Escola Superior de Tecnologia da Saúde
A Escola Superior de Tecnologia da Saúde, do Instituto Politécnico de Lisboa, acolhe entre os dias 30 de março e 1 de abril de...

Cursos, painéis, conferências, sessões científicas, comunicações orais e exposições vão reunir mais de 250 participantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. Uma reunião que tem como principal objetivo promover o intercâmbio e o desenvolvimento da cooperação internacional no âmbito do ensino, da investigação, do desenvolvimento e da inovação em ciências da saúde no mundo lusófono.

A Rede Académica das Ciências da Saúde (RACS) é uma rede internacional no espaço lusófono criada em setembro de 2016, que tem como missão promover a formação e cooperação científica na área das ciências da saúde entre Instituições do Ensino Superior e Centros de Investigação de países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa1. A direção da Rede Académica das Ciências da Saúde é constituída pelas três Escolas Superiores de Tecnologias nacionais – Lisboa, Coimbra e Porto.

A Escola Superior de Tecnologia da Saúde (ESTeSL) disponibilizou-se para acolher a assembleia constituinte desta rede, que se realizou a um de setembro de 2016, e alojar provisoriamente a sede da mesma nas suas instalações. Dado o seu histórico de cooperação internacional com todos os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), e a sua localização, a ESTeSL recebe a primeira Reunião Internacional da RACS.

O programa completo da reunião está disponível em: http://racscplp.org/event/rracs-2017

Conferência Portugal Saudável
A Conferência Portugal Saudável, realizada ontem, dia 28 de março, na Fundação Champalimaud, concluiu que a saúde começa na...

O evento deixou bem evidente que a alimentação saudável é um hábito que tem de ser cultivado em casa e desde tenra idade, apesar de nunca ser tarde para o fazer. Ficou também demonstrado que há ainda muito trabalho a fazer em termos de sensibilização e que esse esforço deve ser conjugado entre entidades públicas, privadas e organizações não governamentais.

A iniciativa foi promovida pela Missão Continente e contou com a participação de um painel alargado e diverso de interlocutores, que expuseram as suas posições sobre alimentação e sobre a melhor forma dos portugueses adotarem um estilo de vida saudável.

Na audiência estiveram perto de 200 pessoas, que participaram ativamente na discussão promovida pelos interlocutores em palco. Destacam-se o Diretor-Geral da Saúde, Francisco George, o Secretário de Estado da Agricultura e da Alimentação, Luís Medeiros Vieira, e ainda caras bem conhecidas do grande público, como Fátima Lopes, Adrien Silva e o Chef Hélio Loureiro.

A Conferência contou também com a participação de especialistas em saúde e nutrição, como a Dr.ª Minnie Freudenthal, médica especialista nas áreas da nutrição e neurociência, de investigadores como Helena Abreu, responsável de investigação e desenvolvimento da Algaplus, mas, também, das Vloggers Inês Ribeiro e Sea3po, que, representando as gerações mais jovens de portugueses, deram a conhecer as suas principais preocupações em termos de alimentação.

De acordo com José Fortunato, Presidente da Missão Continente “A Conferência Portugal Saudável cumpriu em pleno o objetivo de colocar em perspetiva um conjunto de ações, para promover uma alimentação e um estilo de vida saudável, que poderão ser implementadas por todos os agentes da sociedade civil. Começando nos particulares, passando pelas entidades públicas e ONG’s e acabando nas empresas, todos temos algo a fazer para contribuir para um Portugal mais saudável.”

Por sua vez, Francisco George, Diretor-Geral da Saúde, diz que “é importante que aconteçam iniciativas como esta, pelo interesse público, e que existam alianças entre o Governo e empresas do setor privado, como a SONAE MC, para contribuir nesta temática (da promoção da alimentação saudável) e para que possam dar o exemplo, de modo que sejam ações a serem replicadas.”

Alimentação saudável
Com a chegada da Primavera devemos adaptar e ajustar as nossas escolhas alimentares diárias, de form

Os alimentos próprios da estação em que as horas de luz aumentam, os dias ficam mais quentes e as flores florescem são muito variados e têm em comum o facto de serem extraordinariamente ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes.

Os morangos têm um forte papel antioxidante e anti-inflamatório, devido à sua riqueza em vitamina C. Também são uma boa fonte de folatos e fibra.
Por serem de fácil preparação e muito práticos podem ser um óptimo snack para levar na lancheira ou uma excelente opção para enriquecer o pequeno-almoço, adicionando uma mão cheia ao iogurte, por exemplo.

As nêsperas, características da paisagem mediterrânica, são uma das frutas mais ricas em carotenos (quanto mais alaranjada for a sua cor, maior a presença de carotenos). Esta fruta caracteriza-se também pela sua riqueza em fibras solúveis, nomeadamente a pectina. A pectina atrasa o tempo de esvaziamento gástrico e intestinal e contribui para a diminuição da absorção de colesterol.

As acelgas, conhecidas pelos seus calos coloridos (brancos, amarelos, laranjas e avermelhados) são uma excelente fonte de vitamina A, vitamina C, ácido fólico e cálcio. As folhas podem ser consumidas cruas ou cozidas, por exemplo em sopas ou para fazer esparregado.

As ervilhas e as favas são uma excelente fonte de proteína de origem vegetal, hidratos de carbono complexo e fibra. Na ervilha, encontramos vitaminas do grupo B, vitamina C, potássio, ferro e fósforo e na fava destaca-se a presença de ácido fólico, magnésio, ferro e fósforo.

As leguminosas são um alimento com uma óptima relação qualidade/preço, pois enriquecem as refeições, tanto do ponto de vista energético como pela presença de diferentes nutrientes, a baixo custo. Além disso, são muito versáteis de cozinhar, podem ser consumidas cozidas, guisada ou estufadas podem ser adicionadas a saladas frias ou para fazer sopa.

Sempre que possível, prefira as leguminosas secas em vez das leguminosas enlatadas muito ricas em sal e conservantes.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Na última década
O presidente do Health Cluster Portugal, Luís Portela, afirmou hoje, no Porto, que nos últimos nove anos, Portugal “mais do que...

“Exportamos mais do que 1.400 milhões de euros, mais do que a cortiça e bastante mais do que os vinhos, mas o país é conhecido pelos vinhos e pela cortiça, a nossa boa saúde ainda não é conhecida”, disse Luís Portela, considerando que este é “um dos grandes desafios dos próximos anos”.

Luís Portela encerra hoje funções como presidente do Health Cluster Portugal (HCP), sendo sucedido no cargo por Salvador de Mello, do grupo José de Mello Saúde, que terá como vice-presidentes António Rendas, reitor da Universidade Nova, e João Pedro Almeida Lopes, presidente da Apifarma.

Sobre o balanço dos últimos nove anos à frente do HCP, Luís Portela – presidente não executivo dos laboratórios Bial - disse que “70% das exportações foram medicamentos”, mas salientou também “os dispositivos médicos e matérias-primas na área químico-farmacêutica”.

“Temos hoje uma exportação bastante diversificada na área da saúde, mas estamos capazes de exportar cada vez mais serviços também, onde as coisas ainda estão um bocadinho incipientes”, sublinhou.

Do ponto de vista assistencial, os indicadores de saúde são “muito bons”, disse Luís Portela, apontando que “a nossa esperança média de vida é superior à média europeia” e que a mortalidade infantil é “das melhores da Europa e do mundo”.

Do ponto de vista da inovação, o ainda presidente do HCP afirmou que das 25 instituições que mais patenteiam a partir de Portugal, “dez são da área da saúde”.

O investimento nas áreas do turismo de saúde e da investigação clínica são, de acordo com Luís Portela, “desafios” que a nova direção terá de enfrentar.

A investigação clínica “caiu muito nos últimos 10/15 anos” sendo necessário que “os atores no terreno se dediquem, conquistem e envolvam as entidades que têm disponibilidades financeiras para a apoiar. É necessário uma aposta nacional na investigação clínica para que ela tenha em Portugal a dimensão que deve ter”, referiu.

“Temos boas instituições, temos excelentes profissionais, temos muito bons investigadores e é uma pena que a investigação clínica não tenha a dimensão apropriada, mas temos condições para a ter. Acho que é um desafio grande para os próximos anos”, frisou.

Uma outra área a explorar é a do turismo de saúde, que é “algo que está incipiente no nosso país”, disse.

“Temos de conquistar a confiança de quem nos visita, de quem vem a Portugal. Temos hoje um número de turistas muito grande no país, temos grande número de estrangeiros que opta por residir em Portugal, temos que desenvolver o turismo de saúde como ele deve ser desenvolvido e como ele merece, de uma forma profissional”, considerou o responsável.

Admitiu que “há outros países a concorrerem connosco”, mas salientou que Portugal “tem condições, nomeadamente climatéricas e de hotelaria, muito boas para ter um turismo de saúde de qualidade e o desenvolver bastante”.

Luís Portela falava à Lusa à margem da Conferência “Encontros com a Inovação” do HCP que se realizou no Instituto de Desenvolvimento e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto que reuniu 150 especialistas, de 13 países.

“Queremos que as instituições de saúde portuguesas se conheçam entre si, mas também queremos que os atores da saúde na Europa e no mundo conheçam os que se faz em Portugal para, a partir daí, surgirem novos projetos e novas oportunidades, quer de investimento, quer de desenvolvimento, quer de negócio”, acrescentou.

Faculdade de Medicina de Lisboa
Mais de 200 estudantes e professores da Faculdade de Medicina de Lisboa, convencidos de que “um médico que só de medicina sabe,...

Organizado pela Associação de Estudantes da Faculdade de Medicina de Lisboa (AEFML), o Sarau Cultural nasceu do “espírito irreverente e inquieto dos estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) de poderem prosseguir a sua atividade artística mesmo estando em Medicina”.

“Foi esta força de vontade que levou a que, ano após ano, os estudantes se reunissem para realizar pequenas atuações musicais que permitiam manter viva a veia artística aliada à medicina”, segundo uma nota da AEFML sobre o espetáculo.

Estes alunos acreditam que “a arte tem um papel essencial na construção de médicos mais capazes, mais motivados, mais humanos e mais unidos”.

“Acreditamos na arte como linguagem unificadora dos estudantes, como marca indelével do seu percurso académico, como memória que guardarão dos seus tempos de estudante, e como motor de construção pessoal e humana”, lê-se no comunicado.

Ao palco da Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa, subirão perto de 200 artistas (entre os quais 130 músicos, 20 atores e 20 dançarinas).

Pedro Frazão, que coordenou a anterior edição deste sarau, refere-se a este espetáculo como “uma noite precedida de meses de trabalho e amor”.

“Ao relembrada em memórias insubstituíveis, [essa noite] reduz o meu coração a um sentimento de tristeza tranquila e irrequieta ao mesmo tempo, num misto de saudade e glória. E posso aí dizer que já vivi alguma coisa”, escreve.

Para Pedro Frazão, trata-se de um projeto que, “acima de tudo, une as pessoas. Em todos os dias, mas especialmente nos de hoje, isso é algo que deve ser acarinhado com toda a fervura”.

AGROBIO
O presidente da Associação Portuguesa de Agricultura Biológica enalteceu hoje a intenção do Governo de distribuir produtos...

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, vai apresentar hoje as medidas da Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica (ENAB) e um plano de ação. Entre as ações a anunciar está a distribuição de produtos biológicos no novo regime de frutas e leite escolar e incluir estes alimentos nas ementas dos refeitórios públicos.

“A associação [AGROBIO] vai desenvolver em breve um projeto-piloto nesta área das cantinas escolares com produtos biológicos e pretendemos demonstrar nos próximos meses que é possível haver alimentação biológica nas escolas públicas”, disse.

Jaime Ferreira adiantou que o projeto será anunciado nos próximos meses, escusando-se a dar mais pormenores sobre o mesmo.

“O que posso dizer é que isto nunca foi feito em Portugal, mas é possível fazê-lo. Há todo um trabalho a fazer com os agricultores, com a contratação de produtos, mas vai ser possível. O que falta em Portugal é organização e planeamento da produção face ao escoamento e criar condições para que as cantinas possam receber esses produtos”, disse.

Segundo Jaime Ferreira, o plano hoje a anunciar pelo Governo, é “absolutamente importante e estruturante” para a agricultura biológica e “já fazia falta há muitos anos”.

“A existência deste documento permitirá dar indicações a quem pretende desenvolver agricultura biológica em Portugal. Vamos aguardar pelo resultado final deste documento pois não o conhecemos, apesar de termos feito parte de um grupo de trabalho", disse.

O responsável lembrou que a AGROBIO está há 32 anos em Portugal e já “venceu muitas barreiras”.

“Outro desafio no plano de ação é fomentar um aumento da produção biológica. Nós precisamos claramente de mais produtos. Não estamos satisfeitos com a produção nacional, que é escassa. Claramente a procura é maior que a oferta”, disse.

De acordo com Jaime Ferreira, a produção nacional não abastece as necessidades mesmo em frutas e legumes, tendo os produtores recorrido a Espanha.

“Nós temos todas as condições para aumentar a produção. Penso que este plano irá também promover e incentivar a produção de produtos biológicos”, realçou.

O presidente da AGROBIO salientou igualmente a necessidade de Portugal ter de apostar na produção biológica em áreas como os laticínios, da carne e dos cereais e leguminosas, quase inexistentes.

Jaime Ferreira destacou ainda a necessidade de se obterem dados estatísticos sobre o desenvolvimento da agricultura biológica em Portugal e de se fazer investigação como por exemplo à existência de pesticidas nos alimentos.

Hoje, o Governo vai também anunciar o Dia Nacional da Alimentação Biológica e uma aplicação móvel para os portugueses poderem localizar unidades de produção ou comercialização de produtos biológicos.

Promover a representação da produção biológica em certames nacionais e internacionais, desenvolver um plano de comunicação nesta área versando o grande público e iniciativas de promoção dos produtos biológicos a nível local e nacional são outras das medidas previstas.

Médicos e enfermeiros
Subscritores querem aprovação de lei "que defina com rigor" condições em que morte assistida "pode vir a...

Um grupo de três dezenas de profissionais de saúde, que inclui o patologista Sobrinho Simões, o diretor-geral da Saúde Francisco George e a dirigente do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses Guadalupe Simões, acaba de tornar público um apelo à despenalização da morte assistida que é dirigido aos presidentes da República e da Assembleia da República.

Os promotores deste apelo, escreve o jornal Público, estão a recolher assinaturas nos hospitais e centros de saúde e, desde esta semana, também a partir da Internet, numa petição pública destinada a ser subscrita por profissionais de saúde, numa altura em o Bloco de Esquerda e o PAN (Pessoas-Animais-Natureza) já apresentaram anteprojectos-de-lei para a despenalização da eutanásia, que ainda estão em debate público.

Sublinhando que muitas vezes se sentem “frustrados pela impossibilidade de aliviar de forma satisfatória” a agonia dos doentes “sem qualquer esperança de vida, à espera que a morte ponha termo ao seu martírio”, os médicos e enfermeiros que assinam o texto agora divulgado apelam “à aprovação de uma lei que defina com rigor as condições em que ela possa vir a verificar-se sem penalização dos profissionais”.

Recusando-se a “manter ou iniciar tratamentos inúteis”, lembram que há “situações em que a boa prática é deixar morrer” e dizem conhecer "as vantagens dos cuidados paliativos mas, também, os seus limites". Notam ainda que há "situações em que respeitar a vontade do doente e o seu direito constitucional à autodeterminação significariam aceitar e praticar a antecipação da sua morte, não fosse a lei considerar como crime essa atitude exclusivamente movida pela compaixão humanitária."

Do outro lado da barricada, têm-se multiplicado os apelos à não despenalização da eutanásia. Um exemplo foi o documento aprovado no passado dia 18 pela Associação dos Médicos Católicos Portugueses, que rejeitou a possibilidade de os médicos poderem vir a participar ativamente na morte dos seus doentes.

Numa nota com dez pontos elaborada no conselho nacional desta associação, os médicos frisam que a vida é um valor. “Somos confrontados com uma cultura e uma sociedade que pretende redefinir princípios relativos ao respeito pela vida humana. Com uma sociedade que se arroga no direito de querer redefinir critérios de dignidade humana. E com a difusão da ideia de que a dignidade varia ou se perde, de acordo com as circunstâncias.”

Os médicos católicos sustentam que a eutanásia viola o código deontológico da profissão e que tanto esta como o suicídio assistido e a distanásia são formas de instrumentalizar a medicina “com objetivos que são alheios à sua atividade”. “Não é possível ser médico sem passar pelo confronto com o sofrimento e com a morte. Não somos donos da vida dos nossos doentes, como não somos donos da sua morte”, acrescentam, lembrando que atualmente “é possível aliviar a dor física intensa e a angústia”.

Sexo e drogas
Sexo em grupo é acompanhado por drogas que reduzem as inibições e aumentam a euforia. Em Londres, há muito que é um problema de...

O diretor-geral da Saúde, Francisco George, deu conta nesta terça-feira de um surto de hepatite A em Portugal e noutros países europeus que está a ser relacionado pelas autoridades de saúde com o chamado chemsex. De que se trata, afinal?

"Atividade sexual potenciada por substâncias químicas" é a descrição utilizada pela Direcção-Geral da Saúde. Com a crescente popularidade do chemsex, sobretudo entre homens homossexuais (mas não exclusivamente), o British Medical Journal (BMJ) aproveitou para explicar o fenómeno. Praticado normalmente em festas e orgias, escreve o jornal Público, o sexo é misturado com drogas, tais como mefredona, cristais e GHB, para que dure horas ou até dias. O nome, chemsex, vem do inglês “chemical sex”, o que significa “sexo químico”.

Estas substâncias são consumidas para reduzir as inibições e aumentar o prazer, mas os especialistas do BMJ alertam para os riscos para a saúde. Estes estimulantes aumentam a frequência cardíaca e a pressão arterial, podendo ainda ter graves efeitos na saúde mental, sendo que a dependência, tal como acontece com outras drogas, pode tornar-se permanente.

Além disso, devido à excitação e à euforia provocadas pelas substâncias, os praticantes desta atividade podem ficar até 72 horas sem dormir ou comer — o que prejudica, naturalmente, a saúde. O risco de exposição a doenças sexualmente transmissíveis, como por exemplo o VIH/Sida, também aumenta, devido à redução da perceção do perigo provocada pelas drogas.

Em Londres, este tipo de atividade sexual já se tornou num caso de saúde pública. De tal forma que, em 2015, foi realizado um documentário sobre o mundo do chemsex na capital britânica.

Associação Bate Bate Coração
A fibrilhação auricular é a perturbação do ritmo cardíaco crónica mais frequente. É mais comum nas pessoas com mais de 40 anos,...

A Associação Bate Bate Coração, em parceria com a Bayer, vai promover uma campanha de recolha de assinaturas para a Carta dos Direitos dos Doentes com Fibrilhação Auricular, no próximo dia 31 de março, entre as 11h00 e as 18h30m, no Largo de Camões.

“Este documento pretende dar uma voz única, a nível mundial, a todas as pessoas e famílias que já sofreram com a fibrilhação auricular. O nosso objetivo, em termos globais, é conseguir 1,7 milhões de assinaturas em apoio à Carta e entregá-la depois aos decisores de saúde em todos os países do mundo”, esclarece Carlos Morais, presidente da Associação Bate, Bate Coração.

O AVC relacionado com a fibrilhação auricular é o mais debilitante tendo um risco de morte duas vezes superior comparado com os não relacionados, escreve o Sapo.

A fibrilhação auricular é uma perturbação do ritmo e da frequência de batimento do coração, frequentemente assintomática, em que as aurículas contraem de forma irregular e descoordenada. O sangue acumula-se nesta zona do coração, com risco de formação de coágulos, que se podem deslocar através da corrente sanguínea e bloquear o afluxo de sangue para o cérebro, causando um acidente vascular cerebral .

Estima-se que a fibrilhação auricular é responsável por um em cada três acidentes vasculares cerebrais (AVCs), representando um risco maior do que fumar, ter diabetes ou não fazer exercício físico.

A fibrilhação auricular é mais comum nas pessoas com mais de 40 anos, mas por não apresentar sintomas as pessoas desconhecem que estão em perigo.

Estudo
Os homens que praticam exercícios com pesos têm uma melhor formação e densidade óssea, essencial na prevenção das osteoporose,...

Uma investigação da Universidade de Missouri-Columbia, nos Estados Unidos, concluiu que o treino com pesos faz reduzir a esclerostina em homens, uma proteína formada no osso, e promove o aumento da IGF-1, uma hormona associada ao crescimento ósseo.

Para o estudo, segundo o Sapo, os investigadores dividiram os participantes em dois grupos. A um grupo foi pedido que praticassem exercícios de treino com pesos. O outro grupo praticou vários tipos de salto. Após 12 meses, a investigadora principal, Pamela Hinton, comparou as proteínas ósseas e hormonas presentes no sangue dos participantes de ambos os grupos.

"Observámos um decréscimo no nível de esclerostina em ambas as intervenções de exercício nos homens", revelou a investigadora. "Quando a esclerostina é expressa em níveis elevados, detém um impacto negativo na formação óssea. Tanto no treino de resistência como no de salto, o nível de esclerostina diminui, facilitando a formação óssea".

Por outro lado, no primeiro grupo, foi detetada um aumento na hormona IGF-1, que faz desencadear o crescimento ósseo.

"As pessoas podem ser fisicamente ativas e muitas vezes sabem que precisam de fazer exercício para prevenir a obesidade, as doenças cardíacas ou a diabetes", comenta a investigadora, que acrescenta que é também preciso "fazer exercícios específicos para proteger a saúde óssea" e prevenir a osteoporose.

Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica
O Governo vai criar o Dia Nacional da Alimentação Biológica e uma aplicação móvel para os portugueses poderem localizar...

Promover a representação da produção biológica em certames nacionais e internacionais, desenvolver um plano de comunicação nesta área versando o grande público e iniciativas de promoção dos produtos biológicos a nível local e nacional são outras das medidas previstas.

A Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica (ENAB) e o respetivo Plano de Ação serão hoje apresentados pelo ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, escreve o Sapo.

A ENAB, que foi definida com um horizonte temporal de 10 anos (2027) e prevê uma avaliação intercalar ao fim de cinco anos (2022), tem como metas duplicar a área de agricultura biológica para cerca de 12% da Superfície Agrícola Utilizada (atualmente é de 7%) e triplicar as áreas de hortofrutícolas, leguminosas, proteaginosas, frutos secos, cereais e outras culturas vegetais destinadas a consumo direto ou transformação.

Duplicar a produção pecuária e aquícola em produção biológica - com particular incidência na produção de suínos, aves de capoeira, coelhos e apícola, assim como a capacidade interna de transformação de produtos biológicos são outras das metas a atingir. Fomentar a expansão das áreas em modo de produção biológico nos setores da Agricultura, da Pecuária e da Aquicultura, aumentar a oferta de produtos agrícolas e agroalimentares biológicos, promovendo a sua competitividade e rentabilidade comercial, assim como desenvolver a procura destes produtos, são alguns dos objetivos estratégicos definidos.

De acordo com dados da Direção-Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), em 2015 a superfície em agricultura biológica atingiu os 239.864 hectares (ha), o equivalente à área do distrito do Porto. O número de produtores agrícolas biológicos tem vindo a aumentar durante a última década e em 2015 chegou aos 3.837. No mesmo ano, o efetivo pecuário biológico total incluía 96.876 cabeças de bovinos, 108.337 de ovinos, 61.062 bicos e 55.001 colmeias. Ainda que sem grande expressividade numérica, já se registam efetivos de suínos, caprinos e equídeos.

Segundo os dados da DGADR, o peso da superfície em agricultura biológica em relação à superfície agrícola utilizada total é de cerca de 7%, sendo as regiões do Alentejo e da Beira Interior as que apresentam maior percentagem (64% e 19%, respetivamente). A superfície na União Europeia (UE) aumentou significativamente, tendo quase duplicado entre 2002 e 2014. Em 14 anos, a superfície passou de cinco milhões ha para cerca de 11,1 milhões ha (+6% ao ano) na UE-28.

Os Estados-membros com a maior superfície em agricultura biológica são a Espanha (com quase 2 milhões ha), a Itália (com cerca de 1,5 milhão ha) e a Alemanha (com 1 milhão ha). Em conjunto, estes três países são responsáveis por cerca de 40% da superfície total de agricultura biológica na UE-28.

Como gerir?
No âmbito do ciclo de sessões práticas e informativas sobre doença de Alzheimer e outras demências d

Quais são as principais alterações motoras manifestadas pelos doentes com Doença de Alzheimer ou outra demência?
A demência constitui uma patologia predominantemente cognitiva, mas também está associada a alterações motoras. Estas são muitas vezes desvalorizadas, por pensar-se que estão unicamente relacionadas com o avançar da idade.

As alterações motoras, bem como o seu surgimento diferem consoante o tipo de demência diagnosticado, destacando-se como principais a diminuição da mobilidade que se caracteriza por uma lentificação do movimento global, alterações da marcha e a diminuição do equilíbrio, principal fator que contribui para o aumento do risco de queda. Para além destas, a dor é outro problema comum nesta população.

Estas alterações irão condicionar a mobilidade, a funcionalidade, a independência e qualidade de vida destas pessoas.

As pessoas com doença de Alzheimer ou outra demência têm menos dor?
A dor é um problema real e comum, sendo que as pessoas com demência não sentem menos dor, mas têm sim uma maior dificuldade em reconhecer e comunicar a dor.

A literatura sugere que a dor músculo-esquelética, a dor oro-facial e a dor neuropática, são as mais comuns nesta população.

Um dos fatores importantes é o cuidador/familiar estar atento e reconhecer os comportamentos sugestivos de dor, como a expressão facial, a linguagem corporal e as vocalizações negativas. A presença de dor tem um impacto muito grande na qualidade de vida destas pessoas, podendo ocorrer como consequência a diminuição da socialização, o agravamento do padrão de sono e do apetite, o aumento da agitação, bem sintomas depressivos, levando consequentemente a uma sobrecarga nos cuidados prestados pelos cuidadores. É por isso fundamental a promoção do conforto, da mobilidade e do exercício físico das pessoas com demência.

Há alguma coisa que o cuidador/familiar possa fazer para menorizar as alterações motoras que vão surgindo?
Sabe-se que o exercício físico regular tem um impacto crucial na cognição, na capacidade física e nas atividades de vida diária das pessoas com demência. Está demonstrado também que a realização de um programa de exercícios a longo prazo diminui a exigência dos cuidados prestados pelos cuidadores.

Torna-se, assim, fundamental que o exercício físico seja uma prática regular, não só em contexto controlado (fisioterapia), como em casa.

No entanto, o tipo de exercício e as suas características devem ser ajustados às capacidades físicas, à tolerância e aos gostos da pessoa em si, sendo que aspetos como o ambiente onde é realizado, a duração, a intensidade, são fundamentais de serem definidos adequadamente. Para isso é fundamental o aconselhamento com um profissional de saúde da área, como o fisioterapeuta.

A caminhada é um ótimo exemplo de uma atividade que pode ser realizada para promover a mobilidade e, ao mesmo tempo, contribuir para um momento prazeroso para estas pessoas.

Qual o papel da fisioterapia neste contexto?
A fisioterapia é a principal área responsável por intervir nestas alterações, sendo o seu principal objetivo manter a máxima funcionalidade e independência, de forma a facilitar as atividades de vida diária, durante o maior tempo possível e lidar com as alterações motoras que possam surgir da demência e do avançar da idade.

Para além disso, tem também um papel fundamental no ensino aos cuidadores e familiares de dicas a adotar em casa para a promoção do exercício físico e na prevenção e redução do risco de quedas, bem como o surgimento de dor e outras complicações motoras.

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Estação Vitivinícola Amândio Galhano
Um tratamento único em Portugal, iniciado em 2013 pela Estação Vitivinícola Amândio Galhano, em Arcos de Valdevez, atingiu uma ...

De acordo com o diretor João Garrido, a Estação Vitivinícola Amândio Galhano (EVAG), um centro de experimentação e investigação vitivinícola criado pela Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV), "aquele tratamento, até ao momento único no país, intervém através da água quente nos materiais de propagação da videira (estacas, garfos, porta-enxertos ou enxertos prontos), de modo a garantir que os mesmos não contribuem para a disseminação da doença".

A flavescência dourada da videira é uma doença muito grave que provoca a morte da vinha.

O projeto pioneiro começou em 2013 com a instalação do equipamento naquela estação e resultou "da avaliação feita ao risco das vinhas poderem multiplicar a doença por poderem estar contaminadas, sem aparentar os sintomas".

"O tratamento pela água quente é o processo que nos garante a eliminação desse risco", sustentou o responsável pela EVAG.

A EVAG é um centro de experimentação e investigação vitivinícola criado pela CVRVV em 1984.

Localizada em Arcos de Valdevez, ocupa uma propriedade conhecida pela Quinta de Campos de Lima, na margem direita do rio Lima, com uma área de 66 hectares.

Foi criada com o objetivo de desenvolver a vitivinicultura desta região e através dos seus trabalhos pretende dar resposta aos problemas dos viticultores.

Segundo João Garrido, o "sucesso" do tratamento efetuado "pela única máquina no país tem levado à EVAG produtores do Douro e da Bairrada, e viveiristas de Coimbra e Leiria".

"Por outro lado, todas as varas de garfos [material de propagação da videira] produzidas na Região são submetidas ao tratamento pela água quente de acordo com o controlo que é efetuado pela Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV)", sustentou.

O responsável adiantou que "o acompanhamento da evolução da doença e do agente vetor na região é feito pelos serviços do Ministério da Agricultura".

"De acordo com o plano nacional de controlo e erradicação da praga, têm sido recomendados tratamentos ao longo do ciclo vegetativo da videira. Um, dois ou três tratamentos obrigatórios consoante o grau de risco e da presença da doença", sustentou.

João Garrido afirmou que existir "uma diminuição da presença do agente vetor da doença, sendo que neste momento a presença do inseto parece estar ainda confinada à região Norte".

O responsável recomendou "um controlo apertado ao agente vetor, cumprindo com a realização dos tratamentos fitossanitários, para além de prospetar e identificar nas vinhas quais as videiras com sintomas que devem ser imediatamente arrancadas e queimadas".

"Obviamente a CVRVV recomenda que se submeta ao tratamento pela água quente todos os materiais usados na multiplicação da videira", reforçou.

Comissão Europeia
A Quercus saudou hoje a proposta da Comissão Europeia para restringir a utilização de alguns inseticidas prejudiciais para as...

Referindo-se aos neonicotinóides, a associação ambientalista salientou esperar que "exista força política suficiente para levar por diante esta proposta, enfrentando as muitas pressões da indústria e dos fabricantes de pesticidas", já que "existem indícios suficientes que comprovam os impactes negativos daquelas substâncias nos insetos polinizadores".

Assim, "não deve existir margem de recuo relativamente à sua proibição", insistiu a Quercus, defendendo que a Comissão Europeia deve definir outras iniciativas que "proíbam ou condicionem fortemente a utilização de pesticidas de síntese com efeitos adversos no ambiente, nos organismos vivos e na saúde pública, e aumente a velocidade de transição para métodos de agricultura mais responsáveis e sustentáveis", como a agricultura biológica.

"Portugal, que em 2013 demonstrou uma posição muito débil relativamente a este assunto ao votar contra a proibição de três neonicotinóides muito tóxicos para as abelhas, terá agora a oportunidade de se redimir", acrescentou a associação liderada por João Branco.

A Comissão Europeia pretende limitar o uso de alguns inseticidas que afetam as abelhas, principalmente os neonicotinóides, de largo espectro, usados na prevenção, controlo e tratamento de várias culturas agrícolas contra organismos considerados prejudiciais.

A proposta a ser apresentada aos Estados-membros terá como objetivo a proteção das abelhas e dos serviços ambientais que prestam, e será baseada na avaliação de risco sobre pesticidas publicada no ano passado pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar.

As restrições ao imidacloprid, clotianidina e tiametoxam, que constam de um esboço de proposta a apresentar em maio, não são uma proibição total e o documento pode ser alterado até à versão definitiva, com os contributos dos Estados-membros, segundo disseram fontes comunitárias, na sexta-feira.

O colapso das colónias de abelhas nos últimos anos tem causado importantes baixas nos efetivos dos apicultores em todo o mundo e é um dos grandes problemas da atualidade, com reflexos relevantes no ambiente e na atividade agrícola, decisiva para a produção de alimentos.

A Quercus refere estimativas a apontar que, pelo menos, 80% das culturas agrícolas mundiais necessitam de polinização para dar semente e só na Europa o valor anual estimado dos polinizadores é de 22 mil milhões de euros.

Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica
O Governo vai integrar a distribuição de produtos biológicos no novo regime de frutas e leite escolar e incluir estes alimentos...

Estas são algumas das medidas da Estratégia Nacional para a Agricultura Biológica (ENAB), um documento que será apresentado, em conjunto com um plano de ação, pelo ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos.

Entre as várias ações previstas para desenvolver a procura, aumentando o consumo de produtos biológicos, estão igualmente o incentivo à criação de ementas biológicas nos refeitórios, através de um sistema de classificação em consonância com a dieta mediterrânica.

Para desenvolver a procura de produtos biológicos, o Governo pretende ainda fomentar a articulação entre as explorações biológicas com atividades turísticas e de lazer.

A ENAB, que foi definida com um horizonte temporal de 10 anos (2027) e prevê uma avaliação/revisão intercalar ao fim de cinco anos (2022). Tem como metas duplicar a área de agricultura biológica para cerca de 12% da Superfície Agrícola Utilizada (atualmente é de 7%) e triplicar as áreas de hortofrutícolas, leguminosas, proteaginosas, frutos secos, cereais e outras culturas vegetais destinadas a consumo direto ou transformação.

Duplicar a produção pecuária e aquícola em produção biológica - com particular incidência na produção de suínos, aves de capoeira, coelhos e apícola - e a capacidade interna de transformação de produtos biológicos são outras das metas a atingir com a Estratégia Nacional.

De acordo com dados da Direção Geral da Agricultura e Desenvolvimento Rural (DGADR), o peso da superfície em agricultura biológica em relação à superfície agrícola utilizada total é de cerca de 7%, sendo as regiões do Alentejo e da Beira Interior as que apresentam maior percentagem (64% e 19%, respetivamente).

 

Em 2015, a superfície em agricultura biológica atingiu os 239.864 hectares (ha), equivalente à área do distrito do Porto, traduzindo, por um lado, a consolidação da produção biológica e, por outro, a resposta a um novo regime de apoios.

Estados Unidos
Um homem que ficou tetraplégico num acidente voltou a mover-se com a ajuda da tecnologia e apenas usando o pensamento, num...

Bill Kochevar conseguiu, depois de oito anos paralisado, mover uma mão e um braço e beber água, sendo o primeiro recetor de sistemas de gravação e estimulação de músculos implantados no cérebro.

De acordo com o trabalho desenvolvido na universidade Case Western Reserve, em Cleveland, Estados Unidos, o paciente deverá ser o primeiro tetraplégico do mundo a mexer um braço e uma mão com a ajuda de duas tecnologias que lhe foram temporariamente implantadas.

Segundo o artigo publicado na revista científica britânica, Bill Kochevar conseguiu pegar numa caneca de água, puxa-la para os lábios e beber por uma palhinha, embora com movimentos lentos e tendo sido necessário algum treino.

Um interface cérebro-computador com elétrodos de gravação debaixo do crânio, e um sistema de estimulação elétrica funcional ativaram o braço e a mão, ligando o cérebro de novo aos músculos paralisados.

Com este método, Kochevar conseguiu também segurar um cabo e coçar com ele o nariz, ou pegar num garfo e comer uma batata.

“Para alguém que foi ferido e durante oito anos não se podia mexer, ser capaz de se mover ainda que só um pouco foi incrível para mim”, disse Kochevar, 56 anos, acrescentando: “é melhor do que eu pensava que seria”.

Segundo Bob Kirsch, presidente do departamento de Engenharia Biomédica da universidade, o paciente é um precursor da comunidade de pessoas com lesões na espinal medula e a experiência é um “passo importante para restaurar alguma independência”.

As pessoas tetraplégicas estabelecem como prioridades, quando questionadas, para a recuperação dos movimentos o poderem coçar-se, alimentar-se e executar outras funções simples sem dependerem de terceiros.

“Tomando os sinais cerebrais gerados quando Bill se tenta mover, e usando-os para controlar os estímulos do seu braço e mão, foi possível que ele realizasse funções pessoais que eram importantes para ele”, disse Bolu Ajiboye, professor assistente de engenharia biomédica.

Em Lisboa
O administrador do IPO de Lisboa, Francisco Ramos, defendeu uma proteção dos medicamentos órfãos, mas alertou para o...

“Parece que há um aproveitamento da regulamentação favorável aos medicamentos órfãos para criar condições para preços muito elevados para medicamentos que se vêm a revelar na prática pouco órfãos, ou seja, de grande consumo e de custos muito elevados”, disse o presidente do conselho de administração do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa.

Para Francisco Ramos, “faz todo o sentido” que haja “uma iniciativa de proteção dos medicamentos órfãos”, para tratamento de doenças raras e “cuja utilização será sempre mais reduzida do que medicamentos para doenças de maior prevalência”.

No final de uma visita ao serviço farmacêutico do IPO, em que acompanhou a bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, Ana Paula Martins, e representantes de todos os grupos parlamentares, Francisco Ramos falou dos encargos em oncologia.

“Em oncologia [o encargo é grande], estamos a falar de cerca de um terço da despesa que o IPO faz. O ano passado gastou cerca de 120 milhões de euros, e desse valor 40 milhões foram para medicamentos”, elucidou.

Segundo o administrador hospitalar, nos últimos dois anos tem-se verificado “uma tendência para o aumento muito rápido do custo com medicamentos”, o que exige um reforço dos meios para conseguir “gerir capazmente todo esse volume de produtos” que são “muito caros”.

Durante a visita, o diretor do serviço farmacêutico do IPO, Melo Gouveia, disse que naquela unidade são realizados, por ano, 39 mil tratamentos individualizados.

Na farmácia hospitalar, há três milhões de euros em medicamentos, sendo que um terço desse valor serve o ambulatório, onde uma caixa de medicamentos pode custar mais de 20 mil euros, adiantou Melo Gouveia.

Por uma questão de segurança, o doente apenas pode levar para casa uma embalagem de medicamentos por mês.

“São pequenas joias que têm de ser tratadas com alguma cautela pelo seu valor económico”, comentou Francisco Ramos.

Mas, “independentemente das razões financeiras e económicas, a segurança de utilização do medicamento é, naturalmente, uma preocupação muito grande e ainda por cima num ambiente de farmácia hospitalar oncológica em que há medicamentos com toxicidades muitíssimo elevadas”, explicou.

Desde janeiro
Portugal continental registou 105 casos de hepatite A desde janeiro, quase todos sinalizados na Grande Lisboa, um surto que...

“No ano passado na Europa começou-se a assistir a esta atividade anormal da doença. Parece ter tido origem na Holanda e espalhou-se depois para outros países. O Reino Unido foi o primeiro a reportar um aumento do número de casos e, atualmente, são cerca de 13 países que reportam este aumento, incluindo Portugal. Para lhe dar uma noção da grandeza, no ano passado tínhamos nesta altura seis casos reportados e agora temos uma centena”, explicou a diretora do programa nacional para as hepatites virais da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Quase todos os casos estão sinalizados na Grande Lisboa e, segundo Isabel Aldir, a situação desta “atividade epidémica parece estar associada com muita frequência” a uma transmissão por via sexual através de determinadas práticas, sobretudo entre homens, que fazem com que haja um aumento do risco de transmissão da doença.

“Isto pode acontecer com qualquer indivíduo, com qualquer orientação sexual, mas o que tem sido até à data mais descrito, de facto, é um predomínio de casos em homens - não exclusivamente -, mas são muito mais frequentes os casos no sexo masculino comparativamente aos do sexo feminino. E dentro dos homens, parecem ser mais atingidos os homens que praticam sexo com outros homens”, sublinha esta responsável da DGS.

A principal forma de contágio é através da via fecal-oral.

Isabel Aldir defende que a informação e o conhecimento sobre que atitudes a adotar para reduzir o risco de contágio é das formas mais eficientes para se combater a proliferação da doença, e deixa alguns exemplos de posturas a adotar.

“Fazer práticas de higiene pessoal, doméstica, normais, uma lavagem correta das mãos quando se vai preparar as refeições ou quando se vai à casa de banho, é também das medidas mais eficientes. E porque nesta situação em concreto têm sido assinaladas esta via de transmissão sexual, é de facto na sua vida sexual que cada indivíduo deve adotar medidas para a redução do risco”, alerta a diretora do programa nacional para as hepatites virais.

Ao contrário da hepatite B e da hepatite C, “que podem evoluir para a cronicidade a hepatite A é uma doença autolimitada, curável e benigna”, explica Isabel Aldir.

“Não tem nenhum tratamento específico, a não ser o repouso, a não ingestão de bebidas alcoólicas ou evitar a toma de medicamentos que possam ser mais agressivos para o fígado. Tem o seu ciclo normal da doença e há depois uma recuperação para o estado de saúde prévio do indivíduo”, sublinhou Isabel Aldir.

31 de março - Dia Nacional do Doente com AVC
Por ocasião do Dia Nacional do Doente com AVC, que se assinala a 31 de março, o Núcleo de Estudos de Doença Vascular Cerebral...

Maria Teresa Cardoso, coordenadora do Núcleo de Estudos de Doença Vascular Cerebral (NEDVC), sublinha cinco particularidades sobre o AVC na mulher:

1) A mulher tem um pior prognóstico em termos funcionais relativamente ao homem e tem também menor qualidade de vida após um AVC. A causa desta diferença não está bem estabelecida mas o que é conhecido é que as mulheres têm mais probabilidade de viverem sós e enviuvar antes do AVC e de serem institucionalizadas após o AVC, tendo uma pior recuperação relativamente aos homens.

2) A mulher é geralmente mais idosa, funcionalmente mais dependente e tem AVC mais graves. A mulher tem mais arritmias (fibrilhação auricular) o que lhe condiciona mais eventos tromboembólicos implicados em AVC mais graves. Tem também mais hipertensão e o risco de AVC por diabetes é também mais elevado relativamente ao homem. O mito da proteção hormonal não tem qualquer sentido na mulher após a menopausa.

3) Têm sido apontados vários fatores de risco específicos do género feminino como a anticonceção oral, a hipertensão na gravidez, o parto pré termo, abortos espontâneos, idade da menopausa e a ooforectomia. No entanto, discute-se se estes fatores de risco específicos influenciam o prognóstico do AVC na mulher.

4) O uso de anticoncetivos orais causa um pequeno aumento do risco de AVC especialmente na mulher com outros fatores de risco vascular como tabagismo, hipertensão, diabetes, obesidade e aumento do colesterol, embora o risco de AVC seja muito baixo na faixa etária que os usa. Em termos práticos é aconselhado e muito importante o tratamento agressivo dos fatores de risco vascular em mulheres a fazer contraceção oral e aconselhada uma medição da pressão arterial antes de iniciar anticoncepção oral.

5) Quanto à menopausa, discute-se se há influência da idade de início da menopausa no risco de AVC. Há estudos que sugerem que mulheres com menopausa antes dos 40 anos tem maior risco de AVC. O que é importante saber é que o tratamento hormonal após menopausa não reduz o risco de AVC podendo mesmo pelo contrário aumentá-lo, portanto a hormonoterapia após menopausa não está recomendada.

A coordenadora do Núcleo de Estudos de Doença Vascular Cerebral explica que “um estudo recente (VISTA) avaliou diferenças específicas de género no prognóstico do AVC, tendo constatado prognósticos semelhantes para os dois sexos. No estudo, o tratamento trombolítico e os cuidados do AVC agudo em Unidades de AVC garantem um prognóstico ótimo, independentemente dos fatores de risco específicos de género”.

A especialista lembra ainda que “o prognóstico após AVC é inevitavelmente influenciado pela qualidade de tratamento e pelas condições sociais. Em países com acentuadas desigualdades entre géneros, o prognóstico é mais reservado nas mulheres, estando associado a um menor acesso aos cuidados de saúde, com menor acesso a trombólise e a Unidades de AVC. Estes resultados reforçam a importância da implementação difusa de Unidades de AVC para melhorar o seu prognóstico”.

Universidade do Porto
Um estudo assinado por investigadores do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto associou a crise financeira de...

De acordo com esta investigação, publicada na revista “BMJ Global Health”, os recém-nascidos de mães imigrantes estão entre os mais afetados.

Henrique Barros, responsável pela Unidade de Investigação em Epidemiologia Perinatal e Pediátrica do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), e um dos autores do estudo, defende, por isso, que “o governo reforce as políticas sociais para as grávidas estrangeiras, trabalhadoras ou noutras situações vulneráveis, mantendo a igualdade, efetiva, na saúde, durante a gestação”.

Os investigadores do ISPUP avaliaram dados oficiais de dois milhões de nascimentos registados em Portugal, entre 1995 e 2014, concluindo que a crise fez aumentar o número de bebés que nascem abaixo do peso.

O estudo concluiu que entre 2006 e 2014, houve uma subida do número de nascimentos com baixo peso em Portugal (de 6% para 7%), mas esta tendência já vinha de anos anteriores à crise de 2007-2008.

“No entanto, nas mulheres imigrantes, o aumento é mais notório (1,5 pontos percentuais), porque na década anterior a tendência era de descida”, sublinhou Henrique Barros.

Os autores do estudo referem que há vários anos que Portugal tem registado um aumento do número de crianças que nascem com pouco peso, devido ao adiamento da maternidade e ao consumo do tabaco durante a gravidez, por exemplo.

Contudo, os dados mostram que “essa tendência foi acelerada nos anos posteriores à crise financeira e de forma muita mais acentuada nas mães imigrantes, que são, sublinhe-se, responsáveis por cerca de 10% dos bebés nascidos em território nacional”.

Os especialistas salientam que as crianças que nascem com menos de 2,5 quilos têm uma desvantagem significativa na sua saúde futura, com maior probabilidade de desenvolverem doenças crónicas ao longo da vida.

Na sexta-feira, o ISPUP anunciou que começa em abril a avaliar o acesso das mulheres imigrantes aos serviços de saúde em Portugal durante a gravidez e o nível de satisfação quanto aos cuidados durante e pós-parto.

Com este estudo, designado "Bambino - Saúde Perinatal em Imigrantes: Barreiras, Incentivos e Resultados", pretende-se "compreender de que forma os serviços de saúde são utilizados pelas mulheres imigrantes, em comparação com a população portuguesa", disse à Lusa Henrique Barros.

Para obtenção dos dados vão ser inquiridas sete mil mulheres (3.500 imigrantes e 3.500 portuguesas nativas), durante o período de dez meses a um ano, sendo o recrutamento das participantes realizado por profissionais de 38 centros hospitalares com maternidade (todos os que se localizam em Portugal Continental).

A equipa envolvida no projeto pretende perceber se os dispositivos legais - como o direito a cuidados sem restrição - funcionam de forma efetiva, o que lhes vai permitir analisar "as desigualdades que as imigrantes enfrentam" nesses casos.

Os resultados deste estudo vão servir de base para apoiar decisões no âmbito da implementação de programas de saúde relacionados com a gravidez e da integração das imigrantes no Sistema Nacional de Saúde, referiu Henrique Barros.

A investigação vai permitir ainda comparar as práticas portuguesas com as realizadas em países como o Canadá, a Austrália, o Reino Unido e a Noruega, nos quais se aplicam questionários semelhantes aos utilizados em território nacional.

Participam neste estudo cerca de 14 investigadores, epidemiologistas, sociólogos e médicos de saúde pública e de obstetrícia do ISPUP, bem como 80 investigadores clínicos pertencentes aos Serviços de Obstetrícia dos hospitais públicos portugueses.

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