Estudo
Uma equipa de investigadores desenvolveu um método para prevenir o Alzheimer, mediante a injeção de um vírus que transmite um...

A descoberta realizada por cientistas do Imperial College de Londres, liderados pela espanhola Madgalena Sastre, poderá abrir a porta para possíveis novos tratamentos da doença, apesar de ainda se encontrar nas suas primeiras etapas de investigação.

No estudo, os investigadores consideram que este gene, denominado PGC1-alpha, pode prevenir a formação da proteína amiloide-beta péptida em células no laboratório.

Esta proteína é a principal componente das placas amiloides, uma massa viscosa de proteínas que se encontra no cérebro das pessoas com Alzheimer e que se pensa que causa a morte de células cerebrais.

Esta descoberta pode favorecer novos olhares sobre como prevenir ou travar a doença nas suas primeiras etapas.

“Apesar de estas descobertas serem muito iniciais, sugerem que esta terapia de genes pode ter um potencial uso terapêutico para os pacientes. No entanto, há muitos obstáculos a superar, e atualmente a única forma de transmitir este gene é através da injeção direta no cérebro”, explicou Magdalena Sastre, autora principal do estudo, do Departamento de Medicina do Imperial College.

Os cientistas injetaram as cobaias com o vírus com o gene em duas áreas do cérebro onde pode desenvolver-se Alzheimer – o hipocampo, que controla a memória a curto prazo, e o córtex, que controla a memória a longo prazo, e que são as primeiras onde começam as placas amiloides.

Os animais foram tratados nos primeiros episódios de doença, quando ainda não têm estas placas, e quatro meses depois, constatou-se que os ratos que tinham recebido o gene tinham muito poucas destas placas, comparadas com o grupo de cobaias que não tinham recebido tratamento.

Além disso, não se registou perda de células cerebrais no hipocampo.

A investigadora acrescentou que outros estudos apontam que o exercício e o componente resveratrol, que se encontra no vinho tinto, pode aumentar os níveis do gene PGC-1, apesar de apenas ter benefícios em comprimidos, já que é desativado no vinho devido à presença do álcool.

“No entanto estamos a anos de utilizar esta solução como tratamento clínico. Mas, numa doença urgente que exige novas opções para os pacientes, este trabalho oferece esperança para futuras terapias”, afirmou Sastre.

A investigação foi financiada pela Agência de Investigação de Alzheimer do Reino Unido e o Conselho de Investigação Europeu.

Apesar de existir tratamento para minorar alguns sintomas, o Alzheimer não tem cura e implica perda de memória, confusão e mudanças de personalidade.

Em todo o mundo mais de 47 milhões de pessoas sofrem de demência, da qual o Alzheimer é a forma mais comum.

Saúde Mental
O último estudo sobre Saúde Mental realizado em Portugal mostra que as doenças mentais apresentam as

A Saúde Mental é uma parte indivisível da saúde geral e do bem-estar do indivíduo que pode ser perturbada tanto por fatores genéticos, quer por alguns fatores de risco modificáveis como a obesidade, hipertensão, depressão ou diabetes.

Sabe-se ainda que na terceira idade as demências são as doenças mentais que mais pessoas afetam, no entanto, os estado confusionais são os que mais estão ligados às taxas de mortalidade.

De acordo com o psiquiatra e coordenador da Unidade de Gerontopsiquiatria dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Horácio Firmino, a chave para uma boa saúde mental é a prevenção.

“A tendência hoje, quando se fala em saúde mental, é nós estarmos a pensar na patologia que é diversificada. Mas aquilo que é importantte é desenvolvermos, desde criança, um bom capital mental”, começa por justificar o Professor.

“E o que é um bom capital mental? É nós, no fundo, desenvolvermos as nossas skills ou aptidões cognitivas, desenvolvendo uma boa reserva cognitiva e, ao mesmo tempo, desenvolvermos a capacidade de resiliência perante os fatores adversos da vida”, explica.

Para o especialista, estas são as duas componentes que determinam, em grande escala, o bom desenvolvimento da saúde mental.

“Na realidade, se nós desenvolvermos estas duas componentes estamos mais aptos, no fundo, a ter uma boa saúde mental”, afiança.

“Claro que se existir alguma perturbação no desenvolvimento que surge na sequência de experiências prévias, ou o aparecimento de quadros orgânicos, alguns erros comportamentais como seja o contato com a toxicodependência, as dificuldades em termos de educação ou abandono escolar, então aí começamos a ter algum fator de risco em termos da doença”, adianta acrescentando que também a genética é responsável por alguns dos quadros clínicos.

Deste modo, tal como refere o psiquiatra, cidadãos e organizações são elementos importantes no processo preventivo da doença mental.

“Tudo aquilo que nós fizermos em termos de educação, tudo aquilo que aprendemos em termos de relações e através da experiência, valorizando sobretudo os aspetos positivos” ajudar-nos-à, perante os designados “fenómenos de stress”, a diminuir a angústia, a frustração ou a tristeza, ou seja, “um conjunto de sintomatologia pré-desenvolvimento de um quadro clínico”.

“Se nós, pelo contrário, temos uma atitude crítica ou temos uma atitude substitutiva em termos dos comportamentos não vamos estar a ajudar a pessoa a desenvolver as suas próprias capacidades ou a lidar com os fenómenos de stress. Portanto é este papel que tem a ver com o próprio indíviduo e que tem a ver com meio que o envolve”, acrescenta.

Por outro lado, também as organizações assumem um papel relevante em matéria de prevenção. “A atitude que as chefias possam ter no estímulo, na modificação de comportamentos e, sobretudo, na concretização de estratégias positivas vai contribuir também para uma melhoria geral da saúde mental dos nossos concidadão”, refere.

Estigma e dificuldades de diagnóstico

Apesar de ainda se falar em estigmatização da doença mental, tem-se assistido, nos últimos anos, a uma maior aceitação da doença, embora muitos sejam ainda aqueles que desvalorizam os sintomas emocionais, por desconhecimento ou vergonha.

“Pouco a pouco a estigmatização da doença mental tem vindo a desaparecer, muito pela intervenção que os profissionais têm tido nesta matéria e a própria população já começa a procurar ajuda”, avança o especialista.

No entanto, as próprias características da doença na terceira idade são o que mais dificulta do diagnóstico. “A doença é diferente das populações mais jovens e há algumas crenças associadas à idade que leva a desvalorização dos sintomas. É comum pensar-se que tristeza e depressão toda a gente sente”, explica Horácio Firmino. “Embora a depressão não seja tão frequente como nos mais jovens, quando surgem quadros depressivos nas pessoas mais velhas eles são mais graves pelas suas características, apresentando maior risco de suicídio”, refere.

De acordo com os dados disponíveis, as taxas de tentativas de suicídio são mais altas entre os  adolescentes e jovens adultos, no entanto, a taxas de suicídio consumado são maiores nos mais velhos.  “Estas pessoas estão mais frágeis, sentem-se desamparadas, não apoiadas e portanto encontram na morte o regúgio ou a fuga destas vivências negativas”, explica acrescentando que o alcoolismo e a violência sobre os mais velhos têm um papel determinante nesta matéria.

“Por outro lado, também na medicina tem-se valorizado demasiado as queixas físicas e, muitas vezes, dá-se mais ênfase a isso e as pessoas continuam a ir ao médico queixar-se dos sintomas físicos que depois não encontram substrato anatómico ou fisiológico que os possam justificar”, acrescenta o psiquiatra.

“Em termos organizativos também é importante que se estabeleça uma ligação entre cuidados mais diferenciados de saúde mental, como é o caso da psiquiatria, e os cuidados gerais nas unidades de saúde locais ou que estão próximos da população”, esclarece reforçando a necessidade da existência de uma complementaridade terapêutica. “Temos de ter uma visão muito mais interventiva e de investir em alternativas terapêuticas”, afirma o especialista.

“Vou dar-lhe este exemplo: a atividade física e a atividade cognitiva são fatores de prevenção da doença mental nos grupos mais avançados da população. Portanto é preciso haver alguma intervenção não só médica mas também junto dos profissionais para manter as pessoas ativas”, diz explicando que estes fatores contribuem não só para diminuir os riscos de depressão, como para diminuir os números de internamentos e o consumo de medicamentos.

“Existem alguns estudos, neste aspeto particular, em que se verifica que as pessoas que têm maior mobilidade, que andam mais ou fazem jogging, ou que têm alguma atividade física têm um risco de quedas muito menor do que aqueles que estão parados”, justifica.

Não obstante, aponta o caminho para mais e melhor formação dos técnicos e também psiquiatras sobre os aspetos específicos da saúde mental das pessoas mais velhas.

Foi a pensar nesta lacuna que nasceu o livro “Saúde Mental das Pessoas Mais Velhas”, publicado pela editora Lidel e coordenado por este especialista.

“Não é por acaso que que nós avançamos com este livro que vai ajudar na formação dos técnicos que são os não psiquiatras, mas também psiquiatras, para perceber algumas especificidades da doença mental neste grupo em especial”, explica.

Tratando-se de um livro didático, ele cobre um conjunto de áreas importantes. “No fundo é uma éspecie de roteiro que abarca alguns problemas que afetam a terceira idade para que os técnicos, ou estudantes, possam vir aqui adquirir um conjunto básico de aptidões para depois aplicar na prática clínica, e na prática do dia-a-dia nas diferentes funções que possam estar a exercer”, refere o coordenador do manual.

“O livro tem a ver com um princípio de ação. É um desafio que nós fazemos aos vários técnicos para incrementar a saúde mental das pessoas mais velhas”, conclui.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Um estudo realizado por uma consultora para a indústria farmacêutica concluiu que as falhas de abastecimento do mercado...

De acordo com o estudo realizado pela Deloitte - Diagnóstico ao (des)abastecimento do mercado farmacêutico em Portugal, 2016 – o número de utentes afetados com a indisponibilidade de medicamentos nas farmácias portuguesas aumentou 10 pontos percentuais, entre 2013 e 2016, subindo para 56%.

“A generalidade das farmácias também referiu ter sentido falhas no fornecimento de medicamentos no mercado em 2016, com 99% dos inquiridos a apontarem esta situação, valor idêntico ao verificado no estudo realizado em 2013”, prosseguem as conclusões do estudo.

De acordo com o documento, a causa desta situação é a falta de medicamentos na cadeia de abastecimento (laboratório/ armazenista), segundo 87% das farmácias inquiridas.

Uma em cada cinco farmácias atribuiu as faltas de medicamentos à exportação paralela.

“Este problema tem-se agravado com a redução constante dos preços dos medicamentos, que tornam a produção menos atrativa para o mercado português, segundo 69% dos responsáveis pelas farmácias inquiridas”, citados no estudo.

Em comunicado, o presidente da Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma) afirma que “preços injustificadamente baixos, com motivações estritamente economicistas, colocam em causa o acesso dos doentes aos medicamentos, por agravamento da exportação paralela e consequente falta de abastecimento do mercado farmacêutico nacional”.

“A alteração dos países de referência do sistema de formação de preços, com introdução de países com realidades muito diferentes da portuguesa, só agrava o problema, uma vez que conduz a que os preços dos medicamentos aprovados em Portugal sejam dos mais baixos da União Europeia, tornando-se mais apelativo exportar”, acrescentou João Almeida Lopes.

A investigação indica ainda que 97% dos utentes referiram que o principal condicionante no acesso à terapêutica foi a indisponibilidade de medicamentos nas farmácias.

A maioria (82%) dos utentes preferiram regressar mais tarde à mesma farmácia para adquirir o fármaco em falta.

 

O estudo baseou-se nas respostas de 143 farmácias que reportaram falhas de abastecimento de medicamentos e nas respostas de 600 utentes que manifestaram o mesmo.

Cimeira Mundial da Saúde
A Região Centro vai representar a Europa na Aliança M8 – o G8 da Saúde – para as questões do envelhecimento ativo e saudável,...

A Região Centro está representada na Cimeira Mundial da Saúde, até terça-feira, em Berlim, por uma delegação composta pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), a Universidade de Coimbra (UC) e a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

"Um dos mais importantes resultados desta participação resultou no convite à Região Centro para ser o representante europeu no M8 Alliance para as questões do Envelhecimento Ativo e Saudável, tendo sido, neste contexto, convidada a integrar uma Action Iniciative da M8 Alliance onde participam países como o Japão, Canadá e Taiwan, com a temática o envelhecimento e os cuidados primários”, lê-se em nota de imprensa.

A nota diz que ainda que “as Action Iniciatives da M8 Alliance constituem as linhas estruturantes de ação que permitem o envolvimento dos seus membros em grupos de trabalho com um denominador comum".

A participação da região nesta Cimeira ocorre no âmbito do ‘workshop’ “Aging & Primary Care - Healthy Aging and End of Life Issues”, que aborda a importância da temática do envelhecimento ativo e saudável, área onde os municípios da Região têm revelado também grande dinamismo.

"A participação da Região nesta Cimeira, no ‘workshop’ Aging & Primary Care - Healthy Aging and End of Life Issues, decorre do amplo reconhecimento da Região a nível internacional, justificado pela inserção do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra e da Universidade de Coimbra na M8 Alliance e do facto da Região Centro, através do consórcio Ageing@Coimbra, ter sido reconhecida, pela segunda vez, pela Comissão Europeia, como uma Região de referência em envelhecimento ativo e saudável, passando do nível 2 obtido em 2013 para 3 agora em 2016 (numa escala de 1 a 4)", refere a nota do CHUC.

No ‘workshop’ foi apresentada a importância da temática do envelhecimento ativo e saudável para a Região Centro, "onde existe um ecossistema inovador, com epicentro em Coimbra", que envolve a investigação científica, a translação do conhecimento, a prática clínica e a promoção do empreendedorismo.

17 de Outubro
A Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental assinala o Dia Europeu da Depressão, organizando, na Faculdade de Medicina...

Estima-se que a depressão atinja mais de 350 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo que em Portugal cerca de 20 por cento da população é diretamente afetada pela patologia.

Numa altura em que, de acordo com o Relatório “Saúde Mental em Números de 2015”, da Direção-Geral da Saúde, o consumo de anti-depressivos e ansiolíticos continua a aumentar, a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental pretende chamar a atenção para o facto de que, além da doença a tratar, existe uma pessoa e todo um contexto psico-social a abordar.

O (re)conhecimento do doente como uma pessoa e a sua vulnerabilidade, o tratamento integrado da depressão ou estratégias de adaptação à doença, são alguns dos temas em análise na reunião, que terá introdução da Profª. Doutora Maria Luísa Figueira e do Dr. Luís Câmara Pestana.

13 de Outubro – Dia Mundial da Visão
No âmbito do Dia Mundial da Visão, que este ano se celebra a 13 Outubro, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia promove na...

Pedro Menéres, Médico Oftalmologista da Direção da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) afirma que “as pessoas preocupam-se cada vez mais com um estilo de vida saudável, mas muitas ainda esquecem ou desconhecem a necessidade de cuidar devidamente da saúde dos seus olhos. A grande maioria das deficiências visuais podem ser evitadas e/ou tratadas quando detetadas atempadamente”.

Dr. Pedro Menéres afirma ainda, “o rastreio para a prevenção da cegueira é das estratégias com melhor relação custo-benefício. As crianças devem ser observadas aos 3 anos, de forma a detetar problemas que passam despercebidos aos pais como o “olho preguiçoso”. Os adultos depois dos 40 anos também devem consultar regularmente o Médico Oftalmologista: A prevenção do glaucoma, bem como o tratamento desta doença, das Cataratas ou das doenças da Retina é fundamental". O programa do dia da visão contempla um conjunto de atividades que vão desde rastreios, realizados por médicos de diversos hospitais, até jogos lúdicos e simbólicos que permitirão que a população experimente, ainda que por breves instantes, a dificuldade de viver sem ver.

Os cuidados com a visão devem manter-se ao longo da vida. O Dia Mundial da Visão pretende lembrar que as principais causas de cegueira no mundo podem ser prevenidas e/ou tratadas se as populações tiverem acesso a cuidados de saúde Oftalmológicos adequados.

13 de Outubro - Dia Mundial da Trombose
Para assinalar o Dia Mundial da Trombose, o Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT) acaba de lançar uma campanha de...

No âmbito desta Campanha foi já criada uma página de Facebook (https://www.facebook.com/TEV.pt) onde, diariamente, são partilhadas informações sobre o cancro e o tromboembolismo venoso (TEV). Para envolver o público, os seguidores serão desafiados a Vestir Vermelho Contra o TEV na próxima quinta-feira, Dia Mundial da Trombose, e a partilhar a sua fotografia nas redes sociais. Também nesta página será publicado um vídeo de sensibilização e de apelo à ação com a mensagem “Conhecer é a melhor maneira de prevenir”.

Para além das ações online, a campanha sai às ruas com a distribuição de folhetos informativos em Centros Comerciais espalhados por todo o país.

Ana Pais, médica oncologista, refere que esta é uma campanha “com foco no doente oncológico, familiares, cuidadores e comunidade em geral, mas que, em simultâneo, pretende também envolver os profissionais de saúde”.

“Esperamos que o eco mediático desta Campanha possa alcançar os decisores políticos fundamentais para que o TEV possa ser encarado como um problema de saúde pública crescente”, acrescenta, lembrando que “é crucial garantir que cada doente recebe o tratamento mais eficaz e adequado à sua situação clínica, recorrendo à tromboprofilaxia para promover a segurança e a melhoria da qualidade dos cuidados de saúde do doente com cancro”.

A doença oncológica provoca alterações no sistema de coagulação sanguínea que favorecem a ocorrência de um TEV. Para além de estar associado a um aumento do risco de mortalidade (o TEV é a segunda causa de morte nos doentes com cancro), esta complicação reduz significativamente a qualidade de vida dos doentes. Um doente com cancro que sofre um TEV vive menos e vive pior.

Dia 13 de outubro
Com o objetivo de refletir sobre a importância da continuidade de cuidados em saúde mental, apresentando diferentes respostas...

O 1º Encontro de Psiquiatria da Casa de Saúde da Idanha terá como principal foco a reflexão sobre boas práticas e a projeção do internamento de longa duração na atualidade de forma aberta e potenciadora de “empowerment”, coexistindo lado a lado com respostas no âmbito da reabilitação e inserção social.

Serão abordados temas como a inovação em farmacologia, os diferentes tratamentos e intervenções, a reabilitação e os direitos dos utentes. Dar-se-á ainda destaque à ótica dos utentes e familiares perante a doença e sua gestão.

Na abordagem dos temas avançados estarão presentes técnicos especializados das diferentes áreas bem como, representantes de associações de utentes e famílias.

O 1º Encontro de Psiquiatria da Casa de Saúde da Idanha estará aberto a todos os profissionais da área da Saúde Mental assim como, ao público em geral que tenha interesse no tema.

V Jornadas “Saber Envelhecer”
Envelhecer é um processo contínuo que, muitas vezes, requer investimentos a nível biopsicosocial e espiritual. Assim e sabendo...

A V edição das jornadas “Saber envelhecer”, debruçar-se-á sobre temas como: psicogeriatria, gerontopsiquiatria, medicina geriátrica, investigação, reabilitação e ética. O objetivo é perceber como estas áreas estão diretamente interligadas com o processo de envelhecimento e em que medida se pode atuar para melhorar a qualidade de vida dos idosos. Neste contexto, durante os dois dias serão desenvolvidas diversas conferências e reflexões lideradas por médicos, enfermeiros, psicólogos e representantes de instituições intimamente ligadas à assistência sénior.

No dia 14 de outubro, poder-se-á contar com a presença de nomes como: Dr. Horácio Firmino, com o tema “ A idade e a doença mental “, Dra. Rosa Encarnação com “Ambulatório em psicogeriatria”, Dra. Carla Costa, que explicará o projeto de intervenção precoce, Dra. Diana Brigadeiro, que apresentará a comunicação “Musicoterapia na demência”, entre outros.

Já dia 15 de outubro, as conferências e reflexões serão mais direcionadas para a inserção dos idosos na comunidade. Assim, estas serão lideradas por: José Carlos Martins da Fonseca (IPG); Dr. Pedro Machado dos Santos (psicólogo), Dra. Andreia Eiras (médica), Vasco P. Magalhães (S.J. – Lisboa).

Estas jornadas estão abertas a todos os profissionais destas áreas de atuação, assim como ao público em geral que tenha interesse no tema. 

No Alentejo
Centenas de psicólogos, psicoterapeutas, médicos psiquiatras e outros profissionais da saúde mental, provenientes de quase...

O evento tem carácter científico e pretende envolver no debate todas as profissões relacionadas com a Saúde Mental numa dinâmica interativa que contribua para maior integração social e emocional de todos.

“The Psychotherapy, Neurobioloy, Pharmacology Intervention Triangle: weights, measures & controversies” é o tema deste 2º Congresso Internacional em Saúde Mental organizado pela Casa de Alba - Fundação Romão de Sousa, em colaboração com a Universidade Nova de Lisboa (Instituto de Filosofia) e a Universidade de Évora, nos dias 21 e 22 de outubro, em Estremoz. (http://congress2016.fundacaords.org/)

O Congresso é o evento principal de uma semana dedicada à Saúde Mental e vai decorrer no Convento dos Congregados, contando com a presença de reputados especialistas internacionais.

Adalberto Campos Fernandes, Ministro da Saúde, Álvaro Carvalho, Diretor do Plano Nacional de Saúde Mental, José Manuel Silva, Bastonário da Ordem dos Médicos, Telmo Mourinho Baptista, Bastonário da Ordem dos Psicólogos, José Robalo, Presidente da ARS Alentejo e Luís Mourinha, Presidente da Câmara Municipal de Estremoz aceitaram integrar a Comissão de Honra do Congresso que conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, Royal College of Psychiatrists (Reino Unido), The Internacional Society for Psychological and Social Approaches to Psychosis (ISPS), NOVA Medical School, entre outros.

Estudo
Há uma nova esperança para os doentes com cancro da cabeça e pescoço. Chama-se Nivolumad e é um medicamento na área da...

"Depois de ter sido demonstrada a eficácia e segurança do medicamento, hoje mostrou-se que há uma melhoria muito significativa na qualidade de vida dos doentes", explicou Ana Castro, presidente do Grupo de Estudos do Cancro da Cabeça e Pescoço, que falou com o Diário de Notícias a partir de Copenhaga. Com esta terapêutica, verificou-se uma redução em 30% do risco de morte nos doentes e um ganho médio de sobrevida de 7,5 meses, mais cinco do que o ganho habitual com a quimioterapia, que ronda os dois. Ao fim de um ano, 36% dos doentes estão vivos, sendo que, os tratamentos standard com quimioterapia têm uma taxa média de sobrevivência a um ano de 16.6%.

Quando é usada a quimioterapia, os doentes perdem qualidade de vida, razão pela qual muitos só fazem o tratamento de primeira linha. De qualquer forma, esclarece Ana Castro, o ensaio clínico com o Nivolumad, que usa o sistema imunitário para lutar contra o cancro, foi feito para a segunda linha, estando ainda em curso os estudos para trazer o medicamento para a primeira linha de tratamento.

Os benefícios deste tratamento foram de tal forma notórios que o estudo foi interrompido antecipadamente, para que os doentes que estavam a participar no ensaio a fazer tratamento com quimioterapia pudessem ser tratados com este fármaco. "Viram-se benefícios muito importantes. Não era legítimo deixar os doentes a fazer quimioterapia", explicou ao Diário de Notícias Ana Castro. Nesse grupo, que fez imunoterapia e quimioterapia, houve um ganho médio de sobrevida de 5,1 meses.

Segundo a presidente do Grupo de Estudos do Cancro da Cabeça e Pescoço, o Nivolumad já é usado no "melanoma, cancro do pulmão e carcinoma do rim". Resta agora que a Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla em inglês) aprove o seu uso para o cancro da cabeça e pescoço. Como "não há nada na área", Ana Castro acredita que a nova indicação para o fármaco possa ser aprovada até ao final do ano.

Em 2018
A conferência intercalar da Cimeira Mundial de Saúde de 2018 vai realizar-se em Coimbra, anunciou hoje o consórcio Universidade...

A decisão foi votada por unanimidade, em Berlim, na Alemanha, durante a assembleia-geral da M8 Alliance, organizadora da Cimeira Mundial de Saúde.

"O evento de Coimbra será dedicado ao tema da Medicina de Fronteira, analisando diversas vertentes da prestação de cuidados de saúde em condições adversas, quer por se tratar de zonas subdesenvolvidas, quer por haver situações de guerra e pós-guerra, fluxos de refugiados, alterações climáticas e pandemias", anunciou o consórcio português em comunicado enviado à agência Lusa.

De acordo com a nota, são esperados na conferência intercalar de abril de 2018 cerca de 700 especialistas provenientes de todo o mundo, da Europa à Ásia, passando pela África, Médio Oriente, América do Norte, Central e do Sul, que se vão reunir no Convento São Francisco.

A conferência intercalar decorre na primavera, em diversas partes do mundo, em alternância semestral com a Cimeira, que se realiza anualmente, em outubro, na cidade alemã de Berlim.

Em Coimbra, vai realizar-se a 20 e 21 de abril.

Para além da Universidade de Coimbra (UC) e do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), que integram o Centro Académico e Clínico de Coimbra CHUC/UC, esta cimeira conta já com o apoio expresso do Ministério da Saúde, da Câmara Municipal de Coimbra e da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

Os quatro temas centrais que serão tratados são a gestão de doenças infecciosas em países em desenvolvimento, oportunidades e desafios na translação da inovação para os cuidados de saúde, governação para a equidade no acesso à saúde em países em desenvolvimento e avanços na educação médica e para a saúde.

Em 2013, a conferência da primavera realizou-se em Singapura, em 2014 em S. Paulo, em 2015 em Quioto, em 2016 em Genebra e no próximo ano será em Montreal.

Portugal, representado pelo consórcio CHUC/UC, foi admitido a 11 de outubro de 2015 na Aliança M8, que tem como missão principal a melhoria da saúde a nível global, contando com 23 membros de 16 países diferentes.

A Assembleia Geral da Aliança M8 realizou-se no sábado em Berlim, e até terça-feira decorre a Cimeira Mundial de Saúde, também nesta cidade alemã, com a presença do Governo português, representado pelo secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, do consórcio CHUC/UC e da Academia Portuguesa de Medicina.

A presença do consórcio Universidade de Coimbra e Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra na Aliança M8 – o G8 da Saúde – é um motivo de orgulho e uma honra para o Governo português, disse na sexta-feira o secretário de Estado da Saúde.

 

Em declarações a propósito da Assembleia Geral da Aliança M8, que decorreu no sábado em Berlim, e da Cimeira Mundial de Saúde, também nesta cidade alemã até terça-feira, Manuel Delgado disse ser um “privilégio” a presença de Portugal nestes dois encontros e elogiou os profissionais, os hospitais e as academias portuguesas.

Estudo
A reduzida presença de A2A nos idosos agrava a inflamação gastrointestinal, concluiu uma equipa de investigadores da...

“A carência de um ‘sensor’ envolvido na regulação do tubo digestivo agrava a inflamação gastrointestinal nos idosos, revela um estudo realizado por uma equipa de investigadores” de Coimbra, em colaboração com especialistas das universidades do Porto e do Ceará (Brasil), anunciou a Universidade de Coimbra (UC).

A descoberta “abre portas para o desenvolvimento de novas estratégias preventivas e terapêuticas para uma das inflamações mais comuns na terceira idade”, sustentam os especialistas envolvidos na investigação.

Enquanto no intestino dos jovens e adultos, “perante uma situação de infeção gastrointestinal, este ‘sensor’ (recetor de adenosina A2A) responde com o aumento de sinalização, permitindo controlar o dano provocado pelo agente da infeção, nos intestinos dos idosos tal não acontece”, explica a coordenadora da investigação, Teresa Gonçalves.

O estudo, desenvolvido ao longo dos últimos dois anos, com a colaboração de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e da Universidade Federal do Ceará (Brasil), mostrou que, nos idosos, “a presença de A2A é muito reduzida” e, por isso, “o sistema de sinalização” não funciona.

“Este sistema de sinalização é importante no controlo da infeção gastrointestinal e a sua perda de eficiência é um fator que contribui para a menor capacidade de lidar com infeções gastrointestinais no idoso, em particular infeções oportunistas”, esclarece Teresa Gonçalves, citada pela UC.

Por outro lado, acrescenta a docente da Faculdade de Medicina da UC e investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), o A2A participa também “no controlo do nível de acidez do estômago e a sua deterioração com a idade irá refletir-se na disfunção do estômago, contribuindo igualmente para o aumento do perigo de alguns microrganismos”.

Assim, “os resultados deste estudo poderão ser um contributo para minorar a incidência de infeções oportunistas e processos inflamatórios que aumentam a partir dos 65 anos”, salienta a investigadora.

Realizado em modelos animais (ratinhos) de três faixas etárias (jovens, adultos e idosos), o estudo foi publicado na revista científica Oncotarget.

A investigação foi financiada pelo programa NARSAD (sigla de Aliança Nacional para a Investigação sobre Esquizofrenia e Depressão), dos EUA, e por fundos comunitários, através, designadamente, do FEDER (Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional) e do COMPETE (Programa Operacional Fatores de Competitividade), via Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

Ordem lança campanha de promoção do papel dos nutricionistas na saúde
“O que fazemos, faz bem” é o lema da campanha nacional que a Ordem dos Nutricionistas vai lançar na próxima terça-feira, dia 11...

A própria Organização Mundial da Saúde tem alertado para a importância da nutrição, quer pela sua influência na melhoria da saúde e na prevenção de doenças, quer no tratamento de várias patologias. Vários estudos têm demonstrado a eficácia que uma intervenção nutricional pode ter no tratamento de várias doenças, nomeadamente a diabetes, as doenças cardiovasculares, a obesidade, as doenças renais e o cancro.

Em Portugal, a prevalência das doenças crónicas não transmissíveis, habitualmente associadas a desequilíbrios nutricionais, assumem já níveis preocupantes. Mais de 50% da população portuguesa tem excesso de peso, mais de 3 milhões de pessoas sofrem de hipertensão arterial e a diabetes está diagnosticada em 12% dos portugueses. Por outro lado, as estatísticas mostram que entre 29% e 47% dos pacientes admitidos nos hospitais encontram-se em risco nutricional, sendo que 6 a 15% encontram-se mesmo em situação de desnutrição.

Pelo menos metade das causas de doença e de morte em Portugal têm relação direta com a alimentação, sobretudo com o excesso de sal, açúcar, gorduras e gordura trans.

Não obstante estes dados, o Serviço Nacional de Saúde tem ainda menos de metade do número mínimo de nutricionistas que seriam necessários para a dimensão da população portuguesa.

A campanha “O que fazemos, faz bem” será apresentada publicamente pela Bastonária da Ordem dos Nutricionistas às 10h30 da próxima terça-feira, dia 11 de outubro, no Museu Nacional dos Coches (Lounge Café Cavalo Lusitano), em Lisboa.

18 a 20 de outubro
A APSEI - Associação Portuguesa de Segurança vai organizar, de 18 a 20 de outubro, no Centro de Congressos do Estoril, a...

No auditório 3 do Centro de Congressos do Estoril vai ser debatida a Segurança e Saúde no Trabalho, um tema que contará com a presença do Inspetor-Geral da ACT, Pedro Pimenta Braz, que irá presidir a Sessão Solene no dia 18 de outubro às 10:00.

A manhã de dia 18 será dedicada a “Equipamentos de proteção individual: a última fronteira da proteção do trabalhador” onde serão debatidos temas como "Promover a correta utilização de equipamentos de proteção individual. A experiência espanhola”, “Perspetiva europeia sobre os EPI”, “Guias de apoio à seleção de EPI: projeto ACT – APSEI – IPQ” e “Gestão e sensibilização para uma cultura de segurança no trabalho: a contribuição da sinalização de segurança”. A tarde será destinada ao tema “Qualidade e competência na segurança e saúde no trabalho” e vai contar com temas como “Certificação dos sistemas de gestão de SST: principais alterações à ISSO 45001”, “Perspetiva europeia sobre a formação em SST”, “A intervenção da ENSHPO e a qualificação europeia de profissionais de SSO” e “Mind Safety – Safety Matters!”.

A manhã de dia 19 de outubro, segundo dia da conferência, sob o mote “Segurança no transporte e movimentação de mercadorias perigosas”, vai abordar temas como “Enquadramento internacional do transporte de mercadorias perigosas”, “Classificação e rotulagem de mercadorias perigosas – transporte vs utilização”, “Apresentação do projeto associativo da APSEI para as mercadorias perigosas”, “Multimodalidade no transporte de mercadorias perigosas”, “Fiscalização e atuação em incidentes NRBQ” e “Sistema de formação e certificação para transporte aéreo de mercadorias perigosas”. A tarde será subordinada ao tema “Respostas da segurança e saúde no trabalho às tendências sociais e económicas do trabalho” e serão abordados temas como “Regulamentação europeia sobre SST: desafios e contributos”, “A senioridade nos locais de trabalho”, “Tendências das doenças profissionais em Portugal” e “Gestão da sinistralidade – Evidências psicossociais”.

Na manhã do dia 20 de outubro, sob o tema “Substâncias psicoativas nos locais de trabalho”, vai abordar temas como “Substâncias psicoativas nos locais de trabalho: a perspetiva da saúde ocupacional”, “Estratégias de prevenção do consumo de substâncias psicoativas nos locais de trabalho – casos práticos”, “Comportamentos aditivos. Prevenção e intervenção em contexto laboral” e “Análise sobre o futuro do trabalho: fármacos que melhoram o desempenho laboral”. O painel da tarde, com o tema “Riscos profissionais na indústria”, irá contar com temas como “Evolução da sinistralidade na indústria portuguesa”, “Capacidade para o trabalho: apreciação de riscos profissionais na indústria, um estudo no setor metalúrgico e metalomecânico” e “Prevenção de acidentes relacionados com a utilização de equipamentos de trabalho”.

Para além do programa de conferências onde estarão presentes alguns dos principais especialistas nacionais e internacionais, a Conferência PROTEGER 2016 terá ainda uma zona de exposição de soluções de segurança onde os visitantes poderão conhecer as novidades do mercado e interagir com distribuidores, fabricantes e instaladores nas várias áreas da segurança.

Os profissionais que estejam interessados em participar deverão visitar o site oficial do evento em www.proteger.pt e conhecer as ações de formação disponíveis, o programa das conferências e fazer a sua inscrição.

Na última edição, em 2014, participaram 1.660 profissionais. Durante três dias, o Centro de Congressos do Estoril acolheu mais de 50 apresentações nas conferências e foram organizadas cinco ações de formação. Na área de exposição, com cerca de 1000 m2, estiveram presentes 25 empresas expositoras e muitas novidades tecnológicas. 

Hospital D. Estefânia
A nova unidade de internamento de psiquiatria da infância e adolescência do Hospital D. Estefânia, em Lisboa, é hoje inaugurada...

No total, a nova unidade terá 16 camas de internamento para crianças e adolescentes, o que representa mais seis camas do que as existentes na atual unidade psiquiátrica, segundo explicou Augusto Carreira, responsável da Unidade de Saúde Mental da Infância e Adolescência do Centro Hospitalar de Lisboa Central (que integra o Estefânia).

“Não é ainda suficiente, mas é uma grande ajuda”, declarou o médico, sublinhando que além do número de camas é de destacar a melhoria do ambiente terapêutico desta nova unidade, que entrará em pleno funcionamento durante este mês.

Será um serviço com caraterísticas mais modernas, que conta com ginásio e salas para atividades de artes plásticas pensadas de raiz para as necessidades dos utentes.

A acrescer a esta unidade, Augusto Carreira espera ter a funcionar na primeira metade do próximo ano uma segunda unidade, em parceria com o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, que terá mais dez camas. Esta segunda unidade ficará instalada no Parque de Saúde de Lisboa.

A falta de camas na área da pedopsiquiatria é uma realidade evidente e que está até mencionada no próprio Plano Nacional de Saúde Mental.

A inauguração da unidade do Hospital D. Estefânia coincide com as comemorações do Dia Mundial da Saúde Mental.

Sérgio Vasques
O fiscalista Sérgio Vasques considerou que criar um novo imposto sobre açúcares e gorduras “não vale a pena” para angariar...

“Uma coisa é certa: tributar bens como os refrigerantes, as gorduras, o café e os açúcares só vale a pena por razões de saúde pública. Não valerá seguramente a pena por razões de natureza fiscal”, defendeu Sérgio Vasques.

Numa entrevista a poucos dias da entrega da proposta de Orçamento do Estado para 2017 (OE2017), o antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do segundo governo liderado por José Sócrates, duvidou a eventual criação de um ‘fat tax’, um imposto sobre os alimentos nocivos à saúde (sobretudo pela quantidade de sal e de açúcar).

“Não vejo que seja possível com impostos incidentes sobre bens deste tipo angariar uma receita maior do que 20 ou 30 milhões de euros. E, portanto, o esforço, o desgaste político, o custo administrativo não compensam a receita que isso traz”, afirmou o fiscalista.

Ainda assim, o agora professor da Universidade Católica afirma que a medida poderá ter algum impacto para incentivar uma alimentação mais saudável, mas admite que esse pode não ser o melhor instrumento.

“Se estamos a falar de gorduras, de café, de sal, o ‘fast food’, também há que pensar se o imposto é o instrumento mais adequado, mais eficaz do que a regulamentação administrativa. Será que faz assim tanta diferença cobrar um imposto sobre os hambúrgueres se se permitir que se vendam hambúrgueres dentro dos estabelecimentos de ensino secundário ou superior? Será que faz assim tanta diferença tributar as gorduras se permitir que haja máquinas automáticas com aperitivos salgados dentro dos hospitais?”, questionou.

Nesse sentido, Sérgio Vasques defendeu que “a regulação é muitas vezes mais eficaz, mais precisa e provoca menor dano do que a tributação”.

No entanto, o fiscalista afirmou que “a questão será diferente se se falar de bens como o vinho, onde aí o potencial de arrecadação é bastante maior”.

O Correio da Manhã noticiou na quarta-feira que o Governo está a estudar um aumento do imposto sobre o vinho, através de uma subida da taxa de Imposto sobre o Álcool e Bebidas Alcoólicas (IABA) a que está sujeito, que de momento é 0%, aproximando-a da aplicada à cerveja.

“Se faz sentido do ponto de vista da neutralidade concorrencial tributar o vinho como tributamos a cerveja? Sim, faz. Mas isto é do ponto de vista do princípio porque, na prática, há pelo menos duas diferenças importantes”, disse Sérgio Vasques.

Por um lado, o professor universitário destacou que “o setor do vinho cria mais emprego” e “tem uma importância económica e social que é claramente superior”.

Por outro, salientou que, “diferentemente do que acontece com a cerveja, o vinho está associado a milhares de pequenos produtores e de médios produtores e, portanto, o esforço que a administração fiscal tem de fazer para controlar estes operadores económicos e para garantir uma boa aplicação do imposto é muito maior do que quando lida com duas ou três cervejeiras”.

Por isso, o antigo secretário de Estado considera que existe “um grande dilema” no aumento da tributação sobre o vinho.

“Podemos com algum grau de confiança dizer que o vinho tem um potencial para gerar uma receita pelo menos idêntica [à da cerveja] e em cima desses 90 ou 100 milhões [de euros] temos, por sua vez, o IVA, que se sobrepõe ao imposto especial de consumo. Portanto, aqui há um potencial de receita mas é, de facto, uma decisão muito delicada, pela importância que o setor tem e por tudo o que ele representa socialmente”, admitiu.

Além disso, e porque o Governo acabou por desagravar recentemente o IVA na restauração, “isto acaba por ser, de certo modo, um recuo por outra via, por uma porta travessa”, concluiu.

Estudo
Um estudo desenvolvido por uma equipa do Centro de Investigação em Tecnologias e Sistemas de Saúde, conclui que um quinto dos...

Os investigadores do Centro de Investigação em Tecnologias e Sistemas de Saúde (CINTESIS), sediado na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), que avaliaram o impacto clínico e económico das queimaduras em Portugal, recomendam, por isso, uma Unidade Pediátrica de Queimados.

O estudo foi desenvolvido com base nos registos de admissões e altas hospitalares. Durante o período em análise (2000 a 2013), foram registadas mais de 26 mil hospitalizações por queimadura (como diagnóstico principal ou secundário), numa média de 1.889 registos de queimadura por ano.

A taxa de hospitalização registada foi de 18,9 por 100 mil habitantes por ano, sendo a incidência deste tipo de acidente maior entre os homens.

Segundo este estudo, em Portugal, a taxa de queimados tem vindo a descer nas últimas décadas, mas ainda assim os números nacionais estão acima de outros países europeus, pelo que os investigadores defendem “a tomada de medidas preventivas e curativas por parte dos decisores políticos”.

“Na década de 90, a taxa de hospitalização de queimaduras em Portugal era de 21,4 por 100.000 habitantes por ano. Esse número, em 2013, baixou para 15,4 por 100.000 habitantes, por ano. Esta diminuição é importante, sendo que houve uma aparente estabilização desde 2009”, explicou João Vasco Santos, médico e investigador do CINTESIS.

De acordo com o especialista, “foi sobretudo entre os mais jovens que os progressos foram mais evidentes”.

Ainda assim, a taxa de hospitalização por queimaduras entre as crianças com menos de cinco anos é de 75,5 internamentos por 100 mil habitantes por ano no período em estudo, o que “é cinco vezes maior do que para o resto da população”.

Neste contexto, a equipa de investigação avaliou as necessidades do Sistema Nacional de Saúde, tendo em conta o retrato da situação realizado a partir do estudo de todas as crianças com menos de 16 anos (1.155 no total) hospitalizadas com queimaduras entre 2009 e 2013.

“Os resultados mostram que, idealmente, Portugal deveria dispor de 13 camas para crianças vítimas de queimaduras. No entanto, como um grande número de pacientes queimados acaba por não ser transferido para as unidades especializadas bastaria, no cenário atual, a disponibilização de cinco a sete camas para se garantir que as crianças receberiam cuidados mais apropriados, prestados por equipas diferenciadas e em espaços específicos, devidamente preparados”, defendem os autores do estudo.

Os investigadores avaliaram ainda a distribuição de pacientes pediátricos queimados, tendo concluído que é na zona Norte que se concentra a maioria dos casos.

Alberto Freitas, professor universitário e especialista em análise de dados do CINTESIS, referiu que “se dividirmos Portugal em três áreas, usando como linhas de cortes os locais onde existem Hospitais com Unidade de Queimados (Porto, Coimbra e Lisboa) e Unidades de Cuidados Intensivos Pediátricas, verificamos que no Porto e a Norte se concentraram quase metade (554) dos casos identificados (1.155, no total)”,

“Se dividirmos Portugal em três áreas, usando como linhas de cortes os locais onde existem hospitais com Unidade de Queimados (Porto, Coimbra e Lisboa) e Unidades de Cuidados Intensivos Pediátricas, verificamos que no Porto e a Norte se concentraram quase metade (554) dos casos identificados (1.155, no total). Se dividirmos o país em dois, usando como referência Coimbra, concluímos que 677 das crianças afetadas estavam a Norte e as restantes 470 a Sul”, acrescentou.

Por esse motivo, os investigadores apontam o Porto como o local ideal para a criação de uma Unidade Pediátrica de Queimados em Portugal. Entretanto, o Centro Hospitalar de São João do Porto anunciou hoje que a partir de dezembro a região contará com uma unidade pediátrica de queimados, com um total de cinco camas.

Os investigadores concluíram ainda que mais de metade dos casos de queimadura em todos os grupos etários (53%) foi provocada por líquidos ou objetos quentes. Seguiu-se o fogo/chamas (40%), queimaduras elétricas (7%) e queimaduras químicas (0,1%).

A equipa de investigação avaliou também os custos económicos relativos a estes pacientes, tendo concluído que, só em 2013, foram gastos mais de 12 milhões de euros, numa média de 8.032 euros por paciente.

Neuropsicólogo diz
A maioria dos pais dedica muito esforço à formação académica dos filhos, convencidos de que uma “mente brilhante abrirá todas...

O especialista espanhol, autor do livro “O cérebro da criança explicado aos pais” lançado este mês em Portugal, parte da ideia de que o cérebro se divide em três partes – uma mais instintiva, outra mais intelectual e outra mais emocional.

Ora, os primeiros anos da criança são os mais importantes para o desenvolvimento da parte emocional; é aqui que se progride na autoestima, na confiança em si mesmo e no vínculo aos outros, em primeiro lugar, aos pais.

Álvaro Bilbao pega no exemplo da aprendizagem de línguas, começando por admitir que é mais fácil aprender chinês ou inglês nos primeiros anos. Contudo, as línguas estrangeiras podem ser aprendidas mais tarde, enquanto o desenvolvimento da autoestima, a imaginação, o afeto e bons vínculos ocorrem nesses primeiros anos e, depois, pode ser tarde demais.

“Os primeiros anos de uma criança são para o cérebro emocional, não para o cérebro racional ou intelectual", resume o neuropsicólogo.

O perito reconhece que atualmente se fala muito em inteligência emocional, mas julga que se age pouco de acordo com o que já é conhecido: “Quando numa escola há uma criança sem amigos ou que sofre perseguição de colegas, a escola segue em frente, continua dando matéria e testes, mas não se detém a solucionar esse problema emocional".

Modelo semelhante é visível nos pais, que depositam interesse nas notas que um filho atinge mas não se preocupam tanto em saber se é bom com os seus pares ou se tem algum colega que esteja sempre sozinho ou isolado.

No livro, o autor advoga que a maioria dos pais dedica muito esforço à formação académica por estarem convencidos de que “uma mente brilhante abrirá todas as portas que podem levar uma pessoa a ser feliz”.

“A ideia de que um maior desenvolvimento intelectual proporciona uma maior felicidade está totalmente errada”, afirma.

A chave para compreender melhor a afirmação do neuropsicólogo pode estar na ausência de correlação entre a capacidade intelectual e a capacidade emocional. E para o autor, a prova disso é que há muitas pessoas com excelentes carreiras de sucesso e cheias de capacidades intelectuais mas que não têm empatia, sofrem de stress crónico e não conseguem encontrar felicidade.

O especialista vinca que a inteligência emocional e a racional estão localizadas em áreas bem diferentes do cérebro, que são independentes.

Mas a ciência da inteligência emocional é recente, era desconhecida da geração que desempenha agora o papel de avós ou bisavós e foi pouco transmitida aos atuais pais, que desconhecem ainda muito do vocabulário emocional.

Álvaro Bilbao defende a importância de deixar que a criança expresse as suas emoções, as entenda e as saiba nomear: “Se tem vontade de chorar, pois que chore. Não lhe digamos, pára de chorar. Devemos tentar que perceba qual a razão que a faz chorar, que a identifique e a compreenda”.

Neuropsicólogo defende
O neuropsicólogo espanhol Álvaro Bilbao defende que os ecrãs deviam estar vedados às crianças até aos três anos. Os estímulos...

No seu livro “O cérebro da criança explicado aos pais”, lançado este mês em Portugal, Álvaro Bilbao deixou em branco o capítulo 25, destinado a elencar as melhores aplicações tecnológicas para crianças até aos seis anos.

“Lamento dizer que não encontrei nenhuma que seja útil para o desenvolvimento intelectual e emocional das crianças destas idades”, diz o autor, doutorado em Psicologia da Saúde e formado em Neuropsicologia pelo Hospital Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

Em entrevista na sua passagem em Portugal para apresentar o seu livro, o especialista em plasticidade cerebral lembra os vários estudos que já demonstraram que as crianças que se expõem muito cedo a novas tecnologias têm maior probabilidade de desenvolver défice de atenção, problemas de comportamento e fracasso escolar.

Mas os ecrãs não são todos iguais. Para Álvaro Bilbao, a televisão “causa menos danos” porque permite maior passividade.

Pode parecer um contrassenso para os pais que uma ferramenta “mais passiva” seja menos nociva, mas é a rapidez do ritmo de interação e a quantidade de estímulos das novas tecnologias que mais preocupam o especialista.

“As crianças recebem muitos estímulos visualmente atrativos e têm muitas recompensas rápidas. Passam o dedo no ecrã e têm um prémio. Na vida real não é assim; na vida real a professora não é tao visualmente colorida, não se move tão depressa e não está constantemente a reforçar a criança”.

Além disso, a rapidez e quantidade de estímulos recebidos pelas novas tecnologias não permitem treinar a atenção, nem a paciência.

As televisões sempre são mais passivas e ativam ondas cerebrais que ajudam a relaxar. Ainda assim, também a televisão deve ser doseada, diz Bilbao, permitindo períodos curtos e retardando o mais possível na idade.

“Muita estimulação mata a curiosidade, uma criança que recebe muita informação satura-se e deixa de gostar de explorar e de aprender. Já uma criança curiosa é a que gosta de aprender. Não matemos a curiosidade”, pede o neuropsicólogo.

Álvaro Bilbao incita os adultos a uma reflexão sobre o seu próprio uso das novas tecnologias; “Usamos ‘smartphones há alguns anos. Quantos de nós se notam mais inteligentes por isso? E, agora, quantos de nós se sentem menos pacientes?”.

Páginas