Artigo de Opinião
O ideal profissional do médico terá de ser sempre verdadeiro, baseado no sigilo, na lei e no cumprim

Através das várias gerações Humanas muitos conceitos mudaram, porém a Verdade é apenas uma só e jamais mudará ao longo dos séculos, fazendo do Dever uma obrigação própria das pessoas livres, iguais e puras.

Jacques de Molay foi morto, como um santo, pela Verdade martirizado. Mas a palavra Verdade não desapareceu.

O Homem de bons costumes deve manter sempre como pilar da sua missão a força suficiente para obter a Vitória da Verdade no comando da sua vida.

Sem dúvida que a Verdade e a Justiça representam valores que a Humanidade tem de manter e defender para conseguir obter a permanente integridade que se exige numa sociedade de Direito.

Não há fracos, nem humildes, não há fortes nem vitoriosos que impeçam que o triunfo da Verdade impere sobre a mentira.

O poder que é transmitido ao Homem vincula-o a uma obrigação que por maiores que sejam os obstáculos, os sacrifício, as dificuldades, as barreiras politicas, religiosas, morais ou sociais não conseguiram abater a Moral e a Virtude que leva a enterrar os Vícios.

É através do caráter, da serenidade e do saber que o médico suportado pelo conhecimento da ciência, pela justiça e pela inflexibilidade cumprirá os seus deveres, agindo sempre com bondade e inteligência na transmissão da Verdade aos seus doentes.

O ideal profissional do médico terá de ser sempre verdadeiro, baseado no sigilo, na lei e no cumprimento das boas práticas cuja experiência e arte de bem fazer terá de respeitar sempre a intimidade e a personalidade da natureza humana.

É com base no sentimento profundo da Vida Humana, no verdadeiro lugar que o Homem ocupa no Universo, na suprema interiorização dos problemas mais sérios vivenciados pelos doentes que a nobre missão do médico se diferencia e o vincula a transmitir uma mensagem inesperada, cujo impacto negativo gerado no paciente não pode ser previamente avaliado, nem muito menos previsto, pelo que o profissional médico tem o dever de revelar o diagnóstico de uma doença grave de forma suave, com carinho, respeito e de forma entendível e perfeita.

Todas as justificações são possíveis e permitidas para minimizar o desgosto, a tristeza e o desejo de viver sem oprimir a esperança e sem gerar revolta, levando o paciente a aceitar e a resignar-se sem ficar desorientado abrindo-lhe uma porta que seja suficientemente clara e precisa, cujo princípio não é apenas o fim, mas a continuidade justificada de um limite para a nossa passagem efémera no mundo terrestre, cuja continuidade não acaba mas se transforma noutra vivência complementar em que a missão não termina, apenas muda.

O ato médico de transmissão da mensagem não pode ser impessoal, mas solidário cuja arte de bem compreender o doente e a doença o farão adaptar as exigências, às coisas e às circunstâncias de acordo com as necessidades do momento, fazendo a comunicação das suas decisões clínicas de forma a imprimir o cunho da proteção, da fraternidade, sem descurar a razão e a moral prestando um serviço precioso proclamado no respeito dos Direitos Humanos e nos Direitos do Doente que tem de ser esclarecido de forma precisa, livre e completa, cuja particularidade será baseada nos factos verdadeiros sem comprometer a devida recompensa em outro mundo para além deste.

Em suma, a Verdade é só uma, todavia a forma como a transmitimos deve ser feita com arte,  com rigor, com positividade e sem falhas de ciência ou humanidade.

Foto: 
Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
“Valor em Saúde: O Caso do VIH/ SIDA”
Estudo da Escola Nacional de Saúde Pública identifica os principais constrangimentos na retenção dos doentes VIH/ SIDA e...

A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP-NOVA) apresenta esta quinta-feira as conclusões de um estudo que pretende, em primeiro lugar, identificar as barreiras existentes na deteção, referenciação e retenção dos doentes VIH no Sistema de Saúde, tendo como ponto de partida a chamada cascata do tratamento do VIH da OMS: ter 90% dos doentes diagnosticados, destes, 90% estarem em tratamento e, dentro destes, 90% terem uma carga viral indetetável.

Julian Perelman, Coordenador do estudo, explica que “segundo os últimos dados disponíveis, Portugal atingiu até agora apenas o primeiro 90 o que evidencia a deficiente capacidade do sistema em dirigir para tratamento e supressão viral os doentes que estão já diagnosticados”.

Este estudo identifica, em segundo lugar, a partir da opinião de um grupo de peritos, cujas intervenções são pertinentes para o contexto nacional, uma série de propostas para melhorar a adesão e a retenção do doente de VIH e, consequentemente, potenciar o controlo da infeção em Portugal.

Barreiras
No mapeamento do Percurso do Doente com VIH/ SIDA em Portugal foram identificados os principais constrangimentos nas três fases iniciais: deteção, referenciação e retenção. A falta de literacia em saúde, a falta de capacidade financeira, a informação inadequada, a falta da capacidade dos serviços em termos de recursos humanos e qualificação e ainda o desequilíbrio geográfico e financeiro na oferta de cuidados de saúde para o VIH são algumas das barreiras identificadas.

Propostas
Na sequência da análise efetuada por este estudo, a partir da opinião de peritos nacionais, surgem 37 propostas que visam eliminar as barreiras identificadas no percurso do doente e ainda potenciar a retenção das pessoas infetada no sistema. Destaca-se, nesta lista, a criação de uma equipa multidisciplinar do hospital ou da comunidade que possa avaliar e gerir as necessidades clínicas e sociais, fomentando a colaboração entre os diferentes prestadores de cuidados e apoio social e, para as pessoas com maiores necessidades, a criação da figura do gestor de caso que acompanhe diretamente o doente no seu percurso, através de planos individualizados desenhados em colaboração com o doente, desde o momento do teste reativo até à supressão da carga viral. As outras propostas apresentadas neste estudo poderão ser consultadas na íntegra no site da ENSP-NOVA. Adicionalmente, o estudo defende que é necessário efetuar um mapeamento e levantamento pelos hospitais de todos os recursos existentes nas comunidades e ainda uma maior utilização das potencialidades das novas tecnologias de informação para conseguir chegar aos mais jovens, aos trabalhadores do sexo e aos homens que fazem sexo com homens.

Enquadramento
Existe a forte evidência na literatura que o tratamento atempado do VIH permite aumentar a qualidade de vida e esperança média de vida dos doentes, a utilização de tratamentos menos agressivos, e reduz a transmissão da infeção. Contudo, é sabido que a entrada atempada no sistema está longe de acontecer para muitos doentes: uma proporção de doentes não é diagnosticada e desconhece o seu estado, dentro dos diagnosticados, muitos não são referenciados para tratamento, destes uma proporção importante desiste dos tratamentos e dos que continuam em tratamento, menos de metade atinge uma carga viral indetetável. A “cascata do tratamento” não é, por isso, suficiente para controlar o VIH impondo-se uma maior atenção às dimensões sociais, económicas e organizacionais do tratamento.

O 4º 90
O evento conta ainda com a apresentação dos resultados de um grupo focal de peritos que vem acrescentar uma quarta dimensão a estes objetivos, e que passa por procurar alcançar a meta de 90% de doentes com VIH/SIDA controlados, com um nível satisfatório de bem-estar físico, psíquico e social: o 4º 90.

Os primeiros três 90 procuram dar resposta a um problema de saúde pública. Já o 4º 90 procura responder ao passo seguinte, isto é, a avaliação dos resultados em saúde, espelhando a forma como o sistema está organizado para dar essa resposta.

Segundo os especialistas, para medir o 4º 90 é importante definir o que é (falta de) qualidade de vida e existem diversos instrumentos como a avaliação de comorbilidades, o Stigma Index ou questionários de satisfação dos doentes com os cuidados prestados, capacitando-os para a autoavaliação.

Importa monitorizar as comorbilidades, a qualidade de vida percecionada pelo doente e a organização dos serviços (intra e extra-hospitalar) e tentar encontrar uma matriz para este indicador é o passo seguinte para o tratamento destes doentes.

23 de junho - Dia Internacional do Síndrome de Dravet
Para dar a conhecer o Síndrome, a associação DRAVET PORTUGAL lança no dia internacional uma campanha de divulgação e vários...

A propósito do Dia Internacional do Síndrome de Dravet, que se assinala a 23 de junho, a DRAVET PORTUGAL apresenta uma campanha de divulgação e sensibilização para o Síndrome de Dravet. Trata-se de uma campanha que tem como objetivo dar a conhecer a doença mas, principalmente, apelar a que todos os familiares dos pacientes com este Síndrome entrem em contacto com a DRAVET PORTUGAL.

Patrícia Fonseca, presidente da DRAVET PORTUGAL explica: “ É muito importante que os pacientes com Síndrome de Dravet e as suas famílias se deem a conhecer e estejam conscientes de que têm, individualmente, um papel a desempenhar na construção das soluções para esta doença rara. Na verdade, sem informação, sem dados, a investigação não pode avançar de forma célere e eficaz. É, sem dúvida, urgente conhecer os 84% dos doentes que estimamos existirem e que não estão identificados pela DRAVET PORTUGAL”.

Em Portugal, calcula-se que possam existir cerca de 450 pessoas com esta patologia, estimando-se uma incidência 1 para 22.000 nascimentos. A falta de informação, o desconhecimento da doença e os sintomas semelhantes a outras epilepsias podem induzir a um diagnóstico errado e, consequentemente, à prescrição de terapêuticas contraindicadas e fatais para o doente.

Desta forma, uma das grandes dificuldades que os pais de crianças e jovens com Síndrome de Dravet enfrentam é o desconhecimento e o difícil acesso ao diagnóstico correto. Neste contexto, a DRAVET PORTUGAL pretende criar uma rede de informação que suporte e interligue as famílias, identifique os pacientes, garanta o correto diagnóstico e dê acesso ao conhecimento e investigação que se tem vindo a adquirir.

“As ações de sensibilização, o apoio à investigação científica e ao desenvolvimento de novos fármacos são algumas das ações que desenvolvemos com vista a ajudar os pacientes com SD. Mas só conhecendo estas famílias poderemos partilhar todo o trabalho que está em curso e dar conta das últimas novidades na área, daí ser tão importante esta identificação” comenta Patrícia Fonseca.

Para sensibilizar para esta causa e assinalar o Dia Internacional do Síndrome Dravet no final do 23 de Junho serão iluminados de roxo, cor associada ao Síndrome de Dravet, alguns monumentos portugueses, nomeadamente: o Cristo Rei, o Castelo dos Mouros, a Antena de Monsanto da PT, a Torre Vasco da Gama do hotel Myriad Sana e o Hotel Marquês de Pombal, em Lisboa; o Castelo de Leiria, a Casa d'Artes e Ofícios de Viseu e também a Câmara Municipal de Beja. Esta campanha conta ainda com o apoio da Delta Cafés que se associa através da divulgação do Síndrome de Dravet nas plataformas online (website e redes sociais).

Sobre o Síndrome de Dravet
O Síndrome de Dravet manifesta-se no primeiro ano de vida, é frequentemente confundido com convulsões febris ou com outras epilepsias e regista uma maior incidência de morte súbita inesperada na epilepsia (SUDEP) - 15% das crianças morre antes de atingir a adolescência. Cada criança pode registar múltiplas convulsões por dia, com duração variável (de 1 minuto até várias horas ou até entrar em coma), quer acordada quer durante o sono. A vertente epilética da doença é acompanhada por défices cognitivos, problemas motores, de comunicação e de comportamento. O acompanhamento de um paciente com Síndrome de Dravet é permanente, 24h/dia, e para toda a vida.

O Síndrome de Dravet está associado a mutações no gene SCN1A que impedem a produção da proteína responsável pela construção dos canais de sódio nos neurónios e o correto funcionamento cerebral. A mutação deste gene tem sido verificada em cerca de 80% dos pacientes e, até à atualidade, já foram descritas mais de 1200 mutações diferentes em pessoas com SD. A maioria das mutações não têm histórico na família, acontecem pela primeira vez (resultam de uma mutação de um ou mais genes durante a gestação do feto), verificando-se apenas um registo de mutações familiares de 5 a 10%.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Quinze regiões do continente apresentam hoje risco ‘extremo’ de exposição à radiação ultravioleta, enquanto o resto do país...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em risco ‘extremo’ estão as regiões de Beja, Bragança, Coimbra, Évora, Faro, Guarda, Penhas Douradas, Leiria, Lisboa, Portalegre, Setúbal, Sines, Vila Real, Funchal e Porto Santo (Madeira).

As regiões de Aveiro, Braga, Castelo Branco, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Viseu, Ponta Delgada (ilha de São Miguel, Açores),Angra do Heroísmo (Terceira) e Horta (Faial) estão com níveis ‘muito elevados’.

Santa Cruz das Flores (lha das Flores, Açores) apresenta hoje risco ‘baixo’ de exposição à radiação ultravioleta (UV).

Para as regiões com risco 'muito elevado' e 'elevado', o Instituto recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre menor do que 2, em que o UV é 'baixo', 3 a 5 ('moderado'), 6 a 7 ('elevado'), 8 a 10 ('muito elevado') e superior a 11 ('extremo').

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se geralmente muito nublado no litoral oeste até final da manhã, com possibilidade de ocorrência de chuva fraca ou chuvisco a norte do Cabo Carvoeiro, vento fraco, soprando moderado durante a tarde, de noroeste no litoral oeste e nas terras altas e de sudoeste na costa sul do Algarve.

A previsão aponta ainda para neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais, em especial da faixa costeira ocidental, pequena descida da temperatura mínima e da máxima nas regiões Norte e Centro.

Quanto às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 17 e 27, no Porto entre 16 e 23, em Leiria entre 16 e 24, em Santarém entre 16 e 29, em Coimbra entre 16 e 26, em Vila Real entre 15 e 28, em Viseu entre 13 e 27, em Bragança entre 18 e 33, na Guarda entre 14 e 28, em Castelo Branco entre 18 e 33, em Portalegre entre 17 e 31, em Évora entre 16 e 34, em Beja entre 16 e 33 e em Faro entre 18 e 29.

Instituto Português do Mar e da Atmosfera
Os concelhos de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, e Góis, em Coimbra, que continuam hoje com fogos ativos, estão em risco ...

De acordo com informação disponível na página do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) da Internet, os concelhos de Pedrógão Grande e Castanheira de Pera (afetados por um incêndio que causou 64 mortos), no distrito de Leiria, e Góis, em Coimbra, estão hoje em risco ‘elevado' de incêndio.

Depois de ter provocado 64 mortos e mais de 200 feridos, o fogo em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, encontra-se dominado desde a tarde de quarta-feira, e o incêndio de Góis, em Coimbra, estava hoje de madrugada com uma frente ativa.

Também hoje em risco ‘elevado’ de incêndio estão os concelhos de Alvaiázere e Figueiró dos Vinhos, em Leiria, e Pampilhosa da Serra, em Coimbra.

Estes municípios fazem parte da uma lista de concelhos que apresentam durante o dia de hoje em Portugal Continental um risco de incêndio.

Segundo o IPMA, em risco ‘máximo de incêndio estão os concelhos de Gavião e Nisa (Portalegre), Vila Velha de Ródão, Penamacor e Proença-a-Nova (Castelo Branco), Mação (Santarém), Sabugal, Pinhel, Trancoso, Meda, Figueira de Castelo Rodrigo e Vila Nova de Foz Coa (Guarda).

Também os concelhos de Sernancelhe, Tabuaço, Penedono, Torre de Moncorvo, Freixo de Espada à Cinta, Alfândega da Fé, Mogadouro e Vimioso (Bragança) estão hoje em risco 'máximo' de incêndio.

O IPMA colocou ainda em risco 'muito elevado' e 'elevado' de incêndio vários concelhos dos 18 distritos de Portugal continental.

O risco de incêndio determinado pelo IPMA engloba cinco níveis, que podem variar entre ‘Reduzido’ e ‘Máximo’.

O cálculo é feito com base nos valores observados às 13:00 em cada dia relativamente à temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

O IPMA prevê para hoje no continente céu pouco nublado ou limpo, apresentando-se geralmente muito nublado no litoral oeste até final da manhã, com possibilidade de ocorrência de chuva fraca ou chuvisco a norte do Cabo Carvoeiro, e vento fraco de noroeste no litoral oeste e nas terras altas e de sudoeste na costa sul do Algarve.

A previsão aponta ainda para neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais e pequena descida da temperatura mínima e da máxima nas regiões Norte e Centro.

Quanto às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 17 e 27, no Porto entre 16 e 23, em Leiria entre 16 e 24, em Santarém entre 16 e 29, em Coimbra entre 16 e 26, em Vila Real entre 15 e 28, em Viseu entre 13 e 27, em Bragança entre 18 e 33, na Guarda entre 14 e 28, em Castelo Branco entre 18 e 33, em Portalegre entre 17 e 31, em Évora entre 16 e 34, em Beja entre 16 e 33 e em Faro entre 18 e 29.

Sindicato
O Governo vai tomar medidas para que os reformados dos lanifícios não tenham custos na compra dos medicamentos, salvo se...

"O compromisso que nos deixarão é o de que haverá medidas até ao dia 15 de julho", referiu em declarações, o presidente do Sindicato Têxtil da Beira Baixa (STBB), Luís Garra, que reuniu hoje e transmitiu aos reformados as conclusões da reunião realizada segunda-feira com o secretário da Saúde.

No encontro com Manuel Delgado, os representantes sindicais voltaram a colocar em cima da mesa as preocupações dos reformados dos lanifícios, designadamente a que se prende com o facto de estarem a ter custos aquando da aquisição dos medicamentos, apesar de terem descontado para ter direito a uma comparticipação total.

Uma situação que passou a verificar-se depois da alteração a uma portaria em que se, por um lado, atendeu à reivindicação para que o pagamento da comparticipação fosse feito diretamente às farmácias, por outro lado, também introduziu uma alteração que prevê que a comparticipação passe a ser feita com base no preço de referência e privilegiando os genéricos.

Segundo o sindicato, isso está a traduzir-se em custos, uma vez que sempre que o preço do medicamento ultrapassa o preço de referência é o utente que tem de pagar o valor remanescente.

"Isso não está correto porque quando descontaram, os trabalhadores fizeram-no por terem a garantia de uma comparticipação a 100%", salienta Luís Garra, referindo que por vezes as farmácias apenas têm o medicamento mais caro.

Outra das preocupações prende-se com a questão dos genéricos, sendo que representantes sindicais propuseram ao Governo que a ressalva do pagamento só seja aplicada caso o médico não indique expressamente que o medicamento indicado para o utente é o de marca.

Nessa matéria o sindicalista não encontrou muita abertura por parte do governante, que só se comprometeu a pensar sobre a questão.

Por outro lado, Manuel Delgado prometeu que irá analisar a situação dos reembolsos que estão em atraso desde que as alterações à portaria foram introduzidas, bem como os dos que dizendo respeito a receitas anteriores às alterações foram realizados posteriormente e aplicando a regra do preço de referência.

Perante os compromissos assumidos, decidimos que iremos aguardar para ver quais as medidas que são tomadas e o conteúdo das mesmas. Se não concordarmos com elas, não será pelo facto de estarmos em julho, em período de férias, que nós desistiremos de lutar", garantiu.

Estudo
Uma equipa de investigadores concluiu que uma proteína que se acumula nas células do cérebro de doentes com Parkinson pode...

Os cientistas não conseguiram, contudo, perceber qual a relação desta possível resposta imunitária com a doença neurodegenerativa de Parkinson: se está na origem da patologia ou se contribui para a morte das células cerebrais (neurónios) e o agravamento dos sintomas da doença.

A investigação, citada em comunicado pela universidade norte-americana de Columbia, que nela participa, foi publicada na revista científica Nature.

De acordo com o estudo, dois fragmentos de alfa-sinucleína, uma proteína que se acumula nos neurónios de doentes de Parkinson, "podem ativar as células T [linfócitos] envolvidas em ataques autoimunes". Neste caso, estas células atacam o organismo em vez de protegê-lo de agentes agressores.

Um dos coordenadores do trabalho, Alessandro Sette, professor no Instituto de Alergia e Imunologia de La Jolla, nos Estados Unidos, ressalva, no entanto, que "resta saber se a resposta imunitária à alfa-sinucleína é a causa inicial da doença de Parkinson ou se contribui para a morte neuronal e o agravamento dos sintomas após o aparecimento da doença".

Para os cientistas, a identificação desta resposta imunitária "aumenta a possibilidade de a morte dos neurónios" em doentes de Parkinson "poder ser evitada por tratamentos que refreiem essa resposta imunitária".

A equipa de investigadores expôs amostras de sangue de 67 doentes de Parkinson e de 36 pessoas com a mesma idade dos doentes, mas saudáveis, a fragmentos de alfa-sinucleína e de outras proteínas detetáveis nos neurónios.

Posteriormente, analisou as amostras para determinar que proteína desencadeava a ativação das células T e observou pouca atividade das células imunitárias no grupo de pessoas saudáveis, ao contrário da verificada nos doentes de Parkinson.

Em particular, a resposta imunitária nos doentes de Parkinson pode estar associada a uma variante de um gene.

O estudo levanta a hipótese de a autoimunidade surgir na doença de Parkinson - caracterizada por tremores e descoordenação de movimentos - quando os neurónios já não são capazes de se livrar da acumulação da proteína alfa-sinucleína.

Escola Superior de Enfermagem de Coimbra
A Escola Superior de Enfermagem de Coimbra antecipa, amanhã (22 de junho), a celebração do Dia Mundial dos Avós, ao promover...

Com início às 14h30 e encerramento às 17h00, a iniciativa, no Polo A da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC), começa com uma mesa-redonda onde serão apresentados os temas “Avó/Avô: a distância e os laços de ternura” (por Teresa Calvário, professora aposentada da ESEnfC) e “A lei e a proteção dos afetos” (pelas docentes na Faculdade de Direito de Coimbra e especialistas em Ciências Jurídico-Civilísticas, Rosa Cândido Martins e Paula Távora Vítor).

Segue-se (16h00) um momento musical pelo Grupo de Cordas do Programa Escola de Educação Sénior da Escola Superior de Educação de Coimbra.

O programa de atividades termina com um lanche oferecido aos utentes das instituições de apoio a pessoas idosas que acolhem estudantes da ESEnfC em ensino clínico e que foram convidados para a sessão comemorativa.

A exemplo dos anos anteriores, a sessão comemorativa do Dia dos Avós (que tradicionalmente se assinala a 26 de julho) é feita mais cedo, com o objetivo de envolver estudantes do curso de licenciatura em Enfermagem.

Esta iniciativa é organizada pela Unidade Científico-Pedagógica de Enfermagem do Idoso, da ESEnfC.

Curso de Medicina
O bastonário da Ordem dos Médicos defendeu hoje a adequação do 'numerus clausus' para medicina “às capacidades...

Miguel Guimarães pronunciou-se, desta forma, sobre o final do concurso de acesso a uma especialidade médica, o qual deixou de fora 347 médicos que não conseguiram ter acesso a uma especialidade por falta de vaga.

Segundo nota da Ordem dos Médicos, este organismo “apresentou o maior mapa de capacidades formativas de sempre (1.761 capacidades formativas)”.

O bastonário considera que “a criação de um grupo de médicos sem especialidade é prejudicial para os médicos e suas famílias, que veem defraudadas as suas expectativas, para o Estado português, que investe milhões de euros na sua formação sem a devida continuidade, e para o sistema de saúde, que pode ser afetado pela diminuição da qualidade da Medicina com prejuízo para os doentes”.

A Ordem dos Médicos manifesta-se “profundamente preocupada com esta situação e já o manifestou de forma reiterada aos ministros da saúde e da educação”, lê-se na nota.

Miguel Guimarães considera mesmo que “não é possível, com o capital humano e as condições de trabalho atuais, manter a qualidade da formação dos nossos jovens especialistas, uma das melhores a nível internacional, e simultaneamente conseguir vagas para todos os candidatos”.

“É imperioso que se corrijam as deficiências existentes atualmente no Serviço Nacional de Saúde (SNS), quer em capital humano quer em estruturas físicas, equipamentos, materiais e dispositivos, e simultaneamente se melhorem as condições de trabalho”, adianta Miguel Guimarães.

Para o bastonário, “a contratação dos médicos em falta no SNS permitiria aumentar de forma significativa as idoneidades e capacidades formativas e consequentemente o número de vagas”.

“Atualmente, o SNS tem uma relação de menos de dois especialistas para um interno, o que demonstra de forma objetiva a completa saturação do sistema em termos de formação”.

A Ordem defende ainda que o Ministério da Saúde crie “as condições necessárias, nomeadamente ao nível da carreira médica, para que seja possível aumentar a capacidade de formação no sector público e no sector privado”.

Hoje, o ministro da Saúde anunciou na Comissão Parlamentar de Saúde a abertura do concurso para assistentes graduados seniores e consultores, classificação que a tutela acredita motivar os profissionais mais velhos e com maior formação para permanecerem no SNS.

Para o ministro, os concursos deverão ser abertos até setembro e deverão evitar “o que está a acontecer”, que é a saída de médicos para o setor privado, as reformas e a emigração destes profissionais.

A medida deverá ter, segundo o governante, outra consequência: levar a Ordem dos Médicos a ponderar o alargamento das vagas para a sua especialização, tendo em conta que este ano voltaram a ser insuficientes, deixando de fora 347 jovens clínicos.

Góis
O incêndio que lavra desde sábado em Góis provocou 18 feridos, todos eles ligeiros, disse aos jornalistas o comandante das...

Num ponto de situação feito às 15:00, no posto de comando junto à aldeia de Cadafaz, Carlos Tavares explicou que houve "16 intoxicações pontuais por fumo", resolvidas no posto do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) instalado em Góis. Também um popular e um bombeiro tiveram de ser transportados para hospitais, tendo o último sofrido uma entorse no pé.

No que respeita aos intoxicados, a maior parte deles são civis que estavam a sentir "algumas dificuldades respiratórias".

"Os civis já estavam retirados [das aldeias evacuadas] e estavam quer em Góis quer em Pampilhosa da Serra e necessitavam de assistência porque são pessoas com alguma idade", referiu.

Carlos Tavares informou ainda que só regressaram a casa habitantes de três aldeias: Sobral Bendito, Cabreira e Cadafaz.

"As pessoas estão bem, estão a ser assistidas quer pelo gabinete de ação social de Pampilhosa da Serra, quer de Góis, e não vamos arriscar enquanto houver instabilidade no terreno que provoque grandes reativações", afirmou.

Segundo o responsável, se no final do dia houver condições, estas pessoas "vão regressar tranquilamente a casa".

Ao todo são 150 as pessoas deslocadas das suas aldeias, quer em Pampilhosa da Serra quer em Góis, que estão aos cuidados da ação social dos respetivos municípios.

Cerca das 15:00 o incêndio de Góis mantinha duas frentes ativas com alguns reacendimentos, "que arrancam com violência porque está muito calor e algum vento a ajudar".

"Temos uma frente perto do posto de comando, viradas à Pampilhosa da Serra, e outra mais pequena virada também ao concelho de Pampilhosa da Serra, mas mais a sul, na zona de Amoreira", disse.

O objetivo continua a ser "dominar o incêndio até final do dia".

Pedrógão Grande
Centenas de voluntários e centenas de toneladas de bens oferecidos transformaram o quartel de bombeiros de Pedrógão Grande numa...

"Recebemos aqui muitas ofertas, não vou nomear nenhuma pessoa em especial", disse Carlos David, presidente da direção dos Bombeiros de Pedrógão Grande, agradecendo a enorme quantidade de bens, cujas toneladas "vão superar os três dígitos".

"Nós, bombeiros, não queremos nada para nós, queremos é acudir às pessoas que estão em sofrimento, às famílias que perderam familiares. Os bombeiros sentem esse peso", diz, acrescentando: "Nós também estamos em sofrimento".

A quantidade de ofertas tem sido "fantástica" e superou as expectativas. "Estamos também a colaborar com as instituições e solidariedade social aqui à volta", que "estão de portas abertas a acolher" as pessoas retiradas das aldeias, explica Carlos David, salientando: "Estamos a trabalhar diretamente com eles para lhes fazer chegar todos os bens de que necessitam".

No entanto, admite que ainda existem problemas. "É evidente que sei que há bombeiros no terreno que não comeram", mas "nós não conseguimos chegar" a todo o lado e "são zonas muito difíceis de acesso".

Do quartel, cujas garagens ficaram transformadas num imenso centro logístico de refeições, sandes, com dezenas de paletes com águas, leite, pão, fruta, sumos, roupa e outros bens, saíram produtos para alimentar e acudir a bombeiros e populações dos concelhos vizinhos, incluindo Góis, onde lavra um outro incêndio de grandes dimensões.

A mão-de-obra improvisada é composta por voluntários de vários pontos do país e tudo o que é oferecido é acondicionado, promete o presidente da direção dos bombeiros.

"Temos material que está armazenado em câmaras frigorifica" e "se não consumimos fazemos a passagem dos bens para as instituições" que distribuem às pessoas.

"Nós não deixamos estragar nada. As frutas estão armazenadas em frio" e a "nossa preocupação é não deixar estragar nada", promete Carlos David, acrescentando: "Os donativos que nos estão a dar estão todos a ser bem empregues".

Defronte do quartel, está a cozinha de campanha dos fuzileiros para alimentar os operacionais e todos os que procuram uma comida quente.

Filipe Afonso é cabo e um dos responsáveis da equipa de 15 pessoas, entre cozinheiros e ajudantes. "Tem sido um bocado de trabalho mas é gratificante ao mesmo tempo", diz.

A expectativa era servir 1.500 refeições diárias, mas o número chega às 2.500. "Tivemos de reforçar e pedir mais bens. Vamos servir o que for preciso", explica.

Especialistas alertam
É preciso prevenir, mas também é importante saber reagir e apoiar os familiares e amigos das vítimas, alertam especialistas.

O bastonário da Ordem dos Psicólogos defendeu na terça-feira que a recuperação emocional das vítimas de catástrofes, como o incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, exige uma intervenção "num tempo muito curto" após a tragédia.

"São experiências muito marcantes", que podem "deixar problemas para o futuro" e contribuir para a existência de perturbações de carácter psicopatológico, como depressão, uso de substâncias ou stress pós-traumático, advertiu Francisco Miranda Rodrigues.

Para prevenir estas situações, é essencial uma intervenção "num tempo muito curto após a tragédia" para que haja "uma recuperação no futuro o mais adaptado possível", mas também é fundamental um acompanhamento a longo-prazo, escreve o jornal Público.

"É preciso antes de mais fazer uma estabilização inicial, nomeadamente a nível emocional", para reduzir os sintomas que as pessoas estão a sentir naquele momento, explicou o bastonário.

Também é "muito importante" apoiar, acalmar e dar a estas pessoas "uma sensação de maior segurança" e fazer "uma conexão à rede de suporte social".

Por vezes, também é preciso "treinar estas pessoas sobre como podem procurar ajuda e suporte". "Muitas destas pessoas, nomeadamente os idosos, estão muito mais habituados a cuidar dos outros e estas situações acabam por apelar para algo que não estão muito habituados, que é pedir ajuda", explicou Francisco Miranda Rodrigues.

O trabalho junto da comunidade também é essencial: "Quanto mais acreditarem que são capazes de lidar com as tarefas que agora têm pela frente, maior será a possibilidade de se readaptarem e se reabilitarem para uma nova fase e voltarem o melhor possível às suas vidas, que será necessariamente diferente".

Há estudos que indicam que por cada vítima física em situações de catástrofe existem quatro a dez com necessidade de intervenção psicológica, indicou.

O antropólogo Francisco Oneto Nunes afirmou que é surpreendente "a capacidade de recuperação e a vontade" das pessoas, havendo "renascimentos absolutamente notáveis". Contudo, há casos em que "infelizmente isso não acontecerá".

Para o investigador, o "fator decisivo" para as pessoas conseguirem "recuperar as suas vidas" e "processar e assimilar estes eventos" é o "tipo de apoio" que "poderão ou não beneficiar", um domínio que "é sempre mais problemático".

"Nós vimos nesta situação a quantidade de pessoas que enviou genuína e graciosamente alimentos, bebidas, mas é preciso muito mais", defendeu o investigador do Centro em Rede de Investigação em Antropologia (CRIA) e do Departamento de Antropologia do ISCTE.

Além do apoio das entidades oficiais deve haver "estruturas capazes de apoiar as pessoas nestas situações" e que consigam "produzir ideias conducentes a uma política de gestão de território, a uma política de administração silvícola e florestal radicalmente diferente" da que existe atualmente.

"É preciso sair da lógica do culto desmesurado do dinheiro, do progresso, do crescimento como salvação para tudo, que depois no domínio da floresta tem esta consequência trágica que é quase como termos barris de pólvora prontos a explodir", salientou Oneto Nunes.

Para o investigador, "é urgente" mudar este paradigma para "prevenir estas desgraças". Mas, ao acontecerem, "as entidades públicas têm de assegurar que [as vítimas] vão ter "todos os apoios que vão necessitar", tanto formais, legais, jurídicos, mas também o apoio humano, a mão amiga, o apoio psicológico.

"Muitas destas pessoas não têm rigorosamente nada em termos materiais para se poderem levantar e poderem renascer. Muitas delas perderam tudo", elucidou.

O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 150 feridos.

Diário da República
Doentes que fossem a consultas de cuidados paliativos só podiam estar isentos por motivos económicos. Portaria que altera esta...

Até agora, os doentes que precisassem de se deslocar a um hospital para uma consulta na área dos cuidados paliativos tinham de utilizar meios próprios ou de pagar o serviço às entidades responsáveis por fazer o transporte de doentes não urgentes em ambulância. A única exceção era para quem estivesse em situação de insuficiência económica. Uma nova portaria que será publicada nesta quarta-feira em Diário da República elimina esta barreira e assegura que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) passará a assegurar esta despesa.

“Há várias situações clínicas em que os doentes já tinham isenção do pagamento de transportes em ambulância para as consultas. Mas os doentes de cuidados paliativos não tinham diretamente isenção por isso”, explica ao jornal Público a presidente da Comissão Nacional de Cuidados Paliativos, Edna Gonçalves. A também diretora do Serviço de Cuidados Paliativos do Centro Hospitalar de S. João, no Porto, dá como exemplo o caso dos doentes com cancro, isentos do pagamento de transporte para as consultas de oncologia mas que tinham de pagar as deslocações para consultas de cuidados paliativos.

O principal objetivo desta mudança é “eliminar desigualdades” e garantir a igualdade no acesso ao SNS “através da implementação de medidas assentes na diferenciação positiva dos grupos mais vulneráveis e com necessidades específicas”, destaca a portaria a que o PÚBLICO teve acesso.

Edna Gonçalves diz que serão os próprios médicos a darem aos doentes um documento que garante esta isenção. Até agora o pedido tinha de ser feito através da assistente social e tinha apenas em consideração a condição económica dos doentes. A especialista lembra que o principal problema está nas faixas que ficavam de fora, mas perto dos limites definidos.

Têm "muitas despesas"
“São pessoas em situação de doença muito avançada e com muitas despesas com coisas como cadeiras de rodas, cuidadores e medicação. Com este pagamento têm menos uma preocupação. Nem todos têm carro próprio e mesmo quando têm nem sempre é possível ao cuidador colocar estas pessoas num carro”, acrescenta a presidente da comissão. O valor a pagar por transporte tinha em consideração o número de quilómetros. No caso do S. João, que recebe pessoas que percorrem mais de 100 quilómetros para ali chegar, o serviço de ambulância podia custar 100 euros.

“Havia quem se inibisse de vir à consulta por não poder ter esta despesa”, reconhece a médica, que não adiantou o número de pessoas que poderão ser beneficiadas pela medida ou a despesa para o SNS. Ainda assim, garantiu que são cada vez mais os doentes que precisam de consultas nesta área, muitos deles sem ser por doença oncológica.

Há um ano, o Ministério da Saúde já tinha feito algumas alterações nas regras de transporte não urgente de doentes. Os doentes em tratamentos prologados deixaram de ter de pagar por estas deslocações e deixou também de haver um número mínimo de deslocações para haver direito à comparticipação. Estas alterações foram feitas para todos os doentes, independentemente da condição económica.

Na mesma altura, a tutela decidiu acabar com os pagamentos para as pessoas com incapacidade igual ou superior a 60% e com insuficiência económica, mesmo quando o transporte é feito por razões sem ligação direta à doença que esteve na origem da incapacidade. Os doentes oncológicos ou transplantados, bem como insuficientes renais crónicos, passaram a estar também isentos desse pagamento, independentemente de o transporte se destinar à realização de atos clínicos inerentes à sua condição.

Este domingo
Mais de mil praticantes de yoga reúnem-se em Lisboa no próximo domingo para assinalar o Dia Internacional do Yoga e apelar à...

As comemorações deste ano do Dia Internacional do Yoga, que se assinala hoje, têm como lema “Sustentabilidade e Paz Mundial” e o seu ponto alto numa mega-aula de yoga, onde são esperados mais de mil praticantes de todo o país e de todas as idades.

O dia pretende invocar “o respeito pela vida e pela riqueza da diversidade étnica e cultural, a tolerância inter-religiosa, a sustentabilidade global justa, a ecologia e a salvaguarda dos ecossistemas, com o elevado objetivo de serem 24 horas sem derramamento de sangue em todo o planeta”, segundo a Confederação Portuguesa do Yoga, organizadora da iniciativa, a par da embaixada da Índia, da Câmara de Lisboa e da Confederação Europeia do Yoga.

Esta é a primeira vez em que o Dia Internacional do Yoga - assim consagrado em 2014 pelas Nações Unidas - é celebrado após a proclamação do yoga como Património Imaterial da Humanidade, pela Unesco, em dezembro do ano passado, escreve o Sapo.

A Confederação Portuguesa do Yoga – que tem, em Portugal, 44 centros de yoga (‘áshrama’) - foi a impulsionadora destas decisões, propondo à Índia, berço do yoga, mas também a Portugal, que intercedessem junto da ONU nesse sentido. “Durante muitos anos, pugnámos para que o yoga fosse mais visível, não só em Portugal, mas também na índia e no resto do mundo”, disse à Lusa o presidente das confederações portuguesa e europeia, Jorge Veiga e Castro, recordando que Portugal foi o primeiro país do mundo a assinalar o Dia Internacional do Yoga, desde 2002.

Um dos objetivos da celebração desta data é a rejeição da guerra, que é “uma solução insana, é sempre fratricida, feita entre irmãos do mesmo planeta”, considerou o responsável.

Por outro lado, pretendem promover a ecologia, rejeitando por completo o uso de plásticos. “Os plásticos matam o planeta. Temos de voltar aos vidros, aos sacos artesanais, de papel ou de pano. A sustentabilidade é muito importante. Temos de usar produtos que entrem na cadeia biológica de reciclagem do planeta”, defendeu Veiga e Castro.

No domingo, também a embaixadora da Índia em Lisboa, Nandini Singla – ela própria praticante de yoga - participará no encontro nacional.

“O yoga não é só exercício físico, mas uma prática holística, que une mente, corpo e espírito. O yoga acredita que o ser humano é um todo, não é apenas o corpo”, disse à Lusa a diplomata indiana.

A embaixadora sustenta que promover o yoga em Portugal é “um dos veículos que vai aproximar os povos” dos dois países.

Esta disciplina, sustentou, “só pode trazer coisas positivas para os portugueses: melhor saúde, melhor bem-estar, mais paz, mais calma e mais ‘ananda’ [palavra em hindi que significa felicidade extrema]”.

O yoga “faz-nos sentir em união com o mundo, com as pessoas à volta, com o cosmos”, disse Nandini Singla, comentando que o que se vê hoje na Europa é um “sentimento de alienação, a raiz de muitos dos problemas que as nossas sociedades estão a enfrentar nos dias de hoje”.

Além disso, esta prática não é exclusiva de qualquer religião, sublinhou.

“Muitas vezes, as pessoas acreditam erradamente que o yoga tem a ver com o hinduísmo, mas pessoas de todas as religiões praticam yoga, porque tem a ver com paz, bem-estar e saúde”, sustentou.

As comemorações do Dia Internacional do Yoga, que decorrem este ano pela primeira vez após a declaração desta prática como Património da Humanidade, arrancam hoje em Lisboa com uma sessão aberta na sede da comunidade hindu, ao final da tarde.

No sábado à tarde, decorrem palestras, com a participação de Miguel Claro, astrofotógrafo oficial da Reserva Dark Sky Alqueva, e de Marina Cortês, cosmóloga do Observatório de Edimburgo e vencedora do Buchalter Cosmology Prize, além de uma atuação do OMKÁRA - Coral Orquestra da Confederação Portuguesa do Yoga, no auditório da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa.

No domingo, são esperados mais de mil praticantes de yoga na pista de atletismo Professor Moniz Pereira, numa iniciativa em que participam também representantes de várias religiões.

Na sessão, que começa pelas 10:00, estão previstas intervenções da embaixadora Nandini Singla; do vereador do Desporto da Câmara Municipal de Lisboa, Jorge Máximo; do alto-comissário para as Migrações, Pedro Calado; do presidente do Hindu Forum of Europe - Lakshmi Vyas; do vice-presidente da Comunidade Hindu de Portugal, Sunil Kumar, e do presidente da Confederação Portuguesa do Yoga, e ainda de responsáveis religiosos.

Além da aula, haverá ainda uma apresentação de ‘bhaja’, instrumento tradicional indiano, e do OMKÁRA, coral orquestra da confederação.

Confederação Portuguesa do Yoga
A Confederação Portuguesa do Yoga defende a introdução desta prática nos currículos das escolas, disse o presidente, Jorge...

A confederação, que tem no país 44 centros de yoga (‘áshrama’), com milhares de alunos, tem realizado projetos e investigações em escolas portuguesas, obtendo “resultados excelentes”, afirmou o responsável da Confederação, em entrevista a propósito do Dia Internacional do Yoga, que se assinala hoje. Segundo o mestre de yoga, escreve o Sapo, a organização já propôs esta iniciativa aos governos de Portugal e da Índia, país de onde o yoga é originário.

Veiga e Castro referiu que as autoridades indianas “já estão a avançar” para a introdução do yoga no ensino e, nesse sentido, considerou “muito interessante” a visita, no início do ano, do primeiro-ministro português, António Costa, à Índia. No próximo sábado, o chefe do Governo indiano, Narendra Modi, visitará Portugal.

O ensino do yoga nas escolas é aquilo que a Confederação Portuguesa e a Confederação Europeia, ambas presididas por Veiga e Castro, chamam de "terceiro e quatro passos", depois de terem sido cumpridos os dois primeiros: a consagração, pelas Nações Unidas, do dia 21 de junho como Dia Internacional do Yoga, que aconteceu em dezembro de 2014, e a proclamação do yoga como Património Imaterial da Humanidade, pela Unesco, no final de 2016.

Ambas as iniciativas foram impulsionadas pela Confederação Portuguesa do Yoga, que desde 2002 organiza comemorações do Dia do Yoga, coincidindo com o solstício do verão, atraindo a Portugal os maiores mestres mundiais desta prática e responsáveis de diferentes religiões.

Também a embaixadora da Índia em Lisboa se afirma empenhada no ensino do yoga às crianças portuguesas. “Acredito firmemente que, se conseguirmos ensinar as crianças, elas poderão recorrer ao yoga quando têm situações stressantes”, disse a diplomata, Nandini Singla, que sublinhou que esta prática “não exige qualquer equipamento” e “pode fazer-se em qualquer lado”, permitindo “baixar o nível de stresse”.

No Porto
Investigadores do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto estão a desenvolver uma terapia para...

"Lesões na espinal medula afetam mais de 200 mil pacientes por ano à escala mundial", disseram os responsáveis pelo PROREGEN, indicando que, apesar do "progresso considerável" no que respeita aos procedimentos médicos, cirúrgicos e de reabilitação, "não existem tratamentos eficazes para a recuperação neurológica".

Nesse sentido, consideram "essencial" a identificação de terapias que promovam recrescimento do axónio (prolongamento do neurónio que estabelece a sua ligação a uma célula-alvo) e a reparação da medula, atuando em lesões do sistema nervoso e em doenças neurodegenerativas.

O objetivo é avaliar 'in vivo' (em ratos com lesão do nervo ciático ou com lesão medular) o potencial regenerativo da Profilin-1 (Pfn1), uma proteína que regula a dinâmica do esqueleto celular, ativa após lesão, etapa que terá início brevemente.

De acordo com os investigadores, resultados 'in vitro' demonstram já que a Pfn1 é promotora do crescimento do axónio, com efeitos "robustos e surpreendentes".

Caso seja bem-sucedido 'in vivo', esta terapia poderá ainda ter aplicações noutras doenças, nas quais a regeneração é necessária.

Este projeto, que está a ser desenvolvido há cerca de quatro anos, surge no âmbito do trabalho do grupo de Regeneração Nervosa do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), que utiliza diferentes modelos animais de lesão para identificar mecanismos e moléculas reguladoras do crescimento e regeneração axonal.

O PROREGEN foi um dos trabalhos apoiados pelo RESOLVE, um programa do i3S que apoia a transferência de conhecimento científico e tecnológico de projetos inovadores e promissores, em estágio inicial.

Serviço Nacional de Saúde
O ministro da Saúde anunciou hoje a abertura do concurso para assistentes graduados seniores e consultores, classificação que a...

Adalberto Campos Fernandes falava na Comissão Parlamentar da Saúde onde decorre uma audição sobre a política geral de saúde e outros assuntos de atualidade, como os jovens médicos que anualmente ficam sem acesso à formação especializada.

Para o ministro, os concursos deverão ser abertos até setembro e deverão evitar “o que está a acontecer”, que é a saída de médicos para o setor privado, as reformas e a emigração destes profissionais.

A medida deverá ter, segundo o governante, outra consequência: levar a Ordem dos Médicos a ponderar o alargamento das vagas para a sua especialização, tendo em conta que este ano voltaram a ser insuficientes, deixando de fora 347 jovens clínicos.

Sobre esta questão, Adalberto Campos Fernandes referiu que o Governo está “disponível para encontrar uma solução com todos os partidos políticos”.

O ministro voltou a defender uma auditoria, em conjunto com a Ordem dos Médicos, no sentido de avaliar se o país tem ou não na sua rede pública, privada e social alguma capacidade sobrante, com qualidade, a qual, a existir, poderia levar a Ordem a aumentar a capacidade formativa.

Por outro lado, preconizou que sejam as próprias universidades a refletir se o número de alunos que estão a formar garante a qualidade da sua formação.

Adalberto Campos Fernandes anunciou ainda que no próximo concurso para a formação específica dos médicos estarão indicadas as vagas que pressupõem incentivos a estes profissionais, com vista a colmatar a carência de clínicos em determinadas zonas do país, que incluem uma majoração de 40% do vencimento.

Sobre a falta de médicos, o responsável governamental referiu que esta é mais significativa nos especialistas com idades entre os 50 e os 60 anos, sublinhando que se encontram a trabalhar 314 clínicos aposentados no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Dia 1 de julho
O Hospital Lusíadas Lisboa, em parceria com a Associação Portuguesa de Apoio a Mulheres com Endometriose (MulherEndo), vai...

A iniciativa começa com a visualização do filme “Endo What?”, um documentário que aborda questões relacionadas com a patologia, entre as quais o diagnóstico, opções de tratamento e impacto financeiro da doença, e termina com o esclarecimento de dúvidas das doentes pela voz de Fátima Faustino, responsável do Centro Especializado em Endometriose do Hospital Lusíadas Lisboa, que estará acompanhada de outros especialistas - Ana Isabel Belo (Unidade de Anatomia Patológica), Ângelo Ferreira (Unidade de Cirurgia Geral), António Marques (Unidade de Gastrenterologia), João Varregoso (Unidade de Urologia), Luís Vicente (Centro de Procriação Medicamente Assistida), Rui Farinha (Unidade de Urologia) e Sandra Sousa (Unidade de Imagiologia).

As inscrições são gratuitas, mas obrigatórias e devem ser feitas no site www.lusiadas.pt até ao dia 29 de junho.

O Centro Especializado em Endometriose do Hospital Lusíadas Lisboa é composto por uma equipa multidisciplinar, com profissionais de saúde vocacionados para todas as vertentes da doença, desde o diagnóstico ao tratamento. 

Ações de sensibilização e formação
Decorreu no dia 19 de junho 2017, no Auditório do Hospital Pêro da Covilhã, o III Fórum de Obstetrícia e Ginecologia do CHCB....

Neste evento duplamente dedicado à segurança, além da realização de Conferências Técnicas, apresentação de Projetos desenvolvidos por profissionais de saúde e em curso nas Unidades Locais de Saúde e Centros Hospitalares com a valência da Maternidade, houve ainda lugar, no final da tarde, à realização de Workshops “ABC da Segurança - Como Transportar o Bebé no Automóvel” promovidos pela Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI).

Paralelamente ao programa científico, entre as 09h00 e as 12h00, equipas da PSP, GNR, Grupo PROVIDAS e Animactiva promoveram ateliers pedagógicos em prol do tema da segurança, para crianças dos 6 aos 10 anos, no átrio principal do Hospital Pêro da Covilhã.

“Apostar na Prevenção” foi o grande lema deste evento, subordinado a uma temática cuja importância se revela premente na atualidade, e que pese embora, as muitas campanhas de sensibilização, informação e educação realizadas, não se esgota nem no conteúdo nem na forma, mostrando que há ainda muito por fazer, especialmente no nosso país, onde os números oficiais estão longe de serem animadores.

Traumatismos, ferimentos e lesões resultantes de acidentes são a maior causa de morte e incapacidade infantil em quase todos os países desenvolvidos, pelo que, sem qualquer sombra de dúvida” vale mesmo a pena apostar na prevenção!

Tem sido também esta a estratégia do Centro Hospitalar Cova da Beira, tendo por base o trabalho, há muito realizado na comunidade, na rua e nas escolas, pelos profissionais de saúde afetos ao Projeto PROVIDAS em estreita colaboração com as Forças de Segurança da região.

Associação Nacional de Estudantes de Medicina
Mais de 340 médicos ficaram sem acesso à especialidade médica no concurso que terminou na terça-feira, um aumento de 63%...

A estes 347 médicos, de acordo com um comunicado da Associação Nacional de Estudantes de Medicina (ANEM), juntam-se outros 266 clínicos que desistiram do concurso e que tentarão a candidatura no próximo ano, “agravando assim o problema da insuficiência de vagas para especialidade”.

A ANEM destaca a “forma harmoniosa” como decorreu o processo de escolha de vagas, a publicação atempada do calendário para a escolha da área de especialização e do mapa final de vagas, assim como a divulgação online e em tempo real das vagas disponíveis a concurso pela plataforma desenvolvida pelos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde.

No entanto, segundo Ana Rita Ramalho, presidente da ANEM, “as melhorias administrativas não poderão nunca mascarar os efeitos deletérios que advêm do desinvestimento na saúde que se verifica no nosso país”, que resultaram na suspensão da formação de 158 médicos em 2015, de 213 em 2016, de 347 médicos este ano.

A ANEM lamenta ainda que, apesar de a situação já constituir uma realidade em constante agravamento, “poucas ou nenhumas medidas tenham sido tomadas a curto, médio ou longo prazo para colocar um término à desintegração da formação médica”.

“A formação de um estudante de Medicina não se esgota no ensino pré-graduado, devendo ser completada no pós-graduado através do Internato Médico, conducente ao grau de especialista. A sua interrupção apresenta consequências nefastas para a qualidade da prestação dos cuidados de saúde praticados em Portugal”, reforça Ana Rita Ramalho.

O desafio, segundo a ANEM, está na necessidade de encontrar o equilíbrio entre o número de médicos com as qualificações desejadas, nas áreas geográficas em carência, para corresponder às necessidades, quer das populações, quer dos sistemas de saúde, ambos em constantes mudanças.

A Associação defende que este equilíbrio poderá ser alcançado com um verdadeiro planeamento em recursos humanos diferenciados, adequado às reais necessidades do país, sem o qual – segundo a ANEM – “incorremos no risco de perder um Serviço Nacional de Saúde forte e que, orgulhosamente, dizemos ser um dos melhores do mundo”.

“A ANEM rejeita a possibilidade de o médico indiferenciado passar a constituir a realidade do nosso Serviço Nacional de Saúde, não só por defraudar as legítimas expectativas dos médicos recém-graduados, mas sobretudo por comprometer a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, que é de todos e deve ser zelado por todo o cidadão português”, conclui.

Páginas