Estudo
No âmbito do Dia Nacional da Luta contra a Dor, que se assinala hoje, o ‘Estudo Global sobre o impacto da dor no Mundo’ (Global...

O estudo permite aferir que a dor de corpo é sentida de forma global por quase toda a população, com incidência frequente nas costas, pescoço e ombros. Dores musculares são também grande causa de queixa entre os 32 países analisados, apesar de menos habituais. Uma em cada quatro pessoas sofre de dor de cabeça regularmente.

Cerca de 86% da população sofre de dores semanais, sendo que as mais frequentes são as corporais (56%), e 8 em cada 10 sofredores sentem um decréscimo significativo na sua qualidade de vida. Portugal é um dos 10 países onde a dor corporal mais prevalece, ainda que a prevalência da dor de cabeça junto dos portugueses tenha registado um dos resultados menos significativos – entre 11% e 20%.

Em Portugal, 70% das pessoas que sofrem com dor corporal acreditam que isso prejudica fortemente o seu bem-estar diário, e 49% dos sofredores com dor de cabeça portugueses acreditam no mesmo. Estes resultados são superiores à média global, onde 63% da população que sofre de dor de corpo e 48% que sofre de dor de cabeça crê que isso tenha o mesmo impacto. No entanto, apesar de quase 70% dos sofredores mundiais com filhos ser da opinião de que a dor os impede de ser melhores pais, em Portugal essa percentagem é de apenas 50%.

Já relativamente ao impacto económico da dor no Mundo, o estudo faz-nos saber que esta está na origem de perdas na ordem dos 245 mil milhões de dólares anuais, uma vez que, em média, cada trabalhador tira 2.6 dias de trabalho por causa da dor. Portugal, por outro lado, é dos países onde menos se tiram dias de trabalho pela mesma causa: apenas 1.4 dos portugueses o faz por dores corporais e 0.3 por dores de cabeça. Metade dos trabalhadores crê ainda que o seu trabalho pode estar contribuir para as suas dores – em Portugal, este número sobe para mais de metade (57% para quem sofre de dores de corpo e 58% para quem sofre de dores de cabeça).

A maioria das pessoas que sofre com dores corporais e de cabeça acredita saber a causa da dor, apesar de não consultar um especialista para o diagnóstico: 51% da população que sofre de dores de corpo e 68% que sofre de dores de cabeça baseia-se em diagnóstico próprio. Para além disto, quase metade da população que sofre de dor admite não fazer nada para aliviar a mesma.

De uma forma geral, este estudo, cuja intenção era compreender o verdadeiro impacto emocional, físico e pessoal da dor no mundo, permitiu compreender que este é um problema que afeta a população global em proporções bastante significativas, bem como as suas vidas e trabalhos. Portugal parece seguir a tendência global, sendo a grande maioria da população portuguesa também altamente impactada pela dor.

O inquérito foi realizado entre 14 de Setembro a 2 de novembro de 2016, a partir de inquéritos online de duração de 30 minutos e realizado a indivíduos com mais de 18 anos. Nos 32 países inquiridos, foram realizadas 18.500 entrevistas. 

Estudo
Um estudo desenvolvido no Instituto de Saúde Pública do Porto concluiu que o aumento persistente de peso desde o nascimento até...

No estudo, divulgado hoje, Dia Mundial da Osteoporose, os investigadores sublinham que “a qualidade óssea é, em grande parte, conservada desde as primeiras décadas de vida. Por isso, a infância é encarada como um período de oportunidade para intervir em fatores modificáveis que possam promover melhor saúde óssea, com a finalidade de prevenir fraturas de fragilidade (osteoporóticas) na vida adulta”.

Contudo, consideram que “pouco se sabe sobre o impacto das trajetórias do peso da criança ao longo do crescimento na qualidade do osso durante os primeiros 10 anos de vida”.

Por isso, a presente investigação estudou a influência da evolução do peso de 1.889 crianças da coorte Geração XXI – projeto iniciado em 2005, que acompanha o crescimento e o desenvolvimento de mais de oito mil crianças nascidas em hospitais públicos da Área Metropolitana do Porto – nas propriedades físicas do osso aos 7 anos de idade. As crianças foram avaliadas através de densitometria óssea, sendo extraídos dados sobre a sua densidade mineral óssea.

Os investigadores identificaram quatro trajetórias designadas “ganho normal de peso”, “maior ganho de peso no início da infância”, “maior ganho de peso mais tarde na infância” e “ganho persistente de peso”.

Concluiu-se que as crianças com uma trajetória de crescimento caracterizada por “ganho persistente de peso” apresentavam um osso mais forte aos 7 anos de idade.

“Não é novidade que as crianças que têm mais peso num determinado momento necessitam de mais massa óssea para responderem às exigências mecânicas. O que este estudo acrescenta é que, para além do peso numa determinada idade, também a trajetória de crescimento até atingir esse peso é determinante das propriedades do osso na infância”, sustentam.

Estes achados “indicam que é possível observar diferenças na qualidade do osso logo desde a infância, e apoiam uma abordagem de ciclo de vida à saúde óssea e às políticas de saúde para a sua promoção”.

A investigação, publicada na revista “Journal of Pediatrics”, intitula-se “Weight Trajectories from Birth and Bone Mineralization at 7 Years of Age” e foi coordenado pela investigadora Raquel Lucas.

É também assinada por Teresa Monjardino, primeira autora do estudo, por Ana Cristina Santos e por Teresa Rodrigues, da EPIUnit do Instituto de Saúde Pública do Porto (ISPUP), e por Hazel Inskip, Nicholas Harvey e Cyrus Cooper da Universidade de Southampton (Reino Unido).

Estudo
Um grupo de investigação do Porto está a estudar os músculos pélvicos da mulher através de um novo método que recorre a...

"O objetivo deste trabalho é verificar as propriedades dos músculos do pavimento pélvico de diferentes mulheres, de forma não invasiva, e compreender qual a influência das diferenças encontradas ao nível da incontinência urinária e do prolapso (disfunção que leva ao deslocamento dos órgãos pélvicos devido ao enfraquecimento dos músculos e ligamentos)", disse à Lusa a Elisabete Silva, investigadora do Instituto de Ciência e Inovação em Engenharia Mecânica e Gestão Industrial (INEGI).

Segundo a investigadora, o parto vaginal, a idade e as alterações hormonais são os principais fatores de risco responsáveis por esses disfunções pélvicas, que prejudicam consideravelmente a qualidade de vida de muitas mulheres, acarretam custos elevados e representam um problema de saúde pública, devido à sua elevada prevalência.

"As taxas de incontinência e de prolapso são muito elevadas e a tendência é aumentar", estimando-se que "28 milhões de mulheres tinham incontinência em 2010, número que passará para cerca de 44 milhões em 2050", indicou a estudante do Programa Doutoral em Engenharia Biomédica da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP).

De acordo com Elisabete Silva, em circunstâncias normais, a primeira terapia prescrita para as mulheres que sofrem de incontinência urinária é a fisioterapia do músculo, tendo em vista o seu fortalecimento.

No entanto, em outros casos, estas são encaminhadas diretamente para a cirurgia, onde lhes é aplicada uma fita (implante) que ajuda a evitar a perda de urina.

"Contudo, continuou, trata-se de uma cirurgia com a colocação de um implante, pelo que existe sempre a possibilidade de complicações que podem originar a necessidade de reoperação", explicou.

"O que pretendemos é determinar as propriedades elásticas dos músculos de diferentes pavimentos pélvicos, de formar a ajustar as fitas às diferentes mulheres, criando uma cirurgia mais personalizada", referiu.

Nos resultados obtidos até ao momento, a equipa responsável por este estudo concluiu que a musculatura pélvica das mulheres com incontinência apresenta maior elasticidade e é mais flácida do que as mulheres assintomáticas e com prolapso genital.

Para obtenção destes resultados, o grupo recorreu à utilização de análise computacional, de algoritmos de otimização e de ressonância magnética, desenvolvendo um método de estudo menos invasivo e mais eficiente.

Segundo Elisabete Silva, os estudos tradicionais envolvendo tecido humano utilizam tecido vaginal removido pelo processo cirúrgico ou outros tecidos a partir de cadáveres mas, em qualquer dos casos, os testes realizados em laboratório têm sempre a desvantagem de serem feitos fora do corpo humano.

Por este trabalho, Elisabete Silva foi distinguida recentemente com prémio para o melhor trabalho na categoria "Anatomia e Biomecânica", atribuído na conferência anual da International Continence Society, considerado um dos eventos científicos mais relevantes do mundo nas áreas da uroginecologia e da urologia.

A investigadora considera que um dos próximos passos a serem dados nesta área passa pela caracterização das propriedades mecânicas dos músculos pélvicos de mulheres atléticas e obesas, com e sem patologia, e em mulheres pós-parto e pós fisioterapia.

Para além disso, tem ainda interesse em estudar mulheres com incontinência em diferentes faixas etárias.

"Acredito que as propriedades mecânicas das estruturas de suporte dos órgãos pélvicos de uma mulher de 50 anos são diferentes de uma mulher com 70 anos ou de outra com 20, mesmo excluindo os principais fatores de risco", disse ainda.

Neste projeto, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), participam igualmente os investigadores Renato Natal e Marco Parente, do INEGI/FEUP, e Teresa Mascarenhas, da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP).

O grupo do qual Elisabete Silva faz parte estuda a biomecânica da cavidade pélvica da mulher há mais de 12 anos, em particular o pavimento pélvico, e envolve investigadores da FEUP, da FMUP, da Faculdade de Desporto da Universidade do Porto e do Hospital de São João.

Perda de massa óssea pode ser diagnosticada em qualquer idade
Mais frequente nas mulheres, estima-se que 3 em cada 4 possa vir a sofrer de Osteoporose – uma doenç

A osteoporose é uma doença caracterizada por uma perda da massa óssea, que determina uma diminuição da absorção de minerais e de cálcio, sendo uma causa comum de fraturas espontâneas e de quedas frequentes nos idosos.

Na maior parte dos casos está associada aos fatores de envelhecimento, à redução de massa mineral óssea e às alterações da microestrutura óssea. Todavia, esta doença pode surgir em qualquer faixa etária.

É mais frequente nas mulheres, estimando-se que três em cada quatro vem a sofrer desta patologia.

A menopausa é um dos fatores mais importantes para o aparecimento desta doença devido à perda ou diminuição da hormona feminina-estrogénio.

Trata-se de uma doença que evolui de forma silenciosa, sendo diagnosticada muitas vezes apenas quando surge uma complicação como por exemplo no decurso de uma fratura do colo do fémur.

As fraturas osteoporóticas podem atingir outros setores corporais designadamente na coluna vertebral e no punho.

Representa a segunda causa  de doença a nível mundial provocando numa grande parte dos casos uma enorme incapacidade, obrigando muitas vezes os familiares a recorrerem à institucionalização dos doentes, devido à dificuldade de apoio familiar pela sobrecarga e pelo grau de dependência de terceiros que origina nos pacientes.
É o segundo maior problema de saúde mundial, surgindo logo a seguir às doenças cardiovasculares.
Os principais fatores de risco são: a presença de uma história familiar de osteoporose, o sedentarismo, os hábitos tabágicos e etílicos marcados, a diminuição da ingestão de cálcio e /ou de vitamina D, a pele clara, bem como a utilização de certos fármacos nos quais se incluem as hormonas tireoideias, os glucocorticoides, os anti convulsivantes e a heparina.

A sintomatologia é exuberante passando pela dor crónica, fraturas (vertebrais e do colo do fémur), diminuição da estatura decorrente das fraturas, perda da qualidade de vida e muitas vezes a institucionalização.

Tendo em conta as recomendações da Organização Geral de Saúde (OMS), as pessoas devem ser incentivadas a ingerirem diariamente alimentos ricos em cálcio numa quantidade de 1000 a 1300 mg/dia (corresponde a três porções de leite e derivados- um copo de leite equivale a 250 mg de cálcio e um iogurte e uma fatia de queijo a 300 mg).

A exposição solar (nas horas recomendadas) é necessária para a produção da vitamina D, que é fundamental para a formação e manutenção de um esqueleto saudável.

As pessoas devem manter-se ativas, caminhando ao ar livre e devem fazer uma alimentação variada para reporem os níveis de cálcio necessários quer seja através dos alimentos ou de suplementos.

A magreza exagerada com IMC <= a 21 Kg/ m2, é na maior parte dos casos um indicador de osteoporose.

Os doentes que sofrem de artrite reumatoide, os grandes fumadores e as pessoas que ingerem bebidas alcoólicas em excesso são candidatos muito fortes ao desenvolvimento desta doença.

A doença previne-se com a manutenção de hábitos de vida saudáveis, durante toda a vida (desde o nascimento), através da vigilância e reposição dos níveis de estrogénios, pois a sua diminuição acelera a perda da massa óssea, com a estimulação da prática do exercício físico com regularidade, por exemplo a caminhada e os exercícios aeróbicos que devem ser iniciados nas idades jovens.

Uma alimentação saudável é outro dos requisitos aconselháveis.

O tratamento é feito com uma alimentação rica em cálcio (leite e derivados) e vitamina D, exercício físico praticado de forma regular caminhadas), exposição solar e sempre que necessário suplementar a alimentação e utilizar terapêuticas complementares.

Em suma, apesar de se tratar de uma doença grave e muitas vezes altamente incapacitante, existem formas muito simples de prevenir e de minimizar os efeitos adversos e as sequelas da doença.

Prevenir a doença é essencial, com o aumento da expectativa de vida, a osteopenia e a osteoporose são resultantes do desgaste e suscetíveis de gerar fraturas espontâneas ou desencadeadas pelas quedas tão frequentes nos idosos e a osteoporose é uma doença previsível e a alimentação e o exercício físico são armas poderosas no combate à doença.

Quando a osteoporose estiver instalada é necessário associar suplementos minerais e medicamentos para prevenir a perda óssea e aumentar a densidade mineral óssea.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Em Buenos Aires
No âmbito do 21º Congresso Internacional de Nutrição, que se realiza de 15 a 20 de outubro em Buenos Aires (Argentina),...

Neste encontro, os profissionais de saúde e nutrição discutiram e analisaram os aspetos relacionados com a segurança e benefícios dos adoçantes sem ou de baixas calorias num contexto de opções para reduzir o consumo de açúcar, prevenção de obesidade, aplicações e utilizações em produtos alimentares e bebidas para diabéticos e outros problemas relacionados com a saúde.

Os adoçantes sem ou de baixas calorias são utilizados em muitos produtos alimentares na indústria de alimentos e bebidas, incluindo sobremesas geladas, batidos, bebidas vegetais, néctares e bebidas à base de fruta, iogurtes, refrigerantes, bolachas, pastilhas elásticas, doces, e até mesmo em produtos farmacêuticos, tornando mais agradável o sabor de alguns medicamentos.

A segurança dos adoçantes
Durante este simpósio, o Prof. Lluís Serra-Majem, Professor de Medicina Preventiva e Saúde Pública, Diretor do Instituto de Investigação Biomédica e Sanitária da Universidade de Las Palmas de Gran Canaria e Presidente da Fundação para a Investigação Nutricional e Academia Espanhola de Nutrição e Ciências da Alimentação observou que “os adoçantes têm sido utilizados com segurança por consumidores em todo o mundo há mais de um século” e recorda que “obter autorização para o desenvolvimento de um novo adoçante sem ou de baixas calorias é um processo longo e cientificamente rigoroso. Em particular, só é possível solicitar a aprovação de um adoçante sem ou de baixas calorias após terem sido realizados testes rigorosos e terem sido proporcionadas evidências científicas da sua segurança e da utilidade do produto”.

Os adoçantes, continua Serra-Majem, “constituem um campo da dietética e nutrição de indiscutível interesse e atualidade que, no entanto, não está isento da realização de novos estudos e avanços científicos, pelo que se tornam necessárias reuniões similares a esta que contribuem para um maior conhecimento e esclarecimento, e onde são analisados os seus benefícios, segurança e aplicações atuais”.

Adoçantes e controlo de peso
De acordo com a Prof.ª Anne Raben, do Departamento de Nutrição, Exercício e Desporto da Faculdade de Ciências da Universidade de Copenhaga (Dinamarca), “foram realizados alguns estudos que associam os adoçantes sem ou de baixas calorias com o risco de aumento de apetite e ingestão de alimentos e, portanto, a um aumento de peso. Contudo, os estudos de intervenção realizados nos últimos 25‑30 anos demonstraram que os adoçantes sem ou de baixas calorias não estimulam o apetite nem aumentam o peso corporal. Assim, várias meta-análises realizadas nos últimos anos concluíram de forma bastante unânime que a utilização de adoçantes sem ou de baixas calorias pode contribuir para a gestão e redução do peso corporal em comparação com o açúcar”.

Por seu lado, a Dr.ª Susana Socolovsky, Ph.D. em Ciências Químicas pela Universidade de Buenos Aires e Presidente eleita da Associação Argentina de Especialistas em Alimentação, lembra que “os adoçantes sem ou de baixas calorias são utilizados numa grande variedade de produtos alimentares e bebidas, tendo em conta o interesse de alguns consumidores em controlar o seu peso corporal, ingerindo alimentos doces ao mesmo tempo que procuram evitar o consumo de açúcares no caso de diabéticos ou evitar as cáries dentárias. Graças ao rigoroso quadro regulamentar existente que tem origem na avaliação do adoçantes por parte do Comité FAO-OMS de peritos em matéria de aditivos alimentares (JECFA, na sua sigla em inglês), os adoçantes sem ou de baixas calorias são componentes seguros na dieta alimentar da população em geral”.

Finalmente, o Dr. Hugo A. Laviada, Coordenador do Grupo de Trabalho sobre Obesidade da Sociedade Mexicana de Nutrição e Endocrinologia, e Investigador em Metabolismo e Nutrição Humana na Universidade Marista de Mérida, enfatizou que “a utilização estruturada de adoçantes não calóricos em programas de gestão e controlo de peso ou no tratamento nutricional terapêutico de pessoas com diabetes e excesso de peso e de obesidade pode contribuir para a redução de peso e controlo metabólico em programas estruturados e supervisionados desde que utilizados em substituição do açúcar nesses mesmos programas".

A utilização de adoçantes sem ou de baixas calorias é uma questão de grande interesse para a comunidade científica, tanto no âmbito da epidemiologia como da segurança, dietética e nutrição, e a sua utilização vem, em alguns casos, de há mais de 100 anos.

Atualmente, a variedade existente de adoçantes sem ou de baixas calorias faz com que sejam cada vez mais frequentes as reuniões científicas semelhantes a esta para abordar esta temática. Em particular, no decorrer do passado mês de Julho, realizou-se em Lisboa uma reunião que contou com a presença de 67 especialistas internacionais em alimentação, nutrição, dietética, endocrinologia, atividade física e saúde em geral que se juntaram para elaborar um Consenso sobre os adoçantes sem ou de baixas calorias. Este encontro teve a participação de um total de 42 sociedades científicas e fundações na área da nutrição e dietética, sociedades médicas, universidades e centros de investigação europeus e ibero-americanos.

Entre as conclusões do documento de consenso que está a ser finalizado destaca-se que a utilização de adoçantes sem ou de baixas calorias pode contribuir para as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS) que recomenda que o consumo diário de açúcares simples não deve ser superior a 10% do total da energia diária ingerida e que maiores benefícios para a saúde podem ser alcançados se o consumo diário de açúcares simples for inferior a 5%.

Estudo
A poluição ambiental mata mais pessoas anualmente que todas as guerras e violência no mundo, tabaco, fome, desastres naturais,...

Uma em cada seis mortes prematuras no mundo em 2015, cerca de nove milhões, podem ser atribuídas a doenças por exposição tóxica, de acordo com um estudo divulgado na quinta-feira pela revista científica The Lancet.

O custo financeiro das mortes relacionadas com a poluição, doenças e segurança social é igualmente enorme, acrescentou o estudo, apontando para 4,6 biliões de dólares em perdas anuais, ou cerca de 6,2% da economia global.

O estudo é a primeira tentativa de reunir dados sobre doenças e mortes causadas por todas as formas de poluição combinadas, do ar à água contaminada.

“Tem havido muito estudo sobre a poluição, mas nunca foi alvo dos recursos ou nível de atenção de algo como a SIDA ou as alterações climáticas”, disse o epidemiologista Philip Landrigan, diretor do departamento de saúde global da Icahn School of Medicine em Mount Sinai, Nova Iorque, e principal autor do relatório.

“A poluição é um enorme problema que as pessoas não estão a ver porque estão a olhar para as suas componentes espalhadas”, afirmou.

Para os especialistas, os nove milhões de mortes prematuras identificadas representam apenas uma estimativa parcial. O número de mortos devido à poluição será mais alto e vai ser quantificado novamente, quando a investigação estiver concluída e forem desenvolvidos novos métodos para avaliar os impactos negativos.

Ásia e África são as regiões que estão a colocar mais pessoas em risco, com a Índia a liderar a lista dos países individuais, indicou o estudo.

Uma em cada quatro mortes prematuras na Índia em 2015, ou cerca de 2,5 milhões, foram atribuídas à poluição. Na China, as causas ambientais foram o segundo maior motivo de morte, causando mais de 1,8 milhões de mortes prematuras, ou uma em cinco.

Em muitos outros países, como o Bangladesh, Paquistão, Coreia do Norte, Sudão do Sul e Haiti, um quinto das mortes prematuras foi também causada por poluição.

Infarmed
A empresa responsável por um produto para a celulite com um ingrediente proibido está a recolher os lotes que contêm esse...

A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO) anunciou ter pedido ao Infarmed a retirada do mercado do creme ‘Depuralina Celulite’, por conter um ingrediente proibido em cosméticos na União Europeia desde 2015.

De acordo com um comunicado da DECO, o creme é comercializado pelo laboratório TheraLab – Produtos Farmacêuticos e Nutracêuticos, Lda e o ingrediente encontrado (isobutylparaben) é suspeito de ser desregulador endócrino.

Também em comunicado a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) esclareceu esta tarde que já tinha entrado em contacto com a empresa responsável pelo produto, “que está a proceder a uma recolha voluntária de alguns lotes que contém um conservante proibido pela legislação europeia em vigor”.

No comunicado desta manhã a Defesa do Consumidor recomendava que quem tenha o ‘Depuralina Celulite’ não o utilize e aconselhava os consumidores e ler sempre atentamente o rótulo dos produtos para verificar se existem componentes que podem causar reações alérgicas.

Câmara de Lisboa
A Câmara Municipal de Lisboa vai apreciar hoje, em reunião extraordinária do executivo, a atribuição da Medalha Municipal de...

A proposta, assinada pelo vereador dos Direitos Sociais, João Afonso, assinala que "incumbe à Câmara Municipal de Lisboa, enquanto órgão executivo do município, o reconhecimento de que certas instituições e personalidades individualmente consideradas da cidade desempenham e cumprem um importante e meritório papel de interesse público municipal que, como tal, deve ser publicamente reconhecido, evidenciado e agraciado".

O documento que será apreciado pelos vereadores da Câmara de Lisboa lembra também o percurso profissional de Francisco George, que ao fim de uma dúzia de anos como diretor-geral da Saúde deixa a administração pública e termina uma carreira de 44 anos ao serviço do Estado.

Entre os reconhecimentos que já lhe foram atribuídos, destaca-se a condecoração com a Ordem do Infante D. Henrique, Grande-Oficial, pelo Presidente da República, Jorge Sampaio, a 05 de março de 2006.

O vereador assinala também que "a Medalha de Mérito se destina a distinguir as pessoas singulares ou coletivas, nacionais ou estrangeiras, de cujos atos advenham assinaláveis benefícios para a cidade de Lisboa, melhoria das condições de vida da sua população, desenvolvimento ou difusão da sua arte, divulgação ou aprofundamento da sua história, ou outros de notável importância que justifiquem este reconhecimento".

Naquela que é a última reunião do atual executivo de maioria socialista, que cessa funções a 26 de outubro, será também apreciado submeter à apreciação da Assembleia Municipal (AML) a "autorização para aquisição do imóvel sito no Beco dos Toucinheiros, correspondente à designada Vila Dias".

Exercendo o direito legal de preferência, o município pretende adquirir esta vila por 1,3 milhões de euros.

A proposta, assinada pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, aponta que esta vila operária com mais de uma centena de anos, localizada na freguesia do Beato, constitui "um conjunto habitacional no qual importa intervir, de forma a dotá-lo de condições de habitabilidade, atento o mau estado de conservação, insalubridade e perigo para a segurança e saúde públicas".

"A regeneração do edificado viável da Vila Dias, por forma a salvaguardar a sua utilização habitacional adaptada aos padrões atuais, procurando manter a maioria dos ocupantes residenciais, introduzindo novos equipamentos de bairro, são objetivos específicos que o município de Lisboa pretende promover no local e que não se coadunam com o atual programa delineado pelos atuais proprietários, estando em risco direitos fundamentais como o direito à habitação", salienta a proposta.

O texto pretende também ratificar um despacho de 29 de agosto, e publicado em Boletim Municipal a 14 de setembro, que dá conta desta aquisição.

A 05 de setembro, o proprietário da Vila Dias marcou presença na AML, onde foi referido que a autarquia iria avançar com uma ação judicial para exercer o direito de preferência.

Na altura, a presidente da AML, Helena Roseta, dirigiu-se diretamente a José Rocha para explicar que a passagem da propriedade "não obedeceu a uma coisa fundamental na lei, que é a Câmara ter a possibilidade de exercer o direito de preferência, que não exerceu".

Incêndios
Quatro dias depois dos incêndios que afetaram o centro e norte do país cortando as comunicações a quase uma centena de...

As falhas nas redes de comunicações e energia elétrica são o maior constrangimento à prestação de serviços farmacêuticos às populações nas zonas afetadas pelos incêndios.

Segundo a Associação Nacional de Farmácias (ANF), a rede de farmácias está cada vez mais próxima do regresso à normalidade e as duas farmácias que arderam nos incêndios retomaram a atividade em tempo recorde.

A Farmácia Central, em Melo, concelho de Gouveia, refere a ANF, está a operar em pleno nas instalações da junta de freguesia desde a manhã desta quinta-feira e a Farmácia da Lajeosa do Dão, no concelho de Tondela, recomeçou o serviço à população na terça-feira, nas instalações da junta de freguesia local.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 42 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, em junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

Parlamento
A Assembleia da República debate na sexta-feira uma petição e uma recomendação ao Governo para que adote medidas que visem a...

A petição pública "Contra o peso excessiva das mochilas escolares em Portugal”, que tem como primeiro subscritor o ator José Wallenstein, foi lançada em janeiro e reuniu cerca de 48 mil assinaturas, tendo sido entregue na Assembleia da República a 17 de fevereiro.

O documento, que tem o apoio dos diretores das escolas, pais, especialistas em ortopedia, entre outros, é hoje discutido em plenário no Parlamento, que analisa também uma recomendação do partido Pessoas Animais e Natureza (PAN) que propõe várias medidas para resolver “uma situação preocupante”.

Na petição defende-se a obrigatoriedade de as escolas pesarem as mochilas das crianças semanalmente, de forma a avaliarem “se os pais estão conscientes desta problemática e se fazem a sua parte no sentido de minimizar o peso que os filhos carregam”.

“Para tal, cada sala de aula deverá contemplar uma balança digital, algo que já é comum em muitas escolas, devendo ser vistoriada anualmente”, precisam os signatários.

A existência de cacifos em todas as escolas públicas e privadas para que os alunos possam deixar alguns livros e cadernos, evitando transportar tanto peso nas mochilas, e a utilização por parte das editoras de papel de menor gramagem na elaboração dos manuais são algumas das propostas apresentadas na petição.

É também proposto no documento que as editoras possam criar livros escolares divididos em fascículos retiráveis segundo os três períodos escolares e que os conteúdos dos manuais sejam o mais conciso e sintético possível.

Na recomendação, o PAN afirma que “é consensual” que as mochilas escolares não devem ultrapassar os 10% a 15% do total do peso corporal, entre crianças e adolescentes.

“Todavia, não raras vezes, o peso das mochilas é superior ao clinicamente recomendado, tendo sido já divulgados diversos estudos que demonstram esta situação”, afirma o deputado do PAN André Silva.

Segundo um estudo realizado pela associação de defesa do consumidor DECO, mais de metade das crianças do 5.º e 6.º ano de escolaridade transporta peso a mais nas suas mochilas escolares.

Foram pesadas 360 crianças e as respetivas mochilas em 14 escolas, tendo o estudo revelado que 53% das crianças transportavam mochilas com uma carga acima do recomendável pela Organização Mundial de Saúde (OMS), tendo sido identificada uma criança que com 11 anos e 32 kg transportava uma mochila de 10 kg.

O mesmo estudo indica que 61% dos estudantes com 10 anos transportavam cargas excessivas, o mesmo acontecendo com 44% dos alunos com 12 anos.

Recentemente, a DECO fez um novo estudo e, pesadas 174 crianças e as respetivas mochilas, chegou-se à conclusão de que 66% dos miúdos da amostra transportava às costas mais peso do que o recomendável.

Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra
Um estudo da investigadora Carla Matos Silva sobre a compreensão da fala, por via auditiva, de palavras e de frases, é...

Docente da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC), Carla Matos Silva considera que este estudo "pode ser uma mais-valia na prática clínica, tanto nas Perturbações do Processamento Auditivo Central, como na reabilitação auditiva, ao introduzir indicadores de processamento semântico que não são habitualmente utilizados".

Segundo nota da ESTeSC divulgada hoje, o trabalho da investigadora centra-se na compreensão da fala, por via auditiva, de palavras e de frases, "e a forma como o cérebro faz o processamento linguístico em situações de congruência e incongruência semântica".

Segundo a investigadora, o estudo do processamento da linguagem pode considerar desde as unidades linguísticas mais elementares, os simples fonemas, até à frase, como unidade mais ou menos complexa.

"O presente estudo centra-se na compreensão da fala por via auditiva de palavras e de frases. Nesta linha de investigação é comum usar, em simultâneo com os registos comportamentais, indicadores da atividade do Sistema Nervoso Central, como os Potenciais Evocados Relacionados, que têm sido relacionados com aspetos específicos dos processos envolvidos na compreensão da linguagem", adianta a ESTeSC.

Ainda segundo a mesma fonte, a investigação avaliou o processamento linguístico, em três situações distintas, comparando condições de congruência com condições de incongruência semântica, denominadas fases experimentais.

Para cada uma das fases, incluiu um estudo com indicadores comportamentais e um estudo com indicadores eletrofisiológicos (ERPs), numa população saudável e ainda em casos de Perturbações do Processamento Auditivo Central (PPAC), que se manifestam por uma perda auditiva funcional caracterizada pela incapacidade de realizar uma ou mais aptidões do processamento auditivo.

O lançamento do livro está marcado para as 15:00 de sexta-feira, nas instalações da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra (ESTeSC).

Em Lisboa
O presidente do Sindicato de Jogadores Profissionais de futebol apresentou hoje, no Museu do Desporto, em Lisboa, o novo &quot...

Trata-se de uma nova parceria estabelecida entre o SJPF, a Sociedade Portuguesa de Psicologia no Desporto e a Federação Portuguesa de Futebol, que pretende ajudar todos os futebolistas que sofram de perturbações mentais e não só.

"Estamos muito atentos aos problemas que afetam os jogadores. Daí o facto de já termos feito diversas parcerias com outras entidades. Precisamos de estabelecer um plano para a saúde mental do jogador", anunciou hoje Joaquim Evangelista em conferência de imprensa.

Como embaixador deste novo projeto foi convidado Bernardo Tengarrinha, jogador que abandonou recentemente a atividade profissional, com apenas 28 anos, após lhe ter sido detetado um linfoma de Hodgkin, uma doença que tem sintomas parecidos aos da leucemia.

"Sinto-me orgulhoso por fazer parte deste projeto e de integrar a família do Sindicato de Jogadores. A partir de agora os jogadores têm um canal próprio dentro do Sindicato onde podem relatar os seus problemas mentais, contando com técnicos especializados que os podem ajudar", sublinhou Tengarrinha, futebolista formado nas escolas do FC Porto e Benfica e que passou por diversos clubes europeus antes de terminar a carreira na equipa romena do Iasi.

De acordo com Joaquim Evangelista, Tengarrinha “será o interlocutor direto dos jogadores”, mas o Sindicato tem vários delegados e membros da direção que “farão os contactos diretos com os clubes e os atletas dentro do maior sigilo profissional"

O responsável do SJPF enumerou as causas que provocam diretamente perturbações mentais aos futebolistas que estão no ativo e que passam por finais abruptos de carreira, desemprego, salários em atraso, problemas de relacionamento com dirigentes e treinadores, divórcios litigiosos e muitas outras questões.

"Os jogadores têm tendência para se isolarem, sentem vergonha em revelar os seus problemas. Acabam por cair no isolamento e, em muitos casos, nem interagem com os familiares e amigos mais chegados", disse ainda Joaquim Evangelista.

Segundo dados apurados pela Sociedade Portuguesa de Psicologia no Desporto, cerca de 43% por cento dos futebolistas ainda no ativo sofrem de ansiedade ou depressão, 33% apresentam perturbações do sono e 18% acusam problemas de stress.

"Os jogadores não podem ser deixados ao acaso. Precisam de mais informação e acompanhamento. A psicologia faz parte da saúde mental e humana. Se os atletas não revelarem os seus problemas, será muito complicado receberem a ajuda adequada dos técnicos", acentuou Duarte Araújo, presidente da Sociedade Portuguesa de Psicologia no Desporto.

ValorMar
A Sonae MC, em parceria com dois centros de investigação do Porto, está a liderar um projeto que visa criar novos produtos...

O projeto ValorMar, liderado pela Sonae MC em parceria com o Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental da Universidade do Porto (CIIMAR) e com Fórum Oceano, agrega outras 29 entidades académicas e empresariais portuguesas e tem um investimento superior a oito milhões de euros, cofinanciado programa Portugal 2020.

O objetivo deste projeto é valorizar os recursos marinhos através da investigação e do desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e processos produtivos, recorrendo a métodos sustentáveis e eficientes, disse à Lusa fonte da Sonae MC.

A equipa, que envolve especialistas de diversas áreas, pretende criar produtos para as indústrias alimentar, biomédica, farmacêutica e cosmética, utilizando o pescado, as macroalgas, as microalgas e similares, bem como a biomassa de outros recursos marinhos, como os bivalves, contou a mesma fonte.

"Os produtos da pesca e da aquacultura raramente são aproveitados na sua totalidade, como acontece com as conservas de peixe ou de filetes, nas quais é aproveitado essencialmente o músculo, e na venda bivalves, que descarta depois as conchas", indicou o investigador do CIIMAR Vitor Vasconcelos.

Outro dos objetivos do ValorMar passa pelo desenvolvimento e otimização de novos produtos, tecnologias e processos para produção aquícola em Portugal e na Europa, contou Vitor Vasconcelos, também professor na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP).

A criação de uma plataforma tecnológica de suporte à informação de rastreabilidade, que permita a disponibilização de informação a empresas e ao consumidor final de um modo integrado e de um novo adsorvente ambiental para eliminação de contaminantes aquáticos, são outras das finalidades do projeto, indicou o investigador.

Segundo a Sonae MC, o consumidor português procura cada vez mais alternativas alimentares saudáveis, mas de fácil preparação face à "exigente azáfama do dia-a-dia".

"Ao mesmo tempo, muitos acreditam que o peixe é mais difícil de cozinhar ou de preparação mais demorada, daí estarmos a apostar, por exemplo, na criação de preparados de peixe prontos a cozinhar", explicou a entidade.

Nesse sentido, continuou, os parceiros envolvidos no projeto vão desenvolver "conservas inovadoras ou novas formas de fazer uma alimentação rápida, conveniente e saudável à base de recursos do mar".

"Ao olharmos para tecnologias inovadoras poderemos encontrar novas condições para assegurar uma frescura prolongada dos recursos marinhos, trabalhando no sentido de reduzir o desperdício alimentar com claros impactos ambientais e societais", informou ainda.

Ao utilizarem "uma abordagem de economia circular", os responsáveis tencionam explorar igualmente a valorização de subprodutos ou excedentes de recursos marinhos dos quais se possam obter compostos bioativos para outras aplicações, salientou.

O projeto, que iniciou em outubro tem a duração de três anos, começará a produzir resultados durante o seu próprio decurso, sendo expectável que em alguns casos os resultados cheguem antes do seu término, que está previsto para 2020.

"Esperamos que no final do primeiro ano já seja possível obter resultados para cada uma das quatro atividades, alguns dos quais com visibilidade pública quer através de artigos científicos quer através de atividades de divulgação dirigidas ao público em geral", acrescentou Vitor Vasconcelos.

Parlamento
As regras de rotulagem para os organismos geneticamente modificados e o direito dos consumidores a serem informados sobre a...

Os deputados vão debater em plenário três projetos de lei do partido Pessoas Animais e Natureza (PAN), do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Ecologista Os Verdes (PEV), que defendem mais transparência nas regras de rotulagem e de fiscalização relativas à presença de organismos geneticamente modificados, assegurando aos consumidores o acesso à informação.

Para o PAN “todos os estabelecimentos comerciais que operem com alimentos não pré-embalados” devem prestar informação aos consumidores sobre a utilização destes produtos, “uma vez que a rotulagem com referência a organismos geneticamente modificados (OGM) já é obrigatória e conhecida pelas empresas que confecionam alimentos”.

No projeto de lei, o PAN “aponta uma lacuna na lei” relativamente ao consumo de carne, leite e ovos, cujos animais foram alimentados com rações que contenham OGM, e pede que a informação sobre estes organismos introduzidos na cadeia alimentar através das rações dos animais chegue a quem mais interessa: o consumidor final.

Adicionalmente e por “razões de transparência e de confiança nos rótulos”, o PAN propõe ainda que deve ser apresentado e divulgado anualmente um relatório das fiscalizações efetuados pelas entidades competentes, devendo ainda serem identificados publicamente os infratores.

No seu projeto de lei, o PEV defende “a obrigatoriedade de todos os produtos que contêm OGM, independentemente da percentagem, serem devidamente identificados na rotulagem, mesmo no caso de produtos relativamente aos quais não seja de excluir existência fortuita e tecnicamente inevitável de vestígios” de transgénicos.

“É igualmente obrigatória a rotulagem, com indicação de presença de OGM, de produtos e subprodutos com origem em animais alimentados com produtos transgénicos”, defendem os Verdes na proposta.

Os deputados do BE realçam, no seu projeto de lei, a necessidade de “rever a legislação relativa à rotulagem, de forma a garantir o direito à informação dos consumidores”, uma vez que a comercialização de organismos geneticamente modificados já é uma realidade no país.

“Existem ainda fundadas preocupações que o Tratado Transatlântico (de comércio livre) possa levar a liberalizar o cultivo e importação de OGM, bem como a normas que impeçam a rotulagem obrigatória destes produtos. É assim essencial garantir um enquadramento legal que garanta a informação a toda a população sobre a existência ou possibilidade de existência de OGM nos alimentos à venda”, afirma o BE no documento.

Opinião
As novas tecnologias são um tema da atualidade, sendo tanto a nova realidade como uma inevitabilidad

A tecnologia tem gerado um olhar mais introspetivo do “eu”, criando um fechar das pessoas nas suas casas, alcançando cada vez mais informação e conhecimento do conforto do seu sofá. De uma forma generalizada, verifica-se uma desumanização global, em que tudo é feito através de ecrãs de computadores, tablets ou smartphones.

Mas o ser humano é um ser social, e ele necessita desta humanização, de um sentido de comunidade. E por isso as tecnologias desenvolvem-se cada vez mais no sentido de criar um equilíbrio entre o real e o digital. As novas tecnologias dos “wearables” que permitem uma maior monitorização dos parâmetros e indicadores de saúde são um excelente exemplo dessa tendência. E são uma distinta forma de monitorização e acompanhamento médico, desde que do outro lado do monitor se encontre um profissional de saúde, capaz de analisar os dados que lhe são entregues por via digital, mas olhando para estes da forma como apenas um humano consegue analisar, tendo em consideração o contexto e as condições circundantes.

Gerar dados de saúde é fácil, analisar os mesmos é um pouco mais complicado. Poder dispor duma tecnologia que analisa os dados e lhes dá algum significado, é algo complexo mas exequível, dando um output através de um algoritmo previamente trabalhado e adaptado à patologia em questão. Este é um dos exemplos do futuro das novas tecnologias. Robots dotados de inteligência artificial que são capazes de auxiliar os profissionais de saúde no diagnóstico e seleção de tratamento para um doente com um conjunto de parâmetros introduzidos. Mas este trata-se apenas disso mesmo, um robot que auxilia o profissional de saúde, de modo semelhante aos meios complementares de diagnóstico que são isso mesmo, meios complementares e não meios de diagnóstico. O lugar do médico não poderá ser substituído por tecnologia, pois à inteligência artificial falta-lhe a intuição, e a capacidade de gerir informação sensível que poderá ser relevante para o diagnóstico e o tratamento do doente. É necessário assegurar que não existe confusão neste facto.

Podemos, e devemos, no entanto, aproveitar as tecnologias que temos à nossa disposição para humanizar as nossas relações médico/doente. Um exemplo é o uso da tele-saúde. Um serviço que permite ao profissional de saúde estar mais próximo do doente, sem se verificar a necessidade de o doente sair do conforto do seu lar. Com o envelhecimento global das populações, assiste-se a um somatório progressivo de doenças crónicas passíveis de serem acompanhadas à distância, depois duma avaliação inicial completa presencial. Deste modo, a tele-saúde poderá não fazer sentido em todas as consultas, mas é uma forma de assegurar uma monitorização e acompanhamento mais próximo do doente, sem este necessitar de se deslocar ao centro de saúde ou hospital em todas as visitas.

Estes são apenas alguns exemplos de como a evolução do mundo digital está a impactar a Medicina e a área da Saúde em geral.

É pois imperioso, cada vez mais, que a medicina se adapte ao mundo digital, não podendo agarrar-se ao convencional, mantendo a importância do momento de diálogo entre o médico e o doente, chave-mestra para assegurar que é efetuado o diagnóstico correto e definido o melhor tratamento possível para cada doente individual.

Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Infarmed
A Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor pediu ao Infarmed a retirada do mercado do creme ‘Depuralina Celulite’, por...

De acordo com um comunicado da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), o creme é comercializado pelo laboratório TheraLab – Produtos Farmacêuticos e Nutracêuticos, Lda e o ingrediente encontrado (isobutylparaben) é suspeito de ser desregulador endócrino.

“O Comité Científico da Segurança dos Consumidores, devido à falta de informação, considerou que o risco deste composto para a saúde humana não podia ser avaliado e, por isso, recomendou que este ingrediente fosse proibido em todos os produtos cosméticos”, explica a DECO.

A Defesa do Consumidor recomenda que quem tenha o ‘Depuralina Celulite’ não o utilize e aconselha os consumidores e ler sempre atentamente o rótulo dos produtos para verificar se existem componentes que podem causar reações alérgicas.

Diz ainda que informou a Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) sobre esta matéria e solicitou a retirada do produto do mercado.

7.º Congresso de Cuidados Paliativos
O Instituto Português de Oncologia do Porto anunciou hoje que vai lançar a sua primeira pós-graduação em cuidados paliativos...

Este curso, que será apresentado durante o 7.º Congresso de Cuidados Paliativos, que se realiza na sexta-feira e no sábado, pretende satisfazer as necessidades formativas dos profissionais que trabalham em cuidados paliativos e incidirá numa vertente prática que dará a conhecer os principais desafios que se colocam aos profissionais desta área.

“A experiência adquirida ao longo de 23 anos permite-nos organizar um curso intensivo que satisfaça em pleno as necessidades formativas, sobretudo, dos profissionais que já trabalham em cuidados paliativos ou dos serviços da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados”, explicou Ferraz Gonçalves, diretor do Serviço de Cuidados Paliativos do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO-Porto).

Segundo Ferraz Gonçalves, a “chamada de atenção” do presidente da República, no Dia Mundial dos Cuidados Paliativos, “foi importante para estimular o desafio da igualdade social perante os cuidados paliativos”.

Na sessão de encerramento do seminário "Vida com dignidade e qualidade até ao fim", na data em que se assinalou o Dia Mundial dos Cuidados Paliativos (14 outubro), Marcelo Rebelo de Sousa fez "uma chamada de atenção" aos responsáveis políticos para "que se empenhem mais no domínio dos cuidados paliativos", uma "causa fundamental" que se quer alargar a todo o país.

No 7.º Congresso de Cuidados Paliativos, a realizar no Auditório Principal do IPO-Porto serão também debatidos temas como Dispneia, Investigação, Ética, Ventilação não invasiva na Esclerose Lateral Amiotrófica, Burnout, Luto nos Profissionais e A Morte e as Religiões, entre outros.

O Instituto Português de Oncologia do Porto dispõe de um serviço de cuidados paliativos desde 1994. Atualmente tem 40 camas de internamento e, para além da consulta externa e equipa intra-hospitalar, dispõe de um serviço de assistência domiciliária.

Em 2016, registaram-se 1.043 internamentos, 1.241 consultas externas, 1.757 consultas internas e na assistência domiciliária cerca de 1.084 visitas de enfermagem e 557 visitas médicas.

Na sexta-feira
As terceiras jornadas técnicas das Residências Montepio, que se realizam na sexta-feira em Coimbra, vão debater a reabilitação...

Depois de Lisboa e Porto, Coimbra recebe cerca de 100 profissionais de saúde para debater o papel e as técnicas de reabilitação na melhoria da qualidade de vida da população, numa iniciativa intitulada "Reabilitação - Pontes com a sociedade".

"A reabilitação tem muito a ver com o aumento da esperança média de vida, embora depois a qualidade de vida não seja assim tão boa, pelo que o nosso objetivo é reabilitar as pessoas [com necessidades] para que possam sair das nossas residências com maior mobilidade", disse o diretor executivo das Residências Montepio.

Segundo António Gouveia, a instituição aposta muito na reabilitação e nas unidades de cuidados continuados, com equipas multidisciplinares, "no sentido de as pessoas saírem melhor do que quando entraram".

O responsável exortou as pessoas com mais de 65 anos a manterem-se ativas e a preocuparem-se com a alimentação e a preparação mental, de forma a manterem a qualidade de vida na terceira idade.

"Com estas jornadas pretende-se também que os profissionais de saúde possam sair mais enriquecidos com as novas tendências e transmitir às pessoas o trabalho de reabilitação que é feito", sublinhou.

Abertas à sociedade, as terceiras jornadas técnicas pretendem igualmente refletir sobre os contributos da reabilitação para a integração social, a articulação dos diversos agentes na promoção da reabilitação e como conceptualizar uma relação de reabilitação.

As Residências Montepio gerem seis unidades nacionais, com várias tipologias em unidades da rede nacional de cuidados continuados integrados, com 820 utentes, em que trabalham 520 profissionais de saúde.

Universidade de Coimbra
Maria João Rodrigues, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, foi eleita presidente da European Academy...

Trata-se da mais prestigiada organização europeia desta área do saber que reúne membros de 20 países e cuja admissão, para além da apreciação curricular, decorre de duas provas públicas.

Para a docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC), a eleição para presidente da European Academy of Craniomandibular Disorders, que muito a honra, resulta do reconhecimento da sua capacidade «para dar continuidade ao prestígio e respeito que esta Academia granjeou entre os pares da comunidade científica internacional».

A European Academy of Craniomandibular Disorders (EACD) tem propósitos científicos e pedagógicos, promovendo o desenvolvimento da área de dor orofacial e disfunções craneomandibulares com base em evidência científica.

Durante o mandato de Maria João Rodrigues, a exercer em 2018, decorrerá o congresso mundial promovido pela EACD em conjunto com as suas congéneres mundiais, designadamente: American Academy of Orofacial Pain; Asian Academy of Craniomandibular Disorders; Australia & New Zealand Academy of Orofacial Pain Academia Ibero Latinoamericana de Disfuncion Craneo-mandibular Y Dolor Facial.

Corrida e Caminhada Vital Contra o AVC
Este ano, a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular elegeu a atividade física como tema central das atividades de...

“Além dos já conhecidos efeitos sobre o corpo, como a redução da massa gorda, melhoria cardiorrespiratória e controlo de tensão arterial, o exercício físico promove a libertação de substâncias químicas cerebrais que aportam uma sensação de bem-estar e felicidade” destaca a Dr.ª Carla Ferreira, coordenadora da Unidade de Acidente Vascular Cerebral (AVC) do Hospital de Braga e membro da comissão organizadora. No que toca à prevenção do Acidente Vascular Cerebral (AVC), primeira causa de mortalidade e incapacidade no nosso país, a prática regular de atividade física é uma das medidas preventivas a adotar, a par com escolhas alimentares saudáveis, controlo do peso corporal e dos valores de pressão arterial, entre outras medidas.

Desta 4.ª edição, cujo mote volta a ser “Seja mais rápido que um AVC”, espera-se “um sucesso, com participação de atletas, público em geral e pessoas que tenham sofrido um AVC, sensibilizando para esta patologia e para a importância não apenas de a prevenir, mas de detetar os principais sinais de alarme”, comenta a neurologista. Face ao aparecimento de um dos sinais de alerta, os chamados 3 F’s (falta de força num braço, dificuldade na fala e desvio da face), deve ser acionado de imediato o número de emergência através da chamada para o 112. Responder rapidamente aos sinais de alerta pode fazer a diferença entre a recuperação e a incapacidade, pois o sucesso do tratamento de fase aguda depende do tempo entre o início dos sintomas e a chegada do doente ao hospital.

No próximo dia 29, para além da corrida de 9km e da caminhada de 3km, haverá uma sessão de rastreio de fatores de risco vascular. Todas as pessoas estão convidadas a participar na caminhada, sendo que as inscrições na corrida estão limitadas a maiores de 18 anos.

A atividade é coorganizada pelo Hospital de Braga, o Núcleo de Estudantes de Medicina da Universidade do Minho (NEMUM), a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) e a Câmara Municipal de Braga.

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