Dia Nacional do Doente com AVC
São mais de 50 escolas de vários agrupamentos, centros educativos e colégios um pouco por todo o país a aderir à campanha de...

O que é o AVC, sinais de alerta, fatores de risco e medidas básicas de prevenção são as mensagens transmitidas em apenas dois minutos de animação multimédia. O vídeo será exibido ao longo do dia de hoje para crianças e jovens desde a idade pré-escolar até ao ensino superior e será integrado em ações de sensibilização promovidas em serviços hospitalares, Unidades de AVC e outras instituições de saúde para toda a população participante.

“É muito importante que a educação para a saúde comece desde muito cedo e faça parte do percurso escolar e familiar das crianças. Para além de atuarmos na prevenção do AVC, com a promoção de estilos de vida saudáveis e alertando para os fatores de risco daquela que continua a ser a primeira causa de morte e incapacidade em Portugal, atuamos também no reconhecimento dos sinais de alerta do AVC, pois poderão ser estas crianças e jovens a identificá-los em pais, avós ou outros familiares, tendo um papel ativo e determinante na ativação dos meios de emergência”, avança o Prof. Doutor José Castro Lopes, presidente da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC).

Basta o aparecimento de um dos chamados “3Fs”: Dificuldade em falar; Desvio da face (Boca ao lado); Falta de força num braço, para suspeitar de um AVC e ligar de imediato para o 112. Através da Via Verde AVC, os doentes poderão chegar rapidamente aos hospitais capazes de fornecer os tratamentos adequados.

Todos os anos, mais de 6,5 milhões de vidas são perdidas em todo o mundo e 1 em cada 6 pessoas vai ter um AVC. Em Portugal, três pessoas por hora sofrem um AVC, um dos quais acaba por morrer e pelo menos metade ficará com sequelas incapacitantes. 

O AVC pode acontecer a qualquer pessoa, em qualquer idade, em qualquer momento e envolve todos: sobreviventes, familiares, amigos, profissionais de saúde, locais de trabalho e comunidade em geral. Responder rapidamente aos sinais de alerta pode fazer a diferença entre a recuperação e a incapacidade.

“Hoje, milhares de pessoas vão assistir a um vídeo que contém mensagens capazes de salvar vidas, quer através da prevenção do AVC, quer através do reconhecimento dos sinais que permitem um tratamento rápido e mais eficaz, sendo certo que a prevenção é sempre preferível ao tratamento”, finaliza o Prof. Doutor José Castro Lopes.

Para os doentes que sofreram um AVC, que dão “voz” a esta efeméride nacional, a mensagem do presidente da SPAVC é clara: “a reabilitação é um direito de todos os doentes, que deve ser exigido, e não uma esmola. A reabilitação deve começar no primeiro dia após o evento, ainda no hospital, e só deve terminar quando o doente recupera a sua autonomia”.

9.ª Edição da Geração Depositrão
A ERP Portugal reforçou este ano a sua componente social através da doação de 15€ à Operação Nariz Vermelho por cada tonelada...

A campanha continuará a funcionar até ao final do ano letivo, avizinhando-se a próxima fase desta recolha solidária, cujos resultados serão somados ao valor já angariado.

A Geração Depositrão é uma iniciativa que envolve a comunidade escolar na recolha de Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos (REEE) e Resíduos de Pilhas e Acumuladores (RP&A) e, na última edição, ultrapassou as 420 toneladas recolhidas.

Deste modo, ao mesmo tempo que esta iniciativa assegura o tratamento correto destes resíduos (missão ambiental) apoia o programa de intervenção nos serviços pediátricos dos hospitais portugueses, levado a cabo por uma equipa de palhaços profissionais (missão social).

Nesta edição da Geração Depositrão participam cerca de 900 escolas e entidades parceiras, o que corresponde ao envolvimento de mais de 420 mil alunos e 44 mil professores, unidos na missão de garantir a recolha de REEE (Resíduos de Equipamentos Elétricos e Eletrónicos) e RP&A (Resíduos de Pilhas e Acumuladores) e seu correto encaminhamento para reciclagem.

Esta campanha da ERP Portugal é implementada em parceria com a ABAE (Associação Bandeira Azul da Europa), através do Programa Eco-Escolas, e conta com o apoio das marcas LG, Orima, Pingo Doce, Science4You e Worten.

Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
Último número da série monográfica Educação e Investigação em Saúde, editada pela Unidade de Investigação da Escola Superior de...

“Um olhar psicodinâmico da psicologia e outros olhares” é o título da mais recente publicação da série monográfica Educação e Investigação em Saúde, editada pela Unidade de Investigação em Ciências da Saúde: Enfermagem, da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, e que tem a coordenação científica do professor doutor José Manuel de Matos Pinto.

Autor de seis dos nove capítulos e coautor de outros dois, o especialista em Psicologia Clínica e Psicoterapia escreve, nesta publicação, sobre temas como a expansão da mente, o desencontro relacional entre pais e criança – e os riscos para o menor –, o lugar dos pais na construção da mente, a adolescência (no grupo e na família), a doença cardíaca e a saúde mental.

“Sexuality and pregnancy: the sexual role assigned to women during pregnancy and the postpartum period” (Sexualidade e gravidez: o papel sexual atribuído às mulheres durante a gravidez e o período pós-parto) é o título do sétimo capítulo, exclusivamente em inglês.

São autores, além do coordenador, Sagrario Gómez Cantarino, Paulo Joaquim Pina Queirós, Gonzalo Melgar Del Corral, Juan Luis Gonzalez Pascual, João Durães Pinto, Ana Paula Teixeira de Almeida Vieira Monteiro (que com José Manuel Pinto escreve “A temporalidade no cuidado: a importância do tempo na relação terapêutica”), e Beatriz de Oliveira Xavier (responsável pelo último capítulo, intitulado “Viver com hipertensão arterial: uma análise sociológica das experiências de doença”).

À semelhança dos restantes 15 números da série monográfica Educação e Investigação em Saúde, esta publicação (prefaciada por Carlos Amaral Dias) está disponível online, a partir da página web da ESEnfC (Divulgação do Conhecimento).

Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica
A propósito da Semana Mundial das Alergias, que se assinala entre 2 e 8 de abril, a Sociedade Portuguesa de Alergologia e...

A Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) acredita que há cada vez mais pessoas que sofrem de alergias respiratórias, em especial de rinite, apontando as alterações climáticas e dos hábitos de vida, a poluição e o stress como as principais causas para esta situação. Atualmente, a SPAIC estima que em Portugal mais de um terço da população sofre com alergias, tendo 30% queixas de rinite, 18% queixa de conjuntivite e 10% asma.

De acordo com dados da Health Market Research, em 2016 a compra de medicamentos para o tratamento das alergias, em Portugal, registou um aumento de 2,5% em unidades, o que representa mais 185.487 embalagens vendidas do que em 2015, e um aumento de 1.627.470€ face ao ano anterior. Já em 2015, foi registado um aumento do número de unidades vendidas em 4.1% (+294.256 unidades) e 4,8% em valor (+2.041.036€) face a 2014. Esta procura acentua-se durante a primavera, altura em que as temperaturas aumentam e por consequência as plantas produzem uma maior quantidade de pólen que largam na atmosfera.

Para Manuel Branco Ferreira, alergologista e secretário-geral da SPAIC, “apesar do aumento do consumo de medicamentos para as alergias ano após ano, a verdade é que as alergias continuam a ser subdiagnosticadas e subtratadas. A grande maioria dos portugueses só procura ajuda de um médico ou de um farmacêutico quando a alergia já se encontra num ponto crítico. Contudo, para evitar danos maiores, aos primeiros sinais, como comichão e pingo no nariz, congestão nasal e espirros, é fundamental a consulta de um clínico para que de forma eficaz possa tratar a patologia e não deixar que esta se agrave”.

As alergias têm um grande impacto na vida não só de quem sofre desta patologia como também na vida da família e amigos. Contudo, com o diagnóstico e o tratamento correto é possível evitar os sintomas e as consequências deste problema.

A Semana Mundial das Alergias vem assim alertar para a necessidade de um correto diagnóstico das alergias, de modo a controlar eficazmente os sintomas e assim promover uma melhor qualidade de vida a todos aqueles que sofrem com esta patologia.

Pneumologistas
Especialistas em pneumologia alertaram hoje que não só o tabaco e a poluição ambiental provocam ou agravam a asma, mas também...

A asma tem sido um dos temas abordados nas Jornadas de Pneumologia, organizadas pela Sociedade Catalã de Pneumologia da Academia de Ciências Médicas da Catalunha, que decorrem hoje e sábado no Centro Internacional de Negócios de Badalona, em Barcelona, Espanha.

Maribel Casas, do Instituto de Saúde Global (ISGlobal) de Barcelona, observou a influência cada vez mais forte dos fatores ambientais no desenvolvimento e no controlo da asma.

Até agora, segundo a pneumologista, tem-se estudado em profundidade os efeitos da exposição ao tabaco e à poluição ambiental, mas existem outros fatores de risco ambiental menos conhecidos, mas que também podem contribuir para o aumento da doença, disse Maribel Casas.

"Não falamos só de poluição, mas também da manipulação de alimentos", salientou a especialista.

Advertiu também para as substâncias químicas que estão presentes no dia-a-dia em produtos como os pesticidas, cosméticos, nos recipientes de plástico que acondicionam os alimentos e bebidas, que têm capacidade de afetar o sistema respiratório.

A pneumologista advertiu ainda para os riscos da exposição a estas substâncias “nos primeiros anos de vida, porque os pulmões estão a formar-se e é particularmente suscetível a exposições ambientais adversas".

Compreender a origem da asma é um dos desafios que a comunidade científica deve enfrentar, porque só assim se poderão definir políticas de saúde para prevenir o desenvolvimento da doença, defendeu.

Nas Jornadas de Pneumologia participam 350 especialistas que durante os dois dias irão debater vários temas, como os transplantes.

Direção-Geral da Saúde
O diretor-geral da Saúde disse hoje em Santa cruz do Bispo, concelho de Matosinhos, que será criado um local de atendimento e...

Francisco George disse que o local concreto será anunciado no final de uma reunião a realizar hoje com a participação da Direção-Geral da Saúde (DGS), do organismo que regula o setor do medicamento (Infarmed), da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), da associação ILGA Portugal - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual e Transgénero e do Grupo de Ativistas em Tratamentos (GAT).

“Trata-se de uma reunião de coordenação que vai juntar diversos organismos e organizações que se interessam pela atividade epidémica, uma vez que isto atinge muitos dos seus associados. Vamos trabalhar no sentido de definir quais são os circuitos, que têm de ter um fácil acesso, para que aqueles que necessitam de ser protegidos receberem o atendimento adequado”, disse o diretor geral da Saúde, adiantando que o encontro servirá também para obter “uma gestão conjunta dos stocks de vacinas”.

“É preciso sublinhar que não é uma campanha dirigida à população. A população não está em risco, há aqui uma outra preocupação que é proteger os cidadãos que estão em risco. São cidadãos com um perfil de risco definido”, frisou Francisco George em declarações à margem das Jornadas Nacionais de Saúde em Meio Prisional.

O diretor geral de Saúde garantiu que existem vacinas e medicamentos suficientes, “desde que sejam utilizados com critério, de forma inteligente, não há aqui razões para qualquer tipo de temor, qualquer tipo de pânico ou alarmismo porque se está a trabalhar à luz das melhores práticas sobre estas matérias”.

Questionado, Francisco George reconheceu que “os casos têm aumentado e vão continuar a aumentar” e que ainda “não se conseguiu definir o perfil em termos de magnitude”.

“O que já percebemos é a natureza, a génese, como é que se originou este problema”, frisou.

Segundo a DGS, desde 01 de janeiro foram notificados 123 casos de hepatite A.

As III Jornadas Nacionais de Saúde em Meio Prisional, realizaram-se no Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo no âmbito das quais foi assinada a primeira adenda a um protocolo de cooperação entre a Direção Geral dos Serviços Prisionais e o Centro Hospitalar de São João.

Esta adenda estende ao Estabelecimento Prisional de Santa Cruz do Bispo (feminino) a prática já protocolada e em curso no Estabelecimento Prisional do Porto, pela qual o Serviço de Gastrenterologia do Centro Hospitalar de São João se compromete a deslocar os seus profissionais a estes estabelecimentos prisionais para realizar as consultas de especialidade de Doenças do Fígado, promover os diagnósticos adequados e facultar a medicação que permita a cura da hepatite C na quase totalidade dos reclusos e reclusas tratados para esse efeito.

Sobreviver ao Acidente Vascular Cerebral
Não era hipertenso, praticava exercício físico com regularidade e, embora estivesse acima do peso re

Considera a principal causa de morte em Portugal, o Acidente Vascular Cerebral é responsável por seis milhões de mortes, por ano, em todo o mundo. Estima-se que quase metade dos sobreviventes vivam com graves sequelas.

António Conceição tinha 41 anos quando sofreu um AVC. Profissionalmente ativo, tinha regressado de férias, quando tudo aconteceu. “Era gerente bancário, estava até num dia calmo. Tinha regressado de férias e estava a trabalhar”, começa por contar.

“Atendia um telefonema quando senti a voz “entaramelada”, recorda acrescentando que, numa questão de segundos, já não conseguiu acabar uma anotação perdendo os movimentos do lado direito do corpo.

“Claro que os colegas se aperceberam de imediato e chamaram logo os bombeiros”, afirma garantindo que recebeu rapidamente assistência médica. “Foi só uma questão de breve minutos para receber assistência de uma viatura de Emergência do INEM que contatou e accionou a Via Verde do AVC”, diz.

Já no hopistal foi-lhe administrada a trombólise e, poucas horas depois, António recuperou a mobilidade. “Parecia que tinha sido um susto”, comenta. No entanto, o pior ainda estava para vir.

“Nessa noite, o AVC isquémico degenerou em hemorrágico e aí é que o quadro ficou verdadeiramente negro. Fiquei seriamente afetado. Não tinha nenhum movimento em todo lado direito, a boca de lado, e com dificuldades tremendas em me expressar. Só o pensamento ficou quase intacto”, recorda.

O prognóstico da sua recuperação era pouco favorável, tendo os médicos previsto que talvez só conseguisse voltar a andar com o apoio de um andarilho.

“E eu nem sabia o que era, ou quais as implicações de um AVC!”, recorda o choque da notícia.

Sem se considerar um doente de risco, António estava longe de imaginar que passaria por esta experiência.

“Não era hipertenso, não fumava regularmente. É verdade que tinha um pouco de excesso de peso mas prativa desporto com regularidade. As análises acusavam um pouco de colesterol mas, enfim, nada de extraordinário, pensava eu...”, tenta justificar.

Hoje, no entanto, deixa o alerta: “O AVC não escolhe idades. Há muito que deixou de ser (se é que o foi!) uma doença de velhos”.

“Há sempre uma maneira de ultrapassar ou contornar os obstáculos”

A recuperação foi lenta mas intensiva, sobretudo, graças à sua força de vontade e persistência. António não estava preparado para se deixar vencer pelas sequelas da doença.

“Estive internado um mês no hospital e pouco mais de três meses no Centro de Reabilitação até que, a meu pedido, me deram alta. Não aguentava mais estar fora do conforto do lar”, recorda.

A ritmo intensivo, como descreve, continuou a terapia realizando inúmeras sessões de fisioterapia, terapia ocupacional e da fala. “Cheguei a ter, por prescrição médica e por minha iniciativa, fisioterapia três vezes por dia”, afirma admitindo que, apesar de ter sido bem acompanhado por todos os profissionais de saúde ao longo da sua recuperação, foi a sua obstinação que o ajudou a alcançar os melhores resultados possíveis.

“Sinto, e sei, que muito do conseguido beneficiou da minha força de vontade e persistência, durante largos meses, a raiar a «inconsciência» dos objetivos traçados e a «forçar» os progressos”, afiança.

Admite, no entanto, que a vida não voltou a ser exatamente a mesma. “Muitas das capacidades, sobretudo físicas, não são recuperáveis. Tenho ainda sérias dificuldades de mobilidade. O meu braço direito, quando muito, serve apenas de auxiliar em pequenas tarefas. E ainda tenho algumas dificuldades na comunicação oral...”, explica.

Já do ponto de vista familiar, social e laboral garante que recuperou toda a sua autonomia.

“Foi possível retomar uma atividade profissional (em funções muito menos exigentes que as anteriores...), voltei a conduzir e retomei a minha vida pessoal, familiar e social. Montei tudo de uma forma que parece que sou perfeitamente autónomo”, descreve António Conceição afirmando que “há sempre uma maneira de ultrapassar ou contornar os obstáculos que estas surpresas da vida nos reservam”.

Não esquece, no entanto, que o sucesso da sua recuperação também se deve, em parte, à família que tanto o apoiou.

“O papel da família é fundamental em vários sentidos – na criação de um ambiente confortável (antes de mais, psicologicamente), respeitando o espaço próprio (que era e deve continuar a ser seu), incentivando e valorizando as conquistas, integrando o sobrevivente de AVC nas atividades familiares e facilitando o acesso aos meios de recuperação ao dispôr”, revela.

No seu caso, enaltece sobretudo o apoio prestado pela mulher que mostrou, ao longo deste difícil processo, ser uma cuidadora por excelência. “Soube estar sempre atenta às minhas necessidades, mas respeitando o espírito autónomo, as minhas conquistas. É uma grande mulher”, afiança.

Inclusão precisa-se!

António Conceição pertence a um grupo privilegiado e, talvez por isso, saiba o que falta fazer  no que diz respeito aos apoios disponíveis a estes sobreviventes.

“Eu considero-me um felizardo porque tenho um sistema de saúde, proporcionado pela atividade profissional, claramente acima da média. Mas, infelizmente, não é assim com a maioria da população. Há uma tremenda lacuna no acesso e mesmo na informação disponível”, afirma.

A integração social é, na sua opinião, essencial. “Faz muita falta, antes de mais, e neste esforço de integração social – que tem de ser mútuo – a capacidade de sermos, cada vez mais, uma sociedade inclusiva onde, a todos os níveis, se encara a diferença e as limitações com naturalidade”, refere.

Por outro lado, identifica algumas lacunas em matéria de reabilitação e empregabilidade.

Neste primeiro aspeto, António considera urgente que a reabilitação seja considerada, por parte do Estado, como um investimento e não um custo. “Não interessa fazer de conta, cumprir determinado número de sessões, pôr um carimbo e já está”, diz.

“Estou plenamente convencido que o Estado tem de encarar este ponto muito mais como um investimento. Pode significar a diferença entre ficar com um cidadão, por dezenas de anos, que só pode ser sujeito passivo no nosso sistema de Segurança Social, ou um cidadão ativo, contribuinte, ainda que com algumas limitações”, explica.

Quanto à questão relacionada com o emprego, adianta que os dados são preocupantes uma vez que o número de AVC que atinge pessoas em idade ativa tem aumentado “exponencialmente”.

“Até o emprego a tempo parcial, muitas vezes uma exigência das próprias sequelas, é  também economicamente uma mais valia em relação à alternativa atual para uma grande percentagem de doentes” que se encontram inativos e com consequentes complicações psicológicas associadas.

Portugal AVC: dar voz aos sobreviventes

“A ideia de criar uma entidade associativa que agregasse sobreviventes de AVC, e também seus familiares/cuidadores, profissionais de saúde e mais pessoas com interesse por esta causa, há muito que era uma necessidade”, começa por explicar o presidente da Portugal AVC.

Mais e melhor informação, assim como mais e melhor apoio são as principais premissas de uma associação que foi constituída há pouco mais de seis meses e cujo crescimento tem superado todas as expectativas.

“Não temos sede. E ainda bem! Queremos ter uma presença que se faça sentir em todo o território nacional, porque nos merece igual consideração um sobrevivente, ou sua família, seja ele de onde for”, afirma António acrescentando, com orgulho, que a sua ação alcança já o país inteiro.

“Nestes seis meses de existência podemos dizer, com muita alegria, que já se faz sentir a nossa presença, com associados e atividades, do Alto Minho ao Algarve, do Litoral ao Interior”, revela.

No âmbito dia Nacional do Doente com AVC que se assinala hoje, António Conceição destaca a prática de exercício físico regular e uma dieta saudável e equilibrada como aspetos essenciais na prevenção do AVC.

“Ao longo da vida, um em cada seis portugueses vai ser vítima de um AVC”, refere reforçando a necessidade de estarmos atentos aos sinais. “Em especial, dificuldade na fala, desvio da face ou falta de força num braço e/ou numa perna. Em si e nos outros! Não hesite. Chame o 112 porque quanto mais rápida a assistência, menores as sequelas. Tempo é cérebro”, explica.

Aos sobreviventes pede esperança e otimismo. “Não viva, nem alimente comparações. Assim como não há duas pessoas iguais, também não há duas recuperações iguais”, afirma relembrando que a recuperação depende, em parte, da força de vontade e “capacidade de sacrifício” de cada um.

“É certo que os primeiros meses após o AVC são, muitas vezes, fulcrais e muito importantes. Mas não desista de continuar a recuperar ao longo da sua vida. Mesmo progressos sem grande significado médico podem ser ganhos muito importantes para si”, afiança concluindo que “com o AVC a vida não cessa, quando muito, adequa-se”. 

 

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior
O curso de mestrado integrado em Medicina da Universidade da Beira Interior renovou a acreditação para os próximos seis anos,...

Numa nota publicada na página oficial da internet, a instituição de ensino superior sediada na Covilhã, distrito de Castelo Branco, adianta que a análise realizada pela Comissão de Avaliação Externa (CAE) mereceu nota positiva e que abrangeu todos os aspetos relacionados com a qualidade da formação dos médicos na Universidade da Beira Interior (UBI), tais como o plano de estudos, a organização interna da Faculdade de Ciências da Saúde (FCS), os recursos humanos e físicos, a investigação e as parcerias externas, entre outros.

Citado pela UBI, o parecer da comissão de avaliação, que serviu de base à decisão da A3ES, refere que estão a ser formados na FCS "médicos capazes de responder às necessidades do sistema nacional de saúde".

"A metodologia de ensino inovador, que tem sido elogiada desde a criação do curso, foi considerada bem adaptada aos objetivos do mestrado integrado, tal como a avaliação dos alunos que em elevado número obtêm o grau de mestre em Medicina no tempo previsto para a duração do ciclo de estudos (seis anos)", acrescenta a informação.

A organização interna da escola, as instalações físicas adequadas (laboratórios de ensino, salas de aula, espaços de estudo e biblioteca) e o corpo docente próprio e qualificado foram outros pontos fortes identificados.

"Outro aspeto destacado refere-se aos estágios disponíveis para os alunos. É elogiado o esforço de estabelecer uma rede de instituições na região com o objetivo de um ensino/treino de competências clínicas de qualidade", acrescenta.

A UBI explica ainda que a CAE também considerou que "a instituição desenvolve investigação científica nas áreas básica e translacional de elevada qualidade, com aplicabilidade prática e dirigida à criação de valor, em parceria com instituições/grupos de investigação nacionais e internacionais.

É ainda feita referência ao Centro de Investigação em Ciências da Saúde, avaliado com "muito bom", pela Fundação para a Ciência e Tecnologia.

Pulmonale
A Associação Portuguesa de Luta contra o Cancro do Pulmão promoveu desde 2012 ações de sensibilização em 86 escolas básicas e...

Esse "esforço de sensibilização abrangeu ainda três faculdades e mais 135 alunos" disse António Araújo, o presidente da direção da Associação Portuguesa de Luta contra o Cancro do Pulmão (Pulmonale), uma associação sediada no Porto.

"Trata-se de um projeto em dois formatos, que abrange sessões de esclarecimento sobre a problemática do cancro do pulmão e de sensibilização, num âmbito mais alargado no tempo, e que esperamos possa chegar aos familiares dos alunos e professores", explicou.

Limitada pela "falta de verbas", a Pulmonale tem circunscrito a sua intervenção a escolas de Lisboa e do Porto, mas, segundo Isabel Magalhães, vogal da direção, "recebeu um pedido de informação de uma escola do Algarve".

Ciente de que consumo de tabaco se inicia geralmente na adolescência, a Pulmonale "mantém-se empenhada em tentar mudar mentalidades” nesse escalão etário, explicando que “também podem afirmar-se sem ser através do cigarro", acrescentou.

Instituição Particular de Solidariedade Social, a associação tem também em curso desde 2013 um projeto no setor empresarial, a "Empresa Azul-sem tabaco" que já visitou "oito organizações e 2.606 trabalhadores", disse Isabel Magalhães.

"Estivemos em seis empresas, num agrupamento de centros de saúde e numa Junta de Freguesia", precisou a dirigente da Pulmonale.

Esse programa resultou "na comparência de 1.261 trabalhadores nas ações de sensibilização/formação, tendo 122 iniciado as consultas de cessação tabágica".

Os projetos da Pulmonale no contexto laboral têm uma duração entre nove e 12 meses, conforme a dimensão da instituição e, no final, é emitido o certificado de "Empresa Azul Sem Tabaco".

Em 2012, aquela associação já tinha visitado "quatro empresas e feitas as primeiras ações de sensibilização/formação para 97 trabalhadores", acrescentou Isabel Magalhães, frisando que o atual projeto "está aberto a outro tipo de organizações ou grupos de pessoas".

"O tabagismo tem custos enormes para a saúde e para o Serviço Nacional de Saúde", lembrou presidente da Pulmonale, para quem "a redução do seu consumo e o investimento na prevenção reduziria também os custos na saúde".

"Deveria haver fundos do Estado dedicados a estas ações preventivas e nós já temos experiência no terreno e trabalho apresentado, seria um contributo importante", argumentou António Araújo.

A Pulmonale apoia também a formação e a investigação científica, sendo parceira de congressos internacionais, como o que vai ocorrer em Madrid, na Espanha, em maio, denominado "II Forum La Oncologia Medica en Tres Dias", enquanto em abril, António Araújo fará uma palestra nos "Encontros da Primavera de Oncologia", em Évora.

"A associação também já patrocinou bolsas de estudo e estágio académicos na Pulmonale a alunos de universidades portuguesas", frisou o presidente.

Ministério da Saúde
A pediatra Maria do Céu Machado vai ser a nova presidente da Autoridade do Medicamento, substituindo Henrique Luz Rodrigues,...

Fonte do Ministério da Saúde confirmou que Maria do Céu Machado foi convidada para o cargo e que aceitou o convite.

Maria do Céu Machado vai substituir Henrique Luz Rodrigues, que atingiu os 70 anos e sairá da liderança da Autoridade do Medicamento (Infarmed).

O nome proposto pelo Ministério da Saúde terá ainda de ser avaliado pela Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (Cresap).

Maria do Céu Machado é médica pediatra e dirige o departamento de Pediatria do Hospital de Santa Maria. Foi também Alta Comissária para a Saúde.

Dia Nacional do Doente com AVC
Três pessoas por hora são vítimas de Acidente Vascular Cerebral em Portugal, doença que continua a ser a principal causa de...

Segundo a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), tem-se verificado uma diminuição de incidência (novos casos) de Acidente Vascular Cerebral (AVC), mas a prevalência (total de casos) tem aumentado, sobretudo porque na última década têm amentado os sobreviventes.

A propósito do Dia Nacional do Doente com AVC, que hoje se assinala, a SPAVC lembra que dos três portugueses que a cada hora sofrem um AVC, um dos quais não sobrevive e, pelo menos, outro ficará com sequelas incapacitantes.

Há na comunidade médica um reconhecimento crescente da importância do género no prognóstico do AVC, com a mulher a ter maior risco ao longo da vida, sobretudo porque mais mulheres têm doença vascular cerebral devido à sua maior longevidade.

“A mulher é geralmente mais idosa, funcionalmente mais dependente e tem AVC mais graves”, referiu, em declarações, Teresa Cardoso, coordenadora do Núcleo de Estudos de Doença Vascular Cerebral da Sociedade de Medicina Interna.

Isto está ligado, sobretudo, ao facto de a mulher ter mais arritmias, sobretudo um tipo específico (fribrilhação auricular), ter também mais hipertensão após a menopausa e ter risco superior de AVC por diabetes.

A médica lembra que a mulher tem também pior prognóstico em termos funcionais relativamente ao homem e tem também menor qualidade de vida após um AVC.

Contudo, há prognósticos semelhantes em ambos os sexos sobretudo quando é usado o tratamento adequado, com o tratamento trombolítico e cuidados em unidades de AVC a garantirem um bom prognóstico, mesmo independentemente dos fatores de risco específico.

Aliás, Teresa Cardoso sublinha que o prognóstico após AVC é inevitavelmente influenciado pela qualidade de tratamento e pelas condições sociais.

Perante sintomas de AVC (boca ao lado, dificuldade em falar ou perda de força de um lado do corpo) os especialistas frisam que deve ser contactado o 112 e aconselham as pessoas a nunca se deslocarem para o hospital pelos seus próprios meios, pois a escolha da unidade com cuidados adequados é fundamental.

Região Centro
O número de casos de hepatite A registados na região Centro, entre janeiro e março, é superior ao total verificado em cada um...

Entre 01 de janeiro de 2015 e ontem, "observaram-se 18 casos esporádicos de hepatite A", assim distribuídos: seis em 2015, cinco em 2016 e sete em 2017, em apenas três meses, refere em comunicado o Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde (ARS)  do Centro.

"Assim, no primeiro trimestre de 2017, o número de casos observados é já superior ao total verificado em cada um daqueles anos", sublinha.

Relativamente aos sete casos deste ano, "a idade média é de 30 anos, compreendida entre os 25 e os 40 anos", segundo a ARS, presidida pelo médico de saúde pública José Tereso, indicando que os doentes em causa são seis homens e uma mulher, e que "todos estiveram internados".

Em 2015 e 2016, as pessoas infetadas com hepatite A "tinham uma idade média de 38 anos, compreendida entre os 20 e os 85 anos e eram maioritariamente do sexo masculino".

"Tendo em conta que o principal modo de transmissão da hepatite A é por via fecal-oral, através de fonte comum por ingestão de alimentos ou água contaminada ou por contacto pessoa a pessoa, a higiene pessoal, familiar e doméstica, em especial a lavagem de mãos e das zonas genitais, são altamente eficazes no controlo da transmissão desta doença", alerta a Administração Regional de Saúde, com sede em Coimbra.

A transmissão da hepatite A associada a práticas sexuais "também se tem observado, nomeadamente entre homens que fazem sexo com homens" que adotam certos comportamentos de risco.

Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS), de 01 de janeiro a 29 de março de 2017, foram notificados em Portugal 115 casos de hepatite A, dos quais 107 confirmados laboratorialmente, e 58 doentes foram hospitalizados.

Governo
O ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, disse que os sistemas de teleconsulta são uma tendência "irreversível...

Intervindo, por videoconferência, num seminário intitulado "TeleSaúde no AVC - Do evento ao domicílio", promovido pelo hospital Rovisco Pais - Centro de Medicina e Reabilitação da Região Centro, Adalberto Campos Fernandes disse ainda que tem havido "experiências muito interessantes" em Portugal com sistemas do género, nas áreas da medicina de reabilitação, saúde mental, dermatologia e cirurgia vascular.

"Uma das formas de tornar o Serviço Nacional de Saúde(SNS) mais próximo e amigo dos cidadãos é simplificar a vida aos doentes na relação com os profissionais", disse o ministro da Saúde.

O governante considerou o serviço de teleconsulta do Rovisco Pais - que funciona em articulação com o programa Tele Via Verde AVC, coordenado pelo Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), - como um "exemplo de boas práticas", convidando os responsáveis do Centro de Medicina de Reabilitação a estarem presentes, na próxima semana, em Lisboa, na Meo Arena, naquilo que definiu como "o maior evento de transformação digital do SNS desde sempre".

A intervenção de Adalberto Campos Fernandes foi precedida de uma ligação vídeo ao serviço de medicina de reabilitação do CHUC. Na ocasião, Maria Joaquim Tão, médica especialista daquela unidade hospitalar, frisou que antes da existência do programa Tele Via Verde AVC o contacto com profissionais de outros hospitais "era esporádico, agora é semanal".

"Provavelmente, deveria estender-se a outros serviços e precisávamos que funcionasse melhor", frisou a médica, assinalando algumas falhas técnicas de que o sistema ainda padece.

Já João Constantino, da Reabilitação Geral de Adultos do Rovisco Pais, frisou que o sistema é uma "porta grande de comunicação" entre aquela unidade hospitalar e o CHUC, argumentando que o programa "tem estado a funcionar bem nos últimos meses, quase em pleno".

Segundo a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), o programa Tele Via Verde AVC, que garante uma resposta tecnicamente equitativa aos doentes que sofrem um acidente vascular cerebral inclui, além do CHUC e do Rovisco Pais, o hospital distrital da Figueira da Foz, Centro Hospitalar de Leiria, Centro Hospitalar Baixo Vouga, Centro Hospitalar Tondela-Viseu, Unidade Local de Saúde da Guarda, Centro Hospitalar da Cova da Beira e Unidade Local de Saúde de Castelo Branco.

O CHUC é o ponto central, onde, diariamente, durante as 24 horas, uma equipa de especialistas acompanha em tempo real, através de telemedicina, os doentes com AVC que dão entrada naquelas unidades e prescrevem a melhor terapêutica, consoante a situação clínica.

A rede permite que apenas os doentes mais graves sejam transferidos para Coimbra, já depois de estabilizados e com terapêutica iniciada.

"O sistema funciona e não aumenta a carga de trabalho, permitindo fazer mais com os mesmos recursos. Melhora sobretudo a comunicação entre os profissionais, prevenindo a perda de informação e conhecimento, sempre com o doente no foco", disse Anabela Pereira, diretora do serviço de Reabilitação Geral de Adultos do Rovisco Pais.

De acordo com dados hoje divulgados, o programa Tele Via Verde AVC (que começou a funcionar em 2015) realizou até à data 630 teleconsultas, resultando que 60% dos doentes não foram transferidos para o CHUC, em Coimbra.

No Rovisco Pais, onde o programa se iniciou em maio do ano passado, foram realizadas até agora 43 teleconsultas de avaliação de internamento e internados naquele centro de reabilitação 32 doentes, 72% dos quais do sexo masculino, 20 dos quais já tiveram alta para o domicílio, numa área que abrange toda a região Centro.

Estudo
O veneno de um género de pequenos peixes habitantes de recifes de coral oferece possibilidades no desenvolvimento de novos...

Os blénios 'dentes-de-sabre' do género 'Meiacanthus', que não ultrapassam os 10 centímetros de comprimento, alimentam-se essencialmente de plâncton e algas, mas enfrentam agressivamente predadores muito maiores, utilizando dois dentes caninos no maxilar inferior que têm na base glândulas que segregam veneno, que os investigadores descobriram ter uma composição química complexa integrando componentes semelhantes à heroína.

"Estes peixes injetam os outros com péptidos (agregados de moléculas de aminoácidos) opióides que atuam como a heroína ou a morfina, inibindo a dor em vez de a causarem. É um veneno quimicamente notável", afirmou o principal autor do estudo, Brian Fry, da universidade australiana de Queensland.

"O veneno torna os peixes mordidos mais lentos e entorpecidos ao atuar nos centros nervosos suscetíveis às substâncias opióides", refere Brian Fry no artigo que dá conta do estudo, publicado na revista Current Biology, e que envolveu também investigadores da universidade holandesa de Leiden, das universidades britânicas de Liverpool, Bangor e Anglia Ruskin e da universidade internacional Monash.

Os investigadores testaram as propriedades do veneno dos pequenos peixes em ratos de laboratório.

Os medicamentos à base de opióides sintéticos são poderosos no combate à dor intensa, provocada por cancros por exemplo, mas provocam altos níveis de dependência.

Estudos publicados em revistas científicas têm dado conta também do potencial do veneno de um molusco marinho da família dos cones como alternativa a medicamentos opióides no controlo da dor.

Brian Fry defende que o estudo sobre o veneno dos blénios "é um excelente exemplo das razões por que a natureza deve ser protegida", para que não desapareçam espécies aparentemente insignificantes mas que poderão dar origem a novos medicamentos.

A família dos blénios (‘Blenniidae’) inclui mais de 400 espécies, distribuídas por 58 géneros, presentes em águas quentes e temperadas nos oceanos Pacífico, Índico e Atlântico.

Em Portugal existem várias espécies de blénios - de um género distinto dos blénios dentes-de-sabre -, que são frequentemente considerados cabozes, apesar de serem de uma família diferente, e também conhecidos pelo nome comum 'Marachomba'.

OMS
Mais de 300 milhões de pessoas vivem com depressão, a principal causa de problemas de saúde e de incapacidade laboral no mundo,...

De acordo com um comunicado da Organização Mundial de Saúde (OMS), a depressão aumentou mais de 18 por cento entre a população mundial em dez anos, entre 2005 e 2015.

As novas estimativas foram divulgadas a uma semana do Dia Mundial da Saúde, que se comemora a 07 de abril.

A OMS, que lançou em outubro uma campanha de sensibilização sobre a depressão, lembra que a falta de apoio para pessoas com perturbações mentais e o medo do estigma social evitam que muitos doentes acedam aos tratamentos necessários para levarem uma vida saudável e produtiva.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, assinala, citada no comunicado, que "estes novos números são um sinal de alerta para todos os países repensarem as suas abordagens para a saúde mental".

A Organização Mundial de Saúde salienta o pouco investimento dos governos na saúde mental, realçando que quase 50 por cento das pessoas com depressão não são tratadas, mesmo nos países mais ricos, e que, em média, 03 por cento dos orçamentos da saúde se destinam a programas de saúde mental.

Por cada dólar (0,93 cêntimos) investido no tratamento da depressão e da ansiedade existe um retorno de quatro dólares (3,72 euros) em melhor saúde e capacidade de trabalho, sustenta a OMS.

A depressão aumenta o risco de doenças cardíacas, da diabetes e do suicídio, sendo uma doença mental caracterizada por tristeza persistente e falta de interesse em atividades diárias.

Normalmente, as pessoas com depressão têm ausência de energia, alterações no apetite, ansiedade, diminuição da concentração, inquietação, sentimentos de culpa ou desespero e pensamentos suicidas.

Principal causa de morte em Portugal
O Acidente Vascular Cerebral é responsável por 6 milhões de mortes em todo o mundo.

Em 2014 ocorreram em Portugal 105.219 óbitos, mantendo-se o AVC como principal causa de morte, responsável por 11% do total.

As novas abordagens do AVC na fase aguda, tecnicamente inovadoras, mediaticamente aliciantes, inegavelmente válidas e importantes, não são no entanto responsáveis pela progressiva diminuição da incidência do AVC e da sua inerente mortalidade (redução 46% numa década no nosso país) e morbilidade. Estas são consequentes sim a medidas de prevenção de âmbito populacional.

Temos de fazer mais e melhor…

Por promoção de saúde ou prevenção primordial entende-se estratégias visando a população em geral que previnam o desenvolvimento de factores de risco para AVC e outras doenças vasculares. Por prevenção primária entende-se estratégias direccionadas para indivíduos já com um ou mais factores de risco significativos e bem documentados para AVC e outras doenças vasculares.

Sabemos o que deve se feito, temos de conseguir transmiti-lo de forma eficiente, resultando na modificação de comportamentos numa larga escala populacional.

Devemos fazê-lo nos dois planos:

Ao nível da prevenção primordial, mediante a educação para a saúde com modificação de comportamentos, visando um estilo de vida saudável:

1.      mantendo actividade física

2.      equilibrando o consumo calórico com a actividade física

3.      parando a epidemia do sal e do açúcar

4.      valorizando uma dieta saudável (como a dieta mediterrânea) usando produtos frescos, de época e produzidos localmente, com:

•         consumo predominante de azeite como gordura alimentar

•         redução do consumo de sódio (sal), gordura saturada, ác gordos trans e colesterol

•         usando grande diversidade de vegetais e frutos frescos, leguminosas, nozes (nuts) e cereais integrais

•         consumo moderado de peixe, marisco e carne de aves

•         consumo moderado de vinho tinto à refeição

•         baixo consumo de carne vermelha e alimentos processados

•         baixo consumo leite e doces, incluindo refrigerantes e outros alimentos com adição de açúcar (nomeadamente o perigo dos “cereais” infantis…)

O grande segredo: diversidade, frugalidade e escolha de um estilo de vida saudável

Será sempre fundamental uma intervenção específica na cessação tabágica e no controlo da obesidade.

Sendo que 74% do risco de AVC é atribuível a alterações comportamentais, inverter estes números está na nossa mão.

A doença ateromatosa é uma doença sistémica e responsável por cerca de 90% dos AVC isquémico ou hemorrágicos ocorridos em todo o mundo.

A relação entre os principais factores de risco (comportamentais, ambientais ou metabólicos), a doença ateromatosa e o AVC é

•      biologicamente plausível

•      contínua e progressiva em termos de gravidade e duração

•      consistente entre os estudos e em todas as populações estudadas

•      independente de outros factores de risco estudados

Os factores de risco demonstram, relativamente ao AVC:

•      uma associação forte (preditiva de AVC)

•      etiologicamente significativa (causal)

Assim, em termos de prevenção primária, importa detectar e tratar, em termos populacionais e de modo custo efectivo, os principais factores de risco para AVC e outras doenças vasculares (hipertensão arterial, tabagismo, diabetes mellitus, dislipidémia, fibrilhação auricular…).

É mediante educação populacional para a saúde (estilo de vida saudável), divulgação, prevenção, reconhecimento, detecção e intervenção terapêutica precoce nos principais factores de risco vascular, que podemos, a longo prazo, reduzir a incidência e prevalência do AVC, que se mantém como principal causa de morte e morbilidade em Portugal.

 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Previna-se
Estima-se que cerca de 30% das mortes associadas a cancro podem ser prevenidas, alterando alguns com

A incidência das doenças oncológicas na população mundial tem aumentado nos últimos anos. A Organização Mundial de Saúde (OMS)  prevê que o número de novos cancros suba de 14 milhões por ano em 2012 para 22 milhões nas próximas duas décadas.

Alguns tumores parecem estar associados a fatores de risco modificáveis como sejam a alimentação não equilibrada e o estilo de vida pouco saudável.

Cerca de 30% das mortes associadas a cancro podem ser prevenidas, modificando determinados comportamentos e evitando ou diminuindo a exposição a carcinogéneos (substâncias ou compostos associados ao aumento do risco de cancro) conhecidos.

Os seguintes conselhos podem ajudar a minimizar o risco de desenvolvimento de cancro associado a estes fatores de risco:

1. Vacine-se 

O vírus do papiloma humano (HPV) é um vírus que se transmite por contacto sexual. A infecção por HPV está associada ao desenvolvimento de determinados tipos de cancro. A vacina contra o HPV reduz a probabilidade de desenvolver cancro da orofaringe (amígdalas, base da língua e palato),  do colo do útero, do ânus e outros cancros raros, como da vagina, da vulva e do pénis. Sempre que possível , a vacina deve ser administrada antes do início da vida sexual. No entanto, a proteção parece existir mesmo quando administrada posteriormente. Consulte o seu médico para poder saber mais acerca de quando e como se pode vacinar.

Os vírus da Hepatite B e C estão associados ao desenvolvimento de cancro do fígado. A vacinação contra o vírus da Hepatite B é uma estratégia de minimização do risco.

A infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), é também um factor de risco para o desenvolvimento de cancro, por exemplo do colo do útero. Infelizmente ainda não existe vacinação disponível.

2. Perca o excesso de peso

A obesidade parece estar associada a cerca de 20% dos cancros. O aumento do índice de massa corporal em 5Kg/m2 está associado a um aumento de risco dos seguintes cancros: cancro da mama, endométrio (útero), cólon, próstata, vesícula biliar, rim, tiroide, ovário, colo do útero e leucemia.  

3. Evite abusar do açúcar e das bebidas açucaradas 

O consumo de açúcar, nomeadamente através das bebidas enlatadas/gaseificadas, com elevado conteúdo de açúcar, está associado a um aumento do risco de desenvolver hipertensão, colesterol e triglicerídeos elevados, resistência à insulina e diabetes.. A resistência à insulina, sobretudo, está associada ao aumento do risco de cancro.

4. Tenha uma alimentação variada 

Adopte uma dieta variada e rica em cereais integrais, leguminosas, frutas e legumes frescos. Este é um dos principais conselhos na prevenção das doenças oncológicas. Embora nem todos os cancros sejam provocados por uma má alimentação, seguir a pirâmide alimentar fazendo uma alimentação equilibrada ajuda a prevenir algumas doenças que podem aumentar o risco de desenvolver cancro. Evite as gorduras hidrogenadas, os fritos, os alimentos processados, o excesso de sal e os doces.

5. Não abuse de carne vermelha/processada

De acordo com um estudo da International Agency for Research on Cancer, o aumento da carne vermelha e carne processada está associado ao aumento do risco de cancro do colo-rectal. Neste estudo, por cada 50 gramas de carne processada ingerida diariamente, o risco de desenvolver cancro colo-rectal aumentava 18%. Por outro lado, o consumo de 100 gramas de carne vermelha por dia, aumentava o risco de desenvolver cancro do colo-rectal em  17%.

6. Não fume

O tabagismo é o mais importante factor de risco modificável associado ao cancro. O tabaco está associada a cerca de 21% de todos os cancros a nível mundial. É o principal factor de risco de cancro do pulmão, aumentando o risco em 10 a 20 vezes. Cerca de metade dos fumadores morre em consequência de doenças associadas ao tabaco, perdendo em média 13 anos de vida devido a este hábito.  O tabaco está associado a um grande número de cancros, nomeadamente, cavidade oral, esófago, pâncreas, fígado, rim, colo do útero, cólon e bexiga.

7. Evite bebidas alcoólicas

O consumo excessivo de álcool está diretamente associado ao desenvolvimento de cancro do fígado. Outros tipos de cancro parecem estar também associados ao consumo do álcool, nomeadamente o cancro da cabeça e pescoço, cancros gastrointestinais (esófago, cólon), cancro do pâncreas e cancro da mama.

8. Consulte o médico com regularidade

Consulte o seu médico assistente quando surgir um sinal ou sintoma de novo, ou seja, que não seja comum para si. A periodicidade dos exames deve ser discutida com o seu médico, uma vez que varia de acordo com as suas queixas, os seus antecedentes pessoais (doenças anteriores) e antecedentes familiares (doenças prévias na família).

9. Pratique exercício físico 

A diminuição da atividade física, parece aumentar o risco de cancro. Um estilo de vida sedentário parece ser responsável por 5% de todas as mortes por cancro. Para os não fumadores, é o mais importante factor de risco modificável. Um estudo japonês demonstrou que a prática de exercício físico está associada à diminuição do risco de cancro do fígado, pâncreas e estômago. Os dados deste estudo mostram que a redução de risco é mais significativa sobretudo no caso do cancro do cólon e da mama.

10. Lave os dentes 

Uma correta higienização da boca é importante. Uma má higiene da cavidade oral parece estar associada a um aumento do risco de desenvolvimento de cancros da cabeça e pescoço.

11. Proteja-se do sol 

A exposição solar prolongada, bem como os dados causados pela radiação ultravioleta (como a que acontece nos solários, por exemplo), aumentam o risco de melanoma, um cancro da pele. Evite a exposição prolongada ao sol, sobretudo nas horas de maior calor, e use protetor solar de acordo com o seu tipo de pele. Caso repare num sinal novo, ou note que um sinal que já tinha mudou de aspecto, por exemplo apresenta assimetria, bordos irregulares, cor diferente da que tinha anteriormente (ou diferente dos outros sinais), dimensão (aumentou de tamanho), hemorragia de novo (sangramento), consulte o seu médico.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Serviço Nacional de Saúde
As receitas médicas sem papel ultrapassam já 95% do total do receituário em Portugal e em alguns dias deste mês foram...

Segundo dados disponíveis no portal do Serviço Nacional de Saúde (SNS), perto de 100% das instituições do SNS já aderiram à receita sem papel e no setor privado mais de 84% prescrevem receitas eletrónicas.

Na Região Autónoma da Madeira, a prescrição eletrónica desmaterializada de medicamentos já passa os 96% e nos Açores, onde só entrou em vigor a 30 de janeiro, está nos 22%.

“O mês de março tem apresentado valores bastante elevados, atingindo, em alguns dias do mês, mais de um milhão de receitas eletrónicas”, segundo dados do portal do SNS.

Numa receita eletrónica, quando o médico prescreve medicação o doente recebe no telemóvel um código que mostra na farmácia para comprar os medicamentos.

Em termos de poupança de papel, estima-se que num ano de utilização de receita sem papel sejam usadas menos 18 milhões de folhas.

As receitas eletrónicas começaram a ser usadas no ano passado.

Os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS), responsável pela receita eletrónica, estão a desenvolver um projeto para que os exames de diagnóstico passem a poder ser prescritos também sem recurso a papel e para que os médicos do SNS possam receber os resultados diretamente por via eletrónica.

OS SPMS criaram também uma aplicação para telemóvel onde os utentes podem ter, por exemplo, as guias de tratamento que acompanham as receitas médicas que atualmente já são passadas sem papel.

Boletim polínico
Os pólenes em suspensão no ar vão estar em níveis muito elevados nos próximos dias em todas as regiões de Portugal continental,...

No boletim polínico hoje divulgado, a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) prevê que, entre os dias 31 de março e 06 de abril, os pólenes de árvores como o pinheiro, plátano, azinheira ou carvalhos, e das ervas urtiga, azeda e gramíneas, vão estar em níveis muito elevados.

Nos arquipélagos dos Açores e da Madeira os níveis vão estar moderados e baixos, respetivamente.

Os pólenes das ervas e das árvores provocam na primavera reações alérgicas em muitas pessoas, caracterizadas normalmente por espirros, comichões ou falta de ar. Em algumas pessoas podem provocar rinite, conjuntivite ou asma.

Grupo de Ativistas em Tratamentos
A organização não-governamental Grupo de Ativistas em Tratamentos considera que Portugal começou tarde a responder ao surto de...

Segundo o médico do Grupo de Ativistas em Tratamentos (GAT) Diogo Medina, o grupo de ativistas, que trabalha na sensibilização para as questões relacionadas com o VIH/SIDA, foi pela primeira vez informado pelos médicos de uma deteção anormalmente elevada de casos de hepatite A em janeiro deste ano.

“O surto epidémico em Portugal é o mais grave, em números, da Europa ocidental, muito superior ao surto em Espanha, Holanda e em outros países”, afirmou.

Segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS) de 01 de janeiro a 29 de março de 2017 foram notificados 115 casos de hepatite A (dos quais, 107 confirmados laboratorialmente) e 58 doentes foram hospitalizados.

Do total, 97% são adultos jovens do sexo masculino, principalmente residentes da área de Lisboa e Vale do Tejo.

Em comparação com Portugal, Espanha tem menos casos (72), o que Diogo Medina atribui a uma resposta mais rápida das autoridades de saúde que, “assim que tiveram conhecimento do surto começaram a vacinar as pessoas” de risco.

Segundo a própria DGS, esta infeção pode ser assintomática, o que o médico do GAT considera que traz um problema adicional, pois “cerca de 30% das pessoas que entraram em contacto com o vírus não vão ter a doença”, mas podem transmiti-la.

A solução passa, segundo Diogo Medina, por vacinar as pessoas em maior risco de adquirir a hepatite A.

Segundo uma orientação da DGS, para a qual o GAT foi ouvido, estão em maior risco homens que fazem sexo com homens com os seguintes comportamentos: sexo anal (com ou sem preservativo), sexo oro-anal, sexo anónimo com múltiplos parceiros, sexo praticado em saunas e clubes e encontros sexuais combinados através de aplicações tecnológicas.

“O médico assistente, através de prescrição médica, pode recomendar a vacinação das pessoas nas circunstâncias referidas”, refere o documento.

São também pessoas em maior risco quem se desloque para áreas endémicas, como Ásia, África, América Central e do Sul sem ter a vacina.

Existem atualmente três estirpes deste vírus a circular na Europa. A estirpe identificada em Portugal teve origem na América do Sul, entrando na Europa por Espanha através de viajantes não vacinados e que contactaram com o vírus naquele continente.

Uma outra começou em Taiwan e chegou à Europa pela Holanda e uma outra estirpe foi detetada na Alemanha, com origem ainda por conhecer.

Em Portugal, os primeiros casos deste surto foram detetados em dezembro, com os primeiros sintomas a terem começado em novembro de 2016.

Diogo Medina disse não compreender como as autoridades de saúde só em março tomaram medidas, como a orientação dirigida aos profissionais de saúde na quarta-feira, uma vez que os médicos começaram a informar o GAT em janeiro.

Para travar o surto, Diogo Medina defende a vacinação de todas as pessoas em maior risco de adquirir a hepatite A, mostrando preocupação com o número de vacinas disponíveis.

Apesar de reconhecer que as vacinas ainda não estão esgotadas, são vários os casos de doentes que regressam ao GAT sem terem conseguido encontrar a vacina prescrita pelo médico nas farmácias a que se dirigiram, disse.

O presidente do GAT, Luís Mendão, recorda que este grupo há anos que defende que a vacina da hepatite A deve ser promovida e distribuída gratuitamente entre pessoas que usam drogas e homens que têm sexo com homens com comportamentos de risco.

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