Ajuda de Berço
A Ajuda de Berço vai construir uma casa para crianças com problemas de saúde graves que são deixadas pelas famílias em hospitais.

Ao longo dos seus 17 anos de existência, a Ajuda de Berço, que é uma instituição particular de solidariedade social, recebeu cerca de 20 crianças abandonadas com problemas de saúde graves, escreve o jornal Público. Durante um ano recebe "seis a oito pedidos da Segurança Social para receber este tipo de meninos” mas não pode aceitar mais do que quatro. “Ninguém quer assumir um menino como o Rodrigo”, que não tem diagnóstico mas tem “um quadro de paralisia cerebral”. “O que é este menino para o Estado português? Nada”, diz.

Rodrigo vive há dois anos no lar temporário da Ajuda de Berço, em Lisboa, mais nenhuma instituição de acolhimento o quis aceitar. “Rodrigos como ele há muitos em Portugal. Não se fala dos Rodrigos. Ninguém os aceita porque vão morrer passado pouco tempo”, diz Sandra Anastácio, directora da instituição.

Dos 20 meninos que passaram pela instituição “dois morreram connosco, um voltou para a família biológica, alguns foram encaminhados para lares da Segurança Social.” “Eu desejo que todos os meninos tenham projectos de vida” mas há que ser realista, diz a responsável, “são crianças com poucas possibilidades de vir a ter uma família de adopção”.

Quando a casa existir, espera-se que a construção arranque em 2017, Rodrigo deverá ser o primeiro dos seus 16 habitantes. Serão precisos 2,5 milhões de euros, para já foi possível reunir apenas 30% das verbas e, por isso, a organização vai avançar com uma campanha de angariação de fundos. A casa ficará num terreno cedido pela Câmara Municipal de Lisboa, estando para aprovar o projecto de arquitectura. O objectivo é estar concluída em 2019.

Neste lar de acolhimento temporário da Ajuda de Berço, em Lisboa, as funcionárias trabalham por turnos. Há uma folha A4 por criança que informa a colega do turno seguinte, se cada criança comeu bem, se teve alguma queixa. Para a maioria dos bebés as fichas são simples, a maior parte estão assinaladas com um x na opção “comeu tudo”.

A Ajuda de Berço tem ainda um outro caso, de um menino de dez anos com um problema de saúde menos grave, Spina Bífida, uma malformação congénita e que, neste caso, significa que precisa de ser algaliado várias vezes por dia para esvaziar a bexiga e move-se numa cadeira de rodas.

Estas são crianças que “permanecem nos hospitais porque precisam de cuidados específicos que muitos lares de acolhimento se recusam a dar”. Só que estes são meninos muito frágeis que estão com meninos saudáveis, “apanham tudo o que é possível num centro de acolhimento temporário”.

Sandra Anastácio diz que eles, Ajuda de Berço, não estão vocacionados para prestar cuidados de saúde, fazem-no porque "tem de ser" e porque são uma instituição católica. Recebem formação do hospital, mas há alturas em que entram em pânico. O Rodrigo tem convulsões, às vezes várias vezes por dia, e há alturas em que perde consciência. E lá vão elas para o hospital. “O Rodrigo já esteve várias vezes para partir.”

Fundação do Gil
Cerca de 6 mil crianças com doenças incapacitantes ou com deficiências profundas precisam de cuidados de saúde prestados em casa.

Há cerca de 6 mil crianças no país com doenças incapacitantes ou com deficiências profundas que precisariam de cuidados de saúde prestados em casa e as quatro Unidades Móveis de Apoio ao Domicílio (UMAD) existentes no país dão resposta apenas a mil, diz a presidente do conselho de administração da Fundação do Gil, Patrícia Boura que informa que o projecto está a passar por dificuldades financeiras.

A Fundação do Gil nasceu por causa da visita dos administradores da Parque Expo a um hospital onde uma criança vivia há 18 anos, estávamos em plena Expo98, lembra a responsável. “Ainda continuam a existir este tipo de casos, mas serão menos”.

A Fundação do Gil criou as UMAD, em associação com o Hospital de São João, no Porto, o Amadora-Sintra, o Hospital da Estefânia, o Santa Maria, em Lisboa. “Temos mais pedidos de hospitais mas não temos financiamento público” e a angariação no sector privado é cada vez mais difícil, diz. “As necessidades existem”, constata a responsável. “As crianças às quais não conseguimos dar respostas às vezes têm de ficar internadas em hospitais distritais. Não há respostas dos 0 aos 12 anos para estas crianças e, por isso, ficam nos hospitais.”

Mas as UMAD são para meninos com família e casa. A directora do departamento de pediatria do Hospital de Santa Maria, Maria do Céu Machado, diz que a criação das Unidades Móveis de Apoio ao Domicílio, veio revolucionar a área da prestação de cuidados de saúde neste tipo de situações. Antes da sua existência (no caso de Santa Maria a UMAD começou em 2006), muitas destas crianças não poderiam estar em casa e teriam de estar internadas. Na área da unidade têm, por exemplo, cerca de 50 crianças com ventilação não invasiva em casa, escreve o jornal Público na sua edição digital.

Helena Carreiro, directora do departamento de Pediatria do Amadora-Sintra, afirma que as situações de abandono no hospital “acontecem muito esporadicamente, mas estes casos marcam-nos” e lembra o caso de uma criança com deficiência em que estiveram vários meses para lhe arranjar uma instituição. E não tem dúvidas que se não houvesse a UMAD “seriam mais frequentes”. As situações mais prevalentes seguidas pela UMAD são casos de “grandes prematuros e de crianças ventiladas em casa por sofrerem de doenças crónicas pulmonares".

O director do Hospital Pediátrico integrado no Centro Hospitalar de São João, no Porto, Caldas de Afonso, diz que já não tem memória de um caso recente de abandono, mas eles existem. “Há situações de carácter social em que a família não está presente. Precisamos dessa rectaguarda”. Nesse sentido, afirma que assinaram um acordo com a Misericórdia do Porto para dar resposta a este tipo de casos, nomeadamente com crianças que são tratadas em Portugal ao abrigo de acordos de saúde com países como a Guiné-Bissau.

Patrícia Boura, da Fundação do Gil, diz que a prioridade é tentar “trabalhar com a família” para criar condições para que possam ficar com a criança. Em situações extremas isso não é possível. “Há alguns casos, não sei quantos são” em que sobra apenas a adopção ou a institucionalização.

O vice-presidente da União das Misericórdias, Carlos Andrade, enfatiza que “em Portugal não está prevista a existência de instituições para crianças deficientes com menos de 16 anos, porque se presume que estão na família”.

No caso de crianças em perigo, em que a família abandona ou maltrata, que juntam a isso uma situação de deficiência estas deviam ir para lares de infância e juventude especializados “mas estes não existem” e, por isso, a misericórdia acaba por admitir, “a título excepcional”, algumas crianças em risco com deficiências em que não existe rectaguarda famíliar e há ordem de um tribunal para a sua institucionalização. “Não havendo, fazemos esse serviço”. Têm 23 crianças com menos de 16 anos no Centro de Apoio a Deficientes Profundos João Paulo II, em Fátima, e outras 12 no Centro de Deficientes Luís da Silva, em Borba. “São 35 crianças deficientes que entraram. A maior parte delas acaba por ficar na instituição”, diz o responsável.

Novartis
Medicamento biológico da Novartis, o único indicado para tratamento sistémico de primeira linha da psoríase, proporciona “pele...

Secucinumab, o primeiro e único inibidor da interleucina-17A (IL-17A) aprovado para o tratamento da psoríase, demonstra superioridade face a biológicos amplamente utilizados (ustecinumab e etanercept).1,2

Secucinumab permitiu que, comparativamente a ustecinumab, mais 21% dos doentes com psoríase atingissem “pele limpa ou quase limpa” (PASI 90) à semana 16 de tratamento.1

Depois de 2 anos de tratamento com secucinumab, 7 em cada 10 doentes (71%) tratados com secucinumab atingiram o estadio de pele limpa ou quase limpa (PASI 90).3

O objectivo do tratamento da psoríase é eliminar completamente as lesões de psoríase atingindo um estadio de “pele limpa”. PASI 90 é a melhor evidência de eficácia para avaliar o sucesso terapêutico no tratamento da psoríase.4

A Novartis acaba de anunciar resultados que demonstram que secucinumab, o primeiro e único biológico indicado para tratamento sistémico de primeira linha da psoríase moderada a grave é superior a ustecinumab, (biológico amplamente utilizado) a atingir um estádio de “pele limpa ou quase limpa” (PASI 90) em doentes de psoríase.1

Os resultados de ensaios clínicos apresentados no âmbito da 73ª Reunião Anual da Academia Americana de Dermatologia (AAD), que decorreu em Março, , comprovam um número elevado de doentes a atingir “pele limpa ou quase limpa” - PASI 90 ou superior - durante as primeiras 16 semanas de tratamento1 quando comparado com ustecinumab.

O objectivo do tratamento da psoríase é eliminar completamente as lesões de psoríase atingindo um estádio de “pele limpa”. O PASI 90 (melhoria de 90% no Índice de extensão e gravidade da psoríase - Psoriasis Area Severety Index), é considerada a melhor evidência de eficácia para avaliar o sucesso terapêutico no tratamento da psoríase4, através da medição da redução do eritema (vermelhidão), descamação, e infiltração (espessura) das lesões de psoríase bem como a extensão do corpo atingida pelas lesões.5,6

Depois de 2 anos de tratamento com secucinumab, 7 em cada 10 doentes (71%) tratados atingiram um estádio de pele limpa ou quase limpa (PASI 90); 4 em cada 10 doentes (44%) atingiram pele limpa (PASI 100) e 9 em cada 10 doentes (88%) manteve a sua resposta PASI753.

Em Janeiro de 2015, secucinumab tornou-se o primeiro e único inibidor da interleucina-17A (IL-17A) aprovado na Europa no tratamento sistémico de primeira linha da psoríase em placas moderada a grave em doentes adultos7.

Sobre a Psoríase
A psoríase é uma doença auto-inflamatória crónica, caracterizada por lesões espessas e extensas na pele, designadas por placas. Pode causar comichão, descamação e dor na pele e está associada a uma redução na qualidade de vida.8-10

A psoríase afecta até 3% da população mundial, correspondendo a aproximadamente 125 milhões de pessoas11. Na Europa, a estimativa é de que aproximadamente 3,7 milhões de pessoas estejam afectadas, das quais 2,4 milhões terão psoríase moderada a grave12.

Esta doença, frequente e impactante, não é apenas um problema estético, uma vez que as pessoas com sintomas ligeiros são também afectadas diariamente13. Existe uma necessidade de novos tratamentos, dado que até 50% dos doentes se declaram insatisfeitos com as terapêuticas atuais, incluindo os tratamentos biológicos.13-16

Referências
1Thaci D, Blauvelt A, Reich K, et al. Secukinumab is superior to ustekinumab in clearing skin of subjects with moderate to severe plaque psoriasis: 16 week results from the CLEAR study. American Academy of Dermatology 73rd Annual Meeitng. San Francisco, California. 20th March.
2Langley RG, Elewski BE, Lebwohl M, et al. Secukinumab in plaque psoriasis: results of two phase three trials. N Engl J Med. 2014. Jul 9;371(4):326-38.
3Secukinumab Treatment Maintains Efficacy in Moderate to Severe Plaque Psoriasis Through Second Year of Treatment: A Randomized Extension of the ERASURE and FIXTURE Studies
4European Medicines Agency (EMA) Committee for Medicinal Products for Human Use (CHMP) Guidelines on clinical investigation of medicinal products indicated for the treatment of psoriasis. 2004. Available at: http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Scientific_guidelin... Accessed February 9, 2015.
5Guideline on clinical investigation of medicinal products indicated for the treatment of psoriasis. European Medicines Agency Web site. http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Scientific_guidelin... Published November 2004. Accessed January 2015.
6Mrowietz, U. Implementing treatment goals for successful long-term management of psoriasis. Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology, 26: 12–20. doi: 10.1111/j.1468-3083.2011.04411.x
7European Medicines agency website, Summary of opinion1 (initial authorisation) – Cosentyx. Available at: http://www.ema.europa.eu/docs/en_GB/document_library/Summary_of_opinion__Initial_authorisation/human/003729/WC500177620.pdf
8Stern RS, Nijsten T, Feldman S, et al. Psoriasis Is Common, Carries a Substantial Burden Even When Not Extensive, and Is Associated with Widespread Treatment Dissatisfaction. J Investig
9Dermatol Symp. 2004;9(2):136-9.Nestle FO, Kaplan DH, Barker J. Psoriasis. N Engl J Med. 2009; 361(5):496-509.
10Rapp SR, Feldman SR, Exum ML, Fleischer AB, Jr., Reboussin DM. Psoriasis causes as much disability as other major medical diseases. J Am Acad Dermatol. 1999; 41(3 Pt 1):401-7.
11Farley E et al. Psoriasis: comorbidities and associations. G Ital Dermatol Venereol. 2011 Feb;146(1):9-1
12International Federation of Psoriasis Associations (IFPA) World Psoriasis Day website. “About Psoriasis.” http://www.worldpsoriasisday.com/web/page.aspx?refid=114. Accessed February 2014.
13European Federation of Pharmaceutical Industries and Associations (EFPIA) website. “Psoriasis.” http://www.efpia.eu/diseases/134/59/Psoriasis. Accessed September 2014.
14Stern RS, Nijsten T, Feldman S, et al. Psoriasis Is Common, Carries a Substantial Burden Even When Not Extensive, and Is Associated with Widespread Treatment Dissatisfaction. J Investig Dermatol Symp.
15Christophers E, Griffiths CEM, Gaitanis G, et al. The unmet treatment need for moderate to severe psoriasis: results of a survey and chart review. J Eur Acad Dermatol Venereol. 2006;20:921-925.
16Krueger JG, Koo J, Lebwohl M, et al. The impact of psoriasis on quality of life: Results for a 1998 National Psoriasis Foundation patient membership survey. Arch Derm. 2001;137:280-284.
17Sterry W, Barker J, Boehncke WH, et al. Biological therapies in the systemic management of psoriasis: International Consensus Conference. Br J Dermatol. 2004;151 Suppl 69:3-17.

Michael Page revela
A Michael Page, consultora líder mundial em recrutamento e selecção especializada, revela a análise do desempenho do sector da...

O empenho da divisão no seu crescimento e no reforço da sua estrutura humana refletiu-se num aumento de 110% da facturação da Michael Page Healthcare & Life Sciences em 2014. As funções mais procuradas seguem a tendência do sector: áreas como Medical Affairs e Market Access ou Marketing Management estão especialmente focadas em dar resposta às novas necessidades deste sector. A exigência de hoje obriga ao desenvolvimento de novas competências assim como skiils adequadas a novos interlocutores: robustez científica, a par com fortes skills negociais, são determinantes para a orientação estratégica e desenvolvimento de novas oportunidades.

Pedro Borges Caroço reforça que “o sector tem vindo a demonstrar mudanças profundas. Denota-se o foco crescente na rentabilidade do negócio, comum à maior parte das funções. Para além dos requisitos académicos habituais, são cada vez mais solicitadas soft-skills muito direccionadas para a flexibilidade, comunicação e transversalidade do negócio.”

A média salarial das funções mais recrutadas em 2014 é de 56 mil Euros/ano: um profissional a desempenhar funções como Marketing Manager aufere anualmente entre 42 e 49 mil Euros; como Market Access Manager cerca de 49 mil Euros; e como Medical Affairs Manager aufere entre 53 e 70 mil Euros.

Do total de processos realizados pela Michael Page para o sector da Saúde em 2014, 10% pediram experiência internacional prévia e mais de 70% dos profissionais recrutados são do género feminino.

Consulte aqui a lista de funções e perfis mais procurados

Interior do país
Um grupo de médicos voluntários está a dar consultas gratuitas, de várias especialidades, no interior do distrito de Bragança,...

"Fazemos cirurgias e outros tratamentos e resolvemos alguns problemas de saúde a uma população muito envelhecida como é a das zonas interiores do país e que de outra forma teriam dificuldade em se tratar”, afirmou António Massa, presidente da Sociedades Portuguesa de Dermatologia (SPD) e um dos mentores do projecto.

As especialidades médicas são, entre outras, a dermatologia, cirurgia, urologia, ginecologia, ortopedia e pneumologia.

Este trabalho está em curso em Freixo de Espada à Cinta, distrito de Bragança, havendo um projecto de o alargar a outras zonas do país, o qual deverá estar concluído no próximo outono. Para isso, os clínicos abdicam de parte dos seus tempos livres.

Os médicos estiveram em Mogadouro e Vimioso ao longo de um fim de semana e atenderam "algumas centenas de pessoas" não só nos centros de saúde mas também em lares de idosos.

"Só numa manhã e no centro de saúde de Mogadouro foram vistas pelos oito médicos 86 pessoas", enumerou António Massa.

"Assim conseguimos evitar as deslocações aos hospitais de referência criando algum conforto às pessoas mais idosas", assegurou.

Por seu lado, José Carlos Noronha, médico ortopedista referiu as lesões degenerativas como a principal causa da incapacidade das pessoas mais velhas.

"Nesta zonas desfavorecidas do interior, as artroses são o principal problema com que me deparo", disse o especialista.

Por seu lado, a população apoia a ideia: "foi uma grande iniciativa já que não temos grandes oportunidades de nos deslocar ao Porto, e depois somos encaminhados para os respectivos médicos de família", disse Eugénia Baltazar enquanto aguardava a sua vez para ser vista por um dos médicos.

O presidente da câmara de Mogadouro, Francisco Guimarães, afirmou que as deslocações destes médicos especialistas dão pouca despesa em termos de logística e o resultado é garantido.

"Qualquer pessoa fica agradada quando médicos deste gabarito se deslocam às nossas terras para fazerem um trabalho meritório e de forma gratuita", enfatizou o autarca.

Astronautas
Os astronautas que façam longas viagens espaciais estão sujeitos a radiações que podem causar danos irreversíveis no sistema...

"Esta não é uma boa notícia para os astronautas que queiram fazer uma viagem de dois ou três anos, de ida e volta a Marte. As radiações cósmicas podem alterar as capacidades cognitivas dos astronautas durante o resto da vida", afirmou o investigador Charles Limoli, da Universidade da Califórnia, que dirigiu o estudo científico.

Quando a NASA se prepara para fazer a primeira missão tripulada a Marte, os investigadores alertam que, durante voos espaciais de longa duração, o cérebro dos astronautas é atingido por "partículas destrutivas" provenientes dos raios cósmicos.

A equipa de investigação submeteu ratos geneticamente modificados a radiações de partículas de elevada carga energética e verificou que essas radiações provocaram uma inflamação no cérebro dos animais, que interferiu na transmissão de sinais no sistema nervoso.

Os resultados dos testes mostraram que os ratos expostos a radiação ficaram menos activos, menos curiosos e manifestavam-se mais confusos.

De acordo com o investigador, nos astronautas os efeitos poderão ser perda de memória, de consciência e de atenção durante uma missão de longa duração.

Os astronautas que passam longas temporadas na Estação Espacial Internacional não correm aquele risco porque estão protegidos pela magnetosfera da Terra.

Lisboa acolhe
A primeira Unidade de Cuidados Intensivos de Felicidade, um novo modelo de intervenção da associação Terra de Sonhos para...

O fundador da Terra dos Sonhos, Frederico Vital, disse que a Unidade de Cuidados Intensivos de Felicidade (UCIF) pretende “dar instrumentos de desenvolvimento e de capacitação psicológica e emocional” às crianças com doenças crónicas, jovens em risco institucionalizados e às famílias, envolvendo os profissionais de saúde.

Fundada no dia 1 de Junho de 2007, Dia Mundial da Criança, a associação Terra dos Sonhos tem como principal actividade a realização dos sonhos de crianças e jovens diagnosticados com doenças crónicas, contabilizando, até agora, “576 sonhos realizados”.

O modelo de intervenção da UCIF surge para complementar a realização dos sonhos, que, segundo Frederico Vital, não é suficiente a médio e longo prazo, porque, apesar de criar “um impacto emocional grande no imediato”, depois “não ficava senão uma boa memória”.

A UCIF vai trabalhar com base em quatro pilares ligados à psicologia: a aceitação da mudança, a gestão das emoções, a comunicação positiva e a autoestima e a autoimagem, através de secções dinâmicas de grupo, envolvendo as crianças, os jovens, as famílias e os profissionais de saúde, em programas com duração de seis semanas a três meses.

“Vamos trabalhar com ferramentas psicológicas testadas”, reforçou o responsável da Terra dos Sonhos, referindo que a associação tem uma parceria com a Universidade de Évora, que vai avaliar o impacto das iniciativas da UCIF na função cerebral.

A participação na UCIF é gratuita para as crianças com doenças crónicas e jovens em risco institucionalizados, que, normalmente, são sinalizados pelos hospitais e instituições sociais, embora “qualquer pessoa possa candidatar uma criança nessas condições”, informou.

O serviço que vai ser prestado pela UCIF é “válido para qualquer criança e até para qualquer adulto”, pelo que a associação pretende disponibilizar ao público em geral secções terapêuticas em troca de uma doação monetária simbólica, garantindo assim a sustentabilidade do projecto.

Localizado em frente ao Hospital Egas Moniz, na Rua da Junqueira, em Lisboa, o edifício que vai acolher a UCIF, com “620 metros quadrados de zona coberta e 200 metros quadrados de pátio interior”, resulta de um protocolo de exploração do espaço a 25 anos, renovável a cada cinco anos, com a fundação D. Pedro IV, que desactivou a creche que lá existia.

A Terra dos Sonhos fez obras no edifício para transformar os espaços interiores, pelo que ainda só está finalizada uma parte provisória do projecto, que será inaugurada 4 de Maio, disponibilizando cinco divisões: uma sala de intervenção, duas salas de trabalho, o terraço e a recepção.

A continuação das obras está dependente da angariação do orçamento necessário, “cerca de 600 mil euros”, explicou Frederico Vital, referindo que o projecto incluiu “mais um auditório, mais uma zona aberta ao público com experiências tecnológicas de desconstrução de impossibilidade, ilusões ópticas, realidades aumentadas, tudo enquadrado numa lógica pedagógica, os escritórios e uma incubadora, aceleradora de empreendedorismo social”.

De acordo com o fundador da Terra dos Sonhos, Frederico Vital, Lisboa é a primeira cidade a acolher uma UCIF, mas a associação pretende vir a replicar o projecto em outras zonas do país.

A 12 de Dezembro de 2014, a Direcção-Geral da Saúde e a Terra dos Sonhos assinaram um protocolo para desenvolver o modelo terapêutico inovador da Unidade de Cuidados Intensivos de Felicidade.

Organização Pan-americana de Saúde
A rubéola está oficialmente erradicada do continente americano, a primeira região do mundo a eliminar esta doença epidémica...

"A eliminação da rubéola no continente americano é uma conquista histórica que reflecte a vontade colectiva dos países do nosso continente de trabalhar em conjunto para alcançar este objectivo ambicioso de saúde pública", disse a directora da organização, Carissa Etienne, citada pela agência francesa AFP, em conferência de imprensa.

O último caso de transmissão da rubéola e de crianças nascidas com o vírus transmitido pelas mães remonta a 2009. Mas como o vírus continua a circular em outras partes do mundo, casos isolados de infecção continuam a ser relatados por alguns países, incluindo o Canadá, a Argentina e os Estados Unidos.

A erradicação da transmissão da rubéola resultou de uma campanha de vacinação em massa com cerca de 250 milhões de adolescentes e adultos a serem imunizados em 32 países e territórios, entre 1998 e 2008.

Antes disso, muitos casos de rubéola eram contabilizados anualmente na América do Sul e no Caribe, com um pico de mais de 158 mil infectados em 1997.

Nos Estados Unidos, 20 mil crianças nasceram infectadas com o vírus durante a última grande epidemia de rubéola no país, que decorreu entre 1964 e 1965.

A rubéola pode causar vários defeitos de nascença ou afectar a saúde do feto, se a mãe contrair o vírus no início da gravidez.

"A nossa região já tinha sido a primeira do mundo a erradicar a varíola (em 1971) e a poliomielite (1994), êxitos que mostram a eficácia da vacinação e a importância de disponibilizar as vacinas, mesmo nas áreas mais isoladas do continente ", afirmou a directora.

"Agora é hora de enfrentar o sarampo", acrescentou.

O sarampo, mais contagioso do que a rubéola, reapareceu no continente em 2010, mais precisamente na Argentina, trazido por pessoas que tinham estado na África do Sul a assistir ao Campeonato do Mundo de Futebol.

Nos Estados Unidos, que se declararam livres do sarampo em 2000, a infecção ressurgiu em 2008, devido a uma taxa reduzida de vacinação.

No final de 2014, surgiu um caso de sarampo no Disney Park, na Califórnia, contudo o vírus não se terá propagado em outros Estados do oeste do país.

Já desde o início do ano, cerca de 159 casos de sarampo foram notificados em 18 Estados e no Distrito de Columbia, de acordo com as últimas estimativas dos Centros de Controle de Doenças e Prevenção (CDC).

5 de Maio
Fórum, no próximo dia 5 de Maio, destaca importância destes profissionais na saúde das mães e dos recém-nascidos. Encontro...

A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) organiza, no dia 5 de Maio, um Fórum para assinalar o Dia Internacional do Enfermeiro de Saúde Materna/Dia Internacional da Parteira que, em 2015, é subordinado ao tema “Midwives: for a better tomorrow” (“Parteiras: para um amanhã melhor”).

O encontro, a decorrer no Polo B da ESEnfC, em S. Martinho do Bispo, pretende responder ao apelo lançado pela International Confederation of Midwives (Confederação Internacional de Parteiras), de “destacar a importância” das parteiras e, por extensão, “dos enfermeiros especialistas em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (designação portuguesa para estes profissionais), no desenvolvimento da nova era, num mundo em mudança, em que todos temos um papel determinante na sua transformação, no sentido de criar um futuro melhor para as mães, bebés e famílias”, afirma a organização do Fórum na ESEnfC.

Neste Fórum do Dia do Enfermeiro de Saúde Materna vai, ainda, ser apresentada (às 12h00) a Rede ESMOG - Enfermagem de Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica, que consiste numa cooperação técnica, científica e humanística de enfermeiros ligados à prática clínica, à gestão, ensino, formação e investigação, e que visa potenciar sinergias no âmbito da saúde sexual, reprodutiva e neonatal.

A Rede ESMOG resulta da colaboração interinstitucional entre Agrupamento de Centros de Saúde Baixo Mondego, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e ESEnfC.

Até dois terços das mortes maternas poderiam evitar-se
Calcula-se que, anualmente, 300 mil mulheres e mais de 3 milhões de crianças morrem em todo o mundo, devido a complicações durante a gravidez e o parto, sendo que até dois terços das mortes maternas poderiam evitar-se se houvesse acesso universal a enfermeiros obstetras qualificados e regulamentados, num sistema de saúde com recursos adequados.

A ESEnfC, através da sua Unidade Científico-Pedagógica de Enfermagem de Saúde Materna, Obstétrica e Ginecológica, salienta que o enfermeiro com esta especialidade tem competências para cuidar da mulher em várias áreas de intervenção: planeamento familiar e contracepção, gravidez, parto, pós-parto, climatério, ginecologia e na comunidade.

No mês de Maio
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra organiza, de 4 a 7 de Maio, a Semana Internacional “Internacionalização, Mobilidade...

A iniciativa, da responsabilidade do Gabinete de Relações Nacionais e Internacionais (GRNI) da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), compreende momentos de partilha de experiências de mobilidade, quer por estudantes (enviados pela Escola de Coimbra para vários países, mas também por jovens universitários de outras nacionalidades recebidos na ESEnfC), quer por docentes e por não docentes.

Estes momentos terão lugar no Dia Internacional (6 de Maio, no Polo A da ESEnfC), que começará (às 9h00) com uma visita de alunos incoming (estudantes estrangeiros em mobilidade na instituição de Coimbra) ao Centro de Simulação de Práticas Clínicas da Escola e com a sessão de abertura pela Presidente da ESEnfC e pelo coordenador do GRNI (às 9h30). Seguir-se-á uma comunicação por um representante da Agência Nacional PROALV (Programa Aprendizagem ao Longo da Vida). Será, ainda, apresentado o processo de funcionamento do “Programa Erasmus +”, o novo programa da União Europeia no domínio da educação, formação, juventude e desporto, que estará em vigor até 2020.

Experiências de pós-doutoramento e de doutoramento sanduiche realizadas por docentes estrangeiros na ESEnfC, na Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem (UICISA: E), serão apresentadas, ao longo da semana, por profissionais do Brasil (Escola de Enfermagem Anna Nery) e de Espanha (Universidade de Vic e Universidade Castilla la Mancha).

Estão, ainda, previstos, workshops relacionados com o projecto “Antes que te Queimes” (intervenção de educação pelos pares para promoção da diversão sem risco e redução dos danos associados aos consumos de álcool e de outas substâncias psicoactivas em contextos recreativos), que, durante a Queima das Fitas de 2015, integrará jovens educadores belgas, provenientes da Haute École de Namur.

Com esta iniciativa, o Gabinete de Relações Nacionais e Internacionais da ESEnfC volta a destacar a importância da formação em contexto internacional e do intercâmbio de experiências culturais que lhe está associado, dando visibilidade à estratégia de internacionalização da Escola.

Já este ano, a ESEnfC ultrapassou a meta traçada pela União Europeia para 2020, de pelo menos 20% dos licenciados pelas instituições de ensino superior terem um período de mobilidade no estrangeiro.

O primeiro momento desta Semana Internacional da ESEnfC consistirá numa conferência sobre conceitos de saúde e promoção da saúde, a proferir, segunda-feira (dia 4 de Maio), às 14h30, no Polo A da Escola, por José Rafael González López, professor da Universidade de Sevilha.

Na terça-feira seguinte (dia 5 de Abril), também às 14h30, na Sala Maior do Polo A, a professora da ESEnfC, Ana Paula Monteiro, fará uma prelecção sobre “Internacionalização, Mobilidade e Cidadania”.

Em Portugal
Casal pediu para ter um bebé que possa ser dador de medula compatível com a sua filha que tem leucemia. A transferência de...

Um casal português, que tem uma filha de cerca de cinco anos com leucemia, foi autorizado pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA), pela primeira vez no país, a tentar ter um bebé, com origem em embriões seleccionados em laboratório, para poder ser um dador de medula óssea compatível com a menina doente, refere o jornal PÚBLICO. A transferência de embriões foi feita recentemente, ainda não se sabe se resultou em gravidez, disse ao PÚBLICO o médico Alberto de Barros. Seria o primeiro caso de um "bebé-medicamento" em Portugal, assim chamados porque são usados no tratamento dos irmãos doentes.

Chama-se “diagnóstico genético pré-implantação” a um processo em que embriões obtidos em laboratório, por fecundação in vitro, são avaliados geneticamente e em que, depois de um processo de escolha, os que são seleccionados são transferidos para o útero da mulher.

Em Portugal esta técnica é permitida apenas por razões médicas e em poucas situações. Uma delas é em caso de risco de transmissão de anomalias ou doenças genéticas graves — cá, o procedimento usa-se, por exemplo, no caso da paramiloidose (doença dos pezinhos) —, sendo transferidos apenas embriões não portadores de doença.

Mas a lei portuguesa que regula a procriação medicamente assistida (de 2006) abre a porta à possibilidade da concepção dos chamados “bebés-medicamento”, em casos excepcionais — “quando seja ponderosa a necessidade de obter grupo HLA [sigla em inglês de antigénios leucocitários humanos, que definem a compatibilidade dos transplantes] compatível para efeitos de tratamento de doença grave”, lê-se na legislação.

Em causa estão situações em que há um filho anterior do casal afectado por cancro ou doença genética passível de ser curada por transplantação de células estaminais do sangue do cordão umbilical de um irmão com compatibilidade HLA ou em que é expectável que a vida da criança doente possa ser prolongada com a transplantação.

Os dois primeiros pedidos deste tipo deram entrada no CNPMA no ano passado, soube o PÚBLICO, e são ambos casais acompanhados no Centro de Genética da Reprodução Prof. Alberto Barros, no Porto. As duas situações foram autorizadas porque estavam esgotadas outras possibilidades de tratamento para os filhos doentes e o risco de saúde dos irmãos “era elevado”, explicou o presidente do CNPMA, Eurico Reis.

Alberto Barros, o director do centro que formalizou os dois pedidos, informa que num dos casais, cuja filha sofre de leucemia linfoblástica, houve transferência de embriões há pouco tempo, mas ainda não se sabe se resultou em gravidez. O outro caso autorizado ainda não avançou.

Já este ano deu entrada no CNPMA um outro pedido, este formalizado por um centro público da região Norte, de um casal com um filho que sofre de leucemia linfoblástica aguda. O prognóstico depende de muitos factores, mas “a taxa de sobrevivência global aos 5 anos é de aproximadamente 80%”, escreve o oncologista Vítor Costa do do Instituto Português de Oncologia do Porto, no site Oncologia Pediátrica.

O CNPMA ainda não se pronunciou sobre o caso deste ano, tendo pedido mais esclarecimentos, nomeadamente junto do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, no sentido de saber se estão esgotadas todas as possibilidades de haver dadores compatíveis com o menino doente por esta via, afirma o presidente do CNPMA, Eurico Reis. Ao mesmo tempo, esta criança com leucemia “está estabilizada”. O CNPMA também pediu esclarecimentos ao centro que fez o pedido, para apurar qual “é o grau de probabilidade de recidiva”.

Eurico Reis afirma que ter um filho compatível com o irmão “seria a hipótese mais fácil”. “Estes pais ficariam com um dador certo e seguro. Esta criança estaria disponível, caso seja necessária, sem haver as angústias da procura de um dador.”

“A lei diz que só em último caso. Só se não houver outras soluções possíveis”, que era a situação nos dois únicos casos aprovados em Portugal. “A vontade do legislador é restritiva”, sublinha o responsável. Eurico Reis diz que as deliberações do CNPMA “são actos administrativos e que, como tal, podem ser contestados em tribunal”.

“Instrumentalização”?
O Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida produziu um relatório que aborda este tema, da autoria do geneticista Fernando Regateiro, e põe em perspectiva as várias faces do problema. A selecção de um embrião para poder “tratar” um irmão pode surgir como “uma forma de instrumentalização”, podendo o embrião ser visto “como um meio e não como um fim em si, dado que apenas será implantado se for compatível com o ser humano a quem se destinam as células (se for útil)”, lê-se no documento, de 2007. Coloca-se assim a questão de os filhos dadores poderem ficar “marcados pelo facto de terem sobrevivido porque eram úteis, passando a saber, quando atingirem a razão, que tiveram a sorte de serem úteis”, continua o relatório.

A instrumentalização “é relativa”, defendeu, por seu lado, o especialista em bioética Bryn Williams-Jones, do Departamento de Medicina Social e Preventiva da Universidade de Montréal, no Canadá. Citado pelo jornal canadiano La Presse, disse: “Nunca temos filhos por razões puramente altruístas. Podemos ter uma criança por motivos puramente egoístas. Não há razão para que ele seja menos amado simplesmente porque foi instrumento para a cura de um outro filho.”

Guido Pennings, professor de Bioética na Universidade de Gante, na Bélgica, vai no mesmo sentido. “Não é possível dizer que os pais não irão amar e cuidar da nova criança”, “não estando posto em causa o seu valor intrínseco”, escreveu este especialista num artigo da revista científica Human Reproduction.

Uma revisão dos poucos estudos que existem sobre o impacto psicológico nas crianças que vêm ao mundo para curar os irmãos “sugere que estão sujeitas a sofrimento psicológico, independentemente do sucesso do tratamento [dos irmãos]”, escreve-se num artigo publicado em 2007 no Journal of Psychosocial Oncology. Os autores defendem que devem ser feitos mais estudos para tentar compreender “os efeitos positivos e negativos nos irmãos dadores”, que deverão ter acompanhamento psicológico a longo prazo.

Há outros autores, que o relatório de Fernando Regateiro refere, que só consideram a prática aceitável quando também serve para rastrear uma doença do próprio, fazendo-se então, ao mesmo tempo, “estudos adicionais dos embriões destinados a salvar um irmão doente”. É a hipótese ‘dois em um’.

Aquele que terá sido o primeiro caso no mundo foi precisamente uma dessas situações. Foi um bebé concebido nos Estados Unidos para tratar Molly Nash, que na altura tinha 6 anos e sofria de anemia de Fanconi, uma deficiência rara na medula óssea. Neste caso, de 2001, dos 30 embriões que resultaram das fertilizações in vitro, foram primeiro escolhidos 24 não portadores de anemia de Fanconi; cinco destes embriões livres de doença foram então seleccionados, porque eram compatíveis com a irmã doente; três deles foram transferidos para o útero e um deu origem ao nascimento de Adam Nash, que é considerado o primeiro bebé-medicamento no mundo.

A britânica Michelle Whitaker diz que se arrepia quando chamam “bebés-medicamento” a estas crianças. Ela prefere chamar ao seu filho Jamie, nascido em 2003, “bebé salvador”. Numa entrevista ao The Guardian, o pai, Jayson, disse: “É fácil evocar polémicas éticas quando nós próprios não somos confrontados com o problema.” Michelle acrescentou: “Se o nosso filho viesse a morrer, nunca nos podíamos perdoar por não termos feito tudo o que era possível para o salvar.”

Transporte de doentes
As empresas de transporte de doentes garantem que o Serviço Nacional de Saúde perde “muito dinheiro” por não lhes atribuir...

A propósito de uma marcha de protesto que hoje levou 20 ambulâncias de transporte de doentes a circular pelas ruas de Lisboa, parando junto a vários serviços públicos, alguns proprietários dessas empresas denunciaram o que classificam de “uma discriminação”.

Em causa está o Regulamento de Transporte de Doentes, que data de Dezembro do ano passado e que impõe uma série de mudanças no sector.

“A presente portaria vem estabelecer um regime altamente exigente e persecutório. Sendo o transporte de doentes feito em regime concorrencial, a presente portaria vem estabelecer um regime diferenciado de acesso e operação”, lê-se num documento que representantes destas empresas entregaram hoje ao Ministério da Saúde.

Eduardo Rios, responsável de uma empresa em Oliveira de Azeméis, disse aos jornalistas, no início da marcha, que as mudanças que a portaria impõe vão pôr em causa 80% das empresas.

O empresário refere que a actividade não está regulada de igual forma, com as associações que também se dedicam a esta área, como as juntas de freguesia, os bombeiros ou a Cruz Vermelha a terem de cumprir menos requisitos para aceder à actividade.

“O legislador tem de olhar de igual forma para todos os que trabalham nesta área”, adiantou.

No memorando que hoje fizeram chegar ao Ministério da Saúde, lê-se que “não pode haver desigualdade entre privados e bombeiros, Cruz Vermelha Portuguesa e Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). É justo que estes beneficiem de um regime apoiado, no que toca ao serviço solidário, mas é injusto que beneficiem de privilégios quando o serviço é feito em concorrência”.

Segundo Eduardo Rios, as empresas de transporte de doentes apenas realizam entre 5 a 10% de toda esta actividade atribuída pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Este empresário assegura que o Estado paga mais às associações do que pagaria às empresas, o que leva a que o SNS perca “muito dinheiro” com esta distribuição.

As críticas estendem-se ainda às Administrações Regionais de Saúde (ARS) que, afirmou Eduardo Rios, não incluem as empresas de transporte de doentes na plataforma onde os serviços são distribuídos.

“Obviamente que se nos tiram os serviços é porque nos querem prejudicar”, adiantou.

Filipe Silva, da direcção da Liga Portuguesa de Ambulâncias (LPA), que promoveu a marcha, disse aos jornalistas que a portaria veio ainda estabelecer um conjunto de mudanças que “vão condenar muitas empresas”.

Um dos exemplos apresentados por este empresário é a imposição de uma maca nas ambulâncias que actualmente só dispõem de espaço para doentes sentados.

As ambulâncias que não tenham meios para garantir esta transformação passarão a ser classificadas como Veículo Destinado ao Transporte de Doentes (VDTD), perdendo a isenção de pagar o Imposto Automóvel, bem como as portagens.

A proibição de uso de sinais sonoros e luminosos é outra das imposições desta portaria e que, segundo as empresas, vai obrigar a mais gastos.

Sem esta sinalização, o transporte por estas ambulâncias irá demorar mais tempo, pelo que os hospitais irão naturalmente preteri-las na escolha dos serviços, nomeadamente inter-hospitalares, para os quais é necessária rapidez, explicou Eduardo Rios.

No Ministério da Saúde, uma delegação de empresários foi recebida pela secretária-geral, a quem foi entregue o memorando sobre a portaria.

Da rota desta caravana de ambulâncias fazia ainda parte o INEM, o Ministério das Finanças e a Procuradoria Geral da República.

5 de Maio - Dia Mundial de Higiene das Mãos
Apesar dos esforços feitos nos últimos anos, Portugal apresenta uma taxa de infecções associadas aos cuidados de saúde superior...

De acordo com os inquéritos de prevalência de infeção efectuados na última década, 9 a 10% dos doentes adquirem uma infecção associada aos cuidados de saúde (IACS) nos hospitais portugueses. São números superiores à média europeia, que comprometem a qualidade e segurança dos cuidados de saúde e propiciam o prolongamento da demora hospitalar, a multiplicação dos custos e o acréscimo da mortalidade.

Para a presidente da Associação Nacional de Controlo de Infecção (ANCI), enfermeira Isabel Veloso, é necessário introduzir e reforçar “medidas integradas em estratégias multimodais, focadas na prevenção, quer das IACS, quer das resistências aos antimicrobianos, com programas específicos bem delineados, com impacto a nível local, regional e nacional”.

Uma medida simples mas eficaz é a higiene das mãos. Estudos demonstram que cerca de um terço das infecções hospitalares poderiam ser prevenidas com a adopção de um conjunto de boas práticas, que incluem a higiene das mãos. Recordando a adesão da Direcção-Geral da Saúde, em 2008, à Campanha Mundial de Higiene das Mãos (programa da Organização Mundial de Saúde), a especialista refere que, no primeiro ano, houve um aumento considerável na adesão à higiene das mãos. No entanto, em sucessivas monitorizações, as “taxas de adesão têm sofrido aumentos pouco significativos”.

Por isso, a presidente da ANCI afirma: “É fundamental que cada um de nós, profissionais de saúde), interiorize a importância deste procedimento durante a prestação de cuidados para a prevenção e controlo das IACS.”

Ana Geada, vice-presidente da Associação Nacional de Controlo de Infecção, assume uma posição concordante. “Nos locais de trabalho, os profissionais de saúde devem ter um papel activo na promoção da higiene das mãos e reconhecer a importância dessa actividade na prestação de cuidados, em sintonia com outros programas de monitorização de infecção”, refere a enfermeira, considerando “mandatória” a formação dos profissionais de saúde sobre higiene das mãos. 

Uma inovação para a participação
Prática ainda rara em Portugal, a votação eletrónica passa a vigorar nos próximos atos eleitorais da

Foi aprovado na última Assembleia Geral ordinária da Ordem dos Enfermeiros (OE), realizada no passado dia 21 de Março em Coimbra, o Regulamento Eleitoral que consagra a votação eletrónica, quer por transferência de dados à distância, quer o boletim electrónico na votação presencial, para as eleições dos seus órgãos estatutários.

Num tempo que sabemos de mudanças que afetam toda a sociedade, o dever de participação democrática na escolha de alternativas é uma das opções essenciais à cidadania. Uma Associação como a Ordem dos Enfermeiros deve garantir, através dos meios necessários essa participação. Este objetivo de participação e mobilização dos seus membros, o que constitui agora um novo desafio para os futuros projetos e programas eleitorais de candidatura, deve continuar, assim, a alicerçar a legitimidade da profissão e das suas posições perante a sociedade, numa escolha livre, democrática e participada.

Todavia, a democracia representativa como modelo, em geral, torna estrutural e permanente, fora dos processos eleitorais, a separação entre representantes e representados, salvo se os órgãos eleitos forem capazes de promover novas formas de participação, procurando a permanente revalidação da legitimidade (sujeita a desgaste) e confiança dos representantes pela identificação com as expectativas dos seus representados.

A Ordem está para os seus membros assim como o Estado está para a sociedade. Se o Estado condiciona os movimentos sociais e de opinião pública tende para o totalitarismo, fazendo desaparecer a sociedade civil; também as Ordens, se abdicarem de canais de discussão e expressão de opinião dos seus membros perdem a proximidade indispensável à regulação da profissão, limitando-se a um controlo formal do exercício e respetiva regulação deontológica prevista na Lei.

Isto é particularmente sensível no caso de uma Ordem como a dos Enfermeiros, em que, para além da regulação e controlo do exercício da profissão, incumbem outras atribuições relevantes para a sociedade, e previstas na lei, de “defesa dos interesses gerais dos destinatários dos cuidados de Enfermagem e participação na definição das políticas de saúde”

Como tive a oportunidade de escrever na fundamentação da alteração ao regulamento eleitoral, agora aprovado, a experiência dos anteriores processos de votação e a análise dos incidentes mais comuns que se têm registado, nomeadamente o défice de participação e elevado abstencionismo, entre outras, justificam esta inovação.

A introdução da votação eletrónica no processo eleitoral constitui, assim, uma inovação capaz de alcançar resultados de simplicidade, maior participação e segurança acrescidos em relação ao modelo de votação anterior.

Assegurados os princípios, na votação eletrónica, da segurança, da inviolabilidade e da rapidez na gestão do apuramento de resultados, serão possíveis contagens matematicamente corretas e um incremento da rapidez no apuramento e consequente divulgação dos resultados eleitorais.

A votação eletrónica permite, igualmente, uma significativa diminuição dos custos do processo eleitoral e garante a maior segurança do processo, evitando irregularidades, obstando a falhas humanas, bem como ultrapassar as dificuldades na aplicação e interpretação das regras que regem o processo eleitoral.

A votação eletrónica permite, ainda, o voto a partir qualquer lugar, através da Internet, e através de diferentes dispositivos, o que se perspetiva como um meio para alcançar uma maior participação dos membros da Ordem na eleição dos seus dirigentes. Esta vantagem é tão mais importante quando a tipicidade do exercício da profissão nem sempre tem a seu favor as condições necessárias à deslocação às mesas de voto para participação no processo eleitoral e exercício do direito de voto.

Criadas as condições, o desafio está lançado…todos temos uma palavra na construção do desígnio fundamental da Ordem dos Enfermeiros: “Promover a defesa da qualidade dos cuidados de Enfermagem prestados à população, bem como o desenvolvimento, a regulamentação e o controlo do exercício da profissão de Enfermeiro”.

Jorge Adelino da Cunha Ribeiro Pires
Enfermeiro Especialista de Saúde Mental e Psiquiatria (Escola Superior de Enfermagem do Porto, 1991), Mestre em Comportamento Organizacional (Instituto Superior de Psicologia Aplicada ISPA,1998).
Atual Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Ordem dos Enfermeiros.
Enfermeiro da Marinha de guerra, atualmente no Hospital das Forças Armadas (HFAR), Pólo de Lisboa.
Professor Adjunto, no INSTITUTO POLITÉCNICO DE TOMAR, desde 1999, nos Cursos de Licenciatura em Gestão de Recursos Humanos e Comportamento Organizacional, Administração Publica e Gestão e Administração de Serviços de Saúde.
Autor do livro Prometeu Liberto – Itinerários de Droga em Medicina Comportamental (2004), Medialivros, Lisboa (em colaboração com O. Gouveia Pereira), bem como de dezenas de artigos e capítulos de obras.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro e/ou Farmacêutico.
Nas ruas de Lisboa
Duas dezenas de ambulâncias de transporte de doentes iniciaram pelas 11:00 de hoje uma marcha de protesto em Lisboa contra o...

O protesto visa alertar as várias entidades ligadas ao transporte de doentes – Ministérios da Saúde e Finanças e INEM – estando prevista ainda durante esta marcha paragens na Procuradoria-geral da República e na Assembleia da República.

Na origem do protesto estão a condições de acesso a esta actividade e que, na opinião de representantes da iniciativa, podem pôr em risco 80% das empresas de transporte de doentes.

Em Portugal existem cerca de 80 empresas que se dedicam a esta actividade, quando ainda há poucos anos eram 210.

A marcha pelas ruas de Lisboa começou na zona norte do Parque das Nações e prossegue com as viaturas em fila, sendo encabeçada por um veículo da polícia, que vai abrindo caminho às ambulâncias.

Estudo
Os utentes do Metro de Lisboa estão sujeitos a ruído que pode afectar a saúde, provocando problemas como cansaço, zumbidos nos...

"Verificamos que em todos os percursos foram medidos níveis médios de ruído superiores a 80 decibéis, o que pode representar um risco para a saúde dos passageiros, sobretudo para os grupos de crianças e idosos e para os operadores do Metropolitano", nomeadamente a perda auditiva, disse Mafalda Sousa, da associação de defesa do ambiente.

Os troços mais sujeitos a níveis elevados de ruído foram "Cais do Sodré–Rossio, Cidade Universitária–Entrecampos, Senhor Roubado–Ameixoeira, Chelas–Oriente e Pontinha–Carnide, com valores que ultrapassaram, na maioria dos casos, os 85 decibéis", realçou a técnica.

A Quercus acrescenta que, mesmo nos troços mais recentes da rede, como a linha vermelha, entre as estações do Oriente e do Aeroporto, "foram registados níveis sonoros médios superiores a 84 decibéis em todas as medições".

A partir dos 70 a 75 decibéis, o corpo humano começa a ter reacções ao ruído (físicas, mentais ou emocionais), e "uma exposição de média-longa duração a um ruído intenso pode provocar zumbidos nos ouvidos, aumento da produção de adrenalina, contração dos vasos sanguíneos, aumento da pressão sanguínea e do ritmo cardíaco", explica o trabalho da Quercus.

As consequências imediatas traduzem-se em dificuldades na comunicação, concentração, fadiga e desconforto, redução do comportamento de ajuda e aumento da irritabilidade, segundo o estudo, que aponta como referência o nível médio de 75 decibéis por percurso, estabelecido pelo New York City Noise Code (código de ruído da cidade de Nova Iorque, nos EUA).

Factores como o volume de tráfego, a manutenção e a qualidade acústica das infraestruturas e das carruagens ou a amplificação do ruído, por se tratar de um canal confinado, aumentam os impactes associados à exposição ao ruído.

"Há uma ausência de legislação nacional e comunitária sobre os limites de ruído a que os utentes dos transportes públicos deveriam estar expostos, nomeadamente no caso do metropolitano, e são poucos os estudos sobre ruído no metro, só [existe] mesmo o de Nova Iorque", avançou Mafalda Sousa.

Na vertente do ruído ocupacional, associado aos trabalhadores do metro, os prejuízos para a audição aumentam com a idade e com o tempo de exposição.

Entre as medidas pontadas para reduzir o ruído no Metro estão a correcta insonorização do habitáculo das carruagens, a adopção de rodas com maior capacidade de amortecimento e de sistemas de ventilação mais silenciosos, sendo também aconselhado que, em futuras expansões da rede, seja reduzida a propagação do barulho, através da correcta escolha dos materiais.

O estudo realizou-se entre Agosto e Setembro de 2014 e envolveu uma "avaliação limitada" do ruído nas quatro linhas do Metropolitano de Lisboa, em duas viagens em cada sentido e por cada linha, abrangendo um período de acalmia e um período de hora de ponta, e foi feita uma comparação com os tempos de exposição recomendados pela Organização Mundial de Saúde e pela agência norte-americana que fiscaliza esta área (EPA).

Dados da Agência Europeia do Ambiente referem cerca de 20 milhões de europeus afectados pelo ruído ambiental, nomeadamente dos transportes, e serão 125 milhões, ou um em cada quatro, aqueles afetados pelo barulho do tráfego automóvel, que atinge níveis superiores ao limite máximo estipulado.

O ruído elevado tem vários efeitos na saúde, como hipertensão e doenças cardiovasculares, levando a cerca de 10 mil mortes prematuras e a 43 mil hospitalizações por ano, na Europa, segundo aquela entidade.

Em 2014
A José de Mello Saúde obteve um resultado líquido de 16,4 milhões de euros no ano passado, uma subida homóloga de 30% face ao...

Já os rendimentos operacionais aumentaram 7,8% para 532,1 milhões de euros, impulsionados pelo crescimento da actividade de cuidados de saúde privados (8,6%) e pela actividade no segmento de cuidados de saúde públicos (5,4%).

"Pela primeira vez na história da José de Mello Saúde os rendimentos operacionais consolidados ultrapassaram a barreira dos 500 milhões de euros, refletindo o crescimento da actividade de cuidados de saúde, tanto privados como públicos", realçou em comunicado Salvador de Mello, presidente da José de Mello Saúde.

Os custos cresceram 5,5% para 473,4 milhões de euros, tendo o lucro operacional (EBITDA) avançado 30,2% para 58,6 milhões de euros.

"Regista-se uma maior eficiência a nível operacional em 2014, começando a obter-se os benefícios dos esforços dos últimos anos, o que permitiu à José de Mello Saúde um aumento dos resultados líquidos e também uma melhoria do EBITDA que se refletiu em que a margem crescesse 1,9 pontos percentuais para 11%", acrescentou Salvador de Mello.

Em 2014, as unidades da José de Mello Saúde realizaram cerca de 1,8 milhões de consultas, um aumento de 14% face a 2013. Foram ainda operados 78 mil doentes, um crescimento de 8% face ao ano anterior, tendo sido atendidas em urgência mais de 560 mil pessoas, um crescimento de 7% face a 2013.

Mais de sete mil crianças nasceram nas unidades, o que representa um crescimento de 7% em relação ao período homólogo.

Como resultado do exercício das opções de compra sobre os imóveis Hospital CUF Infante Santo e Hospital CUF Descobertas e posterior revenda, via locação financeira, os outros itens do rendimento integral registaram um valor de 13,5 milhões de euros.

"Com esta operação imobiliária o Rendimento Integral Consolidado atingiu os 30 milhões de euros em 2014, dando um contributo adicional para o reforço dos capitais próprios do Grupo", salientou o presidente da empresa.

O CAPEX (investimento) consolidado da José de Mello Saúde foi de 80,7 milhões de euros e dividiu-se entre investimento imobiliário (64,3 milhões de euros) e investimento em obras e equipamentos (16,6 milhões de euros).

O elevado valor do investimento imobiliário resultou da operação de aquisição dos imóveis, Hospital CUF Descobertas e Hospital CUF Infante Santo, já referida.

"Apesar do elevado investimento, a dívida líquida consolidada registou um aumento de apenas 23,4 milhões de euros face a 2013, situando-se nos 102 milhões de euros, o que se deveu à geração positiva de fluxos de caixa da generalidade das unidades do Grupo e à contratação de dívida adicional para fazer face aos investimentos realizados", informou a José de Mello Saúde.

Segundo a empresa, "estes resultados reforçam o projecto de crescimento da José de Mello Saúde, que irá avançar com a construção de um novo hospital em Lisboa, num investimento estimado de 100 milhões de euros".

A este projecto acrescem "a expansão do Hospital CUF Descobertas, o lançamento do Hospital CUF Viseu - que estará disponível no início do ano de 2016 – e a aquisição do Hospital Privado de Santarém", adiantou.

Comissão Europeia
O Parlamento Europeu pediu à Comissão Europeia que apresente legislação sobre combate ao abuso do álcool, até 2016, sugerindo...

Os eurodeputados aprovaram ontem, em sessão plenária, uma resolução sobre a Estratégia da União Europeia (UE), em matéria de álcool, pedindo a Bruxelas que apresente uma proposta legislativa até 2016 e que deverá conter, entre outras, medidas específicas com vista a sensibilizar os jovens para os malefícios do consumo excessivo.

O texto menciona, no entanto, que o consumo moderado é compatível com um modo de vida saudável.

O Parlamento Europeu (PE) pede à 'Comissão Juncker' que prepare uma Estratégia da UE em matéria de álcool 2016-2022, recomendando ainda que o teor calórico e os ingredientes sejam indicados nos rótulos das bebidas alcoólicas.

A resolução recomenda que a nova estratégia deverá também "apoiar o acompanhamento e a recolha de dados fiáveis, incentivar a prevenção e a educação para a saúde, o diagnóstico precoce, um melhor acesso ao tratamento, o apoio contínuo às pessoas afectadas e às respectivas famílias, incluindo programas de aconselhamento, reduzir o número de acidentes rodoviários causados pela condução sob efeito do álcool, e diferenciar melhor entre os padrões de consumo, os comportamentos e as atitudes em relação ao consumo de álcool".

Para os eurodeputados, os Estados-membros "devem restringir a venda de bebidas alcoólicas a pessoas de idade inferior aos limites legais previstos para a compra de álcool, levando a cabo medidas de controlo regulares, especialmente próximo de escolas".

Segundo dados de Bruxelas, o abuso do álcool representa 5,9% das mortes, anualmente, com um total de 3,3 milhões em todo o mundo.

Cerca de 25% das mortes na faixa etária entre os 20 e os 39 anos podem ser atribuídas ao abuso do álcool, designadamente devido a acidentes ou violência.

Os custos sociais, directa ou indirectamente imputáveis ao consumo indevido de álcool, na Europa, eram estimados em 155,8 mil milhões de euros, em 2010.

OMS afirma
A Organização Mundial de Saúde afirmou que o mundo faz pouco para combater o mau uso dos antibióticos, aumentando a resistência...

No primeiro estudo sobre a resposta dos países ao problema da resistência antimicrobiana - quando os micróbios se tornam insensíveis aos medicamentos - a Organização Mundial de Saúde (OMS) sublinhou "desvios enormes" nas seis regiões do mundo.

"Trata-se apenas do maior desafio actual em relação às doenças infecciosas", considerou Keiji Fukuda, director-geral assistente para a segurança sanitária.

"Todos os tipos de micróbios, incluindo numerosos vírus e parasitas, se tornam resistentes aos medicamentos", explicou, manifestando uma especial preocupação relativamente às bactérias cada vez menos tratáveis com os antibióticos disponíveis.

No ano passado, a OMS emitiu um aviso sobre a questão, considerando que o mundo se dirigia para uma "época pós-antibióticos", na qual é possível morrer de infecções ditas banais ou de ferimentos ligeiros.

Desde então, a organização realizou este estudo em 133 países sobre a resposta à resistência aos medicamentos antimicrobianos para a pneumonia, tuberculose, malária e VIH (Vírus de Imunodeficiência Humana).

O relatório apresenta dados regionais e não por país. Apenas 34 dos 133 países têm em vigor uma política para lutar contra a resistência aos antibióticos. Um dos problemas é a venda livre dos antibióticos sem receita médica muito praticada em todo o mundo.

A contrafacção e a má qualidade são também causas destes problemas, em particular com medicamentos que não contêm a quantidade suficiente de ingredientes activos.

Este é o caso de África "onde se trata de um problema geral", sublinhou o documento, lamentando que apenas tenham respondido ao relatório oito países africanos.

Vários países não publicaram protocolos de tratamento, o que leva a uma utilização excessiva de medicamentos pelos médicos e pelo público. "O uso exagerado e inapropriado de medicamentos antimicrobianos acelera o surgimento de micro-organismos resistentes", afirmou o estudo.

"A situação é alarmante", prosseguiu o relatório, notando que o público, mesmo na Europa, não está consciente do problema e continua a acreditar que os antibióticos podem ser usados contra infecções virais, o que não é verdade.

Sob condições estritas
O Tribunal de Justiça da União Europeia, com sede no Luxemburgo, afirmou que a exclusão permanente de dadores de sangue...

A instância europeia pronunciou-se sobre o caso de um dador homossexual da cidade francesa de Estrasburgo que contestou o facto das autoridades judiciais francesas terem proibido a utilização do seu sangue em 2009.

Em resposta a uma questão do tribunal administrativo de Estrasburgo, o Tribunal de Justiça da União Europeia afirmou que a proibição francesa, estabelecida em 1983, poderá violar o princípio da UE da “não-discriminação com base na orientação sexual”.

No entanto, a instância europeia admitiu que a proibição de doações de sangue de homens homossexuais “pode ser justificada, tendo em conta a situação [epidemiológica] existente do Estado-membro em questão”.

“É preciso provar que existe, para essas pessoas, um risco elevado de contrair doenças infecciosas graves, como designadamente o vírus da Sida (VIH), e que não existem técnicas eficazes de detecção ou métodos menos limitativos para assegurar um nível elevado de protecção da saúde dos receptores”, lê-se no comunicado da instância.

Se existirem novos testes que garantam que as doações de sangue estão livres de doenças infecciosas, então tal proibição pode não ser necessária, segundo acrescentou o tribunal, que tem a função de garantir a correcta aplicação do Direito Comunitário contido nos tratados europeus.

“O tribunal nacional deverá verificar se essas técnicas existem, devendo os testes ser realizados de acordo com os procedimentos científicos e técnicos mais recentes", indicou o mesmo texto.

A França proibiu as doações de sangue por cidadãos homossexuais em 1983, numa altura em que o mundo procurava uma forma de travar a propagação do VIH/Sida, doença que terá provocado a morte, até à data, de cerca de 39 milhões de pessoas a nível mundial.

Os avanços na detecção e no tratamento têm ajudado a controlar a doença e, em Abril, o Governo francês propôs acabar com a proibição que, segundo muitos, estigmatiza a comunidade homossexual e deve ser reconsiderada.

O Reino Unido acabou com a proibição em 2011 e os Estados Unidos seguiram a decisão no final do ano passado, desde que as pessoas envolvidas não tenham relações sexuais durante o período de um ano.

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