Medicina geral e familiar
A Administração Regional de Saúde do Norte anunciou ter realizado em 2016 mais de 12 mil consultas no âmbito dos Cuidados de...

“Esta Administração Regional de Saúde finalizou o ano de 2016 com 12.761.632 consultas, mais 1,6% do que as verificadas no ano anterior na especialidade de Medicina Geral e Familiar”, refere em comunicado a ARSN segundo a qual o valor representa um “maior acesso da população [da região Norte] ao seu Médico de Família”.

A Administração Regional de Saúde do Norte (ARSN) diz mesmo que atualmente a população do Norte tem “quase 100% de cobertura no que aos Cuidados Primários de Saúde diz respeito”.

O resultado positivo de um maior número de consultas realizadas em 2016 no âmbito dos Cuidados de Saúde Primários está relacionado com a “reforma dos Cuidados de Saúde que o Ministério da Saúde está a levar a efeito, nomeadamente no que respeita ao aumento do número de Unidades de Saúde Familiar (USF)”, refere o comunicado.

Apesar do resultado positivo, tanto o Ministério da Saúde, como as chefias da região Norte, designadamente os Agrupamentos de Centros de Saúde e USF, pretendem ao longo deste ano “melhorar ainda mais”.

A finalidade é “dotar as unidades com mais equipas de Saúde Familiar proporcionando, por um lado, a integração de cuidados, melhorando assim a performance hospitalar e, por outro lado, alargando a oferta de serviços, nomeadamente ao nível da saúde oral, alimentar e da psicologia clínica, proporcionando maior acessibilidade e ganhos assistenciais consideráveis”, refere o mesmo comunicado.

Dia Mundial do Sono
Dormir bem é fundamental para o nosso bem-estar psíquico, emocional e cognitivo, no entanto, estima-

As perturbações do sono estão entre as mais frequentes na prática clínica, afetando pelo menos uma em cada 6 pessoas. Há uma relação muito próxima entre sono de qualidade e saúde mental; o sono é essencial para o bem-estar psicológico.

O sono desempenha diversas funções

O sono é determinante na regulação da homeostasia do nosso organismo, contribuindo para manter o equilíbrio do meio interno. Entre as funções do sono encontram-se a conservação de energia, restauração de tecidos, organização da memória, fortalecimento de células do sistema imunitário e secreção de hormona do crescimento (GH – “growth hormone”) em crianças e adolescentes.

Arquitetura do Sono

O sono divide-se em sono não-REM (sem movimentos oculares rápidos, do inglês REM – “rapid eye movement”) e sono REM.

SONO NÃO-REM

O sono não-REM ocupa cerca de 75% do sono e estrutura-se em 4 fases.

Fase 1 – transição entre sono e vigília, facilmente interrompida por ruídos ou toques. Ondas cerebrais rápidas.

Fase 2 – Sono mais profundo. Cessam os movimentos dos olhos. Os músculos relaxam. Importante para a consolidação da memória. São necessários estímulos mais intensos para despertar. Ondas cerebrais rápidas.

Fase 3 – Mais profunda que a anterior. Início de ondas lentas. Atividade cardíaca e respiração abrandam. Importante para funções reparadoras do sono.

Fase 4 – Corresponde ao sono mais profundo, em que é mais difícil acordar uma pessoa. Continuam as funções reparadoras, de crescimento e recuperação de células, tecidos e órgãos.

SONO  REM

No sono REM há atonia muscular generalizada, mas aumento marcado da atividade cerebral. É nesta fase que ocorrem os sonhos. Pode ser também importante para a consolidação da memória.

Ao longo da noite os ciclos de sono não-REM – REM sucedem-se a cada 90 a 110 minutos, e os períodos de sono REM tornam-se progressivamente mais longos. Os últimos correspondem a 25% do total, portanto passamos menos de ¼ do tempo a sonhar.

As necessidades de sono são variáveis

As necessidades de sono variam em função da altura do ano, da atividade física e profissional e sobretudo da idade: os bebés passam 95% do tempo a dormir no útero durante a gravidez, um recém-nascido pode dormir cerca de 16 horas. Já uma criança de quatro anos pode necessitar de dormir 12 horas, um adolescente 10 horas, um adulto cerca de 8 e um idoso cerca de 6 horas.

Assim, um adulto jovem tem necessidade de dormir 6,5 a 8 horas de sono por noite. Uma pequena percentagem da população (6 a 8%) tem necessidades de sono inferiores, os chamados “short sleepers” e uma percentagem semelhante, “long sleepers”, necessidades superiores.

O sono é regulado por vários fatores

A regulação do sono depende de vários aspetos, mas entre os mais importantes estão a luz (no escuro segrega-se uma hormona, a melatonina, que induz a entrada no sono) e a temperatura interna do corpo (a temperatura do corpo vai subindo até cerca das 18h e começa então a descer lentamente até à madrugada seguinte, quando normalmente temos necessidade de nos aconchegar na cama).

Higiene do Sono

A higiene do sono é o conjunto de regras, rotinas e modificações de estilo de vida, que permitem readquirir padrões de sono saudáveis.

Entre as medidas mais importantes estão deitar e levantar a horas regulares, não ingerir refeições pesadas antes de ir para cama, não ingerir estimulantes à noite, não beber demasiados líquidos e ter o cuidado de urinar, pelo menos, após o jantar e antes do deitar, não fazer exercício físico intenso à noite, fazer uma atividade relaxante antes de dormir (ler, conversar, ouvir música suave, …), não ficar até tarde a ver televisão ou ao computador e NÃO adormecer a ver televisão. 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Estudo
Investigadores do Porto concluíram que em pacientes saudáveis e pós-AVC a natureza da tarefa que pretendem desempenhar tem...

Verificou-se que os padrões do movimento, tanto no que se refere ao tempo como à precisão, são influenciados pelo objeto que está a ser manipulado, diferindo quando se trata de um objeto com uma função associada, como uma garrafa, ou de um sem função específica, como uma caixa de cartão, disseram a investigadora Mariana Silva e a responsável pelo projeto, Sandra Mouta.

Também o tipo de instrução tem influência nesses dois parâmetros, quando são comparadas tarefas intencionais, como beber, com movimentos sem finalidade específica, como levantar um objeto, explicaram as investigadoras do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

Este são alguns alguns dos resultados do projeto HUMERAL - 'Human Motor (re)Learning: the use of sensor information fusion' ((Re)Aprendizagem motora humana: o uso da fusão de informação de sensores) - que visa verificar o papel, em termos de rapidez e precisão, dos movimentos do membro superior executados por pessoas com diagnóstico pós-AVC, consoante o tipo de objeto e o contexto (instrução).

"Sabemos que existem técnicas adotadas pelos fisioterapeutas para se focarem na estimulação de grupos musculares específicos e que há uma recuperação da atividade motora nos meses subsequentes ao AVC. Contudo, a recuperação da atividade motora do membro superior é habitualmente mais lenta, comparativamente à recuperação da marcha, e não completamente conseguida", referiram as investigadoras.

Para as investigadoras, era essencial perceber de que forma a reabilitação pode ser mais direcionada para tarefas com implicações diárias, possivelmente contribuindo para uma melhoria da recuperação motora e, por fim, que se traduzisse numa maior autonomia por parte dessa população.

Os resultados obtidos neste projeto, como referiram, ajudam a identificar condições que potenciam a aprendizagem motora e a suportar o desenvolvimento de metodologias ou tecnologias de apoio ao treino e reabilitação física.

"Este suporte pode passar, por exemplo, pela seleção dos melhores estímulos, tarefas e 'feedback' a serem utilizados durante as sessões de treino motor ou cognitivo", indicaram.

Os dados para o estudo foram recolhidos no Laboratório de Biomecânica do Porto (Labiomep) da Universidade do Porto, fazendo parte da primeira amostra participantes sem qualquer patologia ao nível dos sistemas motor e percetivo.

Posteriormente, foi realizada a coleta de dados de indivíduos com um diagnóstico específico - AVC unilateral na artéria cerebral média -, confirmado com exame neuroimagiológico e relatório médico, cujo período pós-AVC fosse de, pelo menos, seis meses.

Foram também tidos em conta outros fatores que pudessem influenciar os resultados do estudo, como dores musculares ou patologias neuromusculares e défices ao nível percetivo ou cognitivo.

No projeto participaram ainda o professor do INESC TEC Miguel Velhote Correia, duas fisioterapeutas da Escola Superior de Tecnologia da Saúde do Porto, um técnico do Labiomep, uma investigadora de Ciências do Desporto, do Instituto Politécnico da Guarda, e outros colaboradores das áreas de engenharia e fisioterapia.

O Humeral foi financiado pela Fundação Bial em, aproximadamente, 50 mil euros.

Estudo
Um tratamento com cannabidiol, um derivado da canábis sem efeitos psicotrópicos, reduziu para metade a ocorrência de ataques...

"Pelo menos 80% dos casos viram a frequência de crises reduzida para metade. E isso é muito difícil de conseguir", comentou em entrevista coletiva o neuropediatra Sául Garza, responsável pela investigação e coordenador da Unidade de Neurodesenvolvimento do Hospital Espanhol da Cidade do México.

O estudo, pioneiro no país com crianças com a doença, foi realizado com 38 pacientes, escreve o Sapo. As crianças receberam durante um ano o RHSO-X 5000mg, um produto do cannabidiol puro derivado do cânhamo e recentemente aprovado pela Comissão Federal Contra Riscos Sanitários do México (Cofepris).

De acordo com os resultados, 33 pacientes (86%) tiveram uma melhoria em 50% das crises. Desses, 21 atingiram uma redução dos ataques epilépticos de até 75%. Em cinco casos, as convulsões desapareceram totalmente.

Por outro lado, o tratamento falhou em outras cinco crianças. "Os cinco meninos que não responderam ao óleo de cannabidiol continuaram com o seu tratamento habitual, sem que a saúde deles fosse afetada", afirmou Garza.

Além da redução das crises, o uso do medicamento gerou outros benefícios nas crianças, disse o líder da pesquisa, como uma melhoria no estado de alerta e maior interação social.

No entanto, o remédio também provocou efeitos secundários, com 30% das crianças a ter episódios de diarreia ou insónia, problemas que são complicações recorrentes de outros tratamentos convencionais.

Estudo
Uma equipa de investigadores conseguiu voltar a fazer crescer osso no crânio de um ratinho, segundo um estudo publicado na...

Investigadores da Universidade de Northwestern e da Universidade de Chicago, ambas nos Estados Unidos, conseguiram obter uma inovação que poderá no futuro melhorar os cuidados prestados a pacientes com traumatismos severos do crânio.

Para a reparação do osso, que era um buraco no crânio de um rato de laboratório, a equipa empregou uma combinação de tecnologias que regeneraram o osso, com vasos sanguíneos de suporte, sem desenvolver cicatriz e com maior rapidez do que métodos já utilizados, escreve o Sapo.

Para o ensaio, os investigadores recolheram células do crânio do ratinho e modificaram-nas de forma a produzirem uma proteína potente - a BMP-9 - para fazer crescer o osso. De seguida utilizaram um tipo de hidrogel que deu suporte para ir paulatinamente inserindo células na área afetada.

"Os resultados são empolgantes", comentou Guillermo Ameer, professor de engenharia biomédica na Escola de Engenharia McCormick na Universidade de Northwestern. A combinação daquelas tecnologias foi um sucesso, comentou o investigador numa nota da instituição de ensino.

As lesões cranianas são difíceis de tratar e muitas vezes exigem um enxerto de osso de outra parte do corpo, uma micro-cirurgia por vezes falível e cujo pós-operatório é bastante doloroso.

Estudo
Um estudo conduzido por uma equipa de investigadores apurou que a cafeína e outros 23 compostos - que não estão presentes no...

Um estudo liderado por Hui-Chen Lu, da Universidade do Indiana, nos Estados Unidos, provou que esses 24 compostos aumentam a produção de uma enzima conhecida como NMNAT2, substância esta que bloqueia processos que podem dar origem a demências como a doença de Alzheimer.

Num estudo anterior, segundo o Sapo, esta investigadora já tinha demonstrado que a enzima NMTAT2 oferecia proteção ao cérebro contra um tipo de stress prejudicial ao ligar-se às proteínas tau.

Agora, na presente investigação, a equipa identificou compostos que podem aumentar a produção de NMNAT2, potenciando os seus efeitos protetores.

Através de uma plataforma de rastreio, os investigadores testaram mais de 1.280 farmacológicos. No final do estudo, os cientistas identificaram 24 compostos que aumentam a produção de NMNAT2, com a cafeína a liderar o ranking.

Os investigadores administraram então cafeína a ratinhos que tinham sido geneticamente modificados para produzirem níveis baixos de NMNAT2. Foi observado que os ratinhos começaram a produzir níveis daquela enzima comparáveis aos de ratinhos normais.

A equipa acredita que estas descobertas abrem portas para novos fármacos com vista à prevenção da doença de Alzheimer e de outras doenças neurodegenerativas.

Estudo
Um estudo dinamarquês agora publicado concluiu que o Ibuprofeno aumenta em 31% o risco de paragem cardíaca. No caso do...

Um grupo de investigadores dinamarqueses lançou o alerta: é preciso restringir a venda do analgésico Ibuprofeno, porque análises científicas concluíram que o medicamento aumenta o risco de ataque cardíaco em 31%.

A informação é avançada por um estudo publicado no European Heart Journal, escreve o Sapo, com base em dados clínicos de cerca de 29 mil pacientes dinamarqueses que sofreram paragens cardíacas.

Outros medicamentos do mesmo grupo de analgésicos, conhecidos como anti-inflamatórios não esteroides, e também analisados no estudo, são ainda mais perigosos: é o caso do Diclofenaco, no qual o risco de paragem cardíaca aumenta para 50%.

De acordo com o jornal britânico "Guardian", o principal autor do estudo, o médico cardiologista e professor Gunnar Gislason, da Universidade de Copenhaga, exige controlos mais rigorosos sobre a venda destes fármacos.

"Permitir que esses medicamentos sejam adquiridos sem receita médica e sem qualquer conselho ou restrição, envia uma mensagem ao público de que devem ser seguros. Estas descobertas são um forte lembrete de que os anti-inflamatórios não esteroides não são inofensivos", alerta o investigador numa nota de imprensa da referida instituição de ensino.

"O Diclofenaco e o Ibuprofeno, ambos  medicamentos comummente utilizados, estão associados a um aumento significativo do risco de paragem cardíaca. Os anti-inflamatórios não esteroides devem ser utilizados com precaução e para uma indicação válida. Estes fármacos, provavelmente ,devem ser evitados em pacientes com doença cardiovascular ou com muitos fatores de risco do foro cardiovascular", lê-se ainda no mesmo comunicado.

Já em setembro do ano passado, um outro estudo publicado na revista British Medical Journal dava conta de que as pessoas que consomem este tipo de medicamentos tinham uma probabilidade 19% superior de ter uma falha cardíaca nos 14 dias seguintes à sua ingestão.

As conclusões da equipa da Universidade Milano-Bicoca, em Itália, basearam-se em dados relativos a 10 milhões de pessoas do Reino Unido, Holanda, Itália e Alemanha, que iniciaram um tratamento com aqueles anti-inflamatórios entre 2000 e 2010.

Estudo
Uma variante de um gene comum encontrada em cerca de um terço da população pode explicar porque os cérebros de algumas pessoas...

Este gene, conhecido como TMEM106B, acelera até 12 anos o envelhecimento normal do cérebro nas pessoas idosas, de acordo com o relatório publicado na revista Cell Systems.

O gene geralmente começa a afetar as pessoas com cerca de 65 anos, escreve o Sapo, particularmente nas regiões do córtex frontal, responsável por processos mentais importantes como a concentração, o planeamento, o julgamento e a criatividade.

"Se olhar para um grupo de idosos, alguns parecerão mais velhos e outros maisjovens do que os seus colegas", comentou Asa Abeliovich, autor do estudo e professor de patologia e neurologia no Centro Médico da Universidade de Columbia.

"As pessoas que têm duas cópias más deste gene têm um córtex frontal que, por diversos indicadores biológicos, parecem ser 12 anos mais velhos do que o daqueles que têm duas cópias normais", acrescenta.

Os investigadores encontraram o gene ao analisar dados genéticos obtidos a partir de autópsias de amostras de cérebro humano retiradas de 1.904 pessoas sem qualquer doença aparente. Até aos 65 anos de idade, "todos estão no mesmo barco e então há algum stress ainda não identificado que entra em ação", disse Abeliovich.

"Se tivermos duas cópias boas do gene, respondemos bem a esse stress. Se tivermos duas cópias ruins, o cérebro envelhece rapidamente", afirmou.

Anteriormente foram encontrados outros genes individuais que aumentam o risco de doenças neurodegenerativas, tais como a apolipoproteína E (apoE) para a doença de Alzheimer.

Consórcio da Sociedade Médica sobre o Clima e a Saúde
As mudanças climáticas estão a causar mais pessoas doentes, ao promoverem o aumento dos níveis de poluição atmosférica e da...

O Consórcio da Sociedade Médica sobre o Clima e a Saúde representa mais da metade dos médicos dos Estados Unidos e pretende ajudar os criadores de políticas públicas a compreender os riscos para a saúde do aquecimento global. "Nós, médicos de todos os cantos do país, vemos que as mudanças climáticas estão a fabricar americanos doentes", disse Mona Sarfaty, diretora do novo consórcio.

"Os danos estão a ser sentidos principalmente pelas crianças, idosos, pessoas com baixo rendimentos ou doenças crónicas, e pela comunidade negra", afirmou.

O grupo divulgou um relatório que explica como as mudanças climáticas afetam a saúde e insta a uma rápida transição para as energias renováveis, escreve o Sapo. O texto vai ser distribuído pelos membros do Congresso, de maioria republicana.

Doenças respiratórias
As principais advertências surgem no campo dos problemas respiratórios e cardíacos. O aumento da sua incidência tem sido associado ao incremento dos incêndios florestais e da poluição do ar, assim como às consequências do calor extremo.

As doenças infecciosas podem propagar-se mais e mais rápido quando os mosquitos e carrapatos que transmitem as doenças ampliam sua área de ação, afirma o texto. O clima extremo, assim como os furacões e as secas, podem tornar-se mais comuns, destruindo casas e meios de subsistência e prejudicando a saúde mental das pessoas, alerta.

A maioria dos norte-americanos não está ciente de que os aumentos dos ataques de asma e de alergias também estão relacionados com as mudanças climáticas, de acordo com o relatório.

Parentalidade
O Porto Canal estreia no próximo sábado o programa “Filhos & Cadilhos”. Inteiramente dedicado aos temas da parentalidade,...

A estreia está marcada para o próximo sábado às11h00,sendo as honras de apresentação feiras por Mariana D’ Orey. Com uma duração de 50 minutos, o novo “Filhos &Cadilhos” vai dedicar-se à parentalidade abordando para o efeito várias temáticas deste universo: gravidez, recém-nascidos e crianças: saúde, alimentação, roupa e acessórios, puericultura, primeiros cuidados com o bebé, entre muitos outros temas de interesse.

O novo programa vai por isso contar com uma série de rubricas fixas, assim como com um conjunto de convidados e reportagens diversas que se vão alterando de programa para programa. As rubricas incluídas são:

Boca de leão: rubrica dedicada às questões da alimentação. Semanalmente será apresentada uma proposta de menu infantil – sugerido por uma bloguer, um chef de cozinha ou por mães – devidamente escrutinado por uma nutricionista pediátrica. As receitas podem ser visionadas posteriormente no site dos bloggers convidados.

Vou contar até 3: dedica-se aos temas comportamentais e educacionais, sendo que todas as semanas a especialista convidada (a psicóloga Maria Andressen) traz um tema central que é discutido e poderá incluir outro entrevistado.

Dois por um: a puericultura será o tema central de um espaço que será composto por uma abordagem teórica do tema e também uma demonstração. Como convidado fixo podemos contar com a colaboração do projeto D’Barriga (Joana Freitas) e, posteriormente, com uma demonstração.

Grande pinta: as últimas tendências de moda e acessórios em destaque.

Doutor remédios: temas de saúde abordados com a ajuda de um pediatra. Os telespetadores poderão colocar questões via mail ou facebook.

A acrescentar a tudo isto, o “Filhos & Cadilhos” conta com várias reportagens, agenda de eventos infantis e vídeos caricatos com crianças que vão certamente proporcionar muita animação ao programa.

Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física
Cerca de 3,5 milhões de mulheres (65,5%) e 4,3 milhões de homens (85,9%) em Portugal apresentam uma ingestão de sódio acima do...

O sódio é "um dos nutrientes para os quais se estimou maior inadequação", tendo-se verificado "o importante contributo de alimentos como o pão, os produtos de charcutaria e a sopa" para esse elevado consumo, explicou a investigadora da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), Carla Lopes.

Este é um dos resultados do Inquérito Alimentar Nacional e de Atividade Física (IAN-AF), projeto liderado pela Universidade do Porto (UP) que, ao longo de um ano, avaliou mais de 6.500 pessoas, com idades compreendidas entre os três meses e os 84 anos, em todas as regiões do país.

No inquérito foi avaliado o consumo alimentar da população portuguesa, incluindo os tipos de alimentos consumidos, os nutrientes, os suplementos alimentares e nutricionais e outros comportamentos de risco, os níveis de insegurança alimentar e de atividade física, tendo a recolha de dados decorrido entre outubro de 2015 e setembro de 2016.

Outra das conclusões indica que "o consumo de carne vermelha, associado a risco de cancro do cólon (mais de 100 gramas por dia), é realizado por mais de 3,5 milhões de portugueses (34% da população)", referiu Carla Lopes, também investigadora do Instituto de Saúde Pública do Porto da Universidade do Porto (ISPUP), envolvido no projeto.

Segundo indica, um em cada dois indivíduos não consome a quantidade de fruta e produtos hortícolas recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o que aumenta a probabilidade de inadequação de nutrientes, como a fibra, e de micronutrientes, como o folato, o potássio e o cálcio.

Aproximadamente 1,5 milhões de pessoas (17% da população) "consomem pelos menos um refrigerante ou néctar por dia", indicou a especialista, acrescentando que a prevalência é maior nos adolescentes (40,6%).

O consumo elevado de álcool foi também verificado neste inquérito, em particular nos idosos, registando-se em 5% desse grupo a ingestão de um litro de bebida alcoólica por dia, sendo o vinho o produto mais frequentemente consumido.

Na população com mais de 15 anos, 5,4% das mulheres e 24,3% dos homens "consome álcool excessivamente", alerta a investigadora, que vê a ingestão de açúcares acima das recomendações (15% da população, número que aumenta para 31% nos adolescentes) como outro dos resultados mais preocupantes.

De acordo com a coordenadora do IAN-AF, o nível de atividade física registado "é baixo" e "apenas em 27% da população os indivíduos com mais de 15 anos foram considerados fisicamente ativos", o que equivale à prática de uma hora ou mais de atividades moderadas por dia ou 30 minutos de atividade vigorosa.

Nos jovens entre os 15 e os 21 anos "é relevante a diferença entre os sexos", havendo 50% ativos no sexo masculino e apenas 20% no sexo feminino, estando as regiões de Lisboa, Alentejo e Algarve associadas a um maior grau de sedentarismo.

Dada a baixa prevalência de indivíduos classificados como fisicamente ativos, as medidas a implementar devem considerar "não apenas o aumento das atividades de lazer e desportivas mas uma mudança de hábitos no dia-a-dia" da população, salientou Carla Lopes.

Outros dados demonstram que apenas 41,4% das mulheres grávidas fez suplementação com ácido fólico antes de engravidar e que, no período entre 2015 e 2016, 10% das famílias em Portugal experimentaram insegurança alimentar, ou seja, tiveram dificuldade de fornecer alimentos suficientes a toda a família, devido à falta de recursos financeiros.

Segundo a investigadora, o primeiro inquérito alimentar nacional foi em 1980. Este realizado agora, que inclui de forma inédita todas as regiões de Portugal continental e ilhas, "vem não só cobrir a falta de informação de indicadores de saúde nestas áreas de avaliação", mas também "permitir a sua comparação com países europeus".

O IAN-AF é apresentado hoje, na Reitoria da Universidade do Porto (UP), num evento que inclui um debate sobre a importância dos resultados para a definição de políticas públicas.

Este projeto, no qual participaram 15 investigadores e mais de 60 colaboradores, foi desenvolvido por um consórcio liderado pela UP, com o contributo das faculdades de Medicina, de Ciências da Nutrição e Alimentação e de Desporto, bem como do ISPUP.

Envolveu ainda o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, as faculdades de Medicina e de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, a Faculdade de Medicina da Universidade de Oslo (Noruega) e a empresa SilicoLife, tendo sido financiado pelo programa EEAGrants - Iniciativas em Saúde Pública.

Os resultados do inquérito nacional vão ser apresentados também em Lisboa, na sexta-feira, na Fundação Calouste Gulbenkian.

Direção-Geral da Saúde
Dois novos casos de “legionella” foram notificados, elevando para quatro o número de pessoas comprovadamente infetadas no...

Num comunicado anterior a Direção-Geral da Saúde (DGS) dava conta de um novo caso da “doença dos legionários” no concelho da Maia mas a mesma entidade diz agora que foi notificado outro caso, acrescentando que se admite “a possibilidade de exposição ocupacional, uma vez que ambos são trabalhadores da mesma unidade fabril”.

Os dois casos estão internados (um no Centro Hospitalar de São João e outro no Centro Hospitalar do Porto – Hospital de Santo António) e ambos estão “em estado clínico considerado estável”.

As duas pessoas, diz-se no comunicado, poderão ter contraído a infeção antes da conclusão dos trabalhos de descontaminação das torres de arrefecimento da empresa em causa.

A DGS lembra no documento que as torres de arrefecimento da fábrica estão tratadas e sem contaminação, e diz que se mantém “o nível de alerta para a população em geral”.

Num comunicado anterior a DGS já tinha dito que a população residente no concelho da Maia não precisa de tomar cuidados adicionais.

Prosseguem os trabalhos de investigação epidemiológica, lembra também a autoridade de saúde no comunicado.

Na terça-feira a DGS confirmava que desde novembro de 2016 foram identificados dois casos de “doença dos legionários” em trabalhadores da Empresa Sakthi Portugal, na Maia, estando outros seis “em estudo”.

Na segunda-feira, a DGS avançava apenas com um caso confirmado na fábrica da Maia e outros sete “em estudo”.

ONU
Portugal organiza esta quinta-feira, na sede da ONU em Nova Iorque, um evento de alto nível sobre Mutilação Genital Feminina...

"Queremos ser um país referência quando se fala do combate à Mutilação Genital Feminina (MGF) no mundo. Queremos ser um país que faz pontes e parcerias, não só com a Guiné-Bissau, mas também outros países africanos, como a República da Guiné, a Guiné Conacri, o Burkina Faso, e que tenta construir pontes para que o trabalho que fazemos possa chegar a estes países", explicou a secretária de Estado para Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino.

Além da secretária de Estado, o evento conta com a participação da apresentadora de televisão Catarina Furtado, embaixadora da boa-vontade do Fundo de População das Nações Unidas, e tem o tema "Let's be the generation that eliminates FGM once and for all" (Vamos ser a geração que elimina a mutilação genital feminina de uma vez por todas).

"Apesar de sermos um país que não tem esta prática, acabamos por estar na linha da frente na defesa destas mulheres e raparigas porque temos comunidades que têm culturalmente esta realidade. Com este evento, queremos fazer uma troca de boas práticas e um trabalho concertado", explicou a secretária de Estado.

O evento, que é organizado em colaboração com o Fundo de População das Nações Unidas e o Fundo das Nações Unidas para crianças (UNICEF), acontece no âmbito da na 61.ª sessão da comissão para Estatuto da Mulher (CSW) e é um dos grandes eventos realizados à margem do encontro.

O primeiro painel da conferência será moderado pelo diretor-executivo do Fundo de População das Nações Unidas, Babatunde Osotimehin, e contará com um discurso da secretária de Estado.

Participam na discussão a primeira-dama do Burkina Faso, Adjoavi Sika Kaboré, a embaixadora da Grécia junto da ONU, Mara Marinaki, a ministra das mulheres e crianças da Guiné, Sanaba Kaba Camara, o ministro do comércio e emprego da Gâmbia, Isatou Touray, e a secretária de estado da Noruega, Laila Bokhari.

O segundo painel será moderado por Catarina Furtado e terá uma intervenção da vice-diretora da Fundo das Nações Unidas para crianças, Fatoumata Ndiaye.

O segundo painel terá ainda os contributos da especialista italiana da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres Bianca Pomeranzi, da presidente do comité de eliminação de más praticas de saúde em mulheres e crianças da Guiné-Bissau, Fatumata Djau Baldé, os ativistas Gabriel Ademeyo e Fatima Porgho e a diretora do Comité Africano contra Práticas Nocivas, Morissanda Kouyate,

A 61.ª sessão da comissão para Estatuto da Mulher (CSW) teve inicio na segunda-feira, com uma intervenção do secretário-geral, António Guterres, e o seu tema prioritário é o empoderamento das mulheres num mercado de trabalho em mudança.

Associação Americana para o Avanço da Ciência
Um rápido, preciso e versátil teste com base em papel pode determinar o tipo de sangue em segundos, anunciou a Associação...

O teste não precisa de equipamentos especializados e é uma abordagem mais económica para determinar o grupo sanguíneo.

Após a análise de 3.550 amostras clínicas de sangue o teste demonstrou uma taxa de exatidão superior a 99,9%, sendo que as únicas inconsistências aconteceram em ensaios com tipos de sangue muito raros.

Ao contrário dos testes convencionais de tipo de sangue (microplacas ou colunas de gel), tecnicamente mais exigentes e lentos na produção de resultados, o novo método classificou as amostras nos grupos sanguíneos A, B e O e fator Rh em menos de 30 segundos e com apenas duas ações simples.

Para criar o teste os cientistas aproveitaram as reações químicas entre as proteínas do soro sanguíneo e um corante designado “verde de bromocresol” quando misturados num papel absorvente.

Os investigadores utilizaram uma pequena amostra numa tira de papel de teste contendo anticorpos que reconheceram diferentes tipos de sangue e os resultados apareceram como diferentes cores. Com um pouco mais de tempo, mas sempre menos de dois minutos, foi possível identificar também vários tipos raros de sangue.

Agência Europeia dos Produtos Químicos
A Quercus defendeu que "já é tradição das agências europeias serem favoráveis à indústria", e não fazerem estudos...

A Agência Europeia dos Produtos Químicos considerou que o glifosato não deve ser considerado cancerígeno, o que deverá levar a Comissão Europeia a relançar o procedimento para a renovação da licença desta substância.

"Infelizmente não é surpresa, já é tradição das agências europeias serem favoráveis à indústria", disse Alexandra Azevedo, da Quercus, que, tal como as organizações ambientalistas europeias, defende que o glifosato é potencialmente causador de cancro, posição que baseiam em estudos da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Há mais de um ano, a OMS classificou este herbicida como "carcinogénico provável para o ser humano e carcinogénico provado para animais de laboratório".

O químico, usado na agricultura, tem sido alvo de vários alertas dos ambientalistas e, em Portugal, em 2014, a Quercus lançou uma campanha nacional a apelar aos municípios para que deixem de utilizar pesticidas para eliminar ervas daninhas em jardins e outros locais públicos, com o argumento de que são responsáveis por danos na saúde, podendo provocar cancro.

Em Portugal, o Governo já aprovou, em janeiro, a proibição do uso de pesticidas em espaços públicos como jardins infantis, parques e jardins urbanos, escolas e hospitais “com o objetivo de reduzir e controlar os efeitos sobre a saúde pública”.

Alexandra Azevedo salientou que "as agências europeias não fazem quaisquer estudos e apenas se baseiam nas informações fornecidas pela indústria" que não divulga os trabalhos.

Ao contrário, acrescentou, a posição da OMS parte de estudos científicos publicados.

"Organizações internacionais como a Greenpeace, têm denunciado a falta de transparência e o concluiu com a indústria em entidades que deviam ser garantia de isenção e defesa do interesse público", criticou a ambientalista.

O Comité de Avaliação de Riscos europeu chegou, por consenso, à conclusão de que a substância não deve ser catalogada como potencialmente cancerígena, depois de analisar toda a informação recolhida sobre o glifosato, anunciou hoje em Helsínquia o diretor da agência, com sede na capital finlandesa.

A Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) tem a responsabilidade de classificar os produtos químicos na UE e determinar o seu perigo potencial.

O parecer da ECHA também já mereceu críticas por parte de diversas Organizações Não-governamentais (ONG), que recordam outros pareceres científicos em sentido contrário.

“Para chegar às suas conclusões, a ECHA rejeitou provas científicas flagrantes de cancro em animais de laboratório”, lamentou já a Greenpeace, que acusou ainda os especialistas da agência europeia de ignorarem os alertas de dezenas de cientistas independentes.

Agência Europeia dos Produtos Químicos
A associação da indústria dos produtos contra pragas em culturas e plantas saudou a decisão da Agência Europeia dos Produtos...

"É uma boa notícia para os produtores" agrícolas que o usam como "substância fulcral" para a sua atividade "com baixo custo e baixo impacto ambiental", disse o diretor da Associação Nacional da Indústria para a Proteção das Plantas, António Lopes Dias.

O responsável considerou que a decisão de uma entidade "de última instância" significa que "não haverá mais argumentos" contra a utilização do glifosato, cujo uso continua a ser contestado pelos ambientalistas e por outros setores da sociedade civil.

Por os especialistas da agência considerarem que o glifosato não deve ser considerado cancerígeno, a Comissão Europeia deverá relançar o procedimento para a renovação da licença desta substância.

O parecer da ECHA já mereceu críticas por parte de diversas Organizações Não-governamentais (ONG), que recordam outros pareceres científicos em sentido contrário.

Em Portugal, o Governo já aprovou, em 26 de janeiro, a proibição do uso de pesticidas em espaços públicos como jardins infantis, parques e jardins urbanos, escolas e hospitais “com o objetivo de reduzir e controlar os efeitos sobre a saúde pública”.

António Lopes Dias afirmou que o produto já é usado com cuidados especiais, como proteção para os olhos do utilizador, a uma distância mínima de cursos de água e em doses controladas.

"Economicamente, tem um impacto muito grande, porque não se conhece outro produto que faça o mesmo com eficácia, sem deixar resíduos no terreno", afirmou.

Após análise
O Mistério do Ambiente revelou que análises realizadas pela Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento...

Em comunicado o gabinete liderado por Matos Fernandes refere que foi realizada no local uma inspeção extraordinária na última segunda-feira, tendo sido recolhidas amostras de água das torres de refrigeração e do tanque de arrefecimento e que os resultados analíticos conhecidos hoje "revelaram a ausência de Legionella pneumophila em todas as amostras recolhidas".

"[Confirma-se] que a empresa se encontra a dar cumprimento ao plano de manutenção das instalações. Não se verifica, assim, qualquer risco decorrente destas, e, por essa razão, não se justifica a adoção de quaisquer medidas subsequentes", lê-se na nota do Ministério do Ambiente.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) avançou na segunda-feira que tinha sido detetado um caso na fábrica da Maia, estando outros sete "em estudo".

Hoje foi confirmado um novo caso de "doença dos legionários" no concelho da Maia, distrito do Porto, subindo para três o número de confirmações de pessoas infetadas com a bactéria, uma vez que já terça-feira tinha sido confirmado um segundo caso.

Segundo a DGS este terceiro caso, notificado através do Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica (SINAVE), refere-se a um doente que se encontra internado no Centro Hospitalar de São João, no Porto, com "estado clínico considerado estável".

A DGS adianta que se mantém o nível de alerta, mas reitera que "a população residente no concelho da Maia não precisa de tomar cuidados adicionais", acrescentando que "os trabalhos conduzidos pela Inspeção-Geral do Ambiente (IGAMAOT) confirmam que a unidade fabril está em condições de continuar a laboração".

Também no seu comunicado, o Ministério do Ambiente destaca que a Sakthi havia sido inspecionada pela IGAMAOT no dia 26 de abril de 2016, tendo, à data dessa inspeção, "evidenciado o cumprimento das obrigações legais em matéria de controlo de Legionella pneumophila, designadamente através do cumprimento de um plano de manutenção e de realização periódica de análises".

"À data da referida inspeção não se verificava, assim, qualquer incumprimento legal. A IGAMAOT continuará a acompanhar o desempenho ambiental da referida empresa", termina a nota.

O vice-presidente da Câmara da Maia afirmou que "a população do concelho pode estar muito mais tranquila", porque o assunto relacionado com o surgimento de casos da "doença dos legionários" numa fábrica do concelho está "resolvido".

Instalada na Maia há 45 anos, a Sakthi Portugal opera na área da fundição de componentes para o setor do automóvel e é detida a 100% pela Sakthi Índia, empregando cerca de 520 trabalhadores e tendo uma faturação anual de 35 milhões de euros.

A doença, provocada pela bactéria 'legionella pneumophila', contrai-se por inalação de gotículas de vapor de água contaminada (aerossóis) de dimensões tão pequenas que transportam a bactéria para os pulmões, depositando-a nos alvéolos pulmonares.

1º Plano de Cuidados Integrados na Bexiga Hiperativa
Afetando mais de um milhão e meio de portugueses, a Bexiga Hiperativa tem um grande impacto na vida

A Bexiga Hiperativa, uma condição que se caracteriza pela presença de urgência urinária, geralmente acompanhada por aumento de frequência das micções, resulta da contração ou aperto involuntário e repentino do músculo da parede da bexiga, mesmo quando esta contém um volume reduzido de urina.

Não se encontrando sempre uma causa para as contrações anormais da bexiga há, no entanto, alguns fatores que podem contribuir ou agravar os sintomas. “O consumo de bebidas gaseificadas ou com cafeína, obstipação, musculatura pélvica fraca, excesso de peso ou obesidade, entre outros”, começa por enumerar Vera Pires da Silva, especialista em Medicina Geral e Familiar, reforçando a importância do diagnóstico precoce.

“A Bexiga Hiperativa afeta tanto mulheres como homens, ou seja, não é depentente do sexo dos doentes”, refere acrescentando que os dados apontam para cerca de um milhão e 700 mil portugueses, “com idade acima dos 40 anos”, que sofrem desta condição.

“A Bexiga Hiperativa não é o mesmo que a incontinência urinária”, ressalva, no entanto, a especialista explicando que a incontinência urinária pode ser um dos seus sintomas, mas que nem todos os doentes a apresentam.  “Alguns doentes têm queixas de Bexiga Hiperativa com incontinência urinária, enquanto outros não”, afirma.

Vontade súbita e intensa de urinar e difícil de adiar, necessidade de urinar com mais frequência, interrupção do sono várias vezes durante a noite devido à necessidade de urinar e/ou perda involuntária de urina associada à urgência são os principais sintomas.

Deste modo, embora fácil de diagnosticar, “esta síndrome pode ter um grande impacto na qualidade de vida dos doentes, porque estes podem limitar as suas atividades diárias e escolhas profissionais, devido ao receio dos sintomas e necessidade de ter uma casa de banho por perto”.

O seu tratamento pode ter diferentes abordagens. “Pode passar por uma abordagem conservadora que não implica medicação ou cirurgia, como pode requerer uma terapêutica farmacológica e, em casos mais graves, por alguma intervenção invasiva”, explica Vera Pires da Silva acrescentando que, embora a Bexiga Hiperativa não tenha cura, os seus sintomas podem ser atenuados ou vir a desaparecer com o tratamento adequado.

Para garantir que todos os casos são diagnosticados e que todos os doentes são acompanhados, recebendo o tratamento indicado para sua recuperação, foi criado o 1º Plano de Cuidados Integrados na Bexiga Hiperativa que conta com o apoio científico da Associação Portuguesa de Neurologia e Uroginecologia (APNUG), da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) e da Associação Portuguesa de Urologia (APU).

“O Plano de Cuidados Integrados na Bexiga Hiperativa consiste num documento de consenso entre especialidades que têm um papel na abordagem destes doentes e no qual pode ser encontrada toda a informação desde o diagnóstico até ao tratamento, passando pela articulação entre cuidados primários e secundários”, explica a médica.

“Este documento inclui informação atualizada sobre como proceder em doentes com queixas de bexiga hiperativa, quais as opções terapêuticas que podem ser oferecidas aos doentes, durante quanto tempo estas devem ser mantidas, quando ponderar alterar uma opção terapêutica caso esta não tenha tido  êxito pretendido ou quais as alternativas existentes e em que intervalos deve ser feito o seguimento”, acrescenta.

Medicina Geral e Familiar, Urologia, Ginecologia e Medicina Física e Reabilitação são as especialidades envolvidas e que assumem este compromisso com vista a minimizar impacto desta síndrome na vida dos doentes, evitando o abondono precoce do seu tratamento. 

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Agência Europeia dos Produtos Químicos
Os especialistas da Agência Europeia dos Produtos Químicos consideraram e que o glifosato não deve ser considerado cancerígeno,...

O Comité de Avaliação de Riscos chegou, por consenso, à conclusão de que a substância não deve ser catalogada como potencialmente cancerígena, depois de analisar toda a informação recolhida sobre o glifosato, cuja utilização é contestada por muitos na União Europeia, anunciou em Helsínquia o diretor da agência, com sede na capital finlandesa.

A Agência Europeia dos Produtos Químicos (ECHA) tem a responsabilidade de classificar os produtos químicos na UE e determinar o seu perigo potencial.

Face a este parecer, há muito aguardado, a Comissão Europeia deverá relançar o procedimento com vista à renovação da licença para utilização do glifosato, um processo que conheceu diversos avanços e recuos devido à falta de entendimento entre os Estados-membros da UE.

O parecer da ECHA já mereceu críticas por parte de diversas Organizações Não Governamentais (ONG), que recordam outros pareceres científicos em sentido contrário.

“Para chegar às suas conclusões, a ECHA rejeitou provas científicas flagrantes de cancro em animais de laboratório”, lamentou já a Greenpeace, que acusou ainda os especialistas da agência europeia de ignorarem os alertas de dezenas de cientistas independentes, baseando-se antes em estudos não publicados encomendados por produtores de glifosato.

Em Portugal, o Governo já aprovou, em 26 de janeiro, a proibição do uso de pesticidas em espaços públicos como jardins infantis, parques e jardins urbanos, escolas e hospitais “com o objetivo de reduzir e controlar os efeitos sobre a saúde pública”.

A alteração da regulação relativa aos produtos fitofarmacêuticos - produtos químicos para uso agrícola com o objetivo de combater ou evitar pragas em culturas e plantas - já havia sido antecipada em julho do ano passado pelo ministro do Ambiente, no quadro da polémica suscitada em torno do uso do glifosato, sobretudo em meio urbano, devido ao seu potencial carcinogénico.

SmartReab
Num país onde as doenças respiratórias são a terceira principal causa de morte e onde uma em cada quatro mortes é causada por...

O Sistema de Telemonitorização SmartReab, implementado no Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte, irá permitir prolongar a monitorização da atividade física para lá do ambiente hospitalar, acompanhando e incentivando com segurança o doente a manter-se ativo no seu ambiente domiciliário e na comunidade em que se insere.

“Segundo a OMS, a inatividade física é o 4º principal fator de risco com impacto global, sendo responsável por 10% da mortalidade. No doente respiratório crónico, a inatividade física é ainda um fator de risco para hospitalizações e mortalidade precoce”, refere a Professora Doutora Cristina Bárbara, Diretora do Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar Lisboa Norte e Diretora da Clínica Universitária de Pneumologia da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.

Nos doentes respiratórios mais graves, o Sistema SmartReab permitirá também ajustar a adequação dos níveis de oxigénio necessários para aqueles que cumprem esta terapêutica diariamente.

Através do aumento da atividade física, estima-se que o Sistema SmartReab contribuirá, a médio e a longo prazo para:

·         Promover um estilo de vida saudável nos doentes respiratórios crónicos;

·         Reduzir o número de episódios de urgência face a um melhor controlo clínico, minimizando as agudizações da doença respiratória;

·         Reduzir o número de episódios de internamento como consequência da redução dos episódios de urgência.

“Para os médicos e suas equipas, este sistema de telemonitorização proporciona dados em tempo real, contínuos, com o doente em ambiente domiciliário e na comunidade. Para além de sinalizar ocorrências anómalas, permite sobretudo incentivar com segurança o aumento da atividade física e acompanhar o benefício obtido pelos programas de Reabilitação Respiratória na adoção de hábitos de vida saudável”, sublinha a Professora Doutora Fátima Rodrigues, Coordenadora da Unidade de Reabilitação Respiratória do Hospital Pulido Valente, onde se tem desenvolvido o Sistema SmartReab.

A Diretora Clínica do Centro Hospitalar Lisboa Norte - Dra. Margarida Lucas, face ao trabalho desenvolvido, congratula-se com os benefícios clínicos observados nos doentes.

“Podemos dizer que este é um exemplo concreto de sucesso e inovação decorrente da parceria entre as instituições envolvidas”, refere o Dr. Carlos das Neves Martins, Presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar Lisboa Norte.

“Este é mais um exemplo de sucesso de utilização das modernas tecnologias ao serviço da Sociedade. Uma das grandes preocupações da Fundação Vodafone é a promoção e desenvolvimento de soluções tecnológicas que contribuam para melhorar a qualidade de vida da Comunidade, e que funcionem como alavanca para desenvolver novas soluções em áreas tão importantes como a da saúde”, refere Mário Vaz, Presidente da Fundação Vodafone Portugal.

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