais presentes e a partilha de boas práticas na gestão e administração de serviços de cirurgia ambulatorial”.

Para mais informações e inscrições, consultar: https://diventos.eventkey.pt/geral/detalheeventos.aspx?cod=422&lingua=pt-PT.

 

Menções Honrosas para estudos nas áreas dos Tumores Cerebrais e da Hipertensão Arterial
O Prémio BIAL de Medicina Clínica 2022 distinguiu a obra “Os desafios da Neurodiversidade: um percurso na área da medicina...

O trabalho, premiado com um valor de 100 mil euros, representa uma visão de 15 anos de percurso na investigação básica e clínica na área do neurodesenvolvimento, em particular no autismo, influenciada pela história pessoal do autor, pai de um jovem com esta condição, com responsabilidades associativas e federativas.

Alicerçada na procura de biomarcadores e novas terapias, a investigação teve como foco os conceitos chave de Neurodiversidade e Medicina Personalizada. O conceito de Neurodiversidade aplicado à Medicina, em particular ao autismo, mostra que, apesar das semelhanças entre indivíduos, o nosso cérebro transporta marcas únicas que levam a manifestações biológicas e do comportamento muito diferentes, originando a necessidade de tratamentos diferenciados e ajustados a cada pessoa, isto é, Medicina Personalizada.

Com esta visão da “molécula ao homem”, ligando a biologia molecular, imagiologia cerebral e neurociência cognitiva, foram realizados diversos ensaios clínicos, usando fármacos, mas também terapias não farmacológicas com base científica, sobretudo interfaces homem-máquina e jogos imersivos, para tentar melhorar aspetos como o reconhecimento de emoções, a regulação emocional e a ansiedade no autismo.

“O trabalho confirmou que para compreender e reabilitar melhor o autismo é preciso ter em conta marcadores neurobiológicos que permitam caracterizar melhor a Neurodiversidade, de forma a concretizar abordagens de Medicina Personalizada e de Precisão, tendo sido crucial o trabalho de equipas multidisciplinares”, explica Miguel Castelo-Branco, coordenador científico do Coimbra Institute for Biomedical Imaging and Translational Research (CIBIT/ICNAS) e Professor da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra.

Para o presidente do júri do Prémio BIAL de Medicina Clínica 2022, Manuel Sobrinho Simões, “o trabalho vencedor reflete um percurso de vida dedicado à investigação, alicerçado na história pessoal do autor, que contribuiu substancialmente para a compreensão da dualidade saúde/doença, permitindo o desenvolvimento de tratamentos personalizados de forma a melhorar competências sociais e de regulação emocional no autismo”.

Menções Honrosas para trabalhos sobre Tumores Cerebrais e Hipertensão Arterial

O júri do Prémio BIAL de Medicina Clínica 2022 decidiu ainda atribuir duas Menções Honrosas, no valor de 10 mil euros cada uma. Sobrinho Simões realça a relevância das obras galardoadas com Menção Honrosa, destacando que “foram distinguidos dois trabalhos, no âmbito da patologia molecular dos tumores cerebrais e da epidemiologia da hipertensão arterial na população moçambicana, que demonstram a importância da investigação científica para a evolução da medicina em particular e da sociedade em geral”.

Distinguido com uma Menção Honrosa, “Brain Tumors 360º: from biological samples to precision medicine for patients” é um trabalho  da autoria de Cláudia Faria, Neurocirurgiã no Hospital de Santa Maria (Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte – CHULN),  investigadora no Instituto de Medicina Molecular João Lobo Antunes (iMM) e professora na Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL), que pretende contribuir para melhorar o conhecimento científico dos tumores cerebrais, através do desenvolvimento da Brain Tumor Target (BTTarget), uma plataforma centrada no doente que permite simular a doença humana e testar modelos e terapias inovadoras para Medicina Personalizada.

O primeiro passo consistiu na criação de um Banco de Tumores Cerebrais no Biobanco-iMM CAML, que inclui amostras biológicas de aproximadamente 2000 doentes.

A BTTarget permite uma visão 360º dos tumores cerebrais, que começa na análise do material biológico, passando pela integração de dados clínicos e de anatomia patológica, pela criação de modelos que simulam a doença humana, e culminando na descoberta de biomarcadores ou novos tratamentos que voltam ao doente sob a forma de ensaios clínicos.

Esta plataforma promove a colaboração em projetos de investigação nacionais e internacionais, com o objetivo de ajudar a compreender melhor como se formam os tumores cerebrais e de que forma podemos melhorar o tratamento dos doentes.

Cláudia Faria explica que “apesar dos avanços no conhecimento da biologia molecular, os tumores cerebrais malignos continuam a ser uma importante causa de morbilidade e mortalidade em crianças e adultos, por isso estas descobertas, após validação em ensaios clínicos em doentes, podem contribuir para a melhoria da sua sobrevida e qualidade de vida”.

O júri atribuiu também uma Menção Honrosa ao trabalho “Contribuição para o estudo da Hipertensão Arterial em Moçambique e na África subsaariana: Resultados de um combate de 25 anos”, coordenado por Albertino Damasceno, cardiologista no Hospital Central de Maputo e professor catedrático jubilado da Universidade Eduardo Mondlane, reconhecido pela Ordem dos Médicos de Moçambique como o “Pai da Cardiologia em Moçambique”.

Este trabalho apresenta os resultados de uma ampla pesquisa no domínio da hipertensão arterial na população de Moçambique, realizada nos últimos 25 anos, fruto de uma colaboração entre a Universidade Eduardo Mondlane de Moçambique e a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), bem como outras instituições académicas africanas e grupos de trabalho internacionais.

Pretendeu-se recolher novas informações relativamente à hipertensão arterial nos indivíduos negros da África Subsaariana, e especificamente de Moçambique, conhecer melhor a sua epidemiologia e fisiopatologia, bem como identificar vários fatores determinantes que possam suportar decisões sobre medidas preventivas e terapêuticas mais adequadas para reduzir a morbilidade e mortalidade associadas à hipertensão arterial.

O trabalho mostrou que, na população de Moçambique, um em cada três adultos tem hipertensão arterial, identificou as suas causas, tipos e os baixos níveis de controlo constatando a sua responsabilidade por uma anormalmente elevada mortalidade por acidentes cardiovasculares. Identificou ainda quais os medicamentos mais eficazes para tratar a hipertensão arterial na população africana bem como as medidas de saúde pública que deverão ser aplicadas para minimizar no futuro as graves consequências desta situação.

De acordo com Albertino Damasceno, “a hipertensão arterial é o principal fator de risco para a insuficiência cardíaca, para o acidente vascular cerebral e para a cardiopatia isquémica em África”, explica o coordenador da obra, acrescentando que “este trabalho poderá ajudar a individualizar estratégias de prevenção, diagnóstico e tratamento da hipertensão arterial para muitos portugueses ou imigrantes de origem africana residentes em Portugal”.

Além de Albertino Damasceno, a obra distinguida contou com a coautoria de Jorge Polónia (FMUP e Hospital Pedro Hispano), Nuno Lunet (FMUP e Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto), António Prista (Universidade Pedagógica de Maputo), Carla Silva Matos (Ministério da Saúde de Moçambique) e Neusa Jessen (Hospital Central de Maputo e Universidade Eduardo Mondlane).

A cerimónia de entrega do Prémio BIAL de Medicina Clínica 2022 decorre no dia 8 de fevereiro, na Aula Magna da FMUP e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, bem como o patrocínio do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas e da Ordem dos Médicos.

1 milhão de dólares
Está a decorrer o processo de submissão de propostas a um Programa Competitivo de Bolsas no âmbito da Aliança Merck-Pfizer....

Estas bolsas estão inseridas no programa Global Medical Grants (GMG) e pretendem apoiar iniciativas independentes, com o objetivo de melhorar os resultados em saúde e responder a necessidades médicas não satisfeitas, alinhadas com a estratégia científica da Aliança Merck-Pfizer.

Este Request for Proposal (RFP) público fornece detalhes sobre a área de interesse, estabelece o período de submissão e datas de revisão e aprovação. Os projetos serão analisados por um painel de revisores internos que integram a aliança entre as companhias e que tomarão a decisão final sobre a atribuição das bolsas.

As companhias não têm influência sobre nenhum aspeto dos projetos e apenas solicitam relatórios sobre os resultados e sobre o impacto dos mesmos com o intuito de compartilhá-los publicamente.

 

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