Cartas de condução
O Governo adiou para 15 de maio a obrigatoriedade de emissão dos atestados médicos informaticamente para cartas de condução,...

Numa nota de imprensa, o gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Saúde justifica com a necessidade de ser concluída a validação das aplicações informáticas do setor privado e social para a criação dos novos centros de avaliação.

Fonte do Ministério da Saúde disse que estes centros podem ser públicos, privados ou sociais, desde que respeitem um caderno de encargos definido.

A decisão de os atestados médicos passarem a ser transmitidos eletronicamente pelo Ministério da Saúde foi anunciada no final do ano, no âmbito de mudanças na emissão de títulos de condução e integradas no programa “simplex”.

No comunicado, o Governo lembra que a avaliação física, mental e psicológica é obrigatória e realizada por médicos e psicólogos e que se reconhece que os condutores do grupo 2 (condutores de ambulância, por exemplo) requerem uma avaliação mais específica, que deve ser desenvolvida em Centros de Avaliação Médica e Psicológica (CAMP), “com estruturas e equipamentos específicos para efetuar essa avaliação”.

O Governo, acrescenta-se no comunicado, está a legislar para alterar o regulamento da habilitação legal para conduzir, criando os CAMP, “de forma a que a avaliação da aptidão física e mental e a avaliação da aptidão psicológica dos candidatos e condutores do grupo 2 seja efetuada obrigatoriamente nestes, os quais podem também preferencialmente efetuar a respetiva avaliação para os candidatos e condutores do grupo 1”.

A abertura e funcionamento do CAMP dependem da verificação de que cumpre os regulamentos por parte da Entidade Reguladora da Saúde e para que seja cumprida essa validação é adiada a entrada em vigor da lei.

A questão tem sido objeto de polémica, tendo mesmo a Ordem dos Médicos desafiado o Governo a criar os CAMP, justificado que a carga de testes implicaria uma sobrecarga do Serviço Nacional da Saúde e atrasos na revalidação da carta.

Na semana passada o Sindicato Independente dos Médicos já tinha dito que seria difícil cumprir a emissão de atestados médicos para as cartas nos Centros de Saúde.

Já em fevereiro um grupo de médicos de família tinha lançado um alerta público manifestando-se contra a emissão de atestados para a carta de condução nos centros de saúde, considerando que pode bloquear a atividade das unidades e que é incompatível com o seu trabalho.

Doença que "já não devia existir"
A incidência da tuberculose está a diminuir em todo o mundo, mas ainda há mil europeus que ficam doentes a cada dia, numa...

De acordo com a coordenadora do Programa Nacional para a Infeção VIH/sida e Tuberculose, Raquel Duarte, a tuberculose é uma “doença que não devia existir”, uma vez que há tratamento, há prevenção disponível e há meios para a sua deteção.

Contudo, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), todos os dias ficam doentes com tuberculose cerca de mil europeus.

Portugal tem acompanhado a tendência mundial e europeia de descida da incidência da doença. Só entre 2006 e 2015 o número de casos em Portugal reduziu 36 por cento.

Segundo dados provisórios divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), Portugal registou 18 novos casos por 100 mil habitantes em 2016, voltando portanto a descer.

Para Raquel Duarte, estes números são animadores, mas fazem Portugal traçar uma nova meta, que é descer aos 10 novos casos por 100 mil habitantes.

Aliás, apesar da redução constante dos últimos anos, Portugal era em 2015 um dos países da europa ocidental com mais elevada taxa de incidência da doença.

Da análise dos novos casos em Portugal, 18% foram em nascidos fora do país, um aumento que levou as autoridades de saúde a desenvolver estratégias com outros organismos.

Na apresentação que decorreu sexta-feira em Lisboa para assinalar o Dia Mundial da Tuberculose, a responsável da DGS sublinhou que houve uma “redução sustentada da notificação e incidência da doença”, mas que foi menor entre a população imigrante.

Em comparação com outros países da europa ocidental, Portugal tem também uma das mais altas taxas de co-infeção de tuberculose e VIH/sida.

Raquel Duarte lembrou a ligação da tuberculose com causas ou determinantes sociais e económicos, como a situação de pobreza ou as condições de habitabilidade.

A especialista alertou ainda para a necessidade de se analisar o papel do consumo do tabaco e do álcool para esta doença, indicando também que continua a ser necessário pensar a tuberculose fora dos contextos dos grupos de risco (como toxicodependentes ou doentes com VIH).

Quanto à tuberculose multirresistente, Portugal surge com uma posição favorável à média europeia. Enquanto na Europa, mais de 4% dos casos da doença são na forma multirresistente, em Portugal em 2016 eram apenas 2,2%.

Satisfeito com os dados alcançados na tuberculose, o ministro da Saúde frisou que 2016 “foi um ano que sinaliza um forte aprofundamento da melhoria dos indicadores de saúde em Portugal”.

Adalberto Campos Fernandes, que falava na cerimónia que assinalou o Dia Mundial da Tuberculose, lembrou ainda que o Governo assinou com a Organização Mundial da Saúde e com o Observatório Europeu dos Sistemas de Saúde um plano de avaliação externa que está em curso.

Cartas de condução
A Ordem dos Médicos desafiou o Ministério da Saúde a criar Centros de Avaliação Médica e Psicológica para gerir a emissão de...

A partir de abril, os atestados médicos vão passar a ser transmitidos eletronicamente pelo Ministério da Saúde ao Instituto da Mobilidade e Transportes, permitindo o registo automático da avaliação médica efetuada ao condutor, com eventual registo das restrições.

Em comunicado, o Conselho Nacional da Ordem dos Médicos refere que tem vindo a negociar com o Ministério da Saúde esta questão, considerando que estão “estabelecidas as condições para que sejam criados os Centros de Avaliação Médica e Psicológica".

A Ordem dos Médicos (OM) adianta que os Centros de Avaliação Médica e Psicológica (CAMP) são “os centros de referência para a emissão do atestado médico” e são os “organismos vocacionados para emissão e revalidação das cartas de condução e outras licenças”.

Segundo a OM, a negociação com o Ministério da Saúde inclui também a simplificação no preenchimento da aplicação informática e novo adiamento da data de entrada em vigor da medida de desmaterialização e transmissão eletrónica do atestado médico, para que possa ser, entretanto, gerida a criação dos CAMP.

A OM justifica a criação dos CAMP com “a necessidade de realização de múltiplos exames e avaliações, com material específico e não universalmente disponível, dirigidas a formar um juízo sobre a adequação do estado de saúde” do requerente da carta de condução, o que implica “uma sobrecarga adicional ao Serviço Nacional de Saúde”.

“Adicionalmente, tais medidas comportariam prejuízos acrescidos para os cidadãos pelo facto de levarem a grandes esperas por consultas e pareceres e, consequentemente, atraso na revalidação de um título que pode ser crucial para a sua subsistência”, sustenta a Ordem, em comunicado.

A OM sublinha ainda que a atribuição e renovação da carta de condução “é uma matéria essencial para os cidadãos, e qualquer sistema disfuncional pode ter consequências graves na vida das pessoas”.

O Sindicato Independente dos Médicos (SIM) considerou que dificilmente será possível cumprir a emissão de atestados médicos para cartas de condução nos centros de saúde a partir de abril.

O presidente do SIM já escreveu ao diretor-geral da Saúde a avisar sobre os impedimentos que podem levar à não-emissão dos atestados para as cartas de condução.

Já em fevereiro, um grupo de médicos de família tinha lançado um alerta público manifestando-se contra a emissão de atestados para a carta de condução nos centros de saúde, considerando que pode bloquear a atividade das unidades e que é incompatível com o seu trabalho.

Estes médicos consideravam que os centros de saúde não estão vocacionados para fazer a avaliação para o atestado que está estipulada pela atual legislação, nomeadamente o exame de audição e de visão.

A importância da doação
As pessoas saudáveis têm o dever de ajudar as pessoas doentes, e neste dever de solidariedade inclui

O sangue

O sangue é um tecido muito importante do nosso organismo, constituído por uma parte líquida, o plasma, basicamente formado por água e proteínas (sobretudo albumina, globulinas e factores de coagulação) e por elementos celulares, os glóbulos vermelhos, os glóbulos brancos e as plaquetas.

Como estas células se encontram em suspensão no plasma, o sangue tem o aspecto de um líquido espesso, viscoso, vermelho (mais ou menos escuro conforme a concentração de glóbulos vermelhos), que circula pelos vasos sanguíneos (artérias, capilares e veias), cumprindo inúmeras funções vitais para a vida:

- a hemoglobina dos glóbulos vermelhos, rica em ferro, transporta oxigénio dos pulmões para todos os órgãos e tecidos do corpo e recolhe o dióxido de carbono formado nos processos de combustão celular, transportando-o para os pulmões para ser eliminado;

- os glóbulos brancos (neutrófilos, linfócitos, monócitos, eosinófilos e basófilos) fazem parte do sistema imunitário, contribuindo para o combate a infecções e para o reconhecimento, neutralização e eliminação de células ou proteínas estranhas ao organismo (processos alérgicos, rejeição de órgãos);

- as plaquetas fazem parte do sistema de coagulação do sangue: quando há uma ferida, as plaquetas colam-se rapidamente umas às outras e formam uma espécie de rede que impede a hemorragia; é sobre esta rede que se forma depois o coágulo definitivo, por acção dos factores de coagulação presentes no plasma;

- o plasma transporta os nutrientes do aparelho digestivo para os seus locais de utilização ou armazenamento, recolhe os produtos de degradação do metabolismo para serem eliminados, transporta hormonas produzidas pelas glândulas endócrinas e veicula medicamentos e outros produtos químicos e biológicos;

- no seu todo, e por ser um fluido, o sangue contribui para a manutenção da pressão arterial e venosa (através da sua pressão osmótica e oncótica) e faz parte da reserva de água do organismo (um adulto médio tem entre 5 e 6 litros de sangue, o que equivale a cerca de 3 litros de plasma).

A produção das células do sangue (hematopoiese) é basicamente feita na medula óssea de alguns ossos (ilíacos, costelas, esterno, crânio, vértebras), cabendo ao baço e aos gânglios linfáticos a produção de linfócitos. A produção de glóbulos vermelhos é regulada principalmente por uma hormona produzida pelos rins (a eritropoietina) e necessita de proteínas, ferro, ácido fólico e vitamina B12 para ser eficaz. A produção de glóbulos brancos depende da presença de agentes infecciosos, tóxicos ou alergénicos. A produção de plaquetas também é regulada por uma hormona produzida pelo fígado e pelos rins (a trombopoietina), que aumenta nos processos inflamatórios e nas hemorragias.

Os glóbulos vermelhos têm uma vida média de 120 dias e as plaquetas de 10 dias. Os glóbulos brancos têm uma duração variável, de horas a meses. Quando chegam ao fim da sua vida, as células sanguíneas são destruídas, fundamentalmente no baço, no fígado e na própria medula óssea, e alguns dos seus componentes são reaproveitados para fabricar novas células, num processo contínuo, dinâmico e muito complexo.

Quem precisa de sangue

A grande complexidade do sangue, das suas funções e dos seus mecanismos de fabrico e destruição explica a grande quantidade de situações em que um doente tem falta de sangue e pode necessitar de uma transfusão (de sangue completo ou apenas de algumas das suas parcelas):

- perda aguda ou crónica de sangue por hemorragias, que podem ser naturais (menstruação), resultantes de cirurgias, acidentais (feridas, fracturas) ou patológicas (resultantes de falta de plaquetas, de deficiência de vitamina K e de doenças da coagulação, como a hemofilia);

- deficiente produção sanguínea, por insuficiência renal, por falta de ferro, vitaminas, hormonas ou proteínas, por doenças oncológicas (leucemias, linfomas, mieloma múltiplo, mielodisplasia), por erros genéticos ou metabólicos e por efeito de radioterapia, infecções, toxinas ou medicamentos (especialmente os citostáticos, usados para tratar o cancro);

- situações em que as células do sangue se destroem mais que o normal, como sucede nas hemólises (destruição aumentada de glóbulos vermelhos, por reacções imunitárias, infecções, defeitos da estrutura celular, deficiências enzimáticas, medicamentos ou tóxicos)  e no hiperesplenismo (aumento do volume e actividade do baço, devido a insuficiência cardíaca, cirrose hepática, infecções, doenças metabólicas ou neoplásicas, etc.).

Quem pode doar sangue

Em princípio qualquer pessoa saudável, entre os 17/18 anos e os 60/65 anos (primeira vez/continuação), com peso superior a 50 Kg, valores de hemoglobina iguais ou superiores a 12.5 g/dl para mulheres e 13.5 g/dl para homens, frequência cardíaca entre 50 e 100 batimentos por minuto, tensão arterial sistólica entre 100 e 180 mm Hg e tensão arterial diastólica entre 60 e 100 mm Hg pode doar sangue.

Para além destes aspectos genéricos, existem muitos factores específicos a ser considerados para se aceitar ou recusar (temporária ou definitivamente) um dador de sangue: histórico de viagens, doenças actuais e passadas, alergias, vacinas, cirurgias prévias, mordeduras de animais, consumo de medicamentos, toxicodependência, hábitos sexuais, tatuagens, colocação de piercings, tratamentos de acupunctura ou mesoterapia, transfusões recebidas, gravidez, aleitamento, detenção em cadeias, participação em ensaios clínicos, etc.

Esta complexidade resulta da necessidade de proteger o dador (evitar que ele prejudique a sua saúde com a dádiva) e o receptor (minimizar os riscos de contágio de doenças infeciosas ou neoplásicas e de reacções transfusionais) e obriga a fazer consultas especializadas de triagem clínica de dadores, segundo normas rigorosas do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, que garante e regula, em Portugal, a actividade da medicina transfusional, desde a colheita à administração do sangue e seus derivados, passando pelo seu processamento, armazenamento e distribuição.

A doação de sangue é um processo voluntário e altruísta (e por isso não remunerado), que passa por uma inscrição como dador, pelo preenchimento de um questionário pré-dádiva, associado ao consentimento informado, por uma avaliação clínica personalizada (consulta de triagem) e por análises clínicas, de modo a definir a elegibilidade do dador.

A doação de sangue

A doação em si mesma é em geral um processo rápido (dura cerca de 10 minutos), no qual se retira uma unidade de sangue do dador (cerca de 450 ml) (o que corresponde a cerca de 9% do total do seu sangue) para um sistema de sacos de recolha com anticoagulante, de modo a permitir o seu processamento posterior: o sangue é separado por centrifugação nos seus vários componentes (concentrado de glóbulos vermelhos, plasma, concentrado de plaquetas e crioprecipitado) podendo ainda fazer-se a transformação industrial do plasma em hemoderivados (albumina, imunoglobulinas, fibrinogéniocomplexos trombínicos e factores de coagulação). Os concentrados de glóbulos vermelhos e de plaquetas podem ser desleucocitados, por processos de filtração que retiram os glóbulos brancos, reduzindo a probabilidade de reacções de rejeição por parte do receptor. Em alguns casos pode fazer-se transfusões de concentrados de glóbulos brancos, mas sempre que possível administra-se factor de produção de neutrófilos, um medicamento que aumenta o fabrico destas células.

Pode ainda fazer-se uma recolha selectiva de partes do sangue (apenas plasma ou plaquetas), designada doação por aferese. Este processo é mais demorado que o da doação simples, pois obriga a recolher sangue do dador, separar a parcela a doar e reintroduzir a parte sobrante no dador. Isto permite aumentar a frequência das doações de plaquetas ou de plasma, que se regeneram mais rapidamente e não dependem da reposição das reservas de ferro.

Para uma doação de sangue, o dador deve estar em posição reclinada (para reduzir o risco de desmaio por descida da tensão arterial), deve estar repousado, não deve estar em jejum nem ter comido demais, deve beber água antes da dádiva e contrair os músculos abdominais e dos membros enquanto o sangue é recolhido, para melhorar a circulação do sangue. Quando feita em condições adequadas, a dádiva de sangue provoca poucos efeitos secundários imediatos no dador: descida da tensão arterial, aceleração do ritmo cardíaco e algum pequeno hematoma no local da punção venosa.

A médio prazo, a perda dos 200 a 250 mg de ferro que cada doação de uma unidade de sangue acarreta é compensada com uma alimentação correcta e, se necessário, com a suplementação com ferro oral. Assim, os dadores de sangue devem observar um período de 3 a 4 meses antes de dar sangue de novo, de modo a permitir a completa regeneração do sangue retirado e repor as reservas de ferro do organismo. Em geral os homens podem dar sangue 4 vezes por ano e as mulheres 3 vezes.

Os desafios actuais da hemoterapia

No século XX resolveram-se os principais problemas que limitavam as transfusões de sangue: a utilização de anticoagulantes seguros, a selecção do sangue consoante os grupos sanguíneos (especialmente os dos sistemas AB0 e Rh) e a conservação do sangue e derivados.

Nos últimos anos verificou-se uma redução acentuada da necessidade de fazer algumas transfusões de sangue, por melhoria das técnicas cirúrgicas, redução do número e gravidade dos acidentes rodoviários, utilização de medicamentos que promovem a produção de células sanguíneas, produção de componentes sanguíneos por engenharia genética (factor VIII recombinante…), recurso à esplenectomia (remoção do baço em casos selecionados de hiperesplenismo), medicação imunossupressora, transplantes de medula óssea, tratamento mais eficaz de leucemias, linfomas e outras neoplasias hematológicas, prevenção da doença hemolítica do recém-nascido e redução acentuada das complicações dos partos, entre outras.

Por outro lado, o aumento do número de idosos, o crescimento exponencial das doenças oncológicas (que obriga ao uso alargado de quimioterapia e radioterapia agressivas) e a sobrevivência de muitos doentes crónicos à custa de transfusões paliativas têm levado ao aumento das necessidades de sangue. Em sentido contrário, as restrições aos dadores de sangue são cada vez mais frequentes, devido ao número crescente de doentes com infecções crónicas (HIV/sida, hepatite B e C…), ao aparecimento de novas doenças infeciosas (dengue, Zika, Ébola…) e aos hábitos de vida de uma sociedade em que as pessoas viajam muito e por isso se infectam mais e têm de cumprir maiores períodos de quarentena, enquanto dadores.

Enquanto o “sangue artificial” não sair da fase experimental em que se encontra e for uma realidade que consiga suprir todas as necessidades de sangue, temos de continuar a apostar na boa vontade de tantos voluntários que, por todo o mundo oferecem um pouco do seu sangue para bem de quem dele precise.

É necessário manter uma rede de dadores regulares (que garantam a existência de reservas suficientes de sangue e seus componentes para uso corrente e para situações de emergência e possam responder a solicitações específicas e pontuais), sem descurar a captação de dadores ocasionais, alguns dos quais passarão seguramente a dadores regulares.

Não há que ter medo de dar sangue, porque o princípio da protecção da saúde do dador é soberano e os profissionais de saúde que avaliam o dador garantem o seu cumprimento. É mais fácil um dador ser recusado (mesmo que temporariamente) do que aceite até ao esclarecimento de qualquer dúvida sobre a sua capacidade de dar sangue. O sangue faz muita falta, mas nunca deve ser obtido à custa do prejuízo de quem dá.

Afinal, dar sangue faz bem e custa pouco!

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Bastonário da Ordem dos Médicos
O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, defendeu na Covilhã que é importante fixar no país os jovens médicos que...

“A questão da fixação dos jovens médicos em Portugal é um desafio que eu pessoalmente já lancei ao senhor ministro da Saúde. É um desafio fundamental para subsistência do nosso Serviço Nacional de Saúde (SNS) e é um desafio importante para a própria economia do país”, afirmou.

Miguel Guimarães falava na Covilhã, distrito de Castelo Branco, durante a cerimónia de entrega da Bata Branca aos alunos de terceiro ano do curso de Medicina da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior.

Ao abordar a problemática da fixação de médicos no território nacional, este responsável lembrou que o país está a perder jovens médicos “todos os dias” e vincou que “nos últimos quatro anos já emigraram cerca de 3.500 médicos, sendo a sua maioria jovens”.

À emigração junta-se ainda a saída de médicos do SNS para o setor privado, o que tem “desnatado” o SNS português.

Segundo explicou, neste momento o número de médicos no SNS ronda apenas os 26.000 e desses mais de 9.000 são médicos em formação específica ou médicos internos do ano comum.

“Isso significa que faltam médicos no SNS apesar de nós termos uma capacidade de formação que ultrapassa claramente aquilo que são as necessidades do país”, afirmou.

Miguel Guimarães reiterou que a solução não passa por aumentar o número de vagas nas universidades, mas sim por encontrar uma estratégia para levar os que se formam em território nacional a não escolherem outras opções.

“Se eles não ficarem, perdemos a capacidade de inovação e a capacidade de acompanhar a medicina do futuro”, apontou, abordando ainda a questão do envelhecimento e da necessidade de renovar quadros.

A falar na Covilhã, o bastonário também defendeu que é necessário dar uma “atenção especial” para as áreas “mais carenciadas, mais periféricas e mais desfavorecidas” a nível dos serviços.

31 de março - Dia Nacional do Doente com AVC
O dia 31 de março foi estabelecido como o Dia Nacional do Doente com Acidente Vascular Cerebral, por

Mesmo antes de ser definido, pela World Stroke Organization (WSO), em 2006, um Dia Mundial dedicado a esta patologia (Dia Mundial do AVC, assinalado anualmente a 29 de outubro), o então Núcleo de Estudos das Doenças Vasculares Cerebrais da Sociedade Portuguesa de Neurologia, que viria a transformar-se posteriormente em Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), já via como premente alertar a população para as possibilidades de prevenção e tratamento desta doença, incentivando melhores cuidados de saúde aos sobreviventes de Acidente Vascular Cerebral (AVC). Só em 2010, sete anos depois de implementado o Dia Nacional do Doente com AVC em Portugal, o AVC foi reconhecido internacionalmente como um problema de saúde pública major.

Mas porquê a existência de um Dia Nacional? Desde a década de 80 que é reconhecida, em Portugal, a elevada taxa de mortalidade associada ao AVC que, ao nível europeu, e mesmo comparativamente a outros países da Europa Ocidental, se destacava pela negativa. A partir da década de 90, fruto de campanhas de sensibilização da população no âmbito desta efeméride, de uma melhor organização dos cuidados de saúde no que respeita ao tratamento dos doentes com AVC e também devido à evolução dos próprios tratamentos utilizados nas primeiras horas após o aparecimento dos primeiros sintomas, tem-se verificado uma redução da incidência do AVC. Entre os anos de 1990 e 2000, a incidência de AVC era de 2,8 por 1000 habitantes ao ano. Entre 2000 e 2010, verificou-se uma redução para 2,0/1000/ano, ou seja, por ano, em cada 1000 habitantes, cada 2 sofrem um AVC.

Apesar da redução da incidência, verificou-se um aumento da prevalência de doentes que sofreram um AVC, uma vez que a taxa de sobreviventes aumentou substancialmente ao longo da última década. O AVC continua, pois, a ser a principal causa de morte e incapacidade permanente no nosso país. Por hora, três portugueses são vítimas de um AVC. Destes, um deles não sobreviverá e pelo menos metade ficará com sequelas incapacitantes.

Mantendo a posição tomada a propósito de um dia Mundial, Internacional ou Nacional dedicado a uma determinada doença, a SPAVC dedica esta data à população geral através de ações de esclarecimento, sensibilização e informação que terão lugar de norte a sul do país. Atividades desportivas, sessões de informação, rastreios a fatores de risco e distribuição de folhetos são algumas das ações que serão promovidas em Lisboa, Évora, Faro, Figueira da Foz, Loures, Macedo de Cavaleiros, Santarém, Setúbal, Viana do Castelo, Vila Franca de Xira, Ponte de Lima, entre outros locais ainda por confirmar. Os locais e respetivas atividades poderão ser consultados no website da SPAVC (www.spavc.ogr) ou através da página do evento criada no Facebook da SPAVC (www.facebook.com/soc.por.avc), onde as ações serão divulgadas em primeira mão.

Consciente do impacto da linguagem visual na assimilação dos conhecimentos e da consolidação da aprendizagem, este ano a SPAVC irá também lançar um vídeo didático em escolas e através de algumas instituições de saúde, que será potenciado através do website e redes sociais. Este formato multimédia tem como objetivo transmitir, de forma apelativa e ilustrada, os sinais de AVC (os chamados três F’s – falta de Força num braço, desvio da Face, dificuldade na Fala) e respetivos procedimentos no caso de aparecimento de um destes sinais.

Pretende-se, com as ações do dia 31 de março, que a população fique mais informada sobre a primeira causa de morte e de incapacidade em Portugal, e assim se torne mais exigente consigo própria e com quem tem obrigação de lhe proporcionar os meios de prevenção e de tratamento, sendo certo que os primeiros são preferíveis aos segundos.

A uma semana desta tão importante efeméride, apelo a que se tornem pró-ativos e apareçam nos locais assinalados e publicitados à escala nacional e local. Esta participação é essencial para vencermos o combate em que estamos empenhados desde a fundação da SPAVC. Compareçam, informem-se e utilizem os conhecimentos adquiridos para poder atingir uma velhice saudável.

Não nos esqueçamos que estamos perante uma doença gravíssima, mas que se pode prevenir e tratar. E a quem pertence a prevenção? Aos leitores desta mensagem: a população. Diariamente e durante todo o ano, devem ser postas em prática as medidas de prevenção amplamente divulgadas pela SPAVC através das mais variadas ações. Estas medidas dizem respeito ao combate aos fatores de risco de AVC, cujos mais importantes são a hipertensão arterial, o tabagismo, a diabetes, o sedentarismo, e a fibrilhação auricular (arritmia cardíaca). Vigiar os valores da tensão arterial e do ritmo cardíaco, não fumar, adotar uma alimentação saudável e praticar exercício físico regular são algumas medidas que nos devem acompanhar toda a vida. Vamos modificar o panorama do AVC no nosso país! A prevenção está nas vossas mãos!

Prevenir para evitar, melhor que tratar!

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Ministro da Saúde
O ministro da Saúde disse hoje no Porto que os números relativos à tuberculose em Portugal em 2016 representam uma “evolução...

“O mais importante é sinalizar a tendência. Não podemos ignorar que o país passou por um ciclo de agravamento da pobreza, de degradação das condições de vida dos cidadãos, e que a pobreza e o deficiente rendimento estão muito associados a este tipo de doenças, à exclusão social ao isolamento”, disse Adalberto Campos Fernandes.

Portugal registou 18 novos casos de tuberculose por 100 mil habitantes em 2016, ano em que 18% das ocorrências foram em nascidos fora do país, um aumento que levou as autoridades de saúde a desenvolver estratégias com outros organismos.

Segundo dados provisórios hoje divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), no Dia Mundial da Tuberculose, a taxa de incidência (novos casos) de tuberculose em Portugal situou-se em 18 por 100 mil habitantes em 2016.

O ministro da Saúde, que hoje preferiu uma conferência sobre “Os grandes desafios do sistema de saúde”, na Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto, salientou que “o que é importante agora é criar condições para que as pessoas vivam um pouco melhor, para que o rendimento seja reposto, e que as redes sociais de apoio, não apenas da saúde, mas também as comunitárias possam retomar a trajetória de recuperação”.

“Queremos que, até final da legislatura, essa recuperação - não apenas daquilo que é o funcionamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS), mas dos indicadores de saúde em áreas tão críticas como a tuberculose - possa ser assegurada”, frisou.

Em seu entender, “há um trabalho a fazer que não se esgota na saúde. O papel dos serviços de saúde é importantíssimo pelas respostas imediatas, mas é importante também a ação com setor social, com a Segurança Social, com as comunidades e com as autarquias”.

“Estamos a falar de populações que são desfavorecidas, em grande parte, populações que vivem em condições de vida muito degradadas. Se passarem a viver numa habitação com o mínimo de condições e a ter uma alimentação melhor, naturalmente que isso fará que estas doenças venham a diminuir”, acrescentou.

“Portugal continua a ter uma das mais altas taxas de coinfecção tuberculose/VIH da Europa Ocidental que motiva o Programa a delinear estratégias que visem o rastreio da tuberculose em população VIH positiva e a identificar as barreiras ao tratamento preventivo nesta população”, refere a nota da DGS.

A autoridade de saúde destaca “a redução dos casos de tuberculose entre a população prisional e a população consumidora de drogas, traduzindo já o trabalho efetuado nestes grupos”.

Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono
O presidente da Associação Portuguesa de Cronobiologia e Medicina do Sono aconselhou hoje as pessoas a anteciparem lentamente a...

Nas vésperas da mudança para o horário de verão, que acontece na madrugada do próximo domingo, Miguel Meira e Cruz alerta que “desafiar o tempo interno é um risco real para a saúde” e aponta algumas formas de o minimizar.

“Apesar da solução para os problemas decorrentes da mudança da hora estar unicamente na abolição desta medida, é possível minimizar alguns dos efeitos assumindo alguns cuidados”, defende Miguel Meira e Cruz.

Neste contexto, “é importante”, no que respeita ao sono, que as pessoas se deitem “um pouco mais cedo nos dias que antecedem o adiantar dos ponteiros” uma hora, salienta o especialista em medicina do sono.

Por outro lado, adverte, “adiantar os ponteiros significa para algumas pessoas com cronotipo matutino, deitar-se ainda com sol, o que pode dificultar o adormecer e afetar a continuidade do sono”.

“É importante que, nestas circunstâncias, o quarto seja mantido escuro e com temperaturas adequadas (nem muito frio, nem muito calor) para que o sono se processe da melhor forma”, aconselha.

Os que praticam exercício físico em horas tardias também devem tentar antecipar o horário do exercício, bem como a sua intensidade.

Segundo o investigador do Centro Cardiovascular da Universidade de Lisboa, “não existe prova convincente” de que ganhar “uma hora extra de sol” represente “poupanças efetivas”.

“Existe sim, sem sombra de dúvida, um prejuízo tremendo, que pode ser maior ou menor dependendo do cronotipo e da robustez do relógio de cada um”, salienta.

Miguel Meira e Cruz refere ainda que existem várias razões para se considerar totalmente inoportuna a mudança que ocorre duas vezes por ano.

Apesar de ser sobre o sono que estas alterações horárias parecem ter mais efeitos, cada um dos órgãos sofre “um desajuste que demora bem mais tempo a recuperar do que o desacerto do ciclo vigília-sono”.

“Sabemos por exemplo que existe uma interação dinâmica entre o relógio circadiano interno e a divisão celular e que esta interação influencia por exemplo o desenvolvimento de certas doenças, nomeadamente tumorais. É efetivamente real o risco e o efeito pode não ser visível a curto prazo, mas existe”, salienta.

Também vários trabalhos epidemiológicos têm sugerido repetidamente que a mudança horária aumenta o risco cardiovascular, de acidentes e a ocorrência de maior instabilidade emocional, sobretudo em pessoas vulneráveis.

O investigador adianta que a maioria das pessoas esquece o impacto inicial da mudança após três ou quatro dias, sobretudo pela “frequência de horários irregulares e de maus hábitos” que têm relativamente ao sono e que “fazem ter dúvidas sobre o que é que provoca o quê”.

1ª Conferência de Valor da APAH em Ílhavo
A medicina preventiva irá tornar-se cada vez mais importante, com o desenvolvimento de diagnósticos baseados no genoma e...

O estudo, realizado entre 2013 e 2015 por Jaume Ribera, Gabriel Antoja e Magda Rosenmöller da IESE Business School, juntamente com Pablo Borrás, diretor executivo da Accenture, contou também com a colaboração da Karolinska University, Suécia e do Hospital Clínic de Barcelona.

Os autores fazem uma revisão do modelo de prestação de cuidados de saúde e sugerem algumas mudanças, nomeadamente, a redução da dimensão dos hospitais, com adoção de serviços especializados; a partilha de recursos entre serviços; a partilha de conhecimentos clínicos em rede; a criação de gestores que coordenam os cuidados prestados ao doente em todo o sistema; a incorporação dos líderes clínicos na estrutura de gestão hospitalar e o desenvolvimento de novas carreiras que permitam a progressão.

Na visão de Alexandre Lourenço, Presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), “Este é um estudo bastante atual, no qual podemos encontrar paralelismos com o atual panorama nacional, em que discutimos a evolução do hospital no contexto mais alargado do sistema de saúde. A gestão hospitalar faz-se pela adoção de modelos inovadores de prestação de cuidados, muitos deles através de parcerias com os vários atores da comunidade, sempre no melhor interesse do cidadão. Para, alavancar as mudanças necessárias importa garantir uma gestão preparada e profissional”.

Ainda segundo o estudo “Hospital do Futuro”, as pressões dos estados europeus em reduzir custos e manter resultados, o aumento da carga de trabalho e estagnação de salários dos profissionais de saúde e a exigência dos doentes que esperam ser tratados como clientes, colocam em causa uma prestação eficaz dos serviços de saúde e exigem uma mudança e revisão de como os cuidados de saúde são prestados.

Por fim, Alexandre Lourenço completa “Cabe aos a todos os actores da área da saúde implementar mudanças que levem a uma prestação de cuidados de saúde mais eficiente e adequada às necessidades da população. As Conferências de Valor são o local de excelência para análise e reflexão do atual panorama para chegarmos às soluções do futuro.”

Este será um dos temas abordados na primeira conferência de valor, organizada pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), sob o tema “Modelos de Negócio e Contratação: Oportunidades e Desafios” que terá lugar nos próximos dias 24 e 25 de março, em Ílhavo. 

Em Lisboa
Os 60 deputados do Health Parliament Portugal voltam a juntar-se este sábado, 25 de março, pelas 9 horas, no Auditório da...

Nesta sessão serão apresentadas algumas das reflexões já identificadas, nomeadamente: uma maior articulação entre os diferentes sistemas de tecnologias de informação para trazer maior eficiência ao setor da saúde; As tecnologias de informação interoperáveis têm o potencial de gerar ganhos de eficiência, tendo em conta que nos EUA, esse valor é estimado em 77,8 mil milhões de dólares nos primeiros 10 anos; O aparecimento da plataforma de dados em Saúde e o esforço de uniformização de alguns softwares específicos, como o da prescrição de medicamentos, geraram benefícios concretos e constituem-se como exemplo do caminho a seguir.

Uma das comissões levará a debate uma das primeiras propostas deste parlamento: a existência de uma entidade reguladora responsável por normalizar e certificar que as TIS cumprem critérios de interoperabilidade, sem os quais não poderão ser utilizadas no sistema de saúde português.

O Health Parliament Portugal é o primeiro Parlamento 100% dedicado à Saúde, uma iniciativa da Janssen, companhia farmacêutica do grupo Johnson & Johnson, do Expresso, da Microsoft e da Universidade Nova de Lisboa.

Esta iniciativa conta com um conselho consultivo e um grupo de curadores composto por deputados da Assembleia da República, académicos reconhecidos, entre outras individualidades na área da saúde que irão acompanhar a discussão. Conheça estas personalidades aqui.

Depois do Parlamento Europeu e do Reino Unido, chegou agora a vez dos jovens portugueses repensarem a saúde do seu país.

Estudo
Incluir mais fruta e legumes na dieta pode ajudar a diminuir o risco de stress, particularmente nas mulheres, avança um amplo...

O estudo da Universidade de Sidney, na Austrália, contou com a participação de 60.404 homens e mulheres com mais de 45 anos que tinham integrado uma investigação do Instituto Sax.

Durante a análise, foi avaliado o consumo de fruta e legumes de cada adulto entre 2006 e 2008 e novamente em 2010. Nos três momentos foi também avaliado o stress psicológico - a incidência de sintomas e sinais de ansiedade e depressão nos participantes.

Segundo o estudo, escreve o Sapo, os adultos que consumiam três a quatro porções de fruta e legumes por dia apresentavam uma possibilidade 12% menor de estarem em stress do que os que consumiam nenhuma ou uma porção diária.

O consumo de cinco a sete porções diárias de fruta e legumes foi associado a um risco 14% menor de stress em comparação com o consumo de zero a quatro porções diárias.

Ao avaliarem os resultados por sexo, os investigadores aperceberam-se que o benefício do consumo de fruta e legumes era mais relevante no caso das mulheres - as que consumiam entre cinco e sete porções diárias de frutas e legumes apresentavam um risco 23% menor de sofrerem stress em comparação com as que consumiam zero ou uma porção.

Já o consumo de três a quatro porções correspondia a uma redução de 18% enquanto a ingestão de duas porções diárias correspondia a um risco de stress 16% menor comparativamente com as outras mulheres que não ingeriam nenhum tipo de vegetais.

Estudo
Cientistas de uma universidade australiana descobriram um passo da regeneração das células que poderá levar ao desenvolvimento...

Num estudo publicado na revista Science, aponta-se o metabolito NAD+, que está presente em todas as células do corpo, como regulador do processo que controla a reparação do ADN, a composição genética dos seres vivos.

Usando ratos, escreve o Sapo, os investigadores reforçaram a capacidade deste metabolito e melhoraram a capacidade de as células repararem os estragos feitos ao ADN por exposição a radiação ou envelhecimento.

"Nunca estivemos tão perto de uma droga anti-envelhecimento segura e eficaz, que talvez esteja a três ou cinco anos de distância do mercado, se os testes correrem bem" afirmou o principal autor do estudo, David Sinclair, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Nova Gales do Sul e da Faculdade de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos.

A descoberta ganhou um concurso da agência espacial norte-americana, NASA, que ficou interessada na tecnologia pelo papel que poderá ter na saúde dos astronautas que um dia iniciem a viagem de quatro anos até Marte.

Mesmo em missões curtas, os astronautas sofrem um envelhecimento acelerado provocado pela radiação cósmica, que enfraquece os músculos e afeta a memória, o que seria exacerbado numa viagem a Marte, em que o risco de cancro seria próximo de 100 por cento.

Outros destinatários deste tipo de terapia poderão ser os sobreviventes de cancro na infância, a esmagadora maioria dos quais contrai uma doença crónica até aos 45 anos de idade.

Estudo
Um estudo divulgado na quinta-feira reforça as conclusões de outro realizado em 2015: 66% dos cancros surgem como consequência...

Cerca de dois terços dos cancros são causados por erros aleatórios no ADN que ocorrem quando as células normais fazem cópias de si mesmas. Ou seja, o processo de replicação acontece por azar. Esta é uma descoberta que pode explicar por que é que indivíduos saudáveis, que fazem de tudo para evitar o cancro, são diagnosticados com a doença.

Estas novas conclusões reforçam e são baseadas em estudos realizados em 60 países do mundo, sendo que um deles foi publicado em 2015 na revista Science e chegava a conclusões semelhantes. Ambos os estudos, escreve o jornal Público, foram realizados pelos investigadores da Universidade Johns Hopkins em Baltimore, nos EUA. Neste caso, concluía-se que os erros aleatórios no ADN representavam um risco muito maior do que o anteriormente pensado. O trabalho, liderado então por Bert Vogelstein e o matemático Cristian Tomasseti, causou alguma polémica, sendo contestado pela comunidade de especialistas, que defende que o ambiente e os fatores externos são as maiores causas para o cancro.

“Estes cancros vão aparecer independentemente do quão perfeito for o ambiente”, referiu Vogelstein, geneticista de cancro e responsável também pela investigação divulgada esta quinta-feira.

Tomasetti, que também esteve envolvido no novo estudo que reforça as conclusões do primeiro, refere que, apesar de a maioria das pessoas conhecer os riscos hereditários e de ambiente para o cancro, tais como fumar, poucos levam em conta os riscos literalmente aleatórios sempre que uma célula reproduz o seu ADN e se transforma em duas novas células. Estes erros são “uma fonte potente de mutações cancerígenas que historicamente têm sido subvalorizadas”, afirmou Tomasetti, em comunicado.

O novo trabalho tem como principal novidade a quantificação da porção de cancros originados por estes “azares”. Para chegar a estes resultados, a equipa de investigadores desenvolveu um modelo matemático utilizando os dados sequenciais do ADN do Atlas do Genoma Cancerígeno e os dados incluídos na base do centro de investigação do cancro do Reino Unido. Depois a equipa verificou as mutações específicas que conduziram a um anormal crescimento celular em 32 tipos diferentes de cancro.

Apesar de existirem variações em tipos específicos de cancros, os investigadores concluíram, de forma geral, que 66% das mutações nesses cancros foram resultado dos erros de reprodução, 29% foram causados pelo estilo de vida e ambiente, e 5% por factores hereditários.

Embora a maioria destas mutações não tenham forma de prevenção, os investigadores reforçam que a deteção e o tratamento precoce pode prevenir muitas mortes provocadas pela doença, independentemente da sua causa.

Além disso, e apesar de a maioria dos cancros surgirem por azar, a equipa responsável pela investigação apela a que as pessoas não ignorem os avisos de saúde pública, tais como manter um peso e alimentação saudáveis e evitar fatores de risco como fumar.

Estudo
Um estudo levado a cabo por médicos cardiologistas revela que há um aumento no número de ataques cardíacos na segunda-feira...

O estudo foi realizado com base em dados recolhidos em hospitais do estado norte-americano de Michigan, que permitiram concluir um acréscimo de 25 por cento no número de ataques cardíacos na segunda-feira seguinte à mudança de hora.

Durante quatro anos consecutivos, os investigadores, que apresentaram o estudo na American College of Cardiology, apuraram um total de 93 ataques cardíacos na segunda-feira anterior à mudança de hora, escreve o Sapo.

Este número aumentou para 125 na segunda-feira seguinte aos ponteiros no relógio terem avançado uma hora, enquanto na terça-feira desceram 21 por cento. "Pode ser que as pessoas sejam muito sensíveis à perda de uma hora de sono", disse o cardiologista Amneet Sandhu, da Universidade do Colorado, em Denver.

O especialista concluiu que o resultado do estudo "pode significar que as pessoas vulneráveis a problemas do coração apresentam grandes riscos após as mudanças de horário", afirmou.

Sandhu revelou que foram comparados indicadores no Havai e Arizona, sem hora de verão, possibilitando a conclusão desta pesquisa de quatro anos.

Instituto de Saúde Pública da UPorto
Investigadores do Instituto de Saúde Pública da UPorto começam em abril a avaliar o acesso das mulheres imigrantes aos serviços...

Com este estudo, designado "Bambino - Saúde Perinatal em Imigrantes: Barreiras, Incentivos e Resultados", pretende-se "compreender de que forma os serviços de saúde são utilizados pelas mulheres imigrantes, em comparação com a população portuguesa", disse o coordenador do projeto, Henrique Barros.

Para obtenção dos dados vão ser inquiridas sete mil mulheres (3.500 imigrantes e 3.500 portuguesas nativas), durante o período de dez meses a um ano, sendo o recrutamento das participantes realizado por profissionais de 38 centros hospitalares com maternidade (todos os que se localizam em Portugal Continental).

As imigrações para a Europa "têm vindo a aumentar", indicou o responsável pela Unidade de Investigação em Epidemiologia Perinatal e Pediátrica daquele instituto da Universidade do Porto, para quem "é fundamental" compreender as respostas que existem para esse fenómeno, principalmente nos locais onde, por tradição, "a diversidade cultural não é a regra".

Para este estudo, Henrique Barros acredita ser importante verificar como os fatores socioeconómicos, as diferenças culturais, a língua e a organização dos serviços de saúde podem influenciar a saúde das mulheres imigrantes e dos recém-nascidos.

Apesar de a legislação portuguesa prever que os imigrantes residentes em Portugal tenham as mesmas condições de acesso aos serviços de saúde que os portugueses (independentemente da sua situação jurídica), o coordenador alerta para a existência de estudos que descrevem algumas barreiras e indicadores desfavoráveis nessa área.

A equipa envolvida no projeto pretende, assim, perceber se os dispositivos legais - como o direito a cuidados sem restrição - funcionam de forma efetiva, o que lhes vai permitir analisar "as desigualdades que as imigrantes enfrentam" nesses casos.

Os resultados deste estudo vão servir de base para apoiar decisões no âmbito da implementação de programas de saúde relacionados com a gravidez e da integração das imigrantes no Sistema Nacional de Saúde, referiu Henrique Barros.

Segundo o coordenador, esses dados podem também ser utilizados para melhorar a eficácia dos programas de acompanhamento desta população, que considera "vulnerável", a curto e a longo prazo.

A investigação vai permitir ainda comparar as práticas portuguesas com as realizadas em países como o Canadá, a Austrália, o Reino Unido e a Noruega, nos quais se aplicam questionários semelhantes aos utilizados em território nacional.

Participam neste estudo cerca de 14 investigadores, epidemiologistas, sociólogos e médicos de saúde pública e de obstetrícia do Instituto de Saúde Pública da UPorto (ISPUP), bem como 80 investigadores clínicos pertencentes aos Serviços de Obstetrícia dos hospitais públicos portugueses.

O projeto conta igualmente com o apoio técnico do Alto-Comissariado para as Migrações nas, traduções necessárias.

O "Bambino", cujos resultados serão tratados até finais de 2018 e divulgados no início de 2019, é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).

O projeto que vai ser apresentado hoje, a partir das 12:00, no auditório do Museu Soares dos Reis, no Porto.

Associação Salvador
A Associação Salvador dá mais um passo para a inclusão: em parceria com a Fidelidade e com o apoio do Instituto Nacional para a...

O lançamento acontece no próximo dia 30 de março, pelas 15h00, em Lisboa - Auditório da Fidelidade, Rua Alexandre Herculano, 53, e conta com a presença da Secretária de Estado para a Inclusão das Pessoas com Deficiência, Ana Sofia Antunes, e de Humberto Santos, Presidente do Instituto Nacional para a Reabilitação, I.P..

Esta iniciativa tem como objetivo facilitar a vida das pessoas com deficiência motora, dos seus familiares e cuidadores, assim como a de todos os profissionais ligados a esta área. Para além da atribuição de apoios, empregabilidade, desporto adaptado, sensibilização ou da promoção de acessibilidades, a Associação Salvador acredita que também é fundamental apostar na área do Conhecimento, na qual se integra este Manual. Salvador Mendes de Almeida é tetraplégico desde os 16 anos. Ao longo da sua jornada sentiu que por vezes é bastante difícil encontrar as respostas que se procuram de entre tanta informação distinta. ‘Assim surgiu este Manual, uma ferramenta que compila e agrega todas as informações úteis que se encontravam dispersas, como produtos de apoio, acesso a cuidados de saúde, incentivos na área do emprego, desporto adaptado, lazer, entre outros, facilitando o dia-a-dia das pessoas com deficiência motora, cuidadores e técnicos.’, confessa entusiasmado e feliz com o projeto.

A Associação Salvador tem experiência de mais de uma década a trabalhar com pessoas com deficiência motora
“Desenvolvemos projetos com o objetivo de promover a inclusão, entre os quais destacamos a atribuição de apoios diretos e pontuais a pessoas carenciadas, a integração profissional, o apoio à prática desportiva e a sensibilização de crianças, jovens e da sociedade em geral.”, diz Salvador Mendes de Almeida, lamentando o facto de não conseguirem dar resposta a todos os pedidos: “Somos contactados diariamente por muitas famílias que, confrontadas com uma nova realidade à qual têm que se adaptar, se encontram desorientadas e sem respostas. Este facto deve-se muitas vezes à dificuldade de acesso à informação. Estamos convictos que a informação que disponibilizamos no Manual, de forma clara e detalhada, contribuirá para uma melhor qualidade de vida das pessoas com deficiência motora e das suas famílias.”

Ao longo dos seus 14 capítulos, o Manual apresenta respostas especificamente dirigidas às pessoas com deficiência motora e informação relevante, tanto para estes cidadãos e cidadãs, como para as suas famílias e técnicos que desenvolvem a sua atividade profissional neste domínio. "É um manual, de fácil utilização, com resposta a diferentes questões transversais aos percursos de vida, nomeadamente nas áreas do emprego, acessibilidades, habitação, clarificando questões de crédito, subsídio de renda, tarifas sociais e apoios extraordinários, entre outros temas, que são sem dúvida, importantes para garantir os direitos das pessoas com deficiência.", considera Humberto Santos.

Este Manual estará disponível em www.associacaosalvador.com e será uma ferramenta em constante evolução com atualizações anuais.

Direção-Geral da Saúde
Portugal registou 18 novos casos de tuberculose por 100 mil habitantes em 2016, ano em que 18% das ocorrências foram em...

Segundo dados provisórios que serão hoje divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), no Dia Mundial da Tuberculose, a taxa de incidência (novos casos) de tuberculose em Portugal situou-se em 18 por 100 mil habitantes em 2016.

Através do Programa Nacional para a Infeção VIH, SIDA e Tuberculose, a DGS indica que cerca de 18% dos casos de tuberculose notificados em 2016 ocorreram em doentes nascidos fora do país.

“O aumento desta proporção nos últimos anos levou o Programa Nacional a desenvolver estratégias em conjunto com o Alto Comissariado para as Migrações, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras e ONG no sentido de reduzir este valor”, lê-se na nota da DGS.

Em 2015, último ano com dados definitivos conhecidos, “o teste VIH foi realizado em 88% dos doentes com tuberculose, dos quais 12% foram positivos”.

“Portugal continua a ter uma das mais altas taxas de coinfecção tuberculose/VIH da Europa Ocidental que motiva o Programa a delinear estratégias que visem o rastreio da tuberculose em população VIH positiva e a identificar as barreiras ao tratamento preventivo nesta população”, prossegue a nota da DGS.

A autoridade de saúde destaca “a redução dos casos de tuberculose entre a população prisional e a população consumidora de drogas, traduzindo já o trabalho efetuado nestes grupos”.

Em 13 de outubro do ano passado, o diretor-geral da Saúde, Francisco George, esclarecia que a taxa de incidência de tuberculose em Portugal, em 2015, era de 19,2 casos por cem mil habitantes.

Até 31 de março
A Câmara Municipal de Lisboa vai dinamizar entre sexta-feira e dia 31 de março a Semana da Juventude, que prevê atividades...

"Esta é uma iniciativa feita por jovens, mas para toda a cidade", disse o vereador dos Direitos Sociais, João Afonso.

Entre as iniciativas previstas contam-se aulas abertas de 'skate' no Liceu Passos Manuel, de artes marciais ('krav maga') e 'bubble futebol' no polivalente de Santa Catarina, de dança, teatro, 'workshops', exposições, atividades radicais, rastreios de saúde e concertos.

O vereador dos Direitos Sociais defendeu que "estes concertos ajudam a promover bandas" menos conhecidas, frisando que "muitos dos grupos que têm sucesso atualmente também começaram assim".

A Semana da Juventude inclui também uma visita ao museu e ao estádio do Sporting Clube de Portugal (a preço de sócio), e um jogo internacional de andebol entre o Sport Lisboa e Benfica e o MT Melsungen, para o qual serão oferecidos 30 bilhetes que poderão ser levantados no Espaço Lx Jovem (em Marvila).

Na sexta-feira será apresentada a Rádio Lx Jovem (no Espaço Lx Jovem), que o vereador João Afonso espera ser "algo a que os jovens deem corpo", e "um veículo para promoção de iniciativas e emancipação de plataformas de juventude".

"Também quisemos trazer a Semana da Juventude para dentro dos Paços do Concelho", observou João Afonso. Entre as iniciativas que têm lugar na Praça do Município incluem-se um 'workshop' de dança oriental e um concerto da Orquestra Académica Metropolitana.

A autarquia sublinha também que estas atividades "alargam-se a novas centralidades" da cidade.

A Semana da Juventude conta com a parceria das Juntas de Freguesia da Misericórdia e Penha de França, a Associação de Radioamadores da Região de Lisboa, Fundação Sporting Clube de Portugal, Sport Lisboa e Benfica, Clube Intercultural Europeu, Associação Académica de Lisboa, Associação Academia dos Patins, Tuna Universitária do Instituto Superior Técnico, e teatros.

ONU
Mais de 116 milhões de crianças vão ser vacinadas contra a poliomielite durante a próxima semana em 13 países da África...

Todos os menores de cinco anos do Benim, Camarões, Chade, Costa do Marfim, Guiné-Conacri, Libéria, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, República Centro-Africana, República Democrática do Congo e Serra Leoa “serão imunizados simultaneamente” contra a poliomielite, ou paralisia infantil, numa das maiores campanhas deste tipo realizadas em África, indicam a Organização Mundial de Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) num comunicado conjunto.

As equipas de vacinação, que integram mais de 190.000 profissionais de saúde e voluntários, “trabalharão até 12 horas por dia, deslocando-se a pé e de bicicleta, muitas vezes com uma humidade sufocante e temperaturas superiores a 40 graus centígrados”, assinalam.

Matshidiso Moeti, diretora regional para África da OMS, lembra que Nelson Mandela lançou há 20 anos a campanha “Kick Polio Out of Africa”, numa altura em que a poliomielite era endémica em todos os países e em que “mais de 75 mil crianças ficavam paralisadas anualmente devido à doença”.

A “dedicação dos governos, comunidades, pais e profissionais de saúde” permitiu que a doença fosse confinada a uma zona junto ao Lago Chade, mas a natureza do vírus, propensa à epidemia, torna o progresso frágil, alerta Moeti, numa chamada de atenção para a importância da campanha de vacinação da próxima semana.

Marie-Pierre Poirier, diretora para a África Ocidental e Central da Unicef, declara-se confiante de que o “último reservatório de pólio” pode ser destruído se existir empenhamento por parte dos líderes africanos.

“A erradicação da poliomielite será uma vitória sem precedentes, que não só salvará todas as futuras gerações de crianças de uma doença evitável, como mostrará ao mundo o que África pode fazer quando se une com um objetivo comum”, disse a responsável, citada no comunicado.

Cientistas
Cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, Suíça, modelaram completamente o metabolismo do parasita da estirpe mais...

Muitos dos parasitas da malária desenvolvem resistência aos medicamentos e uma estratégia promissora pode ser atacar o metabolismo do parasita, mas tem sido complicado atuar sobre a sua genética. Os cientistas da Escola suíça desenvolverem o primeiro modelo matemático de um parasita da malária, que integra com precisão a genética e o metabolismo, abrindo portas para um novo tratamento da doença.

O modelo baseia-se no mais mortal dos parasitas da malária, o “plasmodium falciparum” e foi publicado no jornal “Plos Computational Biology”.

Segundo a publicação, já se fizeram esforços intensos de pesquisa para mapear as enzimas metabólicas dos parasitas “plasmodium” mas o metabolismo mostrou ser muito versátil e complexo.

O novo modelo matemático é da responsabilidade de Vassily Hatzimanikatis, de Lausanne, com outros colegas de Genebra e Berna.

Os parasitas da malária infetam várias células ao longo do seu ciclo de vida, exibindo diferentes pontos de vulnerabilidade em cada estágio. Mas até agora ainda não tinha sido feita uma tentativa abrangente de investigar as enzimas que são consistentemente vulneráveis.

Ao estudarem os parasitas os cientistas olharam para a forma como produzem e usam energia para as suas reações metabólicas. Esta abordagem pode ajudar a identificar quais as funções metabólicas essenciais em cada estádio de infeção.

Os cientistas podem portanto modelar, pela primeira vez, a bioenergética do metabolismo do “plasmodium falciparum”, predizendo com uma precisão sem precedentes, que genes são indispensáveis em cada função biológica do parasita.

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