Nos últimos três anos
Os Açores realizaram entre 2014 e 2016 um total de 46.430 consultas de nutrição, a grande maioria a utentes entre os 35 e 44...

“Em 2014 foram efetuadas 12.676 consultas, em 2015 um total de 15.437 consultas e, no ano passado, foram realizadas 18.317 consultas por profissionais de nutrição”, adiantou a diretora regional da Saúde, Tânia Cortez, em declarações.

Segundo a responsável, as situações mais frequentes que levam as pessoas a estas consultas são a obesidade e o excesso de peso.

"Existem também outras circunstâncias, nomeadamente o aumento da gordura no sangue, as diabetes e a hipertensão, patologias onde é mais necessária a ajuda de um profissional de nutrição", acrescentou Tânia Cortez, destacando que os Açores são a única região do país com nutricionistas em todos os centros de saúde.

De acordo com a diretora regional da Saúde, os doentes são geralmente referenciados por outros profissionais de saúde, maioritariamente médicos e enfermeiros, mas os psicólogos podem também indicar estes utentes.

A diretora regional da Saúde admitiu que o aumento de consultas de nutrição pode estar relacionado com um reajuste de recursos nesta especialidade, assinalando que entre 2015 e 2016 entraram ao serviço mais nutricionistas.

Ainda assim, Tânia Cortez sublinhou que o crescimento pode também estar relacionado com o aumento de patologias associadas à necessidade destas consultas.

Segundo o Inquérito Regional de Saúde de 2014, 36,5% da população entre os 20 e os 74 anos tem excesso de peso, enquanto 27,5% da população na mesma faixa etária tem obesidade.

"A questão da obesidade e do excesso de peso envolve vários fatores e a alimentação é um deles", referiu, alertando para a questão do sedentarismo.

Existem outras circunstâncias, nomadamente algumas patologias que podem também influenciar e desencadear o aumento da obesidade e do excesso de peso, acrescentou Tânia Cortez.

"Não podemos deixar também de pensar nos números de hipotiroidismo, que é uma doença que influencia o peso", explicou a diretora regional, frisando que as depressões podem, igualmente, ter uma influência, tendo em conta o consumo de medicamentos que leva a um aumento de peso nalgumas situações e conduzem a uma inércia e, consequentemente, ao aumento do sedentarismo.

Tânia Cortez realçou ainda a "mais-valia da taxa de cobertura" de consultas de nutricionistas na região, o que torna mais acessível à população o recurso a estes profissionais e, em simultâneo, permite um trabalho em equipa com outros especialistas no seguimento de várias patologias.

Estudo revela
Cloreto de etilo em spray representaria uma poupança de 60% nos custos, em comparação com o método farmacológico mais comum, é...

Um estudo liderado por um investigador da Escola Superior de Enfermagem de Coimbra (ESEnfC) e por uma enfermeira especialista em saúde infantil e pediatria do serviço de Ambulatório do Hospital Pediátrico de Coimbra vem demonstrar que o cloreto de etilo em spray poderá ser o método analgésico ideal para prevenir a dor associada à punção com uso de agulha em crianças.

De acordo com os resultados do estudo, da responsabilidade do professor Luís Manuel da Cunha Batalha e da enfermeira Maria Matilde Marques Correia, de entre um conjunto de anestésicos analisados, o cloreto de etilo em spray, que é muito pouco utilizado em Portugal neste cenário clínico, revelou ser “o único que não requer tempo de espera entre a aplicação e a punção”, que “não exige penso oclusivo” e que tem a vantagem de ser “consideravelmente mais barato”.

O estudo “Intervenção farmacológica na prevenção da dor da punção venosa na criança”, que comparou cinco analgésicos de aplicação tópica para prevenir este tipo de dor – também a lidocaína a 10% em spray, o cloridrato de lidocaína a 2% em gel, o EMLA em creme (composto de lidocaína a 2,5% e prilocaína a 2,5%) e a lidocaína a 4% em creme –, mostra que “nenhum dos anestésicos tópicos apresentou superioridade na prevenção da dor” e que “todos se revelaram eficazes, com uma intensidade de dor em mediana abaixo de dois pontos, o que é considerado um bom indicador de qualidade de cuidados na prevenção da dor”.

Ainda segundo resultados do estudo, também “a facilidade da punção, visibilidade e/ou palpação da veia, número de tentativas para sucesso na punção e a cooperação da criança no procedimento foram semelhantes entre os grupos”.

As principais diferenças entre os analgésicos tópicos estudados situam-se, pois, ao nível dos procedimentos requeridos aquando da respetiva aplicação e no tocante aos custos. A utilização do cloreto de etilo em spray representa 40% dos gastos com o método mais dispendioso e, por sinal, mais utilizado: o EMLA.

Este estudo randomizado controlado foi desenvolvido ao longo de três anos (entre 2014 e 2016) e envolveu 350 crianças, com idades compreendidas entre os 6 e os 17 anos, com necessidade de punção venosa, acompanhadas pelos pais.

Afirmam o professor Luís Batalha e a enfermeira Maria Correia que “o uso do cloreto de etilo num departamento de ambulatório pediátrico revela vantagens na relação custo-benefício”, seja “de forma direta (custos financeiros)”, seja “indiretamente, no menor tempo de ausência dos pais no local de trabalho e das crianças na escola”, mas também ao nível dos “custos com os materiais necessários para a aplicação do penso oclusivo e com o trabalho do enfermeiro”. E, ainda, no que toca aos “potenciais benefícios na redução da ansiedade da criança, pela ausência de tempo de espera entre a aplicação do anestésico tópico e a punção”.

“Sem prejuízo para o estudo de outras formas de analgesia farmacológica e não farmacológica para prevenção da dor provocada pela punção venosa nas crianças, o uso do cloreto de etilo deve ser repensado e mesmo recomendado, principalmente num departamento ambulatório pediátrico”, concluem os investigadores.

Falta de evidência científica (estudos com resultados díspares), medo de efeitos secundários, como o de queimadura, efeito vasoconstritor do cloreto aumentando a probabilidade de insucesso na punção venosa, maior possibilidade de desconforto para a criança, ou maior divulgação de outros fármacos pela indústria, eram razões apontadas para a pouca utilização do cloreto de etilo para alívio da dor associada à punção venosa. Mas que este estudo vem, agora, desmontar. 

No Porto
Um dispositivo médico de realidade virtual que auxilia os utilizadores a superar o medo de andar de avião está a ser...

O dispositivo "proporciona uma experiência em que o paciente coloca os óculos e entra numa realidade paralela, na qual se vai expor à situação temida sendo, no [caso] do medo de voar de avião, uma viagem num voo comercial", disse o psiquiatra do Hospital São João, do Porto, Filipe Freitas Pinto, um dos criadores da tecnologia.

A experiência de voo, desenvolvida com um "detalhe exaustivo", centra-se "em tudo o que a ciência já provou que pode causar medo", disponibilizando ferramentas para lidar com a ansiedade e o medo, que "acabam por ser vencidos", explicou.

Esta tecnologia permite que, durante a experiência do voo, o psiquiatra ou o psicólogo consigam acompanhar vários parâmetros que ajudam a compreender a progressão do tratamento.

O dispositivo consegue identificar, em tempo real, parâmetros vitais que se relacionam com a ansiedade e, através de sinais do corpo, perceber se o indivíduo está ansioso e a reagir em função dessa situação, modificando imediatamente o ambiente em que este está imerso.

"O sistema sabe o que nos causa medo e sabe como resolver isso, sem que o terapeuta ou doente tenham de lhe dar qualquer indicação específica", explicou.

A generalidade dos medos ou fobias, segundo o psiquiatra, podem ser tratadas, expondo a pessoa à situação temida até que aquelas se extingam, processo que pode ser rápido ou mais prolongado, dependendo do quadro clínico. Contudo, nem sempre é viável que o psiquiatra ou psicólogo acompanhe o paciente neste processo de exposição.

O caso do voo de avião exemplifica a "dificuldade logística" que o acompanhamento de um profissional traria ao processo de tratamento em situações deste género, algo que "é contornado pela realidade virtual", indicou.

A ideia para este projeto surgiu quando Filipe Freitas Pinto começou a procurar soluções de realidade virtual que estivessem preparadas a ser utilizadas na prática clínica e não as encontrou.

"Espera-se que um dispositivo médico esteja desenvolvido à semelhança de um medicamento", contendo "uma dose, uma posologia e os efeitos expectáveis, desejáveis e indesejáveis" e "nenhum equipamento disponível" no mercado tinha sido testado para estas características, não sendo possível prever o seu impacto no quadro clínico, referiu.

Percebendo a falha no mercado, o psiquiatra levou a ideia aos colegas Tiago Craveiro, João Magalhães, Tiago Alves, e André Sousa, um engenheiro e três programadores da empresa Iterar - orientada para tecnologias de informação em saúde -, com os quais já trabalhava, tendo nascido daí o projeto.

"Acima de tudo, e para além dos protocolos de tratamento, o VRCare distingue-se pelo sistema inteligente e dinâmico, que personaliza o tratamento com base na ansiedade detetada", pretendendo ser "uma ferramenta útil para melhorar a vida das pessoas", concluiu.

Esta tecnologia foi desenvolvida no âmbito do projeto VRCare, dedicado ao desenvolvimento de dispositivos médicos de realidade virtual dirigidos ao tratamento e reabilitação de doenças psiquiátricas e neurológicas.

Para breve, estão programados um estudo piloto e um pivotal, com vista à entrada do dispositivo em ambiente clínico.

O projeto conta com a colaboração da empresa portuguesa Voar Sem Medo e da holandesa VALK Foundation.

O VRCare tem vindo a ser desenvolvido desde 2015 e, a partir de abril deste ano, passou a integrar o RESOLVE, um programa do i3S que apoia a transferência de conhecimento científico e tecnológico de projetos inovadores e promissores, em estágio inicial.

Incêndios
O valor-limite diário de partículas suspensas na atmosfera, com efeitos na saúde, foi ultrapassado na região Centro entre...

A informação consta num comunicado da associação ambientalista ZERO, que precisa que, no domingo, um dia depois do começo dos fogos florestais em Pedrógão Grande (Leiria) e Góis (Coimbra), a quantidade máxima admissível por dia de partículas suspensas no ar foi superada em cinco estações de monitorização do Centro Interior e Centro Litoral.

Na segunda-feira, o valor-limite foi excedido em dez locais do Centro Interior, Centro Litoral e Coimbra, enquanto na terça-feira foi ultrapassado em sete estações, mas apenas no Centro Litoral.

A ZERO - Associação Sistema Terrestre Sustentável refere que, no sábado, o número-limite de partículas suspensas foi superado em cinco estações do Centro Litoral e do Sul da Área Metropolitana de Lisboa. Na sexta-feira passada foi excedido num local na região do Norte Interior e na quarta-feira em seis sítios do sul do Algarve.

O comunicado assinala que a elevada concentração de partículas suspensas no ar, potenciada pelos incêndios, tem "efeitos na saúde humana no curto e longo prazo", podendo causar ou aumentar "problemas cardiorrespiratórios" ou "contribuir para o agravamento da mortalidade" devido à inalação dos seus compostos tóxicos.

A organização não-governamental adverte que, em caso de níveis elevados de partículas suspensas, "é fundamental o uso de máscara como proteção respiratória".

Na mesma nota, a ZERO sustenta que "falhou a informação obrigatória às populações" sobre as concentrações excedidas de ozono, um poluente, esclarece, formado a partir de outros poluentes, como os óxidos de azoto, que são emitidos pela circulação automóvel e pela combustão, incluindo fogos.

Entre sexta-feira passada e esta terça-feira, o limiar horário de informação ao público sobre a concentração de ozono na atmosfera foi ultrapassado no Norte Interior, em Lisboa, no Centro Litoral e entre as regiões do Douro e Minho.

O número de horas acima do limiar de informação sobre os níveis de ozono foi maior em Lisboa - 11 horas no total - no sábado, dia em que a temperatura máxima alcançou no distrito os 40ºC.

A ZERO avisa que a exposição a níveis elevados de ozono pode agravar doenças respiratórias e reduzir a resistência a infeções respiratórias.

Segundo a associação, "as populações não estão a ser avisadas nem da previsão, nem sobre o atingir dos elevados níveis de ozono, como seria de esperar".

Uma situação que "acontece frequentemente", alegou à Lusa a vice-presidente da ZERO, Carla Graça, acrescentado que este tipo de informação seria expectável a partir do momento em que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera emite avisos de tempo muito quente e de risco de exposição a radiação ultravioleta.

Compete às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional alertarem a população, através da comunicação social, para os limiares excedidos de concentração de ozono no ar.

IPMA
Sete regiões do continente apresentam hoje risco ‘extremo’ de exposição à radiação ultravioleta, enquanto o resto do país está...

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), em risco ‘extremo’ estão as regiões de Beja, Évora, Guarda, Penhas Douradas, Portalegre, Santarém e Setúbal.

Para estas regiões com risco ‘extremo’, o IPMA recomenda que se evite o mais possível a exposição ao sol.

As regiões de Aveiro, Braga, Castelo Branco, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Viseu, Bragança, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Sines, Vila Real, Funchal e Porto Santo (Madeira), Ponta Delgada (ilha de São Miguel, Açores),Angra do Heroísmo (Terceira) e Horta (Faial) estão com níveis ‘muito elevados’.

Segundo o IPMA, Santa Cruz das Flores (lha das Flores, Açores) apresenta hoje risco ‘moderado’ de exposição à radiação ultravioleta (UV).

Para as regiões com risco 'muito elevado' e 'elevado', o Instituto recomenda o uso de óculos de sol com filtro UV, chapéu, ‘t-shirt’, guarda-sol e protetor solar, além de desaconselhar a exposição das crianças ao sol.

Os índices UV variam entre menor do que 2, em que o UV é 'baixo', 3 a 5 ('moderado'), 6 a 7 ('elevado'), 8 a 10 ('muito elevado') e superior a 11 ('extremo').

O IPMA prevê para hoje céu geralmente limpo, apresentando-se temporariamente nublado no litoral das regiões Norte e Centro até ao início da manhã e vento fraco, soprando moderado de noroeste no litoral oeste e nas terras altas, em especial durante a tarde.

A previsão aponta ainda para neblina ou nevoeiro matinal em alguns locais do Norte e Centro, em especial no litoral, pequena descida da temperatura mínima, em especial nas regiões Norte e Centro e pequena subida da na região Sul.

No que diz respeito às temperaturas, em Lisboa vão oscilar entre 17 e 29 graus Celsius, no Porto entre 14 e 23, em Vila Real entre 13 e 28, em Viseu entre 12 e 27, em Bragança entre 14 e 30, na Guarda entre 12 e 27, em Coimbra entre 14 e 27, em Castelo Branco entre 15 e 34, em Santarém entre 15 e 31, em Leiria entre 15 e 25, em Portalegre entre 15 e 32, em Évora entre 14 e 35, em Beja entre 15 e 35 e em Faro entre 19 e 32.

Decisão em novembro
Os líderes da UE adotaram os critérios para a escolha das cidades que acolherão as sedes das agências europeias atualmente em...

“Acordado. A UE27 irá decidir em votações em novembro a recolocação das agências da UE atualmente no Reino Unido. Confirma a unidade da UE27. Reduz a incerteza do 'Brexit'”, escreveu o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, na sua conta na rede social Twitter.

Numa sessão de trabalho ontem à noite, a 27 – já sem a primeira-ministra britânica, Theresa May, na sala -, os chefes de Estado e de Governo da UE aprovaram um documento sobre o procedimento que será seguido para a decisão sobre a recolocação da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), à qual Portugal concorre, e a Autoridade Bancária Europeia (EBA), no contexto da saída do Reino Unido da União.

De acordo com as regras agora formalmente adotadas, os Estados-membros interessados devem apresentar as candidaturas até 31 de julho próximo, após o que a Comissão Europeia procederá a uma avaliação, tendo em conta os critérios agora endossados pelo Conselho Europeu. A decisão final – numa votação na qual participarão os 27 Estados-membros – ficou agendada para novembro (e não outubro, como estava inicialmente previsto).

Entre os seis critérios que serão tidos em conta na apreciação das candidaturas conta-se um, a “desejável distribuição geográfica das agências”, que à partida é desfavorável a Portugal, pois o país já acolhe duas agências da UE, a de Segurança Marítima e o Observatório da Droga (ambas em Lisboa), enquanto vários Estados-membros não têm nenhuma.

Os outros cinco critérios objetivos são a garantia de que a agência pode começar a operar na nova localização à data da saída do Reino Unido, assegurar que a instituição continua a ser “atrativa” em termos de recrutamento, a acessibilidade da localização, a existência de estabelecimentos de ensino adequados para os filhos dos funcionários da agência, e acesso apropriado ao mercado de trabalho, à segurança social e a cuidados médicos por parte dos cônjuges e filhos dos funcionários.

Portugal é candidato a acolher a EMA, tendo no passado sábado o Governo anunciado a reabertura do processo de candidatura – que contemplava apenas Lisboa - de forma a incluir também a cidade do Porto, pelo que até final de julho terá que decidir qual das duas cidades vai apresentar na sua candidatura nacional.

Em Coimbra
Cerca de 30 especialistas nacionais e internacionais reúnem-se, ao longo de dois dias, em Coimbra, para discutirem novas...

Em declarações, o diretor do Centro de Responsabilidade Integrado de Oftalmologia de Coimbra (CRIO), Joaquim Murta, explicou que as XXVII Jornadas Internacionais de Oftalmologia de Coimbra, dedicadas à oncologia e medicina regenerativa ocular, terão convidados nacionais, de Espanha, Brasil, Venezuela e Canadá.

Entre os convidados internacionais figuram Alvaro Meana (Oviedo, Espanha), Guillermo Chantada (Buenos Aires, Argentina), Maria Antónia Saornil (Valladolid, Espanha), Miguel Burnier (Montreal, Canadá), Rubens Belfort Jr. (São Paulo, Brasil)e Rubens Belfort Neto (São Paulo, Brasil).

"A escolha destes dois temas tem por finalidade dar conta do nosso trabalho realizado no último ano e meio nesta área e discutirmos novas técnicas e tratamentos, envolvendo mais colegas, através de convidados nacionais e internacionais com grande experiência", justificou.

As XXVII Jornadas Internacionais de Oftalmologia de Coimbra, dedicadas à oncologia e medicina regenerativa ocular, decorrem hoje e no sábado no Hotel da Quinta das Lágrimas.

De acordo com Joaquim Murta, o Centro de Responsabilidade Integrado de Oftalmologia de Coimbra (CRIO) do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) foi reconhecido em 2015 como o único Centro de Referência Nacional para Onco-Oftalmologia sendo responsável, desde então, pelo tratamento de tumores oculares: melanomas oculares e retinoblastomas.

"Todos os doentes portugueses com tumores oculares são tratados em Coimbra e já não precisam de ir ao estrangeiro como outrora. Tratamos ainda muitos outros doentes oriundos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP)", indicou.

Em pouco mais de ano e meio foram tratados 70 melanomas oculares, não existindo lista de espera para este tipo de doença, já que o seu tratamento "é prioritário".

Disse ainda que o CRIO está também "profundamente envolvido nas terapias regenerativas da córnea e superfície ocular", possibilitando a recuperação de visão em doenças que outrora estavam condenadas à cegueira.

"A medicina regenerativa substitui ou regenera células humanas, tecidos ou órgãos com o intuito de restabelecer uma função normal, e poderá ser realizada através de transplantação de órgãos ou de células, após manipulação e proliferação ex-vivo", acrescentou.

Para esta área da transplantação de tecidos oculares será construída uma sala branca, que deverá estar pronta "até outubro".

"Vai permitir realizar tratamentos inovadores evitando, mais uma vez, a deslocação dos doentes para o estrangeiro. Na próxima semana será definido se irá localizar-se no CHUC ou na Faculdade de Medicina e será uma forma de aproveitar pessoas com formação internacional em relação a essas técnicas", concluiu.

Pedrógão Grande
As autópsias às 64 vítimas dos incêndios que atingiram a região Centro desde sábado foram concluídas em 48 horas e já foi...

Em comunicado, a mesma fonte refere que o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciência Forense (INMLCF) emitiu os certificados de óbito relativos aos 44 corpos, permitindo o seu levantamento pelas famílias.

“A Conservatória do Registo Civil de Coimbra, em estreita articulação com o INMLCF, emitiu igualmente as correspondentes certidões de óbitos, o que permite a realização dos funerais e subsequentes atos sucessórios”, explica.

Segundo a mesma fonte, “a PJ prossegue o processo de identificação judiciária em colaboração com o INMLCF, no sentido de se confirmar, no mais curto período de tempo, as identidades em falta”.

O gabinete da ministra da Justiça informa que as famílias já levantaram 27 corpos e que, por isso, na sexta-feira, “o INMLCF dispensará a unidade de refrigeração móvel - procedimento típico em desastres de massa - e acomodará nas suas instalações de Coimbra todos os corpos ainda não entregues às famílias”.

“Desde a sua recolha no local da tragédia, os cadáveres estiveram, em todos os momentos, acomodados de forma adequada e de acordo com as práticas internacionalmente consagradas para situações de desastres desta natureza, garantindo a dignidade e o respeito devido às vítimas, bem como às suas famílias”, garante.

O incêndio que deflagrou no sábado à tarde em Pedrógão Grande, no distrito de Leiria, e que foi dado como dominado na tarde de quarta-feira, provocou pelo menos 64 mortos e mais de 200 feridos.

O fogo começou em Escalos Fundeiros, e alastrou depois a Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pera, no distrito de Leiria.

Desde então, as chamas chegaram aos distritos de Castelo Branco, através do concelho da Sertã, e de Coimbra, pela Pampilhosa da Serra.

Este incêndio já consumiu cerca de 30 mil hectares de floresta, de acordo com dados do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais.

“SNS + Proximidade”
Os centros de saúde vão poder, a partir de agora, fazer análises, realizar determinados exames e tratamentos específicos para...

“Queremos que os utentes tenham um papel mais ativo na gestão da sua doença e saúde, precisamos que estejam mais bem informados e, por sua vez, que os cuidados de saúde primários estejam mais disponíveis para os receber, estabelecendo uma maior relação com os cuidados hospitalares”, disse hoje o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Araújo, na apresentação do projeto-piloto “SNS + Proximidade”, no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos.

Algumas destas novas valências dos centros de saúde já arrancaram, outras vão sendo lançadas ao longo do ano, disse.

Um dos objetivos deste projeto é que as pessoas que têm uma doença aguda ou uma situação súbita – sem aparente risco de vida -, se dirijam à sua unidade de saúde familiar e não às urgências de um hospital, salientou.

“Queremos que sejam atendidos no local certo, mas acima de tudo por uma equipa de saúde familiar que os conhece bem e que lhes pode dar outro tipo de solução”, explicou Fernando Araújo.

Além de poderem fazer análises ou raios-x, o secretário de Estado frisou que o SNS + Proximidade vem dar mais capacidades aos utentes para entenderem a sua doença ou como prevenirem outras, de forma a tomarem decisões mais informadas e inteligentes.

Por esse motivo, alguns espaços de atendimento de centros de saúde serão requalificados, aprimorando as instalações e utilizando esse espaço para a promoção da literacia em saúde, tornando-as “verdadeiras plataformas de comunicação”.

“Um dia destes vamos prescrever a literacia, ou seja, juntamente com a receita médica irão documentos para poderem conhecer melhor a sua doença”, referiu.

Outra das novidades é a criação de um Plano Individual de Cuidados (PIC) onde o paciente poderá registar os seus problemas, objetivos e metas a atingir, em parceria com uma equipa de saúde, que irá guiar o utente.

“Temos de tornar os utentes capazes de produzir saúde, evitar a doença e gerir as doenças crónicas”, salientou.

Fernando Araújo realçou que o SNS + Proximidade quer mudar a forma como o doente se relaciona com o SNS.

Se a população continuar apenas a pensar na doença e no tratamento, o SNS não terá dinheiro que chegue, sendo necessário evitar a doença com estilos de vida saudáveis.

“Podemos, seguramente, mudar o SNS e, assim, torna-lo mais sustentável”, vincou.

Procriação Medicamente Assistida
O Governo aprovou hoje a regulamentação do acesso à gestação de substituição através da qual é privilegiada a ligação da mãe...

O decreto, aprovado em Conselho de Ministros, define “o procedimento de autorização prévia a que se encontra sujeita a celebração de negócios jurídicos de gestação de substituição”.

Esta regulamentação também determina as condições em que será firmado “o próprio contrato de gestação de substituição, cuja supervisão compete ao Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida”.

Deve prevalecer “os interesses da criança sobre quaisquer outros e ser tidos em consideração os interesses da mulher gestante”.

O decreto destaca “a importância de ao longo do processo de gestação de substituição se privilegiar a ligação da mãe genética com a criança, circunscrevendo ao mínimo indispensável a relação da gestante de substituição com a criança nascida, pelos potenciais riscos psicológicos e afetivos que essa relação comporta, sem prejuízo das situações em que a gestante de substituição é um familiar próximo”.

A lei que regula o acesso à gestação de substituição nos casos de ausência de útero, de lesão ou de doença deste órgão que impeça de forma absoluta e definitiva a gravidez, foi publicada em Diário da República a 22 de agosto de 2016.

O diploma determina que as técnicas de procriação medicamente assistidas (PMA), incluindo as realizadas no âmbito das situações de gestação de substituição, devem respeitar a dignidade humana de todas as pessoas envolvidas, bem como proíbe a discriminação com base no património genético ou no facto de se ter nascido em resultado da utilização de técnicas de PMA.

Incêndios
Os trabalhadores do INEM vão receber mais 20% pelo trabalho suplementar prestado durante a vigência da Fase Charlie do...

A resolução, aprovada em Conselho de Ministros, reconhece o caráter excecional da prestação de trabalho suplementar por parte dos profissionais do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) durante a vigência da Fase Charlie: 01 de julho a 30 de setembro.

O limite previsto para a remuneração relativa ao trabalho suplementar prestado nesse período é aumentado em 20% para os trabalhadores do INEM, segundo a resolução.

Boletim Polínico
As concentrações de pólenes no ar vão estar muito elevadas em Trás-os-Montes, Entre Douro e Minho e Beira Litoral e variam...

O boletim da Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica (SPAIC) para a semana de 23 a 29 de junho de 2017, prevê para as regiões de Trás-os-Montes, Entre Douro e Minho e Beira Litoral concentrações muito elevadas de pólenes da árvore castanheiro e das ervas gramíneas e parietária.

Para as regiões da Beira Interior, Lisboa e Setúbal e Alentejo as concentrações vão estar elevadas, com predomínio dos pólenes das árvores castanheiro e eucalipto e das ervas gramíneas e parietária.

Na região do Algarve o nível de concentração será moderado, com predomínio para os pólenes da árvore castanheiro e das ervas gramíneas.

Ao contrário das regiões do continente, os pólenes estarão em níveis baixos na região Autónoma da Madeira, com destaque para os pólenes da árvore eucalipto e das ervas gramíneas e parietária e nos Açores, os pólenes estarão em níveis moderados com predomínio dos pólenes das árvores pinheiro e palmeira e das ervas gramíneas e parietária.

A alergia ao pólen causa reações do aparelho respiratório (asma e rinite alérgica), dos olhos (conjuntivite alérgica) ou da pele (urticária e eczema).

O Boletim Polínico faz a divulgação semanal dos níveis de pólenes existentes no ar, através da leitura de postos que fazem uma recolha contínua dos pólenes em várias regiões do País.

ONU alerta
O mundo tem hoje mais tipos de droga, mais fáceis de obter e mais potentes, aumentando o risco para a saúde, apesar de ter...

As conclusões estão contidas no Relatório Mundial sobre Drogas 2017, divulgado hoje pelas Nações Unidas, em Viena, que estima em 29,5 milhões o número de consumidores com transtornos graves devido ao consumo das diferentes substâncias, refletindo, paralelamente, o "florescimento" do mercado das drogas em todo o mundo.

Segundo o relatório, elaborado pelo Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e Crime (UNODC), apenas uma em cada seis pessoas que pede apoio para combater os transtornos recebe tratamento, questão que foi criticada por Angela Me, coordenadora do documento, ao apresentá-lo hoje em Viena.

"Aumentou o risco para a saúde devido à diversificação e à potência de novas substâncias", sublinhou Angela Me, dando como exemplo o fentanilo, um novo analgésico 50 vezes mais potente que a heroína e que já provocou numerosos casos, ainda por quantificar, de "overdoses mortais” nos últimos anos nos Estados Unidos.

"O mercado das drogas e o número de substâncias continuam a crescer", alertou a especialista do UNODC, realçando que a situação altera-se a tanta velocidade que se torna um desafio permanente dar-lhe resposta legal ao mesmo ritmo.

Outro exemplo de drogas mais potentes e cuja composição pode ser especialmente nociva e com risco, acrescentou, são as novas substâncias psicotrópicas que imitam drogas tradicionais de origem vegetal, como a canábis sintética.

Entre 2009 e 2016, a ONU contabilizou 739 destas substâncias, que aparecem e desaparecem com rapidez e cujos componentes químicos variam com muita frequência.

Segundo o relatório, calcula-se que em 2015 se registaram pelo menos 190 mil mortes no mundo devido ao consumo de droga, cálculo "muito conservador" se se considerar que, apenas nos Estados Unidos, morreram nesse mesmo ano 52.400 pessoas na sequência de overdoses.

O grupo de drogas mais letal é o de opioides, como a heroína e respetivos derivados sintéticos, que provocam, devido às overdoses, a maior parte das mortes.

O consumo destes opioides com seringas é "especialmente arriscado", porque podem contrair-se doenças como a hepatite C e sida, lê-se no relatório.

O documento salienta que, em 2016, a produção mundial de ópio aumentou um terço em relação a 2015, devido ao "grande crescimento" de plantações no Afeganistão.

Quanto à cocaína, sublinha a ONUDC, registou-se um aumento da produção, tráfico e consumo em todo o mundo, tanto nas regiões com maior procura, Europa e América do Norte, como na Ásia, um novo mercado em crescimento.

"A produção mundial de cloridrato puro de cocaína alcançou 1.125 toneladas em 2015, o que representa um aumento generalizado de 25% em relação a 2013", lê-se no relatório.

"É certo que a produção de cocaína tem aumentado, mas continua abaixo dos valores de há 10 anos. Se se tiver em conta o longo prazo, a tendência é positiva", disse Angela Me.

Especialista
As feridas são uma “epidemia escondida”, sendo “necessário que os profissionais de saúde tenham formação contínua e...

"É preciso que haja uma responsabilização por parte dos profissionais de saúde (médicos e enfermeiros) para uma formação que faça a diferença no tratamento e na redução da prevalência das lesões que já existem, bem como na sua prevenção", indicou.

Paulo Alves, docente do Instituto de Ciências da Saúde da Universidade Católica do Porto (UCS), falava no âmbito da sessão “Feridas: um problema/desafio nos cuidados de saúde”, inserida na iniciativa “Quintas com Saúde”, que decorre hoje naquela instituição de ensino superior.

De acordo com o especialista, a ferida complexa não é muito abordada nos programas de licenciatura, sendo poucas as horas dedicadas a esse estudo, quer a nível da medicina quer ao nível de enfermagem, não existindo, no último caso, unidades curriculares voltadas só para o tratamento de feridas, nomeadamente das crónicas.

Segundo referiu, já em 2008, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerava as feridas e toda a sua problemática como a "nova epidemia escondida", afetando milhões de pessoas em todo o mundo.

Embora o impacto das feridas não seja totalmente conhecido, devido à escassez de evidência científica que mostre os números associados à sua incidência e prevalência e os custos dos tratamentos, um estudo desenvolvido pelo docente, em 2015, mostrava que um em cada três doentes que recorreram aos serviços de saúde, entre 2013 e 2014, tinha uma ferida, o que equivale a 33% da população analisada.

O estudo, que envolveu 10.8840 utentes que foram atendidos, durante esse período, nos cuidados de saúde primários (CSP) e diferenciados (CSD), revelou que desses, 5.274 apresentavam feridas, estimando-se que existem 3,3 portadores de ferida por cada mil habitantes, em Portugal.

Para além disso, foi identificada uma taxa de infeção nos tecidos profundos em cerca de 18% dos casos, sendo o tempo médio de existência de uma ferida de 189 dias, o que se torna significativamente superior na ferida crónica em relação à aguda (412 e 32 dias, respetivamente).

Outras das conclusões indica que os portadores de ferida crónica têm, na sua maioria, entre 65 e 79 anos, não são ativos e possuem fatores de risco como a hipertensão (44,5%), a diabetes (25,1%) e a insuficiência venosa periférica (24,7%), o que dificulta a cicatrização.

Paulo Alves indicou ainda que o sistema de saúde nacional tem como indicador final a cicatrização, no entanto, no caso de doentes com ferida maligna, não se espera que esta cicatrize, mas sim que seja possível controlar os sintomas (dor e odor, por exemplo), para que estes tenham alguma qualidade de vida, ajudando-os ao nível físico mas também emocional.

"O tratamento de feridas assenta numa complexa abordagem do indivíduo que está incapacitado e necessita de ser tratado, sendo mais do que uma simples execução do penso ou curativo", concluiu.

Uma distribuição eficaz dos recursos, de forma a chegar a um maior número de pacientes, e a avaliação da relação entre o custo e a eficácia de novas tecnologias na área do tratamento de feridas são, para o especialista, outros dos desafios para os profissionais de saúde desta área.

Durante a sessão de hoje na UCS, que conta com a participação do investigador e coordenador da iniciativa, João Amado, pretende-se ainda avaliar a importância de uma equipa multidisciplinar que analise a situação económico-financeira, de ansiedade e ‘stress’ e as necessidades nutricionais dos utentes.

O Centro de Investigação em Saúde (CIIS) da UCS possui um laboratório especializado na área das feridas, o 'Wounds research Lab', que desenvolve estudos e investigações, incluindo ensaios clínicos, validação de novos produtos, tratamentos, deteção precoce de infeção e criação de dispositivos na prevenção e tratamento.

Parque Temático do Zoomarine
A equipa multidisciplinar que coordena a Consulta de Diabetes Juvenil da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo irá realizar...

Esta iniciativa visa sensibilizar os mais novos para a importância da adoção de um estilo de vida saudável, educando-os no sentido das atitudes mais corretas que devem seguir e que contribuem para o controlo da Diabetes, permitindo-lhes, numa situação de vida normal e exigente que caracteriza esta faixa etária, dispensar o gasto de energia de uma forma saudável.

Segundo os últimos dados relativos ao ano 2015 sobre a prevalência da Diabetes na população infantojuvenil portuguesa, estima-se que a doença atinja 3.327 crianças e jovens no grupo etário dos 0 aos 19 anos (0,16% da população deste grupo) e que, nesse ano, tenham surgido 233 novos casos da doença.

A Diabetes, pelo seu caráter pandémico, tomou proporções que obrigam a refletir sobre a doença com redobrada atenção. Embora a Diabetes tipo 2 esteja associada a hábitos menos saudáveis, a Diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, principalmente contraída em idade juvenil e sem qualquer responsabilidade por parte do próprio. A Diabetes tipo 1 obriga a que, de forma externa, se possa igualar a fisiologia e replicar o equilíbrio constante do corpo entre os açúcares ingeridos e a utilização desses açúcares pelas células, através da ação da insulina, tendo em conta o gasto de energia que se tem ao efetuar qualquer tipo de exercício.

Esta iniciativa conta com a colaboração da DIABENTEJO – Associação dos Diabéticos Alentejanos e com o apoio do ABBOTT, da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo (ULSBA) e da Câmara Municipal de Ferreira do Alentejo.

Investigação com resultados promissores
O Consórcio que integra o iBET - Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica, liderado pela Profª Paula Alves, acaba de...

“Foi com grande entusiasmo que recebemos os primeiros resultados clínicos dos pacientes injetados com células estaminais cardíacas no ensaio clinico CARE-MI. Estes resultados de 12 meses de follow-up poderão ajudar a compreender o verdadeiro potencial desta terapia celular junto de milhares de pessoas que sofrem enfarte do miocárdio e insuficiência cardíaca, duas das principais causas de mortalidade nos países desenvolvidos”, refere Paula Alves, CEO do iBET e investigadora principal do iBET no CARE-MI.

Após a infusão com as células estaminais cardíacas, os 55 pacientes que estão envolvidos no ensaio clínico têm vindo a ser acompanhados durante este último ano, com uma avaliação mensal durante o primeiro semestre e trimestral na última metade do ano.

Os resultados agora obtidos são extremamente promissores, não tendo sido registados quaisquer efeitos adversos ou de rejeição nos pacientes.

O principal foco deste ensaio de fase I/II recaiu na segurança e viabilidade do uso deste tipo de células, no entanto, foi igualmente possível observar no sub-grupo de maior risco (pior prognóstico) uma regeneração muito significativa do músculo cardíaco. Estes resultados abrem caminho a um estudo e acompanhamento mais dirigido deste tipo de pacientes e reforçam a expectativa de que a terapia com células estaminais cardíacas humanas se pode tornar numa terapia inovadora e mais eficaz para este tipo de doentes cardíacos.

“Estes resultados clínicos não só abrem portas para novos estudos em grupos mais específicos de doentes, como reforçam as nossas expectativas de que esta terapia reúne as condições necessárias para avançar para comercialização porque é económica e logisticamente viável, estará amplamente disponível para aplicação e será também compatível com os padrões atuais de tratamento clínico e, por isso, de fácil aplicação”, sublinha a investigadora.

Relatório revela
Um novo relatório da ONU antevê que a atual população mundial de 7,6 mil milhões atinja os 9,8 mil milhões em 2050 e os 11,2...

O relatório apresentado pelo Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas indicou que a população mundial ganha, todos os anos, 83 milhões de pessoas.

"Atualmente, temos uma população estimada em 7,6 mil milhões e a nossa projeção até 2100 é que a população atinja os 11,2 mil milhões. A grande parte do crescimento vai ser em África, por causa, mais que tudo, dos níveis de fertilidade. Vários países africanos têm uma fertilidade relativamente alta e o processo dentro da projeção prevê que a população irá continuar a aumentar”, disse o chefe da unidade de estimativas populacionais e projeções do Departamento dos Assuntos Económicos e Sociais das Nações Unidas, François Pelletier, numa entrevista à ONU News.

Ainda no campo da fertilidade, segundo o Sapo, o relatório foca o caso do Brasil que está entre os 10 países que registaram a menor fertilidade em relação ao nível de reposição no período entre 2010 e 2015.

Segundo as novas projeções da ONU, a população da Índia deve superar a da China em sete anos, ou seja, em 2024. Atualmente, a Índia tem 1,3 mil milhões de pessoas e a China uma população de 1,4 mil milhões.

Entre os 83 países que representam 46% da população mundial estão: China, Estados Unidos, Rússia, Japão, Vietname, Alemanha, Irão, Tailândia e Reino Unido.

O documento estima também que entre 2017 e 2050 metade da taxa de crescimento da população ocorra em nove países: Índia, Nigéria, República Democrática do Congo, Paquistão, Etiópia, Tanzânia, Estados Unidos, Uganda e Indonésia.

Artigo de Opinião
O ideal profissional do médico terá de ser sempre verdadeiro, baseado no sigilo, na lei e no cumprim

Através das várias gerações Humanas muitos conceitos mudaram, porém a Verdade é apenas uma só e jamais mudará ao longo dos séculos, fazendo do Dever uma obrigação própria das pessoas livres, iguais e puras.

Jacques de Molay foi morto, como um santo, pela Verdade martirizado. Mas a palavra Verdade não desapareceu.

O Homem de bons costumes deve manter sempre como pilar da sua missão a força suficiente para obter a Vitória da Verdade no comando da sua vida.

Sem dúvida que a Verdade e a Justiça representam valores que a Humanidade tem de manter e defender para conseguir obter a permanente integridade que se exige numa sociedade de Direito.

Não há fracos, nem humildes, não há fortes nem vitoriosos que impeçam que o triunfo da Verdade impere sobre a mentira.

O poder que é transmitido ao Homem vincula-o a uma obrigação que por maiores que sejam os obstáculos, os sacrifício, as dificuldades, as barreiras politicas, religiosas, morais ou sociais não conseguiram abater a Moral e a Virtude que leva a enterrar os Vícios.

É através do caráter, da serenidade e do saber que o médico suportado pelo conhecimento da ciência, pela justiça e pela inflexibilidade cumprirá os seus deveres, agindo sempre com bondade e inteligência na transmissão da Verdade aos seus doentes.

O ideal profissional do médico terá de ser sempre verdadeiro, baseado no sigilo, na lei e no cumprimento das boas práticas cuja experiência e arte de bem fazer terá de respeitar sempre a intimidade e a personalidade da natureza humana.

É com base no sentimento profundo da Vida Humana, no verdadeiro lugar que o Homem ocupa no Universo, na suprema interiorização dos problemas mais sérios vivenciados pelos doentes que a nobre missão do médico se diferencia e o vincula a transmitir uma mensagem inesperada, cujo impacto negativo gerado no paciente não pode ser previamente avaliado, nem muito menos previsto, pelo que o profissional médico tem o dever de revelar o diagnóstico de uma doença grave de forma suave, com carinho, respeito e de forma entendível e perfeita.

Todas as justificações são possíveis e permitidas para minimizar o desgosto, a tristeza e o desejo de viver sem oprimir a esperança e sem gerar revolta, levando o paciente a aceitar e a resignar-se sem ficar desorientado abrindo-lhe uma porta que seja suficientemente clara e precisa, cujo princípio não é apenas o fim, mas a continuidade justificada de um limite para a nossa passagem efémera no mundo terrestre, cuja continuidade não acaba mas se transforma noutra vivência complementar em que a missão não termina, apenas muda.

O ato médico de transmissão da mensagem não pode ser impessoal, mas solidário cuja arte de bem compreender o doente e a doença o farão adaptar as exigências, às coisas e às circunstâncias de acordo com as necessidades do momento, fazendo a comunicação das suas decisões clínicas de forma a imprimir o cunho da proteção, da fraternidade, sem descurar a razão e a moral prestando um serviço precioso proclamado no respeito dos Direitos Humanos e nos Direitos do Doente que tem de ser esclarecido de forma precisa, livre e completa, cuja particularidade será baseada nos factos verdadeiros sem comprometer a devida recompensa em outro mundo para além deste.

Em suma, a Verdade é só uma, todavia a forma como a transmitimos deve ser feita com arte,  com rigor, com positividade e sem falhas de ciência ou humanidade.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
“Valor em Saúde: O Caso do VIH/ SIDA”
Estudo da Escola Nacional de Saúde Pública identifica os principais constrangimentos na retenção dos doentes VIH/ SIDA e...

A Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP-NOVA) apresenta esta quinta-feira as conclusões de um estudo que pretende, em primeiro lugar, identificar as barreiras existentes na deteção, referenciação e retenção dos doentes VIH no Sistema de Saúde, tendo como ponto de partida a chamada cascata do tratamento do VIH da OMS: ter 90% dos doentes diagnosticados, destes, 90% estarem em tratamento e, dentro destes, 90% terem uma carga viral indetetável.

Julian Perelman, Coordenador do estudo, explica que “segundo os últimos dados disponíveis, Portugal atingiu até agora apenas o primeiro 90 o que evidencia a deficiente capacidade do sistema em dirigir para tratamento e supressão viral os doentes que estão já diagnosticados”.

Este estudo identifica, em segundo lugar, a partir da opinião de um grupo de peritos, cujas intervenções são pertinentes para o contexto nacional, uma série de propostas para melhorar a adesão e a retenção do doente de VIH e, consequentemente, potenciar o controlo da infeção em Portugal.

Barreiras
No mapeamento do Percurso do Doente com VIH/ SIDA em Portugal foram identificados os principais constrangimentos nas três fases iniciais: deteção, referenciação e retenção. A falta de literacia em saúde, a falta de capacidade financeira, a informação inadequada, a falta da capacidade dos serviços em termos de recursos humanos e qualificação e ainda o desequilíbrio geográfico e financeiro na oferta de cuidados de saúde para o VIH são algumas das barreiras identificadas.

Propostas
Na sequência da análise efetuada por este estudo, a partir da opinião de peritos nacionais, surgem 37 propostas que visam eliminar as barreiras identificadas no percurso do doente e ainda potenciar a retenção das pessoas infetada no sistema. Destaca-se, nesta lista, a criação de uma equipa multidisciplinar do hospital ou da comunidade que possa avaliar e gerir as necessidades clínicas e sociais, fomentando a colaboração entre os diferentes prestadores de cuidados e apoio social e, para as pessoas com maiores necessidades, a criação da figura do gestor de caso que acompanhe diretamente o doente no seu percurso, através de planos individualizados desenhados em colaboração com o doente, desde o momento do teste reativo até à supressão da carga viral. As outras propostas apresentadas neste estudo poderão ser consultadas na íntegra no site da ENSP-NOVA. Adicionalmente, o estudo defende que é necessário efetuar um mapeamento e levantamento pelos hospitais de todos os recursos existentes nas comunidades e ainda uma maior utilização das potencialidades das novas tecnologias de informação para conseguir chegar aos mais jovens, aos trabalhadores do sexo e aos homens que fazem sexo com homens.

Enquadramento
Existe a forte evidência na literatura que o tratamento atempado do VIH permite aumentar a qualidade de vida e esperança média de vida dos doentes, a utilização de tratamentos menos agressivos, e reduz a transmissão da infeção. Contudo, é sabido que a entrada atempada no sistema está longe de acontecer para muitos doentes: uma proporção de doentes não é diagnosticada e desconhece o seu estado, dentro dos diagnosticados, muitos não são referenciados para tratamento, destes uma proporção importante desiste dos tratamentos e dos que continuam em tratamento, menos de metade atinge uma carga viral indetetável. A “cascata do tratamento” não é, por isso, suficiente para controlar o VIH impondo-se uma maior atenção às dimensões sociais, económicas e organizacionais do tratamento.

O 4º 90
O evento conta ainda com a apresentação dos resultados de um grupo focal de peritos que vem acrescentar uma quarta dimensão a estes objetivos, e que passa por procurar alcançar a meta de 90% de doentes com VIH/SIDA controlados, com um nível satisfatório de bem-estar físico, psíquico e social: o 4º 90.

Os primeiros três 90 procuram dar resposta a um problema de saúde pública. Já o 4º 90 procura responder ao passo seguinte, isto é, a avaliação dos resultados em saúde, espelhando a forma como o sistema está organizado para dar essa resposta.

Segundo os especialistas, para medir o 4º 90 é importante definir o que é (falta de) qualidade de vida e existem diversos instrumentos como a avaliação de comorbilidades, o Stigma Index ou questionários de satisfação dos doentes com os cuidados prestados, capacitando-os para a autoavaliação.

Importa monitorizar as comorbilidades, a qualidade de vida percecionada pelo doente e a organização dos serviços (intra e extra-hospitalar) e tentar encontrar uma matriz para este indicador é o passo seguinte para o tratamento destes doentes.

23 de junho - Dia Internacional do Síndrome de Dravet
Para dar a conhecer o Síndrome, a associação DRAVET PORTUGAL lança no dia internacional uma campanha de divulgação e vários...

A propósito do Dia Internacional do Síndrome de Dravet, que se assinala a 23 de junho, a DRAVET PORTUGAL apresenta uma campanha de divulgação e sensibilização para o Síndrome de Dravet. Trata-se de uma campanha que tem como objetivo dar a conhecer a doença mas, principalmente, apelar a que todos os familiares dos pacientes com este Síndrome entrem em contacto com a DRAVET PORTUGAL.

Patrícia Fonseca, presidente da DRAVET PORTUGAL explica: “ É muito importante que os pacientes com Síndrome de Dravet e as suas famílias se deem a conhecer e estejam conscientes de que têm, individualmente, um papel a desempenhar na construção das soluções para esta doença rara. Na verdade, sem informação, sem dados, a investigação não pode avançar de forma célere e eficaz. É, sem dúvida, urgente conhecer os 84% dos doentes que estimamos existirem e que não estão identificados pela DRAVET PORTUGAL”.

Em Portugal, calcula-se que possam existir cerca de 450 pessoas com esta patologia, estimando-se uma incidência 1 para 22.000 nascimentos. A falta de informação, o desconhecimento da doença e os sintomas semelhantes a outras epilepsias podem induzir a um diagnóstico errado e, consequentemente, à prescrição de terapêuticas contraindicadas e fatais para o doente.

Desta forma, uma das grandes dificuldades que os pais de crianças e jovens com Síndrome de Dravet enfrentam é o desconhecimento e o difícil acesso ao diagnóstico correto. Neste contexto, a DRAVET PORTUGAL pretende criar uma rede de informação que suporte e interligue as famílias, identifique os pacientes, garanta o correto diagnóstico e dê acesso ao conhecimento e investigação que se tem vindo a adquirir.

“As ações de sensibilização, o apoio à investigação científica e ao desenvolvimento de novos fármacos são algumas das ações que desenvolvemos com vista a ajudar os pacientes com SD. Mas só conhecendo estas famílias poderemos partilhar todo o trabalho que está em curso e dar conta das últimas novidades na área, daí ser tão importante esta identificação” comenta Patrícia Fonseca.

Para sensibilizar para esta causa e assinalar o Dia Internacional do Síndrome Dravet no final do 23 de Junho serão iluminados de roxo, cor associada ao Síndrome de Dravet, alguns monumentos portugueses, nomeadamente: o Cristo Rei, o Castelo dos Mouros, a Antena de Monsanto da PT, a Torre Vasco da Gama do hotel Myriad Sana e o Hotel Marquês de Pombal, em Lisboa; o Castelo de Leiria, a Casa d'Artes e Ofícios de Viseu e também a Câmara Municipal de Beja. Esta campanha conta ainda com o apoio da Delta Cafés que se associa através da divulgação do Síndrome de Dravet nas plataformas online (website e redes sociais).

Sobre o Síndrome de Dravet
O Síndrome de Dravet manifesta-se no primeiro ano de vida, é frequentemente confundido com convulsões febris ou com outras epilepsias e regista uma maior incidência de morte súbita inesperada na epilepsia (SUDEP) - 15% das crianças morre antes de atingir a adolescência. Cada criança pode registar múltiplas convulsões por dia, com duração variável (de 1 minuto até várias horas ou até entrar em coma), quer acordada quer durante o sono. A vertente epilética da doença é acompanhada por défices cognitivos, problemas motores, de comunicação e de comportamento. O acompanhamento de um paciente com Síndrome de Dravet é permanente, 24h/dia, e para toda a vida.

O Síndrome de Dravet está associado a mutações no gene SCN1A que impedem a produção da proteína responsável pela construção dos canais de sódio nos neurónios e o correto funcionamento cerebral. A mutação deste gene tem sido verificada em cerca de 80% dos pacientes e, até à atualidade, já foram descritas mais de 1200 mutações diferentes em pessoas com SD. A maioria das mutações não têm histórico na família, acontecem pela primeira vez (resultam de uma mutação de um ou mais genes durante a gestação do feto), verificando-se apenas um registo de mutações familiares de 5 a 10%.

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