Tecnologia e Saúde
Os hologramas e os dispositivos de realidade virtual (RV) podem fazer parte de uma experiência de jo

A cirurgia de substituição do ombro, ou artroplastia do ombro, é um procedimento complexo em que os cirurgiões substituem uma articulação danificada por implantes de metal e plástico. O software ajuda os médicos a criar um plano cirúrgico para mostrar onde os implantes devem ser colocados.

"Não existia uma maneira fácil de levar este plano, que é muito preciso, para a sala de operações", diz . Joaquin Sanchez-Sotelo, presidente da Divisão de Cirurgia do Ombro e Cotovelo da Mayo Clinic.

Esse era o caso até agora. Recentemente, Sanchez-Sotelo realizou a primeira artroplastia do ombro com navegação mista de realidade virtual. Utilizou ferramentas e óculos especialmente concebidos para criar um holograma altamente preciso da articulação. O holograma e os widgets e ferramentas de realidade mista tornam possível colocar implantes com uma precisão de 1 a 2 milímetros e 1 a 2 graus.

"Esta tecnologia aumenta a precisão, especialmente nos casos mais complicados de ombros com deformidade grave e perda óssea", afirma o especialista.

De acordo com o cirurgião, isto é importante porque "a colocação do implante no local correto tem um impacto direto nas complicações, nos resultados e na longevidade".

Se um implante de artroplastia do ombro não for colocado no sítio certo, o doente pode não recuperar bem o movimento após a cirurgia. O doente pode também ter complicações a curto e longo prazo, como uma deslocação, um problema na coifa dos rotadores ou o implante pode ficar solto no osso.

Qualquer doente que seja candidato a artroplastia do ombro é candidato à utilização da navegação em realidade mista, afirma Sanchez-Sotelo.

O especialista já assistiu a muitas mudanças durante a sua carreira como cirurgião ortopédico. Mas, diz que esta pode ser a mais emocionante de todas.

"Esta tecnologia permitir-nos-á fazer o inimaginável", conclui

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Número de reclamações contra setor desceu 7% em 2023
Em 2023, o número de reclamações relacionadas com o setor da saúde registou um decréscimo na ordem dos 7%, em relação a 2022. A...

Ao contrário da tendência verificada em outros setores, em 2023, o setor da Saúde registou uma redução do número de reclamações dos utentes no Portal da Queixa.

No ano passado, foram publicadas no Portal da Queixa 3.736 reclamações dirigidas aos prestadores de cuidados de saúde públicos e privados, um decréscimo na ordem dos 7%, comparativamente com o período homólogo de 2022, onde se observaram 4.003 queixas, já que este foi um ano em que o motivo COVID-19 teve ainda grande expressão nas queixas. 

De acordo com a análise do Portal da Queixa, entre os principais motivos de reclamação dos utentes dirigidos às entidades de saúde do sistema público e privado estão: a demora no atendimento, a gerar 21.5% das queixas, com casos de utentes a reclamarem da demora para realização do atendimento, quer consultas, exames ou tratamentos. O tratamento indevido é o segundo tema mais reportado e absorve 17.5% das reclamações. São denúncias de utentes dirigidas a médicos, enfermeiros e auxiliares sobre mau atendimento, negligência, descaso, etc. 

A motivar 9,3% das ocorrências está a falta de informação, onde é apontada a dificuldade em obter de informações, resultados de exames e relatórios médicos que deveriam ser fornecidos pela entidade.

As dificuldades de contacto com as entidades de saúde via telefone, e-mail e outros canais, geraram 7.4% das queixas apresentadas em 2023. O motivo cobrança indevida – reclamações no âmbito de erros com pagamentos e cobranças – também acolheu uma fatia de 7.4%. 

Setor privado lidera volume de queixas

A manter a tendência verificada em 2022, os prestadores de cuidados de saúde do setor privado continuaram, no ano passado, a liderar o volume de queixas registado (54%), tendo o sistema público absorvido uma fatia de 46% das ocorrências.

Uma análise detalhada ao setor privado, revela que 49.8% das reclamações recebidas foram dirigidas à categoria Grupos de Saúde Privados. 

No que se refere aos prestadores públicos, segundo aferiram os dados analisados, o pódio pertence à categoria Hospitais e Maternidades, a recolher 56.1% das queixas dos utentes. 

SNS é a entidade mais reclamada

No que se refere ao Top 5 das entidades que geraram mais reclamações, o Serviço Nacional de Saúde (SNS) foi o mais visado. Em 2023, foi alvo de 17,7% das denúncias dos utentes. Em segundo, e a recolher uma fatia de 12%, está a rede privada de clínicas Swiss Dental Services. Segue-se a Saúde CUF, que acolheu 9.2% das queixas; o grupo privado Lusíadas Saúde (6.6%) e o Hospital da Luz (5.8%).

De referir que, este ano (até ao dia 23 de janeiro), os utentes já publicaram 293 reclamações na plataforma, verificando-se um crescimento de 3.5% no número de queixas, comparativamente com o período homólogo de 2023, onde foram registadas 283. 

Pedro Lourenço, fundador do Portal da Queixa, destaca: “O Portal da Queixa enquanto plataforma social, exerce o seu papel informativo dos indicadores de qualidade, posicionando-se como o principal barómetro público de satisfação dos utentes, face às experiências que estes obtêm nos vários setores da saúde em Portugal. Não obstante o registo de menos reclamações em 2023, facto atribuído à atenuação da pandemia, infelizmente, temos vindo a assistir a uma degradação recorrente na qualidade da prestação de serviços de saúde. Seguida pelas finanças pessoais e o bem-estar familiar, a saúde representará, com toda a certeza, o principal motivo de preocupação de todos os cidadãos. Por esse motivo, é fundamental que os serviços prestados em matéria de saúde, desde o público ao privado, estejam de acordo com as expectativas criadas, tendo em conta o impacto que têm na vida das pessoas. O serviço privado lidera as reclamações dirigidas ao setor, revelando não conseguir ser a alternativa competente para prestar um serviço de qualidade, humanizado e de acordo com o investimento efetuado por cada cliente que captam ao serviço público.”

 
Consultas gratuitas através do Fundo de Apoio Social
Foi ontem inaugurada a Clínica do Gil, o mais recente projeto da Fundação do Gil, que procura dar resposta às necessidades...

A abertura da cerimónia de inauguração da Clínica do Gil ficou marcada por um momento musical protagonizado por Luísa Sobral, com o tema “Cá Dentro Vive Alguém”, seguido do discurso de abertura da Presidente Executiva da Fundação do Gil, onde agradeceu “o apoio incansável e desde a primeira hora” dos mecenas principais, Zippy e Jerónimo Martins para a construção da Clínica.

Patrícia Boura, Presidente Executiva da Fundação do Gil, afirma ainda que “a Clínica do Gil pretende ser um espaço inclusivo, aberto a toda a comunidade, onde todos são bem-vindos. O Fundo de Apoio Social servirá precisamente para garantir que mesmo as famílias mais carenciadas não ficam de fora. Teremos que apoiar também as famílias da classe média que se debatem hoje para conseguir dar o melhor apoio aos seus filhos. É uma realidade a que estamos atentos.”

A cerimónia de inauguração terminou com intervenção do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Engenheiro Carlos Moedas, seguida da primeira visita oficial à Clínica.

Focada na promoção da saúde mental de crianças, adolescentes e famílias, a clínica oferece uma abordagem integrada e multidisciplinar e disponibiliza terapias diversas. Com consultas disponíveis a partir de fevereiro, os agendamentos podem ser feitos através do seguinte email: [email protected].

 
E deixam recomendações
A Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP), a Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), a Sociedade Portuguesa de...

Partindo de evidências científicas, neste consenso, as seis sociedades médicas discutem quais as melhores práticas para promover o aumento da vacinação em determinados grupos, como as pessoas entre os 60 e 65 anos, as pessoas com comorbilidades, as mulheres grávidas e os profissionais de saúde. Além disto, elaboraram também algumas recomendações para mitigar o impacto que a gripe tem, anualmente, em Portugal e que tanto se tem discutido nos últimos dias.

Contextualizando, a gripe é uma das principais causas de mortalidade a nível mundial. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima entre três a cinco milhões de casos anuais de doença grave, tendo uma especial incidência nas pessoas mais vulneráveis, como os idosos, as crianças com menos de cinco anos, as mulheres grávidas e os doentes crónicos. A gripe pode resultar em complicações sérias para a saúde, levando a hospitalizações e causando custos elevados para o nosso Serviço Nacional de Saúde.

A vacinação anual é considerada a medida mais eficaz na prevenção da gripe e das suas complicações, sendo a sua eficácia e segurança reforçada nesta posição conjunta das sociedades. No nosso país a cobertura da vacinação tem aumentado, tendo sido alcançada uma taxa de 76% nos adultos com 65 anos ou mais anos em 2019-2020 (meta da EU é de 75%), reflexo da eficácia das políticas do país para apoiar e facilitar o acesso à vacinação.  De acordo com os dados do Vacinómetro (projeto que permite monitorizar em tempo real a taxa de cobertura da vacinação contra a gripe em grupos prioritários recomendados pela DGS), este sucesso deve-se a três pilares: fácil acesso à vacinação, recomendação pelos profissionais de saúde e aumento da literacia e consciencialização da população através de campanhas desenvolvidas por entidades governamentais e sociedades médicas.  De acordo com os mais recentes dados do Vacinómetro, divulgados a 23 de janeiro de 2024, no nosso país, 77,7% dos indivíduos com 65 anos ou mais já foram vacinados contra a gripe na época gripal de 2023/2024, ultrapassando, mais uma vez, a meta de 75% proposta pela OMS.  Apesar de Portugal ter uma boa taxa de cobertura de vacinação, é necessário continuar a promover este aumento.

Neste consenso, os profissionais de saúde das diferentes especialidades fazem também referência às implicações que a infeção pelo vírus influenza tem nos doentes com diferentes comorbilidades, como na Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC) - sendo as infeções por vírus respiratórios a causa de muitas exacerbações nesta patologia -, nas doenças cardíacas – causando um aumento do risco de enfarte do miocárdio e na diabetes - com os doentes diabéticos a apresentarem taxas mais altas de hospitalização, admissão em urgências e mortes relacionadas à gripe. 

Na população com mais de 70 anos, que está, neste momento, a sofrer um maior impacto em termos de hospitalização e mortalidade por gripe, a vacina de dose elevada assegura uma maior proteção, tendo em conta que gera a produção de mais anticorpos. Para os doentes institucionalizados em estruturas residenciais para pessoas idosas, esta vacina é administrada gratuitamente. No sentido de mitigar desigualdades, é importante que a vacina de dose elevada esteja igualmente acessível às pessoas idosas não institucionalizadas.

Assim, considerando todas as evidências científicas recolhidas, as sociedades médicas apresentam as seguintes recomendações e conclusões:

  • A vacinação contra a gripe é a base do esforço para reduzir o impacto da gripe e suas complicações, especialmente em grupos de alto risco, como idosos, crianças pequenas, mulheres grávidas e doentes crónicos.

  • As vacinas são seguras e eficazes. Para as pessoas com 65 anos ou mais é recomendada uma vacina com uma dose mais elevada de vírus inativado.

  • Existem estudos que demonstraram que a vacinação contra a gripe reduz significativamente as hospitalizações e a mortalidade em doentes imunocomprometidos e em doentes com doenças respiratórias, como a DPOC, doenças cardiovasculares e diabetes. Estes grupos de alto risco devem ser vacinados anualmente e os profissionais de saúde devem garantir a prescrição oportuna.

  • Estes grupos de alto risco devem ser vacinados anualmente e os profissionais de saúde devem garantir a prescrição atempada, inclusive, no momento da alta hospitalar

  • A vacinação dos profissionais de saúde contra a gripe é fundamental dada a sua maior exposição ao vírus (risco de infeção) e a doentes de alto risco (risco de transmissão). A vacinação destes profissionais confere múltiplos benefícios, tais como o controlo de infeções em ambientes de saúde, menor absentismo, redução da mortalidade e a promoção da vacinação pelo exemplo que representa.

  • A meta da UE de uma taxa de cobertura vacinal de 75% para indivíduos com idade superior a 65 anos foi alcançada em Portugal devido à vacinação gratuita e de fácil acesso, às recomendações dos profissionais de saúde, à vigilância epidemiológica e às campanhas nacionais de sensibilização

  • Para aumentar as taxas de cobertura vacinal são necessárias estratégias como uma maior literacia em saúde e uma maior acessibilidade e gratuidade das vacinas. 

16 de março
A Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral (SPPCV) vai realizar uma reunião no âmbito do Programa de Educação e...

“A dinâmica da coluna vertebral não pode ser dissociada da dinâmica de outras articulações, como a anca e o ombro. Não são raros os casos em que patologias da anca e do ombro podem ser confundidas com patologias da coluna vertebral ou vice-versa. Por outro lado, a patologia da coluna e o seu tratamento pode ter impacto na normal dinâmica dos membros superior e inferior, e o tratamento de patologia nos membros pode condicionar a patologia e futuros tratamentos da coluna” refere Ricardo Rodrigues-Pinto, membro da direção da SPPCV e Coordenador da iniciativa.

Neste Programa de Atualização em Patologia da Coluna, dirigido a médicos, serão abordados temas tais como o normal equilíbrio e a dinâmica da coluna na sua relação com as articulações vizinhas, o diagnóstico diferencial de patologias que se confundam com patologia da coluna e a evidência atual sobre a forma, a sequência e as considerações técnicas no tratamento destas patologias.

O evento culminará com a realização da Assembleia Geral, seguida de um convívio de almoço para promover a interação entre os participantes.

Para inscrições consulte: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdYb_dVa6-ysFmskqCN7WnSrJDOjskug1CEEH2ZeIztu7EiKA/viewform

Investigação da Mayo Clinic
Os investigadores da Mayo Clinic que estudam a genética de pessoas que desenvolveram recentemente cardiomiopatia dilatada (uma...

"Encontrámos uma variação genética no gene CDCP1 (um gene de que nunca se tinha ouvido falar na área da cardiologia) e a sua ligação à melhoria da função cardíaca nestes doentes", explica o autor principal do estudo, Naveen Pereira, um cardiologista da  Mayo Clinic que estuda a variação genética e as suas implicações no diagnóstico e tratamento das doenças cardiovasculares, especificamente a insuficiência cardíaca.

A variação genética no gene CDCP1 pode levar a diferenças na estrutura da proteína, influenciando possivelmente a suscetibilidade de uma pessoa a várias doenças ou a sua resposta a terapias específicas.

Os investigadores identificaram e examinaram a função do gene CDCP1 devido à sua ligação com a melhoria da capacidade do ventrículo esquerdo do coração para bombear sangue eficazmente em pessoas com cardiomiopatia dilatada. O gene CDCP1 é frequentemente expresso de forma variável nos fibroblastos (tecido conjuntivo) das pessoas com esta doença. Além disso, a fibrose (excesso de tecido conjuntivo fibroso no coração) desempenha um papel fundamental no prognóstico da doença.

O investigador refere, de forma interessante, que também descobriram que uma variação genética no CDCP1 ou próximo deste estava significativamente associada à morte por insuficiência cardíaca.

Observaram também que a diminuição da expressão deste gene no tecido conjuntivo do coração reduzia significativamente a proliferação de fibroblastos cardíacos e regulava negativamente o gene IL1RL1. Este gene codifica um dos mais importantes biomarcadores da insuficiência cardíaca, o sST2. Níveis elevados deste biomarcador estão associados a fibrose e morte; uma diminuição do CDCP1 diminui a expressão desta proteína. A compreensão da regulação da sST2 e da sua relação com o gene CDCP1 e a fibrose é essencial para o desenvolvimento de estratégias que reduzam os efeitos adversos da insuficiência cardíaca.

Naveen Pereira explica que estes resultados levantam a possibilidade de se atuar sobre o gene CDCP1 para diminuir a fibrose cardíaca, o que poderia melhorar a função cardíaca. O estudo tem, portanto, implicações para o desenvolvimento de novas terapias medicamentosas para a cardiomiopatia dilatada e outras condições possivelmente afetadas pela fibrose.

De acordo com um relatório da American Heart Association, a insuficiência cardíaca é um diagnóstico comum que está a aumentar nos Estados Unidos. Prevê-se que mais de 8 milhões de pessoas sejam afetadas até 2030, o que representa um aumento de 46% em relação à situação atual.

Entre 30 e 40% dos casos de insuficiência cardíaca ocorrem como resultado de cardiomiopatia dilatada.

"É a causa mais comum da necessidade de um transplante de coração", explica o investigador. "Um indicador-chave da recuperação dos doentes com cardiomiopatia dilatada é o facto de terem ou não fibrose cardíaca."

Com base nestes resultados preliminares, os investigadores da Mayo Clinic estão a realizar mais estudos em animais para compreender o efeito do CDCP1 na insuficiência cardíaca. Estão a desenvolver moléculas para avaliar o potencial terapêutico da cardiomiopatia dilatada e da insuficiência cardíaca.

"Ao continuar esta investigação, que começou com uma população humana que levámos para o laboratório molecular e agora com animais, esperamos encontrar novas vias para tratamentos que possam ser levados à população humana que estudamos, para melhorar a sobrevivência e a qualidade de vida dos doentes", explica Naveen Pereira.

 
UE atribui 6,5 milhões a consórcio que inclui a Fundação Champalimaud
A União Europeia (UE) atribuiu mais de 6,5 milhões de euros a um consórcio com 19 parceiros, que inclui a Fundação Champalimaud...

A previsão é de que este estudo, denominado de PsyPal, comece a recrutar doentes em 2025, representando um passo significativo na exploração de tratamentos inovadores para o sofrimento psicológico e existencial profundo em pessoas com doenças avançadas. A FC, juntamente com três outros centros clínicos europeus, tratará mais de cem doentes, sendo que cada centro irá focar-se numa condição diferente. Enquanto que a FC dedicar-se-á a doentes com perturbações do movimento em fase avançada, incluindo síndromes parkinsonianos atípicos, outros centros nos Países Baixos, na República Checa e na Dinamarca abordarão a doença pulmonar obstrutiva crónica, a esclerose múltipla e a esclerose lateral amiotrófica, respetivamente.

Estas condições, todas incuráveis, têm um grande impacto na vida dos doentes, muitas vezes levando a um pesado sofrimento psicológico. Com a depressão e a ansiedade prevalecendo em 34% a 80% destes doentes, a necessidade de tratamentos inovadores é crítica. Albino OliveiraMaia, Diretor da Unidade de Neuropsiquiatria da FC, explica: “Inicialmente, os psicadélicos mostraram-se promissores no tratamento da depressão e da ansiedade em doentes com cancro terminal. No entanto, os resultados foram mais variáveis em doentes com transtornos psiquiátricos na ausência de um diagnóstico de risco de vida, o que nos levou a focar-nos novamente em condições incuráveis. Na FC, exploraremos a eficácia e segurança da psilocibina em pacientes com parkinsonismo em estado avançado”.

Carolina Seybert, psicóloga clínica e investigadora da FC, sublinha a urgência de encontrar alívio psicológico ou emocional imediato para doentes paliativos. “O nosso objetivo é oferecer alívio rápido e eficaz a estes doentes, para os quais as intervenções convencionais muitas vezes são insuficientes”. Seybert acrescenta: “Atualmente, na FC, ainda não estamos a administrar psilocibina para tratamentos de depressão e ansiedade. O próximo ensaio avaliará primeiro a sua segurança e eficácia em cuidados paliativos. Estamos especialmente interessados na eficácia do tratamento a longo prazo, um aspeto crucial que é frequentemente subvalorizado.

Ao estudo, concebido para durar três meses, seguir-se-á um acompanhamento abrangente de seis meses para avaliar resultados duradouros”. 

O estudo baseia-se num ensaio multicêntrico randomizado e controlado, permitindo aos investigadores recolher dados de uma gama diversificada de participantes em diferentes locais da Europa por forma a aumentar a validade e aplicabilidade das suas descobertas. Os doentes na FC serão submetidos a três sessões preparatórias, seguidas de duas sessões de tratamento recebendo psilocibina ou placebo.

Os participantes que receberem psilocibina começarão com uma dose mais baixa para avaliar a sua resposta, seguida de uma dose mais alta. Aqueles designados aleatoriamente para o grupo placebo também terão a oportunidade de realizar uma sessão de tratamento com psilocibina.

Seguir-se-ão três sessões adicionais de integração, onde será realizado apoio psicológico contínuo. Seybert observa: “Todos os terapeutas serão minuciosamente treinados e seguirão um manual padronizado, essencial para fornecer cuidados consistentes juntamente com a medicação”.

Marcelo Mendonça, neurologista que fará parte da equipa deste estudo, destaca: “Os cuidados paliativos são muitas vezes confundidos com cuidados de fim de vida, mas aqui estamos a considerar a gestão de sintomas complexos. Isto é particularmente importante para doentes parkinsonianos atípicos, que muitas vezes sofrem de elevadas taxas de depressão. Por razões que não são totalmente compreendidas, os tratamentos atuais não combatem eficazmente a depressão nestes doentes”.

Mendonça continua: “Uma vez que os sintomas depressivos são um indicador significativo de qualidade de vida, abordar a depressão é uma prioridade para nós. O nosso foco com este estudo é melhorar o bem-estar mental dos doentes, e não as suas funções motoras. No entanto, também é importante considerar que a depressão pode afetar a forma como os doentes percebem os seus sintomas físicos. Consequentemente, iremos monitorizar de perto não só os sintomas afetivos, mas também os sintomas cognitivos e motores para avaliar como evoluem durante o tratamento”.

Oliveira-Maia acrescenta: “Se este tratamento se revelar eficaz, no futuro teremos interesse em explorar as contribuições individuais do medicamento e do apoio psicológico na ajuda a doentes com depressão. Este conhecimento será crucial para uma alocação eficiente de recursos”.

 
Unidos pelo ODS 17: Transformar o mundo com parcerias de impacto
A Associação Pais21 – Down Portugal, associação de apoio a pessoas com Trissomia 21 e respetivas famílias, inaugura hoje a...

A articulação entre estas cinco organizações de diferentes setores é um projeto que ilustra a implementação do ODS 17 (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU), que procura fortalecer parcerias para o desenvolvimento sustentável.

A associação tem atualmente 1.590 famílias registadas, 55 das quais participam em atividades regulares levadas a cabo pela organização. Com o objetivo de melhorar a qualidade do espaço e a experiência prestada aos seus utentes, a Associação Pais21 – Down Portugal tem a partir de agora com uma sede totalmente renovada, na qual foram repensados alguns dos seus espaços e funcionalidades, tendo a intervenção incidido ao nível da arquitetura das instalações e das infraestruturas existentes.

A remodelação completa da sede da associação, cuja obra decorreu entre outubro e dezembro de 2023, compreendendo uma área toral de 268 metros quadrados, contou com o apoio financeiro da Aon, SGL, Goldenergy, Lusíadas Saúde e, ainda, com o apoio da Space Up (marca do Grupo Teixeira Duarte) para o desenvolvimento do projeto e cedência de mão de obra necessária às várias intervenções e melhorias do espaço.

O objetivo das cinco empresas que se uniram nesta iniciativa é contribuir para um futuro mais promissor destas crianças e jovens, oferecendo-lhes um espaço adequado às suas necessidades, onde possam aprender, crescer e prosperar.

“Podermos desenvolver diariamente o nosso trabalho com as crianças e jovens com trissomia 21 e respetivas famílias neste espaço renovado e desenhado às nossas necessidades é uma grande alegria. Perceber que as pessoas que apoiamos se sentem em casa, deixa-nos profundamente gratos, pois sem o apoio dos nossos mecenas não teria sido possível”, sublinha Marcelina Souschek, Presidente da Direção da Pais21.

“É com enorme orgulho e carinho que decidimos abraçar esta causa e ajudar a Associação Pais21 - Down Portugal a ter um espaço adequado e pensado para o bem-estar de todos os seus utentes. Desde o primeiro momento que a Lusíadas Saúde se mostrou sensível às necessidades da Associação e, em conjunto com os restantes parceiros, criámos uma nova sede que, acreditamos, vai fazer a diferença na vida das crianças e jovens que dela usufruem”, afirma Vasco Antunes Pereira, CEO da Lusíadas Saúde.

 
Opinião
Todas as formas de sofrimento pessoal podem traduzir um problema a necessitar de avaliação e tratame

Se o preconceito de frequentar um psicólogo existe, tudo é pior quando se fala do psiquiatra. O psicólogo pode fazer “terapia” e ajudar a melhorar o nosso bem-estar.

Não implica doença. Pode até “ficar bem” ter um psicólogo. A psiquiatria ainda é muito associada aos hospícios e à doença mental grave. A cronicidade, a ausência de retorno. E depois há a medicação. Os psiquiatras “só” receitam medicação. O doente entra, o Psiquiatra tira um papel cheio de linhas e preenche-o até abaixo. Volte cá se não melhorar. O psiquiatra só serve para receitar muitos remédios, não há um diagnóstico, não há interesse da parte dele em perceber o que se passa, encaminhando para psicólogos logo de seguida. Os medicamentos são químicos e provocam dependência. Esses medicamentos provocam demência, engordam, emagrecem, dão sono, tiram a líbido. Mas hoje venho contar-vos a minha perspetiva.

A doença mental é comum. A doença mental não é uma doença do outro. A doença mental não é falta de vontade. A doença mental tem diagnóstico. A doença mental tem tratamento. O tratamento é eficaz, não dá dependência, não tem efeitos secundários enormes e irreversíveis. E o Psiquiatra. O Psiquiatra não é estranho nem esquisito. O Psiquiatra é um médico. Não usa uma bola de cristal, usa livros, muitos livros. Precisa de colher uma história clínica detalhada como qualquer outro médico.

Não usa o estetoscópio mas faz um exame do estado mental por meio da observação cuidadosa de aspectos do comportamento, discurso, humor, atenção e outros. E às vezes precisa de pedir exames complementares de diagnóstico para tirar dúvidas. Não medica sempre, medica às vezes. Qualquer tratamento é sempre discutido com o doente. Trabalha em conjunto com o Psicólogo. Mostra interesse.

O estigma é um lugar-comum. É de alguém que não eu, é sempre do outro, distante, de fora mas persiste. O principal motivo para o estigma é a falta de conhecimento. As pessoas tendem a evitar o que não conhecem. O principal antídoto para o combate ao estigma é a informação. Temos que ter a coragem de procurarmos ajuda e nos informarmos.

A Psiquiatria é a especialidade que se dedica à prevenção, diagnóstico e tratamento das perturbações mentais, emocionais ou comportamentais, como por exemplo:

  • Depressão e/ou Ansiedade
  • Ataques de Pânico
  • Perturbação obsessiva-compulsiva
  • Alterações do sono e/ou do apetite
  • Depressão Pós-Parto
  • Doença bipolar
  • Esquizofrenia
  • Demência
  • Dependência de substâncias
  • Hiperatividade e Défice de atenção
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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
No âmbito de queixas apresentadas
A Best Medical Opinion tem recebido relatos de cidadãos, alegadamente, da ocorrência de situações pouco claras, "algumas...

Pedro Meira e Cruz, diretor da Best Medical Opinion revela que “tem chegado ao nosso conhecimento, por via dos Clientes da empresa, relatos de práticas periciais ‘muito estranhas’ no âmbito da avaliação do dano, tais como peritagens sem a presença do cidadão, ou seja, sem exame físico presencial, relatórios periciais sem data do exame médico e relatórios periciais pouco cuidados.” 

A empresa especializada em serviços periciais em Saúde, no âmbito das suas atividades técnico-científicas, defende independência, isenção, rigor, honestidade e seriedade nas atividades periciais, ocorram estas em domínio público ou em âmbito privado, salientando Pedro Meira e Cruz que “o ato pericial de avaliação de alterações na integridade psico-física, não só exige competência, isenção, honestidade e seriedade, como exige rigor”, concluindo o responsável que “o rigor em contexto de avaliação do dano obriga à presença física do cidadão (examinando), sob pena de eventuais irregularidades poderem comprometer seriamente o Sistema de Justiça, o que justifica o alerta aos cidadãos e a denúncia destas práticas pela nossa instituição, que deveria, aliás, partir também de outras entidades, nomeadamente organizações e profissionais de Saúde”. 

Num momento de grande agitação social na Saúde e na Justiça, a empresa sublinha que "é indispensável que a população não perca a confiança nas estruturas cuja atividade se mantém fiel aos princípios enunciados".

Implementada em 2010, a Best Medical Opinion foi, em Portugal, a primeira instituição privada a disponibilizar Pareceres Médicos emitidos, exclusivamente, com base na documentação clínica fornecida com o objetivo de ajudar a esclarecer dúvidas sobre a saúde individual. 

Entre os serviços destacam-se "os pareceres médicos, pareceres médico-legais e outros pareceres técnicos, as actividades periciais médicas e psicológicas, incluindo diligências - juntas médicas, perícias colegiais e outras intervenções periciais - em Tribunais, Caixa Geral de Aposentações (CGA) e Instituto da Segurança Social (ISS), e ainda verificação da situação de doença, nomeadamente, nos termos do Art. 18.º da Lei n.º 105/2009, de 14 de Setembro e traduções médicas". 

 
Tendências e desafios no mundo dos laboratórios
O Grupo ISQ integra o consórcio internacional que irá organizar de 16 a 18 de Maio, em Coimbra, o maior encontro de...

Este encontro será uma excelente oportunidade para a atualização das últimas pesquisas tecnologias e métodos de trabalho nos laboratórios, assim como troca de experiências entre profissionais do setor.

O evento de três dias abordará uma variedade de temas, tais como inovações em equipamentos de laboratório, novas técnicas de análise e testes, regulamentação e normas do setor e ainda questões relacionadas com a gestão de laboratórios.

De forma a antecipar o evento, vai ser realizado um roadshow em Lisboa e outro no Porto. O roadshow de Lisboa terá lugar a 25 de Janeiro, às 14h30, no campus ISQ, Tagus Park (Avª. Mário Soares, nº. 35) e o roadshow do Porto no dia 1 de fevereiro, nas instalações do ISQ em Grijó (Vila Nova de Gaia - R. Mirante 258, 4415-491 Grijó).

 
Bilhetes disponíveis em selfcaremarket.pt
O SelfCare MARKET & SUMMIT, evento que proporciona aos seus visitantes uma viagem transformadora ao mundo do autocuidado,...

Esta 2ª edição conta com marcas de renome como Avène, SVR, Bioderma, Insparya, Klorane, ISDIN, Heliocare, LETI Balm, Colagénius, Depuralina, Symbiosys, amenopausa.pt, A-Derma, Institut Esthederm, Endocare, Isdinceutics, Lazartigue, Água Monchique, Oeiras Padel Academy, Drenaslim, Saforelle, Ducray, René Furterer, Etat Pur, Eludril, LETI Fem, Fisiocrem, LETI AT4, Roger & Gallet, quandoestiverespronta.pt, Föld, Vitacélsia, LETI SR,  Procare, Pharma Nord, Noreva, Nutreov, Estrofito, Baciginal, Miyoko, Cistiless, Iraltone, Cistitone BD, Clínica Helena Paixão, Põe-te na Linha, Clínica Rebelo Pinto, Associação Atípicas, Páginas com Graça, entre muitas outras, que estarão presentes para proporcionar experiências sensoriais únicas e oferecer condições especiais a quem quiser adquirir os seus produtos e serviços.

Durante todo o fim de semana, os passageiros que embarcarem nesta viagem vão poder experimentar os seus produtos preferidos, contactar com as suas love brands, conhecer novas marcas e serviços e, ainda, obter aconselhamento gratuito através de avaliações faciais e capilares, rastreios, e presença de nutricionistas, dermo-conselheiras e beauty advisors.

Nos três palcos do evento, vai ser possível assistir a um total de 37 Talks, Masterclasses e Workshops. O programa abrange áreas muito distintas do autocuidado, como “Longevidade Saudável: Como viver mais e melhor?”, “OncoSelfCare”, “(IN)Fertilidade”, “O Choque de Gerações”, “Menopausa! E agora?”, “Sexualidade e Autocuidado”, “Mais Mindfulness, Menos Ansiedade: Por uma vida mais leve e tranquila”, entre outros que serão revelados brevemente.  

À semelhança da 1ª edição do SelfCare MARKET & SUMMIT, a Água Monchique é Main Sponsor, enfatizando a importância do autocuidado na rotina diária. Henrique Prucha, diretor comercial e de marketing da Água Monchique, destaca o sucesso da 1ª edição: este é “um evento único, que pretende trazer para a ordem do dia os benefícios da integração no dia-a-dia de uma rotina de autoconhecimento e autocuidado da qual a Água Monchique deve ser um elemento essencial, potenciando um estilo de vida mais ativo e mais saudável”, refere.

O Social Partner desta 2ª edição é a Corações Com Coroa, Associação sem fins lucrativos que visa promover uma cultura de solidariedade, igualdade de oportunidades e inclusão sócio-afetiva de pessoas em situações de vulnerabilidade, risco ou pobreza. Por cada bilhete vendido para esta 2ª edição, reverterá 1€ para a Corações Com Coroa.

Paula Iglésias, mentora do evento afirma que “no âmbito do projeto digital “Dicas da Farmacêutica”, percebi, pelas inúmeras questões e dúvidas colocadas pelos mais de 8 mil seguidores, que era importante promover a existência de um espaço comum, “ao vivo e a cores”, que permitisse um contacto dos seus visitantes com o conhecimento partilhado por profissionais de referência nas suas diferentes especialidades, as marcas, produtos, clínicas e serviços da área do autocuidado”. Acrescenta que, na edição anterior, “a recetividade foi muito boa, tanto por parte dos passageiros (visitantes) que embarcaram nesta viagem, como da grande adesão por parte das marcas e serviços que estiveram presentes, por poderem proporcionar aos visitantes a experimentação dos seus produtos, bem como as avaliações e rastreios, e ainda esta proximidade às suas love Brands – o que motivou o regresso de muitas marcas nesta 2ª edição”.

 
Dia 27 de janeiro
Centro pioneiro em Portugal na área das doenças neurológicas celebra 10 anos de crescimento com conferência dedicada tratamento...

De acordo com o Prof. Doutor Joaquim Ferreira, Neurologista e Diretor Clínico do CNS - Campus Neurológico, “comemorar dez anos é algo muito importante para todos os envolvidos neste projeto pioneiro de prestação de cuidados de saúde. Reflete a enorme qualidade e a dedicação de todos os profissionais que connosco colaboram e, todos os dias, têm como objetivo minorar o sofrimento das pessoas que nos procuram. O crescimento que foi sucedendo ao longo destes 10 anos e o reconhecimento nacional e internacional que granjeou, são também a demonstração da solidez e qualidade desta instituição e dos seus profissionais”.

Ao longo destes 10 anos, o CNS tem-se posicionado como um espaço único, em Portugal e na Europa, na área das neurociências, associando uma unidade de cuidados multidisciplinares de excelência, com a atividade académica e de investigação.

E acrescenta: “Com este evento pretendemos refletir sobre o que está a acontecer, atualmente, no mundo da saúde e da ciência e que irá ensinar-nos a tratarmos melhor os nossos doentes com doenças neurológicas”.

O evento de comemoração, que irá decorrer no dia 27 de Janeiro, contará com duas conferências que abordarão os temas “O que aprendemos nestes 10 anos?” e “How We Should Treat Neurological Disorders in the 21st Century”, tendo como palestrantes o Prof. Doutor Joaquim Ferreira, Diretor Clínico do CNS - Campus Neurológico, e o Prof. Doutor John Krakauer, professor e investigador no Johns Hopkins School of Medicine, nos Estados Unidos.

Dez anos depois, o Campus Neurológico prestou cuidados a 24.000 pessoas com doença neurológica (portuguesas e estrangeiras) e conta atualmente com uma equipa de mais de 270 colaboradores, entre médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, terapeutas da fala, psicólogos, nutricionistas, farmacêuticos, auxiliares de ação direta, animadores socioculturais, assistentes administrativos, auxiliares e outros colaboradores.

26 de janeiro
No próximo dia 26 de janeiro, pelas 09h, vão ter lugar em Coimbra As II Jornadas Nacionais de Doação, vão decorrer no próximo...

A conferência inaugural sobre "Doação em morte cerebral - espaço de melhorias?" vai ser proferida pelo médico intensivista Paulo Martins da ULS Coimbra,  e moderada por Arnaldo Figueiredo (ULS Coimbra)  e Ana França (IPST). 

Neste dia, entre as 09:30h e as 11:00h vai ter lugar ainda uma mesa redonda - "Doação de órgãos de dador vivo - o futuro" - que integra a abordagem de vários palestrantes e diferentes perspectivas. 

Das 11:20h às12:00h terá lugar mais uma conferência magistral, proferida por Ana França do Instituto Português do Sangue e Transplantação (IPST) e moderada por Dulce Diogo da ULS Coimbra e Margarida Ivo do IPST, "Doação de órgãos, o futuro é já hoje". 

Às 14:00h terá lugar um painel de discussão dedicado à "Doação em paragem cardiorrespiratória em Portugal - urge fazer o que falta".

A última conferência sob o tema "Como se operacionaliza um programa de doação em paragem cardíaca controlada" tendo como palestrante Angel Ruiz Arranz, Espanha, fecha o dia. 

 
Sleep & Nature
Em parceria com o Cento de Eletroencefalografia e Neurofisiologia Clínica (CENC), fundado e liderado pela Professora Teresa...

Desde o primeiro dia apelidado de Hotel do Sono, Sleep & Nature & SPA – gerido pela Amazing Evolution – foi concebido e desenhado enquanto oferta hoteleira distintiva, direcionada para o bem-estar e muito especificamente vocacionada para a melhoria da qualidade do sono e para a sua promoção. O conceito resulta de anos de experiência clínica da Professora Teresa Paiva e da constatação de que na busca de um sono de qualidade, no combate ao stresse e à ansiedade, os resultados são mais eficazes longe de uma abordagem meramente clínica, em contextos amigáveis e que possibilitem o contacto direto com a Natureza, os seus ritmos e a cadência da vida selvagem. Longe do frenesim de centros urbanos e das stressantes rotinas de todos os dias.

Com tudo isto em mente, o hotel ‘dormiu’ sobre o assunto e encontrou, não apenas um pedaço de paraíso na Terra, em Lavre, como uma resposta terapêutica de duas vias.

Pacientes – Através do necessário encaminhamento do CENC

Através do CENC, e depois de diagnosticados e encaminhados por este, alguns pacientes podem continuar a ser acompanhados durante uma estada no hotel do sono, onde todas as segundas-feiras terá agora a possibilidade de consultas presenciais, em gabinete próprio nas instalações do hotel. A este público, o Sleep & Nature oferece uma abordagem clínica, com métricas cientificamente mensuráveis e respostas ajustadas à eliminação do stress e de estados de ansiedade desequilibradores.

Hóspedes – Através da vontade pessoal de encontrar paz e descanso

Aos hóspedes em busca de um lugar tranquilo onde descansar corpo, mente e espírito Sleep & Nature oferece um extenso menu de terapias especialmente concebido para potenciar um sono retemperador.

A todos eles, hóspedes e hóspedes-pacientes do CENC, o hotel apresenta-se como um lugar ‘neutro’, apaziguador, lúdico e apelativo, onde o sono se reveste da maior importância e onde alcançá-lo se torna mais fácil. Isso percebe-se no silêncio reinante, no layout alveolar arquitetado, no projeto de iluminação apaziguante, no azul-céu de que se pinta, na roupa de cama, nos colchões ou no menu de almofadas. Na promoção de estados de calmaria física e de estados de espíritos facilitadores de relaxamento estão inúmeras terapias que o Sleep & Nature disponibiliza.

Consultas presenciais, terapias de bem-estar, conexão interior e com a Natureza num hotel vocacionado para o descanso absoluto

Alcançar um sono retemperador e criar condições e hábitos diários que ajudem a sua promoção, mesmo depois do check-out, são objetivos substantivos e clinicamente ambiciosos levados a cabo num ambiente mais facilitador e menos intimidante do que um gabinete médico em contexto clínico.

Estudado para proporcionar um espaço e um tempo propícios à conexão com o meio ambiente e connosco próprios, Sleep & Nature oferece ainda um bem estudado conjunto de tratamentos, terapias, exercícios e práticas especialmente pensado para aquietar a mente, descontrair o corpo, apaziguar o espírito e promover um sono de qualidade e retemperador, dispondo ao relaxamento e ao descanso profundos.

Um projeto único, que alia harmoniosamente o lado clínico – destinado a quem necessita ou procura uma abordagem mais consistente –, ao lado lúdico de um consciente turismo de saúde e bem-estar, com vista a um período de férias dedicado ao descanso, num lugar inspirador e promotor de estados de espírito zen.

 
O que precisa saber
Caracterizada por ser pobre em hidratos de carbono e extremamente rica em gorduras, a Dieta Cetogéni

A dieta cetogénica é extremamente pobre em hidratos de carbono e rica em gorduras. Isto significa que, para a seguir tem de eliminar quase por completo o pão, a massa, o arroz, o feijão, os doces e o leite, dando primazia a alimentos como os legumes, os ovos, as sementes, a carne e os frutos secos. Neste tipo de dieta, o consumo de hidratos de carbono pode variar entre 10g a 50g por dia (correspondendo a cerca de 10% das necessidades energéticas diárias), o aporte de lípidos é alto (>60% das necessidades energéticas diárias) e um consumo de proteína moderado, tendo com o objetivo de estimular os efeitos metabólicos do jejum, promovendo a utilização das gorduras como fonte de energia.

Quando não existe o consumo de hidratos de carbono, em caso de jejum ou quando o consumo de hidratos de carbono é muito reduzido, o corpo procura vias alternativas de obtenção de energia, nomeadamente através da metabolização de gorduras. 

Em que condições é usada? 

Embora seja popular atualmente, a dieta cetogénica tem sido usada para tratar condições médicas específicas, tendo sido estudada e desenvolvida para auxiliar no controlo da epilepsia, nomeadamente, casos refratários. 

Foi também testada e usada em ambientes monitorizados para o cancro, diabetes, síndrome dos ovários poliquísticos e doença de Alzheimer. 

Em todo o caso, é preciso alertar que  existem contraindicações quanto ao seu uso. Segundo a nutricionista Lilian Barros, este tipo de alimentação não é aconselhada, por exemplo, para doentes hepáticos. “Na verdade, qualquer pessoa com problemas de saúde não deve apostar numa dieta cetogénica”, alerta a nutricionista. Além disso, salienta que esta dieta só deve ser feita de forma pontual. 

Isto porque a curto prazo podem ocorrer sintomas semelhantes à “gripe”, ou do "resfriado comum ou constipação" que resultam do processo de adaptação do corpo à dieta, como por exemplo, dores de cabeça, fadiga e tonturas. Por outro lado, como existe uma redução do consumo de fibra devido à restrição no consumo de legumes, frutas e grãos integrais, existe um risco de ocorrência de obstipação. 

Os rins também podem sofrer, a longo prazo, com a dieta cetogénica, podendo desenvolver-se pedras nos ris, doenças hepáticas e carências nutricionais de alguns micronutrientes, como vitaminas e minerais.

Isto significa que, como todas as dietas, esta também não está isenta de riscos, daí que  deve ser feita pontualmente e com acompanhamento especializado, alertam os especialistas. 

“Nunca deve ser feita de forma continuada, mas é uma boa opção para quando o corpo estagnou e precisa de um ‘abanão’ para que o metabolismo volte a acelerar”, revela Lilian Barros.  

Alimentos proibidos

  • pão
  • cereais
  • arroz
  • massa
  • batata
  • leguminosas
  • determinados legumes (por exemplo, milho)
  • e quase todas as frutas

Alimentos permitidos

  • Carne, peixe, ovos 
  • Legumes - alface, rúcula, agrião, espinafres, pepino, brócolos, couve-flor, espargos, couves, pimento, pepino, tomate, cenoura;
  • Frutas com baixo teor de hidratos de carbono – morangos, framboesas, coco, abacate;
  • Sementes – linhaça, sésamo, girassol
  • Frutos oleaginosos – amêndoa, noz, pinhão, avelã, macadâmia 
  • Lacticínios – queijos (em especial os queijos gordos), iogurte grego, natas;
  • Óleos – azeite virgem extra, óleo de abacate, óleo de linhaça, entre outros. 

De sublinhar que dada a restrição alimentar que caracteriza esta dieta existe o risco de existirem carências nutricionais, pelo que pode existir a necessidade de suplementar.

 
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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Vieira revoluciona oferta e reformula produtos icónicos para melhor perfil nutricional
A Vieira, maior fabricante nacional de bolachas, com capital 100% português, acaba de reformular os seus produtos mais icónicos...

A tradicional Bolacha Maria passa agora a contar com menos 74% de gorduras saturadas, menos 25% de açúcares e menos 7% de sal. Também a icónica Bolacha de Água e Sal, a bolacha mais portuguesa de sempre, adequada para uma alimentação vegana, passa a conter menos 76% de gorduras saturadas, menos 60% de açúcares e menos 36% de sal.  

Com esta reformulação a Vieira contribuiu para uma melhor classificação no rótulo nutricional “Nutri-Score”, que permite que os consumidores possam fazer escolhas alimentares mais saudáveis.  

“A nossa estratégia é clara: melhorar o perfil nutricional dos nossos produtos sem nunca perder o que sempre os distinguiu, o sabor.  Sabemos a importância que os nossos produtos têm na alimentação das famílias portuguesas e queremos contribuir para que tenham uma alimentação equilibrada, mais saudável, com todo o sabor Vieira. Ainda que seja fundamental a contínua evolução da literacia nutricional, enquanto indústria sentimos a responsabilidade de participar na melhoria da dieta dos portugueses e na construção de um futuro sustentável!”, salienta Raquel Vieira de Castro, CEO da icónica marca. 

A Vieira aproveitou também o momento de reformulação desta gama de produtos para dar mais um passo na vertente sustentável da marca, apostando numa menor mancha gráfica e na redução da embalagem – com menos cartão e plástico. 

 
Dia 24 de janeiro
Apresentar projetos capazes de contribuir para tornar os sistemas de saúde ambientalmente mais sustentáveis foi o desafio...

Às oito startups que concluíram o programa será dado palco para um pitch final, ao qual se seguirá a realização de uma Mesa Redonda sobre sustentabilidade e inovação, dois conceitos cada vez mais inseparáveis. Esta será uma conversa a quatro vozes, que vai contar com o contributo de Francisca Leite, do Hospital da Luz; Isabel Neves, Business Angel; Luís Almeida Fernandes, Healthcare Executivo; e Carlos Frederico Carvalho, da AstraZeneca Portugal.

Trata-se de mais uma iniciativa que a AstraZeneca, companhia biofarmacêutica global, promove no âmbito do trabalho desenvolvido na área da sustentabilidade, orientado para três grandes pilares: acesso aos cuidados de saúde, proteção ambiental e ética e transparência.

 
Oftalmologistas da UOC – Unidade de Oftalmologia de Coimbra
Três oftalmologistas da UOC - Unidade de Oftalmologia de Coimbra vão estar na próxima quinta-feira, dia 25 de janeiro, em...

A sessão é gratuita e vai acontecer a partir das 21h00, na página de Facebook da UOC – Unidade de Oftalmologia de Coimbra, em www.facebook.com/UnidadedeOftalmologiadeCoimbra. Os interessados vão ter a oportunidade de colocar questões através da caixa de comentários da página, podendo desde já começar a fazê-lo. A sessão é aberta a outras questões relacionadas com a visão, não se cingindo ao glaucoma.

A responder às questões e a esclarecer todas as dúvidas vão estar Joaquim Murta, Jorge Simão e João Quadrado Gil, da UOC – Unidade de Oftalmologia de Coimbra e do Centro Hospital e Universitário de Coimbra.

Esta é a quinta sessão de uma iniciativa inovadora da UOC - Unidade de Oftalmologia de Coimbra, que visa aproximar os médicos dos doentes através dos meios digitais.

 
FPC realiza sessão comemorativa no Auditório do Infarmed
A Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) celebra o seu 44.º aniversário, marcando mais de quatro décadas de dedicação à...

Para Manuel Carrageta, presidente da FPC: "Estamos imensamente orgulhosos dos 44 anos de realizações da Fundação Portuguesa de Cardiologia. Desde a nossa fundação que temos dedicado esforços incansáveis para aumentar a consciencialização sobre as doenças cardiovasculares, promover a investigação e fornecer educação crucial para a prevenção. Este aniversário é um momento para celebrar as nossas conquistas e reafirmar o nosso compromisso".

Carlos Morais, vice-presidente da FPC faz um balanço positivo do papel da FPC na sociedade e perspetiva um futuro desafiante: "Ao longo dos anos, a FPC tem trabalhado em estreita colaboração com profissionais de saúde e comunidade para promover estilos de vida saudáveis e fornecer apoio contínuo para aqueles que enfrentam desafios cardiovasculares. O 44.º aniversário é um testemunho do nosso compromisso duradouro, mas também uma enorme responsabilidade para com o futuro. Queremos continuar a ser um parceiro na saúde cardiovascular”, acrescentou Carlos Morais.

Nesta sessão comemorativa, Maria de Belém Roseira, figura proeminente na sociedade, irá partilhar os seus contributos sobre a importância da FPC na promoção da saúde cardiovascular em Portugal.

A presença de figuras de renome destaca a importância da saúde cardiovascular, fortalecendo o compromisso coletivo com a promoção de estilos de vida saudáveis e a prevenção de doenças cardiovasculares em Portugal.

 

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