Estudo
Um novo método de quimioterapia não tóxica para tratamento do cancro poderá evitar que os pacientes passem diariamente horas em...

O método consiste num aerossol que se usa como um inalador normal, através do qual entram no corpo nanocápsulas inteligentes capazes de levar o medicamento diretamente às células dos tumores.

Pensado especialmente para casos de cancro do pulmão, consegue reduzir os efeitos tóxicos do tratamento, sem reações adversas com o tecido do pulmão.

A equipa de investigadores do departamento de Engenharia Química Eva Martín del Valle afirmou hoje, em comunicado, que se trata de "abolir a dependência do paciente que está durante duas horas a fazer quimioterapia dentro de uma sala".

O projeto permitiu também reduzir a quantidade de fármaco que o paciente recebe, usada de forma mais certeira.

"Praticamente 80% do fármaco administrado não é utilizado, tem que ser metabolizado ou expulso do organismo", afirmam.

A equipa, que tem um financiamento de 120 mil euros para os próximos três anos garantido por uma fundação espanhola, conta que em dois anos, ou menos, possa começar a fazer testes em ratos de laboratório.

Centro Hospitalar de Lisboa Norte
O Centro Hospitalar de Lisboa Norte assegura que os alimentos vendidos em máquinas automáticas cumprem o despacho que limita o...

Todos os chocolates disponibilizados nas máquinas automáticas do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN) cumprem com o preconizado no despacho, isto é, são chocolates em embalagens iguais ou inferiores a 50 gramas”, refere um comunicado hoje divulgado.

Na terça-feira, a máquina de venda automática disponível nas urgências do Hospital de Santa Maria apresentava pelo menos três tipos de embalagens de chocolates diferentes. Segundo o Centro Hospitalar, os chocolates continuam a ser vendidos porque cumprem o despacho, com as embalagens a terem menos de 50 gramas.

No hospital Fernando Fonseca, na Amadora, por exemplo, a máquina disponível nas urgências deixou de ter qualquer tipo de chocolate à venda, disponibilizando embalagens de ‘snacks’ de fruta e bolachas sem açúcar.

Segundo o Centro Hospitalar que integra o hospital Santa Maria, "todos os produtos existentes nas máquinas de venda automática colocadas em áreas das duas unidades hospitalares constituintes do CHLN foram alvo de revisão e encontram-se em conformidade".

Assim, a venda de chocolates continua por se apresentarem em embalagens com menos de 50 gramas.

Um despacho publicado em junho do ano passado definiu que os centros de saúde e os hospitais, assim como toda e qualquer instituição do Ministério da Saúde, passam a ser proibidos de ter máquinas de venda automática de alimentos com excesso de calorias e em particular com altos teores de sal, de açúcar e de gorduras trans, processadas a nível industrial.

O diploma entrou em vigor a 6 de setembro, mas as instituições tiveram seis meses (até 6 de março) para rever os contratos que tivessem em vigor de exploração de máquinas de venda automática. Contudo, este prazo destina-se apenas às instituições cujos contratos em vigor não impliquem o pagamento de indemnizações ou de outras penalizações.

Com o despacho que entrou em vigor dia 6 deste mês, fica proibida a venda de salgados, pastelaria, pão e afins com recheios doces, charcutaria, sandes com molhos de maionese, ketchup ou mostarda, bolachas ou biscoitos muito gordos ou açucarados, guloseimas, snacks, sobremesas, refeições rápidas, chocolates grandes e bebidas com álcool.

As embalagens de chocolates habitualmente compradas em supermercados ou cafés continuam assim a poder ser disponibilizadas, desde que não tenham mais de 50 gramas.

Estudo
Uma proteína extraída do veneno de aranha pode minimizar os efeitos dos danos provocados por um acidente vascular cerebral,...

"A pequena proteína que descobrimos, a Hi1a, bloqueia os canais de íons sensíveis ao ácido (ASIC) no cérebro, que são os principais responsáveis pelos danos cerebrais do acidente vascular cerebral (AVC)", disse o professor Glenn King, do Instituto de Biociência Molecular da Universidade de Queensland, na Austrália.

"Acreditamos ter encontrado pela primeira vez uma maneira de minimizar os efeitos devastadores" de um AVC, acrescentou King, após injetar uma versão sintética da proteína em ratos.

A descoberta foi publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, escreve o Sapo.

O AVC, também chamado de derrame cerebral, mata seis milhões de pessoas por ano, e deixa cinco milhões de sobreviventes com sequelas permanentes. "Esta descoberta ajudar-nos-á dar perspetivas mais favoráveis aos sobreviventes de um AVC, diminuindo os danos cerebrais e as sequelas devastadoras que provoca", afirma King.

"Um dos aspetos mais promissores dessa proteína é que ela oferece níveis excecionais de proteção por oito horas após o início do acidente vascular cerebral, o que é uma janela notavelmente longa de oportunidade de tratamento", disse.

Segundo o estudo, esta proteína também oferece um certo grau de proteção às regiões centrais do cérebro, as mais afetadas pela falta de oxigénio em consequência do derrame. "Agora estamos a trabalhar para reunir o valor necessário para financiar ensaios clínicos e poder comercializar rapidamente esse tratamento promissor", contou.

Baixas médicas
O bastonário da Ordem dos Médicos considera preocupantes os dados do estudo da Deco que indicam que um em cada cinco médicos...

“São dados preocupantes (…). Essa pressão sempre existiu e provavelmente é maior nos dias que correm dadas as circunstâncias em que vivemos, com dificuldade económica e financeira, muita pressão no trabalho, em todos os lados tentam fazer mais com o mesmo e isso também acontece na medicina”, disse Miguel Guimarães.

O bastonário sublinha que considera preocupante não só a pressão para as baixas, mas também para os meios complementares de diagnóstico e a prescrição de medicação.

De acordo com o estudo da Defesa do Consumidor, quase metade (48%) dos médicos inquiridos assume que, todas as semanas, prescreve exames desnecessários apenas porque o doente insiste.

“É preciso fazer algo na relação médico/doente. É preciso que a relação entre médicos e doentes seja reforçada em termos de tempo e de comunicação porque vai permitir que haja maior empatia entre as pessoas e essa maior empatia pode conseguir resolver alguns problemas apontados neste inquérito”, defendeu.

O bastonário da Ordem dos Médicos sublinha que a comunicação e o tempo das consultas são essenciais para que o médico consiga explicar ao doente que ele não precisa de fazer determinado exame ou de tomar aquele medicamento de que julga precisar.

“Se tiver um doente que vai ao meu consultório e acha que tem uma infeção e que precisa de um medicamento e se eu chegar à conclusão que ele não precisa, eu tenho de ter tempo para lhe explicar porque é que ele não precisa e dizer que o antibiótico pode até ser mais prejudicial para ele”, exemplificou.

Para Miguel Guimarães, os médicos, neste momento, “estão a ser demasiado pressionados naquilo que é o exercício da medicina, pelo tempo e pelos doentes”.

“No SNS [Serviço Nacional de Saúde] a falta de tempo é constante em todos os serviços, desde os cuidados primários até aos hospitais”, afirmou.

Outro dos dados apurados no estudo da Deco indica que quase metade dos médicos confessam que gostariam de dedicar mais tempo aos doentes, mas têm uma agenda muito preenchida: “Seis em cada dez atendem mais de 20 pacientes por dia, sendo que, para dois em cada dez o número é superior a 30”, refere o documento.

Confrontado com estes dados, o bastonário diz: “mais de 20 já são muitos, mais de 30 é uma barbaridade”.

“No dia a dia, uma das queixas mais comuns dos médicos é que acabam por ter muitos mais doentes nas consultas do que deviam de ter. Os médicos também têm responsabilidade porque vão cedendo ao sistema, mas entre o que o médico acha que deve fazer e o excesso de doentes marcados (…) as consultas são feitas a correr”, defende Miguel Guimarães.

O bastonário aponta ainda os quatro passos que, segundo defende, são essenciais para que as coisas melhorem: a comunicação entre médico e doente, a utilização dos sistemas informáticos, a possibilidade de os médicos tirarem dúvidas com colegas e o tempo para explicar ao doente o que lhe vai ou não fazer.

“Este último passo, que é fundamental nesta sequência, é o passo mais prejudicado porque é o último e o médico já está atrasado e tem doentes à espera”, afirmou Miguel Guimarães, concluindo: “Se explicarmos bem aos doentes, estes deixam de fazer a pressão e a relação medico/doente é mais benéfica”.

O estudo da Deco, feito entre setembro e outubro de 2016, obteve respostas de 1.013 pacientes e 281 médicos de família.

Estudo
Um em cada cinco médicos de família recebem todas as semanas pedidos de baixas médicas desnecessárias e 8% confessam que acabam...

De acordo com o estudo da Defesa do Consumidor – Deco, quase metade (48%) dos médicos inquiridos assume que, todas as semanas, prescreve exames desnecessários apenas porque o doente insiste.

“Apesar de os clínicos afirmarem que são regularmente confrontados com estes pedidos, e que por vezes até cedem, a percentagem de doentes que admitem exagerar sintomas para obterem exames, medicamentos ou baixas é mínima”, refere a Deco.

Dados revelados em janeiro pelo Ministério da Segurança Social revelam que, no ano passado, um em cada cinco trabalhadores com baixa médica podia trabalhar.

Somando as inspeções extraordinárias às inspeções regulares, no total foram feitas mais de 262 mil inspeções em 2016 (mais 19% do que no ano anterior), concluindo-se que 22% destes trabalhadores de baixa foram considerados aptos para o trabalho.

O estudo da Deco, feito entre setembro e outubro de 2016 e que obteve respostas de 1.013 pacientes e 281 médicos de família, evidencia “uma inconsistência de comportamentos”, com "o doente que exagera e o médico que não sabe dizer ‘não’”.

“Embora o estudo resulte da experiência dos inquiridos, as respostas foram ponderadas em termos estatísticos para refletirem de forma fiel a realidade de pacientes e médicos portugueses”, sublinha a Defesa do Consumidor.

Citado no estudo, o presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Rui Nogueira, afirma: “É muito pouco frequente o doente insistir. O que não quer dizer que não haja doentes simuladores, que tentam e conseguem iludir o médico”.

Por outro lado, sublinha, “ainda se encontram doentes convictos de que a ‘baixa médica’ é um direito que depende da sua vontade. ‘Venho cá para meter baixa’ é algo que ainda se ouve”.

Segundo o inquérito, o número de médicos que, também todas as semanas, cedem à prescrição de fármacos desnecessários, por insistência do doente, é de 27 por cento.

Rui Nogueira defende que “os médicos não devem ceder (…), não com o simples argumento de sobrecarregar o sistema, mas por serem desnecessários, arriscados ou irrelevantes do ponto de vista clínico”.

Das respostas recebidas, a Deco concluiu também que os médicos gostariam que os pacientes “não se detivessem demasiado na net a pesquisar sintomas e a navegar por ansiedades antes do encontro [consulta]”.

“Ainda existe quem tenha vergonha de perguntar, ou de confessar que está a seguir outro tratamento ou a fazer automedicação”, recorda a Deco, que indica que mais de metade dos doentes não informa os médicos sobre tratamentos paralelos que está a fazer.

São ainda menos de metade aqueles que informam sempre o médico sobre os medicamentos que estão a tomar sem que lhes tenham sido prescritos.

Outro dos dados apurados no estudo da Deco indica que quase metade dos médicos confessam que gostariam de dedicar mais tempo aos doentes, mas têm uma agenda muito preenchida: “Seis em cada dez atendem mais de 20 pacientes por dia, sendo que, para dois em cada dez o número é superior a 30”.

O estudo sobre a relação doente/médico mostra que quase metade dos pacientes (43%) diz ter o mesmo médico de família há mais de uma década, mas nem sempre esta relação reflete uma boa comunicação.

“Apurámos que 22% dos pacientes nunca definem ou organizam queixas para ajudar a conduzir a consulta e que 43% nunca tiram notas das recomendações do médico, comportamentos que podem potenciar os erros na execução do tratamento”, refere a Deco.

Unicef
Cerca de 600 milhões de crianças viverão em zonas onde falta a água até 2040, alertou hoje a organização das Nações Unidas para...

Num relatório publicado hoje, Dia mundial da Água, a Unicef aponta 36 países que já vivem com níveis "extremamente altos" de 'stress hídrico', ou seja, recursos muito limitados de água potável.

"Temperaturas mais elevadas, o aumento do nível do mar, o aumento de inundações, as secas e o derretimento do gelo" são algumas das razões para isto, justifica a Unicef.

O diretor executivo da organização, Anthony Lake, afirmou que "esta crise crescerá" se não se agir imediatamente, começando por travar as alterações climáticas que pioram a situação.

No relatório refere-se que há quase 663 milhões de pessoas que não têm acesso a toda a água de que precisam, mais sujeitas a doenças mortais, como a cólera e a diarreia.

Na vida das crianças, isto reflete-se no tempo que têm de passar a acartar água (200 milhões de horas por dia), em vez de estarem na escola, e sujeitando as meninas e as mulheres a ataques durantes esses percursos.

A defecação a céu aberto é um hábito de 946 milhões de pessoas, tornando o saneamento em zonas com falta de água um pesadelo, e multiplicando doenças como a diarreia, que mata diariamente mais de 800 crianças com menos de 5 anos em todo o mundo.

Em zonas de cheias frequentes, as latrinas e casas de banho são destruídas e contaminam as fontes de água, e quebra-se a ordem social, com reflexos na higiene e no saneamento das populações.

Estima-se que mais de 270 milhões de crianças vivam em zonas de cheias recorrentes, enquanto 60 milhões vive em zonas de seca.

O aumento do nível da água do mar faz com o que o sal se infiltre nas fontes, arruinando-as para o consumo humano. Derretendo o gelo, há menos água doce disponível, porque é lá que se concentra 70% do total.

Aos governos, a Unicef exige que consigam fazer chegar água potável às crianças que mais dela precisam e que tomem em consideração os riscos climáticos nas medidas sobre água e saneamento, investindo nas pessoas mais vulneráveis.

O papel da indústria deverá ser poluir menos para não contaminar ou acabar com fontes de água bebível, acrescenta a Unicef.

E às pessoas que vivem em zonas com pouca água disponível, a Unicef aconselha que procurem várias fontes de obter água e garantam que armazenam em segurança a que conseguem.

Estudo
A taxa de mortalidade em pessoas com autismo aumentou 700% nos últimos 16 anos nos Estados Unidos, refere um estudo da...

Os autistas morrem três vezes mais por lesões acidentais ou intencionais do que o resto da população, segundo o estudo feito com base numa análise de atestados de óbito de 32 milhões de pessoas do registo nacional entre 1999 e 2014.

Os investigadores identificaram 1.367 pessoas (1.043 homens e 324 mulheres) com autismo.

A média de idade no momento da morte foi de 36 anos, muito mais jovens do que o resto da população em geral, referem os autores.

Entre as pessoas com autismo, 28% morreram de ferimentos, geralmente por asfixia ou afogamento.

“Embora estudos anteriores demonstrem uma taxa de mortalidade significativamente maior entre todas as pessoas com autismo, o estudo atual destaca a elevada taxa de mortes acidentais que tinham sido subestimadas naquele grupo populacional”, disse Guohua Li, professor de epidemiologia da Universidade de Columbia e principal autor do estudo.

Segundo o investigador, apesar do acentuado aumento anual de mortes, o autismo como fator que contribui para a mortalidade é provavelmente subestimado, porque as informações sobre as causas de morte nos certificados são frequentemente incompletas ou imprecisas.

O autismo é quatro vezes mais comum em menino do que em meninas. O distúrbio também é mais comum entre as crianças brancas e naqueles cujos pais têm níveis elevados de educação.

“O estudo mostra que as crianças autistas sofrem 160 vezes mais risco de afogamento do que o resto das crianças”, afirmou o investigador, enfatizando a importância de aprenderem a nadar cedo.

Os autistas são atraídos pela água.

“Assim que as crianças são diagnosticadas com autismo, geralmente entre os dois e os três anos, os pediatras e os pais devem inscrevê-las em aulas de natação antes de qualquer outra terapia, porque ser capaz de nadar é essencial para a sobrevivência de um autista”, disse.

Comissão Parlamentar de Educação
A comissão parlamentar de Educação e Ciência decidiu criar um grupo de trabalho para analisar a petição contra o peso das...

Na reunião de ontem da comissão o deputado do PSD Amadeu Albergaria propôs aos restantes grupos parlamentares que fosse feita uma proposta de iniciativa legislativa com o contributo de todos.

Do debate entre os deputados, onde foi consensual a ideia de encurtar prazos, surgiu a proposta de Joana Mortágua, do Bloco de Esquerda, de criação de um grupo de trabalho para a audição dos peticionários e discussão do tema. A proposta foi aprovada.

A petição pública "Contra o Peso Excessiva das Mochilas Escolares em Portugal" foi lançada em janeiro, 13 anos depois de um estudo da associação de defesa dos consumidores DECO ter identificado que mais de metade das crianças dos 5.º e 6.º anos de escolaridade transporta peso a mais nas suas mochilas escolares.

Os signatários desta petição, que tem o apoio dos diretores das escolas, pais, especialistas em ortopedia, entre outros, pedem urgência na resolução do problema.

Propõem, entre outras medidas, que se legisle no sentido de definir que o peso das mochilas escolares não deve ultrapassar os 10% do peso corporal das crianças, tal como sugerido por associações europeias e americanas.

Na petição defende-se a obrigatoriedade de as escolas pesarem as mochilas das crianças semanalmente, de forma a avaliarem “se os pais estão conscientes desta problemática e se fazem a sua parte no sentido de minimizar o peso que os filhos carregam”.

A existência de cacifos em todas as escolas públicas e privadas para que os alunos possam deixar alguns livros e cadernos, evitando transportar tanto peso nas mochilas, e a utilização por parte das editoras de papel de menor gramagem na elaboração dos manuais são algumas das propostas apresentadas pelos signatários da petição.

Sugerem igualmente que as editoras possam criar livros escolares divididos em fascículos retiráveis segundo os três períodos escolares e que os conteúdos dos manuais sejam o mais concisos e sintéticos possível.

Entretanto a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros manifestou-se solidária com a preocupação e diz que os editores escolares “têm investido bastante na procura das melhores soluções no que diz respeito aos manuais”.

“Ao longo dos últimos anos, os editores escolares tomaram algumas medidas, como a divisão de alguns dos seus manuais em dois ou três volumes, pese embora isso constitua um acréscimo adicional nos custos de produção que não se reflete no preço final dos livros escolares”, recorda a APEL.

Outra das medidas apontadas pela APEL é o investimento em outras soluções, para além da criação de volumes, “tais como o tipo de papel, utilizando papéis mais leves, sem nunca afetar a qualidade dos manuais e a sua utilização plena, nomeadamente, no que concerne à leitura”.

As associações de pais e os diretores de escolas defendem que o ideal seria a aposta nos livros digitais para aliviar o peso nas mochilas dos alunos, mas até lá concordam que o aumento do número de cacifos nas escolas já ajudava.

Autarquias
O secretário de Estado das Autarquias Locais mostrou-se confiante de que a Associação Nacional de Municípios Portugueses deverá...

"Muito provavelmente, na próxima semana, a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) já terá nas mãos um amplo pacote de legislação nos mais diversos setores, de forma a que possamos conversar sobre os mesmos", afirmou Carlos Miguel.

O governante, que falava à margem da apresentação do projeto Cesop-Local/Territórios Sustentáveis, na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, adiantou que o Governo já possui algumas propostas de decretos setoriais para a descentralização de competências, que serão apresentados a par do processo legislativo no parlamento.

"Estamos a trabalhar afincadamente para apresentar diplomas de caráter indicativo, porque só terão caráter definitivo após aprovação da lei geral", explicou o secretário de Estado, assegurando que já existem "alguns projetos prontos", em áreas mais simples.

Segundo Carlos Miguel, o Governo está "a aguardar um pacote mais amplo" para remeter à ANMP e à Associação Nacional de Freguesias (Anafre), no sentido de contribuírem para o processo de transferência de competências nas autarquias.

Em relação à proposta de revisão da Lei das Finanças Locais, o governante revelou que "o grupo de trabalho já apresentou para apreciação política uma proposta de princípios, mas que ainda não tem números".

Esta apreciação política será "concertada com a ANMP", uma vez que o parlamento ainda vai debater as várias propostas de descentralização apresentadas pelos partidos juntamente com a proposta de lei do Governo.

O secretário de Estado salientou a necessidade de os diplomas setoriais darem resposta à lei-quadro, porque "se houver menos competências a descentralizar na educação, na saúde ou na segurança social, o volume financeiro a transferir será menor".

"Teremos que apresentar um pré-projeto à Assembleia da República, antes consensualizado com a ANMP e a Anafre, daquilo que poderá ser uma nova Lei das Finanças Locais, mas só poderá ir a Conselho de Ministros depois de termos uma lei-quadro finalizada", esclareceu.

O ministro Adjunto, Eduardo Cabrita, antecipou, na véspera do debate parlamentar sobre a descentralização, a 16 de março, que as propostas de revisão da Lei das Finanças Locais, da organização dos serviços municipais e a maioria dos diplomas setoriais da descentralização de competências para as autarquias devem ser "em breve" colocados em discussão pública.

O parlamento discutiu na generalidade uma proposta do Governo de descentralização de competências para as autarquias e entidades intermunicipais e diversas propostas sobre o mesmo tema apresentadas por PSD, PCP, CDS-PP, BE e PAN.

A proposta de descentralização do Governo prevê a transferência de competências, entre outras, nas áreas da educação, saúde (cuidados primários e continuados), ação social (com a rede social), transportes, cultura, habitação, proteção civil, segurança pública, áreas portuárias e marítimas e gestão florestal.

As diversas propostas vão agora ser debatidas na especialidade na comissão parlamentar de Ambiente, Ordenamento do Território, Descentralização, Poder Local e Habitação.

Estudo
Investigadores internacionais revelaram que encontraram uma forma de avaliar o risco genético de uma pessoa desenvolver a...

O estudo, divulgado na revista PLOS Medicine, foi baseado em informação genética de mais de 70 mil doentes com Alzheimer e idosos sem esta doença, que participaram em vários estudos sobre demência.

A doença de Alzheimer é a forma mais comum de demência, afetando cerca de 47 milhões de pessoas em todo o mundo, e não tem cura ou tratamento efetivo.

A maior parte das pessoas começa a exibir sintomas no início dos 60 anos, mas em casos excecionais estes começam a aparecer tão cedo quanto os 30 anos.

“Para qualquer pessoa, com uma certa idade e informação genética, podemos calcular o risco ‘anualizado’ de desenvolver a doença de Alzheimer”, disse o coautor Rahul Desikan, instrutor clínico no Departamento de Radiologia e Imagiologia Biomédica da Universidade da Califórnia em São Francisco.

“Isto é, se você agora não tem demência, (somos capazes de quantificar) qual é o seu risco, baseado na sua idade e informação genética”, adiantou.

É ainda necessária mais investigação antes de o teste ficar disponível para o público.

Os investigadores salientaram também que as suas bases de dados incluem principalmente pessoas de ascendência europeia, pelo que as suas previsões perdem acuidade quando se trata de calcular o risco de Alzheimer em outros grupos étnicos, como os afro-americanos ou latinos.

DiabPT United
A DiabPT United, equipa de futsal composta por pessoas com diabetes, inicia este mês os seus treinos semanais de preparação...

Pelo quinto ano consecutivo a equipa portuguesa, composta por elementos do Núcleo Jovem da Associação Protectora dos Diabéticos de Portugal (NJA) e da Associação de Jovens Diabéticos de Portugal (AJDP), ambiciona a participação neste campeonato e trazer o título para Portugal.

Como refere Alexandra Costa, Coordenadora do NJA, “o exercício físico é uma componente muito importante para todas pessoas, especialmente quando falamos de Diabetes, sendo essencial para a terapia da diabetes tipo 1 e na prevenção e tratamento da diabetes tipo 2.  Queremos que as nossas crianças e jovens sejam ativas e que lutem pelos seus sonhos, acreditando que a Diabetes bem compensada promove uma vida longa, saudável e feliz.”.

Paula Klose, Presidente da AJDP, considera que “a formação desta equipa de futsal é muito importante para os jovens se manterem ativos, para chamarmos a atenção para a Diabetes e motivarmos os jovens a dar o seu melhor e a ultrapassarem todas as barreiras que tiverem pela frente. Pretendemos transmitir a mensagem de que a Diabetes não é limitativa para alcançarmos os desafios e metas que ambicionamos”.

A equipa fará treinos semanais abertos à participação de todas as pessoas interessadas até ao final do mês de Maio, aos domingos na zona do Seixal, sendo que os pavilhões são cedidos por esta Câmara Municipal. Para mais informações relativas aos treinos e à equipa, acompanhe a página www.facebook.com/diabptunited.

Presidente da ANF e diretor do IMPSP
O presidente da Associação Nacional das Farmácias, Paulo Cleto Duarte, e o diretor do Instituto de Medicina Preventiva e Saúde...

A obra, editada pela Edições Esgotadas, é uma publicação revista das atas da I Conferência de Comunicação em Saúde, realizada em 2015 no Instituto de Medicina Preventiva e Saúde Pública da Faculdade de Medicina de Lisboa (IMP-SP), e que contou com nove apresentações distintas de alguns dos grandes comunicadores na área da Saúde, do país e estrangeiros.

Sob coordenação de José Pereira Miguel e Isabel de Santiago, especialista em comunicação em Saúde Pública, essas apresentações enformam os diferentes capítulos do livro, de onde se destacam temas como “Comunicação em Saúde Pública nos Domínios das Redes Sociais, Internet e Aplicações Móveis”, de Carol Crawford; “Comunicação em Saúde: Experiências, Reflexões e Lições Aprendidas”, de Graça Feitas; ou “Comunicação em Saúde na Imprensa Portuguesa”, de Felisbela Lopes.

Fernando de Pádua, Francisco Antunes, Afonso Cavaco e Luís Saboga Nunes, juntamente com os dois coordenadores da obra, assinam os restantes capítulos.

Paulo Cleto Duarte, que presidiu à sessão de apresentação do livro no Museu da Farmácia, em Lisboa, sublinhou “a parceria antiga da ANF e das farmácias com a educação para a saúde, que torna óbvio o apoio a iniciativas de debate nesta área”. O presidente da Associação Nacional das Farmácias (ANF) acrescentou ainda que “a Saúde e a Cultura estão muito mais próximas do que muitas vezes imaginamos”, numa alusão à publicação, mas também ao local onde ela foi apresentada.

De acordo com o diretor do IMPSP, José Pereira Miguel, a “Saúde Pública tem muito a ver com a promoção, proteção da saúde e prevenção da doença. Mas estas funções nucleares dependem de outras ditas habilitadoras, igualmente essenciais, onde se inclui a comunicação”.

Para Isabel de Santiago, “a comunicação em Saúde Pública serve para mobilizar as audiências para uma causa. Somos um país pequeno, com subfinanciamento na área da Saúde, a prevenção da doença faz todo o sentido. Isso implica trabalhar cada vez mais e melhor as matérias da comunicação”.

ERA@UC
O projeto de investigação ERA@UC, focado no estudo do fenómeno de envelhecimento cardiovascular e no desenvolvimento de...

A investigação tem um financiamento de 2,5 milhões de euros, atribuído pelo programa European Research Area (ERA Chair) a investigadores de todo o mundo com mais e melhores resultados, qualificações, experiência, com capacidade de atrair e gerir recursos, pessoas e de estabelecer redes internacionais.

Lino Ferreira, investigador principal do “Enhancing Research in Ageing at the University of Coimbra - ERA@UC”, sublinha que o “projeto é diferenciador no capítulo da inovação, pois pretende estudar o processo de envelhecimento cardiovascular utilizando tecidos derivados de células estaminais, e pelo conjunto de técnicas e metodologias que serão utilizadas para investigar o envelhecimento sob o ponto de vista fisiológico e patológico”.

“A equipa do ERA Chair estará ainda envolvida na formação pós-graduada em programas a decorrer na Universidade de Coimbra e na translação das tecnologias que serão geradas no projeto”, observa o investigador coordenador da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (UC) e líder de grupo do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da UC.

Na prática, os investigadores esperam “gerar tecidos humanos em laboratório que possam ser utilizados para estudar o envelhecimento humano e potencialmente identificar fármacos que possam reduzir o fenómeno de envelhecimento. Por outro lado, pretende-se desenvolver ferramentas para libertar esses fármacos da forma mais efetiva”, salienta o também docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC).

O ERA@UC tem como parceiros internacionais o Helmholtz Zentrum Muenchen (Alemanha), Universidade de Maastricht (Holanda), Institute for Stem cell Therapy and Exploration of Monogenic diseases (França) e Universidade de Marselha (França).

A apresentação pública do projeto conta com a presença do Reitor da UC, João Gabriel Silva, e da Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa.

Direção Geral Veterinária
O diretor-geral de Alimentação e Veterinária afirmou hoje não haver indícios de perigo para a saúde na carne importada do...

“Todos os produtos que entraram em Portugal apresentavam características absolutamente normais, portanto não há necessidade alguma de desencadear uma ação para os retirar do mercado”, afirmou Fernando Bernardo aos jornalistas.

Do Brasil, veio apenas 3,7% do total das carnes que Portugal importa, referiu. “Não vamos tomar nenhuma medida no sentido de proibir a importação de carne do Brasil”, esclareceu, indicando que as quatro empresas autorizadas a exportar para a Europa identificadas num caso de fraude já estão “bloqueadas”.

“A exposição dos portugueses a qualquer eventual risco que pudesse existir nestes produtos é extremamente baixa”, garantiu.

O responsável falava durante encontro com jornalistas, em Lisboa, na sequência de um caso que envolve 21 estabelecimentos de produção de carne implicados numa fraude com origem no Brasil.

Segundo o diretor-geral, este é “um problema interno do Brasil”. Apenas quatro daqueles estabelecimentos estavam autorizados a exportar para a União Europeia, frisou: “Não há motivo nenhum para as pessoas se sentirem preocupadas”.

A pequena quantidade de carne que entrou em Portugal, segundo a mesma fonte, foi controlada à entrada no mercado europeu e encontrava-se satisfatória.

“A carne em que foi detetado o uso de substâncias ilícitas, na maior parte, não veio para a Europa, foi para países asiáticos e do Médio Oriente”, acrescentou.

A Comissão Europeia decidiu que os estados-membros devem reforçar o controlo, o que em Portugal será feito pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE).

Serviço Nacional de Saúde
Vários hospitais de Lisboa continuam a dispensar alimentos com elevado teor de açúcar nas máquinas automáticas, duas semanas...

Nas urgências dos hospitais de São José, D. Estefânia, São Francisco Xavier e Santa Maria as máquinas de venda automática de alimentos continuavam hoje a disponibilizar vários tipos de chocolates e sumos açucarados ou refrigerantes.

Um despacho publicado em junho do ano passado definiu que os centros de saúde e os hospitais, assim como toda e qualquer instituição do Ministério da Saúde, passam a ser proibidos de ter máquinas de venda automática de alimentos com excesso de calorias e em particular com altos teores de sal, de açúcar e de gorduras trans, processadas a nível industrial.

O diploma entrou em vigor a 6 de setembro, mas as instituições tiveram seis meses (até 6 de março) para rever os contratos que tivessem em vigor de exploração de máquinas de venda automática. Contudo, este prazo destina-se apenas às instituições cujos contratos em vigor não impliquem o pagamento de indemnizações ou de outras penalizações.

Fonte oficial do Ministério da Saúde referiu, que o cumprimento do despacho é da responsabilidade dos hospitais, alertando para a exceção, que o diploma contempla, referente ao eventual pagamento de indemnizações.

Contudo, a mesma fonte adianta que irá haver uma avaliação externa ao cumprimento deste despacho, no sentido de perceber se os hospitais estão com dificuldades ou não em cumprirem as novas determinações.

Com o despacho que entrou em vigor dia 6 deste mês, fica proibida a venda de salgados, pastelaria, pão e afins com recheios doces, charcutaria, sandes com molhos de maionese, ketchup ou mostarda, bolachas ou biscoitos muito gordos ou açucarados, guloseimas, snacks, sobremesas, refeições rápidas, chocolates grandes e bebidas com álcool.

Também as máquinas de venda de bebidas quentes têm que reduzir a quantidade de açúcar que pode ser adicionado (até um máximo de cinco gramas).

Em contrapartida, as máquinas têm que disponibilizar obrigatoriamente garrafas de água e devem dar prioridade a alimentos como leite simples, iogurtes, preferencialmente sem adição de açúcar, sumos de frutas e néctares, pão adicionado de queijo pouco gordo, fiambre com baixo teor de gordura e sal, carne, atum ou outros peixes de conserva e fruta fresca.

Dos serviços hospitalares na zona de Lisboa hoje visitados, destacou-se a máquina de venda na urgência do Hospital Fernando da Fonseca (Amadora-Sintra), que apenas disponibiliza águas, ‘snacks’ de fruta sem adição de açúcar e bolachas sem açúcar.

“Unidos para Acabar com a MGF”
Uma plataforma europeia para formar e capacitar profissionais que trabalham com mulheres e raparigas vítimas de mutilação...

A plataforma “Unidos para Acabar com a MGF”, disponível em nove línguas em www.uefgm.org, visa preparar os profissionais de áreas como a saúde, proteção de crianças e jovens, apoio a refugiados, justiça, educação, comunicação social, de organizações comunitárias e da sociedade civil para saberem lidar com estas situações e preveni-las.

“O objetivo principal desta plataforma de conhecimento é ajudar os profissionais da linha da frente a terem uma atuação mais eficaz e mais adequada face a vítimas ou potenciais vítimas ou pessoas relacionadas de alguma forma com a mutilação genital feminina (MGF), explicou o presidente da Associação para o Planeamento da Família (APF), Duarte Vilar.

Duarte Vilar exemplificou que há profissionais de saúde que “desconhecem o que é a mutilação genital feminina e são apanhados de surpresa quando observam mulheres que foram vítimas dessa prática”.

Construída no contexto de um projeto apoiado pelo Programa JUST da União Europeia, participado por organizações de 11 países da UE, a plataforma disponibiliza e-learning (ensino à distância) e dados sobre a mutilação genital feminina nos países participantes no projeto (Reino Unido, Portugal, Irlanda, Espanha, França, Itália, Chipre, Holanda, Bélgica, Alemanha e Áustria).

A plataforma disponibiliza ainda informação sobre as políticas existentes nesses países e o que tem sido feito para erradicar esta prática, que é um crime em todos os estados-membros da União Europeia e que se estima afetar cerca de 140 milhões de mulheres, raparigas e crianças em todo o mundo.

Segundo Duarte Vilar, “há um pouco mais de 8.000 mulheres, raparigas e meninas que residem em Portugal” que foram vítimas ou que estão em risco de serem sujeitas a esta prática.

“A maioria foi sujeita à prática, mas existe ainda um número significativo de meninas e raparigas que poderão ainda ser sujeitas” à MGF, sublinhou.

A APF refere que, até há pouco tempo, a MGF era um problema desconhecido em Portugal. “No entanto, ocorreram nas últimas décadas importantes fluxos migratórios, nomeadamente de pessoas originárias de países onde a mutilação genital feminina é tradicionalmente praticada“.

Como consequência, “tem vindo a tornar-se um problema de crescente importância, em termos de direitos e da saúde sexual e reprodutiva no nosso país, afetando milhares de mulheres e meninas, residentes sobretudo na área da Grande Lisboa”, salienta a associação.

Duarte Vilar adiantou que organizações de vários países promovem “há vários anos” atividades e projetos “para erradicar a mutilação genital feminina e para prevenir novas situações, nomeadamente em comunidades residentes em países europeus”.

A Plataforma “Unidos para Acabar com a MGF” está a ser lançada em todos os países envolvidos no projeto, sendo a apresentação pública em Portugal na quarta-feira.

Ministério da Saúde
O consumo de medicamentos para a cessação tabágica aumentou 52% em janeiro, face a igual período de 2016, um aumento para o...

Dados do Ministério da Saúde, que cita a autoridade que regula o setor (Infarmed), indicam que o número de embalagens consumidas de Champix (medicamento com a substância ativa vareniclina, auxiliar na cessação tabágica em adultos) aumentou 52% em janeiro deste ano, face a igual período do ano anterior.

Em 2016, registou-se um aumento de 14% de embalagens consumidas face a 2015.

O Ministério da Saúde sublinha o efeito da redução do custo deste medicamento – que desde janeiro é comparticipado pelo Estado em 37% - considerando que esta “permitirá atingir estratos da população economicamente mais carenciados, para os quais a barreira ‘preço’ é naturalmente mais significativa e potencialmente impeditiva da decisão de parar de fumar”.

Em relação ao número de consultas de cessação tabágica, estas aumentaram 14% em 2016, em relação ao ano anterior, sendo esse aumento mais evidente no Alentejo (mais 40%) e no Norte (38%).

Em 2016, foram efetuadas 18.034 consultas de cessação tabágica (15.814 em 2015).

O Ministério da Saúde assegura que no final do ano passado existia, pela primeira vez, “uma consulta aberta de cessação tabágica em todos os Agrupamentos de Centros de Saúde (ACES) do país, de forma a aumentar a acessibilidade”.

No último dia do ano, existiam 157 locais de consulta nos cuidados de saúde primários: cinco na Administração Regional de Saúde (ARS) do Alentejo, 13 na ARS Algarve, 49 na ARS do Centro, 32 na ARS de Lisboa e Vale do Tejo e 58 na ARS do Norte.

Estudo
Cerca de metade crianças e adolescentes saudáveis da região do Porto apresenta níveis de vitamina D abaixo do normal,...

Neste trabalho, publicado na Acta Pediátrica Portuguesa, a investigadora do CINTESIS – Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde, indica que a deficiência em vitamina D poderá tornar-se um problema de saúde pública na população pediátrica portuguesa.

Na população avaliada, com idades compreendidas entre os cinco e os 17 anos, a prevalência de deficiência em vitamina D era de 48%, sendo que 6% registava uma deficiência severa e 5% tinham “compromisso de mineralização óssea para a idade”.

De acordo com Carla Rêgo, a elevada prevalência de deficiência em vitamina D comporta “um elevado risco de compromisso futuro da saúde óssea”, com “potencial impacto na saúde óssea e metabólica”, uma vez que “dois terços da massa óssea são formados na adolescência”.

A investigadora considera que “os resultados deste estudo levam a repensar as recomendações relativas à suplementação em vitamina D às crianças portuguesas e, acima de tudo, reforçam a necessidade de promover mudanças nos estilos de vida”.

Segundo Carla Rêgo, “a suplementação farmacológica ou o enriquecimento de alguns alimentos, como o leite, poderão compensar o suprimento inadequado de vitamina D resultante da exposição solar insuficiente nos meses de inverno na região do Porto e do estilo de vida da maioria das crianças e adolescentes, traduzido por escassas atividades ao ar livre e por um grande número de horas passadas em sala de aula ou em casa”.

Referiu que “as fontes alimentares de vitamina D são limitadas, suprindo apenas 10% das necessidades diárias”.

A pediatra entende que “estes dados apoiam, ainda, a importância do rastreio de comportamentos de risco para deficiência em vitamina D em crianças e adolescentes, integrando-o na consulta de Vigilância da Saúde Infantil e Juvenil, bem como a necessidade de realizar estudos relativos ao ‘status’ da vitamina D na população pediátrica portuguesa”.

A investigadora explicou que a vitamina D é essencial para absorção do cálcio pelo organismo e para a formação óssea, referindo a existência de vários estudos que demonstram “uma associação entre a deficiência nesta vitamina e o aumento do risco de certas doenças crónicas, como doenças cardiovasculares, cancro, doenças autoimunes e diabetes tipo 1 em idade adulta”.

Serviços Partilhados do Ministério da Saúde
Em setembro do ano passado o ministro da Saúde prometeu distribuir mais de 10 mil novos computadores nos centros de saúde, a...

As unidades dos agrupamentos de centros de saúde (ACES) da Cova da Beira e Dão Lafões foram as primeiras a receber computadores: 300, mas mais são esperados. "Está agendada a instalação de mais 812 postos de trabalho, perfazendo um total de 1112 computadores. Iniciaram-se esta semana as ações para a instalação de computadores, estando prevista a instalação de 100 por semana", diz ao Diário de Notícias os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde (SPMS). A Administração Regional de Saúde (ARS) Centro apontou um investimento de 514 mil euros para os 940 aparelhos já adquiridos.

Também no Norte o processo está em marcha. Na semana passada instalaram mais de 100 computadores, mas há mais mil em fase de entrega. "Começámos pelos ACES Barcelos-Esposende, Gondomar e Porto Ocidental. O processo é para estender a todos os ACES", diz a ARS, referindo que para a região estão previstos 3330 computadores, num investimento superior a 1,7 milhões de euros. "Os restantes 2100 computadores estão a aguardar o visto do Tribunal de Contas", adianta.

No Algarve são esperados 500 computadores, no valor estimado de 240 mil euros, que segundo a ARS já começaram a ser distribuídos, tal como uma parte das 126 impressoras. Já a SPMS diz que 300 começarão a ser instalados "assim que estejam desbloqueadas as questões jurídicas". Mais complicada é a situação do mais de 6 mil equipamentos para Lisboa e Vale do Tejo. "Dois mil computadores aguardam visto do Tribunal de Contas para ser possível o início da instalação. Existe um outro processo de mais de 4600 computadores que está em contencioso jurídico", diz a SPMS.

"O desinvestimento no parque informático dos cuidados de saúde primários levou à identificação de computadores bastante obsoletos, redes locais e ativos de rede muito envelhecidos e desadequados que acabam por "garrotar" os aumentos de rede RIS que possam ser feitos", refere. Será preciso substituir muitos ativos de rede locais, estimando que "um investimento de 8,2 milhões de euros, cujo financiamento está em estudo".

Se o investimento no final de 2016 e início de 2017 para a melhoria da rede informática nos centros de saúde foi sido feita com fundos próprios da SPMS, no caso dos hospitais foram apresentadas 41 candidaturas - pelas unidades e SPMS - ao SAMA 2020 (Sistema de Apoio à Modernização Administrativa). "Muitas já foram aceites, mas existem algumas que ainda estão em fase de apreciação. O total das candidaturas foi de 38 366 510 euros."

Para João Rodrigues, presidente da Associação de Unidades de Saúde Familiares, há um trabalho de base que falta fazer. "Os nossos centros de saúde são dos mais informatizados e com mais potencial da Europa, mas temos problemas de base que estão a levar muito tempo a serem resolvidos. A informatização tem sido feita com programas isolados que não se integram. Temos 18 programas. Seria tudo mais funcional e com menos peso para a rede se estivesse tudo integrado. A largura de banda é muito estreita e a dificuldade começa aí. A estruturação continuada está a falhar. A saúde não tem uma base de dados de utilizadores atualizada", aponta.

Rui Nogueira, presidente da Associação dos Médicos de Família, reforça: "Os computadores são muito necessários e um sistema informático ágil para que os médicos saibam o que uns e outros fazem nos cuidados ao doente. Em pico máximo de utilização passamos 10 receitas por segundo. É uma rede enorme que tem de ter maior disponibilidade tecnológica para que o sistema funcione com agilidade. Isso ainda não acontece. Falta apoio informático. É preciso que este esteja disponível dentro dos horários de atendimento e não apenas das 9.00 às 17.00, quando dou consultas até às 20.00. Se um computador avaria tem de haver agilidade para o substituir logo, enquanto o outro arranja".

Relatório
Novo relatório do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças antecipa o Dia Mundial da Tuberculose. Portugal tem taxa de...

Quem sofre de co-infeção enfrenta um risco sete vezes maior de não ver o tratamento funcionar e um risco três vezes maior de morrer Manuel Roberto

O número de novos casos de tuberculose continua a cair na Europa, mas há grupos que contrariam esta tendência, a começar pelo dos seropositivos, alerta o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, a antecipar o Dia Mundial da Tuberculose, que se assinala na sexta-feira. Em Portugal também cresceu o número de pessoas que têm, simultaneamente, tuberculose e VIH.

De acordo com o relatório do centro europeu, escreve o jornal Público, 1513 pessoas diagnosticadas com tuberculose fizeram o teste de VIH em 2015 em Portugal. O teste deu positivo em 219 casos, o que corresponde a uma taxa de 14,5% de co-infeção. Esta incidência é mais de três vezes superior à média observada nos 19 países da União Europeia/Espaço Económico Europeu que forneceram este tipo de informação.

O ponto de partida até é positivo. A tuberculose aumentou muito na década de 90, mas está a recuar desde 2000. Nos 53 países que fazem parte da Região Europeia da Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 2011 e 2015 verificou-se uma queda de novas infeções na ordem dos 4,3%. No número de mortes, a redução foi ainda maior: 8,5%. Só que as novas co-infeções tuberculose/VIH aumentaram 40%.

Num total de 206 mil pessoas com diagnóstico de tuberculose na Europa, 181 mil fizeram teste de VIH. O resultado foi positivo para cerca de 16 mil, o que representa 9%, bem mais do que os 5,5% verificados em 2011. Estes dados geram preocupação, uma vez que quem sofre de co-infeção enfrenta um risco sete vezes maior de não ver o tratamento funcionar e um risco três vezes maior de morrer. 

A Europa, já se sabe, não é toda igual. A tendência da região é muito influenciada pelos países da Europa de Leste, sobretudo a Rússia e a Ucrânia, refere o relatório do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças. Nos países da União Europeia/Espaço Económico Europeu até há uma diminuição das co-infeções reportadas: de 6% em 2011 para 4,6% em 2015.

Há que relativizar a média atribuída ao espaço comunitário. Como já foi referido, só 19 países comunicaram dados sobre tuberculose/VIH. Acresce que essa informação era conhecida apenas num em cada três casos.

Portugal é um dos países que recolhem este tipo de informação. Testou 71,2% das pessoas com diagnóstico de tuberculose. E contraria a tendência observada no espaço comunitário, já que a taxa de co-infeção de tuberculose/VIH é de 14,5%. O gráfico que consta dos anexos do relatório mostra uma ligeira subida entre 2014 e 2015, tendência que já vinha do ano anterior.

"O recrudescimento das co-infeções TB/VIH entre 2011 e 2015 aliado às taxas persistentemente altas de tuberculose resistente aos antibióticos ameaçam seriamente os progressos realizados no sentido de acabar com a tuberculose, o objetivo que os líderes europeus e mundiais se comprometeram a alcançar até 2030”, comenta Zsuzsanna Jakab, diretor Regional da OMS para a Europa numa nota emitida pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças. "Uma em cada três pessoas co-infetadas com TB/VIH desconhecem a sua condição, o que reduz drasticamente as hipóteses de tratamento. Por sua vez, isso favorece a propagação das doenças, colocando os sistemas de saúde e os governos sob pressão."

Aquém da meta
Em 2015, no Espaço Económico Europeu, 22 países já estavam abaixo de 10 casos de tuberculose por cada 100 mil, a meta definida pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável 2030. Portugal permanecia longe disso. Continuava a liderar a taxa de incidência na Europa Ocidental.

O relatório indica uma taxa de 20,5 por cada cem mil habitantes em Portugal. Os números, contudo, não batem certo com os da Direção-Geral da Saúde (DGS). Pelas contas da DGS, Portugal estava, pela primeira vez, "abaixo da linha vermelha" dos 20 casos por 100 mil habitantes.

O diretor-geral de Saúde, Francisco George, já esclareceu, num comunicado emitido em Outubro, que Portugal não lida com estimativas, mas com números exatos de casos diagnosticados e tratados. Não se justifica, por isso, aplicar ao país estimativas, que têm uma margem de erro, como faz a OMS. Em 2015, especificou George, a taxa de incidência de tuberculose em Portugal era de 19,2 casos por cem mil habitantes. Nesse ano, foram diagnosticados e comunicados 1987 novos casos da doença, de um total de 2158.

Em Portugal, como em quase todo o espaço comunitário, a tuberculose começa a ser uma doença que atinge apenas alguns grupos mais vulneráveis. Além dos seropositivos, na linha da frente estão os reclusos e os imigrantes. “Temos de direcionar melhor o nosso esforço, se quisermos acabar com a epidemia de tuberculose", sublinha Andrea Ammon, da direção do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças.

Na Europa, as prioridades para a OMS sobre esta matéria recaem na Arménia, no Azerbaijão, na Bielorrússia, na Bulgária, na Estónia, na Geórgia, no Cazaquistão, na Letónia, na Lituânia, na Moldávia, na Roménia, na Rússia, na Tajiquistão, na Turquia, no Turquemenistão, na Ucrânia e no Uzbequistão.

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