O que pode ser?
O aparecimento de sangue nas fezes é um sinal que, com alguma frequência, motiva uma ida ao médico.

Se por um lado, para algumas pessoas constitui um sinal de alarme, para outras, principalmente naquelas em que o diagnóstico de hemorroidas foi já efetuado, torna-se um acontecimento comum e que muitas vezes não é valorizado.

A hemorragia ano-rectal pode ter muitas causas e deve ser sempre valorizada. Se na maioria das vezes tem a sua origem em doenças locais, que se podem tratar facilmente, noutros casos é um sinal de alarme de uma doença com maior gravidade.

Por tudo isto, perante a presença de perda de sangue através do ânus, a prudência obriga a que seja efetuada uma consulta especializada onde uma boa história clínica e um exame ano-rectal rigoroso, poderão muitas vezes, de imediato, diagnosticar a causa da hemorragia.

A causa mais comum de sangramento retal é a presença de hemorroidas. A doença hemorroidária é, em grande parte da população portuguesa, uma causa muito frequente de sofrimento, e incapacidade.

Os sintomas têm a ver com o grau de gravidade e vão desde o simples incómodo, até à presença de anemia grave causada pelas hemorragias por vezes muito frequentes. Os episódios de dor, por vezes insuportável, estão frequentemente presentes nos doentes que sofrem de hemorroidas.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Projeto PORT
A Sociedade Portuguesa de Oncologia lançou o novo projeto PORT – Portuguese Oncology Reality. Trata-se de uma iniciativa de...

O projeto PORT permitiu distribuir já diversos pedidos de participação em ensaios clínicos internacionais de forma célere e especificamente para pessoas experts na área. Desta forma, a Sociedade Portuguesa de Oncologia vai possibilitar aos doentes portugueses um acesso mais fácil e direto a novos estudos nas várias áreas da especialidade de Oncologia.

Miguel Abreu, presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia, revela que «o principal objetivo deste projeto é o conhecimento da realidade portuguesa em Oncologia, nomeadamente os médicos que estão dedicados a cada patologia, sendo fundamental para se desenvolver várias iniciativas, nomeadamente as relacionadas com a promoção da investigação. Através do projeto PORT conseguimos recolher e juntar numa plataforma única os médicos especializados que estão em melhores condições para desenvolver essa mesma investigação. Atualmente não existem cuidados oncológicos de qualidade quando não existem equipas dedicadas a áreas específicas.»

Em termos de estudos que já estão previstos, o presidente da SPO refere «o exemplo de vários feasibilities de um grupo cooperativo internacional, com quem a Sociedade tem uma parceria, nomeadamente a EORTC (European Organisation for Research and Treatment of Cancer), que envia estes questionários de manifestação de interesse em participar nos seus estudos e em que Portugal esteve, muitas vezes, excluído. Sem o PORT esta participação seria impossível.»

Desde dezembro de 2023, encontra-se publicado no site da Sociedade Portuguesa de Oncologia o conjunto de todas as instituições envolvidas no projeto PORT.

 
 
 
Ensaio clínico europeu
Duas crianças portuguesas com autismo participaram num ensaio clínico europeu, com o objetivo de avaliar a eficácia do...

A participação das crianças portuguesas foi possível porque as suas famílias optaram pela colheita das células estaminais do cordão umbilical à nascença, utilizando o banco de criopreservação Crioestaminal, que armazenou estas células até ao dia da sua utilização, 14 de junho de 2023, e apoiou na identificação dos ensaios clínicos em curso, bem como no estabelecimento dos contactos com a equipa médica em Bucareste.

Embora os resultados ainda não tenham sido divulgados, o investigador principal do estudo, Felician Stancioiu, assim como os pais das crianças portuguesas descrevem melhorias: “passados 6 meses após a infusão, o João (nome fictício) tem aumentado a sua capacidade de compreensão e concentração”, destaca a mãe da criança de 6 anos diagnosticada com autismo que participou no ensaio clínico.

Já a mãe do Pedro (nome fictício) de 4 anos denota “uma evolução positiva no filho”, tecendo também elogios ao investigador principal do estudo, Felician Stancioui: “é um dos pioneiros a nível mundial a apresentar esta opção terapêutica para o autismo, sendo sinónimo de rigor e de profissionalismo. Ao longo do processo a equipa médica foi-nos dando um feedback constante, havendo sempre lugar para esclarecer dúvidas e preocupações e estiveram sempre disponíveis para ajudar”.

Desde janeiro 2019, data em que o ensaio clínico teve início, até julho de 2023, foram administradas amostras do sangue do cordão umbilical autólogo a 56 crianças com PEA. Durante este período, foi avaliada a evolução ao nível cognitivo e comportamental, nomeadamente na interação com a família e os colegas, de forma a testar a eficácia deste tratamento.

Dos resultados já analisados, foi possível antecipar um balanço bastante positivo: “Os resultados foram muito bons na faixa etária dos 3 aos 7 anos, onde cerca de 2 em cada 3 crianças com PEA tiveram melhorias claras, especialmente na verbalização, iniciativa, interação social e compreensão”, revela Felician Stancioiu.

Já os jovens com mais de 8 anos não mostraram resultados tão promissores, sendo que apenas 1 em cada 10 mostrou uma melhoria no comportamento.

Estas avaliações foram feitas através de vários questionários específicos, realizados entre os 2 e os 12 meses após os primeiros tratamentos, cujas respostas contribuíram para avaliar o grau de autismo da criança e as suas potenciais melhorias.

Tratamentos com células estaminais cada vez mais perto dos portugueses

Se até aqui a grande maioria destes ensaios clínicos e tratamentos com células estaminais decorriam nos Estados Unidos da América, através de instituições académicas como a Universidade de Duke ou a Universidade de Harvard, a realidade começa agora a mudar. Estes ensaios clínicos inovadores estão a emergir na Europa, podendo traduzir-se em mais oportunidades para as famílias portuguesas.

Exemplo disso são estas duas famílias: “No dia em que fez precisamente 4 anos que o João foi diagnosticado com PEA, chegou a tão ansiada notícia da Crioestaminal - a equipa liderada pelo Dr. Felician Stancioiu, em Bucareste, na Roménia estava a realizar um estudo sobre os efeitos da aplicação das células do cordão umbilical, e respetivos ensaios clínicos. Podemos afirmar que a esperança renasceu nesse dia!”, afirma a mãe da criança de 6 anos.

O processo de envio das células das crianças portuguesas foi assegurado pela Crioestaminal, desde o seu laboratório em Cantanhede até ao hospital de Bucareste, onde decorreu a infusão das células estaminais. O envio foi realizado com recurso a um dry-shipper, um recipiente para transporte, em atmosfera de azoto, de produtos criopreservados, e através de uma empresa especializada em transporte de produtos para utilização terapêutica.

“Estamos muito entusiasmados por contribuir com a libertação destas duas amostras de sangue do cordão umbilical para um ensaio clínico que pode melhorar significativamente o dia-a-dia destas crianças e das suas famílias”, afirma Mónica Brito, diretora executiva da Crioestaminal.

“Foi com o propósito de transformar a vida daqueles que podem beneficiar de um tratamento com células estaminais, que a Crioestaminal nasceu há 20 anos”, refere Mónica Brito, concluindo que “para que isso seja possível, trabalhamos diariamente na criopreservação das células estaminais do sangue e do tecido do cordão umbilical, quer para o desenvolvimento de novos medicamentos para tratamentos ainda experimentais, quer para responder a oportunidades como esta”.

 
Eleições a 24 de fevereiro
O farmacêutico Duarte Santos é candidato à direção da Associação Nacional das Farmácias (ANF) cujas eleições se realizam no...

Com uma vasta experiência associativa, empresarial e de liderança de projetos fundamentais para as Farmácias a nível nacional e internacional, Duarte Santos candidata-se com o objetivo de unir a ANF, tornando-a mais próxima dos seus associados e orientada para servir as Farmácias.

Unir e defender a evolução das Farmácias, reforçar a proximidade com as pessoas e ampliar o seu papel no sistema nacional de saúde são alguns dos pilares do programa eleitoral da equipa liderada por Duarte Santos.

Membro de anteriores direções da ANF, foi responsável pelo desenvolvimento, dinamização e contratualização de serviços de saúde nas Farmácias com entidades como o Serviço Nacional de Saúde (SNS), os Governos Regionais da Madeira e dos Açores e com a grande maioria dos municípios. Teve também um papel fundamental no envolvimento das Farmácias de todo o país na testagem COVID-19.

Conta com uma vasta experiência de representação institucional e de relacionamento com os diversos agentes do sector da saúde, a nível nacional e internacional.

“Candidato-me para revitalizar e mobilizar uma associação fundamental para a valorização das Farmácias enquanto agentes indispensáveis para a modernização e sustentabilidade do sistema de saúde em Portugal. A força da ANF está na sua capacidade de agregar e motivar os associados a prosseguir caminhos com propósito, em torno de um projeto comum”, afirma.

Duarte Santos tem mais de 20 anos de experiência de vida associativa. Além das responsabilidades assumidas na ANF e na Ordem dos Farmacêuticos, foi também presidente do Grupo Farmacêutico da União Europeia (PGEU), no mandato de 2020, e da Associação Portuguesa de Jovens Farmacêuticos (APJF), de 2011 a 2015. Concluiu o Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, pela Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, em 2008. Desde então é proprietário de uma Farmácia, tendo assumido a direção técnica e de gestão.

É membro do conselho fiscal nacional da Ordem dos Farmacêuticos.

Foi diretor da Revista “Farmácia Portuguesa” e desde 2014 que é professor convidado da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Tem um MBA pela AESE Business School de Lisboa.

 
18.º Congresso Português do AVC
O 18.º Congresso Português do AVC, evento de destaque na área da doença vascular cerebral organizado pela Sociedade Portuguesa...

“Os cursos pré e pós congresso são mais do que oportunidades de aprendizagem. São momentos de revisão, aperfeiçoamento, especialização e diferenciação, contribuindo para a melhoria da prática clínica na abordagem ao doente com AVC”, refere o Prof. Vítor Tedim Cruz, Presidente da Direção da SPAVC.

No dia 31 de janeiro, o curso “Neuroimagem na Doença Vascular Cerebral” irá inaugurar a sequência de cursos pré congresso, realizando-se entre as 14h30 e as 16h30, com coordenação do Dr. Ângelo Carneiro e do Dr. João Pedro Marto. Será uma formação detalhada sobre o mundo da neuroimagem, abordando técnicas avançadas e inovadoras no diagnóstico por imagem da doença vascular cerebral.

Ainda no mesmo dia serão realizados, em simultâneo, mais dois cursos pré congresso. O curso II “Ultrassonografia de Cabeceira nas Unidades de AVC”, com coordenação de dois membros da Direção da SPAVC, Prof. João Sargento Freitas e Dr. Alexandre Amaral e Silva, e o curso III “Enfermagem Cerebrovascular”. O primeiro terá como objetivo uma exploração profunda sobre o papel da ultrassonografia no contexto das Unidades de AVC e o segundo irá abordar as melhores práticas de enfermagem no tratamento dos doentes com AVC.

No dia 3 de fevereiro, após término do Congresso, entre as 14h30 e as 16h30, teremos dois cursos pós congresso. O curso IV “Reabilitação após Doença Vascular Cerebral” será dirigido a todos os profissionais que se interessem pela área da reabilitação, capacitando-os a desempenhar um papel ativo na recuperação dos sobreviventes de AVC. Esta formação será conduzida pelo Dr. Jorge Jacinto e pelo Dr. Renato Nunes. O curso V “Prevenção Vascular I: Hipertensão, Diabetes e Dislipidémia”, liderado pelo Dr. Fernando Pinto, irá focar-se em três dos principais fatores de risco modificáveis para o aparecimento do AVC.

No período entre as 17h00 e as 19h00, o curso VI “Prevenção Vascular II: Cardioembolismo”, coordenado pela Prof.ª Catarina Fonseca, membro da Comissão Científica da SPAVC, irá abordar a forma como deve ser feita a prevenção secundária de algumas causas de cardioembolismo e, por fim, o curso VII “A Via Verde do AVC”, levado a cabo pelo Dr. Miguel Rodrigues e pela Dr.ª Liliana Pereira, irá explorar de que forma a Via Verde representa um caminho rápido e eficiente para o diagnóstico e tratamento do AVC.

As inscrições para o 18.º Congresso Português do AVC e para os cursos pré e pós congresso estão abertas e podem ser formalizadas online. Todos os profissionais de saúde interessados, bem como estudantes, podem desde já garantir o seu lugar neste fórum de discussão sobre AVC.

Todas as informações sobre o programa, os intervenientes, os cursos, entre outras, podem ser consultadas no website da SPAVC (https://spavc.org/18o-congresso-portugues-do-avc/).

Em todo o país, incluindo Açores e Madeira
Arranca hoje oficialmente a 13ª edição da maior iniciativa gratuita de educação para a alimentação saudável em Portugal “Heróis...

O distrito onde se regista a maior quantidade de escolas inscritas é Lisboa (210), seguindo-se o distrito do Porto (195), Braga (95), Setúbal (84), Aveiro (75), Faro (64), Leiria (54), Coimbra (50), Santarém (44), Viana do Castelo (40), Castelo Branco (28), Évora (24), R.A. Açores (24), Viseu (23), Beja (20), Vila Real (19), R.A. Madeira (17), Portalegre (16), Bragança (13) e Guarda (10).

Ao nível da representatividade municipal, registou-se este ano a adesão de 207 dos 308 municípios portugueses, ou seja 67,2%. Os três municípios com mais escolas a participar são Lisboa, Vila Nova de Gaia e Sintra.

Elke Muranyi, Corporate Responsibility Director da ALDI Portugal destaca que “65% dos mais de 80 mil alunos que participaram no projeto «Heróis da Fruta», no passado ano letivo, tiveram acesso a fruta distribuída gratuitamente na escola. Através desta parceria com a APCOI, temos conseguido promover mudanças com um impacto duradouro nos hábitos alimentares dos mais pequenos, estimulando o consumo diário de alimentos saudáveis. Por exemplo, quase metade (48,5%) das crianças participantes na edição anterior consumiram, pela primeira vez, pelo menos um hortofrutícola que nunca tinham experimentado antes".

Mário Silva, presidente da APCOI afirma que "na última edição, o projeto Heróis da Fruta garantiu a ingestão de pelo menos 1 milhão de porções de fruta e conseguiu diminuir a ingestão de alimentos menos saudáveis nos lanches escolares em 55%. Um sucesso que só é possível alcançar graças ao envolvimento de todos os parceiros que apoiam esta iniciativa. A 13ª edição do projeto escolar "Heróis da Fruta" volta a contar com o apoio principal da ALDI.  “Para que nenhuma escola interessada fique de fora desta edição, decidimos prolongar o período de inscrições no site www.heroisdafruta.com até 15 de janeiro de 2024", conclui Mário Silva.

Lista completa por distrito e município das escolas inscritas este ano letivo, disponível no link: https://bit.ly/listaescolas2024

 
Relacionamentos
Todos os anos, um dos picos de divórcios acontece depois das festividades do Natal e da passagem de

As férias no geral (as de natal, e as de verão) podem potenciar ou dar origem a diversos desentendimentos conjugais. Em primeiro lugar não podemos esquecer que este é um período em que os parceiros passam mais tempo juntos, o que muitas vezes exige uma “readaptação” às rotinas e alarga a possibilidade de desentendimentos, principalmente quando a relação já não está nas melhores condições.

Também existem situações em que o casal (ou pelo menos um dos elementos do casal) cria diversas expectativas em relação a este período, tais como:

  • Acreditar que com a diminuição do stress diário consigam reavivar o desejo sexual e, consequentemente, a intimidade sexual;
  • Encarar o período de férias como o momento ideal para “resolver os conflitos” relacionais acumulados durante o ano;
  • Ter mais tempo para estar em casal e assim conseguir avaliar os verdadeiros sentimentos em relação ao/à parceiro/a
  • Desejar ter mais tempo para falar com o/a parceiro/a sobre a relação ou como melhorarem a relação;
  • Dar “uma última oportunidade” à relação.

Da minha experiência clínica posso afirmar que existem dois períodos críticos em relação ao aumento de pedidos de ajuda para terapia de casal: o pós-férias e o início dos anos. Considero que os dois momentos têm em comum o facto de muitas pessoas verem estes períodos como períodos de reflexão e de tomada de decisões.

Evitar o fim da Relação 

Não existem formulas mágicas! Cada casal tem a sua particularidade e é nisso que os parceiros se devem focar. Independentemente de tudo, o importante é que os parceiros falem sobre a forma como cada um pensa ou deseja e não se sinta julgado/a ou criticado/a por dizer qual é a sua vontade.

Erradamente, muitas pessoas consideram que evitar discussões é “não falar sobre os assuntos”, porém, muitas vezes, é o facto de existirem assuntos tabu ou “não ditos” que provoca um aumento de desentendimentos e mal-estar, nos casais.

Por isso mesmo, muitas vezes, a terapia de casal passa precisamente por ajudar os casais a comunicar de forma assertiva e não violenta. Ou seja, ajudar os casais a terem uma comunicação onde não prevalece a crítica, o desprezo e a desvalorização – formas de comunicar muito comuns em casais que acabam em divórcio!

Erros a evitar 

Vejam este período como uma oportunidade para estarem juntos e não como uma “obrigação” de estarem juntos. Respeitem as vossas necessidades e as necessidades do outro. Por mais difícil que possa parecer, se deixarem de fazer “braço de ferro” e trabalharem genuinamente numa solução, será mais fácil encontrarem respostas que agradem a ambos.

É importante que não tomem decisões precipitadas. Se houver necessidade, em momentos de maior tensão, podem pedir ao/à parceiro/a um tempo de reflexão, para, por exemplo, ir dar uma volta até que se sintam menos ativados emocionalmente. Quando se sentirem mais calmos devem voltar a falar sobre o assunto, tentando expressar o que pensam e sentem e não criticando ou acusando o/a parceiro/a.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Investigação da Mayo Clinic abre portas para um tratamento
Investigadores e colaboradores da Mayo Clinic identificaram uma proteína que é expressa por células imunitárias e que pode...

Doença fatal

A ELA é uma doença fatal dos neurónios motores. As pessoas com ELA morrem normalmente nos três anos seguintes ao diagnóstico.

Embora tenham existido avanços na compreensão da ELA, não há cura ou tratamento que melhore significativamente a função motora ou prolongue a sobrevivência das pessoas com a doença. Embora a perda de neurónios motores seja a caraterística principal da ELA, o sistema imunitário também está envolvido na maioria das pessoas.

A doença envolve a ativação de células imunitárias, incluindo células microgliais e macrófagos, que têm propriedades pró-inflamatórias. As células microgliais são células imunitárias específicas do sistema nervoso. Os macrófagos são as células gerais de "limpeza" do sistema imunitário que estão presentes no sistema nervoso periférico.

A equipa de investigação descobriu que a proteína integrina α5, que é expressa por células microgliais e macrófagos, está presente em abundância no sistema motor de pessoas com ELA, incluindo aquelas com uma causa genética da doença.

"O nosso estudo descobriu que a integrina α5 é expressa em células imunitárias e vasos sanguíneos em fases activas da doença, bem como na fase final", afirma Shanu F. Roemer, neuropatologista da Mayo Clinic e primeiro coautor do estudo. 

A equipa também descobriu que a integrina α5 não é expressa no tecido cerebral de pessoas sem ELA ou outras doenças neurodegenerativas ou inflamatórias, como a doença de Alzheimer, a paralisia supranuclear progressiva (uma doença de Parkinson) ou a sépsis.

"Os resultados sugerem que a integrina α5 desempenha um papel na patologia da ELA", afirma Roemer. "Uma vez que a integrina α5 parece ser selectiva para a ELA e está regulada positivamente ou aumentada no cérebro e nas fibras nervosas fora da medula espinal na ELA, abre-se a possibilidade de explorar a integrina α5 como um biomarcador de diagnóstico e tratamento."

Para além dos modelos pré-clínicos, os investigadores examinaram amostras de tecido humano do Programa de Autópsia e Banco de Cérebros para Pessoas com ELA da Mayo Clinic para determinar a difusão da integrina α5 na ELA. Dennis W. Dickson, professor no Robert E. Jacoby Center for Alzheimer's Research e neurocientista no departamento de neurociência da Mayo Clinic na Florida, coordena o banco de cérebros e é coautor do estudo. O banco de cérebros trabalha em estreita colaboração com Bjorn Oskarsson, diretor da clínica de ELA da  Mayo Clinic, e inclui uma grande coleção de amostras de tecido do cérebro e da espinal medula de pessoas com ELA que doaram os seus cérebros à Clínica para a realização de investigação sobre a ELA. Os investigadores utilizaram mais de 100 amostras de tecido de pessoas com ELA no estudo.

Uma possível nova via para tratamento

A equipa do estudo também explorou uma possível via de tratamento. Descobriram que um anticorpo monoclonal que bloqueia a integrina α5 foi capaz de preservar a função motora dos ratinhos. Os anticorpos monoclonais são proteínas sintetizadas pelo sistema imunitário utilizadas para tratar várias doenças.

"Os nossos resultados mostraram que o tratamento com anticorpos contra a integrina α5 parece proteger a função motora, atrasar a progressão da doença e aumentar a sobrevivência dos doentes", afirma Roemer. "No geral, os resultados sobre a regulação positiva ou o aumento da integrina α5 e a sua resposta a um anticorpo monoclonal sugerem que a integrina α5 pode ser um possível alvo terapêutico para modular a neuroinflamação na ELA."

Declarações do especialista
Algumas das consequências da prática desportiva intensa nas mulheres são um baixo nível de estrogénio ou variações súbitas de...

"A amenorreia (ausência de menstruação) é bastante comum em mulheres em idade reprodutiva com atividade física intensa, uma vez que o organismo é sujeito a um desequilíbrio entre as calorias fornecidas pela dieta e a energia consumida. Como resultado, as hormonas que regulam o funcionamento dos ovários são afetadas. Estas mulheres devem ser informadas de que a amenorreia, a longo prazo, pode levar à infertilidade, ou seja, pode impossibilitar uma gravidez de forma natural”, explica a especialista da Clínica IVI Lisboa.

Ciclo menstrual, treino e planeamento familiar

Por todas estas razões, é essencial que as equipas técnicas das atletas estejam familiarizadas com as características fisiológicas das mulheres, com o funcionamento do sistema endócrino e sobre como a libertação de hormonas influencia o seu desempenho e afeta a sua força, resistência e flexibilidade. Catarina Marques aponta ainda outro ponto-chave com impacto no rendimento das atletas: cuidar muito bem da alimentação.

"Se a atividade física de alta competição não for acompanhada por uma boa alimentação, à base de proteínas, gorduras de qualidade e carboidratos, pode causar problemas hormonais, pois são elementos fundamentais para que o ciclo hormonal seja mantido de forma regular. O baixo peso em combinação com défice de macronutrientes e exercícios de elevada intensidade contribuem para um encurtamento da fase lútea (período entre a ovulação e a menstruação), alteração da secreção hormonal e, consequentemente, para uma diminuição dos níveis de estrogénio. No entanto, é importante sublinhar que essa situação é reversível se não for mantida por muito tempo", afirma.

A médica acrescenta que é essencial planear a maternidade para que o desporto de alta competição não tenha impacto quando tentarem alcançar uma gravidez. “Estas mulheres devem procurar aconselhamento médico para planear a maternidade e até mesmo apostar na preservação da fertilidade numa idade precoce, para melhor conciliar uma carreira desportiva de sucesso com o seu desejo reprodutivo. A criopreservação dos óvulos oferece a estas mulheres a possibilidade de preservar os seus gâmetas na idade e qualidade do momento em que são congelados, até à altura em que decidam ser mães", conclui.

Opinião
Ano novo, resoluções novas.

Ao longo do tempo, o consumo excessivo de álcool causa danos cumulativos no fígado, levando à inflamação e a lesões degenerativas. Neste processo degenerativo, as células hepáticas saudáveis são substituídas por tecido cicatricial, a chamada fibrose, prejudicando o normal funcionamento do fígado. A progressão da fibrose leva à cirrose hepática, uma condição dificilmente reversível, o que enfatiza a importância de ser prevenida.

Outras condições, como as hepatites virais, a esteatose hepática de causa metabólica, também conhecida como fígado gordo, e as doenças autoimunes, também contribuem para a sua ocorrência. Contudo, o consumo abusivo de álcool é a causa mais comum, um cenário que ainda se torna para nós mais preocupante tendo em conta que os portugueses são dos povos com maior ingestão de álcool e onde este hábito se manifesta, de forma preocupante, desde tenras idades.

Para evitar a cirrose hepática e manter a saúde do fígado é importante ter alguns cuidados, nomeadamente começar por adotar um padrão de consumo mais seguro. Deve lembrar-se que é essencial estabelecer limites, mesmo quando o contexto onde estamos inseridos incita a comportamentos de risco.

Se tem dificuldade em “dizer que não a um copo” no seu ambiente social, pode, por exemplo, optar pelas versões sem álcool das bebidas alcoólicas. Deste modo, estará a olhar pela sua saúde, e ao mesmo tempo a manter-se incluído nos contextos mais descontraídos, sem deixar que a pressão social vença.

Se, porventura, sente que moderar o seu consumo está a ser mais difícil do que esperava, não desvalorize, pois está na altura de pedir ajuda. Seja transparente com os seus amigos e familiares sobre a situação e procure o acompanhamento de profissionais de saúde, que irão encaminhá-lo para o tratamento adequado.

Tenha também noção de que não existe nenhum limite para o consumo de álcool que possa ser considerado seguro para todas as pessoas. A suscetibilidade ao álcool é muito variável e alguns poderão desenvolver doença hepática ao consumirem quantidades de bebidas alcoólicas consideradas normais.

Portanto, deve aproveitar o embalo do novo ano para incluir na sua agenda o seu exame médico de rotina, que poderá eventualmente acompanhar-se da realização de análises ou de exames , onde o fígado deve ser considerado , especialmente se apresentar histórico de consumo excessivo de álcool ou outros fatores de risco.

Lembre-se sempre de que a prevenção é a melhor forma de preservar a saúde do fígado e viver uma vida saudável e plena. O Desafio Janeiro Sem Álcool é a oportunidade para não desistir e começar a refletir sobre os seus hábitos de consumo, adotando uma prática mais moderada em relação às bebidas alcoólicas e, assim, prevenir um conjunto de complicações irreversíveis e fatais.

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo internacional
A percentagem de pessoas que morreram em casa aumentou em 23 países durante a pandemia de covid-19, revela um estudo...

A investigação, financiada pelo Conselho Europeu de Investigação (European Research Council, com a sigla em inglês ERC) e conduzida com o objetivo de compreender o impacto da pandemia no local onde as pessoas morreram, apresenta novos dados que podem contribuir para definir estratégias e políticas de saúde que melhorem a prestação de cuidados de saúde em fim de vida.

No artigo científico The rise of home death in the COVID-19 pandemic: a population-based study of death certificate data for adults from 32 countries, 2012-2021, publicado na reputada revista eClinicalMedicine, editada pela The Lancet, foram analisados dados relativos ao falecimento de 100,7 milhões de pessoas, a partir dos 18 anos de idade, em 32 países, entre os quais Portugal.

Foram comparados dados dos locais de morte referentes aos primeiros anos da pandemia (2020-21) com dados dos oito anos anteriores à pandemia (2012-19). No conjunto de países analisados, a percentagem de mortes em casa aumentou de 30,1% em 2012-13 para 30,9% em 2018-19; e ainda para 32,2% na pandemia (2020-21). No entanto, em Portugal, e em contraste com a maioria dos outros países, a percentagem de morte no domicílio diminuiu de 27,4% em 2012-13 para 24,9% em 2018-19; e ainda para 23,2% na pandemia (2020-21).

Na análise, foram consideradas outras categorias de locais de morte, como hospitais ou outras instituições de saúde, bem como local desconhecido (que representou 12,1% dos óbitos em Portugal). Os dados do local de morte foram analisados para a toda a população falecida, tendo em conta o local de óbito, sexo, faixa etária e causas de morte (com foco para o cancro, demência e covid-19). Em Portugal, foram analisados dados de 1,1 milhões de adultos que faleceram entre 2012 e 2021.

A equipa, liderada pela investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Bárbara Gomes, e pela docente da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, Sílvia Lopes, revela ainda que, no conjunto de todos os países, “68% das pessoas falecidas tinha mais de 70 anos, tendo 20,4% morrido de cancro e 5,8% de demência. 30,8% morreu em casa”. “As mortes em casa aumentaram durante a pandemia em 23 países, sendo que, na maioria dos países analisados, o aumento foi maior nas mulheres e nas mortes provocadas por cancro”, explicam as investigadoras.

O facto de Portugal estar em contraciclo em relação à maioria dos países analisados – por não se ter observado um aumento da percentagem de morte no domicílio, mas sim a sua diminuição – pode ter diversas explicações. “Já éramos dos países com uma tendência de morte hospitalar mais acentuada nos anos anteriores à pandemia. O investimento que se tem verificado em cuidados paliativos domiciliários pode não ser suficiente para chegar de forma expressiva a todos os que deles necessitam. Com apoio limitado em casa, o recurso a hospitais e outras instituições de saúde torna-se quase inevitável”, explicam as cientistas.

No entanto, em Portugal, contrariamente ao que se observou para o conjunto das doenças, no grupo de pessoas falecidas por causa de uma doença oncológica registou-se um aumento da percentagem de mortes no domicílio durante a pandemia, de 15,5% em 2018-19 para 18,6% em 2020-21. Este aumento de mortes no domicílio de pessoas que morreram de cancro “pode ser explicado pela trajetória mais previsível da doença em comparação com doenças não malignas, bem como pelo acesso a cuidados paliativos mais precoces e melhor integrados”, explicam. “Este é um dado transversal à grande maioria dos outros países”, acrescentam.

Sobre o impacto desta investigação no conjunto dos países analisados, Bárbara Gomes e Sílvia Lopes defendem que “se a mudança que encontrámos na maioria dos países de crescente morte em casa for adequadamente apoiada, alinhada com as preferências e associada a bons resultados (melhor controlo de sintomas, mais qualidade de vida e conforto, tanto para o doente como para a família), estaremos no bom caminho para uma transição de saúde complexa”. “Se, por outro lado, forem identificados défices nos cuidados de fim de vida, que apresentem falhas para com os doentes e seus familiares, deveremos repensar e melhorar o apoio domiciliário em fim de vida, considerando a realocação de recursos de outros locais”, alertam.

“É urgente refletir sobre a situação portuguesa neste contexto internacional, considerando a importância de promover reais escolhas relativamente ao local onde as pessoas com doença em fase avançada preferem viver até ao fim”, sublinham as cientistas.

As investigadoras salientam ainda a importância de as futuras políticas de saúde nacionais e internacionais estarem atentas a mudanças no que concerne aos locais de morte, de forma a “garantir uma afetação adequada de recursos aos cuidados paliativos e de fim de vida, tendo em consideração os diversos locais e trajetórias de cuidados”.

“Nos próximos anos, é crucial que se monitorize se as tendências que observámos se mantêm ou se revertem nos vários países”, destacam Bárbara Gomes e Sílvia Lopes. “Para tal, é necessário melhorar a forma como se classifica o local da morte. Uma classificação internacional, que a nossa equipa está a desenvolver, com categorias mais detalhadas e homogéneas para o local de morte, permitirá comparações mais sólidas entre países e também um melhor mapeamento dos locais preferidos pelos doentes para os cuidados em fim de vida”, rematam.

A equipa de investigação contou ainda com a participação de investigadores da Vrije Universiteit Brussel e do Makerere College of Health Sciences. O estudo foi desenvolvido no âmbito do projeto de investigação EOLinPLACE: Choice of where we die: a classification reform to discern diversity in individual end of life pathways, liderado pela Universidade de Coimbra e financiado pelo Conselho Europeu de Investigação.

Financiado com 1,8 milhões de euros, o EOLinPLACE pretende contribuir para melhorar a prestação dos cuidados de saúde em fim de vida, ambicionando transformar a forma como se classificam os locais onde as pessoas são cuidadas no final da sua vida e onde acabam por morrer. Mais informações sobre o EOLinPLACE podem ser consultadas em www.eolinplace.com e na conta do X (antigo Twitter) do projeto.

O artigo científico está disponível em https://doi.org/10.1016/j.eclinm.2023.102399.

 
Opinião
Todos os Cuidados Médicos de Emergência, derivam dos Primeiros Paramédicos criados na década de 60 n

A falta da Paramedicina (Técnicos de Emergência Médica e Paramédicos) em Portugal compromete de forma avassaladora a prestação de cuidados médicos de emergência de excelência, o que acarreta um forte prejuízo para os pacientes e para o país. Portugal, detém um sistema de socorro de má qualidade. 

Aproveitamos para destacar a degradação do SNS, (reconhecida por diversas entidades), que têm vindo a criar constrangimentos de relevante importância aos pacientes e às equipas de resposta que providenciam o transporte dos pacientes aos Serviços de Urgência, serviços estes, que apresentam filas intermináveis, promovendo a retenção dos meios de resposta nos referidos serviços.  

Afigura-se fundamental que se produza de forma célere a merecida aposta nos cuidados  médicos de emergência, promovendo os melhores cuidados, educação e investigação capazes de colaborar no desenvolvimento do sistema de saúde – sendo estes provedores de cuidados médicos de emergência muitas vezes a “porta de entrada” para o Sistema de Saúde. O elo entre o local e o Serviço de Urgência, pelo que se entende que Portugal deve possuir os melhores dos melhores, e têm condições para isso. 

Nesta senda, manter o atual estado da arte, é contribuir para o aumento dos pacientes nos  Serviços de Urgência, aumentar a morbilidade e a mortalidade, para além dos elevados custos que o atual sistema acarreta ao erário público. 

A Paramedicina, é uma ciência reconhecida em forte processo de evolução, detentora do seu próprio corpo científico, devidamente suportada pela Medicina Pré-Hospitalar. 

Os Técnicos de Emergência Médica, fornecem Basic Life Suport e os Paramédicos fornecem Advanced Life Suport, suporte este, apenas fornecido atualmente pelas VMER e Helis de EM os últimos dois meios que se mostram claramente insuficientes para dar resposta em tempo aos pedidos de ajuda. Com Paramédicos, este grave problema ficará resolvido, pois teremos uma vasta rede de Paramédicos no país, capazes de dar pronta resposta às situações que surgirem. 

Os países que detém Paramédicos, garantem um imenso manancial de cuidados médicos de emergência de excelência, promovendo os cuidados centrados no paciente:

Os paramédicos estão entre os prestadores de cuidados de saúde mais versáteis do mundo. Como profissionais que prestam cuidados de saúde em todos os ambientes, podem ser encontrados a trabalhar no pré-hospitalar, hospitais, clínicas, ambulâncias, instituições de saúde pública, agências de segurança pública, em aeronaves, embarcações marítimas, debaixo d'água, no ártico, nos desertos e na selva, nas grandes cidades, em aldeias e comunidades rurais e remotas. A paramedicina é verdadeiramente a profissão capaz de atuar em todos os extremos.

Os paramédicos prestam cuidados centrados no paciente. Na maioria dos casos, operam com pouca ou nenhuma supervisão direta, usando diretrizes estruturadas, geralmente de autoria de outros paramédicos. O atendimento prestado às vezes inclui o transporte dos pacientes ao serviço de urgência ou outras unidades para cuidados definitivos.

Trabalham de igual modo, para proporcionar igualdade nos cuidados de saúde das comunidades às quais servem. 

Tal como outros países têm serviços médicos de emergência, com Técnicos de Emergência Médica e Paramédicos, com melhores resultados para os pacientes, desde logo para o país, tendo um serviço de maior qualidade e menos dispendioso - Portugal não deverá exceção. 

Não podemos continuar com um modelo caro e ineficaz!

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Recomendações
A fibromialgia, é uma condição que se caracteriza por dor generalizada e sintomas associados, afetan

Diagnóstico

O diagnóstico é clínico, baseado na ausência de alterações em exames físicos, laboratoriais e de imagem. A presença de alodínia, dor provocada por estímulos que não seriam tão intensos quão para doer, é investigada nos 18 pontos inicialmente descritos como critérios de diagnóstico pelo American College of Rheumatology em 1990. Estes, têm sido revistos, mas o desafio para aprimorar métodos diagnósticos continua. Houve atualizações que visam mudar a definição de doença "periférica" para "baseada em sintomas sistémicos".

Tratamento

Para enfrentar a fibromialgia, o tratamento visa aliviar a dor, reduzir a ansiedade e melhorar a qualidade de vida. Estratégias não farmacológicas, como a educação do paciente, relaxamento psicológico, regularização do sono, alimentação e nutrição equilibradas e exercício físico, são determinantes e podem fazer toda a diferença na qualidade de vida. Por sua vez e se e só de aconselhado em contexto de consulta com o seu médico, o tratamento farmacológico, muito necessário, seguro e eficaz em determinados casos, envolve analgésicos, relaxantes musculares e antidepressivos é medida dos sintomas e perfil clínico de cada pessoa com fibromialgia.

Recomendação Importante:

Se enfrenta sintomas de fibromialgia, consulte o seu médico de família ou reumatologista. O diagnóstico adequado e um plano de tratamento personalizado são essenciais. O apoio médico aliado a mudanças no estilo de vida pode melhorar significativamente a qualidade de vida.

Literacia e Informação

É crucial manter-se informado, isto dá-lhe liberdade de escolha e atributos para ser assistente no seu próprio tratamento. A literacia sobre a fibromialgia é fundamental. Procure informações fidedignas e atuais, como as fornecidas pela Associação Portuguesa de Fibromialgia (APJOF) em https://apjof.weebly.com/. Mantenha-se atualizado para tomar decisões informadas sobre seu bem-estar e saúde.

Confiança nos Profissionais de Saúde

Recomenda-se buscar ajuda exclusivamente de profissionais de saúde ou ciências do desporto/exercício clínico. Confie na ciência, tecnicidade e ética dos profissionais reconhecidos pelas ordens e outros órgãos de tutela. Evite orientações de pessoas não qualificadas para garantir um tratamento seguro e eficaz. Lembre que é o médico que está qualificado para o diagnóstico e participação no tratamento. Os outros profissionais de saúde ou ciências do desporto | exercício clínico, podem ter um papel decisivo para a sua qualidade de vida, mas, o diagnóstico a fibromialgia, é médico. Certifique-se que quem procura ou se oferece para ajudar é “encartado”.

A fibromialgia, embora coloque às pessoas e à sociedade desafios importantes e que merecem toda a consideração e atenção, pode ser gerida com compreensão, tratamento adequado e apoio contínuo. Não hesite em procurar ajuda profissional para fazer o seu caminho para uma vida mais saudável, equilibrada e ativa.

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Urgências hospitalares
Nos últimos dois meses, o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) suporta o encerramento dos serviços de urgências...

Segundo o Centro Hospitalar, têm sido atendidos "não apenas doentes da região Centro, mas de várias regiões do País com limitações conhecidas".

Entre os dias 23 e 29 de dezembro, verificou-se uma elevada afluência de doentes aos Serviços de Urgência do CHUC. Neste período, o CHUC teve 5.489 admissões aos serviços de urgência, tendo ocorrido um pico como esperado, no dia 26 de Dezembro, com 987 admissões.

Entre as medidas implementadas, destaca-se a articulação com unidades dos cuidados de saúde primários com a disponibilização de consulta aberta nas regiões dos ACeS do Baixo Mondego e do Pinhal Interior Norte, incluindo a cidade de Coimbra. Esta medida foi acompanhada pela divulgação nos órgãos de comunicação social dos horários de funcionamento das consultas abertas nos centros de saúde, através da campanha “ACHA QUE É MELHOR IR ÀS URGÊNCIAS?”.

No dia 26 de dezembro, as unidades de cuidados de saúde primários da cidade de Coimbra, atenderam 261 doentes. "Neste dia, a resposta na cidade de Coimbra, totalizou 1.248 atendimentos. Sem o apoio das equipas de cuidados de saúde primários, a resposta hospitalar estaria claramente comprometida", pode ler-se na nota de imprensa. 

No dia 28 de dezembro, "face à elevada procura dos Serviços de Urgência e previsível aumento de episódios do foro traumático durante a passagem de ano, o CHUC tomou um conjunto de medidas adicionais comunicadas em 27 de dezembro".

A capacidade de resposta demonstrada pelo Serviço Nacional de Saúde em Coimbra "deve-se ao desempenho e dedicação inexcedíveis dos seus profissionais de saúde e da colaboração entre as diferentes unidades de saúde. Não podemos deixar de destacar o papel das unidades de cuidados de saúde primários que, de forma articulada, são chaves importantes nesta resposta", destaca o CHUC em comunicado. 

Tal como no fim-de-semana prolongado anterior, existem várias respostas alternativas aos serviços de urgência hospitalar disponíveis na grande região de Coimbra. "Os horários e locais de funcionamento encontram-se disponíveis através da linha de saúde 24, na comunicação social regional e através das redes sociais. Sabemos que o corrente fim-de-semana colocará à prova a capacidade de resposta dos nossos serviços e das nossas equipa", sublinha o Centro Hospitalar. 

Em comunicado de imprensa, o CHUC apela que sejam "seguidas as recomendações da Direção-Geral da Saúde para as temperaturas frias, ser utilizada a linha saúde 24, as unidades de cuidados de saúde primários, e recorrer parcimoniosamente aos serviços de urgência". 

"Em circunstâncias difíceis, cada profissional que exerce funções no serviço de urgência merece o nosso reconhecimento e louvor coletivo. Cada cidadão pode apoiar o esforço destes profissionais e é responsável pela qualidade da resposta dos serviços de saúde, através da utilização adequada dos mesmos", afirma. 

Segundo o CHUC, "a alta prevalência de episódios de serviços de urgência inadequados diminui a satisfação do doente e reduz a qualidade do atendimento com tempos de espera e diagnósticos ou tratamentos tardios, e afeta negativamente os profissionais de saúde".

Iniciativa alerta para o facto de muitas doenças raras causarem deficiência
A grande maioria das mais de 6000 doenças raras causa deficiência. Este foi o ponto de partida da União das Associações das...

As associadas da RD-Portugal representam mais de 300 diferentes doenças com impactos também diferentes. Esta campanha foca-se, além da causalidade-efeito geral, na realidade específica de algumas das doenças representadas.

“Viver com deficiência causada por uma doença rara é um desafio duplo para os doentes, as famílias e os cuidadores. Sendo as doenças raras desconhecidas e as suas consequências muitas vezes imprevisíveis, a perceção de que causam deficiência não está devidamente generalizada. Com esta campanha queremos dar a conhecer algumas das doenças raras que representamos e as suas consequências, e levar o público em geral a ter interesse em saber mais sobre estas patologias e ter consciência que muitas delas são incapacitantes”, afirma Paulo Gonçalves, Presidente da RD-Portugal.

A divulgação da campanha teve início prévio ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a 3 de dezembro, tendo mantido a sua continuidade após essa data, nas redes sociais. No Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, a RD-Portugal partilhou uma imagem que engloba uma mensagem genérica de apoio à efeméride, sob o claim: “Hoje Celebramos o Lugar da Diferença!”.

A iniciativa do Dia Internacional das Pessoas com Deficiência pode ser consultada nas diferentes redes sociais da RD-Portugal – Facebook, Instagram, LinkedIn e rede social X, e no site.

Além desta campanha, a RD-Portugal desenvolve, ao longo do ano, o projeto Informar sem Dramatizar, que leva esta temática às escolas insistindo na necessidade de inclusão, e o CUIDARaro, que coloca em prática o acompanhamento do doente por alguns dias para descanso do cuidador.

 
Unidade de Cuidados Continuados e Paliativos Pediátricos apoiada com quarto totalmente equipado para criança com doença crónica grave
Vítor Hugo Gonçalves, CEO da Água Monchique, esteve no Kastelo – Unidade de Cuidados Continuados e Paliativos para Crianças,...

Teresa Fraga, enfermeira e diretora do Kastelo, explica que “o Kastelo tem dezenas de crianças em cuidados continuados e paliativos, tanto residentes como em ambulatório, que recebem todos os cuidados de saúde necessários, assim como suporte físico e emocional, que é igualmente prestado às suas famílias. O nosso trabalho consiste em Dar Vida aos Dias, transformando os seus dias de vida em dias felizes e sem dor”. Teresa Fraga apela ainda à solidariedade: “todos os apoios, tanto de particulares como de empresas, são fundamentais para conseguirmos fazer cada vez mais e melhor por estas crianças. Apadrinhar um quarto é muito importante para o Kastelo. Gostávamos que este gesto da Água Monchique inspirasse mais pessoas a ajudar”.

 
Dia 5 de janeiro, em formato online
“Liderança no Feminino” é o tema da aula aberta de Políticas de Saúde organizada pela NOVA Medical School (NMS), a decorrer no...

Com um renomado painel, a aula contará com a participação da Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospital Universitário de Lisboa Norte, Ana Paula Martins, da antiga Ministra da Saúde, Maria de Belém Roseira, da Diretora da NOVA Medical School, Helena Canhão, e da Diretora Geral da Saúde, Rita Sá Machado.

Princípios de liderança e ferramentas de gestão serão algumas das temáticas em discussão por estas mulheres, que vão partilhar as suas experiências em cargos de liderança na área da Saúde.

Sob a coordenação de Francisco Goiana da Silva, Membro da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde e de Alexandra Bento, Coordenadora do Departamento de Alimentação e Nutrição do INSA e ambos professores da NOVA Medical School, esta área curricular juntou ao longo de todo o semestre alunos de Medicina e de Nutrição de todo o país, para discutirem, aprenderem e pensarem políticas de saúde. Apesar de ser uma disciplina integrada no Plano de Estudos da Licenciatura em Ciências da Nutrição, reconhece-se a sua importância, daí a nossa ambição em torná-la acessível a todos.

As inscrições encontram-se abertas, em: https://lnkd.in/dMbHCzCt

 
Carlos Portinha revela alguns dos cuidados a ter com o cabelo durante as festividades
A época mais especial do ano já chegou com o típico rebuliço da quadra festiva, com calendários pree

Segundo Carlos Portinha, diretor médico do Grupo Insparya, eis alguns dos hábitos saudáveis que podemos adotar neste período festivo para cuidar do cabelo e marcar a diferença:

  1. Uma alimentação saudável é fundamental em qualquer altura, mas é nesta fase do ano que surgem mais oportunidades para reforçar certos alimentos na nossa dieta e experimentar pratos diferentes que são grandes aliados no que toca à saúde capilar. Há produtos que podem ser incluídos em qualquer ceia ou refeição de Natal como o salmão, os ovos ou os frutos secos e, assim, evitar o excesso de gorduras, de açúcares ou sal que tendem a enfraquecer o cabelo. Como explica o especialista em saúde capilar, “os ovos são um alimento que está presente em muitas preparações e são uma ótima fonte de proteína e biotina, que fortalecem o cabelo e o crescimento capilar”.
  2. Se optar por penteados festivos, como os apanhados, é importante certificar-se de que não coloca demasiada tensão no cabelo, pois isso pode danificar a sua estrutura. Segundo Carlos Portinha, "a alopécia de tração, que é muito comum entre as mulheres, surge habitualmente em pessoas que usam penteados apertados. É aconselhável evitá-los e incluir na nossa rotina produtos específicos para cada tipo de cabelo", explica o médico, que insiste ainda na importância da utilização de protetores térmicos se forem utilizados utensílios de calor.
  3. As baixas temperaturas que se fazem notar nesta altura, fragilizam o cabelo, pelo que é importante protegê-lo com chapéus ou bonés. "O inverno está associado ao frio e, em muitos casos, ao tempo húmido. Devido à ação do frio, o cabelo fica mais suscetível à quebra, pelo que a utilização de suplementos capilares é também uma das melhores opções para o cuidado do cabelo”.
  4. Com o novo ano surgem novas resoluções, pelo que as férias de Natal são o momento ideal para começar a incorporar novos hábitos que irão melhorar o aspeto do cabelo. Há que aproveitar o tempo livre para explorar técnicas de relaxamento, meditação ou até adquirir um estilo de vida mais ativo. A introdução e manutenção de estilos de vida saudáveis ao longo de 2024, refletir-se-á no aspeto e na vitalidade do cabelo, evitando problemas como a sua queda ou a alopécia.

Nesta época de celebrações e convívios, é importante não esquecer que o cabelo desempenha um papel crucial na nossa imagem e autoestima. Ao incorporarmos nas rotinas diárias os melhores cuidados para o cabelo não só nos despedimos do ano com um aspeto radiante, como também lançamos as bases para um 2024 cheio de confiança e de bem-estar capilar.

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Arranca em janeiro de 2024, em formato presencial
Os especialistas estimam que existiam cerca de 25 mil doentes em Portugal em 2022. As doenças inflamatórias intestinais -...

Esta pós-graduação nasce de uma necessidade sentida pelos enfermeiros em prestar cuidados especializados às pessoas com doença intestinal inflamatória,” explica Luís Sá, docente da Faculdade de Ciências da Saúde e Enfermagem (Porto) da Universidade Católica Portuguesa e co-coordenador desta Pós-graduação. Ao longo desta oferta pós-graduada, o participante vai adquirir conhecimentos atualizados sobre fisiopatologia, diagnóstico e tratamento da DII; desenvolver competências sobre avaliação inicial, elaboração de diagnósticos, intervenções e avaliação final no cuidado à pessoa com DII; conhecer as especificidades da DII em populações especiais; aprofundar conhecimentos sobre a gestão do regime terapêutico nas pessoas com DII; desenvolver competências que contribuem para a gestão dos processos de transição nas pessoas com DII; explicitar os aspetos éticos e jurídicos dos cuidados de enfermagem à pessoa com DII; desenvolver competências de pesquisa e seleção da evidência científica disponível sobre as opções mais efetivas para o bem-estar das pessoas com DII.

Em formato presencial, o plano formativo desta formação está alinhado com os conteúdos que a Nurses – European Crohn’s and Colitis Organisation (N-ECCO) defende para que os enfermeiros sejam peritos em Doenças Inflamatórias Intestinais. A Pós-graduação em Cuidados de Enfermagem à pessoa com Doença Inflamatória Intestinal é apoiada pela Janssen Immunology, Pharma Kern, Abbvie e pelo Grupo de Estudo da Doença Inflamatória Intestinal.

 
"Entre os dias 23 e 26 de dezembro verificou-se uma elevada afluência de doentes aos Serviços de Urgência"
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) tem estado a suportar o encerramento dos serviços de urgências de vários...

De acordo com a nota enviada, o CHUC ativou, no passado dia 11 de dezembro, o seu Plano de Contingência para a resposta sazonal em saúde — módulo de inverno. Este plano envolve um conjunto de medidas escaláveis e dinâmicas, incluindo a abertura adicional de camas de agudos com o adequado aumento das equipas dedicadas.

"Anualmente, os dias 26 de dezembro e 2 de janeiro são caracterizados pelo aumento da afluência aos serviços de urgência. Sabendo-se que este ano, estes dois dias decorrem na sequência de fins de semana prolongados, era expectável um incremento da procura dos serviços de urgência", revela em nota de imprensa. 

De forma a mitigar o previsível aumento de afluência, o CHUC tomou um conjunto de medidas adicionais de contingência, como a articulação com unidades dos cuidados de saúde primários com a disponibilização de consulta aberta nas regiões dos ACeS do Baixo Mondego e do Pinhal Interior Norte, incluindo a cidade de Coimbra e a divulgação nos órgãos de comunicação social dos horários de funcionamento das consultas abertas nos centros de saúde 

Por outro lado, tem articulado com hospitais distritais para referenciação e retorno de doentes e reforçou o transporte de doentes, para retorno a outros hospitais e domicílios. 

Em conjunto com os Serviços Clínicos, desenvplveu esforços "para a promoção de uma gestão mais eficiente das altas nos serviços de internamento" e reforçou "o número de camas de agudos dedicadas ao Plano de Contingência para a resposta sazonal em saúde — módulo de inverno". 

Em conjunto com a Equipa de Gestão de Altas (EGA) e Equipa Coordenadora Regional (ECR), tem procurado o encaminhamento mais célere para a Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).

"Como esperado, entre os dias 23 e 26 de dezembro, verificou-se uma elevada afluência de doentes aos Serviços de Urgência do CHUC", revela. 

"Destaca-se que, apesar de o CHUC ter divulgado alternativas ao Serviço de Urgência, nomeadamente informação sobre o local e horário dos Centros de Saúde da região, verificou-se um aumento de doentes triados de menor gravidade, situações que seriam melhor atendidos — qualidade e celeridade, em outros pontos da rede do Serviço Nacional de Saúde", pode ler-se. 

O Conselho de Administração do CHUC mostra nesta nota "total empatia pelo esforço das equipas e demonstra total disponibilidade para, em conjunto com as equipas, encontrar as melhores e mais adequadas soluções para cada momento".

A alta prevalência de episódios de serviços de urgência inadequados diminui a satisfação do doente e reduz a qualidade do atendimento com tempos de espera e diagnósticos ou tratamentos tardios, e afeta negativamente os profissionais de saúde. "Face às circunstâncias atuais, importa recordar que devem ser seguidas as recomendações da Direção Geral da Saúde para as temperaturas frias, ser utilizada a linha saúde 24 e recorrer parcimoniosamente aos serviços de urgência."

 

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