Associação Portuguesa de Fertilidade - Campanha de Consignação do IRS
A Associação Portuguesa de Fertilidade lançou a campanha de consignação do IRS de 2024. “Quem tem filhos, entrega-se a 100%....

A iniciativa pretende apelar ao apoio à missão da Associação, de forma solidária e sem custos. O processo é simples, basta indicar o NIF 507 724 216 no quadro 11 do Modelo 3 da declaração de IRS, durante o período de entrega no Portal das Finanças, entre 1 de abril e 30 de junho.

Esta opção não altera o valor do imposto a pagar, nem o montante a receber pelo contribuinte, mas encaminha para a APFertilidade uma parte do imposto que seria a favor do Estado.

A ajuda conseguida através da consignação é fundamental para a Associação garantir a continuidade do seu trabalho, criar campanhas de sensibilização e aconselhamento, e iniciativas que ajudam quem lida com os desafios da infertilidade.

“Através do valor conseguido com a consignação do IRS, a Associação consegue estruturar e criar formas de apoio durante largos meses. A ajuda reunida tem um impacto muito significativo no trabalho que é desenvolvido para sensibilizar o Governo, grupos parlamentares e Comissão de Saúde para as fragilidades que ainda existem na procriação medicamente assistida em Portugal e que afetam a vida de milhares de pessoas”, destaca Cláudia Vieira, presidente da APFertilidade.

A responsável refere-se aos longos tempos de espera para consulta e realização de tratamentos que caracterizam o Serviço Nacional de Saúde, à ausência de centros de fertilidade públicos nas zonas do Alentejo, Algarve e Açores, à falta de dadores no Banco Público de Gâmetas, à necessidade de dotar as unidades com equipamento atualizado e mais profissionais de saúde, ou à urgência de garantir apoio psicológico para quem lida com esta doença.

Cláudia Vieira sublinha que a campanha de consignação do IRS é “uma das iniciativas mais importantes” para a Associação, dado que o suporte financeiro para a sua atividade depende essencialmente do valor das quotas pagas pelos associados. “Sem este generoso reforço, a APFertilidade ficaria impedida de disponibilizar grande parte do apoio prestado diariamente a quem conta que estejamos a seu lado na jornada para conseguirem ser mãe e pai, um objetivo único e tão necessário para ajudar a natalidade do país”. 

“Dá balanço à tua vida”
A Recordati apresenta a sua nova campanha publicitária para o Magnesio Supremo® com o spot televisivo "Dá balanço à tua...

O anúncio destaca como o Magnesio Supremo® contribui para o normal funcionamento muscular durante a noite, além de apoiar a função psicológica e o metabolismo produtor de energia. Com uma duração de 20 segundos, o filme foi desenvolvido pela agência Rasgo e está em exibição na TVI até meados de abril. A Dentsu é a agência de meios responsável pela campanha.

Filme da Campanha AQUI.

 

O Défice de Magnésio e as Cãibras Noturnas

O défice de magnésio é uma das principais causas das cãibras musculares, especialmente durante a noite. O magnésio é um mineral essencial para o bom funcionamento dos músculos, ajudando a regular a contração e o relaxamento musculares. A insuficiência deste nutriente pode resultar em contrações involuntárias e dolorosas, perturbando o descanso noturno.

 

Um auxílio para o normal funcionamento muscular

O Magnesio Supremo® é um suplemento alimentar que fornece citrato de magnésio em forma orgânica, altamente solúvel e com elevada velocidade de absorção. Esta fórmula contribui para o normal funcionamento muscular, função psicológica e metabolismo produtor de energia.

De acordo com Ana Muche, gestora de marcas de Consumer Healthcare da Jaba Recordati, "Com o lançamento desta nova campanha publicitária em TV que destaca a importância do magnésio para o normal funcionamento muscular noturno, a Jaba Recordati reafirma o seu compromisso na promoção da saúde e bem-estar, sensibilizando a população para a importância do magnésio na manutenção de uma vida equilibrada e saudável."

Magnésio Supremo® pode ser encontrado em farmácias e parafarmácias. Mais informações disponíveis em https://magnesiosupremo.pt/.

 

 

Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado tem nova direção
A Associação Portuguesa para o Estudo do Fígado (APEF) elegeu a Hepatologista Paula Peixe como presidente da direção para o...

O objetivo da nova direção passa por “assumir o desafio de fortalecer o papel da associação no panorama da saúde hepática em Portugal, mantendo os princípios e valores da APEF. Pretendemos incutir o apoio à investigação, reforçar a formação contínua dos profissionais de saúde e garantir que a população portuguesa tem acesso a informação clara e objetiva sobre as doenças hepáticas”, defende Paula Peixe.

A nova direção continuará o trabalho desenvolvido até agora, reforçando parcerias com entidades nacionais e internacionais e promovendo novas iniciativas para a prevenção, diagnóstico e tratamento das doenças hepáticas.

E acrescenta: "Teremos a preocupação de contribuir para melhorar a literacia em saúde do Fígado, em Portugal. Desta forma, manteremos a aposta no desenvolvimento de campanhas de consciencialização dedicadas à população portuguesa, por forma a alertar para as doenças hepáticas, e a importância da prevenção, do diagnóstico e tratamento ".

A nova direção é também constituída pelos seguintes médicos: José Manuel Ferreira (Vice-Presidente), Jorge Leitão (Secretário-Geral), Joana Lúcia Magalhães (Tesoureira), Hélder Cardoso (Vogal), David Perdigoto (Vogal) e Mónica Sousa (Vogal). A Assembleia-Geral é composta pelos médicos Arsénio Santos (Presidente), Sofia Carvalhana (Vice-Presidente) e Joana Cochicho (Secretária). O Conselho Fiscal é constituído pelos médicos Filipe Calinas (Presidente), Maria Margarida Sampaio (Secretária) e Ana Isabel Oliveira (Vogal).

APORMED distingue Helena Gatinho
A reportagem “A Revolução dos Robots em Portugal”, escrita pela jornalista Helena Gatinho e publicada na revista Visão Saúde, é...

O trabalho jornalístico explorou o papel da cirurgia robótica, em Portugal, realçando os avanços que estão em curso nos hospitais portugueses, públicos e privados. “A cirurgia robótica é mais precisa e segura, menos invasiva e dolorosa. Tudo graças à imagem (uma visão tridimensional aumentada dez vezes permite uma perceção de profundidade e detalhes muito mais precisos do que as visualizações bidimensionais convencionais), aos movimentos (com uma amplitude de 540 graus, que excede a capacidade da mão humana) e a uma gama de instrumentos cirúrgicos especializados que podem ser trocados facilmente e controlados com grande destreza. Tudo isto junto oferece-nos imensas possibilidades, da resolução de problemas complexos à redução de riscos”, explicou Helena Gatinho, no artigo publicado na edição n.º 34 da revista Visão Saúde.

De acordo com Antonieta Lucas, Presidente da APORMED e membro do júri, “a pertinência, a relevância e o impacto desta reportagem, bem como o nível de investigação que inclui os benefícios do uso dos dispositivos médicos para o setor da saúde, foram fatores cruciais e decisivos que reuniram o consenso do júri para a distinção deste trabalho da jornalista Helena Gatinho”.

O júri da 3.ª edição do Prémio APORMED - Jornalismo na área dos Dispositivos Médicos 2024 foi composto por Antonieta Lucas, Presidente da APORMED; João Gonçalves, Diretor Executivo da APORMED; João Gamelas, Presidente Cessante Imediato da Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia; Mafalda Fateixa, Responsável de Comunicação e Marketing da B. Braun Portugal; Nicole Matias, Responsável de Comunicação da Fresenius Medical Care; e Andreia Garcia, Professora Doutorada em Ciências da Comunicação e docente na Escola Superior de Comunicação Social do Instituto Politécnico de Lisboa.

A quarta edição do Prémio APORMED - Jornalismo na área dos Dispositivos Médicos será anunciada brevemente.

Opinião
O Censos é um dos instrumentos mais poderosos para compreender a realidade de um país.

Vivemos numa era em que a digitalização permite uma recolha de dados mais detalhada e segura. Não há, portanto, qualquer justificação para manter invisíveis milhões de cidadãos que enfrentam diariamente desafios impostos por condições de saúde crónicas ou deficiências. Um Censos verdadeiramente inclusivo é essencial para construir uma sociedade mais equitativa e eficiente. Se queremos um país preparado para responder às necessidades da sua população, é imperativo que a próxima edição do Censos contemple perguntas específicas sobre estas realidades.

 

1. A Importância dos Dados Estatísticos

Os números são a base da formulação de políticas públicas eficazes. Se não sabemos quantas pessoas precisam de determinado apoio, não conseguimos planear adequadamente a sua disponibilização. Atualmente, os dados sobre deficiências e doenças crónicas são obtidos através de estudos fragmentados, conduzidos por diferentes entidades, muitas vezes sem a abrangência necessária para uma visão nacional e integrada.

A realidade é que um grande número de cidadãos com necessidades especiais continuam invisíveis para o sistema. Se o Censos passasse a incluir perguntas como:

  • "É portador de algum tipo de deficiência ou problema crónico?"
  • "Que tipo de deficiência ou problema crónico possui?" (com opções como auditiva, visual, locomotiva, intelectual, renal, diabetes, cancro, entre outras)
  • "Quais os dispositivos de reabilitação ou tratamentos que necessita?" (prótese auditiva, implante coclear, perna ou braço protetica/o, cadeira de rodas, hemodiálise, insulina, quimioterapia, etc.)
  • "Precisa de alguma acessibilidade específica?" (legendagem, LGP, sinalização luminosa, rampas, elevadores, entre outras)

Estas questões permitiriam uma análise aprofundada sobre a verdadeira dimensão das necessidades da população. A partir destes dados, poderiam ser desenvolvidas políticas públicas realmente eficazes, que garantissem maior equidade no acesso a serviços e infraestruturas essenciais.

 

2. As Necessidades Reais da População

A deficiência e as doenças crónicas não são uma realidade homogénea. Cada condição apresenta desafios e exigências diferentes, que precisam ser compreendidos para que as respostas sejam adequadas.

Uma pessoa surda pode necessitar de legendagem ou de Língua Gestual Portuguesa (LGP) para aceder à informação, enquanto uma pessoa cega precisa de sinalização em braille ou de sinais sonoros para se deslocar de forma autónoma. Indivíduos com dificuldades motoras podem depender de rampas e elevadores para aceder a edifícios públicos e privados. Pacientes renais precisam de acesso regular a hemodiálise, e diabéticos dependem de insulina e de um acompanhamento rigoroso.

Com a inclusão destes dados no Censos, o planeamento dos recursos seria muito mais eficiente. As autarquias poderiam adaptar os transportes públicos de acordo com as necessidades da população, os hospitais organizariam melhor os seus serviços e o Governo poderia direcionar fundos de forma mais estratégica para melhorar as acessibilidades e os apoios sociais.

 

3. A Inclusão Digital e a Modernização do Censos

O avanço da tecnologia e a digitalização dos censos oferecem uma oportunidade única para incluir estas novas categorias sem comprometer a confidencialidade dos cidadãos. O cruzamento de dados entre o Instituto Nacional de Estatística (INE), o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a Segurança Social poderia permitir um acompanhamento contínuo das necessidades, garantindo que as políticas públicas evoluem conforme as exigências da população.

Este modelo já é adotado por vários países desenvolvidos. No Canadá e na Suécia, por exemplo, os censos incluem perguntas detalhadas sobre a condição de saúde dos cidadãos, permitindo uma melhor alocação de recursos e a criação de políticas públicas mais eficazes. Portugal não pode continuar a ignorar esta realidade e deve seguir o exemplo de nações que já compreenderam a importância desta abordagem.

 

4. Impacto na Qualidade de Vida

A recolha de dados concretos e atualizados sobre deficiência e doenças crónicas não beneficia apenas as pessoas diretamente afetadas. Uma sociedade mais inclusiva é vantajosa para todos os cidadãos. Infraestruturas acessíveis são úteis não apenas para pessoas com deficiência, mas também para idosos, grávidas e qualquer indivíduo com mobilidade reduzida temporária. Além disso, a redução das desigualdades no acesso à saúde e à reabilitação tem um impacto direto na qualidade de vida da população e na eficiência do sistema de saúde.

Se o Censos incluir estas informações, os resultados podem ser revolucionários:

  • Melhor planeamento de infraestruturas urbanas e transportes públicos acessíveis;
  • Melhor distribuição de profissionais de saúde especializados;
  • Maior eficiência na alocação de fundos públicos e privados;
  • Maior sensibilização social e política sobre a importância da inclusão.

Ignorar a necessidade de recolha destes dados é perpetuar a invisibilidade de milhares de cidadãos que enfrentam desafios diários para aceder aos seus direitos básicos.

 

Conclusão: 

A inclusão de perguntas sobre deficiência e doenças crónicas no Censos é uma necessidade urgente e inadiável. Não se trata apenas de recolher dados estatísticos, mas de garantir que todas as pessoas tenham acesso aos recursos e apoios necessários para uma vida digna e plena. Só através do conhecimento real da população podemos garantir que as políticas públicas são eficazes e justas.

Apelamos ao Instituto Nacional de Estatística, ao Governo e às entidades responsáveis pelo planeamento das políticas de acessibilidade e saúde para que considerem seriamente esta proposta. É inadmissível que em pleno século XXI ainda existam cidadãos invisíveis aos olhos do Estado. Está na hora de mudar esta realidade.

O futuro de um país inclusivo e acessível começa com dados concretos. E o primeiro passo é garantir que ninguém fica para trás no próximo Censos.

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Nota: 
As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
Alergias na primavera
A primavera é, para muitos doentes alérgicos, uma estação temida. Como explica a imunoalergologista Mariana Lobato: “os...

A especialista destaca que a rinite alérgica (pingo no nariz, espirros, comichão no nariz e na garganta e congestão nasal), a conjuntivite alérgica (olhos vermelhos, lacrimejo, sensação de areia nos olhos) e a asma (tosse, cansaço, pieira e falta de ar) são as alergias que mais comumente se associam a esta altura do ano.

“Para aproveitar ao máximo a primavera, sem os sintomas de alergias, como nariz entupido, comichão e olhos inchados, é essencial que os doentes alérgicos se preparem antecipadamente - uma consulta com um alergologista é fundamental, pois o especialista pode ajudar a identificar as causas específicas das alergias e recomendar, além de medicação para alívio, tratamentos personalizados, como a imunoterapia que, em alguns casos, pode ser realizada apenas pré-sazonalmente para prevenir o surgimento dos sintomas nas primaveras seguintes”, refere Mariana Lobato.

Como forma de prevenir a ocorrência de crises alérgicas, é recomendável que seja minimizada a exposição aos alergénios. Em nome da SPAIC, Mariana Lobato deixa algumas recomendações:

  • Evitar áreas exteriores onde é expectável existir elevada concentração de pólenes como os parques/zonas de arborização.
  • Evitar sair em horários de pico polínico: o pólen geralmente é mais abundante nas primeiras horas da manhã e ao final da tarde. É importante tentar limitar a exposição ao ar livre nesses horários, principalmente em dias secos e ventosos. 
  • Evitar exercício físico/prática de desportos exteriores durante a época polínica.
  • Estar atento à previsão de pólenes e consultar o Boletim Polínico da SPAIC no site da Rede Portuguesa de Aerobiologia. Aqui podem verificar-se as concentrações polínicas de cada zona do país, o que pode permitir o planeamento de viagens e a adequação de estratégias de prevenção.
  • Manter janelas de casa e dos carros fechadas durante os meses de maior concentração de pólen e eventualmente utilizar filtros de ar com tecnologia de filtros HEPA. 
  • Eventualmente, ponderar o uso de máscara que cubra o nariz e a boca ao sair ao ar livre pode ajudar a reduzir a inalação de pólen, especialmente em dias de vento forte.
  • Utilizar óculos escuros no exterior para proteger os olhos. No caso dos motociclistas deverão utilizar capacete integral. 
  • Trocar de roupa e tomar banho ao chegar em casa pode ajudar a remover os resíduos polínicos que se aderem às roupas e cabelo, aumentando o tempo de exposição aos mesmos.  
  • Durante todo o ano e em especial nos meses solarengos, proteja a pele da exposição solar excessiva. Utilize proteção solar e utilize chapéu e óculos de sol. 

“A largo prazo, as doenças alérgicas cronicamente não tratadas, além de influenciarem negativamente a qualidade de vida, podem agravar e ter consequências muito negativas para a saúde dos doentes”, alerta a imunoalergologista. Daí ser fundamental que os doentes alérgicos procurem ajuda junto dos profissionais de saúde o mais cedo possível – “o imunoalergologista vai identificar o que causa os sintomas, permitindo depois a prevenção e tratamento da forma mais eficaz”, conclui Mariana Lobato. 

Dia Mundial da Saúde
No Dia Mundial da Saúde, a Associação Nacional de Centros de Diálise (ANADIAL) lança um novo episódio do podcast “À conversa...

Para Francisco Ramos, “quem vive com doença renal crónica (DRC) em Portugal, tem, neste momento, um país muito bom para viver, um SNS que os acolhe e associações que representam bem os seus direitos, havendo razões para confiar nos cuidados de saúde portugueses.”

No entanto, defende que existem melhorias possíveis a implementar, como o alargamento da oferta pública de cuidados de hemodiálise, uma vez que, atualmente, cerca de 90% dos tratamentos são realizados em unidades privadas, enquanto apenas 10% são prestados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Outro dos temas abordados é o preço compreensivo, o valor pago pelo Estado que cobre, além do tratamento de hemodiálise, todos os cuidados, exames e consultas associadas à DRC, que não é revisto desde 2011. O especialista destaca que, embora o modelo atual garanta eficiência, sustentabilidade e poupança ao SNS, é necessário atualizar este valor e, eventualmente, incluir outros cuidados.

Francisco Ramos sublinha ainda como áreas prioritárias a necessidade de reforçar a prevenção e o diagnóstico precoce da DRC, bem como a integração dos cuidados de saúde, de forma a garantir uma abordagem mais cómoda e integrada para os doentes.

O podcast “À conversa sobre Diálise” comemora o 40.º aniversário da ANADIAL, tendo como objetivo abordar a evolução do tratamento da doença renal crónica ao longo das últimas quatro décadas. Convida mensalmente um especialista para debater temas relevantes para doentes renais, profissionais de saúde e o público em geral.

O novo episódio já está disponível no YouTube e Spotify.

 

Lançamento do livro
O livro que reúne as perguntas e respostas essenciais sobre osteoporose pensado para médicos de medicina geral e familiar.

O livro "Osteoporose: Questões Fraturantes", escrito pelos especialistas em Reumatologia Prof. Doutor Fernando Pimentel dos Santos e Dr. Tiago Meirinhos, foi lançado esta sexta-feira no 42º Encontro Nacional da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF).

Desenvolvido com o apoio da Tecnimede, empresa portuguesa que oferece um portfólio de medicamentos sujeitos a receita médica e de medicamentos inovadores, da Springer Healthcare Communications e com apoio institucional da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF), a Sociedade Portuguesa de Osteoporose e Doenças Ósseas Metabólicas (SPODOM) e a Sociedade Portuguesa de Reumatologia (SPR), este livro de bolso dirigido aos profissionais de saúde aborda as questões mais prementes sobre a osteoporose, contribuindo para a atualização científica e oferecendo apoio à prática clínica na área.

Em Portugal, a osteoporose é uma condição de saúde que, segundo dados epidemiológicos de 2019, tem uma prevalência estimada de 22% nas mulheres e de 6,7% nos homens com mais de 50 anos e apresenta um impacto social e individual considerável. Apesar da consciencialização crescente, a doença permanece subdiagnosticada e subtratada. Um exemplo preocupante é que apenas 25% das mulheres elegíveis para tratamento, com base no risco de fratura, recebem tratamento adequado. Estima-se que a osteoporose seja responsável por cerca de oito fraturas de fragilidade por hora em Portugal, com a fratura da anca a representar a fratura mais grave, necessitando quase sempre de hospitalização e intervenção cirúrgica.

Considerando o papel fundamental dos médicos de família na realização de uma avaliação inicial abrangente e minuciosa dos pacientes, este livro de bolso, elaborado com base em perguntas e respostas, apresenta-se como um recurso indispensável. As respostas a questões como a abordagem do paciente com suspeita de osteoporose, a gestão da osteopenia, as estratégias não farmacológicas e os tratamentos farmacológicos a serem considerados, o risco de osteonecrose da mandíbula, o início do tratamento após uma fratura, assim como a monitorização e a pausa terapêutica, são fruto de uma combinação de pesquisa clínica, diretrizes práticas e casos de estudo com o objetivo de promover uma abordagem holística e multidisciplinar na orientação dos pacientes com esta condição. O livro destaca ainda a importância de combater a inércia terapêutica, fundamentando as intervenções clínicas na melhor e mais robusta evidência científica que se encontra disponível.

 

O autor Dr. Tiago Meirinhos considera que "apesar de todos os esforços que temos feito na melhoria do rastreio e tratamento da osteoporose, são ainda muitos os utentes que diariamente sofrem fraturas de fragilidade, impactando negativamente a sua qualidade de vida, e agravando a morbimortalidade. O objetivo deste livro é proporcionar a todos os colegas, nomeadamente aos médicos de Medicina Geral e Familiar, uma ferramenta prática e de fácil acesso a todas as dúvidas de osteoporose na prática clínica, nomeadamente relacionadas com a abordagem, tratamento e seguimento destes utentes".

Para o também autor, Prof. Doutor Fernando Pimentel dos Santos: “A osteoporose é uma doença silenciosa que afeta milhões de pessoas, especialmente idosos. O envelhecimento da população portuguesa exige atenção dos profissionais de saúde. Disponibilizar um livro prático e acessível, baseado em perguntas e respostas, assume-se como uma ferramenta valiosa para capacitar os médicos de Medicina Geral e Familiar e contribuir para que os doentes recebam o melhor cuidado possível”.

O livro "Osteoporose: Questões Fraturantes" está disponível em formato físico através do contacto direto com os Delegados de Informação Médica (DIM) ou com a Medical Science Liaison (MSL) da Tecnimede. A versão digital ficará disponível na plataforma Tecnishare. Além disso, o livro incorpora o acesso a três folhetos informativos que os médicos podem distribuir aos seus pacientes, abordando temas como nutrição, prevenção de quedas e exemplos de exercício físico a fazer na prevenção e tratamento da osteoporose.

Mais do que uma questão de saúde óssea, a osteoporose é um problema que compromete a qualidade de vida, a autonomia e a mobilidade dos doentes. Este livro tem como principal objetivo promover a sua sensibilização, prevenção e tratamento, reduzindo o impacto socioeconómico da doença e melhorando a qualidade dos cuidados prestados.

Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares
A Sessão de Encerramento e Apresentação dos Resultados do Projeto Vencedor da 2.ª edição da Bolsa José Nogueira da Rocha terá...

O projeto “Otimização do Circuito do Medicamento no Internamento“, da Unidade Local de Saúde de Amadora/Sintra, foi o grande vencedor desta edição, tendo sido eleito de entre nove projetos candidatos.

O prémio atribuído concretizou-se num Programa de Consultoria Especializada, que teve início em novembro de 2024 e termina agora em março, desenhado para apoiar a implementação do projeto, particularmente focado na identificação do problema e nas suas causas. Concretamente o apoio técnico concedido visou responder à necessidade de melhoria ao nível do circuito do medicamento, otimizando a resposta aos pedidos de medicação a doentes internados e minimizando o trabalho alocado a revertências diárias.

Esta sessão visa demonstrar a importância das ações de melhoria contínua, fazer um balanço do trabalho desenvolvido e resultados obtidos.

Bolsa José Nogueira da Rocha, que conta já com duas edições,  é uma iniciativa da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), com o apoio do SUCH e apoio técnico da consultora ERISING, com o objetivo de reconhecer e potenciar as áreas de suporte logístico das unidades que integram o Serviço Nacional de Saúde e é dirigida a serviços não clínicos das instituições do Serviço Nacional de Saúde e Unidades das Regiões Autónomas, designadamente serviços/equipas das áreas de compras, aprovisionamento, distribuição/logística e serviços hoteleiros.

 

Dia Nacional do Doente com AVC
A cada hora, em Portugal, cerca de três pessoas têm um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e uma delas não sobrevive. A propósito...

Para assinalar este dia, a iniciativa FAST Heroes 112, em parceria com a Sociedade Portuguesa do AVC (SPAVC) e vários centros hospitalares, realiza ao longo das semanas atividades em várias escolas portuguesas que estão atualmente a implementar o projeto. A quinta fase de implementação da iniciativa decorre até ao final do ano letivo 2024/25 e a inscrição pode ser realizada através do site oficial https://pt-pt.fastheroes.com/

“A cada segundo uma pessoa no mundo sofre um AVC, uma emergência médica na qual todos os segundos contam. E mesmo sendo um tema tão falado, a verdade é que continuamos a registar casos de pessoas que chegam aos serviços de emergência demasiado tarde por não saberem reconhecer os principais sinais de AVC”, alerta Vítor Tedim Cruz, presidente da SPAVC, acrescentando: “O tratamento atempado poderá, sem qualquer dúvida, fazer a diferença entre a vida e a morte, pelo que educar a população e alertar para o impacto que este conhecimento poderá ter nas suas vidas é crucial e urgente para evitar desfechos fatais”. 

A iniciativa Fast Heroes 112 surge assim com a missão de ensinar, de forma lúdica e acessível, crianças entre os 5 e os 10 anos, bem como os seus familiares, a reconhecerem os sinais de alerta de um AVC e a agirem rapidamente, ligando para o 112. Como passam muito tempo com os avós ou outros familiares, os mais pequenos tornam-se aliados valiosos na prevenção e podem até salvar vidas. 

Através de diversas atividades, as crianças aprendem com quatro super-heróis especiais tudo o que precisam de saber sobre o AVC. Francisco (a Face), Fernando (a Força) e Fátima (a Fala) são três heróis reformados que representam os principais sintomas de um AVC, enquanto Tomás (o Tempo) reforça a importância de agir sem demora. No segundo ano da iniciativa, entra em cena Tânia, a Professora, que incentiva os alunos a transmitirem esse conhecimento a quem os rodeia, especialmente aos avós. 

Desenvolvida em parceria com o Departamento de Políticas Educativas e Sociais da Universidade da Macedónia, a iniciativa conta com o apoio da Organização Mundial de AVC, da Sociedade Portuguesa do AVC, da Direção-Geral da Educação e da Iniciativa Angels.  

Para implementar a campanha, basta aceder ao site oficial, em www.fastheroes.com, e fazer o registo como professor. Mais de 13.000 escolas em todo o mundo já se juntaram à missão! 

 

UMinho
A Universidade do Minho promove nos dias 22 e 23 de maio o I Congresso Internacional de História da Saúde e da Assistência,...

A abertura é a 22 de maio, às 10h00, com a presidente da ESE, Ana Paula Macedo, e a presidente do congresso, Analisa Candeias. O primeiro painel vai focar o papel invisível das mulheres nos cuidados de saúde medievais, a influência dos(as) enfermeiros(as) monges e as duras condições de trabalho nos hospitais da Idade Moderna.

De tarde, as comunicações livres vão dar espaço a novas perspetivas e investigações, culminando, às 16h30, num painel que destaca a história do Instituto Maternal, o Hospital-Colónia Rovisco Pais no estudo da doença de Hansen e a (des)colonização da medicina tropical na África lusófona.

A agenda do segundo dia começa às 9h30 e vai mostrar a evolução de temas ao longo dos séculos como a vulnerabilidade humana, a alimentação infantil, a assistência médico-cirúrgica nas Américas portuguesas e a história da saúde e da assistência em Portugal e Espanha.

Os oradores do congresso são André Silva, Paulo Queirós, Marta Lobo, Emília Bulcão, Cristina Nogueira, Isabel Amaral, Tânia Ferreira, Célia Oliveira, Alexandra Esteves, Monique Palma, Maria García González, Lucília Nunes e Maria Antónia Lopes.

Oito webinars prévios

A preparação para o congresso conta com um ciclo de oito webinars, entre 2 de abril e 21 de maio, sempre à quarta-feira e das 18h00 às 20h00. Esta abordagem interdisciplinar inovadora permite antecipar discussões relevantes em assuntos como a arquitetura dos espaços psiquiátricos, as respostas ao terramoto de 1755 em Lisboa, a reabilitação nas guerras, a evolução da psicofarmacologia, as amas de leite e as enfermeiras visitadoras.

Os peritos convidados são Maria Maia, Raúl Expósito, Carlos Subtil, Amélia Ferreira, Nuno Correia, João Rui Pita, Ana Leonor Pereira, José Morgado, Helena da Silva e Ana Paula Gato. Trata-se de uma boa oportunidade para compreender como a assistência médica tem moldado as sociedades, cruzando as áreas da saúde, história, sociologia, filosofia, psicologia e comunicação, entre outras. As pessoas interessadas podem efetuar as inscrições e obter mais detalhes em congrinthsa.wixsite.com/congrinthistsaudeass

31 de março: Dia Nacional do Doente com AVC
O Acidente Vascular Cerebral (AVC) continua a ser a principal causa de morte e incapacidade em Portugal. A Portugal AVC – União...

Estudos recentes apontam já que 30% dos Acidentes Vasculares Cerebrais atingem pessoas que estão em idade ativa, tendo que interromper a sua atividade profissional. Este alerta surge no âmbito do Dia Nacional do Doente com AVC, que se assinala no dia 31 de março.

Todos os anos, registam-se cerca de 25 mil episódios de AVC, em Portugal. Além da urgência no tratamento adequado, a recuperação e qualidade de vida após um AVC dependem de acesso a cuidados de reabilitação adequados e atempados. No entanto, em Portugal continuam a registar-se grandes disparidades neste aspeto, e sobreviventes e famílias enfrentam muito frequentemente dificuldades no acesso a estes serviços, tornando essencial reforçar o apoio nesta área.

“É urgente que se olhe para o retorno ao trabalho como muito importante  para estas pessoas, mesmo que guardem sequelas, visíveis ou não. Mas é fundamental que instrumentos como a possibilidade de este regresso ser gradual, o acompanhamento por uma equipa especializada multidisciplinar ou a formação adequada que se torne necessária, possam existir.” afirma António Conceição, Presidente da Portugal AVC. Acrescenta que “até em termos de vantagens para a sociedade e o Estado, é evidente: poder continuar a ser contribuinte ativo, em vez de mais um peso para a Segurança Social.”

Esta preocupação com a falta de perceção da importância deste tema, absolutamente fundamental, levou a associação Portugal AVC a lançar um Prémio de Jornalismo, uma iniciativa da Associação com o apoio da AbbVie, que já conta na sua 3ª edição, que espera incentivar a produção de conteúdos que promovam a sensibilização, quer para o impacto do AVC, quer para a importância da reabilitação e reintegração dos sobreviventes, contribuindo para uma sociedade mais informada e inclusiva.

Serão atribuídos prémios de 3.000€, 2.000€ e 1.000€ aos três melhores trabalhos. Podem concorrer jornalistas de todo o país com peças publicadas ou transmitidas em imprensa (papel ou digital), rádio, televisão ou podcast/videocast, entre 1 de dezembro de 2023 e 30 de novembro de 2025. O prazo para candidaturas termina a 15 de dezembro de 2025 e as submissões devem ser feitas para [email protected].

Com esta iniciativa, a Portugal AVC reforça a importância de informar a sociedade sobre o AVC, incentivando a produção de conteúdos jornalísticos de qualidade sobre esta temática.

Para sublinhar a importância desta data, na sequência de repto lançado aos municípios, vários edifícios muito significativos em todo o país vão ser iluminados de púrpura, a cor europeia dos sobreviventes de AVC.

Estudo
Um estudo multinacional – com o envolvimento de 802 participantes, dos quais 154 portugueses, e que contou com a participação...

Nesta investigação – que teve a  participação de adultos da Alemanha, Países Baixos, Portugal e Reino Unido – foi utilizada a LiverMultiScan, uma técnica de ressonância magnética não invasiva, que permite a recolha de imagens com precisão e a identificação de biomarcadores para monitorizar a doença. Esta tecnologia, desenvolvida pela Perspectum, empresa multinacional especializada no desenvolvimento de tecnologia médica, possibilita uma abordagem não invasiva para diagnosticar e monitorizar doentes com doenças crónicas do fígado, como a doença hepática esteatótica, a hepatite autoimune e a hepatite viral. Esta abordagem de diagnóstico e de seguimento da doença pode, assim, trazer vários benefícios tanto para os doentes, como para os sistemas de saúde, uma vez que pode reduzir, por exemplo, o número de biópsias que são realizadas atualmente para diagnosticar a doença, assim como diagnosticar com maior precisão e melhorar o acompanhamento de doentes.

A equipa de investigação conseguiu mostrar que a LiverMultiScan é uma ferramenta económica, capaz de melhorar as taxas de diagnóstico e que pode evitar biópsias desnecessárias, sendo ainda uma opção sem dor para o doente. Assim, esta abordagem de diagnóstico “permite que um procedimento não invasivo evite a realização de biópsia do fígado, com melhoria da relação custo-benefício, permitindo diagnosticar mais pessoas, mais rapidamente e com menos visitas médicas”, revela o docente da Faculdade de Medicina da UC (FMUC) e diretor do Centro de Imagem Biomédica e Investigação Translacional do Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde, e um dos autores do estudo, Miguel Castelo-Branco.

Em Portugal, este estudo contou com o envolvimento da UC, da Unidade Local de Saúde de Coimbra (ULS Coimbra) e de vários centros de saúde da Região Centro, envolvendo uma equipa multidisciplinar, que contou também com a participação do docente da FMUC, Filipe Caseiro Alves, e de equipas clínicas da ULS Coimbra. No contexto português, por exemplo, “esta técnica corroborou a melhoria na

qualidade de vida, e mostrou, ao mesmo tempo, diferenças assinaláveis com os outros países ao nível da oferta e custos dos cuidados de saúde”, explica Miguel Castelo-Branco. “Curiosamente a discrepância entre a elevação inicial dos custos e os benefícios a longo prazo foi mais acentuada em Portugal, o que tem impacto na implementação de estratégias de promoção da saúde”, acrescenta.

A Universidade de Coimbra participou neste estudo no âmbito do projeto europeu RADIcAL – Non-invasive rapid assessment of chronic liver disease using Magnetic Resonance Imaging with LiverMultiScan, financiado pela Comissão Europeia.

Os resultados do estudo são apresentados no artigo científico Utility and cost-effectiveness of LiverMultiScan for MASLD diagnosis: a real-world multi-national randomized clinical trial, publicado na revista Communications Medicine, editada pela Nature. O estudo tem como primeira autora a Diretora de Estratégia de Acesso ao Mercado da Perspectum, Elizabeth Shumbayawonda, e contou também com a participação de vários cientistas de instituições de ensino e investigação europeias. O artigo científico está disponível em https://doi.org/10.1038/s43856-025-00796-9.

 

Ações de sensibilização
No próximo dia 31 de março, assinala-se o Dia Nacional do Doente com AVC, uma efeméride fundamental para reforçar a...

Sob o mote "Pare o AVC. Junte-se a nós", a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), com o apoio de várias Unidades Locais de Saúde, outras instituições de Saúde e Câmara Municipais, promove iniciativas destinadas a ampliar o impacto da mensagem junto da população.

De acordo com a Dr.ª Cristina Duque, Embaixadora Nacional da SPAVC para o Dia Nacional do Doente com AVC, a repetição da mensagem é essencial para garantir que um maior número de pessoas esteja informado e preparado para agir em caso de emergência. "Nunca é demais repetirmos a mensagem 'Pare o AVC. Junte-se a nós'. Quantas mais vezes a ouvirem, maior será o nosso alcance na sensibilização da população", afirma a neurologista.

Nesta estratégia de consciencialização, os embaixadores regionais são essenciais na disseminação de informações importantes e fidedignas, sendo peças-chave durante as celebrações do Dia Nacional e do Dia Mundial do AVC. "Os embaixadores regionais têm um papel fundamental, pois permitem que a mensagem da SPAVC chegue de forma mais próxima e adaptada à realidade local, mobilizando as comunidades e garantindo a continuidade do trabalho no terreno", reforça a Embaixadora Nacional. A lista completa dos embaixadores regionais pode ser consultada no website da SPAVC.

Embora o AVC seja mais comum em adultos e idosos, a SPAVC tem vindo a dar especial atenção à educação das crianças e jovens, promovendo a sua sensibilização como agentes de mudança nas famílias e comunidades. Exemplo disso é a iniciativa Fast Heroes, um programa internacional, com a chancela da SPAVC, que visa ensinar crianças e jovens a reconhecer os sinais de AVC e a agir rapidamente em situações de emergência. Através de recursos educativos, os mais novos aprendem a identificar os sintomas e a importância de chamar o 112 imediatamente, tornando-se verdadeiros heróis na prevenção do AVC. 

Se conseguirmos sensibilizar desde cedo, vamos ter uma geração mais informada e consciente, capaz de prevenir, tratar e agir corretamente em caso de AVC.

Segundo a Dr.ª Cristina Duque, a mensagem que todos devem reter, não apenas neste dia, mas sempre, é a importância de reconhecer rapidamente os sinais de alerta do AVC: os 3 F's - Fala, Face e Força. "Perante a presença de um destes sinais, devemos ligar imediatamente para o 112. Tempo é cérebro e cada minuto faz a diferença para reduzir as consequências do AVC e salvar vidas", alerta.

Neste Dia Nacional do Doente com AVC, a SPAVC incentiva toda a população a envolver-se ativamente nesta causa, a acompanhar as iniciativas e a ajudar a difundir a mensagem. Todas as informações sobre as atividades programadas para esta data podem ser consultadas nas redes sociais da SPAVC, que são atualizadas diariamente.

27 de março I Dia Mundial da Adesão
Quando se trata de doenças crónicas assintomáticas, como a hipertensão arterial, frequentemente referida como o “assassino...

É isso mesmo que mostram os dados do inquérito ‘Adesão à Terapêutica, barreiras, consequências e soluções - a Visão dos Portugueses’, que confirma que embora 58,8% dos doentes crónicos cumpram as recomendações médicas, cerca de um quarto (24,8%) admite esquecer-se frequentemente da medicação, enquanto 16,4% acabaram por não a tomar. Uma realidade preocupante, que coloca muitos doentes em risco de desenvolver complicações.

E preocupante é também, mostram os números recolhidos pela Spirituc, num inquérito apoiado pela Servier Portugal, o facto de os doentes negligenciarem, em média, mais de duas tomas por semana da medicação prescrita. O principal culpado? O esquecimento, responsável por 81,7% dos casos de uma baixa adesão à terapêutica.

Isto apesar de a esmagadora maioria dos inquiridos (93,3%) reconhecer que a não adesão à terapêutica pode ter um impacto elevado no controlo da doença. Entre estes inquiridos, uma percentagem muito significativa admite que este impacto tem que ver com o descontrolo da doença (89,1%), podendo ainda originar outras complicações, como o AVC ou ataques cardíacos (50,6%) e um aumento dos internamentos e idas às urgências (50,2%). Já para os mais céticos, que consideram que a não adesão tem pouco impacto, 60% consideram que se a falha for ocasional (uma ou duas vezes por semana) não tem impacto.

Quando questionados sobre os obstáculos à adesão à terapêutica, os portugueses apontam a falta de consciencialização dos doentes para a sua doença como um fator importante (36,2%). Particularmente alarmante é que 20,9% dos inquiridos admitem que a ausência de sintomas visíveis os leva a negligenciar o tratamento, enquanto outros 21,2% só levam a sério a medicação para doenças que consideram "graves".

Ainda de acordo com o inquérito, entre os inquiridos que fazem atualmente medicação para a hipertensão e dislipidemia, mais de metade (52%) considera que o não cumprimento da medicação só leva ao agravamento da doença se as falhas forem muito frequentes ou por muito tempo. Já entre os inquiridos que dizem não fazer tratamento, dois terços não apresentam qualquer receio que a sua doença se possa agravar por esse motivo.

Estes são dados que justificam a criação do Dia Mundial da Adesão, uma iniciativa global que junta várias sociedades científicas e parceiros internacionais, como a World Heart Federation e que visa sensibilizar a população, profissionais de saúde e instituições para a urgência de melhorar a adesão à terapêutica na gestão da hipertensão e de outras doenças crónicas que, de acordo com vários estudos, pode reduzir o risco de mortalidade a longo prazo em até 21%.

Em Portugal, para assinalar este dia, além do inquérito aos portugueses, é ainda lançada a campanha ‘Não Perca Tempo’ (‘Don’t Miss a Moment’), reforçando a ideia de que pequenas ações hoje podem garantir grandes momentos no futuro, ou seja, ao seguir corretamente o tratamento, os doentes estarão a proteger os momentos mais importantes das suas vidas, o tempo com a família, celebrações e conquistas pessoais.

Para sublinhar essa importância, vários monumentos vão ser iluminados de vermelho em todo o País, como o Cristo Rei, em Lisboa, a Assembleia Legislativa dos Açores e o Palacete dos Viscondes de Balsemão, no Porto.

Em Portugal, o Dia Mundial da Adesão e as atividades ligadas à celebração desta efeméride, que se assinala pela primeira vez, conta com o apoio da Associação Nacional das Farmácias, Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Portugal AVC, Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral, Sociedade Portuguesa de Aterosclerose, Sociedade Portuguesa de Cardiologia, Sociedade Portuguesa de Hipertensão, Sociedade Portuguesa de Literacia em Saúde, Sociedade Portuguesa de Medicina Interna e Servier Portugal.

Ficha técnica do estudo: No estudo foram envolvidos indivíduos residentes em território nacional, com idade igual ou superior a 18 anos. No final do estudo obtiveram-se um total de 600 questionários, completos e válidos. A esta amostra global corresponde uma margem de erro de 4,00% para um intervalo de confiança de 95%.

 

Universidade de Coimbra
Esta semana, nos dias 27 e 28 de março (amanhã e sexta-feira), os Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra (SASUC)...

O evento vai reunir mais de 400 participantes, entre especialistas, investigadores, profissionais de saúde e estudantes, para discutir os desafios, avanços e práticas que moldam o cuidado da saúde mental, assim como perspetivar o futuro nesta área.

A programação inclui várias atividades, nomeadamente: workshops, apresentação orais, posters, momentos de networking para troca de ideias e experiências, palestras e mesas-redondas. O congresso pretende, assim, ser uma plataforma para partilhar conhecimento, fomentar debates e explorar novas abordagens para cuidar da saúde mental do jovem adulto.

Na quinta-feira (27), as atividades vão decorrer no Polo I da Universidade de Coimbra. Durante o dia, a equipa de saúde mental dos SASUC vai dinamizar vários workshops com vista à partilha das boas-práticas para a promoção da saúde mental em instituições de ensino superior. Ao final do dia, a psicóloga clínica e sexóloga, Tânia Graça, uma das oradoras convidadas, vai conduzir a palestra “Let's Talk About Sex”, que vai decorrer pelas 19h00, no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra.

Já na sexta-feira (28), o dia começa com as intervenções do Pró-Reitor da Universidade de Coimbra para a Inovação Pedagógica, Paulo Peixoto, e do Administrador dos SASUC, Leonardo Vicente, no Auditório Central do Polo II. Segue-se a mesa-redonda dedicada aos 10 anos da Consulta de Psiquiatria do Estudante Universitário, um apoio destinado à comunidade de estudantes da UC, que resulta de um protocolo assinado entre a UC e o então Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (agora Unidade Local de Saúde de Coimbra). Pelas 17h30, tem lugar a sessão de encerramento do congresso e a entrega de prémios à melhor comunicação oral e ao melhor poster científico, que vai ser feita pelo Vice-Reitor da UC para os Recursos Humanos, Financeiros e Serviços de Ação Social, Luís Neves.

Durante as várias sessões do congresso, Luísa Amado (Quirky Luísa) vai estar a ilustrar as atividades.

O congresso é organizado pelos SASUC, no âmbito do projeto S2ES@Coimbra – Supporting Students at Every Step, integrado no Programa para a Promoção da Saúde Mental no Ensino Superior, que é cofinanciado pela Direção-Geral do Ensino Superior.

A programação completa do congresso está disponível em www.uc.pt/sasuc/congresso-de-saude-mental/.

 

Opinião
Nos últimos anos, as redes sociais transformaram-se no principal espaço de socialização dos jovens.

A questão impõe-se: estamos a fazer o suficiente para proteger os menores de idade nas redes sociais? O simples requisito de ter mais de 13 anos para criar uma conta tem-se revelado ineficaz. A verdade é que qualquer criança pode mentir sobre a sua idade e navegar livremente num mundo sem filtros, onde criminosos, influenciadores irresponsáveis e desafios virais perigosos se escondem entre milhões de publicações.

A tecnologia, tantas vezes responsabilizada pelos problemas digitais, pode também ser a solução. E se a Inteligência Artificial (IA) fosse usada para criar um sistema de proteção automática para menores de 18 anos? Um sistema que não fosse uma invasão à privacidade dos jovens, mas sim um escudo invisível contra ameaças online?

 

A proposta: um sistema de IA para segurança juvenil

A ideia é simples, mas inovadora: um sistema de IA integrado nas redes sociais, ativo até os 18 anos, que identificaria comportamentos de risco e enviaria alertas em dois níveis:

1. Para o próprio jovem – caso a IA detectasse mensagens potencialmente perigosas, daria um aviso imediato, sugerindo opções como pedir ajuda, denunciar ou obter aconselhamento.

2. Para os pais – se a situação fosse grave (como interações com predadores, cyberbullying intenso ou sinais de depressão/autolesão), os pais receberiam um alerta, mas sem acesso total às conversas.

O objetivo não seria vigiar os jovens, mas orientá-los em tempo real e informar os pais apenas quando necessário. O sistema também poderia colaborar com entidades de segurança e apoio psicológico, garantindo uma resposta mais eficaz em casos críticos.

 

Como funcionaria na prática?

1. Criação de conta com controlo parental:

Quando um menor se regista numa rede social, o sistema de IA é ativado automaticamente, com a supervisão de um dos pais ou responsáveis.

O responsável pode receber relatórios gerais (como "Conta interagiu com perfis suspeitos"), mas não acesso total às mensagens.

2. Monitorização inteligente:

A IA analisaria padrões de conversa, imagens e vídeos, identificando conteúdos preocupantes, como cyberbullying, discurso de ódio, assédio, desafios perigosos ou incentivo à autolesão.

Para evitar falsos alarmes, a IA usaria inteligência contextual para perceber o tom das interações.

3. Alertas para o jovem:

Se a IA identificasse um risco, o próprio adolescente receberia uma notificação do tipo:

"Esta conversa parece perigosa. Queres denunciar ou obter ajuda?"

"Parece que alguém te está a pressionar. Queres saber como te proteger?"

Isso permitiria que os jovens tomassem decisões informadas e se sentissem no controlo.

4. Alertas para os pais (em situações graves):

Se o risco fosse elevado (como conversas explícitas com um adulto suspeito ou sinais de autolesão), o sistema enviaria um alerta discreto aos pais, sugerindo que falassem com o filho.

A privacidade do jovem seria mantida sempre que possível, mas a segurança teria prioridade em casos críticos.

5. Intervenção automática em casos extremos:

Se a IA detectasse conteúdos ilegais (como exploração infantil), poderia alertar diretamente as autoridades e bloquear o perfil ofensivo.

 

Os benefícios: segurança sem invasão de privacidade

Este modelo equilibraria autonomia e proteção, evitando os extremos da total vigilância ou do completo abandono digital. Os principais benefícios seriam:

✅ Proteção ativa contra crimes digitais: A IA identificaria e bloqueava interações de aliciamento, abuso e cyberbullying antes que se tornassem perigosas.

✅ Educação digital em tempo real: Os jovens receberiam conselhos automáticos sempre que corriam riscos, ajudando-os a desenvolver consciência crítica.

✅ Prevenção de transtornos mentais: Alertas sobre interações tóxicas e apoio psicológico poderiam reduzir casos de ansiedade e depressão ligadas às redes sociais.

✅ Suporte parental sem excessos: Os pais só seriam informados quando realmente necessário, respeitando a privacidade do adolescente.

✅ Colaboração entre redes sociais, educadores e autoridades: Um sistema padronizado permitiria respostas rápidas e eficazes em situações de perigo.

 

Desafios e soluções possíveis

Naturalmente, um sistema como este enfrentaria desafios éticos e técnicos.

⚠️ Privacidade dos jovens – Solução: Garantir que os pais só recebam alertas em situações graves e não tenham acesso total às mensagens.

⚠️ Falsos positivos e interpretações erradas – Solução: Desenvolver IA sofisticada que entenda contexto, evitando alarmes desnecessários.

⚠️ Resistência dos jovens – Solução: Explicar os benefícios do sistema e garantir que as notificações diretas lhes dão autonomia para agir primeiro.

⚠️ Abuso por parte dos pais – Solução: Criar diretrizes claras sobre como e quando os alertas são ativados, impedindo controlo excessivo.

 

Conclusão: a segurança digital dos jovens tem de ser prioridade

Estamos numa era em que um simples clique pode mudar vidas. Um jovem pode ser vítima de chantagem emocional, manipulação ou exposição a conteúdos destrutivos sem que ninguém perceba. Ignorar este problema não é uma opção.

A Inteligência Artificial já é usada para sugerir vídeos, identificar tendências e até criar filtros de imagem. Porque não usá-la para proteger os mais vulneráveis? Criar um sistema de IA para segurança juvenil não é uma questão de vigilância excessiva, mas de responsabilidade digital.

Redes sociais, governos e educadores precisam de se unir para desenvolver soluções concretas. A tecnologia já existe – falta apenas a vontade de agir.

Se garantimos regras de trânsito para proteger os mais novos nas estradas, porque não garantir regras digitais para protegê-los no mundo online?

 

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.
4.ª edição da RACCI
A 4.ª edição da Rede de Autarquias que Cuidam dos Cuidadores Informais (RACCI), promovida pelo Movimento Cuidar dos Cuidadores...

A iniciativa implementou, pela primeira vez, um sistema de classificação que reconhece a excelência, consistência e impacto das propostas, através de selos de mérito com três categorias distintas que visam tornar a atribuição do selo de mérito mais justo e criterioso junto autarquias vencedoras: “Ouro” (150 pontos ou mais), “Prata” (de 125 a 149 pontos) e “Bronze” (de 100 a 124 pontos). O projeto, que reconhece através da atribuição de um selo digital de mérito os municípios e as freguesias do território nacional português que adotem as melhores práticas e as medidas de apoio em benefício dos cuidadores informais recebeu, este ano, 70 candidaturas – o maior número até à data.

Dos 65 projetos distinguidos, 23 receberam a classificação “Ouro”, 22 foram reconhecidos com o selo de mérito “Prata” e 20 com o de “Bronze”, numa clara demonstração da crescente maturidade da Rede e da diversidade das respostas que as autarquias estão a implementar, de norte a sul do país.

“Estamos perante uma evolução significativa no compromisso das autarquias com o bem-estar dos cuidadores informais. Esta 4.ª edição marca um ponto de viragem na história da RACCI, não só pelo número recorde de candidaturas recebidas este ano, mas sobretudo pela qualidade, abrangência e inovação das respostas apresentadas. É particularmente relevante o reforço do apoio aos cuidadores informais de pessoas com deficiência e incapacidade, incluindo crianças, jovens e jovens adultos — um grupo que, em edições anteriores, nem sempre era contemplado de forma sistemática. Este ano, vemos esses públicos integrados em estratégias municipais já robustas, o que acrescenta ainda mais valor ao trabalho desenvolvido. A introdução das classificações “Ouro”, “Prata” e “Bronze” veio permitir reconhecer e valorizar o mérito das intervenções mais impactantes e inspiradoras”, sublinha Palmira Martins, Assistente Social na Associação RD Portugal - União das Associações das Doenças Raras de Portugal e membro do júri.

Entre os projetos que foram reconhecidos com a classificação “Ouro” pelo carácter inovador, integrado e sustentável das suas propostas e que alcançaram a pontuação mais elevada, destacam-se, na zona Norte o município de Ílhavo (190), na zona Centro do país, o município de Oeiras (170) e, na zona Sul o município de Odemira (156). Lisboa participou, pela primeira vez, nesta edição, e foi distinguida com o selo de mérito “Bronze” (118).

Oeiras, ílhavo e Odemira lideram ranking de pontuação

O projeto "Maiores no Cuidado", apresentado pelo município de Ílhavo, reflete um compromisso contínuo da autarquia com os cuidadores informais, oferecendo formação específica, apoio psicológico e social, ações de estimulação cognitiva, programas intergeracionais e um acompanhamento no período de luto. A sua abordagem centrada no cuidador e o envolvimento de múltiplos parceiros institucionais tornam-no um exemplo de resposta territorial de proximidade e impacto social.

No âmbito do Plano Local para as Demências, a autarquia de Oeiras disponibiliza uma rede articulada de recursos que integra consultas psicológicas, ações de capacitação, projetos como o Home 360º, Razões de Sobra, o Gabinete Cuidar Melhor, o Café Memória e diversas iniciativas com o apoio da associação de doentes Alzheimer Portugal. O seu projeto "Medidas de Apoio aos Cuidadores Informais" destaca-se pela forte componente de planeamento estratégico, inovação social e parcerias institucionais.

Com um modelo de intervenção baseado em três eixos – apoio psicológico e social, descanso do cuidador e ensino especializado ao domicílio – o projeto "Cui(DAR)+", desenvolvido pelo município de Odemira, dá resposta à realidade de um concelho com uma população idosa dispersa. Com mais de 8 mil atendimentos realizados desde o seu início, este projeto apresenta resultados sólidos e um profundo impacto na vida de quem cuida.

Lisboa estreia-se com o “Lisboa Cuida +”

A Câmara Municipal de Lisboa integrou este ano, pela primeira vez, a Rede com o projeto “Lisboa Cuida +”, desenvolvido em parceria com o Instituto Padre António Vieira, e que aposta na capacitação de técnicos, na disponibilização de conteúdos formativos e na realização de grupos focais para identificar melhor as necessidades dos cuidadores informais. O projeto inclui, ainda, o regresso do Café Memória a Lisboa, no Palácio Galveias, promovendo o apoio entre cuidadores e a partilha de experiências.

A primeira edição da iniciativa, realizada em 2021-2022, recebeu 50 candidaturas, das quais 24 foram reconhecidas com o selo RACCI. Na segunda edição, em 2022-2023, foram recebidas 54 candidaturas, com 42 autarquias distinguidas. Já na terceira edição, em 2023-2024, o número de candidaturas aumentou para 66, resultando no reconhecimento de 59.

Mais informação sobre os projetos em www.movimentocuidadoresinformais.pt.

IRS Solidário
A Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) acaba de lançar a sua campanha de consignação do IRS, contando com o...

Mesmo com a correria do dia a dia, este simples gesto não custa nada e tem um impacto enorme na vida da APDP. A campanha, protagonizada por Marisa Cruz, reforça precisamente essa ideia e pretende destacar a facilidade e rapidez com que se pode apoiar a APDP através da consignação do IRS, mesmo para quem tenha uma agenda muito preenchida. O filme, com um ambiente de bastidores de uma produção, mostra Marisa Cruz a explicar a importância do trabalho da APDP e como consignar o IRS pode ser simples e rápido através do Portal das Finanças.

"A consignação do IRS é uma forma muito eficaz de apoiar o trabalho da APDP. Em 2024 os fundos angariados foram utilizados nos programas de formação das pessoas com diabetes e na melhoria das instalações (ar condicionado). Cada contribuição, por mais pequena que pareça, junta-se a muitas outras e permite-nos continuar a melhorar os nossos serviços a quem mais precisa. Agradecemos profundamente o apoio de todos os que escolhem doar 1% do seu IRS à APDP.", afirma José Manuel Boavida, presidente da APDP.

O processo de consignação do IRS é simples e pode ser feito através do Portal das Finanças em dois momentos. Até 31 de março, pesquisando pelo campo “Comunicar Entidade a Consignar IRS/IVA”; e durante a entrega da declaração de IRS, no período entre 1 de abril e 30 de junho, indicando o NIF da APDP: 500 851 875 no quadro 11 (campo 1101) do modelo 3. A doação de 1% do IRS não tem qualquer custo para o próprio.

"A diabetes é uma doença crónica que afeta milhões de portugueses. A APDP está na linha da frente no combate a esta doença, oferecendo apoio a quem vive com diabetes. Ao consignar o seu IRS à APDP, está a investir num futuro mais saudável para todos. Contamos com o apoio dos portugueses, sensíveis à causa da diabetes", reforça o presidente da APDP.

A APDP, com 99 anos de história, desempenha um papel fundamental no acompanhamento das pessoas com diabetes em Portugal, promovendo a capacitação para uma boa gestão da doença. A associação conta com cerca de 150 profissionais, entre médicos de diferentes especialidades, enfermeiros, nutricionistas, psicólogos, técnicos de saúde, administrativos e auxiliares. Dispõe assim de uma equipa multidisciplinar, empenhada e envolvida no acompanhamento próximo e na prestação dos melhores cuidados de saúde às pessoas com diabetes.

O filme da campanha, protagonizado por Marisa Cruz, pode ser visto nas redes sociais online da associação ou no site oficial, em apdp.pt.

“Não se esqueça da APDP quando fizer o seu IRS. Ao ajudar, está a destinar parte dos seus impostos ao apoio de pessoas com diabetes, sem qualquer custo para si”, remata José Manuel Boavida.

26 de março | Purple Day
Entrevista com o Dr.

1. Considerando os dados sobre a prevalência da epilepsia em Portugal e o facto de que em muitos casos a causa permanece desconhecida, quais são as principais áreas de investigação em que a LPCE está a investir para melhor compreender a doença e, eventualmente, encontrar novas formas de prevenção ou tratamento?

Apesar de ainda estar a decorrer o estudo epidemiológico de epilepsia em Portugal, estima-se que a epilepsia afete cerca de 1% da população Portuguesa. Na maioria dos doentes, e após realização dos exames complementares apropriados, consegue-se identificar uma causa para a epilepsia. Nos casos onde tal não é claro, assume-se empiricamente um tratamento utilizando fármacos que sejam eficazes em todos os tipos de crises.

Uma melhor compreensão da doença, tal como novas formas de tratamento e prevenção tem sido um esforço efetuado por várias Instituições científicas a nível internacional,  nomeadamente a Liga Internacional Contra a Epilepsia, estando a LPCE a colaborar com as mesmas nesse sentido.

 

2. Como é que a epilepsia se manifesta e como é que o reconhecimento precoce de outros tipos de crises pode ser crucial para um diagnóstico e tratamento atempados?

A epilepsia caracteriza-se por uma predisposição cerebral intrínseca para gerar crises epiléticas de forma recorrente; as crises epiléticas podem ser de vários tipos, sendo as mais reconhecidas as crises convulsivas, com um componente motor aparatoso. Mas simples alterações visuais, auditivas, sensitivas ou olfativas podem ser manifestações de crises epiléticas, nestes casos podendo levar a um atraso diagnóstico e terapêutico. Para minimizar esse atraso, a observação numa consulta especializada de epilepsia é fundamental.

 

3. O texto menciona o estigma como um dos maiores obstáculos enfrentados pelas pessoas com epilepsia. Na sua experiência, quais são as manifestações mais comuns desse estigma em Portugal e que medidas concretas podem ser implementadas para o combater eficazmente, tanto a nível social como institucional?

O estigma da epilepsia está presente de várias formas, desde uma maior dificuldade em aceder a posições de trabalho, discriminação social ou incompreensão por parte dos outros. No entanto, cerca de 70% das pessoas com epilepsia têm as suas crises controladas com medicação, não apresentando qualquer restrição em efetuar a sua vida normal e com uma boa qualidade de vida.

O conhecimento destes factos é essencial para combater a estigma social e institucional que a doença provoca.

 

4. Apesar de a epilepsia poder ser controlada em muitos casos com medicação, o acesso a cuidados de saúde de qualidade continua a ser um desafio para alguns doentes em Portugal. Quais são as principais barreiras que impedem o acesso equitativo ao diagnóstico e tratamento da epilepsia no país, e o que pode ser feito para as superar?

Atualmente, em Portugal o acesso aos cuidados de saúde é garantido para a maioria dos doentes com epilepsia. O problema surge nos doentes nos quais as crises ainda não estão controladas e que deveriam ter uma referenciação precoce aos centros de epilepsia refractária, o que por vezes é um processo difícil e moroso. Para aumentar a capacidade de resposta a estes doentes deveria apostar-se numa maior profissionalização dos centros de referência.

 

5. Que tipo de plano nacional seria mais benéfico para as pessoas com epilepsia em Portugal, e quais seriam os seus principais componentes?

Um plano nacional para as pessoas com epilepsia deveria basear-se numa maior articulação e celeridade de resposta entre os diferentes níveis de cuidados de saúde, desde os cuidados de saúde primários, passando posteriormente para consultas especializadas em epilepsia existentes nos hospitais e, finalmente, os centros de referência em epilepsias refratárias.

 

6. Para além da medicação, que outras terapias ou abordagens complementares podem ser benéficas para as pessoas com epilepsia, e como podem ser integradas nos cuidados de saúde em Portugal?

Nos doentes nos quais as suas crises não estão controlados com a terapêutica médica, é necessário avaliar outras possibilidades de tratamento. Tal deverá ser efetuado nos 5 centros de referência em epilepsias refratárias existentes em Portugal, 2 no Porto, 1 em Coimbra, 2 em Lisboa. Nestes, e após uma cuidadosa avaliação multidisciplinar, os doentes poderão ser submetidos a cirurgia de epilepsia, técnicas de neuroestimulação, ou ser candidatos a novos fármacos anticrises epiléticas ou dietas específicas.

 

7. No caso de uma pessoa presenciar uma crise epilética, quais são os procedimentos de primeiros socorros mais importantes que deve seguir? Que informações cruciais devem ser transmitidas aos familiares da pessoa com epilepsia para que estes possam prestar o apoio adequado em casa e como podem ajudar a prevenir potenciais complicações durante e após uma crise?

A grande maioria das crises epiléticas tem uma duração limitada, pelo que o fundamental é saber como proceder durante esse período. Tal vai depender muito do tipo de crise epilética que o doente apresenta. Nas crises convulsivas, é fundamental afastar o doentes de objetos nos quais se possa magoar durante a crise e, após a crise, colocar o doente em posição lateral de segurança. Nada de tentar colocar objetos na boca para não morder a língua. Se a crise for prolongada, mais de 5 minutos, há fármacos que podem ser administrados para a parar. A ida a um serviço de urgência poderá ser justificada se o doente tiver alguma lesão no decorrer da crise, se a crise for muito prolongada ou se ocorrerem várias crises no mesmo dia (mais informações no site epilepsia.pt).

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As informações e conselhos disponibilizados no Atlas da Saúde não substituem o parecer/opinião do seu Médico, Enfermeiro, Farmacêutico e/ou Nutricionista.

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